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Orientação para a

Área de Estudo
do Espiritismo
Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE)
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE)
Estudo da Obra Básica (EOB)
Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita (EADE)
Outros Estudos
Federação Espírita Brasileira

Orientação para a
Área de Estudo
do Espiritismo
Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE)
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE)
Estudo da Obra Básica (EOB)
Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita (EADE)
Outros Estudos

Coordenação:
Área Nacional de Estudo do Espiritismo do
Conselho Federativo Nacional/FEB
Copyright © 2019 by
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA – FEB
1a edição – 1a impressão – 2/2019
ISBN 978-85-9466-260-6
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reproduzida, armazenada ou transmitida, total ou parcialmente, por quais-
quer métodos ou processos, sem autorização do detentor do copyright.
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Federação Espírita Brasileira – Biblioteca de Obras Raras)
____________________________________________________________

F293o Federação Espírita Brasileira. Conselho Federativo Nacional


Orientação para a área de estudo do espiritismo / Organizado
pela equipe da área nacional de Estudo do Espiritismo do Con-
selho Federativo nacional da FEB; Carlos Roberto Campetti, res-
ponsável pela equipe – 1. ed. – 1. imp. – Brasília: FEB, 2019.
231 p.; 25 cm
Introdução ao estudo do Espiritismo (IEE). Estudo sistema-
tizado da doutrina espírita (ESDE). Estudo da obra básica (EOB).
Estudo aprofundado da doutrina espírita (EADE). Outros estudos.
ISBN 978-85-9466-260-6
1. Educação. I. Espiritismo. II. Federação Espírita Brasileira.
III. Título.

CDD 133.9
CDU 133.7
CDE 60.00.00
____________________________________________________________
AGRADECIMENTO

Aos trabalhadores voluntários que colaboraram para que esta Orientação para
a área de estudo do espiritismo (OAEE) fosse concretizada, com a expectativa de
sua utilidade a quem se dedique a facilitar a integração das pessoas nos estudos e
nas atividades das casas espíritas em todo o Brasil.
SUMÁRIO

Notas................................................................................................... 13
Apresentação...................................................................................... 15
O que é esse documento ........................................................ 16
O que ele pretende .................................................................. 16
Como ele foi elaborado .......................................................... 16
A quem agradecemos ............................................................. 16
Em que princípios nos apoiamos........................................... 17
Premissas de Allan Kardec.............................................. 17

PRIMEIRA PARTE
DIRETRIZES GERAIS PARA IMPLANTAÇÃO DOS ESTUDOS

Capítulo 1 – O que é a Área de Estudo do Espiritismo................ 23


1.1 Definição da AEE.............................................................. 23
1.2 Abrangência....................................................................... 23
1.3 Público a que se destina.................................................... 24
1.4 Referenciais........................................................................ 24
1.5 Diretrizes da AEE.............................................................. 24
1.6 Finalidade........................................................................... 26
1.7 Objetivos............................................................................. 26
1.8 Ações propostas................................................................. 27
1.8.1 O que propor........................................................... 27
1.8.2 Por que propor......................................................... 31
1.8.3 Como e quando propor.......................................... 31
1.8.4 Quais os benefícios esperados............................... 32
Capítulo 2 – Público a que se destinam os estudos...................... 35
Capítulo 3 – Implantação da AEE................................................... 39
3.1 Criar a área e respectivos setores..................................... 39
3.2 Estruturar os estudos........................................................ 40
3.3 Formar equipes de trabalho............................................. 40
3.4 Seleção de programas de estudo...................................... 42
3.4.1 Para escolher um programa de estudo................. 42
3.4.2 Para elaborar um programa de estudo................. 42
3.5 Espaço físico para cada estudo........................................ 42
3.6 Espaço para consulta bibliográfica.................................. 43
3.7 Como montar grupos de estudo...................................... 43
3.8 Como manter o participante no estudo......................... 43
3.9 Planejamentos.................................................................... 45
3.9.1 Curto prazo.............................................................. 45
3.9.2 Médio prazo............................................................. 45
3.9.3 Longo prazo............................................................. 45
3.10 Divulgação e inscrição.................................................... 46
3.11 Execução e avaliação das ações...................................... 47
3.12 Manutenção...................................................................... 48
3.12.1 Integração .............................................................. 49
3.12.2 Replanejamento..................................................... 49
3.12.3 Construção contínua............................................ 50
Capítulo 4 – O trabalhador voluntário .......................................... 51
4.1 Como formar facilitadores e multiplicadores................ 51
4.2 Perfil e atribuições dos colaboradores da AEE ............. 52
4.2.1 Exemplo de perfil.................................................... 52
4.2.2 Exemplos de atribuições......................................... 55
4.3 Especificidades de cada estudo ....................................... 56
4.4 Termo de adesão ao trabalho voluntário........................ 57
Capítulo 5 – Metodologia do estudo da Doutrina Espírita ........ 59
5.1 Por que planejar o estudo? .............................................. 61
5.2 O que planejar para o estudo?.......................................... 62
5.3 Por que usar técnicas de estudo? .................................... 62
5.3.1 Por que estudar em grupo? ................................... 63
5.3.2 Por que incentivar o estudo individual?............... 64
5.3.3 Por que a pesquisa bibliográfica? ......................... 64
5.4 Avaliação............................................................................. 65
5.4.1 O que avaliar? ......................................................... 66
5.4.2 Quando avaliar? ...................................................... 66
Capítulo 6 – A integração dos participantes dos estudos nas
demais atividades da Casa Espírita ................................................ 69

SEGUNDA PARTE
ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA IMPLANTAÇÃO DE CADA ESTUDO

Apresentação..................................................................................... 73
Capítulo 7 – Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE)........... 75
7.1 Organização ...................................................................... 75
7.2 Funcionamento.................................................................. 75
7.3 Público a que se destina.................................................... 76
7.4 Objetivos gerais.................................................................. 77
7.5 Objetivos específicos......................................................... 77
7.6 Proposta metodológica..................................................... 77
7.7 Temas ................................................................................. 78
Capítulo 8 – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE)....79
8.1 O que é estudar de forma sistematizada?....................... 79
8.2 Quais são as consequências do ESDE? .......................... 79
8.3 Organização....................................................................... 80
8.4 Funcionamento.................................................................. 81
8.5 Público a que se destina.................................................... 81
8.6 Objetivos............................................................................. 82
8.7 Metodologia do ESDE ...................................................... 82
8.8 Programa de estudo ......................................................... 83
Capítulo 9 – Estudo da Obra Básica (EOB)................................... 85
9.1 Organização ...................................................................... 85
9.2 Funcionamento.................................................................. 85
9.3 Público a que se destina.................................................... 86
9.4 Objetivos do EOB ............................................................. 86
9.5 Proposta metodológica .................................................... 87
9.6 Avaliação ............................................................................ 87
Capítulo 10 – Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita (EADE)..89
10.1 Finalidade......................................................................... 89
10.2 Conceito ........................................................................... 89
10.3 Funcionamento................................................................ 90
10.4 Público a que se destina.................................................. 90
10.5 Objetivo geral................................................................... 90
10.6 Objetivos específicos....................................................... 90
10.7 Proposta metodológica................................................... 91
10.8 Programa.......................................................................... 91
Capítulo 11 – Outros Estudos......................................................... 93
11.1 Apresentação.................................................................... 93
11.2 Público a que se destina.................................................. 93
11.3 Objetivo geral................................................................... 93
11.4 Objetivos específicos....................................................... 93
11.5 Proposta metodológica................................................... 94
11.6 Funcionamento................................................................ 94
11.7 Indicação/sugestão das obras subsidiárias................... 95

Conclusão ........................................................................................ 101


Apêndice A – Como surgiu a AEE – Breve histórico ................ 103
Apêndice B – Exemplos simplificados de organograma
­conforme o tamanho da Instituição ............................................ 107
Exemplo 1......................................................................................... 107
Exemplo 2......................................................................................... 108
Exemplo 3......................................................................................... 109
Apêndice C – Exemplo de um plano de trabalho ...................... 111
1. Justificativa ........................................................................ 111
2. Objetivos e ações ............................................................... 111
2.1 Objetivos específicos................................................ 111
2.2 Ações ......................................................................... 112
3. Proposta de trabalho ........................................................ 113
3.1 Formação dos grupos ............................................. 113
3.2 Planejamento das atividades dos grupos .............. 114
3.3 Distribuição de facilitadores e estagiários ............ 115
3.4 Formação de facilitadores e estagiários................. 115
4. Estrutura organizacional e competências ...................... 116
4.1 Estrutura organizacional para o funcionamento
do estudo ........................................................................ 116
4.2 Competências das equipes (somente a título de
exemplo, pois deve ser adaptado a cada realidade) ... 117
4.3 Horários .................................................................... 122
5. Cronograma geral e funcionamento .............................. 122
6. Instrumentos de avaliação ............................................... 122
7. Anexos ................................................................................ 122
Apêndice D – Metodologia............................................................ 127
Apêndice E – O que planejar para o estudo ............................... 137
Apêndice F – Exemplos de atividade contextualizada .............. 141
Apêndice G – Estudo em grupo ................................................... 145
Apêndice H – Avaliação................................................................. 149
Apêndice I – Exemplos de instrumentos de avaliação .............. 153
Apêndice J – Exemplo de ficha de inscrição................................ 159
Apêndice K – Bibliografia utilizada pelo ESDE/FEB................. 161

Anexo A – O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita nos


seus 35 anos .................................................................................... 221
Anexo B – Como organizar uma sala de consulta bibliográfica
e apoio .............................................................................................. 223
Anexo C – Exemplo de termo de trabalho voluntário............... 233
NOTAS

1. Esta Orientação para a área de estudo do espiritismo (OAEE) é um


trabalho coletivo da Área de Estudo do Espiritismo/Federação Es-
pírita Brasileira/Conselho Federativo Nacional (AEE/FEB/CFN),
elaborado entre 2016 e 2018 pela equipe coordenadora da AEE, com
a contribuição de coordenadores da Área das Federativas Estaduais,
participando em diversas reuniões virtuais, via Hangouts e/ou Skype
e nas Comissões Regionais, tendo como culminância sua aprovação
na Reunião do Conselho Federativo Nacional em novembro de 2018.
2. Informamos que o conteúdo do opúsculo Orientação para o estudo
sistematizado da doutrina espírita1 foi integralmente aproveitado nesta
Orientação para a área de estudo do espiritismo com as adaptações
necessárias.
3. Recomendamos o conhecimento deste documento antes da utili-
zação dos programas Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE),
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), Estudo da
Obra Básica (EOB), Estudo Aprofundado do Espiritismo (EADE)
e quaisquer outros programas de estudo do Espiritismo nas insti-
tuições espíritas. Esta sequência indica a característica progressiva
dos estudos, mas não necessariamente uma relação de pré-requisito
para os participantes.

1 CAMPETTI, Carlos. (Org. e coord.). Orientação para o estudo sistematizado da doutrina


espírita – ESDE. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2015.

13
APRESENTAÇÃO

Cabe, pois, aos espíritas, responsáveis pelo Movimento Espírita, uma


ampla tarefa de divulgação das obras básicas da Doutrina, promovendo
um estudo sistemático das mesmas [sic], com chamada de atenção
para os aspectos que estão colocados à margem, com graves prejuízos
para a assimilação correta dos princípios e bases do Espiritismo e de
sua missão.2
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. – Paulo (1 Corín-
tios, 12:4)
Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades
divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colabore-
mos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.3
Recentemente formaram-se alguns grupos especiais, cuja multipli-
cação jamais deixaríamos de encorajar: são os denominados grupos
de ensino. Neles, ocupam-se pouco ou nada das manifestações, mas,
sim, da leitura e da explicação de O livro dos espíritos, de O livro dos
médiuns e de artigos da Revista Espírita [...].4

2 AGUAROD, Angel (trecho de mensagem psicografada por Cecília Rocha). FEB Conselho
Federativo Nacional. In: Reformador. ano 102, n. 1.858, jan. 1984, p. 24(28).
3 XAVIER, Francisco C. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. 9. imp. Brasília: FEB,
2015. cap. 4 – Cada qual.
4 KARDEC, Allan. Viagem espírita em 1862. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 2. reimp.
Brasília: FEB, 2011. Instruções Particulares dadas aos Grupos em Resposta a algumas Questões
Propostas, it. X – Sobre a formação dos grupos e sociedades espíritas.

15
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apresentação

O que é esse documento

É a descrição do que é a Área de Estudo do Espiritismo (AEE), sua proposta


para o Movimento Espírita e como implantá-la. Dessa forma, este documento busca
auxiliar as instituições espíritas na implantação, acompanhamento e manutenção
de estudos que promovam a unidade de princípios espíritas, sedimentados nas
obras básicas à luz do Evangelho de Jesus.

O que ele pretende

Objetiva subsidiar as instituições espíritas na implantação, no acompanhamen-


to e na manutenção da AEE e orientar seus trabalhadores voluntários nas diversas
tarefas que envolvem cada grupo de estudo, incentivando o compartilhamento do
saber e a vivência evangélica pautados na fraternidade e na solidariedade entre
todos os envolvidos.
Não há a intenção de esgotar o assunto, portanto, esse documento é apenas
instrumento de auxílio para reflexões necessárias acerca da organização do estudo
da Doutrina Consoladora nas instituições espíritas.

Como ele foi elaborado

Esta Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo é um trabalho coletivo


do Movimento Espírita, elaborado pela equipe de coordenadores nacionais, regio-
nais e das federativas, em diversas reuniões realizadas em Brasília, pela internet e
nas Comissões Regionais do Conselho Federativo Nacional (CFN), tendo como
culminância o encaminhamento do resultado para análise e aprovação pelo CFN.
A redação final coube à equipe coordenadora, tendo sido o documento em elabo-
ração encaminhado por três vezes para exame das Federativas Estaduais.

A quem agradecemos

À Doutrina Espírita que é o Cristianismo Redivivo, sol nas almas, o Paracleto


anunciado por Jesus. Toda tarefa de estudo precisa iniciar-se pelo acolhimento,
seguida do consolo, apoiada no esclarecimento que sedimenta o consolo e enca-
minha para a orientação, promovendo a formação do homem de bem.

16
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apresentação

Nossos agradecimentos também a todos os que, anonimamente, deram sua


contribuição para que esta Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo fosse
possível, e a nossa expectativa de que ela seja utilizada por todos os trabalhado-
res da AEE em seus múltiplos grupos de estudo, que, nas instituições espíritas
espalhadas por todo o Brasil, se dedicam a facilitar o conhecimento, a prática e a
divulgação do Espiritismo.

Em que princípios nos apoiamos

Premissas de Allan Kardec


Em O livro dos espíritos encontramos a definição de estudo sério: “O que
caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá [...]”.5
Kardec define também o que significa um estudo metódico:

[...] Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar
metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o enca-
deamento e o desenvolvimento das ideias. [...]6

Em O livro dos espíritos Kardec conceitua, além disso, a educação:

[...] Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem


o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento
é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não
nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que con-
siste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto
a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. [...]7

Tais ideias, aliás, estão mais desenvolvidas no capítulo 3, de O livro dos


­médiuns, intitulado Do método, em que Kardec afirma:

5 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Introdução ao estudo da Doutrina Espirita. it. VIII.
6 ______. ______.
7 ______. ______. Pt. 3 – Das leis morais, cap. 3 – Da lei do trabalho, Limite do trabalho.
Repouso, comentário de Kardec à q. 685-a.

17
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apresentação

Forma-lhe, sem dúvida, a base a crença nos Espíritos, mas essa crença
não basta para fazer de alguém um espírita esclarecido, como a crença
em Deus não é suficiente para fazer de quem quer que seja um teólogo.
Vejamos, então, de que maneira será melhor se ministre o ensino da
Doutrina Espírita, para levar com mais segurança à convicção.8

Inicialmente, o Codificador apresenta o estudo sério, isto é, contínuo, como


condição para o conhecimento da Doutrina Espírita.

Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência, toda uma filosofia.


Quem, pois, seriamente queira conhecê-lo deve, como primeira con-
dição, dispor-se a um estudo sério [...].9

Define, ainda, a metodologia do ensino espírita:

Não se espantem os adeptos com esta palavra – ensino. Não constitui


ensino unicamente o que é dado do púlpito ou da tribuna. Há também
o da simples conversação. Ensina todo aquele que procura persuadir
outro, seja pelo processo das explicações, seja pelo das experiências
[...].10

Kardec alerta, ao demais: “No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária


e consecutiva, não constitui o ponto de partida [...]”.11
Reitera e desenvolve, igualmente, a ideia de ensino metódico:

Todo ensino metódico deve partir do conhecido para o desconhecido.


[...] Falar-lhe dos Espíritos, antes que esteja convencido de que tem
uma alma, é começar por onde se deve acabar, porquanto não lhe
será possível aceitar a conclusão, sem que admita as premissas. [...]
Eis aí a regra. [...]12
Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de
desenvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos

8 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 81. ed. 5. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Pt. 1, cap. 3 – Do método, it. 18.
9 ______. ______.
10 ______. ______.
11 ______. ______. it. 19.
12 ______. ______.

18
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apresentação

estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de


princípios [...]13

Kardec sugere, ainda, uma ordem sequenciada para os estudos espíritas:

Aos que quiserem adquirir essas noções preliminares [referindo-se


ao estudo teórico] pela leitura de nossas obras, aconselhamos que as
leiam nesta ordem:
1º. O que é o espiritismo. [...] um apanhado geral desta, permitindo
ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito. [...]
2º. O livro dos espíritos. Contém a doutrina completa, como a ditaram
os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conse-
quências morais [...].
3º. O livro dos médiuns. Destina-se a guiar os que queiram entregar-se
à prática das manifestações [...].
4º. A Revista Espírita. Variada coletânea de fatos, de explicações
teóricas e de trechos isolados [...], formando-lhes, de certo modo, a
aplicação. [...]14

Kardec ressalta, por fim, a gratuidade do ensino espírita: “O nosso ensino


teórico e prático é sempre gratuito”.15
Essas premissas, enquanto orientações diretas de Allan Kardec, devem nor-
tear as instituições espíritas no planejamento, implantação, desenvolvimento e
manutenção das atividades voltadas ao estudo doutrinário.

Equipe coordenadora da AEE

13 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Guillon Ribeiro. 1. ed. 1. reimp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2011. Pt. 2, Projeto – 1868, it. Ensino espírita.
14 ______. O livro dos médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 81. ed. 5. imp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2016. Pt. 1, cap. 3 – Do método, it. 35.
15 ______. ______. it. 31, Nota de Allan Kardec.

19
PRIMEIRA PARTE

DIRETRIZES GERAIS PARA


IMPLANTAÇÃO DOS ESTUDOS
CAPÍTULO 1

O QUE É A ÁREA DE ESTUDO


DO ESPIRITISMO

Um Centro Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar,


plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar
os outros, na senda eterna.16

1.1 Definição da AEE

Área de orientação ao planejamento, implantação, integração e acompanha-


mento dos diversos estudos oferecidos pelas instituições espíritas (Apêndice A
– Como surgiu a AEE – Breve histórico).
O trabalho da Área de Estudo do Espiritismo – daqui em diante denominada
simplesmente AEE – é resultado de experiências exitosas colhidas dos diversos
órgãos de unificação, analisadas, adaptadas e devolvidas ao Movimento Espírita
em atendimento a demandas apresentadas.

1.2 Abrangência

A AEE tem por função identificar necessidades e possibilidades de melhoria e


promover aperfeiçoamentos e estruturação de atividades que envolvam as diretrizes
estabelecidas para sua atuação, nos âmbitos internacional, nacional e regional.
Nas instituições espíritas, tem a função de orientar a organização e o funcio-
namento de todos os estudos da Doutrina Espírita, cumprindo as diretrizes estabe-
lecidas, e funcionando como agente motriz de atividades planejadas, integradoras

16 EMMANUEL. O Centro Espírita (mensagem psicografada por Francisco C. Xavier). In:


Reformador. ano LXIX, jan. 1951. p. 5(9).

23
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

e incentivadoras das diversas áreas, para a atuação no acolhimento, no consolo, no


esclarecimento e na orientação segundo os princípios espíritas.

1.3 Público a que se destina

A AEE atua diretamente com os trabalhadores espíritas, e, indiretamente


com os frequentadores, por proporcionar diretrizes seguras de estudo e vivência
do Espiritismo. Seu foco está, portanto, nos organizadores da Área, facilitadores
e participantes de grupos de estudo do Espiritismo.

1.4 Referenciais

A AEE tem como referência doutrinária as obras codificadas por Allan Kardec,
em especial o pentateuco, a Revista Espírita, Obras póstumas, Viagem espírita em
1862, O que o espiritismo, O espiritismo na sua expressão mais simples e obras de
autores encarnados e desencarnados que guardam coerência com a Codificação
Espírita e o opúsculo Orientação ao centro espírita (CFN/FEB), produzindo, como
resultados, propostas de estudos como: Introdução ao Estudo do Espiritismo
(IEE), Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), Estudo da Obra Básica
(EOB), Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita (EADE), Estudo a Distância
(EaD) Espiritismo e Outros Estudos.

1.5 Diretrizes da AEE

A AEE terá como diretrizes de sua atuação as mesmas estabelecidas no “Plano


de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro”.17
Todas as diretrizes visam a valorização dos variados estudos propostos pe-
las instituições espíritas com a finalidade de união e unificação dos espíritas em
torno da Doutrina, iluminada pelos ensinos de Jesus, com vistas ao progresso da
Humanidade.
A integração entre as diversas equipes que compõem os estudos é fator impor-
tante para a vivência da prática cristã, o fortalecimento e união dos trabalhadores.

17 PLANO DE TRABALHO PARA O MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO (2013–2017).


Brasília: FEB, 2012.

24
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

Estreitar esses laços é um dos desafios da Área. Outro grande desafio é a formação
continuada dos trabalhadores para esse momento de convulsão social e de reajus-
tamento dos valores ora distorcidos.
A AEE se propõe a ser a servidora das demais áreas nas instituições e no Mo-
vimento Espírita, cooperando da melhor forma para a integração e fortalecimento
das atividades que lhes cabe desenvolver.
É um trabalho complexo, mas necessário, no Movimento Espírita, aprender a
ouvir e saber fazer-se ouvir, considerar as necessidades e características próprias de
cada Instituição, de cada região e promover o auxílio mútuo para que uns ajudem
aos outros em suas dificuldades e necessidades específicas, para que o próprio
Movimento se fortaleça para sua expansão e continuidade segura.
Para a execução de atividades que contemplem as diretrizes traçadas para a
Área, é importante observar que sua difusão será melhor abordada pela vivência
e prática dos preceitos estabelecidos pela Caridade.
A diretriz precípua, portanto, da AEE será formar homens de bem, abrangendo
a proposta de orientar para conhecer, compreender e praticar o Espiritismo, o que
implica no incentivo à vivência dos postulados cristãos por todos os participantes
dos diferentes grupos de estudo. Essa diretriz está conforme com a definição de
educação de Kardec – a arte de formar caracteres – e com o ensino exarado na
questão 842 de O livro dos espíritos:

Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que


alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem
o direito de se apresentar como tal?
“Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer [...]”18

Vale registrar que as atividades da Área Nacional seguem Plano de Ação. Essas
iniciaram com as reuniões nas Comissões Regionais que tiveram como primeiras
ações: esclarecimentos sobre a implantação, propriedade e abrangência da Área;
análise das avaliações de nova proposta para o ESDE; revisão do opúsculo Orien-
tação ao ESDE; captação e organização do material para compor o Memorial do
ESDE; implantação de Censo da AEE em nível nacional; primeiras propostas de
programas para o EOB e para a IEE; propostas de Formação de trabalhadores para
a AEE. Diante da complexidade das atividades que envolvem todo o Movimento

18 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição Histó-
rica). Brasília: FEB, 2016. Pt. 3 – Das leis morais, cap. 10 – Da lei de liberdade, Liberdade
de consciência, q. 842.

25
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

nacional, as atividades foram introduzidas no primeiro semestre de 2016 e seguem


em implantação e execução.

1.6 Finalidade

A AEE tem como finalidade estimular, orientar, promover e desenvolver o


estudo sério, consistente e permanente, fundamentado nas obras da Codificação da
Doutrina Espírita, para os trabalhadores e frequentadores das instituições espíritas,
por intermédio de trabalho conjunto da FEB e da coordenação nacional com as
federativas e as coordenações regionais.

1.7 Objetivos

Para atender a essa finalidade, propõe os seguintes objetivos:

a. Viabilizar meios institucionais, materiais e humanos para a implanta-


ção, a organização, capacitação e o funcionamento da AEE nas diversas
instituições;
b. Promover a unidade de princípios espíritas sedimentados nas obras
básicas à luz do Evangelho;
c. Incentivar e orientar o processo de implantação, organização e con-
solidação do estudo regular e sistematizado do Espiritismo por meio
do conhecimento, compreensão e aplicação das obras básicas da Dou-
trina Espírita, dos clássicos do Espiritismo, das obras subsidiárias,19
conforme as possibilidades das instituições espíritas, bem como o
incentivo à vivência prática dos postulados da Doutrina Espírita com
Jesus e Kardec;
d. Estimular e apoiar a realização de estudos e pesquisas pertinentes a
AEE e propor a publicação e divulgação desses resultados;
e. Promover eventos, debates e compartilhamento de experiências em
encontros de caráter nacional e regional, voltados para a divulgação do

19 Obras subsidiárias: obras fidedignas à Codificação Espírita e que auxiliam o seu


­entendimento.

26
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

estudo continuado das obras básicas, obras clássicas e complementares


da Doutrina Espírita;
f. Identificar e agregar esforços e conhecimentos de autores espíritas e
não espíritas que, efetivamente, contribuem para o estudo do Espiri-
tismo;
g. Fortalecer a articulação e a integração entre as áreas, núcleos e setores
de atividades nas instituições espíritas;
h. Manter e fortalecer os programas de estudos já existentes em âmbito
nacional;
i. Valorizar iniciativas de estudos efetivados pelas Entidades Federa-
tivas Estaduais condizentes com o Espiritismo codificado por Allan
Kardec;
j. Incentivar a prática, nos estudos, de metodologia dialógica, proporcio-
nando momentos de reflexões e compartilhamentos de experiências
e pesquisas.

1.8 Ações propostas

Seguindo as diretrizes do “Plano de Trabalho para o Movimento Espírita


Brasileiro (2018–2022)” – ­ PTMEB e as definições da Resolução CFN n. 2, de 11 de
fevereiro de 2014, a AEE poderá desenvolver ações compatíveis com seu âmbito
de atuação federativo nacional, regional e local. Para isso, é preciso identificar as
necessidades e recursos disponíveis em cada nível, visando sempre o fortalecimento
das instituições espíritas para sua atuação segura e comprometida com a Causa,
considerando as manifestações dos envolvidos e planejando em conjunto.

1.8.1 O que propor


Considerando as diretrizes do PTMEB e alguns desdobramentos, visando a
definição do que propor em termos de ações para a AEE:

DIRETRIZ 1 – Difusão da Doutrina Espírita 


Difundir a Doutrina Espírita, por meio de estudo, divulgação e práti-
ca, colocando-a ao alcance e a serviço de todas as pessoas, indistintamente,

27
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

independentemente de sua condição social, cultural, econômica ou faixa etária,


tendo como referencial as obras da Codificação Espírita e as de autores a elas
coadunados.
Além dos estudos e palestras públicas, podem ser sugeridas atividades que
envolvam os diversos estudos, por exemplo: cine-debates, teatro-debates, oficinas,
seminários participativos, livros-debates, encontros e confraternizações, em que a
convivência e a fraternidade serão incentivadas.
A difusão proporciona o atendimento aos anseios, fomentando o desejo de
aprofundamento nos princípios e conceitos trazidos pelos Espíritos. Uma vez que
o participante fora atendido no acolhimento e no estudo, inicia-se nova e natural
etapa de divulgação e prática das reflexões que os estudos proporcionaram. Nesse
momento, os participantes se encarregam de divulgar a Doutrina Consoladora e
esclarecedora que estão conhecendo, seja por palavras ou por atos.

DIRETRIZ 2 – Preservação da unidade e universalidade dos princípios da


Doutrina Espírita
Desenvolver todas as atividades espíritas com base nas obras básicas codifi-
cadas por Allan Kardec, assegurando a unidade e a universalidade dos princípios
espíritas.
Diretriz fundamental para a AEE e que deve ser observada a cada desenvol-
vimento de materiais gerais ou específicos para cada estudo.

DIRETRIZ 3 – Transversalidade da comunicação social espírita


Promover a formação da mentalidade cristã.
Divulgar ações de estudo e prática do Espiritismo.
Promover a comunicação entre os agentes do Movimento Espírita.
Promover o intercâmbio de informações para garantir a unidade de pensa-
mentos e propósitos no ideal da unificação espírita.
Promover a comunicação espírita, considerando as dimensões de: utilidade,
beleza e fundamentação.
Divulgar as informações do Espiritismo e do Movimento Espírita em formato,
estrutura e canais adequados aos públicos aos quais se destinam.
Hoje as mídias proporcionam diversas possibilidades de divulgação e interação
com a população local e regional. É preciso explorá-las, ampliando a capacidade

28
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

de fazer chegar às pessoas o Consolador onde não há instituições espíritas que as


possam acolher.
Neste aspecto, a AEE pode buscar a integração com a Área de Comunicação
para juntas potencializarem as possibilidades de divulgação existentes e caminha-
rem por novas vertentes que surgem pelo desenvolvimento das possibilidades de
se comunicar.

DIRETRIZ 4 – Adequação dos centros espíritas para o atendimento às suas


finalidades 
Adequar os centros espíritas para a realização do seu trabalho de estudo,
difusão e prática da Doutrina Espírita, desdobrado nas atividades doutrinárias,
assistenciais, administrativas e de unificação.
A AEE pode contribuir para o cumprimento dessa diretriz, uma vez que ela
é responsável pela orientação, planejamento e organização de todos os estudos
do Espiritismo que se realizam nas instituições espíritas e, dessa forma, poderá
colaborar com as demais áreas na execução segura de suas atividades.

DIRETRIZ 5 – Multiplicação de centros espíritas


Promover e auxiliar a implantação de novos centros espíritas, devidamente
organizados e com a adequação doutrinária e assistencial, em locais onde se façam
necessários, com a finalidade de atender à sociedade, descentralizando e interio-
rizando a ação espírita.
Ao contribuir para a formação de espíritas esclarecidos e de trabalhadores
espíritas conscientes de seu papel em relação a si mesmos, à família e à sociedade,
a AEE oferece significativa contribuição para a multiplicação de centros espíritas
nas bases estabelecidas nesta diretriz.

DIRETRIZ 6 – União dos espíritas e unificação do Movimento Espírita


Desenvolver o trabalho de união dos espíritas e dos centros espíritas, assim
como o de unificação do Movimento Espírita, como natural vivência dos ensinos
espíritas e como atividade indispensável ao fortalecimento, à ampliação e ao apri-
moramento do Movimento Espírita em todas as suas realizações.
Promover e realizar atividades que possibilitem o intercâmbio de informações
e de experiências, a ajuda recíproca e o trabalho conjunto entre os centros espíritas,
os órgãos de unificação e entre as Entidades Especializadas.

29
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

Oferecer condições para o conhecimento e a implementação das recomen-


dações e campanhas aprovadas e lançadas pelo CFN/FEB, como Família, Vida e
Paz, Evangelho no lar, entre outras.
Esta diretriz está presente em todos os materiais oferecidos ao Movimento
Espírita, no entanto, precisa ser observada pelos facilitadores e responsáveis pela
AEE e seus desdobramentos nas instituições sempre que oportuno nos encontros
de estudo.

DIRETRIZ 7 – Formação continuada do trabalhador e das lideranças espíritas 


Assegurar formação continuada dos trabalhadores e lideranças espíritas
em todas as atividades doutrinárias, assistenciais, administrativas, de gestão e de
unificação.
Elaborar plano de formação continuada do trabalhador espírita em todas as
atividades desenvolvidas nos órgãos de unificação e nos centros espíritas. 
Estimular o autoconhecimento e o relacionamento interpessoal dos traba-
lhadores espíritas, buscando a união e a convivência fraterna, indispensáveis à
execução das tarefas. 
A AEE promoverá a formação permanente de seus trabalhadores e, em suas
finalidades e potencial, pode oferecer auxílio às demais áreas da Instituição Es-
pírita no que diz respeito à formação de trabalhadores para as diversas tarefas a
realizar. Cabem aos responsáveis nas instituições promover essa integração com o
aproveitamento das possibilidades de cada Área para o auxílio a outras.

DIRETRIZ 8 – Promoção do livro espírita como elemento essencial ao


­cumprimento da missão do Espiritismo
Sensibilizar os trabalhadores espíritas para a relevância do livro em seus
­aspectos doutrinários, de unificação e como negócio de administração.
Orientar o Movimento Espírita para a leitura e divulgação das obras da Co-
dificação e de livros doutrinariamente adequados aos princípios do Espiritismo.
Estimular a realização de ações e projetos em todas as áreas do Movimento
Espírita para a difusão do Espiritismo por meio do livro.
A AEE promove frequentemente os livros espíritas, que são indicados em
seus programas de estudo, e estimula a leitura das obras básicas e subsidiárias.

30
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

DIRETRIZ 9 – Participação do espírita na sociedade  


Participar de forma mais efetiva junto à sociedade organizada e aos órgãos
do poder público, contribuindo para o encaminhamento de assuntos de interesse
social, sempre de forma compatível com os princípios espíritas.
Estimular o atendimento solidário a pessoas e comunidades em vulnerabili-
dade e risco social, respeitando-se a legislação vigente.
Desenvolver programas de atividades institucionais, doutrinárias e pro-
mocionais, utilizando a Arte, segundo os princípios e valores éticos e morais do
Espiritismo.
Promover e participar de espaços de diálogo inter-religioso voltados à pro-
moção do Bem e à Construção da paz.
Esta é a razão fundamental da existência da AEE: contribuir para que os
postulados espíritas sejam balizadores das ações das instituições sociais, o que
necessariamente ocorrerá pela melhoria dos indivíduos que as compõe e por elas
se responsabilizam.

1.8.2 Por que propor


Como Área de orientação, planejamento e integração, seu papel fundamental
é operacionalizar estratégias de ações funcionando como agente agregador de pro-
postas de conformidade com a Codificação do Espiritismo, para que o conjunto
encontre soluções e implementações nas situações que se apresentem no desen-
volvimento das atividades de estudos, promovendo a harmonia dos grupos para
melhor atendimento aos frequentadores.

1.8.3 Como e quando propor


Para que os trabalhos tenham suas atividades desenvolvidas a contento, é
importante que haja um planejamento geral com estratégias de curto, médio e
longo prazo.
É neste momento que as escolhas e ações que contemplam as diretrizes, po-
derão ser desenvolvidas e planejadas, atendendo as demandas atuais, bem como
as previsíveis.

31
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

1.8.4 Quais os benefícios esperados


“[...] Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer
adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas [...]”20
Os benefícios são de caráter:

Pessoal
Porque favorece o progresso moral, intelectual e o exercício da fraternidade.

Institucional
Trabalhadores
Integração; capacitação; ambiente fraterno de convivência; maior responsa-
bilidade dos envolvidos nas tarefas; integração entre as áreas; captação e formação
continuadas de trabalhadores.
Frequentadores
Mais opções de estudos, acolhimento e esclarecimento fraternos; expansão e
crescimento de ações cristãs; ambiente fraterno de convivência.
Atividades desenvolvidas
Maior responsabilidade dos envolvidos; integração entre as áreas; planejamen-
to geral integrado, facilitando a organização e realização dos eventos; expansão e
crescimento das atividades; divulgação e captação de trabalhadores.
Movimento Espírita
O Movimento Espírita ganha impulso com a participação unida de todos
os envolvidos nessa Causa por efeito do diálogo estabelecido e mantido entre
frequentadores e instituição; instituição e instituição; instituição e coordenações
regionais; coordenações regionais e federativas e todos representados no CFN.

Social
Pela influência na formação de homens e mulheres de bem capazes de atuar
em segmentos não espíritas, interagindo de forma consciente, pacífica, conciliadora,
moralizadora e produtiva na sociedade.

20 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Guillon Ribeiro. 1. ed. 1. reimp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2011. Pt. 2, Projeto – 1868, it. Ensino espírita.

32
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 1

Diz Kardec, em O livro dos espíritos, na Conclusão, item V:

“Por meio do Espiritismo, a Humanidade tem que entrar numa nova


fase, a do progresso moral que lhe é consequência inevitável [...]”.21

André Luiz complementa em Entre irmãos de outras terras, na psicografia de


Waldo Vieira:

O conhecimento espírita é orientação para a vida essencial e pro-


funda do ser. Claro que a evolução é lei para todas as criaturas, mas
o Espiritismo intervém no plano da consciência, ditando normas
de comportamento suscetíveis de traçar caminhos retos à ascensão
da alma, sem necessidade de aventuras nos labirintos da ilusão que
correspondem a curvas aflitivas de sofrimento.22

21 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Conclusão, it. V.
22 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo. Entre irmãos de outras terras. Pelos Espíritos
André Luiz e Emmanuel. 8. ed. 3. reimp. Brasília: FEB, 2010. cap. 5 – Vinte assuntos com
Willian James (André Luiz).

33
CAPÍTULO 2

PÚBLICO A QUE SE
DESTINAM OS ESTUDOS

Ao examinar as premissas de Kardec citadas ao início deste documento, ob-


serva-se que ele aconselha uma ordem de estudo para o neófito, considerando os
livros até então publicados. Não podemos ter a pretensão de fazer mais e melhor
do que o Codificador, levando, inclusive em conta seu registro de que:

[...] o Espiritismo responde que não se impõe a pessoa alguma [...]


A liberdade de consciência é consequência da liberdade de pensar, que
é um dos atributos do homem; e o Espiritismo, se não a respeitasse, es-
taria em contradição com os seus princípios de liberdade e tolerância.
[...]
O Espiritismo não se impõe, porque, como vo-lo disse – respeita a
liberdade de consciência; ele sabe também que toda crença imposta
é superficial e não desperta senão as aparências da fé; nunca, porém,
a fé sincera. Ele expõe seus princípios aos olhos de todos, de modo a
cada um poder formar opinião segura.23

É inconteste o cuidado de Kardec em respeitar invariavelmente a liberdade de cons-


ciência e a de pensar, nos termos do que os Espíritos Superiores ditaram na questão 843:

Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?


“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem
o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”24

23 KARDEC, Allan. O que é o espiritismo. Trad. da Redação de Reformador em 1884. 56. ed. 5.
imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2018. cap. 1 – Pequena conferência espírita, Terceiro
diálogo – O padre.
24 ______. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição Histórica). Bra-
sília: FEB, 2016. Pt. 3 – Das leis morais, cap. 10 – Da lei de liberdade, Livre-arbítrio, q. 843.

35
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 2

Fica claro que o livre-arbítrio, atributo do Espírito, enseja a responsa-


bilidade por seus atos. Logo, qualquer ato de imposição, em se referindo a
ordem de estudo/leitura das obras básicas (ainda mais porque têm natureza
de revelação espiritual), estaria ele, Kardec, infringindo tal Lei. Equivale dizer
que o ser pensante tem o livre-arbítrio de escolher ler/estudar ou não, desta ou
daquela maneira. Todavia, se o discernimento do Codificador, que nas palavras
de Camille Flammarion era o bom senso encarnado, diz o que é aconselhado,
é porque razões existem para tanto.
O assunto se desdobra em outros escritos de Kardec, evidenciando que o
Codificador orienta para o estabelecimento de um ensino metódico da Doutrina
Espírita, que passa por uma ordem necessária e sequenciada, voltada à construção
e à aquisição do conhecimento. Este é, por sinal, o método adotado pelos próprios
Espíritos Superiores:

Com extrema sabedoria procedem os Espíritos Superiores em suas


revelações. Não atacam [abordam] as grandes questões da Doutrina
senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a
compreender verdade de ordem mais elevada e quando as circunstân-
cias se revelam propícias à emissão de uma ideia nova. Por isso é que
logo de princípio não disseram tudo, e tudo ainda hoje não disseram,
jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos
antes de estarem maduros. Fora, pois, supérfluo pretender adiantar-se
ao tempo que a Providência assinou para cada coisa, porque, então,
os Espíritos verdadeiramente sérios negariam o seu concurso. [...]25

Allan Kardec sugere inicialmente, sem ânimo de imposição, começar pelo


princípio e seguir o encadeamento e desenvolvimento das ideias, isto é, partindo
do conhecido para o desconhecido.
Explica, ao demais, a conveniência de que, na primeira etapa dos estudos, o
neófito receba uma visão geral da Doutrina, por meio da leitura do livro O que
é o espiritismo, cuja aplicação, por sinal, fundamenta o projeto da Introdução ao
Estudo do Espiritismo (IEE).
Kardec recomenda, na segunda etapa dos estudos, apresentar ao neófito a
Doutrina completa, notadamente por meio da leitura de O livro dos espíritos.
É lógico que não haja referência aos livros O evangelho segundo o espiritismo,

25 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 8. imp.
(Edição Histórica). Brasília: FEB, 2017. Introdução, II – Autoridade da Doutrina Espírita.
Controle universal do ensino dos Espíritos.

36
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 2

O céu e o inferno e A gênese, posto que não haviam sido ainda compilados à
época da publicação de O livro dos médiuns (em que está inserida a sequência
sugerida por Kardec).
Todo o estudo, nesta segunda etapa, aliás, deve começar pelo princípio, isto
é, partindo das ideias mais básicas e simples, seguindo, progressivamente, para
as ideias mais complexas e desconhecidas. A fala de Kardec, neste ponto, não
deixa dúvidas:

[...] Falar-lhe dos Espíritos, antes que esteja convencido de que tem
uma alma, é começar por onde se deve acabar, porquanto não lhe
será possível aceitar a conclusão, sem que admita as premissas. [...]
Eis aí a regra. [...]26

Somente na terceira etapa dos estudos, enfim, é que o neófito deve ser apre-
sentado ao conteúdo teórico aprofundado sobre as manifestações mediúnicas,
contido em O livro dos médiuns. A orientação de Kardec, neste ponto, é literal:
“No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva, não constitui
o ponto de partida. [...]”.27
Ante o exposto, as orientações para o estudo das obras da Codificação Es-
pírita em âmbito nacional, para que estejam alinhadas às ideias do Codificador,
sem ânimo de estabelecer via única ou desejo de impor procedimentos, devem
sugerir/propor uma sequência progressiva, iniciando pelos conceitos mais simples
e conhecidos e partindo para os conceitos mais complexos e desconhecidos.
É, aliás, por demais conveniente que uma orientação nacional ao estudo do
Espiritismo, partindo do CFN/FEB, apoie explicitamente os próprios conselhos
de Allan Kardec, sem substituí-los desnecessariamente, em apoio a ideias supos-
tamente novas ou melhores.
Afinal, desenvolvendo a ideia de Kardec, não há como tratar de reencarnação,
sem falar de Justiça Divina, assim como não se pode falar de mediunidade, sem
estudar o perispírito.
Sem dúvida, o curso de Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE) e o
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), promovem uma base intelec-
tiva favorável ao Estudo da Obra Básica (EOB), consoante ao estudo metódico,
descrito anteriormente neste capítulo, representando, inclusive, uma evolução

26 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 81. ed. 5. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Pt. 1, cap. 3 – Do método, it. 19.
27 ______. ______.

37
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 2

natural dentro do Movimento Espírita no que diz respeito aos métodos de estudo
do Espiritismo.
É digno de nota ressaltar que o ESDE é contributo essencial ao estudo me-
tódico, de assimilação dos princípios e bases do Espiritismo, em atendimento à
demanda da própria Espiritualidade que afirma, pela psicografia de Divaldo Fran-
co, nas palavras de Bezerra de Menezes em mensagem recebida durante o CFN
de novembro de 1983, ser o ESDE o programa da atualidade sob os auspícios do
próprio Cristo.
Nota-se, indubitavelmente, e ainda que haja controvérsias sobre o assunto,
a existência de um encadeamento lógico e compatível, sem prejuízo ao aconse-
lhamento lúcido do Codificador, permeando a IEE, o ESDE, o EOB e o EADE.
Outros cursos podem e devem ser desenvolvidos pelas instituições espíritas e
terão maior profundidade e alcance se realizados com base nos conhecimentos
proporcionados por eles.
No entanto, conscientes de que poderá haver casas espíritas que prefiram
optar pelo estudo direto nas obras da Codificação, sugerimos que o estudo siga a
sequência proposta pelo Codificador, iniciando sempre em O livro dos espíritos.
Vale destacar, ainda, que, nem todos os participantes de atividades nos centros
espíritas são neófitos, cabendo à Instituição recebê-los e situá-los, seja em grupos
de estudo ou outros, conforme as condições de cada um, respeitada a orientação
de Allan Kardec28 de que um grupo é efetivo e coeso sempre que desenvolva uma
base comum de conhecimentos e cultive a homogeneidade de pensamentos, ideais,
propósitos e sentimentos o que só é possível pela convivência ao longo do tempo.

28 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 81. ed. 5. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Pt. 2 – Das manifestações espíritas, cap. 29 – Das reuniões e
das Sociedades Espíritas, Das reuniões em geral, its. 330 a 332.

38
CAPÍTULO 3

IMPLANTAÇÃO DA AEE

Implantar a Área de Estudos é implantar um espaço de planejamento dos


estudos do Espiritismo, de convivência, conhecimento, integração com as demais
atividades espíritas, ou seja, de planejamento geral.
A AEE tem a responsabilidade de integrar e ampliar as tarefas. Não é um
mero setor de administração das demais áreas/setores/departamentos, nem um
estrategista de atividades para serem executadas.
Com as funções de conhecer para compreender, integrar, ampliar e planejar,
a Área se define como local de encontro, discussão e planejamento geral, no qual
cada área/setor/departamento se faz presente, respeitadas as especificidades de
cada uma.
Integrar “não é juntar todos em um momento para dar opiniões nas tarefas
específicas do outro”; mas, criar estratégias de trabalho/estudos/vivências em que
todos os envolvidos possam entender e respeitar as diversas atividades desenvolvi-
das no mesmo espaço, oferecendo oportunidade para que os frequentadores possam
participar de muitas tarefas/estudos/vivências disponibilizadas pela Instituição.
Integrar o grupo é fortalecê-lo, é ampliar as atividades desenvolvidas e criar
muitas outras. É dar a todos: áreas/setores/departamentos, a devida atenção, sem
privilégios a nenhum, evitando a concorrência, o isolamento e a evidência de um
em detrimento dos demais. É, enfim, trabalhar todos unidos com Jesus, em seu nome,
pois não existe nenhuma área mais importante que a sua mensagem.
Todo bom trabalho requer planejamento em conjunto.

3.1 Criar a área e respectivos setores

Abaixo estão relacionadas as etapas necessárias à implantação da AEE ou


equivalente. Caso não seja possível seguir todas as etapas, os estudos podem ser
implantados de acordo com a realidade e as possibilidades de cada Instituição
Espírita. Os estudos devem ser oferecidos conforme a necessidade e a demanda do

39
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

público que frequenta a Instituição, ou seja, somente as casas com maior número
de participantes podem contar com todos os estudos referidos neste documento.
Se o Centro conta com pequeno número de participantes, os estudos podem
ser implantados em associação com outras instituições espíritas da região que se
encontrem na mesma situação.

3.2 Estruturar os estudos

Se o Centro é pequeno iniciará com a simples criação de um grupo de estudo,


seja do ESDE, do EOB ou outro, com os participantes que se apresentarem. Con-
forme cresça, irá criando outros grupos de estudo, até a implantação dos vários
estudos referidos neste documento.
Recomenda-se à Casa Espírita, que disponibiliza um ou mais estudos dou-
trinários (IEE, ESDE, EOB, EADE e outros), a criação da Área de Estudo do
Espiritismo (AEE).
Algumas instituições preferem colocar todos os estudos, inclusive da Infância
e Juventude e da Mediunidade, dentro da AEE ou equivalente. Também nesse caso
cada estudo pode ser organizado como setor ou departamento a depender do seu
tamanho e complexidade.
Aspectos da infraestrutura devem ser considerados, definindo-se espaço
para as reuniões, quantidade de cadeiras necessárias, recursos materiais a serem
utilizados, secretaria etc. (Apêndice B – Exemplos de organograma).

3.3 Formar equipes de trabalho

Uma vez criado os setores ou departamentos, definem-se as equipes que serão


responsáveis pelo planejamento e execução do programa de estudo.
A equipe de trabalho deve ser constituída por pessoas com conhecimento
doutrinário, experiência e que tenham sido preparadas para as tarefas, bem como
para divulgar as Campanhas de estudo como “Comece pelo Começo” e “Campa-
nha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita” em conjunto com os órgãos
unificadores, auxiliando na organização e manutenção de grupos de estudo.
Se o Centro tem um único grupo de estudo do ESDE, por exemplo, bastará contar
com dois facilitadores. Se já tiver dois grupos, sugere-se contar com quatro facilita-
dores e um coordenador. Caso existam, além do ESDE, grupos do IEE e EOB, dois

40
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

facilitadores para cada grupo de estudo, um coordenador para cada estudo (ESDE e
EOB) e um coordenador-geral para administrar todo o trabalho. O IEE pode ficar sob
a responsabilidade de um dos coordenadores, conforme definição da administração.
Se a Casa optou por incluir todos os estudos na AEE ou, à medida que se
multipliquem os grupos de estudo do IEE, ESDE, EOB, EADE e outros, a equipe
contará com um coordenador-geral, coordenadores para cada um dos estudos e
dois facilitadores/evangelizadores para cada grupo de estudo.
A(s) equipe(s) deve(m) ser preparada(s), por meio de formações específicas,
para integrar de maneira eficiente e eficaz o quadro de trabalhadores da AEE
(coordenação, secretaria, facilitadores e equipe pedagógica).
Nos centros espíritas em que o trabalho conte com poucos colaboradores,
recomenda-se buscar a formação junto à Federativa do seu Estado e por meio de
estudos e formações virtuais da Federativa Estadual ou da FEB e do compartilha-
mento de experiências com outras instituições espíritas.
Desde o início, o ideal de equipe para o desempenho das atividades da AEE
é a constituição de um colegiado, sob uma coordenação geral.
No colegiado estariam representados (pelos coordenadores/encarregados)
todos os trabalhadores voluntários (das áreas/setores/departamentos), a fim de
definirem as diretrizes gerais das atividades da Instituição.
A coordenação geral seria a mediadora das atividades, promovendo os en-
contros e auxiliando na execução das tarefas definidas pelo colegiado.
Em visão mais ampla da Instituição Espírita, as áreas/setores/departamentos,
sem a exclusão de nenhuma, devem participar do planejamento geral, pois inte-
gram o mesmo ambiente físico, partilham dos mesmos trabalhadores (em muitas
instituições), compartilham de eventos abertos ao público, dentre outros. A não
participação de uma área inviabiliza o trabalho conjunto e unificador, porque cria
uma lacuna na integração com as demais. Como definir integração ou unificação,
quando determinada Área permanece distante?
Sugerimos aqui a participação de todos os setores ou as áreas que a Instituição
possua (infância, estudos, mediunidade, comunicação, eventos etc.). Conhecer
os trabalhos é o primeiro passo para divulgá-los e fortalecê-los. Por exemplo, não
basta uma área de comunicação isolada das demais, sozinha não será capaz de
fazer boa divulgação. Divulgar informações/eventos é diferente de participar de
planos e estratégias de trabalhos a serem divulgados.
Compreender o processo de integração é o elemento chave para o sucesso da
união e do crescimento e fortalecimento das atividades.

41
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

3.4 Seleção de programas de estudo

A Instituição Espírita poderá escolher ou criar um programa, levando em


consideração que o conteúdo programático esteja alicerçado nas obras básicas da
Codificação Espírita e seja metódico, partindo do simples para o complexo.

3.4.1 Para escolher um programa de estudo


Observar se o programa está conforme à proposta da Codificação Espírita,
contando, em seu conteúdo, com a participação de autores já consagrados e fieis
aos postulados espíritas, sejam encarnados ou desencarnados.
Considerar se o programa atende às necessidades dos frequentadores da
Instituição Espírita.

3.4.2 Para elaborar um programa de estudo


É fundamental constituir uma equipe com conhecimento do Espiritismo e
domínio didático-pedagógico. É necessário considerar o público a que se destina
o material, os objetivos e a metodologia de estudo, os recursos materiais e huma-
nos e os instrumentos de acompanhamento da qualidade de todo o trabalho. É
imprescindível exigibilidade no planejamento e na sua execução.

3.5 Espaço físico para cada estudo

Dependerá da disponibilidade da Casa Espírita. O ideal é que cada grupo


de estudo conte com uma sala arejada e iluminada, com cadeiras móveis e com
braço que facilitem apoiar papeis e livros, quadro e uma mesa para material de
apoio e, na era da tecnologia, recursos multimídia para facilitar o aprendizado.
No entanto, na ausência de espaço e até de recursos, a reunião de estudo po-
derá ser feita no jardim, na sala de costura, se o Centro tiver alguma, ou outro
ambiente compartilhado com outras atividades em diferentes dias e horários.
Aliás, os diferentes estudos podem compartilhar os mesmos espaços em dias e
horários diferentes.
Será ideal destinar ambientes para a secretaria e as reuniões da coordenação
e dos facilitadores.

42
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

3.6 Espaço para consulta bibliográfica

Podem ser propostas campanhas para a doação de obras espíritas e a for-


mação de um espaço de consulta a ser disponibilizado para apoio bibliográfico
às atividades dos facilitadores bem como o estudo e pesquisa dos participantes,
contendo no mínimo as obras básicas. O espaço pode ser constituído com recursos,
incluindo-se mídias, audiolivros, audionovelas, cursos em ambiente virtual, desde
que compatíveis com a proposta espírita (Anexo B – Como organizar uma sala
de consulta e apoio).

3.7 Como montar grupos de estudo

Formada e preparada a equipe de trabalho, podem ser formados os grupos


de estudo. O tamanho de cada grupo vai depender da quantidade de inscritos
e do estudo programado. Para a IEE, por exemplo, sugere-se grupos de 5 a 15
pessoas. No entanto, para os demais estudos, sugere-se que estes contem com
15 a 25 participantes, o que favorece o processo de aprendizagem. Nada impede
que grupos menores ou maiores sejam constituídos, com adaptações das técnicas
e recursos a serem utilizados. Número excessivo deve ser evitado, pois é uma
das causas da evasão de participantes que não recebem atenção individualizada
dos facilitadores.
O tempo de duração dos estudos pode variar de 90 a 120 minutos, levando-se
em conta o conteúdo e as características do grupo.
A reunião é formada por participantes inscritos previamente, possibilitada a
presença de eventuais visitantes (familiares ou convidados).

3.8 Como manter o participante no estudo

Os grupos de estudo, normalmente, são heterogêneos e apresentam diferen-


tes interesses. A integração e permanência do participante dependem muito do
acolhimento que ele recebe desde a sua inscrição e do esclarecimento acerca do
curso, envolvendo metodologia, atividades, expectativa de participação etc.
Há evasão decorrente de fatores internos e externos ao grupo de estudo,
tais como: falta de organização do trabalho, tipo de liderança exercida pelo
coordenador ou pelo facilitador, inadequação do método ao público-alvo, falta

43
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

de incentivo aos participantes, escolarização dos processos do estudo sistema-


tizado, horário do estudo incompatível com as atividades do participante, local
do estudo inadequado, necessidades pessoais dos participantes (trabalho, estu-
do, mudanças, moradia longe do Centro, outros interesses concorrentes, saúde,
necessidades familiares).
Cabe avaliar essas causas, procurando desenvolver estratégias para
­minimizá-las.
A seguir, algumas estratégias:

a. Trabalhar as diferenças existentes entre os integrantes, valorizando-as


como ferramentas que propiciem oportunidade de aprendizado;
b. Estimular a união do grupo, ou seja, transformá-lo em um grupo
coeso e harmonioso, o que permitirá que os participantes se sintam
acolhidos e aceitos no ambiente coletivo, no qual tenham a oportu-
nidade de expressar suas ideias;
c. Acolher os participantes não assíduos que se sintam deslocados no
grupo;
d. Trabalhar a inclusão de integrantes novos, de modo a não afetar a
continuidade e harmonia do grupo;
e. Incentivar os participantes para que os objetivos doutrinários sejam
efetivados;
f. Buscar desenvolver o sentimento de “pertencimento ao grupo” por
meio do acolhimento fraterno e da inclusão de pessoas nas demais
atividades da Instituição Espírita.

Não existem soluções prontas para resolver o problema da evasão nos grupos
de Estudo. Por essa razão, é importante ouvir companheiros mais experientes na
tarefa nos centros espíritas, nas Federativas Estaduais e na FEB.
A avaliação, que deve permear todo o processo de desenvolvimento do
programa, poderá oferecer informações sobre possíveis equívocos da equipe de
trabalhadores voluntários e/ou dificuldades dos próprios participantes. É muito
importante observar e analisar essas informações para possíveis e necessárias
correções e/ou modificações com a finalidade de ajustes que permitam que os
participantes se sintam integrados e felizes em permanecer no estudo.

44
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

3.9 Planejamentos

A programação das atividades deverá ser montada e divulgada previamen-


te, podendo ser semestral ou anual. O programa deve conter sugestão de datas,
temas dos módulos e das reuniões de estudos, além dos dados do coordenador e
facilitadores da tarefa.
No desempenho de atividades devemos levar em conta sua estrutura organi-
zacional, seu tempo de desenvolvimento, as metas e objetivos a serem alcançados.
Por exemplo: o plano de ação pode ser desenvolvido de acordo com as dire-
trizes da instituição, podendo ser de curto, médio ou de longo prazo. O que define
o tempo de duração são as atividades propostas a serem desenvolvidas em tempo
programado.
Os planejamentos podem ser de:

3.9.1 Curto prazo


São atividades de desenvolvimento imediato, em curto prazo.
São atividades de resultados imediatos, por exemplo: cine-debate; uma
­pequena capacitação etc.

3.9.2 Médio prazo


São as atividades de desenvolvimento que devem ser acompanhadas no de-
correr de um tempo médio para sentirmos o resultado final. Por exemplo: curso
de férias; um ciclo de debates; um evento local, planejado com alguns meses de
antecipação etc.

3.9.3 Longo prazo


São as atividades que devem ser acompanhadas no decorrer de um tempo
longo para sentirmos o resultado final. Por exemplo: estudos do ESDE, da Mediuni-
dade; um evento nacional planejado com uns dois ou mais anos de antecedência etc.
É importante destacarmos que mesmo nas programações de estudos de longa
duração, é possível o planejamento de ações de curto prazo, como por exemplo:
cine-debate para a integração entre os grupos; um cine-debate envolvendo equipes
e participantes dos diversos estudos etc.

45
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

Em relação ao planejamento, vale estar atendo ainda às necessidades de imple-


mentação, crescimento e aperfeiçoamento de atividades doutrinárias e vivenciais,
para fortalecer trabalhadores e acolher frequentadores que buscam esclarecimento
e orientações consoladoras.
No plano de ação teremos uma panorâmica de todas as atividades a serem
desenvolvidas durante um período estabelecido: mês, bimestre, semestre, ano etc.
pela instituição. É interessante que todas as áreas saibam de todas as atividades a
serem desenvolvidas na Instituição, ampliando a divulgação dos trabalhos para
os frequentadores.
Planejar é dar clareza e precisão à própria ação, significa racionalizar meios,
materiais e recursos humanos disponíveis para atender necessidades e objetivos
estabelecidos no desempenho de atividades programadas.
O planejamento das ações requer a presença de todas as áreas existentes na
Instituição, para que as propostas sejam viabilizadas a contento. Planejamento
participativo é elemento importante no processo de união e integração das áreas.
Os dias e horários serão definidos pela coordenação do estudo de acordo
com a disponibilidade da Casa Espírita, do coordenador, dos facilitadores e dos
interessados, proporcionando o máximo de aproveitamento do grupo no estudo
(Apêndice C – Exemplo de um plano de trabalho).

3.10 Divulgação e inscrição

Pode-se fazer a divulgação dos estudos nas palestras públicas e demais reuniões
da Instituição Espírita, bem como confeccionar cartazes, murais, folders, material
para as mídias sociais e o site da Instituição, esclarecendo a importância do estudo
e informando sobre a realização e o andamento das reuniões. A divulgação pode
ser estendida para a comunidade em que a Instituição Espírita está inserida, via
rádio, TV, jornais, revistas, boletins informativos, feiras de livro, faixas, banners,
panfletos. Tudo isso levando-se em consideração as condições e disponibilidades
de cada Centro Espírita.
A ficha de inscrição pode conter dados do interessado, tais como: nome,
data de nascimento, endereço, telefone, WhatsApp, e-mail, atividade profis-
sional, interesse em área de atuação na Instituição Espírita etc. Importante
destacar que a ficha deve contemplar concordância dos participantes em que
seus dados constem de banco de dados da Instituição Espírita e que aceitam
receber correspondência, pelas vias disponíveis, com avisos e informações de

46
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

suas atividades e produtos. Cabe à Instituição Espírita respeitar leis referentes


à proteção de dados e informações dos seus frequentadores (Apêndice J –
Exemplo de ficha de inscrição).

3.11 Execução e avaliação das ações

Após o estabelecimento de diretrizes gerais e planejamento geral das ativida-


des, cabe a Área de estudo acompanhar e auxiliar a execução das tarefas progra-
madas, dirimir dificuldades e redirecionar ações ineficientes.
A avaliação é um processo importante na busca pela qualidade do tra-
balho. É importante verificar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações
definidas. Avaliar significa melhorar o processo, buscar o alcance dos objetivos
pretendidos.
A avaliação só pode auxiliar como instrumento de qualidade quando sabemos
utilizá-la.
Sugerimos uma avaliação dinâmica e produtiva e não apontamentos de de-
feitos. A perspectiva a ser observada é a melhoria incessante do processo, para que
o trabalho seja aperfeiçoado e ampliado.
O grupo precisa estar amadurecido quanto aos processos necessários de
avaliação das tarefas. Evitar apontamentos negativos. Para saber como o trabalho
está sendo eficaz, o ideal é ouvir os envolvidos nas tarefas e os frequentadores, a
fim de redirecionar, (re)planejar e reorganizar as atividades.
Avaliar processos é diferente de avaliar pessoas. Aqui só cabe a avaliação de
processos.
Algumas perguntas precisam ser respondidas antes, durante e após a imple-
mentação e execução de tarefas.
Exemplos de perguntas a serem refletidas na proposição de novo trabalho:

a. Por que propor?


b. Qual o objetivo a ser alcançado com esse novo trabalho?
c. Qual o público a ser atendido?
d. Quais as estratégias de trabalho?
e. Que recursos serão necessários? etc.

47
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

Exemplos de perguntas a serem refletidas durante a execução de trabalho:

a. As atividades estão sendo desenvolvidas a contento?


b. Existe alguma necessidade de intervenção para modificar algo que
não está dando certo?
c. O trabalho poderá seguir como planejado?
d. Existem possibilidades de melhoria? etc.

Exemplos de perguntas a serem refletidas após a execução de trabalho: (para


trabalhadores):

a. Sentiu alguma dificuldade na execução da tarefa? Qual? Por quê?


b. Tem sugestão de melhoria? De alguma mudança eficaz e/ou necessária?

Exemplos de perguntas a serem refletidas após a execução do trabalho: (para


frequentadores):

a. Qual a sua opinião acerca desse trabalho?


b. Gostou? Por quê?
c. Sugestão de melhorias necessárias? etc.

É importante refletir sobre as respostas, porque elas apontam se o trabalho


está bom ou se pode ser melhorado e onde precisa ser ajustado.
Lembremos sempre: O comprometimento com a Causa é o foco das tarefas:
acolher, consolar, esclarecer e orientar.

3.12 Manutenção

Tão importante quanto atender às necessidades da Instituição é estar prepa-


rado para dar continuidade aos trabalhos com qualidade.
O grupo de trabalhadores precisa trabalhar em uníssono, em torno de um
ideal, de uma única Causa. Por isso, o coordenador e o colegiado da área de estu-
dos devem estar atentos aos movimentos dos grupos, percebendo as situações de
ajustes para manter a harmonia dos trabalhos em consonância com as diretrizes.

48
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

Sugerimos o reforço constante do espaço de convivência entre os trabalha-


dores, de planejamento participativo, de estudos doutrinários e específicos a fim
de construir uma base sólida de apoio e de trocas, importantes ao desempenho
das tarefas.
As atividades podem ser planejadas para os diversos grupos: para o colegiado
da área de estudos; para os trabalhadores dos estudos; para os trabalhadores da área
social; para os coordenadores/responsáveis; para todos em um único momento
(diretrizes gerais e doutrinárias servem para todos, independe da metodologia a
ser aplicada nas tarefas específicas). Podemos citar como exemplo de estudos in-
tegrados para todas as áreas: respeito; auscultação fraterna; diálogo nos processos
de aprendizagem e nas atividades sociais; temas doutrinários etc.
Quando “todos” trabalham em torno de uma Causa, temos uma unidade
doutrinária, apesar das especificidades no atendimento ao público, respeitando-
-se uns aos outros, não existe hierarquia vertical de tarefas, ou de funções; existe
apenas supremacia da Causa.

3.12.1 Integração
Supremacia da Causa: Caridade – é o foco de todos os trabalhadores envol-
vidos em projetos do bem. Só compreenderemos o bem pela vivência da Caridade
em sua expressão mais simples, convivência fraterna, respeito, auxílio mútuo,
desapego, em resumo: União.
Jesus em sua sabedoria não convidou os apóstolos em apartado; chamou-os
juntos, constituiu um colegiado para auxiliarem-se, sustentarem-se nas dificuldades
e convidou-os em duplas para espargirem a Boa-Nova. Não instituiu privilégios,
nem tarefas especiais. Ele, o Mestre, lavou os pés dos discípulos como demonstração
de ausência de hierarquia nas tarefas dos servidores-semeadores.
As instituições carecem de voltar os olhos para esse modelo de gestão ensinado
por Jesus: simplicidade, responsabilidade, planejamento, respeito e união fraterna.
Não podemos falar em integração enquanto houver “sectarismos” em nossas
instituições. É imprescindível reforçar constantemente a convivência fraterna.

3.12.2 Replanejamento
Para que as atividades cumpram suas metas e objetivos estabelecidos, é impor-
tante considerar as diversas possibilidades de avaliações, para manter a qualidade
ou para alcançá-la, no atendimento aos frequentadores.

49
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 3

É importantíssimo considerar que as tarefas têm como alvo os frequentadores,


logo, saber a opinião deles em relação as atividades das quais participam, constitui a
orientação para o planejamento ou replanejamento futuros. É com os apontamentos
da maioria que a Instituição deve pautar-se no planejamento de ações e propostas.
Se a Instituição tem como meta o atendimento ao público, é ouvindo-o que saberá
qual a melhor maneira de oferecer suas atividades de orientação, conforto e con-
solo doutrinários e auxílio social. Opiniões pessoais precisam ser analisadas pelo
conjunto de trabalhadores, como sugestões e não como imposições.
O replanejamento é o processo de aperfeiçoamento e busca pela qualidade
das tarefas. Ele é essencial.

3.12.3 Construção contínua


Com base nas avaliações, o replanejamento constitui uma construção contí-
nua de ações e atividades que aperfeiçoam o grupo, o trabalho e a atividade. Essa
construção é dinâmica não se sujeitando à estagnação de métodos, de pessoas e do
tempo, mas acompanhando o progresso com as novas necessidades que surgem
a fim de analisá-las, entendê-las e atendê-las segundo as bases da Codificação de
Kardec sob à luz do Evangelho de Jesus.
Somente uma estrutura de trabalho bem definida, bem planejada, avaliada e
replanejada é capaz de permanecer em aperfeiçoamento e crescimento contínuos.
E para que essa estrutura atenda aos objetivos para os quais foi criada, é indispen-
sável manter a integração entre os trabalhadores.
Lembramos também da influência que os trabalhadores exercem nos frequen-
tadores que atendem. A integração entre frequentadores e trabalhadores é fator
poderoso na continuidade de atividades, pois a permanência de frequentadores
passa pela acolhida da Instituição, pelo trabalhador, e na manutenção dessa relação
de confiança e pertencimento ao grupo.
Preparar o trabalhador é tão importante quanto oferecer atendimento aos
frequentadores. O atendimento só vai acontecer para aquele que se sentir acolhido,
ouvido, atendido.
Entendemos ser a capacitação “extremamente” importante, pois ela definirá o
perfil do trabalhador da Instituição, dentro das diretrizes e metas estabelecidas para
o atendimento à Causa. É, também, a capacitação responsável pela continuidade
das tarefas, garantindo atendimento com qualidade e respeito a todos.

50
CAPÍTULO 4

O TRABALHADOR VOLUNTÁRIO

A formação das equipes de trabalho é abordada em outro item deste docu-


mento. Neste capítulo especificaremos com mais detalhes o que diz respeito ao
colaborador da AEE nas diversas funções dos processos de estudo.
Muito raramente uma pessoa está apta a assumir a responsabilidade de um
grupo de estudo sem haver passado por uma formação que lhe proporcione os
conhecimentos fundamentais daquilo que irá realizar. É do conhecimento comum
também que a teoria pode não ser suficiente, fazendo-se indispensável, na maior
parte dos casos, a experiência prática, com acompanhamento de pessoa mais
experiente que guie os passos do neófito até que ganhe segurança dos processos
adotados pela Instituição na qual deseja prestar sua colaboração.
Dessa forma, sugerimos que todo facilitador inicie seu trabalho como esta-
giário ou auxiliar, para adquirir as habilidades e a segurança necessárias para o
bom desempenho na tarefa assumida, com os cursos de formação e a prática por
um período razoável de tempo, que variará de pessoa para pessoa, conforme sua
dedicação e velocidade particular para a aprendizagem.
Conforme avance na aquisição de conhecimentos e experiências, o facilitador
poderá ser chamado a outras tarefas como a de multiplicador ou coordenador.
Outras funções existem na AEE como as de coordenação pedagógica e de
secretaria. Também essas atividades exigem especialização que a pessoa pode ha-
ver adquirido em sua profissão ou mediante cursos feitos por escolha própria ao
longo da vida ou por iniciativa da Instituição Espírita que convida o colaborador
para a tarefa.

4.1 Como formar facilitadores e multiplicadores

A Instituição Espírita interessada pode promover cursos, seminários, oficinas,


enfim, encontros para formação de trabalhadores voluntários para os diversos
estudos que oferece ou pretende oferecer. No entanto, é mais eficaz para otimizar

51
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 4

o trabalho a reunião de várias instituições nos órgãos de unificação municipais,


estaduais e nacional, conforme a dimensão da formação que se pretenda.
A Coordenação Nacional AEE, em parceria com as Coordenações Regionais
e as Federativas, oferecerá propostas de preparação de facilitadores que poderão
ser aplicadas pela própria equipe de coordenadores nacionais e regionais ou
diretamente pelas federativas e centros interessados e que contem com pessoal
capacitado para a tarefa.
Na mesma linha de procedimento, serão elaboradas propostas para formação
de formadores (multiplicadores) para facilitar a aplicação das propostas referidas
no parágrafo anterior.

4.2 Perfil e atribuições dos colaboradores da AEE

Nem sempre possuímos a bolsa farta, suscetível de garantir a longa


despesa; entretanto, a bênção da amizade que suporta e ajuda, que
ampara e incentiva o bem, é recurso que sobra invariavelmente no
cofre vivo e milagroso da boa vontade...29

Como aprendiz do Evangelho de Jesus, cabe ao trabalhador espírita vivenciar


a Boa-Nova nas tarefas a que foi convidado a servir, em todos os momentos.

4.2.1 Exemplo de perfil


São condições desejáveis ao perfil do trabalhador da AEE, especialmente o
facilitador de grupos de estudo, para o desempenho harmonioso e produtivo de
suas atribuições:

» Ter profundo conhecimento das obras básicas e do Evangelho de Jesus


para esclarecer dúvidas perante os diversos temas da Doutrina Espírita;
» Ter conhecimento do Movimento Espírita nacional e, primordialmen-
te, vivência na sua base, que é o Centro Espírita;
» Afinar-se com o trabalho federativo, atento à diversidade cultural e às
diferenças regionais;

29 XAVIER, Francisco C. Correio fraterno. Por Espíritos diversos. 7. ed. 1. imp. Brasília: FEB,
2014. cap. 7 – Simpatia (Emmanuel).

52
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 4

» Cultivar respeito pela continuidade dos trabalhos realizados anterior-


mente;
» Ser acolhedor, carismático, com disciplina, comportamento sereno e
firmeza doutrinária diante das diversas e confusas dúvidas que advém
da cultura, credo e personalismo dos participantes;
» Evangelizar-se sempre;
» Manter coerência entre a fala e o exemplo;
» Atualizar-se permanentemente;
» Ter liderança e capacidade de gestão/coordenação de pessoas e
­atividades;
» Ser reflexivo e humilde;
» Saber ouvir, dialogar, administrar, mediar conflitos e aproveitar ideias
dos participantes;
» Saber conduzir os debates;
» Respeitar e saber lidar com opiniões contrárias;
» Respeitar as diferenças, quaisquer que sejam;
» Ser sensível às reações do grupo;
» Ser alegre e criativo;
» Ser acessível, aberto para abordar e argumentar em uma conversa
fraterna e impessoal sobre os mais variados temas doutrinários;
» Cultivar o equilíbrio emocional e mental;
» Vivenciar a fraternidade, o perdão e a paciência;
» Permanecer vigilante e confiante na tarefa que desempenha;
» Renunciar às ações de natureza pessoal, privilegiando atividades que
favoreçam o Movimento Espírita;
» Ter visão da missão do Espiritismo em sua mais lídima expressão.

O facilitador se torna ora gestor, ora mediador da autoeducação do educando,


tendo ele passado pelo mesmo processo (ou estar passando, uma vez que o processo
é contínuo), desde que nele esteja implícita as condições.

53
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 4

Condições psicológicas:
» Aprender a Conhecer (observar, sentir e fazer);
» Aprender a Fazer (avaliar, dimensionar e envolver);
» Aprender a Envolver (conviver, oportunizar e valorizar);
» Aprender a Ser (autoconhecer-se, aprimorando a autoconquista, a
intra e a interrelação pessoal).

Condições pedagógicas
Ter como princípios norteadores da tarefa:

»» Conhecimento do seu grupo (potenciais e possibilidades).

Valorização do ser:

» Respeito à liberdade;
» Valorização da convivência.

Saber utilizar-se dos instrumentos:

» Programáticos;
» Metodológicos;
» Recursos didáticos e de multimídia;
» Linguagem didática;
» Relações Humanas;
» Avaliativos.

Condições doutrinárias
Ter domínio seguro dos ensinamentos espíritas:

» Pesquisa bibliográfica bem direcionada;


» Estudo aprofundado do tema;
» Concentrar na postura íntima de vivenciar os ensinamentos espíritas.

54
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 4

4.2.2 Exemplos de atribuições


Considerando um organograma simples de uma Casa de mediano tamanho,
podemos elencar as seguintes atribuições às tarefas de:
Coordenador-geral – gerenciar todas as atividades que são desenvolvidas na
Área ou equivalente, além de prover os meios necessários para que o planejamento
pedagógico do estudo seja cumprido integralmente.
Equipe Pedagógica – elaborar o planejamento pedagógico e acompanhar o
desenvolvimento das atividades, bem como participar da formação de facilitadores.
Equipe da Secretaria – prover os meios necessários para a execução dos es-
tudos. Nesse sentido, cabe à secretaria desenvolver as seguintes tarefas específicas:

» Cadastrar, organizar e manter atualizados os dados dos participantes;


» Suprir as salas do encontro com materiais didáticos necessários;
» Gerar e distribuir aos facilitadores a lista dos participantes;
» Apoiar os facilitadores no contato com os participantes ausentes;
» Gerar relatórios contendo os índices de frequência;
» Manter a coordenação informada sobre os relatórios de frequência e
evasão de participante;
» Arquivar toda a documentação da Área, Núcleo ou equivalentes.

Facilitador – integrar a grupo com a finalidade de proporcionar ambiente


acolhedor para o estudo da Doutrina Espírita, seguindo as diretrizes pedagógicas e
administrativas estabelecidas no plano de ação. Especificamente, cabe ao facilitador
desenvolver as seguintes ações:

» Acolher, amparar, consolar, esclarecer e orientar os participantes;


» Promover o relacionamento agradável, entre os participantes, durante
todo o processo de estudo;
» Ser acessível, aberto para abordar e argumentar em uma conversa
fraterna e impessoal sobre os mais variados temas doutrinários;
» Estabelecer comunicação clara, educada e edificante com todos;
» Acompanhar o envolvimento e desenvolvimento dos participantes;

55
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 4

» Acompanhar a frequência dos participantes para fins estatísticos e de


avaliação;
» Incentivar, orientar e acompanhar os participantes nos trabalhos de
pesquisa, notadamente na leitura prévia dos temas a serem estudados;
» Acompanhar o interesse dos participantes durante as reuniões, ob-
servando os conhecimentos doutrinários por eles demonstrados em
sua participação nas tarefas;
» Coordenar as atividades estabelecidas para a grupo sob sua condução,
de modo a obter o melhor rendimento na execução da tarefa;
» Participar efetivamente das reuniões pedagógicas e administrativas;
» Participar de encontros de formação e aperfeiçoamento, seminários
e demais atividades programadas;
» Interagir sempre com as outras áreas da Instituição;
» Levar ao conhecimento da Coordenação eventuais problemas com os
participantes quanto aos aspectos doutrinário, pedagógico e discipli-
nar, entre outros;
» Cooperar com as equipes Pedagógica e da Secretaria no cumprimento
de suas atribuições.

4.3 Especificidades de cada estudo

De forma geral, o perfil e atribuições descritas servem para os colaboradores de


todos os estudos oferecidos pela Instituição Espírita. No entanto, existem algumas
especificidades que merecem comentadas.
Entre elas pode-se destacar que o ESDE tem sido um grande formador de
trabalhadores para as diversas áreas de atuação da Casa Espírita, inclusive para
preparar futuros facilitadores para o próprio ESDE. Nos seus grupos de estudo
cabe bem o papel do estagiário, que pode surgir dos grupos que já estão há mais
de ano participando do estudo, com a sugestão de que seja evitado nos grupos
iniciais, pelas mesmas razões referidas a seguir.
Consideramos a diversidade de pessoas que chegam na Instituição Espírita,
provenientes de outras religiões ou acomodadas às confissões religiosas pro forma,
ou seja, “não-praticantes”, mais bem habituadas ao materialismo prático incenti-
vado pela sociedade e seus meios de comunicação, seria conveniente evitar que

56
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 4

as grupos iniciais dos estudos e, especificamente, todas as da IEE contassem com


estagiários ainda que acompanhados.
Para a recepção e integração de pessoas que não conhecem o Espiritismo,
de preferência contar com facilitadores já experimentados e com amplo conheci-
mento do Espiritismo, de outras religiões, da estrutura social, dos problemas da
atualidade etc.

4.4 Termo de adesão ao trabalho voluntário

Na forma da Lei 9.608, de 16/2/1998, todo trabalhador voluntário deverá


assinar termo de adesão ao trabalho voluntário, conforme modelo do Anexo C –
Exemplo de termo de trabalho voluntário.

57
CAPÍTULO 5

METODOLOGIA DO ESTUDO
DA DOUTRINA ESPÍRITA

Allan Kardec, na Codificação Espírita, trata da metodologia no ensino espírita


de forma generalista e abrangente, sem atar-se a quaisquer teorias ou pensamento
individual específicos, nos seguintes termos:

[...] Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem


o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento
é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não
nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que con-
siste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto
a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. [...]30
Não se espantem os adeptos com esta palavra – ensino. Não cons-
titui ensino unicamente o que é dado do púlpito ou da tribuna. Há
também o da simples conversação. Ensina todo aquele que procura
persuadir a outro, seja pelo processo das explicações, seja pelo das
experiências. [...]31

Há no pensar pedagógico de Kardec, inequivocamente, influência das ideias


de Johann Heinrich Pestalozzi, seus métodos e concepções. Nada obstante, o Co-
dificador absteve-se de citá-lo pessoalmente, ou mesmo de indicar em termos
precisos qualquer teoria pedagógica preconcebida.
Não é que Allan Kardec desconhecesse as teorias e técnicas indutivas e/ou
dedutivas vigentes em meados do século XIX, como reconhecido pedagogo francês,
mas as circunstâncias estão a indicar que fez opção consciente de não restringir

30 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Pt. 3 – Das leis morais, cap. 3 – Da lei do trabalho, Limite do
trabalho. Repouso, comentário de Kardec à q. 685-a.
31 ______. O livro dos médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 81. ed. 5. imp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2016. Pt. 1, cap. 3 – Do método, it. 18.

59
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

ou enquadrar o ensino espírita a nenhuma delas, conferindo-lhe capacidade de


adaptação e flexibilidade suficientes, bem como preservando-o para o futuro.
Não há ninguém, nos dias atuais, que cogite que o homem atingiu seu apogeu
intelectual, ou que imagine que já foi lida a última palavra do livro da Natureza,
de modo a estar convicto acerca da imutabilidade de suas teorias. De outro lado,
não há nenhuma teoria pessoal hodierna que de tão perfeita, não esteja sujeita a
críticas ou dissensões.
Importar qualquer nomenclatura, ou quaisquer teorias específicas, ou ainda
técnicas especiais da pedagogia formal para o âmbito do ensino espírita é tentativa
de atá-lo no tempo e no espaço, com sérios prejuízos para o futuro. Todas as críticas
e dissensões que, por sinal, pesarem sobre tais teorias poderiam, doravante, pesar
também sobre o Movimento Espírita. Sem nenhum demérito às metodologias
existentes, cujos resultados e benefícios são indiscutíveis, o estudo espírita não se
restringe a nenhuma delas.
Kardec ressalta que:

[...] O essencial era pô-lo ao alcance de todos, mediante a explicação


das passagens obscuras e o desdobramento de todas as consequên-
cias, tendo em vista a aplicação dos ensinos a todas as condições da
vida. Foi o que tentamos fazer, com a ajuda dos bons Espíritos que
nos assistem.32

É este o ponto em que se aproveita a orientação de Emmanuel, supracitada


no item 4.2, aplicando-a aqui ao pensamento de Allan Kardec, no sentido de que
o Movimento Espírita deve estar atento não somente no que ele fez, mas também
no que ele deixou de fazer.
Por tais razões é conveniente não fixar o ensino espírita no tempo atual,
amarrando-o a determinadas posições individuais ou teorias específicas. Ou seja,
que os espíritas da atualidade, assim como Allan Kardec o fez, reúnam as teorias
científicas atuais, aproveitando seus elementos aplicáveis produtivamente ao ensino
espírita, sem, no entanto, adotar seus rótulos transitórios. Que as técnicas sejam
auxiliares para identificar o desejo do estudante, alicerçado na vontade, bem como
o interesse pessoal pelos estudos, sem intenções de proselitismo de massa, que
ensejariam possivelmente quantidade sem qualidade.

32 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 8. imp.
(Edição Histórica). Brasília: FEB, 2017. Introdução, I – Objetivo desta obra.

60
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

O ensino espírita deve, hoje, receber tratamento similar ao que lhe foi con-
ferido por Allan Kardec, isto é, fundamentado em noções generalistas e abran-
gentes acerca da formação do ser humano, especialmente porque seu conteúdo é
igualmente amplo e abrangente, pois toca em todos os ramos do conhecimento,
envolvendo a educação moral integral dos indivíduos.
Ao dizer que há ensino fora do que é dado do púlpito e da tribuna, Kardec adverte,
ainda, que o ensino espírita não obedece a processos formais de instrução. Significa
dizer que o objetivo primordial do ensino espírita não é fazer com que o aprendiz
conheça intelectualmente, por exemplo, todas as 1.019 questões de O livro dos espí-
ritos, mas sim formar homens de bem, com caracteres e hábitos salutares, que lhes
proporcionem felicidade duradoura alicerçada no exercício da fraternidade legítima.
Ressalte-se, por fim, que no ensino espírita não há mestres nem doutores, nem
quaisquer títulos de especialização teórica, de modo que os únicos elementos capazes
de atestar superioridade são a virtude e o mérito que resultam das obras de cada um.
Fora desse plano, todos os espíritas são meros aprendizes, uns ensinando aos outros,
dentro das diminutas possibilidades e experiências individualmente vivenciadas.
Este projeto de Orientação para a área de estudo do espiritismo, no que diz
respeito à metodologia de ensino, adota posicionamento generalista e abrangente,
partindo primordialmente e necessariamente das ideias básicas inseridas na Co-
dificação Espírita, por Allan Kardec, desenvolvendo-as e adicionando, quando e
se necessário, noções hodiernas.
Especificando, sugere apenas a existência de metodologias para a aplicação
pontual e conforme as circunstâncias, sugerindo que o enfoque seja sempre o da
convivência fraterna pela qual uns aprendem de outros sem que ninguém precise
se impor a outrem, pois, como espíritas, é dever dos responsáveis pelo estudo nas
casas espíritas saber que a técnica mais eficiente utilizada por Jesus foi a do exemplo
(Apêndice D – Metodologia).

5.1 Por que planejar o estudo?

Planejar é organizar ações. Todo estudo sério deve ter objetivos precisos e
bem definidos, do contrário, tomará rumos diversos e sem aproveitamento. A
improvisação causa insegurança no grupo e provoca o descrédito do facilitador.
O plano de estudo deverá conter atividades de acolhimento e esclarecimento que
despertem o interesse do grupo, promovendo a construção do conhecimento. Um
plano mínimo ou um roteiro de atividades deve ser elaborado, observando-se o
tempo da reunião, o perfil do grupo e os limites físicos e estruturais da Casa Espírita.

61
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

5.2 O que planejar para o estudo?

Pode-se planejar o estudo, observando-se: os objetivos, o conteúdo, as dinâ-


micas ou técnicas, o tempo para cada atividade e a avaliação (Apêndice E – O que
planejar para o estudo).
Cada encontro, dessa forma, necessita de um roteiro com os objetivos a se-
rem atendidos, os conteúdos a serem estudados no dia, as dinâmicas de estudo e
fechamento, bem como definição dos recursos a serem utilizados para despertar o
interesse e a participação do grupo, promovendo constantemente a reflexão, com
respeito e fraternidade.

5.3 Por que usar técnicas de estudo?

O uso das diferentes técnicas torna o estudo mais interessante e produtivo. A


repetição frequente da mesma técnica pedagógica tornará o encontro cansativo. Há,
em cada grupo, pessoas com diferentes características. O uso de diferentes técnicas
de aprendizagem tem o propósito de alcançar todos os participantes do grupo, de
modo a permitir que eles se sintam sujeitos ativos no processo de aprendizagem.
Jesus utilizou diferentes técnicas para explicar e exemplificar o Evangelho. Ele
contou histórias, narrou parábolas, argumentou, comparou, discutiu, fez sermões,
exemplificou, ilustrou, desenhou, perguntou. Seus discípulos aprendiam com sua
amorosa didática, com suas atitudes e ações.
Recomenda-se que, nas reuniões de estudos, sejam evitadas longas falas ou
exposições do facilitador e que se estimule a participação do grupo na discussão
dos assuntos, considerando as manifestações, ao final, para que sejam evidenciadas
as ideias principais do conteúdo estudado.
Estudos33 analisaram o uso de métodos, técnicas de ensino e recursos didáticos,
indicando a porcentagem das informações retidas pelos estudantes: “10% do que
leem; 20% do que escutam; 30% do que veem; 50% do que veem e escutam; 70%
do que dizem e escutam e 90% do que dizem e logo realizam”. Essa tese e outros
estudos e pesquisas evidenciam a importância da utilização do máximo possível

33 BARBOSA, Paulo Osmar D. Análise do uso dos métodos, das técnicas de ensino e recursos
didáticos aplicados nos cursos de qualificação profissional: um estudo de caso no CEFET
(PR). Dissertação de Mestrado, it. 2.6 Recursos Didáticos, Quadro 03 – Porcentagem dos
Dados retidos pelos Estudantes. Florianópolis, 2001. Disponível em: https://repositorio.
ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/79448/179206.pdf.

62
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

dos sentidos no processo de estudo, ou seja, os melhores recursos são aqueles que
propiciam uma participação efetiva.
O facilitador deverá preparar a reunião, levando em consideração as carac-
terísticas regionais e específicas do grupo (perfil e nível de conhecimento dos
participantes), o espaço físico e os recursos materiais disponíveis.

5.3.1 Por que estudar em grupo?


Encontra-se, no capítulo 1, item 5, de A gênese, a seguinte a afirmação:

Os homens progridem incontestavelmente por si mesmos e pelos es-


forços da sua inteligência; mas, entregues às próprias forças, só muito
lentamente progrediriam, se não fossem auxiliados por outros mais
adiantados, como o estudante o é pelos professores. [...]34

Estudar em grupo facilita a construção do conhecimento porque estimula


os participantes a compartilharem informações, propiciando-lhes não apenas o
desenvolvimento do seu próprio entendimento sobre o Espiritismo, mas também
o desenvolvimento de suas qualidades morais pelas reiteradas oportunidades de
interação grupal.
Uma das características do Estudo do Espiritismo é a participação dos inte-
ressados no processo de aprendizagem, bem como a reflexão coletiva, por ser rica
de informações diversificadas e percepções variadas acerca do mesmo assunto em
função da riqueza das experiências individuais. Por meio dos estudos em grupo,
da leitura e do comentário das obras da Codificação e subsidiárias, dos debates,
com a socialização e reflexão de ideias entre participantes e facilitadores, nos
reconhecemos uns aos outros como eternos aprendizes e professores. E como
diz a escritora Cora Coralina: “ensina o que sabe e aprende com o que ensina”.
Trata-se, portanto, de um envolvimento efetivo dos participantes, buscando co-
nhecimento e consolação, numa ambiência em que ambos ensinam e aprendem.
Quando todo um grupo analisa determinado assunto, a visão desse tema se am-
plia e se enriquece. (Manual do curso de coordenadores ESDE – UEM). Por isso,
o estudo da Doutrina Espírita dever ser muito mais que uma lista de conteúdos
a serem estudados (Apêndice G – Estudo em grupo e Apêndice F – Exemplos
de atividades contextualizadas).

34 KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guilon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília:
FEB, 2016. cap. 1 – Caráter da revelação espírita.

63
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

5.3.2 Por que incentivar o estudo individual?


O livro dos espíritos esclarece que

[...] A verdadeira Doutrina Espírita está no ensino que os Espíritos


deram, e os conhecimentos que esse ensino comporta são por demais
profundos e extensos para serem adquiridos de qualquer modo, que
não por um estudo perseverante, feito no silêncio e no recolhimento.
[...]35

A construção do conhecimento nos grupos de estudo do Espiritismo deve ser


autodirigida, sendo facilitado pelo incentivo a leituras individuais complementares,
além dos estudos realizados no grupo.
Há várias maneiras de incentivar o estudo individual. Por característica de
autodireção e capacidade de autodidatismo, é natural que o participante resista
a todo tipo de imposição. Portanto, incentivar a leitura e a pesquisa é mais eficaz
que impor e cobrar leitura de bibliografia. Por exemplo, sugerir, a título de incen-
tivo, que dois ou mais integrantes do grupo preparem o próximo roteiro ou que
todos pesquisem, durante a semana, sobre o tema que será estudado no próximo
encontro, como subsídio para o aprofundamento.

5.3.3 Por que a pesquisa bibliográfica?


As referências bibliográficas são fontes do conteúdo doutrinário. A biblio-
grafia deve ser objetivamente selecionada com base em critério de conhecimento
doutrinário. Portanto, os livros utilizados e citados devem ser espíritas, ou seja,
que guardem respeito aos postulados codificados por Allan Kardec.
Os participantes devem ser incentivados ao uso dos livros, de forma tradi-
cional ou eletrônica, para que tenham acesso a essa vasta fonte do conhecimento
espírita, não ficando limitados aos conteúdos indicados em subsídios ou roteiros.
A utilização de materiais elaborados com base em conhecimento pedagógico
e de textos são recursos didáticos muito bem-vindos e colaboram com a aprendi-
zagem, mas é importante utilizar as obras para que o grupo aprenda a manusear os
livros e saiba onde se encontram os conteúdos estudados. Por exemplo, apresentar
alguns livros relacionados com um dos assuntos do semestre para escolha de um
ou mais que será(ão) lido(s) pelo grupo para debate em um dos dias de atividade

35 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. Introdução ao estudo da Doutrina Espírita, it. XVII.

64
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

ou para apresentação de um simpósio por alguns dos participantes, seguido de


debate geral em roda de conversa.

5.4 Avaliação

Avaliar é processo contínuo e permanente de observação do desempenho com


vistas à melhoria da qualidade do trabalho. A avaliação pode ser entendida como
ferramenta de auxílio no processo de aprendizagem e aperfeiçoamento da tarefa.
O processo de avaliação pode ser elaborado e aplicado pela equipe pedagógica ou
pessoa responsável por essa atividade na Casa Espírita.
É importante que o facilitador compartilhe com os participantes de seu grupo
os resultados da avaliação realizada, devendo observar o nível de compreensão do
conteúdo, com nova abordagem do tema nas situações em que ficou evidenciada
deficiência.
A coordenação ou pessoa responsável pela avaliação compartilhará com toda a
equipe, conforme a área específica avaliada, os resultados positivos e os indicativos
de necessidade de melhoria e aperfeiçoamento.
A avaliação é um instrumento para alcançar fins e não um fim em si mesma.
Por isso, é importante definir o que vai ser avaliado e o motivo dessa avaliação. O
uso da avaliação implica propósito útil, significativo, sempre lembrando que não
cabe avaliar o nível de conhecimento do participante, mas sim se ele compreendeu
o assunto tratado (Apêndice H – Avaliação).
Lembremo-nos das possibilidades e das limitações dos instrumentos da avalia-
ção para que utilizemos os resultados com bom senso, cujas finalidades implicam:

a. Verificar o quanto os objetivos foram alcançados, para eventualmente


fazer um replanejamento da atividade com vistas a atingir o que foi
proposto;
b. Iniciar novo planejamento e estabelecer novos objetivos;
c. Indicar os aspectos que precisam ser trabalhados na capacitação e
atualização dos facilitadores;
d. Repensar e reorganizar a estrutura e o funcionamento das atividades.
Os resultados dessas avaliações não podem se perder em relatórios,
mas precisam ser compartilhados com os envolvidos na situação es-
pecífica avaliada e utilizados como contínua alimentação do processo
de reflexão.

65
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

5.4.1 O que avaliar?


Além da compreensão e entendimento do participante no processo de estudo, é
bom que também se avaliem atuação, comprometimento, participação, cumprimen-
to de tarefas assumidas, desempenho nas leituras e pesquisas e o relacionamento
intra e interpessoal, do grupo participante.
O facilitador também precisa passar pelo processo de avaliação quanto ao seu
desempenho, à preparação das reuniões, ao seu conhecimento e comprometimento,
à iniciativa e relacionamento com os participantes, bem como sua capacidade de
conduzir grupos de forma harmoniosa e produtiva, correlacionando conteúdos
estudados com o cotidiano, no processo de apoio à construção do conhecimen-
to. A avaliação precisa alcançar todos os envolvidos, o processo de estudo e a
organização administrativa. Por isso, sugere-se a realização da autoavaliação do
participante, da autoavaliação do facilitador, da avaliação da infraestrutura, do
relacionamento dos grupos de estudo com as demais áreas da Casa Espírita etc.
(Apêndice I – Exemplos de instrumentos de avaliação).

5.4.2 Quando avaliar?


Os momentos de avaliação devem ocorrer conforme o plano de trabalho
previamente estabelecido.
A depender da finalidade a que se destina, a avaliação poderá ocorrer em
momentos distintos. Por exemplo:
Autoavaliação do facilitador, cuja finalidade é sondar como está a integração
da equipe de trabalhadores e saber sobre eventual dificuldade didática, poderá ser
realizada formação que antecede as atividades do estudo e em períodos predeter-
minados. Com o resultado, poder-se-ão programar temas/conteúdos para serem
trabalhados nas reuniões pedagógicas e/ou nos encontros formação;
Avaliação do facilitador pelo participante, cuja finalidade é sondar a condu-
ção das atividades e detectar eventuais dificuldades didáticas dos trabalhadores,
poderá ser realizada em dois períodos durante o semestre: a primeira avaliação
identifica as dificuldades e propõe atividades com os facilitadores para auxiliá-los;
e a segunda avaliação sonda se sua prática didática foi facilitada pelas reuniões
pedagógicas;
A avaliação da compreensão do conteúdo pode ocorrer em qualquer momen-
to dos encontros ou após a aplicação de cada livro, roteiro ou módulo de estudo.
O objetivo desse tipo de avaliação não é medir conhecimento do participante,

66
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 5

mas sim identificar a necessidade de atividades de revisão para que se tenha


ideia de quais assuntos precisam de mais esclarecimentos. Podem ser usados,
ainda, a qualquer momento, como formas de avaliar, o incentivo à produção
textual, oral e artística; e o diálogo com os participantes, solicitando que apon-
tem assuntos/temas/pontos específicos que merecem maiores esclarecimentos
e/ou mais aprofundamento.

67
CAPÍTULO 6

A INTEGRAÇÃO DOS
PARTICIPANTES DOS ESTUDOS
NAS DEMAIS ATIVIDADES
DA CASA ESPÍRITA

“O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar,


os bons predominarem, porque, então, farão que aí reinem o amor e
a justiça, fonte do bem e da felicidade. [...]36
A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social [...]37

A AEE reúne potencial para a formação de trabalhadores voluntários para


as instituições espíritas pelo fato de oferecer aos participantes de seus estudos a
oportunidade da conscientização quanto à importância da prática do bem em
favor do semelhante.
Por isso, é importante que os coordenadores e facilitadores da AEE propor-
cionem a integração dos participantes dos estudos em outras atividades da Insti-
tuição Espírita, oportunizando o exercício da caridade e da convivência fraterna.
Aos coordenadores ou dirigentes de cada setor de atividades cabe a respon-
sabilidade de acolhê-los, fortalecendo os sentimentos de amor que devem presidir
as relações no Centro Espírita. Por exemplo, os participantes do ESDE ou do EOB,
assim como de todos os demais estudos, podem colaborar na Área de Assistência
e Promoção Social, no atendimento fraterno, recepção, passes, palestra pública,
atividade mediúnica, evangelização da criança e do jovem (quando preparados

36 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição Histó-
rica). Brasília: FEB, 2016. Pt. 4 – Das esperanças e consolações, cap. 2 – Das penas e gozos
futuros, Paraíso, inferno e purgatório. q. 1019.
37 ______. A gênese. Trad. Guilon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB,
2016. cap. 18 – São chegados os tempos, Sinais dos tempos, it. 17.

69
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 1 – Capítulo 6

para isso), e mesmo, os que se destaquem depois de certo tempo nos grupos de
estudo, serem convidados à formação e ao estágio nos grupos de estudo do ESDE,
por exemplo, entre outras oferecidas pela Casa.

70
SEGUNDA PARTE

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA


IMPLANTAÇÃO DE CADA ESTUDO
APRESENTAÇÃO

Esta segunda parte objetiva especificar informações sobre a aplicação dos


programas de estudo oferecidos ao Movimento Espírita por intermédio da Área
de Estudo do Espiritismo (AEE).
A sequência Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE), Estudo Sistematizado
do Espiritismo (ESDE), Estudo da Obra Básica (EOB), Estudo Aprofundado da
Doutrina Espírita (EADE) indica a característica progressiva dos estudos, mas não
necessariamente, uma relação de pré-requisito para os participantes. Entretanto,
sugerimos que “Outros Estudos” sejam oferecidos pelas casas espíritas depois de
disponibilizados os estudos referidos, pois os interessados terão muito mais proveito
nesses outros estudos se tiverem a base doutrinária bem desenvolvida.
Sugere-se que os estudos sejam realizados em grupos privativos, no sentido de
que todo participante, agregado a qualquer tempo, deverá ser inscrito e orientado
quanto à programação a ser desenvolvida ou em andamento.
Os programas propostos pela FEB são referência que pode ser utilizada como exem-
plo e base para a escolha ou elaboração de programas de estudo para as casas espíritas.
Além dos estudos IEE, ESDE, EOB e EADE, a FEB oferece também o Estudo
a Distância(EaD) Espiritismo, uma proposta pioneira que visa a alcançar inte-
ressados em realizar estudos básicos da Doutrina Espírita, mas que residem em
locais sem a presença de uma Casa Espírita, locais onde existe uma casa espírita,
mas não oferece os estudos pretendidos ou, ainda, àqueles que não dispõem de
tempo hábil para realizar uma atividade de estudo presencial. O conteúdo do EaD
Espiritismo é baseado na Codificação e obras subsidiárias, nos moldes de todos
os demais estudos que a FEB oferece. Esse estudo, que está adaptado à realidade
virtual, conta hoje com o apoio de várias federativas que, atendendo às solicitações
da FEB, indicaram tutores para os grupos que são formados em três períodos
cada ano, além de outros cooperadores que auxiliam nos aspectos técnicos, de
relacionamento entre os tutores e os participantes, administração de todo o pro-
cesso, constante revisão do material oferecido com base nas avaliações realizadas
etc. Convidamos os interessados que ainda não conhecem o programa a visitar o
Portal da FEB onde estão publicadas outras informações a respeito.

73
CAPÍTULO 7

INTRODUÇÃO AO ESTUDO
DO ESPIRITISMO (IEE)

7.1 Organização

A Introdução ao Estudo do Espiritismo, estruturalmente, está vinculada à Área


de Estudo do Espiritismo ou seu equivalente na Instituição Espírita. A coordenação
da atividade, portanto, cabe ao coordenador dos demais estudos destinados aos
adultos. De forma ideal, precisa ser conduzida por dois facilitadores experientes,
devendo-se evitar que iniciantes na tarefa de conduzir grupos de estudo assumam
essa tarefa, pois seu público-alvo demandará amplo conhecimento espírita, de
outras religiões, de cultura e habilidade para condução de grupos heterogêneos.
Sugere-se grupos entre cinco a quinze participantes de forma a permitir a
interação individual dos facilitadores com os participantes e facilitar a dialógica
que deve ser a metodologia dominante no oferecimento dos conteúdos.
As inscrições podem ser aceitas a qualquer tempo, pois o conteúdo não será
dependente de pré-requisitos, ou seja, os assuntos podem ser oferecidos indepen-
dentes uns dos outros. Conscientes de que há casas espíritas que acolhem interes-
sados para os grupos de estudo a qualquer tempo, naquelas que fazem inscrição
para os estudos em períodos certos do ano, a IEE poderá acolher os interessados no
estudo até a abertura de novas inscrições. Não será exigido qualquer pré-requisito
para a admissão de interessados.

7.2 Funcionamento

A Introdução ao Estudo do Espiritismo não é pré-requisito para o ingresso a


nenhum estudo desenvolvido em uma Casa Espírita.

75
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 7

Encontros semanais, com tempo de 90 a 120 minutos, em dia e horário pre-


determinados, de acordo com a Instituição.
O período de aplicação pode variar, conforme a programação da Instituição.
Algumas preferirão a aplicação dos temas de forma cíclica a cada semestre ou a
cada ano, adaptando-se aos períodos de recesso comuns a cada Região.
O facilitador escolherá o tema do primeiro encontro, visando principalmente
ouvir os participantes, mediante dinâmica que facilite a apresentação de uns aos
outros. Finalizado o encontro do primeiro dia, a grupo, sob orientação do facili-
tador, escolherá democraticamente o assunto do próximo dia de estudo, contido
no temário.
O tema escolhido poderá se estender por mais de uma reunião, ou futuro
encontro, permitindo, desta forma, que novos integrantes possam também discutir
um assunto já abordado.
As formas de estudo poderão variar conforme a necessidade dos participantes,
como, por exemplo, o uso de textos para leitura em grupo, narrativa de vivências
e debates, pesquisas compartilhadas, vídeos, slides de apresentação (tipo Power
Point), entre outros.

7.3 Público a que se destina

Pessoas que buscam as instituições espíritas, necessitadas de acolhimento e


de noções básicas referentes ao conhecimento espírita.
A principal função da IEE é acolher pessoas que chegam nas instituições
espíritas sem conhecimento básico, identificados pela própria Área de Estudo do
Espiritismo, pelo Atendimento Espiritual e Área de Promoção Social Espírita ou
equivalentes.
A proposta da IEE é orientar os iniciantes em suas dúvidas e inquietações
acerca da Doutrina Espírita e consolar aqueles que trazem problemáticas de
vária ordem pelo esclarecimento dos conceitos básicos oferecidos pelo Evan-
gelho de Jesus.
A IEE visa atender, de forma prática e em tempo hábil, a ansiedade primeira
dos neófitos para que tenham uma noção básica do Espiritismo e seja minimizada
a evasão nos demais grupos de estudo.

76
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 7

7.4 Objetivos gerais

Promover o acolhimento, o consolo e a introdução aos fundamentos espíritas,


em qualquer época do ano, tendo por base a mediação dialógica.
Oferecer bases para o ingresso aos programas de estudo disponibilizados pela
Instituição Espírita.

7.5 Objetivos específicos

a. Acolher a pessoa interessada no estudo do Espiritismo com base no


Evangelho;
b. Atender às dúvidas imediatas e curiosidades referentes ao Espiritismo;
c. Facilitar a confraternização e a integração entre os participantes;
d. Abordar a importância do estudo e conhecimento do Espiritismo;
e. Facilitar o aprendizado dos conceitos básicos do Espiritismo;
f. Convidar o participante a refletir sobre a sua realidade espiritual;
g. Correlacionar, fraternalmente, Espiritismo, sociedade e o cotidiano
das pessoas;
h. Contribuir para a redução da evasão nos grupos de estudo;
i. Apresentar a Instituição e os estudos que ela oferece.

7.6 Proposta metodológica

Mediação dialógica,38 entendida como processo de despertamento do grupo,


por meio de diálogo interativo entre todos os participantes, para que, em conjun-
to, à luz da Doutrina Espírita, encontrem as melhores soluções para a construção
do conhecimento que ilumine as experiências vividas no cotidiano e, conforme
recomenda Allan Kardec em O livro dos médiuns, capítulo 3 –Do método, itens 18
e 19, partindo do simples para o complexo.

38 Definição cunhada pela equipe da AEE reunida entre os dias 7 a 9 de setembro de 2017 e
aperfeiçoada em encontros posteriores.

77
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 7

O estudo deve atender às necessidades imediatas de conhecimento espiritual


do participante, buscando esclarecer de forma simples e cativante, com viés na
aplicação do cotidiano.
Cabe ao facilitador observar os objetivos gerais e específicos na aplicação de
cada tema. A lista sugerida neste documento poderá sofrer alterações e adequações
conforme as necessidades específicas de cada grupo.
Buscou-se selecionar temas voltados para o acolhimento, apoiados sempre em
O evangelho segundo o espiritismo. No entanto, deve-se evitar o foco em apenas um
aspecto da Doutrina, visando sempre o tríplice aspecto do assunto abordado, à luz do
Evangelho de Jesus, com evidências de que toda consequência é fruto de uma causa.
Os temas poderão ser estudados na sequência de maior interesse para o grupo,
uma vez que não constituirão pré-requisitos uns para os outros.

7.7 Temas

A grade de temas, a ser elaborada pela equipe responsável, precisa considerar a


curiosidade natural das pessoas que chegam ao Centro Espírita e suas necessidades,
adicionado aos principais questionamentos observados nos primeiros contatos
com a Doutrina Espírita.
Sendo o objetivo principal o de atendimento dos anseios da maioria que busca
neste tipo de reunião de estudo, o esclarecimento e o consolo, não há necessidade
de observação de uma sequência de temas.
Para temas que por ventura necessitem de mais de um encontro, é recomen-
dado que sejam tratados em reuniões sequenciais, evitando assim o adiamento das
dúvidas e seus devidos esclarecimentos.
Como a Introdução ao Estudo do Espiritismo pode ser o primeiro contato
da pessoa com as informações da Codificação Espírita em caráter de estudo, é
imprescindível que esse contato seja sutil e esclarecedor, como descrito:

» Temas que atendam as necessidades do participante;


» Bibliografia confiável: para pesquisas (do facilitador) e indicação de
leitura confiável, doutrinária, segura (aos participantes);
» Visão geral: mais na horizontal que na vertical, sempre apoiada na
experiência dos participantes, sem pressa nem desejo de esgotar os
assuntos de imediato.

78
CAPÍTULO 8

ESTUDO SISTEMATIZADO DA
DOUTRINA ESPÍRITA (ESDE)

8.1 O que é estudar de forma sistematizada?

É construir o conhecimento, partindo de conteúdo mais simples para o mais


complexo, com aprofundamento progressivo, de forma planejada, organizada e
contínua.
É estudar os temas espíritas, encadeados com lógica, mediante programação
previamente elaborada, com sequência, método e coerência. (Anexo A – O Estudo
Sistematizado da Doutrina Espírita nos seus 35 anos).

8.2 Quais são as consequências do ESDE?

Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade


na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode
fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.39

O estudo proporciona:
a. Diretrizes para a transformação moral;
b. A unidade dos princípios espíritas, em decorrência da compreensão
e assimilação do conteúdo doutrinário;

39 KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília:
FEB, 2016. cap. 18 – São chegados os tempos, Sinais dos tempos, it. 19.

79
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 8

c. A propagação da Doutrina Espírita nas bases em que foi codificada;


d. O desenvolvimento da fé raciocinada;
e. A formação de trabalhadores esclarecidos e comprometidos com a
Casa e o Movimento Espírita;
f. O entendimento do verdadeiro sentido da palavra caridade, condu-
zindo à sua prática;
g. O despertar da consciência para a realidade da vida imortal;
h. A participação na sociedade pelo favorecimento de condições propícias
para o desenvolvimento da colaboração e da responsabilidade;
i. A unificação do Movimento Espírita, conscientizando sobre a expres-
são de Bezerra de Menezes: “Solidários seremos união, separados uns
dos outros, seremos pontos de vista”;
j. O gosto pela leitura e pelo estudo sério, valorizando o estudo metódico
e a pesquisa;
k. A construção de uma sociedade solidária, fraterna e justa. Em síntese,
uma sociedade evangelizada.

[...] Trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo. E


guardemos a convicção de que, na Bênção do Senhor, estamos e
estaremos todos reunidos uns com os outros, hoje quanto amanhã,
agora e sempre. – Bezerra de Menezes40

8.3 Organização

Como programa de estudo metódico do Espiritismo, o ESDE deve ser fun-


damentado na Codificação Espírita e nas obras subsidiárias.
Esse estudo pressupõe:

» a. A definição de objetivos;
» b. A seleção de conteúdo conforme a delimitação dos objetivos;

40 MENEZES, Bezerra de. Divulgação Espírita (mensagem psicografada por Francisco C.


Xavier). In: Reformador. ano 123, n. 2.117, ago. 2005. p. 15(293)-16(294).

80
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 8

» c. A utilização de técnicas e dinâmicas que facilitem o entendimento


do conteúdo;
» d. A avaliação em todos os aspectos do processo de estudo;
» e. O replanejamento com vistas a encontrar melhores meios de faci-
litar a compreensão do conteúdo.

Os temas, que separam o conteúdo em partes, são delimitados pelos objetivos


e aprofundados por pesquisa bibliográfica. No sequenciado de obra específica,
com ou sem inclusão de bibliografia auxiliar ou complementar, o estudo ocorre
em ordem sucessiva, do início até o fim da obra.

8.4 Funcionamento

O ESDE oferece uma visão sistêmica do Espiritismo em seu tríplice aspecto


num período de tempo que pode variar de dois a quatro anos.
Os grupos compostos de 20 a 25 participantes, contarão com dois facilita-
dores e podem ter também um estagiário, de preferência que esteja há mais de
ano no estudo, mas ideal é que já tenha terminado o ESDE e/ou participado de
outros estudos.
Sugere-se encontros semanais, com tempo de 90 a 120 minutos, em dia e
horário predeterminados, de acordo com a Instituição.
O período de aplicação pode ser semestral ou anual.

8.5 Público a que se destina

Toda pessoa interessada em estudar o Espiritismo, tendo ou não conhecimento


prévio, independente de sua religião ou filosofia de vida. Não sendo pré-requisito,
adaptação será facilitada se os neófitos em Espiritismo tiverem passado por um
grupo de Introdução ao Estudo do Espiritismo (IEE).

81
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 8

8.6 Objetivos

a. Proporcionar condições para estudar o Espiritismo de forma séria,


regular e contínua, como meio de aperfeiçoamento moral da Huma-
nidade, tendo como base o Evangelho de Jesus, as obras codificadas
por Allan Kardec e as subsidiárias, como as de Léon Denis, Camille
Flammarion, Emmanuel, André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda,
Joanna de Ângelis, Yvonne do Amaral Pereira, por exemplo;
b. Possibilitar o conhecimento das orientações básicas que os Espíritos
Superiores transmitiram ao Codificador, tais como: Deus, Espírito,
matéria, comunicabilidade dos Espíritos, reencarnação, pluralidade
de mundos habitados, o bem e o mal, as leis morais, as penas e recom-
pensas futuras, entre outras;
c. Colaborar na formação de adeptos esclarecidos quanto aos princípios
espíritas e auxiliar na formação de novos trabalhadores da Casa Espírita.

8.7 Metodologia do ESDE

O ESDE conta com metodologia pautada na mediação dialógica, compondo-se


de elementos que o definem como estudo sério e continuado, entre eles:

a. Aprofundamento sistematizado de temas espíritas, com base no Evan-


gelho de Jesus, nas obras de Allan Kardec e nas subsidiárias;
b. Desenvolvimento do estudo conforme o nível dos grupos;
c. Programa previamente elaborado ou escolhido dentre os existentes para
atender às necessidades de estudo dos participantes da Casa Espírita;
d. Preparação de facilitadores para mediar o estudo;
e. Favorecimento da integração e concentração dos participantes no
estudo;
f. Manutenção de ambiente acolhedor entre os trabalhadores e partici-
pantes envolvidos;
g. Busca do amadurecimento dos participantes com o desenvolvimento
de habilidades para que sejam efetivamente produtivos pela integração
nas atividades da Casa Espírita e pela atuação no ambiente social;

82
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 8

h. Estímulo à autonomia da aprendizagem e ao estabelecimento de laços


afetivos.

O que diferencia um estudo sistematizado de um estudo sequenciado é a


metodologia com a ordenação do conteúdo, partindo do mais simples para o mais
complexo, do conhecido para o desconhecido. No estudo sistematizado, é possível
uma visão sistêmica do conteúdo doutrinário no seu tríplice aspecto.

8.8 Programa de estudo

A FEB oferece um programa de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.


No entanto, como já referenciado neste documento a Instituição Espírita pode
elaborar seus próprios programas de estudo ou escolher entre os disponíveis no
Movimento Espírita.
Os critérios para um bom programa estão definidos neste documento, cabendo
à Casa Espírita a responsabilidade de escolher os que respeitem a Codificação de
Kardec e sua obra subsidiária.
Como indicado na apresentação desta segunda parte, o programa do ESDE,
assim como todos os demais, proposto pela FEB é uma referência que pode ser
utilizada como exemplo e base para a escolha ou elaboração de programas de
estudo para as casas espíritas.

83
CAPÍTULO 9

ESTUDO DA OBRA BÁSICA (EOB)

9.1 Organização

O próprio nome indica que esse estudo está fundamentado na Codificação


Espírita, mas pode oferecer diversas opções de como ser realizado.
No entanto, como todo estudo metódico, pressupõe a definição de objetivos
que orientem o entendimento do conteúdo que já foi selecionado pelo Codificador.
Devem ser previstas avaliações e replanejamentos das atividades.
Para incentivar sua organização, sugere-se as seguintes ações:

a. Inserção e aplicação da essência da proposta do EOB na programação


das Reuniões de estudo da Casa Espírita tendo em vista o calendário
de atividades de cada Casa em particular e de acordo com a progra-
mação do Movimento Espírita em cada Região;
b. Implantação e desenvolvimento do EOB no Movimento Espírita;
c. Avaliação da implantação, adequação e acompanhamento do EOB pela
Área de Estudo do Espiritismo das casas espíritas, em consonância com
as Entidades Federativas Estaduais, com os Coordenadores Regionais
da Área e em parceria com a Coordenação Nacional da AEE;
d. Tempo e definição do cronograma a partir da ação das Entidades
Federativas, de acordo com a realidade de cada Região.

9.2 Funcionamento

Sugere-se encontros semanais, tendo duração variável entre 90 e 120 minutos


em grupos compostas por 20 a 25 participantes. Técnicas e procedimentos podem

85
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 9

ser utilizados para dinamizar o estudo, entre eles: dinâmicas; exposição dialogada;
oficinas; roda de conversa; vídeos e recursos multimídia.
De acordo com o número de participantes podem ser realizadas oficinas in-
terativas em formato breve ou prolongado, uso e prática dos processos de estudo
por meio da lógica implícita no Método de Kardec.

9.3 Público a que se destina

» Coordenadores e participantes de estudos nas instituições espíritas;


» Evangelizadores da infância e juventude;
» Dirigentes de centros espíritas;
» Público em geral – os que pretendem conhecer e/ou aprimorar-se para
o estudo da Doutrina Espírita à luz do método da Codificação.

9.4 Objetivos do EOB

Com base nas Diretrizes do “Plano de Trabalho para o Movimento Espírita


Brasileiro”, sugere-se os seguintes objetivos para a implantação do EOB pela AEE:

a. Promover o estudo da Doutrina Espírita, pelo contato direto com as


obras básicas, para conhecimento, compreensão, vivência, prática e
divulgação, colocando-a ao alcance e a serviço de todas as pessoas,
indistintamente, independentemente de sua condição social, cultural,
econômica ou de faixa etária;
b. Primar pelo conhecimento do texto e do contexto da obra básica por
meio do domínio do conteúdo explicitado ou compilado em cada uma
delas;
c. Contribuir para o aprimoramento do processo de estudo nas institui-
ções espíritas, considerando que a conhecimento de Kardec, como base
da segurança doutrinária, deverá permear todas as atividades internas
individuais e coletivas, respeitadas as características regionais e locais;
d. Desenvolver a análise reflexiva como instrumento de aquisição do
conhecimento da obra básica em estudo;

86
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 9

e. Assegurar permanente capacitação dos trabalhadores espíritas no


domínio do EOB para acolher, consolar, esclarecer, orientar e integrar
as pessoas que chegam ao Centro Espírita.

9.5 Proposta metodológica

Estudo baseado numa perspectiva metodológica centrada no Método do


Codificador na consolidação dos postulados que definem a Doutrina Espírita
como a Terceira Revelação.
Nos diz Kardec:

Tais as disposições com que empreendi meus estudos e neles pros-


segui sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que cons-
tantemente segui.41
[...] Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas
leis conhecidas; o Espiritismo os observa, compara, analisa e, remon-
tando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes
as consequências e busca as aplicações uteis. [...]42

Dessa forma, coerente com a proposta da mediação dialógica, o estudo


compreende: observar, analisar, comparar, julgar, sintetizar, concluir, esclarecer,
orientar e vivenciar.

9.6 Avaliação

Poderão ser aplicados instrumentos de acompanhamento e avaliação dinâ-


mica das atividades desenvolvidas durante o estudo de cada uma das obras, dentro
do cronograma dos encontros previstos no planejamento para cada uma delas
(Apêndice I – Exemplos de instrumentos de avaliação).

41 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Guillon Ribeiro. 1. ed. 1. reimp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2011. Pt. 2, A minha primeira iniciação no Espiritismo.
42 ______. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB,
2016. cap. 1 – Caráter da revelação espírita, it. 4.

87
CAPÍTULO 10

ESTUDO APROFUNDADO DA
DOUTRINA ESPÍRITA (EADE)

10.1 Finalidade

Aperfeiçoar o conhecimento do Espiritismo, por meio de estudos, leituras,


pesquisas, análises, correlações e reflexões de assuntos existentes nas obras espíritas
de referência.

10.2 Conceito

O EADE é um estudo que tem como proposta enfatizar o tríplice aspecto


da Doutrina Espírita, estudado de forma mais ampla nos estudos de formação
básica, usuais na Casa Espírita. Neste propósito, lembramos as sábias palavras de
Emmanuel:

– Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um


triângulo de forças espirituais.
A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém,
a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. No seu aspecto científico
e filosófico, a Doutrina será sempre um campo de nobres investigações
humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual,
que visam ao aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso,
todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração
do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do
homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual.43

43 XAVIER, Francisco C. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 29. ed. 4. imp. Brasília: FEB,
2016. Definição.

89
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 10

O estudo teórico da Doutrina Espírita desenvolvido no EADE está funda-


mentado nas obras da Codificação e nas subsidiárias a estas, cujas ideias guardam
fidelidade com as diretrizes morais e doutrinárias definidas, respectivamente, por
Jesus e por Allan Kardec. Sempre que necessário, compara os ensinamentos espíritas
com outras correntes de pensamento, filosóficas, científicas e religiosas, existentes
no mundo. Dessa forma, o EADE prioriza o conhecimento espírita, obviamente,
mas destaca a relevância da formação moral do ser humano.

10.3 Funcionamento

a. Duração das reuniões de estudo: sugere-se o desenvolvimento de uma


reunião semanal de 1 hora e 30 minutos;
b. Atividade extra sala: é importante que os participantes façam leituras,
pesquisas, análises, correlações e reflexões de assuntos a serem estuda-
dos – indicados, antecipadamente, pelo monitor –, favorecendo uma
melhor compreensão dos conteúdos trabalhados.

10.4 Público a que se destina

O EADE tem como público-alvo todos os espíritas que gostam de estudar,


que desejam prosseguir nos seus estudos doutrinários básicos, realizando apro-
fundamentos de temas que conduzam à reflexão, moral e intelectual.

10.5 Objetivo geral

Enfatizar o tríplice aspecto da Doutrina Espírita, fundamentado nas obras da


Codificação e nas subsidiárias a estas, cujas ideias guardam fidelidade com as dire-
trizes morais e doutrinarias definidas, respectivamente, por Jesus e por Allan Kardec.

10.6 Objetivos específicos

a. Propiciar o conhecimento aprofundado da Doutrina Espírita no seu


tríplice aspecto: religioso, filosófico e científico;

90
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 10

b. Favorecer o desenvolvimento da consciência espírita, necessário ao


aprimoramento moral do ser humano;
c. Incentivar o hábito da pesquisa como forma de aprofundar o conhe-
cimento espírita.

10.7 Proposta metodológica

O Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita (é uma reunião privativa que)


prioriza a mediação dialógica. A inscrição e a participação no EADE têm como
pré-requisito a conclusão do ESDE, proposta da FEB, ou estudo equivalente. O
EADE, na organização da FEB, está, didaticamente, organizado em dois Programas,
a saber: Religião à Luz do Espiritismo; Filosofia e Ciência Espíritas, apresentados
em cinco livros.

10.8 Programa

O EADE é constituído por uma série de cinco livros, assim especificados:

» Livro I: Cristianismo e espiritismo


» Livro II: Ensinos e parábolas de Jesus – Parte I
» Livro III: Ensinos e parábolas de Jesus – Parte II
» Livro IV: O consolador prometido por Jesus
» Livro V: Filosofia e ciência espíritas

91
CAPÍTULO 11

OUTROS ESTUDOS

11.1 Apresentação

Outros estudos do Espiritismo poderão ser realizados, dinamizando as ati-


vidades das instituições espíritas, tendo como princípios norteadores a fidelidade
a Jesus e a Allan Kardec e a unificação do Movimento Espírita.

11.2 Público a que se destina

Outros estudos podem ser oferecidos para os estudiosos do Espiritismo que,


preferencialmente, tenham finalizado o programa do ESDE ou EOB e o EADE, pois
todos esses estudos já oferecem informações, ainda que pontuais, da obra subsidiária.

11.3 Objetivo geral

Receber, acolher e oferecer às pessoas interessadas o estudo das obras subsi-


diárias do Espiritismo.

11.4 Objetivos específicos

a. Estimular o ato de estudar as obras subsidiárias a fim de que o facili-


tador, monitor ou coordenador dos grupos de estudos estejam melhor
preparados para exercer a sua tarefa, fazendo com que o conhecimen-
to espírita se torne cada vez mais acessível aos diferentes níveis de
­entendimento humano;

93
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 11

b. Favorecer o desenvolvimento da consciência espírita, necessário ao


aprimoramento moral do ser humano;
c. Propiciar o conhecimento aprofundado da Doutrina Espírita no seu
tríplice aspecto: científico, filosófico e moral.

11.5 Proposta metodológica

Mediação dialógica, partindo do simples para o complexo, com uso eventual


de recursos multimídia. Sugere-se, ainda, leitura contextualizada no livro da obra
estudada (trabalho em) dinâmicas de grupo, debate a partir de vídeos, entre outros.
Os estudos devem aprofundar os assuntos tratados no IEE, ESDE, EOB e
EADE, associando a teoria doutrinária à vivência cristã do estudante.
Recomenda-se assuntos voltados à moral cristã, analisados à luz das obras
básicas e do Evangelho de Jesus, sempre de forma aprofundada, evitando-se
­apresentar o conteúdo de forma superficial.

11.6 Funcionamento

Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de de-


senvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos
sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios,
de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas
[...]44

A proposta da implantação de “Outros Estudos” nas casas espíritas objetiva o


estudo das obras subsidiárias da Doutrina Espírita, tais como: as obras de André
Luiz, Emmanuel, Joanna de Ângelis, Léon Denis, Manoel Philomeno de Miranda
e outros.
Participantes – jovens e adultos espíritas que tenham concluído o ESDE, EOB
e EADE.
Quantidade de participantes – didaticamente, o ideal é até 20, máximo 25,
participantes.

44 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Guillon Ribeiro. 1. ed. 1. reimp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2011. Pt. 2, Projeto – 1868, it. Ensino espírita.

94
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 11

Encontros/Reuniões – semanais, com dia e horário estabelecidos de acordo


com a Instituição.

11.7 Indicação/sugestão das obras subsidiárias

Indicamos/sugerimos a seguir algumas das principais obras subsidiárias para


estudo, sem prejuízo de outras, desde que fiéis à Codificação Espírita, de acordo
com a necessidade e decisão da Instituição Espírita.

» Léon Denis
1. Cristianismo e Espiritismo
2. Depois da morte
3. Espíritos e médiuns
4. Joana d’Arc médium
5. Catecismo espírita
6. No Invisível
7. O Além e a sobrevivência do ser
8. O Espiritismo na arte
9. O grande enigma
10. O porquê da vida
11. Síntese doutrinária e prática do Espiritismo
12. Socialismo e Espiritismo
13. O problema do ser, do destino e da dor
14. O mundo invisível e a guerra
15. Giovanna
16. O Espiritismo e as forças radiantes
17. O Espiritismo e o clero católico
18. O progresso
19. O gênio céltico e o mundo invisível

95
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 11

» Emmanuel
1. A caminho da luz
2. O Consolador
3. Emmanuel
4. Encontro marcado
5. Palavras de Emmanuel
6. Pensamento e vida
7. Roteiro
8. Rumo certo
9. Vida e sexo

» Romances históricos do Cristianismo Redivivo


1. Paulo e Estêvão
2. Há dois mil anos
3. Cinquenta anos depois
4. Ave, Cristo!
5. Renúncia

» Comentários evangélicos
1. Fonte viva
2. Caminho, verdade e vida
3. Vinha de luz
4. Pão nosso
5. Ceifa de luz
6. Palavras de vida eterna
7. O Evangelho por Emmanuel
Outros...

96
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 11

» André Luiz
1. Nosso Lar
2. Os mensageiros
3. Missionários da luz
4. Obreiros da vida eterna
5. No mundo maior
6. Libertação
7. Entre a Terra e o Céu
8. Nos domínios da mediunidade
9. Ação e reação
10. Evolução em dois mundos
11. Sexo e destino
12. E a vida continua...

» Série psicológica Joanna de Ângelis


1. Jesus e atualidade
2. O homem integral 
3. Plenitude 
4. Momentos de saúde e de consciência
5. Momentos de consciência 
6. O ser consciente
7. Autodescobrimento: uma busca interior
8. Desperte e seja feliz
9. Vida: desafios e soluções
10. Amor, imbatível amor
11. O despertar do espírito

97
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 11

12. Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda


13. Triunfo pessoal 
14. Conflitos existenciais 
15. Encontro com a paz e a saúde
16. Em busca da verdade 
17. Psicologia da gratidão 

» Manoel Philomeno de Miranda


1. Transtornos psiquiátricos e obsessivos
2. Grilhões partidos
3. Atendimento fraterno
4. Terapia pelos passes
5. Vivência mediúnica
6. Reuniões mediúnicas
7. Consciência e mediunidade
8. Estudando O livro dos médiuns
9. Tramas do destino
10. Nas fronteiras da loucura
11. Painéis da obsessão
12. Loucura e obsessão 
13. Temas da vida e da morte
14. Trilhas da libertação
15. Tormentos da obsessão
16. Sexo e obsessão 
17. Entre os dois mundos
18. Reencontro com a vida
19. Transição planetária

98
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Parte 2 – Capítulo 11

20. Mediunidade: desafios e bênçãos


21. Amanhecer de uma nova era
22. Perturbações espirituais

99
CONCLUSÃO

Na conclusão do opúsculo Orientação para o ESDE, perguntamos: “Afinal, por


que o ESDE?” Cabe perguntar, ao finalizar o opúsculo Orientação para a Área de
Estudo do Espiritismo: Afinal, por que a AEE? A resposta é exatamente a mesma:
“[...] Pela certeza que o Espiritismo dá do futuro, muda a maneira de ver e
influi sobre a moralidade [...]”.45
Segundo Angel (2008):

[...] o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita constitui o mais


eficiente método pedagógico para a educação de todos aqueles que
se candidatam à autoiluminação. Isso porque, através da instrução e
do esclarecimento dos aprendizes, favorece a educação moral em toda
a sua profundidade, especialmente pelos exemplos oferecidos pelos
seus divulgadores [...].46

O IEE, ESDE, EOB e o EADE, como toda a AEE, proporcionam ao indivíduo


a oportunidade de desenvolver o senso moral e vivenciar o verdadeiro sentido da
caridade e, consequentemente, colaborar com o progresso da Humanidade.
Por que promover a reforma moral?
“[...] Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos
esforços que emprega para domar suas inclinações más. [...]”47
Quando atinge esse estágio de compreensão, o indivíduo torna-se mais tole-
rante em relação às falhas dos outros, aprende aperdoar as ofensas, revela-se mais

45 KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. ano 8, n. 2, fev. 1865.
Perpetuidade do Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 1. imp. Brasília:
FEB, 2015.
46 AGUAROD, Angel. O ESDE na visão do Plano Espiritual (mensagem psicografada por
Divaldo P. Franco). In: Reformador. ano 126, n. 2.148, mar. 2008. p. 8(86)-11(89).
47 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição His-
tórica). Brasília: FEB, 2016. cap. 17 – Sede perfeitos, Os bons espíritas, it. 4.

101
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Conclusão

solidário e fraterno, vigia a si mesmo, atento ao preceito evangélico: “Por que olhas
o cisco no olho de teu irmão e não percebes a trave que há no teu?” (Lucas, 6:41).
O Espiritismo não cria a renovação social; a madureza da Humanidade é
que fará dessa renovação uma necessidade. Pelo seu poder moralizador, por suas
tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das
questões que abrange, o Espiritismo é mais apto do que qualquer outra doutrina
a secundar o movimento de regeneração; por isso, é ele contemporâneo desse
movimento. Surgiu na hora em que podia ser de utilidade, visto que também para
ele os tempos são chegados.

[...] Hoje, nascido com as ideias que fermentam, encontra preparado o


terreno para recebê-lo. Os Espíritos cansados da dúvida e da incerteza,
horrorizados com o abismo que se lhes abre à frente, o acolhem como
âncora de salvação e consolação suprema.48

Bem compreendido, mas, sobretudo, bem sentido, o Espiritismo leva à refor-


ma moral, aquela que produz o homem de bem, caracterizado como o verdadeiro
espírita e verdadeiro cristão que segue o Modelo e Guia da Humanidade: Jesus.

48 KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília:
FEB, 2016. cap. 18 – São chegados os tempos, Sinais dos tempos. it. 25.

102
APÊNDICE A – COMO SURGIU A AEE – BREVE HISTÓRICO

A Área de Estudo do Espiritismo surgiu por evolução natural do Movimento


Espírita. Nos anos 1970, a Federação Espírita do Rio Grande do Sul (FERGS) ini-
ciou o desenvolvimento de materiais de estudo específicos para crianças e jovens.
Em 1975, a União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE)
lançou a campanha permanente “Comece pelo Começo”, cujo objetivo é promover
o estudo das obras básicas do Espiritismo.
Em 28 de abril de 1976, o Espírito Angel Aguarod, por meio de mensagem
ditada em reunião de apoio e orientação espiritual da FERGS, publicada na revista
A Reencarnação, de agosto do mesmo ano, sob o título Integridade Doutrinária,
convocava os responsáveis pelo Movimento Espírita para

[...] uma ampla tarefa de divulgação das obras básicas da Doutrina,


promovendo um estudo sistemático delas, com chamada de atenção
para os aspectos que estão colocados à margem, com graves prejuízos
para a assimilação correta dos princípios e bases do Espiritismo e de
sua missão.

Recomendava, ainda, “o estudo de um plano amplo no sentido de esclarecer


os mais responsáveis pela dinamização do Movimento Espírita, da importância
do estudo, da interpretação e da vivência do Espiritismo”.
Em outras mensagens, Angel Aguarod reiterava a sugestão de se levar a efeito
uma grande campanha em torno da importância do estudo das obras básicas da
Doutrina Espírita:

Cabe, pois, aos espíritas, responsáveis pelo Movimento Espírita, uma


ampla tarefa de divulgação das obras básicas da Doutrina, promovendo
um estudo sistemático das mesmas, com chamada de atenção para os
aspectos que estão colocados à margem, com graves prejuízos para a as-
similação correta dos princípios e bases do Espiritismo e de sua missão.
Recomendaríamos, portanto, o estudo de um plano amplo no
sentido de esclarecer os mais responsáveis pela dinamização do

103
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice A

Movimento Espírita, da importância do estudo, da interpretação


e da vivência do Espiritismo. (Mensagem recebida pela médium
Cecília Rocha em 1976).49

Em 1977, a FEB lançava a Campanha Nacional de Evangelização Espírita


Infantojuvenil, no ano seguinte transformada em Campanha Permanente.
Em 1978, a FERGS, então, elaborou um Plano que se convencionou chamar
de “Campanha de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita nas Sociedades
­Federadas”, de acordo com a mensagem de Angel Aguarod:

Não é possível erigir um monumento doutrinário, como é o da Reve-


lação Espírita, deixando-nos levar, a cada dia, por ideias que sopram
de todos os lados, sem direção, qual vendaval que tudo derruba na
sua passagem.
Estamos sendo alertados do Plano Mais Alto sobre esse aspecto do
nosso Movimento, pois – dizem nossos superiores –, se não nos fizer-
mos vigilantes nesse sentido, em pouco tempo o Movimento Espírita,
embora conservando o nome, nada terá de Espiritismo.
Reiterando despretensiosa sugestão, recomendaríamos uma “grande
campanha”, para usar nomenclatura moderna, em torno da impor-
tância do estudo das obras básicas da Doutrina Espírita. (Mensagem
recebida pela médium Cecília Rocha em 1977).50

Em 1983, a FEB, analisando a importância da iniciativa, a objetividade da


sugestão provinda do mundo maior e, sobretudo, visando reforçar a necessidade
do entendimento correto dos princípios doutrinários do Espiritismo, mediante
estudo metódico-disciplinado, lançou, por ocasião de seu centenário, em 27 de
novembro de 1983, em reunião do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, a
“Campanha do Estudo Sistematizado”, em âmbito nacional.
Nesse dia, por meio de Divaldo Pereira Franco, que compunha a mesa-di-
retora dos trabalhos, Bezerra de Menezes enfatizou o alcance e a magnitude do
lançamento da “Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita”, que se
processava na hora exata e na oportunidade certa, com reais benefícios para todos.
Destacamos um trecho da mensagem:

49 AGUAROD, Angel. (trecho da mensagem psicografada por Cecília Rocha). FEB Conselho
Federativo Nacional. In: Reformador. ano 102, n. 1.858, jan. 1984, p. 24(28).
50 ______. ______. p. 25(29).

104
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice A

Hoje, um século e um quarto depois de publicado O livro dos espíritos,


é imprescindível mergulhar o pensamento na água lustral da Reve-
lação, para melhor penetrar o espírito do Espiritismo e encontrar as
respostas aos magnos problemas da vida.
[...]
Um programa de estudo sistematizado da Doutrina Espírita, sem
nenhum demérito para todas as nobres tentativas que têm sido feitas
ao largo dos anos, num esforço hercúleo para interessar os neófitos
no conhecimento consciente da Nova Revelação, é o programa da
atualidade sob a inspiração do Cristo.
[...]
Nem uma tarefa programada para um grupo de acadêmicos, nem
um programa trabalhado pela ingenuidade, senão as linhas mestras
direcionadas num compromisso que, à semelhança de um leque, abrirá
perspectivas para todos os recursos da inteligência e do sentimento.51

Lançada a Campanha em novembro de 1983, várias federativas iniciaram a


implantação do ESDE já em 1984. Progressivamente o ESDE foi implantado por
todo o Brasil.
De 23 a 25 de julho de 1993, realizou-se o I Encontro Nacional de Coordena-
dores de ESDE, na cidade de Goiânia. Por essa ocasião, foi realizado um curso de
atualização para os responsáveis pela implantação e desenvolvimento dos grupos
de ESDE das federativas estaduais.
Em 1995, a Comissão Regional Sul, do CFN-FEB, promoveu em Curitiba, de
3 a 5 de novembro, um curso para formação de monitores do ESDE com a par-
ticipação de 64 coordenadores da FEB, das federativas estaduais e outros órgãos
de unificação dos Estados do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e São Paulo.
Em vários pontos do país, foram surgindo campanhas de incentivo ao estudo
das obras básicas e grupos de estudos de obras subsidiárias como a de André Luiz
e, mais tarde, a série psicológica de Joanna de Ângelis entre outras.
Foi realizado o II Encontro Nacional de Coordenadores de ESDE em Brasília,
de 25 a 27 de julho de 2003, com a temática “Transformai-vos pela renovação do
vosso entendimento” (Romanos, 12:2).

51 MENEZES, Bezerra de. (mensagem psicografada por Divaldo P. Franco) FEB Conselho
Federativo Nacional. In: Reformador. ano 102, n. 1.858, jan. 1984. p. 26(30)-27(31).

105
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice A

De 25 a 27 de julho de 2008, foi realizado o III Encontro Nacional de Coor-


denadores de ESDE, com o tema “Como poderei entender se alguém não me
ensinar?” (Atos, 8:31).
Foi realizado, no período de 19 a 21 de julho de 2013, na FEB, o IV Encontro
Nacional de ESDE com o tema: “...E o semeador saiu a semear...” (Mateus, 12:1 a
9) – “Colha essa oportunidade: Estude o Espiritismo”.
Nos anos 2012 e 2013 discutiu-se, no Movimento Espírita, a ideia da criação
de uma Área de Estudo do Espiritismo para abranger todos os estudos a serem
realizados pelas instituições espíritas. Após análise em diversas instâncias do Movi-
mento Espírita, a criação da Área foi aprovada pelo Conselho Federativo Nacional
o que foi oficializado pela Resolução CFN n. 2, de 11 de fevereiro de 2014.
Nos dias 5 a 7 de junho de 2015 ocorreu o I Encontro Nacional da AEE em
Belo Horizonte (MG) com o apoio da União Espírita Mineira (UEM).
De 7 a 9 de outubro de 2017, a AEE realizou um encontro de trabalhadores, na
Fazenda Quinzão, município de Sidrolândia, com o apoio da Federação Espírita do
Mato Grosso do Sul (FEMS), para o planejamento das formações de facilitadores
e multiplicadores, dividindo tarefa entre as regiões para a concretização da tarefa
com o objetivo de realizar um primeiro curso para formação de multiplicadores.
Entre os dias 27 e 29 de julho de 2018 foi realizado o I Encontro Nacional de
Formação de Multiplicadores para a AEE com participação de representantes de
26 federativas oriundos das diversas regiões do Brasil, quando foram examinadas
as diretrizes de ação para a formação de facilitadores para a AEE em todo o país.

106
APÊNDICE B – EXEMPLOS SIMPLIFICADOS
DE ORGANOGRAMA CONFORME O
TAMANHO DA INSTITUIÇÃO52
Apêndice B – Exemplos simplificados de organograma conforme o tamanho da
instituição52

Exemplo 1
Exemplo 1

Assembleia
Geral de Sócios

Diretoria

Palestras

ESDE

Mediunidade

Assistência Social

52 Somente para indicar onde os Estudos ou a AEE podem ser situados.

107
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice B

Exemplo 2 Exemplo 2

Assembleia
Geral de Sócios

Diretoria

Dep. de Dep. de Dep. de


Estudo Prática Divulgação

Setor
Palestras

Setor Estudo
Evangelho

Setor ESDE

108
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice B

Exemplo 3 Exemplo 3

Assembleia
Geral de Sócios

Diretoria

Secretaria

Área de Área de Área de


Estudo Prática Divulgação

IEE

ESDE

EOB

EADE

Outros Estudos

109
APÊNDICE C – EXEMPLO DE UM PLANO DE TRABALHO

O exemplo a seguir é apenas referencial. Cada Instituição Espírita preparará


o seu plano de trabalho do período, que pode ser semestral ou anual, conforme
a sua realidade.
Identificação da Instituição PLANO DE AÇÃO do Estudo – (1º ou 2º) ­semestre
de (ano).

1. Justificativa

Escrever conforme a realidade da Instituição Espírita.

2. Objetivos e ações

A seguir, alguns exemplos de objetivos e ações que podem ser planejados


para o período.

2.1 Objetivos específicos


a. Acolher e consolar todos os interessados no estudo do Espiritismo
que se matricularem para as reuniões do estudo;
b. Esclarecer e orientar os participantes do estudo que perseverarem;
c. Oferecer oportunidade de convivência fraterna em clima favorável ao
estudo e entendimento da prática do Espiritismo;
d. Identificar potenciais trabalhadores para o estudo e para as demais
atividades da Instituição Espírita;
e. Favorecer a preparação e o aperfeiçoamento dos colaboradores do
estudo;

111
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

f. Incentivar a atividade de pesquisa bibliográfica nas reuniões e na forma


de trabalhos extrarreunião;
g. Proporcionar a interação entre grupos, especialmente as que estejam
no mesmo nível do curso.

2.2 Ações
As seguintes ações serão consideradas como auxiliares para a consecução dos
objetivos propostos:

a. Participação dos monitores, estagiários e colaboradores nas reuniões


doutrinárias, administrativas e pedagógicas promovidas pela Institui-
ção Espírita;
b. Obtenção e análise dos indicadores de frequência e pontualidade dos
participantes e evasão nos grupos;
c. Acompanhamento das razões das ausências e desistências dos parti-
cipantes;
d. Aproximação com os ausentes, oferecendo alternativas, quando for o
caso, na busca de evitar a evasão;
e. Informação sobre as atividades da Instituição Espírita, com ofereci-
mento de oportunidades de integração nas unidades;
f. Realização de avaliação de conteúdo para aferir o grau de assimilação
dos assuntos estudados;
g. Realização de avaliações para os participantes e monitores se cons-
cientizarem do seu desempenho quanto ao andamento do curso;
h. Identificação e capacitação de interessados, a partir do estágio in-
termediário do estudo, para a preparação de futuros estagiários e
facilitadores;
i. Realização de atividades voltadas à preparação e ao aperfeiçoamento
de estagiários e monitores;
j. Realização de seminários, visita ao trabalho de assistência e promoção
social, reuniões em dependências da Instituição Espírita e confrater-
nizações entre grupos, proporcionando interação e integração entre
os participantes.

112
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

3. Proposta de trabalho

A proposta de trabalho para o estudo neste período, no tocante ao conteúdo a


ser estudado com os frequentadores, tem seu planejamento de atividades baseado
no programa de estudo da Doutrina Espírita conforme se encontra estruturado
no material do estudo, editado pela (indicar Instituição que elaborou e editou o
material). O conteúdo completo é estudado em (número) semestres, distribuídos
em, por exemplo, Fundamental I (x semestres), Fundamental II (x semestres),
Complementar (x semestres).

3.1 Formação dos grupos


Descrever como são formados os grupos, indicando: número de participantes,
grupo e turno (se tiver mais de um); quantos grupos novos foram abertas; dias da
semana da(s) reunião(ões) e horário(s); número total de participantes; distribuídos
conforme quadro a seguir:
Quadro 1. Previsão do número de grupos e participantes para o (1º ou 2º)
semestre de (ano).

Programa Grupo Sala Participantes Observações Horário


previstos

Fundamental I 1 Podem ser indica-


dos o semestre e
o ano de início do
grupo

Fundamental I 2

Fundamental II 1

Fundamental II 2

Complementar

Módulo Complemen-
tar (colocar o título do
módulo)

Grupo de Acolhimento

O funcionamento será aos (dia da semana), entre xx e xx horas e xx e xx


horas, respectivamente. O quadro apresenta, ainda, a inclusão de um grupo de

113
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

acolhimento, que funcionará entre (por exemplo, abril e junho), para receber as
pessoas que chegam à Casa e já não contam com tempo hábil para aproveitar o
semestre. Elas poderão preencher ficha (Anexo x) com opção de inscrição auto-
mática em grupos iniciantes do (1º ou 2º) semestre/ano. Esse grupo conta com
programação previamente definida, mas suscetível de adaptação conforme a rea-
lidade dos participantes de cada encontro.

3.2 Planejamento das atividades dos grupos


As atividades a serem desenvolvidas pelos grupos constam dos apêndices,
conforme especificado:
a. Fundamental I – Grupos (por exemplo: N1, N4, N5) – Anexo x;
b. Fundamental I – Grupos (por exemplo: T1 e T3) – Anexo x;
c. Fundamental II – Grupos (por exemplo: N2 e N3) – Anexo x;
d. Fundamental II – Grupos (por exemplo: T2 e T4) – Anexo x;
e. Módulo Complementar (nome) – Grupo: (por exemplo: N6) – Anexo x;
f. Módulo Complementar (nome) – Grupo: (por exemplo: T5) – Anexo x;
g. Grupo de Acolhimento – Grupo A1 – Anexo x.

A programação para esses grupos inclui, ao longo do semestre, uma variedade


de atividades extras, resumidas a seguir:

a. Integração dos grupos iniciais;


b. Reunião inaugural diferenciada;
c. Reuniões ministradas nas dependências da Instituição Espírita para
conhecimento e divulgação das atividades da Casa: Departamento de
Assistência e Promoção Social, Biblioteca e outras que a instituição
promova. Essas atividades serão desenvolvidas com os grupos novos
do Programa Fundamental I;
d. Confraternizações entre os participantes;
e. Campanha para arrecadação de alimentos, de produtos de higiene
pessoal, de limpeza e de objetos para creches e para o DAS;
f. Visitas ao trabalho de assistência e promoção social;
g. Seminários entre grupos.

114
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

3.3 Distribuição de facilitadores e estagiários


O Quadro 2 apresenta a composição, por grupo, dos facilitadores e estagiários
para o semestre:
Quadro 2. Distribuição de monitores e estagiários – (x) semestre de (ano).
Obs.: Esse quadro pode ser incluído como um anexo do plano de trabalho.

Programa Grupo Facilitadores Estagiários

Fundamental I Exemplo N1

Fundamental I Exemplo T1

3.4 Formação de facilitadores e estagiários


A qualidade do estudo depende do entrosamento e da formação de seus
facilitadores e dos demais trabalhadores da Casa. Para facilitar esse processo, são
previstas várias atividades de atualização do conhecimento pedagógico, doutriná-
rio e administrativo na Área de Estudo do Centro Espírita. Essas atividades estão
definidas no Anexo x e abrangem:

a. Encontro de trabalhadores e curso de atualização para facilitadores e


evangelizadores, a realizar-se nos dias (dd) e (dd) de (mm) de (ano);
b. Realização de reuniões doutrinárias: em conjunto com os demais
componentes da Área de Estudo; específicas para tratar de temas de
interesse dos facilitadores do Estudo;
c. Planejamento de estudos e atividades pedagógicas realizados, princi-
palmente, nas reuniões setoriais, contemplando diversos assuntos, tais
como: técnicas e recursos didáticos necessários para o enriquecimento
e dinamização dos encontros; planejamento do estudo; orientação para
os debates programados e comunicação em sala; análise e interpretação
de textos; manejo de grupo; utilização, aproveitamento e manutenção
de recursos tecnológicos; apresentação de reuniões para orientação
da prática pedagógica; análise de resultados de avaliação de conteúdo
e de frequência de participantes; análise de resultados das avaliações
realizadas por monitores, estagiários e participantes.

115
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

4. Estrutura organizacional e competências

A qualidade do processo de estudo depende de como os participantes se en-


contram organizados e o quão cientes estão de suas atribuições. Para o sucesso do
plano de ação, as ações a serem executadas devem ser do conhecimento de todos
os envolvidos e bem coordenadas para que sejam realizadas sem sobressaltos e
improvisos e em conformidade com o esperado.

4.1 Estrutura organizacional para o funcionamento do estudo


A estrutura depende do tamanho da Instituição e da quantidade de grupos
do estudo. A seguir, apenas um exemplo:
Em termos operacionais, os participantes do Estudo podem estar organizados
de acordo com a seguinte estrutura:
Equipe diretiva

a. Coordenador-geral;
b. Vice-coordenador;
c. Coordenador pedagógico;
d. Coordenador de secretaria.

Equipe pedagógica;
Equipe de secretaria;
Facilitadores;
Estagiários;
Administradores de grupo;
Participantes; e
Colegiado.

116
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

4.2 Competências das equipes (somente a título de exemplo, pois


deve ser adaptado a cada realidade)
Equipe diretiva – formada pela coordenação-geral, vice-coordenação, coor-
denação pedagógica e coordenação da secretaria. Propõe-se que funcione de forma
colegiada. Tem por atribuição assessorar a coordenação-geral na condução dos
trabalhos do estudo, em seus aspectos doutrinários, pedagógicos e administrativos.
É responsável pelo estabelecimento de procedimentos específicos para execução
do plano de ação. Dentre as várias atribuições, destacam-se as seguintes:

a. Elaborar o plano administrativo e pedagógico;


b. Orientar, supervisionar e acompanhar a execução das atividades des-
critas no plano de ação;
c. Reunir-se periodicamente, conforme for necessário, para discutir as
ações de sua competência que deverão ser executadas no âmbito do
plano de ação;
d. Elaborar o plano de atividades;
e. Acompanhar os índices de assiduidade dos participantes para a adoção
de medidas que evitem evasão;
f. Organizar a distribuição de monitores e estagiários para formação
dos grupos;
g. Planejar as atividades extrarreuniões;
h. Decidir sobre novas ações com base nos resultados das avaliações;
i. Organizar e promover a comunicação.

Coordenador-geral – sua atribuição é gerenciar as atividades do estudo no


Centro Espírita, além de prover os meios necessários para que o plano de ação
seja cumprido integralmente.
Vice-coordenador – sua atribuição é auxiliar no gerenciamento das atividades,
substituir o coordenador, quando necessário, e prover os meios necessários para
que o plano de ação seja cumprido integralmente.
Coordenador pedagógico – sua atribuição é, no aspecto pedagógico, elaborar
propostas, acompanhar o desenvolvimento das atividades e assessorar na formação
de estagiários e monitores/facilitadores.

117
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

Secretaria – constituída de um coordenador de atividades e de auxiliares, tem


como função prover os meios necessários para a execução do plano de ação. Nesse
sentido, cabe à secretaria desenvolver as seguintes tarefas específicas:

a. Planejar, compor equipe e elaborar procedimentos para as inscrições


de interessados;
b. Cadastrar, organizar e manter atualizados os dados dos participantes;
c. Confeccionar e manter atualizados os crachás;
d. Preparar e manter as salas de reunião em ordem;
e. Suprir as salas de reunião com materiais didáticos necessários;
f. Apoiar e participar de reuniões de colaboradores do estudo;
g. Registrar a presença dos participantes do estudo, inclusive monitores
e estagiários;
h. Gerar e distribuir aos monitores a lista de dados cadastrais dos par-
ticipantes;
i. Apoiar os estagiários e monitores no contato com os participantes
ausentes;
j. Levantar as razões das ausências e desistências dos participantes;
k. Gerar relatórios contendo os índices de assiduidade e pontualidade;
l. Manter a coordenação-geral informada sobre os relatórios de assidui-
dade, pontualidade e evasão dos participantes;
m. Administrar e controlar o uso dos recursos didáticos, tais como com-
putador, projetor, pincéis atômicos, folhas para álbum seriado etc.;
n. Arquivar toda a documentação do estudo.

Facilitadores (e suplentes, no que couber) – têm como função integrar a grupo


com a finalidade de proporcionar ambiente acolhedor para o estudo sistematizado
do Espiritismo, seguindo as diretrizes pedagógicas e administrativas estabelecidas
no plano de ação. Especificamente, cabe ao monitor desenvolver as seguintes ações:

a. Acolher, amparar, consolar, esclarecer e orientar os participantes em


suas necessidades espirituais;
b. Incentivar, orientar e acompanhar os participantes nos trabalhos
de pesquisa, notadamente na leitura prévia dos roteiros a serem
estudados;

118
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

c. Acompanhar o interesse dos participantes durante as reuniões, ob-


servando os conhecimentos doutrinários por eles demonstrados em
sua participação nas tarefas;
d. Coordenar as atividades estabelecidas para o grupo sob sua condução,
de modo a obter o melhor rendimento na execução da tarefa;
e. Planejar as atividades de confraternização de seu grupo, previstas no
planejamento, em comum acordo com a equipe diretiva;
f. Identificar entre os participantes os potenciais para estágio no estudo
ou integração em outras atividades da Casa;
g. Orientar e acompanhar os estagiários sob sua supervisão para a parti-
cipação efetiva em sala, relatando ao coordenador pedagógico avanços
ou de ciências;
h. Participar efetivamente das reuniões doutrinárias, pedagógicas e
setoriais, com pontualidade e assiduidade;
i. Participar de cursos, seminários, mesas-redondas, exposições especiais
e demais atividades programadas;
j. Acompanhar e buscar soluções para os problemas de atrasos frequentes
de participantes;
k. Acolher e repassar para a secretaria as justificativas de ausências;
l. Comunicar à secretaria quando estiver impedido de comparecer a
quaisquer das atividades programadas;
m. Levar ao conhecimento da coordenação pedagógica eventuais proble-
mas com os participantes quanto aos aspectos doutrinário, pedagógico
e disciplinar, entre outros.

Estagiários – têm como função auxiliar os monitores nas tarefas desenvolvidas


em sala, inclusive na aplicação dos roteiros. Especificamente, cabe aos estagiários
executar as seguintes ações:

a. Auxiliar o(s) monitor(es) durante as reuniões;


b. Aplicar roteiros sob a orientação do(s) monitor(es);
c. Auxiliar o monitor anotando as justificativas de eventuais atrasos e
faltas informadas pelos participantes;

119
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

d. Auxiliar o monitor no acompanhamento dos participantes durante


os encontros, anotando habilidades específicas do tipo: domínio da
Doutrina Espírita; capacidade de se expressar e se relacionar com o
grupo; disposição para colaborar nas atividades extraclasses, entre
outras;
e. Participar das reuniões doutrinárias, pedagógicas e setoriais, com
pontualidade e assiduidade;
f. Participar de cursos, seminários, mesas-redondas, exposições especiais
e demais atividades programadas.

Administradores de grupo – aos administradores de grupo compete:

a. Coordenar a escala dos monitores suplentes que conduzirão as reu-


niões;
b. Acolher, amparar e consolar os participantes;
c. Incentivar, orientar e acompanhar os participantes nos trabalhos
de pesquisa, notadamente na leitura prévia dos roteiros a serem
estudados;
d. Acompanhar o interesse dos participantes durante as reuniões;
e. Coordenar as atividades extrarreunião do grupo;
f. Planejar as atividades de confraternização de seu grupo, previstas no
planejamento, em comum acordo com a equipe diretiva;
g. Identificar entre os participantes os potenciais para estágio no estudo
ou integração em outras atividades da Casa;
h. Participar efetivamente das reuniões doutrinárias, pedagógicas e
setoriais, com pontualidade e assiduidade;
i. Participar de cursos, seminários, mesas-redondas, exposições especiais
e demais atividades programadas;
j. Acompanhar e buscar soluções para os problemas de atrasos frequentes
de participantes;
k. Acolher e repassar para a secretaria as justificativas de ausências;
l. Comunicar à secretaria quando estiver impedido de comparecer a
quaisquer das atividades programadas;

120
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

m. Levar ao conhecimento da coordenação pedagógica eventuais proble-


mas com os participantes quanto aos aspectos doutrinário, pedagógico
e disciplinar, entre outros.

Participantes – aos participantes compete:

a. Estudar previamente os roteiros;


b. Participar das atividades programadas;
c. Registrar sua presença junto a um colaborador da secretaria antes de
entrar em sala;
d. Portar sempre seu crachá de identificação nas dependências da Insti-
tuição Espírita;
e. Comparecer às reuniões pontualmente;
f. Manter assiduidade;
g. Manter o(s) monitor(es) ou estagiário(s) informado(s) sobre o motivo
de suas ausências; e
h. Apresentar resumos ou outras tarefas indicadas pelo(s) moni-
tor(es) referentes aos roteiros desenvolvidos no(s) dia(s) de sua(s)
ausência(s).

Colegiado – pode ser formado pela equipe diretiva e colaboradores das di-
versas atividades do estudo. Ao colegiado compete:

a. Oferecer subsídios para as decisões da equipe diretiva;


b. Realizar estudos voltados para a melhoria dos processos do estudo;
c. Sugerir aperfeiçoamentos de estrutura e funcionamento do estudo;
d. Apoiar nas atividades de planejamento e execução das atividades
previstas no plano de ação;
e. Identificar e apresentar as necessidades e demandas dos participantes
do estudo, assim como propostas de melhorias;
f. Apoiar a equipe diretiva em outras atividades por ela propostas.

121
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

4.3 Horários
Reuniões de estudo – todos os dias da semana, das (hora) às (hora) e das
(hora) às (hora).
Reuniões doutrinárias (conjunta com toda a área de estudo) – xo (dia da
semana) de cada mês, das (hora) às (hora).
Reuniões setoriais – xo, xo e xo (dia da semana) de cada mês, das (hora) às (hora).
Reuniões da coordenação e do colegiado – toda (dia da semana), das (hora)
às (hora).

5. Cronograma geral e funcionamento

O cronograma geral do estudo para o primeiro semestre de (ano) apresenta


a seguinte configuração:
Início das atividades: (dd) de (mês) de (ano).
Total de encontros: (número) sábados.
Encerramento: (dd) de (mês) de (ano).
As reuniões serão realizadas aos (dia da semana) em (número) turnos, com
duração de (uma hora e meia ou duas) horas:
Vespertino – das (hora) às (hora); e
Noturno – das (hora) às (hora).
Frequência – descrever como será o acompanhamento da frequência.

6. Instrumentos de avaliação

Descrever como será a avaliação e anexar os instrumentos que serão utilizados


(exemplos no Apêndice I).

7. Anexos

(do plano de ação – a título de exemplo. Outros anexos podem ser acrescen-
tados, como os diversos instrumentos de avaliação)

122
Exemplo de Anexo 1 do plano de trabalho – Lista de colaboradores do estudo-(ano)
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C
Residencial Comercial Celular
Exemplo de Anexo 1 do plano de trabalho – Lista de colaboradores do estudo-(ano)

Endereço
e-mail
Celular
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ---

Residencial
Função
aniversário
Data de
Colaborador

123
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C

Exemplo de Anexo 2 – Plano de estudo ESDE (ano) Fundamental I – Grupo(s)


Exemplo de Anexo 2 – Plano de estudo ESDE (ano) Fundamental I – Grupo(s)
Plano de estudo ESDE (ano)
Fundamental I
Março 2/3 9/3 16/3 23/3 30/3 Nº Encontr.
Seminário Geral: 18h30 – Abertura do Mod. I – Introdução Mod. I Mod. I 5
Parábola do Trigo e Ano Letivo – ao Estudo do Rot. 2 – Rot. 3 –
do Joio e o Cenáculo Espiritismo Espiritismo ou Tríplice
Semeador 19h15 –Recepção Rot. 1 – O contexto Doutrina aspecto da
dos participantes nas histórico do séc. Espírita: Doutrina
salas XIX na Europa conceito e Espírita
objetivo
6/4 13/4 20/4 27/4
Abril
Mod. I Mod. II - A Mod. II Mod. II 9
Rot. 4 – Pontos Codificação Espírita – Rot. 2 – Allan Rot. 3 –
prin- cipais da Rot. 1 – Fenômenos Kardec: o Metodologia e
Doutrina Espírita mediúnicos que professor e o critérios utilizados
antecederam a codificador na Codificação
Codificação Espírita
4/5 11/5 18/5 25/5
Maio
Seminário Geral: Mod. II Mod. III – Deus Mod. III 13
Drogas – Todas as Rot. 4 – Obras básicas Rot. 1 – Rot. 3 – Atributos
turmas Existência de da Divindade
Deus
Rot. 2 – Provas da
existência de Deus
1/6 8/6 15/6 22/6 29/6
Junho
Confraternização – Mod. III Mod. IV – Visita ao Guillon Avaliação de 18
Fundamental I – Rot. 4 – A Providência Existência e – Turmas N13, conteúdo
Turmas N13, N14, divina/ sobrevivência do N14, N15, N16,
N15 e N16 Espírito – Rot. 2 – T3 e T4
Avaliações atitudinais
Origem e natureza Mod. IV – Rot. 1
do Espírito – Perispírito:
conceito
6/7
Julho
Debate Geral –
Tema a definir
Sábados próximos a
feriados

124
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice C
Exemplo de Anexo 3 – Cronograma das reuniões de caráter pedagógico-doutrinário do (1º ou
2º) semestre de (ano) – realizadas em conjunto por toda a Área de Estudo.
Exemplo de Anexo 3 – Cronograma das reuniões de caráter pedagógico-doutrinário
do (1º ou 2º) semestre de (ano) – realizadas em conjunto por toda a Área de Estudo.
DATA TIPO ASSUNTO OBJETIVOS RESPONSAVEL
2/3 Setorial Administrativa Informar sobre as atividades da Instituição Coordenação
e do Movimento Espírita.
9/3 Doutrinária Acolher, consolar, Decidir sobre andamento das atividades. EEM
esclarecer, orientar
16/3 Setorial 1º encontro: Metodologia Despertar no trabalhador espírita a ESDE
Pedagógica para condução de grupos importância da vivência do Evangelho de
de estudos Jesus, seguindo seu exemplo, na recepção
e nos trabalhos em nossa Casa.
23/3 Setorial O princípio inteligente e Identificar tipos de atividades de grupo DIJ
Doutrinária sua evolução – Espíritos adequadas ao ESDE
elementais
30/3 Livre Adaptar atividades de grupo conforme o
conteúdo e perfil da turma.
6/4 Setorial Administrativa Explicar a evolução do princípio Coordenação
inteligente.
13/4 Doutrinária Teorias sobre a origem e EOB
formação do Espírito
20/4 Setorial 2º encontro: Matéria, Informar sobre as atividades da Instituição EEM
Pedagógica espírito e fluidos – como e do Movimento Espírita.
dar uma aula sobre o tema
27/4 Setorial Transição planetária e Decidir sobre andamento das atividades. ESDE
Doutrinária Desastres coletivos
4/5 Setorial Administrativa Analisar as principais teorias sobre a Coordenação
origem e formação do Espírito,
consolidando o conhecimento com base
nas obras da Codificação.
11/5 Doutrinária Mediunidade na tarefa Apresentar aula modelo para o conteúdo EOB
espírita matéria, espírito e fluidos.
18/5 Setorial 3º Encontro: Relacionar os temas com os conceitos
Pedagógica doutrinários.

125
APÊNDICE D – METODOLOGIA

O vocábulo método vem do grego méthodos, cujo significado é o caminho


para atingir um fim, ou caminho pelo qual se atinge um objetivo.
A metodologia está presente em nossas vidas, de tal forma que não nos da-
mos conta, de quantas vezes lançamos mão desta ferramenta, no nosso dia a dia.
De que forma você se preparava para as provas de Matemática no Ensino Médio,
e as de História, Português? etc. Como você controla as finanças em sua casa? É
provável que cada um tenha aperfeiçoado uma metodologia diferente, segundo
critérios objetivos ou subjetivos.
Para o Estudo da Doutrina Espírita também é possível desenvolver metodo-
logias, e é bom que se diga, que não existe metodologia ideal, pois esta varia de
grupo para grupo.
Neste projeto a metodologia de estudo centrada no adulto deve primar pelo
foco no interesse do participante, levando em conta as experiências individuais
e coletivas dos mesmos. Princípio fundamentado nas teorias pedagógicas que
visam facilitar o entendimento e a compreensão mais aprofundada por parte dos
interessados.
Um roteiro de estudo calcado no esquema interativo e elucidativo da meto-
dologia usada pelo Codificador leva-nos a pensar em um formato de estudo que
priorize a análise do Método de Kardec para o entendimento do próprio espírito
organizacional das obras que compõem o “Pentateuco Kardequiano” e as demais
obras escritas por Kardec.
Na atualidade, o conhecimento, extraordinariamente complexo e mul-
tidimensional, assenta-se em três grandes pilares: o da informação, que gera
conhecimento relevante; o da explicação, que facilita a compreensão do porquê
das coisas; e o da apropriação subjetiva, que contribui para a formação de um
critério de opinião pessoal.53
Nessa lógica, alguns conceitos em termos de estudo e facilitação do aprendi-
zado devem ser considerados:

53 JAUME CARBONELL. A aventura de inovar: a mudança na escola.

127
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

DIDÁTICA: Arte e a técnica de orientar a aprendizagem.


APRENDER: Apropriar-se ativamente de um conteúdo, seja conceito, fatos.
Assim, aprende-se participando ativamente do processo, na relação com outros,
não só ouvindo, nem repetindo, mas falando, questionando, contrapondo, anali-
sando, entendendo, vivenciando.
ENSINAR: Criar condições para que ocorra o aprendizado, apontar, indicar
caminhos e compartilhar das construções e descobertas.
MÉTODO: É o caminho a seguir, implicando um conjunto de processos ou eta-
pas sucessivas. Caminho para algo, uma ação encaminhada a um fim, um meio para
conseguir um objetivo determinado.54 É, portanto, a marcha do raciocínio na inves-
tigação do verdadeiro, ou de atividade qualquer na direção de determinado objetivo.
A arte de dirigir o espírito na investigação da verdade.55
MÉTODO DIDÁTICO: É o conjunto de procedimentos, lógica e psicologi-
camente estruturados, de que se vale o facilitador para orientar a aprendizagem
dos participantes, na elaboração dos conhecimentos, na aquisição de técnicas ou
na assunção de atitudes ou ideias.
TÉCNICAS: É, geralmente, um conjunto de processos de uma arte ou ciência,
uma maneira habilidosa de agir.
TÉCNICAS DIDÁTICAS: É, também, o procedimento escolar lógica e psi-
cologicamente estruturado, destinado a dirigir aprendizagem, porém em um setor
limitado da fase de estudo de um tema, como na apresentação, elaboração, síntese
ou crítica do referido tema. Em outras palavras: técnica didática é o recurso parti-
cular de que se vale o facilitador para a efetivação dos propósitos do método. Um
método utiliza uma série de técnicas.56
TÉCNICAS DE ENSINO: São maneiras particulares de organizar as con-
dições externas favoráveis à aprendizagem. Como visto acima, método implica
o caminho a seguir. Seguir um caminho pode implicar a realização de diversas
etapas sucessivas. Essas etapas são as técnicas de ensino. Desse modo, técnica é a
operacionalização do método.
RECURSOS DIDÁTICOS ou DE ENSINO: São componentes do ambiente de
aprendizagem que dão origem à estimulação para o aprendiz. Adotam-se, muitas

54 BORDENAVE, Juan D.; PEREIRA, Adair M. Estratégias de ensino. 12. ed. Petrópolis: Vozes,
1991. cap. 9, p. 203 a 220.
55 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA Waldo. Estude e viva. Pelos Espíritos Emmanuel e André
Luiz. 14. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2015.
56 NÉRICI, Imidio G. Didática geral: dinâmica. São Paulo, 1982.

128
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

vezes, as expressões INSTRUMENTOS DIDÁTICOS ou FERRAMENTAS DIDÁ-


TICAS como sinônimas de RECURSOS DIDÁTICOS.
RECURSOS AUDIOVISUAIS: São assim denominados os recursos de ensino
que estimulam diretamente a visão e/ou audição.
MEDIAÇÃO DIALÓGICA:57 Processo de despertamento do grupo por meio
de diálogo interativo entre todos os participantes, para que, em conjunto, à luz da
Doutrina Espírita, encontrem as melhores soluções para a construção do conhe-
cimento que ilumine as experiências vividas no cotidiano, conforme recomenda
Allan Kardec em O livro dos médiuns, cap. 3 – Do método, itens 18 e 19, partindo
do simples para o complexo.
Além de técnicas e recursos dever-se-á atentar para a propriedade da formação
de grupo de estudo do Espiritismo que deverá ter como indicadores: acolhimento,
relações interpessoais e intrapessoais.

Os homens progridem incontestavelmente por si mesmos e pelos es-


forços de sua inteligência; mas, entregues às próprias forças, só muito
lentamente progrediriam, se não fossem auxiliados por outros mais
adiantados, como o estudante o é pelos professores. [...]58

Mediação dialógica e a construção do conhecimento59

O grande desafio dos facilitadores de estudos do Espiritismo é contribuir


para que os objetivos da Doutrina sejam alcançados pelos participantes. Em ou-
tras palavras, que as experiências de aprendizagem que facilitam sejam capazes

57 Definição cunhada pela equipe da AEE reunida entre os dias 7 a 9 de setembro de 2017 e
aperfeiçoada em encontros posteriores.
58 KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília:
FEB, 2016. cap. 1 – Caráter da revelação espírita, it. 5.
59 Além da bibliografia referenciada, consultados e extraídas ideias de: ALMEIDA, Maria
Denise de. Mediação da aprendizagem em Reuven Feuerstein. Escola de Enfermagem da
Universidade de São Paulo. Curso de Licenciatura em Enfermagem Disciplina ENO 0600
– Ensinar e aprender em Enfermagem: fundamentos teórico-metodológicos. Prof. Dra.
Cláudia Prado; Prof. Dra. Bárbara Barrionuevo Bonini. São Paulo, 2018.
DEPRESBITERIS, Léa.  Estratégias de mediação: algumas possibilidades para provocar
aprendizagem significativa. Disponível em:  http://www.adventista.edu.br/_imagens/
area_academica/files/estratégias%20de%20mediação%20artigo.pdf. Acesso em: 2 ago. 2018.

129
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

de despertar nos participantes o anseio de tornarem-se bons espíritas ou homens


de bem. Daí buscarem entre as estratégias de ensino-aprendizagem aquelas que
creem melhor contribuírem com esse desiderato.
Sabe-se que, tradicionalmente, e até historicamente,60 há uma preferência geral
no Brasil pela utilização de aula expositiva como estratégia de ensino-aprendizagem,
tanto por parte dos professores quanto por parte dos alunos.
No entanto, aulas meramente expositivas, por concentrar toda a atividade
no facilitador, torna-o o único sujeito do processo, relegando o participante à
condição de passividade e alienação. Paulo Freire chamou esta perspectiva de
educação “bancária”, pois é como se o professor tivesse o condão de depositar no
aluno o conhecimento.
Por isso, essa estratégia, por si só, não é capaz de conduzir o educando aos fins
almejados pela Doutrina, pois conforme nos alerta Kardec: “[...] É pela educação,
mais do que pela instrução, que se transformará a Humanidade”.61
É verdade que muitos autores têm ressaltado o valor relativo da aula expositiva,
porém chamando a atenção, dentre outras coisas, para a necessidade de utilizá-la
apenas em momento oportuno, assim como de incrementá-la com maior partici-
pação dos educandos, transformando-a numa exposição dialogada. Ainda assim,
o ideal é a utilização de uma estratégia mais interativa e que permita a todos os
envolvidos atuarem como sujeitos do processo educativo.
A mediação dialógica surge, nesse contexto, como uma alternativa capaz de
atender a essas expectativas, haja vista que promove os participantes a sujeitos ativos
no processo de ensino-aprendizagem. Ao facilitador cabe a função de mediar o
encontro dos educandos com o objeto de conhecimento e entre si.
A expressão mediação dialógica de certa forma já anuncia a essência do pro-
cesso. Etimologicamente, mediação deriva do latim medius, “meio”; e dialógica,
do grego dialogos, “conversação”, formada por dia-, “através”, mais legein, “falar”.62
Poderíamos traduzi-la como uma experiência de ensino-aprendizagem em que o
contato do participante com o objeto de estudo é intermediado por um mediador,
que se utiliza da conversação, ou diálogo, como ponte entre ambos.

60 VEIGA, Ilma Passos A. (Org.). Técnicas de ensino: por que não?. 3. ed. Campinas (SP):
Papirus, 1995. Aula expositiva: superando o tradicional, p. 36.
61 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Guillon Ribeiro. 1. ed. 1. reimp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2011. Credo espírita, it. Preâmbulo.
62 Disponível em: http://origemdapalavra.com.br/pergunta/site/ Acesso em: 2 ago. 2018.

130
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

A mediação dialógica, no entanto, requer mais do que diálogo para alcançar


bons resultados. Existem alguns pré-requisitos e condições necessários à caracte-
rização dessa estratégia.
Um pré-requisito fundamental é a criação, nos grupos de estudos, de um
clima favorável à aprendizagem significativa. Esse clima se manifesta interiormen-
te em forma de paz, confiança, sensação de liberdade, alegria e entusiasmo para
aprender. Exteriormente, aparece como honestidade intelectual, como coragem
para expressar ideias e sentimentos, como disposição para realizar as atividades,
ainda que não se tenha pleno domínio das habilidades necessárias, na ausência de
medo de errar e de ser criticado pelo grupo ou pelo facilitador, na tolerância, na
compreensão e na solidariedade com os colegas.
A construção desse clima no grupo requer do facilitador uma competência
interpessoal nascida de seus esforços de autoconhecimento, autocultivo e de amor
ao próximo. Segundo Carl Rogers, citado por Bordenave,63 esse clima favorável à
“aprendizagem genuína depende do tipo de atitude existente na relação interpessoal
entre o facilitador e o aprendiz”.
Inspirados naquele autor, podemos dizer que o facilitador: 1) seja autêntico,
real, que não se esconda por trás da máscara de “mestre”, de “perfeito”, do “sabe
tudo”; que seja capaz de expressar seus reais sentimentos e pensamentos, o que
requer certa dose de humildade; 2) aprecie e respeite os participantes, se interessando
verdadeiramente pelo bem-estar e pelo progresso dos mesmos; 3) saiba escutar
com empatia, em outras palavras, seja capaz de silenciar o mundo íntimo (desejos,
emoções e pensamentos) para conseguir escutar, e colocar-se no lugar de quem
fala, num esforço empático; e 4) confie sinceramente no potencial de crescimento
do participante, proporcionando condições de liberdade e apoio para que ele se
expresse com segurança.
Além do clima favorável, a mediação da aprendizagem requer algumas con-
dições essenciais. Segundo Feuerstein, citado por Gomes,64 os critérios para que
haja mediação são os seguintes:
1) mediação da intencionalidade: o contato do educando com o objeto de co-
nhecimento não deve se dar de qualquer jeito, sem direcionamento, sem sentido.
Ao intermediar esse encontro, o educador o faz de forma planejada e intencional,
selecionando os estímulos, de modo que o educando perceba, atente, compreenda,

63 BORDENAVE, Juan D.; PEREIRA, Adair M. Estratégias de ensino-aprendizagem. 13. ed.


Petrópolis (RJ): Vozes Ltda, 1993. cap. 3, it. C, p. 48.
64 GOMES, Cristiano Mauro A. Feuerstein e a construção mediada do conhecimento. Porto
Alegre: Artmed, 2002. Pt. 2, cap. 3, p. 87.

131
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

distinga aquilo que o mediador deseja, o que é relevante do não relevante, o es-
sencial do não essencial; 1.a) mediação da reciprocidade: o mediado, por sua vez,
precisa querer aprender, devendo o mediador conquistar essa vontade, estabele-
cendo um vínculo com ele. A vontade de aprender do mediado deve ser recíproca
à intencionalidade do mediador. Assim, o mediador deve estimular o mediado a
falar, a contar o que está sentindo, bem como procurar entender as razões de seus
comportamentos.
2) mediação de significados: mediar significado é conferir valor, energia e sen-
tido aos conteúdos. Isso se consegue demonstrando que o conteúdo corresponde
às necessidades do mediado e relaciona-se ao seu contexto existencial. Também
pela demonstração de interesse e envolvimento emocional do mediador. Por essa
mediação, é possível conferir ao objeto de conhecimento dimensões afetivas e éticas.
3) mediação da transcendência: o mediador deve auxiliar os participantes a
transcender ou generalizar a situação de estudo (fatos, casos e conteúdos), indu-
zindo leis ou regras gerais que regulem questões da mesma natureza em outros
contextos. Tem como objetivo extrapolar as percepções e conclusões extraídas
da realidade concreta estudada, do “aqui e agora”, e, por meio de generalizações,
buscar sua aplicação em outras situações e contextos.
Além dessas condições, a mediação precisa considerar como se processa a
construção do conhecimento. Conhecer, para Vasconcellos,65 “é substituir a mistura
de confusão e dissociação, que é a representação puramente concreta das coisas,
pelo mundo das relações” construídas no tempo, no espaço e no campo lógico.
Por isso mesmo, para esse autor, o processo de construção do conhecimento
se dá em três momentos: síncrese – momento inicial caótico, visão geral e difusa;
análise – quando o sujeito decompõe o objeto em suas partes constituintes, sem
perder a visão do todo; síntese – quando ele é capaz de sistematizar e expressar as
relações que conseguiu estabelecer sobre o objeto de estudo de forma clara e precisa.
No entanto, isto não se dá de uma vez, mas por aproximações sucessivas,
avançando e recuando em sínteses cada vez mais elevadas. O papel do facilitador é
promover, pelo diálogo, o confronto das diversas representações mentais do objeto,
em busca de representações cada vez mais integradas e complexas.
Compreendidas as condições acima, podemos verificar como se processa o
ensino-aprendizagem na prática da mediação dialógica.

65 VASCONCELLOS, Celso dos S. Construção do conhecimento em sala de aula. 11. ed. São
Paulo: Libertad, 2000. Pt. 2, Metodologia dialética de construção do conhecimento em
sala de aula, p. 45.

132
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

Apresentação sincrética do objeto de estudo

A mediação dialógica tem início no momento em que se mostra ao partici-


pante o que será estudado naquele encontro. Consiste em proporcionar uma visão
geral, difusa, superficial do objeto de conhecimento – apresentação de um tema e
seu contexto, de uma problematização da realidade, a descrição de uma situação
ou fato, uma imagem etc.
Normalmente é curta e rápida, podendo utilizar qualquer técnica ou recurso
– exposição, leitura de texto, narrativa, trecho de filme etc. –, desde que não inicie
a análise. A abordagem é do tipo: “No contexto tal, é comum ouvir falar... Estuda-
remos hoje esse assunto”, “Observem estas imagens / informações /..., trataremos
destas questões a partir de hoje” etc.

Levantamento dos conhecimentos prévios

Neste momento, solicita-se aos participantes que falem o que sabem ou


pensam acerca do objeto de estudo. Uma vez que a construção do conhecimento
se dá a partir dos já existentes, ainda que estes sejam simples ou elementares, é
fundamental que apareçam, pois os novos conhecimentos precisam se integrar aos
anteriores, negando-os, superando-os ou reestruturando-os.
Funciona como uma espécie de tempestade de ideias, em que os participan-
tes expressam o que conhecem do tema, estimulados pelo mediador. Às vezes, os
participantes apenas ouviram falar do título ou assunto, superficialmente.
A abordagem pode ser do tipo: “O que já ouviu falar disto?”, “O que você
pensa sobre isto?”, “Quando você ouve isto, como você entende?”, “Qual sua opi-
nião sobre isto?”.
O facilitador deve conter eventual postura dogmática, assim como os impulsos
de corrigir ou dar as respostas certas. É preciso ter paciência, apreço e respeito pela
história de aprendizagem dos participantes. Tudo o que disserem representa o que
conseguiram juntar ao longo da vida a respeito do tema. É preciso escutá-los com
sensibilidade e atenção. O sucesso desse momento depende do clima favorável à
aprendizagem já mencionado.

133
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

Percepção/resgate de aprendizagens palingenésicas

Além dos conhecimentos amealhados nesta existência, é necessário resgatar


as aprendizagens palingenésicas. Isto requer um esforço de acesso ao patrimônio
conquistado nas múltiplas vidas e momentos de erraticidade.
Além do acervo geral das conquistas anteriores, sabemos que muitos de nós
planejamos a reencarnação e nos preparamos no Mundo Espiritual para as tarefas
que temos que realizar nesta existência; que o aprendido “lá” precisa ser confir-
mado “aqui”; que essa bagagem aparece no encarnado como instintos, tendências,
habilidades, facilidades de entendimento, sentimentos, intuições etc. Assim, da
mesma forma que levantamos os conhecimentos prévios desta vida, podemos
buscar nossas conquistas palingenésicas.
A estratégia é utilizar alguns minutos de silêncio interior, de introspecção, de
contemplação íntima do objeto de conhecimento, com vistas a captar o que sentimos
ou intuímos dele.
Pensamos que esta prática é fundamental não apenas para o aproveitamento
das conquistas anteriores, como também para atualizarmos tais aprendizados.
Tomando consciência de como sentimos a realidade e de como traduzimos tais
sentimentos em nossas explicações do mundo, sabemos em que realmente cremos
(nossas crenças) e o que realmente vale para nós (nossos valores).
Então poderemos confrontar a nossa mais profunda percepção de mundo
com a que o Espiritismo nos faculta e extrair daí as inferências e consequências
necessárias e possíveis para o momento. Como se tratam de sentimentos, crenças
e valores, mais que nunca a recomendação de Jesus se torna fundamental: Não
julgueis, nem a si nem os outros.
Se não fizermos conexões entre nossa síntese evolutiva, resultado das múltiplas
vidas, e as novas percepções trazidas pelos estudos, corremos o risco de o apren-
dizado cognitivo não ser capaz de afetar nossas atitudes e ações nos momentos
cruciais da vida.
Também aqui deve-se considerar tudo o que foi dito no item anterior acerca
dos cuidados com a participação do educando e a manutenção do clima favorável
à aprendizagem.
É preciso fugir do maniqueísmo, do certo ou errado, e pensar evolutivamente
como Kardec,66 ao afirmar:

66 KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 4. imp. (Edição Histórica). Brasília:
FEB, 2016. cap. 3 – O bem e o mal, Origem do bem e do mal, it. 10.

134
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

[...] o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua
natureza, transforma-se num mal [...] O mal é, pois, relativo e a res-
ponsabilidade é proporcionada ao grau de adiantmento.

Problematização das representações prévias e da realidade

Concomitantemente com os momentos acima descritos, à medida que os


participantes expressam sua concepção do objeto de conhecimento, o facilitador,
com sensibilidade, problematiza suas afirmações, formulando questões com o
objetivo de verificar o grau de consciência dos participantes acerca dos conceitos
que emitem. Também questiona acerca de eventuais conflitos ou desequilíbrios
existentes entre suas posições e a realidade ou a lógica, de modo que, por si mesmos,
possam perceber eventuais incongruências ou incoerências e sintam necessidade
de buscar uma solução.
O fornecimento imediato das respostas certas pouco auxilia no despertar da
consciência e na mobilização para as mudanças necessárias. Se o indivíduo estiver
em paz com sua forma de entender as coisas, porque satisfaz suas necessidades
existenciais, dificilmente aceitará uma proposta estranha, mesmo que possa pa-
recer melhor.
Além disso, é comum nos sentirmos ofuscados com a informação, caso não
estejamos preparados para ela. A depender da forma, da quantidade ou profun-
didade, pode levar o indivíduo ao afastamento, por considerar a solução distante
de sua realidade.
A problematização e o questionamento, ao contrário, ao desestruturarem ou
desequilibrarem a concepção do indivíduo acerca do objeto de conhecimento,
abala seu sossego íntimo, criando a necessidade de reencontrar a harmonia per-
dida. Tira-o da zona de conforto, deixando-o em crise, a exigir soluções urgentes.
A abordagem da problematização pode ser feita com questões do tipo: “Se isso
for assim mesmo, então como se explica tal coisa?”; “O que você quer dizer com
essa palavra?”; “Por que...?”; “Como...?”; “Diante desse problema, como resolvê-lo?”.

Fornecimento de subsídio e solução dos problemas/questões

A fim de possibilitar aos participantes encontrar respostas às questões levan-


tadas e aos problemas identificados, é necessário fornecer-lhes o conhecimento
novo. Valem aqui quaisquer técnicas e recursos capazes de veicular informações:

135
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice D

texto oral, via exposição dialogada ou ativa-participativa; texto escrito, por meio
de leitura comentada ou dialogada, trabalhos individuais ou grupais; filmes etc.
Ressalte-se que quanto mais ativa for a técnica, maior a chance da construção do
conhecimento se realizar.
Esta etapa ocorre ao longo do próprio diálogo. Em síntese, o mediador inicia a
conversação formulando questões abertas, mais propícias à manifestação da diver-
sidade de opiniões, do raciocínio divergente e da singularidade dos participantes.
Percebendo que os educandos não conseguem encontrar as respostas, o mediador
reformula as perguntas, tornando-as gradativamente mais fechadas e diretas.
Chega um momento, porém, que os participantes alcançam seu limite cultural,
necessitando do conhecimento novo para terem condições de continuar refletindo.
Nesse instante, o mediador fornece a informação necessária, utilizando-se de uma
das técnicas citadas, e retoma as reflexões por meio do diálogo.
Esse processo se repete até que os objetivos planejados sejam alcançados,
quando se conclui a mediação.

Considerações finais

Percebemos que a mediação dialógica é uma estratégia complexa, posto que


normalmente requer a conjugação com outras para se alcançar bons resultados.
Também é uma das que melhor possibilitam a construção do conhecimento,
haja vista pautar-se no diálogo e na atuação intensa do participante como sujeito
da aprendizagem. O facilitador não aceita a posição de professor, assumindo a
condição de mediador da aprendizagem.
Para alcançar bons resultados, no entanto, requer circunstâncias especiais,
que precisam ser respeitadas: a construção de um clima favorável à aprendizagem
e domínio das habilidades de mediação da aprendizagem pelo facilitador.

136
APÊNDICE E – O QUE PLANEJAR PARA O ESTUDO

Planejamento

“O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações


futuras das decisões presentes” – Peter Drucker.

O que planejar para o estudo?

Os roteiros são as unidades básicas que buscam auxiliar o monitor na orga-


nização da reunião de estudos. Seguem um padrão e uma metodologia, buscando
sempre conduzi-lo, sugerindo ações e elementos de apoio. Para cada roteiro, são
apresentados os objetivos específicos, conteúdos básicos, sugestões didáticas,
subsídios, referências bibliográficas e avaliação.
Mesmo com a adoção de um programa do ESDE, o monitor deverá preparar
a reunião de estudo, levando em conta as características específicas do seu grupo,
o espaço físico, os recursos materiais disponíveis, as características regionais, bem
como o perfil e o nível de conhecimento dos participantes da reunião.
O planejamento do roteiro que se desenvolverá durante a reunião é neces-
sário, porque evita a rotina e a improvisação, contribui para alcançar os objetivos
propostos, promove a ciência do processo de construção do conhecimento, garante
a segurança na orientação do grupo e otimiza o tempo.
Consideramos como importantes as seguintes características de um bom
planejamento:

a. Estar intimamente ligado aos objetivos;


b. Ser elaborado para atender as necessidades do participante, respei-
tando sua realidade e seu perfil;

137
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice E

c. Ser flexível, ajustando-se sem romper com a unidade e continuidade,


quando necessário;
d. Ser claro e preciso, com sugestões exatas e concretas sobre o trabalho
que será realizado;
e. Ser elaborado de acordo com a realidade local, o tempo e os recursos
disponíveis. O tempo para cada atividade deve ser bem programado,
evitando-se envolver assuntos do roteiro seguinte.

Componentes básicos do planejamento de ensino:

a. Objetivos específicos: especificação do que se quer alcançar. São do


participante e para o participante. Por exemplo: conceituar Deus; citar
provas da existência de Deus; participar das atividades do grupo etc.;
b. Conteúdo: organização do conhecimento devidamente selecionado.
São os temas a serem estudados para se atingir os objetivos;
c. Procedimentos: conjunto de método e técnicas. As técnicas são uti-
lizadas para promover a integração e a interação dos participantes
nas atividades propostas. O ideal é que sejam diversificadas, estejam
adequadas às necessidades dos participantes, sirvam de estímulo à
participação e sejam desafiadoras. Por exemplo: para trabalhar com
um método ativo, podemos nos utilizar das dinâmicas de grupo.
Para escolhermos o método, as técnicas e os recursos, precisamos
sempre considerar o público, os objetivos, o conteúdo, o tempo e o
espaço físico;
d. Recursos: componentes do ambiente que dão estímulo ao participante.
Quando usados de maneira adequada, contribuem para alcançarmos
os objetivos, aproximando a aprendizagem de situações reais da vida.
São exemplos de recursos materiais: materiais visuais, auditivos, au-
diovisuais, mídias etc. (projetor, computador, cartaz, música etc.).

Observações

É importante destacar a relevância que se tem dado, inapropriadamente, aos


procedimentos e recursos a ponto de estarem acima do próprio conteúdo. São
meios, e não fim. Não podem ter maior destaque. A finalidade a que se destinam
é facilitar a compreensão dos conteúdos doutrinários.

138
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice E

Recomenda-se a leitura do capítulo 3 – Do método de O livro dos médiuns,


em que consta, entre outras ideias fundamentais:

Não se espantem os adeptos com esta palavra – ensino. Não constitui


ensino unicamente o que é dado do púlpito ou da tribuna. Há também
o da simples conversação. Ensina todo aquele que procura persuadir
a outro, seja pelo processo das explicações, seja pelo das experiências.
[...] (it. 18).
[...]
Todo ensino metódico tem que partir do conhecido para o desco-
nhecido. [...] (it. 19).

Exemplo de planejamento da reunião do ESDE (plano de trabalho)

TEMA: DEUS
OBJETIVOS ESPECÍFICOS – Conceituar Deus. Identificar Deus como inte-
ligência suprema, causa primária/primeira de todas as coisas.
CONTEÚDO – Subsídios: O livro dos espíritos, questões 1 a 9; A gênese,
­capítulo 2 – Deus, itens 1 a 7.
PROCEDIMENTO – Desenvolvimento:

a. Introdução breve do assunto com projeção de imagens e textos com


exposição dialogada;
b. Trabalho em grupo com base na leitura prévia do subsídio e outros
textos indicados pelo facilitador (perguntas diferentes sobre os textos,
distribuídas uma para cada grupo, para que comentem entre si e depois
apresentem para os outros grupos);
c. Fechamento (integração do conteúdo apresentado; identificação do
elo entre o conhecimento novo e o anterior e a aprendizagem do
participante) com projeção de imagens e comentário pelo monitor/
facilitador.

AVALIAÇÃO – Por meio da observação do envolvimento e desempenho dos


participantes.

139
APÊNDICE F – EXEMPLOS DE ATIVIDADE
CONTEXTUALIZADA

O centro de interesse no processo de construção do conhecimento no


adulto está ligado à sua experiência de vida. O conteúdo precisa oferecer sen-
tido e significado para o seu dia a dia. Os adultos são motivados a aprender
quando sentem que suas necessidades e interesses são satisfeitos. Considerando
a experiência de vida que o adulto traz, que é fonte de motivação para novos
conhecimentos e sua necessidade de autodireção, o papel do facilitador é in-
centivar e participar do processo de investigação. Se as atividades, portanto,
estiverem baseadas na reflexão e na ação, consequentemente, os assuntos serão
relacionados com a prática.
Além de atividades que proporcionem a reflexão voltada para situações do
cotidiano, sempre que possível, é preciso promover atividades que integrem os
participantes em projetos sociais e campanhas da Instituição Espírita, conduzin-
do-os ao exercício da caridade.
O estudo de temas que promovam a paz e o progresso moral individual e
coletivo, com repercussão na sociedade e no mundo em que vivemos, é um dos
maiores propósitos dos grupos de estudo. Não se trata de discussões políticas, em
consequência, é salutar o cuidado de conduzir os estudos com objetivos claros e
precisos, sem abertura para divagações ou polêmicas partidárias e estéreis.
Os roteiros de estudo devem ser referenciados no cotidiano dos participantes.
Para tanto, é preciso relacioná-los com suas vivências.
Os assuntos do cotidiano, se relacionados com os conteúdos estudados, ganha-
rão sentido e significado nos processos de mudança de comportamento e atitudes.

O adulto aprende para aplicação imediata às atividades que executa,


para resolver problemas, e não simplesmente para acumular conhe-
cimento de utilidade eventual e futura. [...] Seu ritmo de aprendiza-
gem requer uma metodologia participativa, uma linguagem direta e
experiências concretas. [...] Sua motivação se liga às expectativas de
melhoria na carreira profissional, no reconhecimento social e na busca

141
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice F

do crescimento pessoal. [...] O adulto aprende estabelecendo conexão


entre os conhecimentos adquiridos e suas experiências.67

Exemplo 1
Depois de estudar a Lei de Liberdade, a Lei do Progresso, a Lei de Sociedade
e a Lei do Trabalho, propor a seguinte atividade:
Esta notícia foi retirada de Repórter Brasil, Agência de Notícias, do dia 18
de junho de 2012. Foi adaptada para resguardar direitos pessoais. A partir deste
texto, responda às questões abaixo.

Trabalhadores são resgatados de fazenda de eucalipto em Goiás


Um grupo de 14 pessoas foi libertado de condições análogas à de
escravo de uma fazenda dedicada ao cultivo de eucalipto, no municí-
pio de Anicuns (GO). Ocorrida entre 7 e 19 de maio, a operação da
Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE/
GO) resgatou os trabalhadores após apurar ofensa aos princípios bá-
sicos da dignidade humana por condições completamente precárias
de trabalho degradante. Parte deles dormia em um espaço apertado e
totalmente inadequado dentro de uma garagem, juntamente com um
carro. Outros dormiam num barraco de chão batido ou sob cobertura
de folhagem de bacuri e lonas, sem acesso a estruturas sanitárias e de
preparo de alimentos. “Tudo era improvisado, sujo e sem nenhuma
higiene, numa situação de extrema miséria. Os colchões, velhos e su-
jos, eram colocados no chão ou sobre pedaços de madeira.” (Auditor
Fiscal da SRTE/GO à Repórter Brasil).

1) Como podemos analisar essa reportagem à luz da Doutrina Espírita?


2) Além dos direitos pessoais violados, que consequências social e familiar
essas vítimas sofreram?
3)  Considerando a Lei de Liberdade, a Lei do Progresso, a Lei de Sociedade e
a Lei do Trabalho, que princípios foram violados? (Consultar O livro dos espíritos).

67 ALBIGENOR; MILITÃO, Rose. Jogos, dinâmicas e vivências grupais: como desenvolver


sua melhor "técnica" em atividades grupais. 12. ed. Quallitymark Editora Ltda, 2010. Pt.
1 Introdução, cap. 5 – Quem é o facilitador de grupo, p. 32 e 33.

142
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice F

Exemplo 2
Algumas mulheres alegam que têm direito sobre o próprio corpo. Que a
decisão sobre ter ou não filhos “indesejados” é direito delas.
1) Consulte as questões 357 a 360 de O livro dos espíritos e comente a afir-
mativa acima à luz da Doutrina Espírita.
2) Analise os cartazes, considere as questões acima e consulte O livro dos
espíritos, questões 795, comentário de Kardec; 895; 908 e comentário de Kardec;
910; 913; 914; 916; 917 e comentário de Kardec. Elabore em grupo um artigo sobre
a nossa responsabilidade perante as Leis Divinas acerca desse tema.

Eu Vou
com certeza!
Porque não vamos deixar que
esse absurdo que é o aborto CONTRA O ABORTO
de seres humanos seja _TERÇA_ (O't/O6)
legalizado no Brasil. 15 HORAS
ÇONCENTftAÇÃO: NO EIXO HONUMCNTAL
fPRÓXIMO A TORRE DE TV•)

143
APÊNDICE G – ESTUDO EM GRUPO

A técnica operativa de grupo sejam quais forem os objetivos propostos aos


grupos (diagnóstico institucional, aprendizagem, criação, planificação etc.), tem
por finalidade que seus integrantes aprendam a pensar em uma coparticipação do
objeto do conhecimento, entendendo que pensamento e conhecimento não são
fatos individuais, mas produções sociais.68
As atividades em grupo não constituem uma única técnica de estudar, no en-
tanto, são oportunidades de crescimento coletivo em que uns aprendem e ensinam
ao mesmo tempo em que socializam conhecimentos e experiências individuais.
Mesmo diante de tanto avanço tecnológico, ao dividir a grupo em grupos,
o monitor/facilitador desenvolve atividades coletivas e medeia a socialização de
ideias nas pesquisas realizadas. Desse modo, ocorre o crescimento interpessoal e
a aprendizagem. As dinâmicas desenvolvidas nesses encontros fazem com que os
participantes se sintam construtores do novo saber.

68 MINICUCCI, Agostinho. Dinâmica de grupo: teorias e sistemas. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2002. cap. 3 – Treinamento e evolução em grupo, Grupo operativo, p. 165.

145
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice G

A necessidade de aprender com os demais, de partilhar com os demais


nossas ideias, sentimentos, de conseguir melhor entrosamento com
as pessoas e com o mundo que nos rodeia é o que motiva a formação
do chamado grupo de aprendizagem.69

O papel do monitor nas atividades de grupo de estudo é o de facilitador.


Podemos destacar as seguintes habilidades, segundo Albigenor e Rose M
­ ilitão, em
Jogos, dinâmicas e vivências grupais (2000), importantes no desempenho dessa tarefa:

» Tornar fácil a comunicação, o conhecimento, a integração, favorecendo


o relacionamento entre os membros do grupo;
» Mediar as situações geradas no grupo seja de cunho pessoal ou per-
tinentes ao trabalho que se está desenvolvendo.

Nos grupos de estudo, é importante que o monitor/facilitador conduza o gru-


po, possibilitando uma ação construtiva de aprendizagem, oferecendo orientação
para que os participantes possam participar com autonomia, “integrando ao saber
que já têm os novos conhecimentos que desenvolvem a cada dia”.70
Os participantes dos grupos de estudo são adultos, por isso, no planejamento
das atividades, precisam ser consideradas algumas das características que envolvem
a aprendizagem do adulto, segundo ALBIGENOR e MILITÃO:

» O adulto, pelo processo de aprendizagem, torna-se cada vez mais apto


a se autodirigir, e as vivências acumuladas lhe permitem condições
para isso;
» O adulto aprende para aplicação imediata às atividades que executa,
para resolver problemas, e não simplesmente para acumular conhe-
cimento de utilidade eventual e futura;
» O respeito que o adulto deseja e reclama se liga às considerações sobre
suas características e sua participação no planejamento, na execução
e avaliação das atividades das quais participa;

69 MINICUCCI, Agostinho. Dinâmica de grupo: teorias e sistemas. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
cap. 3 – Treinamento e evolução em grupo, it. 3.2 Evolução e maturidade de grupo, p. 145.
70 ALBIGENOR; MILITÃO, Rose. Jogos, dinâmicas e vivências grupais: como desenvolver
sua melhor "técnica" em atividades grupais. 12. ed. Quallitymark Editora Ltda, 2010. Pt.
1, Introdução, cap. 5 – Quem é o facilitador de grupo, p. 32.

146
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice G

» Seu ritmo de aprendizagem requer uma metodologia participativa,


uma linguagem direta e experiências concretas;
» Sua motivação se liga às expectativas de melhoria na carreira profis-
sional, no reconhecimento social e na busca do crescimento pessoal;
» O adulto aprende estabelecendo conexão entre os conhecimentos
adquiridos e suas experiências;
» O adulto cobra sempre o retorno de seu desempenho no processo
ensino-aprendizagem. E a estratégia ideal é a autoavaliação, para que
ele próprio julgue o seu processo.71

As atividades desenvolvidas tornam-se atrativas quando são desafiadoras e


participativas e quando respeitamos as características psíquicas que motivam a
aprendizagem desse perfil de participante.

Um grupo de trabalho torna-se e eficiente quando: seus membros


estiverem integrados; tiverem sido estabelecidas [...] as relações inter-
pessoais; houver interdependência entre seus participantes; [...] o líder
se tornar um elemento catalisador das preferências do grupo, de um
lado, e coordenador das atividades na execução das tarefas, de outro,
e os membros sentirem que estão pensando em grupo.72

A postura do monitor/facilitador contribuirá para que as atividades de estudo e


integração propostas estejam de acordo com a prática da moral evangélica quando:

» Souber ouvir o participante, esclarecendo-o com respeito e amabili-


dade;
» Estiver sensível aos movimentos do grupo, sabendo conduzir os de-
bates de modo que todos participem com respeito e entusiasmo;
» Estabelecer comunicação clara, objetiva e fraterna;
» Mantiver coerência entre o que fala e o que faz, lembrando que o
exemplo arrasta;

71 ALBIGENOR; MILITÃO, Rose. Jogos, dinâmicas e vivências grupais: como desenvolver


sua melhor "técnica" em atividades grupais. 12. ed. Quallitymark Editora Ltda, 2010. Pt.
1, Introdução, cap. 5 – Quem é o facilitador de grupo, p. 32 e 33.
72 MINICUCCI, Agostinho. Dinâmica de grupo: teorias e sistemas. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2002. Busca de eficiência num grupo de trabalho, p. 184.

147
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice G

» Estiver aberto às opiniões contrárias, respeitando-as, mas esclarecendo


os conceitos à luz dos ensinos espíritas, sem ferir o participante;
» Proporcionar momentos de compartilhar o comando das atividades
com o grupo;
» Reconhecer nos participantes seres imortais que buscam esclarecimen-
tos para sua vida presente e futura, tomando o cuidado de conduzir
“as verdades imortais” sem chocá-los, faltando com a caridade – Jesus
nos amou e nos ama, apesar de nossa ignorância;
» Lembrar-se de que não é o dono da verdade e que, tanto quanto os
participantes, é também um aprendiz, mesmo porque a Doutrina
Espírita, ainda, não foi completamente revelada.

Enfim, para trabalharmos com os grupos de estudo, devemos nos manter vi-
gilantes, ter na mente e no coração os ensinos de Jesus e fazer esforços para sermos
os verdadeiros espíritas ou verdadeiros cristãos. Não somos perfeitos, mas estamos
em processo de aprendizagem. Para que esses ensinamentos sejam apreendidos,
devemos vivenciá-los.

Vivam juntos alguns homens, animados desses sentimentos [amizade


e fraternidade], e serão tão felizes quanto o comporta a nossa Terra.
Ganhem assim, passo a passo, esses sentimentos, todo um povo, toda
uma raça, toda a Humanidade e o nosso globo tomará lugar entre os
mundos ditosos.73

73 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Guillon Ribeiro. 1. ed. 1. reimp. (Edição Histórica).
Brasília: FEB, 2011. Credo espírita, it. Preâmbulo.

148
APÊNDICE H – AVALIAÇÃO

D. W. Johnson e R. T. Johnson descreveram em um trabalho acadêmico so-


bre aprendizagem cooperativa, critérios para a avaliação de êxito em grupos de
estudos.74

Dependência positiva

Os membros do grupo dependem um do outro uma vez que nenhum deles


pode obter êxito se os outros não participarem ou malograrem. Apenas por intermé-
dio de uma adequada cooperação, os resultados almejados podem ser alcançados.
O objetivo comum torna a interatividade essencial, a qual, por sua vez, reforça a
motivação dos participantes do grupo.

Responsabilidade individual

Cada membro é responsável pelas atividades do grupo como, por exemplo, a


execução de tarefas e a participação nas atividades dos outros pela consecução do
objetivo final. Os rendimentos de cada participante tornam-se visíveis e refletem
no resultado final.

Interação construtiva

Os aprendizes de um grupo estimulam-se a atingir os objetivos enquanto se


ajudam na obtenção de informações, na execução de tarefas, na tomada coletiva
de decisões, assim como nas discordâncias.

74 JOHNSON, D. W.; JOHNSON, R. T. (1990). Cooperative learning and research. In S.


Shlomo (Ed.) Cooperative learning theory and research. New York: Preager, p. 23 a 37.

149
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice H

Habilidades sociais

As habilidades sociais dos participantes são fomentadas de tal modo que


os mesmos se reconhecem no grupo. Os membros constroem uma relação de
confiança, a qual é reafirmada pelo trabalho em conjunto que se desenvolve. As
habilidades sociais são, também, um pré-requisito para o êxito do grupo de estudos.
Reflexão do grupo de estudo: não apenas por meio da retroalimentação, já
que com o feedback do instrutor otimiza-se o grupo de trabalho; os membros
aprimoram suas atividades e melhoram o grupo de estudo quando tematizam e
avaliam, regularmente, sua atividade em conjunto e as condições adequadas para
a cooperação.
Estudar em grupo facilita a construção do conhecimento, porque estimula
os participantes a compartilharem informações, propiciando-lhes não apenas o
desenvolvimento do seu próprio entendimento do Espiritismo, mas também o
desenvolvimento de suas qualidades morais pelas reiteradas oportunidades de
interação grupal.
Avaliar o processo de estudo no grupo será prática essencial e recorrente
dentro de uma perspectiva de segurança e continuidade.
É necessário buscar um processo coerente de avaliação o que nos remete a
pensar no “bom ensino”, tal como defende Vygotsky.75 Reconhecer nesse processo
elementos relevantes para a avaliação da aprendizagem.
Nessa perspectiva, a aprendizagem e, consequentemente, a avaliação não se
limitam à memorização; sua meta é o desenvolvimento de funções complexas do
pensamento.

Como atingir tal objetivo?

Para Vygotsky, a aprendizagem organizada de forma adequada é capaz de


conduzir ao desenvolvimento. Daí a necessidade de atentarmos para a qualidade
da aprendizagem proporcionada aos grupos de estudo e para a importância que
a aprendizagem motivadora e continuada exerce no desenvolvimento cognitivo.

75 PALANGANA, Isilda C.; GALUCH, Maria Terezinha B.; SFORNI Maria Sueli F. Acerca
da relação entre ensino, aprendizagem e desenvolvimento. Revista Portuguesa de Educação.
ano/v. 15, n. 001. Universidade do Minho Braga. Portugal, 2001. p. 111 a 128.

150
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice H

Palangana, Galuch e Sforni (2002), ao defenderem a importância da qualidade


dos processos de ensino e aprendizagem viabilizados esclarecem:

Se as funções mentais são socializadas e reconstruídas por meio da


comunicação, do inter-relacionamento, então, é preciso estar atento à
qualidade das informações, do saber mediado na relação facilitador/
aprendiz. [...] O conteúdo trabalhado transforma-se em funções men-
tais, afetivas, psíquicas em geral, as quais compõem os fundamentos
do pensamento. De modo que, antes de se questionar a qualidade de
raciocínio, de percepção, de atenção, enfim, de pensamento do apren-
diz, é preciso interrogar sobre a qualidade e como os conteúdos vêm
sendo trabalhados nos núcleos e grupos de estudo.76

76 VIGOTSKI, Lev. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes,


2001.

151
APÊNDICE I – EXEMPLOS DE
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

Os exemplos a seguir são referenciais e podem ser adaptados para qualquer


estudo. Se aplicadas todas as perguntas, a avaliação poderá ficar extensa. Cabe à
equipe pedagógica, ou pessoa responsável pela atividade, selecionar, alterar ou criar
outras de acordo com o que se pretende avaliar. Importante definir que objetivo(s)
se pretende alcançar com o instrumento de avaliação.

1. Autoavaliação do facilitador (ao final de cada bimestre, trimestre, semestre


ou quando se julgar conveniente)
Este exemplo objetiva uma autoanálise para tomada de consciência quanto às
habilidades utilizadas no desempenho da tarefa e quanto ao que necessita de aper-
feiçoamento. Caso seja necessário, a partir da autoavaliação, o monitor/facilitador
poderá buscar apoio pedagógico ou administrativo, por exemplo:
Nome: ________________________________________________
Facilitador, pedimos a gentileza de responder às perguntas a seguir com vistas
ao aperfeiçoamento de nossa tarefa.
Planejamento e conteúdo doutrinário:

a. Sente alguma dificuldade em alcançar os objetivos específicos do


roteiro?
b. Além da bibliografia citada, você se utiliza de textos complementares
em apoio às reuniões? Justifique.
c. Na reunião, como você estabelece a relação do roteiro anterior com
o tema atual?

153
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice I

Atividades em grupo e relações interpessoais:

a. Além das atividades de grupo, como você oportuniza momentos de


debates?
b. De que maneira você consegue estabelecer relação espontânea e po-
sitiva com a grupo?
c. Como você percebe essa relação?
d. Como você favorece o trabalho cooperativo no grupo? Comente.

Integração ao Estudo:

a. Quais são seus ganhos pessoais em participar das reuniões doutrinárias


e pedagógicas?
b. Como está sua participação nas atividades propostas pela coordenação
pedagógica? Por exemplo: estudo do livro.

2. Avaliação do facilitador pelo participante (ao final de cada bimestre,


trimestre, semestre ou quando se julgar necessário)
Este exemplo objetiva evidenciar à equipe pedagógica e ao monitor/facilitador
a percepção dos participantes quanto ao seu desempenho nos diversos aspectos do
trabalho para facilitar o planejamento de ações que auxiliem no desenvolvimento
das habilidades que envolvem a tarefa.
Grupo: _______________________________________________
Facilitador: ____________________________________________
Caro participante do estudo, pedimos a gentileza de responder às perguntas
a fim de nos aperfeiçoarmos no desempenho dessa tarefa:

a. O facilitador sente alguma dificuldade em alcançar os objetivos espe-


cíficos do roteiro?
b. Além da bibliografia citada, o facilitador se utiliza de textos comple-
mentares em apoio às reuniões? Exemplifique.
c. Na reunião, como o facilitador estabelece a relação do roteiro anterior
com o tema atual?
d. Além das atividades de grupo, como o facilitador oportuniza momen-
tos de debates?

154
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice I

e. De que maneira o facilitador consegue estabelecer relação espontânea


e positiva com o grupo? Como você percebe essa relação?
f. Como o facilitador favorece o trabalho cooperativo no grupo?
g. Como está a participação do facilitador nas atividades extrarroteiros
propostos pela coordenação? Por exemplo: estudo do livro.

3. Autoavaliação do participante (ao final do bimestre, trimestre ou semestre


ou quando julgado necessário)
Este exemplo objetiva proporcionar ao participante uma reflexão quanto ao
seu envolvimento no processo de estudo e aprendizagem e em quem tem necessi-
dade de melhorar sua integração. Objetiva também que a equipe responsável pelo
estudo identifique as necessidades do participante para sua melhor integração e
autonomia.
Grupo: ______________________________________________
Nome (opcional): __________________________________________
Caro participante do estudo, é o momento de refletir sobre a sua efetiva
­participação e contribuição para o estudo:

a. Gosta de participar do estudo? Por quê?


b. Tem alguma dificuldade em acompanhar a reunião? Qual?
c. Consegue estabelecer relação espontânea e positiva com o grupo?
Justifique.
d. Você se relaciona com participantes de outros grupos quando há
eventos conjuntos? Justifique.
e. Saber qual é o objetivo da reunião e as atividades que se desenvolverão
facilita sua interação? Justifique.
f. O tempo para a apresentação dos grupos é suficiente para o seu
­entendimento do assunto? Justifique.
g. Você utiliza o tempo proposto para expor seu comentário de modo a
permitir a participação de outros, sem monopolizar a discussão?
h. Você tem o hábito da leitura da bibliografia citada nos roteiros e de
textos complementares em apoio às reuniões? Justifique.

155
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice I

i. Durante a reunião, você formula perguntas que são pertinentes ao


tema estudado e aguarda momento oportuno para o esclarecimento
de dúvidas particulares? Justifique.
j. Você realiza as atividades extraclasse propostas? Justifique.
k. Você contribui para que o grupo seja acolhedor e agradável? Justifique.
l. Como contribuir para que a integração entre os componentes do
estudo seja sempre fraterna?
m. O conhecimento da Doutrina Espírita pode auxiliar o indivíduo na
sua vida cotidiana?
n. Considerando a citação de Emmanuel abaixo, qual é a sua responsa-
bilidade na construção de um mundo melhor?
O Espiritismo será, indiscutivelmente, a força do Cristianismo em
ação para reerguer a alma humana e sublimar a vida.
[...]
[...] A missão da Doutrina é consolar e instruir, em Jesus, para que
todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida.
[...] a verdadeira construção da felicidade geral só será efetiva com
bases legítimas no Espírito das criaturas.
[...]
Sem a Boa-Nova, a nossa Doutrina consoladora será provavelmente
um formoso parque de estudos e indagações, discussões e experimen-
tos, reuniões e assembleias, louvores e assombros, mas a felicidade não
é produto de deduções e demonstrações.
O Evangelho é código de paz e felicidade que precisamos substancia-
lizar dentro da própria vida!77

Deixe sua contribuição para melhorias.

77 XAVIER, Francisco C. Palavras de Emmanuel. Pelo Espírito Emmanuel. 11. ed. 1. imp.
Brasília: FEB, 2013. cap. 17 – Espiritismo – Espiritualismo – Evangelho.

156
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice I

4. Avaliação da Administração (ao final do bimestre, trimestre, semestre ou


quando julgado necessário)
Este exemplo objetiva identificar necessidades de aperfeiçoamento das ativi-
dades administrativas desenvolvidas pela equipe do estudo.
Nome (opcional): ______________________________________
Caro facilitador/estagiário/participante, pedimos a gentileza de responder às
perguntas a fim de nos aperfeiçoarmos no desempenho dessa atividade:

a. Os membros da equipe do estudo são cordiais e acolhedores?


b. São satisfatórias as atividades de: inscrição, confecção de crachás e
dados cadastrais dos participantes? Justifique.
c. O registro de presença dos participantes é disponibilizado em tempo
satisfatório?
d. Os participantes são procurados quando suas ausências são sucessivas,
próximas ao limite?
e. A equipe interage fraternalmente com os facilitadores, estagiários e
participantes?
f. A equipe participa das reuniões programadas, juntamente com as
outras equipes?
g. As salas são preparadas e mantidas em ordem para o desenvolvimento
das atividades do estudo?
h. A equipe atende satisfatoriamente às solicitações que lhe são pedidas?
i. Sugestão para o que precisa melhorar: ________________________

157
APÊNDICE J – EXEMPLO DE FICHA DE INSCRIÇÃO

Apêndice J – Exemplo de ficha de inscrição     

159
APÊNDICE K – BIBLIOGRAFIA UTILIZADA PELO ESDE/FEB

Por ordem alfabética de títulos


Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Ação e reação André Luiz Francisco 2 3 5 10


Cândido
Xavier

Allan Kardec – v. 1 Zêus Wantuil e 12 12


Francisco Thiesen

Allan Kardec – v. 2 Zêus Wantuil e 3 4 7


Francisco Thiesen

Allan Kardec – v. 3 Zêus Wantuil e 3 3


Francisco Thiesen

Análise espíritas Deolindo Amorim 2 2

Antologia da espi- Maria Dolores Francisco 3 3


ritualidade Cândido
Xavier

Antologia dos Diversos Francisco 6 6


imortais Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

Antologia mediú- Diversos Francisco 3 3


nica do natal Cândido
Xavier

161
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Ave, Cristo! Emmanuel Francisco 1 1


Cândido
Xavier

Boa Nova Humberto de Francisco 1 1 1 3


­Campos Cândido
Xavier

Brasil, coração do Humberto de Francisco 1 6 7


mundo, pátria do ­Campos Cândido
evangelho Xavier

Cadernos doutri- Deolindo Amorim 3 1 4


nários

Caminho da luz, A Emmanuel Francisco 11 1 9 21


Cândido
Xavier

Caminhos do Dalva Silva Souza 2 2


amor, Os

Caridade Emmanuel Francisco 1 1


Cândido
Xavier

Cartas e crônicas Irmão X Francisco 1 1 2


Cândido
Xavier

Céu e o inferno, O Allan Kardec 6 12 17 35

Cinquenta anos Emmanuel Francisco 1 1


depois Cândido
Xavier

Conduta espírita André Luiz Waldo Vieira 4 4

Consolador, O Emmanuel Francisco 11 9 20 40


Cândido
Xavier

Depois da morte Léon Denis 5 7 6 18

162
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Desobsessão André Luiz Francisco 1 3 4


Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

Deus na natureza Camille Flammarion 1 1 2

Dicionário da alma Diversos Francisco 1 1


Cândido
Xavier

E a vida continua... André Luiz Francisco 3 3


Cândido
Xavier

EADE I Federação Espírita 1 1


Brasileira

Emmanuel Emmanuel Francisco 4 10 14


Cândido
Xavier

Encontro marcado Emmanuel Francisco 2 2


Cândido
Xavier

Entre a Terra e o André Luiz Francisco 7 1 6 14


céu Cândido
Xavier

Espiritismo básico Pedro Franco 12 12


­Barbosa

Espiritismo e os Deolindo Amorim 2 2


problemas huma-
nos, O

Espiritismo peran- Gabriel Delanne 1 1


te a ciência, O

Espiritismo: uma Richard Simonetti 4 4


nova era

163
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Espírito da Diversos Francisco 3 3


­verdade, O Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

Espírito e o tempo, José Herculano Pires 1 4 5


O

Estudando a Martins Peralva 3 3


­mediunidade

Estudando o Martins Peralva 1 1


­evangelho

Estude e viva Emmanuel e André Francisco 1 1


Luiz Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

Estudos espíritas Joanna de Ângelis Divaldo 1 5 6


­Pereira Franco

Evangelho segundo Allan Kardec 55 42 34 131


o espiritismo, O

Evolução ­ Gabriel Delanne 1 1


anímica, A

Evolução em dois André Luiz Francisco 15 3 5 23


mundos Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

Fenômeno espírita, Gabriel Delanne 7 6 13


O

Forças sexuais da Jorge Andréa 2 2


alma

Gênese, A Allan Kardec 77 28 57 162

Grande enigma, O Léon Denis 9 9

164
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Grandes e peque- Angel Aguarod 4 4


nos problemas

Há dois mil anos Emmanuel Francisco 1 1


Cândido
Xavier

História do espiri- Arthur Conan Doyle 2 8 10


tualismo, A

Justiça divina Emmanuel Francisco 2 1 3


Cândido
Xavier

Leis morais, As Rodolfo Calligaris 1 12 13

Libertação André Luiz Francisco 4 4


Cândido
Xavier

Lindos casos de Ramiro Gama 1 1


Chico Xavier

Livro dos espíri- Allan Kardec 201 144 131 476


tos, O

Livro dos médiuns, Allan Kardec 21 1 92 114


O

Luz no lar Diversos Francisco 3 3


Cândido
Xavier

Martírio dos suici- Almerindo Martins 1 1


das, O de Castro

Mecanismos da André Luiz Francisco 15 15


mediunidade Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

Mediunidade José Herculano Pires 1 1

165
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Mediunidade: Diversos 1 1
estudo e prática –
prog. 2

Mediunidade e Martins Peralva 2 2


evolução

Memórias de um Camilo Cândido Yvonne 1 1


suicida Botelho do Amaral
­Pereira

Mensageiros, Os André Luiz Francisco 2 1 8 11


Cândido
Xavier

Mesas girantes e o Zêus Waltuil 5 5


espiritismo, As

Missionários da luz André Luiz Francisco 12 1 9 22


Cândido
Xavier

Morte e o seu mis- Camille Flammarion 2 2


tério, A – v. 1

Morte: uma luz no Hernani Guimarães 5 5


fim do túnel Andrade

Nas pegadas do Vinícius 1 1


Mestre

No invisível Léon Denis 5 15 20

No mundo maior André Luiz Francisco 1 12 13


Cândido
Xavier

No país das som- Elisabeth 2 2


bras ­D'Espérance

Nos domínios da André Luiz Francisco 18 18


mediunidade Cândido
Xavier

166
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Nosso lar André Luiz Francisco 1 5 9 15


Cândido
Xavier

Novo testamento, Diversos 1 1


O

Obras póstumas Allan Kardec 20 5 28 53

Obreiros da vida André Luiz Francisco 1 8 9


eterna Cândido
Xavier

Obsessão/desob- Suely Caldas 8 8


sessão ­Schubert

Orientação ao CFN / FEB 2 16 18


centro espírita

Pai nosso Meimei Francisco 2 1 3


Cândido
Xavier

Palavras de Emmanuel Francisco 2 2


­Emmanuel Cândido
Xavier

Palavras do infinito Humberto de Francisco 1 1


­Campos Cândido
Xavier

Pão nosso Emmanuel Francisco 1 1


Cândido
Xavier

Parábolas evan- Rodolfo Calligaris 3 3


gélicas

Parnaso de além- Diversos Francisco 1 6 2 9


-túmulo Cândido
Xavier

167
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Pensamento de Martins Peralva 3 3


Emmanuel, O

Pensamento e vida Emmanuel Francisco 4 4 8


Cândido
Xavier

Perispírito Zalmino 1 6 7
­Zimmermann

Poetas redivivos Diversos Francisco 4 2 6


Cândido
Xavier

Problema do ser, Léon Denis 2 11 3 16


do destino e da
dor, O

Que dizem os Juvanir Borges de 7 7


espíritos sobre o Souza
aborto, O

Que é o espiritis- Allan Kardec 4 6 18 28


mo, O

Recordações da Adolfo Bezerra de Yvonne 4 4


mediunidade Menezes do Amaral
­Pereira

Reencarnação e Hermínio Correa 1 1


imortalidade Miranda

Reencarnação no Hernani Guimarães 1 1


Brasil Andrade

Religião dos Emmanuel Francisco 1 2 1 4


­espíritos Cândido
Xavier

Reportagens de Humberto de Francisco 2 2


além-túmulo ­Campos Cândido
Xavier

168
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Revista Espírita – Allan Kardec 4 4


1858

Revista Espírita – Allan Kardec 1 1


1861

Revista Espírita – Allan Kardec 2 2


1862

Revista Espírita – Allan Kardec 1 1


1863

Revista Espírita – Allan Kardec 5 5


1864

Revista Espírita – Allan Kardec 3 3


1865

Revista Espírita – Allan Kardec 1 2 3 6


1868

Revista Espírita – Allan Kardec 1 1


1869

Roteiro Emmanuel Francisco 1 5 4 10


Cândido
Xavier

Rumo certo Emmanuel Francisco 1 1


Cândido
Xavier

S. O. S. família Diversos Divaldo 1 1


­Pereira Franco

Seara dos médiuns Emmanuel Francisco 4 4


Cândido
Xavier

Sexo e destino André Luiz Francisco 1 1


Cândido
­Xavier e
­Waldo Vieira

169
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Número de Citações

Título Autor Médium Programa Total

F1 F2 Comp.

Sexo e evolução Walter Barcelos 7 7

Temas da vida e da Manoel Philomeno Divaldo Perei- 1 1 2


morte de Miranda ra Franco

Tempo de tran- Juvanir Borges de 5 5


sição Souza

Tramas do destino Manoel Philomeno Divaldo Perei- 1 1


de Miranda ra Franco

Transcomunica- Hernani Guimarães 1 1


ção através dos Andrade
tempos, A

Trilhas da liber- Manoel Philomeno Divaldo Perei- 1 1


tação de Miranda ra Franco

Vida além do véu, George Vale Owen 2 2


A

Vida e sexo Emmanuel Francisco 11 11


Cândido
Xavier

Vinha de luz Emmanuel Francisco 1 1


Cândido
Xavier

Voltei Irmão Jacob Francisco 1 1 2


Cândido
Xavier

Voz do monte, A Richard Simonetti 2 2

Xenoglossia Ernesto Bozzano 1 1

170
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Por ordem de autores


Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Adolfo Yvonne Recordações FEB 4 2 3


­Bezerra de do Amaral da mediuni-
Menezes Pereira dade

Adolfo Yvonne Recordações FEB 7 2 1


­Bezerra de do Amaral da mediuni-
Menezes Pereira dade

Adolfo Francisco Reformador FEB 9 Anexo 1


­Bezerra de Cândido
Menezes Xavier

Adolfo Divaldo Reformador FEB 9 Anexo 1


­Bezerra de ­Pereira
Menezes Franco

Alberto Reformador FEB 9 2 1


Nogueira da
Gama

Allan Kardec Evangelho FEB 1 2 1


segundo o es-
piritismo, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 1 2 2

Allan Kardec Livro dos FEB 1 2 1


espíritos, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 1 2 1


ritismo, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 1 3 3

Allan Kardec Livro dos FEB 1 3 1


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 1 3 1


mas

Allan Kardec Que é o espi- FEB 1 3 1


ritismo, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 1 3 1


rita – 1868

171
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 1 4 7


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 2 1 2


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 2 2 11


mas

Allan Kardec Céu e o FEB 2 3 1


inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 2 3 4


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 3 3

Allan Kardec Livro dos FEB 2 3 1


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 2 3 1


mas

Allan Kardec Céu e o FEB 2 4 1


inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 2 4 7


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 4 2

Allan Kardec Livro dos FEB 2 4 6


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 2 4 2


médiuns, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 2 4 2


mas

Allan Kardec Revista Espí- FEB 2 4 2


rita – 1865

172
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 3 1 3


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 3 2 5

Allan Kardec Livro dos FEB 3 2 3


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 3 2 1


mas

Allan Kardec Gênese, A FEB 3 3 10

Allan Kardec Livro dos FEB 3 3 2


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 3 4 5

Allan Kardec Livro dos FEB 3 4 2


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 4 1 3


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 4 1 1


médiuns, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 4 1 1


ritismo, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 4 2 5

Allan Kardec Livro dos FEB 4 2 18


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 4 3 11


médiuns, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 4 3 2


mas

Allan Kardec Evangelho FEB 4 4 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 4 4 15


espíritos, O

173
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Evangelho FEB 5 1 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 5 1 5


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 5 1 2


mas

Allan Kardec Evangelho FEB 5 2 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 5 2 2


médiuns, O

Allan Kardec Evangelho FEB 5 3 5


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 5 3 1


médiuns, O

Allan Kardec Céu e o FEB 6 1 4


inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 6 1 3


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 1 6

Allan Kardec Livro dos FEB 6 1 12


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 2 2

Allan Kardec Livro dos FEB 6 2 4


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 6 2 4


médiuns, O

174
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Revista Espí- FEB 6 2 1


rita – 1865

Allan Kardec Livro dos FEB 6 3 11


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 4 4

Allan Kardec Livro dos FEB 6 4 4


espíritos, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 6 4 1


ritismo, O

Allan Kardec Evangelho FEB 6 5 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 6 5 10


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 6 6 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 6 1

Allan Kardec Livro dos FEB 6 6 1


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 1 6

Allan Kardec Livro dos FEB 7 1 5


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 2 3

Allan Kardec Livro dos FEB 7 2 8


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 3 6

Allan Kardec Livro dos FEB 7 3 4


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 4 5

175
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 7 4 24


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 7 5 10


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 7 5 2


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 7 6 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 6 2

Allan Kardec Livro dos FEB 7 6 11


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 7 7 6


segundo o
Espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 7 1

Allan Kardec Livro dos FEB 7 7 4


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 8 1 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 8 1 11


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 8 2 6

Allan Kardec Livro dos FEB 8 2 12


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 9 1 7


espíritos, O

176
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Evangelho FEB 9 2 8


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 9 2 1


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 9 3 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 9 3 1


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 10 1 9


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 10 2 3


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 10 3 6


espíritos, O

Allan Kardec Céu e o FEB 10 4 4


inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 10 4 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 10 4 3


espíritos, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 10 4 1


ritismo, O

Allan Kardec Céu e o FEB 11 1 5


inferno, O

Allan Kardec Livro dos FEB 11 1 5


espíritos, O

Allan Kardec Que é o Espi- FEB 11 1 1


ritismo, O

177
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Gênese, A FEB 11 2 5

Allan Kardec Livro dos FEB 11 2 8


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 11 2 1


médiuns, O

Allan Kardec Livro dos FEB 12 1 6


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 12 2 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 12 2 2


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 12 3 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 12 3 3


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 12 3 4


mas

Allan Kardec Livro dos FEB 12 4 2


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 13 1 6

Allan Kardec Livro dos FEB 13 1 4


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 13 2 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 13 2 4

Allan Kardec Livro dos FEB 13 2 7


espíritos, O

178
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Céu e o FEB 13 3 2


inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 13 3 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 13 3 5

Allan Kardec Livro dos FEB 13 3 9


espíritos, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 13 3 2


rita – 1868

Allan Kardec Evangelho FEB 13 4 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 13 4 3


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 14 1 2

Allan Kardec Livro dos FEB 14 1 8


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 14 2 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 14 2 7


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 14 3 7


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 14 3 6


espíritos, O

179
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Evangelho FEB 15 1 4


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 15 1 4


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 15 2 3


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 15 3 2


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 16 1 10


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 16 2 3


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 16 2 4


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 16 2 1


mas

Allan Kardec Evangelho FEB 17 1 6


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 17 1 5


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 17 2 5


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 17 3 6


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 17 3 1


espíritos, O

180
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Evangelho FEB 18 1 5


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 18 1 10


espíritos, O

Allan Kardec Céu e o FEB 18 2 1


inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 18 2 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 18 2 6

Allan Kardec Livro dos FEB 18 2 9


espíritos, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 18 2 4


ritismo, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 1 1 2

Allan Kardec Céu e o FEB 1 1 6


inferno, O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 1 10


espíritos, O

Allan Kardec Céu e o FEB 1 2 3


inferno, O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 2 4


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 2 1


médiuns, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 1 2 3


ritismo, O

Allan Kardec Céu e o FEB 1 2 4


inferno, O

181
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 1 3 4


espíritos, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 1 3 1


ritismo, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 1 3 2


rita – 1858

Allan Kardec Livro dos FEB 1 4 9


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 1 5 3


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 5 3


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 1 6 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 6 6


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 7 12


espíritos, O

Allan Kardec Que é o Espi- FEB 1 7 1


ritismo, O

Allan Kardec Evangelho FEB 1 8 1


Segundo o
Espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 8 14


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 1 8 1


Segundo o
Espiritismo,
O

182
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Céu e o FEB 1 9 1


Inferno, O

Allan Kardec Evangelho FEB 1 9 1


Segundo o
Espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 9 12


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 1 10 11


espíritos, O

Allan Kardec Céu e o FEB 2 1 1


Inferno, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 1 10

Allan Kardec Livro dos FEB 2 1 2


espíritos, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 2 1 1


rita – 1868

Allan Kardec Céu e o FEB 2 2 1


Inferno, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 2 4

Allan Kardec Livro dos FEB 2 2 2


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 2 2 2


Médiuns, O

Allan Kardec Obras Póstu- FEB 2 2 4


mas

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 3 1

Allan Kardec Obras Póstu- FEB 2 3 3


mas

Allan Kardec Revista Espí- FEB 2 3 2


rita - 1868

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 4 1

183
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 2 4 2


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 2 4 1


médiuns, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 2 4 4


rita – 1864

Allan Kardec Evangelho FEB 2 5 3


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 2 5 5

Allan Kardec Livro dos FEB 2 5 1


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 3 1 2


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 3 1 2


médiuns, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 3 3 1

Allan Kardec Obras póstu- FEB 3 3 2


mas

Allan Kardec Livro dos FEB 3 3 2


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 3 3 4


médiuns, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 3 3 3


ritismo, O

Allan Kardec Livro dos FEB 3 4 9


médiuns, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 3 4 7


ritismo, O

Allan Kardec Livro dos FEB 3 5 3


médiuns, O

184
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 4 1 5


médiuns, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 4 1 9


mas

Allan Kardec Que é o espi- FEB 4 1 1


ritismo, O

Allan Kardec Evangelho FEB 4 2 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 4 2 4


médiuns, O

Allan Kardec Evangelho FEB 4 3 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 4 3 13


médiuns, O

Allan Kardec Evangelho FEB 4 3 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Evangelho FEB 5 1 3


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 5 1 3


médiuns, O

Allan Kardec Livro dos FEB 5 2 7


médiuns, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 5 2 1


mas

Allan Kardec Livro dos FEB 5 3 1


espíritos, O

185
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 5 3 6


médiuns, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 5 3 1


ritismo, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 5 3 1


rita – 1863

Allan Kardec Revista Espí- FEB 5 3 1


rita – 1864

Allan Kardec Livro dos FEB 5 4 6


médiuns, O

Allan Kardec Livro dos FEB 5 5 7


médiuns, O

Allan Kardec Que é o espi- FEB 5 5 1


ritismo, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 1 3

Allan Kardec Livro dos FEB 6 1 8


médiuns, O

Allan Kardec Evangelho FEB 6 2 2


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 2 3

Allan Kardec Obras póstu- FEB 6 2 1


mas

Allan Kardec Livro dos FEB 6 3 1


Espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 6 3 1


Médiuns, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 6 3 2


rita - 1862

Allan Kardec Gênese, A FEB 6 4 1

186
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 6 4 1


espíritos, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 6 4 1


rita – 1858

Allan Kardec Evangelho FEB 7 1 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 7 1 9


espíritos, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 7 2 4

Allan Kardec Livro dos FEB 7 2 5


espíritos, O

Allan Kardec Livro dos FEB 7 3 10


espíritos, O

Allan Kardec Revista Espí- FEB 7 3 1


rita – 1858

Allan Kardec Revista Espí- FEB 7 3 1


rita – 1869

Allan Kardec Evangelho FEB 8 1 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 8 1 5

Allan Kardec Livro dos FEB 8 1 2


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 8 1 1


mas

Allan Kardec Céu e o FEB 8 2 1


inferno, O

Allan Kardec Gênese, A FEB 8 2 1

Allan Kardec Livro dos FEB 8 2 3


espíritos, O

187
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Evangelho FEB 8 3 4


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 8 3 2

Allan Kardec Revista Espí- FEB 8 3 1


rita – 1861

Allan Kardec Evangelho FEB 8 4 3


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 8 4 2


espíritos, O

Allan Kardec Evangelho FEB 8 5 1


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Gênese, A FEB 8 5 14

Allan Kardec Evangelho FEB 8 6 4


segundo o
espiritismo,
O

Allan Kardec Livro dos FEB 8 6 1


espíritos, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 8 6 1


mas

Allan Kardec Obras póstu- FEB 9 1 3


mas

Allan Kardec Livro dos FEB 9 2 9


médiuns, O

Allan Kardec Evangelho FEB 9 2 1


segundo o
espiritismo,
O

188
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Allan Kardec Livro dos FEB 9 3 1


médiuns, O

Allan Kardec Obras póstu- FEB 9 3 3


mas

Allan Kardec Evangelho FEB 9 3 1


segundo o
espiritismo,
O

Almerin- Martírio dos FEB 12 1 1


do Martins suicidas, O
Castro

André Lagarde Grands au- Bordas 1 1 6


e Laurent teurs français
Michard du program-
me, Les

André Luiz Francisco Ação e FEB 2 4 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Obreiros da FEB 3 4 1


Cândido vida eterna
Xavier

André Luiz Francisco Evolução em FEB 4 1 1


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Evolução em FEB 4 2 4


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 6 2 1


Cândido e o céu
Xavier

189
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco E a vida FEB 6 3 1


Cândido continua...
Xavier

André Luiz Francisco Evolução em FEB 6 3 5


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Missionários FEB 6 3 1


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 6 3 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco E a vida FEB 6 4 1


Cândido continua...
Xavier

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 6 4 5


Cândido e o céu
Xavier

André Luiz Francisco Missionários FEB 6 4 8


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 6 6 1


Cândido e o céu
Xavier

André Luiz Francisco Evolução em FEB 7 1 1


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Evolução em FEB 7 2 3


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

190
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco Evolução em FEB 7 4 1


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Ação e FEB 9 2 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 9 2 1


Cândido Os
Xavier

André Luiz Francisco Missionários FEB 9 2 2


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Desobsessão FEB 9 3 1


Cândido
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco E a vida FEB 9 3 1


Cândido continua...
Xavier

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 9 3 1


Cândido Os
Xavier

André Luiz Francisco Missionários FEB 9 3 1


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 10 3 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 12 4 1


Cândido Os
Xavier

191
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 12 4 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 13 3 1


Cândido e o céu
Xavier

André Luiz Francisco No mundo FEB 13 3 1


Cândido maior
Xavier

André Luiz Francisco Evolução em FEB 15 1 3


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 15 1 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Ação e FEB 15 2 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Ação e FEB 15 3 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Missionários FEB 15 3 1


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 15 3 2


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Ação e FEB 16 1 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 1 5 3


Cândido e o céu
Xavier

192
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco Evolução em FEB 1 6 2


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco No mundo FEB 1 6 1


Cândido maior
Xavier

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 1 6 8


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Obreiros da FEB 1 6 4


Cândido vida eterna
Xavier

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 1 6 3


Cândido Os
Xavier

André Luiz Francisco Libertação FEB 1 6 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Obreiros da FEB 1 7 4


Cândido vida eterna
Xavier

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 1 9 2


Cândido e o céu
Xavier

André Luiz Francisco Ação e FEB 1 10 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Entre a Terra FEB 2 2 1


Cândido e o céu
Xavier

193
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco Mecanismos FEB 2 3 3


Cândido da mediuni-
Xavier e dade
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Ação e FEB 2 3 2


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Libertação FEB 2 3 2


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Nos do- FEB 2 3 1


Cândido mínios da
Xavier ­mediunidade

André Luiz Francisco Ação e FEB 2 3 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco Evolução em FEB 2 4 1


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Mecanismos FEB 2 4 1


Cândido da mediuni-
Xavier e dade
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Sexo e FEB 2 4 1


Cândido ­destino
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Mecanismos FEB 2 5 3


Cândido da mediuni-
Xavier e dade
Waldo
Vieira

194
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco Missionários FEB 2 5 4


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Nos do- FEB 2 5 3


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco Nosso lar FEB 2 5 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 2 5 2


Cândido Os
Xavier

André Luiz Francisco Evolução em FEB 3 1 1


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Mecanismos FEB 3 1 5


Cândido da mediuni-
Xavier e dade
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Mecanismos FEB 3 3 1


Cândido da mediuni-
Xavier e dade
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Nos do- FEB 3 3 2


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco Nos do- FEB 4 3 4


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 4 3 1


Cândido Os
Xavier

195
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Waldo Conduta FEB 5 1 3


Vieira espírita

André Luiz Francisco Evolução em FEB 5 1 1


Cândido dois mundos
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Libertação FEB 5 1 1


Cândido
Xavier

André Luiz Francisco Nos do- FEB 5 1 2


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco No mundo FEB 5 2 4


Cândido maior
Xavier

André Luiz Waldo Conduta FEB 5 2 1


Vieira espírita

André Luiz Francisco Mecanismos FEB 5 4 2


Cândido da mediuni-
Xavier e dade
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Missionários FEB 5 4 1


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Nos do- FEB 5 4 2


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco No mundo FEB 5 4 4


Cândido maior
Xavier

André Luiz Francisco Missionários FEB 5 5 1


Cândido da luz
Xavier

196
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

André Luiz Francisco Nos do- FEB 5 5 1


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 6 1 1


Cândido Os
Xavier

André Luiz Francisco Ação e FEB 6 2 1


Cândido ­reação
Xavier

André Luiz Francisco No mundo FEB 6 3 3


Cândido maior
Xavier

André Luiz Francisco Desobsessão FEB 6 4 3


Cândido
Xavier e
Waldo
Vieira

André Luiz Francisco Missionários FEB 6 4 1


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Missionários FEB 7 1 2


Cândido da luz
Xavier

André Luiz Francisco Nos do- FEB 7 1 3


Cândido mínios da
Xavier mediunidade

André Luiz Francisco Mensageiros, FEB 8 5 1


Cândido Os
Xavier

Angel Grandes e FEB 13 2 1


­Aguarod pequenos
problemas

Angel Grandes e FEB 14 2 1


­Aguarod pequenos
problemas

197
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Angel Grandes e FEB 16 1 1


­Aguarod pequenos
problemas

Angel Grandes e FEB 17 2 1


­Aguarod pequenos
problemas

Arthur Conan História do FEB 2 1 2


Doyle espiritualis-
mo, A

Arthur Conan História do FEB 3 1 1


Doyle espiritualis-
mo, A

Arthur Conan História do FEB 3 2 7


Doyle espiritualis-
mo, A

Camille Deus na FEB 3 1 1


Flammarion natureza

Camille Deus na FEB 13 3 1


Flammarion natureza

Camille Morte e o seu FEB 7 1 1


Flammarion mistério, A
– v. 1

Camille Morte e o seu FEB 7 3 1


Flammarion mistério, A
– v. 1

Camilo Yvonne Memórias de FEB 6 3 1


­Cândido do Amaral um suicida
Botelho Pereira

CFN / FEB Orientação FEB 9 3 2


ao centro
espírita

CFN / FEB Folheto: FEB 4 2 1


Evangelho no
Lar

198
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

CFN / FEB Conheça o FEB 9 1 1


Espiritismo,
uma Nova
Era para a
Humanidade

CFN / FEB Divulgue o FEB 9 1 1


Espiritismo,
uma Nova
Era para a
Humanidade

CFN / FEB Divulgue o FEB 9 2 2


Espiritismo,
uma Nova
Era para a
Humanidade

CFN / FEB Orientação FEB 9 2 14


ao centro
espírita

CFN / FEB Divulgue o FEB 9 3 4


Espiritismo,
uma Nova
Era para a
Humanidade

CFN / FEB Orientação FEB 9 Anexo 2


ao centro
espírita

CFN / FEB Reformador FEB 9 Anexo 1

Dalva Silva Caminhos do FEB 12 2 1


Souza amor, Os

Dalva Silva Caminhos do FEB 14 2 1


Souza amor, Os

Deolindo Espiritismo e USE 1 1 2


Amorim os problemas
humanos, O

Deolindo Análise espí- FEB 2 3 2


Amorim ritas

199
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Deolindo Cadernos Circulus 2 4 3


Amorim doutrinários

Deolindo Cadernos Circulus 8 2 1


Amorim doutrinários

Diversos ­Enciclopéida Delta 2 3 1


Delta
­Universal

Diversos Francisco Parnaso de FEB 3 3 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Novo testa- FEB 3 4 1


mento, O

Diversos Mediunida- FEB 4 3 1


de: estudo
e prática –
prog. 2

Diversos Francisco Dicionário FEB 5 2 1


Cândido da alma
Xavier

Diversos Francisco Luz no lar FEB 9 3 3


Cândido
Xavier

Diversos Francisco Parnaso de FEB 10 1 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Poetas FEB 10 4 1


Cândido ­redivivos
Xavier

Diversos Francisco Antologia FEB 11 1 1


Cândido dos imortais
Xavier e
Waldo
Vieira

200
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Diversos Francisco Parnaso de FEB 11 2 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Poetas FEB 12 1 1


Cândido ­redivivos
Xavier

Diversos Francisco Parnaso de FEB 12 3 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Antologia FEB 12 4 1


Cândido dos imortais
Xavier e
Waldo
Vieira

Diversos Francisco Antologia FEB 13 1 1


Cândido dos imortais
Xavier e
Waldo
Vieira

Diversos Francisco Antologia FEB 13 2 1


Cândido dos imortais
Xavier e
Waldo
Vieira

Diversos Bíblia de Paulinas 13 2 1


Jerusalém

Diversos Francisco Antologia FEB 13 4 1


Cândido dos imortais
Xavier e
Waldo
Vieira

Diversos Bíblia de Paulinas 13 4 1


Jerusalém

201
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Diversos Francisco Espírito da FEB 13 4 3


Cândido verdade, O
Xavier e
Waldo
Vieira

Diversos Francisco Poetas FEB 14 1 1


Cândido ­redivivos
Xavier

Diversos Divaldo Pe- S. O. S. LEAL 15 2 1


reira Franco família

Diversos Francisco Parnaso de FEB 15 3 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Poetas FEB 16 1 1


Cândido ­redivivos
Xavier

Diversos Francisco Parnaso de FEB 16 2 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Antologia FEB 17 2 1


Cândido dos imortais
Xavier e
Waldo
Vieira

Diversos Francisco Parnaso de FEB 18 1 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Parnaso de FEB 1 9 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Francisco Poetas FEB 3 1 1


Cândido ­redivivos
Xavier

Diversos Francisco Antologia FEB 3 4 1


Cândido mediúnica
Xavier do natal

202
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Diversos Francisco Poetas FEB 3 5 1


Cândido ­redivivos
Xavier

Diversos Bíblia de Paulinas 4 2 1


Jerusalém

Diversos Francisco Antologia FEB 5 1 1


Cândido mediúnica
Xavier do natal

Diversos Enciclopédia Enc. Bri- 8 1 2


mirador in- tannica
ternacional

Diversos Dicionário Objetiva 8 2 2


da língua
portuguesa

Diversos Enciclopédia Ed. Pla- 8 2 2


barsa neta

Diversos Enciclopédia Enc. Bri- 8 2 2


mirador in- tannica
ternacional

Diversos Francisco Parnaso de FEB 8 3 1


Cândido além-túmulo
Xavier

Diversos Bíblia de Paulinas 8 4 1


Jerusalém

Diversos Bíblia de Paulinas 8 6 1


Jerusalém

Diversos Francisco Antologia FEB 8 6 1


Cândido mediúnica
Xavier do natal

Edward História da Globo 1 1 2


­McNall Burns civilização
ocidental

Elizabeth No país das FEB 4 3 2


D’Espérance sombras

203
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 1 1 8


Cândido luz, A
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 1 3 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Palavras de FEB 3 3 2


Cândido Emmanuel
Xavier

Emmanuel Francisco Roteiro FEB 3 3 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Justiça divina FEB 3 4 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Rumo certo FEB 3 4 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 5 2 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 5 3 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 6 2 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Religião dos FEB 6 2 1


Cândido espíritos
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 6 6 2


Cândido
Xavier

204
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 7 2 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 7 3 3


Cândido luz, A
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 7 7 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 8 1 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Justiça divina FEB 8 1 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 8 2 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 9 1 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Vinha de luz FEB 9 2 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Pensamento FEB 10 1 2


Cândido e vida
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 10 2 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 10 3 1


Cândido O
Xavier

205
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Roteiro FEB 11 1 2


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Roteiro FEB 11 2 2


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Roteiro FEB 12 1 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Pensamento FEB 12 2 1


Cândido e vida
Xavier

Emmanuel Francisco Vida e sexo FEB 12 2 4


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Pensamento FEB 12 4 1


Cândido e vida
Xavier

Emmanuel Francisco Religião dos FEB 13 2 1


Cândido espíritos
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 13 3 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 14 1 1


Cândido luz, A
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 14 1 3


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 14 2 2


Cândido O
Xavier

206
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 15 1 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Vida e sexo FEB 15 1 5


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Religião dos FEB 15 3 1


Cândido espíritos
Xavier

Emmanuel Francisco Vida e sexo FEB 15 3 2


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Caridade IDE 16 1 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Pão nosso FEB 16 2 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Ave, Cristo! FEB 1 4 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Religião dos FEB 1 6 1


Cândido espíritos
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 1 7 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 1 8 4


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Pensamento FEB 2 2 1


Cândido e vida
Xavier

207
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Roteiro FEB 2 2 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Pensamento FEB 2 3 3


Cândido e vida
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 2 4 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 2 5 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 3 5 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 5 1 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 5 1 2


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Roteiro FEB 5 1 3


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 5 3 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Seara dos FEB 5 3 1


Cândido médiuns
Xavier

Emmanuel Francisco Cinquenta FEB 5 3 1


Cândido anos depois
Xavier

208
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Seara dos FEB 6 2 1


Cândido médiuns
Xavier

Emmanuel Francisco Encontro FEB 6 3 1


Cândido marcado
Xavier

Emmanuel Francisco Seara dos FEB 6 3 1


Cândido médiuns
Xavier

Emmanuel Francisco Seara dos FEB 6 3 1


Cândido médiuns
Xavier

Emmanuel Francisco Encontro FEB 6 4 1


Cândido marcado
Xavier

Emmanuel Francisco Há dois mil FEB 7 1 1


Cândido anos
Xavier

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 8 1 2


Cândido luz, A
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 8 1 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 8 1 3


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Justiça divina FEB 8 1 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 8 2 4


Cândido luz, A
Xavier

209
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 8 2 2


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 8 3 2


Cândido luz, A
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 8 3 1


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Caminho da FEB 8 4 1


Cândido luz, A
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 8 4 1


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Emmanuel FEB 8 4 2


Cândido
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 8 6 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel Francisco Consolador, FEB 9 1 2


Cândido O
Xavier

Emmanuel e Francisco Estude e viva FEB 9 2 1


André Luiz Cândido
Xavier e
Waldo
Vieira

Ernesto Xenoglossia FEB 4 3 1


­Bozzano

Federação Reformador FEB 2 5 1


Espírita
­Brasileira

210
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Federação EADE I FEB 8 2 1


Espírita Brasi-
leira

Federação Movimento FEB 9 1 2


Espírita Brasi- Espírita
leira

Federação Movimento FEB 9 3 4


Espírita Brasi- Espírita
leira

Fernando A. Reformador FEB 15 3 2


Moreira

Gabriel Fenômeno FEB 1 3 1


­Delanne espírita, O

Gabriel Fenômeno FEB 2 1 6


­Delanne espírita, O

Gabriel Evolução FEB 4 2 1


­Delanne anímica, A

Gabriel Espiritismo FEB 4 3 1


­Delanne perante a
ciência, O

Gabriel Fenômeno FEB 3 1 6


­Delanne espírita, O

George Vale Vida além do FEB 1 5 2


Owen véu, A

Hermínio Reformador FEB 2 4 3


Correa
­Miranda

Hermínio Reencarna- FEB 6 3 1


Correa ção e imorta-
­Miranda lidade

Hernani Morte: uma FE 4 3 2


Guimarães luz no fim do
Andrade túnel

211
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Hernani Morte: uma FE 6 2 3


Guimarães luz no fim do
Andrade túnel

Hernani Reencarna- Clarim 6 2 1


Guimarães ção no Brasil
Andrade

Hernani Transco- FE 6 2 1
Guimarães municação
Andrade através dos
tempos, A

Humberto de Francisco Boa nova FEB 8 1 1


Campos Cândido
Xavier

Humberto de Francisco Brasil, cora- FEB 8 2 1


Campos Cândido ção do mun-
Xavier do, pátria do
evangelho

Humberto de Francisco Palavras do LAKE 10 3 1


Campos Cândido infinito
Xavier

Humberto de Francisco Reportagens FEB 12 3 2


Campos Cândido de além-­
Xavier túmulo

Humberto de Francisco Boa nova FEB 14 2 1


Campos Cândido
Xavier

Humberto de Francisco Brasil, cora- FEB 1 7 5


Campos Cândido ção do mun-
Xavier do, pátria do
evangelho

Humberto de Francisco Boa nova FEB 8 4 1


Campos Cândido
Xavier

212
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Humberto de Francisco Brasil, cora- FEB 9 3 1


Campos Cândido ção do mun-
Xavier do, pátria do
evangelho

Irmão Jacob Francisco Voltei FEB 12 3 1


Cândido
Xavier

Irmão Jacob Francisco Voltei FEB 7 2 1


Cândido
Xavier

Irmão X Francisco Cartas e FEB 2 2 1


Cândido crônicas
Xavier

Irmão X Francisco Cartas e FEB 1 1 1


Cândido crônicas
Xavier

Jesus S. F. Enciclopédia Enc. Bri- 1 1 2


Amaral mirador in- tannica
ternacional

Joanna de Divaldo Pe- Estudos FEB 4 1 1


Ângelis reira Franco espíritas

Joanna de Divaldo Pe- Estudos FEB 12 2 2


Ângelis reira Franco espíritas

Joanna de Divaldo Pe- Estudos FEB 12 3 1


Ângelis reira Franco espíritas

Joanna de Divaldo Pe- Estudos FEB 12 4 2


Ângelis reira Franco espíritas

Jorge Andréa Forças FEB 15 2 2


sexuais da
alma

José Carlos da Reformador FEB 16 2 1


silva Silveira

José Herculano Espírito e o Edicel 2 3 1


Pires tempo, O

213
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

José Herculano Espírito e o Edicel 3 1 4


Pires tempo, O

José Herculano Mediunidade PAIDEIA 4 2 1


Pires

Juvanir Borges Tempo de FEB 13 1 3


de Souza transição

Juvanir Borges Tempo de FEB 13 4 2


de Souza transição

Juvanir Borges Que dizem FEB 15 3 7


de Souza os espíritos
sobre o abor-
to, O

Léon Denis Depois da FEB 3 1 1


morte

Léon Denis Grande enig- FEB 3 1 8


ma, O

Léon Denis Grande enig- FEB 3 2 1


ma, O

Léon Denis Depois da FEB 3 4 1


morte

Léon Denis Problema FEB 4 2 1


do ser, do
destino e da
dor, O

Léon Denis No invisível FEB 4 3 5

Léon Denis Depois da FEB 6 6 1


morte

Léon Denis Depois da FEB 7 6 1


morte

Léon Denis Problema FEB 8 2 1


do ser, do
destino e da
dor, O

214
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Léon Denis Depois da FEB 9 2 1


morte

Léon Denis Problema FEB 10 1


do ser, do
destino e da
1
dor, O

Léon Denis Problema FEB 10 2 1


do ser, do
destino e da
dor, O

Léon Denis Depois da FEB 12 1 1


morte

Léon Denis Depois da FEB 14 2 3


morte

Léon Denis Problema FEB 16 1 1


do ser, do
destino e da
dor, O

Léon Denis Depois da FEB 17 1 3


morte

Léon Denis Problema FEB 17 2 8


do ser, do
destino e da
dor, O

Léon Denis Problema FEB 1 8 2


do ser, do
destino e da
dor, O

Léon Denis Depois da FEB 1 9 1


morte

Léon Denis Depois da FEB 1 10 1


morte

215
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Léon Denis Depois da FEB 2 2 1


morte

Léon Denis No invisível FEB 2 2 3

Léon Denis Depois da FEB 3 1 1


morte

Léon Denis No invisível FEB 3 1 10

Léon Denis No invisível FEB 5 3 1

Léon Denis Problema FEB 5 3 1


do ser, do
destino e da
dor, O

Léon Denis No invisível FEB 7 3 1

Léon Denis Depois da FEB 8 2 1


morte

Léon Denis Depois da FEB 8 6 1


morte

Manoel Divaldo Temas da FEB 13 2 1


Philomeno de ­Pereira vida e da
Miranda Franco morte

Manoel Divaldo Temas da FEB 5 1 1


Philomeno de ­Pereira vida e da
Miranda Franco morte

Manoel Divaldo Trilhas da FEB 6 3 1


Philomeno de ­Pereira libertação
Miranda Franco

Manoel Divaldo Tramas do FEB 7 3 1


Philomeno de ­Pereira destino
Miranda Franco

Maria Dolores Francisco Antologia da FEB 2 1 1


Cândido espirituali-
Xavier dade

216
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Maria Dolores Francisco Antologia da FEB 3 2 1


Cândido espirituali-
Xavier dade

Maria Dolores Francisco Antologia da FEB 6 2 1


Cândido espirituali-
Xavier dade

Marta A. Reformador FEB 6 3 2


Moura

Martins Estudando a FEB 5 2 1


­Peralva mediunidade

Martins Estudando a FEB 5 3 2


­Peralva mediunidade

Martins Pensamento FEB 10 3 1


­Peralva de Emmanuel

Martins Estudando o FEB 12 3 1


­Peralva evangelho

Martins Pensamento FEB 15 1 1


­Peralva de Emmanuel

Martins Pensamento FEB 15 3 1


­Peralva de Emmanuel

Martins Mediunidade FEB 4 2 2


­Peralva e evolução

Meimei Francisco Pai nosso FEB 3 2 1


Cândido
Xavier

Meimei Francisco Pai nosso FEB 3 3 1


Cândido
Xavier

Meimei Francisco Pai nosso FEB 8 2 1


Cândido
Xavier

Pedro Franco Espiritismo FEB 1 2 1


Barbosa básico

217
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Pedro Franco Espiritismo FEB 1 3 3


Barbosa básico

Pedro Franco Espiritismo FEB 2 1 1


Barbosa básico

Pedro Franco Espiritismo FEB 2 4 7


Barbosa básico

Ramiro Gama Lindos casos LAKE 4 2 1


de Chico
Xavier

René Rémond Século XIX, Cultrix 1 1 1


O

Richard Espiritismo: FEB 10 4 4


­Simonetti uma nova era

Richard Voz do FEB 13 4 2


­Simonetti ­monte, A

Rodolfo Leis morais, FEB 9 1 1


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 10 1 2


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 10 2 1


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 10 3 2


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 12 2 1


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 12 4 2


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 13 1 1


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 13 2 1


­Calligaris As

Rodolfo Leis morais, FEB 15 2 1


­Calligaris As

218
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Rodolfo Leis morais, FEB 16 1 1


­Calligaris As

Rodolfo Parábolas FEB 17 3 3


­Calligaris evangélicas

Ruth Dicionário Cultrix 8 2 1


­Guimarães da mitologia
grega

Suely Caldas Obsessão/­ FEB 6 2 6


Schubert desobsessão

Suely Caldas Obsessão/­ FEB 6 4 2


Schubert desobsessão

Vinícius Nas pegadas FEB 9 2 1


do Mestre

Walter Sexo e FEB 12 1 1


­Barcelos ­evolução

Walter Sexo e FEB 15 1 4


­Barcelos ­evolução

Walter Sexo e FEB 15 3 2


­Barcelos ­evolução

Zalmino Perispírito CEAK 4 1 1


­Zimmermann

Zalmino Perispírito CEAK 2 2 6


­Zimmermann

Zêus Waltuil Mesas FEB 2 1 2


girantes e o
espiritismo,
As

Zêus Waltuil Mesas FEB 2 2 3


girantes e o
espiritismo,
As

Zêus Wantuil Allan Kardec FEB 2 1 3


e Francisco – v. 2
Thiesen

219
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Apêndice K

Autor Médium Título Editora Mod. Rot. Ocorrências

Zêus Wantuil Allan Kardec FEB 2 2 12


e Francisco – v. 1
Thiesen

Zêus Wantuil Allan Kardec FEB 2 4 3


e Francisco – v. 3
Thiesen

Zêus Wantuil Allan Kardec FEB 3 2 4


e Francisco – v. 2
Thiesen

220
ANEXO A – O ESTUDO SISTEMATIZADO DA
DOUTRINA ESPÍRITA NOS SEUS 35 ANOS78

Desde a Campanha “Comece pelo Começo”, lançada pela União das So-
ciedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE), em 1975, e o recebimento da
mensagem de Angel Aguarod, em 1976, indicativa da necessidade de um estudo
sistemático, passando pela elaboração e lançamento da “Campanha do Estudo
Sistematizado da Doutrina Espírita”, em 1983, até os nossos dias, a conscientização
quanto à importância do estudo regular do Espiritismo nas casas espíritas tem se
ampliado sempre.
Os resultados alcançados ao longo do tempo evidenciam que a filosofia do
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) reflete a proposta do Espiritis-
mo de transformação moral dos indivíduos a partir da fé raciocinada. No conceito
espírita, fé significa mais do que simples crença, pois resgata o conceito que Jesus
e seus primeiros seguidores utilizavam. Nessa proposta renovadora, fé é sinônimo
de fidelidade, sintonia, respeito e observância da Lei Divina, que está inscrita na
consciência de cada ser. É vontade ativa, porque demanda o conhecimento dessa
Lei e de sua aplicação nas relações com o próximo, para que o indivíduo sinta justi-
ficada a sua existência. Essa filosofia, no ESDE, se traduz em ações de acolhimento,
consolo, esclarecimento, orientação, cooperação, trabalho coletivo e de divulgação
pelo exemplo, com a proposta de participação de todos para o desenvolvimento
intelecto-moral dos seres humanos. São ações que resultam na humanização das
relações entre as pessoas.
O trabalho do ESDE fundamenta-se, pois, nas palavras de Jesus: “Conhecereis a
verdade e a verdade vos libertará”. No entanto, o ESDE é profundamente relacional,
exigindo, em sua própria dinâmica, a interação entre as pessoas. Portanto, cabe aos
responsáveis pelas atividades do ESDE nas instituições espíritas estar atentos à defi-
nição de Emmanuel: “A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações
entre as almas”.79 Sendo o estudo regular e sistematizado do Espiritismo o seu objeto,

78 Título ajustado de 30 para 35 anos, mas mantido o mesmo conteúdo por sua atualidade.
79 XAVIER, Francisco C. Nosso lar. Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. 10. imp. Brasília: FEB,
2016. cap. 141 – Amor fraternal.

221
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo A

o ESDE busca estimular o aprendizado e a vivência do Espiritismo de forma contí-


nua, tendo como base as obras codificadas por Allan Kardec e o Evangelho de Jesus.
O ESDE propõe, assim, à coletividade, a todos os participantes – estudantes,
coordenadores, facilitadores ou colaboradores nas atividades de apoio – estudar
e vivenciar o Espiritismo de forma regular e contínua, atendendo à moral cristã e
aos aspectos evolutivos da ciência e da filosofia.
Desde o começo, destacou-se que o ESDE não concorre com as demais
atividades da Instituição Espírita, pois há outras formas de estudo que atendem
necessidades diferenciadas, como as atividades da infância e da juventude, o es-
tudo e a prática da mediunidade, as palestras públicas, as ações de acolhimento e
apoio material e moral da Área de Assistência e Promoção Social, o acolhimento
espiritual etc. Realmente, o ESDE, quando bem aplicado e direcionado ao objetivo
de promover a integração do indivíduo, atua como instrumento de identificação e
de preparação de trabalhadores para todas as áreas da Casa Espírita.
A Federação Espírita Brasileira (FEB), ademais, ao oferecer os programas do
ESDE, não tem a pretensão de que sejam os únicos recursos de aprendizagem a serem
utilizados no Movimento Espírita, mas apoia outras formas de estudo do Espiritismo,
desde que guardem coerência com os postulados da Codificação. Defende, no entanto,
que todo estudo sistematizado precisa estar norteado por metodologia que garanta
a definição do que se pretende alcançar (objetivos) e a sugestão de possíveis cami-
nhos para o oferecimento da oportunidade do estudo do conteúdo espírita, evitando
transformar a reunião em palestra ou, ainda, em perda de tempo com a discussão de
quaisquer assuntos ao sabor da “inspiração”, sem a garantia de que os participantes,
em certo período de tempo, adquiram o conhecimento básico dos princípios e da
proposta de renovação individual e coletiva, norteadores da filosofia espírita.
O ESDE oferece aos interessados a oportunidade do estudo conjunto, tornan-
do-os capacitados a buscar por si mesmos, por meio da pesquisa individual, os
parâmetros norteadores do seu processo evolutivo, aproveitando a oportunidade
da reencarnação para realizar, agora, o que vem adiando, muitas vezes por séculos
e até milênios, e que passa necessariamente pelo conhecimento e pelo exercício
da fraternidade e da caridade em sua mais ampla expressão. O ESDE, portanto, é
estudo que convida à prática da vivência cristã.
É um desafio imenso, que exige a criação e manutenção de ambiente propício à
interação, por meio da qual cada um tenha a oportunidade de identificar os elementos
que o auxiliem no autoconhecimento e na compreensão do próximo, todos sempre
conscientes do propósito da autossuperação e da importância do apoio mútuo.
Equipe do ESDE
(Orientação para o estudo sistematizado da doutrina espírita)

222
ANEXO B – COMO ORGANIZAR UMA SALA
DE CONSULTA BIBLIOGRÁFICA E APOIO

A Instituição poderá montar uma sala de leitura para atender a toda a Área
de estudo, envolvendo o DIJ, ESDE, obras básicas etc. No documento abaixo,
onde se lê “biblioteca”, pode-se entender “sala de leitura” ou “espaço de leitura
e pesquisa”, caso seja decidido pela não formação de uma biblioteca que exige a
presença de bibliotecário responsável. (Veja-se a bibliografia utilizada pelo ESDE/
FEB no Apêndice K).

Biblioteca espírita: organizar para quê?80

A Instituição Espírita que você frequenta tem biblioteca?


Se a resposta for “sim”, excelente. Leia este artigo e receba algumas sugestões
de como dinamizá-la.
Caso a resposta seja “não”, não deixe de ler as linhas abaixo para saber como
organizar e implantar uma biblioteca em sua Casa Espírita.
A primeira recomendação é: não faça o trabalho sozinho. Forme uma equipe
de trabalho interessada no assunto. Procure ajuda entre os integrantes da Juventude
e do Estudo Sistematizado.

1. Composição do acervo
Acervo é o conjunto de documentos que constituem uma biblioteca. Os do-
cumentos mais comuns de uma biblioteca são os livros, folhetos/opúsculos e os
periódicos.
O livro é um conjunto de folhas impressas e reunidas em volume encadernado
ou em brochura.

80 CAMPETTI SOBRINHO, Geraldo. Biblioteca espírita: princípios e técnicas de organização


e funcionamento. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013.

223
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

Folheto é uma publicação não periódica de poucas páginas (no máximo 48,
excluídas as capas).
Periódico é uma publicação editada em série contínua, sob um mesmo
título, a intervalos regulares ou irregulares, por tempo indeterminado, nume-
rada ou datada consecutivamente. Os periódicos mais comuns são os jornais
e as revistas.

2. Seleção
Por se tratar de uma biblioteca espírita, os documentos que farão parte de
seu acervo deverão ser previamente selecionados com base em alguns critérios. A
título de sugestão, recomendamos que as obras:

» Fundamentem-se nos princípios básicos da Doutrina Espírita;


» Sejam mediúnicas ou escritas por estudiosos do Espiritismo;
» Abordem isolada ou simultaneamente os aspectos científico, filosófico
e religioso da Doutrina;
» Propiciem o conhecimento da realidade espiritual;
» Apresentem esclarecimentos à luz do Espiritismo sobre variados as-
suntos que preocupam o homem;
» Despertem nos leitores o interesse pela reforma íntima;
» Registrem a história do Movimento Espírita no Brasil e no mundo.
A seleção não objetiva estabelecer uma censura, mas adequar os
documentos à especialidade do acervo e às necessidades dos leitores/
usuários.

3. Aquisição
Para adquirir documentos bibliográficos, três procedimentos são, geralmente,
utilizados: compra, doação e permuta.
É importante que a biblioteca mantenha um catálogo atualizado com os dados
e as instituições que comercializam livros e periódicos, como editoras, livrarias
e distribuidoras, para contato e recebimento de materiais de divulgação sobre os
títulos existentes e os novos lançamentos no mercado.

224
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

3.1 Compra
A compra restringir-se-á aos livros selecionados para composição do acervo.
É imprescindível que o trabalho seja desenvolvido com o aval da diretoria da
Instituição, pois assim, além de estar integrado às demais atividades, contará com
o apoio do presidente e demais diretores da Casa Espírita.
Por isso, se houver alguma verba para dar o primeiro passo, ela deverá ser
bem empregada. Os distribuidores e algumas livrarias fazem descontos de até 30%
sobre o valor de venda, o que diminui os custos e facilita a aquisição do material
de interesse.
Procure adquirir alguns exemplares (de dois a três, conforme a demanda) dos
livros que poderão ser mais procurados pelos usuários.
Os livros e folhetos adquiridos deverão ser conferidos com a nota fiscal de
compra, sendo necessária uma rápida avaliação do estado geral da obra em termos
da qualidade de impressão e acabamento. Obras danificadas devem ser trocadas
pelo vendedor.
A aquisição de periódicos por compra é realizada mediante assinatura do título
do periódico por determinado período. O usual é que a assinatura seja efetuada
pelo prazo de um ano.

3.2 Doação
A doação é a forma de aquisição mais fácil e que melhor resultado pode apre-
sentar em curto prazo. Portanto, mãos à obra. Se você vai organizar uma biblioteca,
promova campanhas de doação entre os frequentadores/colaboradores da Instituição,
seja de livros e periódicos novos ou já usados. Um contato com outras instituições
pode ensejar a aquisição de documentos por doação. Porém, não se esqueça: os do-
cumentos doados só serão incorporados ao acervo da biblioteca após prévia seleção.
No processo de doação, pode-se receber muita coisa boa, mas também pode
ocorrer – o que é bem provável – de se receberem livros e periódicos que não
interessam ao acervo.

3.3 Permuta
A permuta é a troca de documentos em duplicata entre uma Instituição e
outra. Esse procedimento ocorre com frequência entre bibliotecas já estruturadas
de instituições não espíritas. Relacionam-se em lista de duplicatas os documentos
que não são de interesse para a instituição e, por um sistema de mala direta, ou

225
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

algo similar, encaminha-se a lista a outras instituições, que poderão requisitar,


dentre os relacionados, os documentos de seu interesse. É uma saudável forma de
enriquecimento dos acervos, à medida que as instituições conseguem organizar
suas bibliotecas e estabelecer intercâmbio entre si.

4. Organização
O que e como fazer para organizar os documentos de uma biblioteca?
A segunda recomendação é: não perca a calma antes de iniciar o trabalho,
nem depois de iniciado.

4.1 Periódicos
Comece a organização pelos periódicos. Separe os periódicos (jornais e revis-
tas, principalmente) dos livros e folhetos. Deixe estes últimos de lado e esqueça-os
temporariamente.
Vamos, então, organizar os documentos passo a passo:
1º – Separe cada periódico por título;
2º – Ordene cada título cronologicamente (conforme a periodicidade: sema-
nal, quinzenal, mensal, bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral e anual) em
ordem crescente;
3º – Carimbe cada fascículo com a identificação da biblioteca. Para isso, pro-
videncie um carimbo que contenha o nome da Instituição e a palavra biblioteca;
Ex.: FEB – BIBLIOTECA.
4º – Registre os periódicos em ficha específica apropriada para o controle dos
fascículos que a biblioteca já possui e dos outros que vão chegando com o tempo.
Essa ficha deve conter os dados do periódico, como: título; nome, endereço e te-
lefone da editora; periodicidade, forma de aquisição e espaços adequados para a
anotação de cada fascículo.
5º – Arquive os periódicos nas estantes por título, sempre da esquerda para a
direita, prateleira por prateleira, até passar para outra estante, quando necessário.
Reserve um espaço de um título para outro, prevendo o provável crescimento do
acervo. Caso necessário, utilize porta-revistas ou caixas bibliográficas e bibliocantos
para armazenagem e apoio dos documentos.
Pronto! A organização dos periódicos está concluída, ou melhor, iniciada.
Agora, é só mantê-la e estar atento aos novos lançamentos.

226
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

4.2 Livros
Os livros e folhetos são os documentos mais comuns de uma biblioteca, re-
presentando, assim, a maior parte de seu acervo.
Para organizar esses documentos, são necessários alguns passos que facilitam
a execução do trabalho:
1º – Carimbo de identificação: carimbe com a identificação da biblioteca (mesmo
carimbo já usado para os periódicos) o livro em seu corte – parte oposta à lombada
– e em algumas páginas predeterminadas, como a primeira e a última, além do rosto.
2º – Registro: registre cada exemplar por meio da fixação de carimbo apro-
priado no verso da folha de rosto. Os números devem ser anotados em ordem
crescente em cada ano. Em novo ano, reinicia-se a numeração. Outra opção é
prosseguir com a numeração indefinidamente.
Ex.:
FEB/DIJ
BIBLIOTECA
Número:
Data:___/___/___

O registro, também conhecido como tombamento, assegura o livro como pro-


priedade da biblioteca, conferindo individualidade a cada exemplar. Para facilitar o
seu entendimento, imagine que você estivesse fazendo o levantamento patrimonial
de uma Instituição. A ideia é a mesma, pois o livro se torna patrimônio da Insti-
tuição Espírita. Mais ou menos assim: este livro pertence à biblioteca. Entendeu?
A terceira recomendação é: se possível, conte com a ajuda de um bibliotecário
ou de um auxiliar de biblioteca. Caso contrário, conte com você mesmo. Não desista.
3º – Classificação: considerando a variedade de assuntos abordados na extensa
literatura espírita, que já ultrapassa dois mil títulos, optamos por fazer uma classifi-
cação decimal distinta das tradicionais Classificação Decimal de Dewey e Classifi-
cação Decimal Universal, que não atendem às especificidades da literatura espírita.
Desenvolvemos, assim, em colaboração com especialistas nas áreas de Ciên-
cia da Informação e de Informática, a Classificação Decimal Espírita (CDE), que
obedece aos critérios: assunto (arte, biografia, ciência, educação, filosofia, história
e religião) e tipologia (conto/ crônica, mensagem, poema, romance, referência,
obras de Kardec, Série André Luiz, infantil e outros idiomas).

227
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

A estrutura da CDE é composta pelos elementos:

» Código numérico;
» Iniciais de autor e título;
» Ano (quando necessário para diferenciação);
» Número do volume (quando for o caso); e
» Número do exemplar.

Cada elemento acima enumerado tem uma função específica na classificação


de um livro e deve ser registrado na sequência apresentada. Vale lembrar que os
periódicos não serão classificados por assunto, mas apenas ordenados alfabetica-
mente por seus títulos. O código numérico é constituído de seis dígitos, separados,
a cada dois, por ponto. Ex.: 00.00.00.
As iniciais de autor e título são letras indicativas do nome do autor (duas letras
em caixa alta; ex.: AK, para Allan Kardec) e do título do documento (duas letras em
caixa baixa das palavras mais significativas do título; ex.: le, para O livro dos espíritos).
O ano só constará da classificação para documentos como relatórios, regi-
mentos, regulamentos e estatutos referentes aos trabalhos de uma Instituição, pois,
nesses casos, ele será o único elemento diferenciador. Ex.: 1998.
O número do volume será exclusivo para as publicações em mais de um
volume. Ex.: v. 1, v. 2, v. 3 etc.
O número do exemplar será indicado para todos os livros e folhetos, indepen-
dentemente da quantidade de exemplares que a biblioteca possua de determinado
título. Ex.: e. 1, e. 2, e. 3 etc.
Vamos conhecer, então, a CDE, cujas classes estão desenvolvidas no livro
Biblioteca espírita:
00.00.00 GENERALIDADE
10.00.00 FILOSOFIA
20.00.00 RELIGIÃO
30.00.00 CIÊNCIA
40.00.00 EVENTO
50.00.00 MOVIMENTO ESPÍRITA
60.00.00 EDUCAÇÃO

228
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

70.00.00 ARTE. COMUNICAÇÃO


80.00.00 LITERATURA
90.00.00 HISTÓRIA. BIOGRAFIA
4º – Catalogação: catalogar um livro ou folheto é fazer a anotação de alguns
dados importantes para a descrição física do documento, tais como nome do au-
tor, título da obra, subtítulo (se houver), nome do autor espiritual (para as obras
mediúnicas), número da edição, local de publicação, editora, ano de publicação,
número de páginas e assunto geral extraído da CDE.
Abaixo, citamos dois exemplos de fichas catalográficas para facilitar a visua-
lização de como elas devem ser preparadas:
Ex.: 1: Obra não mediúnica
30.00.00 EK ge
Kühl, Eurípedes. Genética e espiritismo. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. 158p.
CIÊNCIA
Ex.: 2: Obra mediúnica
1.2 Franco, Divaldo P. Trilhas da libertação. Pelo Espírito
Manoel P. de Miranda. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1998. 328p. ROMANCE

A catalogação possibilita a organização dos catálogos da biblioteca para o


acesso às informações relativas ao autor (ficha principal), ao autor espiritual, ao
título da obra e ao assunto (fichas secundárias, simples desdobramentos das fichas
principais). Para cada tipo de catálogo, é conveniente a preparação de um fichário
específico, que deverá ser ordenado alfabeticamente.
5º – Etiquetação: antes de arquivarmos o livro na estante, é necessário eti-
quetá-lo, isto é, colar na parte inferior da lombada uma etiqueta, de preferência
autoadesiva, com a classificação. Ex.: 00.06.01 AK le e. 1
Essa etiqueta representa o endereço do documento na estante, possibilitando
a sua localização e reposição, após o uso, no devido lugar.
6º – Arquivamento: os livros e folhetos serão arquivados nas estantes de
acordo com a ordem numérica das classes, observando-se a sequência estabelecida
na classificação.
Aqui também é conveniente reservar um espaço em cada prateleira, a fim de
se prever a possível ampliação do acervo.

229
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

5. Consulta, empréstimo e divulgação


O trabalho de organização de uma biblioteca é realizado com vistas à utilização
de seu acervo. Não há sentido algum em manter os documentos impecavelmente
arrumados se eles não têm utilidade.
A razão da existência de uma biblioteca é oferecer apoio às atividades que são
desenvolvidas na Instituição Espírita, como evangelização infantojuvenil, estudo
sistematizado, estudo do Esperanto, estudo e educação da mediunidade, pesquisas
ou mesmo a simples leitura de um livro por prazer.
Uma pessoa procura a biblioteca pela necessidade de encontrar alguma in-
formação de seu interesse, seja para consultar um documento no local ou levá-lo
emprestado.
Em ambos os casos, a biblioteca precisa dispor dos recursos necessários para
o bom atendimento ao usuário: pessoas habilitadas, um bom acervo, espaço físico
e mobiliário adequados, serviços e produtos satisfatórios.
Não se consegue, de imediato, atingir o nível ideal para o trabalho de uma
biblioteca. É preciso ter paciência, perseverança e preparação para o desenvolvi-
mento das atividades.
Os usuários utilizarão o acervo da biblioteca in loco ou levarão emprestado(s)
o(s) documento(s) de interesse. No caso do empréstimo, deve-se cadastrar o usuá-
rio, a fim de habilitá-lo ao uso dos serviços que a biblioteca oferece.
Um regulamento estabelecerá o horário de funcionamento da biblioteca, bem
como as normas para acesso e uso do acervo, incluindo o empréstimo.
A literatura moderna no campo da Ciência da Informação enfatiza a questão
da biblioteca sem paredes, da biblioteca virtual, da biblioteca sem papel. Essa área
está passando por uma fase de transição, como a própria sociedade e as diversas
profissões que precisam adaptar-se às rápidas mudanças ocorridas, principalmente,
em decorrência dos avanços científicos e tecnológicos, que têm provocado uma
verdadeira revolução nos costumes humanos.
A biblioteca não pode e não deve, até como condição de sua sobrevivência,
permanecer fechada em seu reduto, isolada dos demais setores da Instituição. Ela
necessita “sair de seu próprio ambiente”, indo ao encontro das necessidades dos
usuários, e não ficar à espera de que o consulente venha procurar a biblioteca.
Para isso, há duas formas de atuação relacionadas aos serviços e produtos que
a biblioteca pode oferecer.

230
Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo • Anexo B

Quanto aos serviços, promoção de atividades de extensão (desenvolvidas pela


biblioteca fora de sua sede), tais como a utilização de caixa-estante e carro-biblio-
teca, modalidades de biblioteca ambulante.
Quanto aos produtos, há que se preocupar com a elaboração de instrumen-
tos de divulgação do acervo, tais como: novas aquisições, leitura selecionada e
sumários correntes.

6. Informatização
Todo o trabalho de organização anteriormente descrito pode ser realizado utili-
zando-se os modernos recursos da informática. Aliás, a informatização tem exercido
grande insurgência no funcionamento das bibliotecas e nos serviços de informação.
Os principais benefícios da introdução dos computadores nas bibliotecas
têm sido a padronização, o aumento da ciência, a cooperação entre instituições,
a prestação de melhores serviços e apresentação de produtos de boa qualidade.
Os serviços de empréstimo, com o controle da circulação dos livros e perió-
dicos, podem ser executados por sistemas adequados.
O registro e a indexação dos documentos em bases de dados informatizados
facilitam a recuperação de informações.
O funcionamento em rede (intranet ou internet) é um dos meios para acesso
e recuperação de informações que mais tem crescido atualmente.
As instituições espíritas, de um modo geral, não podem ficar à margem desse
processo irreversível de informatização de produtos e serviços. E, naturalmente,
pelo fato de ser uma área que trabalha com a informação, a biblioteca precisa estar
inserida nesse contexto.

7. Conclusão
Uma biblioteca bem organizada pode prestar relevantes serviços à Instituição
Espírita. Dentre os benefícios, destacamos a divulgação do Espiritismo, a formação
do hábito de leitura em crianças e jovens e a promoção da reforma íntima pelo
conhecimento da Doutrina.
Informações mais detalhadas sobre os assuntos aqui abordados de forma
sumária podem ser encontradas na obra citada anteriormente. Porém, esperamos
que a pergunta formulada no subtítulo desta seção tenha sido respondida. A pessoa
mais indicada para fazer essa avaliação é você, amigo leitor.

231
ANEXO C – EXEMPLO DE TERMO DE
TRABALHO VOLUNTÁRIO

TERMO DE ADESÃO
TERMO DE ADESÃO

VOLUNTARIADO
Nome:
RG: CPF:
Data nasc.: Naturalidade: Nacionalidade:
Estado civil: Profissão: Telefone:
Endereço:
Bairro: Cidade/UF: CEP:
A atividade que escolhi como voluntário (a) é a de _______________________________________, com
duração de _____ / _____ / _____ até _____ / _____ / _____, de ________ às _______h. ou
com duração de _____ / _____ / _____ até _____ / _____ / _____, todas as ____________ (dia da
semana) de ________ às _______h.

ENTIDADE

Denominação:

CNPJ: Inscr. Mun. e/ou Est.:

Representante legal: RG:

Endereço:

Bairro: Cidade/UF: CEP:

Área de atuação:

Pelo presente Termo de Adesão, decido espontaneamente realizar atividade voluntária nesta organização, ciente da Lei nº
9.608, de 18/02/1998, que declara a atividade como não remunerada, sem vínculo empregatício e sem quaisquer
obrigações de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
(Local), _____ de _____________ de _____.
Voluntário(a): _________________________________
Entidade: _____________________________________
1ª Testemunha:__________________________________
2ª Testemunha: __________________________________

233
Conselho Editorial:
Jorge Godinho Barreto Nery – Presidente
Geraldo Campetti Sobrinho – Coord. Editorial
Edna Maria Fabro
Evandro Noleto Bezerra
Maria de Lourdes Pereira de Oliveira
Marta Antunes de Oliveira de Moura
Miriam Lúcia Herrera Masotti Dusi

Produção Editorial:
Rosiane Dias Rodrigues

Revisão:
Elizabete de Jesus Moreira
Mônica dos Santos da Silva

Capa:
Thiago Pereira Campos

Foto da Capa
www.shutterstock.com | qoppi

Projeto Gráfico e Diagramação:


Rones José Silvano de Lima – www.bookebooks.com.br

Normalização Técnica:
Biblioteca de Obras Raras e Documentos Patrimoniais do Livro

Esta edição foi impressa pela Gráfica XXXX, com uma tiragem de X mil exemplares,
todos em formato fechado de 170x250 mm e com mancha de 130x205 mm. Os pa-
péis utilizados foram o XXX XX g/m² para o miolo e o Cartão XXX XXX g/m² para a
capa. O texto principal foi composto em fonte Minion Pro 10,5/14,5 e os títulos em
Zurich Cn BT 16/19,1. Impresso no Brasil.Presita en Brazilo.