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Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas

Teste de Português 7º ano

Nome--------------------------------------------------Nº-----Turma-----Data-----------

Grupo I

Texto A

Mudar de vida pelos seus cães


Um pouco por todo o mundo, mais nuns países que noutros, vai havendo quem
dedique o seu tempo aos animais abandonados. Sendo literalmente realizado por
paixão, este não deixa de ser um importante trabalho social e de grande valor para as
sociedades modernas.
De Tangquan, na província de Nanjing, no Leste da China, vem o exemplo supremo
deste tipo de dedicação a cães e gatos. Ha WenJin, uma cidadã chinesa, começou por
retirar da rua alguns animais errantes, apenas para os adotar. Com o passar do tempo,
por volta de 2002, os cães e gatos que foi resgatando já eram tantos, que teve de
abdicar do seu emprego – era uma empresária próspera – para conseguir tratar em
condições de todos os seus animais. Cada vez mais foi acolhendo cães e gatos, até que
chegou aos números atuais: 1500 cães e cerca de 200 gatos.
Pelo caminho ficaram todas as suas poupanças, depois vendeu as joias que tinha
adquirido ao longo da vida, mais tarde o carro, e, por fim, até da casa se desfez para
alimentar e cuidar de todos aqueles que acolheu. Neste momento, trabalham consigo
mais dez pessoas, assalariadas, que a ajudam todos os dias a cuidar dos cães e gatos
que alberga.
Mas, apesar de toda esta dedicação e de ter gasto tudo o que tinha para o bem do
resto da população e dos seus animais, construindo um centro de resgate e mantendo-
o ao longo dos anos, Ha WenJin vê-se agora em risco de ver o seu trabalho e dedicação
perderem-se. Isto porque as autoridades locais não reconhecem o seu trabalho e
querem que abandone o local onde está instalado o seu centro de resgate, por causa
do barulho que os cães fazem e também porque querem de volta o terreno onde estão
os animais.

Texto adaptado de um artigo extraído de http//bicharada.net/animais/noticias.php?nid=1459

Vocabulário
supremo – que está acima de tudo.
resgatando – recuperando.
abdicar – desistir.
próspera – com sucesso.
assalariadas – funcionárias que recebem salário.
alberga – recolhe em albergue.

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Indica a alínea correspondente à alternativa correta, de acordo com o sentido do
texto.

1. Por todo o mundo


a) há quem se dedique a animais por interesse.
b) há quem se dedique a todos os animais apenas por paixão.
c) há quem se dedique a animais abandonados.
d) há quem se dedique ao trabalho social.

2. Uma cidadã chinesa, da província de Nanjing,


a) dedicou a sua vida à sua empresa.
b) tratou com dedicação todos os animais que lhe ofereceram.
c) tratou com condições todos os animais sem deixar de trabalhar na sua
empresa.
d) resgatou muitos cães e gatos, cuidando deles a tempo inteiro.

3. Ha WenJin
a) foi obrigada a vender todos os seus bens para poder tratar dos animais
resgatados.
b) vendeu as joias, o carro e a casa para pagar aos funcionários.
c) acolheu animais abandonados e não gastou muito dinheiro.
d) recebeu sempre muitas ajudas em dinheiro.

4. As pessoas que ajudavam Ha WenJin


a) trabalhavam gratuitamente.
b) ganhavam um salário.
c) aceitavam recompensas.
d) receberam muito dinheiro.

5. O centro de resgate dos animais abandonados


a) recebeu uma grande ajuda do Estado.
b) doou o espaço onde foi construído o albergue.
c) mereceu o reconhecimento das autoridades locais.
d) está com muitas dificuldades e corre o risco de fechar.

6. Mudar de vida pelos seus cães é o título do texto.


Explica se este título é adequado ao texto.

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Texto B

Cão bonito, dizia eu, em momentos raros. E era um acontecimento lá em


casa. Os filhos como se reconciliavam comigo, minha mulher sorria, o cão
começava por ficar surpreendido e depois reagia com excesso de euforia, o que
por vezes me fazia arrepender da expressão carinhosa.
Cão bonito. E ei-lo aos pulos, a dar ao rabo, a correr a casa toda.
Digamos que aquele cão era quase um especialista nas relações com os
humanos. Tinha o dom de agradar e de exasperar. Mas assim que eu dizia - Cão
bonito – ele não resistia. Deixava-se dominar pela emoção, o que não era
vulgar num cão que fazia o possível e o impossível para não o ser.
Mas faça-se justiça: sempre partilhou as nossas alegrias e as nossas tristezas.
Estou a vê-lo no dia do funeral do meu pai. Quando viemos do cemitério ele
correu a casa toda, percebeu que havia uma falta, ou talvez sentisse uma
presença que nós fisicamente já não sentíamos. Subiu as escadas, desceu as
escadas, entrou e saiu de cada sala, deu voltas ao jardim, tornou a correr a casa
toda. Até que de repente parou e foi enroscar-se, como sempre, aos pés do
meu pai, quero dizer, em frente à cadeira vazia onde meu pai costumava
sentar-se. Ou talvez para ele a cadeira não estivesse assim tão vazia.
- Ele está a sentir o avô, disse o meu filho mais velho.
E talvez fosse verdade. Talvez para ele o meu pai estivesse mesmo deitado
aos seus pés. Talvez o meu pai lhe estivesse a fazer uma festa, o que era um
facto verdadeiramente excecional. E talvez só ele a sentisse. Não víamos o que
ele via, e não sabíamos o que ele sabia.
(É possível que o meu pai também ande por aí. Às vezes sinto-o dentro de
mim, ele apodera-se dos meus gestos, entra no meu andar, não é a primeira
vez que a minha irmã me diz: Pareces o pai.
Mas não sei se ela sabe que a cadeira vazia do pai não está vazia, há nela
uma ausência sentada e agora, sempre que vamos a Águeda, há, a seus pés
outra ausência enroscada.)
Manuel Alegre, Cão como nós, Dom Quixote

Vocabulário
reconciliavam – faziam as pazes
euforia – alegria entusiástica
exasperar - desesperar

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Responde às questões de forma estruturada. Sempre que necessário, volta a ler o
texto.

7. Refere o sentimento que dominava o narrador ao chamar “cão bonito” ao seu


cão.

8. Explica o significado da expressão “em momentos raros”.

9. Como reagia a família a esta forma do narrador tratar o seu cão.

10. Segundo o narrador, o cão comportava-se como um ser humano.


Apresenta as razões que apoiam este ponto de vista.

11. “Mas faça-se justiça: sempre partilhou as nossas alegrias e as nossas


tristezas.”
Conta o episódio que serve de argumento a esta afirmação.

12. Na expressão – “outra ausência enroscada” – a quem se refere o narrador?

Grupo II

1. Atenta nas seguintes frases:


a) O cão permanece agressivo.
b) O narrador tem boas recordações.
c) O narrador disse ao cão palavras meigas.
d) O cão ladrou ao vizinho.
e) O avô morreu.

1.1. Indica a função sintática desempenhada pelas expressões sublinhadas nas


frases.

1.2. Identifica a subclasse de cada forma verbal, atendendo aos complementos que
seleciona.

2. Divide e classifica as orações das seguintes frases:

a) O narrador tinha um cão e era feliz com ele.


b) O cão não fala, mas tem um sistema próprio de comunicação.
c) O cão está feliz, logo dá ao rabo.
d) O cão dá pulos ou corre a casa toda.
e) O narrador não deve fumar, pois o cigarro faz mal à saúde.

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3. Identifica e classifica o sujeito das seguintes frases:

a) O narrador e os filhos brincam com o cão.


b) O cão ladrou.
c) Abriu a porta de casa e viu o cão.
d) Dizem que o cão é o melhor amigo do homem.

Grupo III

Redige um texto correto e bem estruturado, com um mínimo de 120 palavras e


um máximo de 240 palavras, em que dês a tua opinião acerca dos benefícios que os
animais domésticos representam para a vida das pessoas.

O teu texto deve incluir:

- um parágrafo de abertura ou introdução;

- um ou mais parágrafos de desenvolvimento;

- um último parágrafo, de conclusão.

Não te esqueças de planificar o teu texto antes de iniciares a sua redação.

Quando terminares, procede à revisão do texto.