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UNIVERSIDADE DE ARARAQUARA – UNIARA

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM

PSICOLOGIA CLÍNICA – TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

AUTOESTIMA E AUTOCONHECIMENTO: UMA REVISÃO DA LITERATURA


SOB A ÓTICA DA ABORDAGEM COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Lucas Sousa Ferreira

ARARAQUARA, AGOSTO DE 2018


UNIVERSIDADE DE ARARAQUARA – UNIARA

NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM

PSICOLOGIA CLÍNICA – TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

AUTOESTIMA E AUTOCONHECIMENTO: UMA REVISÃO DA LITERATURA


SOB A ÓTICA DA ABORDAGEM COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Lucas Sousa Ferreira

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como exigência parcial
para a finalização do Curso de
Especialização em Psicologia Clínica
Cognitivo-Comportamental, pela
Universidade de Araraquara – Uniara.
Orientador(a): Me. Heloisa Stoppa
Menezes Robles

ARARAQUARA, AGOSTO DE 2018


DECLARAÇÃO

Eu, Lucas Sousa Ferreira , declaro ser o(a) autor(a) do texto apresentado Trabalho
de Conclusão de Curso, no programa de pós-graduação lato sensu em Psicologia
Clínica Cognitivo-Comportamental com o título “Autoestima e autoconhecimento:
uma revisão da literatura sob a ótica da abordagem cognitivo-comportamental”.

Afirmo, também, ter seguido as normas do ABNT referentes às citações


textuais que utilizei e das quais eu não sou o(a) autor(a), dessa forma, creditando a
autoria a seus verdadeiros autores.

Através dessa declaração dou ciência de minha responsabilidade sobre


o texto apresentado e assumo qualquer responsabilidade por eventuais problemas
legais, no tocante aos direitos autorais e originalidade do texto.

Araraquara, ___ de _______ de ______.

_____________________________________

Assinatura do autor(a)
LUCAS SOUSA FERREIRA

AUTOESTIMA E AUTOCONHECIMENTO: UMA REVISÃO DA LITERATURA


SOB A ÓTICA DA ABORDAGEM COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como exigência parcial
para a finalização do Curso de
Especialização em Psicologia Clínica
Cognitivo-Comportamental pela
Universidade de Araraquara – Uniara.

Orientador(a): Me. Heloísa Stoppa


Menezes Robles

Data da defesa/entrega: ___/___/____

MEMBROS COMPONENTES DA BANCA EXAMINADORA:

Presidente e Orientador: Nome e título

Membro Titular: Nome e título

Membro Titular: Nome e título


Universidade.

Média______ Data: ___/___/____

Centro Universitário de Araraquara


Araraquara- SP
AGRADECIMENTOS

Quero agradecer a Deus, minha família, meus orientadores, professores,


meus amigos e inimigos por me impulsionarem a chegar onde eu nunca
imaginei que um dia eu poderia estar.
Para todos aqueles que desejam uma vida de experiências reais e que não se
contentam em estar simplesmente dentro da média.
"Esqueçam o que se foi; não vivam no passado.
Vejam, estou fazendo uma coisa nova!
Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem?
Até no deserto vou abrir um caminho
e riachos em meio a terra seca.

(Isaías 43. 18,19)


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Características gerais de todos artigos encontrados de revisão


bibliográfica publicados no período de 1998 a 2015........................................19
Figura 2 – Artigos relacionados a Autoconhecimento......................................21
Figura 3 – Artigos relacionados a Autoestima..................................................22
Figura 4 – Artigos relacionados a Psicologia Cognitivo-Comportamental e
Psicoterapias....................................................................................................23
RESUMO

A autoestima equivale à valoração que o indivíduo faz de si mesmo em


diferentes situações e eventos da vida a partir de um determinado conjunto de
valores eleitos por ele como positivos ou negativos. Esta pesquisa apresenta
um relatório da revisão bibliográfica realizada sobre a elaboração da
autoestima e autoconhecimento. Inclui também uma discussão sobre a
importância da Psicologia Cognitivo-Comportamental no processo de
construção da autoestima e da sua visão sobre o desenvolvimento do
autoconhecimento. Justifica-se tal pesquisa pela importância do tema uma vez
que a autoestima mal elaborada interfere na saúde física e mental dos
indivíduos, com consequências sobre sua vida social e afetiva, sobre seu bem
estar e qualidade de vida. Os levantamentos sobre o conceito de autoestima,
autoconhecimento e psicologia cognitivo-comportamental foram feitos nas
bases de dados SCIELO, PEPSICO, além de consultas ao Google Acadêmico.
Pôde-se observar que conceituar a autoestima exige uma busca paciente
dentro os diversos significados que misturam teoria e senso comum, no entanto
foi possível caracterizá-la, dentro da teoria cognitvo-comportamental, como um
processo constante de auto-observação, onde através da identificação e
correção de nossas crenças errôneas podemos nos qualificar melhor,
tornando-a positiva, e consequentemente reforçando nossa tarefa de
autoconhecimento constante, passo necessário para o equilíbrio psicológico.

Palavras Chave: autoestima, autoconhecimento, cognitivo-comportamental


ABSTRACT

Self-esteem is equivalent to an individual's valuation of himself in different life


situations and events from a set of values he or she chooses as positive or
negative. This research presents a report of the literature review carried out on
the elaboration of self-esteem and self-knowledge. It also includes a discussion
about the importance of Cognitive-Behavioral Psychology in the process of
building self-esteem and its vision on the development of self-knowledge. Such
research is justified by the importance of the theme since poorly elaborated self-
esteem interferes with the physical and mental health of individuals, with
consequences on their social and affective life, their well-being and quality of
life. The surveys on the concept of self-esteem, self-knowledge and cognitive-
behavioral psychology were done in the databases SCIELO, PEPSICO, in
addition to queries to Google Scholar. It could be observed that conceptualizing
self-esteem requires a patient search within the various meanings that mix
theory and common sense, yet it has been possible to characterize it within
cognitive-behavioral theory as a constant process of self-observation, where
through identification and correction of our erroneous beliefs we can qualify
better, making it positive, and consequently reinforcing our task of constant self-
knowledge, a necessary step for psychological balance.

Key words: self-esteem, self-knowledge, cognitive-behavioral


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.........................................................................................12

2 OBJETIVOS.............................................................................................16
2.1 Objetivo Geral......................................................................................16
2.2 Objetivos Específicos.........................................................................17

3 METODOLOGIA......................................................................................17

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO...............................................................18

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................31

6 REFERÊNCIAS.......................................................................................34
12

1 INTRODUÇÃO

Existe um consenso de que a psicoterapia é uma forma de tratamento


da qual um profissional treinado, utilizando meios psicológicos, especialmente
a comunicação verbal e a relação terapêutica, realiza deliberadamente, uma
variedade de intervenções, com o desígnio de influenciar um paciente,
auxiliando-o a modificar problemas de natureza emocional, cognitiva e
comportamental, já que ele o procurou com essa finalidade (Cordioli, 2009).
Dentre várias linhas psicoterapêuticas, a Terapia Cognitivo-
Comportamental teve seu início entre as décadas de 60 a meados de 70,
quando Aaron Beck seguiu um rumo diferente dos caminhos freudianos e
modificou o tratamento da depressão e de outros transtornos mentais com sua
técnica cognitiva (Huinka; Loureiro, 2009).
Segundo Araújo e Shinohara (2002, p.2)
A terapia cognitiva de Beck caracteriza-se por ser uma abordagem
psicoterapêutica estruturada, de participação ativa entre terapeuta e
cliente, voltada para o presente, que se baseia no Modelo Cognitivo e
na utilização de técnicas específicas, predominantemente cognitivas
e comportamentais, que visam à modificação dos padrões de
pensamentos e crenças disfuncionais que causam ou mantêm
sofrimento emocional e/ou distúrbios psicológicos no indivíduo.
Fundamenta-se no pressuposto de que as emoções, comportamentos
e reações fisiológicas estão diretamente ligados à forma como o
indivíduo avalia suas experiências no mundo. Ou seja, o modo como
as pessoas interpretam as situações será determinante da maneira
como ela irá se sentir, afetiva e fisiologicamente, e de como ela irá se
comportar.

De acordo com o modelo cognitivo, é possível identificar três níveis de


cognição: os pensamentos automáticos, que é o nível mais superficial e
espontâneo que surge na mente diante de diversas situações do cotidiano; as
crenças intermediárias, onde conteúdos cognitivos surgem sob a forma de
regras e suposições ligadas ao nível mais profundo, que são as crenças
centrais a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo, que se formam a
partir de experiências remotas da infância (Araújo; Shinohara, 2002).
Powell (2008) nos traz que para a Terapia Cognitiva os indivíduos
atribuem significado a acontecimentos, pessoas, sentimentos e demais
aspectos de sua vida, e com base nesses julgamentos comportam-se de
determinada maneira construindo diferentes hipóteses e reações sobre o
futuro, sobre sua própria identidade e sobre as situações a sua volta.
13

A Terapia Cognitiva Comportamental constitui uma integração de


conceitos e técnicas cognitivas e comportamentais. Atualmente dispõe-se de
uma ampla gama de tratamento de diversos problemas psiquiátricos tais como
transtornos de ansiedade, depressão, disfunções sexuais, distúrbios
obsessivos-compulsivos e alimentares (Bahls; Navolar, 2004).
Powell (2008) considera que a TCC é um processo de tratamento que
ajuda os pacientes a modificarem crenças e comportamentos que produzem
estados de humor. As estratégias terapêuticas da TCC envolvem o trabalho de
três fases: a primeira é o foco nos pensamentos automáticos e esquemas
depressogênicos; como segunda estratégia o foco é no estilo da pessoa
relacionar-se com outros; e a terceira que é a mudança de comportamentos a
fim de obter melhor enfrentamento de situações problema.
Uma das vantagens da TCC é o caráter de participação ativa do
paciente no tratamento, de modo que ele é auxiliado a identificar suas
percepções distorcidas, a também reconhecer os pensamentos negativos e a
buscar pensamentos alternativos que trazem novas possibilidades, além de
buscar evidências que sustentam os pensamentos negativos e os alternativos
(Powell, 2008).
Para Araújo e Shinohara (2002) toda a terapia cognitivo-comportamental
deve garantir uma boa relação terapêutica, que inclui, entre outros aspectos, a
habilidade empática do terapeuta, uma postura de respeito, interesse e
compreensão dos problemas relatados pelo paciente para que esse possa
sentir-se acolhido e atendido em suas necessidades.
A partir do estabelecimento desta relação terapêutica, busca-se a
colaboração e participação ativa do paciente e do terapeuta na resolução dos
problemas abordados através de objetivos voltados para o aqui-e-agora e para
a identificação, avaliação e modificação de pensamentos e crenças
disfuncionais, e para atingir tais objetivos são utilizadas técnicas cognitivo-
comportamentais, tais como o registro de pensamentos, o questionamento
socrático e os experimentos comportamentais (Araújo; Shinohara, 2002).
Batitucci (2001) traz que consultando-se um dicionário pode-se obter o
seguinte significado para a palavra conhecer: distinguir, informação sobre (por
experiência direta, por informações recebidas de outrem); e para a palavra
14

conhecimento: ato ou efeito de conhecer. Já o prefixo auto pode ter como


significado: de si mesmo. Dessa forma pode-se estabelecer a seguinte relação
entre esses conceitos, a de que o autoconhecimento é ato ou efeito de
conhecer a si mesmo.
Em uma perspectiva behaviorista conhecer a si mesmo seria:

O autoconhecimento é apenas o conhecimento no qual o sujeito que


produz conhecimento é também o objeto conhecido. A especificação
‘auto’ refere-se ao objeto do conhecimento e não à forma ou maneira
que o conhecimento é produzido. Para o behaviorismo radical o
autoconhecimento não é imediato; ao contrário, ele é sempre
mediado por outros. ... Assim, se quisermos apurar nosso
autoconhecimento devemos, em primeiro lugar, voltar nossa atenção
para apurar o comportamento de nosso grupo em relação a nós e não
voltar nossa atenção para apurar o nosso próprio comportamento. Ele
será apurado apenas como consequência do refinamento social.
(Pires-Sério, 2000, p. 170)

O autoconhecimento para Brandenburg e Weber (2005) não é um jeito


ensinado para buscar algo no interior, também não é um caminho percorrido
para atingir as profundezas do ser, mas sim ter consciência de si e aprender a
discriminar comportamentos próprios e variáveis que os controlam. Isso remete
que o autoconhecimento é a autodiscriminação de comportamentos e
estímulos a eles relacionados, expressando o conhecimento sobre o próprio
comportamento (Brandenburg; Weber, 2005).
Já para Bitencourt e Gonçalo (1999) o autoconhecimento segue o
Modelo de Peter Senge, onde destaca-se a disciplina e o domínio pessoal,
como base para a mudança de atitude e este domínio pessoal é o
conhecimento de si mesmo que vai além da competência e das suas
habilidades. Significa para os autores encarar a vida como um trabalho criativo
e não reativo. Pelo domínio pessoal podemos aprender a esclarecer e
aprofundar continuamente nosso objetivo pessoal, a concentrar nossas
energias, a desenvolver a paciência, e a ver a realidade de maneira objetiva
(Bitencourt; Gonçalo, 1999)
De acordo com Senge (1998) praticar o autoconhecimento é como
manter uma intensa conversação dentro de nós mesmos com uma voz que
sonha com o que queremos para o futuro e outra voz que lança um olhar sobre
o mundo ao nosso redor. E ainda existe uma terceira voz, muitas vezes
15

escondida, que está querendo nos dizer, para escolhermos o que quisermos e
aceitar o que criarmos.
Para Andrade, Sousa e Minayo (2009), autoestima é uma avaliação que
o indivíduo efetua e comumente mantém em relação a si mesmo, expressando
uma atitude de aprovação ou desaprovação à forma como o indivíduo elege
suas metas, aceita a si mesmo, valoriza o outro e projeta suas expectativas e
projetos.
Os autores ainda ressaltam que o ponto fundamental da autoestima é o
aspecto valorativo, onde é expresso um sentimento ou atitude de aprovação ou
de repulsa de si mesmo, além de uma autoavaliação de até que ponto o sujeito
se considera capaz, significativo, bem-sucedido e valioso. Trazem também que
a autoestima se constitui de atributos profundamente individuais, embora
possam ser moldados nas relações cotidianas, além de decisivos na relação do
indivíduo consigo mesmo e com os outros, influenciando na percepção dos
acontecimentos e das pessoas, e no comportamento e nas vivências do
indivíduo (Andrade; Sousa; Minayo, 2009).
A autoestima está presente em todos os sujeitos, revelando o que o
indivíduo pensa e sente em relação a si mesmo, e sua importância é devida ao
fato de ela ser a base da capacidade do ser humano de reagir ativa e
positivamente às oportunidades da vida (Bevilaqua; Felicissimo, 2013).
Ainda de acordo com Bevilaqua Felicissimo (2013) a formação da
autoestima está relacionada a dois elementos: um cognitivo, que se refere aos
pensamentos sobre determinado objeto, e outro elemento, o afetivo, que
produz a atitude positiva ou negativa do indivíduo em relação ao objeto.
Schultheisz e Aprile (2015) trazem que a autoestima reflete-se na forma
como as pessoas aceitam a si mesmas, valorizam o outro e projetam suas
expectativas. A autoestima está relacionada ao quanto o sujeito está satisfeito
ou insatisfeito em relação às situações vividas, e quando sua manifestação é
positiva, geralmente o indivíduo se sente confiante, competente e possuidor de
valor pessoal (Schultheisz; Aprile, 2015).
Justifica-se a atual pesquisa, por sua busca em atrair o olhar dos
profissionais da área psicoterapêutica, para o fato de que o desenvolvimento
da autoestima e do autoconhecimento são ferramentas fundamentais para a
16

psicoterapia efetiva, tal interesse é baseado em vários estudos e pesquisas


que tratam a autoestima, como ponto crucial na recuperação de diversos tipos
de pacientes, como é o caso de portadores de patologias oncológicas e onco-
hematológicas, doenças crônico-degenerativas, carcinomas de pele, neoplasia
mamária, úlcera crônica, entre outras (Schultheisz; Aprile, 2015).
Além de que a autoestima também é considerada um importante
indicador da saúde mental por influenciar nas condições afetivas, sociais e
psicológicas dos indivíduos, interferindo também, portanto, na saúde, no bem
estar e na qualidade de vida da população em geral (Schultheisz; Aprile, 2015).
Ainda segundo Bevilaqua Felicissimo (2013), de acordo com uma
perspectiva psicossocial, a desvalorização da pessoa, sua perda de status,
características físicas considerada fora dos padrões, são fatores externos que
desencadeiam autoatribuições de estereótipos negativos, tornando-o
socialmente inaceitável para si e para o meio social, gerando mazelas
emocionais.
Neste quadro, segundo Bolsoni-silva (2002), o autoconhecimento se faz
necessário para que pessoa seja capaz de automonitorar-se, e então possa
observar, descrever e avaliar qual comportamento seu é adequado para cada
situação social, a fim de aumentar a possibilidade de conseguir reforçadores
positivos e negativos. Nesta direção, Bolsoni-silva (2002), ainda traz que a
psicoterapia cognitiva-comportamental é uma contingência especialmente
treinada para trazer à consciência uma parte daquilo que é inconsciente, ou
seja, permite a descrição, através de perguntas, do que a pessoa faz e do por
que ela faz, despertando a reestruturação cognitiva.

2 OBJETIVO
O objetivo deste trabalho é pesquisar através de literatura especializada,
como a autoestima e a autoconfiança são processos chaves de
desenvolvimento psíquico do paciente dentro da psicoterapia comportamental.
2.1 Objetivo Geral
Verificar como a autoestima e a autoconfiança, por meio da ótica da
abordagem Cognitivo-comportamental, têm sua importância para a intervenção
em psicoterapia.
17

2.2 Objetivos Específicos


 Conceituar a autoestima
 Definir a importância da autoestima e do autoconhecimento para o
indivíduo;
 Verificar como o desenvolvimento da autoestima e do
autoconhecimento, através da Terapia Cognitivo-Comportamental, pode
contribuir para um processo psicoterapêutico dinâmico e eficaz;
 Verificar como a manutenção da autoestima e autoconhecimento trazem
qualidade de vida, melhoram o convívio social e familiar e proporcionam
equilíbrio psicológico;
 Compreender como a reestruturação cognitiva colabora na autoestima;
 Analisar a relação entre autoestima e prevenção de doenças
psicossomáticas;

3 METODOLOGIA
Por se tratar de uma Revisão bibliográfica, a base deste estudo se deu
pela busca do conhecimento disponível na literatura sobre Autoestima e
Autoconhecimento. Para tanto, inicialmente, foram selecionadas palavras
chave que foram definidas com base no tema da pesquisa e dos objetivos
deste estudo e que foram utilizadas nas pesquisas nas bases de dados. Dessa
forma, foram buscados artigos científicos com publicações em revistas
nacionais através destas palavras, que mantinham relação com o tema em
questão.
Adotado este método, para a realização desta Revisão Bibliográfica
foram utilizadas as bases de dados SCIELO e PEPSIC. As quatro palavras
chaves que foram utilizadas nas pesquisas foram: Autoestima,
Autoconhecimento, Cognitivo-Comportamental e Psicoterapia. Foram utilizados
os resultados de publicações do período de 1998 a 2015, devido ao grande
número de artigos referentes aos assuntos.
A partir da pesquisa com as palavras chave, foram excluídos os
resultados que não se referiam a Autoestima, Autoconhecimento, Terapia
Cognitivo-comportamental e Psicoterapia. Ainda, foram excluídos os artigos
que tratavam da autoestima e autoconhecimento específico de adolescentes e
18

idosos, pois o atual estudo contempla de maneira geral as questões de


autoestima e autoconhecimento, sem idade delimitada.
Posteriormente, os materiais selecionados foram lidos e organizados em
fichamentos, de forma a destacar as principais informações encontradas sobre
as palavras chave, de forma a possibilitar maior compreensão dos objetivos
das pesquisas, que foram articuladas na construção da justificativa desta
análise e do cumprimento dos objetivos deste projeto.
Os resultados obtidos (artigos) com informações a respeito das
pesquisas que vem sendo realizadas com o tema da Autoestima,
Autoconhecimento, foram analisados e serviram de base para a discussão
sobre o que vem sendo estudado sobre este assunto.
Também foram analisadas estas informações a partir do olhar das
pesquisas com relação a Psicoterapia e TCC, visando compreender como a
autoestima e o autoconhecimento são relevantes dentro do trabalho
psicoterapêutico.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A partir das buscas nas bases de dados nacionais foram selecionados os
artigos de revisão bibliográficos, publicados no período de 1998 a 2015, em
língua portuguesa, que verificaram a influencia da música nas seguintes áreas:
na aprendizagem, na cognição, no ensino, na linguagem, na audição e nos
processos fisiológicos.
Foram selecionados 15 (quinze) artigos de revisão bibliográfica. Dos 15
(quinze) artigos, 2 foram realizados recentemente em 2013 e 2015. 5 artigos
trazem informações sobre Autoconhecimento, 6 trazem a Psicoterapia
Cognitivo-Comportamental, 3 conceituam a Autoestima e 1 transcorre sobre as
mais diversas linhas psicoterápicas incluindo a TCC, conforme demonstrado no
quadro 1.
19

Quadro 1 - Características gerais de todos artigos encontrados de revisão


bibliográfica publicados no período de 1998 a 2015

Ano e autor Título e objetivo(s)

Título: As cinco disciplinas.


1998
Objetivo: Senge destaca a disciplina e o domínio pessoal, como base para a
Senge mudança de atitude e este domínio pessoal é o conhecimento de si mesmo, base
para o autoconhecimento.

1999 Título: O desenvolvimento do autoconhecimento como estrutura básica para


aprendizagem organizacional.
Bitencourt e
Objetivo: Para os autores encarar a vida como um trabalho criativo e não reativo
Gonçalo aliado ao domínio pessoal, estrutura-se o autoconhecimento.

Título: O impacto do behaviorismo radical sobre a explicação do comportamento


humano.
2000 Objetivo: Para o behaviorismo radical o autoconhecimento não é imediato; ao
contrário, ele é sempre mediado por outros. Assim, se quisermos apurar nosso
Pires-Sério
autoconhecimento devemos, em primeiro lugar, voltar nossa atenção para apurar o
comportamento de nosso grupo em relação a nós e não voltar nossa atenção para
apurar o nosso próprio comportamento.

2001
Título: Autoconhecimento em contexto clínico uma abordagem behaviorista radical.
Batitucci Objetivo: O autor traz o significado do prefixo auto e da palavra conhecer, e a
correlação entre as duas no conceito de autoconhecimento.

2002 Título: Avaliação e diagnóstico em terapia cognitivo-comportamental.

Araújo e Objetivo: O artigo traz a terapia cognitiva de Beck caracterizada por ser uma
abordagem psicoterapêutica estruturada, de participação ativa entre terapeuta e
Shinohara cliente, voltada para o presente dentro da avaliação e diagnóstico terapêutico.

Título: Habilidades sociais: breve análise da teoria e da prática à luz da análise do


comportamento
2002
Objetivo: O artigo traz um análise da teoria e psicoterapia cognitiva-
Bolsoni-Silva comportamental onde ela pode ser vista como uma contingência especialmente
treinada para trazer à consciência uma parte daquilo que é inconsciente, ou seja,
permite a descrição, através de perguntas, do que a pessoa faz e do por que ela
faz, despertando a reestruturação cognitiva, levando-se em conta o treino de
habilidades sociais.

Título: Título: Terapia cognitivo-comportamentais: conceitos e pressupostos teóricos


2004
Objetivo: O artigo busca observar a Terapia Cognitiva Comportamental, que
Bahls e constitui uma integração de conceitos e técnicas cognitivas e comportamentais no
Navolar tratamento de diversos problemas psiquiátricos tais como transtornos de ansiedade,
depressão, disfunções sexuais, distúrbios obsessivos-compulsivos e alimentares.
20

Título: Autoconhecimento e liberdade no behaviorismo radical


2005
Objetivo: Os autores dentro do Behaviorismo Radical, trazem neste artigo que ter
Brandenburg e consciência de si e aprender a discriminar comportamentos próprios remetem que o
Weber autoconhecimento é a autodiscriminação de comportamentos e estímulos a eles
relacionados, expressando o conhecimento sobre o próprio comportamento

Título: Terapia cognitivo-comportamental da depressão

2008 Objetivo: As estratégias terapêuticas da TCC envolvem o trabalho de três fases: a


primeira é o foco nos pensamentos automáticos e esquemas depressogênicos;
Powell como segunda estratégia o foco é no estilo da pessoa relacionar-se com outros; e a
terceira que é a mudança de comportamentos a fim de obter melhor enfrentamento
de situações problema.

Título: Intervenção visando a autoestima e qualidade de vida dos policiais civis do


Rio de Janeiro

Objetivo: Os autores buscam através de pesquisa de campo observar que a


2009
autoestima traz qualidade de vida onde a autoestima pode ser caracterizada como
Andrade uma avaliação que o indivíduo efetua e comumente mantém em relação a si
mesmo, expressando uma atitude de aprovação ou desaprovação à forma como o
et al.
indivíduo elege suas metas, aceita a si mesmo, valoriza o outro e projeta suas
expectativas e projetos.

2009 Título: Psicoterapias: Abordagens atuais: Abordagens atuais

Cordioli Objetivo: O autor busca nesta edição discorrer sobre as linhas psicoterápicas
mais utilizadas e as técnicas disponíveis de cada uma para as demandas trazidas
pelos pacientes.

2009 Título: PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Huinka e Objetivo: O artigo discorre sobre a Terapia Cognitivo-Comportamental que teve


seu início entre as décadas de 60 a meados de 70, quando Aaron Beck seguiu um
Loureiro rumo diferente dos caminhos freudianos.

2013 Título: Estigma internalizado e autoestima: uma revisão sistemática da literatura

Bevilaqua e Objetivo: Análise Bibliográfica discorrendo sobre autoestima e estigmas em uma


sociedade que valoriza fatores como status social e ditaduras de mídias como
Felícissimo televisão e internet.

2015 Título: Autoestima, conceitos correlatos e avaliação.


Schultheisz e Objetivo: Análise de como a autoestima em ambientes de promoção de saúde
podem colaborar para o desenvolvimento da qualidade de vida da população.
Aprile

Fonte: elaboração própria, com base nos dados coletados.


21

Pela extensa publicação a respeito da Psicologia Comportamental,


Autoconhecimento e Autoestima, buscou-se artigos mais recentes que
trouxessem conteúdo mais atualizado sobre as palavras-chave utilizadas apara
a confecção desta revisão bibliográfica. A data então se estabeleceu a partir de
1998, onde os estudos de Senge a respeito da mudança de atitude para o
florescimento do autoconhecimento começaram a ganhar o olhar dos
pesquisadores. Apesar de vinte anos terem se passado, ainda podemos
acompanhar sua teoria para a configuração do autoconhecimento e
consequentemente sobre a autoestima.
A terapia Cognitivo-Comportamental, possuí diversas ramificações como
pode-se averiguar através dos artigos pesquisados, no entanto a atual
pesquisa ficou-se atenta a um quesito comum que é a psicoteria
comportamental voltada para a identificação de pensamentos automáticos
negativos e crenças disfuncionais que podem ser corrigidas, alterando-se
assim a visão do indivíduo sobre si mesmo.
Sobre a Autoestima, foi um desafio grande encontrar material que
trouxesse sua conceitualização para o campo científico, pois grande parte dos
estudos encontrados a classificavam de maneira simplista baseada em ideias
oriundas do senso comum. Os artigos contidos no Quadro 1, que referem-se a
autoestima, foram alguns dos poucos encontrados que a definem com o caráter
que esta pesquisa procurava.

Quadro 2 – Artigos relacionados a Autoconhecimento

Ano e autor Título e objetivo(s)

Título: As cinco disciplinas.


1998
Objetivo: Senge destaca a disciplina e o domínio pessoal, como base para a
Senge mudança de atitude e este domínio pessoal é o conhecimento de si mesmo, base
para o autoconhecimento.

1999 Título: O desenvolvimento do autoconhecimento como estrutura básica para


aprendizagem organizacional.
Bitencourt e
Objetivo: Para os autores encarar a vida como um trabalho criativo e não reativo
Gonçalo aliado ao domínio pessoal, estrutura-se o autoconhecimento.

Título: O impacto do behaviorismo radical sobre a explicação do comportamento


2000
humano.
22

Pires-Sério Objetivo: Para o behaviorismo radical o autoconhecimento não é imediato; ao


contrário, ele é sempre mediado por outros. Assim, se quisermos apurar nosso
autoconhecimento devemos, em primeiro lugar, voltar nossa atenção para apurar
o comportamento de nosso grupo em relação a nós e não voltar nossa atenção
para apurar o nosso próprio comportamento.

2001 Título: Autoconhecimento em contexto clínico uma abordagem behaviorista


radical.
Batitucci
Objetivo: O autor traz o significado do prefixo auto e da palavra conhecer, e a
correlação entre as duas no conceito de autoconhecimento.

Título: Autoconhecimento e liberdade no behaviorismo radical


2005
Objetivo: Os autores dentro do Behaviorismo Radical, trazem neste artigo que ter
Brandenburg consciência de si e aprender a discriminar comportamentos próprios remetem que
e Weber o autoconhecimento é a autodiscriminação de comportamentos e estímulos a eles
relacionados, expressando o conhecimento sobre o próprio comportamento

Fonte: elaboração própria, com base nos dados coletados.

No Quadro 2, estão contidos os artigos referente ao Autoconhecimento.


Importante salientar que o termo Autoconhecimento está intimamente ligado a
Psicologia-Comportamental pela diversidade de artigos que puderam ser
encontrados onde os dois termos foram utilizados de maneira conjunta, seja
em questões de psicoterapia como em caráter de desenvolvimento de
estratégias na psicologia organizacional.
O autoconhecimento favorece, como pode-se observar na revisão
bibliográfica, a formação de estruturas cognitivas mais “positivas”, do indivíduo
auxiliando seu desenvolvimento mental e social de maneira mais equilibrada

Quadro 3 – Artigos relacionados a Autoestima


Título: Intervenção visando a autoestima e qualidade de vida dos policiais civis do
Rio de Janeiro

Objetivo: Os autores buscam através de pesquisa de campo observar que a


2009
autoestima traz qualidade de vida onde a autoestima pode ser caracterizada
Andrade como uma avaliação que o indivíduo efetua e comumente mantém em relação a
si mesmo, expressando uma atitude de aprovação ou desaprovação à forma
et al.
como o indivíduo elege suas metas, aceita a si mesmo, valoriza o outro e projeta
suas expectativas e projetos.

2013 Título: Estigma internalizado e autoestima: uma revisão sistemática da literatura


23

Bevilaqua e Objetivo: Análise Bibliográfica discorrendo sobre autoestima e estigmas em uma


sociedade que valoriza fatores como status social e ditaduras de mídias como
Felícissimo televisão e internet.

2015
Título: Autoestima, conceitos correlatos e avaliação.
Schultheisz e Objetivo: Análise de como a autoestima em ambientes de promoção de saúde
Aprile podem colaborar para o desenvolvimento da qualidade de vida da população.

Fonte: elaboração própria, com base nos dados coletados.

O conteúdo do Quadro 3, refere-se a Autoestima, no entanto foram


encontrados poucos artigos que relacionassem a autoestima, o
autoconhecimento e a psicologia de modo abrangente. Apesar de inúmeros
artigos tocarem no assunto da autoestima, quase todos traziam sua mesma
conceitualização, sem acrescentar conteúdo que causasse alguma divergência
significativa. Selecionou-se então os artigos referidos no quadro que mais
contribuíram para este estudo.
O mais interessante conteúdo foi encontrado no artigo dos autores
Bevilaqua e Felícissimo (2013), onde a o tema autoestima foi discorrido de
maneira extensa a relacionando a situações onde certa parcela da população é
estigmatizada por diversos fatores sociais e discriminativos destruindo sua
constituição de identidade e privação a direitos de questões básicas de
cidadania.

Quadro 4 – Artigos relacionados a Psicologia Cognitivo-Comportamental e


Psicoterapias

2002 Título: Avaliação e diagnóstico em terapia cognitivo-comportamental.

Araújo e Objetivo: O artigo traz a terapia cognitiva de Beck caracterizada por ser uma
abordagem psicoterapêutica estruturada, de participação ativa entre terapeuta e
Shinohara cliente, voltada para o presente dentro da avaliação e diagnóstico terapêutico.

Título: Habilidades sociais: breve análise da teoria e da prática à luz da análise do


comportamento
2002
Objetivo: O artigo traz um análise da teoria e psicoterapia cognitiva-
Bolsoni-Silva comportamental onde ela pode ser vista como uma contingência especialmente
treinada para trazer à consciência uma parte daquilo que é inconsciente, ou seja,
permite a descrição, através de perguntas, do que a pessoa faz e do por que ela
faz, despertando a reestruturação cognitiva, levando-se em conta o treino de
habilidades sociais.
24

Título: Terapia cognitivo-comportamentais: conceitos e pressupostos teóricos


2004 Objetivo: O artigo busca observar a Terapia Cognitiva Comportamental, que
constitui uma integração de conceitos e técnicas cognitivas e comportamentais no
Bahls e
tratamento de diversos problemas psiquiátricos tais como transtornos de
Navolar
ansiedade, depressão, disfunções sexuais, distúrbios obsessivos-compulsivos e
alimentares.

Título: Terapia cognitivo-comportamental da depressão

2008 Objetivo: As estratégias terapêuticas da TCC envolvem o trabalho de três fases: a


primeira é o foco nos pensamentos automáticos e esquemas depressogênicos;
Powell como segunda estratégia o foco é no estilo da pessoa relacionar-se com outros; e
a terceira que é a mudança de comportamentos a fim de obter melhor
enfrentamento de situações problema.

2009 Título: Psicoterapias: Abordagens atuais: Abordagens atuais

Cordioli Objetivo: O autor busca nesta edição discorrer sobre as linhas psicoterápicas
mais utilizadas e as técnicas disponíveis de cada uma para as demandas trazidas
pelos pacientes.

2009 Título: PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Huinka e Objetivo: O artigo discorre sobre a Terapia Cognitivo-Comportamental que teve


seu início entre as décadas de 60 a meados de 70, quando Aaron Beck seguiu
Loureiro um rumo diferente dos caminhos freudianos.

Fonte: elaboração própria, com base nos dados coletados.

Neste último quadro, o de número 4, foram explorados os artigos


referente a psicologia cognitivo-comportamental. Como já dito antes, a
produção científica relacionada ao tema é abrangente e data de várias décadas
atrás, no entanto, foram escolhidos artigos que datam dos anos 2000 adiante.
Observou-se através da leitura dos mencionados artigos que a psicologia-
cognitiva comportamental é uma das linhas teóricas da psicologia que mais se
inova e agrega ao tratamento psicoterápico pela vasta literatura e técnicas que
podem ser utilizados nos mais diversos contextos.
Os resultados mais detalhados da revisão bibliográfica contextualizando
os temas pesquisados aos objetivos propostos estão contidos na descrição que
se segue

A Autoestima
Conceituar a Autoestima exige uma busca paciente dentro os diversos
significados que misturam teoria e senso comum. Dentro da perspectiva
25

cognitiva-comportamental, o trabalho de reestruturação cognitiva transforma


pensamentos errôneos a respeito de si mesmo, fato que atua solidamente na
elevação da autoestima, pois a autoestima caracteriza-se pela forma como o
paciente escolhe suas metas, aceita a si mesmo, valoriza o outro e projeta
suas expectativas e projetos (Andrade et. al, 2009).
Bevilaqua (2013) traz que a autoestima está presente em todos os
sujeitos e a conceitua como tudo aquilo que o indivíduo pensa e sente em
relação a si mesmo, além de englobar também a capacidade do ser humano de
reagir ativa e positivamente às oportunidades da vida. O autor continua dizendo
que a formação da autoestima está relacionada a um componente cognitivo,
que se refere aos pensamentos sobre determinado objeto, e outro componente
afetivo, que determina a atitude positiva ou negativa do indivíduo em relação ao
objeto.
Podemos observar a total relação de formação de autoestima com a
cognição que estrutura pensamentos. Quando o terapeuta ajuda o paciente a
transformar o comportamento, cria evidências diretas de que as avaliações
cognitivas estão incorretas, o paciente então tem um insight de como os erros
em seu pensamento levaram a emoções e respostas comportamentais
disfuncionais, e a psicoterapia então avança por meios cognitivos e
comportamentais rumo à correção do problema, melhorando consecutivamente
a autoestima e o desenvolvimento do seu autoconhecimento (Powell, et. al,
2008).
Para Schultheisz e Aprile (2015, p.37) de maneira geral
a autoestima se evidencia nas respostas dadas pelos
indivíduos às diferentes situações ou eventos da vida. Corresponde
ao somatório de valorações que o indivíduo atribui ao que sente e
pensa, avaliando seu comportamento como positivo ou negativo, a
partir desse quadro de valores. A autoestima está relacionada ao
quanto o sujeito está satisfeito ou insatisfeito em relação às situações
vividas. Quando sua manifestação é positiva geralmente o indivíduo
se sente confiante, competente e possuidor de valor pessoal.

Ainda segundo as autoras os psicólogos que seguem a abordagem


comportamental levam em conta que a baixa autoestima tem origem no
controle aversivo do comportamento, quando todas ou a maior parte das
atitudes do indivíduo são criticadas, desencadeando assim um processo de
inibição e medo de se expor criando comportamentos de fuga e esquiva. O
26

indivíduo se considera inferior e despreparado para a competitividade existente


no mundo, desenvolvendo assim sentimentos negativos em relação a sua
pessoa, quando observado e julgado pelos grupos sociais a que pertence
(Schultheisz; Aprile, 2015).
A importância do desenvolvimento da autoestima e do
autoconhecimento revela-se pela relação entre as duas tarefas já que o
autoconhecimento está diretamente relacionado à autoestima, pois a
autoestima é uma forma de mensurar o autoconhecimento e o
autoconhecimento diz respeito às diversas faces da imagem do indivíduo. A
autoestima corresponde assim autoavaliação, isto é, como o indivíduo se
coloca frente ao mundo, frente aos sentimentos, enfim em como ele se vê
(Schultheisz; Aprile, 2015).
Ainda de acordo com as autoras, Schultheisz e Aprile (2015), a
autoestima e seu desenvolvimento eficaz é essencial, pois através deste
movimento, a maneira do indivíduo se ver em relação ao mundo servirá como
se fosse uma “bússola” para todos os seus comportamentos, durante a vida.
Dessa maneira, uma ansiedade pode derivar da divergência entre a imagem
que o indivíduo tem de si e aquela que na realidade ele expressa. Segundo as
autoras, pode-se negar a realidade externa como forma de manutenção da
autoimagem ou aceitar as evidências e reformular tal percepção, mudando
suas estruturas cognitivas.

O Autoconhecimento
O trabalho terapêutico comportamental, sendo dinâmico e focado em
elementos específicos, como pensamentos automáticos e mudança de
comportamento, pode ser a alternativa mais interessante para se recuperar a
autoestima e desenvolver o autoconhecimento prático, pois como diz o autor
Bolsoni-Silva (2002) a Terapia Cognitivo-Comportamental busca ajudar a
pessoa a descrever as funções de seus comportamentos e desenvolver
também repertórios que lhe tragam reforçadores positivos e negativos, onde
parte destes repertórios promovidos envolvem relacionamentos interpessoais,
incluindo também o campo teórico-prático do Treinamento em Habilidades
Sociais que parece útil à análise do comportamento e à Terapia
27

Comportamental, pois evoca a atenção para comportamentos sociais passíveis


de serem aferidos, recomendando estratégias de intervenção efetivas, seja em
atendimentos individuais ou em grupos, promovendo o aprendizado da
autoanálise.
Bolsoni-Silva (2002, p.4), porém, acrescenta que somente
o autoconhecimento pode ser insuficiente para o comportar-se em
situações sociais, já que pode haver déficits de habilidades sociais
que necessitem de intervenções, pois, conforme Skinner
(1993a/1953), variáveis que controlam o comportamento podem não
ser manipuladas pela pessoa, e portanto, só o autoconhecimento não
superaria as dificuldades. No entanto, o autoconhecimento é
necessário para que pessoa seja capaz de automonitorar-se, e então
possa observar, descrever e avaliar qual comportamento é adequado
para dada situação social, a fim de aumentar a probabilidade de
conseguir reforçadores positivos e negativos. Nesta direção, a
psicoterapia é uma contingência especialmente treinada para “trazer
à consciência” uma parcela daquilo que é inconsciente, ou seja,
possibilita a descrição, através de perguntas, do que a pessoa faz e
do por que ela faz, fortalecendo a autoimagem.

Já Bittencourt e Gonçalo (1999, p.2) trazem que o domínio pessoal


é o conhecimento de si mesmo. Vai além da competência e das
habilidades, embora baseie-se nelas. Significa encarar a vida como
um trabalho criativo, vivê-la da perspectiva criativa, e não reativa.
Implica o esclarecimento contínuo do que é importante para nós
(autoconhecimento), em aprender a ver a realidade atual com mais
clareza, em promover a aprendizagem generativa. Nesse contexto
“aprender” não significa adquirir mais informações, mas sim expandir
a capacidade de produzir os resultados que realmente se quer. É a
aprendizagem generativa para a vida inteira.

Analisando sob a óptica do Behaviorismo Radical Pires-Sério (2000) traz


que o autoconhecimento trata-se apenas do conhecimento no qual o sujeito
que produz conhecimento é também o objeto conhecido. A especificação “auto”
faz referência ao objeto do conhecimento e não a maneira que o conhecimento
é produzido. Para o behaviorismo radical o autoconhecimento não é imediato,
pelo contrário, ele é sempre mediado por outros. Isto que dizer que o
autoconhecimento não acontece espontaneamente, mas, quer dizer algo mais:
uma pessoa que viva isolada e distanciada de um grupo não irá sequer ter
curiosidades a seu respeito, ela não se apresenta a si mesmo como objeto de
conhecimento. A quantidade e a qualidade de conhecimento que uma pessoa
terá sobre si mesma dependem do interesse que o grupo social tem nela.
Assim, se quisermos apurar nosso autoconhecimento devemos, em primeiro
28

lugar, focar nossa atenção para averiguar o comportamento de nosso grupo em


relação a nós e não voltar nossa atenção para apurar o nosso próprio
comportamento. Ele será averiguado apenas como consequência do
refinamento social.
Batitucci (2001) traz considerações interessantes sobre o
autoconhecimento, também sob a visão precisa do behaviorismo radical, onde
trata da importância da relação social do indivíduo na produção do seu
autoconhecimento. O autor traz que é a comunidade verbal que gera os
comportamentos autodescritivos, os modelando e ensinando o indivíduo a
descrever seu comportamento em função de antecedentes (análise funcional).
O autor coloca então uma questão para reflexão: O homem pode conhecer-se
melhor se isolando do mundo social em que vive, ou observando-se interagindo
com este mundo? Questão que diz não ser tão simples de ser respondida, pois
alguns poderiam dizer que estando isolado o homem poderia observar-se
melhor sem a interferência de outras variáveis, que ele teria mais tempo para
ele mesmo. Outros também poderiam dizer que se isolando, o homem, não
poderia conhecer-se melhor do que em sociedade, já que ao isolar-se estaria
observando-se em uma condição diferente, ou seja, ele iria obter um
autoconhecimento no contexto de isolamento e não no contexto social em que
vive.
Para Bitencourt e Gonçalo (1999) o campo da consciência está no
“conhecimento de si” então se o autoconhecimento está relacionado a
consciência, é preciso observar como o behaviorismo radical aborda a
consciência. Consciência então é uma metáfora, onde os termos mais corretos
seriam comportamentos conscientes. A palavra consciência traz a ideia de uma
instância psíquica, um self decisor, enquanto o comportamento consciente
aproxima-se mais à noção behaviorista.

Ter consciência de si corresponde ao comportamento de discriminar


comportamentos próprios e variáveis que os controlam. O
autoconhecimento é autoconsciência, então o, autoconhecimento é
autodiscriminação de comportamentos e estímulos a eles
relacionados. Autoconhecimento é um comportamento verbal
discriminativo; expressa um conhecimento sobre o próprio
comportamento (Bitencourt; Gonçalo,1999, p.88).
29

Para os autores, ainda de acordo com o behaviorismo radical “o


autoconhecimento não é um jeito ensinado para buscar algo no interior,
também não é um caminho percorrido para atingir as profundezas do ser, é sim
a descrição de comportamentos” (Bitencourt; Gonçalo,1999, p.88).

A Psicologia Cognitivo-Comportamental
Observando-se o Quadro 4, podemos observar que a abordagem
Cognitivo-Comportamental está presente na maioria dos artigos pesquisados, 6
no total. Isso reforça a compreensão do quanto tal linha teórica tem sido
difundida nas pesquisas mais recentes por sua importância e impacto positivo
psicoterapêutico, deixando de lado também sua visão mecanicista de
tratamento, como traz Cordioli (2009, p.285),
Ao contrário do que comumente é dito, não se trata de uma terapia
superficial e que aborda apenas sintomas. É possível aplicá-la a toda
gama de problemas humanos, tanto para o autoconhecimento como
para as dificuldades e conflitos interpessoais. Ela exige conhecimento
teórico e técnico sofisticado e o terapeuta deve possuir empatia,
interesse pelo paciente e calor humano.

Além disso Araújo e Shinohara (2002, p.1) evidenciam que para a


Terapia Cognitvo Comportamental:
A característica mais marcante está na ênfase dada aos processos
cognitivos sobre os outros quatro elementos geralmente abordados
pelas psicoterapias: o ambiente (incluindo história de vida), a biologia,
os afetos/emoções e o comportamento. Isto não quer dizer que os
pensamentos sejam mais determinantes dos distúrbios
psicopatológicos que os outros quatro aspectos acima mencionados,
mas sim, que, através da modificação de padrões cognitivos
distorcidos ou disfuncionais, podemos alterar os outros quatro e,
consequentemente, obter uma melhora global do funcionamento de
um indivíduo.

Para Bahls e Navolar (2004) na Terapia Cognitiva os indivíduos atribuem


significado aos acontecimentos diversos, as pessoas, os sentimentos e aos
demais aspectos de sua vida, e com base nesses significados elas comportam-
se de determinadas maneiras e constroem diferentes hipóteses sobre o futuro
e sobre sua própria identidade. As pessoas reagem assim de maneiras
variadas a uma situação específica podendo chegar a conclusões também
variadas. Em outros momentos a resposta comum pode ser uma característica
geral dos indivíduos dentro de determinada cultura, e em outros momentos tais
respostas podem ser derivadas de experiências particulares de um indivíduo.
30

Seja em qualquer situação estas respostas seriam manifestações de


organizações cognitivas ou estruturas cognitivas onde o componente da
organização cognitiva em contraste com os processos cognitivos é passageiro.
Bahls e Navolar (2004, p.1) trazem ainda que

...no processo de psicoterapia cognitiva ocorre algo muito semelhante


a testagem empírica das teorias científicas: os sistemas de crenças
pessoais são testados com relação à suas consequências e
funcionalidade para a vida do paciente dentro de contextos
específicos. Este processo de testagem empírica ocorre a partir da
aplicação de técnicas e conceitos desenvolvidos na teoria cognitiva e
por esta razão é imprescindível, para a realização de uma terapia
com bases verdadeiramente científicas, que o terapeuta tenha um
embasamento teórico sólido bem como um domínio das técnicas e
uma boa interação com a pessoa que buscou o tratamento, já que
deve haver uma parceria terapeuta-paciente nesta investigação
cognitiva.

O trabalho psicoterapêutico na TCC busca através de técnicas como a


Reestruturação Cognitiva e o Treinamento de Habilidades Sociais, identificar os
déficits em habilidades que podem contribuir, por exemplo, para a depressão
transtorno de humor, ligado diretamente a queda da autoestima, prejudicando a
qualidade de vida do indivíduo gerando outros problemas. Por exemplo, se o
paciente não consegue lidar com relacionamentos interpessoais, ele perde a
oportunidade de gerar retorno pra si de reforço positivo. Uma contribuição
significativa da TCC é a ideia de que, além da redução do reforço positivo, o
paciente deprimido aumenta seus sintomas pelas avaliações cognitivas
distorcidas que tira da falta de reforço positivo. Outro exemplo é o de pacientes
deprimidos que realizam cada vez menos atividades e que por tal fato
concluem que não há solução para eles (Powell, et. al, 2008).
A manutenção psicoterapêutica da autoestima e do autoconhecimento
faz-se necessário para valorosa contribuição da melhora de qualidade de vida,
do convívio social e familiar, proporcionando equilíbrio emocional, pois
Uma pessoa com autoestima alta mantém uma imagem constante de
suas capacidades e de sua distinção como pessoa. Tem maiores
possibilidades para assumir papéis ativos em grupos sociais que
efetivamente expressam as suas visões. Menos preocupada por
medos e ambivalências, essa pessoa se orienta mais diretivamente e
realisticamente para a consecução de suas metas (Schultheisz;
Aprile, 2015, p.42).
31

Cordioli (2009) traz que a Reestruturação Cognitiva, importante técnica


comportamental, que pode ser utilizada na recomposição da autoestima, é uma
técnica utilizada para ensinar os pacientes a substituir, de forma ordenada, os
pensamentos que são considerados inúteis por pensamentos mais realistas e
práticos. O terapeuta ensina o paciente a utilizar a técnica para que ele mesmo
seja capaz de criar conclusões mais equilibradas e úteis do que as formas
habituais de seu pensamento, agindo também em pensamentos indesejados,
tais como suicídio, inutilidade, e autoimagem negativa (baixa autoestima).
Vários estudos e pesquisas tratam da manifestação da autoestima na
recuperação em diversos tipos de pacientes, como portadores de patologias
oncológicas e onco-hematológicas; doenças crônico-degenerativas;
carcinomas de pele; neoplasia mamária; úlcera crônica, entre outras. A
autoestima também é considerada importante indicador da saúde mental por
intervir nas condições afetivas, sociais e psicológicas dos indivíduos
(Schultheisz; Aprile, 2015).
Uma recuperação mais eficaz e rápida de casos de depressão,
ansiedade, gastrites nervosas, disfunções sexuais, estresse, entre outras
doenças consideradas psicossomáticas, também está relacionado a
elaboração da autoestima, juntamente do trabalho de autoconhecimento. Seu
desenvolvimento interfere, portanto, na saúde, no bem estar e na qualidade de
vida da população em geral (Schultheisz; Aprile, 2015).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pela revisão dos artigos presentes nota-se que as crenças, as atitudes e
os valores que integram a autoestima fazem parte de uma tarefa complexa de
se mensurar, pois são propriedades inerentes ao ser humano, ou seja, referem-
se às características psicológicas, muitas vezes, impossíveis de visualização e
de uma pesquisa empírica que as retire do campo abstrato.
Tais características não são estáveis. Podem sofrer diversas variações
ao longo de toda a vida dos indivíduos, dependendo de suas relações sociais,
experiências emocionais, seu grau de conhecimento, de sua compreensão dos
fenômenos, e vivências prazerosas ou desagradáveis.
32

A atenção quanto a autoestima e sua manutenção torna-se fator


importante, pois é através dela que o ser humano se vê, se monitora, além de
que ela gera energia poderosa para se reagir ativa e positivamente às mais
diversas situações da vida. Ela embasa as atitudes e escolhas disparadas a
todo momento em nosso cotidiano. A autoestima evidencia o quanto o
indivíduo está comprometido consigo mesmo e com tudo aquilo que ele se
propõe a construir internamente e externamente.
Observando-se essa relação indivíduo e autoestima, vemos a
construção do autoconhecimento, que diz respeito a uma observação atenta e
mais realista de caráter interno e externo, que possibilita a revelação para si
mesmo da identidade e personalidade que carregamos e expomos para nosso
meio social.
A maneira como enxergamos e interpretamos o mundo ao nosso redor,
incluindo nossas relações interpessoais, fazem parte de uma complexa
estrutura cognitiva que cultivamos ao longo da vida, baseada em todas as
nossas experiências como seres humanos. A partir dessa estruturação
elaboramos como que um “olhar emocional subjetivo” que atua interna e
externamente nos colocando em contato com o mundo real onde tudo a que
reagimos é baseado em como nos vemos primeiramente.
A partir do momento em que uma elaboração própria sobre si mesmo é
estabelecida, a autoestima equivalente é criada e o processo de
autoconhecimento torna-se todo embasado nessas concepções próprias.
Conhecemos somente aquilo que desejamos conhecer e aquilo que nos
interessa, portanto quando não cultivamos o valor de nossa autoestima,
disparamos contra nós mesmos olhares de reprovação, desconfiança e
desmerecimento. Nosso autoconhecimento então desmorona e fica preso a
pensamentos distorcidos que construímos a nosso próprio respeito. Perdemos
a noção de nós mesmos e instala-se um processo de apatia, onde claramente
transtornos como depressão, ansiedade, pânico, dentro outros, podem surgir
nos empurrando cada vez mais para lugares longe de nós mesmos.
Um trabalho psicoterapêutico elaborado desde o início na recuperação
da autoestima e no desenvolvimento do aprendizado do autoconhecimento,
33

evidentemente traz resultados positivos aquele que procura por nova qualidade
de vida.
Aprender a encarar a si mesmo de maneira realista vem do processo de
auto-observar-se sem medo, disposto a mudar o que for necessário e melhorar
aquilo que já é positivo, isso é possibilitar a estruturação de inteligência
emocional para lidar com as pressões, traumas, tragédias e tantas mazelas
que se abatem sobre o ser humano ao longo da vida.
Termino com um diálogo pertinente a essa pesquisa, sobre a
necessidade do processo de autoconhecimento para encontrar-se a si mesmo
e assim estabelecer um novo caminho para a vida, está contido na obra de
Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”:
“...pensou Alice, e continuou: “Poderia me dizer, por favor, que
caminho devo tomar para sair daqui?”, “Isso depende bastante de
onde você quer chegar”, disse o Gato. “O lugar não importa muito…”,
disse Alice. “Então não importa o caminho que você vai tomar”, disse
o Gato (Carroll, 2009, p. 84)

Para quem não sabe quem se é, qualquer caminho serve (Carrol, 2009).
34

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