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CURSO ANUAL DE LITERATURA

Prof. Steller de Paula

FIGURAS DE LINGUAGEM I Quando uma mesma palavra pode assumir mais de um significado,
estamos diante da polissemia (do Grego poli, "muitos", e sema,
1.1) A LINGUAGEM LITERÁRIA "significado").
Antes de começarmos nossos estudos sobre a periodização da Observe:
Literatura Brasileira e acompanharmos a evolução desta arte
através das escolas que aqui se manifestaram, é importante que
façamos uma reflexão sobre o que é Literatura, o que a
caracteriza, como ela se manifesta, qual sua importância.
O que é literatura? O que escrevemos quando nos sentimos
melancólicos, com o coração doendo, ou que muitos escrevem por
vaidade, mas o fazendo sem nenhuma noção de teoria ou técnica
literária, pode ser considerado literatura? Na tirinha acima, a expressão “quebrar um galho” foi utilizada no
Jean Paul Sartre, em “O que é Literatura?”, afirmou que “Ninguém primeiro quadrinho em seu sentido conotativo, mas o personagem
é escritor por haver decidido dizer certas coisas, mas por haver Isaías a entendeu em sentido denotativo, gerando um problema de
decidido dizê-las de determinado modo.”. comunicação. Podemos perceber, então, que a expressão “quebrar
A literatura é a arte de manipulação das palavras, a linguagem um galho” é polissêmica, pois pode assumir diferentes significados,
verbal é a sua matéria prima. Todos nós temos sentimentos, temos dependendo do contexto.
lembranças, temos experiências de vida e bagagem cultural, mas
para transformar isso tudo em arte é preciso mergulhar no mundo 1.3) FIGURAS DE LINGUAGEM
das palavras, manipulá-las com uma intenção estética, ir além do
referencial. 1.3.1) COMPARAÇÃO ou SÍMILE
“Muitas vezes se diz que a ‘literariedade’ reside, sobretudo, na Trata-se de uma comparação explícita através do uso de
organização da linguagem que torna a literatura distinguível da conectores do tipo: por exemplo, como, tal, assim, qual,
semelhante a.
linguagem para outros fins. Literatura é linguagem que coloca em
primeiro plano a própria linguagem: torna-a estranha, atira-a em Exemplos:
você – “Veja” Sou a linguagem!” – assim você não pode se “Meu coração tombou na vida
esquecer de que está lidando com a linguagem configurada de tal qual uma estrela ferida
modos estranhos.” pela flecha de um caçador”.
CULLER, Jonathan. Teoria Literária - Uma Introdução. São Paulo: Cecília Meireles
Beca Produções Culturais LTDA, 1999.
“Amar é como ter sede, depois de muito ter bebido.”
Assim, a linguagem que se utiliza numa bula de remédio, numa
Guimarães Rosa
receita de bolo, num artigo de divulgação científica é diferente da
linguagem utilizada em um poema, em um conto, em um romance.
"Quero brincar no teu corpo feito bailarina.” Chico Buarque
Em textos não literários a linguagem é manipulada de modo mais
funcional, com grande predominância da linguagem denotativa. Já 1.3.2) METÁFORA
nos textos literários a linguagem é manipulada de modo a causar A metáfora também se constrói a partir de uma relação de
um estranhamento no leitor, que busca ser criativo, original, que semelhança. No entanto, na metáfora, a comparação é implícita,
faz uso intencional de recursos estilísticos de modo a chamar a ou seja, não há elemento comparativo expresso aproximando os
atenção para a construção do texto, destacando-se, muitas vezes, dois elementos associados. Assim, a associação comparativa é
a linguagem conotativa, a polissemia, a função poética da mais forte, mais próxima, estabelecendo uma relação de identidade
entre os elementos aproximados.
linguagem.
Exemplos: “Diadorim é minha neblina.” João Guimarães Rosa
1.2) DENOTAÇÃO, CONOTAÇÃO E POLISSEMIA
Uma palavra pode ser empregada em seu sentido denotativo, ou “A vida é um incêndio: nela
seja, seu sentido real, dicionarizado; ou em seu sentido conotativo, dançamos, salamandras mágicas
quando empregada em sentido figurado, incomum, não Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
dicionarizado. Um texto pode ser predominantemente denotativo
Em meio aos toros que desabam,
ou conotativo, dependendo de como as palavras e os sentidos por cantaremos a canção das chamas!”
elas construídos foram empregados. Mário Quintana

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1.3.3) CATACRESE - O continente pelo conteúdo, ou vice-versa: "O estádio aplaudiu


A catacrese consiste na mudança da acepção de um nome, os jogadores."
fazendo este representar, com base numa pura analogia, um "Bebi uma lata de refrigerante e comi um pacote de biscoitos."
objeto, ou uma parte do objeto, para os quais não existem nomes
de referência particulares. Trata-se de uma metáfora desgastada - O físico pelo moral: "Ele é um enorme coração."
pelo uso contínuo.
- A matéria pela coisa: "O ferro fez um estrago na floresta."
Exemplos de catacrese:
- perna de mesa - A parte é expressa pelo todo e o todo é expresso pela parte:
- folha de papel
- braço da cadeira “O bonde passa cheio de pernas:
- asa da xícara pernas brancas pretas amarelas.
- cabeça de alfinete Para que tanta perna, meu Deus,
- banana de dinamite pergunta meu coração.” Carlos Drummond de Andrade
- braço da poltrona
- cabelo de milho 1.3.6) ANTONOMÁSIA
- dente de alho A antonomásia consiste na substituição de um nome próprio
por uma qualidade ou um epíteto, que o identifica ou define:
1.3.4) SINESTESIA
É a combinação ou fusão de diversas impressões sensoriais - “O repórter de Canudos” – Euclides da Cunha.
visuais, auditivas, olfativas, gustativas e tácteis - entre si, e também “O engenheiro da palavra” – João Cabral de Melo Neto.
entre as referidas sensações e sentimentos. “O rei do cangaço” – Lampião.
“O rei do pop” – Michael Jackson.
“O rei do futebol” – Pelé.
Exemplos: “O Rei” – Roberto Carlos.

A sua voz áspera intimidava a plateia. 1.3.7) ANTÍTESE


A antítese consiste na utilização de dois termos, na mesma
As saudades que sentia eram amargas. frase, que contrastam entre si.

“Brancuras imortais da Lua Nova, Exemplos:


frios de nostalgia e sonolência...
“O mito é o nada que é tudo”
Sonhos brancos da Lua e viva essência Fernando Pessoa
dos fantasmas noctívagos da Cova.”
Cruz e Sousa "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer
1.3.5) METONÍMIA
da gente é coragem."
Se a metáfora se dá por uma relação de semelhança, a
João Guimarães Rosa
metonímia se dá por uma relação de contiguidade. A metonímia
consiste na designação de uma realidade não pelo termo que a
propriamente a designa, mas por outro termo que mantém com 1.3.8) PARADOXO OU OXÍMORO
esta realidade uma relação de contiguidade. É a reunião de ideias contraditórias e aparentemente
inconciliáveis num só pensamento. É a conciliação de contrários, o
Essa relação de contiguidade pode ser: contraste que se estabelece através de dois pontos de vista
simultâneos.
- A causa pelo efeito, ou vice-versa: "Respeite os meus cabelos
brancos." Exemplos:

- O autor pela sua obra: "Costumo estudar ouvindo Mozart." "Meu ultimo amor eterno acabou antes de ontem." Carlos Queiroz
Telles
- O lugar de origem pelo produto, ou vice-versa: "Bebi um ótimo
Porto durante o almoço!" “Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
- O específico pelo genérico e/ou o objetivo pelos meios: "É É ferida que dói e não se sente;
preciso acordar cedo para ganhar o pão.” É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;”
- O abstrato pelo concreto: "Reuniu-se na capital, para um Camões
congresso, a cultura do país."

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1.3.9) EUFEMISMO burra como uma porta:


Consiste em suavizar o caráter desagradável, grosseiro, um amor!
ofensivo ou vulgar de um julgamento, de uma notícia, de um Mário de Andrade
pensamento, etc.
“A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar crianças”.
Exemplos: Monteiro Lobato
Consoada
1.3.13) PERÍFRASE
Quando a Indesejada das gentes chegar A perífrase ou circunlóquio se dá quando algo que poderia ser
(Não sei se dura ou caroável), expresso por meio de uma ou poucas palavras é expresso por
Talvez eu tenha medo. meio de expressões ou frases completas.
Talvez sorria, ou diga:
"... a gente chama
- Alô, iniludível!
Aquele que a salvar o mundo veio"
O meu dia foi bom, pode a noite descer. Camões
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, "Iam-se sombras lentas desfazendo
A mesa posta, Sobre as flores da terra em frio orvalho"
Com cada coisa em seu lugar. Camões
Manuel Bandeira
1.3.14) PROSOPOPEIA ou PERSONIFICAÇÃO
Consiste em atribuir qualidades ou características humanas a tudo
"Ele vivia de caridade pública" (em vez de "esmolas") o que não seja humano (ideias, animais, plantas, coisas, objetos
Machado de Assis inanimados, o irracional, etc.):

1.3.10) GRADAÇÃO ".... Deixa que o vento corra,


A gradação consiste numa seriação ou enumeração não de coroado de espuma,
elementos, mas de ideias, de modo que haja uma espécie de que me chame e me busque
hierarquia entre elas. galopando na sombra, enquanto eu,
mergulhado nos teus imensos olhos,
GRADAÇÃO CRESCENTE: manifesta uma intensificação nesta noite imensa, descansarei,
progressiva: meu amor..."
"Os vales aspiram a ser outeiros, e os outeiros a ser Mário Quintana
montes, e os montes a ser Olimpos e a exceder as nuvens."
Antônio Vieira "As estrelas foram chamadas e disseram: aqui estamos."
Antônio Vieira
GRADAÇÃO DECRESCENTE: manifesta uma intensificação
regressiva, os conceitos vão diminuindo de intensidade: 1.3.15) ALITERAÇÃO
A Aliteração incide sobre a repetição de sons consonantais.
Ele esperneou e gritou por um bom tempo. Cansou e ficou
resmungando em voz baixa, até que, ignorado, calou-se. "O rato roeu a roupa do rei de Roma.”

1.3.11) HIPÉRBOLE (ou AUXESE) "Que o fraco rei faz fraca a forte gente." - Camões
A hipérbole corresponde sempre a um exagero.
"(...) Vozes veladas, veludosas vozes,
"Meses depois fui para o seminário de S. José. Se eu Volúpias dos violões, vozes veladas
pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, Vagam nos velhos vórtices velozes
somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (Cruz e Souza)
alguma exageração; mas é bom ser enfático, uma ou outra vez,
para compensar este escrúpulo de exatidão que me aflige". 1.3.16) ASSONÂNCIA
Machado de Assis, Dom Casmurro. É uma repetição de sons vocálicos, algumas vezes
prolongando o efeito da RIMA.
1.3.12) IRONIA
Consiste em dar a sensação de elogiar, exaltar o que se "Água fria fica quente,
pretende condenar, criticar. É dizer o inverso do que se pretende Água quente fica fria
deixar entender. A ironia é uma ótima ferramenta de crítica e Mas eu fico frio
normalmente está associada ao humor. Sem a tua companhia" (Manuel Bandeira)

Exemplos: "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral."


“Moça linda bem tratada, (Caetano Veloso)
três séculos de família,

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1.3.17) LITOTES
De acordo com o dicionário Aurélio, a litotes é “modo de afirmação
por meio da negação do contrário”.
Exemplos:

“Rubião, ao contrário, gostou de ver que o homem não se


esquecera da conversação.”
Machado de Assis

“Estes não são maus conselhos”.


“Até que você não está errada sobre isso”.
“O pobre coitado do cachorro não estava sem fome. Devorou em
segundos os restos de comida que seu dono lhe atirara.”

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QUESTÕES DE CLASSE Questão 03.


(Pucsp) Considere os seguintes trechos de "A Hora da Estrela":
Você sabia que com pouco esforço é possível ajudar o planeta e o
Embora a moça anônima da história seja tão antiga que podia ser
seu bolso?
uma figura bíblica. Ela era subterrânea e nunca tinha tido floração.
Ao usarmos a energia elétrica para aparelhos eletrônicos e Minto: ela era capim.
lâmpadas também emitimos gás carbônico, um dos principais
gases do efeito estufa. Atitudes simples como trocar lâmpadas Se a moça soubesse que minha alegria também vem de minha
incandescentes pelas fluorescentes e puxar da tomada os mais profunda tristeza e que a tristeza era uma alegria falhada.
aparelhos que não estão em uso reduzirão a sua conta de luz e as Sim, ela era alegrezinha dentro de sua neurose. Neurose de
nossas emissões de CO2 na atmosfera. guerra.
Planeta sustentável: conhecimento por um mundo melhor
Neles predominam, respectivamente, as seguintes figuras de
linguagem:
Questão 01 (Mackenzie) a) inversão e hipérbole.
Assinale a alternativa que indica recurso empregado no texto. b) pleonasmo e oximoro.
a) Intertextualidade, já que se pode notar apropriação explícita e c) metáfora e antítese.
marcada, por meio de citações, de trechos de outros textos. d) metonímia e metáfora.
e) eufemismo e antítese.
b) Conotação, uma vez que o texto emprega em toda a sua
extensão uma linguagem que adota tom pessoal e subjetivo. Questão 04.
c) Ironia, observada no emprego de expressões que conduzem o “Acendemos paixões no rastilho do próprio coração. O que
leitor a outra possibilidade de interpretação, sempre crítica. amamos é sempre chuva, entre o voo da nuvem e a prisão do
d) Denotação, pois há a utilização objetiva de palavras e charco. Afinal, somos caçadores que a si mesmo se azagaiam. No
expressões que destacam a presença da função referencial. arremesso certeiro vai sempre um pouco de quem dispara.”
e) Metalinguagem, uma vez que a linguagem adotada serve
exclusivamente para tratar da própria linguagem. Mia Couto, Cada Homem é Uma Raça

No Primeiro período do texto de Mia Couto encontra-se a seguinte


Questão 02 (ENEM 2012) figura de linguagem:

A) Metáfora.
B) Metonímia.
C) Catacrese.
D) Personificação.
E) Símile.

Questão 05.
ESQUECIMENTO
Esse de quem eu era e era meu,
Que foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.

Tudo em redor então escureceu,


O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de E foi longínqua toda a claridade!
informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
ilustração, a frase proferida recorre a: Apalpo cinzas porque tudo ardeu!

a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
Veste de roxo e negro os crisântemos...
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da E desse que era meu já me não lembro...
população pobre e o espaço da população rica. Ah! a doce agonia de esquecer
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual A lembrar doidamente o que esquecemos...!
rico. Florbela Espanca
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com
a rede caseira de descanso da família.

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(Unifesp 2009) Na última estrofe, o eu lírico expressa, por meio de: como "iPad" em geral, dizendo "iPad da Samsumg" ou "iPad da
a) Hipérboles, a dificuldade de se tentar esquecer um grande amor. Motorola", e assim por diante.
b) Metáforas, a forma de se esquecer plenamente a pessoa
amada. (http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-edgard/o-gilete-
c) Eufemismos, as contradições do amor e os sofrimentos dele dos-tablets-260395-1.asp)
decorrentes.
d) Metonímias, o bem-estar ligado a amar e querer esquecer. No campo da estilística, a figura de linguagem abordada na matéria
e) Paradoxos, a impossibilidade de o esquecimento ser levado a acima recebe o nome de
cabo. a) metáfora, por haver uma comparação subentendida entre a
marca e o produto.
Questão 06 b) hipérbole, por haver exagero dos consumidores na associação
do produto com a marca.
c) catacrese, por haver um empréstimo linguístico na referência à
marca do produto famoso.
d) metonímia, por haver substituição do produto pela marca, numa
relação de semelhança.
e) perífrase, por haver a designação de um objeto através de seus
atributos ou de um fato que o celebrizou.

(Espm) No diálogo transcrito anteriormente, constata-se:


a) Pleonasmo vicioso, pois associa-se aprendizagem com óbvia
facilidade.
b) Redundância, pois explicita-se a sinceridade com um comentário
repetitivo e desnecessário.
c) Paradoxo, pois contrapõem-se duas ideias antagônicas:
fingimento e sinceridade.
d) Ironia, pois desdenha-se a falta de conhecimento do padre sobre
sucesso e liderança.
e) Eufemismo, pois suaviza-se a resposta ante uma pergunta tão
ingênua.

Questão 07 (Fgv)
Assinale a alternativa em que se identifica a figura de linguagem
predominante no trecho:

As rodas dentadas da pobreza, ignorância, falta de esperança e


baixa autoestima se engrenam para criar um tipo de máquina do
fracasso perpétuo que esmigalha os sonhos de geração a geração.
Nós todos pagamos o preço de mantê-la funcionando. O
analfabetismo é a sua cavilha.
a) Eufemismo.
b) Antítese.
c) Metáfora.
d) Elipse.
e) Inversão.

Questão 08 (Insper 2013)


O "gilete" dos tablets
Num mundo capitalista como este em que vivemos, onde as
empresas concorrem para posicionar suas marcas e fixar logotipos
e slogans na cabeça dos consumidores, a síndrome do "Gillette"
pode ser decisiva para a perpetuação de um produto. É isso que
preocupa a concorrência do iPad, tablet da Apple.
Assim como a marca de lâminas de barbear tornou-se sinônimo de
toda a categoria de barbeadores, eclipsando o nome das marcas
que ofereciam produtos similares, o mesmo pode estar
acontecendo com o tablet lançado por Steve Jobs. O maior temor
do mercado é que as pessoas passem a se referir aos tablets

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QUESTÕES PARA CASA Questão 04


Minha alma é como a pedra funerária
Questão 01 (Fuvest 2014) Erguida na montanha solitária
Leia o seguinte texto, que faz parte de um anúncio de um produto Interrogando a vibração dos céus!
alimentício:
O amor dum homem? – Terra tão pisada,
EM RESPEITO A SUA NATUREZA, SÓ TRABALHAMOS COM O Gota de chuva ao vento baloiçada ...
MELHOR DA NATUREZA Um homem? – Quando eu sonho o amor de um Deus! ...

Selecionamos só o que a natureza tem de melhor para levar até a (Adaptado de: ESPANCA, F. Sonetos. São Paulo: Martin Claret,
sua casa. Porque faz parte da natureza dos nossos consumidores 2007. p.78.)
querer produtos saborosos, nutritivos e, acima de tudo, confiáveis.
www.destakjornal.com.br, 13/05/2013. Adaptado. (Uel 2010) No verso “minha alma é como a pedra funerária” (verso
9), temos um recurso poético denominado.
Procurando dar maior expressividade ao texto, seu autor a) Antítese.
a) serve-se do procedimento textual da sinonímia. b) Metáfora.
b) recorre à reiteração de vocábulos homônimos. c) Símile.
c) explora o caráter polissêmico das palavras. d) Sinestesia.
d) mescla as linguagens científica e jornalística. e) Anáfora.
e) emprega vocábulos iguais na forma, mas de sentidos contrários.
Questão 05 (Espcex (Aman) 2014)
Questão 02 Assinale a única alternativa que contém a figura de linguagem
Na frase: "No meio do inverno, eu aprendi, enfim, que havia em presente no trecho sublinha do:
mim um verão invencível.", de Albert Camus, se destacam as As armas e os barões assinalados,
seguintes figuras de linguagem: Que da ocidental praia lusitana,
A) metáfora e metonímia. Por mares nunca dantes navegados,
B) antítese e paradoxo. Passaram ainda além da Taprobana,
C) hipérbole e metonímia. a) metonímia
D) metáfora e antítese. b) eufemismo
E) paradoxo e hipérbole. c) ironia
d) anacoluto
e) polissíndeto
Questão 03.
[José Dias] Teve um pequeno legado no testamento, uma apólice e Questão 06.
quatro palavras de louvor. Copiou as palavras, encaixilhou-as e
E disse [Deus]: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e
pendurou-as no quarto, por cima da cama. “Esta é a melhor
eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da
apólice”, dizia ele muita vez. Com o tempo, adquiriu certa
tenda, que estava atrás dele.
autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e
sabia opinar obedecendo. Ao cabo, era amigo, não direi ótimo, mas E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade;
nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma já a Sara havia cessado o costume das mulheres.
subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda
da índole. A roupa durava-lhe muito; ao contrário das pessoas que deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor
enxovalham depressa o vestido novo, ele trazia o velho escovado e já velho? (...)
liso, cerzido, abotoado, de uma elegância pobre e modesta. Era E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua
lido, posto que de atropelo, o bastante para divertir ao serão e à velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.
sobremesa, ou explicar algum fenômeno, falar dos efeitos do calor (www.bibliaonline.com.br, Gn 18, 10-12; 21, 2.)
e do frio, dos polos e de Robespierre. Contava muita vez uma
viagem que fizera à Europa, e confessava que a não sermos nós,
já teria voltado para lá; tinha amigos em Lisboa, mas a nossa (Unifesp) No trecho, afirma-se que Abraão e Sara já estavam
família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo. "adiantados em idade" e que a Sara "já havia cessado o costume
das mulheres". Essas expressões são
Machado de Assis, Dom Casmurro. a) eufemismos, que remetem, respectivamente, à velhice e ao ciclo
menstrual.
(Fuvest 2010) Considerado o contexto, qual das expressões b) metáforas, que remetem, respectivamente, à idade adulta e ao
sublinhadas foi empregada em sentido metafórico? vigor sexual.
c) hipérboles, que remetem, respectivamente, à velhice e à paixão
a) “Teve um pequeno legado”. feminina.
b) “Esta é a melhor apólice”. d) sinestesias, que remetem, respectivamente, à decrepitude e à
c) “certa audiência, ao menos”. sensualidade.
d) “ao cabo, era amigo”. e) sinédoques, que remetem, respectivamente, à idade adulta e ao
e) “o bastante para divertir”. amor.

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Questão 07 (Insper 2013) a) “A vaia amarela dos papagaios / rompe o silêncio da despedida.”
POÇAS D’ÁGUA (Carlos Drummond de Andrade).
As poças d´água são um mundo mágico b) “Duro é o pão que nós comemos. Dura é a cama que dormimos.”
Um céu quebrado no chão (Carolina Maria de Jesus).
Onde em vez de tristes estrelas c) “O cabelo louro, a pele bronzeada de sol, as mãos de estátua.”
Brilham os letreiros de gás Néon. (Lygia Fagundes Telles).
(Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, d) “... Eu durmi. E tive um sonho maravilhoso. Sonhei que eu era
1994.) um anjo.” (Carolina Maria de Jesus).
e) “No meio do caminho tinha uma pedra...” (Carlos Drummond de
Levando-se em conta o texto como um todo, é correto afirmar que Andrade).
a metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças
a) estimulam a imaginação. Questão 11 (Fgv 2006)
b) permitem ver as estrelas. Emprega-se linguagem figurada, com predominância de metáforas,
c) são iluminadas pelo Néon. no trecho transcrito na alternativa:
d) se opõem à tristeza das estrelas. a) O cartunista Bob Thaves desenhou uma de suas instigantes
e) revelam a realidade como espelhos. tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os
desleixados e eventualmente oportunistas representantes do
Questão 08 "homem comum" do mundo contemporâneo urbano.
TEXTO PARAS AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES b) Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o
Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina tão demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos
desamparada que não principia nem também termina, e onde desocupadas? Ou ainda que cabeça vazia é oficina do Diabo?
nunca é noite e nunca madrugada. c) Não é por acaso que Paul Lafargue, um franco-cubano casado
(Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o sol e com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário
encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo. Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns
Eu, não.) de seus escritos.
d) O genro de Marx publicou "Direito à Preguiça", uma
Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado desnorteante e - só na aparência - paradoxal análise da
Destino, uma espécie de profissão de fé da autora. alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
e) Ou, como registrou Anatole France, conterrâneo e herdeiro, no
(Fgv 2007) Em "campina desamparada", ocorre uma figura de século seguinte, da mordacidade voltairiana: "O trabalho é bom
linguagem que pode ser denominada como para o homem".
a) anáfora.
b) hipérbole. Questão 12
c) personificação. A invasão
d) perífrase.
e) eufemismo. A divisão ciência/humanismo se reflete na maneira como as
pessoas, hoje, encaram o computador. Resiste-se ao computador,
Questão 09 (FGV) e a toda a cultura cibernética, como uma forma de ser fiel ao livro e
No último verso da 2a estrofe - "Eu, não." - está presente a figura à palavra impressa. Mas o computador não eliminará o papel. Ao
chamada de contrário do que se pensava há alguns anos, o computador não
salvará as florestas. Aumentou o uso do papel em todo o mundo, e
a) ironia. não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no
b) metáfora. mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa
c) pleonasmo. embalagem de papelão e num embrulho para presente. O
d) sinestesia. computador estimula as pessoas a escreverem e imprimirem o que
e) zeugma. escrevem. Como hoje qualquer um pode ser seu próprio editor,
paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar
Questão 10 (Uema 2015) HAB 01 sua obra para o papel é quase irresistível.
No fragmento a seguir, há ocorrência de um recurso linguístico que Desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o
aproxima sensações de planos sensoriais diferentes, conhecido que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que
como sinestesia. lancem computadores com cheiro sintetizado, nada substituirá o
cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inimitáveis, livro
“Ele entrou no seu passo macio, sem ruído, não chegava novo e livro velho. E nenhuma coleção de gravações ornamentará
a ser felino: apenas um andar discreto. Polido. uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A
¯ Rodolfo! Onde está você?... Dormindo? — perguntou tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética,
quando me viu levantar da poltrona e vestir a camisa. Baixou o tom do virtual e do instantâneo acrescente-se isso: falta lombada. No
de voz. – Está sozinho?” fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.

O trecho que apresenta recurso sinestésico, a exemplo do (O Estado de S. Paulo, 31.05.2015.)


fragmento anterior, é

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CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula)

(Unesp 2016) Em “falta lombada” (2º parágrafo), o cronista se b) redundância para afirmar que João Cabral poderia dispensar a
utiliza, estilisticamente, de uma figura de linguagem que prensa.
a) representa uma imagem exagerada do que se quer exprimir. c) ironia para questionar João Cabral como editor artesanal.
b) se baseia numa analogia ou semelhança. d) metáfora para externar uma avaliação positiva de João Cabral.
c) emprega a palavra que indica a parte pelo todo. e) metonímia para atribuir uma ideia de genialidade a João Cabral.
d) emprega a palavra que indica o todo pela parte.
e) se baseia na simultaneidade de impressões sensoriais. Questão 15
ESCRAVIDÃO POÉTICA
Questão 13 Escravidão.
Na fazenda Escrevidão.

Barulhinho vermelho de cajus Poesia:


e o riacho passando – alforria?
nos fundos do quintal...
Ou consentida
Dali servidão?
se escutavam os ventos com a boca
como um dia ser árvore. (Sísifo desce a montanha)

Eu era lutador de jacaré. (Uemg 2014) O poema explora os seguintes recursos literários:
As árvores falavam. (...) a) metalinguagem, polissíndeto, metáfora e paradoxo.
b) metalinguagem, trocadilho, metáfora e paradoxo.
(BARROS, Manoel de. Compêndio para uso dos pássaros. 2.ed. c) ironia, trocadilho, comparação e metonímia.
São Paulo: Leya, 2010. Adaptado) d) ironia, polissíndeto, comparação e metonímia.
e) metalinguagem, assíndeto, simile, antítese.
(G1 - ifsp 2014) Sobre a figura de linguagem empregada pelo eu
lírico no primeiro verso do poema, é correto afirmar que se trata de
a) metáfora, pois há a aproximação implícita entre os termos
barulhinho e cajus.
b) comparação, já que a palavra vermelho faz referência ao nome
cajus, que é a cor natural desse fruto.
c) sinestesia, pois o verso mistura sensações auditivas e visuais
com o uso da expressão “barulhinho vermelho”.
d) metonímia, já que o verso “barulhinho vermelho de cajus”
representa toda a Mata Atlântica da região.
e) personificação, pois os cajueiros executam ações características
do homem ao emitirem sons e ficarem vermelhos.

Questão 14.
Poetas e tipógrafos

Vice-cônsul do Brasil em Barcelona em 1947, o poeta


João Cabral de Melo Neto foi a um médico por causa de sua
crônica dor de cabeça. Ele lhe receitou exercícios físicos, para
“canalizar a tensão”. João Cabral seguiu o conselho.
Comprou uma prensa manual e passou a produzir à mão,
domesticamente, os próprios livros e os dos amigos. E, com tal
“ginástica poética”, como a chamava, tornou-se essa ave rara e
fascinante: um editor artesanal.
Um livro recém-lançado, “Editores Artesanais Brasileiros”,
de Gisela Creni, conta a história de João Cabral e de outros
sonhadores que, desde os anos 50, enriqueceram a cultura
brasileira a partir de seu quarto dos fundos ou de um galpão no
quintal.
(…)
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 17.08.2013. Adaptado.)

(Unifesp 2014) Com a frase – tornou-se essa ave rara e fascinante


– (2.º parágrafo), o autor vale-se de uma
a) hipérbole para sugerir que João Cabral melhorou após a prensa.

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CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula)

RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES DE CASA [C] Correta. A sinestesia é uma figura de linguagem criada para
traduzir em uma só imagem diversos sentidos, portanto,
01. Resposta: [C] sensações auditivas e visuais como barulhinho vermelho de
O autor usa o recurso da polissemia da palavra “natureza”, repetida cajus são uma sinestesia.
quatro vezes no anúncio com dois significados distintos (na [D] Não há verso que represente toda a Mata Atlântica nem o eu
segunda e terceira aparições como “conjunto de elementos do lírico dá a entender isso em nenhum momento do breve
mundo natural” e, na primeira e quarta, como “o que compõe a poema.
substância do ser; essência”), conforme sua aplicação no contexto. [E] Não há personificação de nenhum elemento no poema.

14. Resposta: [D]


02. Resposta: [D] As alternativas [A], [B], [C] e [E] não apresentam designação
Inverno metaforicamente representa uma fase difícil, complicada, correta para a figura de linguagem usada na frase “tornou-se essa
obscura; enquanto verão significa força, energia, vitalidade, ave rara e fascinante”, pois a hipérbole expressa exagero, a
vontade de superar as dificuldades. O par inverno\verão estabelece redundância está associada a tudo o que é demasiado ou
supérfluo, a ironia declara o contrário do que se pensa e a
a antítese. metonímia substitui um termo por outro do mesmo domínio.
Apenas [D] é correta, pois a associação de ave rara com a
03. Resposta: [B] genialidade de João Cabral constitui uma metáfora.

04. Resposta: [C] 15. Resposta: [B]


Dentre os recursos literários – especificamente figuras de
05. Resposta: [A] Metonímia é uma figura de linguagem que linguagem – percebe-se o emprego de:
consiste em designar um objeto por palavra designativa de outro - metalinguagem: a partir do próprio título, o código versa sobre o
objeto, no caso, estabelecendo uma relação de parte pelo todo. próprio código. O simples emprego da palavra “poética” justifica
No poema, “praia” lusitana se refere a todo o território português tal classificação, uma vez que o radical das palavras é o mesmo.
banhado pelo Oceano Atlântico, de onde saíam as caravelas - trocadilho: pode ser considerado o par formado por “escravidão /
portuguesas. escrevidão”; vale ressaltar, no entanto, que ambas remetem, na
verdade, à paronomásia, figura sonora que explora as diversas
06. Resposta: [A] associações a partir de uma dupla de vocábulos.
- metáfora: aproximação implícita de termos principalmente em
07. Resposta:[ A] “Poesia: / - alforria?”, sugerindo que a poesia pode ser
As poças de água despertam sensações que estimulam o mistério considerada, em um primeiro momento, um momento de
e a imaginação, como se afirma em [A]. liberdade.
- paradoxo: aproximação de termos, à primeira vista, excludentes,
08. Resposta: [C] conforme se verifica em “consentida / servidão”, uma vez que o
ato de praticar servidão não seria, logicamente, algo consentido.
09. Resposta: [E]

10. Resposta: [A]


No trecho apresentado, a sinestesia é empregada em “passo
macio, sem ruído”, no qual os sentidos de tato (“macio”) e de
audição (“sem ruído”) são associados ao mesmo substantivo
(“passo”).
A alternativa em que sentidos diferentes são associados é a [A]:
em “A vaia amarela dos papagaios / rompe o silêncio da
despedida.”, os sentidos de audição (“A vaia”) e de visão
(“amarela”) estão associados a um mesmo substantivo
(“papagaio”).

11. Resposta: [B]

12. Resposta: [C]


Ao utilizar a palavra “lombada” em vez de “livro”, o cronista recorre
à metonímia ou sinédoque: substituição lógica de uma palavra por
outra semelhante, mantendo uma relação de proximidade entre o
sentido de um termo e o sentido do termo que o substitui.

13. Resposta: [C]


[A] Nenhuma imagem do poema é metafórica.
[B] Vermelho, neste caso, é uma metonímia.

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