Você está na página 1de 476

Área de Linguagens

Componentes curriculares – Arte, Língua


Portuguesa, Língua Inglesa e Educação Física
VITÓRIA
2018
GOVERNADOR
Paulo Hartung

VICE- GOVERNADOR
César Roberto Colnago

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO
Haroldo Corrêa Rocha

Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional


Tânia Amélia Guimarães de Assis

Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação


Andressa Buss Rocha

Subsecretário de Estado de Administração e Finanças


Marcus Monte Mor Rangel

Subsecretário de Estado de Suporte à Educação


Carlos Eduardo Zucoloto Xavier

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


Avenida César Hilal, N.0 1111, Santa Lúcia – Vitória-ES – CEP: 29.056-85
DIRETORIA EXECUTIVA DA UNDIME-ES

PRESIDENTE
Vilmar Lugão de Britto

VICE-PRESIDENTE
André Luiz Ferreira

SECRETÁRIO DE COORDENAÇÃO TÉCNICA

TITULAR: Márcio Vitor Zanão

SECRETÁRIA DE FINANÇAS

TITULAR: Rosa Maria Caser Venturim

COORDENADORES REGIONAIS

Arlete Ramlow de Souza


Alice Helena Barroso Sarcinelli
Denilson Paizante da Silva
Janete Carminote Falcão Malavazi
Carlos José Nicolac Zanon
Marcos Antonio Wolkartt
José Roberto Martins Aguiar
Cristina Lens Bastos de Vargas
Vanderson Pires Vieira

SECRETÁRIA EXECUTIVA
Elania Valéria Monteiro Sardinha de Souza
No decorrer dos últimos anos, diversos atores envolvidos com a causa educacional vêm ana-
lisando e debatendo a educação com comprometimento e dedicação.

Diante dessas análises e debates, construiu-se a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que os
estudantes do país precisam desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.

Nesse contexto, o estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Educação
(SEDU), e em regime de colaboração com os municípios, por meio da União Nacional dos Diri-
gentes Municipais de Educação (UNDIME), mobilizou recursos e meios para elaborar um novo
Currículo Estadual, pautado nos princípios e premissas da BNCC, mas mantendo o olhar atento
para as características, as necessidades e as potencialidades dos nossos educandos.

O trabalho colaborativo realizado pelos educadores das redes estadual e municipais foi de suma
importância para se atingir o propósito de construir um Currículo contemporâneo, capaz de
responder aos desafios da sociedade atual e promover uma educação mais justa, democrática,
inclusiva e com equidade.

Diante disso, desejamos que a articulação entre SEDU e UNDIME tenha continuidade, pois este
é um dos caminhos para superar as diferenças culturais e os grandes desafios da educação
brasileira.

Assim, convidamos a todos os educadores capixabas que se empenhem cada vez mais na
construção de uma educação diferenciada e inovadora, atuando como protagonistas para a
promoção de uma educação de qualidade com a garantia do direito de aprender de todos os
estudantes, por meio da implementação do Currículo do Espírito Santo.

Haroldo Corrêa Rocha


Secretário de Estado da Educação
O Currículo do Espírito Santo representa a força da Educação como politica pública em nosso
território, no qual Estado e Municípios assumiram juntos o desafio da elaboração do documen-
to, mobilizando suas redes para que contribuíssem e fizessem parte efetivamente de todo o
processo.

O que nos une é o desejo de proporcionar maior e melhor aprendizagem de nossos alunos,
garantindo a continuidade de sua formação na Educação Básica, atendendo a uma expectativa
histórica de uma educação voltada para o território.

A UNDIME-ES reconhece e agradece o importante e valoroso trabalho realizado por toda equipe
de educadores do território capixaba que fazem parte da equipe ProBNCC, permitindo que
hoje o Currículo do Espírito Santo chegue até suas mãos.

Ressaltamos, por fim, que todo trabalho realizado será efetivamente coroado em cada sala de
aula das escolas capixabas.

O desafio não terminou com a construção deste documento. Passamos para o próximo nível:
a sua implementação fazendo a diferença na aprendizagem de nossos alunos.

Sucesso, professor nesta jornada. A EDUCAÇÃO Capixaba acredita e conta com você.

Um grande abraço.

Vilmar Lugão de Britto


Presidente UNDIME-ES
SUMÁRIO

TEXTO INTRODUTÓRIO 12

1. A ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO EM REGIME DE COLABORAÇÃO 15

2. EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS 16

3. CONCEPÇÕES DO CURRÍCULO DO ESPÍRITO SANTO 18

4. EDUCAÇÃO E AS DIVERSIDADES 22
4.1 Educação Especial 22
4.2 Educação de Jovens e Adultos 24
4.3 Educação do Campo 25
4.4 Educação Escolar Indígena 25
4.5 Educação Escolar Quilombola 26
4.6 Educação Escolar para Estudantes em Situação de Itinerância 26

5. MATRIZ DE SABERES 26
5.1 Aprender a conhecer 28
5.2 Aprender a fazer 29
5.3 Aprender a Conviver 30
5.4 Aprender a Ser 31

6. TEMAS INTEGRADORES 32
6.1 Os temas integradores no Currículo do Espírito Santo 32

7. A DINÂMICA EDUCATIVA 35

8. CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO 38

9. SOBRE A MELODIA QUE ESTÁ EM NÓS 40

10. REFERÊNCIAS 41

11. TEXTO INTRODUTÓRIO DA ÁREA LINGUAGENS 48


ESTRUTURA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL - ARTE
12. INTRODUÇÃO 53
13. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO COMPONENTE CURRICULAR DE ARTE (CEAR) 57
14. TEMAS INTEGRADORES 58
15. SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS 59
16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 177

ESTRUTURA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO FÍSICA
17. INTRODUÇÃO 178
18. TEMAS INTEGRADORES 180
19. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO COMPONENTE CURRICULAR 180
DE EDUCAÇÃO FÍSICA
20. SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS 181
21. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 233

ESTRUTURA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL - LÍNGUA INGLESA
22. INTRODUÇÃO 234
23. COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 236
24. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO COMPONENTE CURRICULAR 237
DE LÍNGUA INGLESA
25. TEMAS INTEGRADORES 237
26. SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS 238
27. REFERÊNCIAS 297

ESTRUTURA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL - LÍNGUA PORTUGUESA
28. INTRODUÇÃO 298
29. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS 309
30. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO COMPONENTE CURRICULAR DE 310
LÍNGUA PORTUGUESA
31. TEMAS INTEGRADORES 311
32. SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS 312
33. REFERÊNCIAS 470
CURRÍCULO DO ESPÍRITO SANTO

APRESENTAÇÃO
A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a
responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renova-
ção e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas
crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las aos seus próprios
recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova
e imprevista para nós, preparando-as, em vez disso, para a tarefa de renovar um mundo comum.

Hanna Arendt

A Secretaria do Estado de Educação inaugura este desafios do século XXI, em observância aos Direitos
documento com linhas transcritas de um texto emble- Humanos e à Constituição Federal Brasileira (1988).
mático e, sobretudo, atemporal, tal como a Educação. Desta forma, urge a nós a mitigação da pobreza, da
As palavras de Hanna Arendt, proferidas no último violência e da indisciplina, mazelas que inviabilizam a
século, ilustram os interesses precípuos da educação formação humana integral e obstaculizam o progresso
da contemporaneidade, que devem se difundir ao científico e educacional.
redor do globo: não expulsar as crianças de nosso
mundo, não relegá-las aos seus próprios recursos Outrossim, o Currículo do Espírito Santo alinha-se
e ofertar-lhes condições para renovarem o mundo à Base Nacional Comum Curricular, documento de
comum. Essas indispensabilidades se traduzem na fundamental importância que define as aprendizagens
concepção de que o mundo é uma responsabilidade essenciais, visando assegurar o direito de desenvol-
integral de seus sujeitos, e que, deste modo, cabe à vimento e aprendizagem de todos os estudantes da
Educação a assunção de seus papéis fundamentais, educação básica no país e garantir a professores,
sobretudo no campo da formação integral humana. pedagogos, diretores escolares e estudantes de todo
o território nacional o acesso a uma base curricular
Nesta perspectiva, o Currículo do Espírito Santo sistematizada, democraticamente contemplativa de
apresenta um extenso arcabouço organizacional, especificidades locais, quando somada às proposições
construído democrática e dialogicamente com toda a de estados, municípios e Distrito Federal por meio de
sociedade capixaba, auscultando seus interesses, suas seus documentos curriculares.
inquietudes e, primordialmente, suas necessidades. A
composição deste documento considerou o trabalho A Base Nacional Comum Curricular, ao definir as
pregresso realizado no Estado pelos profissionais da aprendizagens essenciais, assegura similitude en-
educação, com resgate, revisão e aprimoramento tre os programas curriculares que se desenvolvem
de saberes e práticas que têm logrado êxito nos no Brasil, resguardando os sujeitos envolvidos no
últimos anos. Para tanto, lançou-se mão, ainda, dos processo educacional de possíveis discrepâncias de
documentos oficiais e das leis que regem a educação ensino-aprendizagem, sobretudo aqueles que, por
brasileira. O objetivo é subsidiar a práxis educacional razões diversas, migram pelo país. Assim, o Espírito
da sociedade capixaba e suas comunidades escolares. Santo promove um currículo estruturado com iden-
tidade própria, mas legalmente embasado, a fim de
Esta educação, pela qual almejamos veementemente, oportunizar educação de qualidade a todos, por meio
é a que seja capaz de contribuir para enfrentar os do desenvolvimento de habilidades e competências que

10 LINGUAGENS
promovam caráter ético, autônomo, crítico-reflexivo escola: é preciso abraçar os que regressam tardia-
e emancipado, condições imprescindíveis à atuação mente à experiência educacional.
em contextos educativos, no mundo do trabalho e na
vida em sociedade. Para isso, o Espírito Santo, por meio de formações con-
tinuadas, esforços planejados, permanentes diálogos
O Espírito Santo esforça-se para superar contrastes com a academia e com toda a comunidade capixaba,
sociais, vislumbrado na escola território propício endossa uma educação humanizada, dinâmica, aberta
ao desenvolvimento da cidadania e à promoção da às renovações científicas, culturais e geracionais,
dignidade humana. Ao mesmo tempo, preocupa-se estabelecendo como prioridade a leitura e a escrita
em articular o corpo discente do Estado às neces- proficientes ao longo de toda a vida escolar. Todos os
sidades formativas que têm se acentuado desde as conteúdos, habilidades e competências que constituem
Revoluções Industrial e Tecnológica, inserindo o ser este currículo devem ser parte integrante da proposta
humano em permanentes contextos de atuação efetiva político-pedagógica de cada instituição de ensino, a
e de ampla concorrência, nas quais se faz imperante partir do qual o currículo poderá ser efetivado, com
a formação de qualidade. Infere-se, portanto, que vistas a fomentar em professores e discentes a busca
uma práxis educacional deve reconhecer, analisar contínua pelo aperfeiçoamento pessoal, cidadão e,
e atender às demandas de seu tempo, minorando consequentemente, profissional.
progressivamente fenômenos de exclusão escolar e
social, implausíveis neste recorte histórico-temporal. A Secretaria do Estado de Educação e a União Nacional
dos Dirigentes Municipais de Educação/ES apresentam
Ademais, a tendência à promoção de uma educação este currículo à sociedade capixaba enfatizando o seu
cada vez mais democrática nos faz apreciar a inclusão compromisso com o desenvolvimento humano e social,
daqueles que historicamente foram subtraídos dos por meio daquilo que nos é mais caro: a educação.
direitos mais essenciais, de modo que todos, indis- Que este documento represente concretamente a
tintamente, são mais do que bem-vindos às escolas esperança de dias melhores para todos.
capixabas: são essenciais. A pluralização, soma de
singularidades, constitui a nossa ideação principal:
uma educação que potencialize as capacidades hu- Boa leitura!
manas, equânime no seu acesso e, enfaticamente, no
favorecimento da permanência na escola, erradicando
a evasão escolar. Também vislumbramos o retorno à Bom trabalho!

LINGUAGENS 11
CURRÍCULO DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO

O sentimento de pertencimento está presente em Retalhos do diverso, constituído por uma região
cada palavra deste texto, escolhida com orgulho de serrana, chão de amores impossíveis, encontro de
gente capixaba, desejosa de que cada habitante sonhos e etnias, terra de Ruschi com seus colibris e
sob o céu azul e rosa de seu crepúsculo se aproprie orquídeas; e um extremo norte que nos leva a terra
deste documento. do Contestado, em que nascem flores de mandacaru,
onde as areias mudam de lugar levadas pelo ritmo
A proposta é despertar memórias, trazer esperanças dos ventos, num eterno namoro, e onde deságuam
e escrever um documento curricular que possa ser o Cricaré e o Doce, que embala o nascer do sol e
(re) elaborado e praticado em cada canto dessa adormece com um dos mais belos pores do sol. Ao
estreita faixa de terra, entre o mar e as montanhas. sul, somos transportados ao topo do mundo, entre
Território de cheiros e sabores próprios, onde se bate bandeiras e picos, entre pedras e meninas.
tambor e se come moqueca na panela de barro. Onde
o quebra-louças anuncia a sorte para o novo casal É terra de encantos, de índios apaixonados e conde-
pomerano, o agnoline e o vinho aquecem as noites nados a se olharem sem se tocarem, transformados
frias dos descendentes de imigrantes italianos, o beiju em montanhas e libertos em noite de festejo por seu
enobrecido pelas mãos do povo quilombola, a arte pássaro de fogo. O frade enamorado olha a freira
em sementes do povo indígena, as danças alemãs, eternamente; o lagarto teima em subir a pedra
os povos poloneses, suíços, austríacos, tiroleses, bel- azulada e o macaco deitado, aos pés da Penha e do
gas, neerlandeses, luxemburgueses, libaneses, cada Rosário, toma sol nos contornos do Moreno.
povo trazendo seu fazer e seu viver na construção
da identidade do povo do ES. Identidades diversas, De norte ao sul, capixaba sai de casa namorando a
como o clima, a vegetação e as pessoas. lua, contemplando a natureza nessa terra boa para
chamegar. Onde o calor humano transcende as altas
Estão nestas páginas marcas de experiências, en- temperaturas de Colatina e Cachoeiro do Itapemirim.
contros de vidas. Documento construído no processo Quando bota pimenta na moqueca, percorre de Li-
de escuta e de descoberta de que ser capixaba é nhares a Iriri, deixa raízes em Marataízes, Conceição
pertencer a um grande mosaico, onde as sensações da Barra e Guarapari e, em terras de canela verde,
mudam rapidamente, lócus de amplitudes térmicas atravessa-se o Jucu segurando nas cordas da Ma-
e bruscas mudanças na pressão atmosférica. dalena (CORREA, 1997).

Capixaba, em Tupi, significa roçado de milho, terra Da roça ao litoral, somos maratimbas, pescadores de
limpa para a plantação. Os índios que habitavam a ilha sonhos grandes, tradições e histórias de Griôs ao som
de Vitória e seus arredores chamavam de capixaba de fogueira. Quando pode, capixaba desce as ondas,
suas roças de milho e mandioca. mergulha no mar ou em areias monazíticas e assiste
ao nascer ou pôr-do-sol do Monte Aghá, olhando os
Ilha pulsante, terras de batuques e reco-recos de caminhos que receberam os poemas de Anchieta.
cabeça esculpida. Os olhares para as singularida- Terras de alegrias, chão sagrado de templos, terrei-
des são fundamentais para que o documento seja ros, sinagogas e mosteiros. Lugar de café, de cana,
dinâmico, trazendo os ventos alísios do Sudeste, de muitas frutas, onde cozinha-se em fogão à lenha
carregados das energias de se estar entre o Equador e canta-se ao pé do mastro até o santo escutar,
e o Capricórnio. pintam-se os bois e dança-se na folia com os reis.

12 LINGUAGENS
Fragmentos do diverso, um caldeirão de ideias, quando Ser capixaba no século XXI é estar entre a tradição,
unidos, faz nascer povo em movimento. Gente que a descoberta, a tecnologia e o futuro. Nos proces-
puxa rede, faz torta na sexta e roda sua saia ao som sos de ensino, intencionalmente, os estudantes,
de tambores e casacas. protagonistas, devem desenvolver a capacidade de
aplicar em situações novas o que aprenderam. É
Nesse contexto, a educação acontece no conhecer, dessa forma, na concretude do cotidiano escolar,
entender e respeitar encontros étnicos e identida- que este documento contribui para que os estudan-
des únicas e híbridas. As referências curriculares tes desenvolvam as competências e as habilidades
para o Espírito Santo são atravessadas por marcas necessárias neste século.
identitárias, vestígios e rastros de comportamentos
históricos, sociais e culturais. Em novos tempos, o documento pretendido considera
aprendizado, criatividade, memória e pensamento
Currículo, torna-se vivo quando praticado, é ferramenta crítico. Também, evidencia a importância do desen-
intencional de transformação da vida, na medida em volvimento de capacidades para lidar com emoções.
que se percebem desejos e se consideram as emoções São conhecimentos vivenciados em cada roda de
e sensibilidades dos sujeitos envolvidos na prática. conversa no pátio, no portão da escola ou na mesa
do refeitório, no abraço do colega ou no olhar atento
É fundamental que este texto encontre novas possi- à fala do professor na sala ou no corredor durante
bilidades de ensino em cada parte do Espírito Santo: o intervalo.
no campo, nos quilombos, nas aldeias, nas realidades
dos estudantes com deficiência e com necessidades Sendo assim, quais caminhos vamos percorrer ou
especiais, nas classes hospitalares, nos espaços de quais trajetórias são possíveis para tornar as com-
privação de liberdade, nas vilas de pescadores e nas petências e habilidades possíveis e exequíveis e não
mãos de desfiadeiras; nas cachoeiras de águas frias apenas conceitos idealizados e não praticados?
e corações quentes do interior das comunidades
pomeranas, italianas e alemãs, e de tantas outras Considerando que os currículos são caminhos onde
especificidades que tornam esse mosaico de cores se fortalecem diferentes identidades e culturas, é
e sabores, entre mangues, restingas, Mata Atlântica essencial uma educação pluricultural e pluriétnica
e montanhas, lugar de sobreviventes e de muitas que valorize, respeite e integre o caldeirão de culturas
histórias dos povos e comunidades tradicionais e da e etnias que formam o povo capixaba.
itinerância, nesse pedacinho do sudeste brasileiro.
Elaborar o esse documento tem sido tema recorrente
Pertencemos a um mundo totalmente interligado nas discussões sobre a educação no Espírito Santo,
pela tecnologia e internet, em que as transformações no que concerne às políticas educacionais, às ações
são constantes. Crianças, jovens e adultos precisam governamentais ou mesmo às práticas e discursos
de uma educação integral, em uma escola na qual pedagógicos.
os aspectos cognitivos sejam vividos por meio de
ferramentas pedagógicas capazes de potencializar Essa recorrência tem relação direta com o contexto
a construção de projetos de vida e de articular os socioeducacional vivido no Brasil e em especial com
novos conhecimentos no mundo ao seu redor e a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), aprovada
produzindo novos saberes. pelo Conselho Nacional de Educação e homologada

LINGUAGENS 13
pelo Ministério da Educação em dezembro de 2017. Este do Espírito Santo, em tempos de transformações e
currículo serve como eixo-norteador para orientar mudanças significativas, principalmente, no que se
diferentes práticas educativas, nos mais variados refere a respeitar o outro e conhecer o eu, dando
contextos dos territórios. visibilidade às narrativas dos sujeitos cotidianos e
apontando um caminho de superação da exclusão
Estado e municípios trabalham juntos para a cons- social e da valorização das diferentes identidades
trução e reconstrução dos currículos. Em regime culturais. O foco na tendência humanizadora se faz
de colaboração, previsto pela Constituição Federal presente utilizando recursos como a (re) contextu-
Brasileira (1988) e pela Lei de Diretrizes e Bases alização de discursos e usos da memória coletiva,
da Educação (Lei N.0 9394/96), em todo o Brasil, individual e cultural, valorizando as histórias orais e
professores e pedagogos tornam-se redatores e relatos de vida em processo interativo com a comu-
colaboradores, trazendo suas experiências para esse nidade escolar e famílias.
documento curricular.
Nos processos educacionais, a valorização cultural e
O desafio é elaborar, de maneira coletiva, um do- identitária são alcançadas a partir das compreensões
cumento que considere a BNCC e dialogue com e reflexões, vivenciadas em diferentes grupos, que
as especificidades do Espírito Santo. O currículo é levam à emancipação social e cultural dos sujeitos.
compreendido como trajetória, viagem, percurso, O desejo é dialogar com um currículo vivo, dinâmico,
documento de identidade, potencializador das rela- vivido nas salas de aulas, corredores, pátios, refeitó-
ções entre a nossa vida e a do outro. São vidas em rios, quadras, mesas de jantar ou em qualquer grupo
encontro num documento que propõe o acolhimento de amigos no banco da praça. É vivência em cada
e o respeito às identidades para as infâncias, adoles- unidade escolar como experiência para a vida dos
cências, juventudes e adultos capixabas com objetivo sujeitos escolares, para além do que se pensa - de
de garantir o direito à educação integral. forma quase exclusiva – na escola. Um desafio aos
profissionais da educação: ação, reflexão e ação.
Quando diversos sujeitos com o mesmo propósito
se unem, surgem muitas ideias, intencionalidades O professor, como sujeito do processo educativo,
diferentes, provocando o exercício do diálogo cons- intelectual, pesquisador, reflexivo e mediador, tem o
trutivo e estabelecendo novas relações. O objetivo é desafio de construir novas alternativas pedagógicas
fazer com que o currículo seja apropriado e analisado para a sua prática docente, articulando-as com as
criticamente pela comunidade escolar, resultando em expectativas educativas próprias da escola e de seus
contribuições e práticas pedagógicas que revelem estudantes em seus mais variados contextos.
as potencialidades daqueles que vivem a educação
cotidianamente, dando vida ao documento. As competências são um conjunto de qualificações,
desenvolvidas ou adquiridas em decorrência do de-
Os redatores exercitaram o olhar ampliado para senvolvimento das habilidades, permitindo aos sujeitos
as diversas maneiras de perceber a vida, a escola interpretar, refletir e buscar soluções para os desafios
e o estudante. As linhas tênues que separavam e que lhes são apresentados. Elas são perceptíveis
deixavam no isolamento os conteúdos e disciplinas, concretamente nos processos de aprendizagem
espalham-se, atravessam fronteiras e se estabelecem, e possíveis de serem avaliadas. As competências
diante de uma educação integral, potencializadora representam a capacidade de articular e mobilizar
da equidade e autonomia do sujeito, por meio de um conhecimentos, evidenciados por meio de compor-
processo dialógico. tamentos, gestos, posturas, práticas e valores diante
da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do
No momento em que se elabora o currículo, a in- mundo do trabalho. As competências e as habilidades
tencionalidade se reconfigura quando o documento se materializam nos processos de conhecimento frente
é colocado em prática. O caminho percorrido pela à realidade concreta por meio de trocas estabelecidas
equipe curricular é pautado no trabalho coletivo, nas entre os sujeitos em aprendizagem.
escolhas, discussões, reflexões e respeito pelas espe-
cificidades. Documento elaborado por muitas mãos Este documento representa a esperança de cada
com objetivo comum: contribuir para a educação mão participante na sua escrita. São mãos sonha-

14 LINGUAGENS
doras, sustentadas por outras tantas, presentes em currículo, em regime de colaboração entre estado
cada escola do nosso território. Fronteiras foram e municípios, para proporcionar uma dinâmica de
atravessadas e tornaram-se simbólicas para a ela- continuidade na formação do estudante de todo o
boração deste documento. Tomemos posse da ideia território capixaba e desenvolver uma visão integrada
de sociedade educadora que, por meio do sentimento para o desenvolvimento das ações necessárias para
de pertencimento e flexibilidade no pensamento, implementação e gestão curricular.
abre caminhos para a busca do bem viver. Consi-
deremos a ação educadora elemento indispensável Para o desenvolvimento de um trabalho de tal magni-
às identidades do nosso povo e maximizadora do tude, foi instituída, pela Portaria N.0 037-R/2018, uma
potencial do Estado como espaço socializador de estrutura de governança, visando dar assento, em
cultura e produção de conhecimento para o país e igualdade, a instâncias representativas do estado e
o mundo, com o jeito reservado e acolhedor próprio municípios, bem como a instituições que representam
do Espírito Santo. os profissionais da educação e as que são responsáveis
por sua formação. Na mesma portaria foi instituída a
equipe de elaboração curricular, composta por duas
coordenações estaduais (CONSED e UNDIME), três
1. A ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO EM coordenações estaduais de etapa (Educação Infantil
REGIME DE COLABORAÇÃO e Ensino Fundamental - Anos Iniciais e Anos Finais),
um analista de gestão, um articulador de regime de
A construção do Currículo do Espírito Santo se dá colaboração e 19 redatores dos componentes curri-
num momento histórico da educação brasileira. Em culares elencados na BNCC, além dos articuladores
17 de dezembro de 2017 foi homologada pelo Conse- do Conselho Estadual de Educação - CEE e da União
lho Nacional de Educação a Base Nacional Comum dos Conselhos Municipais de Educação - UNCME.
Curricular, para a Educação Infantil e o Ensino Funda- Importante mencionar que a equipe de redatores
mental, que estabelece as aprendizagens essenciais foi composta por professores das redes estadual e
e indispensáveis a todos os estudantes da educação municipal, que convidaram outros professores cola-
básica nessas etapas1. A definição de uma base comum boradores de diferentes redes para contribuir com
curricular para todo o país atende a uma prerrogati- a elaboração desse documento.
va da Constituição Federal Brasileira de 1988, da Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei N.0 Além do estudo profundo da Base Nacional Comum
9394/96) e do Plano Nacional de Educação de 2014 e Curricular, a equipe de currículo realizou estudos dos
nos coloca no rumo dos principais sistemas educa- documentos normativos e legais da educação nacional
cionais do mundo. Ao mesmo tempo, nos desafia a (Constituição Federal de 1988, LDB 9394/96, Diretrizes
ter um novo olhar sobre os currículos já construídos Nacionais da Educação Básica: Diversidade e Inclusão
e vividos nas redes estaduais e municipais de ensino, de 2013), de currículos nacionais e internacionais, e,
pois passa a ser uma referência nacional obrigatória principalmente, dos currículos já construídos e vividos
para elaboração ou revisão curricular. na rede estadual, no caso o Currículo Básico Escola
Estadual - CBEE (ES, 2009), e nas redes municipais
Nesse contexto, o Ministério da Educação instituiu, do Espírito Santo2. No seu processo de elaboração, o
na Portaria N.0 331, de 5 de abril de 2018, o Programa documento passou por duas consultas públicas online,
de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum a primeira direcionada aos profissionais de educação
Curricular – ProBNCC, cuja adesão pela Secretaria e a segunda também aberta para a sociedade; bem
de Estado da Educação do Espírito Santo - SEDU e como por leitura crítica de profissionais e instituições
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa- representativas que desenvolvem estudos e pesquisas,
ção, seccional Espírito Santo - UNDIME/ES, revela o uma vez que influenciam na construção de políticas
compromisso das duas instituições em construir um públicas e formação profissional de professores nas

1
Quando homologadas as aprendizagens essenciais do Ensino Médio, elas serão incorporadas a esse documento.
2
Foram considerados os documentos curriculares enviados pelos municípios que compartilharam seus documentos a título de contribuição para construção do
Currículo do Espírito Santo, sendo: Aracruz, Boa Esperança, Cachoeiro do Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Domingos Martins, Fundão,
Iconha, João Neiva, Pancas, Pinheiros, Santa Maria, Santa Teresa e Vila Velha.

LINGUAGENS 15
diversas áreas e etapas que são abrangidas pelo humana e do fortalecimento do respeito
currículo. Há que se destacar ainda o papel impres- pelos direitos do ser humano e pelas liber-
cindível dos articuladores municipais, indicados por dades fundamentais. A instrução promoverá
suas secretarias, das SREs e professores referência, a compreensão, a tolerância e a amizade
na mobilização dos professores e demais profissio- entre todas as nações e grupos raciais ou
nais da educação de suas redes para que fossem religiosos e coadjuvará as atividades das
protagonistas da construção coletiva e colaborativa Nações Unidas em prol da manutenção da
deste documento curricular, que no total recebeu paz (UNESCO, 1948).
10.649 contribuições de profissionais da educação e
da sociedade civil. w Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 205,
determina:
O Currículo do Espírito Santo, construído por muitos
sujeitos, é resultado do trabalho em conjunto entre A educação, direito de todos e dever do Esta-
as instituições parceiras e a equipe de currículo e da do e da família, será promovida e incentivada
colaboração de diversos profissionais da educação com a colaboração da sociedade, visando
dos mais diferentes lugares de nosso estado, o que ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
permitiu o avanço das propostas inicialmente apre- preparo para o exercício da cidadania e sua
sentadas e uma visão mais integrada do percurso qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988).
formativo dos estudantes da educação básica de
nosso território, que direcionará outras políticas e w Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei
ações necessárias para a sua implementação nas 8.069/1990), que dispõe sobre a proteção inte-
secretarias e escolas estaduais e municipais, incluindo gral à criança e ao adolescente, definidos como
orientações didático-metodológicas, materiais didá- pessoas em desenvolvimento físico, mental, moral,
ticos e formação docente. espiritual e social, que têm prioridade nas ações
de proteção, de promoção e de defesa dos seus
Importante destacar que o Currículo do Espírito Santo direitos, sem distinção de raça, cor ou classe social,
contempla os componentes curriculares abordados e acrescenta em seu Artigo 4.0
pela Base Nacional Comum Curricular, que define as
aprendizagens essenciais dos componentes obri- É dever da família, da comunidade, da socie-
gatórios em todos os currículos, e os contextualiza, dade em geral e do poder público assegurar,
aprofunda e complementa nas questões relativas à com absoluta prioridade, a efetivação dos
educação do nosso Estado. Cabe a cada rede, envolvida direitos referentes à vida, à saúde, à alimen-
com este documento, elaborar outros componentes tação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
que sejam exigidos por normas específicas ao seu profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
contexto. respeito, à liberdade e à convivência familiar
e comunitária (BRASIL, 1990).

w Estatuto da Juventude (Lei 12.852/2013), que dispõe


2. EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS sobre os direitos dos jovens de 15 a 29 anos e
declara, em seu Artigo 7.0, a necessidade de ga-
A elaboração do Currículo do Espírito Santo funda- rantia de educação básica, obrigatória e gratuita
menta-se em documentos legais que legitimam as inclusive para os que a ela não tiveram acesso na
políticas públicas educacionais, como: idade adequada e complementa:

w Declaração Universal dos Direitos Humanos, pu- § 2.0 É dever do Estado oferecer aos jovens
blicada 1948, cujo documento o Brasil é signatário, que não concluíram a educação básica
assumindo o compromisso internacional pela programas na modalidade da educação de
educação, em seu artigo 26 estabelece que: jovens e adultos, adaptados às necessidades
e especificidades da juventude, inclusive no
A instrução será orientada no sentido do período noturno, ressalvada a legislação
pleno desenvolvimento da personalidade educacional específica (BRASIL, 2013).

16 LINGUAGENS
w Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional do patrimônio cultural, artístico, ambiental,
(Lei 9394/96), em seu inciso IV, Art. 9.0, afirma que científico e tecnológico, de modo a promover
cabe à União: o desenvolvimento integral de crianças de
0 a 5 anos de idade (BRASIL, 2009).
estabelecer, em colaboração com os Es-
tados, o Distrito Federal e os Municípios, w Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Bá-
competências e diretrizes para a Educação sica para as modalidades da Educação do Campo
Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino (Resolução CNE/CEB N.0 2/2008), da Educação
Médio, que nortearão os currículos e seus Especial (Resolução CNE/CEB N.0 4/2009), da Edu-
conteúdos mínimos, de modo a assegurar cação de Jovens e Adultos em contexto escolar
formação básica comum (BRASIL, 1996). (Resolução CNE/CEB N.0 3/2010) e em privação
de liberdade (Resolução CNE/CEB N.0 2/2010),
w Parâmetros Curriculares Nacionais, publicados em da Educação Escolar Indígena (Resolução CNE/
1997, especificam que: CEB N.0 5/2012), dos estudantes em situação de
itinerância (Resolução CNE/CEB N.0 3/2012), da
[...] na medida em que o princípio da equida- Educação Escolar Quilombola (Resolução CNE/CEB
de reconhece a diferença e a necessidade N.0 8/2012), que estabelecem as especificidades a
de haver condições diferenciadas para o serem atendidas em cada modalidade da educação
processo educacional, tendo em vista a básica nacional.
garantia de uma formação de qualidade para
todos, o que se apresenta é a necessidade w Resolução CEE/ES 3777/2014, em seu Art. 71, reco-
de um referencial comum para a formação nhece que:
escolar no Brasil, capaz de indicar aquilo que
deve ser garantido a todos, numa realidade O currículo, por ser uma construção social
com características tão diferenciadas, sem relacionada à ideologia, à cultura e à pro-
promover uma uniformização que descarac- dução de identidades, tem ação direta na
terize e desvalorize peculiaridades culturais formação e no desenvolvimento dos estu-
e regionais (MEC/SEF, 1997, p.28). dantes, devendo, a sua elaboração privilegiar
as seguintes relações:
w Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Edu- I – cultura, sociedade e homem/mundo;
cação Básica, Resolução CNE/CEB N.0 4/2010, que II – conhecimento, produção de saberes e
estabelecem em seu Artigo 13, § 3.0: aprendizagem; e
III – teoria e prática.
A organização do percurso formativo, aberto
e contextualizado, deve ser construída em w Plano Nacional de Educação, promulgado pela Lei n.0
função das peculiaridades do meio e das 13.005/2014, reitera a necessidade de estabelecer
características, interesses e necessidades e implantar, mediante pactuação interfederativa
dos estudantes, incluindo não só os com- (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), di-
ponentes curriculares centrais obrigatórios, retrizes pedagógicas para a educação básica e a
previstos na legislação e nas normas edu- base nacional comum dos currículos, com direitos
cacionais, mas outros, também, de movo e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
flexível e variável, conforme cada projeto dos(as) alunos(as) para cada ano do Ensino Fun-
escolar [...] (BRASIL, 2010). damental e Médio, respeitadas as diversidades
regional, estadual e local (BRASIL, 2014).
w Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Infantil, Resolução CNE/CEB N.0 5/2009, que em w A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ho-
seu Artigo 3.0 conceituam o currículo como: mologada pela Resolução CNE/CP N.0 2, de 22
de dezembro de 2017 (*) Institui e orienta a im-
[...] conjunto de práticas que buscam articu- plantação da Base Nacional Comum Curricular,
lar as experiências e os saberes das crianças a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das
com os conhecimentos que fazem parte etapas e respectivas modalidades no âmbito da

LINGUAGENS 17
Educação Básica. A BNCC trata das aprendizagens fundadas e complementadas considerando os sujeitos
essenciais que todos os alunos devem desenvolver que estão implicados na educação do território do
ao longo das etapas e modalidades da Educação Espírito Santo. Para sua concretização, foi essencial
Básica, de modo a que tenham assegurados seus o regime de colaboração entre Estado e municípios,
direitos de aprendizagem e desenvolvimento, e demais parceiros. Isso equivale a compreender o
em conformidade com o que preceitua o Plano currículo como construção histórica e social.
Nacional de Educação (PNE). Este documento
normativo aplica-se exclusivamente à educação
escolar, tal como a define o § 1.0 do Artigo 1.0 da
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 3. CONCEPÇÕES DO CURRÍCULO
(LDB, Lei n.0 9.394/1996), e está orientado pelos DO ESPÍRITO SANTO
princípios éticos, políticos e estéticos que visam
à formação humana integral e à construção de O Currículo do Espírito Santo é uma proposta que se
uma sociedade justa, democrática e inclusiva, fundamenta na concepção de que o currículo é uma
como fundamentado nas Diretrizes Curriculares construção situada num tempo e espaço permeado
Nacionais da Educação Básica (DCN). de valores, sujeitos e contextos, que se consolida
numa proposta que continuará sendo construída em
w Lei complementar N.0 799, de 12 de junho de 2015, seu caminhar. Portanto, não é algo estático, pronto
que cria o Programa de Escolas Estaduais de Ensino e acabado. Enquanto documento, trata-se de uma
Médio em Turno Único, com o objetivo de planejar, proposta que estabelece as aprendizagens escolares
executar e avaliar um conjunto de ações inovadoras mínimas e oferece diretrizes que buscam assegurá
em conteúdo, método e gestão, direcionadas à -las como direitos a todos os estudantes do nosso
melhoria da oferta e da qualidade do ensino médio território, dialogando com os seus interesses e suas
na rede pública do Estado, assegurando a criação necessidades, bem como comprometendo-se para
e a implementação de uma rede de Escolas de que se desenvolvam plenamente e tenham condições
Ensino Médio em Turno Único. de enfrentarem as demandas atuais e futuras, num
cenário de incertezas. Ao mesmo tempo, entende-
w Pacto de Aprendizagem do Espírito Santo, Lei N.0 se que o currículo se faz na prática e nas dinâmicas
10.631, de 28 de março de 2017, que tem por objetivo próprias do fazer e pensar o cotidiano escolar, onde
viabilizar e fomentar o regime de colaboração entre perpassam desafios e decisões das mais diversas
a rede estadual e as redes municipais de ensino, a ordens, onde adquire forma e significado educativo
partir do diálogo permanente e ações conjuntas (GIMENO SACRISTÁN, 2000). Por ser composto pelo
voltadas ao fortalecimento da aprendizagem e à movimento entre a intenção e a realidade, precisa ser
melhoria dos indicadores educacionais dos alunos, flexível e estar aberto a revisões e atualizações, de
das unidades de ensino e das referidas redes da modo que atenda às demandas escolares cotidianas e
educação básica no Espírito Santo, envolvendo às novas necessidades da sociedade em que vivemos,
domínio de competências de leitura, escrita e e acompanhe as contínuas discussões e estudos que
cálculo, adequados a cada idade e escolarização sustentam as ações educacionais.
nas duas primeiras etapas de ensino da educação
básica. Este documento propõe um caminho a ser percorrido
pelos estudantes do estado do Espírito Santo, por
Os documentos supracitados respaldam a elaboração meio do apontamento das aprendizagens essenciais
do Currículo do Espírito Santo, que tem como princípios a que todos têm direito de acesso e desenvolvimento
o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da durante sua trajetória na educação básica. Por isso,
cidadania, a qualificação para o trabalho, a equidade trata-se de um referencial a ser usado como ponto
e a valorização das diferenças, a partir dos diversos de partida para a elaboração dos documentos orien-
contextos em que se configura a educação do nosso tadores institucionais, construindo de forma coletiva
Estado. e colaborativa, com os sujeitos e em cada contexto
escolar, o detalhamento e os modos de viabilizar
A partir das aprendizagens essenciais definidas na práticas alinhadas as suas concepções, indicações de
BNCC, as habilidades foram contextualizadas, apro- avaliação e perspectivas metodológicas que propõe.

18 LINGUAGENS
O Currículo do Espírito Santo é orientado por princípios consigo, orientar o trabalho pedagógico para o seu
pautados na Educação Integral, que devem subsidiar acolhimento e, ainda mais, oferecer oportunidades
a política educacional do território. Por meio de sua que possibilitem o desenvolvimento pleno dos estu-
proposta visa promover a educação integral, entendida dantes na medida das necessidades, possibilidades
como aquela que possibilita o desenvolvimento do su- e interesses que apresentam, de modo a promover a
jeito em suas dimensões intelectual, social, emocional, equidade para superação da exclusão histórica que
física, cultural e política, por isso, compreendendo-o atravessa a escolarização básica dos sujeitos em sua
em sua integralidade. Nesse sentido, a escola, de diversidade e singularidade.
tempo parcial ou integral, deve estar comprometida
com o desenvolvimento do sujeito em suas diferentes A educação integral leva em conta que a educação
dimensões, promovendo situações de aprendizagem é um direito de todos, e que, no reconhecimento
que articulem conhecimentos, habilidades e atitudes da pluralidade e da singularidade dos sujeitos, as
que possibilitem o desenvolvimento dos estudantes, condições devem ser ajustadas para a promoção da
o exercício de sua autonomia e, ao mesmo tempo, o equidade educacional. Trata-se de comprometer-se
estabelecimento do compromisso com a construção com uma educação inclusiva, em que todos tenham
e melhoria do mundo em que vivem. assegurados seus direitos de acesso, permanência
e aprendizagem. Essa é uma mudança da cultura da
Nesse sentido, o documento assume uma visão plural, exclusão para a inclusão, na qual a diversidade não
singular e integral da criança, do adolescente, do amedronta, mas constitui o modo de ser e funcionar
jovem e do adulto, considerando-os como sujeitos de das escolas em processos educativos que considerem
aprendizagem, possuidores de direitos e deveres, e que as necessidades ímpares de cada um. Trata-se de
por meio do conhecimento, da autonomia e de suas uma mudança que inclui uma revisão de espaços,
potencialidades sejam capazes de se realizar em todas investimento na formação docente, melhoria nas
as suas dimensões. Isso significa que mesmo que em condições de infraestrutura e adaptações curricu-
cada etapa os estudantes possuam características lares que promovam a inclusão. São necessárias,
em comum, há que se reconhecer a pluralidade de ainda, adequações didático-metodológicas a serem
infâncias e juventudes que se sobressalta mediante produzidas em documentos posteriores, durante as
as construções históricas, culturais, socioeconômicas, formações docentes e contextualizações nos projetos
linguísticas, étnicas, políticas, religiosas, entre outras das escolas, de modo a registrar práticas orientadoras
que compõem seu modo de viver e estar no mundo que considerem atividades e estratégias diversificadas
de modo singular, criando novas formas de existir. para o acesso ao conhecimento e o desenvolvimento
das competências.
Nos estudos atuais, defendemos a ideia da
criança sujeito que se produz dentro de Por outro lado, é preciso fortalecer políticas que visem
realidades, por isso, afeta e é afetada pelo garantir que todos os estudantes das redes atendidas
contexto no qual interage. Em contrapartida, por esse documento tenham seus direitos assegura-
negamos a infância universal e padronizante. dos a partir da viabilidade de condições adequadas
Concebemos a diversidade no campo da a sua aprendizagem, considerando as diferentes
infância como espaço de construções e necessidades que apresentam e que influenciam o
interações relacionadas à cultura e ao lugar processo de aprendizagem, como: saúde, nutrição,
no qual a identidade das crianças se constitui diversos tipos de violência, fatores psicossociais,
e se encontra em permanente devir. Con- mobilidade, conflitos familiares, abandono, falta de
clamamos uma infância inter/multicultural perspectiva sobre o futuro, entre outros. Portanto,
nas dimensões política, econômica, cultural, equidade e inclusão não são compromissos apenas
geográfica e social (GONÇALVES, 2017, p.24). da escola, o que reforça a importância do avanço
de ações intersetoriais e a elaboração de políticas
Esses contextos diversos foram, e continuam sendo, públicas que as consolidem e deem sustentação à
fonte de muita desigualdade educacional no que diz sua continuidade, de modo que estejam articuladas
respeito ao acesso, à permanência e à qualidade. para o enfrentamento necessário e urgente das vul-
Para superar essa visão, faz-se necessário conhecer nerabilidades às quais nossas crianças e adolescentes
os estudantes, reconhecer as diferenças que trazem estão submetidos e para sua proteção, de modo que

LINGUAGENS 19
nenhuma negligência possa comprometer o direito (2015), que compreende as competências de forma
ao seu pleno desenvolvimento. global, sistêmica, flexível, reflexiva e contextualizada,
o que pressupõe que, mediante situações complexas,
O acolhimento da pluralidade e da singularidade dos o sujeito seja capaz de diagnosticar, analisar, propor
estudantes revela a necessidade de reconhecer as soluções, atuar de forma criativa e adaptativa, avaliar
crianças, adolescentes, jovens e adultos em suas o processo e resultados, bem como propor novas
diferentes dimensões. Isso supera uma concepção melhorias de modo pessoal, portanto, a partir de seus
que valoriza quase que exclusivamente a dimensão conhecimentos e da sua capacidade de identificar
cognitiva e nos desafia para o desenvolvimento da necessidades e intervir na realidade, de modo crítico
integralidade dos sujeitos da aprendizagem, num e criativo. Acrescentamos ainda a importância do
contexto em constante mudança, saturado de in- diálogo e da colaboração, visando o desenvolvimento
formações, cheio de incertezas e num mundo cada de uma educação com o outro, de modo que suas
vez mais diverso. ideias e propostas sejam discutidas, pensadas cole-
tivamente e para o coletivo, elaboradas em conjunto
Mediante os novos desafios colocados pela sociedade e voltadas para o atendimento ao bem comum e a
do século XXI, especialmente ligados às mudanças vida democrática.
econômicas, políticas e sociais provocadas pela era
do conhecimento e da informação, permeada pelo uso O Currículo do Espírito Santo reitera seu compromisso
de tecnologias digitais, nascem novas necessidades em valorizar a aprendizagem e suas diferentes formas
de aprendizagem e desenvolvimento, de modo que, de desenvolvimento, de respeitar o estudante em sua
os sujeitos que a constituem, possam se apropriar singularidade, integralidade e diversidade, de ampliar
de suas exigências para ter condições de atuar em a leitura de mundo a partir do conhecimento cientí-
seu contexto de forma crítica e, ao mesmo tempo, de fico trabalhado de modo significativo, de promover a
estar apto para propor novos rumos, vislumbrando contextualização e a problematização dos saberes, de
uma sociedade mais igualitária, solidária, participativa, fortalecer a relação professor-aluno num processo
responsável e inclusiva. de mediação e diálogo, e de direcionar os esforços
para a melhoria da qualidade em educação como um
O Currículo do Espírito Santo vislumbra uma educação direito fundamental.
comprometida com o desenvolvimento de competên-
cias, que incluem o domínio do conhecimento, mas vão Entende-se, ainda, que para além dos conhecimen-
para além dele, pois pressupõe também o domínio de tos e habilidades, tornou-se fundamental rever e
habilidades e atitudes necessárias para viver, atuar pensar sobre atitudes e valores para a convivência
e intervir no mundo. Importante mencionar também respeitosa, num mundo em que a heterogeneidade
que não se trata do desenvolvimento de habilidades se sobressai e nos desafia na relação com os ou-
a serem adquiridas de forma mecanicista, justaposta tros, seus costumes, ideias, opções e convicções.
e fragmentada, que ao fim se chega numa atuação Colocar-se no lugar do outro, conhecer e respeitar o
compartimentada, repetitiva, superficial e externa a diverso, trabalhar de forma colaborativa, atuar tendo
quem a executa. em vista o benefício da coletividade, de acordo com
os princípios democráticos, podem nos ajudar a
[...] as competências são sistemas comple- encontrar formas mais harmônicas de convivermos
xos, pessoais, de compreensão e de atuação, pessoal e coletivamente com a diferença. Esse é um
ou seja, combinações pessoais de conhe- desafio que se coloca no cotidiano das escolas e foi
cimentos, habilidades, emoções, atitudes reconhecido pelos professores das redes estaduais e
e valores que orientam a interpretação, municipais como ponto sensível, cujas atitudes já são
a tomada de decisões e a atuação dos trabalhadas com os estudantes, mas que precisam
indivíduos humanos em suas interações de maior sistematização e intencionalidade educativa,
com o cenário em que habitam, tanto na às quais se propõe esse documento.
vida pessoal e social como na profissional
(PÉREZ GÓMEZ, 2015, p.74). O que nos leva a uma opção pela educação integral,
comprometida com o desenvolvimento de competên-
Nesse documento compactuamos com PÉREZ GÓMEZ cias, é reconhecê-la como o caminho necessário para

20 LINGUAGENS
a formação de sujeitos capazes de fazer escolhas e dimensões: conhecimento; pensamento científico,
tomar decisões sobre si, com autonomia, numa relação crítico e criativo; repertório cultural; comunicação;
que compreende também sua responsabilidade ética, cultura digital; trabalho e projeto de vida; argumen-
histórica, política e social com o outro e com o mundo. tação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e
“Afinal, minha presença no mundo não é a de quem cooperação; e, por fim, responsabilidade e cidadania.
apenas se adapta, mas a de quem nele se insere. É Isso significa assumir também que se entende que
a posição de quem luta para não ser apenas objeto, os processos educativos devem colocar no centro
mas sujeito também da História” (FREIRE, 2002, p. 60). da discussão a aprendizagem dos estudantes e seu
É necessário formar cidadãos críticos e pensantes, desenvolvimento mais amplo, considerando conhe-
capazes de questionar sem medo, de buscar conhe- cimentos mobilizados por processos cognitivos mais
cimentos que os façam crescer em sociedade, de complexos e que corroborem com sua atuação e
abrir novos horizontes para assim contribuirmos para intervenção crítica no mundo.
o desenvolvimento de uma sociedade democrática
onde a liberdade e o direito de expressão estejam Cabe mencionar que, em 2009, a Secretaria de Estado
garantidos e sejam usados para o bem comum. da Educação do Espírito Santo elaborou Currículo Bá-
sico da Escola Estadual por competências, de acordo
Para viver de forma autônoma, torna-se imprescindível com os documentos normativos do Ministério da
reconhecer que fazemos parte de um coletivo e que Educação, sendo usado posteriormente como refe-
a partir de nossas vivências e experiências podemos rência para novas construções em outras secretarias.
assumir o nosso papel social. Estimular práticas Desde então, entende-se a necessidade de uma nova
pedagógicas na educação que contribuam para a organização do trabalho pedagógico, de modo que
autonomia dos estudantes é possibilitar caminhos a os profissionais da educação se atentem em seu
quem aprende, na expectativa de termos um cida- planejamento de que “não se trata de definir o que
dão consciente de seus deveres e direitos, capaz de o professor irá ensinar ao aluno e sim o que o aluno
elaborar uma reflexão crítica diante da realidade e vai aprender” (ES, 2009, p.29-30).
do conteúdo trabalhado, adquirindo liberdade inte-
lectual e possibilitando novas conexões para além Nesse sentido, um currículo para Educação Integral
das paredes da sala de aula. é comprometido com a construção intencional de
processos educativos que visam o desenvolvimento
A formação do sujeito autônomo também requer humano em sua integralidade, superando uma visão
o autoconhecimento, a autorregulação e a auto- disciplinar, e que para isso promovam a interligação
determinação como elementos essenciais para a dos saberes, o estímulo a sua aplicação na vida real,
construção da própria vida (PÉREZ GÓMEZ, 2015) e a importância do contexto para dar sentido ao que
do mundo. Portanto, conhecer a si mesmo, identifi- se aprende e o protagonismo do estudante em sua
car seus interesses, talentos e motivações, rever ou aprendizagem e na construção do seu projeto de vida
revisitar posicionamentos, apreciar-se, estar aberto e de sua atuação cidadã. Pressupõe ainda a articulação
a aprendizagem contínua, reconhecer seus limites da escola com pais, comunidade e demais instituições
e possibilidades, fazer escolhas, assumir responsa- e a melhoria qualitativa do tempo na escola para o
bilidades, reconhecer-se como sujeito de direitos e atendimento à formação integral do sujeito. Neste
deveres, são essenciais no exercício de construção sentido, esse documento é um referencial para a
da vida, com o outro e com o mundo, num sentido construção dos projetos pedagógicos das unidades
de reflexão e intervenção sobre o que querem, como escolares, de modo que possam elaborar em seus
avaliam a si mesmos e suas perspectivas futuras, contextos propostas que dizem respeito às especi-
num compromisso ético com a construção de uma ficidades de sua realidade.
sociedade democrática.
O Currículo do Espírito Santo assume, ainda, a necessi-
Por todas perspectivas adotadas nesse documen- dade de proposição de políticas públicas que busquem
to, o Currículo do Espírito Santo corrobora a BNCC viabilizar e desenvolver uma educação de qualidade em
ao reconhecer a importância das 10 competências seus diferentes âmbitos, especialmente políticas de
básicas a serem desenvolvidas pelos estudantes da formação de professores, de melhoria das condições
Educação Básica, que dizem respeito às seguintes materiais e de infraestrutura das escolas, de criação

LINGUAGENS 21
e diversificação de materiais didáticos, de valorização sentido, o Currículo do Espírito Santo aponta para
docente, de outras formas de organizar o tempo e uma proposta que atenda a essa universalidade, mas
espaço escolares, e a elaboração de estratégias mais que reconhece, respeita e valoriza as diversidades
amplas e articuladas para que sejam enfrentados os e singularidades que são próprias de cada moda-
desafios atuais colocados nos diferentes contextos lidade, visando contribuir para a garantia do direito
do território para implementação dessa proposta. fundamental à educação de qualidade para todos os
estudantes de nosso território, indo ao encontro das
perspectivas trazidas pelas Diretrizes Nacionais para a
Educação Básica: diversidade e inclusão (BRASIL, 2013).
4. EDUCAÇÃO E AS DIVERSIDADES
[...] torna-se inadiável trazer para o debate
Guiando-se pelas concepções que regem o Currículo os princípios e as práticas de um processo
do Espírito Santo, especialmente Educação Inclusiva de inclusão social, que garanta o aces-
e Equidade, faz-se necessário também abordar as so à educação e considere a diversidade
diversas modalidades de ensino que também são humana, social, cultural, econômica dos
contempladas nesse documento. Trata-se de um grupos historicamente excluídos. Trata-se
olhar para o diverso, não excludente e nem puramente das questões de classe, gênero, raça, etnia,
isolado. No dia a dia das nossas escolas, sejam elas geração, constituídas por categorias que se
de atendimento regular, especializado ou misto das entrelaçam na vida social, mulheres, afro-
modalidades, estão postas as diferentes realidades descendentes, indígenas, pessoas com defi-
de nossos estudantes, que se entrecruzam e nos ciência, populações do campo, de diferentes
desafiam a ressignificar práticas educativas visando orientações sexuais, sujeitos albergados, em
garantir o direito de todos à educação, como preconiza situação de rua, em privação de liberdade,
a Constituição Federal Brasileira de 1988. de todos que compõem a diversidade que
é a sociedade brasileira e que começam a
Quando a escola regular, indígena ou quilombola tem ser contemplados pelas políticas públicas
em seu público estudantes da educação especial, (BRASIL, 2013, p.7).
quando a EJA recebe também o jovem em privação
de liberdade na escola, quando crianças e jovens do Desenvolver um trabalho educacional na perspectiva
campo, indígenas e quilombolas são atendidos em da inclusão social implica assumir um currículo que
escolas fora de suas comunidades, entre tantas outras proporcione o fazer e o pensar práticas pedagógicas
possibilidades de entrecruzamentos, os desafios do comprometidas com a valorização e o respeito à
fazer escolar se ampliam e reforçam ainda mais a diversidade, com o desenvolvimento integral dos estu-
necessidade de uma postura acolhedora e inclusiva, de dantes e com os princípios constitucionais de respeito
formação continuada docente e de políticas públicas à liberdade e à dignidade humana. Destacamos a
que deem sustentação à melhoria das condições de seguir algumas das especificidades, especialmente
atendimento escolar. pedagógicas e de contextualização, referentes às
diferentes modalidades da educação básica no país a
Ao mesmo tempo, há que se considerar a luta política serem consideradas e aprofundadas em seus projetos
pelo reconhecimento e fortalecimento das modalida- pedagógicos, bem como nas políticas de formação
des específicas da Educação Básica, historicamente docente para o atendimento adequado aos estudantes
relegadas a segundo plano, haja vista o posiciona- as quais se destinam.
mento recente na história da educação brasileira
para a definição de suas diretrizes. Educação Especial, 4.1 EDUCAÇÃO ESPECIAL
Educação de Jovens e Adultos na educação escolar e
em estabelecimentos prisionais, Educação do Campo, A Educação Especial, como modalidade transversal
Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilom- a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é
bola e educação escolar para estudantes em situação parte integrante da educação regular, devendo ser
de itinerância são hoje conquistas que precisam prevista na proposta político-pedagógica da unidade
ser preservadas e receber aportes para avançarem escolar. Assim, os objetivos da educação especial
em quantidade e qualidade de atendimento. Nesse são os mesmos da educação em geral. O que difere,

22 LINGUAGENS
entretanto, é o atendimento, que passa a ser de Destaca-se, ainda, a necessidade de formação continu-
acordo com as diferenças individuais do aluno. Ela se ada para os professores sobre o processo de inclusão,
desenvolve em torno da igualdade de oportunidades, sobre as necessidades educacionais especiais e sobre
atendendo às diferenças individuais de cada criança como se dá o desenvolvimento cognitivo das pessoas
através de uma adaptação do sistema educativo. Dessa em seu processo de aquisição de conhecimentos e,
forma, todos os educandos podem ter acesso a uma ainda, a importância do apoio de especialistas. Para
educação capaz de responder às suas necessidades. que alcancemos uma educação democrática que
atenda cada aluno na sua singularidade, deve-se incluir
A Educação Especial foi definida como modalidade da os professores, a comunidade escolar e, também, os
educação básica na LDB n.0 9394/96, que também asse- pais e a sociedade nessa discussão mais ampla e na
gurou o atendimento a educandos com deficiência em definição de ações que tenham como fim proporcionar
escolas públicas e gratuitas regulares. Essa definição a todo e qualquer aluno um ensino adequado às suas
corrobora a perspectiva inclusiva da escola na busca necessidades específicas.
de superar atitudes discriminatórias, que promovem a
exclusão, para o desenvolvimento de atitudes acolhe- Importante mencionar que para além dos desafios
doras que promovam uma sociedade inclusiva. pedagógicos colocados para professores de salas
regulares e de recursos multifuncionais, para os quais
A matrícula é um passo importante, entretanto, são é necessário prover formação continuada, visando
necessárias de outras garantias para que se pro- ampliar, aprofundar e disseminar estudos e práticas
mova de fato a inclusão. Nesse sentido, as Diretri- da educação especial, ainda há que se ter ações pla-
zes Nacionais para Educação Especial na Educação nejadas pela gestão das redes de ensino que deem
Básica, instituídas pela Resolução CNE/CEB N.0 2 de suporte às melhorias materiais, de infraestrutura e
2001, apontam para a necessidade de flexibilização de pessoal das unidades escolares, de modo a prover
e adaptação do currículo, por meio de metodologias, condições adequadas para o atendimento a esses es-
recursos didáticos e processos de avaliação adequa- tudantes e atender as prerrogativas de acessibilidade,
dos às características, habilidades e necessidades de barreiras, comunicação, mobiliário, profissional de
aprendizagem, que são únicas em cada educando da apoio escolar, etc., mencionadas no Estatuto da Pessoa
Educação Especial. com Deficiência – Lei N.0 13.146/2015, para que, além
de assegurar essas matrículas, assegurem também
De acordo com o Decreto N.0 7.611/2011 (BRASIL, 2011), a permanência destes alunos, sem perder de vista a
são considerados público-alvo da educação especial intencionalidade pedagógica e a qualidade do ensino.
as pessoas com deficiência3, com transtornos globais
do desenvolvimento e com altas habilidades ou super- A Política Nacional de Educação Especial na Perspec-
dotação, que, matriculados na escola regular, possuem tiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008) orienta para
o direito ao atendimento educacional especializado a necessidade de um direcionamento das práticas
“compreendido como o conjunto de atividades, re- escolares que promovam a superação da perspectiva
cursos de acessibilidade e pedagógicos organizados excludente por meio do desenvolvimento de ações
institucional e continuamente” (Art.2.0, §1.0) de forma a acolhedoras das diversidades, respeitando o que é
complementar ou suplementar as necessidades dos próprio de cada estudante. Inclui um novo olhar sobre
estudantes dessa modalidade, devendo ser realizado, o pedagógico, mas também o compromisso com a me-
de acordo com a Resolução CNE/CEB N.0 4/2009, em lhoria das condições de atendimento, ambos desafios
seu Artigo 5.0, “prioritariamente em sala de recursos ainda a serem superados na maior parte das redes
multifuncionais, no turno inverso da escolarização” de ensino. No Currículo do Espírito Santo destacamos,
(BRASIL, 2009). No caso dos estudantes surdos e com ainda, a necessidade de articulação intersetorial, es-
deficiência auditiva, também devem ser observadas pecialmente com a saúde, para garantir estratégias
as diretrizes e princípios do Decreto N.0 5.626/2005, de identificação e intervenção adequadas à situação
garantindo seu direito à educação. de cada estudante dessa modalidade.

3
De acordo com a Lei N.0 13.146/2015, em seu Art.2.0, “considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições
com as demais pessoas” (BRASIL, 2015).

LINGUAGENS 23
Do ponto de vista curricular, cabe às redes e escolas Mediante isso, a educação de jovens e adultos deve
a definição em seus projetos pedagógicos de obje- propiciar oportunidades educacionais pautadas na
tivos, princípios e metas a serem perseguidos pela inclusão e qualidade social e apropriadas às histó-
comunidade escolar em suas ações de atendimento a rias de vida de seus estudantes, visando promover a
estudantes da educação especial, resguardando seus alfabetização e as demais aprendizagens previstas
direitos, dentre eles o direito de aprendizagem para nesse documento curricular. Em congruência com o
o desenvolvimento da autonomia e para o exercício Art.5.0, Parágrafo único, da Resolução CNE/CEB N.0 1,
pleno da cidadania. de 05 de julho de 2000, que estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e
4.2 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Adultos, a EJA “se pautará pelos princípios da equidade,
diferença e proporcionalidade na apropriação e con-
De acordo com a LDB N.0 9394/96 (BRASIL, 1996), em seu textualização das diretrizes curriculares nacionais”.
Art. 37, “a educação de jovens e adultos será destinada
àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de Importante mencionar que, para além do atendimento
estudos nos ensinos fundamental e médio na idade da Educação de Jovens e Adultos no espaço escolar,
própria e constituirá instrumento para a educação as Diretrizes Nacionais da Educação Básica incluem
e a aprendizagem ao longo da vida”. Por tratar-se também os jovens e adultos em situação de priva-
de um currículo voltado para a educação básica, o ção de liberdade. Tendo como objetivo estabelecer
documento considera como público a ser atendido questões de ordem da política de educação para o
por ele, os jovens e adultos que não puderam efetuar sistema penitenciário, o Conselho Nacional de Edu-
os ensinos fundamental e médio na idade regular. cação dispõe na Resolução N.0 2, de 19 de maio de
2010, das diretrizes para esse atendimento em nível
A meta 9 do Plano Nacional de Educação se pro- nacional, devendo atender a “presos provisórios, con-
põe erradicar, até 2024, o analfabetismo absoluto denados, egressos do sistema prisional e àqueles que
e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de cumprem medidas de segurança” (BRASIL, 2010). Traz
analfabetismo funcional. Isso significa que ainda há como uma de suas orientações “o desenvolvimento
muito a ser feito, uma vez que segundo a Pesquisa de políticas de elevação de escolaridade associada
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE, à qualificação profissional, articulando-as, também,
2017) o Brasil ainda possui 11,8 milhões de analfabe- de maneira intersetorial, a políticas e programas
tos, o que corresponde a 7,2% da população com 15 destinados a jovens e adultos” (Art.3.0, inciso VI). Re-
anos ou mais, o que se agrava quando o foco é a alizada em parceria com órgãos responsáveis pela
população masculina, negra e parda, e com mais de política de execução penal, a educação de jovens e
40 anos. Outro dado alarmante na mesma pesquisa adultos em situação de privação de liberdade deve ser
é que apenas 51% da população brasileira possui o organizada de modo a atender as peculiaridades de
ensino fundamental completo até os 25 anos, e 26,3% tempo, espaço e rotatividade da população carcerária,
completou o ensino médio. com materiais didáticos e estratégias pedagógicas
adequados, inclusive em programas educativos na
Esses dados nos ajudam a revelar algumas facetas modalidade de Educação a Distância.
do atendimento ao público da educação de jovens
e adultos. Trata-se de estudantes que carregam As diretrizes da educação de jovens e adultos em
em suas histórias o fracasso e a exclusão escolar estabelecimentos penais estabelecem parâmetros
e, para além disso, vivências culturais e sociais que que visam garantir o direito de aprender de todas as
ultrapassam àquelas da infância e adolescência, pessoas encarceradas, proporcionando-lhes acesso
incluindo o compromisso com a família e o trabalho, à educação em seus diferentes níveis e contribuindo
este geralmente informal. Ainda há que se considerar para mudar a atual cultura de prisão, na busca de
os estudantes da Educação Especial, que mediante convergir as ações de segurança e de educação para
fracassos repetidos e inadequações da escola para alcançar os objetivos da prisão, que é a recuperação
seu atendimento, tornam-se público também da EJA. e a ressocialização dos presos.
Todo esse quadro de exclusão ao qual são submetidos
compromete a participação cidadã desses estudantes
no mundo do trabalho, da cultura e da política.

24 LINGUAGENS
4.3 EDUCAÇÃO DO CAMPO sua identidade e adequar os projetos pedagógicos de
cada escola com a participação da comunidade esco-
A educação do campo é uma modalidade educacional lar, visando valorizar suas especificidades bem como
que se destina a atender as populações que produzam adequar metodologias e recursos a sua realidade para
suas condições materiais de existência a partir do promover a aprendizagem significativa. Para finalizar,
trabalho no meio rural, como os agricultores fami- mediante as particularidades do contexto rural e as
liares, os extrativistas, os pescadores artesanais, os diversidades que o compõem, faz-se necessária uma
ribeirinhos, os assentados e acampados da reforma política de formação de professores para atuação nas
agrária, os trabalhadores assalariados rurais, os escolas do campo, que dialogue com a forma de ser
quilombolas, os caiçaras, os povos da floresta, os e agir de cada comunidade e promova as garantias
caboclos, entre outros, de acordo com a Política de da educação a que tem direito.
Educação do Campo estabelecida pelo Decreto N.0
7.352/2010. (BRASIL, 2010). A oferta dessa modalidade 4.4 EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA
deve acontecer em escolas situadas em área rural
ou em escolas urbanas em que atendam predomi- As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação
nantemente as populações do campo. Escolar Indígena foram estabelecidas pela Resolução
CNE/CEB N.0 5/2012, e buscam garantir as especifici-
As escolas do campo possuem identidades muito dades dos processos educativos indígenas mediante
próprias, vinculadas às questões e temporalidades as diretrizes das demais etapas e modalidades da
da terra, da pesca e da floresta que, uma vez vividas educação básica, que também orientam seu funcio-
e apropriadas pelos seus estudantes, devem ser namento e organização em termos gerais.
consideradas na contextualização do currículo e
flexibilização da organização escolar, mediante os Em suas diretrizes específicas, preconiza a garantia
ciclos de produção próprios da área rural. do direito à educação escolar diferenciada às comu-
nidades indígenas, com qualidade social e pertinência
Na produção do seu modo de vida convivem também pedagógica, cultural, linguística, ambiental e territorial,
a luta dos movimentos sociais em defesa da terra e respeitando as lógicas, saberes e perspectivas dos
de seus trabalhadores, bem como o desenvolvimento próprios povos indígenas (Art.2.0, inciso VII), de modo
tecnológico que alavanca a produção e, ao mesmo que a escola seja um local de afirmação de identi-
tempo, põe em risco o incentivo à agricultura familiar dades e pertencimento étnico. Oferecida em institui-
em suas práticas produtivas mais sustentáveis, pro- ções próprias, contemplando todas as modalidades
vocando mudanças nos campos político, econômico da educação básica, a educação escolar indígena
e até geracional das questões voltadas ao campo. deve pautar-se nos princípios da igualdade social,
da diferença, da especificidade, do bilinguismo e da
Dessa forma, a ação educativa do campo está vincula- interculturalidade, valorizando suas línguas e conhe-
da diretamente ao trabalho e aos saberes produzidos cimentos tradicionais, o que corrobora as concepções
nesse modo de vida, incluindo as mudanças que dele da diversidade do Currículo do Espírito Santo.
ocorrem com o tempo, o que dá abertura a quebra
da ideia de uma zona rural idealizada para aquela Destaca a proposta político-pedagógica como um
praticada em que seus aspectos sociais, políticos, importante instrumento da autonomia e da identidade
ambientais, culturais, de gênero, de etnia, entre ou- escolar, sendo um importante referencial na garantia
tros; que compõem também sua diversidade, a ser da educação escolar diferenciada, estabelecendo
reconhecida e valorizada nas práticas e projetos a relação dos princípios e objetivos específicos da
pedagógicos escolares. educação indígena com as diretrizes gerais da edu-
cação básica nacional, de modo que contribua para a
Importante destacar que a adequação de conteúdos e continuidade sociocultural dos grupos indígenas em
metodologias para os alunos do campo não deve levar seu território e viabilizem seus projetos de bem viver.
a uma diminuição ou oposição ao que é trabalhado
nas escolas urbanas, uma vez que as aprendizagens As Diretrizes para Educação Escolar Indígena reforçam
essenciais são comuns a todos os estudantes do nosso ainda a importância da formação de professores indí-
território. Trata-se de identificar o que é próprio de genas pertencentes às suas respectivas comunidades,

LINGUAGENS 25
para atuarem como docentes e gestores das unidades to e participação da comunidade escolar e pautados
escolares de seus territórios, sendo “importantes in- nos princípios específicos da modalidade, de modo a
terlocutores nos processos de construção do diálogo valorizar em sua contextualização curricular os saberes
intercultural, mediando e articulando os interesses e as práticas gerados e vividos em seus territórios, o
de suas comunidades com os da sociedade em geral fortalecimento de suas identidades, cultura, lingua-
e com os outros grupos particulares, promovendo a gens e práticas religiosas, bem como o conhecimento
sistematização e organização de novos saberes e e promoção da identidade étnico-racial africana e
práticas” (Art. 19, § 1.0). afro-brasileira ressignificada em suas comunidades.

4.5 EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA 4.6 EDUCAÇÃO ESCOLAR PARA ESTUDANTES


EM SITUAÇÃO DE ITINERÂNCIA
As Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação
Escolar Quilombola na Educação Básica foram de- De acordo com as Diretrizes para o atendimento de
finidas pela Resolução CNE/CEB N.0 8/2012, que em educação escolar para as populações em situação
seu Art. 4.0 define os quilombolas como povos ou de itinerância, definidas na Resolução CNE/CEB N.0
comunidades tradicionais, sendo: 3/2012, os estudantes em situação de itinerância
são aqueles “pertencentes a grupos sociais que vi-
I - grupos culturalmente diferenciados e vem em tal condição por motivos culturais, políticos,
que se reconhecem como tais; econômicos, de saúde, tais como ciganos, indígenas,
II - possuidores de formas próprias de or- povos nômades, trabalhadores itinerantes, acampados,
ganização social; circenses, artistas e/ou trabalhadores de parques de
III - detentores de conhecimentos, tec- diversão, de teatro mambembe, dentre outros” (BRASIL,
nologias, inovações e práticas gerados e 2012). Para ter seus direitos de acesso e permanência
transmitidos pela tradição; garantidos, as redes de ensino precisam acolher as
IV - ocupantes e usuários de territórios especificidades desses estudantes, desenvolvendo
e recursos naturais como condição para práticas educativas adequadas a sua realidade e
sua reprodução cultural, social, religiosa, necessidades, bem como ajustando processos de
ancestral e econômica (BRASIL, 2012). registro desses alunos para que tenham sua vida
escolar regularizada e tendo preservado seu direito
Mediante suas especificidades reconhecidas, propõe à educação e ao desenvolvimento pleno.
que as etapas e níveis da educação básica para os
quilombolas devem ser ofertados em estabelecimen-
tos de ensino localizados em suas comunidades ou
próximas a elas mas que recebam estudantes oriun- 5. MATRIZ DE SABERES
dos desses territórios. Define ainda que a educação
quilombola deve garantir aos estudantes “o direito de [...] sustento que não há ação humana sem
se apropriar dos conhecimentos tradicionais e das uma emoção que a estabeleça como tal e
suas formas de produção de modo a contribuir para a torne possível como ato.
o seu reconhecimento, valorização e continuidade” Humberto Maturana
(Art. 1.0, § 1.0, inciso V).
Como estabelece a Declaração Universal dos Direitos
Para isso, entende-se a necessidade de organização Humanos e a Constituição Federal de 1988, a educação
didático-pedagógica própria, que atenda as necessida- visa o desenvolvimento pleno do ser humano. Para
des dessas comunidades e contextualize as propostas darmos mais um passo nessa direção, o Currículo do
educacionais considerando as especificidades desse Espírito Santo define uma matriz de saberes com a qual
povo, valorizando suas memórias coletivas, línguas as áreas de conhecimento devem se comprometer
remanescentes, marcos civilizatórios, práticas culturais, ao longo de toda Educação Básica.
tecnologias e formas próprias de produção do trabalho,
acervos e repertórios orais, patrimônio cultural e sua Uma educação voltada para a integralidade do sujeito
territorialidade. Preconiza-se, ainda, a necessidade da em suas dimensões cognitivas, sociais, emocionais,
construção de projetos pedagógicos com o envolvimen- físicas, políticas e culturais pressupõe assumir uma

26 LINGUAGENS
matriz de saberes pautada em concepções sobre nesse documento, compreende também sua res-
ser, conhecer, fazer e conviver, conforme Relatório ponsabilidade ética, histórica, política e social com o
da Comissão Internacional sobre Educação para o outro e com o mundo.
Século XXI da Unesco, coordenada por Jacques Delors
(DELORS, 2003), que sustentam as relações entre os A proposta da matriz de saberes é contribuir para
objetivos e direitos de aprendizagem, as competên- formar cidadãos para uma sociedade mais demo-
cias e habilidades, em direção ao desenvolvimento da crática, inclusiva e sustentável, e que se traduz na
autonomia, que, reforçando a concepção assumida construção abaixo.

Autodeterminação

Respeito ao
Resiliênc

difere r a
nça
outro
Pers

ao n ura
Valoriz

ovo
ever

t
Aber

gre pírito
em
Ges ciona

io
ia

gár
a
o
tão l
Or

nça

im o
to
Es

nc v. d
ga

en
Entend d.

rte n
niz

ei

e
er
aprecia e

pe Des

Fo .v d pos
diversid r a
ão

co n u
Au do ade se gr mo
to c u ção vida e as De om
nis
co c
nfi Exe eto de diferen o
g al
an j ças ota ci

Ap res laci om p
ça pro Pr so

int se re zar c
ren se ona es
Aut

e
o

sol
tia

de po r e soa
est a
ima Emp

re rc
ida
ri

de onv se s
sen ive
Auto de
t elia a rieda
de v do

Solid

vol r,
ida

ver
proj strução

Aprender Aprender a ão de
Autopr
o a ser Resoluç s
posiçã conviver
eto

o co n fl it o
Con

Autoconhecim
ento Resistir a
pressões sociais
relacionamento

Autonomia desenvolver
e manter

Pensamento Iniciar, Saber procurar e


oferecer ajuda
investigativo
Raciocín

Aprender a Dese
s

mento conhecer relacio nvolver


Pensa o name
crític ntos
io

nto
o

Otis
ism

ame Aprender mism


Ap

Pens iativo o
on
ren

cr a fazer
ap

tag

ade Ent
de
a er
ren

Pro

ilid va Int usi


r

i b a
d

x er sm
Fle ogniti ap po esse Pr o
c
iç ão re r oa
tiv
gn nd ida
co er o
ta Com grup de
Lo c
tic s

unic em
Me
tís da

alhar
cu on
as

ação
de

Trab
ar ão

s i tro
if. aç

nt le
er
an iz

Tra red
e
m alor

ad

no
iálog sse

em
ba e
sid
V

em d e intere

lha
Coo
rio

r
a
Cu

per
Cola
ativ

idade

Lideran
de problemas
de decisões
ogo

ar
Resolução

bora
Tomada
uta
Diál

Assertiv
Esc

r
a ç

A matriz de saberes fortalece os olhares e as práticas de professores, estudantes, gestores e pais da rede
metodológicas, contextualizadas e integradoras, dos pública de ensino do Espírito Santo. Ela direciona o
profissionais da educação, de modo a dar intencio- trabalho em todos os componentes curriculares, não
nalidade às ações já realizadas nas escolas e enten- apenas naqueles que tem mais proximidade com al-
didas como necessárias e traduzidas pelas escutas gum elemento da integralidade, permitindo processos

LINGUAGENS 27
educativos compromissados com o desenvolvimento 5.1 APRENDER A CONHECER
pleno em toda a trajetória escolar.
O aprender a conhecer aborda a aquisição de instru-
A matriz de saberes contempla, para além das escutas, mentos do conhecimento que possibilitem aos sujeitos
as competências gerais definidas na Base Nacional de aprendizagem o desejo por compreender, conhecer
Comum Curricular, bem com as competências tecno- e descobrir, que inclui o conhecimento científico e o
lógicas, que se inter-relacionam e se desdobram nas estímulo ao desenvolvimento do pensamento investi-
e entre as três etapas da Educação Básica (Educação gativo, crítico e criativo, a predisposição em aprender
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). e a estabelecer processos de aprendizagem que o
acompanhem e continuem em desenvolvimento ao
A matriz de saberes considera os seguintes pilares: longo da vida.

Autodeterminação

Respeito ao
Resiliênc

difere r a
nça
outro
Pers

ao n ura
Valoriz

ovo
ever

t
Aber

gre pírito
em
Ges ciona

io
ia

gár
a
o
tão l
Or

nça

im o
to
Es

nc v. d
ga

en
Entend d.

rte n
niz

ei

e
er
aprecia e

pe Des

Fo .v d pos
diversid r a
ão

co n u
Au do ade se gr o
to c u ção vida e as De om ism
co
nfi Exe eto de diferen
c g on l
a
an
pro
j ças
Ap res laci om p ota ci
ça Pr so
int se re zar c
Aut ren se ona es
e
o
sol

est de po r e soa
a tia
ima Emp
re rc
ida
ri

de onv se s
sen ive
Auto de
t elia a rieda
de v do

Solid
vol r,
ida

ver
proj strução

Aprender Aprender a ão de
Autopr
o a ser Resoluç s
posiçã conviver
eto

o c o n fl it o
Con

Autoconhecim
ento Resistir a
pressões sociais
relacionamento

Autonomia
desenvolver
e manter

Iniciar,

Saber procurar e
Pensamento
oferecer ajuda
investigativo
Raciocín

Aprender a Dese
s

mento conhecer relacio nvolver


Pensa o name
crític ntos
io

nto
o

Otis
ism

ame Aprender mism


Ap

Pens iativo o
on
ren

cr a fazer
ap

tag

e Ent
de
a er

dad
ren

Pro

Int usi
bili iva
r

i a
d

x er sm
Fle ognit ap po esse Pr o
c ão re r oa
g niç nd tiv
ida
co er o
ta Com grup de
Lo c
tic s

Me
unic r em
tís da

balha
cu on
as

ação
de
ar ão

Tra
s i tro
if. aç

nt le
er
an iz

Tra red
e
m alor

ad

no
iálog sse

em
ba e
sid
V

em d e intere

lha
Coo
rio

r
a
Cu

per
Cola
ativ

idade

Lideran
de problemas
de decisões
ogo

ar
Resolução

b
Tomada
uta

orar
Diál

Assertiv
Esc

a ç

28 LINGUAGENS
O pensamento investigativo, o crítico e o criativo cessidades. Esses são alguns elementos importantes
ampliam as possibilidades ou alternativas para tomar ao aprender a aprender.
decisões, propor soluções, articular informações, de-
cidir no que acreditar, avaliar se uma argumentação, A curiosidade e a valorização das manifestações
procedimentos ou resultados são viáveis. Identificam artísticas despertam a vontade de conhecer coisas
hipóteses, implícitas ou explícitas na argumentação, novas, apreciar e dar valor as manifestações artísticas
e rejeitam conclusões e pensamentos tendenciosos, e culturais do seu e de outros grupos sociais. Esses
avaliando a credibilidade das fontes de informação. são alguns elementos importantes ao interesse por
Esses são alguns elementos importantes ao raciocínio. aprender.

A flexibilidade cognitiva e a metacognição são impor- 5.2 APRENDER A FAZER


tantes para que todos estejam conscientes acerca do
processo de aprendizagem, exerçam equilíbrio sobre Aprender a fazer envolve uma série de conhecimentos
ele, de forma a ajustá-lo em suas expectativas e ne- ligados à capacidade de realização.

Autodeterminação

Respeito ao
Resiliênc

difere r a
nça
outro
Pers

ao n ura
Valoriz

ovo
ever

t
Aber

gre pírito
em
Ges ona

io
ia

gár
a
oci
tão l
Or

nça

im o
to
Es

nc v. d
ga

en
Entend d.

rte n
niz

ei

e
er
aprecia e

pe Des

Fo .v d pos
diversid r a
ão

co n u
Au do ade se gr mo
to c u ção vida e as De om
nis
co c
nfi Exe eto de diferen o
g al
an j ças ota ci
Ap res laci om p

ça pro Pr so
int se re zar c
ren se ona es

Aut
e

o
sol

tia
de po r e soa

est a
ima Emp
re rc
ida
ri

de onv se s
sen ive

Auto de
t elia a rieda
de v do

Solid
vol r,
ida

ver
proj strução

Aprender Aprender a ão de
Autopr
o a ser Resoluç s
posiçã conviver
eto

o con o
fl it
Con

Autoconhecim
ento Resistir a
pressões sociais
relacionamento

Autonomia
desenvolver
e manter

Iniciar,

Saber procurar e
Pensamento
oferecer ajuda
investigativo
Raciocín

Aprender a Dese
s

mento conhecer relacio nvolver


Pensa o name
crític ntos
io

nto
o

Otis
ism

ame Aprender mism


Ap

Pens iativo o
on
ren

cr a fazer
ap

tag

ade Ent
de
a er
ren

Pro

ilid va Int usi


r

i b a
d

x er sm
Fle ogniti ap po esse Pr o
c
iç ão re r oa
tiv
gn nd ida
co er o
ta Com grup de
Lo c
tic s

unic em
Me
tís da

alhar
cu on
as

ação
de

Trab
ar ão

s i tro
if. aç

nt le
er
an iz

Tra red
e
m alor

ad

no
iálog sse

em
ba e
sid
V

em d e intere

lha
Coo
rio

r
tiva
Cu

per
Cola
idade

Lideran
de problemas
de decisões
ogo

ta a

ar
Resolução

b
Tomada

orar
Diál

Assertiv
u
Esc

a ç

LINGUAGENS 29
O interesse pelo diálogo, a escuta ativa e a assertivida- são alguns elementos importantes para o trabalhar
de são importantes para a expressão de sentimentos em grupo.
e crenças de forma transparente, considerando o
contexto social, bem como a disponibilidade de ouvir a O otimismo, o entusiasmo, a proatividade e o locus
outra pessoa com atenção e respeito. Envolvem estar interno de controle estimulam o alcance e a busca
atento para tudo que a outra pessoa está transmitindo, de novas perspectivas de futuro. Está relacionado
tanto verbalmente quanto não verbalmente. Esses a envolver-se ativamente com a vida e com outras
são alguns elementos importantes à comunicação. pessoas com vistas a possíveis mudanças em suas
trajetórias. Esses são alguns elementos importantes
A tomada de decisão, a resolução de problemas, a para o protagonismo.
liderança, a colaboração, a cooperação e o trabalho
em rede são importantes para o empenho mútuo e 5.3 APRENDER A CONVIVER
coordenado de um grupo de participantes a fim de
solucionar um problema, tornando-os capazes de Os relacionamentos nos conduzem a reflexão e pos-
identificar vantagens e desvantagens das alternativas sibilitam desenvolver: interesse por conviver, solidari-
encontradas nas resoluções de problemas, assumindo zar-se com pessoas, sentimento de pertencimento e
as responsabilidades pelas escolhas feitas. Esses inclusão das diferenças e das diversidades.
Autodeterminação

Respeito ao
Resiliênc

difere r a
nça
outro
Pers

ao n ura
Valoriz

ovo
ever

t
Aber

gre pírito
em
Ges ona

io
ia

gár
a
oci
tão l
Or

nça

im o
to
Es

nc v. d
ga

en
Entend d.
rte en
niz

er
aprecia e pe Des ei

Fo v. d pos
diversid r a
ão

co n u
Au od
o ade se gr o
to c uçã e vida e as De om ism
co
nfi e
Ex eto d diferen
c g on l
a
an j ças ota ci
Ap teres elaci om p

ça pro Pr so
in
ren se ona es

Aut
o
sol

tia
de po r e soa

est
s

a
ima Emp
e

re rc
ida
r ar c
riz

de onv se s
sen ive

Auto de
t elia a rieda
de v do

Solid
vol r,
ida

ver
proj strução

Aprender Aprender a ão de
Autopr
o a ser Resoluç s
posiçã conviver
eto

o co n fl it o
Con

Autoconhecim
ento Resistir a
pressões sociais
relacionamento

Autonomia
desenvolver
e

Iniciar,
m

Saber procurar e
Pensamento
an

oferecer ajuda
investigativo
te
Raciocín

Aprender a
r

Dese
s

mento conhecer relacio nvolver


Pensa o name
c ic
ít ntos
io

r
nto
o

Otis
ism

ame Aprender mism


Ap a er

e n s
P iativo o
on
ren

cr a fazer
ap

tag

e Ent
de

dad
ren

Pro

Int usi
bili iva
r

i a
d

x er sm
Fle ognit ap po esse Pr o
c ão re r oa
niç nd tiv
c og er Com upo
ida
eta gr de
Lo c
tic s

u nica ar em
tís da

cu n

lh
as

M ção
Traba
de
ar ão

s i tro
if. aç

nt le
o
er
an iz

Tra red
e
m alor

ad

no
iálog sse

em
ba e
sid
V

em d e intere

lha
Coo
rio

r
iva
Cu

per
Cola
idade

Lideran
de problemas
t

de decisões
ogo

ta a

ar
Resolução

bora
Tomada
Diál

Assertiv
u
Esc

r
ça

30 LINGUAGENS
Resistir a pressões sociais, saber procurar e oferecer desenvolver interesse por conviver, se relacionar e
ajuda e desenvolver relacionamentos contribuem para se solidarizar com pessoas.
o amadurecimento de todas as dimensões humanas, o
respeito frente às diferenças e diversidades em suas Respeitar o outro, valorizar a diferença e a abertura ao
singularidades e pluralidades, com maior capacidade novo são importantes para celebrar e ter orgulho da
de enfrentamentos por meio de argumentos de suas diversidade, reconhecendo que o outro existe, é diferente
convicções, de forma resiliente. Esses são alguns e tem tanto direito de existir quanto todos os outros
elementos importantes para iniciar, desenvolver e seres do planeta. Possibilitam a oportunidade para o
manter relacionamentos significativos. autoconhecimento e para realizar coletivamente o que
não pode ser realizado de maneira solitária. Trata-se
Espírito gregário, desenvolvimento de pertencimento, de uma educação voltada a lutar contra preconceitos e
identidades com grupos, protagonismo social, empatia, violências, mediar conflitos e valorizar a cultura da paz e
solidariedade, resolução de conflitos promovem o gos- do bem viver. Esses são alguns elementos importantes
to de estar e conviver com pessoas, sentindo-se parte para entender e apreciar a diversidade e as diferenças.
de grupos e comunidades. Ter atitudes voltadas para
a melhoria da comunidade, mobilizando as pessoas 5.4 APRENDER A SER
para essa causa, compreendendo os sentimentos,
pensamentos e emoções do outro para que esse Segundo Delors (2003) “...a educação é antes de mais
sinta-se melhor, sendo capaz de resolver os conflitos nada uma viagem interior, cujas etapas correspon-
inevitáveis, com base na compreensão mútua, no dem às da maturação contínua da personalidade”. A
diálogo e na consciência da interdependência entre parte mais importante desse processo talvez seja o
pessoas e grupos, em busca da cultura pela paz. Esses “conhecimento de si mesmo para se abrir, em seguida,
são alguns elementos importantes para aprender e à relação com o outro”.
Autodeterminação

Respeito ao
Resiliênc

difere r a
nça
outro
Pers

ao n ura
Valoriz

ovo
ever

t
Aber

gre pírito
em
Ges ciona

io
ia

gár
a
o
tão l
Or

nça

im o
to
Es

nc v. d
ga

en

Entend d.
rte en
niz

er
aprecia e ei
pe Des

Fo v. d pos
diversid r a
ão

c o n u
Au ão
do ade se gr o
to cuç vid
a
e as De om ism
co
nfi Exe eto de diferen
c g on l
a
an j ças ota ci
Ap eres laci om p

ça pro Pr so
int se re zar c
ren se ona es

Aut
o
sol

tia
de po r e soa

est a
ima Emp
re rc
ida
ri

de onv se s
sen ive

Auto de
t elia a rieda
de v do

Solid
vol r,
ida

ver
proj strução

Aprender Aprender a ão de
Autopr
o a ser Resoluç s
posiçã conviver
eto

o c o n fl it o
Con

Autoconhecim
ento Resistir a
pressões sociais
relacionamento

Autonomia
desenvolver
e manter

Iniciar,

Saber procurar e
Pensamento
oferecer ajuda
investigativo
Raciocín

Aprender a Dese
s

mento conhecer relacio nvolver


Pensa o name
crític ntos
io

nto
mo

Otis
ame Aprender mism
Ap

Pens iativo
is

o
on
ren

cr a fazer
ap

tag

e Ent
de
a er

dad
ren

Pro

Int usi
bili iva
r

i a
d

x t er sm
Fle ogni ap po esse Pr o
c ão re r oa
niç nd tiv
og er o ida
tac Com grup de
Lo e c
tic s

Me
unic ar em
tís da

cu on
as

ação lh
Traba
d
ar ão

s i tro
if. aç

nt le
er
an iz

Tra red
e
m alor

ad

no
iálog sse

em
ba e
sid
V

em d e intere

lha
Coo
rio

r
tiva
Cu

per
Cola
idade

Lideran
de problemas
de decisões
ogo

ta a

ar
Resolução

bora
Tomada
Diál

Assertiv
u
Esc

r
a ç

LINGUAGENS 31
O autoconhecimento, a autoproposição, a autoestima e do Idoso; Educação em Direitos Humanos; Educação
a autoconfiança são importantes para conhecer suas das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e
próprias virtudes e fortalezas, assim como fragilida- Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena; Saúde;
des e potencialidades. Envolve conhecer os próprios Vida Familiar e Social; Educação para o Consumo;
valores, crenças e entender como se sente em cada Educação Financeira e Fiscal; Trabalho, Ciência e
situação e o porquê. Envolve, também, reconhecer Tecnologia; Diversidade Cultural.
como se é percebido por outras pessoas e poder
traduzir seus próprios sonhos e desejos num projeto O Currículo do Espírito Santo propõe pensar a BNCC
de vida, coerente com seus valores e crenças, interes- como referencial para a elaboração de uma proposta
ses e potencialidades. Abrange a crença na própria que considera singularidades, novos problemas e
capacidade de realizar determinadas atividades. Esses questões a serem incorporadas, de acordo com as
são alguns elementos importantes para a construção características de cada região. Nesse sentido, no
do projeto de Vida. processo de elaboração do documento, surgiu a ne-
cessidade de acrescentar novos temas integradores
Foco, organização, gestão emocional, perseverança, e retomar alguns já propostos na BNCC com um olhar
resiliência e autodeterminação são importantes para crítico e que se percebem as variações específicas do
concentrar a atenção nas ações planejadas, resistir nosso Estado. Os novos temas integradores incluídos
a interesses imediatos, saber se organizar e ser pelo Currículo do Espírito Santo são: Trabalho e Rela-
cuidadoso com os recursos que dispõem, gerenciar ções de Poder, Ética e Cidadania; Gênero, Sexualidade,
suas emoções a fim de expressar seus sentimentos Poder e Sociedade; Povos e Comunidades Tradicio-
em diferentes contextos e situações, não desistindo nais; Educação Patrimonial; Diálogo Intercultural e
mesmo quando as dificuldades surgem ou se tor- Inter-religioso. Propõe, ainda, a alteração dos temas
nem desconfortáveis. Torna capaz de se fortalecer Educação para o Consumo e Diversidade Cultural, já
em situações difíceis. Esses são alguns elementos existentes na Base, para Educação para o Consumo
importantes para a execução do projeto de vida. Consciente e Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica,
respectivamente. São temas que envolvem aprender
sobre a sociedade atual, mudar comportamentos que
6. TEMAS INTEGRADORES comprometem a convivência democrática e estabele-
cer propostas de políticas públicas no futuro próximo.
Os temas integradores entrelaçam as diversas áreas
de conhecimento que compõem o Currículo do Espírito 6.1 OS TEMAS INTEGRADORES NO CURRÍCULO
Santo e trazem questões que atravessam as experi- DO ESPÍRITO SANTO
ências dos sujeitos em seus contextos de vida, ações
no público, no privado e no cotidiano. Compreende O tema Direito da Criança e do Adolescente está
aspectos para além da dimensão cognitiva, dando em conformidade com o Estatuto da Criança e do
conta da formação social, política e ética e que Adolescente (BRASIL, 1990) e deve ser considerado na
considera e valoriza as diversas identidades culturais. Educação Básica, fazendo parte de práticas pedagógi-
cas cotidianas. Em todas as áreas de conhecimento,
São temáticas a serem abordadas nas diferentes o estudante deve vivenciar a cidadania de maneira
etapas da Educação Básica, e em todas as moda- participativa, conhecendo e praticando seus deveres
lidades. Devem ser vivenciadas e praticadas pelos e direitos.
estudantes nos diversos espaços que ocupam, são
mais que temas transversais ou multidisciplinares, Como cidadão, assumimos diversos papéis, entre eles,
transbordam quando praticadas no cotidiano da o de pedestre, passageiro, condutor. O trânsito mata
comunidade, pátio, ponto de ônibus e reunião entre todos os dias. Mudanças ocorrem quando comporta-
amigos. São doze os temas integradores considera- mentos são revistos de forma crítica. Assim, o Parecer
dos na Base Nacional Comum Curricular: Direito da CNE/CEB N.0 22/2004 solicita a inclusão da Educação
criança e do Adolescente; Educação para o Trânsito; do Trânsito no currículo das escolas e o apresenta
Educação Ambiental; Educação Alimentar e Nutricional; como tema transversal, em todos os níveis de ensi-
Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização no. A educação no trânsito não compreende apenas

32 LINGUAGENS
ensinar regras de circulação, mas, também, formar à ampliação de direitos à pessoa idosa e proteção
cidadãos participativos, responsáveis, autônomos e social, como o combate à violência, preconceito e
envolvidos com a preservação da vida. qualidade de vida. O currículo do Espírito Santo é
condutor de ações que se destinam a assegurar o
É urgente a tomada de consciência pelas pessoas em exercício dos direitos e deveres sociais e individuais,
relação ao mundo em que vivem, sobretudo, diante de além de combater preconceitos e estabelecer re-
comportamentos que reforçam desperdícios, racis- lações por meio da legislação, como o Estatuto do
mos, preconceitos e extremismos. Nesse contexto, as Idoso (BRASIL, 2003), que almeja dignidade humana
questões ambientais adquirem caráter fundamental a todos os sujeitos.
para nossa sociedade. O Currículo do Espírito Santo
pretende contribuir na formação cidadã de sujeitos A Educação em Direitos Humanos permite a forma-
conscientes de seus papeis sociais. A Resolução CNE/ ção de sujeitos ativos ao trazer conhecimentos que
CP N.0 2/2012, estabelece as Diretrizes Curriculares questionam e refletem a realidade social, histórica
Nacionais para a Educação Ambiental e o Espírito e cultural em que estamos inseridos. Assim, atores
Santo avança nessa direção ao instituir o Programa ativos e participativos geram transformação social e
Estadual de Educação Ambiental (2017), fruto de um desenvolvem habilidades, potencialidades e consciên-
processo democrático com a participação ampla da cia crítica. As diferenças sociais estão expostas em
sociedade capixaba, com o objetivo de promover o nossa sociedade como a miséria, pobreza extrema,
desenvolvimento socioambiental que garanta quali- intolerância religiosa, étnica e de gênero, condição
dade às gerações futuras. O maior objetivo é tentar social e deficiência, e estabelecem perigosos este-
criar uma nova mentalidade em relação ao uso dos reótipos. Diante dessa realidade, a Resolução CNE/
recursos oferecidos pela natureza, criando assim CP N.0 1/2012 constitui as Diretrizes Nacionais para a
um novo modelo de comportamento, buscando um Educação em Direitos Humanos, como tema integrador
equilíbrio entre o homem e o ambiente. que permite autotransformação e mudança social,
política e econômica.
Do mesmo modo, a Educação Alimentar e Nutricional
apresenta-se como fundamental para mudanças de O Brasil, ao longo de sua história, estabeleceu um
comportamentos sociais que prejudicam os sujeitos e modelo de desenvolvimento excludente, reconhecendo
o ambiente. É tema integrador por romper fronteiras, a existência de preconceitos étnicos. É tempo de va-
promover intercâmbios entre diferentes conhecimen- lorizar, divulgar e respeitar os processos históricos de
tos e saberes acadêmicos e populares. Propõe en- resistência negra, indígena e de seus descendentes.
frentar a obesidade e mudar hábitos alimentares que Estabelecer o tema integrador Educação das Rela-
levam a doenças e morte. O diálogo dessa temática ções Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura
com a cultura, a sustentabilidade, a antropologia, o Afro-Brasileira, Africana e Indígena significa buscar
meio ambiente, a saúde e a gastronomia acarretam compreender valores e lutas dessas etnias e refle-
mudanças de atitudes e estão em discussão nos três tir com sensibilidade as formas de desqualificação
documentos normativos e orientadores acerca das criadas pelas classes dominantes ao longo do tempo.
políticas e ações de Educação Alimentar e Nutricional: Buscando compreender as relações étnico-sociais,
o Marco de Referência de Educação Alimentar para as rumo à reparação histórica, a Lei N.0 11.645, de 2008,
Políticas Públicas (BRASIL, 2012), o Guia Alimentar para inclui no currículo oficial da rede de ensino do país
a População Brasileira (BRASIL, 2014) e a Estratégia a obrigatoriedade da temática “História e Cultura
Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade Afro-Brasileira e Indígena”. Ressaltamos, ainda, a
(2014). importância da Resolução CNE/CP N.0 1/2004, que
institui as diretrizes curriculares nacionais que devem
Ao abordar o Processo de Envelhecimento, Respeito e ser observadas, sobre este tema, pelas instituições
Valorização do Idoso desenhamos uma educação que que atuam em todos os níveis e modalidades da
cultiva cidadãos participativos e críticos à sociedade do educação no país.
tempo presente, na medida em que o envelhecimento
vem se cristalizando como problema social e político No documento curricular do Espírito Santo, visando
no país e no Espírito Santo. Foram desenvolvidos meios à formação cidadã de forma global e abrangente, a
legais para garantir a dignidade humana, com vistas abordagem do tema Saúde pretende que se desen-

LINGUAGENS 33
volvam atitudes necessárias a uma vida saudável, nos dade em relação à cultura hegemônica.
diversos modelos de família e em outros ambientes e
grupos sociais, como a escola. Em consonância com Na mesma concepção, apresentamos o tema Trabalho
a diversidade de formações familiares presente na e Relações de Poder, norteador de reflexões críticas
atualidade, a Vida Familiar e Social é tema integra- que ressaltem as relações de poder e de dominação no
dor que busca compreender a realidade social, os processo de socialização e hierarquização no mundo
direitos e responsabilidades relacionados com a vida do trabalho. No espaço da casa, na produção agrícola,
pessoal e coletiva e com a afirmação do princípio da na cidade, nas indústrias, no trabalho formal e informal,
participação política. no uso de tecnologias, no mercado e na sociedade
em geral, as relações humanas compreendem um
Quanto ao tema Educação para o Consumo, adiciona- conjunto de atitudes que estruturam relações de poder
mos a palavra ‘Consciente’, para marcar criticamente a e de desigualdade, e que precisam ser analisadas e
percepção de uma sociedade que alimenta o consumo enfrentadas de forma crítica.
de forma descontrolada e não pratica de maneira
efetiva programas que diminuam os desperdícios e O tema Ética e Cidadania é emergente e urgente de
os resíduos dessa prática sócio, emocional, alimentar, reflexão para uma sociedade cheia de contradições
físico e material na sociedade do século XXI. como a nossa. As atitudes dos indivíduos e as relações
estabelecidas, os direitos políticos, sociais e civis
O tema Educação Financeira e Fiscal consiste na pers- merecem e precisam ser atravessados por todas
pectiva de incentivar os estudantes a desenvolverem as áreas de conhecimento, uma vez que milhões de
a prática do consumo consciente, através de compor- brasileiros vivem em situação de pobreza extrema, a
tamentos financeiros autônomos e saudáveis, como taxa de desemprego aumenta no país, há um baixo
construir uma vida mais equilibrada e sustentável sob nível de alfabetização e a violência vivida na sociedade
o ponto de vista financeiro, afetando diretamente a aumenta gradativamente por conta dos radicalismos
vida do estudante e da comunidade local. Dessa forma, e desrespeito à diversidade.
as futuras gerações serão beneficiadas.
A adição do tema Gênero, Sexualidade, Poder e So-
Em Trabalho, Ciência e Tecnologia os sujeitos são ciedade decorre de o fato da sociedade brasileira
considerados como protagonistas em processos carregar uma marca autoritária: já foi uma socieda-
que garantam o bem-estar social e coletivo, a partir de escravocrata, além de ter uma larga tradição de
de novos caminhos e políticas que oportunizem aos relações políticas paternalistas e clientelistas, com
estudantes o direito de discutir, pensar e criar no longos períodos de governos não democráticos. Até
mundo do trabalho. hoje é uma sociedade marcada por relações sociais
hierarquizadas e por privilégios que reproduzem um
Para que a tolerância e o respeito as diversidades altíssimo nível de desigualdade, injustiça e exclusão
sejam promovidos, se faz necessária a presença do social.
tema Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica. Arnaldo
Antunes (1996) afirma musicalmente que “aqui so- Os estudos de gênero surgem entre as décadas de
mos mestiços, mulatos, cafuzos, pardos, mamelucos, 1970 e 1980 como uma forma de interpretar os sabe-
sararás-crioulos, guaranisseis e judárabes. rientu- res que são construídos socialmente com base nas
pis, orientupisameriquítalos, lusos, nipos, caboclos, diferenças percebidas entre os sexos (SCOTT, 1995).
orientupisiberibárbaros, indo- ciganagôs, somos o A categoria de análise gênero aponta que, conforme
que somos - inclassificáveis”. O Espírito Santo com- os interesses presentes em cada sociedade e época,
preende uma mistura étnica, cultural e religiosa que se produzem delimitações sobre os comportamentos
é materializada nos versos do músico. Infelizmente, desejáveis ou não, implicando nas possibilidades de
casos de intolerâncias causam exclusão e mortes. acesso à educação e ao trabalho, nas maneiras de
A superação dessas desigualdades acontece pelo se vivenciar os afetos e a sexualidade. Essas diferen-
conhecimento e reconhecimento do outro. Valores ciações são ainda significativas para compreender o
como a tolerância, a ética, a honestidade, o respeito, fato de uma pessoa ser alvo e tolerar uma violência
o exercício crítico da cidadania e compreensão das porque o gênero assim o determina. É o caso de mu-
diferenças requerem autonomia intelectual e critici- lheres que são vitimadas e mortas por seus parceiros

34 LINGUAGENS
ao decidirem, por exemplo, romper com a relação, educativos oriundos dessa proposta devem buscar
pois há um entendimento de que o casamento e o a construção coletiva do conhecimento, por meio do
cuidado com a casa e com os filhos são espaços de diálogo, de visibilidade, de combate ao preconceito,
realização, por excelência, femininos, e de que os intolerâncias e da ocupação desses espaços, além
homens têm poderes sobre as mulheres, podendo de disseminar noções importantes e abrangentes
recorrer à violência nos casos em que sintam seu de Patrimônio.
papel de provedor e chefe da família ameaçado ou
que identifiquem um desvio da norma por parte das Por fim, mas sem esgotar outras possibilidades de te-
mulheres. Nesse sentido, o gênero é fundamental para mas integradores nas práticas cotidianas das escolas,
compreendermos a cultura patriarcal que caracteriza apresentamos o último tema elencado pelo Currículo
a sociedade capixaba e que estabelece uma hierarquia do Espírito Santo. Em uma época marcada pela plura-
entre os gêneros, fazendo com o que o Espírito Santo lidade de ideias religiosas e multiculturais, o Diálogo
figure entre os estados que mais matam mulheres no Intercultural e Inter-Religioso, baseado no respeito,
país, conforme demonstra o último Mapa da Violência, no crescimento mútuo e nas relações baseadas em
publicado por Julio Waiselfisz (2015). igualdade entre diferentes culturas, etnias e religiões,
torna-se fundamental no combate aos preconceitos
Correspondem aos Povos e Comunidades Tradicionais e às intolerâncias em vista de uma ética mundial. Não
os grupos culturalmente diferenciados, que possuem basta aceitar a diversidade, é necessário estabelecer
condições sociais, culturais e econômicas próprias, com ela o diálogo construtivo.
mantendo relações específicas com o território e
com o meio ambiente no qual estão inseridos. No
Espírito Santo, as singularidades encontradas me-
recem ser demarcadas no documento curricular de 7. A DINÂMICA EDUCATIVA
forma integralizada, buscando o respeito, o princípio
da sustentabilidade e a sobrevivência desses povos A dinâmica educativa é composta por um conjunto
e comunidades, no que diz respeito aos aspectos de elementos que, articulados de modo intencional,
físicos, culturais e econômicos, assegurando a per- oferecem as condições para que o currículo de fato
manência das próximas gerações. Em nosso estado aconteça dentro da escola, tanto o currículo prescrito,
evidenciamos a presença dos ciganos, quilombolas, construído como parte integrante de uma política
indígenas, pescadores artesanais, povos de terreiros pública que visa oferecer melhores condições de
e pomerano. O decreto N.0 6.040, de 2007, institui a aprendizagem e desenvolvimento, como aquele que
Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos nasce da vida que é produzida dentro das escolas
Povos e Comunidades Tradicionais e ampara o projeto cotidianamente. Dentre esses elementos encontram-
de lei N.0 367, de 2015, que estabelece as diretrizes e os se aqueles que compõem o fazer pedagógico, que se
objetivos para as políticas públicas de reconhecimento, revela no planejamento, na definição de metodologias,
valorização e respeito à diversidade socioambiental recursos, espaço e tempo escolares e na avaliação;
e cultural dos povos e comunidades tradicionais, assim como aqueles que se estabelecem nas rela-
fortalecendo o diálogo, a participação desses sujeitos ções construídas entre os participantes desse fazer,
nos processos de formação educativos. especialmente o professor e os alunos, e a família.

Uma gíria, afinar o cavaco, bater o tambor, contar O ato de planejar implica atribuir sentido e intenciona-
um causo ou história de pescador, aquela velha lidade à prática educativa. Portanto, refere-se a tomar
construção, a receita de bolo de cenoura ou de uma decisões que sejam coerentes com as competências
boa moqueca, a feira, a rua, a cadeira, o quadro na que o currículo prescreve e as que os educadores
parede, celebrações e manifestações folclóricas, uma desejam desenvolver, com as habilidades e objetivos
paisagem, a velha canção de amor, de rap ou de ninar, educativos, com as características e as necessidades
o museu queimado. Tudo isso faz parte do patrimônio dos estudantes das diferentes etapas e modalidades,
cultural brasileiro e do Espírito Santo. Demarcamos para nortear as ações que serão propiciadas a elas:
como tema fundamental a Educação Patrimonial, para experiências variadas, ricas, interessantes e pro-
colaborar no reconhecimento, valorização e preser- gressivamente mais complexas, que lhes permitam
vação por parte da sociedade atual. Os processos investigar, explorar, levantar hipóteses, relacionar-se

LINGUAGENS 35
e desenvolver sua capacidade cognitiva, intuitiva, para o desenvolvimento das habilidades previstas.
crítica e criativa, para dessa maneira construir novos A integração entre componentes curriculares pode
conhecimentos. acontecer no tempo de aula, mas também em outras
atividades escolares como feiras de ciências, jogos
É importante considerar que, embora as diretrizes escolares, olimpíadas do conhecimento, festivida-
pedagógico-curriculares da instituição sejam a base des, entre outros, podendo extrapolar, inclusive, a
para o planejamento das atividades cotidianas do pro- organização seriada comum a maioria das escolas,
fessor, é pela influência das ações planejadas por ele propondo a alunos de diferentes anos e idades pos-
que os conteúdos são ressignificados e transformados sam se relacionar e produzir conhecimento juntos.
em conhecimentos. Esses saberes são, intencional-
mente, adequados em função das necessidades, das A transformação dos tempos e dos espaços escolares
demandas de aprendizagem, para o desenvolvimento produz uma relação de pertencimento dos estudantes
das competências cognitivas, habilidades comunica- com a instituição, criando oportunidades para que eles
tivas, sociais e emocionais da criança. se apropriem dos espaços institucionais e possam
encontrar e deixar neles suas marcas identitárias. As
Além disso, a ressignificação do currículo possibilita atividades de aprendizagem podem acontecer em sua
ao professor conferir flexibilidade ao mesmo, para grande parte em salas de aula, mas devem explorar
que atenda, com um ensino de qualidade, a todas outros espaços, muitas vezes esquecidos na escola.
as crianças, tanto os com altas habilidades, quanto É preciso reconhecer o potencial de uso pedagógico
os que apresentam limitações e dificuldades. Para de todos os espaços escolares. A biblioteca, o pátio,
contemplar às necessidades coletivas e individuais de a quadra, o refeitório, os corredores e os laboratórios
aprendizagem poderão ser feitos ajustes curriculares podem e devem ser usados, de modo intencional, para
e planos individuais de ensino. promover uma dinamicidade diferente, lúdica, explo-
ratória, que permita outros movimentos dos corpos,
Portanto, o currículo escolar é importante para ga- para promover aprendizagem. Do mesmo modo, é
rantir articulação das experiências e os saberes das possível promover mais e melhores aprendizagens
crianças, com os conhecimentos que fazem parte fora da escola, em museus, praças, centros culturais,
do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico cinema, concertos, espaços políticos, bibliotecas,
e tecnológico, num tempo e num espaço, mediados observatórios, reservas ambientais, festas locais,
pelo professor. É papel da instituição refletir sobre as monumentos históricos, órgãos públicos, empresas,
dimensões temporais e espaciais, no planejamento entre outros, estimulando o acesso ao conhecimento
das atividades didáticas, observando os eixos impor- científico, cultural, ambiental, político, do trabalho e
tantes para o desenvolvimento de ações e práticas social.
pedagógicas, que auxiliem tanto aos professores nos
processos de ensino quanto às crianças nos processos Para contemplar a singularidade de cada estudante
de aprendizagem. na construção do seu percurso formativo é necessário
que os educadores detenham um amplo conhecimento
O tempo da aprendizagem não é o tempo de “passar das múltiplas formas pelas quais as crianças e jovens
o conteúdo”. Ele diz respeito às vivências necessá- aprendem e se desenvolvem e, consequentemente,
rias para que os estudantes consigam estabelecer de uma pluralidade de estratégias e intervenções
pontes, ter dúvidas, expor seus pontos de vista, fazer que podem ser colocadas em prática a partir de suas
e refazer, relacionar-se com o outro aprendiz, aces- necessidades, interesses e dos objetivos de apren-
sar o conhecimento por meio de diferentes vias. dizagem e desenvolvimento definidos no currículo.
Na educação infantil os campos de experiência já
trazem em si os pontos de contato entre diferentes Destacam-se, especialmente, metodologias que permi-
áreas de conhecimento, de maneira integrada. No tam a integração ou aproximação dos conhecimentos
ensino fundamental, há um exercício no organizador de diferentes áreas e componentes, favorecendo seus
curricular de apontar essas interseções, estimulando pontos de contato de modo significativo e promovendo
os professores a estabelecerem o diálogo entre os experiências de aprendizagem que tenham como
diferentes componentes curriculares ao trabalhar os propósito o desenvolvimento integral dos estudantes.
objetos de conhecimento e as atividades necessárias Nesse sentido, torna-se importante explorar diferen-

36 LINGUAGENS
tes tipos de dinâmica de trabalho, sejam em grupos, avaliação da aprendizagem, como um processo que
duplas, individualmente, ou mesmo coletivos, com integra o planejamento, as estratégias, os tempos e
abordagens que oportunizem o envolvimento dos espaços, e os recursos. Como poderá ser visto em
estudantes, promovam o diálogo e a convivência, o tópico específico dessa temática, devido a sua impor-
trabalho colaborativo, a qualidade da relação profes- tância, ela deve perpassar todo o percurso formativo
sor-aluno, a construção do conhecimento provocada do aluno, com ações diagnósticas e reguladoras, que
pela problematização, o uso de projetos para colocar permitirão o alcance de melhores resultados pelos
em ação os saberes, entre outras formas de trabalho estudantes, se consideradas como balizadoras das
pedagógico que contribuam para favorecer mais e decisões docentes e de análise da sua própria prática.
melhores aprendizagens.
Por fim, na dinâmica educativa, destaca-se, ainda, o
Adiciona-se às metodologias, o papel fundamental papel da família na escolarização básica, especial-
exercido pelos recursos. Mais que apoio, devem ser vis- mente na educação infantil e ensino fundamental
tos como um dos elementos que realizam a mediação regulares e nas diferentes modalidades. A formação
dos estudantes com o conhecimento. Dessa forma, as plena da criança e dos adolescentes, de acordo com
propostas de trabalho pedagógico devem considerar os princípios legais, requer esforços integrados, com-
recursos variados, como jogos, materiais concretos, promissos e compartilhamento de responsabilidades
materiais de experimentação, de manipulação, além entre famílias, instituições de educação e a sociedade,
dos recursos tecnológicos que podem ser usados para a fim de assegurar que seus direitos sejam respei-
enriquecer o trabalho do professor, nas explicações tados. Assim, família e escola devem comungar dos
que se fazem necessárias, como também para pos- mesmos objetivos e propostas de formação integral,
sibilitar que os estudantes explorem o conhecimento que consistem no desenvolvimento cognitivo, físico,
de diferentes formas, seja no acesso à informação, cultural, social, emocional e político, constituindo sua
na pesquisa, na produção de conhecimento, no seu identidade e autonomia.
compartilhamento e, até mesmo, no estabelecimento
de contato remoto com outras escolas, estudantes, Por outro lado, ao estabelecer relações com as fa-
profissionais, etc. mílias é necessário levar em conta que estas têm
histórias, culturas próprias, que trazem as marcas
No processo de efetivação das estratégias e uso das relações e experiências dos seus antepassados,
dos recursos planejados, a relação professor-aluno o que as tornam diversas e singulares. Por isso, as
também precisa ser cuidada. O professor, que exerce escolas precisam estar preparadas para lidar com
um importante papel como mediador e facilitador da as diferentes composições familiares, considerando
aprendizagem, precisa conhecer os alunos, seus modos legítima a participação, não apenas da família natural,
de aprender, seus talentos e dificuldades, exercitando mas da substituta, da de guarda e tutela, de todas as
um olhar atento para acolher o aluno, de modo que que exercem funções insubstituíveis de proteção, de
o sentimento de pertencimento faça parte de todos assistência e cuidados, de educação e promoção de
que da escola participam. Ao reconhecer e valorizar a valores. Todas devem ter garantidos e respeitados seus
diversidade de cada sujeito, que é singular, é possível direitos de participação nos processos de educação
direcionar o processo de ensino-aprendizagem ao e de cuidado das crianças e adolescentes.
desenvolvimento das capacidades e aprendizagens
esperadas, estabelecendo uma relação mais hori- O diálogo entre as famílias e os profissionais da
zontal, onde o diálogo e a participação, princípios de escola, sobre os processos de educação, valores e
atitudes democráticas, façam parte das interações expectativas, e o acompanhamento das vivências
que acontecem na escola. Portanto, trata-se de orga- cotidianas das crianças e adolescentes, pelos pais
nizar o trabalho pedagógico e de construir relações ou responsáveis, auxiliam no desenvolvimento, na
positivas, em que a autoridade não se confunda com inserção e integração destes aos ambientes escolares,
autoritarismo, permitindo que relações dialógicas e influenciam na constituição da sua autoestima e
sejam construídas entre o professor mediador e o no seu desenvolvimento. Portanto, família e escola
estudante protagonista. devem estar juntas nesse grande compromisso de
apoiar e estimular os estudantes nas suas vivências,
Ainda no fazer educativo, destacamos o papel da na descoberta de suas potencialidades, dos seus

LINGUAGENS 37
gostos, das suas dificuldades, como parceiras nos que auxilie os professores na compreensão dos resul-
processos de cuidar e educar. tados para a tomada de decisões e, especialmente,
para a valorização dos saberes inerentes àquele
contexto e identificação das condições em que se
dão os processos educativos, tanto na Educação
8. CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO Básica regular como nas demais modalidades, com
as especificidades que lhes são próprias.
O Currículo do Espírito Santo baseia-se na compre-
ensão de que a avaliação é um ato essencialmente A avaliação é uma das tarefas didáticas permanente
pedagógico. Mediante seus resultados, os estu- no trabalho do professor, ela deve acompanhar todos
dantes tomam consciência de sua progressão na os passos do processo de ensino e aprendizagem.
aprendizagem e necessidades, e, ao mesmo tempo, Através dela se compara os resultados obtidos no
os professores os utilizam como subsídio para a decorrer do trabalho do professor, juntamente com
tomada de decisões, a avaliação da sua própria seus alunos, conforme os objetivos propostos, a fim
prática e a busca de outras formas de planejamen- de verificar os processos, as dificuldades, e orientar
to, conteúdos, estratégias e formas de abordar os o trabalho para as correções necessárias. Nesse
contextos, visando oferecer novas possibilidades sentido, entende-se a avaliação como um processo
de aprendizagem. contínuo e assume funções importantes: diagnóstica,
de intervenção ao longo do processo e somativa. A
[...] avaliação da aprendizagem escolar avaliação diagnóstica visa identificar o ponto de
adquire seu sentido na medida em que partida de cada estudante no processo educativo,
se articula com um projeto pedagógico e identificando seus conhecimentos prévios, bem como
com seu consequente projeto de ensino. seus ritmos, vivências, crenças, contextos e aptidões,
A avaliação, tanto no geral quanto no caso para que auxilie o professor no planejamento de
específico da aprendizagem, não possui estratégias mais adequadas aos seus discentes. A
uma finalidade em si; ela subsidia um curso avaliação formativa tem por objetivo acompanhar a
de ação que visa construir um resultado aprendizagem dos estudantes ao longo do processo
previamente definido (LUCKESI, 1990, p.71). educativo, identificando se as aprendizagens estão
ocorrendo de acordo com o esperado, bem como
A organização curricular proposta neste documento, realizando ajustes nas atividades e abordagens esco-
sob a perspectiva do desenvolvimento de competên- lhidas no planejamento inicial. Ao final do processo,
cias e da educação integral, nos impulsiona a ampliar ocorre então a avaliação somativa, que verifica o que
o olhar sobre a avaliação, uma vez que a verificação os estudantes aprenderam, com o compromisso de
apenas do aspecto cognitivo, com um único instru- dar visibilidade à continuidade e não à terminalidade
mento ao final de um processo, não contribui para das aprendizagens e levando em consideração seu
identificar os avanços e necessidades de aprendizagem percurso ao longo dos anos escolares.
que envolvem os âmbitos do saber, do fazer, do ser e
do conviver, na diversidade que compõe o ambiente As funções da avaliação, apesar de diferentes, não
escolar e a singularidade que é própria de cada es- devem ser vistas de modo fragmentado. Elas fazem
tudante. Isso nos desafia a repensar as práticas de parte de todo o processo, se integram e se com-
avaliação no sentido de um olhar formativo ao longo plementam, com o objetivo maior de se colocar a
do processo, utilizando estratégias e instrumentos serviço da aprendizagem e do trabalho docente, e
diversificados que permitam identificar o ponto de reorientar o processo educativo. Nesse sentido, a
partida e onde se quer chegar, intervindo ao longo avaliação deve ter parâmetros claros para identificar
do processo. o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes,
assim como para acompanhar o trabalho pedagógico.
É importante ainda que a avaliação leve em conta A partir dos resultados o professor poderá identificar
os contextos e as condições de aprendizagem que se o aluno aprendeu e, também, se o planejamento,
perpassam os diferentes espaços escolares, de modo as estratégias elaboradas, as metodologias escolhi-
que seus resultados não sejam vistos como uma das e a abordagem dos objetos de conhecimento
sentença, mas como ponto de reflexão e investigação foram eficientes, fazendo uma autoanálise das suas

38 LINGUAGENS
escolhas ao verificar se, de fato, estão promovendo que compõem o processo educativo, bem como ser
a aprendizagem. adaptável às condições ou necessidades específicas
dos estudantes, especialmente aqueles que fazem
Na perspectiva do desenvolvimento de competências parte do atendimento nas diferentes modalidades
e da integralidade do estudante, é imprescindível da educação básica, uma vez que a avaliação deve
que avaliação inclua também uma combinação de também ser orientada pelos princípios da inclusão
problemas e contextos que permitam mobilizar o educacional e promoção da equidade.
conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes
que atendam às capacidades previstas (ZABALA & Dessa forma, ao repensar as práticas de avaliação
ARNAU, 2014) e as diferentes dimensões e saberes devemos levar em conta os contextos e as condições
dos sujeitos envolvidos. Outro aspecto importante de aprendizagem que perpassam os diferentes es-
da avaliação é que, por um lado, se identifique as paços escolares, as especificidades de cada etapa
dificuldades, reconhecendo o erro como um elemento e de cada modalidade atendida, de modo que seus
que faz parte do processo de aprendizagem, sendo resultados não sejam vistos como uma sentença, mas
possível aprender com ele; por outro lado, também como ponto de reflexão e investigação que auxilie os
se valorize os avanços e conquistas já alcançados professores na compreensão dos resultados para
pelos estudantes para que se sintam estimulados a tomada de decisões.
melhorar o seu desempenho e tenham abertura a
novos conhecimentos. Além de identificar se as aprendizagens previstas
foram alcançadas e subsidiar o trabalho docente, é
O processo de avaliação requer acompanhamento do necessário reconhecer a avaliação como um processo
que é planejado, das ações em sala de aula e da apren- contínuo que possibilita compreender de forma global
dizagem dos alunos, utilizando-se de instrumentos e o projeto educativo, pelos sujeitos que dele fazem
de estratégias diversificadas que permitam identificar parte, de modo que contribua para identificar as
o ponto de partida e onde se quer chegar ao longo circunstâncias e variáveis que influenciam os resul-
do processo de todas as etapas da educação básica. tados de aprendizagem, bem como apontar caminhos
Dessa forma, para que a avaliação da aprendizagem para a superação de seus entraves e a melhoria das
seja realizada de uma forma mais abrangente e inte- condições da realidade avaliada.
gradora, que considere os diferentes tipos de saberes
envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, O resultado geral de avaliação da aprendizagem na
os instrumentos devem ser variados, construídos no escola, discutido em momentos coletivos, envolve
âmbito da comunidade escolar, contextualizados ao o professor e os demais profissionais da escola,
modo como foi promovida a aprendizagem e coerentes especialmente a gestão escolar. Ele pode ser usado
com que se espera, para possibilitar a identificação como termômetro pela equipe para identificar o
de necessidades e potencialidades e o alcance dos alcance das metas da proposta político-pedagógica
resultados esperados, tendo em vista a diversidade da escola e para provocar reflexão sobre os caminhos
e condições que compõem o contexto educativo. percorridos por todos, de modo que contribua para
avançar na compreensão dos desafios cotidianos e na
Na Educação Infantil evidenciam-se a observação busca de soluções pedagógicas conjuntas e de modo
crítica e criativa das atividades, brincadeiras e in- colaborativo. O mesmo diz respeito ao resultado das
terações, assim como o uso de registros variados, avaliações institucionais, que ocorrem periodicamente
realizados por adultos e crianças (relatórios, foto- para evidenciar as percepções de toda comunidade
grafias, desenhos, etc.), sem o objetivo de seleção, escolar sobre sua atuação em diferentes dimensões
promoção ou classificação, conforme orientam as e permitir um diagnóstico coletivo das condições
Diretrizes Curriculares da Educação Infantil (BRASIL, colocadas em cada contexto, visando aprimorar as
2010). Na etapa do Ensino Fundamental, destacam-se suas práticas educativas.
o uso de trabalhos, provas, questionários, seminários,
pesquisas, roteiros de aprendizagem, fichas de ob- Outra perspectiva a ser considerada diz respeito
servação, autoavaliação, relatórios, portfolio, projetos, às avaliações externas, que evidenciam aspectos
entre outros registros, em momentos individuais ou dos sistemas de ensino estadual e municipal, cujos
coletivos, visando evidenciar a diversidade de saberes resultados podem ser usados como indicadores

LINGUAGENS 39
para serem refletidos junto com os resultados das fundamentais na busca incessante pela cultura/
avaliações ocorridas no âmbito escolar, visando o for- manutenção da paz?
talecimento da aprendizagem nas unidades escolares.
As necessidades internas e externas, apontadas pelas Como descrever nas pautas das melodias os direitos
diferentes avaliações, devem ser usadas, em conjunto, e deveres da família, do Estado, da sociedade que
como referência para a definição de metas que visem garantem o pleno desenvolvimento do sujeito, do
a melhoria da qualidade educacional da escola. cidadão?

Dessa forma, a avaliação da aprendizagem, da escola Como garantir que o arranjo das “notas musicais”
e do sistema educativo são vistos como partes que de um currículo estruture e fortaleça os aspectos
compõem um todo, dando clareza a todos aqueles físicos, psicológicos, intelectuais e sociais do sujeito
que fazem parte das ações e decisões sobre o que que aqui são vistos como foco e fruto da educação
acontece com o aluno, o professor, a escola e a gestão integral?
das redes municipal e estadual, visando promover o
acompanhamento sistemático e as melhorias con- Que melodia é essa chamada autonomia que traduz
tínuas identificadas em seus resultados para que o sujeito responsável por ações e decisões, que
se aprimore e avance a qualidade educacional em seja capaz de participar diretamente nas decisões
nosso país. coletivas, definindo valores e critérios a partir de um
autoconhecimento construído por meio de vivências,
oportunidades e restrições que possibilitem estruturar
ou implementar o seu projeto de vida?
9. SOBRE A MELODIA QUE ESTÁ EM NÓS
Então...
Se fosse ensinar a uma criança a beleza
da música não começaria com partituras, Quando tudo isso for considerado e a equidade for
notas e pautas. Ouviríamos juntos as melo- promovida a partir do respeito à singularidade;
dias mais gostosas e lhe contaria sobre os
instrumentos que fazem a música. Quando o protagonismo for vivido em sua essência,
Rubem Alves no contexto contemporâneo, aplicado, contextualizado
e integrado;
E como, então, orquestrar o conhecimento, sua ela-
boração, recriação, por meio de um documento Quando os objetos de conhecimento forem guiados
curricular? pelo seu significado social contextualizados nos
cotidianos, dialogando com os tempos e os espaços
Como traduzir em competências e habilidades todos de cada vida humana em suas múltiplas relações,
os sonhos e ideais das crianças, dos adolescentes, de superando os espaços físicos curriculares, estaremos
todos os sujeitos que vivem num tempo de múltiplas então, promovendo a igualdade de oportunidades e
linguagens, de reflexões sobre a sensibilidade, um a inclusão em que o ponto de chegada possa ser
tempo de ser conexo com o mundo real? vivido de forma singular;

Como orquestrar a aprendizagem a partir de vivências Quando o processo pedagógico, em suas mais varia-
e processos cognitivos em que o cérebro, o corpo, o das dimensões, for construído, avaliado, reorientado,
ambiente e as emoções estejam integrados? considerando contextos, necessidades e objetivos
de aprendizagem e desenvolvimento, respeitando
Como as partituras, aqui compreendidas como discipli- as perspectivas de futuro dos sujeitos;
nas, serão constituídas da melodia de uma educação
integral em que o sujeito vive a tomada de decisão a Quando forem rompidas as barreiras e os espaços
partir dos diferentes pontos de vista de seus pares? forem inclusivos;

Como “ouvir”, por meio do currículo, as notas mais Quando a diversidade for uma oportunidade de de-
diversas dos direitos humanos e das liberdades senvolvimento em todas as suas dimensões;

40 LINGUAGENS
Quando o acesso e a permanência forem universal- BRASIL. Câmara Interministerial de Segurança Alimen-
mente qualificadas; tar e Nutricional. Estratégia Intersetorial de Prevenção
e Controle da Obesidade: recomendações para estados
Quando o estudante for considerado em sua inte- e municípios -- Brasília, DF: CAISAN, 2014.
gralidade, singularidade e diversidade - sua vida, seu
mundo, sua escola, seu conhecimento; BRASIL. Lei n.0 13.005, de 25 de junho de 2014. Plano
Nacional de Educação (PNE). Diário Oficial da União
[da] República Federativa do Brasil, Brasília, 2014.
Quando suas expectativas de aprendizagem tiverem
sido orientadas por meio de instrumentos que o BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a
conduzam ao desenvolvimento integral, por meio população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, Secreta-
de troca, da construção coletiva, da criatividade, da ria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção
participação, do diálogo, com intervenções pedagó- Básica, 2014.
gicas considerando inclusive os saberes das famílias
e das comunidades; BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação
Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral.
...construiremos juntos, enfim, a melodia que será Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação
conhecida, cantada e vivida por todos de forma inte- Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. 542p.
gral, pois cada partitura, nota e pauta estará em nós.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei N.0
12.852, de 05 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da
Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os
princípios e diretrizes das políticas públicas de juven-
10. REFERÊNCIAS tude e o Sistema Nacional de Juventude – SINAJUVE.
Publicado no Diário Oficial da União em 06/08/2013.
ANTUNES, Arnaldo. Inclassificáveis. São Paulo: Brasil,
1996. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução
BRASIL. Ministério da Educação. ProBNCC. Portaria N.0 CNE/CEB N.0 3, de 16 de maio de 2012. Define diretri-
331, de 5 de abril de 2018. Institui o Programa de Apoio zes para o atendimento de educação escolar para
à Implementação da Base Nacional Comum Curricular. populações em situação de itinerância. Diário Oficial
Diário Oficial da União, publicado em: 06/04/2018, da União, Brasília, 17 de maio de 2012, Seção 1, p. 14.
Edição: 66, Seção: 1, Página: 10.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP N.0
Curricular. Brasília, DF, 2017. 1/2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação
em Direitos Humanos. Diário Oficial da União, Brasília,
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional 31 de maio de 2012 – Seção 1 – p. 48.
de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP N.0
2/2017. Institui e orienta a implantação da Base Nacional BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP N.0
ao longo das etapas e respectivas modalidades no 2/2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação Ambiental. Diário Oficial da União,
âmbito da Educação Básica. Diário Oficial da União,
Brasília, 18 de junho de 2012 – Seção 1 – p. 70.
Brasília, 22 de dezembro de 2017, Seção 1, pp. 41 a 44.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
BRASIL. Lei n.0 13.146, de 6 de junho de 2015. Estatuto da de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução
Pessoa com Deficiência. Diário Oficial [da] República CNE/CEB N.0 5, de 22 de junho de 2012. Define Diretri-
Federativa do Brasil, Brasília, DF, 7 jul. 2015. zes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar
Indígena na Educação Básica. Diário Oficial da União,
BRASIL. Senado Federal. Projeto de Lei do Senado n° Brasília, 25 de junho de 2012, Seção 1, p. 7.
367, de 2015. Estabelece diretrizes e objetivos para as
políticas públicas de desenvolvimento sustentável dos BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
povos e comunidades tradicionais. Em tramitação, de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução
consulta em 25 de outubro de 2018. CNE/CEB N.0 8, de 20 de novembro de 2012. Define

LINGUAGENS 41
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica do Campo. Diário Oficial da União, Brasília, 29
Escolar Quilombola na Educação Básica. Diário Oficial de abril de 2008, Seção 1, p. 25.
da União, Brasília, 21 de novembro de 2012, Seção1, p. 26.
BRASIL. Ministério da Educação. SECADI. Política Nacio-
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Comba- nal de Educação Especial na Perspectiva da Educação
te à Fome. Marco de referência de educação alimentar Inclusiva. 2008.
e nutricional para as políticas públicas. Brasília, DF:
MDS, Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei N.0
Nutricional, 2012. 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de
20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639,
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e
n.0 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre bases da educação nacional, para incluir no currículo
a educação especial, o atendimento educacional oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática
especializado e dá outras providências. Brasília: 2011. “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário
Oficial da União, Brasília, 11 de março de 2008.
BRASIL. Decreto N.0 7.352, de 4 de novembro de 2010.
Dispõe sobre a política de educação do campo e o BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto
Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - N.0 6.040, de 07 de fevereiro de 2007. Institui a Política
PRONERA. Diário Oficial da União - Seção 1 - 5/11/2010, Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos
Página 1. e Comunidades Tradicionais. Diário Oficial da União,
Brasília, 08 de fevereiro de 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolu- BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto
ção CNE/CEB N.0 2/2010. Dispõe sobre as Diretrizes N.0 5626/2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de
Nacionais para a oferta de educação para jovens e abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de
adultos em situação de privação de liberdade nos Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de
estabelecimentos penais. Diário Oficial da União, dezembro de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, 23
Brasília, 20 de maio de 2010, Seção 1, p. 20. de dezembro de 2005.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer
CNE/CEB N.0 4/2010. Define Diretrizes Curriculares CNE/CEB N.0 22/2004. Solicita a inclusão da disciplina
Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial Educação para o Trânsito como tema transversal.
da União, Brasília, 14 de julho de 2010, Seção 1, p.824. Diário Oficial da União, Brasília, 04 de fevereiro de 2005.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP N.0
CNE/CEB N.0 4/2009. Institui Diretrizes Operacionais 1/2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para
para o Atendimento Educacional Especializado na a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o En-
Educação Básica, modalidade Educação Especial. sino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Diário Oficial da União, Brasília, 5 de outubro de 2009, Diário Oficial da União, Brasília, 22 de junho de 2004,
Seção 1, p. 17. Seção 1, p. 11.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei N.0
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução 10.741/2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá
CNE/CEB N.0 5/2009. Fixa as Diretrizes Curriculares outras providências. Publicado no Diário Oficial da
Nacionais para a Educação Infantil. Diário Oficial da União em 03 de outubro de 2003.
União, Brasília, 18 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 18.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB N.0 2/2001. Institui Diretrizes Nacionais para
CNE/CEB N.0 2/2008. Estabelece diretrizes complemen- a Educação Especial na Educação Básica. Diário Oficial
tares, normas e princípios para o desenvolvimento da União, Brasília, 14 de setembro de 2001. Seção 1E,
de políticas públicas de atendimento da Educação p. 39-40.

42 LINGUAGENS
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional ESPÍRITO SANTO. Conselho Estadual de Educação.
de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução Resolução N.0 3777, de 30 de abril de 2014. Fixa normas
CNE/CEB N.0 1/2000. Estabelece as Diretrizes Curricu- para a Educação no Sistema de Ensino do Estado do
lares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Espírito Santo, e dá outras providências. Diário Oficial
Diário Oficial da União, Brasília, 19 de julho de 2000. do Espírito Santo, Vitória, 13 de maio de 2014.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educa- ESPÍRITO SANTO. Secretaria da Educação. Currículo
ção Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Básico Escola Estadual (CBEE). Vitória: SEDU, 2009.
introdução aos parâmetros curriculares nacionais.
Brasília: MEC/SEF, 1997. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes
necessários à prática educativa. 21. ed. Rio de Janeiro:
BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes
Paz e Terra, 2002.
e Bases da Educação Nacional. Congresso. Brasília,
DF, 1996.
GIMENO SACRISTÁN, José. 2000. O currículo: uma refle-
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei N.0 xão sobre a prática. 3.ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto
da Criança e do Adolescente e dá outras providências. GONÇALVES, Adriana do Carmo Corrêa. Infâncias inter/
Diário Oficial da União, publicado em 16/07/1990 e multiculturais nos espaços e tempos: uma construção
retificado em 27/09/1990. dialógica na relação docente e discentes. In: ARAUJO,
Vania Carvalho de (coord.). Anais do Seminário Nacional
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Consti- Infâncias e Juventudes na cidade: um diálogo com a
tuição (1988). Constituição da República Federativa educação. Vitória: UFES, 1a edição, 2017. Disponível em
do Brasil. Brasília, DF, promulgada em 05 de outubro https://sites.google.com/site/infanciasejuventudes-
de 1988. nacidade17/anais

CORREA, Xiquinho. Xote Capixaba. Intérpretes: trio IBGE. Coordenação de Trabalho e Rendimento. Pes-
Forrozão. Espírito Santo: Linhares, 1997. 1 CD. quisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua:
educação : 2017; PNAD contínua : educação : 2017
DELORS, Jacques. Educação: Um tesouro a descobrir.
2ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC/UNESCO, 2003. LUCKESI, Cipriano Carlos. Verificação ou Avaliação:
o que pratica a escola? A construção do projeto de
ESPÍRITO SANTO. Secretaria da Educação. Portaria ensino e avaliação. São Paulo: FDE, 1990.
N.0 037-R, de 22 de fevereiro de 2018. Estabelece a
estrutura de governança para a implementação da PÉREZ GÓMEZ, Ángel I. Educação na era digital: a
Base Nacional Comum Curricular - BNCC e para a escola educativa. Porto Alegre: Penso, 2015.
construção/ revisão do currículo escolar no âmbito
da educação básica no estado do Espírito Santo e dá
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise
outras providências. Diário Oficial do Estado do Espírito
histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, vol. 20,
Santo, publicado em 23/02/2018, p.19-20.
n. 2, p. 71-99. 1995. Disponível em: <www.seer.ufrgs.br/
ESPÍRITO SANTO. Governo do Estado. Institui o Pacto educacaoerealidade>. Acesso em: 25 out. 2018.
pela Aprendizagem no Espírito Santo e dá outras provi-
dências. Lei N.0 10.631, de 28 de março de 2017. Publicada UNESCO. Declaração Universal dos Direitos Humanos.
no Diário Oficial do Espírito Santo em 29/03/2017. Assembleia Geral das Nações Unidas, 1948.

ESPÍRITO SANTO. Governo do Estado. SEAMA-IEMA, WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da violência 2015.
SEDU. Programa Estadual de Educação Ambiental, 2017. Homicídio de mulheres no Brasil. Brasília – DF: Flacso
Brasil, 2015. Disponível em: <www.mapadaviolencia.org.
ESPÍRITO SANTO. Governo do Estado. Lei Complementar br>. Acesso em: 25 out. 2018
N.0 799, de 12 de junho de 2015. Cria o Programa de
Escolas Estaduais de Ensino Médio em Turno Único, ZABALA, Antoni & ARNAU, Laia. Como aprender e ensinar
denominado “Escola Viva”, no âmbito do Estado, e dá competências [recurso eletrônico]. Tradução Carlos
outras providências. Publicada no Diário Oficial do Henrique Lucas Lima; Revisão técnica Maria da Graça
Espírito Santo em 15/06/2015. Souza Horn. Porto Alegre: Penso, 2014.

LINGUAGENS 43
Aluno: Luan Vicente Pires I Série: 3.o série – EEEFM Monsenhor Guilherme schimitz
Tema: Diversidade Cultural, Étnica e Religiosa I Modalidade: Desenho

44 LINGUAGENS
Aluno: Laís Vargas Kill I Série: 9.0 ano – EEEFM Emílio Oscar Hulle
Tema: Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica I Modalidade: Desenho

LINGUAGENS 45
O ENSINO FUNDAMENTAL

O Ensino Fundamental compreende uma das etapas infantil naturalmente fundamenta-se na ludicidade,
da Educação Básica, sendo caracterizado por um nas brincadeiras, nos jogos, nas músicas e nas ex-
período de nove anos, que no seu decorrer atende periências. Também decorre da transição abrupta a
crianças e adolescentes, a partir dos seis anos de compreensão por parte da criança/estudante que
idade, estudantes em constantes transformações a escola se torne apenas um lugar de fazer dever,
físicas, cognitivas e emocionais. copiar, ficar sentado e perca a ideia de um ambiente
atrativo, instigador e agradável, considerando suas
Nesse contexto, esta etapa, como as demais, requer vivências escolares anteriores.
problematizarmos e pensarmos o currículo à luz do
público atendido, de suas histórias, necessidades, seus Tais reflexões nos levam a entender que um exercício
tempos humanos, sem perder de vista os direitos de de aproximação entre os profissionais que atuam nas
aprendizagem a eles garantidos de acordo com a BNCC. duas etapas em questão faz-se necessário, a fim de
Arroyo, em suas contribuições reforça a complexidade estabelecer um equilíbrio nesse percurso escolar. O
e necessidade de elaborarmos currículos para mesmo cuidado e atenção requer a transição dos
estudantes dos anos iniciais para os anos finais do
(...) organizar a escola, os tempos e os co- Ensino Fundamental, uma vez que há uma grande
nhecimentos, o que ensinar e aprender mudança na organização da dinâmica das aulas.
respeitando a especificidade de cada tempo
de formação não é uma opção a mais na Na etapa inicial, na maioria das escolas de nosso
diversidade de formas de organização esco- Estado, os componentes curriculares da Base Comum
lar e curricular, é uma exigência do direito são ministrados por um professor, e, na etapa final
que os educandos têm a ser respeitados passam a ser ministrados por vários profissionais,
em seus tempos mentais, culturais, éticos cada um com seu modo de interagir, ensinar e avaliar.
e humanos. (ARROYO, 2007, p. 45-46).
Assim, compreender esse momento de transição, exige
Pensar o Ensino Fundamental, especialmente os anos do professor um olhar sensível para o estudante que
iniciais, requer compreender a infância como também precisa de auxílio e incentivo diante do desafio que
os processos educativos vivenciados na Educação esta nova etapa configura para ele. Vale ressaltar que
Infantil, considerando que as crianças/estudantes são os maiores índices de reprovação se concentram no
marcadas pelas experiências e vivências desta etapa, 6.0 ano do Ensino Fundamental, de acordo com os
a organização dos tempos e espaços, as metodologias dados do Censo Escolar, pois
e as práticas que precisam ser garantidas no período
de transição da Educação Infantil para o Ensino Fun- (...) tendo em vista essa maior especializa-
damental, e no decorrer do processo de alfabetização. ção, é importante, nos vários componen-
tes curriculares, retomar e ressignificar
A aproximação da Educação Infantil com o Ensino as aprendizagens do Ensino Fundamental
Fundamental torna-se essencial para que na transi- – Anos Iniciais (sic) no contexto das diferen-
ção de uma etapa para outra o estudante não seja tes áreas, visando ao aprofundamento e à
surpreendido por uma ruptura drástica no que diz ampliação de repertórios dos estudantes.
respeito ao acolhimento, às metodologias, às rotinas Nesse sentido, também é importante for-
entre outros aspectos que constituem o cotidiano talecer a autonomia desses adolescentes,
escolar tão específico de cada etapa. oferecendo-lhes condições e ferramentas
para acessar e interagir criticamente com
As rupturas dessa natureza tendem a dificultar o diferentes conhecimentos e fontes de in-
processo de ensino-aprendizagem que na educação formação (BRASIL, 2017, p. 58).

46 LINGUAGENS
Além da questão organizacional das aulas, também
é neste período que os estudantes desta etapa pas-
sam por inúmeras mudanças hormonais e físicas, e,
por vezes, vivem momentos de conflitos, angústias
e incertezas, característicos do tempo humano em
que se encontram, da infância para a adolescência.
Impossível ignorar tal período, pois ao compreendê-lo
torna-se possível entender determinadas atitudes des-
ses sujeitos e conduzir melhor as inúmeras situações
conflitantes cotidianas dos anos finais, considerando
que interferem diretamente no processo de ensino
-aprendizagem desses estudantes.

Nesse contexto de transformação e formação con-


tínuo, o Currículo do Espírito Santo à luz da BNCC, foi
organizado por componentes curriculares e tiveram
suas habilidades ressignificadas quando necessário,
considerando o contexto educacional, social, histórico
e cultural do Espírito Santo.

Cada componente curricular deste documento é


iniciado com um texto introdutório que tem o objetivo
de contextualizar a proposta de cada área do conhe-
cimento, de forma a dar sentido e/ou significado às
proposições apresentadas, garantindo a progressão
dos conhecimentos desde a alfabetização até os anos
finais desta etapa.

LINGUAGENS 47
INTRODUÇÃO LINGUAGENS

A linguagem, múltipla, plural, viva, que (se) transforma extintas. Fenômenos como o relativismo cultural e
(com) o ser humano, é um dos construtos mais caros o etnocentrismo contribuem ainda na contempora-
à humanidade. Por meio da linguagem, conforme neidade para a negação da legitimidade de línguas,
concepção assumida em nosso currículo anterior, dialetos, expressões artísticas e corporais, endossan-
o homem pensa, conhece, se apropria, interfere no do preconceitos – sobretudo contra variedades que
mundo, o organiza e o reapresenta em símbolos que não estão no padrão e dialetos minoritários, como
são a base dessa produção humana. Desse modo, o black english, dialeto de resistência surgido nos
quanto mais ele compreende a linguagem fazendo Estados Unidos da América durante o Apartheid –, no
sentido, como trabalho simbólico, mais torna-se que tange às línguas portuguesa e inglesa, e contra
capaz de conhecer a si mesmo, como ser imerso manifestações artísticas, corporais, cênicas, plásticas,
em uma cultura e no mundo em que vive. relativizadas em função de aspectos socioculturais.

Não podemos, no entanto, preterir, na consideração A linguagem é um direito inalienável, e urge, por
dessas concepções, aqueles aos quais o direito meio de esforços coletivos, progressivamente uni-
fundamental à liberdade de expressão concretizada versalizá-lo, combatendo o preconceito linguístico,
pela linguagem é negado; privados de expressar-se, ainda fortemente reiterado nas esferas social e
precisam cada vez mais de que falemos por eles. O escolar, e buscando permanentemente estratégias
silêncio também é uma linguagem, e suas dimensões de superação do analfabetismo funcional, mazela que
entre os oprimidos são insondáveis. A linguagem inviabiliza o trânsito social de milhões de cidadãos e
tem, portanto, papel político. corrói a confiança na educação brasileira.

A linguagem traduz subjetividade em concretude, Neste cenário, o Espírito Santo compromete-se cada
ação, integrando também subjetividades outras. vez mais em trabalhar pela manutenção e pela valo-
Nesta dialogia permanente, a linguagem tem po- rização de suas línguas e dialetos, marcas distintivas
tencial de irmanar ou distanciar sujeitos, conectar de nosso patrimônio imaterial. Assim, garante-se no
ou fragmentar processos, romper fronteiras e tam- currículo o trabalho com o pomerano, dialeto alemão
bém criá-las: linguagem é expressão do humano. A derivado do Plattdeutsch, bem como os dialetos que
linguagem é, também, a mediação entre o homem fazem parte dos cenários indígenas, quilombolas
e a realidade. Ela possibilita a reflexão, a crítica e e de demais comunidades constitutivas de nosso
a intervenção, e torna possível a transformação do Estado. O maior desafio, relativamente às línguas
homem e do mundo em que vive. Ela articula signifi- não oficiais e aos dialetos, é garantir a subsequência
cados coletivos que são compartilhados socialmente, destes às próximas gerações, por meio de políticas
variando de acordo com os grupos sociais em seus permanentes de estudo, valorização e difusão dessas
tempos e espaços variados. A linguagem é adaptável. heranças linguísticas e culturais, considerando-se
o que apregoa a Declaração Universal dos Direitos
Deste modo, cumpre conceber que as múltiplas Linguísticos (1996) como direitos, no ponto 2 do artigo
linguagens e suas manifestações envolvem dimen- 2°: o direito ao ensino da própria língua e da própria
sões epistemológicas, culturais, crítico-reflexivas, cultura; o direito a dispor de serviços culturais; o
individuais, além de hierarquizações arraigadas ao direito a uma presença equitativa da língua e da
processo histórico de constituição da sociedade cultura do grupo nos meios de comunicação; o direito
brasileira. Linguagem é identidade. a serem atendidos na sua língua nos organismos
oficiais e nas relações socioeconômicas.
Ao longo do percurso histórico da humanidade, cente-
nas de línguas e inúmeras expressões de linguagem, No que concerne à linguagem manifestada por meio
artísticas e corporais foram reprimidas, suplantadas, da arte e da expressão corporal, é sempre urgente

48 LINGUAGENS
e necessário legitimar suas múltiplas possibilidades a própria linguagem, recursos fulcrais para pensar
de realização, criando condições de valorização e promover práticas linguísticas.
e reflexão acerca de julgamentos depreciativos,
excludentes e preconceituosos, evidenciando-se: Na perspectiva curricular, os sistemas de linguagem
1) a historicidade das linguagens, como estratégia envolvem as manifestações e os conhecimentos nas
comprobatória de sua origem e difusão; 2) a lingua- dimensões linguísticas e discursivas articuladamente
gem como produção humana contextual, que só ao contexto de sua produção, musicais, corporais,
pode ser compreendida a partir de uma perspectiva gestuais, espaciais e plásticos, que compreendem, na
social, histórica e situacional; 3) os modelos culturais educação escolar, as disciplinas: Língua Portuguesa,
distintos dos predominantes também são legítimos, Arte, Educação Física e Língua Inglesa, dispostos
e suas manifestações devem ser resguardadas. abaixo:

No que tange à oportunização das manifestações de


linguagem, é impreterível a democratização do acesso LÍNGUA PORTUGUESA
a ferramentas digitais nos espaços educacionais. A
Revolução Técnico-Científica-informacional inseriu os Na perspectiva escolar, a língua é compreendida
sujeitos da educação contemporânea em contextos como um objeto histórico, irregular, variável e hetero-
de desafios cada vez mais complexos, que precisam gêneo, gerenciado por seus usuários para promover-
ser enfrentados com a ajuda da escola. Neste sentido, lhes a interação com outras pessoas. Da perspectiva
é necessário reconhecer a imprescindibilidade do uso da enunciação, a língua pode ser concebida como
das tecnologias subsidiárias ao trabalho pedagógico, um conjunto de signos utilizados na comunicação,
explorando-se seus muitos préstimos ao acesso, à sendo a linguagem, a atividade discursiva, a forma
produção e à difusão de conteúdos. Uma educação de realizar atos linguísticos. O espaço privilegiado
que prescinda da articulação às novas tecnologias para isso é a interlocução, compreendida como o
incorre na subtração dos discentes dos processos local de produção da linguagem e de construção
competitivos imperantes nos modelos economicistas de sujeitos. Desse modo, compreende-se neste
de relação entre homem e trabalho, sobretudo, quanto documento que refletir sobre a linguagem a partir
às especificidades da globalização. À educação, cabe do processo de interlocução implica considerar o
atender às demandas de seu tempo; do contrário, sujeito na sua singularidade e como produtor de texto,
pode incorrer sistematicamente no insucesso de o que requer valorizar o sujeito como produtor de
seus propósitos. conhecimento. Esse tipo de entendimento valoriza
a visão de educação como processo formativo e
Como marco e herança social, a linguagem é produ- constitutivo de sujeito.
ção cultural, e, tal como o homem que a manifesta,
é criativa, contraditória, pluridimensional e singular Ainda neste documento é oportuno assinalar os
ao mesmo tempo. De natureza transdisciplinar, até campos de atuação definidos pela BNCC para o com-
mesmo quando enfocada como área de conheci- ponente curricular Língua Portuguesa, que apontam
mento, os estudos da linguagem têm como ênfase para a importância da contextualização dos conheci-
a produção, a contextualização e a compreensão mentos que circulam na esfera escolar, com ênfase
de sentidos, considerando-se a estesia, a fruição na noção de que essas práticas derivam de situações
e a relevância da promoção do diálogo entre as da vida social e, portanto, precisam ser situadas em
diferentes linguagens e seus sujeitos. Urge também, contextos significativos para os estudantes, signatá-
neste cenário, o permanente trabalho com inter- rios de suas produções de linguagem. Esses campos
textualidade, isto é, a dialogia entre linguagens, e a orientam a seleção de gêneros, práticas, atividades
metalinguagem, quando a linguagem discursa sobre e procedimentos. O aspecto mais fundamental da

LINGUAGENS 49
divisão em campos, no entanto, é que estes permi- anos iniciais, com o nome Campo da vida pública):
tem considerar as práticas de linguagem – leitura Também visa a ampliar e a qualificar a participação
e produção de textos orais e escritos – que neles social discente, enfatizando a imprescindibilidade
têm lugar em uma perspectiva situada, isto é, que de atuar autônoma e criticamente nas situações
o conhecimento metalinguístico e semiótico e os sociais, abarcando gêneros legais e o conhecimento
conhecimentos sobre gêneros e configurações de canais específicos para questionamentos, recla-
textuais devem poder ser relacionados a situações mação e defesa de direitos, discussão de propostas
significativas de uso e de análise para o uso. e programas de interesse público, fomentando o
desenvolvimento do caráter cidadão, crítico e atuante,
São cinco os campos de atuação definidos na Base, protagonista na sociedade.
a saber:

Campo da vida cotidiana (Anos iniciais): Campo de ARTE


atuação relativo à participação em situações de
leitura próprias de atividades vivenciadas cotidiana- Insere-se na área de linguagem como uma expressão
mente por crianças, adolescentes, jovens e adultos, humana que oportuniza o compartilhar das culturas
nos diferentes espaços: doméstico, familiar, escolar, em sua diversidade e congrega valores, posturas,
cultural e profissional. Ilustram esse campo gêneros condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo
como agendas, listas, cartas e regras de jogos. a diferenciam de outras áreas de conhecimento e
de outras manifestações de linguagem. Fazer arte
Campo artístico-literário (Anos iniciais e anos finais): é materializar as experiências e percepções sobre
Concerne à participação em situações de leitura, o mundo em formas, cores, sons e gestualidades,
fruição e produção de textos literários e artísticos, resignificando-as em processos poéticos configura-
representativos da diversidade cultural e linguística, dos pela ação de um gesto criador. Como produção
que favoreçam experiências estéticas. simbólica a Arte não é funcional, não é instrumental,
nem se prende a normatizações que a regulem, mas
Campo das práticas de estudo e pesquisa (Anos imbricada com o trabalho é detentora de um poder
iniciais e anos finais): Respeita a atuação promotora que a distingue de outras produções humanas, pois
da participação em situações de leitura/escrita que a ela é permitido explorar por outros suportes e
possibilitem conhecer textos de caráter expositivo e materialidades as diversas formas que possuímos
argumentativo, a linguagem e as práticas relaciona- de expressão, como nas artes visuais, nas danças,
das ao estudo, à pesquisa e à divulgação científica, nas encenações teatrais e na música.
favorecendo a aprendizagem nos contextos intra-
escolar e extraescolar. Ilustram esse campo, nas À luz dessa perspectiva, o componente curricular
mídias impressa e digital, os gêneros enunciados Arte está centrado nas seguintes linguagens: as
de tarefas escolares, gráficos, tabelas, infográficos, Artes visuais, a Dança, a Música e o Teatro, que
notas de divulgação científica, dentre outros. articulam saberes referentes a produtos e fenô-
menos artísticos e envolvem as práticas de criar,
Campo jornalístico-midiático (Anos finais): Visa à ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre
ampliação e à qualificação da participação discen- formas artísticas, cujas manifestações não podem
te em práticas de contato com a informação e a ser reduzidas às produções legitimadas pelas insti-
opinião, inseridas na esfera jornalística-midiática, tuições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco
almejando pela escuta e compreensão de fatos, deve ser concebida em uma visão reducionista de
mas sobretudo pela promoção do interesse de mera aquisição de códigos e técnicas. O componente
crianças, adolescentes e jovens pelos fenômenos estabelece as seguintes unidades temáticas: Artes
de seu entorno (do local ao global). Fundamental- visuais, Dança, Música, Teatro, Artes integradas, e
mente, cumpre observar neste campo a reflexão, a envolve as seguintes dimensões: Criação, Crítica,
criticidade e a autonomia para atuação no mundo. Estesia, Expressão, Fruição, Reflexão, que buscam
subsidiar o processo de ensino e aprendizagem em
Campo de atuação na vida pública (Anos finais, Arte, integrando os conhecimentos do componente
que aparece fundido ao jornalístico-midiático nos curricular.

50 LINGUAGENS
EDUCAÇÃO FÍSICA diálogo e o ultrapassar das fronteiras de uma nação.
Desse modo, a aprendizagem da Língua Estrangeira
A Educação Física pode ser compreendida como área não se destina exclusivamente à leitura, à escrita e à
que tematiza/aborda as atividades corporais em suas fala, mas pretende, além dessas, possibilitar o acesso
dimensões culturais, sociais e biológicas, extrapo- do aprendiz a informações diversas, e contribuir
lando a questão da saúde e relacionando-se com as para a sua formação geral de cidadão. No ensino
produções culturais que envolvem aspectos lúdicos das disciplinas da área, o professor interessado em
e estéticos. Essa disciplina deixa de ter como foco uma formação menos fragmentada, preocupado em
apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados propor um projeto educativo integrador da área de
para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão linguagem aos seus alunos, contempla os saberes
física e ao desempenho de atividade física, tomando de cada uma dessas disciplinas, de modo relacional
a ideia de que a linguagem humana é produto da e contextual. Desse modo, os dados, as informações
cultura e que a comunicação é um processo cultural. e as teorias não devem ser apresentados desconec-
Sendo assim, a linguagem corporal como produto da tados de suas condições de produção, pois essas
cultura deve ser abordada com base nos temas da são geradas social e historicamente. Esse projeto
“cultura corporal” humana. Essa visão contempla o educativo tem como princípios: a compreensão e o
eixo da cultura, mas não descarta o eixo do trabalho reconhecimento da diversidade das manifestações
que surge como possibilidade de garantir a contri- nas linguagens corporais, gestuais, verbais, visuais
buição da Educação Física na formação humana, e sonoras; e a compreensão dos significados nos
na construção de uma postura reflexiva no mundo diferentes discursos: literários, artísticos, corpóreos,
do trabalho. Além disso, reconhece o eixo ciência gestuais e sonoros, possibilitando o conhecimento
na realização da transposição do saber comum ao das manifestações das diversas linguagens em seus
saber sistematizado e contextualizado. múltiplos diálogos nos âmbitos local, regional, nacio-
nal, latino e internacional. Para tanto, é necessário
Desse modo, este componente curricular é organiza- que se estabeleça na escola uma abordagem que
do em práticas corporais tematizadas, que compõem considere uma contextualização sincrônica e dia-
uma das seis unidades temáticas abordadas ao longo crônica. Na primeira, estão os estudos da linguagem
do Ensino Fundamental. Estas unidades estão assim em relação à época e à sociedade que o gerou, das
definidas: Brincadeiras e jogos, Esportes, Ginásticas, suas condições de produção e da interação entre os
Danças, Lutas, Práticas corporais de aventura, que diversos sujeitos e grupos sociais. É a obra em seu
englobam a expressão corporal em suas muitas tempo/espaço de produção, seja ela literária, artística
possibilidades práticas, considerando-se as esferas e/ou corporal. Essa contextualização abrange ainda
sociais em que se realizam, na vertente urbana e na as condições sociais, econômicas e culturais de pro-
natureza. É preciso considerar, ao longo de todos os dução. Na contextualização diacrônica, o percurso
anos do ensino fundamental, critérios de progressão de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve
do conhecimento, tais como elementos específicos na história e na cultura. Os modos de apropriação
das diferentes práticas corporais, as características dos objetos culturais de épocas/espaços distintos
dos sujeitos e os contextos de atuação. são estudados aqui.

A Língua Inglesa é organizada em unidades temáticas,


LÍNGUA INGLESA que se dividem em eixos, objetos de conhecimento
e habilidades, distintos para cada ano do ensino
A Língua Inglesa na educação escolar insere-se fundamental. Vamos nos ater, neste texto, apenas
como uma forma de linguagem diversificada de aos eixos sintetizados, com fins de manter a obje-
expressão e comunicação humana. Possibilita o tividade do documento.
acesso ao conhecimento e às diversas formas de
manifestação da linguagem em diferentes contextos Eixo oralidade: Envolve práticas de compreensão
e culturas, propiciando aos alunos uma formação e produção oral de língua inglesa, em diferentes
mais abrangente. Permite aos alunos a compreensão contextos discursivos presenciais ou simulados,
e a aproximação com as tradições e a cultura de com repertórios de falas diversas, incluída a fala
outros povos, ao mesmo tempo em que estabelece o do professor, práticas de produção de textos em

LINGUAGENS 51
língua inglesa relacionadas ao cotidiano dos alu- entre povos.
nos, presentes em diferentes suportes e esferas
de circulação. Por fim, a concepção de linguagem a que este currí-
culo se reporta é a democrática, inter e multicultural,
Eixo leitura: Abarca práticas de leituras de textos polissêmica, polifônica, contextualizada, da qual
diversos em língua inglesa (verbais, verbo-visuais, se lança mão para apropriação e (re)construção
multimodais) presentes em diferentes suportes e de sentidos, em uma dialogia que não se esgo-
esferas de circulação. Tais práticas envolvem arti- ta na própria linguagem, que valoriza alteridades,
culação com os conhecimentos prévios dos alunos identidades linguísticas e seus sujeitos, superando
em língua materna e/ou outras línguas. fragmentações históricas que criam dicotomias de
certo e errado, beleza e fealdade, superioridade e
Eixo conhecimentos linguísticos: refere-se a prá- inferioridade, superadas somente à medida em que
ticas de análise linguística para a reflexão sobre avanços educacionais e culturais se concretizam.
o funcionamento da língua inglesa, com base nos Linguagem é liberdade.
usos de linguagem trabalhados nos eixos Oralidade,
Leitura, Escrita e Dimensão intercultural. Congregados, os quatro componentes curriculares
da área Linguagens concorrem para a atuação de
Eixo dimensão intercultural: Reflexão sobre aspectos indivíduos, grupos e comunidades no e sobre o mundo,
relativos à integração entre culturas (dos alunos e preterindo papéis passivos e assumindo, de forma
aquelas relacionadas a demais falantes da língua progressiva - mas permanente - autonomia para
inglesa), favorecendo-se o convívio, o respeito, a pensar e agir por meio de palavras, gestos, ícones,
superação de conflitos e a valorização da diversidade sons e movimentos: linguagens.

52 LINGUAGENS
ESTRUTURA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL
ETAPA: ENSINO FUNDAMENTAL
ÁREA: LINGUAGENS
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

INTRODUÇÃO

Um livro de poesia na gaveta não adianta nada


Lugar de poesia é na calçada
Lugar de quadro é na exposição
Lugar de música é no rádio

Ator se vê no palco e na televisão


O peixe é no mar
Lugar de samba enredo é no asfalto
Lugar de samba enredo é no asfalto

Aonde vai o pé arrasta o salto,


Lugar de samba enredo é no asfalto
Aonde a pé vai se gasta a sola
Lugar de samba enredo é na escola

(Cada Lugar na Sua Coisa/ Sérgio Sampaio, 1976)

Eu quero é botar meu bloco na rua... e o Currículo de Arte almejado para as escolas de ensino funda-
de Arte do Estado do Espírito Santo quer é colocar mental do estado, tendo como ponto de partida as
a Arte em todos os lugares: na rua, na escola, na produções artísticas e culturais do nosso território.
comunidade, na cidade e no campo, na tribo e no Desse modo, convidamos os professores de Arte
terreiro, na casa ou em qualquer moradia. Com este das diferentes linguagens, tais como Artes Visuais,
documento objetiva-se garantir as aprendizagens Dança, Música e Teatro, para apreciarmos e nos
essenciais em Arte a todos os estudantes do estado apropriarmos da cultura e da arte de nosso Estado.
do Espírito do Santo. Esse convite é devido à concepção do ensino de Arte
como uma experiência que envolve a apreciação, a
Tomando como referência as canções do memorável identificação, a criação e a crítica da cultura local e
cantor, compositor e poeta capixaba Sérgio Sampaio, regional, estabelecendo relações com a produção
nós podemos iniciar a nossa conversa sobre o ensino nacional e internacional. Dessa forma, esse docu-

LINGUAGENS 53
mento intenta que os estudantes dos diferentes se. O desenho que se apresenta neste documento
municípios do estado do Espírito Santo reconheçam curricular de Arte foi construído pela colaboração
as produções artísticas e culturais que constituem de professores de Arte que atuam em diferentes
as suas identidades. escolas, das redes municipais e da rede estadual,
além de acadêmicos. Somam-se a esse processo
Tais identidades, ressaltamos, são multiculturais, de escrita colaborativa as contribuições advindas das
isto é, percebem e respeitam as diferentes etnias, consultas públicas, totalizando 447 contribuições de
línguas, costumes e saberes. Ao conhecer a cultura diferentes atores: professores, técnicos educacionais
local, o estudante pode se perceber como produ- e gestores, atuantes em diferentes níveis de ensino
tor dela, reconhecendo que em cada parte desse de inúmeros municípios capixabas.
estado existem inúmeras manifestações artísticas
e culturais que identificam o nosso povo e nos ser- Para a seleção e a organização do ensino de Arte,
vem como inspirações para novas criações. Além foram estabelecidos critérios que, no conjunto, possi-
disso, o Componente Curricular Arte convida para bilitam que os educandos compreendam as relações
uma experiência que seja significativa e sensível, entre tempos e contextos sociais dos sujeitos na sua
que propõe ver o mundo pelos múltiplos sentidos, interação com a arte e a cultura. De acordo com a
vivenciando as artes visuais, a música, a dança, o Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a prática
teatro e o patrimônio cultural pelas diferentes ma- investigativa constitui o modo de produção e orga-
trizes estéticas e culturais, de todas as etnias, que nização dos conhecimentos em Arte. É no trajeto do
constituem o povo capixaba. fazer artístico que os alunos criam, experimentam,
desenvolvem e percebem seus percursos poéticos
Vivemos em um estado com uma pluralidade cultural, e estéticos. Os conhecimentos, processos e técnicas
apesar de sua pequena extensão territorial. O Espírito produzidos e acumulados ao longo do tempo em
Santo abriga uma grande diversidade de estilos, esté- Artes Visuais, Dança, Música e Teatro contribuem
ticas, tradições, gostos e prazeres que se distanciam para a contextualização dos saberes e das práticas
e se aproximam, se encontram e se desencontram, se artísticas (BRASIL, 2017).
criam e se recriam e que, ao mesmo tempo, se enre-
dam, entretecem e se atravessam, considerando que Nesta proposta, a sistematização do componente cur-
somos “um” nas diversidades. Isso equivale a dizer, nas ricular de Arte está organizada de maneira a atender
possibilidades existentes, nas singularidades que nos às aprendizagens no domínio do conhecimento artís-
fortalecem como produtores de/para novas culturas, tico e estético, seja no exercício do próprio processo
que esse território foi e continua sendo fértil para criador, pelo fazer, seja no contato com obras de arte
produção de objetos culturais e artísticos. A nossa ou outras manifestações culturais. Dessa maneira,
cultura manifesta-se num constante diálogo entre orienta-se o ensino de Arte de modo que se acolha
o passado e o presente, em incessante inspiração a diversidade do repertório cultural que o estudante
para o futuro. Então, que façamos deste território traz para a escola, trabalhe-se com os produtos da
fértil um caldeirão de possibilidades para a prática comunidade em que a escola está inserida e também
docente, compreendendo-o como ponto de partida que se introduzam conteúdos das diversas culturas
para o processo de ensino- aprendizagem em Arte. e épocas, a partir de critérios de seleção adequados
à participação do estudante, na sociedade, como
Vamos levar arte para a escola, vamos levar arte cidadão informado, crítico e autônomo.
capixaba para a escola, vamos botar o bloco na rua...
De acordo com Currículo Básico Escola Estadual (2010),
O caminho a ser percorrido na elaboração do Com- o Componente Curricular Arte contribui para a forma-
ponente Curricular de Arte - ES foi, e continua sendo, ção humana, pautando-se em atitudes e experiências
longo e minucioso. Requer muita leitura, investigação pessoais, sociais e históricas, compreendendo a Arte
e reflexão dos envolvidos neste processo, fato esse como uma linguagem que congrega significações,
que nos leva a um trabalho de construção coletivo, saberes, expressão e conteúdo. A Arte, na educação
buscando nortear a prática educativa em Arte que escolar, objetiva a interação e a apreensão da/na obra
atenderá às diversas redes particulares e públicas e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam
(municipais e estadual) do território espírito-santen- dela em suas múltiplas dimensões e constituições.

54 LINGUAGENS
Para o ensino efetivo do Componente Curricular Arte, se interpenetram, constituindo a especificidade da
é necessário que estudantes e professores aproxi- construção do conhecimento em Arte na escola [...]”
mem-se e vivenciem as experiências estéticas de (BRASIL, 2017, p. 192).
diferentes contextos e tempos históricos. É preciso
aprender, sentir, experimentar, refletir, tocar e per- Criação:
ceber a Arte para ensiná-la. O processo de criação Refere-se ao fazer artístico, quando os sujeitos criam,
e o desenvolvimento dos vários percursos poéticos produzem e constroem. Trata-se de uma atitude
e criativos indicados pelos artistas, no campo das intencional e investigativa que confere materialidade
Artes Visuais, Música, Dança e Teatro, proporcionam estética a sentimentos, ideias, desejos e represen-
conhecimentos para serem analisados e experimen- tações em processos, acontecimentos e produções
tados em salas de aula. Assim, faz-se necessário artísticas individuais ou coletivas. Essa dimensão
compreender as diversas manifestações artísticas, trata do apreender o que está em jogo durante o
em todas as linguagens, como conhecimento de fazer artístico, processo permeado por tomadas de
mundo que proporciona uma visão significativa e decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e
uma percepção sensível do que se apresenta na inquietações.
realidade. Realidade essa que, sabemos, pode ser
transformada pelo processo criativo e a experiência Expressão:
da produção artística. Refere-se às possibilidades de exteriorizar e manifes-
tar as criações subjetivas por meio de procedimentos
O ensino de Arte precisa ir além das paredes das artísticos, tanto em âmbito individual quanto coletivo.
salas de aula ou dos muros das escolas. As expe- Essa dimensão emerge da experiência artística com os
riências estéticas estão presentes em diferentes elementos constitutivos de cada linguagem, dos seus
locais, institucionalizados pelos espaços culturais vocabulários específicos e das suas materialidades.
ou não. Essas experiências podem ser vivenciadas
pelos arredores da escola, no pátio, no bairro, na Estesia:
comunidade, nas ruas da cidade ou no campo. Nós Refere-se à experiência sensível dos sujeitos em
professores precisamos assumir o papel de curadores, relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às
percebendo as potencialidades estéticas em nosso imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais.
entorno e promovendo o encontro dessa produção Essa dimensão articula a sensibilidade e a percepção,
com nossos alunos. tomadas como forma de conhecer a si mesmo, o outro
e o mundo. Nela, o corpo em sua totalidade (emoção,
A prática docente envolve compromissos, perspectivas percepção, intuição, sensibilidade e intelecto) é o
e posicionamentos político-pedagógicos assumidos protagonista da experiência.
pelos educadores com a democratização dos sabe-
res artísticos. Assumir esses compromissos implica Fruição:
mediar o processo ensino-aprendizagem dos estu- Refere-se ao deleite, ao prazer, ao estranhamento e
dantes, possibilitando a produção e a compreensão à abertura para se sensibilizar durante a participação
de diversas modalidades artísticas e dos contextos em práticas artísticas e culturais. Essa dimensão
que envolvem os objetos de arte em estudo. implica disponibilidade dos sujeitos para a relação
continuada com produções artísticas e culturais
O conhecimento do objeto artístico foi traduzido oriundas das mais diversas épocas, lugares e grupos
para a prática docente, pela BNCC, organizado em sociais.
seis dimensões do conhecimento: criação, crítica,
estesia, expressão, fruição e reflexão. Essas dimen- Crítica:
sões são indissociáveis e simultâneas. Os objetos Refere-se às impressões que impulsionam os sujeitos
de conhecimento do componente curricular de Arte em direção a novas compreensões do espaço em que
perpassam por essas dimensões, de acordo com suas vivem, com base no estabelecimento de relações,
características. Elas serão requisitadas conforme por meio do estudo e da pesquisa, entre as diversas
a natureza do objeto que estará sendo trabalhado. experiências e manifestações artísticas e culturais
Como afirma a BNCC: “[...] Não se trata de eixos te- vividas e conhecidas. Essa dimensão articula ação
máticos ou categorias, mas de linhas maleáveis que e pensamento propositivos, envolvendo aspectos

LINGUAGENS 55
estéticos, políticos, históricos, filosóficos, sociais, integrar diferentes linguagens, assim como se dá nas
econômicos e culturais. manifestações artísticas populares que envolvem
música, dança, teatro e artes visuais. Essas produções
Reflexão: artísticas que inter-relacionam diferentes linguagens
Refere-se ao processo de construir argumentos e são excelentes proposições para se trabalhar as Artes
ponderações sobre as fruições, as experiências e os Integradas. Trabalhar a inter- relação das linguagens
processos criativos, artísticos e culturais. É a atitude não visa a resolver o problema da ausência de forma-
de perceber, analisar e interpretar as manifestações ção específica do professor nas quatro linguagens,
artísticas e culturais, seja como criador, seja como mas se mostra como uma possibilidade de trabalho
leitor. para o professor de Arte. É ele quem melhor pode-
rá, de forma protagonista, pesquisadora e criativa,
As dimensões do conhecimento propostas pela BNCC analisar e elencar conhecimentos que integrem as
apontam para caminhos possíveis do processo de diferentes linguagens, de forma apropriada e possível
ensino e aprendizagem em Arte. Os arranjos dessas ao trabalho, com vistas a efetivar pontos de contato,
dimensões não seguem uma hierarquia ou ordem para a fim de integrá-los.
se trabalhar os objetos de conhecimento do compo-
nente curricular. Trata-se das possíveis tramas de que Os percursos pelo ensino da Arte nos nove anos do
o professor pode utilizar-se a fim de reinventar os ensino fundamental são desenhados no documento
caminhos a serem percorridos pelo conhecimento de curricular Arte- ES pela seguinte estrutura: Campos
Arte. Ademais, as dimensões do conhecimento dizem Temáticos, Objetos de Conhecimento, Habilidades,
respeito a todas as linguagens abordadas pela BNCC. Competências Específicas e Temas Integradores.

Atende-se também, nesta proposta, às alterações Campos Temáticos: se destinam às quatro linguagens
realizadas na Lei N.0 9.394/96, no seu Art.26, § 6 o (Artes Visuais, Dança, Música e Teatro), além do Campo
qual institui que: “As artes visuais, a dança, a música Transversal denominado Artes Integradas.
e o teatro são as linguagens que constituirão o com-
ponente curricular de que trata o § 2o deste artigo” Objetos de Conhecimento: a cada linguagem, se re-
(Redação dada pela Lei N.0 13.278, de 2016) (BRASIL, lacionam os Territórios da Arte e da Cultura, definidos
1996). A BNCC propõe que essas quatro linguagens no documento curricular como: Contextos e práticas;
sejam consideradas em suas especificidades. No en- Elementos da linguagem; Processo de criação; Ma-
tanto, alerta para que as experiências e vivências dos trizes estéticas e culturais; Materialidades; Sistemas
sujeitos em sua relação com a Arte não aconteçam de linguagem; Notação e registro musical; Patrimônio
de forma compartimentada ou estanque. cultural e Arte e tecnologia. Os Territórios da Arte e da
Cultura se apresentam pelos objetos de conhecimento
O texto introdutório do componente curricular Arte que reúnem conteúdos, conceitos e processos que
na BNCC ressalta que: “[...] é importante que o com- serão abordados pelas habilidades.
ponente curricular Arte leve em conta o diálogo entre
essas linguagens, o diálogo com a literatura, além de Habilidades: dizem respeito às aprendizagens es-
possibilitar o contato e a reflexão acerca das formas senciais esperadas em cada ano. As habilidades são
estéticas híbridas, tais como as artes circenses, o sempre iniciadas por um verbo que explica o processo
cinema e a performance.” (BRASIL, 2017, p. 194). cognitivo envolvido, dando sequência a um comple-
mento que apresenta os objetos de conhecimento,
Ao elaborar o documento curricular de Arte- ES, pen- e por fim, os modificadores dos complementos ou
samos aproximar as quatro linguagens em cada ano dos verbos que explicitam o contexto e/ou uma
de ensino. Essa aproximação se dá pelos conteúdos, maior especificação da aprendizagem esperada. As
processos e atitudes elencados dentro dos objetos habilidades interligadas umas às outras levam ao
de conhecimento. A aproximação desses assuntos, desenvolvimento das competências específicas do
ressaltamos, proporciona diferentes pontos de con- componente curricular Arte.
tatos entre as linguagens.
Temas Integradores: levando em consideração a
Na arte contemporânea, a produção artística pode formação integral dos sujeitos através do ensino da

56 LINGUAGENS
Arte, relacionam-se com os demais pontos da estrutura estudo da produção artística nacional que identifique
curricular os temas integradores. A abordagem de a formação do povo brasileiro e sua diversidade; a arte
temas integradores, em todos os anos de escolarida- pública de diferentes espaços e tempos históricos;
de, traz muitas possibilidades para o ensino de Arte, a produção artística e cultural que aborda temas
indicando o potencial de contribuir, efetivamente, ideológicos, sociais e políticos, além da produção
para a formação de cidadãos éticos e conscientes de arte e cultura que se dá por diferentes recursos
da cultura. O Componente Curricular Arte objetiva tecnológicos e híbridos.
o desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos
alunos, buscando o desenvolvimento dos sujeitos em A cada ano, os assuntos devem ser trabalhados favo-
suas diversas dimensões. recendo a integração entre as diferentes linguagens
e os diferentes contextos de produção e apreciação,
Cada parte do currículo se relaciona de forma flexível ampliando o debate sobre as suas influências e inter-
e complementar, isto é, por cada uma delas perpas- faces com a produção artística e cultural realizada
sam as dimensões do conhecimento descritas acima, mundialmente. Dessa forma, o ensino de Arte espera
visto que o ensino de Arte não pode e não deve ser que os conhecimentos específicos do componente
compartimentado e as experiências em Arte devem curricular estejam vinculados à formação integral
acontecer em conjunto de cada parte sistematizada do sujeito.
no documento. Assim, campos temáticos, habilidades,
objetos de conhecimento, competências e temas Ademais, ressaltamos que a garantia do estudo das
integradores se completam e se integram. mais diferentes emoções, sentimentos, comunica-
ção e expressão, ao longo dos anos e em diferentes
A BNCC trouxe as habilidades do Componente Curri- contextos, através das Manifestações Artísticas e
cular Arte divididas em dois blocos: o primeiro deles Culturais diversas, pode contribuir para a formação
dedicado ao período que vai do 1.0 ano ao 5.0 ano; do sujeito autônomo: aprendendo a ser, a conviver,
e o segundo, do 6.0 ano ao 9.0 ano. As habilidades a fazer e a conhecer.
passam por uma progressão entre os anos iniciais
e anos finais, apresentando processos cognitivos e “Um livro de poesia na gaveta não adianta nada.
complementos específicos mais complexos para os Lugar de poesia é na calçada. Lugar de quadro é
anos finais. Nesta proposta, desenhamos o Currículo na exposição. Lugar de música é no rádio...” Vamos
de Arte- ES aprofundado em conteúdos, nos anos colocar a Arte em circulação, aproximando- a das nos-
iniciais, pelo conhecimento artístico local, regional sas vivências, fazendo-a presente no nosso cotidiano
e nacional, além de incluir as novas tecnologias de escolar e nos fazendo presentes nas construções de
informação e comunicação. Para os anos finais, o novas produções artísticas e nas possibilidades de
aprofundamento dos conhecimentos em Arte se dá no aprendizado que o ensino de Arte oferece.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO COMPONENTE


CURRICULAR DE ARTE (CEAR)

CEAR 01 – Explorar, conhecer, fruir e analisar critica- CEAR 02 – Compreender as relações entre as lingua-
mente práticas e produções artísticas e gens da Arte e suas práticas integradas,
culturais do seu entorno social, dos povos inclusive aquelas possibilitadas pelo uso
indígenas, das comunidades tradicionais das novas tecnologias de informação e co-
brasileiras e de diversas sociedades, em municação, pelo cinema e pelo audiovisual,
distintos tempos e espaços, para reconhe- nas condições particulares de produção,
cer a arte como um fenômeno cultural, na prática de cada linguagem e nas suas
histórico, social e sensível a diferentes articulações.
contextos e dialogar com as diversidades.

LINGUAGENS 57
CEAR 03 – Pesquisar e conhecer distintas matrizes forma crítica e problematizadora, modos
estéticas e culturais – especialmente aque- de produção e de circulação da arte na
las manifestas na arte e nas culturas que sociedade.
constituem a identidade brasileira –, sua
tradição e manifestações contemporâneas, CEAR 07 – Problematizar questões políticas, sociais,
reelaborando-as nas criações em Arte. econômicas, científicas, tecnológicas e
culturais, por meio de exercícios, pro-
CEAR 04 – Experienciar a ludicidade, a percepção, a duções, intervenções e apresentações
expressividade e a imaginação, ressigni- artísticas.
ficando espaços da escola e de fora dela
no âmbito da Arte. CEAR 08 – Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria
e o trabalho coletivo e colaborativo nas
CEAR 05 – Mobilizar recursos tecnológicos como artes.
formas de registro, pesquisa e criação
artística. CEAR09 – Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imate-
CEAR 06 – Estabelecer relações entre arte, mídia, rial, com suas histórias e diferentes visões
mercado e consumo, compreendendo, de de mundo.

TEMAS INTEGRADORES

TI01 – Direitos da Criança e do Adolescente. TI10 – Educação para o Consumo Consciente.


TI02 – Educação para o Trânsito. TI11 – Educação Financeira e Fiscal.
TI03 – Educação Ambiental. TI12 – Trabalho, Ciência e Tecnologia.
TI04 – Educação Alimentar e Nutricional. TI13 – Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
TI05 – Processo de Envelhecimento, Respeito e Va- TI14 – Trabalho e Relações de Poder.
lorização do Idoso. TI15 – Ética e Cidadania.
TI06 – Educação em Direitos Humanos. TI16 – Gênero, Sexualidade, Poder e Sociedade.
TI07 – Educação para as Relações Étnico-Raciais e TI17 – Povos e Comunidades Tradicionais.
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira,
Africana e Indígena. TI18 – Educação Patrimonial.
TI08 – Saúde. TI19 – Diálogo Intercultural e Inter-Religioso.
TI09 – Vida Familiar e Social.

58 LINGUAGENS
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Contextos e (EF15AR01-01/ES) Identificar e apreciar as (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI01) Direito da Criança e do
práticas primeiras manifestações das artes visuais de humana, histórica, social e cultural, de natureza Adolescente.
diferentes povos do Brasil, das Américas e do dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI09) Vida Familiar e Social.
mundo e seus diálogos com a produção artística formas de significação da realidade e expressão de
contemporânea, cultivando a percepção, o subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
imaginário, a ludicidade, a capacidade de Étnica.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
simbolizar e o repertório imagético.
nacional e internacional, material e imaterial, com suas (TI17) Povos e Comunidades
histórias e diferentes visões de mundo. Tradicionais.

Artes Visuais Elementos da (EF15AR02-01/ES) Explorar e reconhecer (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem elementos constitutivos das artes visuais, tais humana, histórica, social e cultural, de natureza Étnica.
como: o ponto, a linha, a cor e outros, presentes dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
nas primeiras manifestações artísticas de formas de significação da realidade e expressão de
diferentes locais. subjetividades e identidades sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de (CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
contato com as habilidades: EF15LP14, EF15LP16, da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
EF15LP18, EF12LP16, EF01MA13 e EF15MA14. possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e pelo
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.

Artes Visuais Matrizes (EF15AR03-01/ES) Reconhecer e analisar a (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI06) Educação em Direitos Humanos.
estéticas e influência de distintas matrizes estéticas e estéticas e culturais – especialmente aquelas
(TI07) Educação para as Relações
culturais culturais presentes nas primeiras formas manifestas na arte e nas culturas que constituem a
Étnico-Raciais e Ensino de História
de arte dos diferentes povos brasileiros das identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
culturas locais, regionais e nacionais. contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
Indígena.

LINGUAGENS
Arte.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
contato com a habilidade: EF15LP15. (CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
Étnica.
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
histórias e diferentes visões de mundo.

59
60
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Materialidades (EF15AR04-01/ES) Experimentar diferentes (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI03) Educação Ambiental.
formas de expressão artística (desenho, pintura, humana, histórica, social e cultural, de natureza
(TI10) Educação para o Consumo
colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
Consciente.
modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), formas de significação da realidade e expressão de
incluindo a utilização de recursos presentes na subjetividades e identidades sociais e culturais.
natureza para a fabricação de tintas, produção
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens

LINGUAGENS
de cerâmica e outros, fazendo uso sustentável
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
de materiais, instrumentos, recursos e técnicas
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
convencionais e não convencionais.
informação e comunicação, pelo cinema e pelo
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.

Artes Visuais Processos de (EF15AR05-01/ES) Experimentar a criação em (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
criação artes visuais de modo individual, coletivo e expressividade e a imaginação, ressignificando espaços Adolescente.
colaborativo, explorando diferentes espaços da da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
escola e da comunidade.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
(TI03) Educação Ambiental.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de de registro, pesquisa e criação artística.
contato com as habilidades: EF12LP05, EF12LP12, (TI06) Educação em Direitos Humanos.
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
EF12LP13, EF12LP14, EF01LP20 e EF01CI02.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, (TI07) Educação para as Relações
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos por meio de exercícios, produções, intervenções e Étnico-Raciais e Ensino de História
colegas para alcançar sentidos plurais. apresentações artísticas. e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. (TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Sistemas da (EF15AR07-01/ES) Reconhecer algumas (CEAR06) Estabelecer relações entre arte, mídia, (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
linguagem categorias do sistema das artes visuais pelos mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
locais de produção de objetos artísticos, e problematizadora, modos de produção e de circulação
artesanais e profissionais da comunidade da arte na sociedade.
(museus, galerias, instituições, artistas, artesãos,
curadores etc.).

Dança Contextos e (EF15AR08-01/ES) Experimentar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
práticas formas distintas de manifestações da dança, humana, histórica, social e cultural, de natureza Étnica.
principalmente as danças primitivas de dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
diferentes povos, cultivando a percepção, o formas de significação da realidade e expressão de
imaginário, a capacidade de simbolizar e o subjetividades e identidades sociais e culturais.
repertório corporal.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
histórias e diferentes visões de mundo.

LINGUAGENS
61
62
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Elementos da (EF15AR09-01/ES) Estabelecer relações (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem entre as partes do corpo e destas com o humana, histórica, social e cultural, de natureza Étnica.
todo corporal na construção do movimento dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
dançado. Experimentar movimentos, junto a formas de significação da realidade e expressão de
uma reflexão sobre eles, podendo ampliar a subjetividades e identidades sociais e culturais.
consciência em relação às conquistas com os
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens

LINGUAGENS
novos movimentos, à diferença entre estes e
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
os anteriores, à utilização de outras partes do
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
corpo, à forma de se expressar e à possibilidade
informação e comunicação, pelo cinema e pelo
de criar movimentos novos de dança.
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de prática de cada linguagem e nas suas articulações.
contato com a habilidade: EF12EF09.
(EF15AR10-01/ES) Experimentar diferentes
formas de orientação no espaço
(deslocamentos, planos, direções, caminhos
etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e
rápido) na construção do movimento dançado.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF12EF12 e
EF01GE09.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Processo de (EF15AR11-01/ES) Criar e improvisar movimentos (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
criação dançados de modo individual, coletivo e expressividade e a imaginação, ressignificando espaços Adolescente.
colaborativo, considerando os aspectos da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI04) Educação Alimentar e
estruturais, dinâmicos e expressivos dos
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas Nutricional.
elementos constitutivos do movimento, com
de registro, pesquisa e criação artística.
base nos códigos de dança. (TI05) Processo de Envelhecimento,
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, Respeito e Valorização do Idoso.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
contato com a habilidade: EF12EF11. (TI07) Educação para as Relações
por meio de exercícios, produções, intervenções e
Étnico-Raciais e Ensino de História
(EF15AR12-01/ES) Discutir, com respeito e sem apresentações artísticas.
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
preconceito, as experiências pessoais e coletivas
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e Indígena.
em dança vivenciadas na escola, como fonte
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
para a construção de vocabulários e repertórios (TI08) Saúde.
próprios.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
contato com as habilidades: EF01CI04, EF01ER01 (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
e EF01ER03. Étnica.

Música Contextos e (EF15AR13-01/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos Humanos.
práticas criticamente diversas formas e gêneros de humana, histórica, social e cultural, de natureza
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
expressão musical, reconhecendo e analisando dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
Étnica.
os usos e as funções da música em diversos formas de significação da realidade e expressão de
contextos de circulação, em especial, aqueles subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI03) Educação Ambiental.
da vida cotidiana. Compreender e escutar de
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico (TI09) Vida Familiar e Social.
maneira crítica os elementos que compõem
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
a paisagem sonora característica de cada (TI15) Ética e Cidadania.
histórias e diferentes visões de mundo.
ambiente.
(TI02) Educação para o Trânsito.

LINGUAGENS
63
64
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Elementos da (EF15AR14-01/ES) Perceber e explorar os (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos Humanos.
linguagem elementos constitutivos da música (altura, humana, histórica, social e cultural, de natureza
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
Étnica.
meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas formas de significação da realidade e expressão de
diversas de composição/criação, execução e subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI03) Educação Ambiental.
apreciação musical. Estimular a compreender
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens (TI09) Vida Familiar e Social.

LINGUAGENS
a escuta como elemento fundamental para o
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
processo de musicalização. (TI15) Ética e Cidadania.
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de informação e comunicação, pelo cinema e pelo (TI02) Educação para o Trânsito.
contato com a habilidade: EF12LP07. audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
Arte.

Música Materialidade (EF15AR15-01/ES) Explorar fontes sonoras (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI03) Educação Ambiental.
diversas, como as existentes no próprio corpo humana, histórica, social e cultural, de natureza
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
(palmas, voz, percussão corporal), na natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
Étnica.
e em objetos cotidianos, reconhecendo os formas de significação da realidade e expressão de
elementos constitutivos da música e as subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI06) Educação em Direitos Humanos.
características de instrumentos musicais
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens (TI09) Vida Familiar e Social.
variados.
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de (TI15) Ética e Cidadania.
contato com a habilidade: EF12LP07. informação e comunicação, pelo cinema e pelo (TI02) Educação para o Trânsito.
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Notação e (EF15AR16-01/ES) Explorar diferentes formas (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
registro musical de registro musical não convencional de registro, pesquisa e criação artística.
(representação gráfica de sons, partituras
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
criativas, elementos visuais, desenhos,
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
onomatopeias, jogos mnemônicos, etc.), bem
como procedimentos e técnicas de registro em
áudio e audiovisual, e reconhecer a notação
musical convencional.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
contato com a habilidade: EF01LP18.

LINGUAGENS
65
66
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Contextos e (EF15AR18-01/ES) Reconhecer e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos Humanos.
práticas formas distintas de manifestações do construção humana, histórica, social e cultural,
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
teatro, dando destaque às primeiras de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
manifestações teatrais, aprendendo a valorizando-as como formas de significação
ver e a ouvir histórias dramatizadas e da realidade e expressão de subjetividades e
cultivando a percepção, o imaginário, a identidades sociais e culturais.

LINGUAGENS
capacidade de simbolizar e o repertório
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
ficcional.
nacional e internacional, material e imaterial, com
Há, aqui, oportunidade de trabalhar suas histórias e diferentes visões de mundo.
pontos de contato com a habilidade:
EF01LP26.

Teatro Elementos da (EF15AR19-01/ES) Descobrir teatralidades (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
linguagem na vida cotidiana, identificando construção humana, histórica, social e cultural,
elementos teatrais (variadas entonações de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
de voz, diferentes fisicalidades, valorizando-as como formas de significação
diversidade de personagens e narrativas da realidade e expressão de subjetividades e
etc.), por meio de jogos de improvisação identidades sociais e culturais.
e soluções que estimulem a percepção
(CEAR02) Compreender as relações entre as
de elementos do teatro em todos os
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
lugares, incluindo na vida cotidiana.
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das
novas tecnologias de informação e comunicação,
pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições
particulares de produção, na prática de cada
linguagem e nas suas articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas
matrizes estéticas e culturais – especialmente
aquelas manifestas na arte e nas culturas que
constituem a identidade brasileira –, sua tradição e
manifestações contemporâneas, reelaborando-as
nas criações em Arte.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Processo de (EF15AR20-01/ES) Experimentar o (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
criação trabalho colaborativo, coletivo e autoral a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI02) Educação para o Trânsito.
em jogos e improvisações teatrais espaços da escola e de fora dela no âmbito da
e processos narrativos criativos em Arte. (TI05) Processo de Envelhecimento, Respeito e
teatro, explorando desde a teatralidade Valorização do Idoso.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
dos gestos e das ações do cotidiano
formas de registro, pesquisa e criação artística. (TI06) Educação em Direitos Humanos.
até elementos de diferentes matrizes
estéticas e culturais, observando (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, (TI07) Educação para as Relações Étnico-Raciais
expressões teatrais em outras matrizes econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira,
culturais, ampliando o seu repertório por meio de exercícios, produções, intervenções e Africana e Indígena.
e possibilitando novas criações e apresentações artísticas.
improvisações. (TI09) Vida Familiar e Social.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a
(EF15AR21-01/ES) Exercitar a imitação autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas (TI10) Educação para o Consumo Consciente.
e o faz de conta, ressignificando artes. (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
objetos e fatos e experimentando-
se no lugar do outro, ao compor e (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
encenar acontecimentos cênicos, por
meio de músicas, imagens, textos ou
outros pontos de partida, de forma
intencional e reflexiva, objetivando
provocar a pesquisa e a investigação
para expressar-se com ludicidade na
improvisação teatral.
(EF15AR22) Experimentar possibilidades
criativas de movimento e de voz na
criação de um personagem teatral,
discutindo estereótipos.

LINGUAGENS
67
68
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Processo de (EF15AR23-01/ES) Reconhecer e (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
Artes Integradas criação experimentar, em projetos temáticos, a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI02) Educação para o Trânsito.
as relações processuais entre diversas espaços da escola e de fora dela no âmbito da
linguagens artísticas, identificando Arte. (TI03) Educação Ambiental.
elementos específicos das quatro
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como (TI04) Educação Alimentar e Nutricional.
linguagens que dialogam com os
formas de registro, pesquisa e criação artística.

LINGUAGENS
mesmos assuntos. (TI05) Processo de Envelhecimento, Respeito e
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, Valorização do Idoso.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI06) Educação em Direitos Humanos.
apresentações artísticas. (TI07) Educação para as Relações Étnico-Raciais
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira,
autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas Africana e Indígena.
artes. (TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo Consciente.
(TI11) Educação Financeira e Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Matrizes estéticas (EF15AR24-01/ES) Caracterizar e (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
Artes Integradas culturais experimentar brinquedos, brincadeiras, matrizes estéticas e culturais – especialmente
(TI03) Educação Ambiental.
jogos, danças, canções e histórias de aquelas manifestas na arte e nas culturas que
diferentes matrizes estéticas e culturais. constituem a identidade brasileira –, sua tradição e (TI04) Educação Alimentar e Nutricional.
manifestações contemporâneas, reelaborando-as
Há, aqui, oportunidade de trabalhar (TI05) Processo de Envelhecimento, Respeito e
nas criações em Arte.
pontos de contato com as habilidades: Valorização do Idoso.
EF01HI05, EF01GE02, EF12EF01, EF12EF02 (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção,
e EF12EF11. a expressividade e a imaginação, ressignificando (TI06) Educação em Direitos Humanos.
espaços da escola e de fora dela no âmbito da (TI07) Educação para as Relações Étnico-Raciais
Arte. e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira,
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, Africana e Indígena.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, (TI08) Saúde.
por meio de exercícios, produções, intervenções e
apresentações artísticas. (TI09) Vida Familiar e Social.

(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a (TI10) Educação para o Consumo Consciente.


autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
artes.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com
suas histórias e diferentes visões de mundo.

LINGUAGENS
69
70
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
1.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Patrimônio cultural (EF15AR25-01/ES) Conhecer e valorizar o (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos Humanos.
Artes Integradas patrimônio cultural, material e imaterial, construção humana, histórica, social e cultural,
(TI07) Educação para as Relações Étnico-Raciais
de culturas diversas, em especial a de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira,
brasileira, incluindo-se suas matrizes valorizando-as como formas de significação
Africana e Indígena.
indígenas, africanas e europeias, de da realidade e expressão de subjetividades e
diferentes épocas, favorecendo a identidades sociais e culturais. (TI09) Vida Familiar e Social.

LINGUAGENS
construção de vocabulário e repertório
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
relativos às diferentes linguagens
matrizes estéticas e culturais – especialmente
artísticas. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e Étnica.
aquelas manifestas na arte e nas culturas que
Há, aqui, oportunidade de trabalhar constituem a identidade brasileira –, sua tradição e
pontos de contato com as habilidades: manifestações contemporâneas, reelaborando-as
EF01HI08, EF01GE02 e EF01ER05. nas criações em Arte.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com
suas histórias e diferentes visões de mundo.

Campo Transversal: Arte e tecnologia (EF15AR26) Explorar diferentes (CEAR02) Compreender as relações entre as (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
Artes Integradas tecnologias e recursos digitais linguagens da Arte e suas práticas integradas,
(multimeios, animações, jogos inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das
eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, novas tecnologias de informação e comunicação,
fotografia, softwares etc.) nos processos pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições
de criação artística. particulares de produção, na prática de cada
linguagem e nas suas articulações.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Contextos e (EF15AR01-02/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
práticas formas distintas das artes visuais humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, Étnica.
tradicionais e contemporâneas presentes reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
na cultura local (artistas visuais e significação da realidade e expressão de subjetividades e
artesãos do seu entorno: vila, cidade, identidades sociais e culturais.
comunidade, distrito, etc..), percebendo
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
sua relação com outras produções
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
artísticas e culturais de tempos e lugares
histórias e diferentes visões de mundo.
distintos, cultivando a percepção, o
imaginário, a capacidade de simbolizar e o
repertório imagético.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF02GE01
e EF02GE02.

Artes Visuais Elementos da (EF15AR02-02/ES) Explorar e reconhecer (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem elementos constitutivos das artes humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, Étnica.
visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
movimento etc.), diferenciando as formas significação da realidade e expressão de subjetividades e
figurativas e abstratas. identidades sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos (CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
de contato com as habilidades: EF15LP14, da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
EF15LP16, EF15LP18, EF02LP29, EF02MA14 e possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
EF02MA15. informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
nas condições particulares de produção, na prática de
cada linguagem e nas suas articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes

LINGUAGENS
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte.

71
72
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Matrizes estéticas (EF15AR03-02/ES) Reconhecer e analisar a (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI06) Educação em Direitos Humanos.
e culturais influência de distintas matrizes estéticas estéticas e culturais – especialmente aquelas
(TI07) Educação para as Relações
e culturais (europeia, asiática, africana, manifestas na arte e nas culturas que constituem a
Étnico-Raciais e Ensino de História
afro-brasileira e indígena) das artes identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
visuais nas manifestações artísticas das contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte.
Indígena.
culturas locais, relacionando-as com as
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico

LINGUAGENS
regionais, nacionais e internacionais. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
Étnica.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos histórias e diferentes visões de mundo.
de contato com as habilidades: EF15LP15,
EF02ER05 e EF02GE05.

Artes Visuais Materialidades (EF15AR04-02/ES) Experimentar diferentes (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI03) Educação Ambiental.
formas de expressão artística (desenho, humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI10) Educação para o Consumo
pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
Consciente.
escultura, modelagem, instalação, significação da realidade e expressão de subjetividades e
vídeo, fotografia etc.), fazendo uso identidades sociais e culturais.
sustentável de materiais, instrumentos,
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
recursos e técnicas convencionais e
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
não convencionais e percebendo a
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
materialidade presente nas produções
informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
artísticas locais.
nas condições particulares de produção, na prática de
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos cada linguagem e nas suas articulações.
de contato com a habilidade: EF02CI02.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Processos de (EF15AR05-02/ES) Experimentar a criação (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
criação em artes visuais de modo individual, expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da Adolescente.
coletivo, colaborativo e lúdico, explorando escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
diferentes espaços da escola e da
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas de
comunidade, revisitando a produção (TI03) Educação Ambiental.
registro, pesquisa e criação artística.
artística local para se inspirar e construir
soluções estéticas a partir dessas (TI06) Educação em Direitos Humanos.
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
temáticas. econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio (TI07) Educação para as Relações
de exercícios, produções, intervenções e apresentações Étnico-Raciais e Ensino de História
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
artísticas. e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
de contato com as habilidades: EF12LP05,
EF12LP12, EF12LP13, EF12LP14, EF12LP15, Indígena.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o
EF12LP16, EF02LP16 e EF02CI06. trabalho coletivo e colaborativo nas artes. (TI08) Saúde.
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação (TI09) Vida Familiar e Social.
e as dos colegas, para alcançar sentidos
plurais. (TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
Étnica.

Artes Visuais Sistemas de (EF15AR07-02/ES) Reconhecer algumas (CEAR06) Estabelecer relações entre arte, mídia, (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
linguagem categorias do sistema das artes visuais mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica e
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(museus, galerias, instituições, artistas, problematizadora, modos de produção e de circulação da
artesãos, curadores etc.), principalmente arte na sociedade.
aquelas presentes nas distintas
localidades.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos

LINGUAGENS
de contato com a habilidade: EF02HI02.

73
74
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Contextos e prática (EF15AR08-02/ES) Experimentar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
formas distintas de manifestações humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, Étnica.
da dança presentes na cultura local reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
(danças tradicionais e contemporâneas), significação da realidade e expressão de subjetividades e
percebendo sua relação com outras identidades sociais e culturais.
produções artísticas e culturais de
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico

LINGUAGENS
tempos e lugares distintos, cultivando a
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
percepção, o imaginário, a capacidade de
histórias e diferentes visões de mundo.
simbolizar e o repertório corporal.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com a habilidade: EF12EF11.

Dança Elementos da (EF15AR09-02/ES) Estabelecer relações (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem entre as partes do corpo e destas humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, Étnica.
com o todo corporal, na construção do reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
movimento dançado. significação da realidade e expressão de subjetividades e
identidades sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF12EF09 (CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
e EF12EF12. da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
(EF15AR10-02/ES) Experimentar
informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
diferentes formas de orientação no
nas condições particulares de produção, na prática de
espaço (deslocamentos, planos, direções,
cada linguagem e nas suas articulações.
caminhos etc.) e ritmos de movimento
(lento, moderado e rápido) na construção
do movimento dançado.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com a habilidade: EF02EF10.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Processos de (EF15AR11-02/ES) Criar e improvisar (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
criação movimentos dançados de modo expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da Adolescente.
individual, coletivo, colaborativo e lúdico, escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI04) Educação Alimentar e
considerando os aspectos estruturais,
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas de Nutricional.
dinâmicos e expressivos dos elementos
registro, pesquisa e criação artística.
constitutivos do movimento, com base (TI05) Processo de Envelhecimento,
nos códigos de dança apresentados nas (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, Respeito e Valorização do Idoso.
manifestações locais. econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio
(TI07) Educação para as Relações
de exercícios, produções, intervenções e apresentações
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos Étnico-Raciais e Ensino de História
artísticas.
de contato com a habilidade: EF12EF11. e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o Indígena.
(EF15AR12-02/ES) Discutir, com respeito e
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
sem preconceito, as experiências pessoais (TI08) Saúde.
e coletivas em dança vivenciadas na
escola, como fonte para a construção (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
de vocabulários e repertórios próprios, a (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
partir da recriação das danças locais. Étnica.

Música Contextos e prática (EF15AR13-02/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos Humanos.
criticamente diversas formas e gêneros humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
de expressão musical, reconhecendo reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
Étnica.
e analisando os usos e as funções significação da realidade e expressão de subjetividades e
da música em diversos contextos de identidades sociais e culturais. (TI03) Educação Ambiental.
circulação, em especial, aqueles da
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico (TI07) Educação para as Relações
vida cotidiana, com destaque para as
nacional e internacional, material e imaterial, com suas Étnico-Raciais e Ensino de História e
manifestações musicais presentes na
histórias e diferentes visões de mundo. Cultura Afro-Brasileira, Africana e
cultura local.
Indígena.
(TI13) Diversidade Cultural,

LINGUAGENS
Religiosa e Étnica.
(TI15) Ética e Cidadania.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI18) Educação Patrimonial.

75
76
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Elementos da (EF15AR14-02/ES) Perceber e explorar os (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem elementos constitutivos da música (altura, humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, Étnica.
intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
(TI03) Educação Ambiental.
por meio de jogos, brincadeiras, canções e significação da realidade e expressão de subjetividades e
práticas diversas de composição/criação identidades sociais e culturais. (TI06) Educação em Direitos Humanos.
baseadas em elementos da cultura local,
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens (TI07) Educação para as Relações

LINGUAGENS
execução e apreciação musical.
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas Étnico-Raciais e Ensino de História e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de Cultura Afro-Brasileira, Africana e
de contato com a habilidade: EF12LP07. informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual, Indígena.
nas condições particulares de produção, na prática de
cada linguagem e nas suas articulações. (TI13) Diversidade Cultural,
Religiosa e Étnica.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas (TI15) Ética e Cidadania.
manifestas na arte e nas culturas que constituem a (TI17) Povos e Comunidades
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações Tradicionais.
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte.
(TI18) Educação Patrimonial.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Materialidade (EF15AR15-02/ES) Explorar fontes sonoras (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI03) Educação Ambiental.
diversas, como as existentes no próprio humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
corpo (palmas, voz, percussão corporal), reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
Étnica.
na natureza e em objetos cotidianos, significação da realidade e expressão de subjetividades e
reconhecendo os elementos constitutivos identidades sociais e culturais. (TI06) Educação em Direitos Humanos.
da música e as características de
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens (TI07) Educação para as Relações
instrumentos musicais variados,
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas Étnico-Raciais e Ensino de História e
principalmente aqueles que são utilizados
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de Cultura Afro-Brasileira
na música regional.
informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos nas condições particulares de produção, na prática de , Africana e Indígena.
de contato com a habilidade: EF12LP07. cada linguagem e nas suas articulações. (TI13) Diversidade Cultural,
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o Religiosa e Étnica.
trabalho coletivo e colaborativo nas artes. (TI15) Ética e Cidadania.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI18) Educação Patrimonial.

Música Notação e registro (EF15AR16-02/ES) Explorar diferentes (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas de
musical formas de registro musical não registro, pesquisa e criação artística.
convencional (representação gráfica
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o
de sons, partituras criativas, elementos
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
visuais, desenhos, onomatopeias,
jogos mnemônicos, etc.), bem como
procedimentos e técnicas de registro
em áudio e audiovisual, e reconhecer a
notação musical convencional (Partituras).

LINGUAGENS
77
78
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Processos de (EF15AR17-02/ES) Experimentar (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI06) Educação em Direitos Humanos.
criação improvisações, composições e expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
sonorização de histórias presentes escola e de fora dela no âmbito da Arte.
Étnica.
no imaginário popular, entre outros,
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas de
utilizando vozes, sons corporais e/ou (TI06) Educação em Direitos Humanos.
registro, pesquisa e criação artística.
instrumentos musicais convencionais ou
(TI07) Educação para as Relações

LINGUAGENS
não convencionais, de modo individual, (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
coletivo e colaborativo. Étnico-Raciais e Ensino de História e
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio
Cultura Afro-Brasileira, Africana e
de exercícios, produções, intervenções e apresentações
Indígena.
artísticas.
(TI13) Diversidade Cultural,
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o
Religiosa e Étnica.
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
(TI15) Ética e Cidadania.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI18) Educação Patrimonial.

Teatro Contextos e (EF15AR18-02/ES) Reconhecer e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos Humanos.
práticas formas distintas de manifestações do humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
teatro presentes nas manifestações reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
Étnica.
artísticas e culturais locais, aprendendo significação da realidade e expressão de subjetividades e
a ver e a ouvir histórias dramatizadas e identidades sociais e culturais.
cultivando a percepção, o imaginário, a
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
capacidade de simbolizar e o repertório
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
ficcional.
histórias e diferentes visões de mundo.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Elementos da (EF15AR19-02/ES) Descobrir teatralidades (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem na vida cotidiana e nas peças teatrais humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, Étnica.
locais, identificando elementos teatrais reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
(variadas entonações de voz, diferentes significação da realidade e expressão de subjetividades e
fisicalidades, diversidade de personagens identidades sociais e culturais.
e narrativas etc.), percebendo os
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
elementos do teatro em todos os
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
lugares, envolvendo: as expressões de
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
diferentes emoções, a caracterização
informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
de personagens, a influência do espaço
nas condições particulares de produção, na prática de
na construção da situação narrada e a
cada linguagem e nas suas articulações.
história que se quer contar.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte.

LINGUAGENS
79
80
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Processos de (EF15AR20-02/ES) Experimentar o trabalho (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
criação colaborativo, coletivo, lúdico e autoral em expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da Adolescente.
jogos, improvisações teatrais e processos escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
narrativos criativos, em teatro, explorando
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas de
desde a teatralidade dos gestos e das (TI05) Processo de Envelhecimento,
registro, pesquisa e criação artística.
ações do cotidiano, até elementos de Respeito e Valorização do Idoso.

LINGUAGENS
diferentes matrizes estéticas e culturais. (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
Ademais, observar expressões teatrais (TI06) Educação em Direitos Humanos.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio
em outras matrizes culturais, ampliando de exercícios, produções, intervenções e apresentações (TI07) Educação para as Relações
o seu repertório para novas criações e artísticas. Étnico-Raciais e Ensino de História
improvisações. e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o
(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz Indígena.
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
de conta, ressignificando objetos e fatos (TI09) Vida Familiar e Social.
e experimentando-se no lugar do outro,
ao compor e encenar acontecimentos (TI10) Educação para o Consumo
cênicos, por meio de músicas, imagens, Consciente.
textos ou outros pontos de partida, de (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
forma intencional e reflexiva.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
(EF15AR22-02/ES) Experimentar Étnica.
possibilidades criativas que levem
a diferentes formas de expressão
(entonação e timbre de voz e movimentos
corporais expressivos) que caracterizem
diferentes personagens, levantando a
discussão sobre o respeito às diferenças
e à diversidade de pessoas e situações,
discutindo estereótipos.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Processo de (EF15AR23-02/ES) Reconhecer e (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
Artes Integradas criação experimentar, em projetos temáticos, expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da Adolescente.
as relações processuais entre diversas escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
linguagens artísticas da cultura local.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas de
(TI03) Educação Ambiental.
registro, pesquisa e criação artística.
(TI04) Educação Alimentar e
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
Nutricional.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio
de exercícios, produções, intervenções e apresentações (TI05) Processo de Envelhecimento,
artísticas. Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o (TI06) Educação em Direitos Humanos.
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
(TI07) Educação para as Relações
Étnico-Raciais e Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena.
(TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI11) Educação Financeira e Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
Étnica.

LINGUAGENS
81
82
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Matrizes estéticas (EF15AR24-02/ES) Caracterizar e (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI01) Direitos da Criança e do
Artes Integradas culturais experimentar brinquedos, brincadeiras, estéticas e culturais – especialmente aquelas Adolescente.
jogos, danças, canções e histórias de manifestas na arte e nas culturas que constituem a
(TI03) Educação Ambiental.
diferentes matrizes estéticas e culturais. identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte. (TI04) Educação Alimentar e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
Nutricional.
de contato com as habilidades: EF12EF01 (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a

LINGUAGENS
e EF12EF11. expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da (TI05) Processo de Envelhecimento,
escola e de fora dela no âmbito da Arte. Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, (TI06) Educação em Direitos Humanos.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio
de exercícios, produções, intervenções e apresentações (TI07) Educação para as Relações
artísticas. Étnico-Raciais e Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o Indígena.
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
(TI08) Saúde.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com suas (TI09) Vida Familiar e Social.
histórias e diferentes visões de mundo. (TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
2.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Patrimônio cultural (EF15AR25-02/ES) Conhecer e valorizar o (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos Humanos.
Artes Integradas patrimônio cultural, material e imaterial, humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI07) Educação para as Relações
de culturas diversas, em especial a local, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
Étnico-Raciais e Ensino de História
incluindo-se suas matrizes indígenas, significação da realidade e expressão de subjetividades e
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
africanas e europeias, de diferentes identidades sociais e culturais.
Indígena.
épocas, favorecendo a construção de
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
vocabulário e repertório relativos às (TI09) Vida Familiar e Social.
estéticas e culturais – especialmente aquelas
diferentes linguagens artísticas.
manifestas na arte e nas culturas que constituem a (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
de contato com as habilidades: EF12EF01, contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
EF12EF11, EF02HI04, EF02HI05, EF02HI08, Étnica.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
EF02HI09, EF02ER02 e EF02ER03.
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
histórias e diferentes visões de mundo.

Campo Transversal: Arte e tecnologia (EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias (CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
Artes Integradas e recursos digitais (multimeios, da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
animações, jogos eletrônicos, gravações possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
em áudio e vídeo, fotografia, softwares informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
etc.) nos processos de criação artística. nas condições particulares de produção, na prática de
cada linguagem e nas suas articulações.

LINGUAGENS
83
84
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Contextos e práticas (EF15AR01-03/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
criticamente as formas distintas das artes construção humana, histórica, social e cultural, Étnica.
visuais, enfatizando a produção artística de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
moderna brasileira como propositora da valorizando-as como formas de significação
independência cultural do país e cultivando da realidade e expressão de subjetividades e
a percepção, o imaginário, a capacidade de identidades sociais e culturais.

LINGUAGENS
simbolizar e o repertório imagético.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
artístico nacional e internacional, material e
imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.

Artes Visuais Elementos da (EF15AR02-03/ES) Explorar e reconhecer (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem elementos constitutivos das artes visuais construção humana, histórica, social e cultural, Étnica.
(ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
etc.), identificando-os e percebendo-os nas valorizando-as como formas de significação
manifestações artísticas visuais estudadas da realidade e expressão de subjetividades e
como elementos que caracterizam identidades sociais e culturais.
visualmente essas obras.
(CEAR02) Compreender as relações entre as
Há, aqui, oportunida de de trabalhar pontos linguagens da Arte e suas práticas integradas,
de contato com as habilidades: EF15LP14, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso
EF15LP15, EF15LP16, EF15LP18, EF03MA13, das novas tecnologias de informação e
EF03MA14, EF03CI07, EF03GE06 e EF03GR05. comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
nas condições particulares de produção,
na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas
matrizes estéticas e culturais – especialmente
aquelas manifestas na arte e nas culturas
que constituem a identidade brasileira –, sua
tradição e manifestações contemporâneas,
reelaborando-as nas criações em Arte.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Matrizes estéticas e (EF15AR03-03/ES) Reconhecer e analisar a (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI06) Educação em Direitos Humanos.
culturais influência de distintas matrizes estéticas e matrizes estéticas e culturais – especialmente
(TI07) Educação para as Relações Étnico-
culturais das artes visuais nas manifestações aquelas manifestas na arte e nas culturas
Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
artísticas do modernismo brasileiro que constituem a identidade brasileira –, sua
Brasileira, Africana e Indígena.
presentes nas culturas locais, regionais e tradição e manifestações contemporâneas,
nacionais. reelaborando-as nas criações em Arte. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
Étnica.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos (CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
de contato com a habilidade: EF15LP15. artístico nacional e internacional, material e
imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.

Artes Visuais Materialidades (EF15AR04-03/ES) Experimentar diferentes (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI03) Diversidade Cultural, Religiosa e
formas de expressão artística (desenho, construção humana, histórica, social e cultural, Étnica.
pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
(TI10) Educação para o Consumo
escultura, modelagem, instalação, vídeo, valorizando-as como formas de significação
Consciente.
fotografia etc.), fazendo uso sustentável de da realidade e expressão de subjetividades e
materiais, instrumentos, recursos e técnicas identidades sociais e culturais.
convencionais e não convencionais.
(CEAR02) Compreender as relações entre as
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos linguagens da Arte e suas práticas integradas,
de contato com a habilidade: EF03CI09. inclusive aquelas possibilitadas pelo uso
das novas tecnologias de informação e
comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
nas condições particulares de produção,
na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.

LINGUAGENS
85
86
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Processo de criação (EF15AR05-03/ES) Experimentar a criação em (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
artes visuais de modo individual, coletivo e a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI02) Educação para o Trânsito.
colaborativo, explorando diferentes espaços espaços da escola e de fora dela no âmbito da
da escola e da comunidade. Arte. (TI03) Educação Ambiental.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como (TI06) Educação em Direitos Humanos.
de contato com as habilidades: EF15LP15, formas de registro, pesquisa e criação artística.

LINGUAGENS
EF35LP16, EF03CI02 e EF03CI09. (TI07) Educação para as Relações Étnico-
(CEAR07) Problematizar questões políticas, Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
(EF15AR06-03/ES) Dialogar sobre a sua sociais, econômicas, científicas, tecnológicas Brasileira, Africana e Indígena.
criação e as dos colegas, para alcançar e culturais, por meio de exercícios, produções,
sentidos plurais, ampliando a percepção da intervenções e apresentações artísticas. (TI08) Saúde.
multiplicidade de significados atribuíveis às (TI09) Vida Familiar e Social.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a
manifestações artísticas.
autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas (TI10) Educação para o Consumo
artes. Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
Étnica.

Artes Visuais Sistemas de linguagem (EF15AR07-03/ES) Reconhecer algumas (CEAR06) Estabelecer relações entre arte, mídia, (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
categorias do sistema das artes visuais mercado e consumo, compreendendo, de forma
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(museus, galerias, instituições, artistas, crítica e problematizadora, modos de produção
artesãos, curadores etc.), destacando a e de circulação da arte na sociedade.
presenças dos museus de arte moderna em
diferentes capitais do Brasil.

Dança Contexto e práticas (EF15AR08-03/ES) Experimentar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
criticamente as formas distintas de construção humana, histórica, social e cultural, Étnica.
manifestações da dança popular brasileira, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
presentes em diferentes contextos, valorizando-as como formas de significação
cultivando a percepção, o imaginário, a da realidade e expressão de subjetividades e
capacidade de simbolizar e o repertório identidades sociais e culturais.
corporal.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos artístico nacional e internacional, material e
de contato com a habilidade: EF03CI09. imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Elementos da (EF15AR09) Estabelecer relações entre (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem as partes do corpo e destas com o todo construção humana, histórica, social e cultural, Étnica.
corporal, na construção do movimento de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
dançado. valorizando-as como formas de significação
da realidade e expressão de subjetividades e
(EF15AR10-03/ES) Experimentar diferentes
identidades sociais e culturais.
formas de orientação no espaço
(deslocamentos, planos, direções, caminhos (CEAR02) Compreender as relações entre as
etc.) e ritmos de movimento (lento, linguagens da Arte e suas práticas integradas,
moderado e rápido) na construção do inclusive aquelas possibilitadas pelo uso
movimento dançado. das novas tecnologias de informação e
comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
nas condições particulares de produção,
de contato com as habilidades: EF35EF07 e
na prática de cada linguagem e nas suas
EF35EF10.
articulações.

Dança Processo de criação EF15AR11-03/ES- Criar e improvisar (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
movimentos dançados, de modo individual, a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI04) Educação Alimentar e Nutricional.
coletivo e colaborativo, considerando espaços da escola e de fora dela no âmbito da
os aspectos estruturais, dinâmicos e Arte. (TI05) Processo de Envelhecimento,
expressivos dos elementos constitutivos do Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
movimento, com base nos códigos de dança.
formas de registro, pesquisa e criação artística. (TI07) Educação para as Relações Étnico-
Ademais, ampliar o repertório corporal nos
processos criativos e de improvisação, não Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
(CEAR07) Problematizar questões políticas,
repetindo movimentos pré-estabelecidos por Brasileira, Africana e Indígena.
sociais, econômicas, científicas, tecnológicas
coreografias prontas. e culturais, por meio de exercícios, produções, (TI08) Saúde.
intervenções e apresentações artísticas.
(EF15AR12-03/ES) Discutir, com respeito e (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
sem preconceito, as experiências pessoais (CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a Étnica.
e coletivas em dança vivenciadas na autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas

LINGUAGENS
escola, como fonte para a construção de artes.
vocabulários e repertórios próprios.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contatocom a habilidade: EF35EF12.

87
88
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Contexto e prática (EF15AR013-03/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos Humanos.
criticamente diversas formas e gêneros de construção humana, histórica, social e cultural,
(TI13) Diversidade Cultural.
expressão musical, destacando o cenário de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
musical brasileiro, reconhecendo os usos e valorizando-as como formas de significação (TI09) Vida Familiar e Social.
as funções da música em diversos contextos da realidade e expressão de subjetividades e
de circulação, em especial, aqueles da vida identidades sociais e culturais. (TI13) Diversidade Cultural,
Religiosa e Étnica.

LINGUAGENS
cotidiana.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos artístico nacional e internacional, material e (TI15) Ética e Cidadania.
de contato com as habilidades: EF35LP23 e imaterial, com suas histórias e diferentes visões (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
EF35LP27. de mundo. Sociedade.
(TI17) Povos e Comunidades Tradicionais.
(TI18) Educação Patrimonial.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Elementos da (EF15AR14-03/ES) Perceber e explorar os (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural.
linguagem elementos constitutivos da música (altura, construção humana, histórica, social e cultural,
(TI06) Educação em Direitos Humanos.
intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
por meio de jogos, brincadeiras, canções e valorizando-as como formas de significação (TI09) Vida Familiar e Social.
práticas diversas de composição/criação, da realidade e expressão de subjetividades e
valendo-se de elementos e formas presentes identidades sociais e culturais. (TI13) Diversidade Cultural,
na música popular brasileira, execução e Religiosa e Étnica.
(CEAR02) Compreender as relações entre as
apreciação musical. (TI15) Ética e Cidadania.
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
das novas tecnologias de informação e Sociedade.
comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
nas condições particulares de produção, (TI17) Povos e Comunidades Tradicionais.
na prática de cada linguagem e nas suas (TI18) Educação Patrimonial.
articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas
matrizes estéticas e culturais – especialmente
aquelas manifestas na arte e nas culturas
que constituem a identidade brasileira –, sua
tradição e manifestações contemporâneas,
reelaborando-as nas criações em Arte.

LINGUAGENS
89
90
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Materialidades EF15AR15-03/ES- Explorar fontes sonoras (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI03) Educação Ambiental.
diversas existentes no próprio corpo (palmas, construção humana, histórica, social e cultural,
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
voz, percussão corporal), na natureza e de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
Étnica.
em objetos cotidianos, reconhecendo os valorizando-as como formas de significação
elementos constitutivos da música e as da realidade e expressão de subjetividades e (TI13) Diversidade Cultural.
características de instrumentos musicais identidades sociais e culturais.
(TI06) Educação em Direitos Humanos.

LINGUAGENS
presentes na música popular brasileira
(CEAR02) Compreender as relações entre as
(violão, reco-reco, pandeiro, cavaquinho, etc.). (TI09) Vida Familiar e Social.
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos inclusive aquelas possibilitadas pelo uso (TI15) Ética e Cidadania.
de contato com a habilidade: EF03CI01. das novas tecnologias de informação e
comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual, (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
nas condições particulares de produção, Sociedade.
na prática de cada linguagem e nas suas (TI17) Povos e Comunidades Tradicionais.
articulações.
(TI18) Educação Patrimonial.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a
autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas
artes.

Música Notação e registro (EF15AR16) Explorar diferentes formas (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
musical de registro musical não convencional formas de registro, pesquisa e criação artística.
(representação gráfica de sons, partituras
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a
criativas etc.), bem como procedimentos e
autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas
técnicas de registro em áudio e audiovisual, e
artes.
reconhecer a notação musical convencional.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Processo de criação (EF15AR17-03/ES) Experimentar (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI06) Educação em Direitos Humanos.
improvisações, composições e sonorização a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
de histórias presentes na tradição oral espaços da escola e de fora dela no âmbito da
Étnica.
brasileira, entre outros, utilizando vozes, Arte.
sons corporais e/ou instrumentos musicais (TI13) Diversidade Cultural.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
convencionais ou não convencionais, de
formas de registro, pesquisa e criação artística. (TI09) Vida Familiar e Social.
modo individual, coletivo e colaborativo.
(CEAR07) Problematizar questões políticas, (TI15) Ética e Cidadania.
sociais, econômicas, científicas, tecnológicas
e culturais, por meio de exercícios, produções, (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
intervenções e apresentações artísticas. Sociedade.

(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a (TI17) Povos e Comunidades Tradicionais.


autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas (TI18) Educação Patrimonial.
artes.

Teatro Contexto e práticas (EF15AR18-03/ES) Reconhecer e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos Humanos.
criticamente formas distintas de construção humana, histórica, social e cultural,
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
manifestações do teatro popular brasileiro de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
Étnica.
presentes em diferentes contextos, valorizando-as como formas de significação
aprendendo a ver e a ouvir histórias da realidade e expressão de subjetividades e
dramatizadas e cultivando a percepção, o identidades sociais e culturais.
imaginário, a capacidade de simbolizar e o
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
repertório ficcional.
artístico nacional e internacional, material e
imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.

LINGUAGENS
91
92
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Elementos da (EF15AR19-03/ES) Descobrir teatralidades (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
linguagem na vida cotidiana, identificando elementos construção humana, histórica, social e cultural, Étnica.
teatrais (variadas entonações de voz, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
diferentes fisicalidades, diversidade de valorizando-as como formas de significação
personagens e narrativas etc.) e percebendo da realidade e expressão de subjetividades e
os elementos do teatro em todos os lugares: identidades sociais e culturais.

LINGUAGENS
as expressões de diferentes emoções, a
(CEAR02) Compreender as relações entre as
caracterização de personagens, a influência
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
do espaço na construção da situação
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso
narrada e a história que se quer contar.
das novas tecnologias de informação e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
de contato com as habilidades: EF35LP26, nas condições particulares de produção,
EF35LP29 e EF35LP31. na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
CEAR03- Pesquisar e conhecer distintas
matrizes estéticas e culturais – especialmente
aquelas manifestas na arte e nas culturas
que constituem a identidade brasileira –, sua
tradição e manifestações contemporâneas,
reelaborando-as nas criações em Arte.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Processos de criação (EF15AR20-03/ES) Experimentar o trabalho (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
colaborativo, coletivo e autoral em jogos a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI02) Educação para o Trânsito.
de improvisações teatrais e processos espaços da escola e de fora dela no âmbito da
narrativos criativos em teatro, explorando Arte. (TI05) Processo de Envelhecimento,
desde a teatralidade dos gestos e das ações Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
do cotidiano, até elementos de diferentes
formas de registro, pesquisa e criação artística. (TI06) Educação em Direitos Humanos.
matrizes estéticas e culturais.
(CEAR07) Problematizar questões políticas, (TI07) Educação para as Relações Étnico-
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
sociais, econômicas, científicas, tecnológicas Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
de contato com a habilidade: EF03LP22.
e culturais, por meio de exercícios, produções, Brasileira, Africana e Indígena.
EF15AR21-03/ES- Exercitar a imitação e o intervenções e apresentações artísticas.
faz de conta, ressignificando objetos e fatos (TI09) Vida Familiar e Social.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a
e experimentando-se no lugar do outro, ao (TI10) Educação para o Consumo
autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas
compor e encenar acontecimentos cênicos, Consciente.
artes.
por meio de músicas, imagens (obras de
arte ou imagens da cultura visual), textos (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
ou outros pontos de partida, de forma (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
intencional e reflexiva. Étnica.
(EF15AR22-03/ES) Experimentar
possibilidades criativas que levem a
diferentes formas de expressão (entonação
e timbre de voz e movimentos corporais
expressivos) que caracterizem diferentes
personagens, levantando a discussão sobre
o respeito às diferenças, à diversidade
de pessoas e situações e discutindo
estereótipos.

LINGUAGENS
93
94
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Processos de criação (EF15AR23-03/ES) Reconhecer e (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direito da criança e do Adolescente.
Artes Integradas experimentar criticamente, em projetos a expressividade e a imaginação, ressignificando
(TI02) Educação para o Trânsito.
temáticos, as relações processuais entre espaços da escola e de fora dela no âmbito da
diversas linguagens artísticas, partindo do Arte. (TI03) Educação Ambiental.
conhecimento já adquirido em arte nas
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como (TI04) Educação Alimentar e Nutricional.
quatro linguagens estudadas.
formas de registro, pesquisa e criação artística.

LINGUAGENS
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos (TI05) Processo de Envelhecimento,
(CEAR07) Problematizar questões políticas, Respeito e Valorização do Idoso.
de contato com a habilidade: EF03GE09.
sociais, econômicas, científicas, tecnológicas
e culturais, por meio de exercícios, produções, (TI06) Educação em Direitos Humanos.
intervenções e apresentações artísticas. (TI07) Educação para as Relações Étnico-
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas Brasileira, Africana e Indígena.
artes. (TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI11) Educação Financeira e Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Matrizes estéticas (EF15AR24-03/ES) Caracterizar e (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI01) Direitos da Criança e do Adolescente.
Artes Integradas culturais experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, matrizes estéticas e culturais – especialmente
(TI03) Educação Ambiental.
danças, canções e histórias de diferentes aquelas manifestas na arte e nas culturas
matrizes estéticas e culturais que compõem que constituem a identidade brasileira –, sua (TI04) Educação Alimentar e Nutricional.
a identidade brasileira. tradição e manifestações contemporâneas,
reelaborando-as nas criações em Arte. (TI05) Processo de Envelhecimento,
Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção,
a expressividade e a imaginação, ressignificando (TI06) Educação em Direitos Humanos.
espaços da escola e de fora dela no âmbito da (TI07) Educação para as Relações Étnico-
Arte. Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
(CEAR07) Problematizar questões políticas, Brasileira, Africana e Indígena.
sociais, econômicas, científicas, tecnológicas (TI08) Saúde.
e culturais, por meio de exercícios, produções,
intervenções e apresentações artísticas. (TI09) Vida Familiar e Social.

(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a (TI10) Educação para o Consumo


autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas Consciente.
artes. (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
artístico nacional e internacional, material e Étnica.
imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.

LINGUAGENS
95
96
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
3.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Patrimônio cultural (EF15AR25-03/ES) Conhecer e valorizar o (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos Humanos.
Artes Integradas patrimônio cultural, material e imaterial, construção humana, histórica, social e cultural,
(TI07) Educação para as Relações Étnico-
em especial o patrimônio arquitetônico de natureza dinâmica, reconhecendo-as e
Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-
modernista brasileiro, a dança popular valorizando-as como formas de significação
Brasileira, Africana e Indígena.
brasileira, a música popular brasileira, o da realidade e expressão de subjetividades e
cinema brasileiro e as encenações típicas identidades sociais e culturais. (TI09) Vida Familiar e Social.

LINGUAGENS
do teatro brasileiro, incluindo-se suas
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
matrizes indígenas, africanas e europeias,
matrizes estéticas e culturais – especialmente
favorecendo a construção de vocabulário e (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa e
aquelas manifestas na arte e nas culturas
repertório relativos às diferentes linguagens Étnica.
que constituem a identidade brasileira –, sua
artísticas.
tradição e manifestações contemporâneas,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos reelaborando-as nas criações em Arte.
de contato com as habilidades: EF03HI04,
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
EF03GE02, EF03GE04, EF03HI04 e EF03ER04.
artístico nacional e internacional, material e
imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.

Campo Transversal: Arte e tecnologia (EF15AR26-03/ES) Explorar diferentes (CEAR02) Compreender as relações entre as (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
Artes Integradas tecnologias e recursos digitais (multimeios, linguagens da Arte e suas práticas integradas,
animações, jogos eletrônicos, gravações em inclusive aquelas possibilitadas pelo uso
áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos das novas tecnologias de informação e
processos de criação artística, envolvendo os comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual,
conhecimentos acerca de arte já adquiridos. nas condições particulares de produção,
na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Contextos e prática (EF15AR01-04/ES) Identificar e apreciar formas (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
distintas das artes visuais presentes na construção humana, histórica, social e cultural, de e Étnica.
cultura local e regional (arte do Espírito Santo, natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
incluindo as mulheres artistas e os artistas as como formas de significação da realidade e
de diferentes etnias), comparando-as com a expressão de subjetividades e identidades sociais e
produção artística nacional e internacional, culturais.
com o intuito de perceber as influências
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
das matrizes estéticas que as constituem,
nacional e internacional, material e imaterial, com
cultivando a percepção, o imaginário, a
suas histórias e diferentes visões de mundo.
capacidade de simbolizar e o repertório
imagético.

Artes Visuais Elementos da (EF15AR02-04/ES) Explorar e reconhecer (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
linguagem elementos constitutivos das artes visuais construção humana, histórica, social e cultural, de e Étnica.
(ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
etc.), das obras estudadas, de objetos culturais as como formas de significação da realidade e
e de imagens do cotidiano escolar. expressão de subjetividades e identidades sociais e
culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF15LP14, (CEAR02) Compreender as relações entre as
EF15LP15, EF15LP16, EF15LP17, EF15LP18, linguagens da Arte e suas práticas integradas,
EF04LP26, EF04GE10 e EF04MA19. inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas
tecnologias de informação e comunicação, pelo
cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a

LINGUAGENS
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
Arte.

97
98
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Matrizes estéticas e (EF15AR03-04/ES) Reconhecer e analisar a (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI06) Educação em Direitos
culturais influência de distintas matrizes estéticas estéticas e culturais – especialmente aquelas Humanos.
e culturais (arte e cultura de negros, de manifestas na arte e nas culturas que constituem a
(TI07) Educação para as Relações
descendentes europeus, de descendentes identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
Étnico-Raciais e Ensino de História
orientais e de diversas etnias que constituem contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
o povo espírito-santense) das artes visuais nas Arte.
Indígena.

LINGUAGENS
manifestações artísticas das culturas locais,
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
regionais e nacionais. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
nacional e internacional, material e imaterial, com
e Étnica.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos suas histórias e diferentes visões de mundo.
de contato com as habilidades: EF04HI10,
EF04GE01, EF04GE06, EF04HI10, EF04HI11 e
EF04GE02.

Artes Visuais Materialidades (EF15AR04-04/ES) Experimentar diferentes (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI03) Educação Ambiental.
formas de expressão artística (desenho, construção humana, histórica, social e cultural, de
(TI10) Educação para o Consumo
pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
Consciente.
escultura, modelagem, instalação, vídeo, as como formas de significação da realidade e
fotografia etc.), fazendo uso sustentável de expressão de subjetividades e identidades sociais e
materiais, instrumentos, recursos e técnicas culturais.
convencionais e não convencionais. Ademais,
(CEAR02) Compreender as relações entre as
investigar e manipular diferentes materiais
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
(tinta, argila, sucata, cola, materiais naturais,
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas
etc...) e meios (tela, papel, tecido, madeira,
tecnologias de informação e comunicação, pelo
aço, etc...), levantando hipóteses, fazendo e
cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares
refazendo formas para transformar a matéria
de produção, na prática de cada linguagem e nas suas
trabalhada.
articulações.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
contato com a habilidade: EF15LP14.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Processos de criação (EF15AR05-04/ES) Experimentar a criação em (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do
artes visuais de modo individual, coletivo e a expressividade e a imaginação, ressignificando Adolescente.
colaborativo, explorando diferentes espaços da espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
escola e da comunidade, incluindo a produção
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
de cordéis, xilogravuras, ilustrações, pinturas, (TI03) Educação Ambiental.
formas de registro, pesquisa e criação artística.
mosaicos, cerâmica, esculturas, instalações,
fotografia, entre outros. (TI06) Educação em Direitos
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
Humanos.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI07) Educação para as Relações
contato com a habilidade: EF35LP16.
apresentações artísticas. Étnico-Raciais e Ensino de História
(EF15AR06-04/ES) Dialogar sobre a sua criação e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria
e as dos colegas, ampliando a percepção Indígena.
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
da pluralidade de significados atribuíveis às
manifestações artísticas. (TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.

Artes Visuais Sistemas de (EF15AR07-04/ES) Reconhecer algumas (CEAR06) Estabelecer relações entre arte, mídia, (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
linguagem categorias do sistema das artes visuais mercado e consumo, compreendendo, de forma
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(museus, galerias, instituições, artistas, crítica e problematizadora, modos de produção e de
artesãos, curadores etc.), percebendo as circulação da arte na sociedade.
semelhanças e diferenças entre categorias
do sistema das artes visuais: 1- Espaços de

LINGUAGENS
criação, produção e criadores; 2- Espaços
de catalogação, difusão, preservação e
suas equipes; 3- Espaços de exposição,
comercialização e seu público; 4-Espaços
públicos que são utilizados para abrigar obras
de arte.

99
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

100
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Contextos e práticas (EF15AR08-04/ES) Experimentar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
formas distintas de manifestações da dança, construção humana, histórica, social e cultural, de e Étnica.
enfatizando as danças tradicionais (congo, natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
samba, reggae, forró, bumba meu boi, jongo, as como formas de significação da realidade e
caxambu, danças alemãs, danças italianas, expressão de subjetividades e identidades sociais e
danças indígenas, entre outras) e as danças culturais.

LINGUAGENS
contemporâneas presentes no estado do
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
Espírito Santo, cultivando a percepção, o
nacional e internacional, material e imaterial, com
imaginário, a capacidade de simbolizar e o
suas histórias e diferentes visões de mundo.
repertório corporal.

Dança Elementos da (EF15AR09-04/ES) Estabelecer relações (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
linguagem entre as partes do corpo e destas com o construção humana, histórica, social e cultural, de e Étnica.
todo corporal na construção do movimento natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
dançado, podendo apreciar os movimentos as como formas de significação da realidade e
de outras pessoas, os identificando e expressão de subjetividades e identidades sociais e
relacionando-os com o próprio movimento, culturais.
ampliando, assim, o seu repertório corporal.
(CEAR02) Compreender as relações entre as
(EF15AR10-04/ES) Experimentar diferentes linguagens da Arte e suas práticas integradas,
formas de orientação no espaço inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas
(deslocamentos, planos, direções, caminhos tecnologias de informação e comunicação, pelo
etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares
rápido) na construção do movimento dançado. de produção, na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF35EF07 e
EF35EF09.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Processo de criação (EF15AR11-04/ES) Criar e improvisar (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do
movimentos dançados de modo individual, a expressividade e a imaginação, ressignificando Adolescente.
coletivo e colaborativo, considerando os espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI04) Educação Alimentar e
aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como Nutricional.
dos elementos constitutivos do movimento,
formas de registro, pesquisa e criação artística.
com base nos códigos específicos de cada (TI05) Processo de Envelhecimento,
ritmo, e considerando espaços, formas de (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, Respeito e Valorização do Idoso.
dança, orientações e ritmos diversos. econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
(TI07) Educação para as Relações
por meio de exercícios, produções, intervenções e
(EF15AR12-04/ES) Discutir, com respeito e Étnico-Raciais e Ensino de História
apresentações artísticas.
sem preconceito, as experiências pessoais e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
e coletivas em dança vivenciadas na escola (CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria Indígena.
como fonte para a construção de vocabulários e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
e repertórios próprios. Ademais, discutir (TI08) Saúde.
preconceitos específicos associados à (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
realidade local e regional. Por exemplo,
quanto a contextos sociais, diferenças etárias, (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
diferenças de gênero e necessidades físicas e Étnica.
especiais, problematizando a marginalização
de determinadas formas de dança por conta
de sua matriz africana ou indígena.

LINGUAGENS
101
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

102
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Contextos e práticas (EF15AR13-04/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos
criticamente diversas formas e gêneros construção humana, histórica, social e cultural, de Humanos.
de expressão musical presentes na cultura natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
capixaba – tais como congo, boi pintadinho, as como formas de significação da realidade e
e Étnica.
bate-flechas, ticumbí, jongo, folia de reis, expressão de subjetividades e identidades sociais e
caxambu, música indígena, quilombola, culturais. (TI03) Educação Ambiental.

LINGUAGENS
pomerana, italiana, alemã, etc –, em
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico (TI18) Educação Patrimonial.
consonância com outros gêneros musicais da
nacional e internacional, material e imaterial, com
cultura brasileira e internacional, como: forró, (TI07) Educação
suas histórias e diferentes visões de mundo.
samba, chorinho, funk, música sertaneja/ para as Relações Étnico-Raciais e
caipira, reggae, hip-hop, rock, jazz, blues, Ensino de História e Cultura Afro-
gospel, etc, com o intuito de perceber as Brasileira,
influências das matrizes estéticas e culturais Africana e Indígena.
que compõem a música capixaba. Ademais,
reconhecer e analisar os usos e as funções da (TI09) Vida
música em diversos contextos de circulação, Familiar e Social.
em especial, aqueles da vida cotidiana. (TI15) Ética e Cidadania.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
de contato com as habilidades: EF35LP23 e Sociedade.
EF35LP27.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI04) Educação Alimentar e
Nutricional.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Elementos da (EF15AR14-04/ES) Perceber e explorar os (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
linguagem elementos constitutivos da música (altura, construção humana, histórica, social e cultural, de e Étnica.
intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
(TI03) Educação Ambiental.
meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas as como formas de significação da realidade e
diversas de composição/criação, execução e expressão de subjetividades e identidades sociais e (TI18) Educação Patrimonial.
apreciação musical, investigando os elementos culturais.
que integram as músicas produzidas no (TI07) Educação
(CEAR02) Compreender as relações entre as para as Relações Étnico-Raciais e
território estadual.
linguagens da Arte e suas práticas integradas, Ensino de História e Cultura Afro-
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas Brasileira,
tecnologias de informação e comunicação, pelo Africana e Indígena.
cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem e nas suas (TI09) Vida
articulações. Familiar e Social.

(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI15) Ética e Cidadania.


estéticas e culturais – especialmente aquelas (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
manifestas na arte e nas culturas que constituem a Sociedade.
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em (TI17) Povos e Comunidades
Arte. Tradicionais.
(TI04) Educação Alimentar e
Nutricional.

LINGUAGENS
103
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

104
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Materialidades (EF15AR15-04/ES) Explorar fontes sonoras (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI03) Educação Ambiental.
diversas, como as existentes no próprio corpo construção humana, histórica, social e cultural, de
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
(palmas, voz, percussão corporal), na natureza natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
e Étnica.
e em objetos cotidianos, reconhecendo os as como formas de significação da realidade e
elementos constitutivos da música e as expressão de subjetividades e identidades sociais e (TI03) Educação Ambiental.
características de instrumentos musicais culturais.
(TI18) Educação Patrimonial.

LINGUAGENS
variados, principalmente aqueles presentes em
(CEAR02) Compreender as relações entre as
manifestações culturais tipicamente capixabas, (TI07) Educação
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
como casaca, tambor de congo, concertina, para as Relações Étnico-Raciais e
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas
etc. Ensino de História e Cultura Afro-
tecnologias de informação e comunicação, pelo
cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares Brasileira,
de produção, na prática de cada linguagem e nas suas Africana e Indígena.
articulações. (TI09) Vida
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria Familiar e Social.
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. (TI15) Ética e Cidadania.
(TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
Sociedade.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI04) Educação Alimentar e
Nutricional.

Música Notação e registro (EF15AR16) Explorar diferentes formas (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
musical de registro musical não convencional formas de registro, pesquisa e criação artística.
(representação gráfica de sons, partituras
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria
criativas etc.), bem como procedimentos e
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
técnicas de registro em áudio e audiovisual, e
reconhecer a notação musical convencional.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Processo de criação (EF15AR17-04/ES) Experimentar improvisações, (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI06) Educação em Direitos
composições e sonorização de histórias, a expressividade e a imaginação, ressignificando Humanos.
entre outros, a partir do repertório musical espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
brasileiro/capixaba, utilizando vozes, sons
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como e Étnica.
corporais e/ou instrumentos musicais
formas de registro, pesquisa e criação artística.
convencionais ou não convencionais, de modo (TI03) Educação Ambiental.
individual, coletivo e colaborativo. (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
(TI18) Educação Patrimonial.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI07) Educação
contato com a habilidade: EF04LP27.
apresentações artísticas. para as Relações Étnico-Raciais e
Ensino de História e Cultura Afro-
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria
Brasileira,
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
Africana e Indígena.
(TI09) Vida
Familiar e Social.
(TI15) Ética e Cidadania.
(TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
Sociedade.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI04) Educação Alimentar e
Nutricional.

Teatro (EF15AR18-04/ES) Reconhecer e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos
formas distintas de manifestações do teatro construção humana, histórica, social e cultural, de Humanos.
presentes em diferentes contextos, em natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa

LINGUAGENS
especial o teatro desenvolvido no Espírito as como formas de significação da realidade e
e Étnica.
Santo (nas comunidades urbanas e rurais expressão de subjetividades e identidades sociais e
e nos causos populares) e sua relação com culturais.
Contexto e práticas o teatro nacional, em diferentes épocas,
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
aprendendo a ver e a ouvir histórias
nacional e internacional, material e imaterial, com
dramatizadas e cultivando a percepção, o
suas histórias e diferentes visões de mundo.
imaginário, a capacidade de simbolizar e o
repertório ficcional.

105
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

106
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Elementos da (EF15AR19-04/ES) Descobrir teatralidades na (CEAR01) Compreender as linguagens como (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
linguagem vida cotidiana, identificando elementos teatrais construção humana, histórica, social e cultural, de e Étnica.
(variadas entonações de voz, diferentes natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
fisicalidades) e percebendo os elementos as como formas de significação da realidade e
do teatro em todos os lugares, envolvendo: expressão de subjetividades e identidades sociais e
as expressões de diferentes emoções, a culturais.

LINGUAGENS
caracterização de personagens, a influência do
(CEAR02) Compreender as relações entre as
espaço na construção da situação narrada e a
linguagens da Arte e suas práticas integradas,
história que se quer contar.
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos tecnologias de informação e comunicação, pelo
de contato com as habilidades: EF04LP17, cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares
EF35LP27, EF35LP29, EF35LP31 e EF04LP27. de produção, na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
Arte.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Processo de criação (EF15AR20-04/ES) Experimentar o trabalho (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do
colaborativo, coletivo e autoral em a expressividade e a imaginação, ressignificando Adolescente.
improvisações teatrais e processos narrativos espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
criativos em teatro, explorando desde a
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
teatralidade dos gestos e das ações do (TI05) Processo de Envelhecimento,
formas de registro, pesquisa e criação artística.
cotidiano, até elementos de diferentes matrizes Respeito e Valorização do Idoso.
estéticas e culturais que constituem a cultura (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
capixaba. (TI06) Educação em Direitos
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
Humanos.
por meio de exercícios, produções, intervenções e
(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de
apresentações artísticas. (TI07) Educação para as Relações
conta, ressignificando objetos e fatos e
experimentando-se no lugar do outro, ao Étnico-Raciais e Ensino de História
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria
compor e encenar acontecimentos cênicos, e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
por meio de músicas, imagens, textos ou Indígena.
outros pontos de partida, de forma intencional (TI09) Vida Familiar e Social.
e reflexiva.
(TI10) Educação para o Consumo
(EF15AR22-04/ES) Experimentar possibilidades Consciente.
criativas de movimento e de voz na criação
de um personagem teatral, discutindo (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
estereótipos, levantando a discussão sobre (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
o respeito às diferenças e à diversidade de e Étnica.
pessoas e situações.

LINGUAGENS
107
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

108
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Processo de criação (EF15AR23-04/ES) Reconhecer e experimentar, (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI01) Direitos da Criança e do
Artes Integradas em projetos temáticos, as relações a expressividade e a imaginação, ressignificando Adolescente.
processuais entre diversas linguagens espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
artísticas, valorizando os elementos e recursos
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como
processuais específicos de cada uma das (TI03) Educação Ambiental.
formas de registro, pesquisa e criação artística.
linguagens na cultura capixaba.
(TI04) Educação Alimentar e

LINGUAGENS
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
Nutricional.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI05) Processo de Envelhecimento,
apresentações artísticas. Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria (TI06) Educação em Direitos
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. Humanos.
(TI07) Educação para as Relações
Étnico-Raciais e Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena.
(TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI11) Educação Financeira e Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Matrizes estéticas e (EF15AR24-04/ES) Caracterizar e experimentar (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI01) Direitos da Criança e do
Artes Integradas culturais brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, estéticas e culturais – especialmente aquelas Adolescente.
canções e histórias de diferentes matrizes manifestas na arte e nas culturas que constituem a
(TI03) Educação Ambiental.
estéticas e culturais que compõem a matriz identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
estética e cultural do estado do Espírito Santo. contemporâneas, reelaborando-as nas criações em (TI04) Educação Alimentar e
Arte. Nutricional.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF04LP12, (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, (TI05) Processo de Envelhecimento,
EF04LP13 , EF35EF01 e EF35EF04. a expressividade e a imaginação, ressignificando Respeito e Valorização do Idoso.
espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI06) Educação em Direitos
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais, Humanos.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI07) Educação para as Relações
apresentações artísticas. Étnico-Raciais e Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria Indígena.
e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
(TI08) Saúde.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com (TI09) Vida Familiar e Social.
suas histórias e diferentes visões de mundo. (TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.

LINGUAGENS
109
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

110
4.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO HABILIDADES TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Patrimônio cultural (EF15AR25-04/ES) Conhecer e valorizar o (CEAR01)- Compreender as linguagens como (TI06) Educação em Direitos
Artes Integradas patrimônio cultural, material e imaterial, de construção humana, histórica, social e cultural, de Humanos.
culturas diversas, em especial do Espírito natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-
(TI07) Educação para as Relações
Santo, incluindo-se suas matrizes indígenas, as como formas de significação da realidade e
Étnico-Raciais e Ensino de História
africanas e europeias, de diferentes épocas, expressão de subjetividades e identidades sociais e
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
favorecendo a construção de vocabulário e culturais.
Indígena.

LINGUAGENS
repertório relativos às diferentes linguagens
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
artísticas. (TI09) Vida Familiar e Social.
estéticas e culturais – especialmente aquelas
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos manifestas na arte e nas culturas que constituem a (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
de contato com as habilidades: EF04GE06, identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
EF04GE11, EF04ER02 e EF04ER05. contemporâneas, reelaborando-as nas criações em (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
Arte. e Étnica.

(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico


nacional e internacional, material e imaterial, com
suas histórias e diferentes visões de mundo.

Campo Transversal: Arte e tecnologia (EF15AR26-04/ES) Explorar diferentes (CEAR02) Compreender as relações entre as (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
Artes Integradas tecnologias e recursos digitais (multimeios, linguagens da Arte e suas práticas integradas,
animações, jogos eletrônicos, gravações em inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas
áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos tecnologias de informação e comunicação, pelo
processos de criação artística, em diálogo com cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares
a habilidade EF15AR23-04/ES. de produção, na prática de cada linguagem e nas suas
articulações.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Contextos e práticas (EF15AR01-05/ES) Identificar e apreciar formas (CEAR01) Compreender as linguagens (TI13) Diversidade Cultural,
distintas das artes visuais produzidas a partir das como construção humana, histórica, Religiosa e Étnica.
tecnologias contemporâneas, tais como: cinema, social e cultural, de natureza dinâmica,
fotografia, arte cibernética, arte de computador, reconhecendo-as e valorizando-as como
arte digital, entre outros, percebendo essas formas de significação da realidade e
manifestações artísticas em seu entorno e em expressão de subjetividades e identidades
diferentes partes do mundo, como meio de sociais e culturais.
cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
de simbolizar e o repertório imagético.
artístico nacional e internacional, material
e imaterial, com suas histórias e diferentes
visões de mundo.

Artes Visuais Elementos da (EF15AR02-05/ES) Explorar e reconhecer (CEAR01) Compreender as linguagens (TI13) Diversidade Cultural,
linguagem elementos constitutivos das artes visuais (ponto, como construção humana, histórica, Religiosa e Étnica.
linha, forma, cor, espaço, movimento etc.) social e cultural, de natureza dinâmica,
presentes nas manifestações artísticas que reconhecendo-as e valorizando-as como
utilizam tecnologias contemporâneas, nos objetos formas de significação da realidade e
culturais e nas imagens do cotidiano escolar. expressão de subjetividades e identidades
sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
contato com as habilidades: EF15LP14, EF15LP15, (CEAR02) Compreender as relações entre
EF15LP16, EF15LP17, EF15LP18, EF05LP28, EF05MA16 as linguagens da Arte e suas práticas
e EF05GE08. integradas, inclusive aquelas possibilitadas
pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e
pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem
e nas suas articulações.

LINGUAGENS
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas
matrizes estéticas e culturais –
especialmente aquelas manifestas na arte
e nas culturas que constituem a identidade
brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas
criações em Arte.

111
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

112
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Matrizes estéticas e (EF15AR03-05/ES) Reconhecer e analisar a (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI06) Educação em Direitos
culturais influência de distintas matrizes estéticas e matrizes estéticas e culturais – Humanos.
culturais das artes visuais nas manifestações especialmente aquelas manifestas na arte
(TI07) Educação para as Relações
artísticas das tecnologias contemporâneas, das e nas culturas que constituem a identidade
Étnico-Raciais e Ensino de
culturas locais, regionais e nacionais. brasileira –, sua tradição e manifestações
História e Cultura Afro-Brasileira,
contemporâneas, reelaborando-as nas
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de Africana e Indígena.

LINGUAGENS
criações em Arte.
contato com as habilidades: EF15LP15 e EF05GE02.
(TI13) Diversidade Cultural,
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
Religiosa e Étnica.
artístico nacional e internacional, material
e imaterial, com suas histórias e diferentes
visões de mundo.

Artes Visuais Materialidades (EF15AR04-05/ES) Experimentar diferentes (CEAR01)- Compreender as linguagens (TI03) Educação Ambiental.
formas de expressão artística (desenho, pintura, como construção humana, histórica,
(TI10) Educação para o Consumo
colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, social e cultural, de natureza dinâmica,
Consciente.
modelagem, instalação, vídeo, fotografia, arte reconhecendo-as e valorizando-as como
de computador, arte digital etc.), fazendo uso formas de significação da realidade e
sustentável de materiais, instrumentos, recursos expressão de subjetividades e identidades
e técnicas convencionais e não convencionais. sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de (CEAR02) Compreender as relações entre
contato com a habilidade: EF15LP14. as linguagens da Arte e suas práticas
integradas, inclusive aquelas possibilitadas
pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e
pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem
e nas suas articulações.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Processos de criação (EF15AR05-05/ES) Experimentar a criação em (CEAR04) Experienciar a ludicidade, (TI01) Direitos da Criança e do
artes visuais de modo individual, coletivo e a percepção, a expressividade e a Adolescente.
colaborativo, explorando diferentes espaços da imaginação, ressignificando espaços da
(TI02) Educação para o Trânsito.
escola e da comunidade, realçando a produção escola e de fora dela no âmbito da Arte.
de fotografia, cinema, animação, vídeo-arte, entre (TI03) Educação Ambiental.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos
outros.
como formas de registro, pesquisa e (TI06) Educação em Direitos
(EF15AR06-05/ES) Dialogar sobre a sua criação criação artística. Humanos.
e as dos colegas, ampliando a percepção
(CEAR07) Problematizar questões (TI07) Educação para as Relações
da pluralidade de significados atribuíveis às
políticas, sociais, econômicas, científicas, Étnico-Raciais e Ensino de
manifestações artísticas.
tecnológicas e culturais, por meio de História e Cultura Afro-Brasileira,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de exercícios, produções, intervenções e Africana e Indígena.
contato com as habilidades: EF35LP16 e EF05CI13. apresentações artísticas.
(TI08) Saúde.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a
crítica, a autoria e o trabalho coletivo e (TI09) Vida Familiar e Social.
colaborativo nas artes. (TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e
Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural,
Religiosa e Étnica.

Artes Visuais Sistemas de linguagem (EF15AR07-05/ES) Reconhecer algumas (CEAR06) Estabelecer relações entre (TI11) Educação Financeira e
categorias do sistema das artes visuais (museus, arte, mídia, mercado e consumo, Fiscal.
galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores compreendendo, de forma crítica e
(TI12) Trabalho, Ciência e
etc.), percebendo a relação entre os sistemas problematizadora, modos de produção e de
Tecnologia.
tradicionais e a produção de obras de arte circulação da arte na sociedade.

LINGUAGENS
tecnológicas.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
contato com a habilidade: EF05GE05.

113
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

114
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Contexto e prática (EF15AR08-05/ES) Experimentar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens (TI13) Diversidade Cultural,
formas de dança que se relacionam com a como construção humana, histórica, Religiosa e Étnica.
tecnologia (vídeo-dança, danças telemáticas, social e cultural, de natureza dinâmica,
performances e outras), presentes em diferentes reconhecendo-as e valorizando-as como
contextos: local, regional, nacional e internacional, formas de significação da realidade e
cultivando a percepção, o imaginário, a expressão de subjetividades e identidades

LINGUAGENS
capacidade de simbolizar e o repertório corporal. sociais e culturais.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
artístico nacional e internacional, material
e imaterial, com suas histórias e diferentes
visões de mundo.

Dança Elementos da (EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes (CEAR01) Compreender as linguagens (TI13) Diversidade Cultural,
linguagem do corpo e destas com o todo corporal na como construção humana, histórica, Religiosa e Étnica.
construção do movimento dançado. social e cultural, de natureza dinâmica,
reconhecendo-as e valorizando-as como
(EF15AR10-05/ES) Experimentar diferentes formas formas de significação da realidade e
de orientação no espaço (deslocamentos, planos, expressão de subjetividades e identidades
direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento sociais e culturais.
(lento, moderado e rápido) na construção do
movimento dançado. (CEAR02) Compreender as relações entre
as linguagens da Arte e suas práticas
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos integradas, inclusive aquelas possibilitadas
de contato com as habilidades: EF35EF07 e pelo uso das novas tecnologias de
EF35EF09. informação e comunicação, pelo cinema e
pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem
e nas suas articulações.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Processos de criação (EF15AR11-05/ES) Criar e improvisar movimentos (CEAR04) Experienciar a ludicidade, (TI01) Direitos da Criança e do
dançados de modo individual, coletivo e a percepção, a expressividade e a Adolescente.
colaborativo, atentando para os aspectos imaginação, ressignificando espaços da
(TI04) Educação Alimentar e
estruturais, dinâmicos e expressivos dos escola e de fora dela no âmbito da Arte.
Nutricional.
elementos constitutivos do movimento, com base
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos
nos códigos de dança, considerando espaços, (TI05) Processo de
como formas de registro, pesquisa e
formas de dança, orientações e ritmos diversos. Envelhecimento, Respeito e
criação artística.
Valorização do Idoso.
(EF15AR12-05/ES) Discutir, com respeito e sem
(CEAR07) Problematizar questões
preconceito, as experiências pessoais e coletivas (TI07) Educação para as Relações
políticas, sociais, econômicas, científicas,
em dança vivenciadas na escola como fonte Étnico-Raciais e Ensino de
tecnológicas e culturais, por meio de
para a construção de vocabulários e repertórios História e Cultura Afro-Brasileira,
exercícios, produções, intervenções e
próprios, considerando e debatendo preconceitos Africana e Indígena.
apresentações artísticas.
específicos associados a diferentes contextos
sociais. (TI08) Saúde.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a
crítica, a autoria e o trabalho coletivo e (TI12) Trabalho, Ciência e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
colaborativo nas artes. Tecnologia.
contato com a habilidade: EF05CI09.
(TI13) Diversidade Cultural,
Religiosa e Étnica.

LINGUAGENS
115
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

116
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Contexto e prática (EF15AR13-05/ES) Identificar e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens (TI06) Educação em Direitos
criticamente diversas formas e gêneros como construção humana, histórica, Humanos.
de expressão musical, analisando suas social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI13) Diversidade Cultural,
transformações ocorridas no tempo, incluindo reconhecendo-as e valorizando-as como
Religiosa e Étnica.
manifestações musicais contemporâneas formas de significação da realidade e
produzidas a partir de novas tecnologias (música expressão de subjetividades e identidades (TI03) Educação Ambiental.

LINGUAGENS
eletrônica, música eletroacústica e músicas sociais e culturais.
produzidas a partir de aplicativos e dispositivos (TI09) Vida Familiar e Social.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
eletrônicos), reconhecendo e analisando também (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder
artístico nacional e internacional, material
os usos e as funções da música em diversos e Sociedade.
e imaterial, com suas histórias e diferentes
contextos de circulação, em especial, aqueles
da vida cotidiana. Além disso, incluir os serviços visões de mundo. (TI10) Educação para o Consumo
de streaming, plataformas de fluxo de mídia que Consciente.
proporcionam ao consumidor ouvir música, ou (TI12) Trabalho, Ciência e
ver vídeos sem precisar armazenar os arquivos Tecnologia.
em seus dispositivos.
(TI11) Educação Financeira e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de Fiscal.
contato com as habilidades: EF35LP23 e EF35LP27.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Elementos da (EF15AR14-05/ES) Perceber e explorar os (CEAR01) Compreender as linguagens (TI13) Diversidade Cultural,
linguagem elementos constitutivos da música (altura, como construção humana, histórica, Religiosa e Étnica.
intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI03) Educação Ambiental.
meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas reconhecendo-as e valorizando-as como
diversas de composição/criação, execução e formas de significação da realidade e (TI09) Vida Familiar e Social.
apreciação musical, investigando os elementos expressão de subjetividades e identidades
tecnológicos que compõem as produções sociais e culturais. (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder
musicais contemporâneas. e Sociedade.
(CEAR02) Compreender as relações entre
as linguagens da Arte e suas práticas (TI10) Educação para o Consumo
integradas, inclusive aquelas possibilitadas Consciente.
pelo uso das novas tecnologias de (TI12) Trabalho, Ciência e
informação e comunicação, pelo cinema e Tecnologia.
pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem (TI11) Educação Financeira e
e nas suas articulações. Fiscal.

(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas


matrizes estéticas e culturais –
especialmente aquelas manifestas na arte
e nas culturas que constituem a identidade
brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas
criações em Arte.

LINGUAGENS
117
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

118
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Materialidade (EF15AR15-05/ES) Explorar fontes sonoras (CEAR01) Compreender as linguagens (TI03) Educação Ambiental.
diversas, como as existentes no próprio corpo como construção humana, histórica,
(TI13) Diversidade Cultural,
(palmas, voz, percussão corporal), em aplicativos, social e cultural, de natureza dinâmica,
Religiosa e Étnica.
equipamentos e instrumentos de recurso reconhecendo-as e valorizando-as como
tecnológico, na natureza e em objetos cotidianos, formas de significação da realidade e (TI03) Educação Ambiental.
reconhecendo os elementos constitutivos da expressão de subjetividades e identidades

LINGUAGENS
música e as características de instrumentos sociais e culturais. (TI09) Vida Familiar e Social.
musicais variados. (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder
(CEAR02) Compreender as relações entre
as linguagens da Arte e suas práticas e Sociedade.
integradas, inclusive aquelas possibilitadas (TI10) Educação para o Consumo
pelo uso das novas tecnologias de Consciente.
informação e comunicação, pelo cinema e
pelo audiovisual, nas condições particulares (TI12) Trabalho, Ciência e
de produção, na prática de cada linguagem Tecnologia.
e nas suas articulações. (TI11) Educação Financeira e
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a Fiscal.
crítica, a autoria e o trabalho coletivo e
colaborativo nas artes.

Música Notação e registro (EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos
musical musical não convencional (representação gráfica como formas de registro, pesquisa e
de sons, partituras criativas etc.), bem como criação artística.
procedimentos e técnicas de registro em áudio
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a
e audiovisual, e reconhecer a notação musical
crítica, a autoria e o trabalho coletivo e
convencional (Partituras).
colaborativo nas artes.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Processos de criação (EF15AR17-05/ES) Experimentar improvisações, (CEAR04) Experienciar a ludicidade, (TI06) Educação em Direitos
composições e sonorização de histórias, entre a percepção, a expressividade e a Humanos.
outros, utilizando vozes, sons corporais e/ imaginação, ressignificando espaços da
(TI13) Diversidade Cultural,
ou instrumentos musicais convencionais ou escola e de fora dela no âmbito da Arte.
Religiosa e Étnica.
não convencionais, incluindo instrumentos e
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos
dispositivos eletrônicos, de modo individual, (TI03) Educação Ambiental.
como formas de registro, pesquisa e
coletivo e colaborativo.
criação artística. (TI09) Vida Familiar e Social.
(CEAR07) Problematizar questões (TI16) Gênero, Sexualidade, Poder
políticas, sociais, econômicas, científicas, e Sociedade.
tecnológicas e culturais, por meio de
exercícios, produções, intervenções e (TI10) Educação para o Consumo
apresentações artísticas. Consciente.

(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a (TI12) Trabalho, Ciência e


crítica, a autoria e o trabalho coletivo e Tecnologia.
colaborativo nas artes.

Teatro Contexto e práticas (EF15AR18-05/ES) Reconhecer e apreciar (CEAR01) Compreender as linguagens (TI06) Educação em Direitos
formas distintas de manifestações do teatro como construção humana, histórica, Humanos.
presentes em diferentes contextos, em especial social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI13) Diversidade Cultural,
a produção teatral que envolve as tecnologias reconhecendo-as e valorizando-as como
Religiosa e Étnica.
contemporâneas, incluindo o teatro digital, formas de significação da realidade e
aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas expressão de subjetividades e identidades
e cultivando a percepção, o imaginário, a sociais e culturais.
capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
artístico nacional e internacional, material
e imaterial, com suas histórias e diferentes

LINGUAGENS
visões de mundo.

119
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

120
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Elementos da (EF15AR19-05/ES) Descobrir teatralidades (CEAR01) Compreender as linguagens (TI13) Diversidade Cultural,
linguagem na vida cotidiana, identificando elementos como construção humana, histórica, Religiosa e Étnica.
teatrais (variadas entonações de voz, diferentes social e cultural, de natureza dinâmica,
fisicalidades, diversidade de personagens e reconhecendo-as e valorizando-as como
narrativas, diferentes efeitos plásticos, visuais, formas de significação da realidade e
sonoros, sensitivos, etc.). expressão de subjetividades e identidades

LINGUAGENS
sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de
contato com as habilidades: EF35LP26, EF35LP29 (CEAR02) Compreender as relações entre
e EF35LP31. as linguagens da Arte e suas práticas
integradas, inclusive aquelas possibilitadas
pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e
pelo audiovisual, nas condições particulares
de produção, na prática de cada linguagem
e nas suas articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas
matrizes estéticas e culturais –
especialmente aquelas manifestas na arte
e nas culturas que constituem a identidade
brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas
criações em Arte.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Processos de criação (EF15AR20-05/ES) Experimentar o trabalho (CEAR04) Experienciar a ludicidade, (TI01) Direitos da Criança e do
colaborativo, coletivo e autoral em improvisações a percepção, a expressividade e a Adolescente.
teatrais e processos narrativos criativos em imaginação, ressignificando espaços da
(TI02) Educação para o Trânsito.
teatro, com a possibilidade da experimentação escola e de fora dela no âmbito da Arte.
de recursos tecnológicos, explorando desde a (TI05) Processo de
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos
teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano, Envelhecimento, Respeito e
como formas de registro, pesquisa e
até elementos de diferentes matrizes estéticas e Valorização do Idoso.
criação artística.
culturais.
(TI06) Educação em Direitos
(CEAR07) Problematizar questões
(EF15AR21-05/ES) Exercitar a imitação e o faz Humanos.
políticas, sociais, econômicas, científicas,
de conta, ressignificando objetos e fatos e
tecnológicas e culturais, por meio de (TI07) Educação para as Relações
experimentando-se no lugar do outro, ao compor
exercícios, produções, intervenções e Étnico-Raciais e Ensino de
e encenar acontecimentos cênicos, por meio
apresentações artísticas. História e Cultura Afro-Brasileira,
de músicas, imagens, textos, vídeos, filmes, ou
outros pontos de partida, de forma intencional e Africana e Indígena.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a
reflexiva. crítica, a autoria e o trabalho coletivo e (TI09) Vida Familiar e Social.
colaborativo nas artes.
(EF15AR22-05/ES) Experimentar possibilidades (TI10) Educação para o Consumo
criativas de movimento e de voz na elaboração de Consciente.
um personagem teatral, discutindo estereótipos,
levantando a discussão sobre o respeito (TI12) Trabalho, Ciência e
às diferenças e à diversidade de pessoas e Tecnologia.
situações. (TI13) Diversidade Cultural,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de Religiosa e Étnica.
contato com as habilidades: EF35LP26, EF35LP29,
EF05LP25 e EF35EF01.

LINGUAGENS
121
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

122
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Processos de criação (EF15AR23-05/ES) Reconhecer e experimentar, (CEAR04) Experienciar a ludicidade, (TI01) Direitos da Criança e do
Artes Integradas em projetos temáticos, as relações processuais a percepção, a expressividade e a Adolescente.
entre diversas linguagens artísticas, tendo como imaginação, ressignificando espaços da
(TI02) Educação para o Trânsito.
possibilidade a criação de intervenções artísticas escola e de fora dela no âmbito da Arte.
no espaço público e com mídia digital.  (TI03) Educação Ambiental.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de como formas de registro, pesquisa e

LINGUAGENS
(TI04) Educação Alimentar e
contato com a habilidade: EF05CI05. criação artística. Nutricional.
(CEAR07) Problematizar questões (TI05) Processo de
políticas, sociais, econômicas, científicas, Envelhecimento, Respeito e
tecnológicas e culturais, por meio de Valorização do Idoso.
exercícios, produções, intervenções e
apresentações artísticas. (TI06) Educação em Direitos
Humanos.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a
crítica, a autoria e o trabalho coletivo e (TI07) Educação para as Relações
colaborativo nas artes. Étnico-Raciais e Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira,
Africana e Indígena.
(TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI11) Educação Financeira e
Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e
Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural,
Religiosa e Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Matrizes estéticas e (EF15AR24-05/ES) Caracterizar e experimentar, (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas (TI01) Direitos da Criança e do
Artes Integradas culturais brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções, matrizes estéticas e culturais – Adolescente.
histórias, além de fotografias, filmes, vídeo-arte especialmente aquelas manifestas na arte
(TI03) Educação Ambiental.
de diferentes matrizes estéticas e culturais. e nas culturas que constituem a identidade
brasileira –, sua tradição e manifestações (TI04) Educação Alimentar e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos contemporâneas, reelaborando-as nas Nutricional.
de contato com as habilidades: EF35LEF01 e criações em Arte.
EF05ER01. (TI05) Processo de
(CEAR04) Experienciar a ludicidade, Envelhecimento, Respeito e
a percepção, a expressividade e a Valorização do Idoso.
imaginação, ressignificando espaços da
escola e de fora dela no âmbito da Arte. (TI06) Educação em Direitos
Humanos.
(CEAR07) Problematizar questões
políticas, sociais, econômicas, científicas, (TI07) Educação para as Relações
tecnológicas e culturais, por meio de Étnico-Raciais e Ensino de
exercícios, produções, intervenções e História e Cultura Afro-Brasileira,
apresentações artísticas. Africana e Indígena.

(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a (TI08) Saúde.


crítica, a autoria e o trabalho coletivo e (TI09) Vida Familiar e Social.
colaborativo nas artes.
(TI10) Educação para o Consumo
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio Consciente.
artístico nacional e internacional, material
e imaterial, com suas histórias e diferentes (TI12) Trabalho, Ciência e
visões de mundo. Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural,
Religiosa e Étnica.

LINGUAGENS
123
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

124
5.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO:
OBJETOS DE
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Patrimônio cultural (EF15AR25-05/ES) Conhecer e valorizar o (CEAR01)- Compreender as linguagens (TI06) Educação em Direitos
Artes Integradas patrimônio cultural, material e imaterial como construção humana, histórica, Humanos.
(acentuando as obras artísticas que utilizam social e cultural, de natureza dinâmica,
(TI07) Educação para as Relações
novas tecnologias), de culturas diversas, em reconhecendo-as e valorizando-as como
Étnico-Raciais e Ensino de
especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes formas de significação da realidade e
História e Cultura Afro-Brasileira,
indígenas, africanas e europeias, de diferentes expressão de subjetividades e identidades
Africana e Indígena.

LINGUAGENS
épocas, favorecendo a construção de vocabulário sociais e culturais.
e repertório relativos às diferentes linguagens (TI09) Vida Familiar e Social.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas
artísticas.
matrizes estéticas e culturais – (TI11) Educação Financeira e
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de especialmente aquelas manifestas na arte Fiscal.
contato com as habilidades: EF05GE11, EF05ER04 e nas culturas que constituem a identidade
e EF05ER05. brasileira –, sua tradição e manifestações (TI13) Diversidade Cultural,
contemporâneas, reelaborando-as nas Religiosa e Étnica.
criações em Arte.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio
artístico nacional e internacional, material
e imaterial, com suas histórias e diferentes
visões de mundo.

Campo Transversal: Arte e tecnologia (EF15AR26-05/ES) Explorar diferentes tecnologias (CEAR02) Compreender as relações entre (TI12) Trabalho, Ciência e
Artes Integradas e recursos digitais (multimeios, animações, as linguagens da Arte e suas práticas Tecnologia.
jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, integradas, inclusive aquelas possibilitadas
fotografia, softwares etc.) nos processos de pelo uso das novas tecnologias de
criação artística. informação e comunicação, pelo cinema e
pelo audiovisual, nas condições particulares
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de de produção, na prática de cada linguagem
contato com a habilidade: EF05LP28. e nas suas articulações.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Elementos da (EF69AR04-06/ES) Analisar os elementos (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos
linguagem constitutivos das artes visuais (ponto, linha, humana, histórica, social e cultural, de natureza Humanos.
forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
espaço, movimento etc.) na apreciação de formas de significação da realidade e expressão de
e Étnica.
diferentes produções artísticas. subjetividades e identidades sociais e culturais.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos (CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
de contato com a habilidade: EF06MA28. da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e pelo
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte.

Artes Visuais Materialidades (EF69AR05-06/ES)- Experimentar e analisar (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI01) Direitos da Criança e do
diferentes formas de expressão artística estéticas e culturais – especialmente aquelas Adolescente.
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, manifestas na arte e nas culturas que constituem a (TI02) Educação para o Trânsito.
dobradura, escultura, modelagem, identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
instalação, vídeo, fotografia, performance, contemporâneas, reelaborando-as nas criações em (TI06) Educação em Direitos
etc.), percebendo as potencialidades e Arte. Humanos.
possibilidades de cada meio, materiais (TI07) Educação para as Relações
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
e instrumentos utilizados por diferentes Étnico-Raciais e Ensino de História
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
artistas brasileiros. e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
histórias e diferentes visões de mundo.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos Indígena.

LINGUAGENS
de contato com as habilidades: EF06CI06, (TI08) Saúde.
EF06GE01, EF06GE07, EF06GE10, EF06HI02/ES (TI09) Vida Familiar e Social.
e EF06MA28.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.

125
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

126
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Artes Visuais Processos de (EF69AR06-06/ES) Desenvolver processos (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI01) Direitos da Criança e do
criação de criação em artes visuais, com base em humana, histórica, social e cultural, de natureza Adolescente.
temas ou interesses artísticos presentes na dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI02) Educação para o Trânsito.
arte brasileira, de modo individual, coletivo formas de significação da realidade e expressão de
e colaborativo, fazendo uso de materiais, subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI06) Educação em Direitos
instrumentos e recursos convencionais, Humanos.
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens

LINGUAGENS
alternativos e digitais, propiciando novos
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas (TI07) Educação para as Relações
desafios e possibilidades na construção de
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de Étnico-Raciais e Ensino de História
uma narrativa própria.
informação e comunicação, pelo cinema e pelo e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(EF69AR07-06/ES) Dialogar com princípios audiovisual, nas condições particulares de produção, na Indígena.
conceituais, proposições temáticas, prática de cada linguagem e nas suas articulações.
repertórios imagéticos e processos de (TI08) Saúde.
criação nas suas produções visuais, (TI09) Vida Familiar e Social.
aprofundando a poética pessoal e ampliando
o vocabulário próprio. (TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.

Artes Visuais Sistemas da (EF69AR08-06/ES) Diferenciar as categorias (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
linguagem artista, artesão, produtor cultural, curador, expressividade e a imaginação, ressignificando espaços
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
designer, entre outras, estabelecendo da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
relações entre os profissionais do sistema
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
das artes visuais, conhecendo a função de
de registro, pesquisa e criação artística.
cada um desses agentes na elaboração de
saraus, exposições, eventos culturais, etc. (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e
apresentações artísticas.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Contextos e (EF69AR09-06/ES) Pesquisar e analisar (CEAR06) Estabelecer relações entre arte, mídia, (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
práticas diferentes formas de expressão, mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica e Étnica.
representação e encenação da dança, e problematizadora, modos de produção e de circulação
reconhecendo e apreciando composições da arte na sociedade.
de dança de artistas e grupos brasileiros e
estrangeiros, em destaque para apreciação
de grupos e dançarinos brasileiros nos
diferentes contextos e épocas.

Dança Elementos da (EF69AR10-06/ES) Observar e explorar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI05) Processo de Envelhecimento,
linguagem elementos constitutivos do movimento humana, histórica, social e cultural, de natureza Respeito e Valorização do Idoso.
cotidiano e do movimento dançado, dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI08) Saúde.
abordando, criticamente, o desenvolvimento formas de significação da realidade e expressão de
das formas da dança em sua história subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
tradicional e contemporânea, percebendo e Étnica.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
os significados desses elementos na dança
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
brasileira.
histórias e diferentes visões de mundo.
(EF69AR11-06/ES) Experimentar e analisar os
fatores de movimento (tempo, peso, fluência
e espaço) como elementos que, combinados,
geram as ações corporais e o movimento
dançado, ampliando seu próprio repertório.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF67EF08 e
EF67EF13.

LINGUAGENS
127
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

128
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Dança Processos de (EF69AR12-06/ES) Investigar e experimentar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI01) Direitos da Criança e do
criação procedimentos de improvisação e criação do humana, histórica, social e cultural, de natureza Adolescente.
movimento como fonte para a construção dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI04) Educação Alimentar e
de vocabulários e repertórios próprios, formas de significação da realidade e expressão de
Nutricional.
pesquisando, de maneira autônoma e /ou subjetividades e identidades sociais e culturais.
colaborativa, formas expressivas de dança. (TI05) Processo de Envelhecimento,
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens

LINGUAGENS
Respeito e Valorização do Idoso.
(EF69AR13-06/ES) Investigar e vivenciar da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
brincadeiras, jogos e danças coletivas, possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de (TI06) Educação em Direitos
sobretudo as brasileiras, além de outras informação e comunicação, pelo cinema e pelo Humanos.
práticas de dança de diferentes matrizes audiovisual, nas condições particulares de produção, na
estéticas e culturais como referência para a prática de cada linguagem e nas suas articulações. (TI07) Educação para as Relações
criação e a composição de danças autorais, Étnico-Raciais e Ensino de História
individualmente e em grupo. e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF06HI03/ (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
ES, EF06HI05/ES, EF06HI06/ES, EF06HI07/ES, e Étnica.
EF67EF08 e EF67EF13.
(EF69AR14-06/ES) Analisar e experimentar
diferentes elementos (figurino, iluminação,
cenário, trilha sonora etc.) e espaços
(convencionais e não convencionais)
para composição cênica e apresentação
coreográfica, investigando e analisando os
elementos e espaços da dança brasileira.
(EF69AR15-06/ES) Discutir as experiências
pessoais e coletivas em dança vivenciadas
na escola e em outros contextos,
problematizando estereótipos e
preconceitos, apreciando estilos de danças
brasileiras de diferentes épocas.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contato com as habilidades: EF69LP01,
EF69LP11, EF69LP13, EF67LP02, EF67LP19,
EF89EF14 e EF67EF17.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Contextos e (EF69AR16-06/ES) Analisar criticamente, por (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI03) Educação Ambiental.
práticas meio da apreciação musical, usos e funções expressividade e a imaginação, ressignificando espaços
(TI05) Processo de Envelhecimento,
da música em seus contextos de produção da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
Respeito e Valorização do Idoso.
e circulação, principalmente no que diz
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
respeito à diversidade musical brasileira, (TI06) Educação em Direitos
de registro, pesquisa e criação artística.
relacionando as práticas musicais às Humanos.
diferentes dimensões da vida social, cultural, (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
política, histórica, econômica, estética e (TI07) Educação para as Relações
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
ética. Étnico-Raciais e Ensino de História
por meio de exercícios, produções, intervenções e
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
apresentações artísticas.
(EF69AR17-06/ES) Explorar e analisar, Indígena.
criticamente, diferentes meios e (CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
equipamentos culturais de circulação (TI08) Saúde.
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
da música e do conhecimento musical (TI09) Vida Familiar e Social.
produzidos no Brasil.
(TI10) Educação para o Consumo
(EF69AR18-06/ES) Reconhecer e apreciar Consciente.
o papel de músicos e grupos de música
brasileiros e estrangeiros que contribuíram (TI11) Educação Financeira e Fiscal.
para o desenvolvimento de formas e gêneros (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
musicais, evidenciando as transformações
da música ao longo do tempo. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.
(EF69AR19-06/ES) Identificar e analisar
diferentes estilos musicais, a fim de ampliar
o repertório, contextualizando-os no
tempo e no espaço, de modo a aprimorar
a capacidade de apreciação da estética
musical.

LINGUAGENS
129
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

130
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Elementos da (EF69AR20-06/ES) Explorar e analisar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
linguagem elementos constitutivos da música (altura, humana, histórica, social e cultural, de natureza e Étnica.
intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI03) Educação Ambiental.
meio de recursos naturais e tecnológicos formas de significação da realidade e expressão de
(games e plataformas digitais), jogos, subjetividades e identidades sociais e culturais. (TI10) Educação para o Consumo
canções e práticas diversas de composição/ Consciente.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico

LINGUAGENS
criação, execução e apreciação musicais,
nacional e internacional, material e imaterial, com suas (TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
ampliando a percepção dos parâmetros do
histórias e diferentes visões de mundo.
som e os elementos básicos da música. (TI11) Educação Financeira e Fiscal.

Música Materialidades (EF69AR21-06/ES) Explorar e analisar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI03) Educação Ambiental.
fontes e materiais sonoros em práticas humana, histórica, social e cultural, de natureza
(TI09) Vida Familiar e Social.
de composição/criação, execução e dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
apreciação musical, reconhecendo timbres formas de significação da realidade e expressão de (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e características de instrumentos musicais subjetividades e identidades sociais e culturais. e Étnica.
diversos característicos da cultura brasileira.
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens (TI17) Povos e Comunidades
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas Tradicionais.
de contato com a habilidade: EF06HI02/ES. possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e pelo (TI18) Educação Patrimonial.
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
estéticas e culturais – especialmente aquelas
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
Arte.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Música Notação e registro (EF69AR22-06-/ES) Explorar e identificar (CEAR01) Compreender as linguagens como construção
musical diferentes formas de registro musical não humana, histórica, social e cultural, de natureza
convencional (como partituras criativas e dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
procedimentos da música contemporânea), formas de significação da realidade e expressão de
bem como procedimentos e técnicas subjetividades e identidades sociais e culturais.
de registro em áudio e audiovisual e
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
reconhecer os princípios da notação musical
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
convencional.
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e pelo
audiovisual, nas condições particulares de produção, na
prática de cada linguagem e nas suas articulações.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.

Música Processos de (EF69AR23-06/ES) Explorar e criar (CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas (TI09) Vida Familiar e Social.
criação improvisações, composições, arranjos, de registro, pesquisa e criação artística. (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
jingles, trilhas sonoras, entre outros, e Étnica.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
utilizando vozes, sons corporais e/ou
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. (TI03) Educação Ambiental.
instrumentos acústicos ou eletrônicos,
convencionais ou não convencionais, (TI06) Educação em Direitos
expressando ideias musicais de maneira Humanos.
individual, coletiva e colaborativa. Além
disso, estimular-se para um fazer musical (TI07) Educação para as Relações
espontâneo e autêntico, com respeito e Étnico-Raciais e Ensino de História
valorização dos elementos que constituem a e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
diversidade cultural brasileira. Indígena.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos e Étnica.

LINGUAGENS
de contato com a habilidade: EF69LP02.
(TI18) Educação Patrimonial.
(TI16) Gênero, Sexualidade, Poder e
Sociedade.
(TI17) Povos e Comunidades
Tradicionais.
(TI15) Ética e Cidadania.

131
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

132
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Contextos e (EF69AR24-06/ES) Reconhecer e apreciar (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
práticas artistas e grupos de teatro brasileiros expressividade e a imaginação, ressignificando espaços e Étnica.
e estrangeiros de diferentes épocas, da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
investigando os modos de criação, produção,
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
divulgação, circulação e organização da
de registro, pesquisa e criação artística.
atuação profissional em teatro, além de

LINGUAGENS
pesquisar a formação do povo brasileiro na (CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
produção teatral. econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e
(EF69AR25-06/ES) Identificar e analisar
apresentações artísticas.
diferentes estilos cênicos (tragédia clássica,
tragédia moderna, comédia clássica, (CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e
comédia moderna, entre outros), a fim de o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
ampliar o repertório, contextualizando-os no
tempo e no espaço, de modo a aprimorar
a capacidade de apreciação da estética
teatral, principalmente a brasileira.

Teatro Elementos da (EF69AR26-06/ES) Explorar diferentes (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
linguagem elementos envolvidos na composição humana, histórica, social e cultural, de natureza e Étnica.
dos acontecimentos cênicos (figurinos, dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) formas de significação da realidade e expressão de
e reconhecer seus vocabulários, percebendo subjetividades e identidades sociais e culturais.
as características desses elementos na
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
produção teatral brasileira de diferentes
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
épocas.
histórias e diferentes visões de mundo.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Teatro Processos de (EF69AR27-06/ES) Pesquisar e criar formas (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI08) Saúde.
criação de dramaturgia e espaços cênicos para o humana, histórica, social e cultural, de natureza
(TI09) Vida Familiar e Social.
acontecimento teatral, em diálogo com o dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
teatro contemporâneo, pesquisando nas formas de significação da realidade e expressão de (TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
salas de aula, na escola ou em ambiente subjetividades e identidades sociais e culturais. e Étnica.
externos a possibilidade de espaços físicos
(CEAR02) Compreender as relações entre as linguagens
em espaços cênicos.
da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
(EF69AR28-06/ES) Investigar e experimentar possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
diferentes funções teatrais e discutir os informação e comunicação, pelo cinema e pelo
limites e desafios do trabalho artístico audiovisual, nas condições particulares de produção, na
coletivo e colaborativo, experimentando a prática de cada linguagem e nas suas articulações.
construção de roteiros/cenas que tenham:
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes
enredo/história/ conflito dramático/
estéticas e culturais – especialmente aquelas
personagens/diálogo local e ações
manifestas na arte e nas culturas que constituem a
dramáticas definidas.
identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
(EF69AR29-06/ES) Experimentar a contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
gestualidade e as construções corporais Arte.
e vocais de maneira imaginativa na
improvisação teatral e no jogo cênico,
utilizando a capacidade de expressar e criar
significados no plano sensório-corporal.
EF69AR30-06/ES Compor improvisações e
acontecimentos cênicos com base em textos
dramáticos ou outros estímulos (música,
imagens, objetos etc.), caracterizando
personagens (com figurinos e adereços),
cenário, iluminação e sonoplastia e

LINGUAGENS
considerando a relação com o espectador.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos
de contatos com as habilidades: EF67LP20,
EF67LP27, EF69LP50, EF69LP52 e EF69LP54.

133
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

134
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Contextos e (EF69AR31-06/ES) Relacionar as práticas (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
práticas artísticas às diferentes dimensões da vida expressividade e a imaginação, ressignificando espaços Adolescente.
Artes Integradas
social, cultural, política, histórica, econômica, da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
estética e ética, percebendo a formação da
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
arte brasileira na identidade do povo que (TI03) Educação Ambiental.
de registro, pesquisa e criação artística.
constitui essa nação.
(TI04) Educação Alimentar e

LINGUAGENS
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos Nutricional.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
de contato com as habilidades: EF06HI03/ES,
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI05) Processo de Envelhecimento,
EF06HI05/ES, EF06HI06/ES e EF06HI07/ES.
apresentações artísticas. Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e (TI06) Educação em Direitos
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. Humanos.
(TI07) Educação para as Relações
Étnico-Raciais e Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena.
(TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI11) Educação Financeira e Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Processos de (EF69AR32-06/ES) Analisar e explorar, em (CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a (TI01) Direitos da Criança e do
criação projetos temáticos, as relações processuais expressividade e a imaginação, ressignificando espaços Adolescente.
Artes Integradas
entre diversas linguagens artísticas, da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
(TI02) Educação para o Trânsito.
valorizando a identidade do povo brasileiro.
(CEAR05) Mobilizar recursos tecnológicos como formas
(TI03) Educação Ambiental.
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos de registro, pesquisa e criação artística.
de contato com as habilidades: EF06HI03/ES, (TI04) Educação Alimentar e
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
EF06HI05/ES, EF06HI06/ES e EF06HI07/ES. Nutricional.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI05) Processo de Envelhecimento,
apresentações artísticas. Respeito e Valorização do Idoso.
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e (TI06) Educação em Direitos
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. Humanos.
(TI07) Educação para as Relações
Étnico-Raciais e Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena.
(TI08) Saúde.
(TI09) Vida Familiar e Social.
(TI10) Educação para o Consumo
Consciente.
(TI11) Educação Financeira e Fiscal.
(TI12) Trabalho, Ciência e Tecnologia.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
e Étnica.

LINGUAGENS
135
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS

136
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Matrizes estéticas (EF69AR33-06/ES) Analisar aspectos (CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes (TI01) Direitos da Criança e do
e culturais históricos, sociais e políticos da produção estéticas e culturais – especialmente aquelas Adolescente.
Artes Integradas
artística, problematizando as narrativas manifestas na arte e nas culturas que constituem a
(TI05) Processo de Envelhecimento,
eurocêntricas e as diversas categorizações identidade brasileira –, sua tradição e manifestações
Respeito e Valorização do Idoso.
da arte (arte, artesanato, folclore, design contemporâneas, reelaborando-as nas criações em
etc.), percebendo e respeitando a Arte. (TI06) Educação em Direitos

LINGUAGENS
diversidade étnica na formação do povo Humanos.
(CEAR04) Experienciar a ludicidade, a percepção, a
brasileiro.
expressividade e a imaginação, ressignificando espaços (TI07): Educação para as Relações
Há, aqui, oportunidade de trabalhar pontos da escola e de fora dela no âmbito da Arte. Étnico-Raciais e Ensino de História
de contato com as habilidades: EF06ER06, e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
(CEAR07) Problematizar questões políticas, sociais,
EF69LP01, EF69LP11, EF67LP27 e EF67EF17. Indígena.
econômicas, científicas, tecnológicas e culturais,
por meio de exercícios, produções, intervenções e (TI09) Vida Familiar e Social.
apresentações artísticas.
(TI13) Diversidade Cultural, Religiosa
(CEAR08) Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e e Étnica.
o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
(CEAR09) Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com suas
histórias e diferentes visões de mundo.
SISTEMATIZAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
6.0 ANO
CAMPO TEMÁTICO: POSSIBILIDADES DE ENVOLVIMENTO
OBJETO DO
LINGUAGENS HABILIDADES COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
CONHECIMENTO TEMAS INTEGRADORES
ARTÍSTICAS
Campo Transversal: Patrimônio (EF69AR34-06/ES) Analisar e valorizar o (CEAR01) Compreender as linguagens como construção (TI06) Educação em Direitos
cultural patrimônio cultural, material e imaterial, de humana, histórica, social e cultural, de natureza Humanos.
Artes Integradas
culturas diversas, em especial a brasileira, dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como
(TI07) Educação para as Relações
incluindo suas matrizes indígenas, africanas formas de significação da realidade e expressão de
Étnico-Raciais e Ensino de História
e europeias, de diferentes épocas, e subjetividades e identidades sociais e culturais.
e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
favorecendo a construção de vocabulário e
(CEAR03) Pesquisar e conhecer distintas matrizes Indígena.
repertório relativos às diferentes linguagens
estéticas e culturais – especialmente aquelas
artísticas, participando da id