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 ESTRUTURA NARRATIVA

 O PAPEL DO NARRADOR – NARRADOR AMBÍGUO


 O TEMPO E O ESPAÇO
 AS AÇÕES
 DESENVOLVIMENTO DO ENREDO E DOS PERSONAGENS
 PERSONAGENS – AUSÊNCIA DE ESTERIÓTIPOS, A
CRUELDADE E O CINISMO DOS BRANCOS
 DIALOGISMO (BAKTHIN) – AS VOZES DA NARRATIVA
 O FOCO DESCENTRALIZADO – INSERÇÃO DE
ACONTECIMENTOS EM PONTOS CRUCIAIS
 AS SUTIS IRONIAS E A CONSTRUÇÃO CRÍTICA
 MEMÓRIAS PÓSTUMAS – A FACE SÍNICA DAS ELITES
 PAI CONTRA MÃE – CONFROTRO DE SITUAÇÕES
 VIRGILIUS – A LIBERDADE E O SISTEMA
 O ESPELHO – O NEGRO COMO ALICERCE DOS SENHORES
 O CASO DA VARA – O CONFLITO DE INTERESSES
 MARIANA – PAIXÃO E SUBMISSÃO
 BONS DIAS (ABOLIÇÃO E LIBERDADE) – A FARSA DA
LIBERDADE

O LUGAR DO NEGRO ESCRAVIZADO NA CRÍTICA MACHADIANA

Resumo

Palavras-chave

Introdução

Autor

Contexto Histórico

Fortuna Crítica

Análise
-Pai contra mãe (1906)

-Virginius (1864)

-O caso da vara

-O espelho

-Mariana

-Crônica Bons Dias (1889)

Conclusão

Referências

Nasceu em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento,


região marginalizada do Rio de Janeiro. Pobre, descendente
de escravos, gago e epilético, saiu de casa aos 16 anos,
quando começou a trabalhar em jornais na capital carioca como aprendiz de tipógrafo.
No emprego, conheceu Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um
Sargento de
Milícias. Essa parceria profissional foi de grande influência para Machado que, desde
então,
continuou trabalhando para jornais de diversas formas, onde teve a oportunidade de
escrever
crônicas, que se iniciaram em forma de resenhas sobre os debates do Senado e,
posteriormente,
a respeito dos costumes da época, o que gerou, ao longo de uma carreira de 40 anos, mais
de
600 textos sobre a sociedade carioca do século XIX.
Em 1897, Machado fundou a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou o posto de
presidente
por 10 anos. Para além da carreira letrada, Machado de Assis também ocupou diversos
cargos
públicos, tornando-se uma proeminente figura de sua época.
Carolina, o grande amor
Carolina Augusta Xavier de Novais, esposa de Machado de Assis.
Em 1866, chegou ao Rio de Janeiro Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã do poeta
português Faustino Xavier de Novais, grande amigo de Machado. Os dois conheceram-
se e passaram a se aproximar até que, três anos depois, em 12 de novembro de 1869,
casaram-se. O casal permaneceu apaixonado – como apontam as correspondências do
casal – e unido por 35 anos até que, em 1904, Carolina faleceu. Machado, na ocasião,
entrou em profunda depressão. O autor, saudoso de sua esposa, escreveu um dos seus
mais famosos poemas: A Carolina Brás Cubas, um dos principais personagens de
Machado de Assis, afirmou, no final de suas Memórias Póstumas:
“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.”
Da mesma forma, o autor também não teve filhos. Entretanto, Machado deixou, como
legado, uma obra de valor incalculável. Algumas de suas principais publicações foram:
Ressurreição (1872); Histórias da meia-noite (1873); A Mão e a Luva (1874); Iaiá Garcia
(1878); Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Papéis Avulsos (1882); O Alienista
(1882); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro (1899); Esaú e Jacó (1904); Memorial de
Aires (1908)

Contexto Histórico
Joaquim Maria Machado de Assis, mais conhecido como Machado de Assis, foi
precursor do realismo brasileiro e fundador e presidente da Academia Brasileira de
Letras, sendo esse um de seus maiores e mais importantes feitos. Publicou mais de 200
contos, 10 romances e demais publicações de diversos gêneros, como folhetins, peças
teatrais, contos e crônicas, tornando-se grande referência como cronista de sua época. O
autor presenciou acontecimentos históricos, como a abolição da escravidão e a passagem
do Brasil Império para Brasil República.
O autor criticou vários valores burgueses por meio de ironias e metalinguagens.
Precedendo não só o próprio realismo, instaurou o realismo psicológico, claramente visto
em seus romances por fazer diálogos diretos com o leitor e também por conta de
pensamentos pontuais que surgem ao longo da narrativa como uma reflexão sobre os
acontecimentos que se passam no romance, similar à quebra da quarta parede no teatro,
quando o ator cria um diálogo direto com o espectador.
Machado tratava com frequência sobre a ascensão social e a manutenção das
aparências sociais por meio de críticas à burguesia, dando luz ao realismo brasileiro.
Suas obras, recheadas de ironias, abordam o que o autor observava na sociedade da época.
Sua carreira pode ser dividida em duas fases, sendo a primeira caracteristicamente
mais
romântica, predominando obras como seu primeiro romance, ‘Ressureição’; sua
primeira peça,
‘Queda que as mulheres têm pelos tolos’; e o livro de poesias ‘Crisálidas’. A fase
romântica
perdurou entre 1864 e meados de 1878.
Sua segunda fase teve início com a publicação do livro ‘Memórias póstumas de Brás
Cubas’, livro
escrito logo após ser internado devido ao seu quadro de epilepsia, que o forçava a tomar
remédios fortes, que lhe desgastavam a saúde. Ainda internado, chegou a enviar alguns
capítulos do romance à sua esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais. Como um marco
entre uma fase e outra, percebe-se que, nessa nova fase, Machado apresenta fortes traços
de pessimismo e ironia, que se tornam grandes características da obra do autor,
acompanhando-o até seus últimos dias.

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