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Redes de Computadores

Londrina - PR
2019
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DNS e DHCP

Aluno: Hégon Nykolas Muñoz Rocha

Administração de Serviços em Sistemas


Operacionais de Arquitetura Fechada
Linha de pesquisa: Infraestrutura e Cabeamento
Estruturado
Orientador: Emerson Rosa

Londrina – PR
2019
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SUMÁRIO
1. DNS ................................................................................................................................... 4
1.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 4
1.2. O QUE É DNS ............................................................................................................. 4
2. Serviços ............................................................................................................................. 5
2.1 TIpos de servidores ...................................................................................................... 5
3. FUNCIONAMENTE DO DNS ............................................................................................. 7
4. Hierarquia do dns .............................................................................................................. 8
5.DHCP ................................................................................................................................. 8
5.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 9
6. Protocolo DHCP .............................................................................................................. 10
6.1 Funcionamento básico ............................................................................................... 10
6.2 IP Automático ............................................................................................................. 10
6.3 IP Dinâmico ................................................................................................................ 11
6.4 Modo manual ............................................................................................................. 11
7. Cliente DHCP .................................................................................................................. 12
7.1 Inicializa ..................................................................................................................... 12
7.2 Seleciona ................................................................................................................... 12
7.3 SOLICITA ................................................................................................................... 13
7.4 LIMITE ....................................................................................................................... 13
7.5 RENOVA .................................................................................................................... 13
7.6 VINCULA NOVAMENTE ............................................................................................ 14
8.Funcionamento base do DHCP......................................................................................... 15
9.CONCLUSÃO ................................................................................................................... 16
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1. DNS

1.1 INTRODUÇÃO

Os servidores DNS (Domain Name System, ou sistema de nomes de domínios)


são os responsáveis por localizar e traduzir para números IP os endereços dos sites
que digitamos nos navegadores.
DNS surgiu com a função de substituir o endereço IP por nomes como hoje
nós conhecemos exemplo: www.google.com.br. Para isso, existe os servidores de
DNS em toda parte do mundo com o objetivo de traduzir endereços ip em nomes ou
sites.

1.2. O QUE É DNS

O DNS é um banco de dados com servidores distribuídos e organizado de


forma hierárquica, espalhados por toda internet. Dessa forma, que todo servidor de
nomes é cliente de outro, porém caso um não consiga traduzir para IP,
automaticamente irá consultar outro até conseguir.
Atualmente existe 13 servidores raiz espalhados no mundo todo, sendo 10 nos
EUA (Estados unidos), 2 na Europa e 1 na Ásia, os 10 dos EUA, a maioria é operada
por agências do governo americano.
Desses 13 servidores raiz, se por acaso 1 servidor quebrar, outros 12 ainda
continuaram funcionando, e se por ventura os 13 servidores caírem, o serviço DNS
continuaria sendo executada por outros servidores distribuídos hierarquicamente
através da internet.
Para aumentar o número de servidor raiz, foram criadas réplicas espalhadas
no mundo todo, inclusive no Brasil.
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2. SERVIÇOS

O serviço de nomes é uma tarefa, muitas das vexes implementada para a rede,
tendo como objetivo que cada requisição buscar um servidor DNS para resolver o
nome, antes que chegue ao destino.

Alguns serviços onde o DNS é importante:
 O Cliente paga pelo tráfego gerado na rede;
 O Cliente não tem acesso à Internet;
 O Destino é um host da rede local;
 Criar um Servidor DNS Cache;

2.1 TIPOS DE SERVIDORES

Servidor Caching: Definido como um servidor que guarda em cache as


consultas que já foram anteriormente solicitadas, dessa forma, melhorando a
performance da resolução de nomes. Este tipo de servidor também é definido como
um servidor que é capaz de apenas de fazer consultas para resolver endereços, ou
seja, ele é um servidor destinado a fazer e guardar consultas, não sendo responsável
por nenhuma zona;
Servidor Primário: Definido como um servidor autorizado (servidor que tem
autoridade sobre uma zona), ou seja, que mantém a base de dados de uma
determinada zona. Este servidor além de fazer consulta a servidores raízes também
é consultado por outros servidores DNS como responsável (autorizado) pela zona em
que foi delegada;
Servidor Secundário: Este servidor é definido como uma cópia do servidor
primário. É utilizado pelos clientes quando o servidor master, por algum motivo, para
de funcionar;

Servidor Forwarding: que remete a solicitação para outros servidores de


nomes.
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O BIND (Berkeley Internet Name Domain): É o servidor de nomes utilizado


na grande maioria dos servidores da Internet, provendo uma estável e robusta
arquitetura sobre a qual as organizações podem construir sua estrutura de nomes.
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3. FUNCIONAMENTE DO DNS

Exemplo:

 Cenário: Abrir o site “www.linux.com” em um navegador:


 O sistema faz as seguintes etapas: 1 - Verifica se o www.linux.com existe
no arquivo /etc/hosts.
 Se sim, resolve, 2 - Se não, ele usará um dos name servers em
/etc/resolv.conf e pergunta para eles.

Os Servidores que aparecem no (etc/resolv.conf) são chamados de Servidores


de Cache ou simplesmente "DNS Resolvers" (resolvedores).
Eles buscam os nomes na internet e armazenam uma cópia em memória
(cache). A pergunta chega ao DNS Cache vindo da rede local e, caso o cache ainda
não tenha essa resposta, ele para a Internet.
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4. HIERARQUIA DO DNS

O DNS é hierárquico pois é baseado em conceitos tais como espaço de nomes


e árvore de domínios. Assim existe isolamento de nomes e delegação de autoridade.
A Figura a seguir apresenta uma visão abreviada da estrutura do DNS definida
para a Internet. O principal domínio, o root, o de mais alto nível foi nomeado como
sendo um ponto (.). No segundo nível foram definidos os chamados "Top-level-
domains" TLD. Estes domínios são bastante conhecidos, sendo os principais:

 com: Organizações comerciais


 gov: Organizações governamentais
 edu: Instituições educacionais
 org: Organizações não comerciais
 net: Serviços de rede e comunicação
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5.DHCP

5.1 INTRODUÇÃO

O DHCP é um protocolo de serviço TCP/IP que oferece configuração dinâmica


de IP’s nos terminais da rede, sem a necessidade de configurar máquina a máquina
um IP estático para ela. É concedido pelo servidor DHCP um endereço IP de host,
máscara de sub- rede, gateway padrão e número IP de um ou mais servidores DNS
caso necessário. É sucessor do protocolo BOOTP que embora seja mais simples,
tornou-se limitado para as exigências atuais.
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6. PROTOCOLO DHCP

O DHCP surgiu como padrão em outubro de 1993. A instituição responsável


pelo registro e controle deste protocolo é a RFC, e suas especificações mais atuais
estão registradas no RFC 2131. O último standard para a especificação do DHCP
sobre IPv6 foi publicado como RFC 3315 em 2003. Criado para substituir o BOOTP
na tarefa de automatizar o fornecimento de endereços IP em uma rede, o DHCP é um
serviço que permite facilidades para redes que utilizam a computação móvel (wireless
network, computadores portáteis) ou que possuem uma faixa de endereços IP
limitada. Dois fatores contribuíram para que esse novo protocolo de configuração
fosse criado. O BOOTP resolveu parte do problema de subutilização do quadro
quando do envio de um endereço IP. Com o DHCP, em uma única mensagem são
enviadas para o equipamento todas as informações de inicialização necessárias.

6.1 FUNCIONAMENTO BÁSICO

O DHCP usa um modelo cliente-servidor. Resumidamente, o DHCP opera da


seguinte forma: Quando um computador (ou outro dispositivo) conecta-se a uma rede,
o host/cliente DHCP envia um pacote UDP em broadcast (destinado a todas as
máquinas) com uma requisição DHCP (para a porta 67); qualquer servidor DHCP na
rede pode responder a requisição. O servidor DHCP mantém o gerenciamento
centralizado dos endereços IP usados na rede e informações sobre os parâmetros de
configuração dos clientes como gateway padrão, nome do domínio, servidor de nomes
e servidor de horário. Os servidores DHCP que capturarem este pacote responderão
(se o cliente se enquadrar numa série de critérios para a porta 68 do host solicitante
com pacotes com configurações onde constará, pelo menos, um endereço IP e uma
máscara de rede, além de dados opcionais, como o gateway, servidores de DNS, etc.

6.2 IP AUTOMÁTICO

Automática, no qual uma quantidade de endereços de IP (dentro de uma faixa)


é definida para ser utilizada na rede. Neste caso, sempre que um dos computadores
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de uma rede solicitar a conexão com ela, um destes IPs será designado para a
máquina em questão.

6.3 IP DINÂMICO

Na dinâmica o procedimento é bem parecido com o efetuado pela automática,


porém a conexão do computador com determinado IP é limitada por um período de
tempo pré-configurado que pode variar conforme desejado pelo administrador da
rede.

6.4 MODO MANUAL

No modo manual o DHCP aloca um endereço de IP conforme o valor de MAC


(Medium Access Control) de cada placa de rede de forma que cada computador
utilizará apenas este endereço de IP. Utiliza-se este recurso quando é necessário que
uma máquina possua um endereço de IP fixo.
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7. CLIENTE DHCP

Um cliente DHCP é um equipamento que está configurado para solicitar a um


servidor DHCP um endereço IP. Como já foi dito anteriormente, alguns equipamentos
na rede devem possuir endereços IP fixos, já configurados na própria máquina, em
função dos serviços que eles disponibilizam na rede. Essas máquinas não são
consideradas como clientes DHCP.

Um cliente DHCP pode passar por seis estados de aquisição:


•INICIALIZA
•SELECIONA
•SOLICITA
•LIMITE
•RENOVA
•VINCULA NOVAMENTE

O que define em que estado se encontra o cliente é a mensagem que ele envia
para um dos servidores DHCP da sua rede.

7.1 INICIALIZA

Quando um cliente inicializa pela primeira vez, ele difunde uma mensagem para
todos os servidores DHCP da rede local a fim de adquirir as configurações de
inicialização na rede. Para tanto ele manda uma mensagem DHCPDISCOVER.
O DHCPDISCOVER é enviado em um datagrama UDP da mesma forma que
no BOOTP. Após o envio dessa mensagem, o cliente passa para o estado
SELECIONA.

7.2 SELECIONA

Neste estado, o cliente permanece aguardando a resposta dos servidores


DHCP que receberam o DHCPDISCOVER. Aqueles servidores que estiverem
configurados para responder, enviam ao cliente uma mensagem DHCPOFFER. Nesta
mensagem, estão embutidas as informações necessárias para a configuração do
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cliente juntamente com um endereço IP que o servidor lhe oferece como empréstimo.
Após o recebimento de todas as mensagens enviadas pelos servidores, o cliente irá
optar por uma e entrará em negociação de locação com o servidor ofertante. Para
iniciar a negociação, o cliente envia a mensagem DHCPREQUEST. Neste momento,
ele entra no estado SOLICITA.

7.3 SOLICITA

Aqui, o cliente aguarda uma resposta de confirmação do servidor DHCP que


ele entrou em negociação. Essa confirmação é remetida através da mensagem
DHCPACK. Com o recebimento da confirmação, o cliente passa a ter um endereço IP
e utiliza-o, bem como todas as outras informações de configuração que foram
enviadas pelo servidor e entra no estado LIMITE.

7.4 LIMITE

Este é o estado em que permanece o cliente durante a utilização do endereço


IP até que atinja o período de renovação ou ele decida não mais utilizar o endereço
locado. Para este último caso, onde o cliente não espera o término do prazo da
locação, ele envia uma mensagem DHCPRELEASE para o servidor, a fim de provocar
a liberação do endereço IP locado. Desta forma, o cliente não mais poderá enviar
datagramas IP utilizando-se do endereço que possuía e passa para o estado
INICIALIZA.

7.5 RENOVA

Ao receber um DHCPACK, o cliente adquire a informação do período de


locação do endereço. De posse dessa informação, ele inicializa três temporizadores.
Eles são utilizados para controlar os períodos de renovação, re-vinculação e do fim
da locação. O servidor pode especificar o valor de cada temporizador. Não havendo
essa especificação o cliente utiliza os valores padrões, que são de 50%, 85% e 100%,
respectivamente.
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Quando o temporizador ultrapassa o valor da renovação, o cliente tentará


renovar a locação. Para isso, ele faz uso novamente do DHCREQUEST ao servidor.
Assim, ele passa para o estado RENOVA e aguarda a resposta. Na mensagem, segue
embutido o endereço IP atual do cliente e uma solicitação de extensão da locação do
mesmo. O servidor poderá responder autorizando a renovação da locação que
necessariamente não possuirá o período anteriormente destinado, ou poderá
responder de forma negativa. No primeiro caso, o servidor envia um DHCPACK ao
cliente. O recebimento dessa mensagem faz com que o cliente retorne ao estado
limite. No segundo caso, o servidor envia um DHCPNACK, que faz com que o cliente
interrompa o uso do endereço IP e passe para o estado INICIALIZA.

7.6 VINCULA NOVAMENTE

Ao entrar no estado RENOVA, um cliente fica aguardando a resposta do


servidor. Caso essa resposta não chegue (é possível que o servidor tenha sido
desligado, ou tenha sido desconectado da rede), o cliente permanece nesse estado e
comunicando-se normalmente até que seja ultrapassado o limite do segundo
temporizador. Nesse ponto, o cliente passa do estado RENOVA para o estado
VINCULA NOVAMENTE. A partir daí o cliente pressupõe que o servidor que lhe locou
o endereço IP não estará mais disponível e tenta obter a renovação com qualquer
outro servidor DHCP da sua rede local através da difusão de DHCPREQUEST. Caso
receba um DHCPACK de algum servidor habilitado para tal, o cliente retornará para o
estado LIMITE. Em recebendo um DHCPNACK, ele passará para o estado
INICIALIZA. No caso de o cliente não receber qualquer resposta, ele permanecerá
utilizando o endereço IP inicialmente locado até que seja atingido o valor limite do
terceiro temporizador, o que fará com que ele passe para o estado INICIALIZA.
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8.FUNCIONAMENTO BASE DO DHCP

O funcionamento deste protocolo é muito simples e tem quatro fases, que serão
descritas abaixo:
 DHCP Discover – O cliente liga-se à rede e envia um broadcast
(enviado para todas as máquinas da rede) a pedir configurações de rede;
 DHCP Offer – Um ou mais servidores enviam, em unicast (enviado
apenas para o cliente), as suas propostas de configurações de rede;
 DHCP Request – O cliente comunica, em broadcast, ao servidor que
aceita uma oferta feita anteriormente;
 DHCP Ack – Por fim o servidor confirma ao cliente a reserva do
endereço de IP e informa o cliente por quanto tempo este é válido;
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9.CONCLUSÃO

A utilização do DNS não se limita à internet. Este recurso pode (e é) utilizado


em redes locais ou extranets, por exemplo. Sua implementação pode ser feita em
praticamente qualquer sistema operacional, sendo muito usual nas plataformas
baseadas em Unix e no Windows. A ferramenta mais conhecida para DNS é o BIND,
que é mantido pela Internet Systems Consortium.
O protocolo DHCP possibilita, de forma automatizada, aos computadores que
se conectem na rede a obtenção de configurações de rede, principalmente o
endereçamento IP. Foi visto também que o DHCP, além da distribuição de endereços
IP, possui outras utilidades relacionadas a configurações de rede o que possibilita a
redução do trabalho de configuração e gerenciamento de uma rede. Por fim, a
utilização deste protocolo possibilita a redução de erros de configuração causados
pela configuração manual de endereços IP, como erros de digitação e conflitos por
causa de endereços repetidos.