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B270F: Volvo lança ônibus com motor frontal

AO MAR: Schaefer Yachts lança a Phantom 600 com o motor Volvo Penta D13-900 IPS
NA COPA: Máquinas Volvo preparam infraestrutura do país

EU RODO
PUBLICAÇÃO DA VOLVO DO BRASIL VEÍCULOS LTDA. • 2011 • ANO XXV • Nº 123

Euro 5
Volvo apresenta sua linha 2012, mais potente e preparada
para a nova legislação brasileira de emissões de poluentes
Proconve P7, tão rígida quanto a europeia
EURO 5: Volvo apresenta caminhões para a nova legislação ambiental
AO MAR: Schaefer Yachts lança a Phantom 600 com o motor Volvo Penta D13-900 IPS
NA COPA: Máquinas Volvo preparam infraestrutura do país

EU RODO
PUBLICAÇÃO DA VOLVO DO BRASIL VEÍCULOS LTDA. • 2011 • ANO XXV • Nº 123

Na frente
Volvo apresenta seu ônibus semipesado
com motor dianteiro. Uma novidade que
o mercado quer, mas com inovações que
só a marca pode oferecer
B270F: Volvo lança ônibus com motor frontal
AO MAR: Schaefer Yachts lança a Phantom 600 com o motor Volvo Penta D13-900 IPS
EURO 5: Volvo apresenta caminhões para a nova legislação ambiental

EU RODO
PUBLICAÇÃO DA VOLVO DO BRASIL VEÍCULOS LTDA. • 2011 • ANO XXV • Nº 123

Em campo
Equipamentos da Volvo CE operam em obras que
preparam o Brasil para a Copa 2014. Estão em canteiros
dos mais relevantes, como o estádio do Maracanã
EFICIÊNCIA MÁXIMA
Com o Ajuste Automático de Trim, integrado aos controles dos
motores Volvo Penta, sua embarcação navega sempre de forma
otimizada, com conforto, baixo consumo e emissões. É um sistema
que garante também rápida aceleração e velocidade máxima.

www.volvopenta.com.br

VOLVO PENTA, NAVEGAÇÃO SEGURA E PRECISA


ÍNDICE
EDIÇÃO 122

36 Com a mão na massa 42 Por um Brasil seguro

Roger Alm, presidente da Volvo do Brasil, Eric Howard diz como o país pode tornar o
viveu uma experiência única: um dia na boleia, trânsito menos agressivo. Para consultor do Bird,
outro na linha de montagem e, ainda, nas ofici- programa efetivo pode reduzir em uma década
nas e vendas de uma concessionária. até 40% do índice de acidentes graves.

TAMBÉM NESTA EDIÇÃO: 4 TUDO NOVO Volvo lança sua nova linha de caminhões, de acordo com a nova
legislação Euro 5 14 PEDRAS NO CAMINHO Portugal pode estar em crise, mas o Marco Paulo e seu Volvo não
têm tempo para isso 20 UMA LOGÍSTICA COMPLEXA Grupo Daudt faz entrega ponto a ponto. Para isso, conta
com a qualidade dos VMs 22 O QUE O MERCADO QUER Chega o novo B270F, ônibus semipesado Volvo, com
motor dianteiro 26 MAIS LEVE Como a Volvo investe para reduzir o peso dos caminhões 30 A VOLVO VAI A
CAMPO Equipamentos da Volvo CE ajudam em obras para a Copa de 2014 34 REFERÊNCIA NACIONAL Grupo
JCA compra 192 ônibus Volvo 38 FAZ A DIFERENÇA Banco Volvo usa sua experiência para amplificar as vendas
dos equipamentos da marca 40 NAVEGUE EM LUXO E TECNOLOGIA A Phantom 600 e o motor Volvo Penta
D13-900 IPS 44 INSPIRAÇÃO SUECA Uma ferramenta com 1001 utilidades 46 VOLVO E HISTÓRIA Muita
coisa mudou desde 1950 48 EXPRESSO VOLVO Volvo patrocina Festival de Parintins

EU RODO 3

Revista editada pela Volvo do Brasil Ltda. u Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 2600, CIC, Caixa Postal 7981, CEP 81.260-900, Curitiba, Paraná • Telefone
41 3317-8111 (PABX) • Fax 41 3317-8403 • www.volvo.com.br u Gerente de Comunicação Corporativa: Solange Fusco u Editor: Marco Greiffo u Jornalista res-
ponsável: Flávio Arantes (MTB 4715) u Coordenação editorial: Toda Editora u Revisão: Silmara Vitta u Diagramação e editoração eletrônica: SK Editora Ltda. e
Tidningskompaniet u Tratamento de imagem: Paulo Arazão u Impressão: Gráfica e Editora Serzegraf u Tiragem: 20.000 exemplares u Filiada à Aberje.
Euro 5,
um novo tempo
Em 2012 o Brasil adota limites ainda mais
rígidos para emissão de poluentes. E a Volvo
apresenta sua nova linha de caminhões, em
sincronia com a nova legislação
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS ITO CORNELSEN E CADI BUSATTO

4
ela primeira vez na história do Brasil, a norma de emissões

P
de poluentes se equiparará à europeia. A partir de janeiro
de 2012, entra em vigor o Proconve P7, que equivale à
norma Euro 5, da Europa. Mas, para que pudesse vigorar,
houve uma mobilização jamais vista em diversos setores,
incluindo governo, refinarias, distribuidores de com-
bustíveis e indústria de veículos.
Todos esses esforços apontam, a partir de agora, para a ponta da cadeia,
na qual o principal ator passa a ser o transportador. A Volvo tem como va-
lores essenciais a qualidade, a segurança e o respeito ao meio ambiente. Por
isso, sempre é vanguarda nessa área. Pesquisa e introduz as mais avançadas
tecnologias para reduzir ao mínimo o impacto de seus produtos.
O transporte é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Mas
é também um dos principais responsáveis pelas emissões globais. Apesar
das pesquisas recentes apontarem para a possibilidade do uso de com-
bustíveis não minerais e outros tipos de energia, estudos mostram que o
diesel continuará sendo uma das fontes mais eficientes, especialmente para
o transporte pesado e em longas distâncias.
No Brasil o setor de transporte responde por 80% do consumo de diesel.
O transporte rodoviário, 97% dessa parcela. Por isso, assim como acontece nos
países desenvolvidos e outras economias emergentes, as leis brasileiras que
regulam as emissões de gases veiculares se tornam cada vez mais rigorosas.
Em resposta a esse novo desafio, a Volvo acaba de lançar suas novas li-
nhas de caminhões das famílias VM e F, equipados com a tecnologia Euro 5
que, além de atender à nova norma ambiental, apresentam outras vantagens
aos transportadores.

TECNOLOGIA NOVA. A Volvo, como grande parte dos fabricantes de


veículos comerciais, usa a tecnologia SCR (Selective Catalytic Reduction,
ou Redução Catalítica Seletiva) para eliminar as emissões de NOx. “Um dos
principais motivos da escolha da tecnologia SCR pela Volvo é o seu grande
potencial de desenvolvimento e flexibilidade, particularmente adequada
para uso quando normas futuras, como a Euro 6, entrarem em vigor”, ex-
plica o gerente de planejamento estratégico da Volvo do Brasil, Sérgio
Gomes.
Em uma descrição simplificada, pode-se dizer que o sistema SCR bor-
rifa um fluido à base de ureia e água, o Arla32 (Agente Redutor Líquido de
NOx Automotivo), nos gases de exaustão. Ao se combinarem com o Arla 32,
os gases passam por um catalizador que transforma o NOx em vapor d’água
e nitrogênio, de baixo impacto ao meio ambiente.

O ARLA 32. O Arla 32 é um produto químico composto por 32,5% de


ureia dissolvida em água, já amplamente aplicado em países de todo o
mundo, como Estados Unidos, Europa e Japão, que seguem a norma Euro 5.
No Brasil será distribuído nos postos de combustíveis e também nos con-
cessionários Volvo. Os novos veículos são equipados com um tanque es-
pecífico para o produto. Deve ser completado uma vez a cada cinco
abastecimentos do tanque de diesel, em média. ›

Abastecimento do tanque de Arla 32. Injetado no escapamento, transforma NOx


em nitrogênio e vapor d’água
2

1
4 3

VEJA COMO FUNCIONA O SISTEMA SCR:


1. Reservatório do fluido Arla 32
Fica ao lado do tanque de combustível. O tamanho do reservatório pode variar
de acordo com o do tanque de combustível e atende às características es-
pecíficas de cada aplicação.
2. Módulo da Bomba
Aspira o Arla 32 de seu reservatório e bombeia para a unidade dosadora.
3. Unidade Dosadora
Montada no silenciador, injeta o Arla 32 nos gases de exaustão antes de en-
trarem no catalizador.
4. Conversor Catalítico
Incorporado ao silenciador, aquece o Arla 32 a temperaturas acima de 200º C
e converte o NOx em vapor d’água e nitrogênio.

› MONITORAMENTO CONSTANTE. Para o transportador, o Proconve P7


define também a necessidade de monitoramento do nível de emissões em
tempo real, feito a partir da tecnologia SCR que, nos caminhões Volvo, in-
clui o dispositivo chamado OBD (On Board Diagnosis) que monitora cons-
tantemente o motor e indica ao motorista eventuais falhas que afetam as
emissões.
Além de informar ao motorista o nível de aditivo existente no tanque Nos últimos anos, a ANP (Agência Nacional de
do Arla 32, o sistema de monitoramento emite alerta caso falte o aditivo, ou Petróleo) atuou fortemente para reduzir o teor de enxo-
se o veículo usar combustível inadequado, o que produz níveis de emissões fre do combustível brasileiro, uma garantia de que as
acima do determinado pela lei. O motorista recebe alertas luminosos no tecnologias desenvolvidas pelas fábricas de veículos
painel. Se a falha não for corrigida, o sistema faz com que o veículo tenha terão o efeito desejado, de reduzir ou eliminar a emis-
seu torque reduzido em 40% após 48 horas de operação contínua ou em sua são de poluentes. Com níveis mais reduzidos de enxo-
próxima parada. fre, os veículos podem usar as mesmas tecnologias
disponíveis nos países europeus para redução de emis-
FASES DO PROCONVE. Criado em 1986 pelo Conama (Conselho sões, como a tecnologia SCR, adotada pela Volvo.
Nacional do Meio Ambiente), do Ministério do Meio Ambiente, o
Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos
Automotores), eleva gradualmente as exigências para os níveis de emissões
de poluentes dos veículos fabricados aqui. De modo geral, cada etapa do
Proconve tem correspondido a uma etapa anterior das normas Euro equi-
valentes. Agora, pela primeira vez, elas vão se equiparar.
Uma das grandes dificuldades para adequar o Brasil às normas globais
era a qualidade do diesel. Uma das características do óleo produzido aqui é
seu alto teor de enxofre que, entre outros efeitos, faz com que a queima do
combustível emita quantidades maiores de elementos poluentes. Apesar
disso, o aprimoramento tecnológico dos motores diesel conseguiu reduzir
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substancialmente os níveis de emissões de CO2 e outros poluentes, como
particulados e NOx, ou Óxido Nitroso.
Os principais alvos dessa mais recente etapa de normas ambientais são
os chamados Materiais Particulados e o Óxido Nitroso (NOx), que estão Os novos diesel S50 (2012) e S10 (2013) serão mais uma
entre os poluentes mais nocivos gerados pela combustão dos motores. opção nas bombas dos postos de combustíveis
O PAPEL DE CADA UM. A partir de 1º de janeiro de
2012, o país passará a conviver com três tipos de diesel: PERGUNTAS E RESPOSTAS
o S1800 (com 800 partes por milhão, ou ppm, de enxo- As dúvidas mais frequentes sobre o diesel S50 e o Arla
fre em sua composição), o S500 (com 500 ppm) e o
novo diesel S50, com apenas 50 ppm de enxofre. Os O diesel S50 já é vendido no Brasil? Onde?
novos motores Euro 5 só poderão usar o diesel S50, que O óleo diesel S50 (50 ppm de enxofre) já é comercializado no Brasil desde 1º
de janeiro de 2009, de forma gradual, em regiões metropolitanas de capitais e
deverá ser estocado em um tanque exclusivo nos postos grandes cidades em todo o Brasil.
de abastecimento. Os veículos antigos poderão conti-

Fonte: ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis


Quando começa a oferta ampla do óleo diesel S50? E de que forma?
nuar a usar o diesel S1800 e S500. A partir de 2012, o diesel S50 estará disponível em postos revendedores es-
Além dos fabricantes de veículos que serão obriga- trategicamente localizados, de modo a permitir que os novos veículos possam
dos a cumprir a lei com os motores P7/Euro 5, será percorrer todo o território nacional. As informações preliminares indicam que
necessário que toda a cadeia se integre a essa nova era tanto o S50 como o futuro S10 serão vendidos a preços ligeiramente superi-
ores ao do S500/S1800.
de responsabilidade ambiental do transporte brasileiro.
Aos proprietários de postos, caberá a distribuição ade- O cronograma de implantação da Fase Proconve P7 está sendo aten-
dido? Haverá prorrogação de prazos?
quada do novo combustível. Aos frentistas, assegurar Todos os envolvidos estão comprometidos com a introdução e a garantia de
que cada veículo receba o diesel correto. abastecimento da nova frota a ser incorporada a partir de janeiro de 2012.
Já os transportadores e motoristas devem monitorar Está descartada qualquer prorrogação de prazo.
se seus veículos não estão sendo colocados em risco Quem garante a qualidade do Arla 32?
pela admissão de um combustível inadequado, ou pela O Arla 32 deverá ser fabricado, importado e comercializado em território na-
falta do aditivo Arla 32, responsável pela eliminação cional somente dentro dos “Requisitos de Avaliação de Conformidade” e devi-
damente registrado no Inmetro. A fiscalização estará a cargo do Inmetro e das 7
dos poluentes e manutenção dos níveis de emissões entidades a ele conveniadas.
exigidos pela lei. A partir de 1º de janeiro de 2013, o
Como saber onde encontrar o diesel S50 e o ARLA32?
Brasil se equiparará aos mercados mais desenvolvidos Até o início de 2012, serão disponibilizados mapas com a localização geográ-
do mundo ao comercializar o diesel S10 (10 ppm de fica dos postos aptos a comercializar o S50 e pontos de venda de ARLA 32.
enxofre) como já o fazem alguns países da Europa. n
VM Euro 5:
nova geração
Além de atender às novas exigências ambientais,
a última geração de caminhões VM traz novidades
que vão da cabine ao trem de força e incluem
a tecnologia SCR de redução de emissões
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS LUMINIFOTOGRAFIA

A
consagrada linha de caminhões VM chega em 2012 à “A nova linha vai expandir os benefícios dos nossos
sua terceira geração, com um conjunto de modificações veículos, que já vinham conquistando o mercado por
sem precedentes. “O VM está ainda melhor. conta de seu baixo consumo de combustível, grande
Desenvolvemos um novo caminhão que contribuirá de- disponibilidade e conforto”, avalia
cisivamente para atender a todas as necessidades do Reinaldo Serafim, gerente de
transportador brasileiro”, declara Roger Alm, presidente vendas da linha VM.
da Volvo do Brasil.
Além do aumento de potência e da maior eficiência em emissões, os
novos caminhões proporcionam ainda mais vantagens, como maior rendi-
mento e grande produtividade ao transportador e um trem de força muito
mais eficiente.
A nova geração chega também com a tecnologia SCR para atendimento
da legislação de emissões Euro 5 / Proconve P7, que começa a vigorar dia 1º
de janeiro de 2012 (Leia mais nas páginas 4 a 7).

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UMA CABINE MELHOR AINDA. Os caminhões VM, confortável fazer esse ajuste”, afirma Álvaro Menoncin,
que já tinham o melhor ambiente interno em suas cate- gerente de engenharia de vendas de caminhões Volvo.
gorias, estão agora mais avançados. A cabine dessa nova
geração de caminhões possui um novo painel, ergono- NOVOS MOTORES. A nova geração teve a potência de
micamente mais moderno e avançado, com todos os seus motores aumentada. Os novos motores, todos de
comandos ao alcance das mãos do motorista. seis cilindros, são oferecidos em três potências: 220 cv,
O novo VM vem também equipado com um com- 270 cv e 330 cv. Assim, o VM que tinha um propulsor
putador de bordo. No display do computador, locali- de 210 cv passa agora a dispor de 220 cv. Esse modelo,
zado no painel, o motorista tem acesso a muitas infor- bastante usado em áreas urbanas e em trajetos regio-
mações, como o consumo do veículo e aviso de nais, ganhou um motor de seis cilindros, dois a mais
eventuais falhas. “Com mais dados à disposição, o con- que na versão anterior.
dutor pode controlar melhor a operação do veículo”, O propulsor do modelo rígido, que antes tinha 260
observa Gomes. cv, agora chega a 270 cv. Bastante versátil, é um modelo
Outra inovação é o novo volante com controles in- muito utilizado para cargas mais elevadas e distâncias
corporados como, por exemplo, o piloto automático, maiores.
muito útil para operações de transporte mistas, com O motor do cavalo mecânico VM passa de 310 cv
tráfego urbano e rodoviário. Os botões para acionar as para 330 cv – o maior aumento de potência da linha.
buzinas elétrica e a ar também estão incorporados no Esse propulsor está disponível também para a versão
volante. rígida 6x4, modelo em que potência e torque são funda-
O tacógrafo, agora digital, foi instalado na parte su- mentais para operações em canteiros de obras. “Com
perior da cabine, e o rádio no painel de instrumentos, novas potências e torque, o freio motor é também mais
melhor posicionado para o motorista. Outra alteração potente, garantindo maior velocidade média em descida,
que trouxe mais benefício para o condutor é o ajuste aumentando a produtividade com maior segurança”, ›
pneumático da coluna de direção. “Ficou mais fácil e observa Menoncin.

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› TRANSMISSÕES E EIXOS: AS MELHORES
COMBINAÇÕES PARA TODAS AS APLICAÇÕES
s novos veículos reúnem opções de caixa de câmbio e eixos traseiros sumo, mais conforto para o motorista e maior produ-

O para atender a todas as necessidades dos transportadores, tanto para


operações de médias e longas distâncias como para uso misto, ou
seja, urbano e rodoviário.
tividade para o caminhão. “O VM com caixa de câmbio
de nove marchas é uma solução de sucesso e con-
sagrada, já respondendo por 60% das vendas”, informa
A caixa de câmbio de seis marchas com o eixo traseiro de dupla veloci- Sérgio Gomes, gerente de planejamento estratégico da
dade, por exemplo, é ideal nas operações de distribuição, em perímetros ur- Volvo do Brasil.
banos ou em rotas metropolitanas.
Já a caixa de câmbio de nove marchas e um eixo traseiro com uma relação OFERTA AMPLIADA. Com a nova geração, os trans-
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mais longa é a melhor combinação para operações rodoviárias, principal- portadores passam a dispor de uma oferta ainda mais
mente o VM 6x2. “Essa caixa permite trocas de marchas com engates rápidos ampla de caminhões pesados e semipesados da linha VM.
e precisos”, explica Ricardo Tomasi, engenheiro de vendas da Volvo do Brasil. Os veículos atendem a diversas necessidades dos trans-
Construída com carcaça de alumínio, mais leve, essa caixa tem sido um portadores em uma série distinta de operações
sucesso entre os transportadores brasileiros, por proporcionar menor con- rodoviárias e fora de estrada.
trabalhos com caçambas, tanto em serviços de terra-
planagem como também para tarefas rodoviárias de en-
trega de material britado. O VM é amplamente usado
ainda como veículo para betoneiras de até 8 m³. Na ver-
são 270 cv 6x4, tem disponível uma tomada de força es-
pecialmente preparada para essa aplicação.
No segmento canavieiro, o VM 6x4 é muito útil
para aplicações Romeu e Julieta ou, ainda, para o trans-
bordo da cana da colheita para composições maiores.
Também é muito comum em aplicações como veículo
de apoio – caminhão-pipa, caminhão-oficina e cami-
nhão-lubrificante. Na área florestal, o VM 6x4 é empre-
gado em aplicações Romeu e Julieta, ou também em
atividades de apoio.

NOVO VM RÍGIDO 330 CV. Com a nova geração, a


família de caminhões VM ganha mais um integrante: é o
VM 330 cv, agora disponível nas versões rígidas 6x2 e
4x2. Até então, os VMs nessa faixa de potência eram ofe-
recidos somente na opção de cavalo mecânico.
Esses modelos podem ser usados na cadeia logística
de distribuição, possibilitando diminuição do chamado
transit time (tempo de um a outro ponto) e proporcio-
nando mais opção para o transportador que precisa de
um veículo ágil e com maior capacidade de carga. n

O VM ESTÁ AINDA MELHOR.


DESENVOLVEMOS UM NOVO TRÊS GERAÇÕES QUE
CAMINHÃO QUE CONTRIBUIRÁ MUDARAM O MERCADO
DECISIVAMENTE PARA BRASILEIRO DE CAMINHÕES
ATENDER TODAS AS NECESSIDADES DO Lançado no país no final de 2003, com motorizações
de 210 cv e 240 cv, o VM trouxe inovações impor-
TRANSPORTADOR BRASILEIRO tantes, como a cabine leito e o ar-condicionado em
caminhões semipesados. Era o único caminhão
ROGER ALM, PRESIDENTE DA VOLVO DO BRASIL brasileiro em sua classe a ter coluna de direção
ajustável, um sistema de basculamento hidráulico da
cabine, dois tanques opcionais de combustível de
maior capacidade, além de opcionais importantes para
a operação de transporte, como imobilizador, e caixa
de câmbio de nove marchas.
A segunda geração veio em 2005, com motores
eletrônicos e piloto automático. E duas grandes novi-
dades: o cavalo mecânico VM, na configuração de
“Temos produtos para vários segmentos da economia, seja na indústria, eixos 4x2, com motorização eletrônica de 310 cv, e o
construção, agronegócio ou em qualquer outra atividade”, declara Reinaldo VM 6x4 260 cv e 310 cv, além de inúmeros opcionais
Serafim, gerente de vendas da linha VM. As entregas começam em janeiro em pacotes de acabamento.
de 2012. Era um caminhão voltado para o segmento que
O VM 220 cv terá uso urbano e regional. Já os VMs 270 cv serão muito necessitava de veículos para carretas com até três
usados para transporte de cargas maiores, de médias e longas distâncias, e em eixos. A segunda geração tinha um motor de seis cilin-
dros e um eixo para 43 toneladas com bloqueio de
operações logísticas mais aprimoradas. diferencial. O trem de força tinha uma caixa de câmbio
Os VMs 330 cv também serão utilizados em operações logísticas, em Volvo, consagrada no mercado brasileiro: a VT2214B,
transportes de média e longa distância. São ideais para os transportadores a mesma do FH.
que necessitem de veículos de maior desempenho e produtividade. Carga A terceira geração, que acaba de chegar, incor-
fracionada, bens de consumo, matéria-prima industrial, alimentos, hor- pora um conjunto de novidades sem precedentes, tor-
tifrutigranjeiros, produtos resfriados, por exemplo, são alguns tipos de car- nando os VMs ainda mais parecidos com os demais
gas transportadas. caminhões da marca, ou seja, as linhas FH e FM, mas
reforçando ainda mais as características fundamentais 11
Para atender a área vocacional, a Volvo oferece os caminhões VM 6x4, que que os consagraram, de robustez e economia aliadas
podem ser usados nos segmentos de construção, canavieiro e florestal e a todo ao conforto e segurança – agora com algo a mais em
tipo de veículo de apoio nas cidades, como bombeiros, bombas de concreto, respeito ao meio ambiente.
veículos de lubrificantes e tanques, entre outros.
Na área de construção e mineração, os VMs podem ser indicados para
Euro 5 também
no FH e FM
A nova linha FH/FM Euro 5 2012 chega com
trem de força todo remodelado e outras novidades
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS ITO CORNELSEN

12
A
linha de caminhões FH e FM que receberam atenção especial. A nova linha F passa a contar
chega ao mercado em 2012 traz um com as novas caixas de câmbio mecânicas VT2814B e
conjunto de inovações. Para atender VTO2814B, igualmente concebidas para operar em faixas
às normas Proconve P7 / Euro 5 que de potência e torque superiores. Com essas novas trans-
entram em vigor a partir de janeiro missões, os intervalos entre as trocas de óleo foram signi-
do ano que vem, a nova linha é ficativamente prolongados, passando a ser de 400.000
equipada com a mais moderna ver- quilômetros.
são da tecnologia SCR atualmente empregada também São as únicas do mercado de caminhões com aciona-
nos caminhões Volvo europeus e americanos. (Saiba mento por cabo, sistema que proporciona mais conforto
mais sobre o assunto nas páginas 4 a 7). Mas não é só para o motorista, evitando que vibração, ruído e calor
isso. “Apenas as cabines mantiveram as mesmas carac- sejam transmitidos para a cabine, além de propor-
terísticas, porque já representam o que há de mais mo- cionarem trocas de marchas mais suaves.
derno em termos de conforto, segurança e ambiente
para repouso do motorista. Já o trem de força foi total- MAIS FORÇA NA TRAÇÃO. O trem de força mais ro-
mente modificado, recebendo motores mais potentes, busto se completa com os novos eixos traseiros de simples
novas caixas de câmbio e novos eixos traseiros”, destaca redução com carcaça fundida e Capacidade Máxima de
Bernardo Fedalto, gerente vendas de caminhões da Tração (CMT) de 65 toneladas. Eles substituem os anteri-
linha F da Volvo do Brasil. ores, com CMT de 60 toneladas, e não possuem limi-
Os novos propulsores de 13 litros trazem potências tações de torque em relação à capacidade dos motores.
mais elevadas em todas as faixas de operação. Assim, os São apresentados em quatro relações de transmissão para
veículos que antes tinham 400, 440, 480 e 520 cv, agora atender às diferentes faixas de potências, permitindo uma
passam a ter 420, 460, 500 e 540 cv, respectivamente. grande quantidade de configurações para as mais diversas
“Com esse lançamento, os modelos F da faixa de 540 cv aplicações do transporte de cargas. n
serão os caminhões pesados mais potentes produzidos
no país”, diz Fedalto.
A maior parte da linha F agora é equipada com mo-
tores de 13 litros, nas quatro faixas de potências, de 420 cv MAIS NOVIDADES
a 540 cv. O motor de 11 litros continua disponível para a Conheça outros destaques da nova linha
faixa dos 370 cv. Ao todo, a nova linha abrangerá cinco de caminhões da Volvo
faixas de potências. Começa com 370 cv e vai até 540 cv.
n Novos tanques de combustível de perfil D com dis-
positivo antifurto e 10 opções de capacidade (de
A ÚLTIMA PALAVRA EM TRANSMISSÃO. Para manter 170 a 570 litros).
o conjunto de tração em harmonia em relação aos mo- n Agora são três opções de tanques: cilíndricos de
tores mais potentes, a Volvo introduz também as novas alumínio, com capacidades de 190 a 480 litros, de
caixas de câmbio I-Shi, mais robustas. Essa nova geração perfil D e retangulares de plástico, com capaci-
de transmissões traz melhorias em diversos outros aspec- dades de 200 a 420 litros.
tos, como soware novo, melhores respostas em subidas n Tanque de aditivo Arla 32 em duas versões: de aço
inox, com capacidade para 125 litros, ou de plás-
em rampa e consumo ainda menor. Por sua eficiência nas tico, com capacidades opcionais de 30, 40 e 60
trocas durante toda a viagem, elas também proporcionam litros.
mais durabilidade a todos os componentes do trem de n Nova oferta de freio motor VEB: veículos de 420 cv
força. e 460 cv podem ser equipados com VEB 410 ou
“As caixas eletrônicas I-Shi fazem da Volvo a VEB 500, conforme a aplicação, enquanto veículos
marca que mais vende caminhões com caixas automati- com 500 cv e 540 cv serão equipados com o
zadas do país. Hoje elas equipam mais de 70% dos ca- VEB 500.
n Com menor nível de ruído, o novo alternador tem 110
minhões pesados produzidos em nossa fábrica”, explica amperes, para aplicações que requeiram maior ca-
Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da pacidade. Ajuda a prolongar a vida útil das baterias. 13
Volvo do Brasil. n Novas funções no painel da cabine, para ade-
quação à nova tecnologia SCR de pós-tratamento
NOVAS CAIXAS MECÂNICAS. As transmissões de emissões (indicador de nível do tanque de adi-
mecânicas continuam respondendo por uma parcela sig- tivo Arla 32 e luzes de advertência).
nificativa dos caminhões produzidos e, por isso, também
14
Sem pedras
no caminho
Marco Paulo e seu Volvo FH transportam
os famosos mármores de Portugal para
construtoras do mundo todo
TEXTO TOBIAS HAMMAR
FOTOGRAFIA CHRISTER EHRLING

15
FREIOS CONFIÁVEIS,
O MOTOR POTENTE
E O CONFORTO DA
CABINE FAZEM COM
QUE O VOLVO SEJA A MINHA
ESCOLHA NATURAL
MARCO PAULO, TRANSPORTES MARCO PAULO, PORTUGAL

E
 
stá chovendo. Enquanto Marco Paulo percorre emite um som de suspiro profundo é possível perceber o peso real. “Umas
o cascalho úmido espalhado pelo depósito de 15 toneladas, suponho. Este aqui pesa um pouco menos”, diz Marco Paulo,
pedras Granisul em Bencatel, nos subúrbios apontando para o bloco de mármore diante do outro que ele acaba de
de Estremoz, sudeste de Portugal, seu Volvo carregar.
FH praticamente se mistura às enormes pilhas Após concluir a amarração dos blocos na plataforma de carga, Marco
de alvíssimos blocos de mármore empilhados sobe na cabine do caminhão e inicia a viagem. Seu destino é uma empresa
em altas colunas. Olhando de relance, somente as bandei- de construção na cidade de Braga, no norte de Portugal. A rota é minuci-
ras coloridas do para-brisa revelam que o caminhão em si osamente planejada e ele pretende chegar por volta da meia-noite. Depois
16 não é feito do mesmo material que as rochas ao seu redor. de descarregar a carga na manhã seguinte, ele seguirá até outra localidade
Marco Paulo prende dois fortes cabos de aço ao redor nas proximidades para carregar o seu caminhão com granito e, de lá,
de um dos blocos. A grua amarela suspensa acima da sua seguirá até o depósito de pedras da Granisul, em Estremoz.
cabeça ajusta a posição e emite apenas um chiado suave “O meu ritmo normal de trabalho é uma noite longe de casa a cada
ao levantar o bloco de mármore. Quando a carga desce viagem. Na maior parte do tempo, tudo dá certo. Uma dificuldade que
sobre a plataforma de carga e a suspensão do caminhão tenho com essa carga é a forte inclinação das estradas no norte de Portugal”,
Portugal é o segundo maior
exportador de mármore do
mundo, depois da Itália

comenta, acariciando o painel do caminhão como se estivesse preparando


o seu cavalo de montaria. “Mas esse motor é ideal para uma tarefa como esta!” SOBRE O MÁRMORE
O mármore é a rocha meta- diferentes, ação conhe-
mórfica formada quando cida como marmorização.
MARCO PAULO É O TÍPICO representante da antiga e famosa indústria o calcário é submetido a A cidade de Estremoz é
do mármore que tanto fez a fama da região de Alentejo, sul de Portugal. altas pressões e tempera- um importante centro de
Centenas de empresas de pequeno e médio porte trabalham aqui para turas elevadas. Essa pedra exploração de mármore
extrair e processar a atraente pedra branca que acabará em cozinhas e vem sendo utilizada como desde a antiguidade. Dessa
saguões de hotéis ou servindo como ornamento em todo o mundo. E não material de construção e região se extrai 85% do
ornamentação em todo o mármore português. A ex-
apenas no exterior, mas dentro de Portugal também: há tanto mármore mundo por milhares de tração de mármore costu- 17
nos arredores de Alentejo que parece que cada cidade na região foi escul- anos. O mármore puro mava ser realizada usando
pida diretamente da rocha. O mármore pode ser encontrado em qualquer é branco, mas, quando o método a céu aberto,
lugar: nas ruas e calçadas, em prédios e fachadas, em todos os monumen- contaminado por uma mas hoje em dia é quase
variedade de substâncias, exclusivamente realizada
tos locais, estátuas e fontes.
adquire manchas de cores no subsolo.
A Transportes Marco Paulo é uma empresa de um homem só com i
Na grandeza do
Brasil tem Volvo

VOLVO I
TODAS NOVA EM
AS LINH
AS

Cinto de segurança salva vidas


Caminh
ões:
Novos m
o
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e mais e menos emissõ
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Equipa
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país.

Ônibus
:
De norte
a
novo cha sul do Brasil,
s
dianteiro si com motor
é sucess
absoluto o
.
O preço do mármore em
seu estado final pode
variar de R$ 340,00 a
R$ 2.250,00 por metro
cúbico, dependendo da
cor, qualidade e dimen-
são do bloco

i frota de um único caminhão. Iniciou operação em 2004, quando Marco escolher um veículo da marca não foi uma decisão difícil
Paulo cansou de trabalhar como empregado e decidiu tentar a vida como para Marco Paulo. “Existem dois tipos de caminhões: Vol-
transportador independente. Hoje ele tem cerca de 20 clientes espalhados vos antigos e Volvos novos. Os freios confiáveis, o motor
por todo o país. potente e  o conforto da cabine fazem com que o Volvo
seja a minha escolha natural. Considerando ainda o que
vou ganhar em economia de combustível, todos esses fa-
SEU NEGÓCIO ESTÁ DIVIDIDO EM DUAS OPERAÇÕES PRINCIPAIS: tores compensam a longo prazo o preço mais alto na hora
transportar pedras de mármore e granito recém-extraídas das pedreiras que da compra”, explica.
contornam as colinas verdejantes de Alentejo, e, em seguida, transportar as Marco Paulo visita regularmente a oficina da conces-
pedras já cortadas, polidas e acabadas dos atacadistas da região para as sionária Auto Sueco, representante da Volvo em Lisboa,
empresas de material de construção e obras em todo o país. para revisões de rotina e para consertar eventuais danos que
Ele admite que essa tarefa vem se tornando menos frequente em fun- possam surgir no decorrer da sua exigente rotina de trabalho.
ção da recessão global que abalou a economia de Portugal nos últimos “Eu não tenho tempo para fazer nenhum conserto sozinho.
anos. “As coisas estão difíceis agora. Muitos de meus concorrentes que- Tudo funciona às mil maravilhas na Auto Sueco. Embora
braram, e quase todo mundo que conheço neste setor se queixa da baixa eu seja um cliente de pequeno porte, eles sempre me
demanda”, diz. “Mas até o momento eu tenho me virado bem. O mármore tratam com respeito e consideração”, comenta.
é necessário o tempo todo e, como trabalho sozinho, não me incomodo
com os altos custos fixos.” FIM DA JORNADA. Os grandes blocos de mármore
Assim que entra na autoestrada, ele acelera seu caminhão até atingir repousam pesadamente sobre a plataforma de carga
uma velocidade constante. Entretanto, as nos aproximarmos de uma ro- enquanto o caminhão percorre tranquilamente as recém-
tatória, Marco Paulo desacelera até quase se arrastar. Lentamente contor- construídas e bem dimensionadas estradas de Portugal. A
namos um gramado verde bem cuidado que rodeia uma estátua feita de garoa fina é interrompida por momentos breves de sol
(sim, isso mesmo, você adivinhou) mármore reluzente. “Segurança em radiante, como lampejos de primavera a nos lembrar
primeiro lugar. Esta é uma carga valiosa, não queremos que um desses como é bela e sinuosa a zona rural portuguesa.
blocos de pedra maciça saia rolando estrada abaixo!” “Está vendo?”, pergunta Marco Paulo, apontando para
um campo com intermináveis filas de videiras e oliveiras. 19
“Por isso digo que tenho o melhor trabalho do mundo.
ELE ENFATIZA QUE A SEGURANÇA é um dos principais desafios do Posso ter bons e maus dias, às vezes é difícil ter que fazer
seu trabalho. Comprar um veículo robusto e confiável foi um dos seus tudo sozinho. Mas é em momentos como este que me dou
objetivos quando decidiu trocar seu caminhão, há três anos. Embora a conta da liberdade que tenho em meu trabalho. Isso é o
Volvo seja uma das marcas mais caras do mercado português de caminhões, que vale!” Q
Um negócio complexo
A Daudt definiu como foco de seu negócio a logística de
entrega ponto a ponto – e conta com os caminhões Volvo
20 VM 260 para um elevado nível de eficiência
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS ITO CORNELSEN
PARA NÓS, O VM COM CÂMBIO DE NOVE MARCHAS
MOSTROU SER O VEÍCULO MAIS APROPRIADO.
E TAMBÉM OPTAMOS PELO MODELO TOP DE LINHA,
COM CABINE LEITO, AR-CONDICIONADO, PORQUE
É IMPORTANTE O MOTORISTA TRABALHAR EM UM AMBIENTE
DE CONFORTO E SEGURANÇA
GUILHERME DAUDT

uma frota de sete caminhões. A empresa, fundada por Vicente Daudt, é di-
rigida hoje pelo filho Guilherme, que gerencia uma frota de 32 caminhões,
a maior parte deles semipesados.
Após adquirir o primeiro Volvo, em 2009, um FH 440 para viagens
mais longas, a empresa decidiu experimentar também os semipesados
Volvo VM. Hoje são 15 veículos da marca na frota. “E pretendemos conti-
nuar investindo na marca”, afirma o diretor Guilherme Daudt.
“O mercado de fast-food cresceu muito, nos últimos anos, e as empre-
sas familiares acabaram dando lugar às grandes do setor de alimentos. Para
nós, ficou mais interessante nos concentrarmos em logística. Um setor em
que desenvolvemos uma expertise própria. Nossos clientes reconheceram e
fizeram questão de continuar com a gente depois que vendemos a produção
de alimentos”, conta o empresário.
Além de cumprir prazos, o transporte para lojas de conveniências é
cuidadoso. Há produtos congelados, resfriados e, também, carga comum.
“Entregamos pizza congelada, sanduíches refrigerados, produtos em tem-
peratura ambiente, como bebidas, e todos os outros gêneros que podem ser
comprados em lojas de conveniências, desde doces até eletrodomésticos”,
diz Daudt.
Seus caminhões rodam em média 15 mil quilômetros por mês para en-
tregar produtos em cerca de 1.100 lojas em todo o país. Para atender a di-
versidade de produtos, a Daudt usa 15 caminhões VM 260 nas versões 4x2
e 6x2. Todos com baús isotérmicos compartimentados. Cada baú tem três
compartimentos: um para congelados, um para refrigerados e outro para
produtos em temperatura ambiente.
“Para nós, o VM com câmbio de nove marchas mostrou ser o veículo
mais apropriado. E também optamos pelo modelo top de linha, com cabi-
Loja de conveniência ne leito, ar-condicionado, porque é importante o motorista trabalhar em
recebe mercadoria um ambiente de conforto e segurança. Não precisa dirigir com janela
distribuída pela Daudt:
logística complexa aberta e, quando chega ao ponto de entrega, está inteiro, com boa aparên-
cia, descansado”, explica Guilherme.

O SUCESSO DE SEU NEGÓCIO. “Continuamos trabalhando como se


estivéssemos transportando para nós mesmos. Com o mesmo cuidado. E
isso o nosso cliente percebe e valoriza”. Em seus valores essenciais, a em-

A
família Daudt começou com uma presa define claramente a meta de “viabilizar a chegada de produtos com
pequena indústria de alimentos. integridade e rapidez a todos os pontos de venda de nossos clientes, pro-
Fornecia seus produtos para lojas porcionando pleno abastecimento, estoque reduzido, maiores vendas e me-
de conveniência. Não é uma ativi- lhores resultados”, explica Daudt.
dade tão simples. Requer cuidado Para isso, mantém três Centros de Distribuição. Um na matriz, em São
no preparo e, também, logística Leopoldo (RS), onde concentra as entregas à região sul. E outros dois em
bem planejada para que os lanches Taboão da Serra (SP) e Lauro de Freitas (BA), para entregas em outras
cheguem às lojas sem demora e sejam consumidos logo regiões do país.
após a fabricação. Os dirigentes da Daudt têm percepção clara de que é melhor manter o
Para que seja perfeito, o ciclo produzir-transportar- foco no negócio. Daí optarem pela terceirização da manutenção da frota.
consumir deve cumprir sempre o menor prazo possível. “Nosso negócio é transporte, e não oficina de caminhão. Preferimos contratar
21
E os Daudt foram se especializando a tal ponto que os programas de manutenção da Volvo. Temos a tranquilidade de dispor de
acabaram se tornando mestres na logística. Venderam a atendimento em todo o Brasil, onde quer que os caminhões estejam.
indústria de alimentos e, hoje, se dedicam exclusivamente E, ao que tudo indica, a receita de sucesso deu certo. “Nossa previsão
ao transporte. é crescer cerca de 40% este ano e continuar nesse ritmo”, revela
Surgiu então a G. R. Daudt Logística, em 2005, com Guilherme Daudt. n
O que o
mercado quer
Desejo dos transportadores, a Volvo passa a
produzir um chassi de ônibus semipesado com
motor dianteiro – e tecnologia muito à frente
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS ITO CORNELSEN

Duas opções de caixa de câmbio:


uma para aplicações urbanas
(‘direct drive’) e outra para rodoviárias
(‘overdrive’)

Molas
parabólicas na
dianteira e na
traseira: mais
conforto,
22 menor peso e
manutenção
simplificada
O
nosso chassi B270F inaugura uma nova fase da história com motor frontal é representado por 70% de ônibus ur-
da Volvo no país. É o primeiro ônibus com motor di- banos e 30% de rodoviários. Estes, em operações de mé-
anteiro da marca, após mais de 30 anos no mercado. “A dias e curtas distâncias, de aproximadamente 100
decisão de produzir esses novos ônibus é uma resposta a quilômetros, e também fretamento. Trata-se do segmento
um anseio antigo de nossos clientes que já usam os imediatamente abaixo dos pesados (acima de 16
ônibus da marca em outros segmentos, mas não dispu- toneladas), e logo acima dos médios, na faixa entre 16 e
nham de modelos da Volvo para essa faixa de aplicação, 17 toneladas.
com demanda crescente”, afirma Luís Carlos Pimenta, presidente da Volvo “Para a Volvo, esse lançamento representa um grande
Bus Corporation Latin America. salto. Passamos a competir em segmentos que, juntos,
Até então a Volvo vendia no Brasil e outros países da América Latina somam aproximadamente 16 mil unidades anuais, quatro
uma gama de ônibus que atende aos segmentos de ônibus pesados, com vezes superior aos segmentos que atendemos até então”,
vendas totais de 4.000 unidades ao ano. Com os novos ônibus, a marca avalia o presidente da Volvo Bus Latin America. ›
passa a competir também no segmento semipesado com volumes da ordem
de 12 mil unidades anuais.
Coluna de
EXPECTATIVA CONFIRMADA. O segmento de mercado dos ônibus 4x2 direção
ajustável e
alavanca de
mudanças
acionada
por cabo:
precisão,
suavidade
e conforto

Motor de 270 cv, torque de 900 Nm e injeção


"common rail"

23
› A confirmação de que o mercado aguardava ansiosamente o lançamento
desse tipo de produto, pela Volvo, está na realização das pré-vendas, com mais
de 200 unidades vendidas antes mesmo dos primeiros chassis saírem das li-
nhas de montagem.
Um dos grandes trunfos do novo veículo é a inspiração na plataforma dos
caminhões Volvo VM, já consagrados pelo mercado, principalmente pela sua
robustez e economia de combustível.
“O projeto para o ônibus, contudo, priorizou as necessidades específicas
do transporte de passageiros, com atenção especial a itens de conforto, segu-
rança e cuidado ambiental. Até porque o veículo terá uma parte expressiva das
vendas para o mercado urbano”, explica Gilcarlo Prosdocimo, de Engenharia
de Vendas da Volvo Bus Latin America.
Marcopolo
QUALIDADES TESTADAS. Antes de chegar ao mercado, os novos ônibus
Volvo B270F foram duramente testados em campos de provas e também sub-
metidos às reais condições de operação em operadores selecionados pela en-
genharia da Volvo e também em campos de provas.
Apesar de ter a maior parte dos componentes já testados, graças ao uso
comum de componentes do caminhão Volvo VM, os testes comprovaram a
adequação, já que o projeto é para o transporte de passageiros, diferente do
caminhão.
Os testes em campos de prova submetem o veículo a condições severas em
operação contínua para comprovar sua resistência e durabilidade. “O objetivo
é avaliar a durabilidade do veículo e de seus diversos componentes. É um teste
padrão para todos os produtos lançados pela Volvo. Em síntese, mantém o
veículo em operação durante um longo período, em um circuito com níveis
de dificuldades variadas”, explica o engenheiro Helio Kubo, responsável pelo
programa de desenvolvimento do B270F. Caio
“Mas também precisamos saber como ele se comporta na prática, nas
cidades e estradas, com diferentes opções de encarroçamento, atendendo às ne-
cessidades reais dos transportadores”, acrescenta Kubo. Por isso, um programa
de testes incluiu aplicações rodoviárias e urbanas em diferentes regiões do país.
Foram selecionadas oito empresas de Curitiba e Pinhais (PR),
Campinas (SP), Betim e Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO). “Os testes
comprovaram os atributos de resistência, economia de combustível, con- tribuem para a redução de custos de manutenção, por
forto e níveis reduzidos de emissões”, diz o engenheiro de vendas. “O pro- terem menos componentes e por dispensarem serviços,
grama de testes não se encerrou. Como de costume, continuamos moni- como o arqueamento periódico em suspensões com
torando os veículos durante um período prolongado para reunir feixes de molas. Também tem a vantagem de manter o
informações que permitirão seu aprimoramento contínuo.” veículo no mesmo nível em relação ao solo, indepen-
dentemente da carga.
Um dos pontos fortes do novo ônibus é seu motor
com 270 cv de potência e torque de 900 Nm. Um propul-
sor robusto, que opera com uma faixa de torque plana su-

TECNOLOGIA perior aos demais veículos da categoria. Permite trocas de


marchas em rotações mais baixas. O sistema de injeção
Common Rail torna mais fácil a manutenção e, pelo con-

A BORDO junto de suas características, o motor já mostrou ser exce-


lente em consumo de combustível.
O posicionamento do motor no chassi, na parte
frontal do veículo, foi cuidadosamente estudado para per-

O
projeto do novo ônibus B270F foi inteiramente desenvolvido mitir o melhor aproveitamento da plataforma para o
pela engenharia brasileira da Volvo com soluções específicas salão de passageiros. Em vez de centralizado, como é
para os mercados do Brasil e outros países da América Latina. comum, o motor foi ligeiramente deslocado para a es-
“Reúne a melhor tecnologia da marca para um transporte eficaz, querda (50 mm), para baixo (50 mm) e para frente
que faz dele um veículo altamente competitivo”, avalia o presidente da (150 mm). O resultado é uma melhor ergonomia de
Volvo Bus Latin America, Luís Carlos Pimenta. acesso ao banco do motorista e, também, mais espaço e
O uso de aços especiais, aliado a soluções mais avançadas, como a sus- facilidade de acesso para os passageiros.
pensão com molas parabólicas, permitiu construir um chassi de ônibus até O projeto do chassi, com estrutura de longarina e
450 quilos mais leve que os similares. O B270F é também o chassi de travessas em escada, facilita o trabalho dos encar-
24
ônibus com o piso mais baixo em sua categoria. roçadores. Os balanços dianteiro e traseiro são equili-
A suspensão com molas parabólicas nos eixos traseiro e dianteiro é uma brados. Permitem a montagem de carrocerias de até
exclusividade da marca, no segmento. O resultado é mais conforto para os 12,80 metros sem necessidade de alteração da distância
passageiros, mais estabilidade, menor nível de ruído, menos manutenção. entre-eixos original de 5,95 metros. O balanço dianteiro
Com 150 kg a menos que as convencionais, as molas parabólicas con- mais longo garante portas mais largas para o acesso dos
À esquerda, o
novo ônibus
B270F nas
carrocerias da
Marcopolo
(acima) e Caio.
À direita, no
sentido horário,
os modelos
encarroçados
pela Neobus,
Mascarello, Irizar
e Comil

Neobus Mascarello

Irizar Comil

passageiros, o que é útil especialmente em aplicações urbanas. uma ergonomia mais eficiente, que elimina a transfe-
rência de ruído e calor para o salão de passageiros.
URBANO OU RODOVIÁRIO. “Ao lançar esse novo produto, a Volvo ofe- O eixo de tração MS 23158 é uma solução desen-
rece as opções ideais de configurações para que os transportadores tenham volvida especialmente para os novos ônibus. As engrena-
sempre o melhor resultado em aplicações rodoviárias e urbanas”, afirma o gens recebem usinagem de maior precisão para garantir o
presidente da Volvo Bus Latin America. menor nível de ruído possível. Com rolamento de roda
Inovador, o projeto do B270F tem detalhes que fazem a diferença. É o caso livre de manutenção, é um eixo de elevada durabilidade e
do volante ajustável em inclinação, único nesse segmento do mercado e que manutenção reduzida, disponível em três relações de re-
terá a opção de ajuste em altura. Atenção especial também foi dada aos con- dução: 4,10 (aplicações rodoviárias), 4,56 (urbana) e 4,88
juntos de transmissão, eixos traseiros e sistemas de freios. A concepção eleva a (aplicações mais severas).
produtividade e performance, é mais seguro e confortável para os passageiros.
O eixo dianteiro e a direção são robustos e extremamente confiáveis, PÓS-VENDA COM LINHA AZUL. “Por ser um veículo
entre outros fatores, por agregar componentes comuns aos dos caminhões desenvolvido a partir da plataforma dos caminhões VM,
Volvo VM. Com rolamentos livres de manutenção e ângulo de giro das o B270F possui cerca de 80% de componentes comuns, o
rodas de 48 graus, o conjunto proporciona excelente nível de esforço no que dá ao empresário a garantia de suprimento imediato
volante, independentemente da carga. em todo o mercado”, afirma Carlos Pacheco, gerente de
pós-venda da Volvo do Brasil.
FREIOS E TRANSMISSÕES. O sistema de freios a tambor é do tipo O novo ônibus chega ao mercado com outras novi-
S-Came com ajuste automático das lonas e com exclusivo sistema de cubos dades do pós-venda. Os transportadores já conhecem as
livres de manutenção em todas as rodas. O B270F possui o sistema de freios soluções consagradas: o Voar (Volvo Atendimento
com maior capacidade do mercado em sua categoria, com lonas projetadas Rápido), treinamento de motoristas, lubrificantes
para suportar as mais rigorosas aplicações urbanas e com custos de genuínos da marca, Reman (peças remanufaturadas
manutenção reduzidos. Volvo), peças genuínas, serviço planejado Volvo.
Os transportadores podem escolher entre duas opções de caixas de Agora os empresários de ônibus podem ter a estru-
câmbio. A transmissão FSO 6406A, para aplicações rodoviárias, com ro- tura de atendimento de serviços Volvo em suas oficinas
25
tação ideal de consumo na última marcha (overdrive). Já a caixa FS 6406B e também o suporte adicional do programa Linha Azul
(direct drive) é ideal para aplicações urbanas. Ambas combinam robustez Volvo, uma estrutura ainda mais especializada e exclu-
com operação suave e baixo nível de ruído, com sistema de acionamento siva para atendimento aos transportadores de pas-
por cabo para as trocas de marchas. O sistema também melhora o posi- sageiros, com unidades móveis específicas para ônibus,
cionamento da alavanca do câmbio no interior do veículo. O resultado é entre outros recursos. n
O SPA dos caminhões

Cada quilograma a menos na estrutura do caminhão significa


mais carga útil para os transportadores. A Volvo possui uma
poderosa plataforma de testes – a maior do mundo – para
reduzir peso dos veículos sem comprometer a resistência e
a durabilidade
26 TEXTO FLORENCE OPPENHEIM
FOTOGRAFIA PONTUS JOHANSSON
A plataforma de testes da Volvo: testes que normalmente du-
rariam de seis a doze meses nos campos de provas, podem ser
feitos em no máximo dois meses. Isso dá aos engenheiros mais
autonomia e agilidade para testar ideias novas e mais ousadas

Os engenheiros Emil Skoog e Magnus Larsson têm a


maior plataforma de testes do mundo a seu dispor. A
Volvo investe fortemente para minimizar o peso. Cada
quilograma retirado do peso do chassi pode ser convertido
em carga transportada, aumentando a eficiência do O engenheiro de testes Emil Skoog na sala de controle:
transportador e tornando seu serviço mais competitivo “Este trabalho é como enviar um foguete ao espaço”, diz. Uma
e mais lucrativo vez que todas as instalações estejam a postos e o programa
de controle esteja pronto, resta fazer um monitoramento rigoroso
e ajustes

A
 
nova plataforma de testes da Volvo Trucks é utilizada para los. A plataforma pesa pouco mais de 200 toneladas e
avaliar novos materiais e desenhos de componentes, como repousa sobre um bloco de concreto que pesa quase 1.000
eixos e sistemas de suspensão. E tudo é feito para repro- toneladas e que, por sua vez, encontra-se sobre 36 bolsas
duzir fielmente as condições reais de operação dos veículos, de borracha cheias de ar que isolam a plataforma de testes
como se estivessem a serviço dos transportadores. do edifício em si. Ela está dimensionada para testes em
“Essa é a maior plataforma de testes para eixos e sistemas larga escala em eixos e suspensões de até 32 toneladas, e a
de suspensão do mundo. Nenhuma outra instalação aplica o tipo de força Volvo é a única fabricante de caminhões do mundo capaz
e fadiga que o nosso aparelho aplica”, comenta Göran Johansson, respon- de lidar com tais dimensões. “O que nos torna únicos é
sável pelo departamento de testes de durabilidade de eixos, suspensão, que podemos testar estruturas com eixos dianteiros ou
sistemas de direção e freios da Volvo Trucks. traseiros duplos. Existem plataformas que se assemelham
à nossa, mas que só podem testar um eixo”, enfatiza Göran 27
A PLATAFORMA DE TESTES POSSUI QUATRO SEÇÕES idênticas, Johansson.
cada uma em seu próprio canto, que podem ser unidas e separadas, con- Quando a plataforma está sem atividade, tudo o que
forme necessário. Estas correspondem aos pares de rodas em um caminhão. se pode ouvir são alguns ventiladores e o barulho da
Reservatórios de óleo, mangueiras, painéis de controle e braços de robô pressão do óleo se acumulando. Quando em funcionamento,
feitos de aço são parafusados ao veículo a ser testado, em vários ângu- o que costuma acontecer todos os dias do ano, resta pouca i
A plataforma é colocada sobre uma chapa de aço plana, que é fixada a A plataforma tem 24 cilindros hidráulicos, seis para cada roda, para simular
uma base de concreto. Sob essa base, que pesa 980 toneladas, há 36 bolsas diferentes condições de estrada. A força pode ser aplicada verticalmente,
de ar, que isolam o edifício das forças desencadeadas durante os testes lateralmente ou longitudinalmente sobre o eixo a ser testado

NÓS PODEMOS TESTAR PRATICAMENTE


QUALQUER COISA COM UMA PRECISÃO
FORMIDÁVEL. APLICAMOS RITMOS DIFERENTES
NOS EIXOS E SISTEMAS DE SUSPENSÃO PARA
REPRODUZIR A FORMA COMO NOSSOS CLIENTES
DIRIGEM SEUS CAMINHÕES
GÖRAN JOHANSSON, RESPONSÁVEL PELO DEPARTAMENTO DE TESTES DE DURABILIDADE DE EIXOS, SUSPENSÃO, SISTEMAS DE DIREÇÃO E FREIOS DA VOLVO TRUCKS.

i
dúvida do tamanho do esforço ao qual são submetidos os eixos e os sistemas materiais utilizados na construção do eixo são muitas vezes
de suspensão. testadas separadamente. E é a força de toda a instalação do
eixo sob condições reais de carga que testamos com rigor.”
CADA PAÍS TEM UM LIMITE de peso máximo e carga por eixo dos seus
caminhões, e a Volvo Trucks investe maciçamente para combater o ex- A TAREFA DE DETERMINAR OS ambientes e situações
cesso de peso, que pode ser um fator crucial na hora do transportador aos quais os eixos possam ser submetidos na estrada começa
decidir qual caminhão comprar. no campo de provas da Volvo Trucks na cidade de Hällered,
“O caminhão é uma máquina que trabalha com um preço por tonelada, na Suécia. “Nós dirigimos os caminhões sob tantas condições
independentemente da sua área de aplicação”, explica Göran Johansson. quanto possível na nossa instalação de testes para vivenciar
“Nós podemos testar quase tudo – e com uma precisão considerável. Em as condições de direção da vida real, que nossos diferentes
cada um dos testes aplicamos ritmos diferentes nos eixos e sistemas de clientes possam vivenciar em diversas partes do mundo”, res-
suspensão para reproduzir a forma como nossos clientes dirigem seus salta o engenheiro de testes Magnus Larsson. “Nós dirigimos
caminhões.” É extremamente importante que o chassi tenha pouco peso, em declives, subidas, estradas esburacadas, curvas acentuadas,
sobretudo nas operações de longa distância, em que o valor da carga do pisamos fundo no acelerador e freamos bruscamente – tudo
caminhão tem grande importância. o que um caminhão pode encontrar nas estradas. E gravamos
“A única coisa que não podemos fazer nessa plataforma é simular as cada quilômetro na forma de sinais digitais que depois copiamos
condições ambientais em diferentes climas”, diz Göran Johansson. A Volvo e transformamos em um programa de computador que é
Trucks continua a realizar testes de campo abrangentes, sob as mais diver- usado na nossa plataforma de testes.”
28 sas condições severas vivenciadas em extremos climáticos e operacionais Os engenheiros eliminam todas as informações
tão distantes como a Austrália e a Noruega. desnecessárias, como a condução em linha reta, trechos
“No entanto, para testar os eixos, a forma de dirigir é mais importante que de estrada lisa em condições de baixa carga, trajetos de
o meio ambiente. Devemos levar em conta diferentes cenários, como car- longa distância com velocidade constante e assim por
regamento parcial do caminhão, que faz com que o centro de gravidade se diante, mantendo apenas as informações relevantes.
desloque dos dois eixos traseiros para o eixo dianteiro. As características dos Tudo para minimizar a duração dos testes sem perder
Aqui está o sistema de sus-
pensão que deve ser testado.
O eixo é fixado com parafu-
sos grandes a uma série de
braços de aço que torcem,
tremem e o empurram em
várias direções

A PLATAFORMA DE TESTES EM NÚMEROS


Q A plataforma mede 14 x 8 com 12 bombas, com uma
metros e tem uma altura de 4,5 potência total de 2.000 kW, ca-
metros. pacidade de 4.900 l/min e uma
Q Pesa 200 toneladas e está pressão de até 210 bar.
instalada sobre uma base Q A frequência de atualização
(uma massa sísmica) que, por do módulo eletrônico de con-
sua vez, pesa 980 toneladas. trole da plataforma é 1024 Hz.
Q O sistema hidráulico conta

nenhum dado importante. A ECONOMIA DE TEMPO QUE SE TEM EM COMPARAÇÃO COM


Existem três perfis básicos, cada um com um programa os testes em campo de provas é de um valor inestimável. Quanto menos
específico: longa distância, distribuição e construção. tempo um protótipo permanecer na plataforma de testes, mais rápida
“Tudo funciona como um estúdio de música, onde se será a comercialização de novos recursos que respondam às necessidades
misturam diversos instrumentos para criar o som correto. específicas dos transportadores em um menor tempo possível. Às vezes, a
O que é importante para nós é ter as cargas e as faixas de Volvo Trucks precisa acomodar mudanças estipuladas pela legislação em
frequência corretas. Além disso, precisamos ter cuidado um curto espaço de tempo.
para não deixar nada de fora, mesmo algo pequeno, que A nova plataforma de testes também dá uma liberdade maior aos
possa impactar o resultado final”, explica Magnus Larsson. engenheiros da Volvo – já que uma ideia pode ser descartada ou priorizada
A plataforma é operada por uma sala de controle uti- de maneira mais rápida, impedindo que os engenheiros invistam tempo e
lizando um amplificador de sinais e controle eletrônico a recursos em projetos errados. Sem plataformas de teste e campos de pro-
partir do qual a programação dos diversos perfis de con- va, pode-se levar cinco ou dez anos para testar um novo desenho de eixo
dução também é realizada. “O trabalho é como enviar um em testes com clientes. Em um campo de provas, esse teste dura entre seis
foguete ao espaço”, diz o engenheiro de testes Emil Skoog, e doze meses, enquanto que com a plataforma de testes pode-se realizar
responsável pela plataforma de testes. Uma vez que todas o mesmo teste em apenas dois meses. Além disso, a precisão é maior na
as instalações estejam a postos e o programa de controle plataforma.
esteja pronto, resta fazer um monitoramento rigoroso e “Podemos realizar medições com precisão de até 1%”, afirma Emil 29
ajustes durante o teste. Skoog. “Essa margem não significa nada em relação a todos os outros
“As pessoas que trabalham aqui desenvolveram uma fatores que são levados em consideração, como a maneira que o motorista
experiência única com essa plataforma em particular, um conduz ou carrega o seu caminhão. O nosso objetivo é garantir a durabi-
conhecimento que é realmente muito difícil de substituir”, lidade dos nossos produtos para o consumidor final, tendo como base as
destaca Göran Johansson. exigências aplicáveis nos mais diversos mercados.” Q
A Volvo vai a
campo na
Copa do Mundo

altam pouco menos de mil dias para a

F
Equipamentos da marca Volvo Copa do Mundo de 2014, a 20ª da
estão espalhados por canteiros história da competição e a segunda no
Brasil. Mais do que palco para o em-
de obras de todo o país, entre bate entre as grandes seleções do globo,
a Copa é uma oportunidade de ampliar
eles, no icônico Maracanã e no investimentos, de consolidar o desen-
volvimento econômico e social do país e de fortalecer
Aeroporto Afonso Pena sua imagem no cenário externo, a exemplo do que
aconteceu com a África do Sul, em 2010.
Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT),
30
TEXTO PATRÍCIA MOSKWYN Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal
FOTOS ITO CORNELSEN (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro
(RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) são as doze
cidades escolhidas para sediar o Mundial. E elas vão
ganhar bem mais do que novos estádios: para prepará-
A empresa P. M. Montaleone,
especializada na demolição de
grandes estruturas, opera na
modernização do Maracanã com
quatro escavadeiras de esteiras
Volvo EC210BLC

AS COMPRAS, REALIZADAS COM O


DISTRIBUIDOR TRACBEL DESDE 2009,
SÃO FACILITADAS PELA AGILIDADE NA
RENOVAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO E PELOS
FINANCIAMENTOS OFERECIDOS PELO BANCO VOLVO
JÚLIO MONTALEONE, DA P. M. MONTALEONE

las para o evento, são necessárias incluem a redução da capacidade de público, de 82 mil
obras em mobilidade urbana, in- para 76 mil, com a eliminação de pontos cegos no está-
fraestrutura, investimentos no dio; a instalação de uma nova cobertura, protegendo os
setor de turismo. torcedores do tempo; a redução do campo, que passará a
Estudos sobre o impacto medir 105 m x 60 m; e a construção de novas rampas de
econômico do Mundial, realizados acesso, para reduzir o tempo de evacuação do público.
pela empresa Value Partners Brasil Uma obra gigantesca como o próprio Maracanã, e
para o Ministério do Esporte, que conta com a digital da Volvo. A empresa P. M.
apontam a criação de mais de 300 Montaleone, especializada na demolição de grandes es-
mil empregos permanentes e quase truturas, opera na modernização do estádio com quatro
400 mil temporários em função do escavadeiras de esteiras Volvo EC210BLC com rompe-
evento. As projeções também in- dores hidráulicos e duas escavadeiras compactas ECR55C
dicam incremento de R$ 5 bilhões e ECR 88. As máquinas trabalham na demolição do anel
no consumo, de R$ 9,5 bilhões nas inferior e parte do superior do estádio. O proprietário,
despesas de turistas nacionais e es- Júlio Montaleone, conta que colocar no chão as estruturas
trangeiros, a movimentação de R$ de arquibancadas e marquises requer técnicas avançadas,
16,8 bilhões em impostos e investi- como o corte com fio diamantado. “A estrutura é cortada
mentos em infraestrutura num valor inicial de R$ 33 bilhões. no anel superior, levada ao chão e o processo é finalizado
quando o material é britado”, conta. “Até agora foram reti-
MARACANÃ. Os doze estádios-sede da Copa de 2014 devem estar concluí- rados 40 mil m³ de concreto e ainda faltam mais 10 mil
dos já em 2013, quando o Brasil recebe a Copa das Confederações, uma es- m³”, explica.
pécie de prévia para o Mundial. Os levantamentos mais recentes mostram Segundo o empresário, a economia é o grande dife-
que, em oito deles, a construção ou remodelação já começou, um está na rencial dos equipamentos: “O motor é o ponto alto. O
fase de preparação do terreno e em três os projetos ainda não saíram do consumo de combustível é reduzido em 30%. Por exem-
papel. plo, uma máquina trabalha num dia com duzentos litros
Entre os que passam por uma reestruturação, o Estádio Jornalista Mário de diesel. A economia significa, para cada uma delas,
Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro, um ícone do futebol mundial, cotado R$ 40 mil num ano”, ressalta.
para o jogo da final da Copa. Construído em tempo recorde (apenas dois Com possibilidade do fechamento de novos negócios,
31
anos). sediou o primeiro Mundial no país, em 1950. Seis décadas depois, as o empresário pretende adquirir mais duas escavadeiras
obras de modernização para 2014, sob a responsabilidade do consórcio for- Volvo. “As compras, realizadas com o distribuidor
mado pelas construtoras Andrade Gutierrez, Delta e Odebrecht, movimen- Tracbel desde 2009, são facilitadas pela agilidade na reno-
tam a arena dia e noite. vação da documentação e pelos financiamentos ofereci-
As modificações pedidas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) dos pelo Banco Volvo”, conclui. ›
› AEROPORTO AFONSO PENA. Entre as obras de infraestrutura previs- dores de necessidades especiais e/ou mobilidade re-
tas para a Copa do Mundo de 2014 estão melhorias no Aeroporto duzida; 4 para microônibus e 196 vagas para motos.
Internacional Afonso Pena, a 18 quilômetros do centro de Curitiba, em A execução da obra é da empresa Tucumann
São José dos Pinhais, Região Metropolitana da capital paranaense. No Engenharia e Empreendimentos, que há duas décadas
terminal, o movimento é crescente: só entre janeiro e maio de 2011, mais atua no mercado da construção civil, infraestrutura por-
de 2,7 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto, segundo dados tuária, aeroportuária e obras industriais. Nos últimos três
da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). A esti- anos, a empresa investiu na compra de cinco escavadeiras,
mativa é de que, até o fim do ano, esse número supere os 6,5 milhões de três rolos compactadores, uma retroescavadeira, uma
pessoas. minicarregadeira, uma pá carregadeira e duas motonive-
Para aumentar a capacidade do Afonso Pena, obras. No início de julho, ladoras Volvo, já atenta ao aumento da demanda por causa
foi assinada a ordem de serviço para a ampliação do pátio de aeronaves, da Copa e do próprio crescimento do país. “Entre nossas
como parte do PAC da Copa, investimento de R$ 23 milhões e duração de aquisições mais recentes estão duas escavadeiras hidráuli-
um ano. A obra prevê o aumento da área total do pátio de 84 mil m² para cas modelos EC210B Prime e EC140B”, conta o enge-
aproximadamente 144 mil m². Com a expansão, o aeroporto irá ganhar nheiro Rinaldo Horst. Na obra do estacionamento, a
nove novas posições para o estacionamento de aeronaves, além das seis já Tucumann usou três escavadeiras e um rolo compactador
existentes. da marca para os trabalhos de terraplanagem.
Hoje estão em curso as obras para a ampliação do estacionamento de Segundo o engenheiro, o acompanhamento e as
veículos do aeroporto, investimento de R$ 11 milhões. Em frente ao manutenções preventivas são apenas algumas das van-
Terminal de Passageiros, possuía 680 vagas (22 para pessoas com necessi- tagens do trabalho com equipamentos Volvo. “É uma
dades especiais e mobilidade reduzida, 34 para idosos e 36 para motos). marca de renome internacional e tradicional, com
Com a ampliação, passará a contar com 2.202 vagas, distribuídas numa área ônibus, caminhões e equipamentos pesados. E o resul-
de 37.000 m². São 1.806 vagas para automóveis; 196 para idosos e porta- tado para o cliente é muito satisfatório”, afirma Horst.

É UMA MARCA DE RENOME INTERNACIONAL


E TRADICIONAL, COM ÔNIBUS, CAMINHÕES
E EQUIPAMENTOS PESADOS. E O RESULTADO
PARA O CLIENTE É MUITO SATISFATÓRIO
RINALDO HORST

32

Ampliação do estacionamento do Aeroporto


Afonso Pena, na grande Curitiba. A Tucumann
usa três escavadeiras e um rolo compactador
da Volvo CE para a terraplanagem
REFLEXOS NOS DISTRIBUIDORES. O ritmo de investimentos, principal- tanto na linha de máquinas pesadas quanto de
mente em infraestrutura, no estado do Rio de Janeiro, e a demanda de equipa- máquinas compactas. Por outro lado, estamos in-
mentos, aquecida devido aos grandes eventos esportivos da Copa de 2014 e vestindo na produção local de um número crescente de
das Olimpíadas de 2016, foram levados em conta na criação do Plano de produtos na nossa fábrica de Pederneiras, a 320
Investimento, desenvolvido há dois anos, pelo distribuidor Tracbel. O objetivo quilômetros da cidade de São Paulo. Um exemplo im-
foi preparar a empresa para o crescimento do setor de equipamentos pesados. portante é a produção local de escavadeiras, que
“Devido ao aquecimento do mercado, principalmente puxado por obras de começou neste ano”, revela.
infraestrutura e pela retomada do setor de mineração, revisamos o plano de Antecipando-se às mudanças no setor de construção
investimento no início deste ano e acrescentamos R$ 30 milhões aos R$ 100 civil, como a necessidade de aumento de produtividade,
milhões já previstos, totalizando R$ 130 milhões no triênio 2009 a 2011”, maior rapidez na conclusão de obras e atenta às limi-
conta Luiz Gustavo Pereira, vice-presidente da Tracbel. tações na disponibilidade de mão de obra, em função do
O planejamento incluiu da aquisição de equipamentos para incrementar a próprio aquecimento econômico, a Volvo CE Latin
frota de Rental Volvo (aluguel de máquinas) da empresa até a abertura de America passou a oferecer equipamentos compactos nos
novas filiais. Na capital fluminense, a Tracbel inaugurou uma nova sede, com últimos anos. Essa linha é representada principalmente
18.000 2. “Essa nova estrutura nos permitirá atender a atual demanda do mer- por Minicarregadeiras, Miniescavadeiras e
cado e o crescimento previsto para os próximos 10 anos”, afirma o vice-presi- Retroescavadeiras. “Prevemos que a tendência de au-
dente. A expectativa é só positiva. “Nossa previsão é que tenhamos um cresci- mento do uso de máquinas de pequeno porte em cons-
mento de cerca de 20% este ano, mesmo sobre uma base forte, que foi 2010, trução civil continue sendo um dos impulsionadores do
com um faturamento de R$ 90 milhões só no estado do Rio de Janeiro, com crescimento”, diz Kawakami.
282 unidades vendidas”, analisa. A presença de máquinas e equipamentos Volvo em
inúmeros canteiros de obras pelo país reafirma a tendên-
O BOM MOMENTO DA VOLVO CE. Segundo o presidente da Volvo CE cia de crescimento da marca. “O volume de negócios no
Latin America, Yoshio Kawakami, em 2010 o Brasil teve um crescimento primeiro semestre de 2011 foi superior ao de 2010, con-
importante e influenciou todo o mercado latino-americano de forma posi- forme os planos traçados. O faturamento total da Volvo
tiva. E a proximidade de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 Construction Equipment Latin America, que foi de US$
e as Olimpíadas de 2016, contribui ainda mais para o crescimento do mer- 620 milhões em 2010, deverá ser da ordem de US$ 700
cado. “Estamos ampliando o portfolio de produtos oferecidos no Brasil, milhões este ano”, conclui. n

33
Referência nacional
grupo JCA, um dos maiores opera-
Grupo JCA – Viação 1001,

O
dores brasileiros de transporte
Catarinense, Cometa e Opção rodoviário de passageiros, renova e
amplia sua frota com 192 novos
Turismo – compra 192 ônibus ônibus Volvo B340R, uma das
maiores aquisições de ônibus
B340R, uma das maiores rodoviários da história da Volvo no
Brasil. “A renovação por um opera-
aquisições da história da dor que é referência nacional na área em que atua
mostra a confiança nos veículos da marca. Nossos chas-
Volvo do Brasil sis são reconhecidos por sua alta tecnologia, grande con-
forto e capacidade de transporte. Ainda, por seu baixo
consumo de combustível”, afirma José Luis Gonçalves,
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
gerente de ônibus rodoviários da Volvo Bus Latin
FOTOS ITO CORNELSEN
America.
“Essa venda reforça o comprometimento entre o
Grupo JCA, a Volvo e as concessionárias Treviso e
Dicave. Todos temos uma visão clara e compartilhada
de oferecer o que há de melhor e mais avançado em
transporte para os passageiros”, complementa.
A experiência positiva que as empresas do grupo
têm com os veículos da marca foi a principal razão
apontada pelo diretor executivo da Auto Viação 1001,
Heinz Kumm Junior, ao optar pelos ônibus Volvo. “O
ponto forte deles, além dos itens de segurança, é o
alto grau de confiabilidade, disponibilidade e

34
baixo custo operacional. E, claro, a tecnologia de última geração, principal-
mente a segurança ativa”, destaca.
Sempre preocupado com a segurança dos passageiros, o grupo solicitou
que todos os veículos viessem equipados com o sistema ESP (Eletronic
Stability Program, em português Sistema Eletrônico de Estabilidade). O ESP é
um avançado dispositivo de segurança, com sensores que monitoram a acele-
ração lateral do veículo e, se necessário, atuam nos freios e aceleração para evi-
tar capotamento. Ônibus Volvo da Viação 1001, do grupo JCA, um dos maiores
Com 8.000 colaboradores, sete empresas de transporte de passageiros, o do país no transporte rodoviário de passageiros: parceiros
Grupo JCA é responsável pelo transporte de cerca de 100 milhões de pessoas
por ano. Juntas, suas empresas operam mais de três mil ônibus em diferentes O ÔNIBUS. O B340R é o chassi com a melhor relação de-
regiões brasileiras. Com a aquisição, a Volvo passa a ter 40% de participação sempenho-economia entre todos os veículos da classe.
na frota da Auto Viação 1001, que possui 1.100 ônibus, e de 70% na frota da “Reúne o que há de mais moderno em tecnologia de
Auto Viação Catarinense, com cerca de 400 ônibus. “Além disso, a Opção ônibus rodoviário e de turismo. Ainda toda experiência
Turismo, que até há pouco não tinha veículos próprios e opera como agenci- da Volvo na área, acumulada em diferentes países onde o
adora, adquiriu agora as primeiras 10 unidades, também dos Volvo B340R”, chassi é comercializado”, diz José Luis Gonçalves.
explica Kumm Júnior. O B340R é oferecido na configuração de eixos 4x2. “O
modelo vem equipado com o moderno e eficiente sistema
MANUTENÇÃO DE FÁBRICA EM CASA. Ao adquirir os novos ônibus, as de frenagem VEB (Volvo Engine Brake), que garante se-
empresas do Grupo JCA também optaram pelos programas de manutenção gurança e confiabilidade durante as viagens, além de
Volvo. “Para os ônibus da Viação 1001, temos também todo o serviço de ofi- diminuir os gastos com manutenção do sistema de freios
cina terceirizado com a Treviso (concessionário e contribuir com a economia de combustível”, destaca
Volvo para o Rio de Janeiro), que mantém uma Gilcarlo Prosdócimo, engenheiro de vendas da Volvo Bus
estrutura completa em nossas instalações. E a Latin America.
experiência mostra que é a melhor opção. Desenvolvido para aplicações rodoviárias e de turis-
Concentramos em nosso negócio e não mo, de médias e longas distâncias, o ônibus tem um alto
temos que nos preocupar com estoque de grau de tecnologia embarcada, como controle eletrônico
peças, mecânicos e ferramental. Creio de estabilidade (ESP), freios a disco com sistema
que é a tendência. A tecnologia evolui eletrônico antitravamento (ABS de última geração) e dis-
muito rapidamente. Isso dificulta aos tribuição de carga de frenagem, além da transmissão I-
frotistas manter pessoal capacitado e Shi automatizada, que troca as marchas sozinha e ofe-
ferramental caro em oficinas rece conforto e economia de combustível.
próprias”, avalia. Para o diretor executivo da Auto Viação 1001, um dos
pontos fortes é a elevada disponibilidade. “É um veículo
que só para de rodar para fazer as revisões recomendadas
pela fábrica. Não perde tempo em oficina”, afirma. n

35
Um executivo na fábrica,
na oficina e na boleia
Presidente da Volvo do Brasil experimenta na pele a realidade
brasileira em três tempos: como montador de caminhões,
como mecânico e como motorista de caminhão
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS HUMBERTO MICHALTCHUK E SILVIO AURICHIO

omo é o dia de um operário da linha de montagem da fábrica até a montagem final de um caminhão.

C
da Volvo? E o de um motorista de caminhão da marca? “Foi importante experimentar o ritmo da fábrica, o
Como trabalham os mecânicos, mecatrônicos e vendedores compromisso com a qualidade, com o ritmo e com as
de peças da rede de concessionários? pessoas. Notei o clima de camaradagem entre todos, que
Nada melhor do que prática para saber como as coisas tiveram paciência para lidar com iniciantes, como eu,
realmente são. E o presidente da Volvo do Brasil, o sueco com tudo funcionando perfeitamente.”
Roger Alm, decidiu ir fundo em sua experiência no país:
36
viveu o dia a dia da marca nessas três atividades: no chão de fábrica, nas ofici- UM DIA NA OFICINA. A segunda oportunidade surgiu
nas dos concessionários e na boleia do caminhão. com os vencedores do concurso internacional Vista.
A primeira experiência foi na própria fábrica, em 2010, pouco tempo após Alm prometeu passar um dia trabalhando com a equipe
ter assumido a presidência da Volvo do Brasil. Alm vestiu o macacão e passou vencedora da etapa sul-americana do concurso interna-
um dia na linha de montagem. Ali participou de diversas etapas do processo, cional de profissionais de pós-venda do Grupo Volvo. A
Reimão, que o acompanhou na troca de óleo do
VM 260, também gostou do trabalho de Alm: “Ele se
saiu muito bem, manuseou sem erro as ferramentas e
agiu como se já tivesse experiência na área”.
“Eu recomendaria a contratação dele para trabalhar
na oficina da Dicave, caso viesse pedir emprego na em-
presa”, brincou Waltrick sobre o desempenho do presi-
dente como mecânico.
Terminada a troca de óleo, o presidente seguiu para
a área de vendas de peças. Lá, acompanhado do consul-
tor Davi Medeiros, atendeu Marcos de Souza Freitas,
motorista de um caminhão FH 440 da empresa Milena
Transportes, de São Bento do Sul, e que comprou uma
lanterna traseira.
O motorista e cliente também gostou da oportu-
nidade. “Não é todo dia que a gente compra uma peça
diretamente com o presidente da montadora.”
“Foi tranquilo, segui as instruções que me deram.
Eles são realmente muito bons e provaram isso. Além
de saberem realizar seu trabalho, conseguiram também
me ensinar como fazer”, disse Alm.

PÉ NA ESTRADA. Por último, a oportunidade de “cair


na estrada” veio por meio de um convite do jornalista
Pedro Trucão, dos programas Globo Estrada (Rádio
Globo) e Pé na Estrada (Rede TV!). Alm aceitou o de-
safio do jornalista e passou o 10 de junho, uma sexta-
feira, a bordo de um Volvo FH 480 na BR 153, no tre-
cho de Goiânia a Itumbiara.
De Goiânia, parou no Posto Aparecidão, em
Aparecida de Goiânia, um dos maiores da região.
Almoçou em Goiatuba, no Posto Alvorada, e seguiu até
o Posto Décio, em Itumbiara, a parada que mais vende
diesel no Brasil. Ali dormiu na cabine do caminhão.
“O veículo é a casa dos motoristas nas estradas. Ao
ouvir suas opiniões e ver a forma como trabalham,
Roger Alm, presidente da Volvo, na boleia, na estrada, na podemos conhecer ainda mais suas necessidades e fazer
oficina e cercado por curiosos: “Foi uma experiência rica” um caminhão cada vez melhor, mais seguro”, resumiu o
presidente, após a experiência na boleia do FH.
Durante a jornada, ouviu os motoristas, com pedi-
equipe vencedora foi a da Dicave, de Araquari (SC). dos sobre oportunidades de treinamento, sobre como
Após conhecer as instalações, o presidente da Volvo serão os caminhões no futuro. Alm quis saber como os
do Brasil colocou o macacão e, na oficina, foi registrado postos atendem os caminhoneiros e como funciona a
no sistema administrativo informatizado como o contratação de fretes pelas estradas. Conversou com
mecânico número sete. um grupo de autônomos de São Paulo que esperava há
O mecatrônico André Waltrick acompanhou sua quatro dias no pátio do posto por um frete que com-
primeira tarefa : atender o caminhão da transportadora pensasse a viagem e os pedágios que encontrariam pelo
Seka, de Rio Negrinho, um FH 440. O motorista relatou caminho. E outro que foi obrigado a tocar 12 horas
perda de potência e aumento de emissões. Após bascular seguidas para conseguir cumprir o horário de entrega
a cabine do caminhão, o novo “mecânico” foi orientado a de uma carga.
conectar o laptop ao veículo para o diagnóstico A viagem foi também uma boa oportunidade de ver
eletrônico. Logo identificou que o sensor do turbo apre- na prática como se comporta na estrada o FH 480,
sentava código ativo. Os testes de voltagem apontaram equipado com caixa automatizada I-Shi, suspensão
falha na linha de 5 Volts do módulo. Tudo resolvido com pneumática, sensor de faixa, distância e chuva, proteção
a substituição do módulo eletrônico correspondente. antisspray e cabine equipada com TV LCD e DVD,
Depois trabalhou com outro mecatrônico, Jansen bancos giratórios e cama dupla.
Reimão, que o orientou na troca de óleo do motor do O jornalista, que apresentou a cobertura completa
caminhão Volvo VM 260 da transportadora Cereltec, da viagem do presidente em seus programas, disse es-
37
de Volta Redonda (RJ). perar que a iniciativa – inédita entre presidentes de
Para Waltrick, o presidente da Volvo “foi um bom montadoras – estimule outros executivos a conhecerem
companheiro de trabalho, assimilando rapidamente as de perto a estrada e a rotina dos caminhoneiros.
instruções recebidas. Ele é bastante esperto, aprende “Muitos motoristas não acreditavam que ele realmente
rápido e descobriu o problema rapidamente”. era o presidente da Volvo, afirmou Pedro Trucão.” n
Experiência
com a marca
Banco Volvo usa sua experiência com a marca para
garantir o sucesso na venda de equipamentos de construção.
A Muro Terraplanagem é bom exemplo
TEXTO LILAMAR RIBAS
FOTOS ITO CORNELSEN

E
m 2000 a empresa mineira Muro Terraplanagem, ainda
nos primeiros anos na atividade de movimentação de
minério, adquiria a primeira escavadeira Volvo. Nos anos
seguintes, para comprar novas máquinas e colocar em
prática o sonho de alavancar a empresa com equipamentos
de qualidade e alta credibilidade, a Muro optou pelo finan-
ciamento do Banco Volvo, da Volvo Financial Services
(VFS). De lá para cá, já foram 27 aquisições de carregadeiras e escavadeiras
nessa modalidade financeira.
Formada pelos sócios José Murilo Santana e Silva e Roberto Eustáquio
Estanislau, e com sede em Belo Horizonte, a Muro Terraplanagem está lite-
ralmente construindo sua história em Minas Gerais. Atende grandes em-
presas em diferentes cidades, como Congonhas, Itabirito, Brumadinho,
Sarzedo e Igarapé. Entre seus principais clientes, CSN, Itaminas, V&M do
Brasil e a MMX, do Grupo EBX.
“Somos fiéis à marca Volvo porque, além da qualidade dos equipamen-
tos, o financiamento e o seguro oferecidos pelo Banco Volvo foram funda-
mentais para o desenvolvimento da nossa empresa. Com taxas de adminis-
tração mais baixas que as do mercado, a VFS é competitiva nessa e em
muitas outras frentes. Trata-se de uma parceria de grande sucesso e, por
38
isso, interessante para as duas partes”, diz o sócio Roberto.
“A Muro é, sem dúvida, um grande cliente. Em seu histórico está a
aquisição de duas a quatro máquinas a cada ano. E, para nós, é uma grande
satisfação ver o seu crescimento nos grandes clientes”, afirma Cláudio
Maurício, consultor de vendas do distribuidor Tracbel, que atende a região.
O “BANCO DA MONTADORA”. Conhecido como
o “Banco Volvo”, a VFS é uma empresa global do
Grupo Volvo, presente em mais de 40 países. No
mercado brasileiro, atua há 18 anos e oferece
soluções em quatro áreas: Financiamentos, Leasing,
Consórcio e Seguros. Todas elas contam com taxas
diferenciadas e exclusivas para todos os veículos
produzidos pela Volvo: caminhões, ônibus e
equipamentos de construção. “A VFS é muito mais
do que uma instituição financeira. A ideia é a de ser
um parceiro de negócio dos clientes que escolhem a
qualidade, a segurança e a credibilidade da marca
Volvo”, diz Eurico Markowicz, gerente comercial da
Divisão de Equipamentos de Construção da VFS.
Equipamento da
“Além de mais facilidade para aprovação de
Volvo CE em crédito, o grande diferencial de um banco da própria montadora é que
operação, finan- temos conhecimento específico do setor, fundamental para criar soluções
ciado pelo
Banco Volvo que atendam as necessidades dos clientes”, completa Eurico.
Entre as modalidades oferecidas, o financiamento prefixado (parcelas
fixas e prazo determinado), financiamento sazonal (criado para atender as
necessidades dos clientes afetados pela sazonalidade no seu fluxo de rece-
bimentos) e FINAME, no qual o BNDES determina as políticas de finan-
ciamento, como nível de participação, prazos e carência. Há ainda o FI-
NAME Leasing, FINAME Modermaq, FINAME Procaminhoneiro,
Financiamento de Entrada, Financiamento de Seguro e Financiamento de
Lance Quitador. n

39
Luxo, potência
e tecnologia
O estaleiro Schaefer Yachts lançou a maior
lancha de luxo desenvolvida e produzida no Brasil:
a Phantom 600, com motor Volvo Penta
TEXTO LUIZ CARLOS BERALDO
FOTOS ITO CORNELSEN

40
O
novo modelo da Schaefer Yachts, de 60 pés, 18,6 metros
de comprimento e velocidade de cruzeiro de 28 nós, é a
primeira lancha brasileira com comando 100% digital.
São duas telas de 21 polegadas que mostram sonda,
radar e carta náutica. “A Phantom 600, além de grande, é
de longe a que oferece a maior soma de benefícios da
categoria. É também uma lancha que prioriza o clima
festivo e nosso dom para receber pessoas”, afirma o empresário Márcio Luz
Schaefer, dono do estaleiro que leva o seu nome.
O projeto, desenvolvido cuidadosamente pelo próprio Márcio Schaefer,
levou cerca de dois anos para ser concluído. “Estamos seguindo os rumos
do mercado náutico, que conta com um público cada vez mais exigente e
que busca lanchas de grande porte.”
O requinte também está nos detalhes que agregam conforto à embar-
cação. São três camarotes e quatro banheiros. Acomoda até seis pessoas
para pernoite. Durante o dia, o espaço foi projetado para 16 pessoas, além
do marinheiro e auxiliar. Conta ainda com sala de jantar, cozinha, amplo
cockpit, solário na proa com duas opções de distribuição, cozinha gourmet
na plataforma e um fly-bridge bastante espaçoso.
Tudo é tão surpreendente na Phantom 600 que o estaleiro ainda oferece
a opção da decoração interna assinada pelo renomado estúdio italiano
Pininfarina, responsável pelo design de marcas como Ferrari e Maserati.

NAVEGAÇÃO. Assim como os de-


mais produtos da Schaefer Yachts,
a proposta da lancha é apresentar o
que há de mais moderno em tec-
nologia mundial. Desde a atenção
aos detalhes, aos equipamentos
eletrônicos e mecânica. Por isso, a Muito espaço, conforto e tecnologia na nova
resposta da navegação é imediata: Phantom 600 da Schaefer Yachts
ela plana mais rapidamente, atinge
A Phantom 600 e o motor Volvo velocidades maiores mais facilmente e torna a navega-
Penta D13-900 IPS: ção muito mais leve”, explica Schaefer.
mais uma parceria de sucesso
Além de luxuosa e moderna, a Phantom 600 inau-
gurou uma tecnologia inédita na indústria náutica
brasileira: a produção em máquina fresadora computa-
dorizada, que corta os moldes em sistema informatizado,
à prova de erros.

MOTOR. A Phantom 600 vem equipada com motores


Volvo Penta D13-900, IPS (Inboard Performance
System) 1200 e 900. “Escolhemos a Volvo Penta, que já
equipa nossas outras embarcações, porque são motores
de alta qualidade, confiabilidade e performance. No
caso da Phantom 600, a faixa de potência adequada ao
barco e a tecnologia IPS foram determinantes. Além
disso, outros fatores contribuíram para a escolha: o
serviço de assistência e pós-venda e o histórico de
parceria entre as empresas”, lembra Márcio.
Embora seja uma característica incontestável, en-
gana-se quem pensa que a lancha só prioriza o luxo e a
tecnologia. “A Schaefer é uma empresa que busca,
acima de tudo, a qualidade máxima de suas embar-
cações. Como referência internacional no segmento, a
empresa exige dos fabricantes de componentes os mes-
mos valores de inovação permanente dos processos,
qualidade, ética e respeito ao meio ambiente. Valores
que também são da Volvo”, diz o empresário.
41
A Volvo Penta é líder mundial no cuidado com o
meio ambiente. Seu “Green Commitment Volvo Penta”
é, ao mesmo tempo, um documento e uma campanha
permanente da companhia para garantir que os motores
da marca serão sempre a melhor escolha ambiental. n
Lições para
um Brasil
seguro

Consultor de
segurança no trânsito
do Banco Mundial
afirma que, com
um programa
efetivo, país pode
reduzir em uma
década até
40% do índice
de acidentes
graves
TEXTO JÔNIA SCHMAEDECKE
FOTOS SILVIO AURICHIO
42
A “Abordagem Sistêmica de
Segurança”, conceito responsável pela
queda de 20% das mortes no trânsito
da Austrália em apenas cinco anos, é
aplicável em todos os países, inclusive
no Brasil, afirma Eric Howard
m dos mais influentes consultores do trabalhar em nível institucional dentro do governo, não

U
Banco Mundial em segurança no trân- somente dentro de um departamento, mas através dos
sito, o australiano Eric Howard veio ao vários ministérios para conseguir realizar mudanças.
Brasil a convite do Fórum Volvo-OHL Tudo para que a segurança no trânsito seja percebida
de Segurança para explicar, entre ou- como um programa completo e não uma série de ativi-
tros temas, como funciona a dades desconexas. Uma boa administração precisa de
“Abordagem Sistêmica de Segurança”, um plano claro, uma estratégia sobre o que fazer.
conceito responsável pela queda de 20% das mortes no Pronta a estratégia, deve-se trabalhar por resultados e
trânsito da Austrália em apenas cinco anos. Em entre- mensurá-los para cobrar progressos e responsabilidades
vista à Eu Rodo, o consultor sugere ações para o Brasil. em relação às metas acordadas.

Eu Rodo – O que é e como funciona a abordagem Eu Rodo – Se o senhor fosse consultor do governo
sistêmica de segurança no trânsito? brasileiro para montar um programa de segurança no
trânsito, por onde começaria?
Eric Howard – É a coordenação efetiva dos principais
atores – órgãos de segurança no trânsito, agências do Eric – O primeiro ponto é um diagnóstico completo. Se
governo, ONGs, etc. Possui três princípios-chave: o estivesse aconselhando o governo brasileiro diria:
primeiro é o de responsabilidade compartilhada – a res- mande seu ministro da Justiça, ou o dos Transportes ou
ponsabilidade não é só do governo ou dos motoristas, das Cidades, responsáveis pela segurança no trânsito,
individualmente. São muitos os atores envolvidos. O se- visitarem o estado de Victoria, na Austrália, a Suécia,
gundo: é preciso o reconhecimento de que seres hu- ou dar uma olhada no que os holandeses estão fazendo.
manos cometem erros. Não podemos esperar um com- Se as lições desses três países forem observadas e us-
portamento humano perfeito. Isso leva ao terceiro adas, será possível fazer muita coisa no Brasil.
princípio, o de tornar possível sobreviver a acidentes.
Isso exige uma abordagem de longo prazo para realizar Eu Rodo – Por onde começar no Brasil?
mudanças na infraestrutura viária, velocidades apropri-
adas para a malha viária e veículos mais seguros. A Eric – O Brasil pode aproveitar a longa curva de apren-
combinação desses três elementos evita muitas mortes. dizado de outros países, mas exige liderança e com-
preensão do que a abordagem sistêmica pode fazer. Um
Eu Rodo – O senhor acredita que a abordagem pode fun- começo é criar uma base para diálogo com a comu-
cionar em todos os países? nidade para conseguir o entendimento sobre o que es-
tamos tratando. Segurança no trânsito é mais do que
Eric – Sim. É aplicável a todos os países, em qualquer es- buracos na estrada ou jovens com atitudes inseguras. É
tágio de desenvolvimento. Sabemos que existem apenas preciso mostrar que existe maneira de operar a malha
quatro ou cinco tipos principais de acidentes que viária de forma segura. O ponto de partida é o compor-
podem matar. Portanto, trata-se de pensar o que os três tamental: uso de cinto de segurança, capacete, não
elementos da abordagem sistêmica de segurança estão beber e dirigir, limites de velocidade. É importante ini-
fazendo, de forma geral, para conter os tipos de aci- ciar a conversa sobre Abordagem Sistêmica. Pense
dentes em toda a malha. quanta informação para o público, quanta propaganda
será necessária para dar ao brasileiro, que está ocupado
Eu Rodo – É a sua primeira visita ao Brasil. Que im- demais para se preocupar com segurança no trânsito,
pressões teve do sistema viário? um entendimento sobre o que é um sistema seguro. É
um exercício de 10 anos. Nesse período poderíamos es-
Eric – O limite de velocidade é um grande problema, em perar uma redução de 30% a 40% no nível de acidentes
especial nas áreas urbanas. Isso é comprovado pelo graves e fatais. O Brasil tem um longo caminho pela
grande número de mortes de pedestres. Em algumas frente, mas isso pode ser feito.
vias, talvez o limite permitido de velocidade seja alto
demais. E ainda não é respeitado. O álcool parece ser Eu Rodo – Como as empresas do segmento de transportes
outro problema, assim como o modelo de habilitação. podem contribuir?
Os jovens precisam receber muita orientação e super-
visão antes de saírem pelas ruas e estradas como mo- Eric – Podem fazer muito e há espaços para inovação.
toristas plenamente habilitados. A taxa de fatalidade na Durante o Fórum Volvo-OHL de Segurança citei a nova
faixa dos 18 aos 28/30 anos é muito maior que em ou- norma de qualidade para gestão de segurança no trân-
tros países. sito que a organização internacional de normas publi-
cará até o final de 2012, a ISO 39001 (Gestão de segu-
Eu Rodo – O senhor fala em capacitação do gerencia- rança rodoviária). É uma ferramenta que dará suporte
mento da segurança no trânsito. O que significa? para ajudar todos a implementar mudanças e práticas
que aprimorarão a gestão da segurança no trânsito. Isso
43
Eric – Se falarmos sobre o governo, é a capacitação dos posto, há muito que as empresas podem fazer – a Volvo,
burocratas para entenderem as questões relacionadas ao por exemplo, tem um histórico maravilhoso na Suécia,
trânsito. O “o quê” precisa ser melhor entendido. na implementação de políticas para seus consumidores
Depois eles devem entender como conseguir promover potenciais, além de operações para melhorar a segu-
mudanças em relação à realidade de hoje. Temos que rança nas estradas. n
44
INSPIRAÇÃO SUECA
A FAMOSA CHAVE “INGLESA” FOI CRIADA NA SUÉCIA
Qualquer pessoa que já tenha usado uma chave inglesa cada uma transformando o mundo a sua maneira.
(e quem nunca usou?) deve agradecer a um sueco chamado A chave inglesa faz parte do kit padrão da competição
Johan Petter Johansson. Deve haver poucas oficinas no que a Volvo promove para escolher a melhor equipe de
mundo que não usam essa clássica e superprática ferramenta. mecânicos de suas concessionárias em todo o mundo. O Vista
Estima-se que 40 milhões delas ainda sejam fabricadas a (Volvo International Service Technical Association) envolve
cada ano com base nessa invenção de Johansson, que foi milhares de profissionais, em desafios teóricos e práticos para
patenteada em 1891. definir qual é a melhor equipe do mundo. Essa disputada
Johansson (1853 – 1943) foi um criativo inventor sueco, competição, que foi realizada pela primeira vez em 1957,
autor de várias outras inovações, como a chave de grifo, as incentiva o trabalho em equipe e alimenta o espírito esportivo,
fechaduras e o martelo mecânico de mola. Mas seu maior fazendo com que a união de um grupo seja premiada com o
sucesso foi a chave inglesa, que ainda é produzida na fábrica título de “Melhor time de mecânicos Volvo no mundo”.
fundada por Johansson na cidade de Enköping, em 1886, Mesmo que todos nós já tenhamos usado uma chave
onde cerca de 120 milhões unidades foram produzidas até inglesa ou sejamos muito hábeis com ferramentas, jamais
hoje. Essa brilhante invenção entrou para o rol das mais seremos tão bons quanto o time vencedor da competição
notáveis invenções suecas, junto com o palito de fósforo, a Vista. Q
dinamite, o cinto de segurança de três pontos e o rolamento,

45

TEXTO: DAVID WILES


FOTOGRAFIA: PAUL TESSIER
Muita coisa
mudou desde
os anos 50
Nos anos 1950, dirigir um caminhão era uma
tarefa árdua, que exigia muito esforço físico.
Felizmente, ao longo das décadas, várias
invenções revolucionárias fizeram com que a
condução dos veículos se tornasse mais
confortável, com menos esforço

TEXTO SUZANNE KORDON


FOTOGRAFIA THOMAS OLSSON

DIREÇÃO HIDRÁULICA CAIXA DE CÂMBIO FREIOS PNEUMÁTICOS


Até a década de 50, para dirigir um caminhão A primeira caixa de câmbio tinha três veloci- Para parar o caminhão, o motorista precisava
era necessário muita força nos braços. Com dades à frente e nenhuma era sincronizada. colocar todo o seu peso no pedal de freio.
o lançamento da direção hidráulica, no Isso significava que o motorista tinha que Os freios dos caminhões eram mecânicos
entanto, manobrar veículos pesados tornou-se acionar a embreagem duas vezes para poder até a década de 30, quando então foram
uma tarefa fácil. O conforto também mel- mudar de marcha. Desde aquela época, substituídos pelos freios hidráulicos. Depois
horoa uma vez que a direção passou a ser entretanto, as transmissões se desenvolveram vieram os freios à vácuo e, em seguida, os
ajustável, assim como o assento do motoris- constantemente até resultar na atual I-Shift. freios pneumáticos, que são os sistemas de
ta. Em 1979 a Volvo introduziu o volante de Com a ajuda de uma tecnologia de eletrônica freios utilizados nos caminhões atuais.
segurança, relegando ao passado o antigo avançada, oferece 12 velocidades. O mo- Atualmente pressionar o freio de pedal não
volante de aço revestido por bakelite. Em uma tor e a caixa de câmbio são sincronizados só requer menos esforço como os freios em
colisão, o novo volante amassa sem ferir eletronicamente por um sistema inteligente. si são também muito mais poderosos, fazendo
46 o motorista e também absorve a energia e Como resultado, as mudanças de marcha são com que a parada total de um caminhão seja
retarda o deslocamento do condutor para a automáticas e suaves. O motorista pode ainda não apenas uma tarefa menos árdua mas
frente. optar por trocar as marchas manualmente, de também mais segura. Os caminhões de hoje
forma sequencial. também contam com sistemas de frenagem
complementares (como freio motor) para
melhorar ainda mais a segurança.
...E MAIS ALGUMAS
CABINE DISPOSITIVOS MELHORIAS RECENTES
Q MONITORAMENTO DE FAIXA DE
GLOBETROTTER DE ELEVAÇÃO RODAGEM Se o caminhão acidental-
O ano de 1979 marcou uma revolução do No passado os caminhões tinham guinchos mente cruzar as linhas que demarcam
ambiente de trabalho do caminhoneiro com mecânicos para a elevação de cargas. as pistas, o
o lançamento da cabina Globetrotter. A ideia Quando o motorista queria inclinar a sistema alertará o motorista.
Q CONTROLE ELETRÔNICO DE
era que a Globetrotter servisse como um plataforma de carga ou usar um guindaste,
ESTABILIDADE Sistema que diminui
hotel móvel, facilitando a vida dos motoristas não tinha escolha senão usar força braçal. riscos de derrapagem e tombamento.
nas viagens mais longas. A cabine era mais Algum tempo depois veio a bomba hidráu- Q PILOTO AUTOMÁTICO INTELIGENTE
espaçosa, era possível ficar totalmente em lica. Hoje basta apertar um botão de dentro Radar que aciona os freios e ajuda o
pé para trocar de roupa, por exemplo, e da cabine ou de uma caixa de controle que motorista a manter uma distância se-
gura e constante do veículo da frente.
havia uma gama de acessórios adicionais, pode ser usada no lado de fora do veículo. Q VIDROS ELÉTRICOS Com o lança-
como geladeira. Na década de 80, foi mento dos vidros elétricos, abrir e
lançado um sistema eletrônico de controle fechar janelas ficou mais confortável. 47
de temperatura. Assim o clima no interior Q SENSOR DE PONTO CEGO Usando
tecnologia de radar, ao se preparar
da cabine se mantinha constante, independ-
para mudar de pista o motorista será
entemente da temperatura externa. alertado caso exista um veículo escon-
dido no ponto cego.
EXPRESSO VOLVO

O Fórum Volvo-OHL de Segurança no Trânsito, que este


ano atraiu mais de 400 pessoas: um debate em busca de
soluções que façam o trânsito do Brasil menos violento

A Década Mundial da
Segurança
“Como o Brasil pode aproveitar a Década Mundial de Ações de
Trânsito.” Esse foi o tema do Fórum Volvo-OHL de Segurança no
Trânsito, realizado em junho, em Brasília

A Década Mundial de Segurança foi instituída pela Organização das Nações


Unidas (ONU) e Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010, iniciando-se
oficialmente dia 11 de maio de 2011 e terminando em 2020. O objetivo é re-
duzir em 50% o número de mortes causadas por acidentes de trânsito, com
ações que devem ser implementadas pelo mundo afora. Atualmente, todos os
anos, cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem – são mais de 3 mil mortes
diárias – e de 20 milhões a 50 milhões ficam feridas.
O Fórum Volvo, que este ano atraiu um público de mais de 400 pessoas, é
o maior e mais tradicional evento brasileiro de debate de temas relacionados ao
problema da segurança no trânsito. A edição 2011 do evento foi realizada em
conjunto com a OHL Brasil, grupo controlador de nove concessionárias de Roger Alm, presidente da Volvo do Brasil, fala no evento
rodovias em várias regiões brasileiras, o evento trouxe ao Brasil dois especialis-
tas internacionais em segurança no trânsito: o australiano Eric Howard, consul- reduzir os altos índices da violência no trânsito, a mudança
tor do Banco Mundial em Segurança no Trânsito, e o espanhol Pere Navarro, di- de comportamento de cada um é fundamental; o que im-
retor geral de trânsito na Espanha. Além deles, estiverem presentes vários plica em respeito para com os outros e atitudes seguras
especialistas brasileiros das áreas educacional, privada, médica, governamental nas ruas e estradas”. As estatísticas no Brasil mostram
e parlamentar, além de dirigentes e lideranças de organizações ligadas ao setor. que, anualmente, morrem cerca de 38 mil pessoas no trân-
48
“O evento foi muito importante para discutir como o Brasil pode aproveitar sito, ferindo gravemente mais de meio milhão. No total, de
a Década Mundial para amenizar esse grave problema nacional. É um desafio acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
enorme, mas que só pode ser enfrentado se houver união de todas as forças Aplicada), o Brasil perde cerca de R$ 30 bilhões por ano
da sociedade brasileira”, destaca o presidente da Volvo, Roger Alm. com acidentes. Confira no link www.volvo.com.br/pvst
Para Anaelse Oliveira, do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, “para todos os assuntos discutidos no Fórum.
Transnorte: comemoração TRACBEL:
A MELHOR
com compra Volvo REVENDA DE
MÁQUINAS
DO BRASIL

A Tracbel foi eleita pela terceira vez


consecutiva a melhor revenda de
máquinas e insumos do Brasil pelo
Anuário Melhores e Maiores, da
Revista Exame. A eleição tem como
base seis indicadores: crescimento
das vendas, liderança de mercado,
liquidez corrente e geral, rentabili-
dade e riqueza gerada por fun-
cionário. “Nosso foco é oferecer
soluções completas para clientes, o
Este ano, ao completar 40 anos, a Transnorte, de Montes Claros (MG), renova sua frota com que a cada dia nos consolida como
16 novos ônibus Volvo, sendo dez B380R 6x2 e seis B380R 4x2, todos equipados com o mais completo distribuidor de
ESP, o Sistema Eletrônico de Estabilidade. A empresa possui 150 veículos e atua no trans- equipamentos pesados no Brasil”,
porte rodoviário intermunicipal, interestadual e de fretamento turístico, além do transporte de afirma o vice-presidente da Tracbel,
cargas, com a Transnorte Cargas, que também utiliza veículos Volvo, como os caminhões FH. Luiz Gustavo Pereira. Em 2010, a
“A Transnorte é uma empresa que se orgulha em manter um padrão elevado de segurança e empresa superou em R$ 275 mi-
conforto”, afirma Antônio Henrique Sapori Filho, diretor comercial e sucessor do fundador, lhões o faturamento de 2009, com
Antônio Sapori. receita líquida de R$ 658 milhões.

MOTORISTA RECEBE FH 440 NA FÁBRICA DA VOLVO


Desde 2001, a Volvo oferece aos transportadores os serviços do
Centro de Entrega Volvo (CEV), responsável pela entrega técnica de
veículos. Ao retirar seu veículo em Curitiba, os motoristas participam
de treinamento e visita à fábrica. Tudo com apoio da rede de conces-
sionárias. “Oferecemos um atendimento especial, estreitando rela-
cionamentos. O treinamento inclui a parte técnica, garantia e cuida-
dos com a manutenção”, afirma Marcelo Gonçalves, gerente de
administração de vendas da Volvo. A motorista de caminhão Julianni
dos Santos (foto), da CAS Santos Transportes, de Maringá (PR), foi
uma das 300 pessoas que estiveram no CEV em julho.
“Compramos o FH 440 6x2 para usar como cegonheira. Meu
marido já dirige caminhão e eu irei dirigir esse veículo. É nossa es-
treia na Volvo e, depois de passar pelo curso, tive certeza de que 49
começamos com o pé direito”, afirma ela, que será a primeira mulher
Cadi Busatto

a trabalhar para a Brazul Transportes, de São Bernardo do Campo


(SP), para a qual sua empresa presta serviço.
EXPRESSO VOLVO

Volvo em Parintins
A Volvo foi patrocinadora do Festival Folclórico de Parintins,
uma das maiores festas populares do Brasil
Todos os anos, no mês de junho, a ilha de Parintins soas de todo Brasil e turistas do mundo inteiro contou com o patrocínio
se transforma no palco de uma das maiores manifes- da Volvo, por meio dos recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
tações da cultura brasileira: o Festival Folclórico de “Valorizar a cultura brasileira faz parte da nossa política de patrocínios. O
Parintins. A disputa entre os bois-bumbás, Garantido – Festival de Parintins é uma das maiores festas populares do Brasil e a
simbolizado pela cor vermelha – e Caprichoso – o principal expressão cultural da região norte do país, fortemente aliado às
azul – divide o coração dos moradores da ilha e atrai questões ambientais da região”, explica Anaelse Oliveira, responsável
milhares de turistas de todo o país e do mundo inteiro pela área de projetos de cidadania da Volvo do Brasil. “Por meio do pa-
ao Bumbódromo, a arena construída especialmente trocínio cultural estamos exercendo a cidadania corporativa, contribuindo
para abrigar a festa que movimenta a economia da com o desenvolvimento sociocultural do país e fortalecendo nossos va-
região, valoriza o folclore local e revela talentos na arte lores essenciais que são a qualidade, segurança e respeito ao meio ambi-
e na música. ente”, pondera Solange Fusco, gerente de comunicação corporativa da
Neste ano, a festa que reúne mais de 70 mil pes- Volvo do Brasil.

50

Festival de Parintins: cultura e folclore tiveram o apoio da Volvo na edição de 2011


Barco futurista com
motor Volvo Penta
O motor Volvo Penta D6 370 está
fazendo história com a presença na
primeira embarcação com a mais
avançada tecnologia para observação
oceânica do Brasil, chamada Hidronave.
O barco especial oferece serviço de
turismo ecológico em Fernando de
Noronha, no litoral pernambucano. Seu
diferencial está no piso central, que
conta com uma lente de aumento que
permite a quem não pode mergulhar a
possibilidade de conhecer a vida no
fundo do mar e também é ideal para estudantes e apaixonados pelo meio ambiente. “Pela expe-
HÍBRIDO riência e conhecimento que temos, preferimos os motores Volvo Penta. Nesse caso, é um motor
NO BRASIL D6-370 com rabeta Duoprop. Em motores náuticos, a Volvo é um nome conhecido por sua con-
fiabilidade. Aqui no Recife, também temos contato com a atividade de transporte urbano, e
Em junho a Volvo anunciou que a sabemos que o atendimento de pós-venda da marca nunca deixa o cliente na mão”, afirma
fábrica de Curitiba produzirá chas- Claudio Cardoso, um dos quatro sócios. “Além disso, a Volvo também tem um compromisso
sis de ônibus híbridos. O anúncio forte com a questão ambiental. Esse motor atende normas ambientais Euro 4 e, além de
foi feito pelo presidente mundial da econômico e silencioso, também aguenta um regime de trabalho excepcional, com alta disponi-
Volvo Bus, Hakan Karlsson, ao bilidade”, completa.
prefeito de Curitiba, Luciano Ducci,
na sede mundial da Volvo, em
Gotemburgo, na Suécia. O investi-
mento será de R$ 20 milhões.
LINHA F PRODUZIDA EM PEDERNEIRAS
O chassi escolhido é do tipo
A fábrica da Volvo Construction A série F com-
padron, na configuração 4x2 eixos.
Atualmente os híbridos Volvo são Equipment, em Pederneiras (SP), já preende as
produzidos conjuntamente por iniciou a produção dos caminhões faixas de 24
duas plantas, a de Boros, na articulados da linha F. As máquinas toneladas
Suécia, e a de Wroclaw, na substituem, com muitas novidades e (A25F) até 39
Polônia. “Estamos orgulhosos em avanços tecnológicos, a geração an- toneladas
poder anunciar essa decisão, terior, a linha E. Além do mercado (A40F) de ca-
temos capacidade industrial, cientí- latino-americano, a produção dos pacidade de
fica e intelectual para produzir híbri- caminhões articulados atenderá a di- carga. Todos os
dos e um mercado potencial”, de- versos outros países, como África modelos têm ex-
clarou Luis Carlos Pimenta, do Sul, Rússia, Canadá e Estados celente capacidade de manobra, locomoção e descarga
presidente da Volvo Bus Latin Unidos. No Brasil os veículos são eficiente e segura. Os modelos A25F, A30F, A35F e
America. A pré-produção está pre- utilizados principalmente por mine- A35F FS são mais potentes e têm maior eficiência de
vista para 2012, com cerca de 80 radoras e, no exterior, em cons- combustível, além de apresentar uma série de melhorias
unidades. trução de estradas. em termos de funcionalidade, projeto e manutenção.

PASSOU DE 1 MILHÃO
Com três veículos Volvo, 100% da frota, a empresa Pimenta Turismo,
de Chapecó (SC), tem um B12 B ano 2000 com mais de 1 milhão e
seiscentos mil quilômetros rodados sem abrir o motor. “Comprei meu
primeiro ônibus em 1995, graças ao empenho da concessionária
Dicave, pois na época não tinha condições financeiras. Desde então
não quero saber de outra marca. Aplicando a manutenção de forma
correta, o ônibus não quebra mesmo”, afirma o proprietário da em-
presa, Leonildo Antonio Schmidt Pimenta. A Pimenta Turismo oferece 51
viagens para compras em Brusque (SC) e São Paulo (SP), além de vi-
agens turísticas para a Argentina e o Chile. O ônibus roda cerca de 15
mil quilômetros por mês.
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