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Uma Reflexão Sobre a Etnografia

Uma análise interna sobre a turma de produção de etnografia (met III)

Introdução

A pesquisa tem como foco a análise do fazer etnográfico em sí, tendo


como objeto de pesquisa os alunos da disciplina de metodologia 3 do semestre
2019/2 da Universidade Federal de Minas Gerais. Tendo em perspectiva a
ontologia do pesquisador e a relação com o grupo investigado, evidenciando os
pontos de convergência e divergência, entendendo cada pesquisa como única
pela trajetória de cada autor ou autores ser singular, ainda que com métodos
parecidos.

O Grupo

O grupo diferentemente da antropologia clássica, não pertence à mesma


etnia, muito menos se encontra em reclusão perante a “grande sociedade”, a
macroestrutura que a globalização e o acesso à mídia mundial nos fazem sentir
parte. É constituído majoritariamente por mulheres e tem integrantes de x a x
anos.

Cada integrante é responsável pela produção de uma etnografia, podendo


também haver duplas, orientados pela Professora Sabrina Deise Finamora e a
doutoranda Anna Luiza Moura. Os alunos possuem origens territoriais distintas,
como naturalmente se observa entre os alunos da UFMG, que como grande
produtora de conhecimento atrai pessoas de diversos lugares.

A semelhança primária entre os indivíduos estudados se encontra na


demanda pelo curso no mesmo momento, algo próximo da concepção eliasiana
da formação de grupos, unidos por um interesse “econômico” , uma espécie de
figuração passível de análise a curto prazo, tendo e vista que a disciplina tem
prazo para se findar e consequentemente o interesse que unia os indivíduos e o
grupo todo como unidade analítica.

Alguns dos pesquisadores se encontram motivados pela necessidade da


integralização da grade curricular, outros pelo desejo da apreensão do
conhecimento da prática etnográfica, não obstante ambas as motivações ao
mesmo tempo.

A dinâmica das aulas a partir do dia 27/09 começou a tomar um formato


expositivo de troca entre os alunos, com uma dinâmica circular e incentivo à fala
de ao menos um comentário de cada aluno sobre a etnografia apresentada no
momento. Por método de sorteio cada estudante foi disposto na grade de
apresentação, que acontece por rodadas, sendo elas:

1- Luciana, Ana Luiza; Jéssica Braga.


1.1- O que pensam os adolescentes sobre as músicas de Kamaitachi?
1.2- Os sistemas de gênero nas Vivências Percussivas Marajoara
1.3- Grupo de Capoeira Angola Camujerê

2- Grupo Sara e Claudia; grupo Guilherme e Sofia; e Franciele.


2.1- Perspectivas sobre a Perifeira no Centro de Referência da
Juventude em Belo Horizonte
2.2- Roda de fumo na universidade
2.3- Encontros do projeto Preta Poeta.

3- Camila Souza; grupo Camila Sena, Julia e Rodrigo; Rômulo, grupo Márcio e
Tamires.
3.1- “Os relatos de uma estudante do curso de Ciências Sociais da
UFMG (à época UMG) durante o período de 1960 a 1964”
3.2- Movimento Popular de Percussão Circular
3.3- Pesquisa qualitativa com estudantes de ciências sociais

4- Ana Clara; Camila Carvalho e Fernanda.


4.1- Etnografia com ciclo ativistas mulheres (grupo Gira)
4.2- Etnografia com seguranças sobre a implementação de catracas.

5- Vitor Aguiar, Camila Matos, Lucas e se tudo permitir João Paulo Machado
5.1- Um trabalho etnográfico sobre o curso “Sonante Laboratório de som”.
5.2- Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato
Infracional de Belo Horizonte (CIA BH).
5.3- Entre o realismo literário e a pesquisa etnográfica: Dom Casmurro e
as mães mineiras.
5.4- Esta etnografia em questão.
Do Método
Com intuito de cognoscer a identificação do pesquisador com o grupo que
estuda e as possíveis identificações entre os próprios pesquisadores, que se
encontram na posição de críticos de um status quo, mesmo que não sendo
alheios ou aversivos ao mesmo. É proposto um questionário a ser respondido
disponível no final deste documento.
Subsequentemente, por meio da própria apresentação deste trabalho
analisar como os pesquisadores se sentem diante da proposta de serem
analisados, papel inverso ao que se veem até então na disciplina. Assim,
possivelmente gerando uma reflexão acerca do dilema ético de se investigar
academicamente uma organização de pessoas.
A Pesquisa

Sob perspectiva humana e realística, tendo em foco o estudo de seres humanos


por outros seres humanos, analisando o processo dos pesquisadores de contato
com seus “objetos de pesquisa”, de forma a fazer uma certa metalinguagem, por
falar também de mim, João Paulo, ao me pensar também inserido na dinâmica.

A pesquisa tem caráter dual ao se pensar nas interações por envolver dois
ambientes e dois grupos, sendo o grupo a ser pesquisado, que é objeto de cada
pesquisador e a sua “fonte primária” da extração de informação. Segundamente,
o grupo de demais pesquisadores, professora e orientanda, ambiente em que
ocorre troca de saberes e opiniões internamente, e como observado mais a
frente também apoio e expectativas.

Um fato comum a ser observado na maior parte das etnografias, é uma


abordagem utilitarista de forma a pensar problemas ou em grupos
marginalizados, no sentido que se compreende grupos de formação histórica
contra hegemônica, e apresentando muitas vezes elementos característicos a
uma etnografia crítica. Como os autores Mainardes, Jefferson; Marcondes, Maria
Inês do artigo da revista da UFRGS definem a seguir o termo:
“Os etnógrafos críticos geralmente investigam lugares sociais,
processos sociais e produtos culturais com o objetivo de
desvelar desigualdades e, em última instância, contribuir para a
resolução de problemas profundos da realidade social. A
etnografia crítica foi inicialmente utilizada para referir-se à
pesquisa educacional fundamentada nas teorias críticas de
educação, teorias feministas e teorias neomarxistas.
Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=317227057010

Tal caráter crítico e de caráter fundamentalmente embasamento em uma


concepção coletiva do grupo com uma justiça social; vide as etnografias:1.2, 1.3,
2.1, 2.3, 3.1, 3.2, 4.1, 4.2, 5.1, 5.2. Entretanto,
Hierarquia na sala de aula

Nome:

Idade:

Cidade que identifica como natal:

Formação:

O que é etnografia?

Qual sua relação com o grupo que investiga?

Como você escolheu seu objeto de pesquisa? (motivação)

Qual seu intuito ao fazer a etnografia?


01/11

17 alunos

Ana clara começa a contar sobre a percepção de seu campo de forma


informal e pessoal sua perspectiva sobre o seu campo, se trata de uma pesquisa
sobre um grupo feminino de ciclistas, Grupo Gira, Associação bh em ciclo.

Dificuldade em abordar um tema apenas por demasiada afinidade com o


campo

Camila e Fernanda

Contam sobre como abordam a temática da implementação de catracas


na fafich, conversam com segurança, camila admite erro de abordagem, certa i

Observação de Sabrina, intervenção sobre a observação da contrdição do


argumento mais pessoa mais seguro x catraca limitação mais seguro. Defesa da
sustentação do argumento do entrevistado, mesmo que contraditório.

Territorialidade x gênero

Palavra passada entre os alunos, feedback de cada um, falas feitas com
cautela, primeiro o observador faz uma observação postiva, depois fa alguma
observação ou sugestão.

Márcio após elogio sugere maior reflexão por achar o texto de ana deveras
expositivo.

Tamires ressalta redundância em texto de camila e Fernanda, sugerindo


o uso da pesquisa em outros prédios, ressalta que os seguranças também
precisa de segurança e concorda com márcio ao sugerir maior reflexividade ao
texto de ana.

Romulo sugere ênfase na questão do gênero no texto de Ana. Ao texto


de camila (crítica chave) crise de representação do estudantes.

Camila Matos elogia texto de camila e Fernanda. Elogia texto de Ana. Faz
observações sobre o texto de ana, maior delimitação e descrição.
Camila 3 sugere documentário 75 anos de fafich. Sugere uma
comunicação com o arquiteto do prédio recente da fafich, elogia texto de camila
e Fernanda. Elogia texto de ana e seu modo de falar(?).

Lucas elogia ambos os trabalhos, posicionamento quanto a questão das


catracas, defende posicionamento em relação ao texto, relação de raça com a
implementação das catracas, evidencia sua posição como homem branco em
relação a sua ocupação do espaço em detrimento a outros.

Jessica pontua quanto os comentários do restante da turma, como cada


um tem um viés próprio, mas abordando os mesmos pontos. Pede
posicionamento das pessoas quanto ao espaço que ocupam. Faz analise ao
texto de camila e Fernanda e de ana.