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Religadoras Automáticas de Média Tensão

A Religadora Automática – RA, é um equipamento automatizado de manobra


instalado nas redes de distribuição de energia elétrica, normalmente em circuitos
primários de 13.8, 27 e 36 kV

Estão predominantemente localizadas na rede de distribuição primária, entretanto,


para restabelecer as interrupções no fornecimento de tensão com maior eficácia e
rapidez, elas também são encontrados em Estações Transformadoras de Distribuição
– ETD, também conhecidas como subestações, operando em coordenação com uma
seccionadora automática ou com um disjuntor.
A RA possui duas funções básicas no sistema de distribuição: confiabilidade e
proteção de sobrecorrentes. Elas são frequentemente utilizadas para aumentar a
confiabilidade do sistema elétrico de distribuição de energia.

É uma solução econômica para seccionamento das redes de energia elétrica de


distribuição, e muitas vezes é utilizada em locais onde a coordenação com
outros equipamentos de proteção e manobra é difícil. É adequada para utilização em
redes de distribuição aérea de média tensão, em coordenação com a proteção
automática do circuito religador.

Seu princípio de funcionamento se baseia na detecção automática de falha na rede


elétrica, interrompendo o circuito elétrico temporariamente. Após um período pré-
configurado, a RA restabelecerá automaticamente a energia na rede elétrica,
verificando se a falha no circuíto ainda persiste. Caso persista, ela desligará e após
determinado tempo religará novamente.

Pode ser programada para duas tentativas de religamento rápidas – de 10 a 15


segundos cada operação e duas tentativas retardadas – de 20 a 30 segundos, ou uma
tentativa rápida e três retardadas, ou de acordo com a necessidade do circuíto elétrico
onde será instalada.

Caso a falha tenha sido regularizada após a primeira operação, a RA se manterá


ligada e o circuíto elétrico será restabelecido, sem a necessidade de intervenção de
profissionais; caso contrário, ela desligará e após o tempo programado, tentará religar
novamente. O número máximo de tentativas de religamento do circuíto é quatro
operações. Caso o religamento não tenha sucesso, uma equipe de profissionais
deverá comparecer ao local a fim de regularizar a falha e religar o equipamento.

São instaladas geralmente em zonas arborizadas, onde a incidência de galhos na rede


de distribuição é grande, o que provoca o desligamento do circuíto. Como o tempo que
o galho fica sobre a rede geralmente é curto, provavelmente na primeira tentativa de
religamento o galho já saiu da rede e o circuíto é restabelecido.
Uma outra aplicação da Religadora Automática é bloquear o religamento do circuíto
elétrico. Quando equipes de trabalho em linha viva (energizada) irão trabalhar além
RA, utiliza-se a função de bloqueio, pois caso aconteça algum acidente durante o
trabalho, ela irá desligar e não religará novamente. Após executados os serviços,
retira-se a RA da condição de bloqueio.

Pode ser utilizada também para seccionar o circuíto elétrico para manutenções em
linha morta (desenergizada).

Proteção de Rede: Definição Cemig


Proteção de Redes:

 Religadores microprocessados, implementar sempre a função Hot line, com tempo


de 0,2 segundos, curva de tempo definido, para todos os grupos de ajustes, com pick
up do grupo ativo.

 Redirecionar os religadores hidráulicos, nas manutenções periódicas ou nos estudos


de proteção dos circuitos de média tensão, para os locais com filosofia coordenada,
isto é com no mínimo uma curva rápida.

Recomendações de Segurança em Redes: Definição


Cemig
A proteção contra sobrecorrentes em um Sistema de Distribuição deve isolar
rapidamente o trecho defeituoso, quando de faltas sustentadas, afetando o menor
número possível de consumidores, procurando não afetar as cargas mais importantes.
O planejamento e projeto da coordenação da proteção devem ser elaborados para
todos os alimentadores das redes da distribuição. A normalização na instalação e
ajuste dos dispositivos de proteção irá permitir a uniformização de critérios de proteção
na distribuição, com um melhor desempenho do sistema. Devem ser realizadas
medições periódicas dos alimentadores para que seja feita uma avaliação dos ajustes
dos equipamentos de proteção utilizados, pois um projeto de coordenação da proteção
deve ser dinâmico e acompanhar o crescimento e as alterações da carga ao longo do
tempo. A correta especificação dos equipamentos, e a adequação de seus ajustes,
são fundamentais para a proteção das redes de distribuição. Os estudos de proteção
devem ser revistos a cada 5 anos e na ocorrências das seguintes situações:

 Aumento de carga de consumidores.

 Alterações de configuração dos circuitos.

 Alterações significativas dos valores de impedâncias do sistema de transmissão e/ou


distribuição.

 Instalação ou substituição de equipamentos de proteção.

 Ocorrências de descoordenações.

 Elevados índices de continuidade (DEC e FEC).

Conclusão
O Religador é um dispositivo capaz de detectar condições de falta, interromper o
circuito se a sobrecorrente persistir após um intervalo de tempo predeterminado e,
após testes de verificação, religar automaticamente o circuito.

A concessionária através de Reles, executa oscilografias de manobras de segurança,


como nos religadores, extraindo informações importantes como, tempo de parada,
tempo de resposta da ocorrência em questão, ciclos e tentativas de religação ou
parada definitiva, porém, no caso em questão, a atuação dos religadores ocorreu após
aproximadamente 5 minutos, fugindo dos padrões de segurança estabelecidos para
redes de média tensão de distribuição.