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IMPACTO DO AMBIENTE NAS ORGANIZAÇÕES

Não é mais possível conceber as organizações como mecanismos fechados, envoltos em sua própria realidade.
As organizações estão inseridas em um contexto de INTEGRAÇÃO, uma vez que “a capacidade de adaptação
a um ambiente dinâmico, apresenta um duplo desafio, ela requer que a organização seja capaz não só de
perceber, mas também de criar significado”.

1) AMBIENTE GERAL OU MACROECONOMICO


2) AMBIENTE OPERACIONAL OU SETORIAL
3) AMBIENTE INTERNO OU ORGANIZAÇÃO

1) AMBIENTE GERAL OU MACROECONOMICO

O ambiente geral representa as dimensões/forças que influenciam a organização com o tempo, mas
geralmente não estão envolvidas nas transações diárias da empresa) O conhecimento da forma pela qual é
distribuída a renda das populações gera informações sobre o poder aquisitivo e a renda dos diferentes grupos.
A saúde econômica de uma nação afeta o desempenho de cada uma de suas empresas e indústrias.
Mudanças na economia causam tanto oportunidades quanto ameaças aos administradores.

Quando a economia está em crescimento, muitas organizações aproveitam a demanda crescente de “saídas”
e os recursos são mais facilmente disponíveis para expansões organizacionais. Entretanto, Quando a
economia se retrai (como em períodos de recessão), a demanda despenca, o desemprego cresce e os lucros
encolhem. As organizações devem continuamente monitorar as mudanças dos indicadores da economia, de
modo a minimizar fraquezas e capitalizar oportunidades.

AS FORÇAS POLÍTICO-LEGAIS incluem os resultados de eleições, legislações e sentenças judiciais, bem


como de decisões tomadas por várias comissões e instâncias em cada nível de governo. As forças políticas,
legais e regulatórias podem agir tanto como restritoras como forças de oportunidades: as leis antipoluição são
vistas como restritoras por algumas empresas, mas, por outro lado, estimulam o crescimento da indústria de
controle da poluição, por exemplo. As leis também provocam um aumento nos níveis da qualidade dos
produtos e serviços para o mercado, no mundo todo, aumentam a eficiência e competitividade das
organizações

AS FORÇAS SOCIOCULTURAIS a mulher na força de trabalho; diversidade da força de trabalho; atitudes


em relação à qualidade da vida profissional; questões ambientais; mudanças nas preferências de trabalho e
carreira; e mudanças nas preferências relacionadas com características de produtos e serviços.

AS FORÇAS TECNOLÓGICAS As forças tecnológicas requerem que a administração se mantenha à frente


dos mais recentes desenvolvimentos e, quando possível, incorpore os avanços para manter a competitividade
da organização. Inovações de produto; aplicações dos conhecimentos; enfoque das despesas em pesquisas
de desenvolvimento do governo na iniciativa privada; e novas tecnologias de comunicações.

AS FORÇAS INTERNACIONAIS (OU GLOBAIS) eventos políticos importantes; mercados globalizados


críticos; países recém-industrializados; atributos culturais e instituições diferentes.

AMBIENTE OPERACIONAL OU SETORIAL

2) O AMBIENTE OPERACIONAL OU SETORIAL

inclui as forças que têm um relacionamento de trabalho direto com a organização. São eles os clientes,
fornecedores, concorrentes / competidores, ameaça de entrantes, ameaça de produtos substitutos, parceiros
estratégicos, reguladores e mercado de trabalho.

CLIENTES são pessoas que compram produtos ou serviços de uma organização e que diferem fortemente
em diversas características, como educação, idade, renda e estilo de vida.

FORNECEDOR inclui todas as variáveis relacionadas aos que FORNECEM RECURSOS para a organização.
Esses recursos são adquiridos e transformados durante o processo produtivo em mercadorias e serviços
finais. A forma como os vendedores oferecem os recursos especificados para venda, a qualidade relativa dos
materiais oferecidos, a credibilidade nas entregas e os termos do crédito oferecido apresentam questões
importantes de se considerar para administrar uma organização de forma eficaz e eficiente.

CONCORRENTES OU COMPETIDORES são outras organizações na mesma indústria ou no mesmo tipo de


negócio, que proporcionam bens ou serviços para um mesmo conjunto de clientes. Existem dois tipos de
competidores: competidores intratipos (ou diretos) e intertipos (ou indiretos). Competidores diretos são
organizações que produzem produtos ou serviços similares. Competidores indiretos são organizações que
podem alterar o interesse do consumidor, desviando as suas atenções à compra.

A AMEAÇA DE ENTRANTES aumenta à medida que um setor recebe novos concorrentes. A não ser que o
mercado esteja crescendo rapidamente, uma nova entrada intensifica a luta por fatias de mercado, reduzindo
assim os preços e a lucratividade do setor. A probabilidade de novas empresas entrarem em um setor depende
de dois fatores: barreiras de entrada e a retaliação esperada por parte dos concorrentes existentes.

Os concorrentes existentes tentam desenvolver barreiras contra o ingresso no mercado. Por outro lado, o
novo entrante em potencial procura os mercados nos quais as barreiras de entrada sejam relativamente
insignificantes. Existem vários tipos de barreiras de entrada, como: economias de escala, diferenciação de
produto, requisitos de capital, custos de mudança, acesso aos canais de distribuição, desvantagens de custo
independentemente da escala e política de governo.

OS PRODUTOS SUBSTITUTOS são os diferentes bens ou serviços que se originam fora de um determinado
setor e que desempenham as mesmas funções ou funções semelhantes às de um produto fabricado nesse
setor

PARCEIROS ESTRATÉGICOS são duas (ou mais) organizações que trabalham juntas (aliados estratégicos),
sob a forma de joint ventures ou outras formas de aliança, para facilitar a venda, a distribuição e a divulgação
dos seus produtos e serviços.
REGULADORES são elementos do ambiente que têm o poder de controlar, legislar ou influenciar as políticas
e práticas das organizações. Existem dois tipos importantes de reguladores: agências reguladoras – órgãos
governamentais, criados para proteger o público de certas práticas de negócios ou para proteger as
organizações umas das outras; e grupos de interesse – uniões dos próprios membros, na tentativa de
influenciar organizações com o sentido de proteger o seu negócio.

O MERCADO DE TRABALHO representa as pessoas no ambiente que podem ser empregadas para trabalhar
para a organização. Toda organização precisa de certo número de pessoas treinadas e qualificadas. Os
sindicatos, as associações de funcionários e a disponibilidade de certas classes de funcionários podem
influenciar o mercado de trabalho da organização. As forças do mercado de trabalho que afetam as
organizações incluem: (1) a crescente necessidade de trabalhadores que dominem a tecnologia de
informação; (2) a necessidade de investimentos contínuos nos recursos humanos por meio de recrutamento,
educação e treinamento para satisfazer as demandas competitivas do mercado globalizado; e (3) os efeitos
dos blocos internacionais de comércio, da automação e da mudança da localização da instalação em relação
aos deslocamentos da mão-de-obra, criando grupos de trabalhadores não utilizados em algumas áreas e falta
de mão-de-obra em outras áreas (DAFT, 2005).

3) AMBIENTE INTERNO OU ORGANIZAÇÃO

Ambiente interno é composto de proprietários, empregados, administradores e ambiente físico de trabalho,


além da cultura organizacional.

PROPRIETÁRIOS são aqueles com direitos legais de propriedade sobre determinado negócio. Podem ser
um único indivíduo que estabelece e desenvolve um negócio, ou parceiros que juntamente estabelecem e
dirigemou não um negócio, investidores individuais que compram ações de uma organização ou outras
organizações.

EMPREGADOS são os recursos humanos, a partir dos quais uma organização desenvolve a sua atividade.
As pessoas são, talvez, o mais valioso recurso interno de uma organização, porque elas são a sua energia
vital. As pessoas provêem conhecimento, habilidades e dirigem aquilo que cria, mantém e desenvolve as
organizações. Os recursos humanos são a mais culturalmente diferente força de trabalho, o que representa
um grande desafio para os administradores, por fatores tais como raça / etnia, gênero, idade e cultura.

ADMINISTRADORES são os encarregados da administração geral da empresa, para garantir o desempenho


das funções administrativas e os resultados estabelecidos. Ambiente físico são as instalações das
organizações, podendo ter as mais diversas configurações, ser em um único plano ou em diversos andares,
em um único local ou em vários diferentes, próximos ou distantes.

CULTURA ORGANIZACIONAL envolve diversos fatores como: conhecimento, opinião, arte, moral, lei,
costume, e algumas outras capacidades e habilidades do homem como membro da sociedade.

VISÃO SISTEMICA

A teoria de sistemas busca, justamente, compreender fatos organizacionais por meio de SUA INTERAÇÃO E
SUA COMPLEXIDADE. Quando um dos componentes do sistema é afetado, o próprio sistema precisa se
adequar as novas realidades, modificando-se.

Os componentes dos sistemas são os INPUTS, OU ENTRADAS, O PROCESSAMENTO, OS OUTPUTS OU


SAÍDAS E A RETROALIMENTAÇÃO OU FEEDBACK.
AS ENTRADAS INPUT  o conjunto de todos os INSUMOS necessários para a produção de um bem ou a
prestação de um serviço.

O PROCESSAMENTO  consiste na INTERAÇÃO ENTRE TODAS ESSAS ENTRADAS, consiste na relação


mão de obra, insumos de produção, maquinas e equipamentos para produzir as saídas.

AS SAÍDAS  são os RESULTADOS (que também podem ser bens e serviços).

A RETROALIMENTAÇÃO OU FEEDBACK  consiste em uma INFORMAÇÃO QUE REALIMENTA O


PROCESSO, pode ser positivo ou negativo, definindo mudanças no sistema.

Sendo a visão sistêmica a capacidade de um indivíduo ou da coletividade perceber que a empresa é um


SISTEMA, entendendo como funcionam e se integram seus componentes na obtenção, transformação e
entrega de seus produtos e serviço, a importância desta visão no gerenciamento de equipes se dá pela
necessidade de manter a INTEGRAÇÃO E A INTERDEPENDÊNCIAS dos trabalhos para o alcance dos
resultados esperados do projeto.

Podemos definir visão sistêmica como sendo a capacidade que um profissional tem DE "VER" A EMPRESA
COMO UM TODO e entender como funcionam e se integram seus processos de obtenção, transformação e
entrega (delivery) de seus serviços, produtos e informações, ao mercado e, particularmente, aos seus clientes.

Entender como se integram os processos INTERNOS e como eles se RELACIONAM COM O AMBIENTE
EXTERNO, como CIRCULAM AS INFORMAÇÕES VEICULADAS através destes processos internos, desde
seus pontos de origem, nos quais são geradas, até seus destinos, nos quais são utilizadas é uma característica
de quem possui a competência visão sistêmica.

O objetivo maior do enfoque sistêmico é justamente INTEGRAR OS FATORES TÉCNICOS E OS FATORES


HUMANOS para que haja perfeita sinergia e, consequentemente, aumento da eficiência do trabalho.

SISTEMAS FECHADOS: são sistemas de intercâmbio com ambiente, portanto, INTEIRAMENTE


PROGRAMADO E DETERMINÍSTICOS. Na verdade, não existe sistemas totalmente fechados, mas sim
sistema herméticos a qualquer influência ambiental o funcionamento é perfeitamente previsível e programado.
O sistema fechado é aquele em que não existe nenhum tipo de relacionamento entre ele e o ambiente em que
está imerso.

SISTEMAS ABERTOS: são sistemas que apresentam INTENSAS RELAÇÕES DE INTERCÂMBIO COM O
AMBIENTE. São inteiramente PROBABILÍSTICOS E TOTALMENTE FLEXÍVEIS, pois não é possível mapear
todas as suas entradas e saídas. É aquele onde quase a totalidade dos sistemas sociais se identificam, sendo
caracterizado por estabelecer uma inter-relação com todo o ambiente que o rodeia.

CARACTERÍSTICA SISTÊMICAS:

 TOTALIDADE OU GLOBALISMO: é um conjunto que prevalece sobre a visão analítica. A totalidade ou


globalismo significa TODO É DIFERENTE DA SOMA DE SUAS DE SUAS PARTES. Então, o sistema deve
ser visualizado como uma ENTIDADE GLOBAL, características peculiares e diferentes das características
de cada uma das partes.
 ABORDAGEM TELEOLÓGICAS: todo sistema TEM UM PROPÓSITO. A visão mostra que é a função e
não a sua estrutura que faz o órgão ou sistema.
TURBULÊNCIA / INCERTEZA AMBIENTAL

É a dificuldade DE ANTEVER as mudanças ambientais a que as empresas estão expostas.

• Uma INABILIDADE DE NOTAR PROBABILIDADES DE FUTUROS eventos bons;


• FALTA DE INFORMAÇÃO sobre a relação causa-efeito;
• uma INABILIDADE DE PREDIZER OS RESULTADOS de uma decisão.

Milliken (1987) propôs a existência de três tipos de incertezas ambientais. São elas: estado de incerteza, efeito
incerteza e resposta incerta.

 ESTADO DE INCERTEZA  é quando A PREVISÃO do ambiente ou parte dele se TORNA MUITO DIFÍCIL.

 EFEITO DE INCERTEZA  DIFICULDADE DE PREDIZER O FUTURO devido ao efeito de uma mudança


no ambiente de FORMA INESPERADA, como, por exemplo, um furacão ou um tufão.

 A RESPOSTA INCERTA  está relacionado à INABILIDADE DE PREDIZER AS CONSEQÜÊNCIAS das


escolhas feitas por parte dos gestores.

A incerteza ambiental tem algumas dimensões: DISPARIDADE (HETEROGENEIDADE), VOLATILIDADE,


QUANTIDADE DAS MUDANÇAS E VELOCIDADE EM QUE OCORREM, e pré-disposição a elas.

Alguns estudos sugerem que diferenças individuais são o motivo da variação da percepção de incerteza. Ramos
et al (2005) lembra que o AUMENTO DA VELOCIDADE DAS MUDANÇAS, devido à globalização, tem
causado um aumento da turbulência ambiental.

Duncan relacionou a incerteza ao DINAMISMO DO AMBIENTE ORGANIZACIONAL e firmou sua gênese na


ausência de informação a respeito dos fatores ambientais associados à tomada de decisão; na falta de
conhecimento sobre os resultados de uma decisão tomada e, finalmente, na falta de habilidade do gestor para
prever os efeitos de um determinado fator sobre o desempenho da empresa.

ADAPTAÇÃO

Adaptação estratégica consiste no processo de ajuste e de adequação da organização ao seu ambiente, na


medida em que tanto a organização procura se modificar para atender às exigências do ambiente, quanto
procura moldá-lo de acordo com suas necessidades.

A questão central em relação aos estudos sobre adaptação estratégica divide-se em duas correntes:

 VISÃO DETERMINISTA – as estratégias organizacionais são determinadas pelo ambiente


 SELEÇÃO NATURAL – tem suas raízes na teoria evolutiva de Darwin
FLEXIBILIDADE ORGANIZACIONAL

Slack, Chambers & Johnston (2009: 267-268) relataram que as novas tecnologias, mudanças mercadológicas
e sociais incorporam mudanças na administração da produção, incluindo três aspectos: o primeiro deles é a
FLEXIBILIDADE DE HABILIDADES, que orienta a força de trabalho adaptável em diversas tarefas; o segundo
é a FLEXIBILIDADE DO TEMPO, que norteia a necessidade das pessoas e das empresas de alinharem a
disponibilidade de tempo com o aumento de demanda, ou seja, “conjugar a oferta de trabalhadores com a
demanda por seus trabalhos é o objetivo de ‘horário flexível’ ou flexi-tempo”. E, finalmente, a FLEXIBILIDADE
DE LOCALIZAÇÃO, o teletrabalho, que orienta o exercício de algumas funções indiretas que possam ser
desempenhadas fora da área produtiva, desde que exista um canal de comunicação, ou seja, “com a percepção
deste fato, surgiu a ideia do teletrabalho, também conhecido como ‘locais de trabalhos alternativos’, ‘trabalho
flexível’, trabalho em casa e escritório virtual”.