Você está na página 1de 12

1

OS DESAFIOS DA FÍSICA PARA O SÉCULO XXI

Danilo dos Santos Gonçalves1

RESUMO

No atual cenário em que a Física do século XXI se encontra existem


questionamentos que desafiam a mente dos mais diversos cientistas, que buscam
respostas para tais indagações. O desenvolvimento de uma teoria que possibilitasse
entender como o universo se comporta e suas interações são de essencial
importância, pois dessa forma procura-se entender o “mecanismo” de funcionamento
do universo. Surge o modelo padrão da Física de partículas, como forma de supri
essa necessidade. O avanço tecnológico torna-se um aliado na busca das lacunas
da Física atual, a construção do maior acelerador de partículas, o LHC, possibilitará
para os cientistas, novos dados sobre questionamentos antigos, como por exemplo:
a existência do bóson de Higgs, a assimetria entre matéria e antimatéria e dados a
sobre o instante inicial do universo.

Palavras-chave: ​Modelo padrão. Bóson de Higgs. Antimatéria. LHC.

1 INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade quando o homem começou a se perguntar do


“porque” que as coisas acontecem, ele tenta procurar uma forma de explicar
determinado fenômeno e usá-lo a seu favor.
Desde então inúmeras teorias vem sendo criadas para a descrição dos
mais diversos fenômenos da natureza. De posse disso, surge um questionamento: A
natureza é complexa demais ou o homem não encontrou uma forma de descrevê-la
de maneira simples? . O campo da Física de partículas embasados no modelo
padrão discorre sobre como as diversas forças da natureza interagem e suas
respectivas partículas, Alguns pontos dessa teoria vem sendo debatidos e estudados
freneticamente explicação para os mais diversos fenômenos.

1
Graduando do sexto período do Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação,
Ciências e Tecnologia do Maranhão - Campus de Imperatriz danilo_imperatriz@hotmail.com
2

Nesse artigo será feita uma explanação sobre os desafios do modelo


padrão para a Física de partículas do século XXI.
2 O MODELO PADRAO DA FÍSICA DE PARTICULAS: ​A tentativa de compreensão
do universo.

O modelo padrão das partículas elementares tornou-se uma das mais


importantes teorias matemáticas relacionadas com a descrição da natureza e sua
peculieralidades, a rigor ele não é um modelo em si mais uma teoria, que específica
as partículas e suas interações.
Segundo o modelo padrão existem partículas que são verdadeiramente
elementares, ou seja, no sentido de não possuírem estrutura interna, são elas os
léptons e ​quarks​. ​Desse modo todas as demais partículas do universo ,segundo o
modelo padrão, são constituídas desses dois “ingredientes” fundamentais. As
partículas que possuem estruturas internas são chamadas de ​hádrons são eles: os
mésons​; constituído por um ​quarks e um antiquarks, ​os ​bários formadas por três
quarks​ ou três ​antiquarks.​
De acordo com Moreira (2009, p. 01):

Ha seis ​léptons (​elétron, múon, tau, neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau​) e seis
quarks [quark ​up (​u​) quark ​down (​d​), ​quark charme (​c​), ​quark ​estranho (​s​),
quark bottom (​b​) e ​quark top (​t​)]. Porém, os ​quarks tem uma propriedade
chamada cor 3 e podem, cada um, apresentar três cores (vermelho, verde e
azul). Ha, portanto, 18 quarks. Contudo, como a cada partícula corresponde
uma antipartícula, 4 existiriam no total 12 ​léptons​ e 36 ​quarks​.

Dessa maneira percebemos que existe uma gama de partículas que


formam outras partículas, ou seja, os ​quarks e ​léptons formam os ​hádrons.​ Sendo
que o ​lépton e ​hádron mais conhecidos são o ​elétron e ​hádron respectivamente. O é
próton formado por dois quark ​up (u) e um ​down (d) e o nêutron formado por dois
down e um up.
No eletromagnetismo tem-se a ideia sólida de que a menor carga elétrica
existente na natureza é a carga do ​elétron chamada de carga elementar (​e​), e que
nenhum sistema pode possuir uma carga menor do que ela, na Física de partícula
temos ​quarks com valores de +3/2​e e ​up ​-1/2  e​. Ora então há uma violação no
3

principio da carga fundamenta? A resposta é que não. Para Moreira (2009, p. 02):
“​quarks nunca foram detectados livres, estão sempre confinados em ​hádrons​, de tal
modo que a soma algébrica das cargas dos ​quarks que constituem um determinado
hádron e sempre um múltiplo inteiro de ​e​.”
O modelo padrão também descreve com as partículas interagem. Hoje
conhecemos quatro tipos de forças (ou interações) são elas: a força gravitacional,
eletromagnética, forte, fraca. Mas surge a seguinte pergunta: como se dá a
transmissão dessa interação? A reposta esta nas partículas mediadoras de cada
força chamada de bóson2. Cada uma dessas interações possui seu respectivo bóson
3
. Temos os seguintes mediadores: ​fótons​ para a interação eletromagnética, ​gráviton
(ainda não detectados) para a gravitacional, ​glúons ​para interação forte, as
partículas Z e W para a interação fraca.
Os bósons podem ou não ter massa, por exemplo, o ​fóton não possui
massa, mas possui energia, o mesmo acontece com os bóson​s ​das interações
gravitacional, forte. A única força que possui um bóson com massa é fraca, onde o
mecanismo teórico (fantástico por sinal) será explicado no decorrer da explanação.
Existem quatros campos associados às quatros interações em que as
partículas mediadoras, os bósons, transmitem as suas informações. Os campos
fundamentais são: eletromagnético, gravitacional, forte, fraco.
Mas nesse modelo teórico “perfeito” surge uma inconsistência crucial para
o pleno desenvolvimento e aplicação do modelo padrão, de acordo com Moreira
(2009, p. 03):

O problema nessa bela simetria de quatro cargas, quatro interações, quatro forcas, quatro tipos de
partículas mediadoras e quatro campos é que nenhum gráviton foi ainda
detectado e a gravidade, em si, não encaixa bem nessa teoria que se
convencionou chamar de Modelo Padrão.

2
​São​ ​os entes responsáveis por transmitir as forças da natureza

3
4

Dessa forma podemos inferir que devido à ausência da partícula


mediadora da interação gravitacional, a força gravitacional não faz parte do modelo
padrão da Física de partículas

3 O VÁCUO NÃO É VAZIO

Desde a educação básica aprendemos que o vácuo é a ausência total de


qualquer substancia presente nele. De acordo com Pires (2008, p.2008) “O vácuo
não é um espaço vazio” sendo ocupado por partículas virtuais​, ​para Moreira (2009,
p. 03):

[...] quando a incerteza na energia é mais que o dobro da massa do elétron (tal como ocorre a uma
distancia de aproximadamente 10​-11 cm) algo muito estranho pode ocorrer
no vácuo: a produção de um par de partículas consistindo de um elétron e
um pósitron.

Se existir um suprimento de energia externa o par elétron-pósitron deixará


de ser virtual e passara a ser real, e o que acontece, por exemplo, quando um fóton
de alta energia colide com um núcleo, fazendo surgir um par elétron-pósitron real,
vide Fig. 1. Outro exemplo seria a criação de um par de múon-antimúon, durante a
aniquilação de um elétron e um pósitron (reais).
Seguindo a ideia exposta acima podemos inferir que as partículas virtuais,
estão presentes no vácuo só esperando um suprimento de energia externa para se
tornarem reais,. isso pode dar embasamento a uma serie de fatores que ocorrem
nas colisões nos aceleradores de partículas.
5

Figura 1 ​– Esquema da colisão entre um fóton e o núcleo, onde a colisão cria um par elétron-pósitron
reais

Mas se esse suprimento de energia externa não ocorre o par virtual


elétron-pósitron desaparece extremamente rápido. Podemos inferir então que o
universo, assim como o vácuo está repleto de partículas virtuais, Isto é; somente
para a condição especial citada acima, que são criadas e aniquiladas.

4 O CAMPO E O BÓSON DE HIGGS

Segundo o entendimento de que o vácuo não é totalmente vazio, ou seja,


é permeado por partículas virtuais e campos fundamentais, existe também um quinto
campo que permeia todo o universo e é o responsável por uma serie de
conseqüências extremamente importantes.
Defini-se como Campo de Higgs como esse quinto campo, onde a
partícula mediadora seria o de Higgs. O bóson de Higgs foi previsto ​teoricamente
em 1964 pelo físico escocês Peter Higgs (1929). Uma ideia fascinante a respeito
tanto do campo quanto do bóson de Higgs seria o entendimento de que a interação
da partícula mediadora conferia massa às outras partículas, segundo Cherman
(2004, p. 175):

A Interação dos campos como o campo escalar de Higgs confere massa às partículas. A analogia não
é original, mas extremamente útil; imagine uma festa (campo) cheia de
gente (átomos) de repente chega uma celebridade ( o bóson de Higgs).As
pessoas logo cercam essa celebridade, se aglomeram ao seu redor, ou
seja,os átomos de um certo campo, ao responder ao bóson de Higgs, se
comportam de tal maneira a formar “aglomerados”[...].
6

Dessa forma podemos inferir que todas as partículas fundamentais que


possuem massa, são graças à interação do bóson com elas.
Para validar o mecanismo de Higgs precisa-se de duas condições: a
primeira seria encontra as partículas mediadoras Z e W, a segunda seria detectar o
bóson do campo de Higgs. A primeira condição já foi alcançada, mas a segunda
ainda não e esse é um dos principais objetivos de uma das maquinas mais
sofisticadas e caras que o ser humano já construiu o Large Hadron Collider (LHC).

5 O LARGE HADRON COLLIDER (LHC) UM GIGANTE PARADOXAL: ​Em busca


da respostas para as lacunas do modelo padrão

O desenvolvimento da tecnologia trás inúmeras conseqüências para


todos os ramos da sociedade o científico é um deles.. Em 1947 o físico brasileiro
César Lattes (1924-2005) com ajuda do acelerador de partículas da Universidade da
Califórnia, o maior do mundo construído ate a data, descobriu que a partícula
responsável pela coesão do núcleo atômico seria o ​méson pi,​ esse e outros
exemplos podem ser citados como conseqüências bastantes benéficas com o
desenvolvimento tecnológico. Vemos que o acelerador de partículas esta para o
físico de partículas assim como um microscópio esta para um biólogo ou um
telescópio como um astrônomo.
Passaram-se mais de uma década do inicio da construção do maior
acelerador de partícula, O LHC começou a ser construindo em 2002, estivesse em
plena capacidade de funcionamento para realizar as mais diversas experiências com
o objetivo do entendimento de uma serie questionamentos ainda em aberto.
Para Anjos (2008, p. 61) o LHC significa:

A função é praticamente a mesma: observar a natureza nas dimensões ínfimas. No caso desse
gigante de 27 km de circunferência – encravado a 100 m de profundidade,
na fronteira da Suíça com a França, onde está o laboratório que o abriga, o
Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) –, o objetivo é estudar a
estrutura da matéria em dimensões inferiores ao tamanho dos prótons:
0.000000000000000001 (10​-18 m). Em resumo: o LHC é o maior instrumento
científico do mundo, feito para investigar as menores dimensões jamais
observadas​.
7

Umas das maiores vantagem que podem ser obtidas utilizando o LHC é o
alcance de altíssimas energias e temperaturas, que os experimentos requerem para
obterem êxito. Outro ponto que causa certo espanto seria o de construir algo tão
gigantesco para analisar algo tão pequeno. Dentro do tubo circular do LHC, onde
ocorrerá as colisões, haverá cerca de três trilhões de prótons circulando a uma
velocidade bastante apreciável da luz, os choques iram acontecer à um a taxa
estonteante de 600 milhões de vezes por segundo, cada vez que ocorre esses
choques novas partículas vão ser criadas possibilitando uma serie de estudos.
Três perguntas deveram provavelmente ser esclarecidas utilizando o
LHC: 1) existe realmente o bóson de Higgs?, 2) O que aconteceu com a antimatéria
do universo?, 3)​ ​existe a ‘sopa’ quentíssima de ​quarks​ e ​glúons​?
5.1 A existência do bóson de Higgs

Do exposto nos itens passados, chegamos à ideia de que o bóson de


Higgs é a partícula responsável por dar massa a todas as partículas existentes no
universo, e entre outras conseqüências de sua existência, Desde sua “descoberta”
teórica em 1964, inúmeros esforços estão sendo dedicados para a sua descoberta
experimental, a maior dela como já sabemos é utilização do LHC, que possui todos
os “ingredientes” para o êxito do experimento.
Os feixes de prótons que circulam no tubo do acelerador, no auge de sua
energia cada próton desse feixe dará cerca de 11mil voltas por segundo isso numa
circunferência de aproximadamente 27 km, A energia dessa partícula alcançara
cerca 7 trilhões de elétrons-volt (7 TeV), Segundo Anjos (2008, p. 65) “um patamar
descomunal para algo que é trilhões de vezes menor que um grão de areia”.
Colidindo os prótons que viajam em sentidos contrários dentro do anel do
LHC são criadas novas partículas e radiação eletromagnética, e entre essas
partículas criadas estaria o bóson de Higgs.
Outra questão tão importante como colidir as partículas é identificar os
estilhaços da colisão de acordo com Anjos (2008, p. 66) “Com a reconstrução
desses fragmentos, procura-se entender qual foi o mecanismo (ou força) que
participou na transformação da energia em matéria”.
8

Como então identificar o bóson de Higgs imediatamente depois da


colisão? A resposta esta nos gigantescos detectores do LHC. Em geral existem
quatros detectores localizados em pontos distintos, são eles Alice, ​LHCb, ​Atlas,
CMS, vide Fig. 2. Alguns desses detectores como O Alice E O LHCb foram
construídos para fins bem específicos. O Atlas (O maior dos quatros detectores do
LHC) detector criado para identificar entre outras coisas a existência o não do tão
procurado bóson de Higgs.

Figura 2 - Desenho esquemático do LHC, onde os pontos em pretos representam a localização dos
detectores do acelerador.

5.2 A antimatéria e o universo

Apoiado nas duas solidas teoria da Física modera; a Física quântica e a


relatividade o físico inglês Paul Dirac (1902​1984) apresentou uma teoria que
apresentava indícios sobre o comportamento do elétron. Mas algo inusitado, até
então, parecia estranho aos olhares do universo: A possibilidade de existir um
elétron com energia negativa!
Essa afirmativa gerou uma serie de discussões e descobertas, Para
Bediaga​ ​(2010, p. 40):

Depois de muitas especulações, o próprio Dirac teve a coragem de afirmar que aquela solução estava
indicando a existência de uma partícula com a mesma massa do elétron,
mas com carga elétrica oposta. Ou seja, um elétron positivo, mais tarde
denominado pósitron. Seis meses depois, ainda em 1931, o físico
9

norte​americano Carl Anderson (1905​1991) observou o pósitron em um


experimento. Era a primeira evidência da realidade da antimatéria.

Dirac observou que todas as partículas que tivesse spin semelhante a do


elétron, possuiriam também uma antipartícula. Outro resultado bastante importante
do trabalho de Dirac seria o de que numa colisão entre prótons a altas velocidades
comparadas a da luz, seria a criação do mesmo numero de partículas e
antiparticulas. Bediaga (2010, p. 40):

[...] sempre que fazemos uma colisão em um acelerador de partículas, criamos, na exata proporção, o
mesmo número de partículas e de antipartículas. Essa simetria na produção
de matéria e antimatéria nunca foi violada em nenhuma das centenas de
experiências, com milhões de colisões produzidas, em média, nos
experimentos em aceleradores de partículas. Esses resultados, aliados ao
desenvolvimento das teorias sobre as três forças fundamentais que regem o
mundo das partículas elementares (a força forte, a fraca e a
eletromagnética), nos levou à convicção de que, no início do universo, a
quantidade de partículas elementares era idêntica à de antipartículas

​ ediaga (2008, p. 40).


elementares.​ B

Se matéria e antimatéria foram criadas nas mesmas proporções, então


como explicar a esmagadora quantidade existente de matéria presente? A resposta
é algo extremamente difícil de dar, e um dos desafios mais intrigantes da Física
atual, isso porque não se tem nenhuma teoria com fortes indícios tanto teóricos
como experimentais que apóiem a resposta. Como forma de tentar responder a
dificílima pergunta o físico russo Andrei Sakharov (1921​1989) propôs que haveriam
duas condições necessárias como condição para a existência da esmagadora
quantidade de matéria, são elas:
I) o próton e o antipróton teriam que se desin​tegrar, ou seja, se
transformarem em outras partículas;
II) essa desintegração teria que ocorrer com mais freqüência para as
antipartículas que para as partículas, ou seja, deve haver uma assimetria entre
matéria e antimatéria.
10

Na época de publicação das hipóteses de Sakharov, em 1967, a segunda


condição já havia sido observada em aceleradores de partículas, mas a primeira
não, dificultando a explicação pra a resposta do “porque” observa-se mais matéria
do que antimatéria no universo, pelas condições de Sakharov.
Dos quatros detectores do LHC é o que se dedica a procura da
antimatéria, é o LHCb que desempenha a função. Para realizar a experiência serão
capturados bilhões de ​mésons que contenham o ​quark bottom​, isso para que seja
analisado todas as características envolvidas no processo de desintegração. Será
observado a taxa de decaimento do bottom e do antibottom, sendo depois
comparadas com as demais partículas entre si.
O mesmo processo será feito com o ​quark charm,​ isto porque ele possui
,segundo os moldes do modelo padrão, capacidade de manter uma simetria entre
​ do
matéria e antimatéria, dessa forma comparando os resultados do ​quark bottom e
​ existência de níveis expressivos de diferença entre matéria e
quark charm, a
antimatéria para o ​quark charm​ implica em nova considerações do modelo padrão.

5.3 A “sopa” quentíssima do universo primordial

Em algum tempo depois da criação do universo (Há cerca de 13,7 bilhões


de anos atrás) houve uma época em que a matéria era formada não por prótons e
nêutrons, partículas que constituem todas as substancias existentes, mas por um
gás quentíssimo, o plasma, formado por ​quarks e ​glúons. E com a ajuda do LHC que
os vários cientistas envolvidos no processo, reunidos no CERN, vão tentar recriar o
“período de infância” do universo. De acordo com Anjos (2008, p. 70)

O LHC vai tentar reproduzir esse estado primordial do universo, previsto pela cromodinâmica
quântica. [...]. Para reproduzir o plasma de quark-glúons será necessário
11

gerar colisões cujas temperaturas serão cerca 100 mil vezes superiores
àquelas no centro do Sol, algo como 1020 graus Celsius.

Para ter êxito os cientistas iram colidir prótons com átomo de chumbo, em
vez de prótons com prótons, isso para elevar os estados de energia e
conseqüentemente de Temperatura.
Dos quatro detectores do LCH o Alice que se dedica, quase que
exclusivamente, ao estudo do plasma de quark-glúons, se o possível esse quinto
estado da matéria existir será detectado pelo Alice.

6 CONCLUSÃO

Diante do exposto vimos que a descoberta do bóson de Higgs é uns dos


principais objetivos do LHC, pois através da descoberta dessa partícula o
mecanismo teórico que proporciona massa a todas as partículas do universo será
validado experimentalmente.
A busca por respostas do que aconteceu com antimatéria no universo
continua sendo tema de importantes discussões no âmbito científico , assim como
também dados experimentais do instante inicial do universo, logo após o ​big bang.​
As experiências que serão realizadas nos próximos anos no LHC poderão dar
suporte experimental às diversas teorias sobre os mais diversos questionamentos,
fiquem de olho!.

ABSTRACT

In the current scenario where the physics of the twenty-first century is there are
questions that challenge the minds of many more scientists who seek answers to
such questions. The development of a theory that would enable to understand how
the universe behaves and their interactions are of paramount importance, because
this way we seek to understand the "mechanism" of the universe works. Comes the
standard model of particle physics, as a way to meet this need. The technological
progress becomes an ally in finding the gaps in current physics, building the largest
particle accelerator, the LHC will make it possible for scientists, new data on old
questions such as: the existence of the Higgs bóson, the asymmetry between matter
and antimatter and data on the moment of the universe.
12

Keywords​:​ ​Standard Model. Higgs bóson. antimatter. LHC.

7 REFERÊNCIAS

ANJOS, João Carlos Assis; VIERA, Cássio Leite. ​Um olhar para o futuro -
Desafios da Física para o século 21​. Rio de Janeiro, Viera FAPERJ, 2008.

BEDIAGA, Ignácio. ​A antimatéria e o universo​. Rio de janeiro, março. 2010.


Disponível em: <
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/268/pdf_aberto/antimateria268.pdf/view
?searchterm=antimat%C3%A9ria>. Acesso em: 28 nov. 2011.

CHERMAN, A. ​Sobre os Ombros de Gigantes​: uma história da física. Rio de


Janeiro: JZE, 2004.

MOREIRA, Marco Antonio. ​O Modelo Padrão da Física de Partículas​. Porto


Alegre, abril. 2009. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1806-11172009000100006&script=sci_arttext
>. Acesso em: 27 nov. 2011.

PIRES, Antonio S. T.. ​A evolução das ideias da Física​. São Paulo: Livraria da
Física, 2008.