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1.

Os Lusíadas são:

A. ? Um poema lírico

B. ? Uma narrativa épica

C. ? Um ensaio sociológico

2. No plano estritamente formal, devemos considerar n' Lusíadas a existência de:

A. ? 10 cantos, contendo cada um deles um número variável de estâncias

B. ? 10 cantos, contendo cada um deles um número fixo de estrofes

C. ? 4 partes, a saber: Proposição, Invocação, Dedicatória e Narração

3. Camões foi um escritor:

A. ? Medieval

B. ? Romântico

C. ? Clássico-renascentista

4. Na estrutura interna Lusíadas são divisíveis em:

A. ? 10 Cantos

B. ? Proposição, Invocação, Dedicatória e Narração

C. ? Proposição, Dedicatória, Narração e Maravilhoso

5. No que respeita à rima, podemos considerar na epopeia de Camões a existência


de:

A. ? Esquema rimático abababcc (rima cruzada e emparelhada)

B. ? Esquema rimático abababcc (rima interpolada e cruzada)

C. ? Verso solto
6. Na Proposição, o épico lusitano propõe-se:

A. ? Dedicar a obra a D. Sebastião

B. ? Invocar as ninfas do Tejo e do Mondego

C. ? Cantar os feitos heróicos do povo português

7. A Narração propriamente dita começa com:

A. ? A descrição da armada de Vasco da Gama em pleno Oceano Índico

B. ? A História de Portugal

C. ? A partida das naus do Restelo

8. Quanto à métrica, todos os versos d' Lusíadas são:

A. ? Alexandrinos

B. ? Hendecassilábicos

C. ? Decassilábicos

9. O herói de Lusíadas é:

A. ? Vasco da Gama através do povo português

B. ? O povo português através de Vasco da Gama

C. ? Os Deuses do Olimpo

10. No Canto I da epopeia portuguesa, o poeta invoca:

A. ? Calíope

B. ? As Tágides e as ninfas do Mondego

C. ? D.Manuel

B-A-C-B-A-C-A-C-B-B
CONTEXTUALIZAÇÃO

RENASCIMENTO, HUMANISMO E CLASSICISMO

1. O Renascimento é a aceitação das formas artísticas:


A. hispano-portuguesas
B. greco-latinas
C. franco-italianas

2. Em Portugal, o Renascimento abrange os séculos:


A. XV - XVI
B. XVII - XVIII
C. XIII – XIV

3. O grande contributo português para o Renascimento foi/foram:


A. a aceitação dos judeus vindos de Espanha
B. os descobrimentos
C. a expulsão dos muçulmanos

4. Ao movimento que valoriza tudo o que é humano e exalta os valores do homem como centro do
Universo dá-se o nome de:
A. experimentalismo
B. Humanismo
C. Teocentrismo

5. Com esta corrente de pensamento, o Homem passou a considerar-se como o centro de todas as
coisas. A este fenómeno dá-se o nome de:
A. teocentrismo
B. geocentrismo
C. antropocentrismo

6. O Classicismo consiste num sentimento de admiração pela Antiguidade Clássica e no desejo de


imitação da cultura greco-romana e de retoma:
A. dos seus valores
B. dos seus vícios
C. da sua tecnologia

EPOPEIA

7. Uma epopeia pertence ao:


A. modo lírico
B. modo narrativo
C. modo dramático

8. Tem como grande objectivo:


A. narrar uma pequena história
B. narrar lendas e mitos
C. narrar feitos gloriosos para os celebrar

9. A Eneida é uma epopeia:


A. latina da Antiguidade Clássica
B. latina do Renascimento
C. latina da Idade Média

10. A acção da epopeia inicia-se:


A. no seu fim
B. no seu princípio
C. "in media res”
FONTES

11. Para escrever Os Lusíadas, Camões recorreu a fontes:


A. literárias, históricas e científicas
B. históricas e agrícolas
C. comerciais e literárias

AUTOR

12. O grande vulto do Renascimento foi Luís de Camões, que se pensa ter vivido entre os anos:
A. 1521/22 - 1585
B. 1424/25 - 1472
C. 1524/25 - 1580

13. Luís de Camões escreveu Os Lusíadas, que tiveram a sua primeira edição:
A. em 1570
B. em 1571
C. em 1572

14. Durante a sua vida agitada, Luís de Camões foi:


A. frequentador das cortes europeias
B. adepto de uma vida monástica
C. soldado em expedições militares

15. Pensa-se que Luís de Camões, devido à sua vastíssima cultura, estudou:
A. no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra
B. na Universidade de Lisboa
C. na Universidade de Évora

16. Devido a alguns desacatos, em Lisboa, o poeta foi obrigado a partir para:
A. a Índia
B. África
C. o Brasil

ESTRUTURA EXTERNA

17. Camões dividiu Os Lusíadas em:


A. dez cenas
B. dez cantos
C. dez estrofes

18. Todas as estâncias da obra são:


A. dísticos
B. quadras
C. oitavas

19. O esquema rimático das estâncias é:


A. a b a b a b c c
B. a b b a a b c c
C. a a b b a a c c

20. Os tipos de rima presentes na obra são:


A. interpolada e cruzada
B. cruzada, interpolada e emparelhada
C. cruzada e emparelhada
21. Cada verso é composto por:
A. sete sílabas métricas (redondilha maior)
B. dez sílabas métricas (décima)
C. dez sílabas métricas (decassílabo)

22. A maioria dos versos são decassílabos heróicos porque possuem acentuação rítmica:
A. na quarta, sexta e décima sílabas
B. na quarta e décima sílabas
C. na sexta e décima sílabas

ESTRUTURA INTERNA

23. A ordem das partes que constituem a epopeia é a seguinte:


A. Dedicatória - Narração - Proposição - Invocação
B. Narração - Invocação - Proposição - Dedicatória
C. Proposição - Invocação - Dedicatória - Narração

24. Na Proposição, o poeta:


A. apresenta o assunto do poema, que irá constituir o objecto da sua narração.
B. dedica o poema ao rei D. Sebastião, a quem tece vários elogios.
C. pede inspiração às Tágides.

25. Ao longo da narração do poema, articulam-se quatro planos:


A. viagem - mitologia – História de Portugal - deuses
B. viagem - mitologia – História de Portugal – considerações do poeta
C. viagem – mitologia – Antiguidade Clássica – considerações do poeta

26. Quando o leitor toma contacto com a acção, esta encontra-se:


A. numa fase adiantada
B. no início
C. no fim

27. Os planos da viagem e da mitologia são:


A. encaixados
B. paralelos
C. as duas primeiras partes da estrutura interna

28. As unidades narrativas, mais ou menos extensas, nas quais se faz uma narração completa
(introdução, desenvolvimento, conclusão) de acontecimentos reais ou imaginários, designam-se:
A. episódios
B. estâncias
C.cantos

SOLUÇÕES
I — CONTEXTUALIZAÇÃO
Opção A: 2, 6, 9, 11, 15, 16, 19, 24, 26, 28
Opção B: 1, 3, 4, 7, 17, 25, 27
Opção C: 5, 8, 10, 12, 13, 14, 18, 20, 21, 22, 23
I — Interpretação Textual

Lê as estrofes 19 a 42 do Canto I de Os Lusíadas. Em seguida responde, de forma


completa e bem estruturada, ao questionário apresentado.

1. A estrofe 19 dá início à Narração. Lê-a atentamente e identifica:


· a acção que aí se enuncia,
· as personagens envolvidas;
· o espaço em que se situam.
1.1. Sendo a Viagem o plano fulcral, porque não se inicia a narração com a partida
das naus?

2. Na estância 20, começa o Consílio dos deuses no Olimpo.


2.1. Repara nas referências temporais que introduzem as estrofes 19 e 20. O que te
dizem quanto ao tempo em que se desenrolam os dois planos narrativos?

3. Uma leitura atenta do episódio do Consílio dos Deuses (ests. 20-41) permite-te
identificar todos os aspectos, de maior ou menor importância, desta reunião:
3.1. Onde se realizou?
3.2. Por quem foi convocada e presidida?
3.3. Como se processou a convocatória dos participantes?
3.4. Quem constituía esta assembleia?
3.5. Qual o critério de distribuição dos membros pela sala?
3.6. Qual o objectivo desta sessão do Consílio?
3.7. Qual a decisão, previamente tomada, que Júpiter tem para anunciar à
assembleia?
3.8. Em que fundamenta essa sua decisão?
3.9. Baco, apoiado por alguns deuses, constitui a força oponente aos desígnios de
Júpiter. Que razões o movem?
3.10. Vénus lidera as forças que apoiam (adjuvantes) a decisão de Júpiter. O que
justifica esse apoio?
3.11. Marte desempenha um papel fundamental no desenlace do conflito gerado entre
as duas forças.
· Que argumentos utiliza para convencer Júpiter a resolver de vez o conflito?
· Que motivações não confessadas estarão na base da posição assumida pelo deus da
guerra?
3.12. Qual a deliberação final do Consílio?
SOLUÇÕES
I — Interpretação Textual

1. A acção enunciada nesta estrofe é a viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia. As
personagens envolvidas, embora não estejam nomeadas, são os que «navegavam», os que «vão
cortando as marítimas águas», ou seja, os navegadores portugueses. Não é especificado o local exacto
em que se encontram, pois refere-se apenas que estão no «largo Oceano», mas presume-se, pela
leitura da estrofe 42, que os portugueses estejam entre a costa sudeste africana e a ilha de
Madagáscar.
1.1. A narração não se inicia com a partida de Lisboa porque, de acordo com as normas da epopeia,
esta parte da obra deve começar por um momento já avançado da acção.
2. As referências temporais dadas por «já» e «quando» indicam que os dois planos narrativos — o
mitológico e o da viagem — se desenrolam em simultâneo.

3.1. O Consílio, ou a reunião dos deuses, realizou-se no Olimpo.


3.2. A reunião foi convocada e presidida por Júpiter.
3.3. Os participantes na reunião foram convocados através de Mercúrio, o mensageiro dos deuses.
3.4. A assembleia era constituída pelos deuses que governavam os Sete Céus.
3.5. Júpiter, que presidia à reunião, estava num assento de estrelas e os restantes deuses estavam
sentados num plano inferior. Os assentos mais próximos do trono de Júpiter, os lugares de honra,
eram ocupados pelos deuses mais antigos; os outros participantes iam-se dispondo em lugares
sucessivamente mais baixos, de acordo com a sua importância.
3.6. O objectivo desta sessão era dar a conhecer uma decisão que Júpiter tomara e ouvir a opinião dos
participantes.
3.7. A decisão que Júpiter tem para anunciar é que pretende ajudar os marinheiros portugueses a
chegar à Índia, e, como tal, determina que sejam recebidos como amigos na costa africana, para
poderem descansar e reabastecer-se antes de prosseguirem viagem.
3.8. Júpiter fundamenta a sua decisão no facto de os navegantes já terem passado nas águas um duro
Inverno, já terem enfrentado perigos imensos e estarem, portanto, exaustos.
3.9. Baco não quer que os portugueses cheguem à Índia para não perder a fama, a glória, o prestígio
que tem nas terras do Oriente.
3.10. O que justifica esse apoio é o facto de Vénus gostar dos portugueses, por ver neles qualidades
semelhantes às dos romanos, povo que lhe é tão querido (os romanos são descendentes do seu filho
Eneias). Entre essas qualidades, destacam-se a bravura e a língua, que é muito semelhante ao latim.
Além disso, a deusa do amor e da beleza também foi informada pelas Parcas, deusas do destino, que
«há-de ser celebrada» nas terras onde os portugueses chegarem, interessando-lhe, pois, que os
navegadores alcancem o Oriente.
3.11. Marte diz a Júpiter que não deve dar ouvidos a Baco, pois a sua opinião é suspeita. O que motiva
o deus do vinho contra os portugueses não é nenhuma razão válida, mas sim a inveja, o medo de
perder a fama. Por outro lado, Marte procura convencer Júpiter de que é sinal de fraqueza voltar atrás
após a tomada de uma decisão.
3.12. A deliberação final do consílio é a de ajudar os portugueses, como Júpiter tinha decidido.