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TEORIA POLÍTICA: Das megalitos aos astronautas

ERIC VOEGELIN e MENDO HENRIQUES

**

A época medieval

Capítulo 16 Dante

§1. O isolamento do pensador político

Com Dante surgiu um novo tipo de pensador político no Ocidente e cuja atitude introduz uma nova
dimensão. Dante (1265-1321) não pertencia a qualquer grupo social que revestisse de autoridade
representativa a sua palavra e desse forma à sua audiência. Não era um clérigo, secular ou monástico,
nem um advogado, papal, imperial, ou régio. Tentou ser um político mas foi vítima das querelas de
Florença; estava absolutamente em desacordo com a luta passional da política das cidades italianas. Era
um partido de um homem só, falando com a autoridade dos majestas genii.
Este isolamento estivera em gestação durante dois séculos. Na querela das investiduras os
participantes estavam firmemente ligados pela estrutura social do sacrum imperium. A visão de Fiora
pedia um novo regime, fora da estrutura da sociedade feudal; mas o abade de Fiora entrou para a
realidade social cisterciense e mais tarde para a ordem Florensiana. S. Francisco teve de quebrar com
as origens; mas mesmo a ordem franciscana que criou, debatia-se, à época de sua morte, com o
problema da institucionalização em choque com a ideia fundadora. S. Tomás cresceu na Ordem
dominicana, mas, a ressonância da sua obra política foi praticamente nula na Europa. Siger de Brabante
era um clérigo cujas ideias o levaram até á morte na prisão.
Egídio de Roma mostra a alternativa ao isolamento ameaçador do espírito livre. Não se arriscou ao
isolamento nem à prisão, porque apostara deliberadamente no poder. As suas ideias ecoaram na bula
Unam Sanctam. Mas este sucesso revela o preço que o pensador tem que pagar pelo estatuto público na
nova ordem da política do poder: sacrificar a independência espiritual e intelectual, tão cara a S. Tomás
ou a Siger. Para Dante, que experimentou fortemente a realidade do espírito, era inaceitável.
Significativamente, colocou Siger e Tomás lado a lado no Quarto Céu, dois antagonistas da geração
precedente, porque as veri de Siger, embora invidiosi, tal como a ortodoxia de S. Tomás, nasciam do
esforço honesto de busca da verdade e justificam-se perante Deus, se não perante o homem.1 No seu

1
1. Paradiso X.I36 ff.: "Essa e la luce eterna di Sigieri,/Che, leggendo nel vico degli st1ami,/Sillogizzo
invidiosi veri" (que é a luz eternal do, de Siger/que, ao lecturing nas ruas do, das palhas/Syllogized se
ressentiu por proposiçãos). A justaposição de Thomas e de Siger no Divina Commedia é um dos
problemas os mais thorniest da interpretação de Dante. Duas contribuições recentes à pergunta
merecem a atenção particular: Und Joachim von Fiore Dante de Herbert Grundmann de "," Dante-
fahIbuch, vol. 14 (1932), e und Dante Siger von Rendas do Brabante de Martin Grabmann de ","
Deutsches Dante-fahrbuch, vol. 21 (Weimar: B6hlaus Nachfolgr, 1939), 10930. Grundmann mostra
convincingly que Dante tentou harmonize as tendências opondo da idade, não provando que eram
compatíveis, mas understanding os conflitos das doutrinas e das atitudes como a superfície de uma
unidade subjacente do espírito e do intellect. Grundmann trata especificamente das justaposições de
Joachim de Fiore e de Bonaventure, de Thomas e de Siger, e com os elogios mútuos de Bonaventure e
de Thomas. Grabmann, no artigo mais atrasado, sumaria os resultados dos oeuvres im3dites dos ses dos
d'apres das rendas do Brabante de Siger de de Fernand Camionete Steenberghen, dos belges de
Philosophes, dos textes et dos etudes, vols. 12-13 (Louvain: Edições de l'Institut Superieur de
Philosophie de l'Universite, 1931). Camionete Steenberghen é da opinião que o conflito pessoal de
Thomas e de Siger não era assim que forte como é suposto às vezes: tiveram o respeito grande para se.
O Quaesçãoes mais atrasado de Anima da mostra de Siger, além disso, uma tendência aproximar a
teoria de Thomasic da alma. No tratamento da pergunta, parece-me, fêz-se exame de demasiado para
concedido que Dante ele mesmo era incondicional orthodox e que Siger teve que lhe aparecer como um
heretic que sob nenhuma circunstância poderia ser colocado de lado a lado com a coluna da doutrina
orthodox. As mudanças recentes em nosso retrato geral de Dante, e a compreensão melhor de seu
tempo, tinham desaparecido os guias transcendentais do espírito e do intelecto. E ele, que os procurara,
estava perdido nas florestas escuras das paixões, o tema de abertura da Divina Commedia:

"Nel mezzo del cammin di nostra vita /Mi ritrovai per una
selva oscura / Che la diritta via era smarrita."
(A meio da viagem da nossa vida, encontrei-me em uma
selva escura, porque a via recta estava perdida)

É preciso uma viagem longa para ver outra vez as estrelas orientadoras, a palavra chave que
encerra cada uma das três partes da Divina Commedia, e que Deus move com o seu amor (Par. 33.145).

§2. A separação entre espírito e política

Desde a época de Dante, que o realista espiritual se enfrenta com o problema de que a realidade
política circundante do mundo ocidental não absorve adequadamente o espírito nas instituições
públicas. Podemos discernir três fases principais no processo de separação entre espírito e política. O
início da primeira fase é marcado por Dante e pela sua descoberta da nova solidão espiritual. A
segunda fase é marcada pelo surgimento de reformadores religiosos e de realistas espirituais seculares.
A terceira fase traz um novo nível. Aos primeiros reformadores corresponde o activista político-
religioso, representado por Marx, que tentou unir o espírito e as instituições sociais através de
destruição revolucionária da sociedade existente, para dar lugar ao novo homem, o proletário. Aos
realistas espirituais dos sécs. XVI e XVII corresponde o espírito livre isolado de Nietzsche cuja análise
do niilismo europeu é o último juízo do mundo ocidental pós-medieval, tal como a Divina Comédia foi
o primeiro.

§3. Realismo espiritual - o paraíso terreno

Esta perspectiva mais ampla permite uma melhor compreensão dos problemas de Dante. As suas
abordagens ao problema de uma humanidade ocidental que está perdendo a unidade espiritual, por um
lado, e a tentativa de encontrar a relação adequada do indivíduo espiritual à estrutura política da sua
época, por outro lado, ainda estão indiferenciadas. Ele acalenta esperanças numa nova Igreja espiritual
de tradição joaquimita, tal como expressa na Divina Comédia, o mesmo tipo de esperança de Lutero e
dos revolucionários do séc. XIX. Mas a experiência de Dante da realidade profunda do espírito
determina a sua atitude pessoal negativa face ao campo da política que vê dominado pela paixão do
poder material. Este negativismo ressurge em Maquiavel, Espinosa e Nietzsche.

§4. Formas literárias e símbolos de autoridade

Para a sua afirmação pública como indivíduo, Dante teve que desenvolver as formas literárias e os
símbolos de autoridade adequados à nova função. Na primeira fase adoptou as Cartas, já desenvolvidas
por Frederico II e usadas por S. Francisco. A Carta Aberta, ou Manifesto Político, torna-se agora o
instrumento de expressão para o indivíduo que não tem público institucional mas que apela à opinião
pública. A questão é da autoridade com que escreve estas cartas.2 Na Carta V, endereçada aos príncipes

próprio J oachitic e leanings de Averroist, deixaram a pergunta inteira de SigerThomas aparecer em


uma luz diferente. Veja para estas perguntas o tratamento do Monarchia e do Divina Commedia neste
capítulo. No general veja Etienne Gilson, Dante o filósofo, transporte. David Moore (New York: Sheed
e divisão, 1949); Giuseppe Mazotta, visão de Dante e o círculo do conhecimento (Princeton: imprensa
da universidade de Princeton, 1993); Alison Morgan, Dante e o medieval o outro mundo (New York:
Imprensa Da Universidade De Cambridge, 1990). [ em Siger, veja vol. II, as idades a Aquinas, 178-204
do meio. ]
2
2. Dante Alighieri, Epistolae, ed. Paget Toynbee (Oxford: Imprensa Da
Universidade De Oxford, 1920). No relacionamento de Dante à ordem política veja
Donna Mancusi-Ungaro, Dante e o império (New York: Peter Lang, 1980); Joan M.
Ferrante, a visão de Political do comedy divine (Princeton: Imprensa Da Universidade
De Princeton, 1984); C. Grayson, ed. O mundo de Dante: Essays em Dante e em suas
épocas (Oxford: Imprensa Da Universidade De Oxford, 1988); D'Entreves de
e povos de Itália, designa-se a si mesmo como humilis Italus. Na Carta VI endereçada aos Florentinos
exprime-se como Florentius. Na Carta VII, ao imperador Henrique VII, é o Florentinus, acompanhado
pelos toscanos que desejam a paz. Nas três cartas considera-se imerecidamente no exílio. Na
Monarchia, regressa à forma convencional do tratado político. E finalmente na Divina Commedia
consegue a grande inovação de um poema político em lingua volgare, dirigido ao povo italiano em
geral.3

Os símbolos de autoridade são simultâneos em três fontes.

A primeira fonte é designada pelas auto-designações nas Cartas e pelo uso da língua vulgar na
Divina Commedia. Dante fala como italiano e florentino; apesar da retirada de grupos políticos mantém
um estatuto político; como membro da comunidade política, tem a função representativa de um porta-
voz.

A segunda fonte de autoridade é o espiritualismo joaquimita. Como espiritualista cristão assume em


relação ao reino de paz futura uma função semelhante a Joaquim.

E enfim, Dante fala em nome do seu génio poético, que constitui uma fonte de autoridade mais
problemática mais pessoal. Mas problemática porque a ordem cristão o poeta não tem autoridade divina
específica para falar como vidente. Consciente do problema, Dante evoca Virgílio e quatro outros
poetas pagãos no limbo que o recebem por companheiro, (Inferno, IV, 64-105)

§5. As Cartas

Na obra de Dante, as cartas revelam a orgia dos símbolos que reflectem a


atmosfera escatológica da sua política. Os tempos urgem: a idade de ouro dos antigos
e o tempus acceptabile de Deutero-Isaiah e de 2 Corinthians. Dante aparece como o
João Baptista que anuncia o agnus Dei, como Virgílio que anuncia a criança e a idade
de Saturno, e como Samuel que aconselha Saul a liquidar os Amalaquitas. O
imperador Henrique VII é César que confunde os inimigos, Augusto que introduz a
pax romana, Eneias que funda a nova Roma, o segundo Moisés que conduz o povo até
Canaã, o David que esmaga Golias. Os italianos são exortados a abandonar a
teimosia; os Lombardos a rtecordarem a ascendência Troiana e aceitar o imperador,
para se esquecerem do bárbara ascendência escandinava e submeter-se ao príncipe da
paz que se ergue como o sol e surgem como o leão apocalíptico de Judá. A riqueza de
símbolos é avassaladora; estamos longe do simbolismo laborioso e consciencioso de
Fiora. A utilização dos símbolos é literária e ao serviço da evocação de um mundo
pacífico que ultrapassou os problemas Gelasianos do sacrum imperium.

§6. O De Monarchia

Alessandro Passerin, Dante como um pensador político (Oxford: Imprensa Da


Universidade De Oxford, 1952); John A. Scott, Purgatory Político De Dante
(Filadélfia: Universidade da imprensa de Pensilvânia, 1996).
3
4. Tommaso Casini e S. A. Barbi, la Divina Commedia di Dante Alighieri, õ ed.
(Florença: Sansoni, 1926). Edição inglesa: O comedy divine, traduzido com o
commentary por C. S. Singleton, 6 vols. (Princeton: Imprensa Da Universidade De
Princeton, 19701975). Os estudos relevantes recentes incluem Ferrante, visão política;
Jeff1ey Schnapp, o Transfiguração do history no centro do paradise de Dante
(Princeton: Imprensa Da Universidade De Princeton, 1986li Richard Kay, Astrology
Cristã De Dante (Philadelphia: Universidade da imprensa de Pensilvânia, o 1994li e o
Steven Botte1ill, o Dante e a tradição mystical: Bernard de Clairvaux no Commedia
(New York: Imprensa Da Universidade De Cambridge, 1994).
A construção de Dante já não é aceitável porque a antropologia moderna enriqueceu-se com a visão
da estrutura histórica da mente humana. Já não é possível identificar a essência do homem com um
intelecto sem história, embora exista quem pratique isto frequentemente. A unidade da humanidade não
é intelectualmente estática; é um campo aberto em que as possibilidades da mente humana se
desdobram historicamente e se manifestam na sequência de civilizações e nações. É cientificamente
insustentável parar a história num ponto do tempo e declará-lo absoluto como a natureza humana,
precisamente o que sucede com a ideia de uma organização estática que seria a resposta política à ideia
de homem. O drama da história humana não pode ser retido numa organização de poder
governamental, imperial e não pode ser submetido às regras de um tribunal.

O defeito da teoria de Dante é o intelectualismo, que reserva ao monarca mundial as funções de


árbitro. Os planos de organização mundial de Pierre Dubois e Sully originados na vontade de poder de
uma nação particular, sendo hegemónicos, estão mais de acordo com as forças da história. Mas o
intelectualismo continua na moda. Os nossos planos modernos de organização mundial são, por regra,
hegemónicos. São historicamente realistas na medida em que se baseiam no princípio de que as
concepções políticas de uma ordem particular deveriam ser preponderantes, em geral, no mundo
ocidental e no globo. Mas são intelectualistas na medida em que uma ideia particular de ordem é
universalizável de modo a que todos os homens devem submeter-se-lhe. O conflito político entre a
hegemonia organizada e o sonho da universitas hominum - politicamente personificada no séc. XIII por
Dante - está longe de estar resolvido.

c. O mito da Italianidade

O Livro Segundo da Monarquia, trata de saber se o povo romano tem o direito de assumir a
monarquia mundial. Os detalhes da investigação não são aqui relevantes, embora sejam um modelo de
análise religiosa e filosófica dos sintomas pelos quais a vontade de Deus pode ser conhecida. O
importante é que Dante não visa defender o imperador contra o poder espiritual mas sim o populus
romanus, ou seja, o povo italiano contra os adversários e competidores. O povo italiano é o povo por
excelência em virtude da obra de civilização e de paz que realizou e pela virtude de Cristo se ter
deixado julgar por um tribunal romano. Não se trata de nacionalismo. A imaginação de Dante ainda
não visiona o estado nacional italiano. Enquanto aguarda o fim da intervenção estrangeira, a
regeneração deve preparar os italianos para assumir as funções de povo imperial. Dante aguarda por
um imperador da Casa de Luxemburgo. Este mito da Italianidade permanecerá na moderna história
italiana. Com Maquiavel é o estado nacional, e para Vico a Itália é a única nação ocidental que tem um
ciclo antes das migrações dos povos bárbaros. O fascismo irá explorar este ressentimento contra a
barbárie anglo-saxónica, considerando-a atrasada em relação à Itália.

O livro III retoma a relação da autoridade imperial com a eclesiástica. O argumento imperialista da
derivação directa da autoridade de deus contra a construção hieràrquica

§7. A visão em Purgatório 29-33

Numa economia da história das ideias políticas, podemos concentrar-nos na visão apocalíptica
decisiva de Purgatório 29 e 32-33. A visão está expressa em símbolos espirituais e consenso é difícil.
As linhas principais foram clarificadas pelo trabalho de séculos de comentadores. A evocação de Dante
utiliza as raízes joaquimitas através da distinção entre a Igreja feudal corrupta e a Igreja espiritual
pobre e a expectativa joaquimita de que o período de iniquidade será seguido por uma Igreja purificada
e a ser inaugurado por uma personalidade salvadora.

A visão não é simples repetição do sonho joaquimita do Terceiro Reino do Espírito. O elitismo
espiritualista de Joaquim era uma fuga à unidade temporal espiritual do Império; a redução da história
ao processo espiritual aniquila a vida secular da humanidade, na acepção de irmandade dos perfeitos
ser incompatível com a ideia de povo cristão. Dante vive no horizonte mais amplo do poder imperial.
Vê a decadência da Igreja em paralelo com a decadência do império como poder secular: miséria do
papado em Avignon e predominância da França no Ocidente. A reconstrução do imperium tem de se
estender ao poder temporal e espiritual. Mas como o velho Império morreu, o problema sai do tempo
presente e vai para as eras simbólicas de história
Os símbolos básicos são joaquimitas. O império será inaugurado por um Dux, que, contudo. é uma
figura imperial e temporal. Apenas em segundo plano aparece uma figura espiritual dirigente designada
como Veltro. (Inferno, verso 100 e ss.) Mas esta dupla liderança do império do futuro não será levada a
cabo pelo incumbente do trono pontíficio e imperial; não será realizada por acção política no sentido
mundano, porque o Império é dado por Deus no devido tempo. Reaparece o elemento de fatalismo,
típico de uma filosofia da história que procure evocar uma linha fixo nos ventos futuros. O fatalismo
de Dante ainda é mais forte que o de Joaquim porque Dante não assume o papel de simples profeta
existencial; é fatalismo de tipo intelectual e aproxima-se mais da submissão à história sob uma lei
eterna, típico de Sigério de Brabante e dos Averroístas.

Noutro sentido, a evocação de Dante pode ser comparada com a de Santo Agostinho. Dempf
afirmou bem que a visão de Dante é a contrapartida da Civitas Dei, na medida em que completa a
evocação do reino cristão esboçada em Santo Agostinho. A comparação pode ser levada da esfera dos
conteúdos para a esfera dos sentimentos. A Civitas Dei assinala o fim do período romano-cristão
porque aceita a derrota da ideia de um império cristão. O saeculum é senescens; não existe esperança
na história do mundo e temos que aguardar pela segunda vinda de Cristo que porá fim ao curso
insensato dos acontecimentos humanos. A situação de Dante é semelhante. De novo o Império falhou e
não existe esperança de restauração no futuro imediato; existe um tempo de espera comparável ao
saeculum senescens. O indivíduo mais não pode fazer do que retirar-se para atitude contemplativa.
Pode julgar as iniquidades do seu tempo mas o tempo passará sobre ele. O saeculum chegará ao fim por
intervenção divina.

A diferença importante é de que este fim não será o advento de um reino celestial mas uma nova
época imperial na história da humanidade cristã. Pela primeira vez surge o sentimento do esperança
desesperada de que o deus ex machina abolirá as tendências destrutivas das forças intramundanas e
estabelecerá um reino perfeito cristão. As categorias de Dante são medievais, a sua imagem do império
perfeito medieval: mas o seu sentimento é moderno na medida em que absorveu a construção do
saeculum que esteve a actuar nos séc. XII e XII. A esperança é desesperada porque as forças
intramundanas habitam legitimamente o mundo cristão mas têm que ser dobradas às finalidade da
ordem espiritual cristã. Mas o sonho da sua abolição deste fins é a força do mundo moderno .

CAP 16 Dante

§2. A separação do espírito da política desde a época de Dante o realist espiritual foi
enfrentada com o problema que a realidade política circunvizinha do mundo ocidental
não mais por muito tempo pode adequadamente absorver o espírito em suas
instituições públicas. O incision no história ocidental corresponde à época de
Heraclitus na civilização hellenic. Nós podemos discernir três fases principais do
processo em que o espírito e a política drifted distante. O começo da primeira fase é
marcado por Dante e por sua descoberta do loneliness espiritual novo. Dois séculos
depois que Dante foi caracterizado como "waning" ou o "crepúsculo" das idades do
meio porque toda o excesso Europa eles mostrou sinais do decomposição, em alguns
países mais cedo e em outros mais tarde, no algum mais catastròfica e em outro
menos assim. O disorder interno em França seguiu depois que as batalhas perdidas de
Crecy (1346) e de Poitiers (1356) e durado até a reforma do exército em 1445. O
disorder correspondente em Inglaterra, com a revolta peasant equivalente ao Jacquerie
francês de 1358, veio um tanto mais tarde no reino de richard II (1377-1399); após
uma recuperação curta sob o Lancasters, a avaria completa seguiu nas guerras da

68 DANTE as rosas (1455-1485). Um nível novo da consolidação dynastic e do


mastery das forças domésticas opondo foi alcançado somente ao segundo meio do
décimo quinto século: em França pela época de Luís Xl (1461-1483), em Inglaterra
com o Tudors (1485), e correspondingly em Spain com os reinos de Ferdinand de
Aragon e de Isabella do castile (1479), em Portugal sob João II (1481), em Rússia
com Ivan o grande (1462), nos territórios alemães com a ascensão de Maximilian I
(1493). Durante o período do decomposição da sociedade medieval, isso realiza-se
entre a época de Dante e o décimo sexto século, nenhum pensador político first-rate
levantou-se para dominar a cena chaotic. A segunda fase é marcada pela aparência
dos reformers religiosos e dos realists espirituais secular. Os reformers religiosos,
representados por Luther e por Calvin, tentaram recrear espiritual determined
instituições políticas fora da substância desvanecendo-se da igreja. A tentativa, tendo
por resultado o split da igreja, grosslYj falhado os movimentos espirituais foi
absorvida nas esferas political ocidentais particulares. O realists-Realists-Machiavelli
espiritual secular, Bodin, Hobbes, Spinoza-tentado, cada de acordo com os poders de
seu personality, encontrar o lugar do espírito em um mundo de unidades políticas
particulares. Machiavelli tentou o evocação do leaderj demonic Bodin envisaged o
estado como o ponto começar para um contemplação que conduzisse ao fruitio Dei;
Hobbes criou a análise psicológica de paixões políticas e evoked o poder espiritual
totalitarian subdue o themj Spinoza tentado encontrar uma construção do governo que
fizesse o mundo livable para o mystic intelectual. Todos os quatro delas foram
isolados como os thinkers políticos, cobertos com o vituperação para seu atheism, ou
o seu immorality, ou o seu impartiality. A terceira fase traz outra vez os dois tipos de
thinkers a um nível novo. Aos reformers mais adiantados correspondem a activista
politico-religiosa, representada por Karl Marx, que tentou tornar a reunir o espírito e
as instituições sociais por uma destruição revolucionária de sociedade existente a fim
fazer o quarto para o homem novo guiltless, o proletário. Aos realists espirituais do
décimos sextos e ao seventeenth os séculos correspondem o espírito livre
completamente isolado de Friedrich Nietzsche, cuja a análise do nihilism europeu é o
último julgamento do mundo ocidental postmedieval porque o Divina Commedia era
seu primeiro. 69 O MEIO MAIS ATRASADO ENVELHECE o paradise que earthly
do

realism-The-espiritual de §3.
o perspective mais largo permite intimate mais a compreensão dos problemas de
Dante. As duas aproximações ao problema da humanidade ocidental que perde seu
espiritual unidade-reformam e a volta no um lado, a tentativa de encontrar a relação
apropriada do realist espiritual individual à estrutura política da idade no outro-está
undifferentiated ainda em Dante. Tem a esperança de uma igreja espiritual nova na
tradição de Joachitic, como expressada no Divina Commedia. Este mesmo tipo de
esperança reaparece em Luther e nos revolucionários do décimo nono século. A
experiência profunda de Dante da realidade do espírito, na outra mão, determina sua
atitude negativa pessoal para um campo da política que vê como governado pela
paixão spiritless, destrutiva do poder material. É o tipo de negativism que reaparece
nas atitudes dos realists de Machiavelli a Spinoza e mais tarde de Nietzsche. Nós
usamos o realism espiritual do termo a fim significar próprio sentiment de Dante e
aquele dos thinkers mais atrasados. O uso é necessário a fim evitar uma terminologia
que possa tocar somente nos fenômenos secundários que cercam a atitude
fundamental. Dante foi chamado um idealist porque acreditou nos ideals da ordem
espiritual, da paz, e do bom comum da humanidade cristã como os princípios guiando
da política. Não há nenhuma objeção de encontro a esta classificação a não ser que
aquele a "opinião nos ideals" seja um fenômeno secundário que requer em cada
exemplo uma investigação da estrutura mais ulterior dos sentiments que determinam a
opinião. Um pensador pode expressar uma opinião em determinados ideals porque são
convencionais em seu tempo e tem não bastante substância pessoal para fazer
qualquer coisa mas seguir uma convenção; ou pode fazer assim porque tem uma
introspecção ativa em uma hierarquia dos valores éticos entregues para baixo pela
tradição; ou pode fazer assim porque é movido pelo espírito e pode produzir uma
ordem dos valores fora de seus experiences espirituais imediatos. A distinção entre a
esfera preliminar dos sentiments e a esfera secundária dos ideals é da importância
especial porque o sensitiveness e a força espirituais não necessitam expresso ele
mesmo em tudo no advocacy de o que são chamadas geralmente ideals. À exceção de
seu sonho da nação italiana, poucos historians seriam inclined chamar Machiavelli um
idealist; mas certamente o homem que compreendeu o problema da reforma religiosa
e evoked o mestre demonic da política como um substituto, que ao menos criasse a
ordem externa, 70 DANTE foi tocado fortemente pelo espírito. Hobbes era
metaphysically um materialist; mas ninguém pode penetrar o spiritualism falsificado
de determinados tipos sectarian políticos do décimo séptimo século como a menos
que uma experiência espiritual verdadeira o permitir de ver a diferença. Daqui nós
usaremos "o realism espiritual" a fim designar a atitude do pensador político do
décimo quarto século e após, que tem que se destacar intelectual, e às vezes também
praticamente, dos instituçãos políticos circunvizinhos porque não pode lhes atribuir a
função representativa para a vida do espírito que experimenta como real dentro
dhimself. Dante é o primeiro pensador a ser claramente conscious do golfo que separa
o spiritualist dos formulários da existência política postmedieval. Outra vez, Dante foi
chamado um conservador e um romântico. E outra vez, a classificação tem sua
verdade se nós refletirmos nos índices overt de sua teoria política sozinho e não
fizermos exame no cliente dos sentiments motivating. Evoke a idéia do monarchy do
mundo como o formulário constituçãoal para um mundo cristã na paz teve certamente
um toque do romântico em uma hora em que a continuidade do império fosse
interrompida pelo interregnum e em que o poder imperial restaurado estivesse na
maneira para a política de Hausmacht. Não obstante, ' nós devemos faltar o aspecto o
mais importante do Monarchia se nós não virmos nada em Dante mas em um
imperialist belated, apenas como nós devemos faltar em Giles de Roma a filosofia
nova do poder se nós excerpted de seu trabalho somente as passagens que o fazem
aparecer um papalist belated. Nós colocamos Dante no começo de uma evolução que
conduzisse com os realists do renascimento a Nietzsche, e nós temos que forçar que
sua planta de temporalis de um monarchia, de um monarchy temporal, não é medieval
no princípio mas nos olhares rather para o futuro: está no começo da série das plantas
que tentam construir uma organização política do mundo ocidental como um
superstructure sobre as unidades políticas particulares. A fórmula do monarchy
temporal não é um heritage medieval mas evoked por Dante; era conscious e
orgulhoso da realização porque acreditou tinha encontrado o símbolo convencendo
para a ordem nova da paz eternal que deve substituir a miséria política do tempo. A
idéia de Dante do monarchy não é uma idéia da restauração. Não quer trazer para trás
um dispensação mais adiantado das forças, mas olha rather a um dispensação novo
though no formulário imperial. 71 O MEIO MAIS ATRASADO ENVELHECE seu
monarchy tem o toque eschatological do terceiro reino de Joachim de Fiore; é
relacionado a umas ideias mais atrasadas a respeito do organização de uma ordem
calma mesmo por seu vocabulário: o estado do felicity que temporal deseja causar
símboloized (figuratur) pelo concepção mythical do paradise earthly} o símbolo que
foi empregado ainda por Lenin para designar o reino comunista (mon. 3.16). O Divina
Commedia indica explicitamente que o paradise earthly é o mesmo símbolo que foi
expressado por poetas antigos no mito da idade dourada (Purg. 28.139-41).
Considerando o elemento eschatological no monarchy de Dantes} que
funcionamentos se opõem ao acordo medieval do cristandade com o mundo} que nós
temos que espesso seu concepção} neste respeito ao menos} rather com as plantas
para um reorganização ocidental após a avaria do império. Nós não devemos
esquecer-se de que é contemporary com planta de Dubois}s para uma organização
européia sob o hegemony francês.

§4. Os formulários e os símbolos literários da autoridade para os utterances públicos


de um indivíduo confidencial Dante tiveram aos formulários literários do develop e
aos símbolos da autoridade apropriados à função nova. Na fase mais adiantada de sua
escrita política adotou como seu meio literário a letra} qual tinha sido evoluído por
Frederick II e usado por Santo Francis. A letra aberta} como um manifesto político}
transforma-se o instrumento da expressão para o indivíduo que não tem nenhum
público instituçãoal mas apela-se rather a J1public opinion.J1 a pergunta da
autoridade por que escreve suas letras é respondido por Dante com os vários papéis
que supõe nestes manifestos.2 na letra de Vth, dirigida aos príncipes e aos povos de
Itália} que se designa como os humilis Italus; na letra de Vlth, dirigida ao Florentines
na cidade} fala como o Florentinus; na letra de VIIth, dirigida ao Henry VII} do
imperador como o Florentinus na companhia com todos os tuscans que desejam a paz.
Em todos os três destas letras designa-se como

DANTE "undeservedly no exile." No Monarchia, que elabora sistematicamente a


doutrina das letras, retorna ao formulário do convençãoal de um treatise.3 político
mas no último, no Divina Commedia, consegue a inovação grande de um poema
político no volgare do lingua, dirigindo-se a por este meio aos povos italian-speaking
em large.4 que os símbolos da autoridade não aparecem em uma seqüência do tempo
mas têm que ser distinguidos como elementos simultâneos em mais complex inteiro.
Três fontes da autoridade devem ser discernidas. O primeiro é indicado pelas self-
designações das letras e pelo uso do volgare do lingua no Divina Commedia. Dante
fala como o italiano e o florentine a seus povos; sua retirada dos agrupamentos do
partido não o priva inteiramente do status político; porque um membro da
comunidade política ele poderia se atribuir o representativo funcione de um
altofalante. A segunda fonte da autoridade era spiritualism de Joachitic. Dante, como
um spiritualist cristã, poderia supor, no que diz respeito ao reino da paz e à igreja
espiritual que deve vir, uma função prophetic similar àquela de Joachim. E,
finalmente, Dante podia falar pelo virtue de seu gênio poético, sua de fonte mais
pessoal mas ao mesmo tempo a maioria mais problematic da autoridade. A fonte é
problematic porque na ordem cristã o poeta não teve nenhuma autoridade divine
específica a falar como um seer. Dante era conscious da pergunta e suportado,
conseqüentemente, de sua própria autoridade por aquele de Virgil e dos quatro outros
poetas pagan no limbo que o recebem honoràvel como o sixth de sua companhia
(4.64-105 internos). A autoridade de Virgil é da importância especial como aquela do
autor do quarto Eclogue, predizendo a idade dourada e a criança divine, e do Aeneid,
anunciando a missão imperial de Roma. Não obstante, o poeta que é tocado pelo deus
nunca prendeu convencer a autoridade no mundo cristã

3. Dante Alighieri, De Monarchia Libri III, ed. Ludovicus Bertalot (Gebennae, 1920).
Edição inglesa e latin: Monarchia, ed. Prue Shaw (New York: Imprensa Da
Universidade De Cambridge, 1995).
73 AS IDADES MÉDIAS MAIS ATRASADAS à excecpção de Germany, onde,
desde Holderlin, o poeta como a voz divine da nação tem uma função que seja
estranha e praticamente unintelligible ao de naçãos ocidental.s.

§6. De Monarchia
A dificuldade de distinguir entre a língua medieval de Dante e os sentiments que se
encontram com uma situação nova, postmedieval foi tocada upon. É um handicap
severo no interpretação adequado do De Monarchia. Nós isolamos mais cedo o
concepção do monarchia dos temporalis e de sua função em trazer sobre o paradise
terrestrial. O índice real do treatise é mais menos relevante desde o projeto potencial,
a restauração de um imperador do oeste, era certamente um anachronism. Neste
respeito os 5. críticos vêem Kommerell máximo, als Fuehrer de Der Dichter (Berlim:
Klostermann, 1928). 74 A avaliação de DANTE do trabalho como o conservador, o
reacçãoary, e o romântico é justificada completamente. a. O Intellect Universal:
Averroism lá é, entretanto, alguns pontos especiais que merecem a atenção em um
história das ideias. O livro I do Monarchia trata da estrutura geral da sociedade,
derivada da natureza do homem, que requer o monarchy temporal como o formulário
adequado da ordem da comunidade. A teoria é aristotelian no princípio, mas as
conclusões diferem extensamente daquelas da política. A transformação a que o
theory se submete nas mãos de Dante está revelando para as limitações da teoria
política hellenic e para os problemas especificamente cristã. A pergunta básica que
levanta-se no que diz respeito à política aristotelian em todo o ambiente non-non-
Hellenic é a pergunta do critério dos societas perfecta. Para Aristotle era axiomatic
que os polis eram perfeitos. Já no sistema de Thomas nós observamos a aparência do
regnum como a sociedade perfeita. Dante levanta para a primeira vez a pergunta
teórica no princípio. A estrutura da sociedade política tem a finalidade do serving
porque o campo das operações para faculdades humanas inteiramente desenvolvidas.
Para Dante a faculdade especificamente humana é o intellectiva universal do potentia.
De acordo com Dante é incompatível com o universality da natureza human que o
homem deve encontrar uma existência completamente suficiente em todo o reino
particular (particulare do regnum). Ao universality do intellect, o hominum dos
universitas organizado sob o monarch do mundo tem que corresponder. Daqui a
corrente aristotelian de formulários sociais tem que ser continuada através do falllily,
da vila, e da cidade ao império do reino e do mundo antes que nós cheguemos no
formulário perfeito no accordance com a natureza do homem. A respeito da origem do
concepção de Dante, um indício é fornecido pelo fato que na passagem decisive (1.3
manuais) no intellectiva do virtus como a essência do homem, Dante consulta ao
commentary de Averroes no Aristotelian De Anima na sustentação de sua posição.
Porque esta é a única fonte mencionada no contexto, nós podemos supor que as ideias
de Averroist eram a influência predominant na construção de Dante. Sua derivação do
monarchy do mundo do universality do intellect caberia bem, certamente, em um
sistema político evoluído por Siger de Rendas do Brabante. 6 6. eu encontro que a
sugestão no texto concorda com uma opinião, reservaçãos expressados do without, de
Karl Vossler: o "den ' moglichen Verstand ' no seiner ganzen 75 O MEIO MAIS
ATRASADO ENVELHECE o intelectual do b. e o argumento de Dante da
organização do mundo de Hegemonic para o monarchy do mundo é unanswerable, se
a aproximação anthropological a uma ciência da política estiver feita exame
seriamente e se a essência do homem estiver colocada no intellectiva do virtus. Dante
como um theorist está neste superior do ponto a Thomas e a Aristotle. Uma discussão
terá que encontrar-se com o argumento em sua própria terra anthropological. A
construção de Dante é uma aceitável-não não mais longo porque a idéia de um
imperador do mundo é medieval e, conseqüentemente, obsoleta, mas porque nosso
anthropology moderno é enriquecido pela introspecção na estrutura histórica da mente
humana. É um possível não mais longo identificar a essência do homem com ahistoric
intellect-embora é feita, naturalmente, completamente freqüentemente. A unidade da
humanidade não é intelectual de estática; é um campo aberto em que as possibilidades
da mente humana unfold historicamente e mais manifest elas mesmas na seqüência
das civilizações e das nações. Parar o história em algum ponto de tempo, e elevate
mais freqüentemente um crosscut do civilizaçãoal, ou um fragmento do crosscut, ao
Rank de um absolute e chamá-lo a natureza do homem tornaram-se impossíveis. Com
esta introspecção no historicity da mente as quedas que uma "organização de estática"
pode ser a resposta política Ausdehnung, der Menschen da idéia de Gesamtheit do der
do bei do heisst dos das, zu aktualisieren, dado Mitteilung e o der de Verwirklichung
uberweltlichen Universalintelligenz no zu de Masstab do weitestem organisieren, der
do aus ganzen Menschheit einen o einzigen, kollektiven averroistischen o zu de
Philosophen machen, hinaus aIle de Arbeit do und de Anstalt do ausserkirchliche do
und do politische do schliesslich do liiuft do darauf "("para actualize ' o intellect
possível ' em sua extensão completa, isto é, no universality do humanity, para
organizar o communicação e o realização da inteligência universal global no sentido o
mais largo, criar fora do todo do humanity um único filósofo coletivo de Averroist,
deveria finalmente fornecer que de qual cada instituição e esforço políticos e extra-
eclesiásticos fluiriam "; Dado Gottliche Komodie, 2d ed. [ Heidelberg: Inverno,
1925], r:340 ff.). No acordo com Vossler está Helene Wieruszowski, de "bei Dante
Der Reichsgedanke," Dante-Tahrbuch, vol. 14 (1932). Além disso, eu devo gostar de
extrair a atenção a uma coincidência curiosa. A idéia de Dante de um monarch do
mundo como um analogue ao governo do deus do mundo é muito próxima em seu
concepção ao princípio mongol de "um deus no heaven, um imperador na terra,"
como pronunciado nos originais mongol do estado do período 1245-1255. O mais
importantes das missões à corte mongol foram conduzidos por Franciscans, e não é
absolutamente improbable que Dante deve ter tido o conhecimento, através de suas
conexões franciscan, dos relatórios das missões e das ideias políticas mongol
principais. Além da coincidência que a idéia de Dante apareceu sessenta anos depois
que as ideias mongol poderiam se ter tornado sabidas ao oeste, não há, entretanto,
nenhuma evidência para suportar os connecçãos. Cf. para as ideias mongol meu essay
"as ordens mongol da submissão aos poders europeus, 1245-1255," em Byzanção 15
(1940-1941), reprinted em Voegelin, anamnésia: Und Politik de Geschichte do der de
Zur Theorie (Munich: R. Piper e Co., 1966), 179-223. 76 DANTE à idéia do homem.
O drama do história humano não pode ser travado em uma organização
governamental do poder, imperial ou de outra maneira, e não pode ser submetido às
réguas de uma experimentação na corte. O defeito da teoria de Dante é seu
intellectualism, embora não foi assim distante a respeito de propõe um estado do
mundo, mas à esquerda as organizações políticas particulares intatas, reservando ao
monarch do mundo as funções de um árbitro. Os historians sentiram instintivamente
que as plantas da organização do mundo gostam daquelas de Pierre Dubois, ou mais
atrasados desde Sully, que originam na vontade ao poder de uma nação particular ou
ao grupo das nações, são melhores no acordo com as forças do história porque são
frankly hegemonic. Não obstante, a aproximação de Dante não pode ser negligenciada
para esta razão como não tendo nenhuma conseqüência mais adicional.
Intellectualism não está inoperante, e provavelmente nunca a introspecção do bej da
vontade na estrutura histórica da mente humana é longe de ser uma possessão comum
dos thinkers políticos de nosso tempo. Nossas plantas modernas para a organização do
mundo são, em regra geral, hegemonicj que são historicamente realísticas tanto que
são baseadas no princípio que os concepçãos políticos da ordem que originam em
uma área particular devem ser feitos preponderant sobre o todo do mundo ocidental,
if.not sobre o globo. Mas são também, em regra geral, intellectualistic tanto que são
baseados na suposição que a idéia particular da ordem é não particular mas universal
humana, e que todos os homens do goodwill e da razão boa estão, conseqüentemente,
prontos para se submeter lhe. O desapontamento tem que resultar da mistura. O
conflito entre a política hegemonic do poder e os sonhos intelectuais de um hominum
polìtica organizado dos universitas, personificados no décimo quarto século adiantado
por Pierre Dubois e o Dante, ainda não é resolvido e não parece ainda rather longe de
uma solução. c. O mito do ltalianita que o segundo livro do Monarchia trata das
questões de se os povos roman tiveram a direita supor o escritório do monarchy do
mundo ou se a posição imperial roman era devido ao usurpação. Os detalhes da
investigação não são relevantes em nosso contexto, embora constituam um argumento
modelo para a análise religiosa e filosófica dos sintomas por que a vontade do deus no
história pode ser sabida. Importante para nós é a situação inteiramente nova em que
não é a reivindicação do imperador que é defendido de encontro aos encroachments
do poder espiritual mas às reivindicações dos 77 O MEIO MAIS ATRASADO
ENVELHECE o populus romanus-e isto é, para Dante, pessoa italiano contemporary
na continuidade com o Romans antiquity-de encontro a todos os concorrentes, tais
como o francês. O pessoa italiano é o pessoa que imperial o kat ' exochen pelo virtue
do trabalho do civilizaçãoal e pela ordem da paz recreada pelo império roman, e pelo
virtue da distinção que o império recebeu com o fato que Christ se permitiu ser
tentado por uma corte roman. Seria rash interpretar estes sentiments como
naçãoalistic. O consciousness nacional está agitando fortemente em Dante, mas sua
imaginação não é capturada pela visão de um estado nacional italiano que emula os
franceses como era Machiavelli. Espera para o fim do strife interno e a ejeção dos
estrangeiros, mas a regeneração deve fazer o ajuste italiano dos povos para supor
outra vez sua função como os povos do império. Nós temos que recordar que o
imperador em quem Dante põe sua esperança é um não italiano mas um Luxembourg.
O que emerge das páginas de Dante é o mito do Italianita, que era ao remain um
elemento permanente no pensamento político italiano com os vicissitudes do história
italiano moderno até as ideias do fascism. No décimo oitavo século, na mente de
Giambattista Vico, ganhou o consciousness de uma distinção específica do italiano
antes de todas nações restantes porque é a única nação ocidental moderna que tem um
ciclo grande do história antes da migração. Hoje expressa-se no ressentiment mais
menos distinto de intelectuais italianos de encontro aos barbarians anglo-Saxon que
stalked as madeiras como selvagens primitivos quando Itália era o líder da
humanidade. O terceiro livro conduz para trás à relação da autoridade imperial com o
eclesiástico. O argumento é imperialist, afirmando a derivação direta da autoridade
imperial do deus de encontro à construção hierarchic; recebem sua importância das
implicações da teoria do monarchy temporal e o paradise terrestrial que foram
discutidos mais cedo. §7. A visão de Purgatorio 29-33 o Monarcma não é última
palavra de Dante na política. Os estágios de seu maturação pessoal são refletidos na
hierarquia das almas na terceira parte do Divino Commedia. No quarto heaven (Par.
10-14) nós encontramos os theologians, no fifth (Par. 15-18) os guerreiros que lutam
pelo deus, no sixth (Par. 18-20) as réguas justas, e no séptimo (Par. 21-22) a biografia
contemplative, os 78 Período de DANTE em que estêve sob a influência do espiritual
franciscan, sua vida política ativa em Florença, sua esperança para o imperador,
Henry VII, como o bringer da idade nova da paz, e, finalmente, a retirada nas atitudes
contemplative do Divina Commedia. A economia de um história geral das ideias não
permite a detailed a análise da filosofia política do Divina Cammedia; nós temos que
concentrar na visão apocalyptic decisive de Purgatorio 29 e 32-33. A visão é
expressada em símbolos espirituais, e um consenso em cada único ponto pode,
conseqüentemente, mal ser conseguido. Mas as linhas principais tornaram-se
esclarecidas através do trabalho assiduous dos séculos do interpretersj que nós temos
uma régua guiando para a interpretação com a introspecção melhor nas raizes de
Joachitic do evocação de Dante. Joachitic é a distinção entre o feudal corrupt e o
churchj e o Joachitic espirituais pobres é a expectativa que o período do iniquity
estará seguido por uma igreja e por um reino purified a inaugurated por uma
personalidade do savior. A visão do Purgatoria, embora, não é uma recepção simples
da profecia de Joachim do terceiro reino do espírito. O spiritualism eliterian de
Joachim era um movimento away da unidade espiritual-spiritual-temporal do empirej
por sua redução do história ao processo que espiritual rendeu a vida secular do
mankindj seu concepção estreito de um brotherhood do perfeito era incompatible com
a idéia dos povos cristã organizados. Dante viveu no horizonte mais largo dos
problemas imperiais de seu tempo. Viu o decadence da igreja e de seu evangelica do
renovatio em relação ao decadence do poder secular. O presente do imperium do
sacrum é reconhecido na extensão cheia de seu miserYj o papado em Avignon e o
predominance de França nos casos do oeste é os dois aspectos da dissolução. O
reconstrucção do imperium terá que estender ao temporal e ao poder espiritual. A
ressunção da idéia do condomínio espiritual- temporal não é, entretanto, um retorno
aos problemas pre-Joachitic do esforço do investiture. O império velho está
inoperante. É mesmo duvidoso se Dante teve alguma esperança do renovação no
futurej imediato quando não for explícito no ponto, lá é indicações que considerou o
evento tão distante distante quanto cinco séculos. O problema do império é feito
exame fora de seu ajuste da política contemporary do poder e transposto nas
categorias de história símboloistic.
Os símbolos básicos são Joaquimitas. O império inaugurado por um Dux,47 uma
figura imperial temporal e não espiritual, como em Joaquim. Em segundo plano
aparece uma figura principal espiritual, o Veltro. A dupla liderança do império é
restaurada.5 Mas é um império do futuro; não será causado pelos ocupantes dos tronos
4
7. vêem Pur. 33.37 ff. O líder é anunciado como o cinque do diece e do cinquecento;
cinco cem, cinco, e dez, escritos nos numeeses roman, dão a palavra DVX. A
pronunciação de Duce não podia não apela aos intelectuais fascist; um estudo
illuminating por Domenico Venturini, por Dante Alighieri e Benito Mussolini, 2d ed.
(Rome, n.d.), explora as predições do Divina Commedia para o regime fascista.
5
8. Para o Veltro veja o inferno!.roo ff. Deve-se anotar, entretanto, que o líder temporal é assim
predominant no Divina Commedia que algumas autoridades são inclined identificar o Veltro com o
Dux e acreditar que Dante teve somente uma figura principal do império na mente. O predominance do
Dux é undeniable, mas a identificação das duas figuras parece devida rather a uma negligência do
elemento de Joachitic em Dante. Nos detalhes da pergunta veja o commentary excelente de Casini e de
Barbi, o la Divina Commedia, e a bibliografia dada nisso. Desde a publicação do commentary de
Casini e de Barbi de 1926, a discussão da pergunta de Veltro tornou-se inesperada. Alfred Bassermann
arriscou cedo neste século o thesis que a figura do Veltro estêve inspirada por legendas do GreatChan
dos mongols ("Veltro, do und Bruto-Chan Kaisersage," Neue Heidelberger Jahrbiicher II [ 1902 ]). O
verso de Inf. LIaS que relaciona-se ao feltro e do tra dos sera do nazion do sua de Veltro-"e feltro"- foi
suposto para consultar a um nascimento entre as paredes de feltro de uma barraca mongol. Este thesis
foi aceitado nenhuns demasiado bem por outras autoridades de Dante. No I920S atrasado a discussão
papal e imperial; e não resultará pela acção política mundana, porque o império é um
dos períodos no decurso divinamente da história e as figuras do saving aparecerão em
seu tempo, enviadas por Deus. Em comparação com as profecias de Joachim, os
elementos do fatalismo são um ingrediente inevitável da filosofia da história que tenta
evocar um padrão fixo do curso dos eventos futuros. O fatalismo de Dante é ainda
mais forte do que o de Joachim porque dispensa um profeta cujos prognosticates da
aparência o reino futuro; o profetismo não é existencial mas sim intelectual, como se
revela no jogo dos símbolos nas letras. Seu fatalismo aproxima antes a submissão a
um curso do história sob uma lei eternal que seja característica de Siger de Brabante e
do Averroists. Em um outro respeito o evocação de Dante pode espesso com o aquele
de Santo Augustine. Dempf observou correctamente que a visão de Dante é as
contrapartes do Civitas Dei tanto que traz a sua conclusão o evocação de um reino
cristã que remanescesse um torso no trabalho de Santo Augustine.69
A comparação pode ser dirigida além da pergunta do índice na esfera do sentimento.
O Civitas Dei marca o fim do período do Roman-Cristão porque aceita a derrota da
ideia de um império cristão; o saeculum é senescens; nenhuma esperança é deixada no
mundo da história, e temos que esperar a segunda aparência de Cristo, que porá uma
extremidade ao curso insensata de eventos humanos. A situação e os sentimentos de
revived porque uma das autoridades foremost em símbolos medievais do rulership, Fritz Kampers, se
tornou inclined para aceitar o thesis de Bassermann. Um debate aquecido seguiu que o leitor
interessado me encontrará nos volumes I, 12, e 13 do Dante-Jahrbuch os participants eram Fritz
Kampers, F. Frh. von Falkenhausen, Albert Bassermann, e Robert Davidsohn. Um anticlimax veio no
formulário do papel conclindo de Robert Davidsohn, de "den Veltro Ueber" (Dante-Jahrbuch, vol. 13
[ 1931 ]). Davidsohn tinha encontrado que o feltro da palavra, que significa o feltro, existe também na
língua mais velha dos mountaineers de Toscânia, e lá tem o meaning de um fleece woolly. Se, como é
completamente provável, este era o meaning que Dante teve na mente, o verso em Interno LIaS
significaria simplesmente que o Veltro estará carregado entre shepherds, na forma cristã boa. Na nota
de rodapé precedente eu mencionei a tentativa de Venturini de relacionar a predição do DVX a
Mussolini. Quando Hitler veio no poder, Bassermann apressado para ver nele o fulfillment da predição
de Veltro (Alfred Bassermann, seine do gegen do und de Dante da pele falschen Apostel Streifzuge
[ Buhl-Baden, 1934 ], 7 ff.). É de valor anotar a recepção que a idéia encontrou no artigo memorial
para Bassermann, escrita por Josef Hermann Beckmann: do "beghickendes Erlebnis do ein de
Bassermann da guerra Es, fand de Wirklichkeit do eine de Sehnsuchtstraum do dieser do ihn da pele de
Machtergreifung Hitlers do der do mit dos als em DES Fuhrers da pessoa do der. Er den Dreiklang '
Veltro-Sonnenmuthus-Hitler ' do fand. O dado Eigenschaften, dem de Dante do dado kommenden o
zusprach de Erretter, findet er no erfullt de Adolf Hitler, er den Veltro 80 do sieht kosmopolitisch do
nicht da, volkisch sondern. O darum auch do tragt de Hitler vollkommen DES Veltro de Zuge do dado,
DES Erneuerers dos als, Wiederherstellers, der do nach de Lichtbringers furchtbaren o frohe Botschaft
do dado do predigt de Erfolg do neue do jeder do DES Unheils de Nacht... (Hitlers)..., ist de Traum do
kein de Weltkaiser do vom de Weissagung do alte do dado dos dass, der sondern do mit grossen o zu
de Weltwende Wirklichkeit werden o anschickt do sich. O ihrer de Bestiitigung do dado do damit do
gewinnt de Perspektive do grosse de Und auch Dantes... wahren o begluckende Weihe do letzte do ihre
do und de Deutung "("para a apreensão de Bassermann Hitler do poder era um evento feliz. Para ele
este sonho do anseio encontrou uma realidade na pessoa do fUhrer. Encontrou o chime triplo, ' Mito-
Hitler Veltro-Solar.' As qualidades que Dante o atribuiu ao savior futuro encontraram cumprido em
Adolf Hitler; viu o Veltro não em uma maneira cosmopolitan mas popular. De Hitler furo
perfeitamente conseqüentemente a marca do Veltro, como o renewer, restorer, iluminador após a noite
frightened do wickedness... cada realização nova de Hitler proclamou... a mensagem joyous, que a
profecia velha do imperador do mundo não era nenhum sonho, mas foi destined transformar-se uma
realidade com o ponto de giro grande do mundo. E além disso o perspective largo de Dante ganhou
desse modo a confirmação de seu meaning verdadeiro e de seu inauguração feliz final." Hermann
Beckmann "; Alfred Bassermann, pele Dante de Ein Leben, "Neue Heidelberger Tahrbiicher, n.s.
[ 1938]: 18).
6
9. Alois Dempf, imperium do sacrum: O politis do der do und do DES Mittelalters de
Staatsphilosophie do und de Geschichts- chen o renascimento (Munich e Viena: Oldenbourg, 1929; ô
ed., 1973), 482.
Dante são semelhantes aos de S. Agostinho. Outra vez o império falhou e não há
nenhum esperança.

8r ~ [ ~! r i litro l l! j
da restauração no futuro imediato; há um momento da espera adiante comparável aos
saeculum senescens. O indivíduo pode não fazer nada mas retirar-se na atitude do
contemplação religioso; pode passar o julgamento nas iniquidades do tempo, mas o
tempo passará sobre ele. E outra vez, o saeculum virá a uma extremidade pela
intervenção divina, com a diferença importante, entretanto, do concepção de
Augustinian que a extremidade não será o advento do reino celestial mas um
dispensação imperial novo no história da humanidade cristã. Nós somos enfrentados
para a primeira vez dentro o Divina Commedia com o sentimento da esperança
impossível que algum machina ex deus abolir as tendências centrífugas e destrutivas
das forças do intramundana e ao mesmo tempo estabelecerá um reino do cristão do
intramundana do perfeito. As categorias de Dante são medievais tanto que sua
imagem do reino perfeito é o império medieval perfeito; mas seu sentimento é
moderno tanto que absorveu o reconstrução do saeculum que tinha sido o trabalho dos
twelfth e décimos terceiros séculos. A esperança é impossível porque as forças do
intramundane são com nós como forças legitimate em um mundo cristã que tenha o
mundo do deus tornado no substratum material; serão sempre centrífuga e destrutiva;
não podem abolished, elas podem somente ser dobrados aos alvos de uma ordem
espiritual cristã. Mas o sonho de seu abolição é a força grande em nosso mundo
moderno que faz sua supressão ao menos possível quando ameaçam disrupt
inteiramente a ordem cristã. 82