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TODAS AS MATÉRIAS E COMBOS

AMOSTRA COM TRECHOS DE CADA RESUMO

HENRIQUE DE LARA MORAIS


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Todas as Matérias e Combos
Henrique de Lara Morais
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Apresentação
Olá, tudo bem? Para você que não me conhece, meu nome é Henrique. Talvez alguns de vocês já tenham visto meu perfil
no Instagram (@concurseiroforadacaixa) ou lido aquela pesquisa que eu fiz sobre os aprovados do ICMS-SC (Auditor
Fiscal), e muitos gostaram da organização do trabalho. Pensando nisso, resolvi compilar todos os materiais para revisão
que tenho feito ao longo de toda a minha preparação, organizando-os de modo bem didático para que pudesse
compartilhar com vocês a um preço bastante acessível.

Durante esses 3 anos foram mais de 4.000 horas de estudos. Todos os materiais foram preparados com muito cuidado,
para que eu (e agora VOCÊ), pudesse utilizá-los como uma ferramenta para rápidas revisões, principalmente nas
semanas anteriores à prova. A elaboração de cada um está pautada no principal: aquilo que cai em prova. Em um
primeiro momento eu os enviei apenas para alguns amigos, mas decidi que era hora de compartilhá-los com você.

O objetivo é ajudar aqueles que sentem dificuldade em elaborar seus próprios materiais, seja por falta de tempo,
paciência, etc. Prezo muito pela organização e pelo foco no conteúdo que realmente é cobrado. Tenho certeza que você
irá gostar. Ah, importante ressaltar que:

📌 Ao final de cada resumo preparei um caderno de QUESTÕES para os tópicos mais relevantes.

📌 Os resumos não se limitam à TEORIA, abrangendo também JURISPRUDÊNCIAS e algumas DOUTRINAS cobradas.

Naquilo que eu puder te ajudar, conte comigo. Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Um grande abraço,

Henrique de Lara Morais

Como Adquirir

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Sumário
Combos ............................................................................................................................................................................................................. 3

Português.......................................................................................................................................................................................................... 5

Direito Constitucional .................................................................................................................................................................................... 8

Direito Administrativo ................................................................................................................................................................................. 11

Direito Tributário .......................................................................................................................................................................................... 20

Impostos Estaduais (Legislação comum a todos os Estados) ................................................................................................................. 24

Contabilidade Geral, Avançada e de Custos .............................................................................................................................................. 30

Auditoria......................................................................................................................................................................................................... 34

Estatística e Matemática .............................................................................................................................................................................. 36

Matemática Financeira ................................................................................................................................................................................. 38

Raciocínio Lógico........................................................................................................................................................................................... 39

Administração Financeira e Orçamentária (AFO).................................................................................................................................... 40

Direito Penal ................................................................................................................................................................................................... 42

Direito Civil .................................................................................................................................................................................................... 46

Direito Empresarial ....................................................................................................................................................................................... 50

Macroeconomia ............................................................................................................................................................................................. 51

Microeconomia .............................................................................................................................................................................................. 53

Finanças Públicas .......................................................................................................................................................................................... 55

Administração Geral ..................................................................................................................................................................................... 56

Administração de Recursos Materiais ........................................................................................................................................................ 59

Arquivologia .................................................................................................................................................................................................. 62

Informática e TI ............................................................................................................................................................................................. 63

Direito da Pessoa com Deficiência .............................................................................................................................................................. 64

Direito Processual Penal ............................................................................................................................................................................... 66


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COMBOS

Pessoal, antes de mostrar-lhes as amostras de cada matéria individualmente, gostaria dizer que eu preparei, especialmente
para vocês, alguns COMBOS para as várias áreas de concurso. Se você estuda para alguma delas, VALE MUITO A PENA dar
uma olhada, já que o preço sai BEM MAIS EM CONTA.

Atenção! Todos estão em promoção no site, com 35% de desconto. Basta preencher seu e-mail no pop-up que irá
aparecer e o cupom será liberado. Para visualizar qualquer combo, basta clicar no ícone daquele que te interessa!

COMBO PARA QUEM? MATÉRIAS


1. Contabilidade Geral 15. Estatística e Matemática
2. Contabilidade Avançada 16. Matemática Financeira
3. Contabilidade de Custos 17. Raciocínio Lógico
Se você estuda para
4. Direito Tributário 18. Arquivologia
qualquer área, ou ainda
5. Direito Constitucional 19. Informática
não tem uma área de
6. Direito Administrativo 20. Tecnologia da Informação
preferência, esse combo
7. Adm. Financeira e Orçamentária 21. 🔥 NOVO – Português
abrange 20 disciplinas
8. Auditoria Independente 22. 🔥 NOVO – Macroeconomia
sendo uma ótima
Todas as 9. Direito Civil 23. 🔥 NOVO – Microeconomia
ferramenta para encarar
Matérias 10. Direito Penal 24. 🔥 NOVO – Finanças Públicas
praticamente qualquer
11. Direito Empresarial 25. 🔥 NOVO – Processual Penal
prova!
12. Impostos Estaduais 26. 🔥 NOVO – Direito da Pessoa
13. Administração Geral com Deficiência
14. Adm. de Recursos Materiais

1. Contabilidade Geral 12. Impostos Estaduais


2. Contabilidade Avançada 13. Estatística e Matemática
Excelente combo para 3. Contabilidade de Custos 14. Matemática Financeira
quem se aventura nos 4. Direito Tributário 15. Raciocínio Lógico
fiscos, seja municipal 5. Direito Constitucional 16. Informática
(ISS), estadual (ICMS) ou 6. Direito Administrativo 17. Tecnologia da Informação
federal (Receita Federal). 7. Adm. Financeira e Orçamentária 18. 🔥 NOVO – Português
Área
PS: foi o que usei na minha 8. Auditoria Independente 19. 🔥 NOVO – Macroeconomia
Fiscal
aprovação no ICMS-SC. 9. Direito Civil 20. 🔥 NOVO – Microeconomia
10. Direito Penal 21. 🔥 NOVO – Finanças Públicas
11. Direito Empresarial

1. Contabilidade Geral 10. Matemática Financeira


2. Contabilidade Avançada 11. Raciocínio Lógico
Muito útil para quem 3. Contabilidade de Custos 12. Informática
estuda para os tribunais de 4. Direito Constitucional 13. Tecnologia da Informação
contas (TCU, TCEs e TCMs) 5. Direito Administrativo 14. 🔥 NOVO – Português
bem como controladorias 6. Adm. Financeira e Orçamentária 15. 🔥 NOVO – Macroeconomia
Controle e
(CGU, CGEs e CGMs). 7. Auditoria Independente 16. 🔥 NOVO – Microeconomia
Gestão
8. Administração Geral 17. 🔥 NOVO – Finanças Públicas
9. Estatística e Matemática

Cargos como técnico e 1. Direito Constitucional 10. Estatística e Matemática


analista relacionados à 2. Direito Administrativo 11. Matemática Financeira
área judiciária: Tribunais, 3. Direito Civil 12. Informática
Defensorias (DPU e DPEs), 4. Direito Penal 13. Tecnologia da Informação
Ministério Público (MPU e 5. Arquivologia 14. 🔥 NOVO – Português
MPEs) e Procuradorias 6. Administração Geral 15. 🔥 NOVO – Processual Penal
Judiciário (AGU, PGE e PGMs). 7. Adm. de Recursos Materiais 16. 🔥 NOVO – Direito da Pessoa
PS: foi o que usei nas minhas 8. Adm. Financeira e Orçamentária com Deficiência
aprovações no TRF-1. 9. Raciocínio Lógico
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COMBO PARA QUEM? MATÉRIAS

1. Direito Constitucional 8. Matemática Financeira


Cargos de perito, escrivão, 2. Direito Administrativo 9. Arquivologia
soldado, agente adm., 3. Direito Penal 10. Informática
investigador, etc. da PF, 4. Administração Geral 11. Tecnologia da Informação
Área PRF, PM, Polícia Civil, e 5. Adm. de Recursos Materiais 12. 🔥 NOVO – Português
Policial Guardas Municipais. 6. Estatística e Matemática 13. 🔥 NOVO – Processual Penal
7. Raciocínio Lógico

1. Direito Tributário
Vale para QUALQUER área.
2. Direito Constitucional
Perfeito para quem tem
3. Direito Administrativo
certa dificuldade com os
4. Direito Civil
principais “direitos”. Ah, é
5. Direito Penal
indicado também para
Matérias 6. Direito Empresarial
quem fará o Exame de
Jurídicas 7. 🔥 NOVO – Processual Penal
Ordem (OAB)
8. 🔥 NOVO – Direito da Pessoa com Deficiência

1. Direito Constitucional 8. Matemática


Ideal para quem estuda 2. Direito Administrativo 9. Matemática Financeira
para qualquer concurso da 3. Arquivologia 10. Informática
área administrativa, 4. Administração Geral 11. 🔥 NOVO – Português
especialmente para 5. Adm. Recursos Materiais
Anvisa, Anac, Aneel, INSS, 6. Adm. Financeira e Orçamentária
Área
entre outras! 7. Estatística
Admin.

Observação: se o combo que te interessa não tiver alguma matéria que você gostaria de ter, é só conversar comigo pelo
chat do site ou no Instagram e juntos podemos montar um COMBO PERSONALIZADO só para você!
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PORTUGUÊS

IN T R O DU Ç ÃO

E aí, tudo bem? Português é uma matéria cobrada em praticamente qualquer concurso público, portanto é imprescindível que
você dê uma olhada com carinho na disciplina (ainda que a considere “tranquila”).

É muito comum cairmos em pegadinhas pelo simples fato de não nos atermos às regras gramaticais. Não é um conselho só meu,
mas de professores da área: o melhor caminho é a resolução infindável de questões, principalmente – se possível – da banca
que irá aplicar a prova.

Dessa forma, este resumo tem o intuito de servir como um guia com as principais (e mais chatas) regras GRAMATICAIS, que
podem fazer “A” diferença, afinal, hoje os concursos estão muito concorridos, e um ponto faz uma baita diferença.

Abaixo fiz uma análise dos assuntos mais cobrados em provas elaboradas pelas principais bancas (Cespe, FCC, etc.). Embora
cada uma tenha suas particularidades, é interessante termos uma visão geral para saber aquilo que vale a pena dar um foco.

Uma vez conhecida aquela que elaborará sua prova, aí sim é interessante mergulhar de cabeça nos temas que ela mais cobra,
dando ênfase nos assuntos considerados mais importantes.

AN ÁLI SE

OUTROS ASSUNTOS 52%


Tópicos mais cobrados:
• Interpretação de Textos (muita atenção aqui!)
• Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos.
• Análise das estruturas linguísticas do texto Vejam que esses assuntos são
• Clareza e Correção responsáveis por mais de 70%
MORFOLOGIA 20% das questões. Dê foco AQUI!
Tópicos mais cobrados:
• Anáfora, Catáfora, Pronomes relativos, Conjunções etc.
• Conjunção e Colocação pronominal
• Conjugação (modos e tempos verbais)
SINTAXE 10%
Tópicos mais cobrados:
• Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
• Funções sintáticas (sujeito, predicado, etc.)
SEMÂNTICA 7%
Tópicos mais cobrados:
• Basicamente Sinônimos e Antônimos
CONCORDÂNCIA 5%
Tópicos mais cobrados:
• Principalmente concordância verbal
REGÊNCIA 5%
Tópicos mais cobrados:
• Crase
• Regência Verbal
FONÉTICA 2%
Tópicos mais cobrados:
• Basicamente acentuação
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T ÓPI C OS

Fonética - Regras de Acentuação Sintaxe - Sujeito


Fonética - Uso do Hífen Sintaxe - Concordância Verbal
Morfologia - Advérbio Sintaxe - Regência
Morfologia - Artigo Sintaxe - Crase
Morfologia - Substantivo Sintaxe - Uso do “Se” e do “Que”
Morfologia - Adjetivo Outros - Uso dos “porquês”
Morfologia - Verbos Outros - Tipologia Textual
Morfologia - Pronomes Outros - Sentido Denotativo x Conotativo
Morfologia - Conjunções Outros - Palavras e Expressões que confundem
Sintaxe - Pontuação – Uso da Vírgula

EXEMPLO – USO DA VÍR GULA


Separar ADJUNTOS ADVERBIAIS. Via de regra os adjuntos adverbiais estão no final da oração, portanto, utilizamos
a vírgula quando estão deslocados, antecipados ou intercalados. Exemplos:
1 a) Viajei para o Amapá semana passada (ordem normal). A vírgula poderia ser inserida antes
do adjunto, mas é facultativa. Seu
b) Semana passada, viajei para o Amapá (deslocado para o início).
uso teria a intenção de dar ênfase.
c) Viajei, semana passada, para o Amapá (adjunto intercalado).

Separar o VOCATIVO (aquilo que serve para chamar o interlocutor). Ele pode estar no início, no meio ou ao final da
frase. Exemplos:
2 a) Henrique, que dia é a prova?
b) Olá, professor.
c) Traga logo, meu filho, o livro que você me prometeu.

Utilizada para ENUMERAÇÃO de termos (“elementos coordenados de uma série enumerativa”). Exemplos:
3 a) O Sudeste é composto pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
b) A Xuxa gosta de pera, uva, maçã, salada mista.

Separar o APOSTO (termo que se junta a outro para explicá-lo ou especificá-lo melhor). Exemplos:
a) Pedro, amigo de João, passou no concurso.
4
b) Alexandre, presidente do clube, fez a premiação
Obs: o aposto também pode ser isolado por dois pontos. Ex: “Tocaram duas músicas: um samba e um forró.”

Separar ORAÇÕES INTERCALADAS / INTERFERENTES. Exemplos:


5 a) Aguardamos ansiosos, disseram os alunos, pela entrega dos resultados.

b) Festejaram, gritando pela cidade, a vitória.

Separar EXPRESSÕES explicativas, retificativas e palavras de situação. NÃO confundir com o caso acima, pois
aqui não há verbo, portanto NÃO são orações! Exemplos:
6 a) Afinal, quem vigia os vigilantes?
b) Foi, aliás, condenado à morte.

Gosto de me alimentar bem, isto é, comer frutas e verduras.


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Separar ORAÇÕES ADJETIVAS EXPLICATIVAS (são aquelas que exercem a função sintática de adjetivo,
geralmente introduzidas por que, quem, qual, quanto, onde, cujo, etc.).
a) O rapaz, cujo nome esqueci, foi nomeado ontem.
b) A cidade, onde nasci, comemorou 100 anos.
Ao separar com vírgulas temos uma oração
adjetiva explicativa. Dessa forma
A omissão1 da vírgula altera o SENTIDO da frase.
QUALQUER concurseiro que se dedicar, será
7
• O concurseiro, que se dedica, será aprovado aprovado. Por outro lado, sem as vírgulas,
• O concurseiro que se dedica será aprovado estamos diante de uma oração adjetiva
restritiva. Assim SOMENTE o concurseiro
que se dedicou será aprovado
1
Há casos que a retirada da vírgula não é possível, pois não faria sentido restringir. Por exemplo: “Einstein,
que era um gênio da física, morreu aos 76 anos”. Bom, até onde eu sei, o único Einstein gênio da física é o das
fotos com a língua para fora, rsrrs.

Marcar a OMISSÃO DE PALAVRAS. Existem dois casos com nome estranho: zeugma e elipse.
Zeugma: é a omissão de um termo já mencionado expressamente (vírgula vicária). Exemplo:
a) Eu dirijo um fusca; ele, uma Ferrari – veja que a vírgula retoma o verbo dirigir.
8 b) Em casa eu leio jornais; ela, revistas de moda – veja que a vírgula retoma o verbo ler.
Elipse: é a omissão de um termo NÃO mencionado expressamente (sim, você tem que “adivinhar” pelo contexto).
a) Na sala, apenas quatro ou cinco convidados – veja que o verbo haver (“há”) foi omitido
b) A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos – veja que o termo “se” foi omitido

Separar OBEJTO DIRETO PLEONÁSTICO (aquele que se repete). Exemplos:


9 a) A mim, não me cabe intervir
b) Os insensíveis, por que não os ignorar?

Isolar CONJUNÇÃO COORDENATIVA na ordem indireta (normalmente elas estão no início).

a) É um sujeito muito simples, todavia, cheio de vaidades.


10 b) É, porém, imperiosa sua análise.
c) Ele estudou, entretanto, não logrou êxito.
Atenção! A conjunção “mas” é a ÚNICA que NÃO PODE ficar separada entre vírgulas.

Separar ORAÇÕES COORDENADAS (sindéticas – com conjunção e assindéticas – sem conjunção).

a) Chegou, sentou, começou a discursar – veja que são 3 orações independentes entre si – assindética
b) Não dormi, pois estava preocupado - são 2 orações independentes ligadas pela conjunção “pois” – sindética

1. Polissíndeto (repetição): “Ela chorava, e chorava, e chorava”.


2. Remover ambiguidade: “João vendeu a casa, e o carro deixou para depois”
Obrigatória
11
 Veja que se removermos a vírgula o sentido muda, dando a entender que
João vendeu tanto a casa quanto o carro.
1. Antes de “etc.”: “Gosto de vôlei, basquete, futebol, e etc.”
Vírgula
Facultativa 2. Separar orações aditivas c/ sujeitos distintos: “Ela nada, e ele rema”.
antes do “e”
3. Separar orações c/ relação adversativa (=“mas”): “Sofri, e superei”.

Desaconselhada 1. Separar orações com mesmos sujeitos: “Fui ao hospital e realizei exames”.

Dica! SEMPRE que houver termos isolados pode duas vírgulas há a possibilidade se se substitui por dois parênteses
“(......)” ou dois travessões “– ....... –“
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DIREITO CONSTITUCION AL

CO NSI D ER A ÇÃ O I N I CI AL

Olá, tudo bem? Antes de começar gostaria de tecer uma consideração inicial. Este resumo abrange quase todo o conteúdo
cobrado em direito constitucional. Digo quase todo, pelo simples fato de que seria plenamente possível colocá-lo aqui por
completo, porém, certos assuntos estão mais bem detalhados em outros resumos. Para que não ficasse algo extremamente
maçante, optei por não os colocar aqui. Essa decisão foi pensada de forma a tornar sua revisão mais eficiente, o que dificilmente
trará algum prejuízo. Abaixo está o quadro que resume quais temas foram “removidos” e onde encontra-los:

CAPÍTULO VII - Da Administração Pública


▪ Seção I - Disposições Gerais (arts. 37 e 38) Você encontrará todos esses
▪ Seção II - Dos Servidores Públicos (arts. 39 a 41) assuntos no resumo “Direito
TÍTULO IV - Da Organização Dos Poderes Administrativo”
▪ Seção IX - Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária (arts. 70 a 75)

CAPÍTULO I - Do Sistema Tributário Nacional


▪ Seção I - Dos Princípios Gerais (arts. 145 a 149)
▪ Seção II - Das Limitações do Poder de Tributar (arts. 150 a 152) Você encontrará todos esses
▪ Seção III - Dos Impostos da União (arts. 153 e 154) assuntos no resumo “Direito
▪ Seção IV - Dos Impostos dos Estados e do Distrito Federal (art. 155) Tributário”
▪ Seção V - Dos Impostos dos Municípios (art. 156)
▪ Seção VI - Da Repartição das Receitas Tributárias (arts. 157 a 162)
Você encontrará todos esses
CAPÍTULO II - DAS FINANÇAS PÚBLICAS
assuntos no resumo
▪ Seção I - Normas Gerais (arts. 163 e 164)
“Administração Financeira e
▪ Seção II - Dos Orçamentos (arts. 165 a 169)
Orçamentária”

T ÓPI C OS

Introdução ao Direito Constitucional Poder Legislativo


Princípios Fundamentais Processo Legislativo e Reforma da Constituição
Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Poder Executivo
Remédios Constitucionais Poder Judiciário
Direitos Sociais Funções Essenciais à Justiça
Nacionalidade Defesa do Estado e das Instituições Democráticas
Direitos Políticos Da Ordem Social
Partidos Políticos Controle de Constitucionalidade
Organização do Estado

EXEMPLO – PROCESSO LEGISLATIVO (LEIS E MEDIDA PROVIS ÓRIA)


• O processo legislativo, em si, NÃO é cláusula pétrea;
• Lei Complementar disporá sobre elaboração, redação, alteração e consolidação das leis – LC 95 / 1998
• Processo legislativo compreende: EC, LC, LO, MPV, Leis Delegadas, Decretos Legislativos e Resoluções.
• Não convalidação das nulidades: sanção NÃO convalidada vício de iniciativa, tampouco de emenda;
• Princípio da Simetria: as regras básicas DEVEM ser seguidas pelos demais entes;
• Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por
MAIORIA dos votos, presente a maioria ABSOLUTA de seus membros (=Maioria Simples)
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ME DI D A PR OVIS ÓRI A (M PV )

Efeito Imediato: SUSPENDE a legislação pretérita.


Competência: Presidente da República (INDELEGÁVEL) → Governador e Prefeito se previsto na CE / LOM

Art. 62. Em caso de RELEVÂNCIA e URGÊNCIA, o PR poderá adotar MPV, com força de LO, devendo submetê-las de
IMEDIATO ao CN

VEDADA a edição de MP sobre - Limitações MATERIAIS

 Reservada a LC
 Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos e direito eleitoral – Pegadinha! Falar direitos individuais
 Direito Penal, PROCESSUAL penal e civil – Pegadinha! Direito Civil PODE
 Organização do JUD / MP, carreira e garantia de seus membros
 Que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro
 Disciplinada em PL aprovado pelo CN e PENDENTE de sanção ou veto.
 PPA, LDO, LOA, CAE e CAS, exceto CA Extraordinário (abertura PODE ser via MPV)

MP x IMPOSTOS instituição ou majoração de IMPOSTOS, EXCETO II, IE, IPI, IOF e IEG, só produzirá efeitos no exercício
financeiro seguinte SE houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

FL UXO G R AM A S IM P LIF I CA D O DO P RO C E SSO LE GI SL ATIV O D A M P V

▪ Vigência: 60 dias prorrogáveis por mais 60 dias – combinando-se RICN + CF, prazo MÁX = 145 dias;
▪ Início da contagem: PUBLICAÇÃO da MPV;
▪ Suspensão da contagem: durante períodos de RECESSO legislativo;
1 ▪ Regime de urgência: MPV começa a sobrestar (“tranca pauta”) sobre as demais após 45 dias;

Perda de vigência (prazo / rejeição): CN edita Decreto Legislativo, em 60 dias, regulando as relações jurídicas
nascidas da MPV; não editado o DL, as relações CONSERVAR-SE-ÃO por ela [MPV] regidas.

OBS ERV A ÇÕ ES

• A deliberação de cada uma das Casas sobre o MÉRITO das MPVs dependerá de JUÍZO PRÉVIO sobre o atendimento de seus
pressupostos constitucionais (RELEVÂNCIA e URGÊNCIA).

• VEDADA a reedição, na mesma SL, de MPV rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo, ou seja,
irrepetibilidade ABSOLUTA;

• PR NÃO pode retirar a MPV tramitando, PORÉM poderá editar nova MPV revogando a anterior.
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FL UXO G R AM A S IM P LIF I CA D O DO P RO C E SSO LE GI S L ATIV O D A S LEI S

1 Votações em turnos ÚNICOS; LO (Maioria Simples) e LC (Maioria Absoluta).

2 Avaliação feita em ATÉ 10 dias – não há “ping-pong”.

Presidente tem 15 dias para avaliar – uma vez “estourado” o prazo, o silêncio importará em SANÇÃO TÁCITA (ITEM 6).
3
Veto parcial: só abrange texto INTEGRAL – Doutrina: dias ÚTEIS
4 Uma vez vetado o motivo do veto é enviado ao Presidente do SENADO em ATÉ 48h.
Análise do veto: sessão CONJUNTA, em ATÉ 30 dias do recebimento (não avaliado, tranca pauta). Derrubada do veto:
5
Maioria ABSOLUTA dos Deputados (257) e Senadores (41), em votação ABERTA.
Caso o veto seja derrubado OU silêncio do PR, o PL voltará ao PR p/ promulgação e publicação. Caso o PR não promulgue
6
em 48h, o Presidente SF o fará, e se este não o fizer em 48h, incumbirá ao Vice-Presidente SF.
Irrepetibilidade: matéria de PL rejeitado só poderá ser objeto de novo PL, na mesma SL, se proposta da MA de qualquer
7
das Casas.

LEIS DE LE G A D AS

Presidente da República solicita ao CN permissão para que edite lei sobre determinado tema.

• Autorização: ato discricionário via RESOLUÇÃO do CN

• Resolução PODE determinar que o projeto seja APRECIADO pelo CN, em votação única e SEM emenda.
• PR exorbita delegação? CN edita DL p/ SUSTAR, operando efeitos EX-NUNC (não retroativos)

LIMI TA Ç ÕES M AT E R IAIS

 EXCLUSIVA do CN [DL] OU PRIVATIVA da CD / SF [RES]


 Reservada a LC
 PPA, LDO, LOA, CAE e CAS, exceto CA Extraordinário (abertura PODE ser via Lei Delegada)
 Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral
 Organização do JUD / MP, carreira e garantia de seus membros
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DIREITO ADMINISTRATI VO

QUA IS T ÓPI C OS S ÃO AB R AN GI D OS ?

Agentes Públicos – Parte Constitucional Lei 8.666 – Contratos Administrativos


Atos Administrativos Lei 8.666 – Licitações
Bens Público Lei 8.112 – Estatuto Servidor Público Federal
Conceitos, Princípios e Fontes Lei 9.784 – Processo Administrativo Federal
Controle da Administração Pública Organização da Adm. Pública e Terceiro Setor
Intervenção do Estado na Propriedade Privada Poderes e Deveres da Administração Pública
Lei 10.520 - Pregão Responsabilidade Civil do Estado
Lei 12.527 - Lei de Acesso à Informação Serviços Público
Lei 8.429 – Lei de Improbidade Administrativa

EXEMPLO – ATOS ADMINISTRATI VOS

CO N CEI TOS “ A CES S ÓRI O S ”

Fatos Jurídicos (lato): universo de eventos

Atos-Fatos Jurídicos: Fatos Juridicos (stricto): Atos Juridicos (lato): eventos


eventos humanos eventos da natureza humanos (vontade)
destituídos de vontade

Negócios Jurídicos
(Direito Civil)
Atos Ilícitos

Atos Jurídicos (stricto): efeitos pré-


determinados pelo ordenamento

Atos ADM

Fato ADM x Fato da ADM: fato administrativo (consequência JURÍDICA – EX: morte de servidor) ou fato da Administração
(NÃO há consequência jurídica).

Atos da Administração: representam todo e qualquer ato praticado no exercício da função administrativa. Nesse sentido, o ato
administrativo é uma espécie de ato da administração.

Atos de direito privado (EX: doações, permutas, locação, etc.).

Atos materiais: envolvem apenas execução (EX: demolição, apreensão).

Atos políticos: sujeitos a regime constitucional, como a sanção, o veto, e o indulto.

Contratos e Convênios: vontade é manifestada de forma bilateral.

Atos Normativos: generalidade e abstração, só formalmente atos administrativos

Atos de conhecimento, opinião, juízo ou valor: não geram efeitos jurídicos imediatos, como
atestados, certidões, e os pareceres (meros atos administrativos).
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CO N CEI TO D E AT O A D MI N IS T R AT IV O

DECLARAÇÃO1 unilateral do Estado2 ou quem o represente3, que produz efeitos jurídicos IMEDIATOS4, sob o regime jurídico
de direito PÚBLICO e sujeita a CONTROLE pelo judiciário.
1
Declaração: silêncio NÃO é ato administrativo, AINDA QUE produza efeitos jurídicos, constituindo-se então, em fato
administrativo - falta do elemento “Forma”.
2
Estado: agentes públicos e dirigentes / adm. de Autarquias, Fundações, EP e SEM.
3
Quem o represente: particulares em colaboração também exaram atos administrativos.
4
Efeitos Imediatos: dá-se devido à Presunção de Legitimidade, que NÃO comporta exceção, MAS não é absoluta. Os efeitos
podem ser constitutivos, enunciativos e declaratórios.

EL EM ENTO S / RE QU IS IT OS / PR ES S U POS TOS DO A TO A DM IN ISTR ATIV O

Elementos Essenciais (devem existir) Elementos Acidentais (PODEM ou NÃO existir)


COMpetência Encargo (ou Modo): “tarefas” a serem realizadas.
SEMPRE presentes
FInalidade Condição: fato futuro e INCERTO; pode ser suspensiva ou resolutória – “SE
(VINCULADOS)
Forma isso acontecer...”
Motivo Termo: fato futuro e CERTO, podendo ser termo inicial ou termo final –
Em regra, DISCRICIONÁRIO
OBjeto “QUANDO isso acontecer...”

CO MP ET ÊN CI A

É o poder-dever atribuído ao agente, PELA NORMA (em regra, a Lei).

• SEMPRE de norma EXPRESSA: CF e LEI – PRIMÁRIA | Normas INFRALEGAIS – SECUNDÁRIA


• Irrenunciável, imodificável, improrrogável, imprescritível, intransferível (não se transfere por mero acordo inter-
partes, necessitando de ato formal)

D EL E GA Ç ÃO E AV O C A ÇÃ O : DE RIV AM D O PO DE R H I E RÁ RQ UI C O

São atos FORMAIS e DEVERÃO ser publicados em meio oficial.

DELEGAÇÃO é um ato DISCRICIONÁRIO que transfere o EXERCÍCIO, dentro ou fora de uma mesma estrutura hierárquica.
▪ Responsabilidade é PESSOAL do delegado, isto é, de quem recebeu o exercício competência;
▪ Indelegáveis: edição de atos normativos, decisão recursos administrativos e competência exclusiva;
▪ STF (Súmula 510): praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe mandado de
segurança ou medida judicial.

AVOCAÇÃO é um ato DISCRICIONÁRIO que atrai EXERCÍCIO da competência de subordinado, portanto ocorre DENTRO de
uma mesma estrutura hierárquica.
▪ Caráter excepcional e por motivos relevantes JUSTIFICADOS [hipóteses previstas em lei];
▪ Inavocável: competência exclusiva.

FIN AL I DA D E

É o RESULTADO mediato pretendido com a prática do ato (= SEMPRE o interesse público). A finalidade é diferente de objeto,
pois este se relaciona com a finalidade específica / variável, ou seja, com o efeito imediato.

Exemplo: Na licença-gestante, qual seria a finalidade? Dentre outras, a proteção à infância e o direito à lactância. E qual objeto
da licença? Permitir o afastamento da servidora durante amamentação.

FO RM A

MODO de exteriorização e/ou procedimentos para formação do ato. Sua observância constitui garantia de segurança jurídica,
servindo de meio de controle e possibilitando o contraditório e a ampla defesa.
• NÃO há forma determinada, SALVO previsão legal – nem sempre prevista em lei.
• Como? Em REGRA, é escrita, MAS pode ser via gestos, apitos, placas, etc.
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OBJ E TO

É a finalidade ESPECÍFICA do ato, i.e., os efeitos jurídicos IMEDIATOS que se espera com sua edição.
• Objeto Natural: efeito jurídico que o ato produz.
• Objeto Acidental: efeito jurídico em decorrência de cláusulas acessórias (Encargo / Termo / Condição).

MOTI VO

É o “porquê”. É aquilo que leva à prática de um ato, i.e., são os pressupostos de FATO e de DIREITO. Regra Geral, TODOS os atos
adm. DEVEM ser motivados sejam discricionários ou vinculados.

MOTI VA Ç ÃO

É a EXTERIORIZAÇÃO dos pressupostos de fato e de direito – “papel escrito”.


• Motivação Aliunde: PERMITIDA (= mera referência, no ato, à sua concordância pareceres, decisões, etc.)
• A MOTIVAÇÃO deve ser sempre prévia ou concomitante

Os atos administrativos DEVERÃO ser motivados quando (Lei 9.784):


▪ Neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
▪ Imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
▪ Decidam PADM de concurso ou seleção pública;
▪ Dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
▪ Decidam recursos administrativos;
▪ Decorram de reexame de ofício;
▪ Deixem de aplicar jurisprudência ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios;
▪ Importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.

T EO RI A DOS M OT IV OS D E T E RMI N AN TE S

ADMP está sujeita ao controle administrativo e judicial relativo à existência e à pertinência ou adequação dos motivos
que ela DECLAROU como causa determinante da prática de um ato. Tal teoria aplica-se aos atos vinculados e
discricionários. A aludida teoria tem aplicação mesmo que a motivação do ato não fosse obrigatória, mas tenha sido
efetivamente realizada pela administração.

MÉ RITO A D MIN I S T R AT IV O

Corresponde à liberdade limitada (DISCRICIONARIEDADE) de escolher determinado comportamento e praticar o ato


administrativo correspondente, referindo-se ao juízo de valor sobre a CONVENIÊNCIA e a OPORTUNIDADE.

Mérito = Motivo + Objeto = Conveniência e Oportunidade

Há discricionariedade quando:
a) LEI concede a possibilidade (EX: remoção de ofício por necessidade de serviço);
b) LEI é omissa (lacuna legal);
c) LEI prevê certa competência, mas não a conduta a ser adotada (EX: poder de polícia).

CO NTR OL E J U DI CI A L

Judiciário pode intervir em questões nas quais são discutidas a LEGALIDADE, porém fica LESADO de avaliar o MÉRITO deste.
Quando houver afronta à razoabilidade proporcionalidade e moraldiade, há um caso de abuso de poder, o que implica em
ILEGALIDADE, não havendo aferição de mérito.
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V IC IOS NOS E LE MEN T OS D E F OR M A ÇÃ O

Ato CONVALIDÁVEL, SALVO se


Excesso de Poder: agente EXCEDE limites de sua competência.
INCOMPETÊNCIA

competência exclusiva (deve ANULAR)


Usurpação: agente NÃO investido no cargo. Ato INEXISTENTE
Função de Fato: investido, mas irregularmente – teoria da
Com

Ato VÁLIDO e EFICAZ


aparência perante 3ºs de boa-fé.
INCAPACIDADE

Impedimento: situações OBJETIVAS (ex: parentesco) – presunção absoluta de incapacidade.

Suspeição: situações SUBJETIVAS (ex: amizade) – presunção relativa, portanto, deve ser provada.

O vício de finalidade é caracterizado pelo abuso de poder na


INSANÁVEL - Ato deve ser ANULADO
Fi

modalidade DESVIO DE PODER.

Omissão ou irregularidade de formalidades indispensáveis. A falta Ato CONVALIDÁVEL,


For

de MOTIVAÇÃO, se norma a obrigar, é vício de forma! SALVO se formalidades essenciais (deve


EX: uso de algemas sem motivação = prisão anulada ANULAR)

Quando a matéria de fato ou de direito, é materialmente inexistente


INSANÁVEL
(algo que não aconteceu) ou juridicamente inadequada (não está na
M

Ato deve ser ANULADO


lei).

INSANÁVEL
Lícito Possível Certo Moral
Ob

O objeto deve ser:


Ato deve ser ANULADO
Importante! Observar que sempre que houver vício em QUALQUER elemento, o ato NUNCA pode ser revogado, sendo ou
CONVALIDADO ou ANULADO.

AT R IBU TOS D O AT O A DM IN IS T R AT IV O ( P- A- T - I )

PRESENTES EM ALGUNS ATOS

IMPERATIVIDADE: IMPOSIÇÃO de RESTRIÇÕES e OBRIGAÇÕES independentemente de concordância.


Está PRESENTE: APENAS nos atos que impõem obrigações ou restrições (EX: interdição de loja);
NÃO está presente: atos enunciativos e nos atos que conferem direitos (EX: licença ou autorização de uso).

AUTOEXECUTORIEDADE: atos executados imediatamente pela própria ADM sem intervenção judicial – EX:
interdição; apreensão; execução dos efeitos da pena em PAD, ainda que pendente recurso; etc.

Exigibilidade: aplicar condição a Coerção Indireta


ser cumprida (prevista em lei) (ex: aplicação de multa)
Autoexecutoriedade
Executoriedade: compelir Coerção Direta
materialmente o particular,
inclusive com uso de força (ex: embargo de obra)

Está PRESENTE: Expressamente em LEI ou medida URGENTE (independe de LEI)


NÃO está presente: evolve patrimônio particular (ex: cobrança coercitiva de multa não paga).
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SEMPRE presentes (PT)

PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE E VERACIDADE: ATOS conforme a lei (LEGITIMIDADE) e FATOS alegados são
verdadeiros (VERACIDADE). Atributo de TODOS os atos DA administração, INCLUSIVE os de direito privado. Como
consequência, os efeitos são IMEDIATOS, AINDA QUE tenham vícios aparentes, sendo a presunção relativa (juris tantum),
logo ADMITE prova em contrário, INVERTENDO o ônus da prova.
STJ: NÃO podem ser consideradas, para efeito de anulação de um ato adm., alegações gerais e imprecisas, tais como violação
aos princípios da dignidade, da ampla defesa e do contraditório

TIPICIDADE: TODO ato requer devida PREVISÃO LEGAL (NOMINADOS). A tipicidade IMPEDE atos totalmente
discricionários (arbitrários). SOMENTE existe nos atos UNILATERAIS (atos administrativos), já que nos BILATERAIS
ocorre concordância inter partes (contratos)

EXTI N ÇÃ O E R ET I R A DA DOS AT OS A DM IN IST RAT IVOS

Natural Cumprimento dos EFEITOS próprios do ato (CONSUMADO) - EX: gozo de férias
EXTINÇÃO

Subjetiva Desaparecimento do SUJEITO - EX: falecimento do servidor em licença

Objetiva Desaparecimento do OBJETO - EX: destruição do bem objeto de autorização de uso

Renúncia Beneficiário ABRE MÃO.

Cassação DESCUMPRIMENTO de condição fundamental. EX: excesso de multas  cassa CNH


RETIRADA

Contraposição Edição POSTERIOR de ATO cujos efeitos contrapõem. EX: exoneração vs nomeação.

NORMA jurídica POSTERIOR. A extinção advém do legislador, logo é desfazimento NÃO


Caducidade
VOLITIVO (sem vontade do administrador)

AN U L A ÇÃ O E R EV O G A ÇÃ O

STF, Súmula 473: ADM pode ANULAR seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ILEGAIS; OU REVOGÁ-LOS,
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação
judicial.

CO NTR A DIT ÓR IO E AM PL A D EF ES A

ANULAÇÃO | REVOGAÇÃO | CASSAÇÃO capaz de repercutir DESFAVORAVELMENTE sobre a esfera de interesses do


administrado DEVE ser PRECEDIDA de processo administrativo, mesmo que seja nítida a ilegalidade.

AN U L A ÇÃ O

Sendo ato ILEGAL, NÃO há direito adquirido – EXCETO perante terceiros de boa-fé – por isso a anulação possui SEMPRE
efeitos retroativos (EX TUNC), desconstituindo os efeitos já produzidos e impedindo efeitos futuros.
TCU, Súmula 249: é dispensada a reposição de importâncias indevidamente percebidas, de BOA-FÉ, em virtude de erro
escusável de interpretação de lei por parte do órgão/entidade [...]
Art. 103-A, §3º, CF - do ato administrativo que contrariar a SÚMULA aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá
RECLAMAÇÃO ao STF que, julgando-a procedente, ANULARÁ o ato administrativo.

D E CA D ÊN CI A

Decai em 5 anos da data em que foram praticados ou da percepção do primeiro pagamento o direito da ADM de anular os atos
de que decorram efeitos FAVORÁVEIS para os destinatários, SALVO má-fé.
STF: Essa regra NÃO se aplica quando ocorre afronta flagrante à determinação expressa da CF, hipóteses em que a anulação
pode ocorrer a qualquer TEMPO.
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ANULAÇÃO

Vício INsanável Vício Sanável

Anulação acarreta lesão ao Anulação acarreta


Demais situações
DEVE anular interesse público prejuízo a terceiros

Deve ser Deve ser PODE


CONVALIDADO CONVALIDADO anular

REV O G A ÇÃ O

Aplica-se SOMENTE aos atos discricionários e produz efeitos PROSPECTIVOS (EX NUNC), respeitando os direitos adquiridos.
NÃO há prazo decadencial e, em regra, NÃO há dever de indenizar.
São IRREVOGÁVEIS:
▪ Atos exauridos ou consumados;
▪ Atos vinculados;
▪ Atos que geram direitos adquiridos;
▪ Atos que integram um procedimento ADM, pois o ato sucessivo acarreta a preclusão do anterior;
▪ Meros atos ADM, pois seus efeitos são estabelecidos pela LEI;
▪ Atos complexos, pois a vontade de apenas 1 não pode desfazer a do outro órgão;
▪ Exaurida a competência relativa ao objeto, que ocorre por exemplo quando ato foi objeto de recurso;

CO NV ALI D A Ç ÃO

É ato privativo e DISCRICIONÁRIO da ADMP, que produz efeitos retroativos (EX TUNC), dirigido à CORREÇÃO e
REGULARIZAÇÃO de vícios SANÁVEIS presentes em PARTE ou no TODO dos atos.

Importante ressaltar que a convalidação é controle de legalidade, NÃO de mérito, portanto tanto os atos vinculados quanto
os discricionários PODEM ser convalidados. Excepcionalmente, é possível que a convalidação se dê por meio de ato do
particular, no que ela passa a ser nomeada de saneamento.

Pressupostos para Convalidação

Ausência de prejuízo a Inexistência de dano ao Assunto NÃO ter sido objeto Presença de
terceiros interesse público Ausência de de impugnação ADM ou JUD, defeitos sanáveis
má-fé exceto se irrelevante
formalidade

RATIFICAÇÃO CONFIRMAÇÃO REFORMA CONVERSÃO


PRÓPRIA autoridade OUTRA autoridade Atinge ato Válido, que Atinge ato INválido,
produtora convalida. convalida. Aproveita-se o é aperfeiçoado mudando-o de categoria,
Aproveita-se o ato primário ato primário substituindo-o

São formas de convalidação São diferentes da convalidação


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CO NV ALI D A Ç ÃO X A N UL A Ç ÃO X R EVO G A ÇÃ O

Controle Eficácia Quem Incidência Observação


Convalidação é, em regra um
CONVALID.

LEGALIDADE ADM
RETROATIVA ato discricionário.
+ Vinculados
Sanáveis: Com-For respeitando direitos
Particular + Discricionários Tácita: 5 anos, salvo má-fé (10
Insanáveis: Fi-M-Ob adquiridos
[SANEAMENTO] anos).

Regra: EX-TUNC
LEGALIDADE + ADM Sanável: PODE anular
ANUL.

Vinculados
Sanáveis: Com-For EX-NUNC +
+ Discricionários Insanável: DEVE anular.
(3º boa-fé, direito Judiciário
Insanáveis: Fi-M-Ob
adquirido, etc.)
REVOG.

SEMPRE IMPOSSÍVEL revogação de


MÉRITO: M-Ob ADM Discricionários
EX-NUNC ato vinculado

RE PRI STIN A ÇÃ O

A repristinação, que nada mais é do que a restauração dos efeitos de lei que se encontrava revogada, também é POSSÍVEL no
âmbito dos atos administrativos, desde que também venha EXPRESSA no ato revogador

PE RF EI Ç ÃO , VI G ÊN C IA, V ALI D A DE , EF I C Á CI A E EX EQ UIBI LI D A DE

Vigência: período de duração do ato. O início da vigência depende da PUBLICIDADE do ato.

Ato Perfeito: ato completa totalmente seu CICLO de formação. NÃO concluiu? Ato inexistente.

Validade: diz respeito à conformação com a LEI.

Eficácia (=exequibilidade): produção dos EFEITOS, NÃO estando a depender de quaisquer tipos de eventos futuros. Em regra,
a eficácia é imediata ou posterior, admitindo-se, excepcionalmente, a retroativa.

Eficaz
Válido
Ineficaz
Perfeito
Eficaz
Inválido
Ineficaz

C LAS SIF I CA Ç ÕES DO S A T OS A DMI N IST R ATIV OS


Grau de Liberdade

VINCULADO: TODOS elementos vinculados. NÃO há qualquer margem de liberdade. São analisados APENAS sob o
aspecto da LEGALIDADE. Mesmo nos vinculados, PODE haver M + Ob

DISCRICIONÁRIO: SEMPRE vinculados: Com-Fi-For.


Motivo + Objeto = controle de conveniência e oportunidade bem como controle da FINALIDADE.
Limites: LEI + Razoabilidade + Proporcionalidade + Moralidade.

GERAIS: destinatários indeterminados. Generalidade e abstração. O INs, Portarias, Regulamentos, decretos


Destinatários

conteúdo é sempre discricionário, restrito a lei. Impugnados via ADI regulamentares, etc..
INDIVIDUAIS: destinatários certos e determinados (um ou mais). Nomeação, exoneração, autorização,
Podem ser discricionários ou vinculados, e REVOGÁVEIS caso NÃO licença, tombamento, etc.
tenham gerado direito adquirido. Permitem impugnação via recurso Singular: atinge 1 pessoa;
adm. ou ação judicial. Plúrimo: atinge 1+ pessoas
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Portaria de remoção de servidor; ordens de


Situação 3ºs

INTERNOS: produzem efeitos somente no âmbito da ADMP [..]


serviço em geral;

EXTERNOS: efeitos atingem pessoas de fora da entidade que o produziu. Multas a empresas contratadas, editais de
Tanto a particulares, quanto à própria ADM. licitação, atos normativos, etc.

Licenças, nomeações, sanções


CONSTITUTIVO, EXTINTIVO OU MODIFICATIVO: criam, extinguem ou
(constitutivos), demissão (extintivo),
Efeitos

modificam DIREITOS e OBRIGAÇÕES.


modificação de horários (modificativo).
DECLARATÓRIO: ATESTA um fato ou RECONHECE um direito ou Certidões e atestados por junta oficial;
obrigação que já existia antes do ato. Inscrição de empresas no RPEM.

Desapropriação; interdição; apreensão de


IMPÉRIO: praticados com SUPREMACIA sobre administrados.
Prerrogativas ADM

mercadorias.
GESTÃO: ADM na qualidade de gestora de seus bens e serviços, SEM
Alienação de bens, aluguéis de imóveis;
usar de sua supremacia.
autorização ou a permissão de uso de um
▪ São SEMPRE atos DA administração, MAS nem sempre atos
bem público.
administrativos típicos.
EXPEDIENTE: dão andamento aos processos, SEM qualquer conteúdo Protocolo de documentos; cadastramento
decisório. de documentos.

...[nº Atos]...[nº Vontades]...


Formação de Vontade (IMPORTANTE)

S1MP1ES: 01 ATO com a manifestação de 01 órgão, unipessoal (atos Portaria de demissão por Ministro; decisões
singulares) ou colegiado (atos colegiados) de conselhos administrativos.

- Decreto PR: ratificado pelos Ministros da


COMP1EXO2: 01 ATO com a manifestação de 2+ vontades.
área + PR;
STF: os atos sujeitos ao registro junto aos TC são complexos –
aposentadorias, nomeações e pensões. - Nomeações pelo PR com aval do SF;
STF: apesar de o ato complexo ser um ato único, cada uma das - Nomeação de juiz do 5º constitucional (SF
manifestações pode ser questionada. + PR).

COMPO2TO2: 02 ATOS (instrumental e principal) com a manifestação


Autorização (principal) que depende de
de 2+ vontades.
visto (instrumental), como as
• Ato acessório prévio: função de autorizar o principal
homologações.
• Ato acessório posterior: conferir eficácia ao principal

AT O INE XIST EN T E

Falta de ELEMENTO essencial. NÃO produzem qualquer efeito, nem perante 3ºs de boa-fé, e NÃO se sujeita ao prazo
decadencial, portanto, anulável a qualquer tempo.

ES P É CIE S DE AT OS A DM I N IS T RA T IVO S ( HE L Y L OP ES )

Efeitos GERAIS e ABSTRATOS + destinatários INDETERMINADOS, PORÉM se diferem das leis pois NÃO inovam
(estão, na verdade, adstritos à elas).
NORMATIVOS

Quando há inovação jurídica indevida, STF entende que o ato deve ser impugnado por ADI e NÃO via recursos adm.
ou ação judicial ordinária; Cabe ao CN SUSTAR (ANULAR) os atos do EXECUTIVO que exorbitem do poder regulamentar
São atos adm. em SENTIDO FORMAL, pois materialmente são normas jurídicas, por possuírem generalidade e
abstração.
EX: Regulamentos (decreto), IN (Ministros / Secretários), Regimentos Internos, Resoluções; Deliberações;
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PUNITIVOS

Impõem sanções ADM. a servidores ou particulares, internos ou externos à ADMP.


EX: advertência, multa, suspensão, interdição de atividades, destruição de coisas, etc.
ORDINATÓRIOS

Efeitos INternos (PODER HIERÁRQUICO), que visam disciplinar o funcionamento da ADM e a conduta de seus agentes.

EX: Portarias, Circulares, OS, Avisos, etc.

PORTARIAS: ALGUMAS ostentam caráter normativo.


CIRCULARES: transmitir ordens internas UNIFORMES a seus subordinados.

Emitem uma OPINIÃO que prepara outros atos de caráter decisório - EX: pareceres, que são a manifestação de órgãos
ENUNCIATIVOS

técnicos, de caráter opinativo.


ATESTAM uma situação PREEXISTENTE SEM, contudo, haver manifestação de vontade estatal - EX: atestados e
certidões - CND;
Como NÃO representam vontade da ADM, são meros atos adm., desta forma, são atos administrativos apenas em
sentido FORMAL.

Atos de CONSENTIMENTO, em que há INTERESSE RECÍPROCO entre ADM e administrado, PORÉM NÃO são atos
bilaterais (contrato), e sim UNILATERAIS. Ex: admissão, protocolo, aprovação, homologação, alvarás, P-A-L, etc.

PERMISSÃO - DISCRICIONÁRIO | PRECÁRIO. USO privativo de bem público por particular, no qual há
predominante interesse PÚBLICO
NEGOCIAIS

AUTORIZAÇÃO - DISCRICIONÁRIO | PRECÁRIO. Permite particular exercer ATIVIDADES materiais, PRESTAR


serviços NÃO exclusivo ou USO de bem público. Prescinde de licitação. Predominante o interesse PRIVADO.

LICENÇA - VINCULADO | DEFINITIVO. Permite particular exercer DIREITOS subjetivos (atividades materiais
– trabalhar, construir, dirigir, etc.). É um ato declaratório de um direito preexistente.
Em regra, licença é IRREVOGÁVEL, mas pode ser REVOGADA ou CASSADA, PODENDO gerar indenização ao
particular.
STF: ANTES de iniciada a obra, a licença para construir PODE ser revogada por conveniência da ADMP, sem que
valha o argumento do direito adquirido.
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DIREITO TRIBUTÁRIO

QUA IS T ÓPI C OS S ÃO AB R AN GI D OS ?

Conceitos Fundamentais Garantias e Privilégios do Crédito Tributário


Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar Administração Tributária
Repartição de Receitas Tributárias Impostos de Competência da União
Legislação Tributária Impostos de Competência dos Estados
Obrigação Tributária Impostos de Competência dos Municípios
Responsabilidade Tributária Contribuições
Crédito Tributário

EXEMPLO – RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

Art. 128. [...] LEI pode atribuir de modo EXPRESSO a responsabilidade pelo CT a terceira pessoa, VINCULADA ao FG,
EXCLUINDO a responsabilidade do contribuinte OU atribuindo-a a este em CARÁTER SUPLETIVO do cumprimento total ou
parcial da referida obrigação.

T IPOS DE R ESP ON S A BIL I D A D E

Responsabilidade
Tributária

Por SUBSTITUIÇÃO Por TRANSFERÊNCIA

Por Por De
Progressiva Regressiva Por Infrações
Sucessão Solidariedade Terceiros

RES PON SA BIL I DA D E PO R S UBS T I T UI Ç ÃO

STJ (REsp 1.028.716): O substituto que deixe de apurar e recolher o ICMS por força de decisão mandamental (judicial)
favorável ao substituído não responderá pelo tributo, quando não caracterizada culpa ou dolo.

PR O GR ESSIV A / P A R A FR EN T E

Art. 150, §7º, CF - LEI poderá atribuir a SP de OT a condição de responsável pelo PAGAMENTO de IMPOSTO ou
CONTRIBUIÇÃO, cujo FG deva ocorrer POSTERIORMENTE assegurada a IMEDIATA e PREFERENCIAL restituição da quantia
paga, caso NÃO se realize o FG presumido.

Importantíssimo!

STF (RE 593.849/2016): É devida a


restituição da diferença do ICMS
pago a mais no regime de ST para a
frente se a BCEFETVA < BCPRESUMIDA.
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RE G RES SIV A / P AR A T R ÁS

Exemplo: Imagine que a Friboi tenha como


fonte de insumos (carne bovina) diversos
pequenos criadores espalhados. Como os
criadores não aparato fiscal ou contábil, ou
seja, tudo é feito lá no meio do “mato”, a lei
pode estipular que o adquirente (Friboi)
venha se tornar responsável por substituição.
Facilita a fiscalização!

RES PON SA BIL I DA D E PO R T RA N S FE RÊN C IA

PO R SU C ESS ÃO

Art. 129. O disposto nessa seção aplica-se aos CT DEFINITIVAMENTE constituídos OU em CURSO de constituição à data dos
atos nela referidos, e aos constituídos POSTERIORMENTE aos mesmos atos, desde que relativos a OT surgidas até a referida
data.

S U CESS ÃO DE BE N S IMÓ V EIS

Art. 130 - IMÓVEIS: o CT relativo a IMPOSTOS cujo FG seja posse, domínio ou propriedade, TAXAS relativas ao imóvel e CM ,
sub-rogam-se na PESSOA do ADQUIRENTE 1.
• 1REGRA: adquirente responde por todo o CT (Imp., Tax., e CM), AINDA QUE maior que valor do imóvel.

• NÃO há sub-rogação pessoal (EXCEÇÃO): prova de sua quitação (CND).

• Sub-rogação REAL (EXCEÇÃO): arrematação em HASTA pública (sub-rogação sobre o respectivo PREÇO).

STJ (REsp 166.975): se o preço arrematado NÃO for suficiente para cobrir o débito tributário, o arrematante NÃO fica
responsável pelo eventual saldo devedor (=REGRA);

STJ (REsp 1.114.111): [...] contudo, havendo expressa menção no EDITAL acerca da existência de débitos
condominiais e tributários, a responsabilidade pelo adimplemento transfere-se para o arrematante.

S U CESS ÃO DE BE N S MÓV EIS

Art. 131, I - Sucessão de bens MÓVEIS: são PESSOALMENTE responsáveis o adquirente ou remitente, pelos TRIBUTOS
relativos aos bens adquiridos ou remidos.

S U CESS ÃO E MP RES A RIA L

STJ (Súmula 554): Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora ABRANGE não apenas os TRIBUTOS,
mas também as MULTAS MORATÓRIAS ou PUNITIVAS referentes a FG ocorridos até a data da sucessão.

NÃO se aplica no caso de alienação judicial1 (resp. da


adquirente é EXCLUÍDA):
Art. 133 - AQUISIÇÃO de fundo de

• Em processo de FALÊNCIA
comércio ou estabelecimento.

• Filial ou unidade produtiva isolada em


Responsabilidade tributária é da PF / PJ que ADQUIRIR e
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
CONTINUAR a exploração.
Para evitar fraude, o ADQUIRENTE não pode ser:
a) INTEGRALMENTE: alienante cesse exploração.
controlada, sócio, parente (até 4º grau) do devedor ou
b) SUBSIDIARIAMENTE: alienante continua ou inicia de qualquer sócio OU agente do falido.
em 6 meses, NOVA atividade no MESMO ou OUTRO 1
Art. 133, §3º - produto da ALIENAÇÃO ficará à
ramo.
disposição do juízo de falência por 1 ano, da data de
alienação, só podendo ser utilizado para o pagamento
de créditos extraconcursais (curso da falência) ou que
preferem ao tributário.
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Art. 132 - FUSÃO, INCORPORAÇÃO,

A responsabilidade tributária é da empresa Abrange os Créditos Tributários:


RESULTANTE da operação. ▪ Definitivamente constituídos até a data do ato
▪ Em curso de constituição até a data do ato
TRANSFORMAÇÃO

Cisão (Lei 6.404)


▪ Posteriores ao ato desde que relativos à OT surgidas
PARCIAL (“A” transfere parte p/ “B”, continuando a
existir): resp. somente pelas obrigações transferidas, até este.
SEM solidariedade

TOTAL (“A” transfere tudo para “B”, deixando de existir):


responsabilidade solidária de TODOS que adquirem
parcela do patrimônio.
Art. 132 §único
EXTINÇÃO

A responsabilidade tributária é do SÓCIO


REMANESCENTE ou do ESPÓLIO que CONTINUE a
exploração da atividade.

S U CESS ÃO CA US A M ORT I S

Art. 131, II e III - Sucessão CAUSA MORTIS: PESSOALMENTE responsáveis (“ATÉ o limite do bem transferido – quinhão,
legado ou meação”) – STJ (REsp 295.222): [...] incluída as multas MORATÓRIAS.

RES PON SA BIL I DA D E D E T ER C EI ROS

Em ambos os casos, os "terceiros" responsabilizados são pessoas que, em determinadas circunstâncias, falharam no
cumprimento de um dever legal de gestão ou vigilância do patrimônio do contribuinte. No primeiro caso atuam de forma
regular, já no segundo atuam de forma irregular.

AT U A Ç ÃO RE G UL A R

Art. 134 – Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da OT principal pelo contribuinte, respondem
SOLIDARIAMENTE com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis:
▪ Pais, Tutores e Curadores;
▪ Administradores de bens de terceiros;
▪ Inventariante pelos tributos devidos pelo Espólio;
▪ Síndico (adm. judicial) e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário;
▪ Tabeliães, escrivães e demais serventuários;
▪ Sócios, no caso de liquidação de sociedade de PESSOAS (≠ sociedade de capital);

Responsabilidade: Tributos + Multas MORATÓRIAS, apenas


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AT U A Ç ÃO I R RE GU L AR – A T OS U LT R A VI RE S

Art. 135 - São PESSOALMENTE responsáveis pelos CT correspondentes a OT resultantes de atos praticados com EXCESSO
de poderes OU INFRAÇÃO de lei, contrato social ou estatutos. Essas pessoas DEVEM estar PREVISTAS como
REPRESENTANTES LEGAIS (NÃO BASTA MERA CONDIÇÃO DE SÓCIO):
▪ As mesmas do art. 134 (acima);
▪ Mandatários (procuradores), prepostos ou empregados;
▪ Diretores, gerentes ou representantes de PJ de direito privado;

STJ (Súmula 430): O inadimplemento da OT pela sociedade NÃO gera, por si só, a responsabilidade solidária do
sócio-gerente.

STJ (Súmula 435): Presume-se DISSOLVIDA IRREGULARMENTE a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio
fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, LEGITIMANDO o REDIRECIONAMENTO da execução fiscal para
o sócio-gerente.

Responsabilidade: Tributos + Multas MORATÓRIAS + PUNITIVAS

RES PON SA BIL I DA D E PO R IN F RA Ç ÕES

Art. 136. SALVO disposição de lei em contrário, a responsabilidade por INFRAÇÕES da LET INDEPENDE da intenção (dolo)
e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato

Art. 137. A responsabilidade é PESSOAL ao agente, quanto às infrações:


▪ Em cuja definição o DOLO ESPECÍFICO do agente seja elementar.
▪ Que decorram direta e exclusivamente de DOLO ESPECÍFICO das pessoas do art. 135
▪ Conceituadas como crimes ou contravenções, SALVO se no exercício regular de adm., mandato, função, etc., OU
cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito;
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IMPOSTOS ESTADUAIS (LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS EST ADOS)

QUA IS T ÓPI C OS S ÃO AB R AN GI D OS ?

IPVA
ITCMD
ICMS na Constituição Federal, na LC 87/1996 (Lei Kandir) e na LC 24/1975 (Confaz)

EXEMPLO – ICMS NA CONSTITUI ÇÃO

ME R CA D ORI A E CI R CU L A ÇÃ O DE M ER C A DO RI A

STF (Súmula 573): NÃO constitui FG do ICMS a saída física de máquinas, utensílios e implementos a título de
COMODATO.

STF (RE 607.056): O fornecimento de água potável por empresas concessionárias NÃO é tributável por meio do ICMS.

STJ (REsp 1.086.878): A venda dos bens do ATIVO FIXO da empresa NÃO se constitui em FG do ICMS.

STJ (Súmula 166): NÃO constitui FG do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento
do MESMO contribuinte – levar esse entendimento apenas se a questão expressamente pedir.

STJ (REsp 1.321.681): A mera consignação do veículo, cuja venda deverá ser promovida por agência de automóveis,
NÃO representa circulação jurídica da mercadoria, porquanto não induz à transferência da propriedade ou da posse da
coisa, INEXISTINDO troca de titularidade a ensejar o FG do ICMS

S ER VI ÇOS

S ER VI ÇOS DE T R AN S PO R T E

(...) prestações de serviços de TRANSPORTE INTERestadual e INTERmunicipal, por QUALQUER VIA, de pessoas, bens e
mercadorias (frete) OU valores. “Qualquer via” inclui gasoduto, oleoduto e aqueduto.

Entendimento do STF sobre transporte AÉREO:

CARGAS (frete) PASSAGEIROS

Interestadual / intermunicipal CONSTITUCIONAL INCONSTITUCIONAL

Internacional INCONSTITUCIONAL INCONSTITUCIONAL

S ER VI ÇOS DE C OM U N IC A Ç ÃO

(...) prestações ONEROSAS de serviços de COMUNICAÇÃO, por QUALQUER MEIO, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a
transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;

STJ (Súmula 334): O ICMS não incide no serviço dos PROVEDORES de acesso à internet

STJ (Súmula 350): ICMS não incide sobre o serviço de HABILITAÇÃO DE TELEFONIA CELULAR

STF (RE 912.888/2016): (...) a tarifa de assinatura básica mensal, independentemente de concessão ou não de franquia
de minutos ao usuário, é “contraprestação pelo serviço de comunicação, o que atrai a incidência do ICMS”.

FO RNE C IM ENT O DE ME R C A D ORI AS CO M PR EST A ÇÃ O DE SE R VIÇ OS

Art. 155, IX, b) O ICMS incidirá também sobre o valor TOTAL da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços
NÃO compreendidos na competência tributária dos Municípios.

Serviço PREVISTO na LC 116, Serviço PREVISTO na LC 116, Serviço NÃO previsto na LC


sem ressalva que permita ICMS
1
com ressalva que permita ICMS
2
116 (ISS) – é o caso da alínea b

ISS: mercadoria e serviço ISS: serviço e ICMS: mercadoria ICMS: mercadoria e serviço
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1
EXS: medicamentos utilizados na prestação de serviço hospitalar; produtos de limpeza utilizados na prestação de serviços dessa
modalidade.
2
As ressalvas estão nos itens 7.02, 7.05, 7.06, 9.01, 13.05, 14.01, 14.03, 14.06, 14.09 17.11 da lista anexa da LC 116. Alguns
casos clássicos:
▪ [ISS] Tratamento hospitalar com fornecimento de medicamentos
▪ [ISS] Serviços de salão de beleza e costureira com fornecimento de produtos
▪ [ISS] Fornecimento de alimentos em hotel, incluso na diária; [ICMS + ISS] se fornecidos “por fora”
▪ [ICMS] Buffet, bares e restaurantes que fornecem bebidas e comidas
▪ Serviço de oficina mecânica [ISS] + Fornecimento de peças [ICMS]

ALÍ QU OTA S

Art. 155, §2º, III – O ICMS PODERÁ ser seletivo em função da essencialidade das mercadorias e serviços.

OPE R A ÇÕ ES IN T E RN AS ( ART . 1 55, §2º , V E V I )

%MÍN [FACULTADO ao SF] %INTERNA1 %MÁX2 [FACULTADO ao SF]


Resolução do SF Lei do estado Resolução do SF
Iniciativa: 1/3 Senadores AUTONOMIA Iniciativa: MA
Aprovação: MA do Estado para definir Aprovação: 2/3 Senadores

%INTERNAS > %INTERESTADUAIS


As %INTERNAS NÃO PODERÃO ser inferiores às %INTERESTADUAIS,
SALVO deliberação E / DF [LC 24].

1
A %INTERNA do Estado / DF de destino também é utilizada nas importações.
2
No caso da %MÁX, sua finalidade é resolver conflito específico que envolva interesse de Estados.

OPE R A ÇÕ ES IN T E RE S T A D U AIS E EX PO R TA Ç ÃO ( A R T. 155 , § 2º , VI I E VIII )

Operação Contribuinte vs Contribuinte (que não seja consumidor final)

Operação Contribuinte vs Contribuinte (consumidor final)


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Operação Contribuinte vs NÃO contribuinte (consumidor final)

D EFI NI ÇÃ O D AS AL Í QUO T AS IN T ER EST A DU AIS

Obrigatório ao SF
%INTERESTADUAIS e %EXPORTAÇÃO1
Resolução do SF
Iniciativa: PR ou 1/3 dos Senadores
Aprovação: Maioria ABSOLUTA

1
No caso das exportações, a mesma é imune, o que derrogou esse trecho da CF.

ALÍ QU OTA S IN T E RE S T A D U AIS V I G ENT E S

Regra Geral 12%

S, SE (-ES) → N, NE, CO, +ES 7%

Transporte Aéreo Interestadual 4%


Op. interestadual com produto
4%
importado2
2
Funciona da seguinte forma: se uma empresa importar uma mercadoria, aplica-se a alíquota interna, porém se uma
mercadoria foi importada e em seguida houver uma venda interestadual, aí sim aplicar-se-á a alíquota de 4%. Exemplo:

Se uma empresa de MG importa uma mercadoria pelo porto de Santos-SP, aplica-se a alíquota interna de MG. Caso, em
seguida, essa empresa revenda essa mercadoria para o DF, por exemplo, aplica-se a alíquta de 4%. Caso haja
industrialização antes dessa “revenda”, o conteúdo de importação deve mater-se > 40%.

IMP ORT A ÇÕ ES E I C MS

Art. 155, §2º, IX - ICMS incidirá sobre a entrada de BEM ou MERCADORIA importados por PF ou PJ, AINDA QUE não seja
contribuinte habitual, QUALQUER que seja a sua finalidade, assim como sobre o SERVIÇO prestado no exterior, cabendo o
imposto ao ESTADO onde estiver situado o domicílio ou estabelecimento do DESTINATÁRIO (para o STF, no RE 299.079,
pouco importa onde ocorreu o desembaraço aduaneiro).

• Alíquota = %INTERNA do E / DF destino;

• STF (SV 48): Na entrada de mercadoria importada do exterior, é LEGÍTIMA a cobrança do ICMS por ocasião do
DESEMBARAÇO ADUANEIRO.
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N ÃO CUM UL AT I V I D A DE

RE G RA GE R AL

Art. 155 §2º, I: SERÁ NÃO-CUMULATIVO, compensando-se1 o que for devido em cada operação relativa à circulação de
mercadorias ou prestação de serviços c/ montante COBRADO nas anteriores pelo mesmo ou outro estado / DF – Pegadinha!
Falar “PAGO”.
1
O regime de compensação será regulada por LC (Kandir)

N ÃO CUM UL A T I V I D A DE VS I S EN Ç ÃO OU NÃ O- IN CI D ÊN CI A

A isenção ou não-incidência, SALVO determinação em contrário da legislação (convênios na forma da LC/24).

Acarretará a ANULAÇÃO do crédito relativo às operações anteriores (SAÍDA);

Na SAÍDA p/ EXPORTAÇÃO há imunidade, porém, é ASSEGURADA a manutenção e aproveitamento do montante


COBRADO anteriormente.

NÃO implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes (ENTRADA)

Al g um as j ur is pr u d ê nc i as s o br e o cr é d i to d e I C MS

STJ (Súmula 509): É LÍCITO ao comerciante de boa-fé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de NF posteriormente
declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da compra e venda ( CAI BASTANTE).

STF (AI 487.396): NÃO há ofensa ao princípio da não-cumulatividade na hipótese de a legislação estadual não consentir
com a compensação de créditos de ICMS advindos da aquisição de bens destinados ao consumo e ao ativo fixo do
contribuinte.

STF (RE 470.932): NÃO incide correção monetária sobre créditos excedentes de ICMS, vez que inexiste previsão na
legislação ordinária (= SOMENTE haverá correção monetária quando a legislação ESTADUAL contiver previsão).
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IC MS E I PI

Art. 155, XI, CF/88 – NÃO compreenderá, em sua BC, o IPI, quando operação entre contribuintes E produto destinado à
industrialização ou comercialização configurar FG de ambos.

IMUNI D A D ES E N ÃO IN CI DÊ N CIA S

Operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão.

STF (RE 330.817/2017): APLICA-SE ao livro eletrônico, INCLUSIVE aos suportes


EXCLUSIVAMENTE utilizados para fixá-lo (EX: Kindle, mas Tablet não, pois este tem
Livros, Jornais, outras finalidades que não apenas a leitura).
Periódicos e o Papel
A LK não diz o que é ou não livro, mas legislações estaduais geralmente NÃO consideram livros:
(Art. 150, VI, d)
 Em branco (EX: caderno para desenho)
 Simplesmente pautados (EX: cadernos)
 Riscados para escrituração ou preenchimento (EX: livros fiscais)
 Agendas
Ouro Ativo Financeiro Operações com OURO, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial –
(Art. 155, §2º, X, c) trata-se de FG do IOF.
Mercadorias e Serviços
Vide Art. 155, IX, b
sujeitos ao ISS
Comunicação Gratuita ICMS NÃO incidirá nas prestações de SERVIÇO de comunicação de radiodifusão sonora (rádio) e
(Art. 155, §2º, X, d) de sons e imagens (TV) de recepção LIVRE e GRATUITA.
O ICMS NÃO incidirá sobre operações que destinem MERCADORIAS para o exterior, nem sobre
SERVIÇOS a destinatários no exterior, ASSEGURADA a manutenção e o aproveitamento do
montante do imposto COBRADO nas operações e prestações anteriores - inclusive produtos
primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços.
Exportação
Art. 3º, §único, LC 87 - EQUIPARA-SE às exportações a SAÍDA com o FIM DE EXPORTAÇÃO,
(Art. 155, §2º, X, a)
destinada a:

- Comercial exportadora, inclusive tradings ou estabelecimento da mesma empresa;

- Armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro.

VI - Transferência de propriedade de ESTABELECIMENTO industrial, comercial ou de outra


espécie – FCC cobra muito

Art. 3º, LC 87 VII - Alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação efetuada pelo credor em decorrência
(Lei Kandir) do inadimplemento do devedor;
IX - Transferência de bens MÓVEIS SALVADOS de sinistro PARA / PELA* seguradoras (*SV 32,
STF) – FG do IOF.
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C as os q u e m ere c e m at e nç ã o

ICMS-MONOFÁSICO

Art. 155, §2º, X, b - NÃO INCIDIRÁ sobre operações que DESTINEM (saída) a outros Estados PETRÓLEO, inclusive
lubrificantes, combustíveis1 líquidos e gasosos dele DERIVADOS [do petróleo], e ENERGIA elétrica.

1
Exceção à Imunidade: ICMS Monofásico, na entrada em consumidor FINAL

LC: definirá combustíveis e lubrificantes derivados. Alíquotas mediante deliberação E / DF:


ICMS cabe ao Estado do CONSUMO; ✓ UNIFORMES em todo território nacional
Importante! Nas operações com energia elétrica, a LC 87 a INCLUIU ✓ PODEM ser diferenciadas por produto
como fazendo parte do ICMS-Monofásico. Ou seja, na prática, o ICMS- ✓ Específicas (R$/L) ou ad-valorem (%)
Monofásico também se aplica à energia elétrica (vide: AQUI). ✓ [] sem observar anterioridade

Arrendamento Mercantil

Art. 3º, VIII, LC 87 - O ICMS não incide nas operações de arrendamento mercantil, NÃO COMPREENDIDA a VENDA do bem
arrendado ao arrendatário (uma vez feita a opção e compra, o ICMS incidirá sobre o VRG).

Leasing Operacional: Leasing Financeiro: Leaseback (sale and leaseback): quando uma empresa necessita de capital
equivalente a um equivale um de giro, aliena um bem a uma instituição financeira e esta arrenda tal bem
aluguel. financiamento à mesma empresa.

STF, RE 540.829: NÃO incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil INTERNACIONAL, SALVO na hipótese
de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem.
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CONTABILIDADE GERAL, AVANÇADA E DE CUSTOS

QUA IS T ÓPI C OS S ÃO AB R AN GI D OS ?

Conceitos Básicos CPC 28 – Propriedade Mantida Para Investimento (PIV)


CPC 00 – Estrutura Conceitual (pontos relevantes) CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda
CPC 01 – Teste de Recuperabilidade CPC 36 (R3) – Demonstrações Consolidadas
CPC 02 - Taxas de Câmbio e Conversão de DC CPC 48 – Instrumentos Financeiros
CPC 04 (R1) - Intangível Depósitos Judiciais
CPC 06 (R2) – Operações de Arrendamento Mercantil Empréstimos, Debêntures e CPC 08
CPC 07 – Subvenção e Assistência Governamentais Folha de Pagamento
CPC 08 – Custos de Transação e Prêmios Lei 6.404/76 – Ativo e Critérios de Avaliação do Ativo
CPC 12 – Ajuste a Valor Presente Lei 6.404/76 - Dividendos
CPC 15 (R1) – Combinação de Negócios Lei 6.404/76 – Passivo e Critérios de Avaliação
CPC 16 - Estoques Lei 6.404/76 – Patrimônio Líquido
CPC 18 – Investimento em Coligada, Controlada e ECC Lei 6.404/76 – Res. de Capital e Ações em Tesouraria
CPC 23 – Políticas, Estimativas e Retificação de Erros Lei 6.404/76 – Reservas de Lucro
CPC 25 – Ativo Contingente Operações com Duplicatas
CPC 25 – Provisões e Passivos Contingentes Operações com Mercadorias
CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis Análise das Demonstrações Contábeis
CPC 27 – Imobilizado Contabilidade de Custos

EXEMPLO – ATIVO INTANGÍVEL E DVA

AT IV O IN TAN G ÍV E L

Os direitos que tenham por objeto bens DESTINADOS à manutenção da Cia ou exercidos com essa finalidade, INCLUSIVE o
fundo de comércio adquirido. Ativo NÃO monetário IDENTIFICÁVEL SEM substância física.

• Ativo Monetário: representado por dinheiro ou direitos a serem recebidos em dinheiro (Cliente, CX, etc.)
• Goodwill adquirido em combinação de negócios é um intangível, PORÉM tratado especificamente no CPC 15.

ID ENTI FI C ÁV EL – P AR A QUE S EJ A POS S ÍVE L DI FE REN C IÁ - L O DO G O O DW IL L

(a) SEPARÁVEL: puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, OU
(b) Resultar de DIREITOS CONTRATUAIS ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem
transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações.

S UR GI ME NTO D OS A T IV O S IN T AN GÍV EI S

AQU ISI Ç ÃO S EP A RA D A

(=) Valor Contábil


Em regra, os juros não são reconhecidos no custo, mas
(+) CUSTO - preço à vista na data RECONHECIMENTO
como despesa no regime de competência, exceto quanto
(-) Amortização
aos ativos qualificáveis (CPC 08)
(-) Perdas por Redução ao Valor Recuperável (PRVR)
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CUSTO COMPREENDE
(+) CAQUISIÇÃO + II + Tributos NÃO recuperáveis sobre COMPRA
(–) Descontos Comerciais e Abatimentos
(+) Quaisquer custos diretamente atribuíveis p/ colocar o ativo em condições de uso
✓ TESTES
✓ Honorários profissionais diretamente relacionados
✓ Benefícios a Empregados decorrente diretamente da aquisição (CPC 33) – EX: VR, VT, etc.
✓ Materiais consumidos ou utilizados na geração do ativo (“intangível gerado internamente”)
✓ Amortização de patentes e licenças, e taxas de registro (“intangível gerado internamente”)

CUSTO NÃO COMPREENDE – SÃO DESPESAS DO PERÍODO


 Custos incorridos na introdução, inclusive PROPAGANDAS e atividades promocionais do produto;
 Custos administrativos;
 Outros custos indiretos;
 Gastos da transferência das atividades para novo local, inclusive TREINAMENTO;

AQU ISI Ç ÃO VIA S U B V EN Ç ÃO OU AS S IST ÊN CI A G O VE RN AM E NTAIS

A entidade PODE reconhece-la (escolha da Cia):


▪ VJUSTO, OU
▪ VNOMINAL + custos diretamente atribuíveis à preparação do ativo para o uso pretendido

EX: direito de aterrisagem em aeroporto, licença para operação de estação de rádio / TV, licenças de importação ou quotas
ou direitos de acesso a outros recursos restritos.

AQU ISI Ç ÃO V IA CO MBIN A Ç ÃO D E N E G Ó CI OS

VJUSTO na data de aquisição, SEPARADAMENTE do goodwill, independentemente desse ativo ter sido reconhecido por ela
antes da aquisição da empresa. Goodwill: diferença entre VPAGO e VJUSTO

G ER A DO INT ERN A M EN T E (P & D )

PESQUISA DESENVOLVIMENTO – TODOS critérios, caso contrário será DESPESA


NENHUM ▪ Intenção de concluir, e usá-lo ou vendê-lo;
intangível nessa ▪ Viabilidade técnica para concluir e usar ou vender
fase deve ser ▪ Disponibilidade de recursos p/ concluir e usar ou vender
reconhecido.
▪ A forma como deverá gerar benefícios econômicos futuros;
DESPESA ▪ Sua capacidade para usar ou vender;
▪ Capacidade de mensurar seguramente os gastos no desenvolvimento.

O custo do intangível gerado internamente se RESTRINGE à soma dos gastos incorridos A PARTIR da data em que ele atende
aos critérios de reconhecimento.

Caso a entidade NÃO CONSIGA diferenciar a fase de pesquisa da de desenvolvimento, o gasto deve ser tratado como incorrido
apenas na fase de PESQUISA.

ATENÇÃO
- Marcas, publicações, listas de clientes, gerados INTERNAMENTE, NÃO SÃO intangíveis

- Goodwill gerado INTERNAMENTE, NÃO DEVE ser reconhecido como ativo

- CPC 04: as Notas Explicativas devem distinguir entre intangíveis gerados internamente e outros intangíveis.
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AM ORT IZ A Ç ÃO

Perda do valor do capital aplicado na aquisição de DIREITOS da propriedade industrial ou comercial com existência ou
exercício de duração limitada, OU cujo objeto sejam BENS de utilização por prazo legal ou contratual.

▪ Vida útil indefinida (≠ ilimitada) = NÃO há amortização | HÁ teste de recuperabilidade


▪ INÍCIO DA AMORTIZAÇÃO: disponível para USO (local e condições necessários para funcionar).
TÉRMINO DA AMORTIZAÇÃO: colocado AÑCMV OU na data em que é baixado, o que ocorrer primeiro.

O período de amortização e o método de amortização para um ativo intangível, com vida útil definida devem ser
revistos PELO MENOS no final de CADA EXERCÍCIO. A amortização de intangíveis utilizados em processo de produção
FAZ PARTE do VCONTÁBIL dos estoques.

A amortização PODE ser calculada em FUNÇÃO DA RECEITA. Dessa forma, se uma empresa fecha um contrato de exploração, por
exemplo, limitado à extração de $500.000 em ouro, a base da amortização será tal receita. Assim:

𝐑𝐞𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐑𝐞𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐚
𝐀𝐦𝐨𝐫𝐭 = 𝐂𝐀𝐪𝐮𝐢𝐬𝐢çã𝐨 ×
𝐑𝐞𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐓𝐨𝐭𝐚𝐥 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐝𝐚

EX AUST ÃO

Utilizado p/ esgotamento de RECURSOS minerais ou BENS APLICADOS nessa EXPLORAÇÃO. Jazidas de recursos
indetermináveis (ex: água) NÃO são objeto de exaustão.

C P C 09 - DV A – D EM ON S T RA Ç ÃO DO VA LO R A DI CIO NA D O

Conceito: DVA demonstra o valor da RIQUEZA gerada, sua DISTRIBUIÇÃO entre os elementos que contribuíram para a geração
dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros bem como a parcela da riqueza NÃO distribuída.
Ela é elaborada a partir da DRE, e tem uma interface com a DLPA.
• É um demonstrativo DINÂMICO que se baseia em aspectos macroeconômicos (“PIB da empresa”).
• NÃO se fundamenta nos princípios fundamentais da contabilidade.
• DVA não avalia desempenho econômico, função da DRE.
• Apresenta o quanto a entidade AGREGA de valor aos insumos adquiridos de terceiros.

Obrigatoriedade: sociedades de capital ABERTO e aquelas que a lei determinar, mas é RECOMENDADA a elaboração a todas as
demais entidades. Atenção! DVA não é exigida pelas normas internacionais!

DVA consolidada: a elaboração da DVA consolidada deve basear-se nas demonstrações consolidadas e evidenciar a
participação dos sócios não controladores.
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ES TR UTU R A

1 - RECEITAS
(+) VENDAS (receita BRUTA ou faturamento BRUTO, inclusive IPI + tributos sobre receita)
(-) Devoluções
(-) Descontos Incondicionais
(-) Abatimentos
(-) PECLD / (+) Reversão PECLD
 (+) RECEITA com construção de ativos PRÓPRIOS – “= produção vendida para a própria empresa”
(±) Outras Receitas (inclui também os tributos)
(±) RESULTADO (lucro / prejuízo) com alienação de AÑC (venda de imobilizados, investimentos, etc.)
(+) Juros PAGOS ou creditados, incorporados aos ativos de longo prazo (ATIVOS QUALIFICÁVEIS)

Juros no caso de estoques de longa maturação são destacados como distribuição da riqueza, no momento em que
os respectivos estoques forem BAIXADOS.

2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS


 (+) CMV = EI + CLÍQ – EF + Tributos (recuperáveis ou não)  DRE: CMV vem líquido dos tributos
(+) GASTOS com infraestrutura (materiais, água, energia, telefone, despesas comerciais e ADM.)
(+) GASTOS com construção de ativos PRÓPRIOS
(+) SERVIÇOS de TERCEIROS (inclusive despesa com salários de empregados terceirizados)
 (+) PERDAS de ATIVO (PRVR; PAVM) / (-) Reversão → Atenção! Aqui, Reversão é negativa 

3. VALOR ADICIONADO BRUTO (VADCB) = 1 – 2

4. RETENÇÕES
(+) Depreciação / Amortização / Exaustão

5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (VADCL) = 3 - 4

6. VALOR ADICIONADO RECEBIDOS EM TRANSFERÊNCIA ()


(±) RESULTADO com Equivalência Patrimonial
(+) Receitas Financeiras (juros e VCA) Valores gerados por outras
empresas e transferido para a sua
(+) Receita de DIVIDENDOS - método de custo, apenas
(+) Outras Receitas - aluguéis, royalties, franquias, doações, subvenções

7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (VADCD) = 5 + 6


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8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO


Pessoal - empregados PRÓPRIOS
Remuneração – Salários, 13º, honorários da adm. (inclusive pago em ações), férias, comissões, PLR, HE
Benefícios – assistência médica, VT, VR, plano de aposentadoria
FGTS
Governo - impostos, taxas e contribuições PRÓPRIAS, i.e., não inclui valores retidos dos empregados
Federal - INSS patronal
Estadual Para tributos recuperáveis (ICMS, IPI, PIS/Cofins),
considera-se apenas os valores devidos, débito (venda)
Municipal
– crédito (compra)
Remuneração de Capital de Terceiros
JUROS, inclusive VCP
ALUGUÉIS
Arrendamento Mercantil OPERACIONAL
Royalties, franquia, direitos autorais, ainda que originados de capital intelectual
Remuneração de Capital Próprio / Lucros Retidos
Dividendos (apenas os distribuídos com base no resultado do próprio EXERCÍCIO)
JSCP
Lucros retidos (reservas ou aumento de CS) / Prejuízo do Exercício (com sinal negativo)
Participação dos não controladores nos lucros retidos

AUDITORIA

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Auditoria Interna (NBC TI 01) Risco de Auditoria


Diferenças Entre Auditoria Interna e Externa Técnicas / Procedimentos de auditoria
Requisitos p/ o Exercício da Auditoria (Princípios Éticos) Evidências de Auditoria
Objetivos Gerais do Auditor Independente Amostragem
Independência Doc. de Auditoria – Papéis de trabalho (NBC TA 230)
Responsabilidade do Auditor e da Administração Estimativas Contábeis (NBC TA 540)
Concordância com os termos (NBC TA 210) Utilização do trabalho de outros profissionais
Supervisão e controle de qualidade da auditoria das DCs Transação Com Partes Relacionadas (NBC TA 550)
Materialidade e relevância Eventos Subsequentes (NBC TA 560)
Planejamento da auditoria (NBC TA 300) Relatório de Auditoria (NBC TA 700, 701, 705 e 706)
Controles internos Perícia Contábil (apenas itens gerais)
Erro e Fraude (NBC TA 240 / TI 01) Testes em Áreas Específicas

EXEMPLO – PLANEJAMENTO E AM OSTRAGEM

PL AN EJA ME NT O D A AU DI T OR IA ( N B C T A 300 )

FL UXO DO PL AN EJ A MEN T O

Considera-se iniciado o planejamento desde 1º contato com cliente.

Atividades Plano de Programas de


Estratégia Global
Preliminares Auditoria Auditoria
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Atividades Preliminares: avalia questões como:


• O auditor mantém a necessária independência e capacidade (técnica) para realizar o trabalho;
• NÃO há problemas de integridade da adm.;
• NÃO há desentendimentos com o cliente em relação aos termos de trabalho.

Estratégia Global (EG): ALCANCE, ÉPOCA e direção da AUDITORIA.


• Natureza, época e extensão dos RECURSOS;
• Natureza das COMUNICAÇÕES;
• Definir os OBJETIVOS do relatório.

Plano de Auditoria: mais detalhado que a EG – natureza, época e a extensão dos PROCEDIMENTOS
(testes) a serem executados durante a auditoria.

Programa de Auditoria (doutrina): “manual” que evidencia como deve ser realizado determinado
trabalho. Muito comum em forma de checklists. É um GUIA e MEIO de CONTROLE. Dá uma visão
GERAL do objeto. O programa de auditoria pode ser:
a) Específico: um plano p/ cada trabalho – EX: procedimentos em contas como “Royalties do Petróleo”.
b) Padronizado: aplicação em trabalhos locais ou em épocas diferentes, com pequenas alterações.

PL AN EJA ME NT O D A AU DI T OR IA IN I CI AL ( PRI ME IR A AU DIT O RIA )

a) Verificar se os saldos iniciais contêm distorções que afetam de forma RELEVANTE as DC correntes;
b) Avaliar se as POLÍTICAS contábeis foram aplicadas de maneira UNIFORME nas DC correntes;
c) Considerar quaisquer assuntos importantes discutidos com a ADM.

AM OST RA G EM

Objetivo: tirar conclusões sobre toda a população com base em alguns de seus elementos. Quanto MENOR o risco disposto a
aceitar, MAIOR deverá ser a amostra. Amostragem pode ser:
NÃO-ESTATÍSTICA: determinada pelo auditor utilizando sua experiência, critério e conhecimento. A forma mais relevante
é a amostragem “ao acaso” (casual), ou seja, NÃO segue uma técnica estruturada, sendo baseada na EXPERIÊNCIA.
ESTATÍSTICA: seleção ALEATÓRIA, de acordo com a teoria da PROBABILIDADE ou as regras estatísticas. Recomendável
quando a população apresenta características HOMOGÊNEAS. Pode ser:
a) Aleatória: todos os itens têm IDÊNTICA POSSIBILIDADE de serem escolhidos;
b) Unidade Monetária: População estratificada por valor monetário (EX: NF de $5 a $150; $1.000 a $1500)
c) Sistemática: quantidade de unidades de amostragem na população é DIVIDIDA pelo tamanho da amostra para dar
um intervalo (EX: de 50 em 50 – NFs nº: 50, 100, 150, 200, etc.);

É VEDADA amostragem por BLOCOS (“seleção de um ou mais blocos de itens contíguos da população”). Muito cuidado para
não confundir com a sistemática.

ES TR ATI FI C A Ç ÃO

Consiste em dividir uma população HETEROGÊNEA (diversificada) em subpopulações com características semelhantes
(HOMOGÊNEAS). Melhora a EFICIÊNCIA, mantendo MESMO RISCO DE AMOSTRAGEM. Cada unidade de amostragem
deverá pertencer, exclusivamente, a UM estrato. Ilustrando:
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Atenção! Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra de itens dentro de um estrato só podem
ser projetados para os itens que compõem ESSE estrato.

OUT ROS C ON C EIT OS

Distorção Tolerável é um VALOR monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que: DREAL
< DTOLERÁVEL. Aplicado na avaliação das transações (TESTES DETALHES).

Anomalia: distorção / desvio comprovadamente NÃO representativo - Se você possui distorção na amostra, essa distorção
DEVE ser projetada para a população, PORÉM se for uma anomalia, NÃO há necessidade.

Risco de Amostragem: risco de que a CONCLUSÃO, com base em amostra, pudesse ser diferente se TODA a população fosse
sujeita ao mesmo procedimento.

ESTATÍSTICA E MATEMÁTICA

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Medidas de Posição e Medidas de Dispersão Correlação e Regressão


Distribuições de Probabilidade Matemática Básica
Intervalo de Confiança Álgebra Linear
Teste de Hipóteses Geometria e Trigonometria

EXEMPLO – MEDIDAS DE POSIÇÃO E INTERVALO DE CONFIANÇA

IN E RVA LO DE C ON F IAN Ç A

É uma amplitude de valores, derivados de amostras, que têm a probabilidade de conter o valor de um parâmetro populacional
desconhecido. Devido à sua natureza aleatória, é improvável que duas amostras de uma determinada população irão render
intervalos de confiança idênticos. Mas, se você repetir sua amostra várias vezes, uma determinada porcentagem dos
intervalos de confiança resultantes conteria o parâmetro populacional desconhecido.

Aqui, a linha preta representa o valor fixo da média desconhecida da população. Os intervalos de
confiança azuis contêm o valor da média da população. O intervalo de confiança vermelho
totalmente abaixo da linha horizontal não contém esse valor. Um intervalo de confiança de 95%
indica que 19 em 20 amostras (95%) da mesma população produzem intervalos de confiança
contendo o parâmetro da população.

IN T E RV AL O DE CON FI AN ÇA P AR A A MÉ DI A
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IN T E RV AL O DE CON FI AN ÇA P AR A A PR O PO R ÇÃ O

𝒑𝟎 (𝟏 − 𝒑𝟎 ) Quando a banca não der p0, supõe-se que a


𝒑 = 𝒑𝟎 ± 𝒛√ variância é máxima, de forma que p0 = 50%
𝒏

ME DI D AS D E POS I Ç ÃO

Aritmética Geométrica Média Harmônica (MH)


𝒏
TENDÊNCIA CENTRAL

(MA) (MG)
∑(𝑥𝑖 ∙ 𝑓𝑖 ) 𝒏 1 1 1 1
√𝑥1 ∙ 𝑥2 … 𝑥𝑛 + + …
𝑥1 𝑥2 𝑥3 𝑥𝑛
Média 𝑛
Para dois números Os valores das médias seguem o padrão:
𝑀𝐺 2 (MA > MG > MH)
𝑀𝐴 = Ordem alfabética DECRESCENTE
𝑀𝐻
• Moda é a observação que MAIS
Moda
se repete;
• Divide a distribuição em 2
partes iguais
𝑛+1
• Nº elementos PAR (ROL):
2
Mediana • Nº de elementos ÍMPAR (ROL):
elemento central
• Mediana na interpolação:
SEPARATRIZES

divide-se a freq. total por 2


• Para uma tabela – interpolação
linear
Quartil • Distância interq. = (Q3 – Q1)
• Distância semi-interquartílica
= (Q3 – Q1)÷2
• Decil: Divide a distribuição em A média sempre estará na
10 partes iguais CAUDA, e a moda no topo
Outras (onde mais ocorre).
• Percentil: Divide a distribuição
em 100 partes iguais
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MATEMÁTICA FINANCEIR A

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Regimes de Juros e descontos – Simples e Compostos Séries de Pagamentos (Anuidades)


Taxa nominal, taxa efetiva e taxa equivalente Sistemas de Amortização
Inflação, Juros Reais, Juros Aparentes Análise de Investimentos

EXEMPLO – REGIMES DE JUROS E DESCONTOS

RE GI ME S DE JU ROS E D ES C ON T OS – SIM PL ES E CO MP OSTO S

JUROS SIMPLES JUROS COMPOSTOS

Fórmula 𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖𝑡) 𝑀 = 𝐶 (1 + 𝑖)𝑡


Desconto Racional / por 𝑁 𝑁
𝑃𝑉 = 𝑃𝑉 =
Dentro (1 + 𝑖𝑡) (1 + 𝑖)𝑡
Desconto Comercial ou
Bancário
𝑃𝑉 = 𝑁(1 − 𝑖𝑡) 𝑉 = 𝑁(1 − 𝑖)𝑡

Desconto 𝐷 = 𝑁 − 𝑃𝑉 𝐷 = 𝑁 − 𝑃𝑉
M: montante final
C: é o capital inicial
PV: valor presente (ou valor atual)
N: valor futuro (ou valor nominal)
i: é a taxa de juros (ex: se a taxa for 1%, então i = 0,01)
t: é o tempo. Lembrando que o tempo deve estar na mesma unidade da taxa. Ex: se a taxa for 5% ao trimestre, o tempo deve
estar em trimestres. Dessa forma, se o período de aplicação for de 1 ano, t = 4, já que temos 4 trimestres em 12 meses.

Já vi cair em provas da FCC a fórmula da capitalização contínua (onde “e” é o logaritmo neperiano – esse valor sempre é dado).

𝑀 = 𝐶 ∙ 𝑒 𝑖𝑡
CO NVE N ÇÃ O EXP ON EN CI A L E C ON V EN Ç ÃO LIN E AR

CONVENÇÃO EXPONENCIAL COVENÇÃO LINEAR

Utiliza-se todo o valor decimal na parte exponencial ( EX: 1 Utiliza-se juros simples na parte fracionária (q) do mês e
mês e 3 dias = 1,1; 2 meses e 15 dias = 2,5). juros compostos na parte inteira (p):

𝑀 = 𝐶 (1 + 𝑖)𝑡 𝑀 = 𝐶 (1 + 𝑖)𝑝 (1 + 𝑖𝑞)


Em questões teóricas pode-se perguntar em qual método o montante final é maior: MLINEAR > MEXPONENCIAL
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RACIOCÍNIO LÓGICO

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Proposições Proposições Categóricas / Diagramas Lógicos


Tabelas Verdade Lógica de Argumentação

EXEMPLO – PROPOSIÇÕES (CONCEIT UAÇÃO)

PR OPO SI ÇÕ ES

Uma proposição nada mais é do que uma sentença declarativa (p: a bola é azul) representada por palavras ou símbolos (q:
1+1=2, r: 2>3), que pode assumir valor VERDADEIRO ou FALSO. Atenção! Sentença:

Sem verbo
Interrogativa (?) São sentenças abertas, ou seja, você não
Exclamativa (!) pode classifica-las como V ou F. Dessa
forma, elas NÃO SÃO proposições
Imperativa (“faça”, “acorde”, “ande”)
Equações (x + 2 = 3)

Uma outra forma que não as anteriores de expressar uma sentença aberta é quando não há como determinar o sujeito.
Posso dar como exemplo a seguinte expressão: “Ele foi o melhor jogador em 2005” – ele quem? Dessa forma, essa é uma
sentença aberta!

PR OPO SI ÇÃ O S I MP L ES X CO MPO S T A

VIA DE REGRA, leve para a prova a ideia de que:

➢ 1 verbo = proposição simples


➢ 2 verbos = proposição composta (ligadas por um conectivo)

Observação: CESPE - Quando o CESPE perguntar, olhar para o sentido da sentença e não dos exatos termos escritos. Assim,
uma sentença ainda que com 2 verbos pode ser considerada simples. Vide exemplo abaixo:

(CESPE/MTE/AFT/2013) A sentença “O crescimento do mercado informal, com empregados sem carteira assinada, é uma
consequência do número excessivo de impostos incidentes sobre a folha de pagamentos” pode ser corretamente representada,
como uma proposição composta, na forma P→Q, em que P e Q sejam proposições simples convenientemente escolhidas.
Na realidade estamos diante de uma proposição simples (P), onde a ideia básica é a seguinte: “O crescimento disso é uma
consequência daquilo”. Assim, não é possível representarmos a sentença na forma P → Q, pois nem sequer existe a
proposição Q. Portanto, o item está ERRADO.
De acordo com esse entendimento do CESPE, para NEGAR uma proposição simples, basta colocar o “não” antes do verbo
principal.
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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENT ÁRIA (AFO)

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Tipos de Orçamento Receita Pública – MTO e LRF


Orçamento – Constituição Federal e Lei 4.320 Despesa Pública – MTO e LRF

EXEMPLO – PRINCÍPIOS ORÇAME NTÁRIOS E LDO

PRI N CÍPI OS OR Ç AM EN T Á RI OS

Princípio Explicação Comporta Exceção?


O orçamento DEVE ser UNO para cada
NÃO tem exceção
Unidade ou ente, por exercício financeiro
Totalidade Totalidade: A LOA é única, mas tem 3 Atenção! A previsão de 3 orçamentos (OF, OS, OI) não “abala”
em 1 – consolidação. esse princípio, já que a lei continua sendo única.

Exercício financeiro: período de tempo Créditos ESPECIAIS ou EXTRAORDINÁRIOS abertos nos


ao qual a previsão das R e a fixação das D últimos 4 meses do exercício, PODEM ser REABERTOS, no
registradas na LOA irão se referir. ano seguinte, nos limites dos seus SALDOS.
Anualidade DEVERÁ coincidir com o ANO CIVIL (Lei EX: foi dado ao MF um crédito especial de 100, dentro
4.320). Orçamento autorizado para UM dos últimos 4 meses do ano, mas o ministério só utilizou
exercício, em regra, NÃO pode ser 40. Isso significa que os 60 restantes, saldo, poderá ser
reutilizado no ano seguinte. reaberto no ano seguinte.

Os ingressos EXTRAorçamentários.
EX: ARO, emissão de papel-moeda e entradas
compensatórias no ativo e passivo financeiro.
LOA: TODAS as RECEITAS, inclusive
Receitas operacionais das estatais Independentes.
Universalidade operações de crédito (RK), e DESPESAS
CUIDADO! As exceções são no tocante às previsões de
orçamentárias
receitas, NÃO em relação às fixações de despesas., i.e.,
TODAS despesas devem estar fixadas na LOA, sem
exceção

RECEITAS e DESPESAS na LOA devem ser


NÃO tem exceção
Orçamento evidenciadas pelos valores TOTAIS,
Bruto VEDADAS quaisquer deduções - Art. 6, CUIDADO! MESMO nos casos de transferências
4.320 constitucionais, há de se colocar o valor bruto;

▪ Autorização p/ créditos SUPLEMENTARES.


VEDADA a inclusão de matéria estranha
▪ Autorização p/ op. de CRÉDITO, inclusive ARO.
Exclusividade na LOA, que não esteja relacionada a
ARO: um empréstimo utilizado para cobrir uma
fixação da DESPESA e previsão da RECEITA.
insuficiência de CAIXA urgente (plano “B”).
São VEDADAS autorizações GLOBAIS na
Especificação ▪ Reserva de Contingência
LOA. Receitas e despesas devem ser
ou ▪ Programas Especiais de Trabalho (EX: orçam. Abin)
discriminadas, demonstrando origem e
Especialização (DK → invest. em regime de execução especial)
aplicação.

Despesas = Receitas Créditos SUPLEMENTARES ou ESPECIAIS


Equilíbrio Obs: esse princípio é verificado na etapa de planejamento,
ATENÇÃO! CF/88 NÃO previu este
princípio expressamente. não na fase execução!
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Princípio Explicação Comporta Exceção?


1. Repartição da receita tributária (FPM, FPE e FPEx)
2. Saúde
3. Ensino (18% dos impostos líquidos) - FUNDEF
Não Afetação VEDADA a vinculação de receita dos 4. Atividades da ADMT
das Receitas IMPOSTOS a órgão, fundo ou despesa; 5. Garantias às operações de créditos por ARO
6. Contragarantia à União
7. Pagamento de débitos para com a União
8. NOVO! EC/93 de 2016 (vide “Vedações”) - DRU
As RECEITAS (orçamentárias e
NÃO tem exceção
extraorçamentárias) devem ser
Unidade de recolhidas em estrita observância da CUIDADO! Se a questão citar Conta Única do TN, existem
caixa unidade de caixa, sendo VEDADA a contas especiais Unidades Gestoras no Exterior
fragmentação em caixas especiais (Art. (embaixadas) – para fins de concurso é considerado
56, Lei 4.320) EXCEÇÃO.
Atividades de C&T e inovação, por ato (DECRETO) do
Executivo, SEM necessidade da prévia autorização
VEDADA a transposição, o legislativa.
Proibição do remanejamento ou transferência de
Remanejamento: tira de um órgão e joga para outro.
estorno recursos, SEM prévia autorização
Transposição: mesmo órgão, mas muda o programa.
legislativa.
Transferência: mesmo órgão e programa, mas muda a
categoria econômica da despesa.

L DO – L EI D E DI RET RI Z E S O R ÇA ME NT Á RIA S

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO (“Operacional com elementos Táticos”)

ATR IBU I ÇÕE S D A L D O N A C F/88

▪ LO que ORIENTARÁ a elaboração da LOA do ano seguinte; assim, a LDO tem vigência e produz efeitos por 1,5 ano (½
ano da elaboração da LOA + exercício seguinte).

▪ Metas e Prioridades da ADMPF, incluindo as...


▪ DESPESAS de Capital (DK) para exercício financeiro SUBSEQUENTE.

▪ DISPORÁ sobre as alterações na LET (NÃO é autorizativa) - basicamente são as Renúncias de Receita.

▪ Estabelecerá a política de aplicação das Agências Financeiras Oficiais de Fomento (EX: CEF, BB, BNDES).

▪ AUTORIZA concessão de vantagem, despesa de pessoal, criação de cargos, empregos e funções ou alteração na
estrutura da carreira, bem como admissão e contratação; EXCETO para EP/SEM

ATR IBU I ÇÕE S D A L D O N A L R F – AR T. 4º

a) EQUILÍBRIO entre receitas e despesas;


b) Critérios e forma de LIMITAÇÃO DE EMPENHO (“Decreto de Contingenciamento”)
c) CONTROLE de custos e à AVALIAÇÃO dos resultados dos programas
d) Condições e exigências para TRANSFERÊNCIAS de recursos a entidades públicas e privadas;
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IN TE G RA M O P L DO – AN EX OS ( CO N F OR M E L R F, A RT. 4º )

 Anexo de Metas Fiscais : METAS anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, p/ exercício a que se referirem e para os 2 seguintes (“rolagem”). AMF
conterá também:
1. Avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
2. Demonstrativo das metas anuais, comparando-as c/ 3 anteriores – conter memória e metodologia de cálculo;
3. Evolução PL, nos últimos 3 exercícios, destacando a origem e aplicação de recursos na alienação de ativos
4. Avaliação financeira e atuarial do RGPS, RPPS, FAT e outros fundos e programas atuariais (LOAS)
5. Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita;
6. Demonstrativo da margem de expansão das DOCC (+2 exercícios)

Anexo de Riscos Fiscais : avaliados os Passivos Contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas,
informando as providências a serem tomadas. Cuidado! Precatório NÃO é Passivo Contingente.

Anexo dos Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial : mensagem que encaminhar a PLDO da União
conterá objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais
agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente

DIREITO PENAL

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Lei penal (no tempo, no espaço, interpretação, analogia, etc.)


Do Crime (conceito, erro, ilicitude, extinção da punibilidade, etc.)
Crimes em Espécie
1) Crimes Contra a Adm. Pública
2) Crimes Contra a Adm. da Justiça
3) Crimes Contra a Ordem Tributária

EXEMPLO – DO CRIME (TIPICID ADE)

T IPI CI D A DE

• FATO TÍPICO comportamento HUMANO (ação ou omissão) que se enquadra nos elementos descritos na norma.
• Por definição, FATO ATÍPICO é aquele que NÃO se enquadra em nenhum dispositivo legal.
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RES ULT A DO N AT U R ALÍ S T I CO

RESULTADO é a modificação do mundo real provocada pela conduta do agente.

NÃO HÁ crime sem resultado JURÍDICO (lesão a bem jurídico tutelado), pois qualquer crime viola uma lei. Entretanto
é POSSÍVEL um delito sem resultado NATURALÍSTICO (EX: TENTATIVA de homicídio)

CONDUTA + RESULTADO naturalístico → RESULTADO NECESSÁRIO


MATERIAIS
É o caso do homicídio, cuja consumação é caracterizada pelo falecimento da vítima.

CONDUTA + COM ou SEM RESULADO → INDEPENDE DE UM RESULTADO


FORMAIS
Ameaça: não se exigindo que a vítima realmente fique intimidada;

MERA CONDUTA (ação ou omissão) → SEM RESULTADO

CONDUTA Violação de domicílio, ato obsceno, e a maioria das contravenções.

N EX O C AUS AL

VÍNCULO indispensável entre a conduta e resultado. Aplica-se apenas nos crimes MATERIAIS .

Teoria da Equivalência das condições (sine qua non): QUAISQUER das condutas que compõem a totalidade dos antecedentes
é causa

Art. 13 - O RESULTADO, de que depende a existência do crime, SOMENTE é imputável a quem lhe deu causa. Considera-
se causa: ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

NÃO basta só dependência física; exige-se DOLO ou CULPA do agente em relação ao resultado, a fim de evitar “regressão
infinita”. EX: o vendedor de arma pode não ter querido o resultado ao vendê-la.

Causalidade Adequada: considera causa do evento APENAS a ação ou omissão apta e idônea a gerar o resultado. A
contribuição deve ser eficaz - EXCEPCIONALMENTE no BRA.

CO N CA US AS

C on c au sas In d ep e nd en t es

CAUSA INDEPENDENTE: aquela que acontece por motivos diversos da conduta. Apresenta um resultado inesperado e não
usual. É independente porque tem a capacidade de produzir, por si só, o resultado.

ABSOLUTAMENTE: causa não tem NENHUMA relação de causalidade com a conduta. O resultado ocorreria de qualquer
forma. AFASTA o nexo e responde o agente SÓ pelos atos já PRATICADOS, ou seja, ele NÃO responde pelo resultado (em
nenhum caso, seja preexistente, concomitante ou superveniente)

Preexistentes: a causa já existe antes da conduta, entretanto, esta, por si só, não produziria o
resultado. EX: A atira em B de raspão, mas por ser hemofílico, B sangra até morrer ARR

Concomitantes: ocorre concomitantemente. EX: A ameaça atirar em B, que corre e, no


RELATIVAMENTE: resultado momento do disparo, B é atropelado ARR
só acontece POR CAUSA da Supervenientes:
conduta, apesar dela NÃO NÃO produzem, por si só, o resultado: A atira em B e acerta seu braço. Em seguida, no
ter sido a efetiva causa. hospital, B morre por imperícia médica – B só foi p/ hospital por ser alvejado ARR
PRODUZEM, por si só, o resultado: Art. 13, § 1º - A superveniência de causa relativamente
independente exclui a imputação quando, POR SI SÓ, produziu o resultado; os fatos
anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou - AÑRR

AÑRR - Agente NÃO responde pelo Resultado

ARR - Agente RESPONDE pelo Resultado


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C on c au sas De p en d en t es

CAUSA DEPENDENTE é aquela DEPENDENTE da conduta. Só acontece por causa da conduta e, assim, NÃO exclui a relação
de causalidade. Sucessão de acontecimentos previsíveis.

CO N DUT A HU M AN A

Teoria Clássica, Mecanicista, Naturalística ou Causal: Pratica fato típico aquele que simplesmente dá CAUSA ao
RESULTADO, INDEPENDENTE de dolo ou culpa. Teoria ultrapassada!

Teoria Social: NÃO basta saber se a conduta foi dolosa ou culposa, mas, também, fazer uma análise de tal comportamento
e classificá-lo como SOCIALMENTE PERMITIDO ou NÃO. Tal teoria NÃO foi concebida pela nossa legislação.

Teoria final ou finalista: analisada a FINALIDADE / MOTIVO / VONTADE do agente, que NÃO poderá ser separada da
conduta. Analisa-se se a conduta foi DOLOSA ou CULPOSA, e, não presente tais elementos, há a ATIPICIDADE.

Cai demais! DOLO e CULPA compõe a CONDUTA e, assim, integram a TIPICIDADE / TIPO e NÃO na culpabilidade
(que analise o agente em si)

EX C LUS ÃO D A C ON D UT A

Caso fortuito ou força Atos ou movimentos Coação FÍSICA Sonambulismo e


maior reflexos irresistível Hipnose

C RIM E DO LO SO , CU L POS O E P RET ER D OL OSO

Cr i m e D ol os o

DOLO: CONSCIÊNCIA e a VONTADE na realização da conduta típica ou a vontade da ação orientada para a realização do tipo
penal. DOLO = CONSCIÊNCIA + VONTADE.

Teoria da Representação: se o agente prevê o Teoria da Vontade: Teoria do Assentimento: há dolo não só
resultado como possível e ainda assim opta por Teoria da Representação quando o agente quer o resultado, mas
continuar, já caracteriza o dolo. Pouco importa + VONTADE de produzir também quando realiza a conduta
se o agente quis o resultado ou assumiu o risco. o resultado (elemento ASSUMINDO o risco de produzi-lo.
volitivo).
EX: “A” dá um tiro para o alto (sabia que
poderia atingir alguém e mesmo assim o Prevê Resultado + Continua Ação + Vontade ou Assume Risco
fez) e mata alguém (se ele quis ou não Art. 18 - Diz-se o crime DOLOSO:
matar, pouco importa)
I – Agente QUIS o resultado OU ASSUMIU o risco

DOLO Genérico: vontade de praticar a conduta, SEM finalidade específica.


DIRETO Específico: agente QUER atingir um resultado ESPECÍFICO com a conduta

DOLO Alternativo: dentre vários resultados, agente se contenta com QUALQUER um. “Tanto faz”
INDIRETO Eventual: resultado NÃO querido, mas ASSUME risco, e POUCO SE IMPORTA com ele.
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Cr i m e C ul pos o

Art. 18, II – CULPOSO: agente deu causa ao resultado por IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA ou IMPERÍCIA.

Crime culposo: agente, por imprudência, negligência ou imperícia, realiza uma CONDUTA VOLUNTÁRIA que produz
RESULTADO naturalístico INDESEJADO, não previsto e nem querido, que podia, com atenção, ter EVITADO.

ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO

CONDUTA HUMANA A conduta deve ser VOLUNTÁRIA (VONTADE).

Negligência: agente deixa de fazer algo que deveria fazer


VIOLAÇÃO DO DEVER OBJETIVO DE CUIDADO Imperícia: quem deveria dominar uma técnica não a domina
Imprudência: pessoa não toma os CUIDADOS que uma pessoa normal tomaria
O resultado naturalístico é involuntário (não querido), SALVO culpa imprópria;
RESULTADO NATURALÍSTICO
TODO crime Culposo é CRIME MATERIAL

NEXO CAUSAL SEMPRE presente.

TIPICIDADE SEMPRE presente (claro), pois NÃO há crime culposo sem devida previsão legal.

É a possibilidade de uma pessoa comum, com inteligência MEDIANA, prever o


PREVISIBILIDADE OBJETIVA resultado. NÃO é culposo quando o resultado só teria sido evitado por pessoa
extremamente prudente.

ESPÉCIES DE CULPA

Agente PREVÊ Agente QUER


resultado? resultado?
Agente PREVÊ possíveis resultados, mas acredita que, com suas
habilidades, será capaz de EVITÁ-LOS.
Cuidado! Difere do dolo eventual. Em ambos o agente prevê o resultado,
Consciente SIM NÃO mas no dolo eventual agente ASSUME o risco.

É o caso clássico do caçador que atira num animal que está


próximo de seu companheiro de caça.

Inconsciente NÃO NÃO -

Própria SIM / NÃO NÃO É a CULPA COMUM, podendo o resultado ser ou não previsível pelo agente

Imprópria Agente QUER o resultado, mas, por erro inescusável, acredita que o está
Admite - SIM fazendo amparado por uma causa excludente da ilicitude ou da
TENTATIVA culpabilidade – DISCRIMINANTE PUTATIVA!

Compensação: NÃO SE ADMITE a compensação de culpas. TODOS respondem (concorrência de culpas).

Tentativa: ÚNICA hipótese é na CULPA IMPRÓPRIA – Cuidado! As bancas falam que NUNCA há tentativa para crimes
culposos = FALSO.

Excepcionalidade: SÓ haverá PENALIZAÇÃO do crime CULPOSO quando a LEI textualmente o PREVER.

Art. 18, Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, NINGUÉM pode ser punido por fato previsto como crime, SENÃO
quando o pratica DOLOSAMENTE.
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Cr i m e P re t er do los o

ANTECEDENTE CONSEQUENTE
(“CONDUTA”) (“RESULTADO”)

Crimes PRETERDOLOSOS o agente produz MAIS do que PRETENDE (prater = além).


Exemplo:
DOLO CULPA Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 3m – 1a

(QUALIFICADORA) §3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o


agente NÃO QUIS o resultado, NEM ASSUMIU o risco: 4-12a

IMPORTANTE! Art. 19 - Pelo resultado que AGRAVA a pena, SÓ responde o agente que o houver causado ao menos
culposamente – significa que, se culposo, o resultado mais grave deve ser objetivamente previsível pelo homem médio
para que possa ser imputado ao agente.

DIREITO CIVIL

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Consideração Inicial

E aí, tudo bem? Bom, não preciso dizer que Direito Civil é uma matéria absurdamente gigante. O texto atual conta com mais de
2.000 artigos, fora o fato de que a grande maioria tem seus incisos, alíneas e parágrafos. Seria impraticável (e até mesmo perda
de tempo) percorrer TODO o código. O custo benefício é muito baixo, e pensando sempre na ideia do 80/20 1, fiz um
levantamento daquilo que é mais cobrado pelas 4 maiores bancas (FCC, Cespe, ESAF e FGV).

%AC_ %AC_ %AC_ %AC_ %AC_ %AC_


Tópico
Arts TOT FCC Cespe FGV ESAF
Prescrição e decadência (arts. 189 a 211) 1% 8% 10% 8% 6% 13%
Classificação dos Bens (art. 79 a 97) 3% 14% 14% 10% 9% 17%
Da Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954) 4% 20% 20% 18% 22% 23%
Da personalidade e da capacidade (arts. 1º a 10) 5% 24% 26% 26% 27% 25%
Domicílio das Pessoas Naturais e Jurídicas (arts. 70 a 78) 5% 28% 30% 30% 30% 29%
Invalidade do negócio jurídico (arts. 166 a 184) 7% 32% 35% 32% 32% 38%
Da Compra e Venda (arts. 481 a 532) 10% 36% 38% 33% 32% 40%
Dos Direitos da personalidade (arts. 11 a 21) 10% 39% 41% 37% 36% 40%
Do Pagamento (arts. 304 a 333) 12% 42% 43% 39% 38% 40%
Defeitos ou vícios do negócio jurídico (arts. 138 a 165) 14% 45% 46% 41% 42% 48%
Da Aquisição da Propriedade Imóvel (arts. 1.238 a 1.259) 15% 47% 47% 42% 44% 48%
Das Obrigações de Dar (arts. 233 a 246) 16% 50% 49% 42% 45% 48%
Do Usufruto (arts. 1.390 a 1.411) 17% 52% 49% 44% 49% 48%
Da Hipoteca (arts. 1.473 a 1.505) 19% 54% 50% 45% 50% 50%
Obrigatoriedade, Aplic., Interp. e Integração (Art. 3º a 5º - LINDB) 19% 56% 51% 49% 51% 50%
Das Obrigações Solidárias (arts. 264 a 285) 21% 58% 52% 49% 51% 50%
Da Posse e sua Classificação (arts. 1.196 a 1.203) 21% 60% 53% 50% 53% 50%
Conflitos no tempo (Art. 6º - LINDB) 21% 62% 56% 52% 53% 50%
Disposições gerais - Pessoas Jurídicas (arts. 40 a 52) 22% 64% 58% 54% 54% 54%
Bens públicos (arts. 98 a 103) 23% 65% 59% 55% 54% 54%
Da Ordem da Vocação Hereditária (arts. 1.829 a 1.844) 23% 67% 59% 56% 56% 54%
Continuidade e Revogação das Leis (Art. 2º - LINDB) 24% 69% 60% 58% 57% 60%
Eficácia das leis no espaço (Art. 7º a 19 – LINDB) 24% 70% 61% 60% 57% 65%
Da Cessão de Crédito (arts. 286 a 298) 25% 72% 61% 61% 58% 69%
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%AC_ %AC_ %AC_ %AC_ %AC_ %AC_


Tópico
Arts TOT FCC Cespe FGV ESAF
Princípios contratuais no Código Civil 25% 73% 62% 62% 61% 71%
Negócio Jurídico: Disposições Gerais (arts. 104 a 114) 26% 75% 63% 64% 62% 73%
Da condição, termo e encargo (arts. 121 a 137) 27% 76% 64% 64% 64% 77%
Dos atos ilícitos (arts. 186 a 188) 27% 78% 65% 66% 66% 79%
Do Regime de Bens entre os Cônjuges (arts. 1.639 a 1.688) 30% 79% 66% 67% 66% 79%
Vigência das Leis (Art. 1º - LINDB) 30% 80% 67% 69% 67% 81%
Da Mora (arts. 394 a 401) 31% 82% 68% 69% 67% 83%
Do Empréstimo (arts. 579 a 592) 31% 83% 68% 70% 68% 83%
Desconsideração da pessoa jurídica 32% 84% 69% 72% 70% 83%
Das Obrigações Alternativas (arts. 252 a 256) 32% 85% 69% 73% 70% 83%
Das Obrigações Divisíveis e Indivisíveis (arts. 257 a 263) 32% 86% 70% 73% 71% 83%
32% 86% 70% 73% 71% 83%

1
O 80/20 (princípio de Pareto) diz que, em linhas gerais, para muitos eventos, aproximadamente 80% dos efeitos vêm
de 20% das causas. Traduzindo para nosso mundo, isso significa que 80% (ou algo próximo disso) do que é cobrado na
prova está contido em algo em torno de 20% de todo o conteúdo (nesse caso, do Código Civil). Futuramente posso
ensiná-los a fazer esse levantamento, para que você o faça para qualquer disciplina de interesse.

Interpretando a tabela

Coluna O que significa?


É autoexplicativo. Aqui você vai encontrar qual tópico e quais os artigos a que ele corresponde. O resumo
Tópico
foi baseado, em larga escala, nesses tópicos!
Representa o % acumulado de artigos do Código até determinada linha. Por exemplo: veja que na linha que
%AC_Art assinalei de azul claro o valor é de 19%, ou seja, somando a quantidade de artigos do primeiro tópico da até
o tópico de azul, temos 19% de todos os artigos do Código Civil, algo em torno de 388.
Aqui já voltamos o olhar para as provas! Se pegarmos todas as provas das 4 bancas, temos que, até
determinada linha, X% de todas as questões estão dentro daqueles tópicos. Voltando ao exemplo da linha
%AC_TOT
azul clara: %AC_TOT = 56%, ou seja, se você pegar TODAS as questões já cobradas pelas “4 grandes”, 56%
delas estão contidas em meros 19% (388 artigos) do Código Civil!
%AC_FCC
%AC_Cespe A lógica aqui é exatamente a mesma do %AC_TOT, porém, ao invés de olhar para as 4 bancas em conjunto,
%AC_FGV olhamos para cada uma individualmente.
%AC_ESAF
Portanto, indo para a última linha da tabela, podemos concluir que: 32% de todos os artigos do Código Civil, ou seja, algo em
torno de 650, dos mais de 2.000 artigos representam 86% do conjunto total de questões de Direito Civil. Em outras palavras,
praticamente 9 em cada 10 questões cobram um dos tópicos assinalados na tabela!
Não basta nos matarmos de estudar, temos que estudar com inteligência! Pensando nisso, construí esse resumo de forma que
a revisão seja otimizada.

Ressalto que a essência do resumo está na tabela, mas posso ter deixado, propositalmente, um ou outro tópico de fora
por considerar que não valia a pena colocá-lo. Assim como posso ter inserido um ou outro que não consta nela, mas que
é de fácil entendimento e tem alguma chance de cair.

Tópicos

LINDB Dos Fatos Jurídicos


Das Pessoas Naturais Atos Ilícitos e Responsabilidade Civil
Das Pessoas Jurídicas Direito das Coisas
Dos Bens Direito das Obrigações
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EXEMPLO – DIREITO DAS COISAS (POSSE E PROPRIEDA DE)

POSS E ( ART . 1 .19 6 A 1.2 24 )

C LAS SIF I CA Ç ÃO DA POS S E

Posse Direta (imediata): exercida por quem


Quanto à detém materialmente a coisa. Art. 1.197. A posse DIRETA não anula a
extensão da EX: proprietário, locatário, etc. INDIRETA, podendo o possuidor direto defender a
garantia Posse Indireta (mediata): exercida por sua posse contra o indireto (a recíproca também é
possessória quem não detém contato direto, pois cedeu o uso. verdadeira – Enunciado 76)
EX: proprietário (indireto) e locatário.
Esbulho: a pessoa é despojada injustamente daquilo
Posse Justa: Art. 1.200. a que NÃO for violenta,
que lhe pertence ou estava em sua posse (= posse
clandestina (às escondidas) ou precária (abuso de
injusta).
confiança).
Quanto aos
Turbação: ato injusto ou abusivo que embaraça o
vícios objetivos
livre exercício da posse, sem que haja perda.
Posse Injusta: aquisição fundou-se em ALGUM
VÍCIO possessório (citados acima). Atenção! A posse é injusta em relação ao legítimo
possuidor, mas pode ser justa perante terceiros!
Boa-fé: Art. 1.201. [...] se o possuidor IGNORA o
vício, ou o obstáculo. Quem possui justo título Cuidado! Posse de má-fé NÃO é igual a posse injusta.
Quanto ao
presume-se boa-fé. Nesta há elementos objetivos (violência,
elemento
clandestinidade ou precariedade), já aquela exige um
psicológico
Má-fé: Art. 1.202. [...] circunstâncias façam exame subjetivo (“possuidor sabe ou não dos vícios
(subjetivid.)
presumir que o possuidor NÃO IGNORA. incorridos”).

Nova: menos de 1 ano e 1 dia Cuidado! Afirmar “passado 1 ano e 1 dia a posse não é
Quanto à idade
Velha: mais de 1 ano e 1 dia mais injusta” está ERRADO.

Ad interdicta: POSSE pode ser defendida pelas ações possessórias, mas impede aquisição de
Quanto aos PROPRIEDADE por usucapião.
seus efeitos
Ad usucapionem: passado determinado tempo, admite-se a aquisição do domínio.

Quanto à forma Natural: constitui-se a posse pelo exercício de poderes de fato sobre a coisa (detenção material)
de aquisição Civil ou Jurídica: é a que se adquire por força de lei, sem necessidade de atos físicos.

AQU ISI Ç ÃO D A POS S E

Quando? Adquire-se a posse desde o momento em que se torna POSSÍVEL O EXERCÍCIO, em nome próprio, de qualquer dos
poderes inerentes à propriedade – independe de documento escrito

Quem pode adquirir? Art. 1.205. A posse pode ser adquirida:


• Própria pessoa [CAPAZ] que a pretende ou por seu representante [LEGAL OU CONVENCIONAL];
• Terceiro SEM mandato, DEPENDENDO de ratificação [GESTOR DE NEGÓCIOS].

Art. 1.206. A posse TRANSMITE-SE aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres.

Art. 1.207. O sucessor UNIVERSAL continua de direito a posse do seu antecessor; e ao sucessor SINGULAR é
FACULTADO unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais.

Art. 1.208. NÃO INDUZEM posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como NÃO AUTORIZAM a sua aquisição
os atos violentos, ou clandestinos, SENÃO depois de cessar a violência ou clandestinidade.

Art. 1.209. A posse do imóvel FAZ PRESUMIR, até prova contrária, a das coisas MÓVEIS que nele estiverem.
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EF EITO S D A P OS S E

FA C UL D A DE DE P RO PO R IN T ER D IT OS P O SSESS ÓR I OS

Direito de ingressar com as ações possessórias, bastando para tanto que posse tenha sido justa EM RELAÇÃO AO
ADVERSÁRIO (i.e: mesmo tendo a posse injusta perante o legítimo possuidor, a pessoa pode ingressar com ações possessórias
contra terceiros em relação aos quais a posse foi justa).

Aç õ es T í p ic as ( st ri ct o s e n su ) : ex ig e- s e a c on d i çã o d e p oss u i do r, m es mo se m t í t ul o

Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser:

INTERDITO
SEGURADO de violência IMINENTE, se justo receio de ser molestado.
PROIBITÓRIO

MANUTENÇÃO Mantido na posse em caso de §2o NÃO OBSTA à


DA POSSE TURBAÇÃO manutenção ou reintegração a
REINTEGRAÇÃO alegação de propriedade, ou outro
RESTITUÍDO no de ESBULHO
DE POSSE direito sobre a coisa1

1
Poder de fato sobre a coisa = POSSE [AÇÕES POSSESSÓRIAS]; poder de direito = PROPRIEDADE [AÇÕES PETITÓRIAS]. STJ já
decidiu várias vezes que, “em sede de ação possessória é inviável a discussão a respeito da titularidade do imóvel”.

§1o [Autotutela da Posse]: O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força,
contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável.

Art. 1.212. O possuidor pode intentar a ação de esbulho, ou a de indenização, contra o terceiro, que recebeu a coisa esbulhada
sabendo que o era.

FR UTOS E BE NF EIT O RIA S (A RT . 1 .214 A O 1.2 22 )

Possuidor de BOA-FÉ Possuidor de MÁ-FÉ


-Direito aos frutos PERCEBIDOS. -Responde por TODOS os frutos, e pelos que, por
-Não tem direito aos PENDENTES quando culpa sua, deixou de perceber.
 Frutos
cessada a boa-fé, inclusive tendo que restitui os -Tem direito às despesas da produção e custeio
colhidos antecipadamente.
Perda / RESPONDE, ainda que acidentais, SALVO se provar
Caso NÃO dê causa, não responde
deterioração que aconteceriam de qualquer jeito.
B. Necessárias INDENIZADO Indenizado, mas nada pode reter ou levantar

B. Úteis INDENIZADO NÃO

B. Voluptuárias INDENIZADO, podendo as levantar NÃO

Obs: art. 1.221 – benfeitorias e danos COMPENSAM-SE.


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DIREITO EMPRESARIAL

QUA IS T ÓPI C OS S ÃO AB R AN GI D OS ?

Direito de Empresa Títulos de Crédito


Sociedades Recuperação
Judicial, Extrajudicial e Falência – Lei 11.101/05

Observações

E aí, tudo bem? Bom, direito empresarial é uma matéria casca grossa. Os editais geralmente vêm bem enxutos e tendemos a
pensar que é tranquilo, “pouca coisa”, mas na hora do vamos ver o bicho pega, pois trata-se de um tema muito grande, com um
nível de decoreba e de detalhes extremamente alto. O estudo não precisa ser volumoso, mas inteligente. Eu construí esse
material de revisão pensando exatamente nisso, e ainda ouso dizer que, se direito empresarial não tiver um grande peso na sua
prova, você (deve) pode até ignorar alguns temas como “Títulos de Crédito” e a Lei 11.101/05. Para ficar mais claro, esse PDF
está montado da seguinte maneira:

Direito Empresarial
Em suma, considero
Aqui está 80% do um custo benefício
material, por ser a parte Direito de Títulos de baixo, logo coloquei
Sociedades Lei 11.101/05
que sempre cai em prova Empresa Crédito apenas o essencial.
e é mais “tranquila”.

EXEMPLO – DIREITO DE EMPRESA (EMPRESA E EMPRESÁRIO)

EM PR ESA E EM P RES ÁRI O

EM PR ESA

Empresa: ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA para a PRODUÇÃO OU CIRCULAÇÃO de bens ou serviços, exercida de
forma PROFISSIONAL.

EM PR ESÁ RI O

Art. 966. Considera-se EMPRESÁRIO quem exerce, PROFISSIONALMENTE, ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA para a
PRODUÇÃO ou CIRCULAÇÃO de BENS ou SERVIÇOS (= empresa)

• PROFISSIONALMENTE = Habitualidade + Continuidade


• ATIVIDADE ECONÔMICA = visa LUCRO (atividades sem fins lucrativos NÃO são empresárias)
• ORGANIZADA = diz respeito à organização dos fatores de produção (MO, Capital, Matéria Prima e Tecnologia).
• EMPRESÁRIO
i. SOCIEDADE empresária (PJ), ou;
ii. Empresário INDIVIDUAL (PF – responsabilidade ILIMITADA e DIRETA, pois NÃO possui PJ, apesar de obrigado ao
registro no RPEM e à inscrição no CNPJ).

§único. NÃO se considera EMPRESÁRIO quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística
(liberal), AINDA QUE c/ concurso de auxiliares, SALVO se constituir ELEMENTO de empresa (visar o lucro, por exemplo; ou
for atividade organizada, etc.)

IN S CRI Ç ÃO / RE G IS T RO D O EM PR ES ÁRI O

Art. 967. OBRIGATÓRIA a INSCRIÇÃO no RPEM, ANTES do início de sua atividade – trata-se de ato DECLARATÓRIO da
regularidade; não dá a condição de empresário, mas atesta sua regularidade.
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PR O DUTO R ES RUR A IS (E M R E G RA , S E IN SC R E VE M NO R C PJ )

Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua PRINCIPAL profissão, PODE requerer inscrição no RPEM, ficando
equiparado para TODOS os efeitos ao empresário sujeito a registro – atividade rural só é empresarial SE feita inscrição.

Nesse caso, o registro é considerado CONSTITUTIVO, ou seja, uma vez registrado, a pessoa é considerada empresária,
caso contrário NÃO será (mesmo que o seja de fato).

H ABI LIT A DOS P AR A EX E R C ER AT IV I D A D E DE E M P RES Á RIO

PLENO gozo da CAPACIDADE CIVIL NÃO forem LEGALMENTE impedidos

E o incapaz? O que ocorre caso o legamente impedido exerça?

Art. 974. Poderá o INCAPAZ, via REPRESENTANTE Art. 973. SE exercer, responderá pelas obrigações
(absolutamente incapaz) OU ASSISTIDO (relativamente (PESSOALMENTE) contraídas.
incapaz), CONTINUAR a empresa antes exercida
Cuidado! Os negócios que ele efetuar NÃO são
enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
§ 1º Precederá AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, revogável pelo + nulos.

Servidor Federal (Lei 8.112): VEDADO participar


juiz, escutado pais, tutores ou representantes.
de gerência ou adm., exercer o comércio, SALVO
§ 2º NÃO ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens acionista, cotista ou comanditário.
que o incapaz JÁ POSSUÍA ao tempo da sucessão ou
interdição, desde que estranhos ao acervo daquela. Outros exemplos: falido não reabilitado, militar da
ativa e magistrado.
§ 3º Condições para registro: incapaz NÃO exerça a ADM
e que o Capital Social esteja totalmente integralizado

EM PR ESÁ RI O C AS A D O - CÔ N J U G ES

Art. 977. FACULTA-SE aos cônjuges contratar sociedade, ENTRE SI OU com TERCEIROS, desde que NÃO casados no regime
da COMUNHÃO UNIVERSAL de bens OU SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA.
Art. 978. O empresário casado PODE, SEM outorga conjugal, QUALQUER que seja o REGIME de bens, ALIENAR os imóveis da
EMPRESA, OU GRAVÁ-LOS de ônus real.

MACROECONOMIA

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Contas Nacionais – Agregados Macroeconômicos Modelo Keynesiano


Produto (P) - PIB Teoria Monetária
Balanço de Pagamentos Taxa de Câmbio e Regimes Cambiais
Clássicos x Keynes

EXEMPLO – MODELO KEYNESIANO SIMPLIFICADO


Para Keynes, demanda (DA) cria a oferta (OA). Os empresários produzirão apenas a quantidade de bens e serviços que eles
acreditam que os compradores PLANEJAM comprar. A condição algébrica para esse equilíbrio é: DA = OA . Dessa forma:

DA = C + I + G + (X – M) → Despesa Um ∆E > 0 significa que se está Um ∆E = 0 temos uma situação de


OA = produção = PIB = Y → Produto vendendo menos que o que produz, equilíbrio, pois produziu-se
ou seja, a despesa planejada é MAIOR exatamente o consumido, i.e., despesa
DA = OA = C + I + G + (X - M) → Equilíbrio
que a despesa efetiva, o que induz a planeja é igual à despesa efetiva.
Como, I = FBKF + ∆E, empresa a diminuir a produção, *não é o estoque que é nulo, sim sua
Y = C + FBKF + ∆E + G + (X - M) ocasionando demissões e recessão variação.

Dessa forma, para Keynes, é a demanda mal PLANEJADA que gera as recessões, pois há EXCESSO de estoque. A solução
para o problema do excesso de estoques é ↑G ou seja, o governo deveria intervir fortemente na economia, levando ao ↑Y
e consequentemente ↑emprego.
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D ETE RMI NA Ç ÃO DA REN D A N A CI ON AL D E E QUI LÍ B RI O

O objetivo do keynesianismo é o controle do nível de DA, até que se atinja o pleno emprego com a economia em equilíbrio. Para
tanto, sua teoria é baseada nas seguintes premissas:

1. Taxa de juros constante (i) – Cuidado! NÃO quer dizer que Keynes a desconsiderava, mas sim que ela é CONSTANTE
2. Nível de preços constante (P) – Cuidado! Rigidez dos preços, isto é, constante no tempo
3. Depreciação = 0
4. RLEE / RLRE = 0 – Cuidado! NÃO significa que seja economia fechada, mas tão somente que o fluxo é 0;
5. Governo arrecada apenas impostos direitos (sobre as pessoas);
6. Impostos indiretos = 0 e sub = 0.

FUN D AM ENT A Ç ÃO MAT EM Á T I C A

VARIÁVEL FÓRMULA CONSIDERAÇÕES


C0: consumo autônomo. Independe da produção / renda. É
um valor FIXO
c: propensão marginal a consumir (PMgC) – é a variação do
consumo dada uma variação na renda disponível (c =
Consumo (C): consumo das ∆C/∆YD). É constante: 0 < c < 1
famílias. Uma parte depende da YD: Renda disponível (parte da renda não consumida pela
renda disponível (c∙YD), e a
C = C0 + c∙YD tributação) = (Y – T).
outra é autônoma (C0). • YD = Y – (T0 + tY)
• Consumo cresce com a renda disponível;
• PMeC (propensão média a consumir) = C/YD
• 0 < PMeC < 1

(1 – c): é a propensão marginal a poupar (PMgS) – parcela do


acréscimo de renda destinada à poupança.
Poupança (S): renda disponível
• Poupança cresce junto com a renda disponível;
que não é gasta com consumo. S
= YD – C, portanto, substituindo
S = (1 - c) ∙YD – C0 • PMgS: 0 < (1 - c) < 1;
o C por C0 + c∙YD • PMeS (propensão média a poupar) = S/YD
• 0 < PMeS < 1

t: é a propensão marginal a tributar (PMgT) – parcela do


Tributação (T): a tributação
diminui a renda disponível.
T = T0 + t∙Y acréscimo de renda destinada à tributação. Quando a
questão não mencionar nada, T = 0
i: é a propensão marginal a investir (PMgI) – parcela do
Investimento (I) I = I0 + i∙Y acréscimo de renda destinada ao investimento, ou seja, i =
∆I/∆Y.
Gastos do Governo (G):
autônomos
G = G0 –

Exportações (X): autônomas X = X0 –

Importações (M): não são m: é a propensão marginal a investir a importar (PMgM) –


autônomos e dependem da M = M0 + m∙Y parcela do acréscimo de renda destinada ao consumo de
renda. produtos importados (m = ∆M/∆Y).
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MUL TIP LI C A DO R KE YN E S IA N O

Relação entre a variação de qualquer um dos elementos autônomos (C0, I0, G0, X0 e M0) e seu impacto na variação da renda de
equilíbrio. O multiplicador é deduzido da fórmula completa da renda de equilíbrio:

𝟏
𝑫𝑨 = 𝑷𝑰𝑩 = 𝒀𝑬𝑸𝑼𝑰𝑳Í𝑩𝑹𝑰𝑶 = (𝑪𝟎 + 𝑰𝟎 + 𝑮𝟎 + 𝑿𝟎 − 𝑴𝟎 − 𝒄𝑻𝟎 ) ×
(𝟏 − 𝒄 − 𝒊 + 𝒄𝒕 + 𝒎)
Se nas questões nada for falado sobre i, t, m, deve-se considerar que são = 0

𝟏
𝑴𝒖𝒍𝒕𝒊𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓 𝑲𝒆𝒚𝒏𝒆𝒔𝒊𝒂𝒏𝒐 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒍𝒆𝒕𝒐 (𝑲) = (𝟏−𝒄−𝒊+𝒄𝒕+𝒎)
Define o impacto da alteração de variável autônoma, quando modificada, sobre o PIB. A questão provavelmente falará que a
variável foi de uma valor x para y. Mais importante são os gastos do governo: ∆Y/∆G0 = (Y1–Y0)/(G1-G0) = K

CO NSE QU ÊN CI AS

Teorema do Orçamento Equilibrado: A elevação de gastos do governo (G) acompanhada do aumento da tributação (T) em
IGUAL VALOR resultará em aumento do produto (Y) da economia no mesmo montante. Exemplo: se aumentarmos os
gastos e a tributação em R$ 500,00, haverá uma elevação da renda em R$ 500,00. G e T no mesmo montante, provocam,
ao final, um impacto positivo sobre Y. Matematicamente:

∆𝒀 ∆𝒀 ∆𝒀 ∆𝒀
+ = 𝟏, 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒 >
∆𝑮 ∆𝑻 ∆𝑮 ∆𝑻

Intensidade dos instrumentos de política fiscal: uma alteração (expansão ou redução) em G provoca um impacto MAIOR do
que uma alteração (expansão ou redução) na T ou distribuição de renda.

Hiato Inflacionário: montante pelo qual a DA > OA, ou seja, há menos produtos no mercado, o que leva ao aumento dos preços
(inflação - P), considerando como referência Ypleno_emprego. Para controlar essa inflação, o governo deve ↓G. O Hiato
deflacionário ocorre quando a DA < AO, isto é, a redução dos gastos reduz a renda, acarretando queda do emprego e do nível
de preços (deflação).

MICROECONOMIA

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Estrutura da Microeconomia Teoria do Consumidor


Conceitos Básicos - CPP e Custo de Oportunidade Teoria da Produção
Oferta e Demanda Estruturas de Mercado
Elasticidade Eficiência Econômica

EXEMPLO – ELASTICIDADE
Conceito: é a alteração percentual de uma variável, dada a alteração percentual em outra, coeteris paribus. É sinônimo de
SENSIBILIDADE, resposta, reação de uma variável, em face de mudanças em outras variáveis.

EL ASTI CI D A D E P RE ÇO D A DE MA N DA ( E P D)

Epd (%) = Variação da quantidade demandada, dada uma alteração no


𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 % 𝑛𝑎 𝑑𝑒𝑚𝑎𝑛𝑑𝑎 preço. Pouca alteração do preço e muita variação da demanda = muita
𝐸𝑝𝑑 (%) =
𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 % 𝑛𝑜 𝑝𝑟𝑒ç𝑜 elasticidade e vice-versa.

∆𝑄 𝑃𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 O resultado irá indicar que, a cada 1% de variação no preço haverá Epd
= × (%) de variação da demanda. O sinal negativo indica que a variação será
∆𝑃 𝑄𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
inversa (preço demanda).
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G RA US D E E L AS T I CI D A D E

Perfeitamente
Inelástica A quantidade demandada NÃO se altera,
independentemente de alteração nos preços.
Epd (%) = 0

A quantidade demandada não responde com


Inelástica muita intensidade a alterações nos preços.
São os de primeira necessidade,
Epd (%) < 1
indispensáveis à subsistência. EX: sal, água,
energia

Unitária
A quantidade demandada responde
Epd (%) = 1 proporcionalmente à alteração nos preços.

Elástica
A quantidade demandada responde com
Epd (%) > 1 intensidade a alterações nos preços.

Perfeitamente A quantidade demandada muda


Elástica infinitamente com a varição no preço.
Epd (%) tende ao infinito.

EL ASTI CI D A D E R EN D A D A DE M AN DA

O raciocínio é o mesmo do preço, porém deve-se lembrar da diferença entre bens normais e bens inferiores, pois a reação da
demanda em função da renda é modificada pelo bem em análise.
• Bens normais ou superiores: AUMENTO da renda tende a AUMENTAR o consumo.
• Bens inferiores: relação inversa, ou seja, com AUMENTO da renda o consumo tende a DIMINUIR.
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FINANÇAS PÚBLICAS

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Fluxo Circular da Renda Expandido Função Distributiva - Tributação


Funções do Governo na Economia Função Estabilizadora - Política Fiscal
Função alocativa - Falhas de Mercado Déficit e Dívida Pública

EXEMPLO – TIPOS DE TRIBUTOS

PROGRESSIVOS: alíquota é REGRESSIVOS: a alíquota efetiva PROPORCIONAIS: alíquota é


VARIÁVEL conforme o valor da DIMINUI à proporção que os IGUAL para QUALQUER matéria
matéria tributável. É o caso do X valores sobre os quais incide são X tributável. Respeita SOMENTE a
IRPF. Respeita ambas equidades maiores. Geralmente estão nos equidade horizontal.
(HORIZ. + VERT.) tributos indiretos.

Faixa Alíquota Basta pensar no caso do ICMS. Faixa Alíquota


Até $1.000  10% Supondo num bem de $1.000 com Até $1.000  10%
Até $2.000  20% 17% de ICMS: Até $2.000  10%
$2.000 +  25% -Valor do bem: $830 $2.000 +  10%
A pessoa paga conforme suas -ICMS (por dentro): $170 Para todos os casos, a renda líquida
faixas. EX: renda de $3.500: Para duas rendas diferentes, de que sobra é 90% da renda original!
$1.000 x 10% (sobram $2.500) $5.000 e $20.000, a %EFETIVA
$1.000 x 20% (sobram $1.500) (impacto na renda):
$1.500 x 25% R1: 170 ÷5.000 = 3,4%
Total pago: $675 R2: 170÷20.000 = 0,85%
Alíquota efetiva: 19,28% O “mais pobre” paga % mais!

DIRETOS: São os tributos que os governos arrecadam INDIRETOS: São os tributos que incidem sobre os
sobre o PATRIMÔNIO e RENDA. São considerados PRODUTOS e SERVIÇOS. São cobrados de produtores e
impostos diretos, pois o governo arrecada diretamente X comerciantes, porém acabam atingindo indiretamente os
dos cidadãos. consumidores, pois são repassados para os preços.
EX: IPVA, IPTU, IRPF, etc. EX: ICMS, ISS, IPI, etc.

ESPECÍFICOS (ad rem): é a cobrança de um valor AD VALOREM: incidem diretamente sobre o valor do
específico para cada UNIDADE. X consumo através de um ALÍQUOTA.

EX: R$ 0,15/L de CIDE-Combustíveis EX: 17% de ICMS sobre cabos elétricos.


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ADMINISTRAÇÃO GERAL

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Processo Organizacional / Processo ADM. Controle e Avaliação


Planejamento Gestão por Processos
Organização Gestão de Projetos
Direção Gestão do Desempenho
Comunicação Gestão da Qualidade

EXEMPLO – PLANEJAMENTO
PLANEJAR - Djalma de Oliveira: processo desenvolvido para o alcance de uma situação futura desejada, de um modo mais
eficiente, eficaz e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos pela empresa.

• Estabelecer OBJETIVOS / RESULTADOS a serem alcançados;


• DETERMINA COMO / MANEIRA pela qual esses objetivos devem ser alcançados;
• DEFINE PARÂMETROS de controle

FA SES D O PL AN EJ A MEN T O

NÃO HÁ CONSENSO sobre as FASES do planejamento


• Chiavenato: planejamento se inicia na DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS
• Djalma Oliveira: planejamento se inicia no DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO

N ÍVEI S DE P LA N EJ A MEN T O

Pensa em TODA a organização; FOCO é no LONGO PRAZO (2-5 anos). Os objetivos são GERAIS e
ESTRATÉGICO

ABRANGENTES. Conteúdo genérico e sintético.

Execução e a avaliação e controle de todo o processo.


a) Indicador: parâmetro selecionado e considerado ISOLADAMENTE ou em COMBINAÇÃO com outro
b) Índice: VALOR numérico que representa a correta interpretação da realidade
TÁTICO

Pensa no DEPARTAMENTO, visando o MÉDIO PRAZO, abrangendo os OBJETIVOS de forma mais


detalhada. (ex: Dpto. Marketing). Trata da alocação de RECURSOS.
OPERACIONAL

O operacional se preocupa com a EXECUÇÃO (atividade ou tarefa), visando o CURTO PRAZO, com
conteúdo BEM DETALHADO e ANALÍTICO. Definir atividades, formas de controle e recursos necessários
para a execução dos cursos de ação.
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MISS ÃO , VIS Ã O, V A LO R ES E N E G Ó CIO

MISSÃO: razão de ser da organização (POR QUE ELA VISÃO: ONDE a empresa quer chegar? (lá na frente, daqui
EXISTE?). Quais as necessidades a serem atendidas? vários anos)

NEGÓCIO: relacionado c/ as atividades principais VALORES: para ilustrar, seguem os valores da RFB: “Respeito
NAQUELE momento ao cidadão, Integridade, Lealdade com a instituição(...)”

OBJ E TIVO S, ME T AS E P L AN OS

OBJETIVO META PLANO


Abrangentes ou específicos. NÃO especifica-se QUANDO / QUANTO AÇÕES e PASSOS necessários para que
especifica QUANDO / QUANTO. queremos atingir determinado objetivo. Ex: os objetivos sejam atingidos. Uma
Elemento QUALITATIVO. Ex: perder 5,0 kg; As metas são estabelecidas DESCRIÇÃO de como o planejamento
ficar magro nos respectivos planos (estratégico, tático e deve ser executado
operacional)

MAT RIZ S WOT

INternos (controláveis)
Weakness Strenghts
Manutenção
EXternos (incontroláveis)

Sobrevivência
Threats

• Estabilidade
• Redução de custos
• Especialização
• Desinvestimento
• Nicho
Crescimento Desenvolvimento
Opportunities

• Inovação • Desenvolvimento – ex: abertura de


• Internacionalização NOVAS filiais.
• Joint Venture • Diversificação
• Expansão – ex: abertura de filiais

Obs: Oliveira considera ainda os pontos “neutros” que não são nem fraquezas, nem fortalezas

MAT RIZ G UT

PRIORIZAÇÃO DE PROBLEMAS

Problema Gravidade Urgência Tendência Total


Problema X 5 3 1 15

Problema Y 3 5 2 30

Multiplica-se os valores

PL AN EJA ME NT O PO R CE N Á RIO S

Os cenários são “estórias” construídas para FUTUROS POSSÍVEIS, mas NÃO SÃO previsões para o futuro. O planejamento por
cenários tem como OBJETIVO analisar o impacto FUTURO de decisões ATUAIS e pode ser separado em: projetivo e
prospectivo.
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Constrói-se apenas UM cenário futuro, considerando a tendência atual de eventos


⇾ utilização bem pobre;
PROJETIVO

Atributos do
Cenários

Busca gerar DIVERSOS cenários. Pode ser utilizado nas pequenas e grandes CLAROS
organizações, bem como no setor público. É também utilizado em contextos de
incertezas e mudanças rápidas.

PLAUSÍVEIS
PROSPECTIVO

RELEVANTES

FOCADOS

MÉT O DOS P AR A C O N S T R U ÇÃ O DE CEN Á RI OS

Análise prospectiva (GODAT): objetiva identificar a chance de que um evento ocorra. Possui 6 etapas;
Lógica intuitiva (SHELL): as decisões são fundamentadas em um conjunto de inter-relações e interdependências que envolvem
diversos fatores, quase totalmente fora da influência direta da organização;
Análise de impactos de tendências probabilísticas: se fundamenta na previsão isolada sobre a variável dependente principal,
posteriormente ajustada pela concorrência dos possíveis eventos e seus impactos. Utiliza modelos econométricos e
probabilísticos a análises qualitativas, com auxílio de especialistas nos temas.

BA LA N CE D S CO RE C AR D ( BS C )

Busca ir ALÉM da avaliação apenas FINANCEIRA, apesar desta continuar sendo importante. BSC pode ser utilizado para:
• Clarificar e traduzir a visão e a estratégia
• Comunicar e ligar os objetivos estratégicos às medidas
• Planejar, estipular metas e alinhar as iniciativas estratégicas

O BSC visa dar uma visão mais complexa do que é a empresa, buscando alinhar os objetivos estratégicos e individuais.
RELAÇÕES CAUSA E EFEITO – MAPA ESTRATÉGICO
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Financeira /
Orçamento

Visão Clientes /
Aprendizado
Sociedade /
Crescimento Estratégica CIdadãos

Processo
Internos

PL AN EJA ME NT O ES T RA T É GI C O S I T U A C ION AL ( PE S )

• Busca uma alternativa de planejamento mais adequado ao contexto de planejamento GOVERNAMENTAL;


• CRITICA o modelo tradicional, considerado DETERMINISTA, que tenta controlar a realidade;
• NÃO vê o planejamento como algo sequencial, mas modular, formado por MOMENTOS distintos;
• TRAZ ao planejamento, eminentemente mais técnico (tecnocrático), um caráter POLÍTICO, mais FLEXÍVEL
• Dimensões a serem avaliadas:
1) Projeto de Governo: seleção de problemas e definição de soluções.
2) Governabilidade: grau de controle que o Gov. possui do ambiente externo; capacidade de ARTICULAR.
3) Capacidade de Governo: capital intelectual dos MEMBROS do governo.

ADMINISTRAÇÃO DE REC URSOS MATERIAIS

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Aspectos Introdutórios Armazenagem


Classificação de Materiais Distribuição de Materiais
Gestão de Estoques Gestão Patrimonial
Almoxarifado Compras
Recebimento de Materiais

EXEMPLO – CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS


Classificação de Materiais: aglutinação de materiais por características semelhantes, como forma, dimensão, peso, tipo, etc.
Um sistema de classificação deve ter como atributos: PRATICIDADE, ABRANGÊNCIA e FLEXIBILIDADE (FAP)

Objetivos: CATALOGAR, SIMPLIFICAR, ESPECIFICAR, NORMALIZAR, PADRONIZAR e CODIFICAR TODOS os materiais


componentes do estoque da empresa – “CS É NORMA PADRAO COD”
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T IPOS DE C L AS S I FI C A Ç Ã O

POSSI BI LI DA D E D E FAZ E R O U CO MP RA R

Esta classificação tem por objetivo prover a informação de quais materiais poderão ser produzidos / recondicionados
internamente pela organização, e quais deverão ser adquiridos no mercado.

VERTICALIZAÇÃO HORIZONTALIZAÇÃO

Produz-se INTERNAMENTE TUDO o que puder. Compra-se de terceiros o MÁXIMO de itens (Toyota).
▪ Independência de terceiros ▪ Garantia de flexibilidade
▪ Maiores lucros ▪ Menores custos
▪ Manutenção de segredo industrial ▪ Perda de controle tecnológico
▪ Perda de flexibilidade ▪ Dependência de terceiros
▪ Maior investimento ▪ Lucro menores

PO R DE MA N DA

DE ESTOQUE DE NÃO ESTOQUE

São materiais que, dada a previsibilidade da demanda, São os materiais que, dada a imprevisibilidade da demanda,
DEVEM ser mantidos em estoque. FUNDAMENTAL para NÃO têm necessidade de estarem em estoque
produção.

PO R A P LI CA Ç ÃO N A OR G AN IZ A Ç Ã O (S Ó S E A P LI CA A OS MAT E RIA IS D E ES TOQ UE )

Aço, na
Matéria prima Toma parte no processo de produção, INCORPORANDO fisicamente ao produto
indústria
(sofre transform.) final.
automobilística
Produto É o produto que tomará parte no produto final, SEM que haja alteração em suas
Bancos de um
intermediário propriedades químicas ou físicas. Podem ser adquiridas de outra organização, ou
carro
(peça p/ montar) fabricadas internamente.
Produto final É aquele que representa o objetivo final da organização, estando PRONTO para Automóvel
(acabado) comercialização. pronto
É utilizado no processo de produção/fabricação, SEM que se incorpore ao
Material auxiliar produto final. Vai desde o material de expediente utilizado (papel, caneta), até -
ferramentas, combustíveis (gasolina, etc.).

PO R IM PO RT ÂN CI A OPE R A CIO N A L

X
Materiais de BAIXA criticidade, cuja falta NÃO implica paralisações da produção, nem riscos. Há facilidade de sua
obtenção no mercado.

Y
Materiais que apresentam grau de criticidade intermediário, podendo, ainda, ser substituídos por outros com relativa
facilidade.
Materiais de MÁXIMA criticidade, NÃO podendo ser substituídos por outros equivalentes em tempo hábil sem
Z acarretar prejuízos significativos. A falta provoca a paralisação da produção, ou coloca em risco as pessoas, o ambiente
ou o patrimônio da empresa.

Com base APENAS nesse tipo de classificação, o Gestor de Materiais NÃO conseguirá saber quais os itens em estoque
responsáveis pelo maior valor financeiro, por exemplo – nem sempre um material Z é mais caro.
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PO R V AL OR E CO N Ô MI CO ( C URV A AB C )

Método da Curva ABC = Princípio de Pareto = Curva 80-20


Principal objetivo da análise ABC é identificar os itens de MAIOR VALOR de demanda; ressalta-se que o método
também pode ser aplicado para outros critérios, como IMPORTÂNCIA na linha de produção, itens mais requisitados,
etc. e não apenas valores financeiros.

Classe A Classe B Classe C


MAIOR Importância Menor
relevância intermediária relevância

% critério
(regra $) 80% 15% 5%

% quant.
estoque 20% 30% 50%
O critério para a classificação nas classes A, B ou C é o VALOR TOTAL – NÃO o custo unitário. Como estoque = custo,
e os itens Classe A são mais onerosos, seus estoques de segurança devem ser MENORES. Cuidado! Na classificação ABC
não é olhada a criticidade / importância do item (XYZ).

PE RI CU LOSI D A D E E PE R E CI BIL I DA D E

Periculosidade: Nesta categoria, estão inseridos os explosivos, líquidos e sólidos inflamáveis, materiais radioativos,
corrosivos, oxidantes etc.

Perecibilidade: Trata-se de uma classificação que leva em conta o desaparecimento das propriedades físico-químicas do
material.

AT R IBU TOS P AR A A C LA S S IF I CA Ç ÃO DE MAT ER I AI S

Abrangência Flexibilidade Praticidade


A classificação de um bem como PERMANENTE ou CONSUMO é, PREDOMINANTEMENTE, uma classificação CONTÁBIL.
▪ CONSUMO: utilização limitada a 2 anos.
▪ PERMANENTE: utilização SUPERIOR a 2 anos.

Portaria 448 MF-STN - Art. 3º (...) atendidos qualquer um dos requisitos, será material de CONSUMO:
Durabilidade (...) prazo máximo de 2 anos;
Fragilidade: estrutura sujeita a modificação, por ser quebradiço ou deformável (...);
Perecibilidade (...) se deteriora ou perde sua característica normal de uso;
Incorporabilidade, quando destinado à incorporação a outro bem, (...); e
Transformabilidade, quando adquirido para fim de transformação.
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ARQUIVOLOGIA

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Conceitos e Definições Gerenciamento da Info. e a gestão de documentos


Princípios da Arquivologia Arquivo Corrente
Ciclo Vital Arquivístico – Teoria das três idades Arquivo Intermediário
Tipos de Arquivamento Arquivo Permanente
Classificação dos Arquivos Acondicionamento e Armazenamento
Classificação dos documentos de arquivo Legislação Arquivística
Características de um documento de arquivo

EXEMPLO – PRINCÍPIOS E CICL O VITAL ARQUIVÍSTICO

PRI N CÍPI OS D A AR Q UIV L O GI A

Diz que os arquivos originários de uma instituição devem manter sua individualidade, SEM
PROVENIÊNCIA
se misturarem a arquivos de outras entidades / origens. É possível identificar o fundo1 a que
(TERRITORIALIDADE)
pertence determinado documento. IMPORTANTE
Os arquivos de uma MESMA proveniência devem conservar a organização estabelecida pela
ORGANICIDADE
entidade produtora. Preservação do CONTEXTO de produção, e reflete a estrutura da
(ORDEM ORIGINAL)
entidade produtora.
INDIVISIBILIDADE
Fundos devem ser preservados SEM destruição ou acréscimos indevidos.
(INTEGRIDADE)

Os documentos de arquivo devem conservar o seu CARÁTER ÚNICO, em função do seu


UNICIDADE
contexto de produção, independentemente de sua forma, gênero, tipo ou suporte

Os arquivos constituem uma formação PROGRESSIVA e NATURAL. Os arquivos são


CUMULATIVIDADE
acumulados NATURALMENTE e não artificialmente.

Visa garantir que os documentos sejam criados e conservados de acordo com


AUTENTICIDADE
PROCEDIMENTOS REGULARES que possam ser comprovados.

1
Fundo: conjunto de DOCUMENTOS de uma MESMA PROVENIÊNCIA.
• Fundo Aberto - PODEM ser acrescentados novos documentos.
• Fundo Fechado - NÃO recebe acréscimos de documentos. Entidade produtora cessou atividade.

A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o RECOLHIMENTO de sua documentação
à instituição arquivística pública ou a sua TRANSFERÊNCIA à instituição sucessora.

CONDIÇÕES para que uma entidade produza um fundo de arquivo:


Possuir nome / existência jurídica;
Possuir atribuições precisas, estáveis e legais;
Existir definição formal de hierarquia e organização interna formalizada (ORGANOGRAMA)

CI C LO VIT AL A RQ UI V ÍS T I CO – T EO RIA D AS T R Ê S I D A DES

Teoria das Três Idades: arquivos são classificados de acordo com a frequência de uso e identificação de seus valores
administrativo ou histórico.

Documentos, em tramitação ou não, objeto de consultas frequentes. Geralmente localizados próximos


Corrente
aos seus setores. Atividades: protocolo, arquivamento, consulta, expedição e empréstimo. Possui valor
(1ª idade)
PRIMÁRIO = administrativo. PODEM ser eliminados.
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Documentos originalmente correntes, que AGUARDAM destinação (guarda permanente ou eliminação).


Intermediário
São consultados e utilizados ESPORADICAMENTE / RARAMENTE.
(2ª idade)
Possui valor PRIMÁRIO = administrativo. PODEM ser eliminados.

Documentos preservados em CARÁTER DEFINITIVO. NÃO podem ser eliminados e estão abertos ao
Permanente
público para consultas. Possui valor SECUNDÁRIO = histórico-cultural (PROBATÓRIO ou
(3ª idade)
INFORMATIVO).

TODOS os documentos NASCEM com uma finalidade ADMINISTRATIVA (valor primário), ou seja, os documentos
NÃO nascem com valor histórico (valor secundário).

MU D AN ÇA DE F AS E

Corrente (1ª) PARA Intermediária (2ª) Corrente (1ª) ou Intermediária (2ª) PARA Permanente (3ª)
TRANSFERÊNCIA RECOLHIMENTO

INFORMÁTICA E TI

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Informática
Hardware
Redes

Tecnologia da Informação
Análise de Dados (banco de dados, SGBD, modelagem de dados, nível e abstração de dados, etc.)
Data Mart e DataWarehouse
Segurança da Informação

EXEMPLO – HARDWARE

H AR D W A RE

Esse tema tem muitos tópicos que fazem parte do nosso cotidiano. Falar em mouse, teclado, impressora, scanner, etc. é bastante
comum, por isso creio que as questões não trarão muitas dificuldades para você quando envolver esses itens. Para ser bem
objetivo e não ficar ocupando seu tempo de revisão com bobagem, resolvi colocar aqui apenas aqueles componentes que
realmente podem causar alguma dúvida ou confusão.

C PU – C ENT R AL PR O C ES S U N IT Y

Processador: é chamado de CPU (unidade central de processamento) e está acoplado à placa-mãe. Faz todo o controle das
operações que serão realizadas pelo computador. Arquitetura de Von Neumann:

CPU é dividida em:

• Unidade Lógica e Aritmética (ULA): executa as


operações matemáticas propriamente ditas;
• UC (unidade de controle): instrui para onde nas
memórias a informação deve ir
• Registradores: são memórias que trabalham no ritmo
dos processadores. São VOLÁTEIS.

Processador 32 bits: 232 = 4GB

Processador 64 bits: 264 = 16GB


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ME MÓ RIA S

RAM (memória principal) ROM (memória principal) Memória Secundária


• Volátil e rápida • Armazenamento permanente • Pen drives, CD, DVD, HD, etc.
• Muito mais cara • Tecnologia: CMOS • Retém grande quantidade
• Só funciona com PC ligado • Dados não apagam ou se alteram • São NÃO voláteis
• Uma vez desligado, ela “limpa” • Dados não se perdem ao desligar
• CPU a utiliza para armazenar (precisam da pilha)
temporariamente os dados dos • Ex: flash, CD-ROM, DVD-ROM
programas que estão rodando.

Memória Cache: memória de acesso randômico VOLÁTIL mais rápida que armazena os dados mais utilizados pelo
processador (evita ficar acessando toda a hora a RAM, que é lenta). Sem a memória cache o desempenho da máquina ficaria
mais lento e limitado à memória RAM. Existem dois tipos atualmente:
• Cache de nível 1 (cache L1) - localizada no mesmo chip do processador;
• Cache nível 2 (cache L2) - localizada geralmente em um chip RAM separado.

Memória Virtual: é uma técnica que permite a simulação da existência de mais memória RAM do que o micro realmente tem.
Essa simulação é feita no disco rígido.

PL A CA M ÃE

BIOS (= firmware): um SOFTWARE, gravado em um chip de memória ROM (que fica espetado na placa-mãe do computador).
Trata-se de um sistema responsável por iniciar os trabalhos de um computador. Ele checa, por exemplo, o estado das memórias
e verifica a presença de dispositivos de E/S, em seguida, faz a carga do sistema operacional no disco (rígido ou flexível),
entregando o controle ao sistema operacional.

Barramento: também chamado de bus são suportes responsáveis por fazer a intercomunicação entre a placa-mãe e os demais
componentes.

CHIPSET: constitui o conjunto principal de circuitos integrados, aqueles responsáveis por controlar todo o fluxo de dados na
placa mãe. Já vem instalado nativamente em qualquer placa mãe.

DIREITO DA PESSOA COM DEFICIÊNCI A

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Convenção Internacional e Aspectos Constitucionais Lei 10.048 – Lei de atendimento prioritário


Lei 13.146/15 - Estatuto da Pessoa com Deficiência Decreto 5.296
Resolução nº 230 – CNJ Lei 7.853 (integração social)
Lei 10.098 – Lei de acessibilidade Decreto 3.298
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EXEMPLO – DEFINIÇÕES DA LEI 13.146/15

Acompanhante Aquele que acompanha a PCD, podendo ou não desempenhar as funções de atendente pessoal

Possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, espaços, mobiliários,
Acessibilidade
transportes, edificações, etc., na zona urbana e rural, por PCD ou com mobilidade reduzida
Desenho Concepção de produtos, ambientes, programas e SERVIÇOS a serem usados por TODAS as pessoas,
Universal SEM necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva
Tec. Assistiva = Produtos, equipamentos, dispositivos, etc. que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à
Ajuda Técnica atividade e à participação da PCD ou com mobilidade reduzida [...]
Forma de interação dos cidadãos que abrange, entre outras opções, as línguas, Libras, a visualização
Comunicação
de textos, o Braille, incluindo as TI e das comunicações.
Adaptações Adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus
Razoáveis desproporcional e indevido [...]
Elemento De Quaisquer componentes de obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação,
Urbanização saneamento, encanamento, distribuição de energia, IP, etc.
Mobiliário Conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públicos, tais como semáforos, postes, pontos
Urbano de acesso coletivo às telecomunicações, fontes de água, lixeiras, toldos, bancos, quiosques, etc.
Moradia p/ vida Moradia com estruturas adequadas capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e
independente individualizados que respeitem e ampliem o grau de autonomia de jovens e adultos.
Pessoa c/ mob. Aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de MOVIMENTAÇÃO, PERMANENTE ou
reduzida TEMPORÁRIA, incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de colo e obeso
Unidades de oferta do SUAS localizadas em áreas residenciais, com estruturas adequadas, que possam
Residências contar com apoio psicossocial para o atendimento, destinadas a jovens e adultos com deficiência,
Inclusivas em situação de dependência, que não dispõem de condições e com vínculos familiares fragilizados
ou rompidos
Pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, assiste ou presta cuidados básicos
Atendente
e essenciais à PCD nas suas atividades DIÁRIAS, excluídas as técnicas ou os procedimentos
Pessoal
identificados com profissões legalmente estabelecidas
Pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do ESTUDANTE com deficiência,
Profissional de
em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as
Apoio Escolar
técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas

Qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação, bem
como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos.

Urbanísticas: nas VIAS e ESPAÇOS públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo

Arquitetônicas: nos EDIFÍCIOS públicos e privados


Barreiras Transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes
Comunicações e na informação: dificulte ou impossibilite a expressão ou recebimento de
mensagens e informações por sistemas de comunicação e de TI
Atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem

Tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da PCD às tecnologias


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DIREITO PROCESSUAL P ENAL

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Aplicação da Lei Processual Interceptação das Comunicações Telefônicas


Princípios Processuais Penais Sujeitos do Processo Penal
Interpretação e Integração da Lei Processual Prisão em Flagrante
Inquérito Policial (IP) Prisão Preventiva
Ação Penal (AP) Liberdade Provisória e Fiança
Competência Processual Penal Comunicação dos Atos Processuais
Prova – Disposições Gerais Rito Ordinário
Corpo de Delito e Perícias Rito Sumário
Interrogatório do Acusado Proc. Crime de Responsabilidade de Funcionário Público
Testemunhas Habeas Corpus
Busca e Apreensão

EXEMPLO – PROCEDIMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE

Caso não haja testemunhas: NÃO há impedimento do auto de prisão em flagrante, bastando que o condutor e mais 2
1
pessoas assinem que testemunharam a apresentação do preso à autoridade.

Acusado se recusa / não sabe / não pode assinar o auto de prisão: o auto será assinado por 2 testemunhas que tenham
2
ouvido a leitura do auto na presença do acusado

3 O termo “livrar-se solto” não se aplica mais (apesar de estar no texto da lei)
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Como Adquirir