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QUESTÕES DE CLÍNICA MÉDICA – Semana 5

1. (UFPR 2017) Um paciente de 30 anos, que passou 5 dias viajando entre áreas urbanas e
silvestres da região Sudeste, tendo nadado em rios e lagos na região, procura atendimento
médico por quadro de febre, cefaleia e dores no corpo, com 5 dias de evolução, que
iniciaram 3 dias após ele retornar de viagem. Você solicita exames laboratoriais para auxiliar
no diagnóstico diferencial de síndrome febril, que mostram os seguintes resultados:
Hemoglobina 11,3 g/dL; 13.500 leucócitos, 15% bastões; 98 mil plaquetas/mcL; creatinina
3,5 mg/dL; sódio 135 mEq/L; potássio 4,0 mEq/L; creatinofosfoquinase 100; TGO 2540 U/L;
TGP 4220 U/L; fosfatase alcalina 200 U/L; gama GT 90 U/L; bilirrubina total 8 mg/dL;
bilirrubina direta 6 mg/dL. Com base na história clínica e exames laboratoriais, a principal
hipótese diagnóstica nesse momento é:
A. malária.
B. dengue.
C. leptospirose.
D. hepatite C.
E. febre amarela.

2. (UFPR 2017) Sobre imunizações no paciente adulto, é correto afirmar:


A. A vacina contra influenza mostrou reduzir mortalidade por influenza em adultos
jovens saudáveis.
B. A vacina contra o herpes zoster tem seu maior benefício em pacientes
imunodeprimidos, que têm risco aumentado de reativação do vírus varicela zoster.
C. A vacinação pneumocócica está indicada na população acima dos 65 anos,
diminuindo o risco de pneumonia e doença invasiva pneumocócica.
D. Pacientes imunodeprimidos têm contraindicação relativa a receber vacina contra
influenza disponível na rede pública, por terem risco elevado de apresentar formas
graves da doença pelo vírus vacinal.
E. O benefício da vacinação pneumocócica em idosos se restringe a pacientes com
cardiopatia, pneumopatia ou doença hematológica.
3. (UFPR 2017) Com relação à dissecção aguda da aorta, é correto afirmar:
A. Quando a dissecção ocorre, a mortalidade é de 1 a 2% por hora.
B. A dissecção aguda da aorta é duas vezes mais prevalente nas mulheres.
C. A dissecção aguda da aorta ascendente é mais frequente acima dos 70 anos.
D. A dissecção aguda da aorta descendente é mais frequente dos 40 aos 50 anos.
E. A maioria das dissecções ocorre próxima à subclávia esquerda

4. (UFPR 2017) Em 1967, Killip e Kimball propuseram um esquema de classificação


prognóstica em pacientes que se apresentavam com infarto com supradesnivelamento do
segmento ST, para avaliar a repercussão hemodinâmica do infarto através do exame clínico.
Define a Classe IV na classificação de Killip-Kimball:
A. estertores em menos de 50% dos campos pulmonares com ou sem terceira bulha.
B. sem estertores e sem terceira bulha.
C. estertores em mais de 50% dos campos pulmonares.
D. edema agudo de pulmão.
E. choque cardiogênico.

5. (UFPR 2017) Paciente chega à emergência do hospital com queixa de dor retroesternal
intensa, que iniciou há cerca de 40 minutos, irradiada para a mandíbula e associada a
náuseas e vômitos. Imediatamente foi realizado um eletrocardiograma, que mostrou
supradesnivelamento do segmento ST em derivações DII, DIII e AVF. Quanto à conduta a
ser tomada, é correto afirmar:
A. Deve-se iniciar o tratamento com abertura química ou mecânica do vaso obstruído,
sem esperar o resultado dos biomarcadores.
B. Deve-se aguardar mais vinte minutos para a realização de novo eletrocardiograma.
C. Deve-se confirmar o diagnóstico de infarto do miocárdio através das enzimas
cardíacas, antes de iniciar tratamento.
D. Deve-se internar o paciente e fazer medicação analgésica até a certeza diagnóstica
advinda dos exames laboratoriais.
6. (UFPR 2017) A diretriz de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de 2015 trouxe algumas
melhorias durante o procedimento de ressuscitação em relação às diretrizes anteriores.
Qual medida é recomendada na diretriz de 2015?
A. Durante a ressuscitação cardiopulmonar manual, os socorristas devem aplicar
compressões torácicas até uma profundidade de 8 cm.
B. Socorristas leigos sem treinamento não devem fornecer ressuscitação
cardiopulmonar para adultos vítimas de PCR.
C. Socorristas treinados são encorajados a executar simultaneamente algumas etapas
(exemplo: verificar se há respiração e pulso ao mesmo tempo), na tentativa de iniciar
imediatamente as ventilações (3 a cada 6 segundos).
D. Em vítimas adultas de parada cardiorrespiratória (PCR), o correto é que os
socorristas apliquem compressões torácicas a uma frequência de 100 a 120 por
minuto.
E. Os socorristas devem interromper periodicamente as compressões torácicas por 15
segundos.

7. (UFPR 2017) A hipertensão arterial, quando associada a outro fator de risco, pode piorar
muito o prognóstico do paciente. São riscos cardiovasculares, EXCETO:
A. tabagismo.
B. obesidade abdominal.
C. idade: homens > 65 anos e mulheres > 55 anos.
D. dislipidemia (LDL-colesterol > 115 mg/dL).
E. glicemia de jejum (105-125 mg/dL).

8. (UNIFESP 2010) Qual a tétrade clássica da doença de Parkinson?


A. Bradicinesia, demência, polineuropatia e ataxia de marcha.
B. Tremor de ação, irritabilidade, transtornos de memória e hiperreflexia.
C. Transtornos de memória, afasia, apraxia e transtornos de comportamento.
D. Tremor de repouso, demência, história familiar e transtornos de comportamento.
E. Tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular e alteração de reflexos posturais.
9. (UNIFESP 2010) Das alternativas, qual pode indicar intoxicação aguda por sal de lítio?
A. Ganho de peso.
B. Hipotireoidismo.
C. Tremores grosseiros.
D. Poliúria.
E. Psoríase.

10. (USP-RP 2017) Homem, 33 anos, assintomático, procura atendimento médico para
realização de atividade física em academia. Nega hipertensão, diabetes mellitus,
dislipidemia e tabagismo. Pai faleceu aos 39 anos de idade por morte súbita. Exame físico:
FC:72 bpm; PA: 130 x 80 mmHg; ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas, sopro
mesossistólico 3+/6+ em borda esternal esquerda média, cuja intensidade diminui com o
agachamento e aumenta com a posição ortostática. Vide eletrocardiograma (conforme
imagem do caderno de questões). Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?

A. Coarctação da aorta.
B. Cardiomiopatia hipertrófica.
C. Displasia arritmogênica do ventrículo direito.
D. Estenose aórtica.
11. (UERJ 2019) Mulher de 25 anos apresenta quadro de icterícia iniciada há 60 dias,
associado a colúria, sem acolia fecal. Nos últimos seis meses, passou a apresentar
amenorreia. Nega uso de qualquer tipo de medicamento. Ao exame físico, apresenta acne,
estrias em abdômen, fígado a dois dedos do rebordo costal direito, com hepatimetria de 10
cm. Os exames laboratoriais demonstram hematócrito = 40%, leucócitos = 8.000/mm3, TGO
= 250U/L, TGP = 300 U/L, bilirrubina total = 7 mg/dL, bilirrubina direta = 5,6 mg/dL, fosfatase
alcalina = 240 U/L e gamaGT = 70 U/L. As sorologias virais mostravam: HbSAg (-), anti-
HbSAg (+), Elisa de terceira geração para vírus C negativo e anti-HAV IgM (-) e IgG (+). A
dosagem de ceruloplasmina sérica apresentou resultado normal, alfafetoproteína = 10ng/mL
e antimúsculo liso de 1:720. O exame de lâmpada de fenda não mostrou alteração. O
diagnótico e o tratamento, respectivamente, são:
A. Hepatite autoimune / uso de ácido ursodeoxicólico e azatioprina
B. Hepatite autoimune / uso de corticoide e azatioprina
C. Hepatite alcoólica / uso de pentoxifilina
D. Hepatite alcoólica / uso de corticoide

12. (UERJ – 2019) Alcoolista crônico, 64 anos, após internação em emergência devido a
hipoglicemia, vem apresentando perda de equilíbrio, sonolência, tontura, confusão mental,
dificuldade de deambulação, com quedas ocasionais, movimentos estranhos nos olhos,
perda de memória para fatos recentes e invenção de histórias. Ao exame físico, apresenta
emagrecimento importante, ataxia, oftalmoplegia, sinais de polineuropatia, batimentos
cardíacos irregulares e sinais de insuficiência cardíaca. Diante desse quadro, o diagnóstico
mais provável é de:
A. Síndrome de abstinência ao álcool, devido a interrupção súbita da ingestão de
bebida alcoólica durante a internação hospitalar
B. Síndrome de Wernicke-Korsakof e sinais de beribéri causados pela deficiência de
tiamina
C. Hematoma subdural devido a provável queda da própria altura
D. Deonça de Alzheimer por conta da degeneração cerebelar
13. (SES-PE – 2019) Uma paciente de 20 anos procurou o médico com queixas de astenia e
náuseas há dois meses. Ao exame físico, foram observadas leve icterícia e hepatomegalia.
Exames complementares mostram AST 980 UI/L, ALT 1230 1230 UI/L, BT 2,1 mg/dL,
fosfatase alcalina 1,3 vezes o limite superior da normalidade e IgG duas vezes acima do
valor normal. Sabendo que toda a sorologia viral foi negativa, qual exame mais
provavelmente será essencial para a definição do diagnóstico?

A. Anticorpo antimúsculo liso


B. ANCA p
C. Anticorpos antimitocôndria
D. Colangiografia por ressonância magnética
E. Ceruloplasmina

14. (PSU-MG – 2019) Uma senhora de 67 anos comparece ao consultório solicitando orientação
quanto a vacinação. É portadora de hepatite autoimune, em uso de azatioprina 100mg ao
dia e prednisona 10mg ao dia. Traz os seguintes resultados de exames: anti-HBc total
positivo, anti-HBs positivo, HBsAg negativo, anti-HCV IgG negativo, anti-HAV IgG e IgM
negativo. Sobre a orientação para vacinação dessa paciente, assinale a alternativa
CORRETA.

A. Está contraindicada a vacina dupla adulto (difteria e tétano).


B. Estão indicadas as vacinas para hepatite A e a tríplice viral (MMR) para
imunização contra sarampo.
C. Estão indicadas as vacinas para hepatite A, influenza, pneumococo 13-valente e
23-valente.
D. Estão indicadas as vacinas para hepatite B e influenza.
15. (PUC-SP 2019) Paciente com 28 anos chega ao PS com sangramento gengival, hematúria
e petéquias em membros inferiores. Apresenta febre há 2 dias e em seu hemograma Hb =
9,3 g/dl, Leucócitos = 2100/mm³ (Segmentados = 15%, Linfócitos 40% e presença de 45%
de células imaturas) e Plaquetas = 16.000/ mm³. Qual é o provável diagnóstico, o exame
necessário para a confirmação diagnóstica e as primeiras medidas terapêuticas?

A. Púrpura Trombocitopênica Imunológica, pesquisa de anticorpos anti-plaquetas e


imunossupressão.
B. Leucemia Mielóide Crônica, pesquisa da mutação BCR/ABL, transfusão de
plaquetas e Inibidor de Tirosino Quinase.
C. Leucemia Linfóide Crônica, Mielograma e Imunoquimioterapia.
D. Leucemia Mielóide aguda, Mielograma, transfusão de plaquetas e
antibioticoterapia sistêmica (empírica).

16. (FAMERP 2019) Um paciente de 34 anos queixa-se de fraqueza, que vem piorando
progressivamente há 4 meses. Nega histórico de tromboses. O exame físico não mostra
nada de relevante, além de mucosas hipocoradas. Um hemograma é, então, solicitado: Hb
7,5 g/dl; VCM 82 fl; Análise qualitativa da série vermelha : discreta anisocitose. Leucócitos
4500/mm³; Neutrófilos 70%; Linfócitos 25%; Eosinófilos 2%; Monócitos 3%; Plaquetas
180.000/mm³. Diante do quadro de anemia, novos exames são solicitados: ferritina 190
ng/ml; DHL 2100 U/l (valor normal até 280 U/l); Bilirruinas Indiretas 2,4mg/dl; Bilirrubinas
Diretas 0,5mg/dl; Bilirrubinas totais 2,9mg/dl; Coombs Direto negativo. Eletroforese de
Hemoglobina: Hb AA 96% com Hb A2 de 2,8%. Creatinina 1,0 mg/dl. Diante do quadro
acima, a alternativa que propõe a melhor hipótese diagnóstica seria:

A. Púrpura Trombocitopênica Trombótica;


B. Hemoglobinúria Paroxística Noturna
C. Anemia Hemolítica Auto-Imune;
D. Linfoma não Hodgkin