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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO Serviço Social

VALMIRA PEREIRA DINIZ

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC II)

Boa Vista

2019
VALMIRA PEREIRA DINIZ

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC II)

Projeto apresentado no Curso de Bacharelado em Serviço Social da Universidade Pitágoras


UNOPAR, para conclusão do curso em Serviço Social.

Orientador: Prof. Amanda Boza Goncalves Carvalho

Boa Vista

2019

DINIZ. Valmira Pereira. Descrever E Analisar As Politicas Públicas De Combate A


Violência Doméstica Cometidas Contra A Mulher E A Pratica Profissional De Serviço
Social.2019. 32 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Graduação em Serviço Social –
Centro de Ciências Empresariais e Sociais Aplicadas, Universidade Norte do Paraná- Unopar,
Boa Vista-RR, 2019.
LISTA DE ABREVIATURAS

CF-88 – Constituição Federal de 1988


CRAS – Centro de Referência de Assistência Social
CREAS – Centro de Referência Especializada de Assistência Social
ECA – Estatuto da Criança e Adolescente
FUNABEM – Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor
LOAS - Lei Orgânica de Assistência Social
NOB – Normas Operacionais Brasileira
ONU – Organização das Nações Unidas
PNAS – Política Nacional de Assistência Social
SAM – Serviço de Assistência ao Menor
SUAS – Sistema Único de Assistência Social
RESUMO

A presente pesquisa teve como proposta analisar as políticas públicas voltadas para
combate a violência contra mulher e a relação com o profissional de Serviço Social. A
pesquisa se deu através de estudo bibliográfico. Foram buscadas informações sobre
tema para chegar ao objetivo proposto. A pesquisa tem dois capítulos, o primeiro vem
abordar uma perspectiva histórica da violência, os tipos de violências e suas causas,
o segundo capitulo vem trazendo as políticas públicas e a relação com p serviço social.
Os resultados da pesquisa mostram que as políticas públicas, principalmente a lei
Maria da Penha é de suam importância para combate e prevenção contra violência
cometida contra mulher, bem como a relevância do profissional de Serviço Social no
trato com as políticas de proteção.

PALAVRAS CHAVES: Violência Contra Mulher, Politica Publica, Serviço Social


Sumário

INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 6
CAPITULO I ...................................................................................................................... 10
1 - BREVE HISTORICO SOBRE A VIOLENCIA CONTRA A MULHER........................... 10
CAPITULO II ..................................................................................................................... 18
2 - POLITICAS VOLTADAS PARA PROTEÇÃO E RESTITUIÇÃO DE DIREITO DA
MULHER. .......................................................................................................................... 18
2.2 - LEI MARIA DA PENHA............................................................................................. 21
2.3- POLÍTICA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS
MULHERES ....................................................................................................................... 22
2.4. ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NAS QUESTOES DA VIOLENCIA
DOMÉSTICA CONTRA A MULHER ................................................................................. 24
CONSIDERAÇOES FINAIS .............................................................................................. 27
REFERENCIAS DA PESQUISA ....................................................................................... 31
6

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa teve como objetivo de descrever e analisar as Políticas


Publicas de enfrentamentos a violência doméstica cometidas contra mulher, a relação
com Serviço Social. Na perspectiva dos estudos de Faleiros (2004); Gaioli &
Rodrigues (2008) e Minayo (2003); preconizam que nestas últimas décadas, vem
crescendo o contingente de vítimas de violência intrafamiliar, entre crianças, mulheres
e idosos, vítima de abuso, violência, negligência, maus-tratos e discriminação, que por
muitas vezes, tendo sua cidadania desrespeitada.

Nos últimos anos vem crescendo o número de casos de violência doméstica e


familiar, muitos destes reincidentes, pois a maioria das mulheres continua a manter
um convívio familiar com os seus agressores, seja por intenção de dar continuidade
ao relacionamento afetivo, seja por necessidades financeiras. A fim de prevenir, punir
e erradicar a violência contra a mulher, foi promulgado a lei N° 11.340 de 2006,
também conhecida como Lei Maria da penha. Amparadas pela referida lei, as
mulheres vítimas de violência podem buscar, além de proteção, a efetivação de seus
direitos junto às delegacias e as redes de atendimento à mulher.

A pesar de ter uma lei que ampara as mulheres vítimas de violência doméstica,
ainda nos deparamos com números altíssimos casos de violência, muitas das vezes
pelo fato da vítima não se sentir segura para denunciar, ou por achar que um dia o
agressor irá mudar, ou pelo fato de depender do cônjuge financeiramente. E o
profissional do Serviço Social está à frente de toda essa problemática como um
viabilizado de direito dessas vítimas.

O profissional de Serviço Social, atua na prevenção, restituição do direito


quando violado ele não trabalhar isolado, estar sempre em sua maioria relacionado a
uma equipe interdisciplinar, que buscar através de programas e projeto que possam
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está garantindo direitos, também não pode-se deixar de relatar que todos essas
profissionais estão ligados a uma Política Públicas e instituições que trabalham com
essas demanda, nesse casos especifico o seguimento violência contra mulher. devido
esse cenário a pesquisa buscou responder a seguinte questão: quais as políticas de
enfretamento a violência doméstica cometido contra mulher e sua relação com o
Serviço Social?. Para chegar a reposta foi estabelecidos objetivo geral, citado e três
objetivos específicos, que foram; contextualizar o processo histórico da violência
doméstica contra a mulher; verificar a legislação, política de proteção a mulher no
Brasil e relatar relação do Serviço Social com as políticas públicas de enfrentamento
a violência doméstica cometido contra mulher.

A escolha por esse tema foi devido o auto índice de violência contra mulher na
atualidade. Onde observasse que milhares de mulheres são violentadas diariamente
pelos seus cônjuges, lembrando que esse tipo de violência não surgiu recentemente
já vem de muitos séculos atrás e atinge não somente a classe trabalhadora mais toda
as classes sociais. Diante de toda a problemática da violência contra a mulher, e como
acadêmica de Serviço Social decidi entender como ocorre a atuação do assistente
social no contexto interdisciplinar o processo de enfrentamento e restituição de direitos
das vítimas de violência.

Podemos pontua também que devido ser um tema bastante atual e presente no
cotidiano familiar, a pesquisa torna-se importante para a comunidade pois busca
compreender o trabalho interdisciplinar mostrando se de fato traz resultados positivos
para as mulheres que buscam essa intervenção. Ela será de extrema relevância para
a instituição pois pretende mostrar o trabalho interdisciplinar e principalmente a
participação do assistente social no processo de proteção e restituição de direitos,
mostrando os lados positivos e pontos a ser revisados para fortalecimentos das lutas
futuras.

Nesta mesma linha de pensamento podemos afirmar que ela será de suma
importância para o meio cientifico, pois, buscar mostrar a realidade do contexto do
objeto estudo, trazendo novos dados e informações que possam servir como base
futuras. Ela também será válida para instituição de ensino, servindo de fontes de
8

pesquisa e podendo ser questionada a qualquer dado momento, gerando um novo


conhecimento sobre essa temática.

No que se refere ao caminho pecorrido para chegar aos devidos resultados a


pesquisa foi somente de caráter bibliográfico, com base em material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos. Segundo Gil (2002, p. 44) “a
principal vantagem da pesquisa bibliográfica está no fato de permitir ao investigador a
cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia
pesquisar diretamente”. Para compreensão das relações existentes entre o objeto e
sujeito da pesquisa a observação participante foi primordial, visto que a observação e
interpretação dos dados possibilitou a investigação da totalidade do que acontecera
entre a teoria e a prática.

Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato com o que já se produziu e se


registrou a respeito do tema de pesquisa. Tais vantagens revelam o compromisso
da qualidade da pesquisa. Assim, além de permitir o levantamento das pesquisas
referentes ao tema estudado, a pesquisa bibliográfica permite ainda o
aprofundamento teórico que norteia a pesquisa (idem, p.47).

Para compreensão das relações existentes entre o objeto e sujeito da


pesquisa a observação participante foi primordial, visto que a observação e
interpretação dos dados possibilitou a investigação da totalidade do que acontecera
entre a teoria e a prática.

A presente pesquisa buscou realizar levantamentos teórico-bibliográfica com


abordagem qualitativa para responder o tema central da pergunta norteadora dessa
investigação. Diante disso, o trabalho envolveu uma análise voltada em bibliografias
já publicadas sobre o tema buscando registrar através de fichamentos e resumos
informações de documentos, artigos, monografias, livros, jornais e outras fontes de
publicação acadêmica delimitando a violência contra o idoso e Serviço .

Outro autor que se refere sobre a pesquisa teórico-bibliográfica é Demo (2000)


onde ele afirma que esse tipo de abordagem de pesquisa é orientado no sentido de
reconstruir teorias, quadros de referência, condições explicativas da realidade,
polêmicas e discussões pertinentes. Ainda o mesmo autor afirma que a pesquisa
teórica não implica imediata intervenção na realidade, mas nem por isso deixa de ser
9

importante, pois seu papel é decisivo na criação de condições para a intervenção


possibilitando apreender o conhecimento teórico adequado e consequentemente
acarretando um rigor conceitual, análise acurada, desempenho lógico, argumentação
diversificada, capacidade explicativa do objeto em estudo.

As atividades resultantes desta etapa foram: leitura e fichamento do material


levantado com a produção de resenhas e textos sínteses que comporão a
fundamentação teórica da pesquisa. Vale ressaltar que a consulta à literatura não se
limitará somente a este momento, sendo necessária a sua busca durante as outras
fases da pesquisa. Neste terceiro momento foi elaborado um roteiro para análise
textual de documentos de como é organizado os procedimentos de registro pela
unidade básica de saúde. Durante o processo de sistematização e análise de dados
Gil (2007), afirma que a pesquisa bibliográfica é entendida como um processo, o qual
envolverá as seguintes etapas:

Os dados foram coletados durante todo o processo de realização desta


pesquisa, onde será verificada e analisada a confrontando com a literatura disponível.
As categorias de análise buscarão indicadores de frequência para que venham
contribuir com as interpretações das informações, procurando relacionar evidências e
constatações encontradas com o referencial teórico adotado nesta pesquisa de modo
que responda ao problema e a questões norteadora proposta.
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CAPITULO I

1 - BREVE HISTORICO SOBRE A VIOLENCIA CONTRA A MULHER.

Este tópico tem como objetivo abordar um breve levantamento sobre a violência
doméstica cometida contra a mulher, mostrando que esse tipo de violência ocorre a
muito tempo dentro da relação entre homem e mulher, também irá pontua as
violências mais frequentes que ocorre dentro da relação conjugal. Desde antiguidade
a mulher vem se tornando alvo de diversas formas de violência provocadas pelas
desigualdades de poder nas relações afetivas, sociais, políticas, econômicas e
religiosas. Seja por razões ligadas ao gênero, raça/etnia e sexualidade, a mulher
frequentemente sofre violação dos seus direitos em todos os âmbitos que ela sociais.

Rangel (2005) afirma, que durantes séculos, o poder do homem sobre a mulher
prevaleceu, era uma dominação que repercutia em humilhações, agressões
exacerbadas, maus tratos e ofensas, enfim tratamento desumanos. Observa-se que
a violência e fato histórico, que ocorre a vários séculos contra mulher.

Neste sentido, Rangel (2005) ainda afirma que:

As histórias e os costumes preparam o palco para os homens espancassem suas


mulheres, para criar o sexismo legal e para dar poderes a uma minoria masculina
privilegiada. Sem nenhum sentimento de injustiça. Sem culpas. Com presunção
“Que obra de arte é um homem” exclama Hamlet para os homens (RANGEL, 2005
p. 93)

Sendo assim, pode-se afirmar que no Brasil, assim como no resto do mundo as
mulheres prevalecem por muito tempo submissas aos homens em decorrências do
que era instituído pela igreja que por sua vez pregavam o regime patriarcal. Regime
esse que ditava regras a serem seguida pelas mulheres, onde a mesma deveria servir
o homem.

Segundo Saliba (2006), a violência contra a mulher, além de histórica, é


também produto de um fenômeno cultural da sociedade moderna. A lógica desses
processos culturais não se dilui com lei penais punitivas. Além do mais, há que se
considerar, na cultura brasileira, a síndrome do pequeno poder, que surge quando
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aqueles que não se contentam com sua pequena parcela excedem os limites justos
de sua autoridade. Como foi visto, a violência contra mulher no Brasil segui o
parâmetro do restante do mundo no que se refere a violência em sua totalidade contra
mulher, violência física, psicológica, financeira, sempre esteve inserida na relação do
entre homem e mulher.

Conforme Souza (2011), no Brasil, entre os tipos de agressão contra mulher


são mais comuns as queixas de violência física, seguida da psicológica e do sexo
forçado, cometidos pelo próprio companheiro, além de casos de abusos sexuais
praticados por homens com os quais tiveram contato desde a infância até a idade
adulta. Portanto, pode-se afirmar que as mulheres no Brasil sofrem violências
domesticas pelos seus companheiros não é de hoje, e que apesar das leis punitivas
as violências têm aumentado, sendo que no pais as mais ocorridas estão relacionadas
a violência física, psicológica e sexual. Estes tipos de violências ocorrem dentro do
próprio lar, se tornando a mais difícil de combate.

Nas palavras de Porto (2007), cada tipo de violência acarreta em prejuízos ao


desenvolvimento físico, moral, cognitivo, social, emocional e moral. Pode-se ainda
afirmar nas palavras do autor citado acima que as manifestações físicas da violência
podem ser agudas, com inflamações, contusões no movimento motor, traumatismo,
sequelas que podem deixar algum de tipo de deficiência física, entre outros.

Fica claro que a violência contra mulher, não se restringe somente ao ato
cometido naquele momento, a violências deixas suas marcas e sequelas por resto da
vida, em muitos casos levam a morte da vítima. A violência física está entre as mais
danosas para as mulheres, pois com ela vem outras violências. Deste modo, a lei
Maria da Penha cita as formas de violências familiar contra a mulher: violência física,
psicológica, sexual, patrimonial, moral, no qual serão ressaltadas abaixo. Em sua
maioria a violência é velada, escondida pelo agressor por se trata de uma violência
abstrata. Uma das violências mais notórias é a violência física, que deixa sua marca
nitidamente no corpo da mulher.
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Neste sentido Violência física é considerada a mais brutal, quando a o uso da


força física, com empurrões, socos, mordidas, entre outros que resultam em
hematomas que ficam visíveis no corpo da vítima, podendo ficar suas marcas para
sempre. Essa violência está muito presente na vida conjugal.

Conforme a Lei Maria da Penha, em seu art. 7°, inciso I, a violência física é:

“entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade física ou saúde


corporal. É o tipo de violência com maior facilidade de interpretação, pois além de
ser visível deixando marcas pelo corpo da vítima (através de tapas, socos,
pontapés, uso de armas, etc.) tem uma proximidade do conceito de violência aceita
comumente pela população, dando a ideia de que a violência é uma “ ruptura de
integridade da vítima ( SAFFIOTI, 2004, p. 17).

Em suma, nota-se que a violência física é o tipo de violência mais cometida


contra as mulheres, deixando muitas vezes marcas nas vítimas que não se apagam
com o tempo além dos traumas pelos atos de covardia. Esta violência é a mais
praticadas devido o fator força física na qual o homem tem domínio sobre sua vítima.
No que se refere a Violência psicológica pode ser conceituada como todo ato que
causa danos à saúde psicológica da vítima, que é as vezes impedida de trabalhar, ter
amizades ou de visitar outras pessoas, palavras que ferem a auto estima. Ocorre no
dia a dia da relação das partes, onde o homem impõe restrições relacionada ao
comportamento de sua companheira.

Segundo contas no artigo 7° da lei citada acima, a violência psicológica é:


Entendida como qualquer conduta que [...] cause dano emocional e a diminuição da
autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise
degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças, mediante a ameaça,
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante,
perseguição costuma, insulto, chantagem, ridicularizarão, exploração e limitação do
direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo a saúde psicológica
e a autodeterminação. (BRASIL, 2007 p.10)

Nota-se que a violência psicológica está entre as mais grave e as que mais
ocorre dentro da relação entre homem e mulher, pois a mesma muitas vezes não é
percebida por terceiro, que em sua maioria são os denunciantes de tal violência. Esta
violência ocorre diariamente, pois o medo de uma violência maior e mais grave a
mulher aceita tal imposição do homem. Vale ressaltar, que por ser uma violência, um
tanto quanto abstrata ela pode ser confundida com “ excesso de zelo”, passando
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despercebido por milhares de mulheres que tem a liberdade limitada por seus
cônjuges (CAMPOS apud VENTURI; RECAMÁN; OLIVEIRA, 2001, p. 32)

Portanto, fica claro que a violência psicológica, torna-se uma das mais
perigosa pois está no mundo subjetivo e muitas vezes é ocultada pelo fato dos
agressores discursarem que estão apenas cuidando das companheiras pois a amam
velando assim a violência em si. A próxima violência a ser citada traz em seu contexto
múltiplas violências em uma só, pois além de ser física, é moral, e psicológica. Como
foi citado no início a Violência Sexual também está inserida dentro de relacionamento
entre os pares, muitas vezes não é percebida pela sociedade, pois existem ditos
culturais, que a mulher tem que está pronta a servir ao seu conjugue no que se refere
a relação sexual.

Sendo assim, a violência sexual é entendida como um conjunto de ações ou


tentativas de relação sexual sob repressão da vítima, no casamento ou em quaisquer
relacionamentos. Silva (1992) vem afirmar que a violência sexual e toda ação que
obrigue uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou participar de outras
relações sexuais com o uso da força, ameaça, intimidação dentre outas formas que
fossem o indesejado e caracterizado como violência sexual.

Logo pode-se afirmar que a violência sexual é todo ato que fosse a mulher a
ter relação sexual com seu companheiro. Esta violência também é velada pelas
partes, pois acontece no íntimo do casal. Já para Santos (1997, p. 38) “pode ser
caracterizada como um ataque sexualmente agressivo, em que o consentimento da
vítima não está presente, tonando-se um crime. ” Esta violência e considerada a mais
hediondas, devido suas consequências futuras

Neste sentido podemos afirmar que a violência sexual é todo ato que envolva
jogo sexual sem o consentimento de sua companheira, ela ocorre na relação entre os
casais, e também fora dela. A próxima ponto vem abordar sobre umaviolência pouco
conhecida pela sociedade, ela está relacionada com a tomada de decisão e restrição
de documentos afins de prejudicar o próximo.
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Sobre a Violência Patrimonial a mesma é compreendida como o ato de


restringir bens materiais ou até pessoais como documentos de uma pessoa, reduzindo
as possibilidades da vítima na sua inclusão social. Esta violência ocorre geralmente
quando o conjugue quer privar sua companheira de algo, como viagem, emprego,
estudo dentre outros. Em sua maioria essa violência ocorre devido o excesso de
ciúmes.

Nos termos da Lei Maria da Penha que diz em seu art. 7°, inciso IV, que:

IV- a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure


retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetivos, instrumentos de
trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos,
incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; (BRASIL 2007. 11)

Este tipo de violência limita a liberdade da mulher, inclusive o direito de ir e


vir, “ na medida em que lhe são retirados meios para a própria subsistência. ”
(AGENDE, 2004 p. 13). Sendo assim, esta violência se caracteriza da obstrução do
direito à liberdade, uma vez que para se locomover em nosso pais necessita-se de
documento que nos identifique. A violência que se segui, trata da personalidade da
pessoa, afeta sua autoestima, com ofensa dirigida a pessoa.

– Violência de gênero

Violência de gênero consiste em qualquer ação ou conduta, baseada no


gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher,
tanto no âmbito público como no privado. A violência de gênero é uma manifestação
de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres, em que a
subordinação não implica na ausência absoluta de poder. (BRASIL, p 23, 2007)

– Violência intrafamiliar

Violência intrafamiliar é toda ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a


integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de
outro membro da família. Pode ser cometida dentro ou fora de casa por algum membro
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da família, incluindo pessoas que passam a assumir função parental, ainda que sem
laços de consangüinidade, e em relação de poder à outra. O conceito de violência
intrafamiliar não se refere apenas ao espaço físico onde a violência ocorre, mas
também às relações em que se constrói e efetua. (BRASIL, 2007)

– Violência doméstica

A violência doméstica distingue-se da violência intrafamiliar por incluir outros


membros do grupo, sem função parental, que convivam no espaço doméstico.
Incluem-se aí empregados(as), pessoas que convivem esporadicamente, agregados.
Acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um
membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso
físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono. (BRASIL, 2007)

– Violência física

Ocorre quando uma pessoa, que está em relação de poder em relação a outra,
causa ou tenta causar dano não acidental, por meio do uso da força física ou de algum
tipo de arma que pode provocar ou não lesões externas, internas ou ambas. Segundo
concepções mais recentes, o castigo repetido, não severo, também se considera
violência física. Esta violência pode se manifestar de várias formas:

• Tapas, Empurrões, Soco, Mordidas, Chutes, Queimaduras, Cortes,


Estrangulamento, Lesões por armas ou objetos, Obrigar a tomar medicamentos
desnecessários ou inadequados, álcool, drogas ou outras substâncias, inclusive
alimentos, Tirar de casa à força, Amarrar, Arrastar, Arrancar a roupa, Abandonar em
lugares desconhecidos, Danos à integridade corporal decorrentes de negligência
(omissão de cuidados e proteção contra agravos evitáveis como situações de perigo,
doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros). (BRASIL, 2007)

– Violência sexual
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A violência sexual compreende uma variedade de atos ou tentativas de


relação sexual sob coação ou fisicamente forçada, no casamento ou em outros
relacionamentos. A violência sexual é cometida na maioria das vezes por autores
conhecidos das mulheres envolvendo o vínculo conjugal (esposo e companheiro) no
espaço doméstico, o que contribui para sua invisibilidade. Esse tipo de violência
acontece nas várias classes sociais e nas diferentes culturas. Diversos atos
sexualmente violentos podem ocorrer em diferentes circunstâncias e cenários.Dentre
eles podemos citar:

• Estupro dentro do casamento ou namoro; Estupro cometido por estranhos;


Investidas sexuais indesejadas ou assédio sexual, inclusive exigência de sexo como
pagamento de favores; Abuso sexual de pessoas mental ou fisicamente incapazes;
Abuso sexual de crianças; Casamento ou coabitação forçados, inclusive casamento
de crianças; Negação do direito de usar anticoncepcionais ou de adotar outras
medidas de proteção contra doenças sexualmente transmitidas; Aborto forçado; Atos
violentos contra a integridade sexual das mulheres, inclusive mutilação genital
feminina e exames obrigatórios de virgindade; Prostituição forçada e tráfico de
pessoas com fins de exploração sexual; Estupro sistemático durante conflito
armado.(BRASIL, 2007).

– Violência psicológica

É toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano á autoestima, à


identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Inclui: Insultos constantes, Humilhação,
Desvalorização, Chantagem, Isolamento de amigos e familiares, Ridicularização,
Rechaço, Manipulação afetiva, Exploração, Negligência (atos de omissão a cuidados
e proteção contra agravos evitável como situações de perigo, doenças, gravidez,
alimentação, higiene, entre outros), Ameaças, Privação arbitraria da liberdade
(impedimento de trabalhar, estudar, cuidar da aparência pessoal, gerenciar o próprio
dinheiro, brincar, etc.) Confinamento doméstico, Criticas pelo desempenho sexual,
Omissão de carinho, Negar atenção e supervisão. (BRASIL, 2007)
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– Violência econômica ou financeira

São todos os atos destrutivos ou omissões do(a) agressor(a) que afetam a


saúde emocional e a sobrevivência dos membros da família. Inclui:

• Roubo, Destruição de bens pessoais (roupas, objetos, documentos, animais


de estimação e outros) ou de bens da sociedade conjugal (residência, móveis e
utensílios domésticos, terras e outros), Recusa de pagar a pensão alimentícia ou de
participar nos gastos básicos para a sobrevivência do núcleo família, Uso dos recursos
econômicos da pessoa idosa, tutelada ou incapaz, destituindo-a de gerir seus próprios
recursos e deixando-a sem provimentos e cuidados. (BRASIL, 2007)

– Violência institucional

Violência institucional é aquela exercida nos/ pelos próprios serviços públicos,


por ação ou omissão. Pode incluir desde a dimensão mais ampla da falta de acesso
à má qualidade dos serviços. Abrange abusos cometidos em virtude das relações de
poder desiguais entre usuários e profissionais dentro das instituições, até por uma
noção mais restrita de dano físico intencional. Esta violência poder ser identificada de
várias formas:

• Peregrinação por diversos serviços até receber atendimento, Falta de escuta


e tempo para a clientela, Frieza, rispidez, falta de atenção, negligência, Maus-tratos
dos profissionais para com os usuários, motivados por discriminação, abrangendo
questões de raça, idade, opção sexual, deficiência física, doença mental, Violação dos
direitos reprodutivos (discrição das mulheres em processo de abortamento,
aceleração do parto para liberar leitos, preconceitos acerca dos papéis sexuais e em
relação às mulheres soropositivas [HIV], quando estão grávidas ou desejam
engravidar), Desqualificação do saber prático, da experiência de vida, diante do saber.
(BRASIL, 2007)
18

Estas violências ocorrem diariamente entre os casais, onde os mesmos se


agridem com palavras de baixo calão, sendo em sua maioria o opresso masculino e
muitas vezes o agravo dessa agressão leva a outros tipos de violências, como a física
que consequentemente em alguns casos levar a vítima a óbito. Portanto todos os
tipos de violência encontram-se presentes no dispositivo da lei 11.340/06, e suas
especificidades.No quer se refere as políticas voltadas para a proteção da mulher,
ganhou avanço após o movimento feminista, e promulgação da carta dos Direitos
Humanos em 1948, sendo reafirmada como foi ressaltado acima na constituição
Federal do Brasil de 1988, o tópico seguinte abordará mais afundo sobres essas
questões e principalmente discorrerá sobre a lei magna da mulher; L ei n°11. 340 de
agosto de 2006, conhecida como “lei Maria da Penha”.

CAPITULO II

2 - POLITICAS VOLTADAS PARA PROTEÇÃO E RESTITUIÇÃO DE DIREITO DA


MULHER.

Este tópico está direcionado para as políticas de proteção as mulheres contra


as diversas violência que ocorre dentro das relações entre homem e mulher. Será
citado sobre a Declaração dos Direitos Humanos, Lei Maria da Penha, marco no
cenário brasileiro no combate a violência contra mulher e pôr fim a Política Nacional
de Enfrentamento a Violência contra Mulher

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou seus esforços


contra essa forma de violência, na década de 50, com a criação da Comissão de
Status da Mulher que formulou entre os anos de 1949e 1962 uma série de tratados
baseados em provisões da Carta das Nações Unidas, que afirma expressamente os
direitos iguais entre homens e mulheres e na Declaração Universal dos Direitos
Humanos, que declara que todos os direitos e liberdades humanos devem ser
aplicados igualmente a homens e mulheres, sem distinção de qualquer natureza.
Desde então, várias ações têm sido conduzidas, a âmbito mundial, para a promoção
dos direitos da mulher, e, no que compete ao Brasil, uma série de medidas protetivas
vêm sendo empregadas visando à solução dessa problemática.
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Em 1979, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Convenção para


a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW),
conhecida como a Lei Internacional dos Direitos da Mulher. Essa Convenção visou a
promoção dos direitos da mulher na busca da igualdade de gênero, bem como, a
repressão de quaisquer discriminações. No contexto brasileiro, a década de 70 é
marcada pelo surgimento dos primeiros movimentos feministas organizados e
politicamente engajados em defesa dos direitos da mulher contra o sistema social
opressor, o machismo.

A política sexista reinante até então, deixava impunes muitos assassinatos de


mulheres sob o argumento de legítima defesa da honra. Como exemplo, temos em
1976, o brutal assassinato de Ângela Maria Fernandes Diniz pelo seu ex-marido, Raul
Fernando do Amaral Street (Doca) que não se conformou com o rompimento da
relação e acabou por descarregar um revólver contra o rosto e crânio de Ângela.
Sendo levado a julgamento foi absolvido com o argumento de haver matado em
‘legítima defesa da honra’. A grande repercussão dada à morte de Ângela Diniz na
mídia, acarretou numa movimentação de mulheres em torno do lema: ‘quem ama não
mata’.

O caso acima relatado é apenas um exemplo da grande impunidade à


violência perpetrada contra as mulheres, violência que, com a mobilização do
movimento feminista ganhou a seguinte definição: A expressão refere-se a situações
tão diversas como a violência física, sexual e psicológica cometida por parceiros
íntimos, o estupro, o abuso sexual de meninas, o assédio sexual no local de trabalho,
a violência contra a homossexualidade, o tráfico de mulheres, o turismo sexual, a
violência étnica e racial, a violência cometida pelo Estado, por ação ou omissão, a
mutilação genital feminina, a violência e os assassinatos ligados ao dote, o estupro
em massa nas guerras e conflitos armados.

A partir do engajamento do movimento de mulheres e do movimento feminista


contra essa forma de violência, surge em 1981, no Rio de Janeiro, o SOS Mulher; seu
objetivo era construir um espaço de atendimento às mulheres vítimas de violência,
além de ser um espaço de reflexão e mudanças das condições de vida destas
20

mulheres. O SOS Mulher não se restringiu apenas ao Rio de Janeiro, esta iniciativa
também foi adotada em outras capitais, como: São Paulo e Porto Alegre. “A então
forte e bem sucedida politização da temática da violência contra a mulher pelo SOS-
Mulher e pelo movimento de mulheres em geral fez com que, em São Paulo, o
Conselho Estadual da Condição Feminina, [...], priorizasse essa temática, entre
outras.” (SANTOS, 2001)

A busca destes dois movimentos — de mulheres e feministas — por parcerias


com o Estado para a implementação de políticas públicas resultou na criação do
Conselho Estadual da Condição Feminina em 1983; na ratificação pelo Brasil da
CEDAW em 1984; ao que se seguiu, em 1985, a implantação do Conselho Nacional
dos Direitos da Mulher; e, da primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A
criação das Delegacias de Defesa da Mulher foi uma iniciativa pioneira do Brasil que
mais tarde foi adotada por outros países da América Latina. Pela última pesquisa
realizada em 2003/2004,[ contavam-se 380 delegacias, tendo sua maior concentração
na região sudeste (40%).

Ao ratificar a CEDAW o Estado brasileiro se comprometeu perante o sistema


global a coibir todas as formas de violência contra a mulher e a adotar políticas
destinadas a prevenir, punir e erradicar a violência de gênero.

A Constituição Federal Brasileira de 1988 incorpora aos direitos e garantias


do seu texto original, os estabelecidos em decorrência de acordos e tratados
internacionais. Desta forma, as Resoluções da Convenção de Belém do Pará e da
CEDAW são também garantias constitucionais, como expressa o artigo 5º parágrafo
2º, da Constituição Federal: ‘Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte’. (BRASIL,
2006, p. 15-16)

Desta forma, a criação das Delegacias Especializadas de Atendimento à


Mulher (DEAMs) vêem efetivar o compromisso assumido perante os sistemas
internacionais. Tal iniciativa contribuiu para dar maior visibilidade a problemática da
violência contra a mulher, especialmente a doméstica; favorecendo a discussão da
21

natureza criminosa da violência perpetrada sob questões de gênero, além de criar


uma via de enfrentamento e erradicação da violência contra a mulher no Brasil.

A violência contra a mulher voltou a pauta no cenário internacional em 1993


com a Declaração de Viena. Nela foram considerados os vários graus e manifestações
de violência, incluindo as resultantes de preconceito cultural e tráfico de pessoas. Um
grande avanço desta declaração foi a revogação da violência privada como
criminalidade comum, considerando assim, que a violência contra a mulher infringe os
Direitos Humanos e é realizada principalmente na esfera privada. Um ano depois, em
06 de junho, a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos – OEA,
aprovou a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência
contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará. Essa Convenção foi
ratificada pelo Brasil em 1995.

[...] esta representa um marco contextual e conceitual para a violência de gênero,


uma vez que define em seu artigo 1° o conceito de violência contra a mulher.
Violência contra a mulher significa, nos termos desta convenção, ‘qualquer ato ou
conduta baseada no gênero, que cause ou passível de causar morte, dano ou
sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na
esfera privada.’ (BRASIL, 2006, p. 15)

2.2 - LEI MARIA DA PENHA

A Lei Maria da Penha é um marco na defesa dos direitos das mulheres que
sofrem violência doméstica diariamente por seu cônjuge e por terceiro. Ela vem de
fato garantir punição aos agressores de mulheres e pericialmente restituir os direitos
violados.

Neste sentido Mello (2009), afirma que:

A Lei Federal 11.340, de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que cria
mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher
e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de
violência doméstica e familiar. Segundo essa lei, configura violência doméstica e
familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe
cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou
patrimonial. (MELLO, 2009 p. 25).
22

Portanto fica claro que a Lei citada, vem estabelece um marco na defesa e na
garantia da proteção a mulher, tanto no âmbito social com no âmbito familiar, de onde
provem o s maiores incidentes de violências cometida contra a mulher, seja ela física,
moral, psicológica dentre outras. A lei vem para proteger essa parcela para assim trata
em igualdade a relação da mulher no âmbito familiar. Esta lei está em sendo uns dos
principais mecanismos de defesa da mulher, porém ainda precisar ser efetivada de
fato. A política seguinte vem abordar os princípios e conceitos e ações de prevenção
e proteção e combate a violência contra mulher.

2.3- POLÍTICA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS


MULHERES

Segundo Brasil (2011) a Política Nacional de Enfrentamento à Violência


contra as Mulheres tem por finalidade estabelecer conceitos, princípios, diretrizes e
ações de prevenção e combate à violência contra as mulheres, assim como de
assistência e garantia de direitos às mulheres em situação de violência, conforme
normas e instrumentos internacionais de direitos humanos e legislação nacional.
Sendo assim, vale ressaltar que a Política Nacional de Enfretamento a Violência
contra Mulher, vem de fato buscar meios que possa garantir a restituição de direitos
das vítimas e garantir proteção as mesmas, possibilitando o resgate da dignidade das
vítimas de violência.

Ainda no que se refere a Política Nacional, está estruturada a partir do Plano


Nacional de Políticas para Mulheres (PNPM) elaborado com base na I Conferência
Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em 2004 pela Secretaria de
Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM-PR)e pelo Conselho
Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). O PNPM possui como um de seus capítulos
o enfrentamento à violência contra a mulher que, por sua vez, define como objetivo a
criação de uma Política Nacional para Mulheres.(BRASIL, 2011)

De acordo com Brasil ( 2011) vale notar que a questão do enfrentamento a


todas as formas de violência contra a mulher foi mantida como um eixo temático na II
Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM), realizada em agosto de
23

2007 e no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, lançado em 2008. Sendo


assim, fica claro que a Política não foi feita do dia para noite, existe todo um aparato
legal sobre ela, diversos encontros e conferencias que discutiram sobre a temática,
com o objetivo de buscar meios para enfrentar tais violências. Todos aspectos
envolvendo a políticas esta garantidos pelas legislações vigentes.

A Política Nacional encontra-se, também, em consonância com a lei n°


11.340/2006 ( Lei Maria da Penha)e com convenções e tratados internacionais
ratificados pelo Brasil, tais como: a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir, e Erradicar a Violência contra
Mulher realizada em Belém do Pará no ano de 1994.

Desse modo, a elaboração da Política Nacional de Enfrentamento à Violência


contra as Mulheres pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) tem como
objetivo explicitar os fundamentos conceituais e políticos que têm orientado a
formulação e execução das políticas públicas, desde a criação da SPM-PR em janeiro
de 2003 , que tinha como objetivo a prevenção, combate e enfrentamento à violência
contra as mulheres, assim como também era voltada para a assistência às mulheres
em situação de violência. (BRASIL, 2011)

Conforme citado acima, pode-se assim compreender que de fato houve um


avanço no que se refere a proteção e restituição de direitos das mulheres que a muitos
foi negligenciado por parte da sociedade em geral. Hoje vivesse uma realidade mais
esperançosa com diversos mecanismos voltado para o enfrentamento a violência
contra mulher. Vale destacar, que apesar de das Políticas e legislações voltadas para
a proteção das mulheres, a violência incite em permanecer no meio conjugal. Nos
noticiários televisivos observa-se essa realidade, onde mulheres são violentada
diariamente pelos seus parceiros.

Sendo assim, fica obvio necessidade de mais investimento em todos os setores


de proteção a mulher, seja na Política, nas instituições de apoio, nos profissionais que
atuam com essas demandas dentre outros. O tópico que segui vem abordar sobre o
24

profissional de Serviço Social que atua como agente de viabilização de direitos dentro
das políticas e legislações voltadas para a proteção e restituição de direito.

2.4. ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NAS QUESTOES DA VIOLENCIA


DOMÉSTICA CONTRA A MULHER

Desde os primórdio do Serviço social é observado que as conquistas da


profissão acontecem comitantemente com a conquistas dos movimentos feministas,
efetivando direitos e priorizando o valor da mulher na sociedade. Com base nisso, até
hoje os Assistentes Sociais trilham sua atuação nessa perspectiva e cada vez mais
se atualizando frente às transformações da sociedade.

Segundo Iamamoto e Carvalho (1983), a profissão Serviço Social surgiu devido


às contingenciais geradas pelo capitalismo, o profissional de Serviço Social atua no
âmbito das relações humanas e deve contribuir para que seja garantido o direto dos
sujeitos. O objeto do Serviço social é a ‘Questão Social’4 e suas expressões sociais
nas diversas áreas. O Profissional utiliza alguns instrumentos técnicos operativos para
uma melhor avaliação e intervenções.

A entrevista, é um dos instrumentais mais utilizado pelo profissional, onde se


desenvolve através do processo de escuta inicial e observações técnicas. Outro
instrumental comum é a visita domiciliar, essa é utilizada para conhecer a realidade
da qual o sujeito vive. Os assistentes sociais no seu espaço de trabalho contêm
inúmeras informações e conhecimentos sobre os usuários os quais ele atende. O
profissional utiliza de seus instrumentos e técnicas para minimizar os impactos
sofridos pela vítima e consequentemente que não seja reproduzida aos filhos, fazendo
com que essa vitima seja orientada e respaldada de seus direitos para que consiga
assim deixar de aprisionar-se da atual situação vivida. Sobre isso as autoras abaixo
discorre:

Por isso, para o assistente social, é essencial o conhecimento da realidade em que


atua, a fim de compreender como os sujeitos sociais experimentam e vivenciam as
situações sociais. No caso, trabalhando com a temática da violência contra a
mulher, o profissional de Serviço Social necessita aprofundar seu conhecimento
25

sobre as múltiplas determinações que decorrem da mesma. (LISBOA, PINHEIRO,


2005, P. 203)

Existe também possibilidades de o profissional trabalhar com grupos,


principalmente nos casos de mulheres que sofrem violência doméstica, o trabalho
realizado com grupos pode ser feito de várias formas, sendo que as mais comuns é 4
Questão social é o conjunto das expressões que definem as desigualdades da
sociedade.

A questão social surgiu no século XIX, na Europa, com o objetivo de exigir a


formulação de políticas sociais em benefício da classe operária, que estavam em
pobreza crescente. Introduzir abordagens temáticas e rodas de conversas, vistas a
contribuir para retirá-las do processo de angústia, baixa autoestima e a condição de
violência que está inserida. A troca de informações entre elas nos grupos é
fundamental para se fortalecerem, assim como troca de experiência, para ser
encorajadas a sair da situação atual.

Os grandes desafios enfrentados pela profissional são de auxiliar a vítima de


violência doméstica na questão de abrigá-la em um local seguro no primeiro momento
da violência sofrida. No que se refere aos encaminhamentos o profissional deverá ter
amplo conhecimento na rede de serviço da sua cidade, é relevante dizer, que os
encaminhamentos acontecem após o processo de acolhida e orientações a mulher,
assim como a possível denúncia ao órgão competente se for o caso.

As Unidades de Saúde também caracterizam-se como a porta de entrada


preferencial, para que a vítima tenha os primeiros cuidados no caso da violência física,
também tem o CREAS que é uma unidade pública estatal responsável pela oferta de
orientação e apoio especializados e continuados a indivíduos e famílias com seus
direitos violados. Nos casos de grande evidência de trauma emocional e psicológica
faz-se necessário efetivar encaminhamento para o CAPS que também é uma unidade
pública estatal que dispõem de profissionais da área da psicologia e psiquiatria para
acompanhamentos e tratamentos psicológicos.
26

Percebe-se portanto que o trabalho do Serviço social caminham juntos com as


de outros profissionais e outros órgãos. Além disso, o profissional vem buscando fazer
trabalhos onde beneficiem essas mulheres, sempre validando seus direitos e
orientando a agir da melhor maneira para conseguir seus objetivos. Neste sentido a
violência doméstica contra a mulher tornou-se objeto de atuação profissional do
assistente social, enquanto desafio posto no cotidiano, o qual formula um conjunto de
reflexão e intervenção desse profissional.
27

CONSIDERAÇOES FINAIS

A violência contra a mulher tem raízes profundas que estão situadas ao longo
da história, sendo, portanto de difícil desconstrução. No Brasil, o início da década de
80 foi marcado pela forte mobilização dos sujeitos do sexo feminino em torno da
temática da violência contra a mulher. Sua articulação em movimentos próprios,
somada a uma intensa busca por parcerias com o Estado, para a resolução desta
problemática, resultou em uma série de conquistas ao longo dos anos. A mais recente
é a aprovação da Lei nº 11.340/2006, que entrou em vigência no dia 22 de setembro
de 2006, depois de ter sido amplamente discutida e reformulada por um Grupo de
Trabalho Interministerial que analisou o anteprojeto enviado por um consórcio de
ONGs (Organização Não-Governamental)

A apreciação da proposição na Câmara Federal envolveu a sociedade civil ao


longo de 2005, por meio de audiências públicas, em assembléias legislativas que
ocorreram em vários estados brasileiros. Mas não foi somente a articulação a âmbito
nacional que pressionou a aprovação do PCL 37/2006, que se transformou na Lei nº
11.340/2006, denominada Lei ‘Maria da Penha’. O não cumprimento dos
compromissos firmados em Convenções Internacionais acarretou em denúncia ao
Sistema Internacional, através da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da
Organização dos Estados Americanos (OEA), que após a avaliação do caso, publicou
em 2001 o Relatório nº 54, que dentre outras constatações, recomendou que o país
desse prosseguimento e intensificasse o processo de reforma legislativa que evite a
tolerância estatal e o tratamento discriminatório com respeito à violência doméstica
contra as mulheres no Brasil.

Dentro dessa conjuntura política a nova Lei nº 11.340/2006 veio como um


passo em direção ao cumprimento das determinações da Convenção de Belém do
Pará e da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra as
Mulheres (CEDAW), além de regulamentar a Constituição Federal. Essa Lei traz
medidas protetivas à mulher vítima de violência doméstica e familiar, e, na esfera
punitiva, proíbe a aplicação das chamadas penas alternativas, principalmente os
28

benefícios da Lei nº 9099/95 (a transação penal, as multas que eram convertidas em


cestas básicas —, e a suspensão condicional do processo). Além disso, priorizando
os crimes praticados contra mulher nos ambientes: doméstico, intrafamiliar e afetivo,
instituiu os Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher,
sendo que as Varas Criminais acumularão as competências cível — separação judicial
e de corpos, por exemplo, e criminal — responsabilização do agressor, nos casos
decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Dentre as medidas protetivas elencadas na Lei ‘Maria da Penha’, algumas


merecem destaque, diante de seus feitos intimidativos, bem como para a garantia da
integridade física e moral da ofendida. Pode-se citar a obrigação de a Autoridade
Policial garantir a proteção da mulher, encaminhá-la ao hospital, fornecer-lhe e aos
dependentes o transporte que se fizer necessário, e acompanhar-lhe ao domicílio para
a retirada dos pertences.

Além disto, a Lei determina o encaminhamento de mulheres em situação de


violência e seus dependentes à programas e serviços de proteção, garantindo-lhe os
Direitos Humanos que se achavam positivados na Constituição Federal. À mulher
vítima de violência doméstica e familiar também é garantida assistência jurídica
gratuita, bem como o acompanhamento jurídico em todos os atos processuais.

Avaliar quais serão os reais resultados destas ações neste presente momento
é impossível, mas é inegável que a Lei apresenta uma estrutura adequada e
específica para atender a complexidade do fenômeno da violência contra as mulheres
ao prever um conjunto de políticas públicas, mecanismos de prevenção e punição,
voltados para a garantia dos Direitos Humanos e da proteção da mulher vítima de
agressão doméstica e familiar.

Apesar das resistências de alguns juristas na aplicação dos dispositivos da


Lei ‘Maria da Penha’, ela está ganhando seu espaço e apresenta-se como um
importante instrumento, não só normativo, mas político-jurídico, admirável e de difícil
contestação, na construção de uma sociedade justa e sem desigualdades pautadas
sob as questões de gênero.
29

A desconstrução das redes que tecem a violência contra a mulher ainda levará
muito tempo, porém, não seria utópico acreditar em sua finitude, na medida em que o
que se construiu sócio-historicamente pode ter seu caminho refeito em outra
perspectiva. Em curto prazo, faz-se necessário e urgente um ordenamento jurídico
adequado e coerente com as expectativas e demandas sociais. Além disso, não basta
que haja um ordenamento que tenha vigência jurídica, mas não tenha vigência social,
isto é, que não seja aceito e aplicado pelos membros da sociedade.

O combate ao fenômeno da Violência contra Mulher não é função exclusiva


do Estado; a sociedade também precisa se conscientizar sobre sua responsabilidade,
no sentido de não aceitar conviver com este tipo de violência, pois, ao se calar, ela
contribui para a perpetuação da impunidade. Faz-se urgente a compreensão, por
parte da sociedade como um todo, de que os Direitos das Mulheres são Direitos
Humanos, e que a modificação da cultura de subordinação calcada em questões de
gênero requer uma ação conjugada, já que a violência contra a mulher desencadeia
desequilíbrios nas ordens econômica, familiar e emocional.

O ideal neste caso seria trabalhar tanto com ações pontuais específicas, como
com as políticas públicas transversais. Ao se adotar as políticas públicas transversais,
objetivando a igualdade entre homens e mulheres, encontra-se um norte a trilhar na
busca de um caminho que modifique o panorama da violência em geral e a de gênero
em particular. A Secretaria da Mulher poderia desempenhar o papel de catalisadora
neste processo articulando-se aos Conselhos ou Secretarias da Mulher em todos os
Estados.

Além disto, a conscientização da natureza histórica da desigualdade de


gênero precisa ser trabalhada desde o início do ensino escolar, já que a desigualdade
de gênero somada a ordem patriarcal vigente são alguns dos ingredientes que, unidos
ao sentimento de culpa inculcado historicamente na psique das mulheres, contribuem
para a perpetuação das relações desiguais de poder que acabam por acarretar em
violência.
30

Espera se que esta pesquisa venha a colaborar e contribuir para a compreensão


sobre a importância das políticas públicas voltadas para enfrentamento contra a
violência cometida contra mulher e relação com o Serviço Social. A Lei Maria da
Penha é um marco para proteção da mulher, porém ainda não cumprida de fato.
Espera-se que este estudo posso buscar compreender e analisar essas políticas e
refletir sobre sua efetividade e a pratica do assistente social no combate a violência.

Conclui se então que as políticas públicas são de suma importância para


defesa de direitos das mulheres e, o profissional de Serviço Social é um agente
habilitado para trabalhar com essas políticas na promoção dos direitos garantidos. Por
fim, faz necessário mais estudo nesta área para assim dá mais mostrar e afirmar a
relevância do profissional de Serviço Social.
31

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