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A INTRANET “Versus” INTERNET

a implementação de uma rede


“Multimedia”

(integração de serviços de dados, imagem, voz e


fax).

Todos os direitos reservados para Francisco Gonçalves


Consultor de Telecomunicações (1996) © e ISIWARE (1998) ©

1 F. Gonçalves  1996 - Estudo sobre a implementação de uma rede


Multimedia
INDÍCE

A Convergência de tecnologias

Crescimento da INTERNET

Os Browsers - uma janela para a informação

O crescimento explosivo das INTRANETS

O novo paradigma da Informação

A IMPLEMENTAÇÂO DE UMA INTRANET Nas EMPRESAS

OS ASPECTOS DE SEGURANÇA

Aplicações que poderão ser implementadas numa INTRANET

Aplicações de telefonia e CTI (Computer Telephony Integration).

Computer Telephony Integration (CTI)

Aplicações de Discussão de Grupos e Video-Conferência

Novas tecnologias de integração de Fax na INTERNET

Conclusão e considerações finais.

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Multimedia
A INTRANET - A implementação de uma rede
“Multimedia””

A Convergência de tecnologias

Não subsistem dúvidas, principalmente na indústria de computadores, de


as várias tecnologias envolvidas no transporte de diferentes tipo de
informação serão num futuro mais ou menos próximo, consolidadas num
só meio, fenómeno estes referido como convergência Multimedia.
Audio, Video e Dados poderão ser enviados sobre a mesma rede, com
total integração de serviços.
Uma das tecnologias que têm vindo a produzir um enorme ímpeto no
sentido da convergência, é a INTERNET.

Crescimento da INTERNET

Durante a década passada o crescimento da Internet processou-se de


forma explosiva. Em 1986 existiam 5,000 computadores conectados. Por
volta de 1991 este número ascendeu a 500,000 sistemas. Nos nossos
dias, estarão interligados mais de 10 milhões e a expansão não dá
mostras de abrandar. Previsões apontam para 100 milhões de
computadores interligados em 1999 (Fig. 1.).

N 1 0 0 .0 0 0 .0 0 0
Ú
M 1 0 .0 0 0 .0 0 0
C
E 1 .0 0 0 .0 0 0
O
R
N
O 1 0 0 .0 0 0
E
C
D
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E
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O 100
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S
S
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S
1

1985 1990 1995 2000

F ig u r a 1

O C R E S C IM E N T O D A IN T E R N E T

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Multimedia
Aplicações Multimedia para a INTERNET florescem rápidamente, Hoje
existe software, devidamente testado e em constante evolução, que
permite a comunicação de voz em tempo real entre PC´s standard.
Servidores conectados á rede permitem difundir programas de rádio,
através das várias estações, que pelo mundo inteiro, já utilizam este meio
de propagação dos seus programas. Também aplicações de
videoconferência e de “groupware” estão disponíveis, de acordo com os
standards emergentes. Ainda aplicações de Fax, e telefonia e respectivos
“gateways”, permitindo interligar os equipamentos de tecnologias
tradicionais (Equipamentos de Fax e PBX), com os sistemas de fax e
aplicações de voz conectados á INTERNET, são já uma realidade,
permitindo implementar todo um conjunto de novas facilidades, através
do uso de tecnologia digital.
De referir que todas estas tecnologias estão a ser objecto de
standardização, permitindo num futuro próximo, a interoperacionalidade
entre produtos/soluções de diferentes fabricantes.

Por seu lado a WEB (World Wide Web - WWW) tornou-se rápidamente num
sistema global de informação, à escala mundial, que está continuamente
a acelerar a interacção de diferentes culturas e a produzir enormes
alterações ao nível das sociedades; mas mais importante ainda é a forma
como a WEB está a moldar a forma de efectuar negócios.
Por sua vez a confluência da INTERNET e da WEB permitiram criar aquilo a
que se poderá chamar “um espaço de informação infinito onde se poderá
navegar através das técnicas mais evoluidas em interfaces homem-
máquina”, os populares Browsers.

Novas aplicações para as tecnologias da INTERNET e WEB, como os


sistemas de gestão de informação empresariais e computação distribuida,
estão a ser disponibilizadas a um ritmo cada vez mais veloz.
Estes novos conceitos em sistemas de informação globais são designados
por INTRANETS e representam o inicio de uma nova era na comunicação,
gestão e tratamento da informação nas Organizações, e o nascimento de
um novo paradigma nos dominios das tecnologias de computação.

Os Browsers - uma janela para a informação

De forma similar, a explosão de informação disponivel na rede, conduziu


muito rápidamente ao aparecimento da tecnologia de “browsers”, para
uma variedade de plataformas.
Cada vez mais a informação é obtida e partilhada através de browsers
com enormes potencialidades gráficas e capacidades de manuseamento
de texto, som e imagem.
Á medida que o Microsoft Windows se foi posicionando como um interface
gráfico universal para todas as aplicações residentes em sistemas WINTEL
(Windows/Intel), os browsers tornaran-se o interface por excelência para o
manuseamento de todo o tipo de informação, independentemente de esta
existir na rede da empresa (INTRANET), ou na rede INTERNET.

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Deste modo os servidores WEB surgem como os HOSTS ou coordenadores
para todos estes tipos de informação acessivel aos utilizadores.
Através de HTML (Hyper Text Transfer Protocol) e de variado software,
tanto Servers de bases de dados com SQL, Servers de Real Audio, Servers
de videoconferência, ou software de conferência e discussões de grupo,
providenciam através de centenas de milhares de WEB servers,
mecanismos de “point&Click” para o acesso a uma infindável e variada
quantidade de informação e recursos disponiveis na INTERNET.

O crescimento explosivo das INTRANETS

Com as Organizações sob tremenda pressão no sentido de um maior e


melhor acesso á informação e recursos, a INTRANET providencia uma
plataforma de comunicações altamente efectiva. Uma rede INTRANET
básica poderá ser implementada em horas ou dias e poderá servir como
um “ponto de informação” para toda a estrutura da Empresa, as suas
Delegações, parceiros de negócios, fornecedores e Clientes.

As INTRANETS representam para as empresas um novo modelo para a


gestão e exploração de informação e computação distribuida, oferecendo
um modelo simplista mas potente e robusto na implementação de
processamento através de tecnologias Cliente-Servidor.

A INTRANET oferece as seguintes vantagens aplicacionais:

♦ Implementação extremamente rápida, quando comparada com


aplicações tradicionais
♦ Tecnologia escalar (pode iniciar-se com um modelo de pequena
dimensão, ampliar de acordo com as necessidades e novos requisitos).
♦ Fácil pesquisa através de páginas principais e ligações á informação
respectiva (conceito de Navigator Browsers).
♦ Pode fácilmente integrar a estratégia de computação distribuida,
localizando servidores Web próximo dos seus autores.
♦ Fácil ligação a outras fontes de informação, como bases de dados,
documentos de processamento de texto, bases de dados de
“groupware, etc.
♦ Suporte de uma variedade de tipos de média (Audio, video, aplicações
interactivas, etc).

Alguns dos benefícios na implementação de tecnologias Internet


e Web :

⇒ Investimentos relativamente moderados em tecnologias baseadas em


standards de mercado e/ou emergentes.
⇒ Plataformas independentes de sistemas operativos.
⇒ Não introduzem muito mais complexidade no ambiente de computação
existente.
⇒ São baseadas em tecnologias standards para sistemas abertos.

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⇒ Dispõem de completa portabilidade e flexibilidade no crescimento.

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Um novo paradigma da Informação

As INTRANETS implementam a filosofia dos Browsers, os quais


rápidamente se tornaram no interface universal para acesso á informação.
Todos os dias novos Utilizadores ganham acesso á informação, nos seus
locais de trabalho, ou nos seus lares, através da tecnologia de Browsers.
A crescente utilização deste tipo de interfaces representa um novo
paradigma na distribuição da informação, e de forma inequivoca muitas
Organizações estão a adoptar esta nova tecnologia, que tem vindo a
flexibilizar a convergência de tecnologias de Voz, Imagem e Dados,
permitindo dispôr de capacidades “Multimedia”, ao nivel dos “Clients”,
com enormes vantagens na rapidez de implementação e a custos quase
sem significado “versus” as suas potencialidades.

A IMPLEMENTAÇÂO DE UMA INTRANET

Dispondo de uma infraestrutura de rede TCP/IP já consolidada, será de


todo aconselhável a implementação de projectos piloto, utilizando as
tecnologias INTERNET/WEB.

A criação de um INTRANET, permitirá maximizar a distribuição da


informação com rapidez e eficiência, abrindo a possibilidade de
implementar novas formas de comunicação entre toda a Empresa, com
parceiros de negócios, Fornecedores e principalmente com os seus
Clientes.

Para que tal seja possivel será absolutamente necessário que a rede
TCP/IP já implementada disponha de um ponto de acesso á rede
INTERNET, através de um meio físico adequado de conexão ao operador
que venha a fornecer este serviço.
Também estritamente necessário será a implementação de mecanismos
de “firewall” no ponto de acesso á INTERNET, de molde a garantir a
segurança da rede, contra intrusões indesejadas ou outras formas que
possam comprometer a segurança da mesma.

Os aspectos de segurança
A segurança poderá ser definida, quer entre a INTERNET e a rede da
Empresa, ou mesmo internamente, como a melhor forma de providenciar
o acesso apropriado aos Colaboradores da Empresa á informação certa,
ao mesmo tempo que se bloqueia o acesso a todos os outros, que não lhe
estão autorizados.
Os servidores de WEB permitem configurações baseadas no conceito de
utilizador/grupo, permitindo igualmente a restrição do acesso a páginas
de informação apenas a determinados endereços de IP (a que
corresponde um utilizador catalogado na rede).

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Outros mecanismos de segurança poderão ser adopados como filtros ao
nível dos vários protocolos envolvidos na rede TCP/IP e respectiva
encriptação, de acordo com algoritmos altamente seguros.

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Também já estão disponíveis nos principais servidores WEB, mecanismos
designados por SSL (Secure Socket Layer) que asseguram a encriptação
entre o servidor e o browser, codificando as mensagens que fluem entre a
componente Servidor e Cliente, impedindo a intercepção do seu conteúdo.

Para transacções financeiras já existem standards designados por SET


(Secure Electronic Transactions), tornando as transacções seguras,
permitindo explorar novas formas de efectuar negócios na INTERNET e
INTRANETS.

Em resumo, vários são os mecanismos que poderão ser adoptados aos


vários níveis do protocolo TCP/IP e aplicacional, tornando completamente
segura, nos dias de hoje, uma rede INTRANET “aberta ao mundo da
Internet”, colhendo todos os benefícios que daí advêm.

No entanto, será adequado efectuar estudos o mais completos possiveis


sobre os mecanismos que deverão efectivamente ser adoptados, e à
medida que novas aplicações e tecnologias vão sendo implementadas.

Aplicações que poderão ser implementadas numa INTRANET

Muitas e variadas são as aplicações disponíveis para implementar sobre


INTRANETS, usando as tecnologias da INTERNET.

Para além dos custos relativamente baixos associados a este tipo de


aplicações, principalmente devido ao seu uso generalizado, estas têm
outro importante atractivo que é, para além do seu potencial, a garantia
de produtos testados por muitas centenas de milhares de utilizadores
activos, através de sucessivos “downloads” e demos, e de uma politica de
“feedback” de “bugs” e sugestões de melhoramentos que os fabricantes
implementam continuamente. Desta forma surgem todos os dias novas
versões dos mesmo produtos, acrescentando facilidades e segurança, a
custos bastante reduzidos, quando comparados com aplicações
tradicionais, baseados em plataformas mais ou menos proprietárias.

Assim, de entre vasto leque de aplicações, julgamos adequado sugerir a


implementação faseadas das seguintes funcionalidades :

• HTTP Browsers e Servidores WEB


• HTML Authoring Tools
• Teleconferência Internet e Video-Conferência
• Aplicações de telefonia (Computer Telephony Integration)
• Internet Fax integration

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Todas estas funcionalidades atrás mencionadas poderão ser
implementadas em servidores, principalmente Windows NT e/ou UNIX, já
que é para estas plataformas que existe disponível uma maior gama de
soluções.
Também para os “Clients” (postos de trabalho integrados nas redes
locais), consideramos que a adopção da tecnologia de browsers traz
importantes benefícios, já que permite introduzir um interface comum
com o Utilizador, integração com o sistema de E-Mail, e até a eventual
adopção de plataforma de Voz sobre TCP/IP, numa INTRANET (o que mais
à frente desenvolveremos).

Aplicações de “White-Boards”, Sistemas de Conferência e outras de


“colaborative working tools”, poderão ser adoptadas de acordo com
exigências especificas de grupos de trabalho. A adopção de um
determinado produto, requer no entanto estudos mais aprofundados, já
que a sua implementação requer o apoio incondicional dos seus
Utilizadores, suporte sem o qual, qualquer projecto deste âmbito irá
indubitávelmente fracassar (Projecto FS - Further Study).

Na mesma situação estarão aplicações de Video-Conferência sobre


sistemas de computadores e aplicações vocais. Aqui, julgamos adequado
efectuar testes exaustivos com produtos Beta disponíveis, antes de se
tomar qualquer orientação estratégica no sentido de implementação de
uma qualquer tecnologia (Beta Tests / Further Study requirements).

As aplicações Internet e WEB face aos standards emergentes

Para além dos standards já aprovados para sistemas the videotelefones e


videoconferência para Banda Larga (futuro Broadband ISDN c/ transporte
s/ ATM -Asyncronous Transfer Mode), o ITU-T (International
Telecommunications Union) ratificou recentemente novos algoritmos para
codificação de voz/áudio e video, através de variadas Recomendações.
Um “coder” de 8 Kbits/s (Recomendação G.729) está disponível para
aplicações de telefones celulares, redes TCP/IP, etc.

Estão também já normalizadas as comunicações para redes “low-bit rate


Multimedia” sobre linhas telefónicas comutadas e Intranets. Um exemplo
é a normalização H.324, recomendação genérica que descreve um
terminal usando modems V.34 (28.8 Kbits/s ou 33.6 Kbits/s), os quais
poderão transportar voz em tempo-real, dados e video. Este tipo de
dispositivos pode ser integrado em Computadores Pessoais ou
equipamentos “stand-alone”, tipo NC (Network Computer), video-telefone,
etc. A estrutura de multiplexagem e os protocolos que asseguram a
transferência multimedia estão contidos nas recomendações H.223 e
H.245, respectivamente. Também um codificador , operando a 5.3 e 6.3
Kbits/s é especificado na recomendação H.723, providenciando um
máximo de flexibilidade na implementação de aplicações com maiores
constrangimentos na largura de banda disponível. Os “gateways”, entre a
rede telefónica e a INTERNET/INTRANETs, já existentes (que mais a frente

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serão focados), permitem suportar não só algoritmos proprietários, como
o conjunto de standards já ratificados pelo ITU-T.

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Todas estas novas recomendações já aprovadas e outras em fase de
aprovação, irão assegurar um completa interoperabilidade,
principalmente entre sistemas de Voz/Áudio e Video, de diferentes
Fabricantes, tornando realidade a exploração de aplicações multimedia,
operando sobre redes que disponibilizam relativamente baixa largura de
banda. Dispondo de sistemas standards, será também garantida a
compatibilidade entre sistemas “low-bit rate” e aplicações que no futuro
venham a explorar grandes débitos (Broad Band Applications),
assegurando a protecção em investimentos já efectuados.

Aplicações de telefonia e CTI (Computer Telephony Integration).

Na década de 80, com a evolução das tecnologias de centrais telefónicas


digitais, acreditava-se que estas seriam o modelo perfeito de integração
Multimedia. A tal ponto que os principais Fabricantes destes
equipamentos desenvolveram conceitos tão completos quanto confusos,
com o objectivo de suportarem para além do tráfego de voz, as várias
arquiteturas proprietárias e industry standard de transporte de dados (Ex.
SNA da IBM, UNISCOPE da UNISYS, TCP/IP, Async, etc.
Sendo as Centrais telefónicas digitais um modelo desenvolvido a partir de
conceitos analógicos de transmissão de dados, muitos e variados foram as
razões que levaram os principais Fabricantes destas tecnologias, a
abandonar a filosofia de integração das arquiteturas de processamento e
transporte de dados.

Surgiram no entanto no final dos anos 80, conceitos híbridos, derivados de


tecnologias já usadas na década de 60 como o TDM (Time-Division
Multiplexing), que vieram a permitir uma maior racionalização de
circuitos, através da sua divisão em tempo, permitindo o transporte em
simulâneo de aplicações de Voz e Dados. Esta tecnologia servia
perfeitamente os Operadores de Telecomunicações , que com as suas
infraestrutura gigantescas, obtinham um melhor aproveitamento dos seus
circuitos fisícos. Esta tecnologia deu origem aos equipamentos,
denominados por Multiplexers de voz e dados, que do TDM vieram a
evoluir para o suporte de multiplexagem estatistica e posteriormente (no
ínicio da década de 90), com o desenvolvimento do protocolo Frame-
Relay, a sua adopção deu origem à multiplexagem com alocação dinâmica
da largura de banda.
Apesar de enormes passos terem sido dados, nomeadamente nas
capacidades de compressão de áudio e voz, canceladores de eco,
“routing”, etc., garantindo uma grande maximização dos circuitos, quer
para os Operadores de Telecomunicações (Telcos), quer ás Organizações
que dispondo de infraestruturas próprias, implementavam redes
integrando a voz e dados através da adopção de multiplexers de frame-
relay.
No entanto esta integração era “imperfeita”, já que esta obrigava à
introdução de três tipos de tecnologias; As centrais telefónicas, vulgo
designadas por PBX, os multiplexers de voz e os equipamentos de

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comunicação de dados. Todos eles implicando sistemas mais ou menos
proprietários, obrigando a sistemas de gestão complexos ou até
susceptiveis de não serem geridos por qualquer meio.

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No entanto será justo afirmar que a evolução, no inicio de 90, para a
multiplexagem da voz e dados sobre protocolo frame-relay, veio permitir
o desenvolvimento de novas técnicas para a compressão de áudio em
tempo real e reprodução no destino e principalmente a forma de lidar com
atrasos provocados pela comutação em nós intermédios na rede (ver
considerações sobre o transporte da voz sobre frame-relay público -
Codisoft © 1996).
Apesar dos benefícios que esta tecnologia permitia, os Telcos viram nela
uma ameaça aos mecanismos de tarifação implementados, levando os
utilizadores a desacreditarem este tipo de tecnologia. Talvez outra razão,
em nosso entender, porque esta tecnologia não teve o impacto que
poderia ter, é o facto de que a indústria de computadores não tinha
conhecimentos de telefonia, e por sua vez os telcos e fabricantes não
serem muito “literados “ em matérias de sistemas operativos e
comunicação de dados. Aliás, só assim se compreende que estas duas
indústrias tenham feito progressos enormes, em divórcio absoluto.

Só a Internet e a sua explosão quer em termos de popularidade, quer no


tipo de serviços que tem vindo a propiciar, para a qual a melhor definição
que encontramos “é a de que o caos também funciona”, veio pertmitir o
desenvolvimento de tecnologias que deram origem á convergência
multimedia, tal como já atrás descrito. Um tal nível de descentralização
da informação, tal como ilustra a Fig. 1. deste documento, e a quantidade
a que qualquer utilizador, tem acesso instantâneo, tem vindo a propiciar
um autêntico laboratório “vivo” para a experimentação de novas
tecnologias, permitindo o seu melhoramento continuado.

Com a Internet, e todos os serviços baseados em sistemas de


computação distribuidos, foi possivel iniciar um processo de verdadeira
convergência Multimedia, onde o computador passa a ser o verdadeiro
protagonista da comunicação digital, seja ela a voz, áudio, video, imagem,
dados, fax, ou outra. Também aqui os Telcos têm tentado desacreditar as
novas tecnologias emergentes, embora sem muitos resultados práticos, a
não ser aqueles a que face a uma não desregulamentação das
telecomunicações, ainda podem lançar mão, que é o constrangimento ao
tráfego que circula nos seus meios físicos.

Nos nossos dias, e á medida que novos desenvolvimentos têm lugar,


nomeadamente novos “stacks” de protocolo IP, implementando técnicas
mais sofisticadas para lidar com tráfego isócrono; isto é dados
provenientes de aplicações que não podem sofrer atrasos iregulares ao
longo da rede, está a tomar forma uma revolução completa na forma
como podem ser implementadas as comunicações vocais, quer dentro de
uma Organização, quer mesmo entre Organizações através da Net, e
assegurando completa interoperabilidade com as redes tradicionais (redes
telefónicas públicas e/ou privadas).

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As INTRANETs e a integração telefónica
Não estando uma rede privada de uma Organização constrangida, em
termos de largura de banda disponível, consideramos que a
implementação de aplicações de voz incorporando tecnologia Internet,
isto é aplicações de voz sobre IP, poderá trazer consideráveis vantagens
nos custos do projecto, com enorme impacto na gestão eficaz do tráfego,
já que só um único protocolo de rede assegura o seu transporte. Tal como
atrás descrito, todas estas tecnologias estão a ser objecto de estudo ou já
são hoje standards.
Aqui tal como para o acesso a outro tipo de informação, um “simples”
browser poderá
através da tecnologia de “plug-in´s” incorporar as funções de telefonia, tal
como o suporte integrado de E-Mail, Discussões de grupo, Video
Conferência, etc.

A compatibilização e a integração com o “velho mundo das redes


telefónicas” poderá ser assegurado por “gateways” entre os pontos da
Rede (Routers IP) e as respectivas Centrais telefónicas (PBX), tal como
ilustra a Fig. 2.

PC PC N T s e rve r
E x p lo r e r M u lt im e d ia
In te r n e t B r o w s e r
D E LE G AÇ ÃO c / p l u g in
P la c a
I n t e r n e t v o ic e
de PBX
phone L in h a s
som A n a ló g ic a s
T e le p h o n y
G a te w a y
N T se rv er

R o u te r

N T c lie n t
DE LE G AÇ Ã O
DELEGAÇÃO R o u te r IN T R A N E T R o u te r

N T se rve r

R o u te r

SEDE
L in h a s
PBX
A n a ló g ic a s
N T se rve r T e le p h o n y
N T se rve r
G a te w a y

T o k e n R in g

F ig u ra 2 A S /4 0 0

IN T E R N E T V O IC E G A T E W A Y

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As vantagens/benefícios na adopção desta tecnologia são imensos,
quando comparados com as tecnologias de multiplexers tradicionais, ou
até de Frame-Relay, e são principalmente os seguintes:

♦ Custos de implementação.
♦ Grau de obsolescência da solução.
♦ Conformantes com os standards já existentes ou em via de emergir
num futuro próximo.
♦ Relativamente pequeno investimento em sistemas de hardware
proprietário.
♦ Convergência Multimedia.
♦ Adopção integral da tecnologia de Browsers.
♦ Menores custos de manutenção de hardware.
♦ Adequada e mais simples gestão da rede (um único protocolo de
transporte, o TCP/IP).
♦ Completa conectividade INTRANET/INTERNET, com todas as vantagens
em termos de custos, na comunicação com Clientes, Fornecedores,
Parceiros de negócios, etc.

No entanto a adopção destas tecnologias tem alguns inconvenientes, que


se considerem minimos, quando comparados com os inegáveis benefícios.
Os vários inconvenientes ou restrições, são principalemente:

⇒ Lançamento do projecto através de várias fases (nas quais são


mandatórias a submissão a testes intensivos e “pilotos” em cada fase
do projecto). Comparando com a solução técnica (por nós defendida até
há menos de um ano atrás), baseada em Multiplexers estatisticos sobre
Frame-Relay, estes após uma fase de avaliação e selecção, poderão
imediatamente começar a ser implementados, sem que se incorra em
riscos de grande monta.

⇒ Qualidade de voz “tool service”, à semelhança da que se tem nos


sistemas integrados na rede GSM (vulgo telemóveis), ou até de melhor
qualidade.

⇒ Grande capacidade de integração “in-house” ou de parceria exigindo


vasto “know-how”, para levar a bom termo a implementação das
diferentes tecnologias existentes, como Browser e respectivos Plug-in
´s, hardware de suporte som, gateways com a rede telefónica
convencional,software de servidor áudio, etc.

No entanto a implementação bem sucedida de um projecto com o grau de


inovação tecnológica que a solução aqui defendida encerra, trará
certamente enormes benefícios para uma Empresa, não só em termos de
custos muito mais reduzidos, como na flexibilidades de todos os tipo de
comunicações vocais e não vocais.
Alia ainda uma enorme capacidade de introduzir inovações, á medida que
estas vão sendo desenvolvidas, e sem que, mais uma vez, sejam
requeridos grandes investimentos, ou tornar completamente obsoletos
equipamentos, já que a solução tecnológica, encerra em si muito mais

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componentes de software baseados em standards e para plataformas
abertas (UNIX , Microsoft NT, Windows 95 , Windows 3.x, etc).

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Por último resta salientar a enorme versatilidade que este tipo de
soluções incorpora no tocante a soluções móveis, como utilizadores
remotos munidos de “Note-Books”, já que estes podem ser dotados de um
simples hardware de som, e através da Internet e/ou INTRANET da
empresa, poderão aceder a informação e estabelecer comunicação
telefónica com qualquer ponto da rede, ou através dos “gateways” para a
rede telefónica, comunicar com qualquer utilizador da rede telefónica
analógica ou de outra qualquer infraestrutura digital, como a RDIS (Fig.
3.).

R o u te r

R o u te r IN T R A N E T R o u te r

R o u te r

R o u te r
F ir e w a l l
P C N o te b o o k E x p lo r e r
In te r n e t B r o w s e r
c / p lu g in
In te r n e t v o ic e
IN T E R N E T phone
v o ic e / s o u n d
a d a p to r
( P a r a le l P o r t )

W eb T e le p h o n y
s e rv e rs G a te w a y

O u tr a s O r g a n iz a ç õ e s
F ig u r a 3 Pbx C lie n te s , F o r n e c e d o r e s , P a r c e ir o s

In te rn e t/In tr a n e t G a te w a y s :
M o b ile U s e r s

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Multimedia
Computer Telephony Integration (CTI)

Por CTI entende-se não só a capacidade de que temos vindo a falar, mas
também novos serviços, como :
• Implementação de “mailboxes” de voz, para cada extensão telefónica
• Acesso remoto às “mailboxes” de voz, com total segurança, já que esta
se efectua através de mecanismos com protecção através de
“passwords” de acesso.
• Sistemas Interactive Voice Response, ou seja a capacidade de interagir
com os sistema telefónico ou gateway (usando as teclas do próprio
telefone), quer para obter acesso ás mailboxes de voz, ou para fornecer
informação através de voz préviamente gravada.
• Sistemas de controle de chamadas, como identificação de chamador
(número telefónico e/ou endereço IP), data, hora e duração de cada
chamada, estado de chamada, etc.

As aplicações CTI têm um vasto campo de aplicação, desde os sistemas


de resposta automática, com possibilidade de interactividade através de
tons ou impulsos, até sistemas completos de “call centers”, permitindo
automatizar todas as funções telefónicas de uma Organização.
A tecnologia de CTI está hoje presente em todos os dominios de
actividade empresarial, nomeadamente na Banca, Seguros e Indústria,
estimando-se a sua generalização. Segundo a empresa de estudos de
mercado das telecomunicações DATAQUEST, prevê-se que de 1995 a
1998, este mercados venha a crescer 16-18 vezes (É ainda segundo
aquela fonte, hoje um mercado a valer aprox. 93 milhões de dólares).

A CTI, sendo a integração entre as aplicações de telefonia tradicionais e


os sistemas de computação digitais, surge sob a forma de “gateways”
telefónicos suportando as mais variadas aplicações. Estes “gateways”
são normalmente placas especializadas de processamento da tecnologia
de telefonia, integradas num PC em ambiente de O/S UNIX, OS/2,
Microsoft NT, Windows, etc.
São normalmente plataformas abertas, que através de interfaces
standards TAPI (Telephony Application Program Interface) e TSAPI,
permitem a comunicação com os PBX (Centrais telefónias anaólicas e/ou
digitais).
(FS- Computer Telephony Applications).

Aplicações de Discussão de Grupos e Video-Conferência

Também pela adopção de tecnologias INTERNET, e face aos standards já


ratificados pelo ITU-T, apresenta-se altamente atractiva a implementação
de aplicações de Conferência de Grupo e Video-Conferência, baseadas
em PC e Windows, sobre redes TCP/IP.

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Este tipo de aplicações , desenvolvidas para operar sobre o protocolo
TCP/IP, suportam conferência “Person-to-Person”, de Grupo e até de
grande audiência através de técnicas de “broadcasting” (difusão).
Implementam ainda técnicas de gestão, recepção e difusão de informação
de video e áudio. Não requerem em geral, hardware dispendioso nem
placas CODEC (Codificadores/Descodificadores), e permitem operar a
baixas taxas binárias, através de algoritmos proprietários e/ou standards.
Estes produtos, muito embora não forneçam a melhor qualidade de video
e áudio, quando comparados com sistemas mais sofisticados, garantem
no entanto uma “ferramenta” para Conferência Áudio e Video, que
fácilmente é justioficável, face ao seu baixo custo, facilidades de
operação, pequenas exigências de largura de banda e principalmente
porque se trata de produtos em constante evolução. Os “upgrades” e
novas versões surgem a um grande ritmos, permitindo obter sempre
novos benefícios a custos extremamente baixos.

Novas tecnologias de integração de Fax na INTERNET

As aplicações de Fax têm caracteristicas ideais para que o seu


“transporte” se processe através da Internet. Os faxes, sendo simples
imagens digitais, podem fácilmente ser enviadas através da Internet ,
sem que ocorra degradação na informação, com todas as possibilidades
de encaminhamento.

Até aos dias de hoje, os Faxes têm vindo a ser transmitidos através da
rede telefónica comutada, ou eventualmente, através de multiplexagem
sobre um canal físico de dados, pela adopção de tecnologias proprietárias.
Á excepção desta última metodologia, as chamadas são taxadas em
tempo, incorrendo em grandes custos durante as horas normais de
actividade.
A mesma mensagem poderá ser entregue ao seu destinatário através da
infraestrutura da Internet, com enorme redução de custo.
A ideia de integrar o tráfego de fax em redes de computadores não é
nova; aliás os multiplexors de voz, dados e fax, são disso uma evidência.
O que irá revolucionar a tecnologia de fax, é a capacidade de os enviar
internacionalmente, sem que se incorra em custos de chamadas de longa-
distância.

Para ilustrar o que acabámos de descrever, consideremos o seguinte


cenário. Uma Organização que necessita de enviar um Fax envolvendo
uma chamada de longa distância, usando o seu Servidor de Faxes.
Normalmente, o documento é enviado através da rede local para o
Servidor de Fax, o qual por sua vez inicia uma chamada internacional para
o número de fax destinatário. Este mesmo tipo de envio de mensagem de
fax poderia ocorrer sobre a Internet, com a grande vantagem de não ter
os custos elevados de uma chamada internacional. Neste caso , o servidor
de fax, através de uma conexão Internet, iria contactar o “gateway” de
fax remoto, mais próximo da estação de fax destinatário.

20 F. Gonçalves  1996 - Estudo sobre a implementação de uma rede


Multimedia
O “gateway” de fax remoto iniciaria uma chamada local para proceder à
entrega da respectiva mensagem de fax.
Desta forma , todos os faxes poderão ser enviados ao seus destinatários,
em qualquer ponto do globo, apenas com o custo de uma chamada local,
tal como ilustra a Fig. 4.

Fax
PSTN

Fax

L A N F a x C lie n t

Fax In te r n e t
In te r n e t F a x G a te w a y In te r n e t F a x G a te w a y
Fax

F ig u r a 4
L A N F a x C lie n t

O tr a n s p o r te d e tr á fe g o e n tr e a
r e d e te le fó n ic a c o m u ta d a e a
In te r n e t a tr a v é s d e G a te w a y s d e
fa x

Numa INTRANET, poderão ser implementados “gateways” de fax,


permitindo o encaminhamento destes sobre a rede TCP/IP, sem incorrer
em qualquer tipo de custos.
Existindo uma completa integração INTRANET/INTERNET, poderão
também constituir-se “gateways” de Fax, que garantem o envio de
mensagens E-Mail directamente para equipamentos de Fax. São neste
tipo de aplicações, suportados normalmente texto simples, ficheiros de
TIFF e formatos conformantes MIME. Ainda com o rápido crescimento de
utilizadores conectados à rede Internet (só em PORTUGAL a TELEPAC
têm aprox. 30,000 acessos entre individuais e Empresas), este tipo de
serviço torna-se cada vez mais atractivo e eficaz para as Empresas.

Outras aplicações de fax através da Internet, incluem a capacidade de


distribuição de uma mensagem de Fax para vários recipientes ou
destinatários, Servidores WEB com capacidades de aplicações de “Fax-on-
Demmand”, etc.
(FS - Tecnologias de Fax sobre Internet).

21 F. Gonçalves  1996 - Estudo sobre a implementação de uma rede


Multimedia
Conclusão e considerações finais

Resumindo, a introdução de tecnologias beseadas na INTERNET,


implementando uma INTRANET nas Empresas pode incrementar de forma
rápida o fluxo e o valor da informação disponível. Os Utilizadores poderão
ter acesso imediato a uma vasta variedade de informação, produzida por
vários departamentos, desde documentos de processamento de texto,
Bases de dados, Aplicações “GroupWare”, e muitos mais recursos,
incluindo todo o tipo de aplicações Multimedia, que temos vindo a abordar
ao longo deste estudo. Toda a informação tradicionalmente baseada em
papel, poderá fácilmente ser distribuida electrónicamente, com todas a
vantagens e benefícios inerentes, que atrás já abordámos.

O conceito da INTERNET e da WEB (WWW) derivou de um sistema


totalmente aberto, o UNIX que permitiu o desenvolvimento das
tecnologias de computação distribuida e todo o potencial de interligação
em rede, garantindo o acesso generalizado á informação residente em
bases de dados de grandes servidores. Num tal ambiente a localização
das aplicações e a informação acessivel, tornam-se irrelevantes. Alguns,
têm ultimamente vindo a argumentar que a WEB e as INTRANETS
representam o regresso dos grandes Mainframes e do processamento
partilhado.
Consideramos, ao contrário, que o conceito subjacente à INTERNET e às
tecnologias de WEB, e as plataformas abertas em que assentam, são
talvez os dois mais importantes factores que levam à sua adopção por
parte das Empresas.
Orientada por uma poderosa combinação de “arquiteturas abertas” e
elevados níveis de segurança, e determinada por acesso intuitivos às mais
variadas formas de informação, as INTRANETS, permitem implementações
com uma enorme relação custo/efectividade e flexibilidade na introdução
de novas aplicações.

Segundo a IDC (Empresa de estudos de mercado de tecnologias de


informação) prevê-se que em 1997, 80% dos servidores WEB sejam
usados internamente, nas Organizações Empresariais.

Finalmente, as aplicações INTRANET podem (e devem) começar com


pequenos projectos “piloto” e crescer gradualmente, segundo novas
necessidades dos Utilizadores e respectivos Departamentos da Empresa,
permitindo elevar os padrões de acesso à informação e de productividade,
de forma a trazer reais vantagens competitivas para a uma dada
Empresa, face à sua Concorrência.

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© Todos os direitos reservados para Francisco Gonçalves (Setembro 1996) e
ISIWARE, Lda. (1998) ©

Author : Francisco Gonçalves


Telecomms Consultant

Bibliografia:

Baulmol and Sidak, Towards Competition in Local Telephony (MIT Press


Cambridge)

De Sola Pool, Technologies Without Barriers, Harvard University Press


(Cambridge MA).

McGarty, T.P. From High End User to the New User : A New Internet
paradigm, McGraw Hill (New York), 1995.

McGarty, T.P. , Information Architectures and Infraestructures, Value


Creation and Transfer, Solomon´s Island, September 1991.

As aplicações para banda larga (B-.ISDN), F. Gonçalves (1990/1).

ITU-T - New standards for the Global Information Highway

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