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Coven

Coven ou Assembléia é nada mais nada menos, que um grupo de Buxos (as), que se
unem num laço mágico, físico e emocional, sob o objetivo de louvar a Deusa e o Deus, tendo
em comum um juramento de fidelidade à Arte e ao grupo.
Um Coven tem como filosofia "Perfeito Amor e Perfeita Confiança". Dentro de um coven,
a palavra é "Perfeito amor e perfeita confiança" entre todos os membros. Não se pode
trabalhar com pessoas em quem não se confia e não dá para trabalhar com pessoas que você
não goste. Os irmãos da Arte são como uma família unida, onde todos se respeitam e trocam
mútuas experiências. Todos os membros devem ser dedicados à prática da magia.

Isto quer dizer que dentro do Coven deverá prevalecer a união, pois um Coven é, antes
de qualquer coisa, uma família.
O coven é um grupo de trabalhos formado por no máximo treze pessoas, onde a
presença de cada membro é muito importante. Segundo o folclore, a palavra Coven se originou
através da pronúncia errada de convent. Verdade ou não, sabe-se que "covenant" é um acordo
e que "convene" é juntar-se. Todas essas palavras são derivadas do Latim "Convenire" que
significa juntar-se. Tradicionalmente, ele abriga o máximo de treze pessoas, cada uma
representando um mês do ano, pois nas sociedades Matrifocais, o ano segue o Calendário
Lunar de treze meses de 28 dias, mais um dia, no total de 365 dias, dai a expressão, um ano e
um dia, pois quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse período para, depois confirmar
seus votos. O Calendário de 13 Luas, também era usado pelos Maias, e é o que se afina
melhor com os ciclos da Terra. Para um estudante de Bruxaria, é muito importante se afinar
com as fases da Lua. Quando esse número excede, há uma divisão, e criam-se então os Clãs,
formados de vários grupos originados de um Coven inicial comum. Num grupo tão pequeno,
todos se tornam de vital importância, e a falta de qualquer membro é facilmente sentida.

Em Bruxaria, não existe nenhuma entidade hierárquica. O Coven não precisa ser
associado a nenhuma fundação "maior", como um grande "chefe" comandando tudo. No
entanto cada tradição tem sua organização própria sendo umas mais piramidais que outras ou
ainda mais ou menos fechadas em relação aos novos membros.

O líder do Coven deve possuir sensibilidade e poder interior para canalizar a energia do
grupo, para dar início e interromper cada fase dos rituais, ajustando a duração de acordo com
o ânimo do grupo. Ele normalmente é escolhido pelo próprio grupo. Geralmente tem seu cargo
avaliado pelos membros e por si mesmo. Um sacerdócio-mor, uma posição de liderança, não é
um status vitalício... E sempre que necessário outras pessoas podem tomar estas posições
desde que dispostas a trabalhar e de comum acordo com todo o grupo. Tensões por poder são
comuns em todos os lugares. Nessas horas de disputa mesquinha o ideal é que se afastem os
membros envolvidos e que se escolha um outro para o cargo. Moderação e diplomacia são
sempre preferíveis a decisões ríspidas e autoritárias, mas pulso firme no momento certo,
assegura a estabilidade dos laços.
Para tornar-se membro de um Coven, o (a) Bruxo (a) deve primeiro encontrar um Coven
e ser iniciado, deve submeter-se a um ritual de comprometimento no qual os ensinamentos e
segredos internos do grupo são revelados. A iniciação é seguida de um longo período de
treinamento, onde a confiança do grupo é aos poucos conquistada. Ou, se não for possível
encontrar um Coven de portas abertas o (a) Bruxo (a) pode escolher uma tradição que admita
a auto-iniciação e formar seu próprio grupo de pessoas interessadas, que estudarão, se
dedicarão e se tornarão, com um pouco mais de esforço, um Coven...

Um Coven mantém encontros periódicos para o treinamento e exercícios, troca de


experiências, comemoração dos Sabás e Esbás, além de trabalharem juntos em outros rituais.
A disciplina é essencial na formação de uma consciência mágica comum ao grupo e de uma
Egrégora (que é, para simplificar, a força mágica do grupo e sua repercussão no Astral).

Covens liberais e democráticos em excesso se embaralham em coisas simples. Um


pouco de ordem na casa, objetividade e disposição para abrir mão das suas próprias opiniões
em pró do grupo sempre ajudam a concentrar esforços numa mesma direção.
Cada membro escolhe um nome mágico, que deve ser usado apenas entre os membros do
coven. O coven também precisa ter um nome. Se você quer entrar num coven já formado,
procure saber antes da ideologia daquele coven, e veja se é realmente aquilo que você
procura. Caso esteja pensando em montar um coven com seus irmãos da Arte, procurem um
nome em comum à todos os membros, já que esse nome deve ser levado à sério, e vai haver
uma história por trás dele.

Cada Coven tem seu próprio símbolo e nome, suas regras, suas características, seu
método de estudo e "carisma mágico próprio". Covens próximos podem e devem trocar
influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro.

Mais que tudo, um Coven é um organismo, vivo, pulsante, que responde segundo seus
membros. Se alguém está doente, mal-intencionado, desequilibrado, angustiado, isso tudo se
reflete no desempenho do grupo, nos resultados dos rituais. Por outro lado se há alguém
extremamente bem, feliz, disposto, energizado, isso também é dividido com os membros que
sentem a energia do Coven. O Coven une seus membros muito além do plano físico, até
mesmo no emocional. A união é uma simbiose mágica (ou ao menos deveria ser). O que um
sente é notado por todos, o que um passa é sentido por todos. Reza o ditame:

"Os laços de um Coven são mais fortes que o sangue".

Os Covens possuem graus hierárquicos, dependendo de Coven para Coven.


Normalmente os membros são:
 Alta Sacerdotisa - a líder feminina de um Coven, normalmente de 3º grau. Ela
representa a Deusa em um ritual e dá a palavra final em um Círculo. Aquela que
coordena os rituais aconselha, ensina e administra o Coven ao lado de um
Alto Sacerdote. Ela representa as Energias da Deusa no ritual. Muitas vezes
utiliza uma coroa de Lua Crescente para representar o seu cargo.
 Alto Sacerdote - o líder masculino de um Coven, normalmente de 3º grau. Ele
representa o Deus em um ritual. Sua função é semelhante à da Alta
Sacerdotisa.Ele é o representante das energias do Deus no ritual. Muitas
vezes usa um capacete de chifres ou uma máscara animal como símbolo de
seu cargo.
 Anciã (o) - um membro do Coven que mereceu seu 3º grau e que seja ou tenha sido
uma Alta Sacerdotisa ou Alto Sacerdote em seu próprio Coven.
 Terceiro Grau - completa e total dedicação aos Deuses e à Comunidade Wicca.
 Segundo Grau - completou o seu 1º grau e é qualificado para ensinar estudantes do
primeiro grau. É o grau do verbo "fazer".
 Primeiro Grau - aquele que se dedicou a aprender a Arte. Este é o grau do verbo
"saber".
 *Donzela: Substituta da Sacerdotisa. Um de seus distintivos é um
simples bracelete ou tiara.
 *Mensageiro: Substituto do Alto Sacerdote. Administra, passa as
informações para os outros membros do Coven. É também chamado de
"Homem de preto". Um dos seus símbolos é uma estaca de espinheiro.
 *Escriba: Escreve o Livro das Sombras do Coven, programa líderes de
outros Covens. Guarda o Livro das Sombras do Coven, programa os projetos
e atividades do Coven e seus rituais.
 *Portadora da Saca: Coleta as contribuições para as cerimônias de Sabá,
compra os utensílios e o material necessário para a realização
das cerimônias.
 *Bardo: Coleta canções e cânticos e as ensina ao Coven, provê a
música durante os rituais, preserva as lendas e a história do Coven em
canções originais.
 *Guardião: Auxilia nos processos de Iniciação, arruma o Altar e
os Instrumentos Mágicos. Organiza e arruma o lugar onde será a
cerimônia mágica. Cuida da proteção mágica de um ritual. Conhece as leis
relativas à liberdade da religião e passa as instruções adiante.
 *Mestre (a) de... : Um indivíduo que detém conhecimento especial
sobre alguma arte mágica, alguém que possui um poder especial e ensina-o
aos outros membros. Um Iniciando geralmente aprende com um Mestre (a).
 *Senhor (a) do Norte: Aquele (a) que invoca os poderes da Terra durante
um ritual, além de consagrar ervas, pedras e sacralizar o Círculo com
os poderes do elemento Terra.
 *Senhor (a) do Leste: Aquele (a) que invoca os poderes do Ar durante
um ritual. Além disso, acende incensos, purifica os membros através
das fumigações faz Admissão nos rituais e sacraliza o Círculo Mágico através
dos poderes do elemento Ar.
 *Senhor (a) do Sul: Aquele (a) que invoca os poderes do Fogo durante
um ritual, acende as velas, tochas, Caldeirão e sacraliza o Círculo
pelos poderes do elemento Fogo.
 *Senhor (a) do Oeste: Aquele (a) que invoca os poderes da Água durante
um ritual, sacraliza o vinho e purifica os membros e o Círculo através
dos poderes do elemento. Os covens devem escolher uma Alta Sacerdotisa
e Sacerdote que sejam democráticos e bons, além de justos e sábios porque
não importa o que os outros membros do coven falem... É a Alta Sacerdotisa
quem dá a palavra final, mesmo que essa seja contra todos os outros.
 Dedicado - aquele que está aspirando o primeiro grau, e decide a dedicar-se aos
caminhos da Wicca.
 Neófito - uma pessoa interessada em Wicca, mas que ainda não sabe nada relativo a
Arte.
Para que uma nova pessoa seja aceita no coven, ela precisa passar por um ritual de
iniciação. Esse ritual deve ser feito apenas no momento em que a pessoa pedir pelo ritual
de iniciação, ou seja, o coven não deve impor quando a pessoa deve fazer o ritual, já que é
de interesse de cada um ser iniciado ou não. Apenas quando o membro já for iniciado, é
que se deve contar os segredos daquele coven. Além disso, esse novo membro deve
passar por um longo período de treinamento, onde vai ser construído o "perfeito amor e a
perfeita confiança".

Os Covens devem escolher uma Alta Sacerdotisa e Sacerdote que sejam


democráticos e bons, além de justos e sábios, porque não importa o que os outros
membros do Coven falem... É a Alta Sacerdotisa quem dá a palavra final, mesmo que seja
essa, contra todos os outros.

Muitos se perguntam se é melhor ser uma Bruxa Solitária ou fazer parte de um Coven. Isso
depende do temperamento de cada um. As duas coisas têm suas vantagens e problemas.
Trabalhando sozinho, você tem liberdade e autonomia, sem depender da opinião do grupo. Por
outro lado, dentro de um Coven, você pode encontrar amizades e pessoas com quem dividir
suas idéias e dificuldades, pessoas mais experientes para lhe ensinar, e muita alegria nos
rituais.

Cabe a você determinar sua forma de trabalho, pois a energia só flui num clima de muita
alegria e descontração. O mais comum é encontrarmos pessoas que comemoram os Sabás
em grupo, mas mantêm um trabalho independente como Bruxo Solitário. Para se trabalhar
num Coven é preciso que haja total afinidade entre os membros. Todas as opiniões devem ser
ouvidas para que se chegue a um consenso.

Um Coven problemático é uma grande dor-de-cabeça, e nenhuma energia positiva consegue


fluir nessas condições.

Muitas vezes, usa-se expressões no feminino. Isso não deve ser visto como se o homem fosse
menos importante para a Wicca. Deve haver um equilíbrio entre as energias masculina e
feminina para que haja harmonia em nossas vidas. Os covens possuem graus hierárquicos,
dependendo de coven para coven. Normalmente os membros são:

Os rituais são feitos após o crepúsculo, seguindo a Roda do Ano. Caso se trate de um ritual
para a realização de um Feitiço, é melhor seguir as tabelas de Horário Planetário, mas sem se
prender demasiadamente a eles, pois nem sempre se pode fazer o Ritual no dia e hora mais
propícios. O Coven pode fazer alguma visualização ou alguma atividade relacionada com o
Sabá ou Feitiço a ser realizado. Logo após, a Sacerdotisa e o Sacerdote realizam a
Consagração do Vinho.
A Sacerdotisa segura o Cálice com ambas as mãos e diz:

o Este é o Útero da Grande Mãe. Dele todas as coisas do Universo foram criadas.

Então, o Sacerdote segura o Athame com as duas mãos e introduz a ponta no Cálice, tocando
levemente o vinho, enquanto diz:

o Este é o Falo Divino. Este é o Poder da Fertilidade.

A Sacerdotisa diz:
o
A União da Deusa e do Deus foi feita. Toda a vida foi criada. Abençoado seja o Amor dos
Deuses.

Todo o Coven responde:


o
Abençoado seja.

O Sacerdote retira o Athame do Cálice, beija a lâmina e recoloca no Altar. A Sacerdotisa


derrama um pouco de vinho no Caldeirão (ou no chão, se o ritual for ao ar livre). Isto é
chamado Libação, e representa uma oferenda aos Deuses. Depois, ela bebe um gole de vinho,
dá o Cálice ao Sacerdote, que, após beber, passa aos outros membros do Coven. O último a
beber devolve o Cálice à Sacerdotisa, que deve recolocá-lo no Altar. As funções do Sacerdote
e da Sacerdotisa podem mudar durante a Consagração, mas, nesse caso, se o Sacerdote
segura o Cálice, ele deve se ajoelhar diante da Sacerdotisa. Todos os membros devem beber
vinho e comer um pedaço de pão, quando o ritual exigir que ele seja compartilhado. Nesse
caso, o primeiro pedaço também deve ser jogado no caldeirão como oferenda. Depois da
Consagração, os membros podem queimar suas oferendas e pedidos no Caldeirão.

Nessa hora, todos devem dar as mãos e girar ao redor do fogo, para criar o Cone do Poder.
Esse é o nome da Grande Massa de energia criada durante o Ritual. Ela circula pelos corpos
energéticos de todos os membros do Coven e se junta num ponto acima do Círculo. Essa
concentração de energia recebeu esse nome porque os videntes dizem enxergá-la em forma
de cone, de onde vieram as representações de Bruxas e Magos usando chapéus pontudos.
Muitos dizem que essa forma auxilia a captação de poder, como acontece nas pirâmides.

Se você quiser testar é só fazer uns chapéus em forma de cone para o seu grupo. Se não
ajudar em nada, pelo menos é bem divertido. Cabe à sacerdotisa perceber quando o nível de
energia atingiu um nível satisfatório. Então, ela ergue os braços e todos imitam o seu
movimento, lançando o Cone em direção ao Universo, para que seus objetivos sejam
realizados.

Depois de enviado o Cone, todos devem entrar numa fase de relaxamento, onde se pode
dançar, ler poesias ou simplesmente partir para os Bolos e Vinho. Esse compartilhar de
alimentos é uma das partes mais importantes do Ritual, pois é através da sua Alegria que você
faz a verdadeira Comunhão com os Deuses. O Ritual não deve ter muitas formas rígidas. Cada
um deve criar a sua própria forma de chamar os Deuses. Não se desespere caso você gagueje
ou esqueça aquele belo ritual decorado. Dê umas boas risadas e vá em frente.

Se você não tem senso de humor, esqueça a Wicca, pois você nunca será uma Bruxa.

Isto não quer dizer que você possa entrar no Círculo para fazer palhaçadas, sem nenhum
respeito aos Deuses. A Bruxaria tem seus momentos de descontração e seriedade. Cabe a
você saber diferenciar as situações. Quando o grupo decidir terminar o Ritual, as pessoas que
evocaram os Deuses devem agradecê-los e se despedir. A mesma pessoa que traçou o círculo
deve abri-lo, fazendo o traçado no sentido oposto ao que foi traçado, e também deve se
despedir de todas as entidades que foram convidadas e agradecer sua ajuda, dizendo:

o Pelo Amor do Deus e da Deusa, pelos Guardiões dos Quatro Quadrantes, eu abro este
Círculo Sagrado. Ele está Aberto, mas não Quebrado. Que ele seja enviado ao
Universo.

o Feliz encontro, feliz partida, feliz encontro novamente. Que assim seja, para o Bem de
Todos.

É muito importante a criatividade nos Rituais. Eles não devem ser interrompidos, e, salvo em
caso de necessidade, nenhum membro deve sair do Círculo até o final. Se isso tiver que ser
feito, deve-se pular a Vassoura para não quebrá-lo, pois, se isso ocorrer, todo o Ritual de
Abertura terá que ser feito novamente. Quem tiver algum problema de Saúde não deve
participar dos Rituais. Se alguma pessoa se sentir mal, deve sair imediatamente do Círculo.
Grávidas, pessoas idosas ou muito jovens devem ter cuidados especiais.

Pode-se iniciar as pessoas no Coven a partir dos 13 anos, ou, no caso das meninas, após a
primeira menstruação. Não é comum crianças pequenas, no Ritual, mas elas podem participar
de alguns Rituais em família. Para os que têm filhos, é aconselhável que se criem Rituais leves
para que as crianças conheçam os Deuses e desenvolvam seu Amor pela Natureza. Um
exemplo seria criar um Ritual simples para que as crianças consagrassem um jardim ou
pedissem aos Deuses proteção para seus bichinhos de estimação.

A Bruxa Solitária deve seguir os mesmos passos dados acima, com a diferença de que ela
mesma consagrará o Vinho e dançará em volta do Caldeirão para formar o Cone do Poder.
Não se preocupe, pois você, desde que tenha a necessária concentração, poderá formar um
Cone do Poder tão bom quanto um grupo de várias pessoas, especialmente se elas não
estiverem em sintonia. Se a pessoa estiver sendo iniciada num Coven, ela deve ser trazida
para dentro do Círculo e iniciada pela Sacerdotisa ou Sacerdote. Fará os votos e prometerá
nunca revelar os nomes mágicos de seus companheiros do Coven. Em muitos Covens, a
pessoa é apresentada aos Quatro Quadrantes, enquanto a Sacerdotisa desenha com o dedo
um Pentagrama em sua testa e em seu coração. Então, a pessoa revela seu Nome Mágico
para o Coven e recebe seu Athame, seu Pentagrama e outros símbolos do Coven.

Cada grupo deve criar seu próprio Ritual de Iniciação, mas procurando evitar coisas como
vendar os olhos, amarrar ou encostar o Punhal no peito das pessoas, pois isso é bastante
desagradável. O Ritual de Iniciação é uma ocasião festiva e não um trote de faculdade. Depois
de Iniciada, a pessoa passará por um período de Um Ano e Um Dia de estudos para depois
confirmar seus votos. Se, em algum momento, ela decidir deixar o Coven, poderá fazê-lo sem
sofrer pressões, ameaças ou maldições.

O Coven não poderá fazer com que ninguém jure coisas absurdas nem interferir na vida
particular de seus membros. Isto não cabe dentro da Wicca, e só pessoas desequilibradas
agem dessa forma. Todas as pendências devem ser resolvidas durante os Esbás, de maneira
amigável, e nunca durante os Rituais. Toda Bruxa deve ter a sua vida solitária fora do Coven,
sendo que este não deve se responsabilizar ou intrometer nessas atividades. O Coven não
pode exigir dinheiro para que as pessoas sejam iniciadas ou assistam aos rituais, mas é lícito
que os membros contribuam para a manutenção do grupo e cobrem por serviços como cursos,
palestras, atendimento através de oráculos, etc., visto que o grupo sempre precisará de fundos
para se manter, funcionando como uma cooperativa.

Antes, eu achava que simplesmente você não deveria montar um Coven se não fosse para as
pessoas realmente continuarem no Coven. Mas, lendo livros e estudando melhor o assunto,
acabei vendo que estava errada em alguns aspectos. Se você tem um Coven e um dia ele
termina, você não deve se culpar por isso. O ciclo da vida é assim: as pessoas vêm e vão. As
coisas mudam, os Covens se dissolvem, pessoas se mudam para outros lugares, alguns
casam, e outros descobrem que o caminho da bruxaria não era o que eles realmente queriam.
Isso tudo faz parte da vida. Algumas pessoas encontram-se sem o Coven por alguns períodos
de suas vidas, mas nem por isso significa que elas nunca mais vão encontrar outro Coven.

O ideal para se iniciar é um ano e um dia devido aos 13 ciclos da Lua, e porque esse período
de tempo faz com que a pessoa possa conhecer e estudar melhor a Arte. Os Covens
costumam manter essa "tática" para poderem observar os neófitos e dedicados durante esse
tempo, antes de decidirem entre iniciá-los ou não. É bom você poder avaliar o nível de
interesse, habilidade para participar e contribuir para o grupo, relação com os outros membros
do Coven, etc.
No decorrer do tempo, vocês encontrarão diversos problemas que o Coven vai ter que lidar:
desde expulsar um membro do Coven (e isso existe sim!), até mesmo um casamento de um
membro com uma pessoa que não esteja ligada à Arte, ou uma possível gravidez.

Locais de Reunião, Círculos:


O Coven deve reunir-se em um local discreto, onde seus ritos não possam
ser interrompidos ou assistidos por cowans (não-bruxos). Há três possibilidades de
locais de reunião:
a.. Um círculo ao ar livre;
b.. Um cômodo reservado apenas para o Coven; ou
c.. Um círculo temporário.
A primeira alternativa é a mais desejável, mas é a mais difícil. Só é possível se
algum dos membros do Coven possuir um sítio ou chácara, que possua um local
que permita a discrição necessária. Se for possível, é preferível que o local seja
uma clareira, ou próximo à água (riacho, lago, açude). O local deve estar marcado
apenas por um círculo com três metros de diâmetro que deve ser traçado com
pedras. O altar pode constituir-se de uma pedra grande, um pedaço de tronco ou
simplesmente um pano estendido ao Norte do círculo.
Se você não tiver a sorte de ter um local como o acima, talvez possua um cômodo em casa que
possa ser usado exclusivamente para a Arte. Não há necessidade de ser muito amplo: nove
metros quadrados já são suficientes. O círculo, de três metros de diâmetro, deve ser pintado no
chão. Não deve possuir nenhum símbolo. Ao centro, deve ficar o caldeirão. O altar, que
pode ser uma pequena mesa, fica ao Norte.
A falta de espaço não deve impedir ninguém de adorar seus Deuses. Se não possuir nenhum
dos lugares descritos acima, seu Coven deve reunir-se em um cômodo da casa de um dos
membros (deve ser sempre o mesmo), que deve ter seu móveis afastados para dar espaço. O
círculo deve ser traçado no chão, com o uso de giz. Deve ter três metros de diâmetro. O altar
fica ao Norte, e o caldeirão, ao centro.

Você e os membros do coven deveriam responder as seguintes questões como referencia que
poderão auxilia-los na estruturação hierárquica do grupo:
- vocês sentem que é necessário haver uma forma de deferência, mesmo que simbólica,
as pessoas, devido ao seu tempo de iniciação ou ingresso no coven?
- Vocês acreditam que estabelecer um sistema hierárquico é mais fácil para o processo de
transmissão de conhecimentos aos que chegam?
- Um coven com uma hierarquia estabelecida, com metas a serem cumpridas para atingir
determinados postos, seria uma forma mais eficaz e segura de aprendizado?
- Vocês estão convictos de que a forma mais segura de treinamento é aquela em que os
novatos adquirem conhecimentos gradualmente, passando a assumir determinadas
funções no ritual e no Coven quando demonstram habilidades para tal, e que por esse
motivo alguma deferência deve ser feita a eles?
- Vocês ficam incomodados ao pensar que determinadas pessoas terão um tratamento
diferente das outras devido ao grau ou a posição que ocuparem?
- Um coven onde todos possuam voz e poder decisório por meio do consenso é o que
buscam?
- Vocês acham apropriado escutar as opiniões de todos para análise, mais deixar a
decisão final para os mais experientes e antigos no coven?
- Seria mais justo um coven onde todos tenham a mesma posição e sejam vistos da
mesma maneira, com a liderança sendo alternada a cada ritual?
- O pensamento de um coven hierárquico os assusta porque acreditam que isso pode
acabar gerando uma sede desenfreada de poder por parte de alguns membros, criando
uma disputa de egos?

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