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EFEITOS COLATERAIS:

o Espasticidade tônica (enrijecimento sem mobilidade)


DEFINIÇÃO: Toda a anestesia capaz, de maneira seletiva, dissociar o Tremores musculares
o córtex cerebral, causando analgesia e desligamento do o Estimulação do SNC
ambiente, sem perda dos reflexos protetores. o Nistagmo (intensa dilatação da pupila→realizar
O paciente desperta quando submetido a algum estimulo doloroso.
lubrificação ocular durante o procedimento)

Produzindo assim uma analgesia somática, mas não promove a analgesia


visceral.
Relaxantes musculares
A principal característica desta anestesia, é o estado de catalepsia
em que o animal fica:
o imóvel e rígido o Salivação
o não responde aos estímulos, mas continua consciente o Secreções do trato respiratório
o de olho aberto e com todos os reflexos protetores
o pode estar sentindo dor, mesmo sem responder ao
estímulo nocivo e sem demonstrar a dor.
Atropina
Geralmente esses anestésicos são associados a tranqüilizantes para se
obter um grau de relaxamento muscular no paciente: o Só promove analgesia somática (muscular) – não usar em
-Benzodiazepínicos associados a opioides (sedação e analgesia)
procedimentos muito invasivos.
MECANISMO DE AÇÃO: o Ligação a proteínas de 12% em cães e gatos e acima de 50
o Provoca aumento do tônus serotoninérgico e % em eqüinos
dopaminérgico Eliminação: renal
o Reduz os efeitos inibitórios do GABA (o GABA é o principal Duração da anestesia depende da:
neurotransmissor inibitório do SNC, se inibe o GABA, o via de administração
então vai causar excitação do SNC) o fármacos concomitantes
o Antagonismo de receptores NMDA (N-metil D-Aspartato) o variações individuais
no SNC: ação excitatória do glutamato e da glicina Ações no SNC:
o Bloqueia recaptação de catecolaminas o aumenta fluxo sanguíneo (eleva a PIC) e pressão no LCR
o Antagonismo dos receptores muscarínicos (não recomendada para pacientes que tenham TCE, que
irão fazer analise do LCR e os que tenham epilepsia)
o analgesia somática melhor que visceral
Cetamina o recuperação:

Fármaco muito versátil:


 Doses menores podem produzir
anestesia/analgesia satisfatórias, recuperação
o Várias espécies: humanos, primatas, cães, gatos, equinos,
anestésica.
suínos, ruminantes, pássaros, répteis, roedores e outras
Ações no sistema cardiovascular:
espécies exóticas.
o aumenta o tônus simpático: ↑ FC, ↑ DC, ↑ PAM, ↑
Várias vias de administração:
pressão da artéria pulmonar e pressão venosa central
o IV, IM, SC, intranasal, oral
(não associar com atropina em pacientes cardiopatas)
Absorção e distribuição:
o efeito indireto causa inotropismo positivo (↑força de
o altamente lipossolúvel (maiores doses em pacientes com
contração cardíaca de forma indireta)
muito tecido adiposo)
o aumenta consumo de oxigênio pelo miocárdio
o pH ácido
*Taquicardia
o elevada biodisponibilidade
Ações no sistema respiratório:
Biotransformação: hepática
o ventilação apnêustica (pausa prolongada após a
inspiração)
o geralmente não afeta os gases sanguíneos (PaO2 e Usos clínicos:
PaCO2) o Indutor de anestesia
o não diminui resposta ventilatória a hipóxia o Procedimentos cirúrgicos menores e mais curtos ◦
o não deprime reflexos protetores o Procedimentos diagnósticos
o aumenta salivação e secreções (felinos e ruminates) o Contenção química (selvagens)
o a frequência geralmente não é alterada o Protocolo de controle de dor :
Ações em outros sistemas:  MLK ou FLK
o aumento do tônus muscular Doses:
o movimentos espontâneos e involuntários (pode não está o Cães: 6-10mg/Kg IM, 2-5 mg/Kg IV
relacionado a dor) o Gatos: 10 a 15 mg/kg IM, 2 a 5 mg/Kg IV (evitar dose de
o reflexos palpebrais e corneal normais, olhos abertos (usar mg/kg)
lubrificante na córnea) o Bovinos: 1,5 a 4,6 IV
o aumento transitório da atividade de enzimas hepáticas *O uso em associação pode diminuir a dose
o aumento da TR (felinos)
Efeitos adversos:
o associação com anticolinérgicos pode aumentar a pós Tiletamina
carga e o trabalho cardíaco
o aumento de pressão intracraniana Efeitos similares ao da cetamina, porem é mais potente
o PIO Não é vendido isoladamente por causa da ocorrência de
o convulsão (diminui o limiar convulsivo) hiperresponsividade sonora e tátil, além do forte efeito
o recuperação agitada (mais em cães) cataléptico (estado que o paciente conserva seus membros no
Medicações adjuvantes (favorece a ação): estado que foi deixado)
o Tranquilizantes, benzodiazepínicos e agonistas alfa-2 Vêm associada a um potente BNZ = Zolazepam
 Acepromazina, Diazepam, Midazolam, Em doses elevadas induz a tremores, movimentos espásticos,
Dexmedetomidina, Medetomidina ou Xilazina convulsões, salivação e lacrimejamento
Metabolização:
o cães: meia-vida da tiletamina = 1,2h
 meia-vida do zolazepam = 1h o NLA tipo II: - quando o efeito tranquilizante é maior que o
o gatos: meia-vida da tiletamina = 2,5h analgésico (mais utilizada).
Vantagens:
 meia-vida do zolazepam = 4,5h
o Diminuição da dose dos fármacos utilizados
*Melhor utilização em gatos! o Diminuição dos efeitos colaterais, pela dose dos fármacos
serem mais baixa
Usos clínicos: o Promove um sinergismo entre os fármacos, causando
o indução de anestesia uma sedação e analgesia mais intensas
o procedimentos diagnósticos o Podem ser utilizados antagonistas, que vão promover
o muito utilizada na contenção de animais selvagens, por uma recuperação mais rápida (α2-agonistas e opioides,
sua alta potência e por ser mais concentrado não existem antagonistas para os fenotiazínicos).
Doses: Indicações:
o Cães e gatos: 5-10 EV, IM o Indicado para MPA em casos de:
o Equinos: 1,65-2,2 EV
 Contenção química de curta duração, em
procedimentos pouco invasivos ou que não
necessitam de anestesia geral
 Contenção química para procedimentos
ambulatoriais em animais com dor, para melhor
manipulação do animal
DEFINIÇÃO: É uma modalidade anestésica que envolve a
associação de um fármaco neuroléptico (tranquilizante) e um  Realização de cirurgias em grandes animais,
analgésico (opióide). associado à técnicas de anestesia local.
Ocorre bloqueio seletivo de mecanismos normalmente ativados  Imobilização externa de fraturas
pelo estresse.  Para realização de exames físico-específicos
CLASSIFICAÇÃO: (Exemplo: da cavidade oral, exame otológico)
o NLA tipo I: - quando há o predomínio da ação analgésica
 Remoção de espinho de ouriço
 Debridamento de feridas  Xilazina (0,4 - 0,6 mg/kg) + Butorfanol (0,2 - 0,4
mg/kg) IM
 Desobstrução uretral em felinos
 Xilazina (0,4 - 0,6 mg/kg) + Morfina (0,2 - 0,5
 Para contenção para posicionamento radiográfico mg/kg) IM
Fármacos utilizados: * Utilizar em pacientes hígidos.
o Cães:  Obs: não se deve associar xilazina com metadona,
FENOTIAZÍNICOS + OPIÓIDES: pois os dois aumentam muito a atividade
 Acepromazina (0,05 mg/kg) + Fentanil (5 μg/kg) cardíaca.
IM
 Acepromazina (0,05 mg/kg) + Morfina (0,5 o Gatos:
mg/kg) IM FENOTIAZÍNICOS + OPIÓIDES:
 Acepromazina (0,05 mg/kg) + Morfina (0,1
 Acepromazina (0,05 - 0,1 mg/kg) + Buprenorfina
mg/kg) IM
(3 - 10 μg/kg) IM
 Acepromazina (0,05 - 0,1 mg/kg) + Buprenorfina
 Acepromazina (0,05 - 0,1 mg/kg) + Butorfanol (10 μg/kg) IM
(0,2 - 0,4 mg/kg) IM
BENZODIAZEPÍNICOS + OPIÓIDES:
BENZODIAZEPÍNICOS + OPIÓIDES:  Diazepam (0,2 mg/kg) + Morfina (0,1mg/kg) IM
 Diazepam (0,2 mg/kg) + Morfina (0,2 - 0,5 mg/kg)  Diazepam (0,2 mg/kg) + Buprenorfina (10 μg/kg)
IM ◦ IM
 Midazolam (0,1 - 0,2 mg/kg) + Butorfanol (0,2
 Midazolam (0,1 - 0,2 mg/kg) + Butorfanol (0,2
mg/kg) IM
mg/kg) IM
 Midazolam (0,1 - 0,2 mg/kg) + Morfina (0,1
 Midazolam (0,1 - 0,2 mg/kg) + Morfina (0,2 - 0,5
mg/kg) IM
mg/kg) IM

AGONISTAS α2 + OPIÓIDES: