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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO

Curso de Engenharia Civil

Disciplina: Elementos de concreto Aramado


Pontes:
Levantamento de Ações

Alan Ricardo Lopes de Paula


Alexandre Franco de Camargo
Amanda Simões Brandão
Carlos Alberto Evangelista da Silva
Jéssica Aparecida Fernandes

Bragança Paulista
2018
ALAN RICARDO LOPES DE PAULA RA 001201502385
ALEXANDRE FRANCO DE CAMARGO RA 001201502386
AMANDA SIMÕES BRANDÃO RA 001201501132
CARLOS ALBERTO E. DA SILVA RA 001201502401
JÉSSICA APARECIDA FERNANDES RA 001201502404

Disciplina: Elementos de concreto Aramado


Pontes:
Levantamento de Ações

Atividade destinada a avaliação semestral


Apresentada a matéria de fundações
Do curso de Engenharia Civil da Universidade
São Francisco.
Docente:Marcelo Cavalcanti

Bragança Paulista
2018
“ Que os vossos esforços desafiem as
Impossibilidades, lembrai-vos que as grandes
Coisas do homem foram conquistadas do que
parecia impossível”

(Charles Chaplin)
1.INTRODUÇÃO

Ponte, segundo o DNIT (2004) é uma estrutura construída sobre uma depressão
ou uma obstrução, tais como água, rodovia ou ferrovia, que sustenta uma pista para
passagem de veículos e outras cargas móveis, e que tem um vão livre, medido ao longo
do eixo da rodovia, de mais de seis metros. O pontilhão é classificado como uma ponte
com vão livre igual ou inferior a seis metros.
Quanto aos elementos componentes, as pontes possuem três elementos básicos:
Superestrutura, Mesoestrutura e Infraestrutura, cujas características são:
Superestrutura: é o componente superior da ponte, constituída do estrado e dos
elementos que o suportam e todas as cargas nele aplicadas. Possui como função
estrutural a de transmitir as cargas, ao longo dos vãos, para os apoios;
Mesoestrutura: é o componente que engloba todos os elementos que suportam a
superestrutura. A função da mesoestrutura é a de transmitir as cargas da superestrutura,
e a sua própria carga, à infraestrutura;
Infraestrutura: é o componente que assenta todo o peso da estrutura e a ação das
cargas móveis no terreno natural. As fundações podem ser diretas ou profundas.
A mesma, é um elemento chave em um sistema de transporte, logo deve-se
alcançar um equilíbrio entre o volume de tráfego e as cargas. Sendo assim, é importante
para seu dimensionamento o levantamento de ações que afetam ou possam afetar sua
estrutura.

1.1 ELEMENTOS COMPONENTES DA ESTRUTURA

 Lajes do tabuleiro: A função da laje é receber diretamente as cargas dos veículos


que circulam no tabuleiro. Nas pontes em concreto armado e protendido, as lajes
também fazem parte das vigas T, contribuindo para a resistência à flexão das
vigas;
 Vigamento do tabuleiro: O vigamento secundário tem a função de servir de
apoio às lajes, conduzindo as reações destas ao vigamento principal. O
vigamento principal é que vence os obstáculos que determinam o projeto da
obra, transferindo as cargas dos vãos para os apoios sobre os pilares;
 Pilares: Os pilares recebem as cargas verticais e horizontais da superestrutura,
transferindo-as para as fundações, que por sua vez as transferem ao terreno.
Como a geometria da fundação em geral difere da do pilar, intercala-se um bloco
de transição entre esses dois elementos;
 Passeio para pedestre: São partes do tabuleiro destinadas ao tráfego de pedestres.
Têm em geral largura de 1,00m para pontes em áreas rurais e de 1,50m para
pontes nas rodovias em áreas urbanas. Nas obras situadas dentro das cidades a
largura dos passeios pode variar de acordo com caso específico;
 Guarda-corpos: São peças laterais de proteção aos pedestres. A altura
geralmente varia de 0,75m (áreas rurais) a 1,10m (áreas urbanas);
 Barreiras de proteção: São obstáculos, geralmente de concreto, com a finalidade
de impedir a saída dos veículos da pista de rolamento.

Figura 1: Exemplo de projeto de uma ponte de concreto


2. AÇÕES

Denomina-se ação a todo agente capaz de gerar estados de tensão ou


deformação em uma estrutura qualquer. Deste modo, as ações que devem ser
ponderadas no dimensionamento das estruturas de concreto armado são: Carga
permanente; Carga acidental; Ação de vento; Variação de temperatura; Retração;
Deformação lenta; Choques; Vibrações e esforços repetidos; Influência do processo de
construção; Recalques de apoios.
Na análise estrutural deve ser considerada a influência de todas as ações que
possam produzir efeitos significativos para a segurança da estrutura em exame, levando-
se em conta os possíveis estados limites últimos e os de serviço.

2.1 CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES

De acordo com a NBR-8681:2003 as forças são designadas por ações diretas e as


deformações impostas por ações indiretas. Em função de sua variabilidade no tempo, as
ações podem ser classificadas como:

Ações permanentes - G;

Ações variáveis - Q;

Ações excepcionais - E.

2.1.1 AÇÕES PERMANENTES

Ações Permanentes são aquelas que ocorrem com valores praticamente


constantes, ou com pequena variabilidade em torno de sua média, ao longo de toda a
vida útil da construção. As ações permanentes são divididas em:

a) Ações permanentes diretas: são constituídas pelo peso próprio da estrutura, dos
elementos construtivos fixos, das instalações e outras como equipamentos e empuxos.
b) Ações permanentes indiretas: são constituídas por deformações impostas por
retração do concreto, fluência, recalques de apoios, imperfeições geométricas e
protensão.

2.1.1.1 PESO PRÓPRIO DOS ELEMENTOS

Para pontes em concreto esboça- seu ante projeto fixando as dimensões com
base na observação de estruturas anteriormente projetadas. Em seguida, calcula-se a
carga permanente a partir do volume de cada peça. A carga permanente assim obtida
não deve apresentar discrepância maior que 5% em relação ao peso próprio resultante
do dimensionamento definitivo.
Pesoespecíficodoconcreto=25kN/m³

2.1.1.2 PAVIMENTAÇÃO, LASTRO E TRILHOS

Pavimentação: Deve ser adotado para o peso específico do material empregado o


valor mínimo de 24kN/m³; para fins de cálculo da carga relativa à pavimentação,
normalmente considera-se uma camada de asfalto com espessura média igual a7cm.
Lastro Ferroviário: Deve ser adotado para o peso específico do material
empregado o valor de 18kN/m³. Deve ser suposto que o lastro atinja o nível superior dos
dormentes e preencha completamente o espaço limitado pelos guarda lastros, até o seu
bordo superior, mesmo sem a seção transversal do projeto assim não for indicado.
Trilhos: Na ausência de indicações precisas, a carga referente aos dormentes,
trilhos e acessórios deve ser considerada, no mínimo, igual a 8kN/m por via.

2.1.1.3 EMPUXO DE TERRA E ÁGUA

O empuxo de terra nas estruturas é determinado de acordo com os princípios da


mecânica dos solos, em função da sua natureza (ativo,passivo ou de repouso), das
características do terreno, assim como das inclinações dos taludes e dos paramentos.
Como simplificação, pode ser suposto que o solo não tenha coesão e que não haja atrito
entre o terreno e a estrutura. O peso específico do solo úmido deve ser considerado, no
mínimo, igual a18kN/m³ e o ângulo de atrito interno, no máximo igual a 30°. A atuação
do empuxo passivo só pode ser levada em conta quando sua ocorrência puder ser
garantida ao longo de toda a vida útil da obra.
Já o empuxo d’água e a sub pressão devem ser consideradas nas situações mais
desfavoráveis para as verificações dos estados limites, sendo dada especial atenção ao
estudo dos níveis máximo e mínimo dos cursos d’água e do lençol freático.

2.1.1.4 FORÇAS DE PROTENSÃO

O cálculo da protensão necessária é realizado considerando os estados limites de


serviço relativos a fissuração da estrutura. Em casos especiais pode-se determinar a
protensão em função da deformabilidade da mesma, assim como ocorre nas pontes
estaiadas.

2.1.1.5 DEFORMAÇÕES IMPOSTAS

Retração (NBR 6118:2014) e Fluência (NBR 6118:2014), ambas podem ser


calculadas de acordo com anexos fornecidos pela norma.
Variações Térmicas: Se as deformações produzidas pelas variações térmicas
forem impedidas, aparecerão esforços adicionais nas estruturas da ponte. É o caso das
pontes com estrutura principal hiperestática, nas quais as diversas partes constituintes
devem ser projetadas para resistirem aos acréscimos de tensões. Nas pontes com
estrutura principal isostática essas de formações de origem térmicas devem ser levadas
em conta no projeto dos aparelhos de apoio. Segundo a NBR7187, deve ser considerada
uma variação uniforme de temperatura de ± 15ºC.
Deslocamentos de Apoios: As fundações das pontes são em geral dimensionadas
para apresentarem recalques diferenciais pequenos, que produzem nas estruturas efeitos
de pequena importância. Porém, se a natureza do terreno e o tipo de fundação
permitirem a ocorrência de deslocamentos que induzam a efeitos apreciáveis na
estrutura, as deformações impostas decorrentes deverão ser levadas em consideração no
projeto.

2.1.2 AÇÕES VARIÁVEIS

São aquelas que variam de intensidade de forma significativa em torno de sua


média, ao longo da vida útil da construção. São classificadas em diretas, indiretas e
dinâmicas.

a) Ações variáveis diretas: são constituídas pelas cargas acidentais previstas para o uso
da construção, pela ação do vento e da chuva, devendo respeitar as prescrições feitas por
normas específicas. Como cargas verticais previstas para o uso da construção tem-se:
cargas verticais de uso da construção, cargas móveis (considerando o impacto vertical),
impacto lateral, força longitudinal de frenagem ou aceleração, força centrífuga.
b) Ações variáveis indiretas: são causadas pelas variações da temperatura, podendo ser
com variação uniforme e não uniforme de temperatura.
c) Ações dinâmicas: quando a estrutura estiver sujeita a choques ou vibrações, os
respectivos efeitos devem ser considerados na determinação das solicitações. No caso
de vibrações, deve ser verificada a possibilidade de ressonância em relação à estrutura
ou parte dela. Se houver a possibilidade de fadiga, esta deve ser considerada no
dimensionamento das peças.

2.1.2.1 CARGAS MÓVEIS (ANTIGA NBR 7188)

Sistema de cargas representativo dos valores característicos dos carregamentos


provenientes do tráfego a que a estrutura está sujeita em serviço. A carga em ponte
rodoviária é também referida pelo termo trem-tipo . De acordo com a NBR7188 (Carga
Móvel em Ponte Rodoviária e Passarela de Pedestre), o carregamento será feito por
cargas concentradas e cargas uniformemente distribuídas para três classes de pontes, as
quais são denominadas pelos pesos, em toneladas, dos veículos de cálculo:

CLASSE 45: A base do sistema é um veículo - tipo de 45 tf (450kN) de peso total;


CLASSE30 : A base do sistema é um veículo - tipo de 30tf (300kN) de peso total;
CLASSE12 : A base do sistema é um veículo - tipo de 12tf (120kN) de peso total.

2.1.2.2 CARGAS MÓVEIS (NOVA NBR 7188)

A carga “P” , em kN, é a carga vertical estática concentrada aplicada no nível do


pavimento, com valor característico em qualquer majoração. A carga “p”, em kN/m², é a
carga vertical estática uniformemente distribuída aplicada no nível do pavimento, com
valor característico em qualquer majoração.
Acarga concentrada “Q” , em kN, e a carga distribuída “q”, em kN/m², são os
valores da carga vertical móvel aplicados no nível do pavimento, iguais aos valores
característicos majorados pelos Coeficientes de Impacto Vertical (CIV), do Número de
Faixas (CNF) e de Impacto Adicional (CIA) abaixo definidos:

 p: Valor estático da carga móvel uniformemente distribuída.


 q: Valor estático “p”acrescido de todos os coeficientes de majoração.
 P: Valor estático de uma roda do veículo.
 Q:Valor estático de uma roda do veículo acrescido de todos os coeficientes de
majoração.
 CIV: Coeficiente de Impacto Vertical: amplifica a ação da carga estática
simulando o efeito dinâmico da carga em movimento e a suspensão dos veículos
automotores. O CIV não simula e/ou elimina a necessidade de análise dinâmica
nas estruturas sensíveis e/ou de baixa rigidez, em especial estruturas de aço e
estruturas estaiadas.
 CNF: Coeficiente do Número de Faixas: Corrige distorções estatísticas.
 CIA: Coeficiente de Impacto Adicional: Consiste em coeficiente destinado à
majoração da carga móvel característica devido à imperfeição e/ ou
descontinuidade da pista de rolamento, no caso juntas de dilatação e nas
extremidades das obras, estruturas de transição e acessos.
 TB: Define o Trem tipo rodoviário Brasileiro.

As ações para pontes, galerias e viadutos rodoviários são definidas a partir da


carga abaixo descrita. Define as cargas estáticas, sua disposição e intensidade, para
verificações e dimensionamento dos diversos elementos estruturais, assim com o para
verificações globais.
A carga móvel rodoviário padrão TB-450 é definida por um veículo tipo de 450
kN com 6 rodas P=75 kN, 3 eixos de carga afasta dos entre si de 1,5m com área de
ocupação de 18,0m², circundado por uma carga uniformemente distribuída constante
p=5kN/m², conforme figura:
A carga móvel assume posição qualquer em toda a pista rodoviária com as rodas
na posição mais desfavorável, inclusive acostamento e faixas de segurança. A carga
distribuída deve ser aplica da na posição mais desfavorável, independentemente das
faixas rodoviárias. Admite-se a distribuição espacial da carga concentrada no elemento
estrutural a partir da sua superfície de contato num ângulo de 45º.
Para obras em anel rodoviário e obras com distância inferior a 100km em
rodovias de acesso a terminais portuários, as cargas móveis características definidas
acima devem ser majoradas de 10%, a critério da autoridade competente.
Para obras em estradas vicinais municipais de uma faixa e obras particulares, a
critério da autoridade competente, a carga móvel rodoviária é no mínimo igual ao tipo
TB-240, que é definida por um veículo tipo de 240kN com 6 rodas P=40kN, 3 eixos de
carga afastados entre si de 1,5m, comáreadeocupaçãode18,0m²,circundado por uma
carga uniformemente distribuída constante p=4,0kN/m².

2.1.2.3 CARGAS NOS PASSEIOS

Nos passeios para pedestres das pontes e viadutos adotar cargavertical


uniformemente distribuída de 3kN/m² na posição mais desfavorável concomitante com
a carga móvel rodoviária, para verificações e dimensionamentos dos diversos elementos
estruturais assim como para verificações globais.
O elemento estrutural do passeio é dimensionado para carga distribuída de
5kN/m².
As ações sobre os elementos estruturais dos passeios não são majoradas pelos
Coeficientes de Impacto Vertical (CIV), Coeficiente do Número de Faixas(CNF) e
Coeficiente de Impacto Adicional(CIA).
Todos os passeios de pontes e viadutos deverão ser protegidos por barreiras
rígidas (dispositivos de contenção).

2.1.2.4 COEFICIENTE DE IMPACTO VERTICAL

Ascargasmoveisverticaiscaracterísticasdefinidasnomodeloacimadevemsermajora
dasparaodimensionamentodetodososelementosestruturaispeloCoeficientedeImpactoVert
ical“CIV”,obtendo-seosvalores“Q”e“q”paradimensionamentodoselementosestruturais.
CIV=1,35paraestruturascomvãomenordoque10,0m.

, paraestruturascomvãoentre10,0e200,0m.

Onde:
Liv é o vãoemmetrosparao cálculodeCIV,conformeotipodeestrutura,sendo:
Liv= L para estruturas de vão isostático.
Liv: média aritmética dos vãos nos casos de vãos contínuos.
Liv: comprimento do próprio balanço para estruturas em balanço.
L: vão em metros.
Para estruturas com vãos acima de 200,0 m, deverá ser realizado estudo
específico para a consideração da amplificação dinâmica e definição do Coeficiente de
Impacto Vertical.

2.1.2.5 COEFICIENTE DE NÚMERO DE FAIXAS

As cargas móveis verticais características definidas devem ser ajustadas pelo


Coeficiente do Número de Faixas do tabuleiro “CNF”, conforme abaixo descrito:
CNF=1-0,05*(n-2)>0,9 onde
n: número (inteiro) de faixas de tráfego rodoviárioa serem carregadas sobre um
tabuleiro transversalmente contínuo.Acostamentos e faixas de segurança não são faixas
de tráfego da rodovia.
Este coeficiente não se aplica para o dimensionamento de elementos estruturais
transversais ao sentido do tráfego(lajes,transversinas,etc.).

2.1.2.6 COEFICIENTE DE IMPACTO ADICIONAL

Os esforços das cargas móveis verticais devem ser majorados na região das
juntas estruturais e extremidades da obra. Todas as seções dos elementos estruturais a
uma distância horizontal, normal à junta, inferior a 5,0m para cada lado da junta ou
descontinuidade estrutural, devem ser dimensionadas como se esforços das cargas
móveis majorados pelo Coeficiente de Impacto Adicional, abaixo definido:
CIA = 1,25 para obras em concreto ou mistas.
CIA = 1,15 para obra sem aço.

2.1.2.7 AÇÕES HORIZONTAIS

 Frenagem e Aceleração

As cargas horizontais devido à frenagem e/ou aceleração, aplicados no nível do


pavimento, são um percentual da carga vertical característica dos veículos aplicados
sobre o tabuleiro, na posição mais desfavorável e concomitante com a respectiva carga
vertical:

Hf=0,25*B*L*CNF,em[kN]

Onde:
Hf ≥ 135kN
B : largura efetiva [m] da carga distribuída de 5kN/m².
L : comprimento concomitante [m] da carga distribuída.
 Força Centrífuga

As cargas horizontais provenientes da força centrífuga nas obras em curva


horizontal, aplicadas no nível da pista de rolamento, são um percentual da carga vertical
do veículo tipo aplicado sobre o tabuleiro, na posição mais desfavorável, concomitante
com a respectiva carga vertical.
Hfc = 2,4*P em kN, para curva com raio R<200m.

Hfc= em kN, para curva com raio 200<R<1500m.

Hfc = zero para raios superiores a 1500m.


Onde, R é o raio da curva horizontal no eixo da obra, em metros.

 Impacto em Barreiras

O elemento deve ser dimensionado para uma carga horizontal perpendicular à


direção do tráfego de 100kN e carga vertical concomitante de100kN.
A ação é aplicada em um comprimento de 50cm, no topo do elemento,
admitindo-se distribuição espacial a 45°.

2.1.3AÇÕES EM PASSARELAS

Cargas Verticais

A carga vertical a ser adotada é uma carga uniformemente distribuída, aplicada


sobre o pavimento entre os guarda-corpos, na posição mais desfavorável, sem
consideração de coeficiente de impacto vertical:
p = 5,0 kN/m²

Cargas horizontais excepcionais


Como medida mitigadora de eventuais impactos, deverá ser considerada uma
carga horizontal pontual de 100kN aplicada no ponto mais desfavorável da estrutura da
passarela no sentido do tráfego sob a passarela. Todas as ligações da superestrutura e
respectivos pilares de passarelas devem ser verificados para esta ação excepcional.

2.1.4 AÇÕES EXCEPCIONAIS

São ações de duração extremamente curta e com muito baixa probabilidade de


ocorrência durante a vida útil da construção. Devem ser consideradas no projeto se seus
efeitos não puderem ser controlados por outros meios. São exemplos os abalos sísmicos,
as explosões, os incêndios, choques de veículos, enchentes, etc.

2.1.5 CARGAS ACIDENTAIS

Para a NBR-8681, item 3.8, as cargas acidentais são as ações variáveis que
atuam nas construções em função de seu uso (pessoas, mobiliário, veículos, materiais
diversos, etc).

2.2 VALORES REPRESENTATIVOS DAS AÇÕES

Para a NBR-8681 (item 4.2.2), as ações são quantificadas por seus valores
representativos, que podem ser valores característicos, valores característicos nominais,
valores reduzidos de combinação, valores convencionais excepcionais, valores
reduzidos de utilização e valores raros de utilização.

2.3 VALORES DE CÁLCULO DAS AÇÕES

São obtidos a partir dos valores representativos, multiplicando-os pelos


respectivos coeficientes de ponderação γf.
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1]Concreto Armado- Estados Limites de Utilização.Disponível em:


<http://www.feis.unesp.br/Home/departamentos/engenhariacivil/nepae/estados-limites-
de-servico.pdf>. Acesso em: 09 de março de 2018.

[2]Faculdade de Tecnologia e Ciências- Pontes.Disponível em:


<https://engenhariacivilftc.files.wordpress.com/2016/04/pontes-aula-3-
ac3a7c3b5es.pdf>. Acesso em: 09 de março de 2018.

[3]Dimensionamento de uma ponte em concreto armado.Disponível em:


<http://uenf.br/cct/leciv/files/2016/02/Maria-Fernanda-Citrangulo-Lutterbach-
Pereira.pdf>. Acesso em: 09 de março de 2018.