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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE TECNOLOGIA

FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA

QUÍMICA EXPERIMENTAL

RELATÓRIO DE REAÇÕES QUÍMICAS

GABRIEL ASSUNÇÃO DOS SANTOS – 201902140024

ARTHUR TAVARES NUNES – 201902140074

MARUZAN GOLÇALVES DE OLIVEIRA FILHO – 201902140083

HILTON REGINALDO DE BARROS SILVA JUNIOR - 201902140009

BELÉM/PA

OUT/2019
1. Resumo

Este relatório vem discutir o pratica de observação de reações químicas ocorridas em


laboratório, as informações que serão citadas neste trabalho estarão relacionadas com
reatividade dos metais e os produtos formados dessas reações. Há soluções que
dependendo de potencial reativo pode se precipitar ou não em um determinado meio,
outras as quais não reagem por conta da natureza de elementos em estado natural, e
aquelas em que seu processo de reação apresenta caráter exotérmico ou endotérmico.
Tais processos serão analisados mais adiante. Objetivos: Conhecer e realizar alguns
tipos mais comuns de reações químicas e suas equações, observando os fatos que
evidenciam a ocorrência delas.
2. Introdução

Uma reação química é a transformação da matéria onde ocorrem mudanças qualitativas


na composição química de uma ou mais substâncias reagentes, resultando em um ou
mais produtos. É o processo onde uma substância é transformada em outra (ou outras).
Envolve mudanças relacionadas à alteração nas conectividades entre os átomos ou íons,
na geometria das moléculas das espécies reagentes ou ainda na conversão do tipo de
energia entre dois tipos de isômeros. A maneira de preparar a solução para a análise
depende da natureza da amostra e do método a ser usado na determinação do
constituinte desejado. Portanto, cada reação química tem suas condições próprias que
devem ser satisfeitas para que seja possível obter a sua realização. Essas reações podem
ser representadas através de equações, usando símbolos e números para descrever,
respectivamente, os nomes e proporções das diferentes substâncias presentes numa
reação química. Essas equações são de uso universal, podendo ser usadas em qualquer
lugar do mundo da mesma forma, nelas os reagentes são mostrados no lado esquerdo da
equação, enquanto que os produtos são colocados à direita. Uma reação muito comum é
a que envolve as substâncias inorgânicas como: os ácidos, bases, sais e óxidos. Uma das
mais utilizadas e observadas são a reação de neutralização podendo ser total ou parcial
no qual envolve um ácido e uma base e seus respectivos produtos serão teoricamente
um sal e água.

2.1. Tipos de Reações

De acordo com o número de substâncias que reagem e que são produzidas, as reações
podem ser classificadas como:
Reação de síntese: são aquelas representadas genericamente por uma do tipo A + B →
AB, onde AB podem ser substâncias simples ou compostas, formadas a partir da
combinação dos seus reagentes. Porém quando os reagentes são simples denominamos
reação de síntese total, quando pelo menos um dos reagentes é composto chamamos de
síntese parcial.
Reação de análise ou decomposição: são aquelas em que uma única substância é
decomposta em duas ou mais substâncias distintas, sendo representado genericamente
por uma equação do tipo AB → A + B, onde AB pode ser substância simples ou
composta. Essas por sua vez são divididas em três tipos: pirólise, eletrólise
e fotólise que são provocadas por calor, eletricidade e luz respectivamente;
Reação de deslocamento ou simples troca: se caracteriza por uma oxirredução. São
aquelas nas quais uma substância simples reage com uma substância composta,
originando uma substância simples e outra composta, são representadas genericamente
por uma equação do tipo A + BC → AC + B, em que o elemento A é mais reativo que o
seu íon correspondente, onde BC e AC são substâncias compostas, enquanto A e B são
substâncias simples.
Reação de dupla troca: ocorrem entre duas substâncias compostas. Nestas reações,
conforme ilustra a equação genérica A+B- + C+D- → AD + BC, duas substâncias
trocam entre si dois elementos: os extremos unem-se entre si, ocorrendo o mesmo com
os elementos centrais por consequência da oposição das cargas de cada elemento. O
resultado dessa reação sempre apresentará a formação de um produto insolúvel (sal ou
base), ou um produto gasoso (ácido ou base) ou um produto menos ionizado (ácido ou
água).

3. Descrição Experimental

Materiais Utilizados: Tubo de Ensaio, Pipeta.

3.1. Reações de deslocamento ou simples troca

Reagentes Utilizados
1º Pó de Zinco, Ácido Clorídrico (HCl);
2º Fibra de Ferro (Palha de Aço), Sulfato de Cobre (CuSO4);
3º Magnésio e Ácido Sulfúrico (H2SO4);
4º Pó de Cobre e Ácido Clorídrico (HCl).

Pratica 1: A primeira reação foi a mistura de pó de zinco mais ácido clorídrico, foi
colocado uma amostra de zinco num tubo de ensaio e adicionado 1 ml de HCl.
Percebeu-se a liberação de gás saindo da amostra de zinco precipitada no fundo do tubo
de ensaio.

Pratica 2: Os reagentes utilizados foram palha de aço e sulfato de cobre; foi colocada
uma amostra de palha de aço dentro de um tubo de ensaio e em seguida foram
adicionadas 30 gotas de CuSO4. Após um tempo a palha de aço passou a apresentar
uma coloração vermelho vinho, e a cor do CuSO4 passou de azul para transparente.

Pratica 3: Para o terceiro experimento foram utilizados magnésio e ácido sulfúrico,


misturados em um tubo de ensaio; houve a liberação de gás hidrogênio, mas logo em
seguida voltou a ser transparente, foi notado também um aumento na temperatura, o que
indica que a reação é exotérmica.

Pratica 4: No quarto experimento os reagentes foram cobre e ácido clorídrico,


misturados em um tubo de ensaio; foi utilizado um pouco de pó de cobre seguido de 30
gotas de HCl. Após a mistura não foi observado nada, nenhuma mudança de cor ou
qualquer coisa que indicasse uma reação química.

3.2. Reações de dupla troca

Reagentes Utilizados
1º Nitrato de Magnésio [Mg(OH3)2] e Hidróxido de Sódio (NaOH);
2º Nitrato de Magnésio [Mg(OH3)2] e Sulfato de Cobre (CuSO4);
3º Carbonato de Cálcio (CaCO3) e Ácido Clorídrico (HCl);
4º Cloreto de Bário (BaCl2) e Ácido Sulfúrico (H2SO4).
Pratica 1: O primeiro experimento de dupla troca teve como reagentes nitrato de
magnésio e hidróxido de sódio; em um tubo de ensaio foram colocadas 20 de gotas de
solução 0,1 M de Mg(NO3)2, logo em seguida foi adicionado, gota a gota, solução
de NaOH. A solução ficou mais turva e concentrada, ouve o aparecimento de um
precipitado.

Pratica 2: O segundo experimento foi feito utilizando-se nitrato de magnésio e sulfato


de cobre; assim como o primeiro experimento, foram colocadas 20 de gotas de solução
0,1 M de Mg(NO3)2 no tubo de ensaio e adicionado, gota a gota, a solução de sulfato
de cobre. Não ocorreu reação.

Pratica 3: No terceiro experimento foram utilizados como reagentes o carbonato de


sódio e ácido clorídrico; foi depositado no tubo de ensaio um pouco de CaCO3 sólido e
adicionado, gota a gota, solução de HCl. Um gás foi liberado da reação, mais
especificamente o gás carbônico (CO2).

Pratica 4: Para o quarto experimento foram utilizados cloreto de bário e ácido sulfúrico;
foram colocadas 20 gotas de solução 0.1 M de BaCl2 e adicionada, gota a gota, solução
de ácido sulfúrico. Observou-se que ocorreu mudança de cor, passando do incolor para
uma cor esbranquiçada e a formação de um precipitado branco.

3.3. Reações de oxidação-reação

Reagentes Utilizados: Iodeto de potássio (KI), Cloreto Férrico (FeCl4) e Clorofórmio


(CHCl3)

Pratica 1: No experimento foram utilizados iodeto de potássio, cloreto férrico e


tetracloreto de carbono; foram colocados no tubo de ensaio 20 gotas de solução 0,1 M
de KI em 1 mL de água destilada, depois foram adicionadas 20 gotas de solução de
FeCl3 e adicionado CCl4 e agitado.

3.4. Reações endotérmicas e exotérmicas

Reagentes Utilizados: Cloreto de amônio (NH4Cl) e Hidróxido de Sódio (HNO3)


Pratica 1: Os reagentes utilizados nesse experimento são cloreto de amônio e hidróxido
de sódio; foi colocada em um tubo de ensaio uma amostra de NH4Cl sólido, depois
foram adicionados 2 ml de HNO3 concentrado. Observou-se a formação de um
precipitado e o esfriamento do tubo de ensaio, caracterizando assim a reação como
endotérmica.

4. Resultados e Discussão

4.1. Simples Troca


Na primeira pratica das reações de simples troca observamos o zinco em pó reagendo
com ácido clorídrico (HCl) no qual houve a liberação de gases isso é devido o zinco ser
mais reativo que o hidrogênio, logo, pode reagir com ácidos e descolar esse elemento
em forma gasosa. Segundo a equação:

Zn + 2HCl → ZnCl2 + H2

Na segunda pratica observou-se que a palha de aço assumiu a coloração vermelho vinho
e a solução de sulfato de cobre de azul ficou transparente, podemos concluir que houve
uma reação de oxirredução do ferro em solução de sulfato de cobre. Segundo a
equação:

Fe(s) + CuSO4(aq) →FeSO4(aq)+Cu(s)

Observe que o ferro metálico (Fe(s)) perde dois elétrons e se transforma no cátion Fe
2+ (aq), que fica na solução aquosa. Dizemos que o ferro sofreu uma oxidação, isto é,
perdeu elétrons e seu número de oxidação (Nox) aumentou (porque os elétrons têm
carga negativa).

Fe (s) → Fe + - 2+ (aq) 2e

Ao mesmo tempo, o cátion cobre Cu 2+ (aq), que estava presente na solução aquosa,
recebeu esses dois elétrons transferidos do ferro e passou a ser cobre metálico Cu (s). Os
cátions Cu eram responsáveis pela coloração azul da 2+ (aq) solução. Assim, à medida
que eles vão sendo consumidos, a solução torna-se incolor. O metal cobre formado
deposita-se sobre o prego e forma a camada de cor avermelhada mencionada
Na terceira pratica temos magnésio em pó e ácido sulfúrico (H2SO4) utilizando a tabela
de reatividade química vemos que o magnésio é mais reativo que o hidrogênio com isso
irá reagir com o ácido e liberar gás hidrogênio, segundo a equação:

Mg(s) + H2SO4 (aq) → Mg (SO4) (s) + H2 (g)

Na quarta pratica utilizamos cobre metálico e ácido clorídrico onde não se observou
nenhuma reação isso deve ao cobre isto se deve ao fato do cobre ser um metal nobre e
com isso está situado a direita do hidrogênio na tabela de reatividade, com o cobre não
reage de maneira espontânea ao ser colocado em contato com ácido. Segue a equação:

Cu + HCl → não há reação

4.2. Dupla troca

Visualmente falando, dizemos que uma reação de dupla troca entre sais ocorreu se um
ou os dois sais formados no processo forem praticamente insolúveis em água. Isso
acontece porque, quando esse tipo de sal é formado, é possível visualizar um material
sólido no recipiente em que a reação aconteceu. É importante conhecer a tabela de
solubilidade de sais para que seja possível prever se a reação de dupla troca entre sais
ocorrerá visualmente falando ou não.
No primeiro experimento foi utilizado nitrato de magnésio e hidróxido de sódio no qual
houve a reação formando uma solução com aparência leitosa, a mistura é solúvel em
água segundo a tabela de solubilidade. Segundo a equação:

Mg(OH3)2 + NaOH → Na(OH3)2 + MgOH

No segundo experimento foi utilizados o nitrato de magnésio e o sulfato de cobre onde


não houve reação, pois, o cobre não é um metal reativo. Segue a equação:

Mg(OH3)2 + CuSO4 → sem reação

No terceiro experimento foi utilizado carbonato de cálcio e ácido clorídrico onde houve
uma reação, observou-se a formação de bolhas de dióxido de carbono e dentro foi
possível perceber um pó branco que é o carbonato de cálcio. Segundo a equação:

CaCO3(s) + 2 HCl(aq) → H2O(l) + CO2(g) + CaCl2(aq)

O gás dióxido carbono libertado é testado nesta atividade, fazendo-o borbulhar numa
solução saturada aquosa de hidróxido de cálcio (água de cal). Quando se faz borbulhar
dióxido de carbono em água de cal, forma-se um precipitado leitoso de carbonato de
cálcio. A reação química entre o dióxido de carbono e a água de cal pode ser traduzida
pela seguinte equação química:

Ca(OH)2 (aq) + CO2 (g) → CaCO3 (s) + H2O (l)

No quarto experimento utilizou-se cloreto de bário e ácido sulfúrico onde houve reação,
observou-se formação de um sal o sulfato de bário e ácido clorídrico. O sal precipitou e
por ser solúvel se misturou a solução, deixando-a com uma característica leitosa.
Segundo a equação.

H2SO4 + BaCl2 → BaSO4↓ + 2HCl

4.3. Oxidação-Redução

Utilizou-se iodeto de potássio, cloreto férrico e clorofórmio, segundo a equação:

2KI(aq) +2FeCl3(aq) + CHCl3 → 2KCl + 2FeCl2 + I2CHCl3

Na reação acima foi observado que o iodo presente na reação sofre oxidação; enquanto
que o ferro sofre redução. A reação resultou numa solução com duas fases, no qual a
fase de menor densidade, de coloração amarelada, é o produto formado FeCl2, enquanto
que a fase mais densa, de cor roxa, é o produto formado I2CHCl3. 4.4. Reação
Exotérmicas e Endotérmicas Utilizou-se o cloreto de amônia e o hidróxido de sódio.
Segundo a equação

NaOH + NH4Cl → NH4Cl + NaCl

Após reação observou-se mudança de cor, de incolor para turvo, devida à formação de
precipitado e por meio do tato soube-se que a reação é endotérmica, pelo resfriamento
do tubo de ensaio.

5. Conclusão

De acordo com os experimentos realizados, foi possível concluir que as reações


químicas são processos nos quais uma ou mais substâncias se combinam e reagem,
podendo fazer com que haja o surgimento de novas substâncias. Foram analisadas
reações de simples troca ou deslocamento, dupla troca, oxidação-redução e reações
endotérmicas e exotérmicas e, a partir da realização dessas reações, constatou-se que
reações químicas ocorrem por diversos motivos como por dissociação de íons ou
transferência de elétrons, por exemplo, e que cada uma tem suas particularidades no que
diz respeito às suas propriedades físicas e químicas. Foi constatado também que,
durante a realização das reações, os indicadores como mudança de cor, formação de
precipitado, liberação de gases e variação de temperatura, mostram, de fato, que houve
uma reação química, alcançando, assim, os objetivos posteriormente traçados para a
prática.