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Relatório

Eletrónica de Regulação e Comando


Engenharia Eletrotécnica e de Computadores

Zero-Crossing
Detector

Data:14 de novembro de 2019

Beatriz Rato nº39963


Rafael Valente nº40184
Rodrigo Bernardo nº39124
Conteúdo
Introdução.............................................................................................................................................2
Diagrama de blocos ..............................................................................................................................4
Implementação .................................................................................................................................4
Órgãos de entrada ................................................................................................................................5
Órgão não-linear ...................................................................................................................................6
Órgão detetor de mudança de nível .....................................................................................................7
Órgão de saída ......................................................................................................................................8
Resultados/Conclusão...........................................................................................................................9
Introdução

Um detetor de Passagem por Zero ou Zero-crossing detector é um circuito que


produz um impulso de curta duração quando o sinal de entrada passa pelo ponto de
ordenada zero, por outras palavras, no momento exato em que a tensão é nula.
Os Detetores de Passagem por Zero são ferramentas bastante úteis para reduzir
ou até eliminar o ruído elétrico. O ruído produzido durante a comutação é proporcional
à amplitude da tensão AC no ponto de comutação; portanto, a comutação deve ocorrer
no cruzamento zero da tensão para minimizar esse ruído. A deteção eficaz de
cruzamento de zero pode facilitar essa função.
Uma situação muito comum também é usar este tipo de circuitos para controlar
o disparo de um TRIAC tornando-se assim possível o controlo de potencia AC (phase
angle trigger).

Para detetar a passagem pelo zero, pode-se implementar um comparador que


compare com a referência (Ground) e que trabalhe na zona de saturação, de modo a
formar um sinal quase quadrado.
O AMPOP pode ser analisado como um componente com três zonas de operação
distintas: zona de saturação negativa, zona linear, zona de saturação positiva.
As zonas de saturação negativa e positiva correspondem às situações em que a
tensão no terminal de saída é limitada pelas tensões de alimentação inferior e superior
do AMPOP. Quer isso se deva ao facto de o amplificador não estar realimentado ou estar
realimentado positivamente, quer seja consequência de a tensão de saída tentar
superar os extremos de alimentação do circuito, saindo, portanto, da zona de operação
linear.
Para escolher o tempo de duração de um pulso, usam-se geralmente Timers. Um
exemplo desse circuito é o 555 que é um circuito integrado utilizado em uma variedade
de aplicações como temporizador ou oscilador. O CI 555 é um dos mais populares e
versáteis circuitos integrados já produzidos. Tem três modos de operação:
1. Modo monoestável: Nesta configuração, o CI 555 funciona como um
‘trigger’.
2. Modo astável: O CI 555 opera como um alimentador. Os usos incluem,
geradores de pulso, relógios, geradores de tom, alarmes de segurança, etc.
3. Modo biestável: As aplicações incluem interruptores imunes a ruído etc.
Diagrama de blocos

1a- Entrada da rede elétrica


1b- Transformador
2a- Bloco não linear / Amplificador em saturação
2b- Divisor de tensão
3a- Edge Trigger
3b- Lógica combinatória
4a- Timer
4b- Saída

Implementação
Órgãos de entrada

No órgão de entrada é importante caraterizar a relação de transformação.


Considerando que a rede elétrica fornece uma tensão de pico 220 √2 𝑉 e
queremos obter 5V de pico, a relação das espiras fica:
𝑉1 𝑁1 220 ∗ √2
= = = 62.2254
𝑉2 𝑁2 5
Órgão não-linear

Neste órgão, o amplificador está a operar como comparador, comparando o sinal


de entrada com a tensão de 0V.
Quando o sinal de entrada é positivo, o LM741, satura positivamente e quando
o sinal na entrada é negativo, satura negativamente, formando uma onda quadrada.
Sabendo que o CI LM741 satura a 11V quando alimentado por ±12V e a queda
de tensão no díodo é de 0.7V, podemos calcular o divisor de tensão, de modo a ficarmos
com um sinal de 5V pronto a ser usado com um circuito lógico, circuito esse que é de
nosso interessa para deter o ‘rising edge’ e ‘falling edge’.

Definindo R2=1kΩ
• 11 = 0.7 + Vi + Vo, com Vo=5V

5
• Vo = R2 * i ↔ 1000 = 𝑖 ↔ i = 5 mA

Vi = 11 - 0.7 - 5 ↔ R1*i = 11 - 0.7 - 5 ↔ R1 = 1060 Ω ≈ 1100 Ω


Órgão detetor de mudança de nível

Para detetar a mudança de nível recorreu-se a um circuito combinacional, que


só funciona devido a propagação do sinal, pois se a propagação fosse instantânea, não
se poderia utilizar este método.
Tendo em conta que um valor típico para o atraso de propagação na lógica TTL é
10ns, podemos perceber que o sinal ao passar pela cadeia de portas NOT chega a um
total 5x10=50ns atrasado.
Seja X o sinal e X’ o sinal complementado depois de passar pelas 5 portas NOT,
para cada passagem por zero a saída é:

X’

OUT
∆t
Órgão de saída

Para a partir de cada pulso de comprimento fixo, ser gerado um


outro pulso de tempo ajustável foi usado o CI555 numa montagem monoestável.
Quando um pulso negativo surge na entrada ‘Trigger’, o condensador da malha RC
começa a carregar até atingir a tensão de ‘Threshold’, que neste caso é 2/3 Vcc. Quando
o condensador atinge esta tensão, a saída do CI555 fica novamente a zero. Sendo assim,
o tempo do pulso depende do tempo que o condensador da malha RC demora a
carregar.
Sendo assim, sabendo que a tensão no condensador durante a carga é dada por:

−t 2
Vc = V (1 − e−RC ) , para este caso temos que Vc = V
3

𝑡
2 1 −t 1
𝑉 = 𝑉 (1 − 𝑒 −𝑅𝐶 ) ↔ = 𝑒 −𝑡/𝑅𝐶 ↔ = ln
3 3 RC 3

↔ t = RC ln(3)

Nesta montagem foi usado um condensador C=470nF, logo a


equação fica:
t(R) = 470x10−9 ln (3) R
onde t é o tempo de duração do pulso, isto é, o tempo em que a saída do 555 esta a
nível alto.
Resultados/Conclusão

Neste gráfico podemos observar, a vermelho, a saída do órgão detetor de mudança de


nível, podendo assim concluir-se que o ‘disparo’ é feito quando a tensão do sinal de entrada, a azul,
é nula.

Neste gráfico podemos observar, a verde, a saída do órgão de saída, podendo assim
concluir-se que o pulso é gerado quando a tensão do sinal de entrada, a azul, é nula.

Neste caso em concreto, a resistência da malha RC foi ajustada para 6kΩ, pelo que
podemos calcular a duração do pulso da seguinte maneira:
t(R) = 470x10−9 ln (3) R
(=) t(6000) = 470x10−9 ln (3) *6000 (=)
(=) t(6000) ≈ 4mS
Tendo em conta a equação:

t(R) = 470x10−9 ln (3) R


Podemos fazer um gráfico do tempo de duração do pulso em função da resistência
ajustável, obtendo o seguinte resultado:

Tempo de pulso

t(s)

R(Ω)