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Disciplina de Urologia
Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic
Prof. Dr. Fabio Thadeu Ferreira

Neoplasias Urológicas (Inclui Doenças Císticas do Rim)

Câncer de Próstata

1. (SLM, 2016) A graduação de Gleason, na prostatectomia radical, e.g. Gleason 4+3,


indica:
a. As duas notas representam os dois padrões histológicos de maior indiferenciação
b. A primeira nota corresponde ao padrão mais prevalente; a segunda nota, ao
segundo padrão mais prevalente, podendo ou não haver uma terceira nota
c. A primeira nota corresponde ao padrão de maior indiferenciação e a segunda
nota, ao padrão de maior diferenciação histológica
d. A primeira nota corresponde ao padrão histológico mais alterado, enquanto a
segunda nota, ao padrão histológico mais indiferenciado
e. A primeira nota corresponde a alteração histológica mais prevalente, não
podendo haver uma terceira nota

2. (SLM, 2017) Paciente do sexo masculino, 58 anos de idade, passa em consulta com
urologista para avaliação periódica preventiva para a neoplasia maligna de
próstata. Assintomático, sem qualquer queixa específica. Não possui comorbidades,
hábitos danosos ou antecedentes pessoais ou familiares relevantes. Ao exame digital
retal, encontra-se uma próstata fibro-elástica, simétrica, sem nódulos, com
aproximadamente 50g. Traz um exame de PSA total, cujo resultado foi de 3,3ng/mL.
Considerando o caso acima, qual a melhor conduta?
a. Orientar o paciente que sua avaliação é normal e esta deve ser realizada
anualmente. Sem outras condutas no momento.
b. O PSA do paciente encontra-se alterado e é necessária a realização de uma
biópsia de próstata
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c. Deve-se iniciar o tratamento com inibidores de 5-alfa-redutase, com o intuito de


reduzir os níveis de PSA
d. É necessária a coleta de PSA livre, para que se possa calcular a relação entre PSA
livre e total e assim definir a necessidade de biópsia de próstata
e. Por ser o exame de maior sensibilidade e especificidade para afecções prostáticas,
a Ressonância Magnética deve ser solicitada

3. (SLM, 2017) Após a realização de uma biópsia de próstata, alguns eventos adversos
são possíveis. Considerando-se apenas a hematoespermia, pode-se afirmar que:
a. Normalmente necessita de hospitalização para seu tratamento
b. É necessário tratamento com antibióticos por tempo prolongado (> 14 dias)
c. É necessário exame complementar para elucidação diagnóstica
d. Pode persistir por até 4-6 semanas após o procedimento
e. Esta complicação é virtualmente inexistente caso o paciente realize clister
glicerinado na véspera da biópsia de próstata

4. (SLM, 2018) Em relação a avaliação patológica da neoplasia próstata, pode-se


afirmar em relação a graduação de Gleason, EXCETO:
a. A graduação primária varia de 1 a 5
b. A graduação secundária varia de 1 a 5
c. A soma das notas da graduação primária e secundária varia de 2 a 10
d. A graduação primária indica a segunda área mais representativa da amostra
e. A presença de nota 5 na graduação primária ou secundária indica uma doença de
pior prognóstico

5. (SLM, 2018) Em relação a avaliação preventiva do câncer de próstata, qual das


afirmações é INCORRETA:
a. É recomendado a realizada dos exames preventivos após os 50 anos de idade,
caso não haja antecedentes familiares desta doença
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b. O “screening” populacional provou-se eficaz na melhora da sobrevida câncer-


específica ao longo das últimas 3 décadas
c. A biópsia de próstata deve ser indicada quando se encontra qualquer alteração ao
exame digital retal
d. O exame digita retal deve ser feito em conjunto com a dosagem do PSA total
sérico
e. Não se recomenda a avaliação preventiva em homens assintomáticos com mais
de 80 anos de idade

6. (Proteus, 2017) Em relação ao diagnóstico do câncer de próstata podemos afirmar


que:
a. o marcador sérico PCA3 apresenta melhor acurácia que o PSA em rebiópsias
b. velocidade de PSA < 0,75ng/ml/ano esta associada a maior chance de câncer de
próstata
c. o PSA pode ser encontrado sob a forma livre ou combinada a três proteínas, 1
protease inibidora (API), α2 macroglobulina (A2M) e 5 α redutase (5α- R)
d. a forma combinada do PSA corresponde a mais da metade do PSA total
e. o PSA é uma glicoproteína da família das calicreínas produzida exclusivamente
pelo epitélio prostático

7. (Proteus, 2017) Em relação aos exames de imagem empregados no diagnóstico do


câncer de próstata:
a. cintilografia óssea está indicada quando o PSAt é maior que 20ng/dL.
b. o ultrassom transretal é um bom exame para o estadiamento local do câncer de
próstata.
c. as chances do PET-PSMA ser positivo em indivíduos com recidiva bioquímica
pós prostatectomia radical é de 70% quando os níveis de PSA forem > que
10ng/mL.
d. o aspecto típico do câncer de próstata no ultrassom transretal é de uma lesão
hiperecóica e com maior captação ao Doppler.
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e. tanto a tomografia quanto a ressonância de pelve apresentam alta acurácia na


avaliação de extensão extraprostática.

8. (Proteus, 2017) Em relação à biópsia de próstata podemos afirmar que:


a. a presença de PIN de alto grau em 2 fragmentos em biópsia prévia é indicativa
de rebiópsia mesmo se a ressonância multiparamétrica não tiver alterações.
b. indivíduos com ASAP em biópsia prévia tem chance de 75% de positividade se
submetidos à rebiópsia.
c. o uso de AAS ou XareltoR não representam contraindicação absoluta para
realização de biópsia de próstata.
d. é consenso que a realização de ressonância multiparamétrica deva ser
considerada em indivíduos com indicação de rebiópsia.
e. a presença de ASAP é indicativo de realização de imunohistoquímica com os
anticorpos 34beta E12 e anti-PSMA.

9. (Sec. Mun. Campo Grande, 2018) A respeito do tratamento do câncer de próstata,


é CORRETO afirmar que:
a. O escore de Gleason não interfere na decisão ou modalidade de tratamento
b. Todos os cânceres de próstata devem ser tratados de maneira conservadora
c. A cirurgia é superior às outras modalidades terapêuticas
d. Nos pacientes idosos com tumores de próstata localizados, com apenas 2 ou
menos fragmentos positivos na biópsia, a vigilância ativa pode ser recomendada
e. Os indivíduos submetidos a prostatectomia apresentam um índice menor de
disfunção erétil, enquanto aqueles de manejo conservador apresentam mais casos
de obstrução urinária

10. (UEPA, 2014) O sítio de metástase mais comum para os cânceres de próstata é:
a. Adrenal
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b. Fígado
c. Osso
d. Cérebro
e. Baço

11. (Proteus, 2017) Em relação à ressonância multiparamétrica de próstata:


a. a presença de PIRADS 5 constitui indicação de biópsia mesmo com toque e PSA
normal
b. o achado de PIRADS 1 e 2 não contraindica a realização de biópsia de próstata
caso o valor do PSA esteja elevado em indivíduos sem biópsia prévia
c. a espectroscopia é o parâmetro mais importante na suspeita do câncer de próstata
d. na presença de PIRADS 4 ou 5 podemos prescindir da amostragem randomizada
com 12 fragmentos e amostrar apenas as áreas suspeitas
e. a ressonância está sempre indicada antes da realização da biópsia, mesmo em
indivíduos sem biópsia anterior

Câncer de Bexiga

12. (SLM, 2015) Se uma mulher de 60 anos com antecedente de tabagismo de 1


maço/dia/30 anos parou de fumar nos últimos 3 anos, seu risco para câncer de
bexiga:
a. É o mesmo como se ainda estivesse fumando
b. É o mesmo como se nunca tivesse fumado
c. Não tem relação com a quantidade de cigarros fumados
d. É muito baixo por conta de seu sexo
e. Diminui gradativamente ao longo do tempo

13. (SLM, 2017) Homem com 40 anos de idade, com diagnóstico firmado (com RTU e
re-RTU de bexiga) de neoplasia maligna de células transicionais de bexiga, com
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Estadiamento pT1 de algo grau de indiferenciação. O próximo passo a ser tomado


e:
a. Esquema de indução de onco-BCG intravesical
b. Realizar nova RTU de bexiga
c. Cistectomia radical
d. Instilação intravesical de Mitomicina (dose única)
e. Quimioterapia neoadjuvante e cistectomia radical posterior

14. (SLM, 2016) Homem de 53 anos de idade submetido a RTU de bexiga para remoção
completa de lesão vegetante de 2cm (maior diâmetro). Análise patológica
demonstrou um carcinoma de células transicionais pT2 de alto grau de
indiferenciação associado com Carcinoma in situ. Não há evidências de metástases
durante o estadiamento do paciente. Qual a melhor conduta para este caso?
a. Cistoprostatectomia radical com derivação urinária + Quimioterapia adjuvante
b. Quimioterapia apenas
c. Radioterapia + Quimioterapia
d. Quimioterapia neoadjuvante + Cistoprostatectomia radical
e. Cistoprostatectomia radical + Radioterapia pélvica

15. (SLM, 2015) Qual dos seguintes agentes possui melhor efeito comprovado na
prevenção da recidiva tumoral, em se tratando de neoplasia maligna de bexiga?
a. Onco-Tiotepa
b. Onco-BCG
c. Mitomicina C
d. Epirrubicina
e. Gencitabina
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16. (Proteus, 2017) Vários fatores estão associados ao câncer da bexiga, na recorrência
e progressão. Qual é o fator de risco, conhecido, mais significativo?
a. aminas aromáticas
b. hidrocarbonetos aromáticos
c. ciclofosfamida
d. Síndrome de Lynch
e. Tabagismo

17. (Proteus, 2017) Sobre os exames de imagem empregados na avaliação em paciente


com hematúria urológica, marque a alternativa correta:
a. A urografia excretora atualmente é o exame de escolha em pacientes jovens pela
menor dose de radiação em relação à urotomografia e a maior experiência dos
urologistas em interpretar seus achados.
b. A urorresonância é atualmente o método de escolha para a avaliação do trato
urinário superior.
c. Na suspeita de carcinoma de células transicionais da bexiga a urotomografia é o
exame de escolha no estadiamento local por imagem.
d. A urotomografia é um bom método para detecção de lesões do trato urinário
superior, entretanto, devido ao uso do contraste, é limitada na identificação de
litíase renal.
e. Em pacientes jovens e de baixo risco para neoplasia a ultrassonografia pode ser
empregada como método inicial.

18. (Proteus, 2017) Seguindo a estratificação de risco para câncer de bexiga não invasivo
da camada muscular, segundo a OMS / Sociedade Internacional de Patologia
Urológica (ISUP), qual é a alternativa que representa os Tumores de Alto Risco?
a. Tumor Único, Ta > 3cm, Tumor de Alto Grau (Ta) ≤ 3cm, Recorrência do Tumor
em menos de 1 ano.
b. Tumor de Alto Grau (Ta) ≤ 3cm, Carcinoma In Situ, Tumor Multifocal.
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c. Tumor de Alto Grau (T1), Tumor de Alto Grau (Ta) >3cm ou multifocal, Invasão
Linfovascular Presente.
d. Tumor Único (Ta) ≤ 3cm, Carcinoma In Situ, Tumor Multifocal.
e. Falha do BCG em Tumor de Alto Grau em qual quer tipo histológico, Tumor de
Alto Grau (Ta) ≤ 3cm, Invasão Linfovascular presente.

19. (Proteus, 2017) De acordo com o Guideline da AUA de 2012 para investigação de
hematúria microscópica assintomática, considerando apenas a idade como fator de
risco para neoplasia do Trato Urinário, pacientes a partir de qual idade tem
indicação de cistoscopia?
a. 30 anos
b. 35 anos
c. 40 anos
d. 45 anos
e. 50 anos

20. (Proteus, 2017) Considerando a seguinte afirmação: “Uma vez que existe um risco
considerável de recorrência e / ou progressão do tumor de bexiga não invasivo, após
RTUB, é recomendada terapia intravesical adjuvante para todos os estádios (Ta, T1
e CIS).” Qual a alternativa abaixo é a recomendação correta para terapia adjuvante
do tumor de bexiga não invasivo?
a. A escolha do fármaco quimioterápico intravesical (mitomicina C, epirrubicina
ou doxorrubicina) é opcional.
b. A instilação pós-operatória de quimioterapia deve ser realizada após as primeiras
24 horas da ressecção endoscópica do tumor de bexiga.
c. A imunoterapia intravesical com BCG (indução e manutenção) apresenta
resultado inferior à quimioterapia intravesical na redução de recorrências e na
prevenção ou adiamento da progressão para o câncer de bexiga invasor muscular.
d. A escolha de outro tratamento adjuvante intravesical não depende do risco do
tumor, recorrência e comorbidades do doente.
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e. Não se faz necessário a instilação imediata de quimioterapia pós RTUB, em


pacientes com tumores de baixo risco e risco intermediário com taxa de
recorrência baixa (menor ou igual a uma recorrência por ano) e pontuação de
recorrência esperada de EORTC

Câncer de Rim

21. (SLM, 2018) O diagnóstico de massas renais aumentou de forma expressiva nas
últimas décadas devido aos avanços dos métodos diagnósticos de imagem, bem como
uma maior possibilidade de acesso a estes por parte da população. Desta forma, as
neoplasias malignas de rim têm sido diagnosticadas cada vez mais precocemente e
em pacientes assintomáticos. Entretanto, é fundamental que o profissional médico
conheça os sintomas deste tipo de tumor para que seja possível levantar tal hipótese
diagnóstica. Tendo isto em mente, quais os sinais e sintomas que compõem a
“tríade” clássica dos cânceres de rim? Com que frequência eles surgem
concomitantemente?
a. Dor lombar, febre e vômitos – 10% dos casos
b. Dor lombar, hematúria e massa palpável em flanco – 10% dos casos
c. Dor lombar, hematúria e massa palpável em flanco – 50% dos casos
d. Hematúria, febre e hipertensão arterial de difícil controle – 10% dos casos
e. Hematúria, dor lombar e febre – 50% dos casos

22. (SLM, 2017) Homem de 45 nos de idade apresenta-se com o diagnóstico de


Carcinoma Renal de Células Claras de 5cm no polo inferior (lesão exofítica que não
acomete vias excretoras). Estadiamento do paciente não revela quaisquer
metástases. Qual a melhor conduta para este caso?
a. Imunoterapia inicial, depois nefrectomia parcial
b. Nefrectomia parcial e depois imunoterapia
c. Nefrectomia parcial e seguimento oncológico
d. Nefrectomia parcial e quimioterapia adjuvante
e. Nefrectomia radical e seguimento oncológico
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23. (SLM, 2017) Paciente do sexo feminina, veio encaminhada por seu ginecologista,
para avaliação de achado incidental em ultrassonografia de rotina. Tal exame
demonstra a presença de um nódulo sólido de 4cm em polo superior de rim
esquerdo. Sem outras alterações. Qual é o melhor exame para melhor avaliação
deste caso?
a. Radiografia simples de abdome
b. Ultrassonografia de vias urinárias com Doppler de artérias renais
c. Tomografia de abdome superior, com uso de contraste endovenoso
d. Ressonância Magnética de abdome superior, com uso de contraste
e. PET-CT Scan de corpo inteiro

24. (SLM, 2018) Homem saudável de 79 anos refere lesão renal direita com 3,0cm. A
biópsia renal é definitiva para oncocitoma renal. O rim contralateral é normal,
assim com sua função renal. Não existem evidências de metástases. Qual o próximo
passo para este paciente?
a. Nefrectomia radical aberta
b. Nefroureterectomia radical laparoscópica
c. Ablação termina percutânea
d. Nefrectomia parcial
e. Observação com seguimento com exames de imagem em 6 a 12 meses

25. (SLM, 2016) Tendo em vista um paciente que foi submetido a nefrectomia radical
por conta de neoplasia renal maligna, tendo o seguinte diagnóstico
anatomopatológico: lesão renal típica de carcinoma de células claras, com 8cm em
seu maior diâmetro, sem extravasamento neoplásico pela cápsula renal. Qual o
Estadiamento patológico (TNM) e a melhor conduta após a cirurgia?
a. T3a – quimioterapia adjuvante
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b. T2a – observação e seguimento oncológico


c. T2a – imunoterapia adjuvante
d. T4 – observação e seguimento oncológico
e. T1b – observação e seguimento oncológico

26. (Proteus, 2017) Sobre as lesões renais císticas e sólidas, marque a alternativa
correta:
a. Lesão Bosniak I é um cisto simples com finos septos e o seguimento anual com
ultrassonografia é recomendado.
b. Paciente com nódulo parenquimatoso sólido de 2,5 cm visto na ultrassonografia
tem na urotomografia o melhor método de imagem para avaliação complementar.
c. A RM é superior a TC para avaliação dos nódulos renais e diferencia com
segurança lesões benignas, como angiomiolipoma pobre em gordura, de lesões
malignas, como o carcinoma de células renais papilífero.
d. O escore de nefrometria R.E.N.A.L (em inglês) avalia a dimensão da lesão (R),
se a lesão é predominantemente endofítica ou exofítica (E), a distância do sistema
coletor (N), se a lesão é anterior ou posterior (A) e a relação da lesão em relação
as linhas polares do rim (L).
e. Bosniak IV tem risco de malignidade em torno de 50%.

27. (Hospital Santa Rosa, MT) Pacientes portadores de tumores pancreáticos,


cistoadenomas epidimários, feocromocitomas e cistos renais bilaterais. Qualquer o
diagnóstico da síndrome endócrina hereditária?
a. NEM 2
b. NEM 2A
c. NEM 2B
d. Doença de von Ricklinghausen
e. Doença de von Hipple-Lindau
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28. (Sec. Mun. São José dos Campos, 2016) Para um paciente de 60 anos de idade,
assintomático, com diagnóstico tomográfico de um cisto de 3,0cm no maior
diâmetro, classificação de Bosniak IIF, parcialmente exofítico, no polo inferior do
rim esquerdo, a conduta mais adequada é:
a. Nefrectomia parcial por via laparoscópica poupadora de néfrons
b. Solicitar ressonância magnética para melhor caracterização do cisto
c. Conduta expectante com acompanhamento periódico de imagem
d. Alcoolização do cisto através de punção percutânea

29. (Sec. Est. RJ, 2017) Na doença renal policística autossômica dominante, o
acometimento que NÃO está classicamente associado é:
a. Acalasia
b. Diverticulose colônica
c. Aneurismas cerebrais
d. Prolapso da válvula mitral

30. (Santa Casa de Limeira, 2015) Para um paciente com 55 anos de idade, com
diagnóstico tomográfico de um cisto renal de 4,0cm em seu maior diâmetro,
classificado com Bosniak III, parcialmente exofítico a esquerda, a conduta mais
adequada é:
a. Nefrectomia parcial laparoscópica
b. Conduta expectante com acompanhamento periódico
c. Solicitar Ressonância Magnética para melhor caracterização do cisto
d. Alcoolização do cisto através de punção percutânea

Câncer de Testículo
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31. (Proteus, 2017) O risco de câncer testicular no testículo criptorquídico unilateral e


no tópico contralateral respectivamente, quando comparado com a população
masculina em geral, é de:
a. 40 vezes e 10 vezes
b. 10 vezes e 5 vezes
c. 2 a 5 vezes e 1,5 vezes
d. 30 vezes e 4 vezes
e. 10 a 20 vezes e 3 vezes

32. (Proteus, 2017) Um paciente com suspeita diagnóstica de neoplasia de testículo


direito, feito através de ultrassonografia deve ser submetido a qual terapêutica
inicial?
a. Quimioterapia sistêmica
b. Radioterapia local
c. Orquiectomia radical direita, via escrotal
d. Orquiectomia subcapsular direita
e. Orquiectomia radical direita, via inguinal

33. (ESPA, 2016) Sobre o câncer de testículo é correto afirmar que:


a. A incidência maior é nos idosos
b. Se caracteriza pelas baixas taxas de cura e sobrevida
c. Os tumores de células germinativas são responsáveis por 95% das neoplasias
testiculares
d. As metástases regionais surgem primeiramente nos linfonodos inguinais
e. Os níveis de alfa-fetoproteína e da subunidade Beta da Gonadotrofina Coriônica
não se elevam nos tumores de células germinativas não seminomatosas, na
grande maioria das vezes

Disfunção Erétil
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34. (UFRS, 2012) Ivo, 52 anos, refere disfunção erétil desde uma ressecção
abdominoperineal devido a câncer retal, cujo estadiamento era T3N0M0. Ele refere
não conseguir se masturbar ou ter ereções noturnas. A ocorrência de disfunção
erétil independente de parceiros. Sua disfunção erétil é mais provavelmente causada
por:
a. Insuficiência vascular arterial
b. Dano ao nervo ereto
c. Fatores psicogênicos
d. Invasão tumoral da uretra
e. Incompetência venosa

35. (UNICAMP, 2018) Homem de 56 anos de idade, procura atendimento médico


devido apresentar lesão necrótica em quinto pododáctilo do pé esquerdo, associada
a dor em repouso. Apresenta história pregressa de disfunção erétil, claudicação
intermitente até região glútea. Ao exame físico observa-se ausência de pulsos
femorais bilateralmente. Este quadro clínico é conhecido pelo epônimo de qual
cirurgia e corresponde a qual achado anatômico?
a. Sinal de Martorelli, obstrução das artérias ilíacas externas bilateralmente
b. Doença de Buerger, presença de colaterais espiraladas calibrosas pelas ilíacas
internas
c. Síndrome de Lériche, obstrução da bifurcação aortoilíaca
d. Síndrome de Klippel-Trénauday, obstrução da aorta justarrenal

36. (Centro Médico, 2012) São complicações após uma herniorrafia inguinal unilateral:
a. Hematoma, atrofia testicular e disfunção erétil
b. Hematoma, recidiva de hérnia, disfunção erétil
c. Recidiva d hérnia, infertilidade, inguinodinia
d. Inguinodinia, recidiva de hérnia, disfunção erétil
e. Atrofia testicular, disfunção erétil, infertilidade
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37. (SUS-CE, 2014) João, casado, 65 anos, hipertenso, está em uso regular de Enalapril
20mg/dia há 2 anos. Sedentário, tabagista e ganhou muito peso no último ano. Relata
muito estresse nos últimos seis meses por sobrecarga de trabalho, depois que passou
a ser gerente de um supermercado. Refere também problemas de relacionamento
com a esposa, pois além de ter pouco tempo para família, apresenta dificuldade em
ter ereção nas relações sexuais nos últimos 3 meses. Ao ser questionado, afirma
ereções no período da manhã. Qual a melhor conduta na abordagem dessa pessoa
com disfunção erétil?
a. Encaminhar para acompanhamento psicológico e para urologista
b. Orientar terapia de casal e prescrever injeção intrapeniana de prostaglandinas
c. Orientar mudanças no estilo de vida e prescrever inibidores de fosfodiesterase-5
d. Encaminhar para terapia comunitária e prescrever inibidores de receptação de
serotonina

38. (SLM, 2019) Paciente do sexo masculino, com 22 anos de idade, sem comorbidades,
refere que vem apresentando dificuldade para iniciar e manter ereção com sua
namorada. Refere ainda que apresenta ereções matinais e se masturba
normalmente. Nega uso de medicamentos ou drogas. Baseado nessa história, trata-
se de uma disfunção erétil:
a. Orgânica, sendo necessária a dosagem de hormônios masculinos séricos
b. Causada por medicamentos, mesmo com a negativa do paciente, deve-se fazer
pesquisa através de dosagem sérica destes
c. Psicogênica, devendo-se investigar possíveis causas de estresse e/ou ansiedade,
orientar o paciente e realizar seguimento com terapia sexual associada
d. Neurogênica, devendo se pesquisar diabetes mellitus
e. Secundária a síndrome de Lériche, devendo-se realizar angiotomografia de aorta
e ilíacas
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39. (AOCP, 2015) Sobre disfunção erétil, assinale a alternativa correta:


a. Homens com histórico de eventos vasculares prévios podem apresentar disfunção
erétil e o contrário também é verdadeiro – a disfunção erétil é um preditor de
eventos vasculares futuros, uma vez que a fisiopatologia é mediada pela
disfunção endotelial.
b. A presença de ereções noturnas espontâneas durante o sono REM em pacientes
com queixa de disfunção erétil é indicativa de doenças neurológicas.
c. A perda da ereção após a penetração e o início súbito da disfunção erétil em
homens sem queixas sexuais prévias são indicativas de causas orgânicas e não
psicogênicas.
d. Os principais medicamentos associados à disfunção erétil são os bloqueadores de
bombas de prótons e inibidores da enzima conversora de angiotensina.
e. As drogas inibidoras da 5-fosfodiesterase são efetivas para o tratamento de
disfunção erétil e não são indicadas para cardiopatas, independente das
medicações em uso crônico.

40. (IBFC, 2013) Homem, relata disfunção erétil há 1 ano, sem comprometimento da
libido. É portador de hipertensão arterial e angina crônica estável. Nega dor aos
esforços habituais. Usa regularmente metoprolol, AAS (ácido acetilsalicílico),
atorvastatina e losartan. Nega uso de nitratos nos últimos 3 anos. Traz
eletrocardiograma realizado há 15 dias que apresenta: ritmo sinusal, hipertrofia de
ventrículo esquerdo, sem achados de isquemia ou necrose. A conduta quanto à
queixa da disfunção erétil deve ser:
a. Solicitar teste ergométrico e ecocardiograma.
b. Solicitar testosterona sérica como avaliação de hipogonadismo secundário.
c. Iniciar com inibidor de 5-fosfodiesterase.
d. Desaconselhar tratamento para a disfunção erétil devido aos riscos.