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TABELA DE HONORÁRIOS DO INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL

Aprovado pela 77ª Reunião do Conselho Superior do IAB – Salvador-BA

PARTE 1

ROTEIRO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ARQUITETURA DA EDIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Introdução

2. Objetivos do Documento

3. Conteúdo e Abrangência
3.1. Serviços incluídos
3.2. Serviços excluídos

4. Documentos Relacionados

5. Definições
5.1. Gerais
5.2. Fases de Projeto
5.3. Informações necessárias ao desenvolvimento do projeto
5.4. Produtos finais / serviços básicos e opcionais

6. Roteiro Básico
Informações necessárias e produtos finais
Serviços, por fase de projeto

1. Introdução
A palavra projeto significa, genericamente, intento, desígnio, empreendimento e, em sua acepção
técnica, um conjunto de ações, caracterizadas e quantificadas, necessárias à concretização de um
objetivo. Embora este sentido se aplique a diversos campos de atividades, em cada um deles o
projeto se materializa de forma específica.

O objetivo principal do Projeto de Arquitetura da Edificação é a execução da obra idealizada


pelo arquiteto. Essa obra deve se adequar aos contextos natural e cultural em que se insere e
responder às necessidades do cliente e futuros usuários do edifício.

As exigências do cliente e usuários se exprimem através do programa de necessidades que


define metodicamente o objetivo do projeto.

2. Objetivos

O presente documento tem por objetivos:

a) Normatizar os procedimentos para a elaboração coordenada do Projeto de Arquitetura da


Edificação;

b) estabelecer parâmetros-base para a fixação dos honorários profissionais respectivos;

c) discriminar os serviços incluídos e excluídos nos contratos que tenham por objeto o Projeto de
Arquitetura da Edificação e

d) definir e caracterizar os principais elementos técnicos relacionados ao projeto, em especial, as


fases que o compõem, as informações necessárias ao seu desenvolvimento e os produtos
finais/serviços que o caracterizam.

3. Conteúdo e Abrangência

3.1. Serviços incluídos

O presente documento roteiriza o serviço de Projeto de Arquitetura da Edificação, inclusa a


coordenação / compatibilização dos projetos complementares listados nas letras e e f do item 3.2,
abaixo.

3.2. Serviços excluídos

Além do Projeto de Arquitetura da Edificação o arquiteto está técnica e legalmente habilitado à


realização de outros serviços, excluídos do presente roteiro, entre os quais:

a) Pesquisas, elaboração de programas de necessidades e similares;

b) Levantamentos arquitetônicos, urbanísticos, topográficos e geológicos (sondagens);

c) Estudos de viabilidade (técnico-legal) arquitetônica, Planos diretores urbanísticos e similares;

d) Projeto de reforma, revitalização e restauração de edificações;

e) Projetos de reparo, conservação / manutenção e limpeza de edificações;


f) Projetos complementares de Estrutura, Instalação hidrosanitárias (água quente e fria, esgotos e
águas pluviais), de gás, de proteção contra incêndio e de coleta de lixo, Instalações elétricas e
telefônicas, Conforto Ambiental, Acústica, Sonorização e Luminotécnica, Instalações de ar
condicionado e exaustão mecânica, entre outros.

g) Projetos de Paisagismo, Arquitetura de Interiores, Decoração, Mobiliário e Comunicação Visual;

h) Projetos de Desenho Urbano, Loteamentos, Remembramento / Desmembramento de terrenos


e similares;

i) Planos urbanísticos;

j) Estudos da viabilidade econômico-financeira. Estimativas de custo, Orçamentos e similares.

l) Vistorias/Perícias, Laudos/Pareceres, Assessorias/Consultorias e similares;

m) Fiscalização (técnica) de Projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente;

n) Gerenciamento (técnico, administrativo e financeiro) de Projetos (realizados por terceiros), em


nome do cliente;

o) Fiscalização da Execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização técnica da


construção/construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante, em nome do cliente;

p) Gerenciamento da Execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização técnica,


administrativa e financeira da construção/construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante,
em nome do cliente;

q) Execução de Obras
(construção/montagem/fabricação).

4. Documentos Relacionados

Os procedimentos, definições e serviços incluídos neste documento, configuram o parâmetro-base


para a fixação dos honorários profissionais, conforme recomendado nas “Condições de
Contratação e Remuneração do Projeto de Arquitetura da Edificação.”

Os valores ali fixados não remuneram os serviços excluídos (item 3.2) e os produtos
finais/serviços opcionais (item 5.4) deste documento-roteiro.

5. Definições

5.1. Gerais

a) Obra: espaço/objeto a ser construído, fabricado ou montado.

b) Projeto: conjunto de desenhos e documentos técnicos necessários à construção, fabricação ou


montagem da obra; 1ª etapa de realização da mesma.

c) Execução: conjunto de ações técnicas, baseadas no projeto, necessárias à construção,


fabricação ou montagem da obra: 2ª etapa de realização da mesma.

d) Arquiteto: técnico contratado, responsável pelo projeto e/ou execução da obra.


e) Cliente: pessoa física ou jurídica contratante dos serviços do arquiteto.

f) Usuário: cada um daqueles que utilizarão a obra projetada e/ou executada pelo arquiteto. Em
alguns casos, cliente e usuário coincidem.

g) Programa de necessidades: documento que exprime as exigências do cliente e as


necessidades dos futuros usuários da obra. Em geral, descreve sua função, atividades que irá
abrigar, dimensionamentos e padrões de qualidade assim como especifica prazos e recursos
disponíveis para a execução. A elaboração desse programa deve, necessariamente, preceder o
início do projeto, podendo entretanto, ser complementado ao longo de seu desenvolvimento.

5.2. Fases de Projeto

O projeto de Arquitetura da Edificação compreende as fases de Estudo Preliminar, Anteprojeto


e/ou Projeto de Aprovação, Projeto de Execução e Assistência à Execução da Obra que se
caracterizam com blocos sucessivos de coleta de informações, desenvolvimento de
estudos/serviços técnicos e emissão de produtos finais, objetivando, ao término de cada um deles:

a) avaliar a compatibilidade do projeto com o programa de necessidades, em especial no que se


refere a:

- funcionalidade;
- dimensionamentos e padrões de qualidade;
- custo e prazos de execução da obra

b) providenciar, em tempo hábil, as reformulações necessárias à concretização dos objetivos


estabelecidos no programa de necessidades, evitando-se posteriores modificações que venham a
onerar o custo dos projetos e/ou da execução da obra;

c) constituir o conjunto de informações necessárias ao desenvolvimento da fase subseqüente.

O Estudo Preliminar constitui a configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a


obra (partido), considerando as principais exigências contidas no programa de necessidades.
Deve receber a aprovação preliminar do cliente.

O Anteprojeto constitui a configuração final da solução arquitetônica proposta para a obra,


considerando as exigências contidas no programa de necessidades e o Estudo Preliminar
aprovado pelo cliente. Deve receber a aprovação final do cliente.

O Projeto de Aprovação é uma sub-fase ao Anteprojeto, desenvolvida, conforme o caso anterior,


concomitante ou posteriormente a ele. Constitui a configuração técnico-jurídica da solução
arquitetônica proposta para a obra considerando as exigências contidas no programa de
necessidades, o Estudo Preliminar ou Anteprojeto aprovado pelo cliente e as normas técnicas de
apresentação e representação gráfica emanadas dos órgãos públicos (em especial, Prefeitura
Municipal, concessionárias de serviços públicos e Corpo de Bombeiros). Nos casos especiais em
que não haja necessidade de aprovação do projeto pelos poderes públicos, esta sub-fase deixa
de existir.

O Projeto de Execução é o conjunto de documentos técnicos (memoriais, desenhos e


especificações) necessários à licitação e/ou execução (construção, montagem, fabricação) da
obra. Constitui a configuração desenvolvida e detalhada do Anteprojeto aprovado pelo cliente.
A Assistência à Execução da Obra é a fase complementar de projeto que se desenvolve
concomitantemente à execução da obra, não se confundindo com os serviços listados nas letras
o, p e q no item 3.2. Os serviços correspondentes a esta fase estão discriminados no item 6.4.

A cada fase do projeto de Arquitetura da Edificação correspondem fases correspondentes dos


projetos complementares listados no item 3.2, letras e e f. A coordenação / compatibilizarão
desses cabe ao arquiteto, sendo considerada serviço incluído no presente documento.

Dependendo da complexidade da obra e do acordo prévio entre arquiteto e cliente, o Projeto de


Arquitetura da Edificação poderá ser complementado pelos serviços listados no item 3.2.

5.3. Informações necessárias ao desenvolvimento do projeto

Para dar início a cada fase de projeto o arquiteto necessita de um conjunto de informações
técnicas (dados, desenhos e documentos) imprescindíveis ao desenvolvimento da mesma. Parte
dessas informações é fornecida pelo cliente, parte pesquisada pelo arquiteto, conforme
especificado no item 6.

5.4. Produtos finais / serviços básicos e opcionais

Ao longo e/ou ao término de cada fase de projeto o arquiteto desenvolve estudos/serviços


técnicos e emite e fornece ao cliente produtos finais (desenhos, documentos e especificações)
que caracterizam a solução arquitetônica proposta para a obra.

Produtos finais / serviços básicos são aqueles indispensáveis à definição do projeto.

Produtos finais / serviços opcionais são aqueles que esclarecem, ilustram, elucidam e
complementam o projeto. Os honorários fixados nas “Condições de Contratação e Remuneração
do Projeto de Arquitetura da Edificação” não incluem a prestação / emissão desses serviços /
produtos, devendo sua contratação ser objeto de acordo à parte.

6. Roteiro Básico

6.1. Estudo Preliminar

6.1.1. Informações:

6.1.1.A. A cargo do Cliente

a) Programa de Necessidades, especificando:

• Objetivos do cliente e finalidade da obra;

• Prazos e recursos disponíveis para o projeto e a execução;

• Características funcionais da obra, em especial:

- Atividades que irá abrigar;


- Compartimentação e dimensionamentos preliminares;
- Escala de proximidades espaciais;
- População fixa e variável (por compartimento);
- Fluxos (de pessoas, veículos, materiais);

• Mobiliário, instalações e equipamentos básicos (por compartimento);


• Padrões de construção e acabamento;

• Recursos técnicos disponíveis para a execução: materiais, mão-de-obra,


sistemas construtivos;

• Modalidade de contratação da execução e porte do


construtor/montador/fabricante.

b) Informações sobre o terreno e seu entorno, em especial:

• Escrituras;

• Levantamento topográfico plani-atimétrico detalhado, em escala


adequada, indicando os limites do terreno (dimensões lineares e angulares), as construções
vizinhas e internas ao terreno, o arruamento e as calçadas limítrofes, os acidente naturais
(rochas, cursos d’água, etc.), a vegetação existente (locação e especificação de árvores e
massas arbustivas) e o Norte verdadeiro;

• Levantamento arquitetônico detalhado, em escala adequada, de


construções porventura existentes no interior do terreno;

• Sondagem geológica a dados sobre drenagem, visando subsidiar a


concepção estrutural e o projeto de fundações da obra.

6.1.1.B. A cargo do Arquiteto

a) Programa de necessidades:

• Revisão eventual complementação.

b) Informações sobre o terreno e seu entorno, em especial:

• Documentos cadastrais (projetos de alinhamento e loteamento,


levantamentos aerofotogramétricos e outros);

• Fotos do terreno e seu entorno;

• Dados geo-climáticos e ambientais locais, em especial, temperaturas,


pluviosidades, insolação, regime de ventos e marés (para terrenos a beira-mar) e níveis de
poluição (sonora, do r, do solo e das águas);
• Dados urbanísticos do entorno do terreno, em especial, uso e ocupação
do solo, padrões arquitetônicos e urbanísticos, infra-estrutura disponível, tendências de
desenvolvimento e planos governamentais para a área e, condições de tráfego e
estacionamento.

c) Legislação arquitetônica e urbanística (municipal, estadual e federal) pertinente, em especial:

• Restrições de uso;

• Taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento;

• Gabaritos;

• Alinhamentos, recuos e afastamentos;


• Nº de vagas de garagem;

• Exigências relativas a tipos específicos de edificação e

• Outras exigências arquitetônicas das Prefeituras Municipais, Corpo de Bombeiros,


Concessionárias de Serviços Públicos, Ministérios da Marinha, Aeronáutica, Trabalho e Saúde
e Órgãos de Proteção ao Meio ambiente e Patrimônio Histórico, entre outros.

6.1.2. Produtos finais / serviços básicos:

• Memorial: descreve e justifica a solução arquitetônica proposta


relacionando-a ao Programa de Necessidades, às características do terreno e seu entorno, à
legislação arquitetônica e urbanística pertinentes e/ou a outros fatores determinantes na
definição do partido adotado;

• Planta de situação: representa a implantação da obra no terreno


indicando, em especial, acessos, posição e orientação da(s) edificação(ões) e principais
elementos arquitetônicos (estacionamentos, piscinas, quadras esportivas, castelos d’água
e/ou outros), recuos e afastamentos, cotas e níveis principais e quadro geral de áreas (totais,
por setor, pavimento e/ou bloco, úteis e/ou construídas, conforme o caso);

• Plantas e cortes gerais: representam a compartimentação interna da


obra indicando, em especial, a localização, inter-relacionamento e pré-dimensionamento de
ambientes, circulações (verticais e horizontais) e acessos;

• Fachadas principais: representam a configuração externa da obra


indicando seus principais elementos, em especial esquadrias;

• Coordenação dos estudos preliminares complementares.

6.1.3. Produtos finais / serviços opcionais:

• Perspectivas e/ou maquete de massas: representam a configuração


espacial global da obra, sua implantação no terreno e relacionamento com o entorno
construído;

• Desenhos promocionais: perspectivas adicionais (internas e/ou


externas) e plantas e/ou cortes humanizados (com indicação de mobiliário e equipamentos
básicos), entre outros;

• Especificação preliminar dos principais materiais e acabamentos;

• Estudos preliminares complementares: de Estrutura, Instalações, Paisagismo e/ou


Arquitetura de Interiores, entre outros listados no item 3.2, letras f e g;

• Estimativa preliminar de custos: baseada, em geral, nos custos correntes do metro


quadrado de construção, custos globais dos serviços ou critério equivalente, consideradas as
características da obra.

6.2. Anteprojeto

6.2.1. Informações:

a) Todas as informações listadas no item 6.1.1;


b) Os Estudos Preliminares aprovados pelo cliente.

6.2.2. Produtos finais / serviços básicos:

• Planta de situação: define a implantação da obra no terreno locando e dimensionado em


especial, a(s) edificação(ões), acessos, áreas livres e demais elementos arquitetônicos. Indica
afastamentos, recuos, investiduras, áreas “non aedificandi” e servidões, cotas gerais e níveis
de assentamento, áreas totais e/ou parciais, úteis e/ou construídas, conforme a necessidade;

• Plantas baixas: definem, no plano horizontal, a compartimentação interna da obra


indicando a designação, localização, inter-relacionamento e dimensionamento finais (cotas,
níveis acabados e áreas) de todos os pavimentos, ambientes, circulações e acessos.
Representam a estrutura, alvenarias, tetos rebaixados, revestimentos, esquadrias (com
sistema de abertura), conjuntos sanitários e equipamentos fixos;

• Planta(s) de cobertura: define(m) sua configuração arquitetônica indicando a localização e


dimensionamentos finais (cotas e níveis acabados) de todos os seus elementos.
Representa(m), conforme o caso, telhados, lajes, terraços, lanternins, domos, calhas, caixas
d’água e equipamentos fixos;

• Cortes gerais: definem, no plano vertical, a compartimentação interna da obra e a


configuração arquitetônica da cobertura indicando a designação, localização, inter-
relacionamento e dimensionamento finais (alturas e níveis acabados) de pavimentos,
ambientes, circulações e elementos arquitetônicos significativos. Representam a estrutura,
alvenarias, tetos rebaixados, revestimentos, esquadrias (com sistema de abertura) e,
conforme o caso, telhados, lanternins, “sheds”, domos, calhas, caixas d’água e
equipamentos fixos;

• Fachadas: definem a configuração externa da obra indicando todos os seus elementos, em


especial, os acessos. Representam a estrutura, alvenarias, revestimentos externos,
esquadrias (com sistema de abertura) e conforme o caso, muros, grades, telhados,
marquises, toldos, letreiros e outros componentes arquitetônicos significativos;

• Especificações: definem os principais materiais e acabamentos, em especial,


revestimentos de fachadas e pisos, paredes e tetos de todos compartimentos. A critérios do
arquiteto, podem ser apresentadas sob diversas formas, por exemplo:

a) grafadas nos próprios desenhos (plantas, cortes e fachadas),


b) em um quadro geral de materiais e acabamentos e/ou ,
c) sob a forma de texto (Memorial de Especificações).

• Coordenação dos anteprojetos complementares.

6.2.3. Produtos finais / serviços opcionais;

• Maquete;

• Perspectivas;

• Anteprojetos complementares de Estrutura, Instalações Paisagismo


e/ou Arquitetura de Interiores, entre outros listados no item 3.2., letras f e g;
• Orçamento estimativo: baseado nos Anteprojetos de Arquitetura e
complementares, pré-dimensiona quantidades e custo de materiais e serviços (mão-de-obra)
necessários à realização da obra.

6.3. Projetos (s) de Aprovação

6.3.1. Informações;

a) Todas as informações listadas no item 6.1.1;

b) Os Estudos Preliminares aprovados pelo cliente, caso o projeto de Aprovação seja


desenvolvido anterior ou concomitantemente ao Anteprojeto; ou (ver a definição de PA, no item
5.2).

Os Anteprojetos aprovados pelo cliente, caso o Projeto de Aprovação seja desenvolvido


posteriormente ao Anteprojeto.

c) As normas de apresentação e representação gráfica emanadas dos órgãos públicos.

6.3.2. Produtos finais / serviços básicos:

Variáveis caso a caso, conforme as exigências dos órgãos públicos e concessionárias envolvidos.
Inclui-se com serviço básico a coordenação dos Projetos de Aprovação complementares.

6.3.3. Produtos finais / serviços opcionais;

• Projetos de Aprovação de Estrutura, Instalações e outros, quando


exigidos;
• Revisão do Projeto de Aprovação, conforme o executado (“as built”
legal); ver item 6.5.3.

6.4. Projeto de execução

6.4.1. Informações:

a) Todas as informações listadas no item 6.1.1;

b) Os Anteprojetos aprovados pelo cliente e os Projetos de Aprovação aprovados pelos órgãos


públicos; ou (ver item 5.2).

Os Anteprojetos aprovados pelo cliente, nos casos especiais em que não haja necessidade de
aprovação de projetos pelos poderes públicos.

6.4.2. Produtos finais / serviços básicos:

• Planta de situação / locação: define detalhadamente a implantação da obra no terreno


locando e dimensionando todos os elementos arquitetônicos, em especial, edificação(ões),
acessos, vias, áreas livres, muros, piscinas, quadras e/ou outros, variáveis caso a caso. Indica
afastamentos, cotas gerais e parciais e níveis de assentamento;

• Plantas baixas (ou de alvenaria): definem detalhadamente, no plano horizontal, a


compartimentação interna da obra indicando a designação, localização, inter-relacionamento e
dimensionamento (cotas e níveis acabados e/ou em osso) de todos os pavimentos, ambientes,
circulações, acessos e vãos (em especial, de esquadrias). Representam a estrutura,
alvenarias (em osso ou acabadas), tetos rebaixados, forros, enchimentos e, conforme o
caso, revestimentos, esquadrias (com sistema de abertura), conjuntos sanitários,
equipamentos fixos e instalações (tomadas, pontos de luz, shafts, prumadas, etc.) Indicam
todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros documentos / desenhos;

• Planta (s) de cobertura: define(m) detalhadamente sua configuração


arquitetônica indicando a localização e dimensionamento (cotas e níveis acabados e/ou em
osso) de todos os seus elementos. Representa(m) conforme o caso, telhados, lajes, terraços,
lanternins, domos, calhas, caixa d’água e equipamentos fixos. Indicam todos os elementos
especificados e/ou detalhamento em outros documentos/desenho;

• Cortes gerais e/ou parciais: definem detalhadamente, no plano vertical, a


compartimentação interna da obra e a configuração arquitetônica da cobertura indicando a
designação, localização, inter-relacionamento e dimensionamento (alturas e níveis acabados e
/ ou em osso) de todos os pavimentos, ambientes, circulações, vãos e outros elementos
arquitetônicos significativos. Representam a estrutura, alvenarias (em osso ou acabados),
tetos rebaixados, forros, enchimentos e, conforme o caso, revestimentos, esquadrias (com
sistema de abertura), conjuntos sanitários, telhados, lanternins, “sheds”, domos, calhas, caixas
d’água, equipamentos fixos e elementos dos projetos complementares (ar condicionados e
exaustão, por exemplo). Indicam todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros
documentos/desenhos;

• Fachadas: definem detalhadamente a configuração externa da obra


indicando todos os seus elementos. Representam a estrutura, alvenarias, revestimentos
externos (com paginação), esquadrias (com sistema de abertura) e, conforme o caso, muros,
grades, telhados, marquises, toldos, letreiros e outros componentes arquitetônicos
significativos. Indicam todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros
documentos / desenhos;

• Plantas de teto refletido: quando necessárias, definem


detalhadamente a paginação de tetos rebaixados e forros indicando todos os seus elementos,
Representam, conforme o caso, a estrutura (pilares e vigamento) alvenarias e elementos dos
projetos complementares (luminárias, aerofusos e “sprinklers”, por exemplo).

• Plantas de piso: quando necessárias, definem detalhadamente a


paginação de pavimentações e pisos elevados indicando todos os seus elementos.
Representam, conforme o caso, a estrutura (pilares), alvenarias e elementos dos projetos
complementares (tomadas de piso e ralos, por exemplo).

• Elevações: quando necessárias, definem detalhadamente a paginação


de revestimentos de paredes indicando todos os seus elementos.
Representam, conforme o caso, a estrutura (vigas e lajes) alvenarias, esquadrias e elementos
dos projetos complementares (quadros de luz, por exemplo).

• Detalhes: desenvolvem e complementam as informações contidas nos


desenhos acima relacionados. Representam em plantas, cortes, elevações e/ou perspectivas,
definindo-os, todos os elementos arquitetônicos necessários à execução da obra. Em geral,
compreendem:

- Ampliações de compartimentos, em especial, banheiros, cozinhas, lavanderias, vestiários,


saunas e áreas molhadas.

- Detalhes de construção, fabricação e/ou montagem de:


- Quadras, pistas e campos de esporte;
- Piscinas, lagos e fontes;
- Muros, jardineiras, bancos e outros elementos paisagísticos;
- Escadas e rampas;
- Painéis de elementos vazados (cobogós), tijolos de vidro e alvenarias especiais;
- Revestimentos e pavimentações;
- Impermeabilizações e proteções (térmicas, acústicas, etc);
- Bancas e bancadas;
- Soleiras, peitoris, chapins, rodapés e outros arremates;
- Telhados (estrutura e telhamento);
- Domos, lanternins e “sheds”;
- Esquadrias;
- Balcões, armários, estantes, prateleiras, guichês e vitrines;
- Forros, lambris e divisórias;
- Grades, gradis e portões;
- Guarda-corpos e corrimãos.

Em projetos mais complexos, alguns detalhes são objeto de projetos especiais, por exemplo:
- Cozinhas industriais e lavanderias automatizadas (Mobiliário, equipamentos e instalações
especiais);
- Muros, jardineiras, lagos e campos esportivos (paisagismo);
- Proteções termo-acústicas (Conforto Ambiental, Acústica);
- Revestimentos internos (Arquitetura de Interiores);

Conforme a natureza dos materiais especificados, os detalhes são, em geral, agrupados em


seções, a saber:
- Detalhes gerais (em concreto, alvenaria, argamassas, mármores e granitos, materiais cerâmicos,
plásticos e borrachas, produtos sintéticos e outros);
- Detalhes de carpintaria e marcenaria (madeira);
- Detalhes de serralharia (ferro, alumínio e outros metais);
- Detalhes de vidraçaria.

• Conforme o grau de industrialização dos componentes, os detalhes


podem ser:
- Executivos ou
- Esquemáticos.

Neste último caso, os detalhes executivos são elaborados pelo fabricante do componente e
aprovados pelo arquiteto; por exemplo:
- Esquadrias de alumínio;
- Forros industrializados.

• Especificações: Definem detalhadamente todos os materiais,


acabamentos e normas para a execução de serviços, necessários a execução da obra. Em
geral são apresentadas:

a) resumidamente, grafadas nos desenhos e em um quadro geral de materiais e acabamentos.

b) detalhadamente, em um Caderno de encargos composto de:


- Normas de contratação da execução da obra (direitos e deveres do Cliente, Fiscal ou Gerente;
do Arquiteto e do executor);
- Especificação de serviços (normas de execução).

• Coordenação dos projetos de execução complementares.

6.4.3. Produtos finais / serviços opcionais:

• Plantas e/ou cortes de terraplanagem;


• Anteprojetos complementares de Estrutura, Instalações Paisagismo
e/ou Arquitetura de Interiores, entre outros listados no item 3.2, letra f e g;

• Orçamento: define detalhadamente quantidades e custo de todos os


materiais e serviços (mão-de-obra) necessários à execução da obra.

6.5. Assistência à execução da obra

6.5.1. Informações:

a) Todas as informações listadas no item 6.1.1;

b) Os projetos de Execução.

6.5.2. Produtos finais / serviços básicos:

• Visitas ao canteiro de obras e/ou participação em reuniões técnicas


visando o esclarecimento de dúvidas sobre o projeto e/ou sua eventual complementação;

• Exame, para aprovação, de desenhos de fabricação, assentamento e/ou


montagem de componentes manufaturados;

• Substituição de desenhos e especificações, em caso de necessidade:


falta de produtos no mercado, falência de fabricantes, retirada de produtos de linha ou outras
situações excepcionais;

• Revisão do Projeto de Execução (apenas os desenhos gerais – plantas


de situação, baixas e de cobertura, cortes e fachadas -, excluído o detalhamento), conforme o
executado (“as built” executivo), objetivando sua atualização arquitetônica para fins de
cadastro e manutenção, ao término da construção, fabricação ou montagem da obra.

6.5.3. Produtos finais / serviços opcionais:

• Revisão do Projeto de Aprovação, conforme o executado (“as built”


legal), objetivando sua regularização junto aos órgãos públicos, ao término da construção,
fabricação ou montagem da obra.
TABELA DE HONORÁRIOS DO INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL

Aprovada pela 86ª Reunião do Conselho Superior do IAB – Porto Alegre-RS

PARTE 2

CONDIÇÕES DE CONTRATAÇÃO E REMUNERAÇÃO DO PROJETO DE ARQUITETURA DA


EDIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Introdução

2. Objetivo do Documento

3. Conteúdo e Abrangência

4. Documentos Relacionados

5. Definições

6. Modalidades de Remuneração

7. Tabela Básica

8. Classificação das Edificações

9. Redutor para Projetos com Repetição

10. Custo de Execução da Obra

11. Despesas Reembolsáveis

12. Parcelamento de Honorários e Forma de Pagamento

13. Serviços de Escopo Reduzido

14. Salvaguardas Profissionais

15. Disposições Transitórias

1. Introdução
Dando continuidade a uma tradição iniciada em 1921, o Instituto de Arquitetos do Brasil apresenta
a seus associados e à sociedade, em especial aos potenciais clientes de serviços profissionais, a
nova versão, revista e atualizada de sua Tabela de Honorários.

As condições de contratação e remuneração, a seguir estabelecidas, são uma referência segura


para negociações, visando estabelecer um acordo justo e equilibrado entre as partes. Objetivam,
sobretudo, coibir à concorrência desleal de preços e assegurar um padrão de qualidade para os
serviços prestados.

Procura-se atender, por outro lado, à crescente diversificação observada no exercício profissional
dos arquitetos, hoje organizados em firmas, cooperativas e escritórios de prestação de serviços,
atuando como profissionais liberais autônomos ou ocupando posições em órgãos, instituições e
empresas, públicos e privados, contratantes de serviços de Arquitetura.

2. Objetivos

O presente documento tem por objetivos:

a) normatizar as condições de contratação do Projeto de Arquitetura da Edificação;


b) estabelecer critérios para o cálculo dos honorários profissionais respectivos;
c) fixar os serviços cobertos e descobertos pela remuneração estabelecida;
d) definir e caracterizar os principais componentes da remuneração profissional.

3. Conteúdo e Abrangência

3.1. Serviços cobertos

O presente documento estabelece as condições de contratação e remuneração do serviço Projeto


de Arquitetura da Edificação, inclusos os direitos autorais respectivos.

3.2. Serviços descobertos

Além do Projeto de Arquitetura da Edificação, o arquiteto está técnica e legalmente habilitado à


realização de outros serviços, não cobertos pela remuneração fixada no presente documento
entre os quais aqueles listados no documento “Roteiro para Desenvolvimento do Projeto de
Arquitetura da Edificação”, itens:

a) 3.2.: “Serviços excluídos”;

b) 6.1.3.; 6.2.3.; 6.3.3.; 6.4.3. e 6.5.3.: “Produtos finais/ serviços opcionais”.

Ver também item 11 deste documento: “Despesas reembolsáveis”.

4. Documentos Relacionados

As condições de contratação e remuneração descritas neste documento referem-se ao projeto


completo de Arquitetura da Edificação, conforme definido no documento “Roteiro para
Desenvolvimento do Projeto de Arquitetura da Edificação”.
Consultar também o documento “Modalidades Alternativas de Contratação e Remuneração de
Serviços de Arquitetura e Urbanismo” (em elaboração).
5. Definições

a) Arquiteto: técnico contratado, responsável pelo projeto e/ ou execução da obra.


b) Cliente: pessoa física ou jurídica contratante dos serviços do arquiteto.
c) Honorários: remuneração devida pelo cliente ao arquiteto, em contrapartida por serviços
prestados, incluindo os direitos autorais respectivos, tanto no caso de projetos quanto no de
execução.
d) Custo da obra: custo de projeto somado ao custo de execução.
e) Custo de projeto: despesas de projeto acrescidas do lucro e dos direitos autorais (de projeto).
f) Custo de execução: despesas de execução acrescidas do lucro e dos direitos autorais (de
execução)
g) Despesas de projeto: despesas, diretas e indiretas, de material, mão-de-obra e outras,
necessárias à prestação dos serviços do projeto.
h) Despesas de execução: despesas, diretas e indiretas de material, mão-de-obra e outras,
necessária à execução da obra.
i) Lucro: remuneração pelo capital investido, riscos e responsabilidades assumidas.
j) Direitos autorais: remuneração pelo talento, criatividade e competência técnica, investidos pelo
arquiteto na criação e/ou execução da obra de Arquitetura, assim como pela exclusividade de
utilização de serviços contratados.

6. Modalidades de Remuneração

O IAB reconhece duas modalidades básicas de remuneração para os serviços profissionais


prestados pelos arquitetos:

6.1. A primeira, detalhada neste documento, estabelece honorário igual a um percentual sobre o
custo de execução da obra. É o critério recomendado pela UIA (União Internacional dos
Arquitetos) FPAA (Federação Panamericana das Associações de Arquitetos), maioria dos
institutos de arquitetos estrangeiros e historicamente adotado pelo IAB. Comporta as seguintes
variações:

a) percentual sobre o custo estimado de execução da obra, calculado na contratação do projeto;


b) percentual sobre o custo orçado de execução da obra, estimado na contratação do projeto e
calculado ao seu término;
c) percentual sobre o custo contabilizado de execução da obra, estimado na contratação do
projeto e calculado ao final da execução.

Ver também item 10 deste documento: “Custo de execução da obra”

6.2. A segunda, detalhada no documento “Modalidades Alternativas de Contratação e


Remuneração de Serviços de Arquitetura e Urbanismo”, estabelece o custo de projeto somando
as despesas (estimadas ou contabilizadas) de projeto, direitos autorais e lucro. É um critério
admitido pelo IAB e crescentemente aceito pelo mercado. Comporta as seguintes variações:

a) custo de projeto estimado;


b) custo de projeto contabilizado, com teto pré-fixado;
c) custo de projeto contabilizado, sem teto pré-fixado;
d) custo de projeto contabilizado, com o componente “direitos autorais mais lucro” pré-fixada.

O cálculo da parcela “despesas de projeto”, por sua vez, considera o tipo e a quantidade de
desenhos e documento a serem produzidos e/ou o tipo e a quantidade de horas técnicas
necessárias à realização do serviço.
7. Tabela Básica

Em seguida apresentamos a tabela de percentuais básicos recomendados, a serem aplicados


sobre o custo de execução da obra, para cálculo dos honorários profissionais, observado o
seguinte:

a) para classificação das edificações, ver item 8;


b) para projetos com repetição de edificações e / ou andares-tipo, ver item 9;
c) para áreas de construção intermediárias entre os valores de tabela, interpolar os seguintes
percentuais segundo o exemplo a seguir:

a) para determinação do custo de execução da obra, ver item 10;


b) os valores abaixo se referem a obras novas. Para projetos de reforma e/ou acréscimo de
edificações , ver item 15.

8. Classificação das Edificações

As edificações são classificadas em quatro categorias (I, II, II, V), segundo os seguintes critérios:
a) complexidade das pesquisas prévias necessárias à sua projetação;
b) diferenciação funcional, técnica e estética dos espaços e ambientes a serem projetados;
c) sofisticação compositiva da obra;
d) complexidade tecnológica, em especial dos projetos complementares;
e) complexidade do desenvolvimento e detalhamento do projeto;
f) intensidade de participação do cliente no processo projetual.

Os tipos não listados a seguir deverão ser enquadrados segundo os critérios anteriores, na classe
que deles mais se aproxime.

8.1. Habitação
8.1.1. Permanente

a) Edifícios de apartamentos, conjuntos habitacionais de casas e/ou edifícios, condomínios e vilas:


categoria II.
b) Residências simples: categoria III
c) Residências de padrão médio ou elevado: categoria IV.

8.1.2. Temporária

a) Albergues, pousadas, hotéis simples e motéis: categoria II;


b) Hotéis de luxo: categoria III.

8.1.3. Coletiva

a) Alojamentos, asilos, orfanatos, internatos, conventos e mosteiros: categoria II.


b) Quartéis: categoria III.
c) Presídios e penitenciárias: categoria IV.

8.2. Trabalho

8.2.1. Agropecuária

a) Galpões para máquinas, armazéns, estábulos, cocheiras, pocilgas, aviários e instalações rurais
simples: categoria I.
b) Matadouros e instalações rurais especializadas: categoria II.

8.2.2. Indústria

a) Galpões, oficinas e depósitos: categoria I.


b) Fábricas e laboratórios simples: categoria II.
c) Usinas, fábricas e laboratórios especializados: categoria IV

8.2.3. Comércio

a) Armazéns e depósitos: categoria I.


b) Supermercados, hortomercados e pavilhões para realização de feiras e exposições: categoria
II.
c) Lojas de departamentos, magazines, centros comerciais e “shopping-centers”: categoria III.
d) Lojas, butiques, stands e “show-rooms”: categoria IV.

8.2.4. Serviços

8.2.4.1. Administração e Finanças

a) Edifícios de escritórios e edifícios administrativos de andar corrido: categoria II.


b) Bancos, sedes de empresa, instituições e órgãos públicos: categoria III.
c) Centros de processamento de dados: categoria IV.

8.2.4.2. Educação

a) Creches, escolas primárias e secundárias: categoria II.


b) Escolas técnicas, especializadas, superiores e universidades: categoria III.

8.2.4.3. Saúde
a) Ambulatórios e postos de saúde: categoria II.
b) Clínicas e consultórios: categoria III.
c) Hospitais: categoria IV.

8.2.4.4. Transportes

a) Garagens simples: categoria I.


b) Edifícios-garagem, pedágios e postos de serviço: categoria II.
c) Terminais e estações rodoviárias, hidroviárias e ferroviárias: categoria III.
d) Aeroportos: categorias IV.

8.2.4.5. Comunicações

a) Agências e centrais postais, telegráficas e telefônicas: categoria III.


b) Estúdios e estações de gravação, cinema, rádio e televisão: categoria IV.

8.3. Lazer

8.3.1. Esporte

a) Quadras cobertas e galpões para barcos: categoria I.


b) Clubes, ginásios e instalações esportivas simples: categoria III.
c) Estádios e instalações esportivas especializadas: categoria IV.

8.3.2. Entretenimento

a) Restaurantes, boates, casas de espetáculo, cinemas e teatros simples: categoria III.


b) Planetários e teatros especializados: categoria IV.

8.3. Acervos artístico-culturais

a) Galerias de arte, salas de exposição, arquivos, bibliotecas e museus simples: categoria III.
b) Arquivos, bibliotecas e museus especializados: categoria IV.

8.4. Diversos

a) Templos religiosos, capelas mortuárias e cemitérios: categoria III.


b) Monumentos e pavilhões de exposição: categoria III.
c) Auditórios, salas de conferência e pavilhões para realização de congressos: categoria III.

9. Redutor para Projetos com Repetição

Nos projetos de conjuntos com edificações tipo repetidas e/ou edificação com andares tipo
repetidos, aplica-se aos percentuais fixados na Tabela Básica um redutor R igual a Sp / Sc, onde:

• Sp = área de projeto;
• Sc = área de construção.

E ainda: Sp = Snr + Sr, onde:


• Snr = áreas não repetidas;
• Sr = áreas repetidas.
Para as áreas repetidas (Sr), aplica-se os redutores (R) abaixo:

Exemplo: Conjunto residencial com 5 blocos de apartamentos, contendo cada um deles:

• 1 pavimento de acesso: 550m²


• 1 pavimento de garagem: 550m²
• 1 pavimento de uso comum: 400m²
• 12 pavimentos tipo: 12 x 400 m² = 4.800m²
• 1 pavimento de cobertura: 100m²

Sc = 5 x (550 + 550 + 400 + 4.800 + 100) = 32.000m²

Tabela de Honorários: categoria II – 3,0%

Cálculo da área de projeto (Sp):

• 1º bloco

Snr (acesso, garagem, puc, 1º tipo e cobert.) = 2000 m²

Sr (11 pavimentos- tipo) = 11 x 400 m2 = 4.400 m²


r = 70% (para 11 repetições)
Sp1 = 2000 m² + 0,70 x 4.400 m² = 5.080 m²

• 2.º, 3.º, 4.º e 5º blocos

r = 84% (para 4 repetições)


Sp2 = 0.84 x 4 x 5080 m² = 17.069m²
• Total dos 5 blocos
Sp = Sp1 + Sp2 = 5.080 m² + 17.069 m² = 22.149 m²

R = Sp = 22.199 m² = 0,69
Sc 32.000 m²

Percentual a aplicar sobre o custo de execução da obra:


0,69 x 3,00 = 2,07%

10. Custo de Execução da Obra

10.1. Mediante acordo entre cliente e arquiteto, o custo de execução da obra poderá ser estimado,
orçado ou efetivamente contabilizado após sua conclusão (ver item 6.1.).

10.2. No cálculo do custo de execução da obra devem ser considerados:

a) despesas diretas e indiretas de mão-de-obra: salários e gratificações de operários


especializados, serventes, vigias, apontadores, encarregados, mestres-de-obras, técnicos de
edificação, arquitetos e engenheiros lotados no canteiro; encargos sociais e trabalhistas;

b) despesas de material e insumos: materiais de construção e equipamentos fixos das


edificações: aluguel ou amortização de ferramentas, apetrechos, máquinas e equipamentos;
instalação do canteiro de obras; consumo de água, luz e força;

c) outras despesas: administração da execução da obra (pessoal e material de escritório);


impostos; seguros contra incêndio, acidentes de trabalho e de responsabilidade civil; encargos
financeiros;

d) lucro e direitos autorais do executante (construtor, fabricante ou montador).

10.3. Caso o cliente forneça materiais, mão-de-obra ou cubra outras despesas listadas no item
10.2, estas serão computadas pelo valor de mercado.

10.4. Caso sejam empregados materiais reaproveitados ou adquiridos abaixo do valor de


mercado, este prevalecerá.

10.5. Caso não haja acordo, serão adotados os critérios estabelecidos pela PNB-140 ou outros
mais adequados fornecidos pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do local da obra.

11. Despesas Reembolsáveis

Não estão incluídas nos honorários fixados na tabela básica, devendo ser cobradas à parte, as
seguintes despesas:

a) viagens: transporte, estadia e alimentação;


b) telecomunicações interurbanas: telefonemas, telegramas, telex, fac-símile outras;
c) aprovação de projetos em órgãos públicos: taxa, alvarás, impostos, emolumentos e honorários
de despachantes.
d) cópias e serviços gráficos em geral, excedentes àqueles fixados em contrato.
e) fotografias.

Ver também item 3.2.: “Serviços descobertos”.


12. Parcelamento de Honorários e Forma de Pagamento

12.1. Para efeito de cobrança, os honorários serão parcelados como se segue:

a) 10% correspondentes à fase Estudo Preliminar (EP);


b) 30% correspondentes à fase Anteprojeto (AP), inclusa a subfase Projeto de Aprovação (PA);
c) 50% correspondentes à fase Projeto de Execução (PE);
d) 10% correspondentes à fase Assistência à Execução das Obras (AE).

12.2. Baseados nos percentuais estabelecidos acima, cliente e arquiteto acordarão um plano de
pagamentos. Recomenda-se o seguinte:

a) 5% na assinatura do contrato;
b) 5% na aprovação do EP pelo cliente;
c) 10% na entrega do AP;
d) 5% na aprovação do AP pelo cliente;
e) 10% na entrega do PA;
f) 5% na aprovação do PA pelos órgãos públicos;
g) 45% na entrega do PE;
h) 5% na aprovação do PE pelo cliente;
i) 7,5% subdivididos em parcelas, ao longo da AE;
j) 2,5% na entrega da revisão do PE conforme o executado.

12.3. No caso de projetos de longa duração, recomenda-se que o plano de pagamentos proveja a
subdivisão da parcela relativa à entrega do PE.

12.4. Os contratos deverão prever a incidência de juros e correção monetária sobre as parcelas
de remuneração não pagas às épocas acordadas.

13. Serviços de Escopo Reduzido

Para serviços de escopo reduzido aplica-se às parcelas de honorários fixadas no item 12.1. uma
sobretaxa, conforme discriminado seguir:

14. Salvaguardas Profissionais


14.1. A utilização não autorizada de Estudos Preliminares, Anteprojetos ou Projetos de Aprovação
para a execução da obra é suscetível de aplicação de disposições legais relativas ao mau uso do
projeto e obriga ao pagamento de indenização a ser fixada em contrato.

14.2. Uma vez iniciado o trabalho de cada uma das fases de projeto, fica assegurado ao arquiteto
o direito de terminá-la e receber a remuneração correspondente.

14.3. O cancelamento de parte dos trabalhos contratados obriga o cliente ao pagamento de multa
rescisória a ser fixada em contrato. Recomendam-se 20% sobre o valor da fase subseqüente
àquela em andamento.

14.4. O projeto contratado poderá ser executado somente para os fins e local indicado nos
desenhos de projeto.

14.5. A remuneração pelos direitos autorais não implica na cessão destes.

15. Disposições Transitórias

Até que o IAB elabore roteiros e tabelas específicas, recomenda-se que os serviços discriminados
abaixo sejam cobrados como se segue:

15.1. Multiplicadores sobre o valor do Projeto de Arquitetura da Edificação:

a) Levantamentos arquitetônicos: 0,05 a 0,15.


b) Estudos de viabilidade (técnica e legal) arquitetônica: 0,025 a 0,075.
c) Projetos de acréscimo a edificações existentes: 1,05 a 1,25.
d) Projetos de reforma e/ou revitalização de edificações existentes: 1,20 a 1,40.
e) Projetos de restauro de edificações existentes: 1,50 a 2,00.
f) Projetos de legalização de obras executadas (incluindo o levantamento arquitetônico): 0,05 a
0,15.
g) Projetos complementares de estrutura: 0,20 a 0,60.
h) Projetos complementares de Instalações Hidro-sanitárias (água quente e fria, esgoto e águas
pluviais) e de gás: 0,10 a 0,30.
i) Projetos complementares de Instalações Elétricas e Telefônicas: 0,10 a 0,30.
l) Projetos complementares de Ar Condicionado, Ventilação e Exaustão Mecânica: 0,05 a 0,35.
l) Projetos complementares de Paisagismo: 0,05 a 0,15.
m) Projetos complementares de Terraplanagem: 0,01 a 0,10.
n) Projetos complementares de Arquitetura de Interiores, Decoração e Mobiliário: 0,50 a 1,50.
o) Projetos complementares de Comunicação Visual: 0,05 a 0,10

15.2. Multiplicadores sobre o valor do(s) projeto(s) a que se referem os serviços:

a) Elaboração de Programas de Necessidades: 0,05 a 0,25 ;


b) Fiscalização (técnica) de Projeto(s) realizado(s) por terceiro(s): 0,05 a 0,15.
c) Gerenciamento (técnico, administrativo e financeiro) de Projeto(s) realizado(s) por terceiro(s):
0,10 a 0,30.
d) Fiscalização (técnica) da Execução de obras: 0,20 a 0,40.
e) Gerenciamento (técnico, administrativo e financeiro) da Execução de obras: 0,50 a 1,50.

15.3. Multiplicadores sobre as despesas de execução da obra:

a) Execução de obras por administração (incluída a responsabilidade técnica, civil e criminal): 0,10
a 0,30.
15.4. Multiplicadores sobre a área de intervenção:

a) Levantamentos topográficos: 0,0002 a 0,0010 CUBs/ m²


b) Levantamentos urbanísticos: 0,15 a 4,5 CUBs/ ha.
c) Estudos de viabilidade (técnica e legal) urbanística: 0,04 a 4 CUBs/ ha (hectare)
d) Projetos de remembramento e/ou desmembramento de lotes (sem abertura de vias): 0,0003 a
0,0015 CUBs/ m².
e) Projetos de parcelamento do solo e arruamento: loteamento ou condomínios (excluídos os
projetos complementares de infra-estrutura): 0,004 a 0,0020 CUBs/ m².
f) Projetos de Desenho Urbano ou Paisagismo de espaços públicos, praças, parques, etc.
(excluídos os projetos complementares de infra-estrutura): 15 a 150 CUBs/ ha.
g) Planos urbanísticos de bairro ou setor de cidade: 0,3 a 1,5 CUBs/ ha.

Obs: CUB = Custo Unitário Básico da construção residencial, valor médio, calculado segundo os
critérios estabelecidos pela NB.140 da ABNT e divulgado mensalmente, em cada estado, pelos
Sindicatos da Indústria da Construção Civil, de acordo com o que dispõe o artigo 54 da Lei nº
4591 de 16/12/64.

15.5. Multiplicadores sobre a população da área de intervenção:

a) Planos Diretores Municipais: 1,25 a 125 CUBs/ 1000 hab


b) Planos Diretores Regionais: 0,35 a 35 CUBs/ 1000 hab

Obs: CUB (Ver definição acima)

15.6 Critérios recomendados no documento “Modalidades Alternativas de Contratação e


Remuneração de Serviços de Arquitetura e Urbanismo”:

a) Pesquisas.
b) Estudos de viabilidade econômico-financeira, Estimativas de custo, Orçamentos, Avaliações
econômicas e similares.
c) Consultorias/ Assessorias, Vistorias / Perícias, Laudos / Pareceres e similares.
d) Levantamento e/ ou sondagens geológicas.
e) Projetos complementares de Instalações de Coleta e Tratamento de Lixo.
f) Projetos complementares de Instalações Mecânicas: elevadores, monta-cargas, rampas,
escadas e esteiras rolantes, entre outros.
g) Projetos complementares de Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio.
h) Projetos complementares de Instalações de Alarme, Segurança e Comunicação.
i) Projetos complementares de Conforto Ambiental, Acústica, Sonorização e Luminotécnica.
j) Projetos complementares de Instalações especiais: Aquecimento, Água Gelada e outros.
l) Projetos especializados de estacionamento e tráfego de veículos.
m) Maquetes
n) Perspectiva e desenhos promocionais.