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IF/UFRJ Introdução às Ciências Físicas II – ICF2

Segundo Semestre de 2011 Avaliação Presencial Final

Questão Nota Rubrica


1a
2a
Nome:________________________________________
3a
Pólo:_________________________________________ Total

ICF2 e ICF2q– AVALIAÇÃO PRESENCIAL FINAL – AP3 – 2011/02


ALUNOS DA BIOLOGIA, FÍSICA E MATEMÁTICA

PROVA N1 (Substituição da nota N1) – QUESTÕES I, II e III


PROVA N2 (Substituição da nota N2) – QUESTÕES IV, V e VI
ALUNOS DE QUÍMICA
PROVA N1 – QUESTÕES I, II e III
INSTRUÇÕES GERAIS:
 O tempo de duração da prova é 2:30 h
 É permitido o uso de máquina de calcular, mas os cálculos numéricos intermediários devem
ser explicitados. Não deixe contas indicadas!
 As máquinas de calcular só podem ser usadas como calculadoras! É terminante a
decisão de não permitir o ouso delas com outros fins.
 A resolução deve ser apresentada na folha de respostas e a caneta azul ou preta por causa
da vista de prova. NÃO USE CANETA A TINTA VERMELHA!
 Provas resolvidas a lápis grafite não retornarão ao pólo para a vista e os pedidos de revisão
não serão atendidos.
 Seja organizado ao apresentar as soluções dos problemas propostos. Faça uma boa
caligrafia!
 A resolução das questões deverá ser acompanhada de justificativas concisas baseadas nas
leis associadas.
PROVA N1 (QUESTÕES I, II e III)

GABARITO
PADRÃO DE CORREÇÃO PARA A AP3-N1:
 Esta AP3-N1 é composta por três (3) questões.
 As questões podem ter mais que um item.
 Os itens podem ter subitens
Pontuação dos itens de cada questão:
Questão 1: 6 itens – 0,9 ponto por item  soma = 5,4 pontos
Questão 2: 4 itens – 1,0 ponto por item  soma = 4,0 pontos
Questão 3: 4 itens – 0,8 ponto por item  soma = 3,2 pontos

A soma dos pontos das questões pode chegar a 12.6, mas a nota máxima da prova é
10.

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Se o item estiver divido em subitens, a pontuação de cada subitem vem da divisão da pontuação do item
pelo número de subitens.
Descontos por itens:
 Se, de partida, o item estiver conceitualmente errado: 0,0 no item.
 Quando uma resposta exigir justificativa, metade da pontuação do item é para a justificativa. A outra
metade é para o raciocínio, desenvolvimento e resposta.
 Figura mal feita ou incompleta (quando solicitado figura): - 50% da pontuação do item.
 Resposta direta em item que exige desenvolvimento de cálculo: 0,0 no item.
 Erro de cálculo ou contas indicadas ou incompletas: - 25% da pontuação do item
 Esquecimento da unidade ou unidade errada: - 25% da pontuação do item
 Erro no número de algarismos significativos (questão experimental): - 25% da pontuação do item
QUESTÃO 1 (5,0 PONTOS):
I) Considere três esferas condutoras idênticas: S1, S2 e S3. A esfera S1 tem carga +2Q, a esfera S2 tem
carga –Q e a esfera S3 também tem carga –Q. As esferas estão separadas umas das outras. Coloca-se a
esfera S3 em contato com a esfera S1 e espera-se o equilíbrio eletrostático ser atingido. Em seguida, afasta-
se a esfera S3 e coloca-a em contato com a esfera S2. Após o equilíbrio eletrostático ser atingido, separa-
as. Qual é a carga final das esferas S1, S2 e S3?
Esferas S1 e S3 em contato → Separadas: S1 = +Q/2; S3 = +Q/2
Esferas S3 e S2 em contato → Separadas: S2 = -Q/4; S3 = -Q/4
Situação final: S1 = +Q/2; S2 = -Q/4; S3 = -Q/4
II) Duas partículas fixas e carregadas estão separadas pela distância d. As partículas tem originalmente
cargas de mesmo módulo, de mesmo sinal, e a força elétrica entre elas é F0. Através de um determinado
mecanismo que não importa no momento, metade da carga de uma das partículas é então transferida para
a outra partícula. Qual a nova força elétrica entre essas partículas?

Q Q kQ 2
Situação inicial: F0 
d2
d
Q – Q/2 = Q/2 Q + Q/2 = 3Q/2 k (Q / 2)(3Q / 2)
F
Situação final: d2
d 3 kQ 2 3
F 2
 F  F0
4 d 4

III) Na figura ao lado temos duas partículas


d d d d
pontuais carregadas com cargas q de sinais
-q
opostos, mas de mesmo módulo. Estas partículas +q x iˆ
estão fixas e distam de 4d. Considerando os 0 A B C
pontos A, B e C indicados na figura, qual a
direção e o sentido do campo elétrico resultante em cada um desses pontos? Não precisa calcular os
respectivos módulos.
Seja r̂ um vetor unitário na direção da reta que une a carga q q
(carga fonte) ao ponto P, onde se deseja determinar o campo P r̂
elétrico criado pela carga q neste ponto. O vetor r̂ está orientado, ou
por definição, da carga q ao ponto P conforme mostram os
r̂ P q
desenhos das figuras ao lado. O sentido indicado pelo vetor unitário
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r̂ é o que convencionaremos como sendo positivo: aponta para fora da carga fonte. Se a carga q for

positiva, o campo E no ponto P tem a mesma direção e sentido do vetor unitário r̂ . Se a carga q for

negativa, o campo E no ponto P tem a mesma direção do vetor unitário r̂ , mas o sentido é oposto.

Portanto, o sentido do campo elétrico resultante Ei nos pontos considerados (i=A, B, C) é
   
E A  E A iˆ; E B  E B iˆ; EC  EC iˆ . Ou seja, em cada um dos pontos considerados, o campo E tem a
direção do eixo x e o sentido é da esquerda para a direita, ou seja, do vetor unitário iˆ .
IV) As leituras registradas nas tabelas abaixo resultaram de medidas feitas nos terminais de dois
resistores diferentes: tirita e nicromo. Qual dos dois resistores é ôhmico e qual a resistência dele?

Tirita Nicromo
I (A) 0,50 1,0 2,0 4,0 I(A) 0,50 1,0 2,0 4,0
V (V) 2,55 3,11 3,77 4,58 V(V) 1,94 3,88 7,76 15,52

O elemento ôhmico está caracterizado caso a razão V/I seja constante, não importando o valor de V. Os
dados da tabela do Nicromo mostram que esta razão é constante, ou seja, o resistor de Nicromo é ôhmico.
O de Tirita não é.
1,94 3,88 7,76 15,52
A resistência do resistor de Nicromo é: R      3,88
0,50 1,0 2,0 4,0

A resistência do resistor de Tirita depende do valor de V. Verifique esta afirmativa!

V) Quando dois resistores idênticos são conectados em série aos terminais de uma bateria ideal, a
potência fornecida é de 20 W. Se esses dois resistores forem conectados em paralelo aos terminais dessa
mesma bateria, qual a potência fornecida pela bateria?

R R

Pfonte  I 
I I  2
I   R  R I   Pfonte   20W
+  2R

I  Série
2R 

R

I 
Pfonte   2 I 
R  2 2 2
  RI   Pfonte   4  80W
 R 2R
I 
I  Paralelo
2I R 

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VI) Duas baterias estão conectadas de tal maneira que uma delas I
acumula energia fornecida pela outra. A bateria B1 é ideal e fornece
energia E para a bateria B2. Se a resistência interna da bateria B2 for +
r, quanto de energia ela acumula? A corrente no circuito formado + B2
B1
pelas duas baterias é I. Veja a figura ao lado.
r
A bateria B1 fornece E à bateria B2, mas esta por ser real tem
resistência interna, ou seja, dissipa energia. Então, a energia I
acumulada pela bateria B2 é E’ < E. A potência dissipada (Efeito
Joule) pela bateria B2 corresponde a I2r.
y ĵ
P
QUESTÃO II (4,0 PONTOS): Na Figura 2 ao
lado representamos por q1 e q2 duas partículas iˆ
com cargas positivas de mesmo módulo q. Elas d
estão fixas sobre uma mesa horizontal nos
pontos indicados e a distância 2d entre elas, ao
longo do eixo x, é conhecida. Perpendicular ao
q1 q2
eixo x temos o eixo y onde marcamos um ponto x
P que dista de d do eixo x. A constante k, da Lei -d d
de Coulomb, é um dado do problema. Figura 2

a) Reproduza a Figura 2 no seu caderno de resposta e nessa figura desenhe no ponto P o campo elétrico
da carga q1. Calcule esse campo: módulo, direção e sentido.

Vamos chamar de E1 o campo elétrico da carga q1 no ponto P. Este vetor está desenhado na Figura 2B ,
fazendo um ângulo  com o eixo dos x. A distância r da carga q1 ao ponto P e está dado por:

y 
r 2  d 2  d 2  2d 2  r  2 d E1
Ainda pela figura,
d 1 2 ĵ
cos    cos       45 o Figura 2B
r 2 2 
sen  cos  , pois  = 45o P

Em termos dos unitários iˆ e ĵ , temos: r d

E1  E1 cos  iˆ  E1 sen ˆj ,
kq q1 
kq  q2
E1  2  E1  2
é o módulo do vetor E1 . x
r 2d -d d

b) Na figura do caderno de resposta desenhe no ponto P o campo elétrico da carga q2. Calcule esse
campo: módulo, direção e sentido.

Chamaremos de E 2 o campo elétrico da carga q2 no ponto P. Este vetor está desenhado na Figura 2C,

fazendo um ângulo  com o eixo dos x. A determinação do campo E 2 segue os mesmos passos dados no

item a) acima quando na determinação do campo E1 . A distância r da carga q2 ao ponto P está dada por:

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r 2  d 2  d 2  2d 2  r  2 d
y

E o ângulo  é tal que: E2
d 1 2
cos    cos       45 o Figura 2C
r 2 2
Então, sen  cos  , pois  = 45o.
 ĵ
P
Em termos dos unitários iˆ e ĵ , temos:

E 2   E 2 cos  iˆ  E 2 sen ˆj , r
d iˆ

kq kq
onde E 2   E2  é o módulo do vetor
r 2
2d 2 q1 
 q2
 x
E 2 . Observe que os módulos dos vetores E1 e
 -d d
E 2 são iguais.

c) Na figura do caderno de resposta desenhe no ponto P o campo elétrico resultante a ver com as cargas
q1 e q2. Calcule esse campo: módulo, direção e sentido.
  
O campo elétrico resultante E R é dado pela soma dos campos E1 e E 2 :
   
E R  E1  E 2 ER

E1  E1 cos  iˆ  E1 sen ˆj 
 
E 2   E 2 cos  iˆ  E 2 sen ˆj 
kq   2 kq ˆ Figura 2D
E1  E 2    E R   2 j
2d 2
 2 d
2  ĵ
cos      45 o  P
2 
 iˆ
O desenho do vetor E R na Figura 2D está em escala d

diferente daquela usada para desenhar os vetores E1 e

E 2 nas Figuras B e C, respectivamente. O desenho é q q2
1
meramente ilustrativo, servindo mais para ilustrar a x
 -d d
direção e o sentido do vetor E R .

d) Coloca-se, agora, uma partícula com carga Q positiva no ponto P. Qual deve ser a massa m dessa
partícula para que ela fique livre e em repouso no ponto P? Desenhe na figura do seu caderno de respostas
as forças que atuam na partícula de carga Q. A aceleração g da gravidade é um dado do problema.

Ao colocarmos a partícula com carga Q no ponto P, esta sofrerá a ação do campo elétrico criado pelas
 
partículas de carga q1 e q2. A ação corresponderá a uma força dada por FR  QE R . Como a partícula de
carga Q tem massa m, ela também sofrerá a ação da interação gravitacional, resultando daí a força peso
  
p  mg , onde g corresponde a aceleração da gravidade.

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  
Sendo Q uma carga positiva, os vetores FR e E R ER
tem a mesma direção e o mesmo sentido. Por sua  
  E1
vez, os vetores E R e g tem a mesma direção, mas E2
  
sentidos opostos. Ou seja, os vetores FR e p tem FR
 
sentidos opostos. Os vetores FR e p estão
desenhados na Figura 2E. A figura é simplesmente
ilustrativa, servindo apenas para ilustrar a direção e o Q
sentido dos vetores.
Para que a partícula de carga Q e massa m fique livre
e em repouso no ponto P, a condição a ser atendida é 
  p
FR  p  0. Então:
  q1 q2
FR  QE R  x
 Figura 2E
 2 kq ˆ 
ER   j 
2 d2
  FR 2 kqQ
p   pˆj m  
 g 2 gd 2
p  mg
  
FR  p  0 

p  FR (módulo)

Como ilustração, suponhamos que Q = q = 10-6 C e d = 10-2 m. Sabendo que k = 8,9x109 Nm2/C2 e g =
9,8 m/s2, temos:

2 8,9 x10 9 x10 6 x10 6


m   0,64 x10  m  6,4 Kg
2 9,8 x10  4

QUESTÃO III (3,0 PONTOS): Nos experimentos 5 e 6 da prática 2 foram realizadas medidas de
voltagens e correntes no circuito ilustrado na Figura 3 abaixo. Os elementos R1, R2, R3 e o potenciômetro
representam os resistores do circuito. Os dados registrados nas Tabelas 3A e 3B foram obtidos por um
hipotético aluno de ICF2.
R2
C D
R1 H
A B E
i/2
i G
R3 F
Fonte i
i Figura 3

J i

Potenciômetro I

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TABELA 3A TABELA 3B
Diferença de V  (V) Corrente elétrica nos i  i
potencial no: [V] pontos: [mA]
Resistor R1 VA–VB = 5,5  0,1
B B B B
A IA = 5,5  0,2
Resistor R2 VC–VD = 2,9  0,1
B B B B
C IC = 2,7  0,2
Resistor R3 VG –VF = 2,9  0,1
B F B B
F IF = 2,8  0,2
Potenciômetro VI – VJ = 2,8  0,1
B B B

Fonte VA–VJ = 11,4  0,1


B B B

a) Desenhe na Figura 3 do seu caderno de perguntas as correntes convencionais presentes no circuito.


As correntes estão assinaladas por setas na Figura 3 acima
b) Com os dados da Tabela 3A, faça a soma algébrica das voltagens Vtot = n Vn na malha
ABGFEHIJA e calcule a incerteza δ(Vtot) dessa soma. Verifique a Lei das Malhas nessa malha.
Vamos somar as diferenças de potenciais (voltagens) percorrendo a malha no sentido horário. Partiremos
do ponto A e retornaremos a ele. Sabemos que, de acordo com a Lei das Malhas, essa soma deve dar 0.
Então, literalmente,

Vtot  (V A  V B )  (V B  VG )  (VG  V F )  (V F  V E )  (V E  V H )  (V H  V I )  (V I  V J )  (V J  V A )

Como não há queda de tensão entre os pares de pontos B e G; F e E; E e H; H e I, temos: VB – VG = VF –


VE = VE – VH = VH – VI = 0. Logo,

Vtot  (V A  V B )  (VG  V F )  (V I  V J )  (V J  V A )
Vtot  V A  (V B  VG )  (V F  V I )  (V J  V J )  V A  Vtot  0

Pois VF e VI são pontos que têm o mesmo potencial elétrico. O resultado Vtot = 0 formalmente
apresentado acima é a verificação da Lei das Malhas aplicada à malha ABGFEHIJA.
De acordo com a Tabela 3A, temos:

Vtot  (V A  V B )  (VG  V F )  (V I  V J )  (V J  V A )  5,5  2,9  2,8  11,4  Vtot   0,2 V

A incerteza correspondente é:

  V tot    V AB2    V GF2    V IJ2    V JA2  4  ( 0 ,1) 2  2  0 ,1  0 , 2V

Então, o resultado da soma das voltagens na malha ABGFEHIJA está dentro do intervalo:
∆Vtot = (-0,2 ± 0,2) V  (- 0,4  ∆Vtot  0,0) V
Vemos que a soma das voltagens na malha ABGFEHIJA atende a Lei das Malhas porque o intervalo [-
0,4; 0,0]V verificado para ∆Vtot contém o valor formal zero (0) estabelecido por esta lei para a soma das
voltagens.
c) Sabendo que correntes convencionais que entram no nó são positivas e correntes convencionais
que saem do nó são negativas, e partindo das medidas na Tabela 3B, faça a soma algébrica das correntes
elétricas itot = n in no nó E e calcule a incerteza δitot dessa soma. Verifique a Lei dos Nós nesse nó.

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As correntes iD = iC e iF chegam no nó E. Por sua vez, a corrente que sai do nó E é igual a iA. Assim
sendo, pela conservação da carga elétrica no nó E e a inexistência de acúmulo de cargas elétricas no
interior de um condutor, esperamos que, formalmente, itot = -iA + iD + iF = 0 (Lei dos Nós).

De acordo com a Tabela 3-2, temos: itot  i A  i D  i F  5,5  2,7  2,8  5,5  5,5  0,0 mA

A respectiva incerteza é:

 i tot   i A2   i C2   i D2  3  (0 ,2 ) 2  3  0 , 2  0 , 3464 mA

Então: itot = (0,0 ± 0,3) mA  ( -0,3  itot  0,3) mA.


Vemos, portanto, que a Lei dos Nós está sendo satisfeita, pois o intervalo de valores [-0,3; 0,3] mA para a
corrente itot contém o valor formal itot = n in = 0 previsto por essa lei para a soma das correntes no nó E
da Figura 3.
d) Qual dos elementos do circuito está dissipando mais potência e qual o valor da sua resistência? Não
precisa calcular as incertezas associadas.
A equação que nos permite calcular a potência dissipada é P = VI, onde V é a diferença de potencial
aplicada ao elemento do circuito e I é a corrente elétrica através dele.
Resistor R1: P1 = (VA – VB)IA = 5,5x5,5x10-3 = 0,030W
Resistor R2: P2 = (VC – VD)IC = 2,9x2,7x10-3 = 0,008W
Resistor R3: P3 = (VG – VF)IF = 2,9x2,8x10-3 = 0,008W
Potenciômetro: PP = (VI – VJ)IA = 2,8x5,5x10-3 = 0,015W
Os cálculos mostram que o resistor R1 é o que dissipa mais energia. Aplicando a Lei de Ohm no resistor
R1, temos: VA – VB = R1IA  R  R1 = (VA – VB)/IA = 5,5/(5,5x10-3) R1 = 1000
Tabela de Incertezas:
1. f = x1 + x2 + x3 +... (f )2 = (x1)2 + (x2)2 + (x3)2 + ...
 x 
2
 x2 
2
 x 
2

2 2 
1
      3     
2. g = x1 ∙ x 2 ∙ x3 ∙∙∙ ; ( g) = g  x
  1   x2   x3  

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PROVA N2 (QUESTÕES IV, V e VI)

GABARITO
PADRÃO DE CORREÇÃO PARA A AP3-N2:
 Esta AP3-N2 é composta por três (3) questões.
 As questões podem ter mais que um item.
 Os itens podem ter subitens
Pontuação dos itens de cada questão:
Questão 1: 5 itens – 1,00 ponto por item  soma = 5,0 pontos
Questão 2: 3 itens – 1,40 ponto por item  soma = 4,2 pontos
Questão 3: 4 itens – 0,80 ponto por item  soma = 3,2 pontos

A soma dos pontos das questões pode chegar a 12.4, mas a nota máxima da prova é
10.
Se o item estiver divido em subitens, a pontuação de cada subitem vem da divisão da pontuação do item
pelo número de subitens.
Descontos por itens:
 Se, de partida, o item estiver conceitualmente errado: 0,0 no item.
 Quando uma resposta exigir justificativa, metade da pontuação do item é para a justificativa. A outra
metade é para o raciocínio, desenvolvimento e resposta.
 Figura mal feita ou incompleta (quando solicitado figura): - 50% da pontuação do item.
 Resposta direta em item que exige desenvolvimento de cálculo: 0,0 no item.
 Erro de cálculo ou contas indicadas ou incompletas: - 25% da pontuação do item
 Esquecimento da unidade ou unidade errada: - 25% da pontuação do item
 Erro no número de algarismos significativos (questão experimental): - 25% da pontuação do item

QUESTÃO IV (5,0 PONTOS):

I) Considere o diagrama p versus V da Figura I abaixo. A temperatura do estado indicado por c é a mesma
do estado indicado por a. O sistema termodinâmico são n mols de um gás ideal. As quantidades p0, V0 são
dados conhecidos. Tendo a Primeira Lei da Termodinâmica escrita como U = Qext + Wext, complete a
Tabela I abaixo com os sinais +, - , 0 correspondente aos processos desenhados na Figura I. Calcule o
volume do estado c e escreva o seu resultado na Tabela I.
p
a Tabela I Vc =3V0
3p0
Processo U Wext Qext
Figura I a→ b - 0 -
b→c + - +
a → c 0 - +
p0 c
b 3 p 0V0
Estado a: p aVa  nRTa  Ta 
nR
V
V0 ?

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nRTc nRTa
Estado c: p cVc  nRTc  Vc    Vc  3V0
p0 p0

II) Dispõe-se de três calorímetros idênticos contendo massas iguais de água. Coloca-se uma amostra de
alumínio (Al) no calorímetro A, uma mostra de cobre (Cu) no calorímetro B e uma amostra de prata (Ag)
no calorímetro C. As massas dessas amostras são iguais e a temperatura inicial de cada um desses
sistemas (água+amostra) é a mesma. Sabendo que o calor específico do alumínio é maior que o calor
específico do cobre e este é maior que o calor específico da prata, qual das afirmativas abaixo
corresponde à resposta correta no que diz respeito à quantidade de calor Qi (i=Al, Cu, Ag) a fornecer a
cada um desses sistemas para que eles atinjam a mesma temperatura final?
A capacidade térmica C de uma amostra é definida como a quantidade de calor Q necessária para
aumentar de T a temperatura da amostra: C = Q/T [cal/oC]. Portanto, o calor específico
C Q
c   Qi  mci T , i=Al, Cu, Ag. Como a massa m e a variação T são as mesmas para os três
m mT
sistemas, quanto maior o calor específico maior a quantidade de calor a fornecer para que as amostras
atinjam a mesma temperatura final.
( X ) QAl > QCu > QAg
( ) QAl < QCu < QAg
( ) QAl = QCu = QAg
( ) Nenhuma das respostas

III) Duas afirmativas:


i) Uma amostra de gás ideal está comprimida num recipiente
com paredes diatérmicas. Veja a figura ao lado. O êmbolo que
comprime o gás não tem massa e inicialmente está preso. êmbolo
Algum agente externo coloca um peso sobre o êmbolo e logo gás
em seguida libera-o (êmbolo solto). Observa-se que o êmbolo
sobe, suspendendo o peso. Não existe atrito. Durante a gás
expansão, o recipiente fica em contato com um corpo mais
quente. Independentemente da quantidade de trabalho e de
calor trocado entre o sistema e o meio exterior, a energia
interna do gás aumenta. (F)
ii) Uma amostra de gás ideal está contida num recipiente com
paredes adiatérmicas (adiabáticas). O êmbolo que veda o
recipiente tem massa e inicialmente está em repouso. Algum
agente externo coloca um peso sobre o êmbolo, comprimindo
o gás. Veja a figura ao lado. Não existe atrito. Como a energia êmbolo
potencial do peso diminuiu, essa energia se transformou em
energia interna do gás. Por conta disso, a temperatura do gás gás gás
aumenta. (V)
( ) Todas as afirmativas estão corretas
( ) Todas as afirmativas estão erradas
( ) Somente a primeira afirmativa está correta
( X ) Somente a segunda afirmativa está correta

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IV) A reta desenhada na figura logo abaixo ilustra medidas a ver com a dilatação volumétrica de um
corpo quando ele está sujeito à variação de temperatura. Na figura, V indica variação de volume e T a
variação de temperatura. O volume do corpo quando ele se encontra a temperatura T0 é V0 = 103cm3.
Calcule o coeficiente de dilatação linear do corpo. A equação da dilatação volumétrica é V = V0 + V0T.

V

T

Partindo da equação da dilatação volumétrica, temos: V - V0 = V0T  V = V0T V0 = V / T.


Os dois pontos escolhidos sobre a reta são quaisquer. Vemos que V = 4,0 cm3 e T = 46 K. Logo, V0 =
0,08696. Ou seja,  = 0,08696/103   = 0,08696x10-3 K-1. O coeficiente de dilatação linear é  = /3 =
0,029x10-3 K = 29x10-6 K.
V) Uma barra de ouro está em contato térmico
com uma barra de prata de mesmo comprimento Isolamento térmico
e de mesma área de seção transversal. Uma das
extremidades da barra composta é mantida a 100oC Ouro Prata 0oC
100,0oC e a extremidade oposta está a 0oC. Veja
a figura ao lado. Quando a condução de calor Isolamento térmico
atingir o regime estacionário, qual a temperatura
na junção? Dados: condutividade térmica do ouro: kAu = 318 W m-1 K-1, condutividade térmica da prata:
Q T
kAg = 429 W m-1 K-1 e a equação da condução de calor:  kA .
t L
Q T
A condução de calor está se dando no regime estacionário, portanto, o fluxo de calor  kA éo
t L
mesmo em qualquer área de seção reta A da barra. As demais quantidades são a condutividade térmica k,
a diferença de temperatura T e o comprimento L.
Q (100  T )
Em relação à barra de ouro:  k Au A , onde T é a temperatura na junção e L é o comprimento
t L
da barra de ouro.
Q ( T  0)
Referindo-se à barra de ouro:  k Ag A , onde T é a temperatura na junção e L é o comprimento
t L
da barra de prata.
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Como a condução está em regime estacionário, temos:

(100  T ) (T  0)
k Au A  k Ag A  k Au (100  T )  k Ag T  (k Au  k Ag )T  100k Au
L L
 k Au 
T    100  T  42,6 o C.
k k 
 Au Ag 

QUESTÃO V (4,0 PONTOS): A Figura 5 ao p (atm)


lado ilustra três processos termodinâmicos que
levam n mols de gás ideal do estado inicial a até a c
o estado final a, fechando o ciclo. Os processos 4p0
são:
Processo a → b: Isotérmico
Processo b → c: Isovolumétrico
Processo c → a: Isobárico
As pressões e os volumes indicados na Figura 5
são dados do problema. p0 b
Outros dados:
 Constante R dos gases V(l)
 Constante k de Boltzmann V0 4V0
Figura 5
 Número N0 de Avogadro
Informações gerais:
3
 A energia cinética média E cm de uma molécula de gás ideal monoatômico é E cm  kT , onde k é
2
constante de Boltzmann e T é a temperatura do gás. Esta energia também pode ser escrita como
1
E cm  m v 2 , onde v 2 é o valor médio do quadrado das velocidades das moléculas.
2
 A velocidade média quadrática vmq de uma molécula é definida como v mq  v2
 O trabalho realizado em um processo isobárico é dado por Wext = -pV, onde p é a pressão do sistema
e V representa a variação do volume do sistema.
 A variação da energia interna U de um sistema termodinâmico é a soma do calor Qext e do trabalho
Wext trocados entre o meio exterior e o sistema: ΔU = Qext + Wext. A notação é tal que Qext > 0 e Wext > 0
indicam que o sistema está recebendo estas energias.
 A quantidade de energia térmica Q (calor) necessária para elevar de T a temperatura de uma
substância é proporcional a esta variação de temperatura: Q = CT, onde a constante C é a capacidade
calorífica da substância.
 Relação entre as capacidades caloríficas do gás ideal: CP = CV + nR, onde n é o número de moles. Os
índices P e V referem-se, respectivamente, a troca de calor a pressão e a volume constante.
a) Complete a Tabela 5A abaixo com os valores correspondentes aos estados indicados pelas letras a, b, c
na Figura 5.

Equação de estado do gás ideal:

pV = nRT
p → pressão
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V → volume
n → número de moles
R → constante dos gases
T → temperatura
4 p0V0
Estado a: 4p0V0 = nRTa  Ta 
nR
4 p0V0
Estado b: Tb  Ta 
nR
4 p0V0
Estado c: 4p04V0 = nRTc  Tc  4   Tc  4Ta
nR
Tabela 5A
Estado Pressão (p) Volume (V) Temperatura (T)
a 4p0 V0 Ta  4 p0V0 nR
b p0 4V0 Tb = Ta
c 4p0 4V0 Tc = 4Ta
b) Complete a Tabela 5B abaixo com as expressões correspondentes aos estados indicados pelas letras a,
b, c na Figura 5. A quantidade Etotal refere-se à energia cinética média total do gás. A massa m da
molécula do gás é um dado do problema. Escreva seus resultados como função de Ta, a temperatura do
estado a.
4p V 3
Estado a: Ta  0 0 e E cm ,a  kTa
nR 2
O gás ideal é composto por n mols e cada mol contém N0 moléculas. Então, o número N de moléculas do
gás é N = nN0. Portanto,
3 3
Etotal ,a  NE cm,a  NkTa  nRTa
2 2
3 
E cm  kTa 
2 1 2 3 2 3kTa 3kTa
  m v  kTa  v   v mq ,a 
1  2 2 m m
E cm  m v2 
2

Estado b: Tb = Ta  E cm,b , Etotal , b e vmq,b são os mesmos do estado a.


3kTc 3kTa
Estado c: Tc  4Ta  E cm ,c  4 E cm ,a ; Etotal ,c  4 Etotal ,a ; v mq ,c   4  2v mq ,a
m m
Tabela 5B
Estado E cm Etotal vmq
3 3 3kTa
a E cm ,a  kTa Etotal ,a  nRTa v mq ,a 
2 2 m
b E cm,a Etotal ,a v mq ,a
c 4 E cm ,a 4 Etotal ,a 2v mq ,a

c) Complete a Tabela 5C abaixo com as expressões correspondentes às variações Etotal da energia


cinética média total, as variações U da energia interna e as capacidades caloríficas C. Esta última,
somente nos processos isovolumétrico e isobárico.
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Processo a → b: Isotérmico
Não há variação de temperatura, portanto a energia cinética média total das moléculas se mantém. Ou
seja, não há variação na energia cinética média total neste processo: Etotal  0 .

Informação: Decorre daí que a velocidade média quadrática também se mantém: v mq ,i v mq , f  1 .

Processo b → c: Isovolumétrico
Neste processo há variação de temperatura, com a temperatura do estado final sendo maior que a
temperatura do estado inicial. Então, energia cinética média total final é maior que a correspondente
energia no estado inicial: Etotal  Etotal ,c  Etotal ,b  4 Etotal ,a  Etotal ,a  3Etotal ,a  0

Informação: O aumento na energia cinética média total implica no aumento da velocidade média
2v mq ,a
quadrática das moléculas: v mq ,c v mq ,b  2
v mq ,a
Processo c  a: isobárico
A variação de temperatura neste processo é negativa, indicando que o gás resfriou. Ou seja, a energia
cinética média total final é menor que a inicial.

Etotal  Etotal ,a  Etotal ,c  Etotal ,a  4 Etotal ,a   3Etotal ,a  0

Informação: Em decorrência dessa diminuição da energia cinética média total, a velocidade média
v mq ,a 1
quadrática também diminuiu: v mq ,a v mq ,c  
2v mq ,a 2
Por se tratar de um gás ideal, a energia interna U é essencialmente a energia cinética média total E , pois
num gás ideal (no contexto do Módulo 5 de ICF2) as moléculas são tidas como pequeninas esferas duras,
ou seja, sem estrutura interna. Assim sendo, para cada processo a variação U da energia interna é igual à
variação da energia cinética média total: U = Etotal .

Em relação à capacidade calorífica, temos:

Processo b → c: Isovolumétrico  U = 3Etotal ,a e Wext = 0, pois o volume é constante.

ΔU = Qext + Wext  Qext = U – Wext = 3Etotal ,a = 3(3/2)nRTa Eq. 1

Qext = CVT = CV(Tc – Tb) = CV 3Ta Eq. 2


Comparando Eq. 1 e Eq. 2, temos: CV = (3/2)nR  Capacidade calorífica a volume constante
Processo c  a: isobárico  Troca de calor a pressão constante.
CP = CV + nR  CP = (3/2)nR +nR  CP = (5/2)nR  Capacidade calorífica a pressão constante
Ou,

ΔU = Qext + Wext  Qext = U – Wext = 3Etotal ,a - 4p0(Va – Vc) = 3Etotal ,a + 12p0V0


9 15
ΔQext = 3Etotal ,a + 3nRTa = nRTa  3nRTa  Qext  nRTa Eq. 3
2 2
Qext = CPT = CP(Ta – Tc) = - 3CPTa Eq.4
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O sinal negativo na Eq. 4 simplesmente indica que o sistema cedeu calor ao meio exterior. Comparando
as Eq. 3 e Eq. 4, temos:
15 5
3C P Ta  nRTa  C P  nR
2 2
Tabela 5C
Processo Etotal U C
ab 0 0
3
bc 3Etotal ,a 3Etotal ,a CV  nR
2
5
ca  3Etotal ,a  3Etotal ,a C P  nR
2

QUESTÃO VI (3,0 PONTOS): O Experimento 1 da Aula 5 do Módulo 5 refere-se à determinação do


coeficiente de dilatação linear de uma determinada substância. Esse experimento foi realizado por um
aluno de ICF2 que anotou os dados na Tabela 6A abaixo, mas sem dizer a substância da qual é feita à
barra utilizada e sem calcular o coeficiente de dilatação linear  da barra e a respectiva incerteza .

Tabela 6A
L0   L0 d   d D  D DE  DE L L T0 T0 T1 T1 T T
(cm) (cm) (cm) (cm) (cm) (o C) (o C) (o C)
69,0±0,1 1,0±0,1 39,0±0,1 2,5±0,1 0,06±0,01 30,0±0,5 91,0±0,5 61,0±0,7

Tabela 6B
 (oC)-1  (oC)-1
14x10-6 2x10-6

a) Em relação à Tabela 6A, o que representam as grandezas L0, L0; L, L; T, T?
L0 representa o comprimento da barra quando na temperatura inicial T0 e L0 é a incerteza
correspondente à medida do L0.
L indica a variação no comprimento da barra quando ela foi submetida à variação T de temperatura e
L corresponde a incerteza associada à medida do L.
T indica a variação de temperatura a qual a barra foi submetida e T é a incerteza correspondente à
medida do T.
b) Calcule a faixa de valores experimentais para o coeficiente de dilatação linear da barra e complete a
Tabela 6B com os valores que definem essa faixa. Se necessário, utilize as informações apresentadas em
“Informações úteis” no final da questão.
Partindo da relação que dá a variação L no comprimento L0 de uma barra quando sujeita a uma variação
T de temperatura, L   L0 T , e fazendo uso dos dados da Tabela 3A, temos que o coeficiente de
dilatação linear  da barra é:
 = ∆L/(L0∆T) = 0,06/(69,0x61,0)  1,42552x10-5 = 14,2552x10-6/ 0 C

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Por sua vez, da tabela de incertezas apresentada abaixo, temos:

 14,2552 x10 6 (0,01 0,06) 2  (0,1 69,0) 2  (0,7 / 61,0) 2


 14,2552 x10 6 2,7778 x10  2  2,1004 x10 6  1,3169 x10  4
 14,2552 x10 6 2,7778 x10  2  2,3759 x10 6 / 0 C

Assim,    = (14  2) x 10-6 /°C. Portanto, a faixa de valores experimentais para o coeficiente α é [12;
16] x 10-6 /°C.
c) Represente no segmento de reta a seguir a faixa dos valores experimentais do coeficiente de dilatação
 obtido experimentalmente pelo aluno. No mesmo segmento de reta represente os valores
correspondentes aos coeficientes de dilatação linear listados em “Informações úteis” abaixo e que foram
retirados de um livro de física básica. Utilize cores diferentes ou traços diferentes para cada uma das
faixas.
αAluno
αgrafite aço Cu αbronze Al

6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 (x 10-6 / oC)
d) Tendo como referência as substâncias alumínio, bronze, cobre, aço e grafite, você pode determinar
qual delas compõe a barra utilizada pelo aluno na sua experiência?
Identificamos a matéria que compõe a barra como sendo aquela em que há interseção entre o intervalo de
valores do coeficiente linear tabelado e o intervalo de valores determinado experimentalmente pelo aluno.
Como não há interseção entre a faixa de valores obtidos pelo aluno e nenhuma das faixas de valores
tabelados correspondentes aos materiais alumínio, bronze, cobre, aço e grafite, podemos dizer que a barra
não é feita de nenhum dessas substâncias. Se houvesse interseção entre a faixa de valores experimentais e
duas ou mais faixas de valores tabelados, a indeterminação ainda continuaria.
L
Informações úteis: 1) Coeficiente de dilatação linear  =
L0 T
2) Valores dos coeficientes de dilatação retirados do livro de física básica do Tipler, Quinta Edição.
i) Al = 24 x 10-6 /oC
ii) bronze = 20 x 10-6 /oC
iii) cu = 17 x 10-6/oC
iv) aço= 11 x 10-6 /oC
v) grafite = 7,9 x 10-6 /oC

Tabela de incertezas: x  x 
2
 y   z 
2 2

f  f  f        
y z  x   y   z 

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