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LICENCIATURA EM HISTÓRIA

PRÁTICA DE ENSINO: OBSERVAÇÃO E PROJETO (PE: OP)

POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2
PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM
AMBIENTE NÃO ESCOLAR

ANDRÉ VILLAR DE ARAÚJO RA 1879079

CAÇAPAVA-SP
2018
ANDRÉ VILLAR DE ARAÚJO

PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM


AMBIENTE NÃO ESCOLAR

Projeto apresentado à Universidade Paulista –


UNIP INTERATIVA, referente ao curso de
graduação em História, como um dos requisitos
para a avaliação na disciplina Prática de Ensino:
Observação e Projeto.

Professora Magali Fernandes.

CAÇAPAVA-SP
2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 04

2 OBJETIVOS .......................................................................................................... 06
2.1 Objetivos gerais .................................................................................................. 05
2.2 Objetivos específicos .......................................................................................... 05

3 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................... 06
3.1 Revisão bibliográfica .......................................................................................... 06
3.2 Procedimentos metodológicos ............................................................................ 07
3.3 Proposta de ação e estratégias .......................................................................... 08

4 CRONOGRAMA ....................................................................................................

5 AVALIAÇÃO .......................................................................................................... 09

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 09

REFERENCIAS ..................................................................................................... 10
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1 INTRODUÇÃO

A pedagogia social ainda é pouco discutida no cenário educacional. Sendo


a educação fator primordial para o desenvolvimento integral do ser humano, este
trabalho torna-se relevante pelo seu caráter de abrangência social que contribui
tanto para questões ligadas a sociedade quanto para a educação moral do aluno.
Com tudo o civismo é um elemento cultural que atualmente, não tem sido
cultivado pelos brasileiros, sobretudo no que diz respeito aos Símbolos Nacionais,
os quais fazem parte da identidade da Nação e dos próprios brasileiros.
No decorrer dos últimos anos ou pode se dizer décadas, os Símbolos
Nacionais têm sido esquecidos pelo povo.
O grande desafio é: como motivar no brasileiro, a mudar esse sentimento
desinteressado e resgatar o conhecimento e o amor pelos símbolos nacionais, no
país ao qual ele faz parte como cidadão?
Os Símbolos Nacionais brasileiros serão usados como ponto de partida
como objetos de estudos, e através deles o estudante terá o prazer de conhecer
as raízes da sua historia, e significado de cada um deles.
Tendo como base a pedagogia social, usaremos ambientes não escolares
para desenvolver trabalhos de elaboração e exposição dos símbolos Nacionais,
Nesse projeto sugerimos trabalhar o desenvolvimento da historia de cada
símbolo; o porquê foi criado, quais personagens da historia estão relacionados, o
que representam realmente cada símbolo para o país e principalmente para o
cidadão brasileiro.
Nesse intuito, buscou-se elaborar um Projeto de Aproveitamento
Pedagógico de um ambiente não escolar para que haja também uma interação
com a comunidade, pais e familiares. Consequentemente, pretende-se também
possibilitar que os estudantes tornem-se protagonistas ativos e que colaborem na
tomada de decisões pessoais e coletivas, almejando a justiça, o respeito, a
solidariedade, a tolerância e a igualdade social.
Dentro da grade curricular o aluno devera antes de iniciar as atividades fora
da sala de aula, ter uma base histórica dos acontecimentos que envolvem os
símbolos nacionais, para que num segundo momento possam discutir e
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argumentar, nas rodas de conversas elaboradas pelos professores fora de sala de


aula, e também outras atividades como musica, teatro, confecções e exposições.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVOS GERAIS

O objetivo do projeto é contribuir para a conscientização das crianças e


adolescentes sobre a importância da bandeira nacional e de todos os demais
símbolos nacionais.
Compreender a sociedade, reconhecendo suas interações no espaço em
diferentes contextos históricos e geográficos.
Hoje muitos de nossas crianças e adolescentes não sabem identificar esses
símbolos e muito menos conhecem o hino nacional.
A juventude brasileira, mais do que nunca, está precisando de incentivos e
formação para o desenvolvimento de uma consciência cidadã,
que permita a integração do Brasil no mundo globalizado, sem que venhamos a
perder nossas ricas características nacionais.

2.2 Objetivos específicos

Para o desenvolvimento desta competência será necessário propiciar aos


estudantes atividades que lhes possibilitem:
• .desenvolver uma consciência critica sobre a cidadania.
• Saber Identificar os símbolos nacionais.
• Conhecer a história dos símbolos nacionais.

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 Revisão bibliográfica

Surgem muitas dúvidas acerca de como garantir que a cidadania seja


efetivamente praticada no ambiente escolar, tendo em vista as inúmeras
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transformações ocorridas ao longo dos anos, a sua função social mudou de


acordo com o momento histórico da sociedade. Logo, é importante refletir sobre a
cidadania na escola, pois, entende-se que tal instituição continua sendo um
espaço privilegiado de trocas de saberes e vivências mesmo tendo passado por
inúmeras transformações.
O Hino Nacional é um dos maiores símbolos do país, juntamente com a
Bandeira Nacional, o Selo Nacional e as Armas Nacionais, como estabelece o art.
13, § 1.º, da Constituição do Brasil.
O costume de se cantar o hino nacional nas escolas vem de muitos anos
Atrás, mais especificamente do ano de 1936, durante o governo do populista
Getúlio Vargas, que tornou obrigatória sua execução.
O objetivo era fazer com que os estudantes aprendessem a cantar o hino
de seu país e que demonstrassem amor à sua pátria.
O intuito desse projeto não é fazer com que os alunos sejam forçados a
simplesmente cantar o hino nacional ou fazer uma bandeira, tendo em vista que
muitos deles não sabem cantar o hino nacional ou não conhecem nenhum desses
símbolos.
O grande objetivo em um primeiro momento é que os alunos aprendam
nossa historia e nossas conquistas com nação e com isso aflorar o amor pela
pátria.

Segundo Yves de La Taille:

(...), à escola atual compete: Lembrar e fazer


lembrar em alto e bom tom, a seus alunos e à
sociedade como um todo, que sua finalidade
principal é a preparação para o exercício da
cidadania. E, para ser cidadão, são
necessários sólidos conhecimentos, memória,
respeito pelo espaço público, um conjunto
mínimo de normas de relações interpessoais, e
diálogo franco entre olhares éticos. (TAILLE,
2003)

Deste modo, em meio a conteúdos formais, disciplinas obrigatórias dentre


outras incumbências, é tarefa da comunidade escolar (principalmente do
professor) contribuir para a formação de cidadãos para atuar e tornar a sociedade
mais democrática, isto inclui estimular a consciência dos seus direitos e deveres,
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para que apresentem postura crítica diante dos problemas sociais e participação
na resolução dos mesmos.

Como defende Chokni (1995), preparar as


novas gerações para uma intervenção mais
ativa e responsável na sociedade civil implica
ajudá-las a viver uma cidadania no espaço
escolar, tarefa que não pode dispensar uma
estratégia global de educação para a
cidadania.

Nesse caso, cabe ao professor comprometer-se ainda mais, ou seja, ir


além de um “faz de conta pedagógico” sobre direitos e deveres, significa mediar o
conhecimento de modo a auxiliar os educandos a descobrirem a si e ao mundo,
por meio do desvelamento da sua realidade.
Tal ação se dá por meio de uma reflexão crítica, promovida cotidianamente
no cerne escolar, pois, a escola:

É aquela que viabiliza a cidadania a de quem


está nela e de quem vem a ela. Ela não pode
ser uma escola em si e para si. Ela é cidadã na
medida em que se exercita na construção da
cidadania de quem usa o seu espaço. A Escola
Cidadã é uma escola coerente com a liberdade,
que brigando para ser ela mesma, luta para
que os educandos-educadores também sejam
eles mesmos. E como ninguém pode ser só, a
Escola Cidadã é uma escola de comunidade,
de companheirismo. É uma escola que não
pode ser jamais licenciosa nem jamais
autoritária. É uma escola que vive a
experiência tensa da democracia (PADILHA, p.
22, 2001).

3.2 Procedimentos metodológicos

Este projeto tem como foco os estudantes do Ensino Fundamental da


Escola Eliel de Almeida Martins, situada na Avenida Luiz nanni, 481 jardim borda
da mata Caçapava – SP
Optou-se pela utilização da Praça na Avenida Ney Gomes de Oliveira, 400
Jardim Maria Cândida para o desenvolvimento desse projeto.
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Ela possui aproximadamente 1500 m² de área com campo de futebol


bancos e gramado por toda a extensão.
Por se tratar de uma área urbana que permite aos estudantes um espaço
de recreação e de diversos tipos de atividades e é um local ideal para
desenvolvimento do ensino, não só de temas do conteúdo escolar e de diversas
disciplinas, como também de valores e conceitos relacionados à socialização e
trabalho em grupo.

3.3 Proposta de ação e estratégias

A execução desse projeto se da em três partes:


Primeira fase: convite aberto para todos os alunos da escola para o
Hasteamento da bandeira com auxilio dos próprios alunos e com a execução do
hino nacional.
Segundo fase: durante as aulas de historia, geografia e artes, introduzir
os símbolos nacionais no conteúdo da matéria, de modo que os alunos venham
de certa forma conhece-los .
Terceira fase: elaborar trabalhos fora de sala de aula em conjunto com
outras disciplinas, tais como geografia e artes, no intuito de desenvolver e
elaborar a confecção dos símbolos nacionais, e realizar exposições dos trabalhos
elaborados, oficina de teatro e momentos de reflexão sobre assuntos
relacionados ao tema.
Dessa forma o aluno devera articular alguns temas do currículo escolar tais
como (história, geografia e artes) e alguns dos temas transversais abordados são
(história do brasil, cartografia, formas geométricas, cores e musica e teatro), de
forma a facilitar a compreensão da realidade e unir saberes acadêmicos ao
conhecimento experimental, pretendendo, assim, desenvolver nos estudantes
uma visão crítica e global .
Muito importante no desenvolvimento do projeto, principalmente nas fases
dois e três dar oportunidades aos alunos para que falem e expressem suas
percepções, bem como ideias na elaboração dos símbolos, dúvidas e quaisquer
outras situações que ajudem no aprendizado e interação com seu meio.
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Vale estimulá-los a fazer uma avaliação da historia aprendida dentro de


sala de aula, além de dizerem o que apreciaram qual parte lhes foram mais
interessante.
Além disso, não percam a oportunidade de levá-los a refletir sobre o
sentimento de patriotismo, bem como suas percepções sobre se eles se
consideram patriotas ou não.

4 CRONOGRAMA

O projeto será executado durante todo o ano letivo, e será aplicado durante
as aulas de historia, geografia e artes como já mencionado a cima.
Será realizado o Hasteamento da bandeira toda sextas-feiras no inicio das
aulas com execução do Hino Nacional.
No fim de todo bimestre realizar uma aula ao ar livre na Praça Avenida Ney
Gomes de Oliveira, 400 Jardim Maria Cândida.
Com participação dos pais e comunidade, com exposições dos trabalhos
dos alunos, oficinas de teatro, referente ao tema, musica e temas relacionados
sugeridos pelos professores.

5 AVALIAÇÃO

A avaliação se da de forma comportamental e gradativa de cada aluno ou


turma.
Os professores terão que avaliar de modo que se perceba a mudança no
aprendizado e no comportamento cívico de cada aluno, sem um prazo definido.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo desse projeto, espera-se observar mudanças de comportamento


com o aprimoramento da aprendizagem nos conteúdos teóricos e práticos das
disciplinas.
E que a historia venha fazer parte do cotidiano do aluno, mostrando as
relações com o futuro.
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E que a aprendizagem adquirida se multiplique no meio que o aluno vive,


podendo assim começar mudando a realidade exposta.
Propõe-se que, essa prática educativa:

“que não pode tudo, porém, pode alguma


coisa” Freire (1997, p. 32),

Seja considerada na formação de todos os alunos e educadores a fim de


assegurar o pleno desenvolvimento do ser humano.

REFERENCIAS

CORTELLA, Mário S e TAILLE, Yves de La. Nos labirintos da moral. 5ª ed.


Campinas, SP: Papirus, 2009.

FREIRE, Paulo. Política e educação. São Paulo: Cortez, 1997.

PADILHA, R. P. Planejamento dialógico: como construir o projeto político pedagógico


da escola. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2001.

Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/ptp/v26nspe/a09v26ns.pdf> Acesso em 02/11/2018

<http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:http://www.educ.fc.ul.pt/recent
es/mpfip/pdfs/joaoreis.pdf> Acesso em13/11/2018

<http://www.uel.br/eventos/jornadadidatica/pages/arquivos/III%20Jornada%20de
%20Didatica%20-
%20Desafios%20para%20a%20Docencia%20e%20II%20Seminario%20de%20Pe
squisa%20do%20CEMAD/CIDADANIA%20EM%20CONTEXTO%20ESCOLAR.pd
f> Acesso em13/11/2018