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REDE FUTURA DE ENSINO

EDILENE APARECIDA DA SILVA

MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE LÍNGUA


PORTUGESA E LÍNGUA INGLESA

PATROCÍNIO - MG
2019
EDILENE APARECIDA DA SILVA

REDE FUTURA DE ENSINO

MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE LÍNGUA


PORTUGESA E LÍNGUA INGLESA

Trabalho de conclusão de curso


apresentado como requisito parcial à
obtenção do título de pós-graduação em
Metodologia do Ensino de Língua
Portuguesa e Língua Inglesa
Orientador: Professora DSc. Ana Paula
Rodrigues

PATROCÍNIO - MG
2019

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MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE LÍNGUA
PORTUGESA E LÍNGUA INGLESA

Edilene Aparecida da Silva¹

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja
parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e
corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daquelas cujos dados resultaram de
investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou
violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de
Serviços).

RESUMO- O presente estudo, realizado através de pesquisa bibliográfica em livros, artigos e


dissertações nas áreas de Educação, Música e Letras, busca apresentar a música enquanto um
recurso didático de extrema importância no ensino das Línguas Portuguesa e Inglesa, apontando a
utilização de tal recurso como uma estratégia facilitadora do processo de ensino e aprendizagem e
que, por fazer parte da realidade e cotidiano de grande parte dos alunos de tais disciplinas, estimula a
construção do conhecimento de forma lúdica e dinâmica.

PALAVRAS-CHAVE:Língua Inglesa. Língua Portuguesa. Recursosdidáticos. Música.

ABSTRACT- This study, carried out through bibliographical research in books, articles and
dissertations in the areas of Education, Music and Letters, seeks to present music as a didactic
resource of extreme importance in the teaching of Portuguese and English languages, pointing to the
use of such a resource as a strategy that facilitates the teaching and learning process and which,
because it is part of the daily reality of most students of such disciplines, stimulates the construction of
knowledge in a playful and dynamic way.

KEYWORDS: English Language. Portuguese Language. Didactic resources. Music.

1- INTRODUÇÃO

Considerada enquanto expressão artística complexa, a música, desde a


origem da humanidade e ao longo dos séculos esteve presente no cotidiano de

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todos os povos e culturas, sendo, ainda atualmente parte indissociável do cotidiano
de grande parte da população mundial.

Originada da palavra grega “Mousikē”, que significa “a arte das musas”, a


música, ao organizar sensível e logicamente uma combinação coerente e poética
entre sons e silêncios, valendo-se dos princípios fundamentais da melodia, harmonia
e ritmo (SOUZA, 2016, p.133) e seja enquanto revelação artística, fruto cultural ou
reflexo de um tempo e de um lugar, provoca, ao estimular o campo perceptível do
ouvinte, uma experiência que, ao mesmo tempo é coletiva e única, servindo tanto
para a diversão quanto para o relaxamento e a reflexão.
Cantada pelas mães ao ninar seus filhos, assobiada por muitos em momentos
de descontração ou servindo para a construção de uma história particular de afetos
e pertencimentos, a música possibilita o raciocínio e auxilia na criatividade, o que a
torna, também, uma importante ferramenta no ensino e aprendizagem da linguagem,
ocupando no Brasil, segundo Napolitano (2002):

Um lugar privilegiado na (nossa) história sociocultural, (sendo um) lugar de


mediações, fusões, encontros de diversas etnias, classes e regiões que
formam o nosso grande mosaico nacional. (NAPOLITANO, 2002, p.7)

Já o Ministério da Educação (2000), em seus Parâmetros curriculares


nacionais, ao apontar a música como um reflexo das tradições e culturas de cada
época, aponta para a necessidade de trazê-la para a sala de aula de forma
contextualizada, oferecendo assim obras que sejam significativas para o
desenvolvimento pessoal, social e cultural dos educandos.
Bonato (2014) também defende que a música é um método que, aplicado ao
ensino da língua inglesa, possibilita um melhor desenvolvimento da leitura e,
principalmente para os alunos que não têm contato diário com tal idioma, uma
melhor compreensão dos conteúdos desta disciplina.
Sendo assim, este artigo visa propor uma reflexão sobre a utilização da
música em sala de aula, enquanto um recurso didático de extrema importância no
ensino das Línguas Portuguesa e Inglesa, apontando a utilização desta ferramenta
como uma estratégia facilitadora do processo de ensino e aprendizagem e que, por
fazer parte da realidade e cotidiano de grande parte dos discentes, estimula a

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construção do conhecimento de forma lúdica e dinâmica, aproximando estes alunos
do prazer do aprender, com encantamento e arte.

2- METODOLOGIA

Num primeiro momento deste texto, com o objetivo de mapear o conceito de


Música, sendo capazes de entendê-lo de forma complexa e aprofundada, com “focos
que devem ter origem em várias Ciências Humanas” (NAPOLITANO, 2002,p.6),
assim como apontá-la enquanto uma eficiente ferramenta auxiliar em sala de aula,
nos mais diversos níveis da educação básica eenquanto “um poderoso meio de
interação que, através do estímulo da percepção, possibilita o ser humano organizar
e vivenciar informações de origem sensorial” (FÉLIX, SANTANA & JÚNIOR, 2014, p.
18), utilizaremos o método de pesquisa bibliográfica em livros, artigos e dissertações
nas áreas de Educação, Música e Letras.
Numa segunda etapa desta pesquisa, a partir dos pontos de vista resgatados,
e por entendermos que tantoo aprendizado da língua materna do estudante quanto
de uma língua estrangeira, devem partir do desenvolvimento de uma competência
linguística que não se pauta apenas no uso da língua padrão, mas, sobretudo no
emprego da linguagem em sua diversidade, considerando o contexto tanto da
conversação quanto da interação, passaremos a tecer reflexões sobre a utilização
deste recurso especificamente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Língua
Inglesa, investigando assim como a utilização da música se configura em um recurso
didático que estimula a construção do conhecimento de forma dinâmica e eficaz nas
citadas disciplinas, uma vez que permite ao aluno:

Conviver de forma não só crítica, mas também lúdica, com situações de


produção e leitura de textos, atualizados em diferentes suportes e sistemas
de linguagem (ANDRADE, 2013, s.n.)

Finalmente, e diante das novas perspectivas para a dinâmica do ensino


aprendizagem, concluiremos este texto com a proposição da música enquanto
recurso didático na chamada era digital, esta que vem desencadeando profundas
mudanças nas formas da construção do conhecimento a partir do acesso às

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tecnologias da informação e comunicação tanto por parte de alunos quanto de
professores.
Sendo assim, a metodologia utilizada no desenvolvimento deste trabalho a
distingue como uma pesquisa de natureza exploratório-descritiva com abordagem
qualitativa, uma vez que, a partir da revisão bibliográfica, não pretendemos
quantificar valores nem submeter as trocas simbólicas aqui descritas à prova de
fatos, salientando que:

“A pesquisa qualitativa preocupa-se (...) com aspectos da realidade que não


podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da
dinâmica das relações sociais” (GERHARDT & SILVEIRA, 2009,p.32).

3-DESENVOLVIMENTO

Se as letras do alfabeto gregos μουσικήτέχνη podem, a princípio, soar


estranhas ao olhar de um brasileiro do século XXI, elas são a primeira descrição
conhecida de uma forma de arte que, ao combinar sons e ritmos, vem
caracterizando culturalmente as mais diferentes civilizações e culturas ao longo do
tempo e continua, mesmo na contemporaneidade, sendo parte do cotidiano de
muitas pessoas ao redor do mundo: a música.
Esta expressão artística, que varia a depender do contexto social em que é
executada, já foi ligada à própria vida em diversas culturas, possuindo ainda funções
educativas,religiosas, festivas, fúnebrese/ou meramente utilitárias, sendo, dessa
forma, considerada uma manifestação praticada por todas as civilizações e,
portanto, parte da construção da própria identidade do Homem, tal como o
entendemos e conhecemos atualmente.
Sendo assim, para Bastos (2016):

Definir música não é uma tarefa fácil, porque, apesar de o conceito ser
intuitivamente conhecido por qualquer pessoa, é difícil encontrar uma
definição que abarque todos os significados. A música contém o som e
organiza-se no tempo, através da voz ou de instrumentos musicais; é
possível combinar sons e silêncios numa sequência simultânea, que se
desenvolve ao longo do tempo e que só é percetível através da audição.
Neste aspecto há consenso e não se pode estender muito mais esta
definição, porque esta manifestação abarca vários géneros, tem-se
desenvolvido simultaneamente com as outras artes e representa várias
culturas. (BASTOS, 2016, p. 23)

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No entanto, se a música é uma manifestação artística e estética abrangente e
complexa que tem fortes componentes emocionais, é através de conhecimentos
científicos específicos que a humanidade a cria, tocando algum tipo de instrumento,
vocal ou instrumental, através de uma organização do som rigorosa e trabalhada,
que objetiva uma sensação acústica, criada através de uma seleção e ordenação
matemática dos sons e silêncios, ritmos e timbres.
Se Platão já considerava a música como “o mais alto grau do filosofar”
(PEREIRA, 2001,p. 257 apud BASTOS, 2016, p.22)e Aristóteles defendia que a
música “faz parte radical da natureza humana e brota naturalmente dela” (PEREIRA,
2001, p. 260 apud BASTOS, 2016, p.22),aquilo que hoje chamamos de música
popular, e, particularmente, o que chamamos “canção” é um produto do século XX.
Desvinculada do conceito quase metafísico apresentado anteriormente e
adaptada a um mercado urbano que buscava a excitação corporal e emocional
através dos sons e melodias, a música na contemporaneidade, passou a reunir uma
série de elementos musicais, poéticos e performáticos dos mais diversos gêneros e
estilos, consolidando-see sendo disseminada através de um suporte escrito-gravado,
sendo, para Napolitano (2002), com o advento do rock’nroll e da cultura pop, como
um todo, assim como a partir das mudanças ocorridas no gênero musical conhecido
como jazz que:

A experiência musical torna-se o espaço de um exercício de “liberdade”


criativa e de comportamento, ao mesmo tempo em que se busca a
“autenticidade” das formas culturais e musicais, categorias importantes para
entender a rebelião de setores jovens, sobretudo oriundos das classes
trabalhadoras inglesas ou da baixa classe média americana.
(NAPOLITANO, 2002, p 10)

Se Napolitano (2002) também considera que na América Latina, as


transculturações e as diversas temporalidades presentes na formação de nossa
identidade, não permitem uma análise linear e baseada no modelo histórico europeu
e norte-americano apresentado anteriormente, independentemente de tais
discussões de cunho histórico, Félix, Santana e Júnior (2014) afirmam que:

Na contemporaneidade são muitos os estudos que comprovam a eficácia da


música como ferramenta auxiliar em sala de aula em diversos níveis da
educação básica e até mesmo no ensino superior. A etnomusicologia(...)
defende a arte musical como um poderoso meio de interação que através
do estímulo da percepção possibilita o ser humano organizar e vivenciar
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informações de origem sensorial. (...) O educando mesmo sem
conhecimentos específicos sobre musicalidade, dispõe de um “sistema
automático de recepção musical”. Este sistema ao ter contato com diversas
formas de manifestações sonoras, de forma consciente ou inconsciente,
despertam competências que favorecem a relação eficaz, com o
sociocultural, valores políticos-ideológicos e até mesmo com conhecimentos
específicos de diversas áreas do estudo. (FÉLIX, SANTANA & JÚNIOR,
2014, p.18-19).

No entanto, e mesmo com a possibilidade de utilização da música enquanto


recurso didático, para muitos professores de Português, o ensino da língua materna
ainda tem apresentado resultados decepcionantes, que são visíveis no desempenho
linguístico dos cidadãos brasileiros, tornando a suposta taxa de insucesso da citada
disciplina um problema apontado pelos mais diversos críticos de nosso atual sistema
educacional.
Dessa forma, faz-se necessário pontuar que:

Numa primeira instância, o ensino da língua passa por cinco domínios:


escrita, oralidade, gramática, leitura e educação literária. No domínio da
escrita, o aluno aprende a pontuar e a organizar graficamente a estrutura de
um texto; na oralidade, aprende a usar a prosódia, ou seja, a entoação, a
intensidade da voz e a duração dos sons, tornando o discurso mais fluido e
eficaz. É fundamental que o aluno perceba que, sendo um ser falante, deve
adequar o seu discurso, pois, ao longo do seu percurso pessoal e
profissional, deparar-se-á com situações distintas, onde terá de adaptar o
seu discurso. (BASTOS, 2016, p.21)

Sendo assim, a música enquanto recurso didático continua apresentando,


apesar e acima de quaisquer críticas, possibilidades das mais variadas,
principalmente no que tange ao seu uso para a contextualização das letras
selecionadas pelo professor de Língua Portuguesa, que,ao serem relacionadas e
associadas a determinado conteúdo programático, possibilitam a consciência por
parte do aluno de que este não precisa “decorar” a gramática, mas sim, saber
efetivamente utilizá-la nos mais diversos contextos sociais, além de fomentar o
enriquecimento deseu vocabulário ao conscientizá-lo da utilização da palavra como
forma de arte, tornando-o assim mais sensível e reflexivo durante o ato de
comunicar-se.
Já para BONATO:

O aprendizado da língua estrangeira no mundo atual é inquestionável. A


língua inglesa é justificada por diversos fatores que defendem a sua
importância, considerada uma língua universal, que atinge dimensões
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inquestionáveis por todo o mundo. Assim, se o indivíduo domina a língua
inglesa, o seu currículo terá privilégios em relação aos outros,
potencializando as chances de um emprego. Esses fatores são
inquestionáveis, e não se defende aqui a garantia de uma educação básica
gratuita que possa formar falantes em alto nível de língua inglesa, mas que
possa oferecer condições básicas de leitura e compreensão textual, bem
como de comunicação. (BONATO, 2014, p.16).

Portanto, diante da “necessidade” de se aprender uma língua estrangeira,


seja por interesses profissionais, acadêmicos ou mesmo pelo simples desejo de
conheceroutras culturas, o ensino de língua inglesa foi incorporado como disciplina
obrigatória no currículo educacional brasileiro desde 1809, com a proposta de
desenvolver os alunos no aspecto oral e escrito.
Desde então, os métodos de ensino, tanto daLíngua Inglesa no Brasil quanto
de nossa própria língua materna continuam, apesar das muitas e importantes
mudanças, em grande parte, pautados em questões estruturalistas, que privilegiam a
repetição exaustiva deste ou daquele conteúdo, o que acaba gerando desânimo e
aversão à tais disciplinas.
Se é fato que o ensino das linguagens continua um grande desafio para
professores, ainda mais diante da nossa realidade sócio econômica e do
sucateamento de muitas unidades escolares, vale salientar que muitas vezes os
discentes não conseguem ou se interessam em aprender um idioma estrangeiro ou
em aprofundar-se no conhecimento de sua própria língua materna por não
encontrarem uma relação entre a importância destes aprendizados com o seu
cotidiano.
Apesar destes fatores, é cada vez mais visível o acentuado crescimento de
inovações e proposições metodológicas para o estudos nos campos da Educação,
com foco nos processos e ensino aprendizagem das Línguas Portuguesa e Inglesa,
bem como a construção de novas concepções pedagógicas sobre o uso dos
recursos didáticos na Escola, que ultrapassam a utilização do livro didático, quadro
de giz ou quadro branco, com muitos estudiosos apontando como fundamental a
releitura do contexto musical enquanto cultura e indicando que a mesma seja
constantemente utilizada como ferramenta didática no processo de construção do
conhecimento, ampliando assim o conhecimento de experiências vividas e bem

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sucedidas por parte de educadores dispostos a trabalhar com a música em sala de
aula.
No entanto, Para Félix, Santana e Júnior (2014):

É preciso o aprofundamento, a socialização de experiências e a


incorporação didática no currículo, para que a prática da música estimule o
educando a observar, questionar, investigar e entender o meio em que
vivem os eventos do dia a dia e as competências da profissão por meio da
musicalidade. (...) A música é uma linguagem universal e em diversos
momentos da história contribuiu para o aperfeiçoamento do comportamento
humano e os seus benefícios não devem ser privilégio de poucos, afinal a
música é um bem cultural produzido pela humanidade e deve ser voltada
para ela mesma, principalmente para base social que se concentra na
educação. (FÉLIX, SANTANA & JÚNIOR, 2014, p.22).

4- CONCLUSÃO

Diante do exposto, concluímos que a utilização da música enquanto recurso


didático em sala de aula, apesar de não servir de única fonte para o ensino dos
conteúdos da Línguas Portuguesa e da Língua Inglesa, pode ser utilizada como um
importante apoio para a assimilação dos citados conteúdos em ambas as disciplinas,
bem como, por envolver várias situações das vivências cotidianas tanto de alunos
quanto de professores, torna-se uma grande aliada para um aprendizado pleno,
afetivo e em consonância com a realidade que ambos, aluno e professor,
experimentam e compartilham.
Ao afetar as emoções dos discentes através da música, o professor também
propicia um momento descontraído no cotidiano escolar, sem perder, no entanto, a
objetividade do processo de ensino aprendizagem, contribuindo na construção de
habilidades que façam como que alunado reflita, de forma lúdica, sobre o
funcionamento da linguagem e suas possibilidades.
Sendo assim, e com a valorização das mais diferentes ideias, culturas e
formas de expressão experimentadas e apreciadas através da música, o docente
tanto amplia o conhecimento do aluno nas disciplinas que ministra como contribui na
construção deste enquanto sujeito crítico, ao levar em consideração a construção de
sentidos coletivos e particulares acercados diversos sons, silêncios e harmonias
escutados em sala de aula.

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Finalmente, ao dar ênfase ao “fenômeno social da interação verbal”, que
possui como unidade básica o texto, a música auxilia no processo de compreensão,
seja na modalidade oral ou escrita, tanto da língua materna do aluno, como diante
do aprendizado da Língua Inglesa, facilitando assim o entendimento sobre os
discursos empregados que são (ou podem ser) utilizados nas mais diversas
situações históricas, sociais e culturais, assim como diante dos fenômenos de
comunicação da chamada era digital, que vem desencadeando profundas mudanças
nas formas da construção das linguagens, a partir do acesso às tecnologias da
informação e comunicação.
Portanto, se o aprendizado de qualquer língua exige um contato emocional
conforme apontamos anteriormente, a relação que a música apresenta entre
emotividade e ritmo é muito interessante na assimilação da linguagem,
potencializando, a partir de uma memória agradável e de forma lúdica e afetiva, as
quatro habilidades de aprendizagem: a compreensão auditiva, a leitura, a
compreensão oral e a compreensão escrita.

5- REFERÊNCIAS

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Portuguesa: Possibilidades e limitações ao ensino aprendizagem.In: WEB
ARTIGOS,2013. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/recursos-
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BASTOS, Joana Catarina Lopes. A música como recurso didático em aulas de


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em Revista. Jul/Ago2014, Ano 03, n° 04, p. 17-28. Disponível em:
<https://www.cairu.br/revista/arquivos/artigos/2014_2/02_A_MUSICA_RECURSO_DI
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Acesso em: 01 dez. 2018.

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