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Análise Transacional

Análise Transacional é um método psicológico criado por Eric Berne, psiquiatra canadense, em
1958. Aqui estão algumas de suas idéias chave. A referencia bibliográfica utilizada tem como base
a Associação Internacional de Análise Transacional (ITAA), da qual Eric Berne foi o primeiro
presidente.
EGO - Eric Berne considerou o Ego como um sistema formado por instâncias psíquicas:
exteropsique, (Pai), neopsique (Adulto) e arquipsique (Criança), cada qual com seu conjunto de
pensamentos, sentimentos e comportamentos com os quais interagimos com outras pessoas. Os
estados de ego Pai, Adulto e Criança, e a interação entre eles, formam a base da teoria da Análise
Transacional. Esses conceitos são utilizados em muitas áreas da psicoterapia, educação,
consultoria, e quaisquer profissões que lidem com pessoas e grupos.
TRANSAÇÕES - As transações se referem a comunicação entre as pessoas. A Análise Transacional
ensina a reconhecer qual o estado de ego que está operando no início da transação, e qual estado
de ego do interlocutor responde, de tal modo que se consegue intervir interrompendo uma
conversa desgastante, e desenvolvendo a qualidade e eficácia da comunicação.
RECONHECIMENTO - As pessoas necessitam serem reconhecidas pelo que são e pelo que fazem.
A este reconhecimento damos o nome de Carícias, que são unidades de reconhecimento
interpessoal necessárias para a sobrevivência e o desenvolvimento. Entender como pessoas dão e
recebem carícias e mudar seus padrões de reconhecimento, são aspectos fortes do trabalho em
Análise Transacional.
JOGOS PSICOLÓGICOS - Berne definiu certos padrões disfuncionais de comportamento como
jogos. São transações repetitivas, instaladas com o objetivo de obter carícias. Diríamos que a
pessoa busca resolver necessidades do passado no ‘aqui e agora’. Estas transações repetitivas
reforçam sentimentos e auto conceitos negativos, mascarando a expressão direta de sentimentos
e pensamentos. Eric Berne nomeou estes jogos por nomes fáceis de serem entendidos, de tal modo
que ao se nomear o jogo já se sabe o processo.
ROTEIRO DE VIDA - Eric Berne propõe que o comportamento disfuncional é o resultado
de decisões auto limitantes tomadas na infância, devido as necessidades de entendimento da
situação e de sobrevivência. Tais decisões culminam no que Berne chama ‘script ou roteiro’, o
plano pré consciente de vida que governa os caminhos da pessoa. Mudar o roteiro de vida é o
objetivo da Análise Transacional em trabalhos individuais e grupais.
EU ESTOU OK – VOCÊ ESTÁ OK - "I'm OK - You're OK" é provavelmente a mais conhecida das
propostas da Análise Transacional - estabelece a posição que reconhece o valor e a capacidade de
cada pessoa. Analistas transacionais ensinam às pessoas que são basicamente OK e portanto
capazes de serem amados, aceitos, pensarem, e estabelecerem relacionamentos saudáveis em suas
áreas de expressão. Esta forma de pensar vai contra qualquer exercício do poder, buscando-se
desenvolver a auto estima e cooperação entre indivíduos e grupos.
CONTRATOS - A prática da Análise Transacional é baseada no contato mútuo de mudança. Os
analistas transacionais consideram as pessoas capazes de decidir o que desejam para suas vidas,
exceto nos casos de desautorização legal. A Análise Transacional tem como um de seus postulados
que ambos são responsáveis pelo trabalho contratado, buscando eliminar a posição passiva do
consultado e incentivar transações . https://unat.org.br/portal/eric-berne.php
Breve histórico e conceito da análise transacional
A análise transacional foi criada pelo médico e psiquiatra naturalizado americano Eric Berne, no
final da década de 1950. Trata-se de uma teoria da personalidade e uma psicoterapia sistêmica
que tem como objetivo o crescimento e a mudança pessoal. Os seus resultados contribuem com
alterações significativas nos comportamentos, sentimentos e pensamentos do paciente e por esse
motivo é encarada como filosofia de vida. Essa área de estudo recebeu esse nome porque Berne
começou a se interessar pela relação entre as pessoas e a troca de estímulos e respostas
(transações) que resultam desse contato. Ele também considerava que todos nascem com o
potencial de ser feliz, ter sucesso e de manter relacionamentos de qualidade. No entanto, essa
capacidade é limitada na medida em que os indivíduos agem de acordo com as expectativas de
terceiros, como a dos pais, por exemplo.
As suas pesquisas eram baseadas na observação das atitudes de seus pacientes e na conduta
humana como um todo. Tudo isso porque o estudioso desconsiderava teorias que não pudessem
ser demonstradas ou comprovadas na prática.
Como a análise transacional é aplicada
A análise transacional estuda a forma como as pessoas pensam, sentem, agem e se relacionam. Ela
se tornou um método muito eficaz para compreender o ser humano e propor soluções preventivas
e transformadoras. Para isso, utiliza de instrumentos que permitem aos indivíduos conhecerem
melhor o seu funcionamento interno e o dos outros. Isso contribui para que compreendam melhor
os seus relacionamentos e percebam aquilo que deve ser alterado para melhorá-los. É um
processo de constante evolução.
A teoria trabalha basicamente tentando recuperar as capacidades inatas ao ser humano que são
perdidas de acordo com as suas vivências e situações estressantes e traumáticas sofridas
principalmente durante a infância. Dessa forma, utilizam-se dos conceitos de Estado de Ego,
aliados ao conhecimento da história pessoal do indivíduo e ao seu comportamento. Os Estados de
Ego constituem o sistema de sentimentos de cada indivíduo, representando a sua estrutura
interna ou personalidade. A teoria considera que essa estrutura é composta de partes, designadas
de Estado de Ego Pai, Estado de Ego Adulto e Estado de Ego Criança. Esses conceitos são
considerados para colocar limites ao comportamento do indivíduo com relação ao outro.
Quando assumimos o Ego Pai, esperamos que o receptor utilize o Ego Criança, sendo que o emissor
toma uma posição de controle da situação, enquanto o receptor estará submisso. Nas situações
contrárias, na quais o Ego Criança é assumido por quem comunica, espera-se do receptor o Ego
Pai. Nesse caso, o emissor busca uma relação permissiva, de proteção e cumplicidade.
Quando se estabelece uma comunicação com o Ego Adulto, surge a reciprocidade da outra parte.
Ou seja, constitui-se uma relação nivelada na comunicação. Esse procedimento é o ideal para
relações de trabalho. Nesse sentido, quando compreendemos a maneira de nos comunicar, assim
como os diferentes egos, passamos a realizar uma comunicação mais assertiva, uma vez que
transmitiremos os nossos sentimentos e emoções de forma a ser entendida pelo receptor.
Como modelo de aprendizagem, a análise transacional é realizada por meio de um contrato entre
o terapeuta e o cliente. Nessa perspectiva, é o próprio paciente que coloca aquilo que deseja mudar
na sua vida e o terapeuta deve apenas aceitar o desafio de ajudá-lo. As sessões pretendem
contribuir para que o indivíduo alcance a autonomia de vida, usufruindo de melhor controle de
seus sentimentos, pensamentos e comportamentos, além de tornar-se mais apto para identificar
e abdicar de atitudes que o estejam atrapalhando de alguma forma.
A análise transacional faz parte de um programa de melhoria contínua, sendo que quanto mais
você se conhece, mais habilidades de como utilizar sua comunicação terá e estará em constante
aprimoramento. Essa teoria pode ser aplicada principalmente em locais e situações em que o
relacionamento interpessoal é fundamental, como é o caso do ambiente corporativo.
https://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-e-psicologia/entenda-o-que-e-analise-
transacional-programa-melhoria-continua/

Análise Transacional / O Que é Análise Transacional - Por José Silveira Passos


“Todos nós nascemos príncipes e princesas, mas às vezes nossa infância nos transforma em
sapos”, (acomodados). Eric Berne
Análise Transacional (AT) é uma teoria da personalidade criada pelo Dr. Eric Berne no final da
década de 50. De acordo com a definição da International Transactional Analysis Association
(ITAA) “A Análise Transacional é uma teoria da personalidade e uma psicoterapia sistemática para
o crescimento e a mudança pessoal”. É também uma filosofia de vida, uma teoria da Psicologia
individual e social. Possui um conjunto de técnicas de mudança positiva que possibilita uma
tomada de posição quanto ao ser humano.
Atualmente, a AT tem evoluído e se desenvolvido através das diversas contribuições teóricas e
práticas de muitos autores seguidores de Berne e conta também com uma difusão e aplicação em
nível mundial.
O termo transacional deveu-se ao interesse que Berne tinha pelo que ocorria entre as pessoas. Daí
o estudo, a análise, as trocas de estímulos e as respostas (transações) entre os indivíduos serem a
ênfase dada por Berne ao iniciar as suas pesquisas e observações que culminaram na criação da
Análise Transacional (AT). Além de ter se ocupado primordialmente com o que ocorre entre os
indivíduos, Berne contribuiu ainda com excelente modelo de estudo do que ocorre no interior do
indivíduo. Berne dizia: “todos nós nascemos príncipes e princesas, mas às vezes nossa infância nos
transforma em sapos”. É uma filosofia positiva e de confiança no ser humano: todos nós nascemos
bem (“OK”), com capacidade plena para obter sucesso e satisfação de nossas necessidades. A única
exceção é quando o indivíduo sofre alguma afecção orgânica grave.
A AT é um modelo de aprendizagem, que veio em substituição ao velho modelo da “enfermidade
mental”. Berne detestava usar termos médicos complicados, por isso passou a usar uma linguagem
fácil, do cotidiano, de tal modo que todos o entendiam. A naturalidade da AT fundamenta-se nas
necessidades básicas do ser humano: biológicas, psicológicas e sociais.
Berne buscou formular a sua teoria a partir do que via e ouvia, através do que diziam e faziam os
seus clientes. Ele era muito observador da conduta humana, não era adepto de teorias que não
pudessem ser demonstradas e colocadas em prática.
A teoria da AT, em quase a sua totalidade, pode ser representada mediante gráficos simples, tais
como círculos, triângulos, vetores, quadrados, etc., permitindo, assim, o seu aprendizado através
dos conceitos abstratos e, além disso, fornece excelente possibilidade de aprendizado através do
canal visual. A teoria da AT está estruturada através de 10 instrumentos, que aliados ao
conhecimento da história pessoal do indivíduo, aos sinais de comportamentos observados e da
intuição, permite predizer, com um grau de acerto espantoso, o que acontecerá ao indivíduo, caso
ele continue com o seu programa interno. Esse grau de acerto elevado, tanto se verifica no nível
individual quanto em grupos e em organizações, facilitando, assim, a prevenção de
comportamentos destrutivos e perigosos, possibilitando uma atuação precisa e potente para que
não haja uma concretização de tais predições. Isto possibilita uma atuação preventiva tanto por
parte do profissional como por parte do cliente, pois em virtude de sua simplicidade permite a
compreensão do comportamento próprio e alheio, sem a necessidade de dispêndio de muito
tempo e dinheiro para consolidar um diagnóstico preciso, demonstrando desse modo a sua
eficácia. Outro aspecto que considero de muita importância na AT é o fato de sua teoria ser de fácil
assimilação, inclusive para os leigos. Uma criança de 8 a 10 anos de idade assimila perfeitamente
os seus conceitos. A AT é também de fácil integração com outras teorias psicológicas tais como a
Gestalt Terapia, que trabalha com as emoções, as sensações, os diálogos com partes de si mesmo;
e ainda pode ser aliada a técnicas corporais, Hipnose, Psicodrama, Biodança, etc., ou seja, é fácil
traduzir essas e outras teorias para o modelo transacional. Em outras palavras, como diz R. Kertész
descrevendo a facilidade de entendimento da AT: “creio que é o melhor idioma psicológico, porque
todos o entendem”.
Berne dizia que: “se um observador entra num grupo de terapia transacional, talvez leve algum
tempo para distinguir quem seja o terapeuta já que ele não se veste de maneira diferente, age de
modo natural e usa o mesmo idioma que os integrantes”. Isso enfatiza a sua filosofia igualitária:
ninguém é melhor do que ninguém, apenas alguns possuem maiores talentos do que outros, em
algum aspecto. Outra característica da AT é o trabalho contratual. O contrato é um acordo bilateral
entre o terapeuta e o cliente, que tem por finalidade alcançar os objetivos propostos. O cliente
enumera as mudanças que deseja alcançar e o terapeuta aceita trabalhar com ele facilitando-o
atingir as mudanças desejadas. O objetivo último da AT é levar o indivíduo a alcançar a Autonomia
de Vida. Entende-se por Ser Autônomo o indivíduo que tem o controle de sua própria vida, aceita
a responsabilidade de seus próprios sentimentos, pensamentos e comportamentos, além de
abdicar-se de padrões inadequados para viver no aqui-e-agora. Tudo isso pode ser obtido através
da recuperação de três capacidades: consciência, espontaneidade e intimidade. Essas três
capacidades são inatas no ser humano, entretanto algumas vezes ficam limitadas devido a
situações estressantes ou traumáticas que sofremos em nossa infância.
Os dez instrumentos da AT são os seguintes:
1) Os Estados de Ego ou Estados do Eu – definidos por Berne como: “um estado de Ego pode ser
descrito fenomenologicamente como um sistema coerente de sentimentos relacionados a um dado
sujeito e operacionalmente como um conjunto de padrões coerentes de comportamento; ou ainda
do ponto de vista pragmático, como um sistema de sentimentos que motiva um conjunto de
padrões de comportamentos afins”.
É uma estrutura tripartida, cujas partes são designadas de Estado de Ego Pai, Estado de Ego Adulto
e Estado de Ego Criança (P, A e C). É como a nossa personalidade está formada. É a nossa estrutura
interna. Portanto, trata-se do relacionamento intrapessoal. Entenda o que acontece e quem manda
em sua cabeça conhecendo a teoria e a prática da Análise Transacional.
2) Transação – é a unidade de ação social, que envolve um estímulo e uma resposta. É como nos
comunicamos uns com os outros. Trata-se, por conseguinte, do relacionamento interpessoal. Saiba
como manter um relacionamento saudável com o seu par, na família, no trabalho, no social, etc.,
descobrindo e praticando as leis da comunicação da Análise Transacional.
3) Estruturação do Tempo – o ser humano, desde o seu nascimento até a sua morte, tem a
necessidade de preencher esse vazio que existe em sua vida: o tempo. Existem seis maneiras do
ser humano estruturar o seu tempo: quatro delas possuem dois aspectos, um positivo e um
negativo; as outras duas – uma só possui aspectos negativos e outra só aspectos positivos.
A maneira como uma pessoa estrutura o seu tempo poderá leva-lo à morte precoce ou a viver por
muitos anos. Descubra, com a Análise Transacional, como você está estruturando o seu tempo.
4) Carícias (Strucks) – constitui uma das fomes básicas do ser humano. A partir do conceito de
Carícias podemos entender por que determinadas pessoas, por exemplo, estão sempre “metendo-
se” em situações desagradáveis, situações difíceis, etc.
Por tratar-se de uma fome básica do ser humano, todos nós necessitamos de Carícias. O grande
problema é como buscamos as Carícias que necessitamos em nosso dia a dia. Você busca as
Carícias Positivas que necessita para o seu dia? Ou você busca Carícias Negativas porque não sabe
buscar as Carícias Positivas? Na AT você terá estas respostas que são de fundamental importância
para uma vida saudável. Aprenda Análise Transacional e viva bem.
5) Emoções – uma das valiosas contribuições de Berne foi a divisão das emoções em duas
categorias: Emoções Autênticas e Falsas Emoções (Rackets em inglês, Rebusque em espanhol).
Esta divisão facilitou em muito o entendimento das doenças psicossomáticas e por conseguinte o
seu tratamento e, principalmente, como evitá-las. Faça um reaprendizado emocional consciente e
troque as falsas emoções por emoções autênticas, utilizando o seu poder interior que a Análise
Transacional poderá lhe ajudar a redescobrir.
6) Posição Existencial – é a forma como percebemos a nós mesmos em relação às outras pessoas.
São juízos de valores ou conceitos de si mesmo e dos demais adquiridos na infância, através de
tomada de decisões, muitas vezes, imaturas e irracionais, uma vez que são baseadas nas condições
precárias de criança para raciocinar e pensar objetivamente diante da realidade.
É a janela através da qual vemos a nós mesmos e os demais que estão à nossa volta. É uma posição
de vida que tomamos em nossa infância, que foi “OK” para a nossa sobrevivência naquela época e
realidade em que vivíamos, porém hoje é possível que a nossa realidade seja completamente
diferente daquela, entretanto é possível que estejamos continuando a ver o mundo através
daquela mesma janela. Saiba como mudar a visão de si mesmo e do mundo, praticando e atuando
dentro da filosofia da Análise Transacional.
7) Jogos Psicológicos – é uma maneira negativa do ser humano estruturar o seu tempo. Os Jogos
Psicológicos são constituídos por uma série de lances com uma cilada ou “truque” no meio e com
um final previsível. A partir do entendimento do conceito dos Jogos Psicológicos você será
convidado a dar-se conta de quanto tempo está perdendo de sua vida praticando-os.
Por que jogamos? O que fazer para não entrarmos em Jogos Psicológicos? A estas e outras
perguntas você encontrará as respostas conhecendo a teoria e a prática da Análise Transacional.
8) Script de Vida – também chamado de Argumento de Vida, é um plano inconsciente de vida ou
ainda um programa em marcha, que o indivíduo desenvolve na primeira infância sob influência
parental e que irá dirigir a sua conduta nos aspectos mais importantes de sua vida.
As mensagens parentais, chamadas mandatos, são enviadas pelos pais (ou substitutos),
normalmente, de forma não verbal e recebidas como ordens pelos filhos, que freqüentemente
decidem obedecer por não possuírem outras informações.
Existem muitos mandatos, dentre eles: “não viva”, “não sinta”, “não pense”, “não cresça”, “não seja
você mesmo”, “não faça”, “não consiga” (“fracasse”), etc. Lembrando que os mandatos agem por
toda uma vida sem que o indivíduo tenha consciência da existência dos mesmos. Os pais ou
substitutos, por sua vez, também não têm consciência que estão transmitindo tais mensagens.
Portanto, tudo fica perfeitamente “camuflado”. Às vezes alguns indivíduos apenas suspeitam que
existe “algo errado” em sua vida… mas… fica por isso mesmo.
Saiba que o mais importante de tudo é que isso pode ser mudado. Para tanto, conheça e pratique
os conceitos da Análise Transacional.
9) Miniscript de Vida – também chamado de miniargumento, é uma seqüência de condutas
observáveis, segundo a segundo, que numa tentativa de livrar o indivíduo de seu Script de Vida,
termina por “empurrá-lo” cada vez mais para dentro dele.
Essas condutas observáveis são impulsionadas pelos comportamentos de Compulsores, assim
chamados por induzir aos comportamentos inadequados.
Saiba como evitar os comportamentos de Compulsores estudando e praticando Análise
Transacional.
10) Dinâmica de Grupo – grupo, de acordo com Berne, ” é qualquer agregação social com um
limite externo e pelo menos um limite interno”. O autor desenvolveu a sua própria teoria de grupo,
tanto para área clínica como para a área organizacional.
Definição e descrição das quatro Posição Existencial (PE) descritas por Eric Berne e uma
comparação Por José Silveira Passos
Posição Existencial (PE) é a forma como percebemos a nós mesmos em relação às outras pessoas.
Ou ainda, são juízos de valores ou conceitos de si mesmo e dos demais, adquiridos na infância,
através de tomadas de decisões, muitas vezes imaturas e irreais, uma vez que são baseadas nas
condições precárias de criança para raciocinar e pensar objetivamente diante de realidade.
Berne (Olá) definiu quatro Posições Existenciais básicas, organizando-as na seqüência descrita a
seguir:
1ª) – Eu estou OK / Você está OK (+/+) – Realista;
2ª) – Eu estou OK / Você não está OK (+/-) – Projetava;
3ª) – Eu não estou OK / Você está OK (-/+) – Depressiva; e
4ª) – Eu não estou OK / Você não está OK (-/-) – Fútil/Niilista.
Harris (Eu estou OK Você está OK), organiza as PE em uma sequência diferente de Berne, conforme
descritas a baixo:
1a. Posição Existencial (-/+) – Segundo Harris (Eu Estou OK…), esta posição origina-se da
incapacidade e da dependência da criança em relação aos pais e outros adultos, nos seus primeiros
meses de vida. Nessa época, a criança simplesmente não tem condições de sobreviver sozinha: ela
é totalmente dependente dos pais e, mais especificamente, da mãe. À medida que a mãe lhe
dispensa carinho, atenção e a alimenta com toques positivos incondicionais freqüentes, a criança
parece desenvolver, segundo Harris, uma atitude que, traduzida em palavras, significa algo como:
“Eu sou fraca, e você me protege, alimenta-me, cuida de mim. Por isso você é OK. Eu, entretanto,
não sou OK, porque não posso fazer nada sem você”, p. 58.
Harris admite por conseguinte, que essa fragilidade da criança leva, naturalmente, a assumir uma
posição de inferioridade em relação aos adultos. À medida que ela cresce, essa posição tende, nos
primeiros anos da infância, a se acentuar, porque a criança continua mostrando-se inábil e
dependente. Ela não conhece nada, são os adultos que lhe explicam as coisas, que lhe dão
informações, que lhe ensinam como fazer as coisas, que lhe dão ordens. Os adultos são grandes,
ela é pequena.
Quando adulta, muitas vezes, a pessoa permanece com esse mesmo sentimento de impotência e
dependência estabelecido na infância, já que os principais registros no PAC parecem ocorrer entre
zero e cinco anos de idade. Quando atinge proporções graves, esta Posição Existencial, segundo o
autor, pode levar a pessoa a situações de fuga da realidade, de intensa depressão ou mesmo de
suicídio.
Eu não sou OK/Você é OK é chamada Posição Existencial INTROJETIVA, em que a pessoa lança
para dentro de si mesma os sentimentos negativos em relação ao mundo que, por vezes, perduram
por toda a sua vida.
2a. Posição Existencial (-/-) – Segundo Harris, esta Posição Existencial pode aparecer
particularmente quando a criança atinge a idade de um ano de vida. Nessa época, praticamente os
filhos são abandonados nas mãos de estranhos, considerando que já cumpriram o seu papel básico
e, agora, a educação dos filhos pode ser entregue a babás ou outra pessoa da família.
Quando nessa ocasião, a criança experimenta uma sensação de abandono e solidão, pela falta de
carícias positivas, ela pode desenvolver uma atitude diversa: “Eu não sou OK, porque sou fraca e
inábil, mas você também não é OK, porque me abandona, quando eu preciso de você”.
Quando esta Posição Existencial se fixa, já na vida adulta ou mesmo na adolescência, a criança ou
jovem parece assumir, perante o mundo e as outras pessoas, um desinteresse tão marcante quanto
o que tem consigo mesmo. É a chamada Posição Existencial Fútil, caracterizada por expressões do
tipo: “Os outros que se danem”, “cada um por si”, etc.
Harris caracteriza esta Posição Existencial como própria de pessoas com graves distúrbios
mentais, que as levam a comportamentos esquizóides. Para esse tipo de pessoa, suicídio e
homicídio teriam o mesmo valor: tanto ela como os outros velem a mesma coisa, isto é, nada.
3a. Posição Existencial (+/-) – A criança pode adotar esta Posição Existencial, quando por volta
dos dez meses a um ano de idade, não apenas é abandonada ou marginalizada, mas é objeto de
sevícias ou brutalidade. Uma criança perseguida parece desenvolver um medo agudo dos adultos,
do qual procura fugir a todo instante. Neste tipo de situação, além de desenvolver, perante os
outros, a atitude de que “eles não são OK”, parece ter uma espécie de mecanismo de compensação,
dentro do indivíduo, para as punições que lhe são impostas pela vida, como a dizer-lhe que ele é
OK.
O desenvolvimento dessa atitude leva o indivíduo a sentir que “o mundo é culpado dos seus
problemas”. Por isso este tipo de pessoa procura explorar os outros ao máximo, sem qualquer
piedade ou contemplação. Esse tipo de comportamento é próprio, por exemplo, dos delinqüentes,
dos criminosos, e dos contestadores.
Harris mostra que a Posição (+/-), quando levada a extremos, conduz a comportamentos
paranóicos, que podem levar inclusive ao homicídio. Esta terceira posição é chamada de Posição
Existencial PROJETIVA, em que as condições negativas e adversas são atribuídas aos outros, ao
mundo ao redor, é neste sentido, uma Posição oposta à primeira (-/+).
4a. Posição Existencial (+/+) – Esta Posição segundo Harris, é a mais saudável das quatro.
Ninguém chega a ela, entretanto, se não fizer uma opção CONSCIENTE: em outras palavras,
enquanto a adoção das três posições anteriores é INCONSCIENTE, esta quarta é uma posição
assumida pela pessoa que tem o seu Adulto em situação de controlo efetivo.
Na verdade, porém, a posição (+/+) parece ter o problema de sugerir que as pessoas podem estar
OK durante praticamente todo o tempo, como se o estado de “bem estar” (okeidade) pudesse ser
atingido e, então, mantido constantemente. Não é assim, evidentemente.
Kertész (Manual de Analisis Transaccional) propôs cinco Posições Existenciais básicas:
– Eu estou OK / Você está OK (+/+) – Maníaca;
– Eu estou OK / Você não está OK (+/-) – Paranóide;
– Eu não estou OK / Você está OK (-/+) – Introjetiva;
– Eu não estou OK / Você não está OK (-/-) – Fútil/niilista; e
– Eu estou mais ou menos OK / Você está mais ou menos OK (± /± ) – Realista.
5a. Posição existencial (± /± ) – Esta Quinta Posição Existencial não é reconhecida pela maioria
dos Analistas transacionais fora da América Latina. Esta é uma abordagem criada por Roberto
Kertész (Argentino). Portanto, esta Posição Existencial não é reconhecida por outras Associações
de Análise Transacional, além da UNAT-BR e da ALAAT.
Segundo Kertész (Manual de Análisis Transaccional), esta seria realmente uma Posição Existencial
saudável, que seria a Posição (+ ou – / + ou -), equivalente àquela que Harris e Berne apresentam
como realista (+/+). Esta Posição Existencial realista (para Kertész), implica admitir que “eu sou
OK e você é OK, muito embora eu e/ou você possamos não estarmos OK algumas vezes”.
Esta Posição Existencial, implica também, reconhecer que tanto nós como as outras pessoas temos
aspectos positivos que precisam ser ressaltados e usados. No entanto, não basta conhecer isto,
mas é preciso sentir isto firmemente, o que exige o controle do Adulto sobre os outros dois estados
de Ego.
Segundo Kertész, o Adulto funciona, neste caso, como um verdadeiro executivo da personalidade.
Uma pessoa nesta Posição Existencial não tem o seu Adulto contaminado, quer pelo Pai, quer pela
Criança. Ela busca Carícias positivas incondicionais, que são as mais saudáveis. Ela é capaz de
buscar e experimentar em toda a sua intensidade transações paralelas nos três estados de Ego,
sob controle Adulto.
Esta quinta Posição Existencial é chamada por Kertész de Posição Existencial Voluntária, porque
é assumida voluntariamente. Berne (Olá) acredita que a PE é tomada pela criança entre 0 a 6 anos.
Steiner (Papéis) afirma que a idade de tomada da PE varia de pessoa para pessoa.
Quanto à Posição Existencial Eu Não Estou OK / Você Está OK, a colocação de Harris não é
partilhada por outros autores de AT, e não era mesmo a posição adotada por Berne. Na verdade, o
fato da criança recém-nascida ser frágil e dependente da mãe não a torna Não-OK.
A criança depende legitimamente da mãe, portanto, é um ser OK. Aliás, Berne parte do princípio
de que todos nascem OK. Daí a organização sequencial de Berne ser diferente da descrita por
Harris.
Eric Berne apresenta os Script de vida relacionados a três questões básicas que o ser humano
formula para si mesmo: Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Quem são todas estas pessoas?
Estas perguntas são angustiantes para o ser humano, e desde os primórdios da Humanidade, ele
as faz para si mesmo.
As decisões que o ser humano toma, em respostas a estas perguntas, são a base para a Posição
Existencial que escolhe, e estas Posições são caracterizadas, em geral subconscientemente, em
Script de vida e papéis.
Bibliografia:
1 – Berne, E., O que Você Diz Depois de Dizer Olá?, Nobel Editora, São Paulo.
2 – Harris, T., Eu Estou OK Você Está OK, Editora Record, São Paulo.
3 – Kertész, R., Manual de Analisis Transacional, Editora Canantal, B. Aires.
4 – Steiner, C., Os Papéis Que Vivemos na Vida, Editora Artenova, Rio de Janeiro, 1976.
PREMISSAS BÁSICAS
• As pessoas nascem OK
• Mesmo em dificuldades emocionais são seres totais e inteligentes
• Todas as dificuldades emocionais são curáveis

“Todos nós nascemos príncipes e princesas, mas a vida nos torna sapos a coaxar à beira da lagoa”.
Análise Estrutural
EU
Pai - Proibições / permissões – Julgamentos  O que eu POSSO ?
Adulto - Neutro / Conectado com o presente – Analítico  que CONVÉM?
Criança - Experiências emocionais / Impulso – Sensações  que eu QUERO?

PAI: Conceito de vida aprendido


São costumes, ensinamentos, julgamentos, ética, moral, preconceitos, aprendidos de pessoas que
nos influenciaram nos primeiros anos de vida (pais, familiares, professores)

ADULTO: Conceito de vida raciocinado


Processa dados da realidade no aqui e agora. Lida com pensamento lógico, informações, análise.
Focado na dureza da realidade factual.

CRIANÇA: Conceito de vida sentido


Espontâneo, autêntico, criativo, curioso. Baseado em sensações, emoções, intuição. Aqui também
reside a obediência ou rebeldia. Busca satisfazer necessidades e desejos.

Estados do Ego Pai e Criança tem divisões…


PAI Crítico (PC): Circuito positivo: exigente, justo, ético. Coloca limites, direciona e coordena.
Circuito negativo: autoritário, opressor, cobrança ou crítica exagerada, castiga.
PAI Protetor (PP): Circuito positivo: apoia, estimula, ensina, dá autonomia, tem afeto, protege.
Circ. Negat.: superprotege, promove a dependência, incapacita pela proteção.
Adulto: Circuito positivo: conecta com a realidade. Objetivo, responsável, autônomo, pondera,
conclui.
Pequeno Professor: Parte intuitiva (+) e manipulativa (-) do EE Criança
CRIANÇA Livre (CL): Circuito positivo: alegre, afetuoso, criativo, emoções autênticas.
Circuito negativo: egoísta, cruel, exige satisfação imediata das necessidades.
CRIANÇA Adaptada Submissa (CAs):
Circuito positivo: responde automaticamente com padrões aceitos pela sociedade.
Circuito negativo: inseguro, ressentido, emoções exageradas.
CRIANÇA Adaptada Rebelde (CAr):
Circuito positivo: questiona positivamente, busca argumentos.
Circuito negativo: questiona destritivamente, de forma agressiva, vingativo.

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