Você está na página 1de 42

0

UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA

POLO ITAQUERA

LETRAS – ESPANHOL

DIFICULDADES DOS ESTUDANTES BRASILEIROS EM PRONUNCIAR AS


LETRAS J/G, R/RR EM ESPANHOL: Como superá-las?

Alexandre Falcão Sanseverino / RA 1129019

SÃO PAULO

2014
1

Alexandre Falcão Sanseverino

DIFICULDADES DOS ESTUDANTES BRASILEIROS EM PRONUNCIAR AS


LETRAS J/G, R/RR EM ESPANHOL: Como superá-las?

Trabalho Monográfico - Curso de

Graduação – Licenciatura em Letras

Língua Portuguesa e Língua

Eapanhola, apresentado à Comissão

Julgadora da UNIP – Itaquera, sob

a orientação da professora Deborah Gomes de Paula.


2

Banca Examinadora

_ ________________

___ ______________

______ ___________

São Paulo

2014
3

DEDICATÓRIA

Dedico esse trabalho a todos os professores de Espanhol, os quais se esforçam a que


seus alunos falem e pronunciem bem a linda e melodiosa língua de Cervantes, chamada
castelhana ou espanhola.
4

AGRADECIMENTOS

Primeiro de tudo, ao meu amado Pai, Jeová Deus, por ter-me dado a vida e ter-me
permitido cursar esta carreira acadêmica;

À minha querida mãe, Cleonice Falcão Sanseverino, quem me incentivava a fazer logo
o meu TC;

Ao Professor Mestre Flávio Aneas, meu coordenador no CEL (Centro de Estudos de


Línguas) junto à E. E. Sen. Paulo Egydio de Oliveira Carvalho, e amigo, o qual me deu certa
orientação;

À professora Deborah Gomes de Paula, minha orientadora, pela orientação e atenção


prestadas.
5

“(...) a menos que vós, por intermédio da língua, pronuncieis palavras facilmente entendidas, como se saberá o
que se fala?” (1ª. Coríntios 14:9, Bíblia. NM)

“(…) la enseñanza de la pronunciación resulta especialmente compleja, quizá más difícil de


abordar que cualquier otra de las facetas que integran la labor de un profesor de ELE” (Plan Curricular del
Instituto Cervantes. Niveles de Referencia para el Español)
6

RESUMO

Ensinar uma língua estrangeira – as quatro habilidades: ler, escrever, ouvir e falar – é
um desafio. Em especial o falar, pois os aprendizes têm de acostumar todo o seu aparelho
fonador a uma nova forma de articular e pronunciar sons que, muitas vezes, nem existem em
sua língua materna. O objetivo deste trabalho é dar suporte ao professor de E/LE, para que ele
possa ajudar seus alunos a pronunciar corretamente fonemas que estão entre aqueles de mais
dificuldade para o brasileiro, como o de R (RR) – vibrante – e o de J (G antes de e, i) – velar.

Palavras-chave: Fonética. Fonologia. Pronúncia. R. RR. J. G. E/LE.


7

ABSTRACT

To teach a foreign language – the four abilities: to read, to write, to hear and to talk –
is a challenge. Specially to talk, because the students have to get their phonatory system used
to a new form of articulation and pronunciation that, many times, don’t exist in their native
language. The objective of this work is to give support to the E/LE professor, so he can aid his
students to pronounce phonemes correctly that are the most difficult for Brazilian students,
like R (RR) – rolled – and J (G before e, i) – velar.

Keywords: Phonetics. Phonology. Pronunciation. R. RR. J. G. E/LE.


8

RESUMEN

Enseñar una lengua extranjera – las cuatro habilidades: leer, escribir, oír y hablar – es
un reto –. En especial el hablar, pues los aprendientes tienen que acostumbrar todo su aparato
fonador a una nueva forma de articular y pronunciar sonidos que, muchas veces, ni existen en
su lengua materna. El objetivo de este trabajo es darle soporte al profesor de E/LE, para que
pueda ayudarles a sus alumnos a pronunciar correctamente fonemas que están entre aquellos
de más dificultad para el brasileño, como el de R (RR) – vibrante – y el de J (G antes de e, i) –
velar –.

Palabras-claves: Fonética. Fonología. Pronunciación. R. RR. J. G. E/LE.


9

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

LM – primeira língua ou língua materna

LE – segunda língua ou língua estrangeira

E/LE – Espanhol como língua estrangeira


10

LISTA DE SÍMBOLOS

[] Usam-se para transcrições fonéticas e para completar ou dar sentido a uma


palavra/frase.

() Indicam, nas transcrições dos vídeos, cenas (não faladas) ou a reprodução de partes
escritas.

(...) Indicam que se suprimiu texto em uma citação.

// Usam-se para transcrições fonológicas.


11

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................... 12

2 DISCUSSÃO DO TEMA........................................................................... 15

3 BUSCANDO SOLUÇÕES......................................................................... 17

4 CONCLUSÃO............................................................................................. 23

5 CRÉDITOS DAS FIGURAS...................................................................... 24

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................... 25

7 REFERÊNCIAS AUDIOVISUAIS............................................................ 27

8 APÊNDICE ................................................................................................. 28

9 ANEXO......................................................................................................... 35
12

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho nasceu de uma necessidade minha na área do ensino de Espanhol como
Língua Estrangeira (E/LE). Muitos alunos brasileiros de E/LE têm dificuldades para
pronunciar o R (ou RR) em espanhol. Quanto à pronúncia do J (e do G antes de E, I) eu não
diria exatamente que eles têm dificuldade; antes, creio que seja um esquecimento, ou talvez
uma vacilação, por pensar que só as palavras já aprendidas com J ou G têm o fonema fricativo
velar surdo /x/. No entanto, para facilitar-lhes a correta pronúncia, podemos dizer-lhes que se
trata do som do dígrafo rr tal como é pronunciado pelos nordestinos, porém com um detalhe:
a ponta da língua deve apoiar-se nos dentes incisivos inferiores.

Figura 1: Posição da língua ao pronunciar o fonema /x/

No que diz respeito ao R ou ao dígrafo RR, sim, muitos têm problemas. Primeiro,
porque atualmente não encontramos este fonema no português brasileiro de São Paulo (salvo
exceções), Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também, talvez porque os alunos não tenham
familiaridade com este som.

Eu, em particular, não tive problemas com este som porque o escutava na casa dos
meus avós e tios avós, visto que são italianos. De modo que não me foi estranho ou difícil
escutar (nem reproduzir) o fonema vibrante múltiplo de R inicial ou RR. Por isso tenho tido
dificuldades de ensiná-lo aos alunos aos que lhes resulta complicado produzir dito fonema.

Antes de tudo, definamos alguns termos. O que são Fonética e Fonologia? A que área
pertencem? Silva (2010, pp. 11 e 17) inclui a Fonologia na Gramática e tanto a Fonética
13

como a Fonologia na Linguística. Como definição de Fonética e Fonologia, segundo Coseriu


(1967, pp. 120, 123), temos o seguinte:
(...) se separan netamente fonética y fonología, se reconoce sólo a ésta (sic) como
disciplina lingüística y se relega a aquélla (sic) entre las ciencias físicas o naturales,
como pura fisiología y acústica. (…) parece muy justificada… [la] decisión de
considerar la llamada “fonología” o “fonemática” simplemente como una parte de la
fonética.1

De acordo com a Nueva gramática de la lengua española – Manual (2010, p. 5):


La FONÉTICA es la disciplina que analiza los mecanismos de la producción y de la
percepción de los sonidos del habla. La FONOLOGÍA estudia la organización
lingüística de los sonidos. No abarca todos los sonidos que el ser humano es capaz
de articular, sino solo los que poseen valor distintivo o contrastivo en las lenguas. 2

E, no volume de Fonética y Fonología da citada Nueva gramática (2011, p. 24): “la


fonética y la fonología son disciplinas complementarias” (grifo meu).

Figura 2: Aparelho fonador

1
Tradução proposta: “(...) separam-se fonética e fonologia, reconhece-se só a esta como disciplina linguística e relega-se àquela entre as
ciências físicas ou naturais, como pura fisiologia e acústica. (...) parece muito justificada [a] decisão de considerar a chamada “fonologia” ou
“fonemática” simplesmente como uma parte da fonética.”
2
Tradução proposta: “A FONÉTICA é a disciplina que analisa os mecanismos da produção e da percepção dos sons da fala. A
FONOLOGIA estuda a organização linguística dos sons. Não abrange todos os sons que o ser humano é capaz de articular, mas somente os
que possuem valor distintivo ou contrastivo nas línguas.”
14

Voltemos à problemática da pronunciação. Como erradicar esse “defeito” de


pronúncia de alguns alunos, ou seja, da não realização do fonema vibrante múltiplo? O que
todos os professores de espanhol temos usado há muito tempo até hoje são os trava-línguas.
Não creio que seja incorreto fazê-lo, mas, embora em muitos casos resulte, em outros
continuamos sem o esperado resultado. De modo que, há algo mais que se possa fazer?

É com este objetivo que se pensou neste trabalho. Buscar, nos teóricos, em exercícios
auditivos, nos trava-línguas e em exercícios fonoaudiológicos uma solução para o problema
da não realização dos fonemas citados anteriormente, em especial o /r/ (vibrante múltiplo), e
proporcionar métodos para melhorar a articulação para a correta pronúncia dos fonemas
representados pelas letras J/G e R/RR, em espanhol, para os alunos brasileiros.
15

2. DISCUSSÃO DO TEMA

Com respeito à pronunciação de J e G antes de e/i, Masip diz o seguinte (1998, pág.
37):
TENDENCIA DEL BRASILEÑO A CONFUNDIR EL SONIDO [x] CON EL
SONIDO [ʒ] O A ASPIRARLO

LA DIFICULTAD

Los brasileños tienden a pronunciar j delante todas las vocales y g delante de e e i


como lo haría (sic) en su lengua, es decir, con el sonido [ʒ].

En otras ocasiones, ante la dificultad de articular el sonido español [x], lo aspiran y


pronuncian [h].

Por ejemplo, pronuncian virgen como vir[ʒ]en o como vir[h]en.

CÓMO SUPERARLA

Para pronunciar correctamente esta consonante, se debe acercar la base de la lengua


al velo del paladar.3

Não estamos totalmente de acordo com isso porque, quanto à pronúncia do j e g + (e,
i) há alofones ou variações na pronunciação. A Nueva gramática de la lengua española.
Fonética y fonología (2011, pág. 196) diz que, como alofones de /x/ (fricativo, velar, surdo),
há: /χ/ (fricativo, uvular, surdo); /h/ (fricativo, glotal, surdo); /ç/ (fricativo, pós-palatal ou
palatal, surdo); /ћ/ (fricativo, faríngeo, surdo); /ɦ/ (fricativo, glotal, sonoro) e /ʁ/ (fricativo,
uvular, sonoro). De modo que isso não deve censurar-se no aluno, desde que utilize um dos
sons possíveis em castelhano, não em português.

Se pensarmos na pronúncia de j e g + e, i com o fonema fricativo palatal


sonoro, com chiado /ʒ/, então, sim, temos que preocupar-nos e ajudar aos alunos de E/LE a
pronunciar essas letras da maneira correta.

No que diz respeito ao R e RR é claro que, dentro do mundo hispanófono, há variantes


de pronúncia do grafema R: há o som padrão (vibrante múltiplo), e há um som semelhante ao
do J e do Z do português (variantes do norte da Argentina e oeste da Bolívia, entre outras
regiões, como parte do México). Para alguns alunos que não conseguem (ou, pelo menos,
assim o dizem) realizar a pronúncia vibrante, esta quiçá seja uma alternativa; não obstante, há
alguns argumentos contra:

1) NÃO é a variante padrão nem a maioritária nos países de língua castelhana;

2) É algo regional, de modo que, embora seja bom que os alunos o conheçam e
reconheçam, não seria bem visto reproduzirem-no, pois
.

3
Tradução proposta: “Tendência do brasileiro a confundir o som [x] com o som [ʒ] ou a aspirá-lo. A dificuldade: Os brasileiros
tendem a pronunciar j diante de todas as vogais e g diante de e e i como o fariam em sua língua, quer dizer, com o som [ʒ]. Em outras
ocasiões, diante da dificuldade de articular o som espanhol [x], aspiram-no e pronunciam [h]. Por exemplo, pronunciam virgen como
vir[ʒ]en o como vir[h]en. Como superá-la: Para pronunciar corretamente esta consoante, deve-se aproximar a base da língua ao véu do
paladar.”
16

3) Aos bolivianos lhes soa como imitação burlesca, o que pode resultar ofensivo.

Como exemplo das pronúncias dialetais citadas acima, veja-se o seguinte link:

<http://www.youtube.com/watch?v=MB37oAxOkzA> (0:24 a 0:27 – Argentina)

Podemos dizer aos alunos que a pronúncia incorreta pode levar a erros de
interpretação, como nos seguintes casos: 1) Dizer PERO (mas) em vez de PERRO (cachorro):
“El pero no está aquí” [o que daria lugar à interpretação equivocada de que o obstáculo não
está lá, ou a palavra “pero” não aparece em algum texto, quando se queria dizer algo sobre o
animal, o cão (em espanhol, perro)]; 2) Tentar elogiar alguém, dizendo-lhe: “Chica, estás
radiante” [mas, por uma pronúncia com interferência do português, dar a entender “Estás
jadeante” = “Você está ofegante”, e não alcançar seu objetivo, o elogio]; 3) Quando queiram
dizer: “Quiero este jugo” = “Quero este suco”, por pronunciar o J tal como em português,
estarão, na realidade, dizendo: “Quiero este yugo” = “Quero este jugo/fardo”.

Também podemos usar o humor para isso. Note-se a tirinha abaixo:

Figura 3: Tirinha com o contraste pero e perro

Já tive duas alunas que pronunciavam /paˈxeɾa/ (escrita: pajera) – masturbadora –


quando queriam dizer /paˈɾexa/ (escrita: pareja) – par, casal. A solução foi a seguinte: dizer-
-lhes que “fracionassem” a palavra => parê (como se fossem dizer pared, mas sem o –d final)
e ha (a onomatopeia de riso). Assim puderam dizer pareja.
17

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

Comecemos com algumas teorias. Segundo Giardinelli (2010, p. 199):


(...) antes de aprender lendo, as crianças aprendem escutando. O vocabulário, de
fato, começa como um fenômeno auditivo. O primeiro universo de uma criança se
forma de palavras que escuta. Desde que somos bebês, escutamos antes de falar e de
ler. Nos comunicamos com o mundo e o mundo entra em nós através do ouvido.

Embora estivesse referindo-se ao estímulo para ler, é curioso notar que muito do que
escreveu Giardinelli se aplica de igual modo à noção de fala e aprendizagem de uma língua
estrangeira: primeiro escutamos, depois reproduzimos. Ou seja: primeiro ouvimos, depois
falamos, mesmo sendo, em um primeiro momento, uma imitação, como papagaios. Em um
terceiro momento produziremos (falaremos) com base no que já ouvimos e falamos
(repetimos).

Este conceito se repete em Ramos Oliveira (2009, p. 13):

(…) aprender a pronunciar de manera clara, aceptable y comprensible, se aprende


tanto OYENDO e interactuando en la lengua meta como también, y principalmente,
por el esfuerzo de intentar conducir de forma harmoniosa (sic) el pensamiento y el
habla hacia la lengua meta, a la vez que controlamos la influencia de la LM. 4

De acordo com a professora Wanda de Lima, em sua Oficina (Taller/Workshop)


Dificultades en la Fonética, realizada dia 21/08/2009 na Disal (Barra Funda), existe o filtro
cognitivo: a pessoa seleciona o que quer escutar. Por isso, é preciso estimular a escuta, para
fazer os alunos perceberem os sons corretos. Wanda de Lima prossegue dizendo que é preciso
desenvolver a escuta para que o aluno reproduza bem os sons.

Nós que somos professores sabemos que os fonemas e seus alofones têm uma
denominação técnica segundo seu ponto e modo de articulação, além de sua característica
(sonora ou surda). Para os alunos isso não interessa, ainda que, talvez, seja relevante dizer-
-lhes o seguinte:

Quanto à letra R ao início de palavras, depois de consonante com a qual NÃO forma
sílaba, e dupla entre vogais (RR), corresponde-lhe o som vibrante forte, igual ao que os
italianos pronunciam. Para nós, professores, este é o fonema líquido, dental ou alveolar,
vibrante, múltiplo e sonoro ou vozeado.

Pronuncia-se aproximando a língua atrás dos dentes superiores e soprando o ar,


produzindo um movimento vibratório, rápido, entre duas e cinco vezes. O Diccionario Señas
dá a seguinte descrição (2002, p. XXXII):

4
Tradução proposta: “Aprender a pronunciar de maneira clara, aceitável e compreensível, aprende-se tanto OUVINDO e
interagindo na língua meta como também, e principalmente, pelo esforço de tentar conduzir de forma harmoniosa o pensamento e a fala em
direção à língua meta, ao mesmo tempo em que controlamos a influência da L[íngua] M[aterna].”
18

Som: |ř|

Grafia: r (precedido de s, n, l; início de palavra); rr (entre vogais)


Exemplo: reloj, zorra
Equivalência em outras línguas:
it[aliano]: burro
Articulação:
1. Qual a posição dos lábios? Separados.
2. Que parte da língua se apóia (sic)? Ponta.
3. Onde a língua se apóia? Alvéolos.
4. Por onde o ar sai? Pelo centro da boca.
5. Há interrupção da saída de ar? Sim, várias vezes, rápidas e breves.
6. As cordas vocais vibram? Sim.
7. Como é o movimento articulatório? A língua se aproxima dos alvéolos e realiza
com força um movimento vibratório muito rápido, interrompendo saída do ar de
duas a cinco vezes.

Figura 4: Posição da língua ao pronunciar o fonema /r/

Seria o fato de os alunos pronunciarem o R e RR em espanhol com um som velar


(como em português) por interferência deste último? Mas, e se o estudante, de fato, não
consegue pronunciar um R vibrante? Como ajudá-lo?

Uma boa maneira de ensinar a pronunciar o R vibrante /r/, é com a ajuda do filme
Espanglês. Na cena dois, de 9’21” a 10’34”, a personagem Flor ensina sua futura patroa a
pronunciar o R sem o sotaque do inglês (ou seja, um R vibrante, não retroflexo).
19

Outra opção é o vídeo musical Un clavel, que se encontra em


<http://www.youtube.com/watch?v=9duX1_XMyN0> de 0’29” até 0’56”.

Propõe-se como ajuda, além disso, o uso do site


<http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/spanish/frameset.html> para que os alunos
OBSERVEM onde toca a língua, que movimento se faz e OUÇAM a leitura de palavras com
as letras estudadas.

Exercícios:

Propomos a seguir exercícios variados, tanto auditivos, como trava-línguas, e


exercícios para estimular a articulação.

Exercícios de escuta:

Os exercícios a seguir foram tomados de livros de E/LE. (Os números das faixas
correspondem ao áudio do CD que acompanha cada livro.)

 Escucha y observa las palabras que se escriben con r o rr: (Faixa 24; livro Español sin
fronteras 2, p. 79.)

¡Arre, arre por la carretera!


¡Arre, mi burrito!, decía Ramón.
El burrito se paró para comer berros
y un perro, que estaba alrededor, se los robó.
El burro lanzó un rebuzno,
el perro se enredó y al barro cayó.

 Escucha y completa con r/rr. (Faixa 39; livro Compañeros, p. 37.)

1) to o 6) ji afa
2) eloj 7) maca ones
3) ueda 8) compañe a
4) adio 9) egla
5) zanaho ias 10) ama illo

 Escucha y repite estas palabras. (Faixa 28, CD 1; livro Nuevo Ven 1, p. 72.)
a) derecha; e) escribir;

b) dirección; f) arte;

c) correa; g) roto;

d) alrededor; h) Enrique.



20

Escucha y SEÑALA qué palabra oyes de cada pareja. (Faixa 28, CD 1; livro Nuevo Ven 1, p.
72.)

a) pero / perro d) cuarto / cuatro

b) caro / carro e) curte / cutre

c) ahora / ahorra f) horno / honro

* Escucha las palabras y ESCRIBE las letras (r, rr) que faltan. (Pista 28, CD 1; libro Nuevo
Ven 1, p. 72.)

a) ga a f) al ededo .

b) ana g) e a

c) pa a h) a a

d) a ena i) ca o

e) pa a

 Escucha y completa con rr o r: (Faixa 25; livro Español sin fronteras 2, p. 79.)

a) Guy Lalible té, un aco deonista y t agafuegos canadiense, decidió c


ear el más bello y fantástico ci co del mundo, el Ci que du Soleil o ci co del Sol,
con la i esistible tentación de compa tir emociones.

b) eclutó pa a su equipo jóvenes a tistas que actuaban habitualmente en las calles


de Quebec.

c) En la actualidad, el Ci co del Sol of ece ocho espectáculos al ededo del


mundo. Algunos son pe manentes, y la gran mayo ía eco e todos los incones del
mundo.

 Escucha y repite. (Faixa 24, CD 1; livro Nuevo Ven 1, p. 60.)

Jamaica, Argentina, joven, naranja, extranjero, girar, junto, girasol, Jorge, jirafa, Júpiter

/X/ ja je ge ji gi jo ju
21

 Escucha y SEÑALA qué palabra oyes. (Faixa 24, CD 1; livro Nuevo Ven 1, p. 60.)

a) hizo /hijo d) cruje / cruce


b) coja / cosa e) jauja / jaula
c) susto / justo f) gira / mira

 Contraste [x] y [ř]. Marque las palabras con 1 o 2 según el orden en que las escuche:
(Faixa 72, CD 2; livro Fonética, entonación y ortografía, p. 80.)
d) ( ) jota
a) (2) jamón ( ) rota
(1) Ramón
e) ( ) mojo
b) ( ) juego ( ) morro
( ) ruego
f) ( ) baja
c) ( ) gesto ( ) barra
( ) resto

 Escucha y completa con la letra que corresponda (g, j, r, rr): (Faixa 9; livro Hacia el
Español Básico, p. 25)

a) amón g) eli o
b) amón h) cama e o
c) ota i) espe o
d) abe a j) uta
e) e o . k) ele ir
f) pa o

Exercícios articulatórios:

Há alguns exercícios no YouTube. Vejamos quatro:

1) Praxias rR -> ¿Dónde se apoya la lengua? ¿Cómo se articula?

<http://www.youtube.com/watch?v=_kk7AQybJCk>

2) ¿Problemas con la “erre”? -> Seis ejercicios.

<http://www.youtube.com/watch?v=u0bLocCwH_g>

3) Spanish pronunciation: J&G -> Sonido /x/ fricativo velar sordo.

<http://www.youtube.com/watch?v=kNRLEXaJfs8&feature=endscreen&NR=1>

4) Corregir mala pronunciación de la R -> Explicación del problema; cómo corregirlo.

< http://www.youtube.com/watch?v=K0UUdwlK0K0 >


22

Trava-línguas:

Só com J/G:

1) Juan Jiménez se enjabona con jabón en la vieja jabonera de Ginés.

2) Perejil comí, perejil cené. De tanto comer perejil, me emperejilé.

3) Joaquín Quijano de Jijena se queja de que deje Jacob con jáquima a la jaca. *

4) Se queja Jacob con Joaquín el cajero de que le aqueja tal jaqueca que no le deja descansar. *

Só com R/RR:

5) El perro en el barro rabiando rabea: su rabo se embarra cuando el barro barre, y el barro a
arrobas le reboza el rabo.*

6) El Rey de Roma rompió su ropa.

7) - El perrito de Rita me irrita.

- Si el perrito de Rita te irrita, dile a Rita que cambie el perrito por una perrita.

8) R con R guitarra; R con R barril. ¡Qué rápido ruedan las ruedas del ferrocarril!

9) Si tú entrerrenglonaras, yo entrerrenglonaría lo que Gabriel agregó en griego para que


entrerrenglonase; mas, ya que tú no entrerrenglonas, yo no entrerrenglonaré lo que Gabriel
agregó en griego para que entrerrenglonase.*

10) El perro de San Roque no tiene rabo porque el carretero Ramón Ramiro Ramírez Ruiz con
la rara rueda de su carro se lo ha arrancado.*

Com R/RR e J/G:

11) Ramón come jamón.#

12) Jorge trajo un rico jugo de naranja en la jarra roja y se lo ofreció a Regina. #

*
Tirados/adaptados de Ragucci (1983, pp. 15, 46, 58 e 78)

#
Tirados/adaptados de Di Lullo Arias (2000, p. 23)
23

4. CONCLUSÃO

Já se disse que o ensino da pronúncia é especialmente complexo, talvez mais difícil de


abordar que qualquer outra das facetas que integram o trabalho de um professor de E/LE.
Parece-nos muito certo isso, em especial no que tange à pronúncia de letras cujos sons não
existem na LM, ou estão em desuso. Este é o caso do vibrante múltiplo /r/ e do fricativo velar
surdo /x/, em espanhol.

Conforme Giardinelli (2010), Lima (em oficina, em 2009) e Ramos Oliveira (2009),
precisamos desenvolver, estimular a escuta nos alunos. Não discordamos disso, mas, às vezes,
isso só não basta.

O uso geral que os professores de E/LE fazemos de trava-línguas, apesar de muito útil,
tampouco soluciona o problema em alguns casos.

Portanto, tendo em vista o acima, concluímos que é necessário, além do tradicional


uso de exercícios de áudio ou escuta e trava-línguas, fornecer aos alunos brasileiros de E/LE
um suporte extra para auxiliá-los com a pronúncia correta das letras J/G (fonema fricativo
velar surdo: /x/) e de R e RR (fonema alveolar vibrante múltiplo sonoro: /r/), e este é dividido
em duas partes: 1) a tomada de consciência de qual parte da língua se move e que parte da
boca ela toca (mediante a visualização do site de fonética da Universidade de Iowa) e 2) o uso
de exercícios articulatórios (encontrados no YouTube), para que treinem sua musculatura
facial e a vibração da língua (especialmente para o fonema /r/).
24

5. CRÉDITOS DAS FIGURAS

Figuras 1 e 4:

Posição da língua ao pronunciar os fonemas /r/ e /x/. Disponíveis em


<http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/spanish/frameset.html>. Acesso em 18 de março
de 2014.

Figura 2:

Aparelho fonador. Disponível em <http://fonticaarticulatria.blogspot.com.br/2011/05/o-


aparelho-fonador.html>. Acesso em 18 de março de 2014.

Figura 3:

Tirinha do Gaturro. Diferença entre pero e perro. Disponível em


<http://lexisvirtual.com/Blog/?p=672>. Acesso em 18 de março de 2014.
25

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASOCIACIÓN DE ACADEMIAS DE LA LENGUA ESPAÑOLA. Nueva Gramática de la


lengua española. Manual. Barcelona: Espasa Libros, 2010.

. Nueva Gramática de la lengua española. Fonética y fonología. Barcelona:


Espasa Libros, 2011.

BRUNO, Fátima Cabral; MENDOZA, Maria Angélica. Hacia el Español – Básico. 6ª ed.
reformulada. 2ª tiragem. São Paulo: Saraiva, 2006.

CASTRO, Francisca; RODERO, Ignacio; SARDINERO, Carmen. Compañeros 1. Madrid:


SGEL, 2008.

CASTRO, Francisca et alii. Nuevo Ven 1. 2ª reimpresión. Madrid: Edelsa, 2005.

COSERIU, Eugenio. Teoría del lenguaje y Lingüística General. 2ª ed. Madrid: Gredos,
1969.

DI LULLO ARIAS, Sandra. Espanhol urgente! Para brasileiros. 15ª ed. Rio de Janeiro:
Campus Elsevier, 2000.

GARCÍA, María de los Ángeles J.; HERNÁNDEZ, Josephine Sánchez. Español sin
fronteras 2. 3ª ed. São Paulo: Scipione, 2008.

GIARDINELLI, Mempo. Voltar a ler. Propostas para ser uma nação de leitores. Trad.
Víctor Barrionuevo. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 2010.

GONZÁLEZ HERMOSO, Alfredo; ROMERO DUEÑAS, Carlos. Fonética, entonación y


ortografía. Madrid: Edelsa, 2002.

MASIP, Vicente. Gente que pronuncia bien. Curso de pronunciación española para
brasileños. Barcelona: Difusión, 1998.

RAGUCCI, Rodolfo M. El habla de mi tierra. 28ª ed. Buenos Aires: Inst. Salesiano de Artes
Gráficas, 1983.

RAMOS OLIVEIRA, Adriana María. Los alumnos hablan, pero ¿cómo, cuándo y qué
corregirles? In: Suplementos Marco ELE. ISSN 1885-2211 / núm. 9, 2009. Disponível em <
http://marcoele.com/descargas/enbrape/ramos_fonetica.pdf>. Acesso em 13 de março de
2014.

SANSEVERINO, Alexandre Falcão. Dificultades de los estudiantes en la pronunciación de


R/RR y J/G. ¿Cómo erradicarlas? Tema de taller (oficina/workshop), parte do Curso para
professores sobre dificuldades dos alunos em fonética e fonologia (pronunciação) de R/RR e
J/G; dinâmicas para ensinar gramática; culturas: espanhola, mexicana, cubana e argentina; uso
de músicas (atividades variadas); uso de material audiovisual para as aulas; como trabalhar
filmes nas aulas de espanhol; jogos interativos, da escola Mundo Español, de Buenos Aires,
Argentina (realizado em São Paulo, em janeiro de 2013).
26

SEÑAS. Diccionario para la Enseñanza de la Lengua Española para Brasileños. 2ª ed. 2ª


tiragem. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

SILVA, Thaïs Cristófaro. Fonética e Fonologia do Português. 10ª ed. São Paulo: Contexto,
2010.
27

7. REFERÊNCIAS AUDIOVISUAIS

ESPANGLÊS. Direção: James L. Brooks. Produção: Gracie Films. Estados Unidos:2004 (131
min.) 1 DVD.

<http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/spanish/frameset.html >

<http://www.youtube.com/watch?v=_kk7AQybJCk>

<http://www.youtube.com/watch?v=u0bLocCwH_g>

<http://www.youtube.com/watch?v=kNRLEXaJfs8&feature=endscreen&NR=1>

< http://www.youtube.com/watch?v=9duX1_XMyN0>

<http://www.youtube.com/watch?v=MB37oAxOkzA>

< http://www.youtube.com/watch?v=K0UUdwlK0K0 >

Sites acessados dia 18 de março de 2014.


28

APÊNDICE

TALLER: FONÉTICA y FONOLOGÍA.

“Dificultades de los estudiantes en la pronunciación de R/RR y J/G. ¿Cómo erradicarlas?”


PONENTE: Alexandre Falcão Sanseverino.

Muchos alumnos brasileños de E/LE tienen dificultades para pronunciar la R (o RR).


Yo no diría exactamente que tienen una dificultad para pronunciar la J y la G antes de E, I;
más bien, creo que sea un olvido, o quizás una vacilación, por pensar que solo las palabras ya
aprendidas con J o G tienen el sonido fricativo velar sordo.

Respecto a la pronunciación de la J y G antes de e/i, el libro Gente que pronuncia


bien. Curso de pronunciación española para brasileños, de Vicente Masip, Ed. Difusión, dice
lo siguiente en la página 37:

“TENDENCIA DEL BRASILEÑO A CONFUNDIR EL SONIDO [x] CON EL


SONIDO [ʒ] O A ASPIRARLO

LA DIFICULTAD

Los brasileños tienden a pronunciar j delante todas las vocales y g delante de e e i


como lo haría en su lengua, es decir, con el sonido [ʒ].

En otras ocasiones, ante la dificultad de articular el sonido español [x], lo aspiran y


pronuncian [h].

Por ejemplo, pronuncian virgen como vir[ʒ]en o como vir[h]en.

CÓMO SUPERARLA

Para pronunciar correctamente esta consonante, se debe acercar la base de la lengua


al velo del paladar.”

No estamos totalmente de acuerdo con ello porque, en cuanto a la pronunciación de la


j y g + (e, i), el volumen 3 de la Nueva gramática de la lengua española. Fonética y
fonología, de la Asociación de las Academias de la lengua española, en el recuadro de la
página 196 dice que, como alófonos de /x/ (fricativo, velar, sordo), hay: /χ/ (fricativo, uvular,
sordo); /h/ (fricativo, glotal, sordo); /ç/ (fricativo, postpalatal o palatal, sordo); /ћ/ (fricativo,
faríngeo, sordo); /ɦ/ (fricativo, glotal, sonoro) y /ʁ/ (fricativo, uvular, sonoro). De modo que
hay alófonos o variaciones en la pronunciación del sonido de la letra J, y ello no debe
censurarse en el alumno, siempre y cuando utilice uno de los sonidos posibles en castellano,
no en portugués.

Si pensamos en la pronunciación de la j y g + e, i con el fonema fricativo palatal


sonoro, con rehilamiento /ʒ/, entonces sí que tenemos que preocuparnos y ayudar a los
aprendientes de E/LE a pronunciar esas letras de la manera correcta.

En lo que toca a la R o al dígrafo RR, sí que muchos tienen problemas. Primero,


porque no existe este sonido (actualmente) en el portugués brasileño de São Paulo (salvo
29

excepciones), Rio de Janeiro y Belo Horizonte. Segundo, porque tampoco tienen los alumnos,
tal vez, familiaridad con este sonido.

Yo no he tenido problemas con este fonema porque lo escuchaba en casa de mis


abuelos y tíos abuelos, puesto que son italianos. Así que a mí no me fue raro escuchar (ni
reproducir) el sonido vibrante múltiple de R inicial o RR. Por ello he estado teniendo
dificultades de enseñárselo a los alumnos a los que les resulta complicado.

Claro está, dentro del mundo hispanohablante hay variantes de pronunciación del
grafema R: hay el sonido estándar (vibrante múltiple), y hay un sonido semejante a la J y a la
Z del portugués (variantes del norte de la Argentina y el occidente de Bolivia, entre otras
regiones, como parte de México). Para algunos alumnos que no consiguen (o, al menos, así lo
dicen) realizar la pronunciación vibrante, esta quizás sea una alternativa; sin embargo, hay
algunos argumentos en contra:

1) NO es la variante estándar ni la mayoritaria en los países de lengua castellana;

2) Es algo regional, así que, aunque está bien que lo conozcan y reconozcan, no estaría bien
reproducirlo, pues

3) A los bolivianos les suena como imitación burlesca, lo que puede resultar ofensivo.

Como ejemplo de las pronunciaciones dialectales citadas arriba, véanse los siguientes
enlaces:

http://www.youtube.com/watch?v=MB37oAxOkzA (0:24 a 0:27 – Argentina –) y

http://www.youtube.com/watch?v=1qx1ZON3pJ4 (1:03 a 1:06 – Bolivia –).

¿Cómo, entonces, erradicar este “defecto” de pronunciación? Lo que todos los


profesores de español hemos usado desde hace mucho tiempo hasta hoy son los trabalenguas.
No creo que esté mal hacerlo, pero, aunque en muchos casos resulta fenomenal, en otros
seguimos sin el esperado resultado. Así que, ¿hay algo más que pueda hacerse?

Es con este objetivo que se pensó este trabajo. Buscar, en los teóricos, en ejercicios
auditivos, en los trabalenguas y en ejercicios fonoaudiológicos una solución para el problema
de la no realización de los fonemas citados anteriormente, en especial el /r/ (vibrante
múltiple).

Para empezar:

Empecemos con algunas teorías muy interesantes.

Según Mempo Giardinelli:


Antes de aprender leyendo, los niños aprenden escuchando. El vocabulario, de
hecho, comienza como un fenómeno auditivo. El primer universo de un niño se
forma de las palabras que escucha. Desde que somos bebés, escuchamos antes de
hablar y leer. Nos comunicamos con el mundo y el mundo entra en nosotros a través
30

del oído. (“Volver a leer. Propuestas para ser una nación de lectores.” 2010. Ed.
Companhia Nacional. Traducción al portugués de Víctor Barrionuevo. Pág. 199.)

Aunque se estuviese refiriendo sobre el estímulo para leer, es curioso notar que mucho
de lo que escribió Giardinelli se aplica de igual modo a la noción de habla y aprendizaje de
una lengua extranjera: primero escuchamos, luego reproducimos. O sea: primero oímos,
después hablamos, aun siendo, en un primer momento, una imitación, como loros. En un
tercer momento produciremos (hablaremos) con base en lo que ya hemos oído y hablado
(repetido).

Este concepto se repite en Ramos:


Aprender a pronunciar de manera clara, aceptable y comprensible, se aprende
tanto OYENDO e interactuando en la lengua meta como también, y principalmente,
por el esfuerzo de intentar conducir de forma harmoniosa el pensamiento y el habla
hacia la lengua meta, a la vez que controlamos la influencia de la LM. (“Los
alumnos hablan, pero ¿cómo, cuándo y qué corregirles?”. Suplementos Marco ELE.
ISSN 1885-2211 / núm. 9, 2009. Pág. 13.)

Según la profesora Wanda de Lima, en su Taller Dificultades en la Fonética, realizado


el 21/08/2009 en la Disal (Barra Funda), existe el filtro cognitivo: uno selecciona lo que
quiere escuchar. Por ello, hay que estimular la escucha, para hacerlos percibir los sonidos
correctos.

Wanda de Lima sigue: “hay que desarrollar la escucha para que el alumno reproduzca
bien los sonidos”.

Nosotros que somos profesores sabemos que los fonemas y sus alófonos tienen una
denominación técnica según su punto y modo de articulación, además de su rasgo (sonoro o
sordo). Para los alumnos eso no interesa, aunque, quizás, sea relevante decirles lo siguiente:

En lo que toca a la letra R al inicio de palabras, después de consonante con la que NO


forma sílaba, y doble entre vocales (RR), le corresponde el sonido vibrante fuerte, al igual que
los italianos pronuncian. [Para nosotros profes, este es el fonema líquido, dental o alveolar,
vibrante, múltiple y sonoro.]

Se pronuncia aproximando la lengua atrás de los dientes superiores y soplando el aire,


produciendo un movimiento vibratorio, rápido, entre tres y cinco veces.

Podemos decirles que la mala pronunciación puede llevar a errores de interpretación,


como en los siguientes casos: 1) Decir PERO en vez de PERRO: “El pero no está aquí” [lo
que daría lugar a la interpretación de que el obstáculo no está o la palabra “pero” no aparece
en algún texto, cuando se quería decir algo sobre el animal]; 2) Intentar encomiar a alguien
diciéndole: “Chica, estás radiante” [pero, por una pronunciación con interferencia del
portugués, dar a entender “Estás jadeante”, y no alcanzar su objetivo, el elogio]; 3) Cuando
quieran decir: “Quiero este jugo”, por pronunciar la J tal y cual en portugués, estarán, en
realidad, diciendo: “Quiero este yugo”.
31

Ya he tenido una alumna que pronunciaba pajera cuando quería decir pareja. La
solución fue la siguiente: decirle que “fraccionara” la palabra => paré (como si fuese decir
pared, pero sin la –d final) y ja (la onomatopeya de risa). Así pudo decir pareja.

Una buena manera audiovisual de enseñar a pronunciar la R vibrante /r/, es con la


ayuda de la película Espanglish. En la escena 2, desde el minuto 9:21 hasta 10:34, la
personaje Flor enseña su futura patrona a pronunciar la R sin el acento del inglés (o sea, una R
no retrofleja).

Otra opción es el vídeo musical que se halla en http://www.youtube.com/watch?v=


9duX1_XMyN0 desde 0:29 hasta 0:56.

Se propone como ayuda, además, el uso del sitio web


http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/spanish/frameset.html para que los alumnos
OBSERVEN dónde toca la lengua, qué movimiento se hace, y OIGAN la lectura de palabras
con las letras estudiadas.

Ejercicios:

Proponemos a seguir ejercicios variados, tanto auditivos, como trabalenguas, y ejercicios para
estimular la articulación.

Ejercicios de escucha:

Los ejercicios a seguir fueron tomados de libros de español como LE:

 Escucha y observa las palabras que se escriben con r o rr: (Pista 24; libro Español sin
fronteras 2, p. 79.)
¡Arre, arre por la carretera!

¡Arre, mi burrito!, decía Ramón.

El burrito se paró para comer berros

y un perro, que estaba alrededor, se los robó.

El burro lanzó un rebuzno,

el perro se enredó y al barro cayó.

 Escucha y completa con r/rr. (Pista 39; libro Compañeros, p. 37.)


1) to o 6) ji afa

2) eloj 7) maca ones

3) ueda 8) compañe a

4) adio 9) egla

5) zanaho ias 10) ama illo


32

 Escucha y repite estas palabras. (Pista 28, CD 1; libro Nuevo Ven 1, p. 72.)
a) derecha; b) dirección; c) correa; d) alrededor; e) escribir; f) arte; g) roto; h) Enrique

* Escucha y SEÑALA qué palabra oyes de cada pareja. (Pista 28, CD 1; libro Nuevo Ven 1, p.
72.)

a) pero / perro d) cuarto / cuatro

b) caro / carro e) curte / cutre

c) ahora / ahorra f) horno / honro

* Escucha las palabras y ESCRIBE las letras (r, rr) que faltan. (Pista 28, CD 1; libro Nuevo
Ven 1, p. 72.)

a) ga a f) al ededo .

b) ana g) e a

c) pa a h) a a

d) a ena i) ca o

e) pa a

 Escucha y completa con rr o r: (Pista 25; libro Español sin fronteras 2, p. 79.)
a) Guy Lalible té, un aco deonista y t agafuegos canadiense, decidió c ear el más bello y
fantástico ci co del mundo, el Ci que du Soleil o ci co del Sol, con la i esistible tentación
de compa tir emociones.

b) eclutó pa a su equipo jóvenes a tistas que actuaban habitualmente en las calles de


Quebec.

c) En la actualidad, el Ci co del Sol of ece ocho espectáculos al ededo del mundo.


Algunos son pe manentes, y la gran mayo ía reco e todos los incones del mundo.

 Escucha y repite. (Pista 24, CD 1; libro Nuevo Ven 1, p. 60.)


Jamaica, Argentina, joven, naranja, extranjero, girar, junto, girasol, Jorge, jirafa, Júpiter

/X/ ja je, ge ji, gi jo ju

 Escucha y SEÑALA qué palabra oyes. (Pista 24, CD 1; libro Nuevo Ven 1, p. 60.)
a) hizo /hijo c) susto / justo

b) coja / cosa d) cruje / cruce


33

e) jauja / jaula f) gira / mira

Contraste [x] y [ř]. Marque las palabras con 1 o 2 según el orden en que las escuche:
(Pista 72, CD 2; libro Fonética, entonación y ortografía, p. 80.)
a) (2) jamón ( ) rota

(1) Ramón

b) ( ) juego e) ( ) mojo

( ) ruego ( ) morro

c) ( ) gesto f) ( ) baja

( ) resto ( ) barra

d) ( ) jota

 Escucha y completa con la letra que corresponda (g, j, r, rr): (Pista 9; libro Hacia el
Español Básico.)
a) amón g) eli o

b) amón h) cama e o

c) ota i) espe o

d) abe a j) uta

e) e o . k) ele ir

f) pa o
34

Ejercicios articulatorios:

Hay algunos ejercicios interesantes en YouTube. Veremos 3 de ellos.

1) Praxias rR -> ¿Dónde se apoya la lengua? ¿Cómo se articula?

http://www.youtube.com/watch?v=_kk7AQybJCk

2) ¿Problemas con la “erre”? -> Seis ejercicios.

http://www.youtube.com/watch?v=u0bLocCwH_g

3) Spanish pronunciation: J&G -> Sonido /x/ fricativo velar sordo.

http://www.youtube.com/watch?v=kNRLEXaJfs8&feature=endscreen&NR=1

Trabalenguas:

Solo con J/G:

1) Juan Jiménez se enjabona con jabón en la vieja jabonera de Ginés.

2) Perejil comí, perejil cené. De tanto comer perejil, me emperejilé.

3) Joaquín Quijano de Jijena se queja de que deje Jacob con jáquima a la jaca.

4) Se queja Jacob con Joaquín el cajero de que le aqueja tal jaqueca que no le deja descansar.

Solo con R/RR:

5) El perro en el barro rabiando rabea: su rabo se embarra cuando el barro barre, y el barro a
arrobas le reboza el rabo.

6) El Rey de Roma rompió su ropa.

7) - El perrito de Rita me irrita.

- Si el perrito de Rita te irrita, dile a Rita que cambie el perrito por una perrita.

8) R con R guitarra; R con R barril. ¡Qué rápido ruedan las ruedas del ferrocarril!

9) Si tú entrerrenglonaras, yo entrerrenglonaría lo que Gabriel agregó en griego para que


entrerrenglonase; mas, ya que tú no entrerrenglonas, yo no entrerrenglonaré lo que Gabriel
agregó en griego para que entrerrenglonase.

10) El perro de San Roque no tiene rabo porque el carretero Ramón Ramiro Ramírez Ruiz con
la rara rueda de su carro se lo ha arrancado.
35

Con R/RR y J/G:

11) Ramón come jamón.

12) Jorge trajo un rico jugo de naranja en la jarra roja y se lo ofreció a Regina.
36

ANEXO

Transcrições dos vídeos:

De Espanglês:

(Importante ressaltar que, embora a transcrição esteja em espanhol, o filme é falado em


inglês e espanhol. Apenas as falas de Flor são totalmente em espanhol; Bernie, Evelyn e
Deborah só falam inglês. A intérprete entre elas é Mónica.)

Deborah: ¿Cómo te llamas? “Llamo”. Es una de mis cinco palabras de español.

Flor: Flor Moreno.

Deborah: “Floor”.

Flor: Mmm… Flor.

Deborah: “Floor”.

Flor: ¡No! Florrr.

Deborah: “F- Floooor”.

Flor: Florrrrrrrrr.

Bernie: En inglés sería “flower”, ¿no?

Mónica: “Flower”, sí.

Deborah: “Floor”, piso. Sobre lo que camino, ¿no?

Flor: Flor.

Evelyn: Flor.

Evelyn, Mónica, Flor e Bernie: ¡Florrrr!

Deborah: ¿Tengo un defecto del oído?

Flor (a Mónica): ¡Mira!

Mónica (a Flor): No, ya, déjalo así, ya…

Flor (a Mónica): ¡No! Ándale. Que enrolle la lengua, y luego la suelte. A los americanos la R
es una letra que les cuesta mucho, pero me da tanto gusto que se esfuercen… Porque la
mayoría de la gente ni siquiera lo intenta. ¡Ándale!

Deborah: ¿Qué dijo?


37

Mónica: Que si dobla la lengua y luego la suelta, le va a salir, y es difícil para los americanos,
y que es excelente que trate tan duro, muchos ni se molestarían.

Deborah: Ella me entiende.

Flor: ¿Qué?

Mónica: Que la entiendes.

Deborah: ¡Fo-Florrrr!

Flor: ¡Perfecto!

(Aplausos e risos.)

De Volver a los diecisiete (http://www.youtube.com/watch?v=MB37oAxOkzA) – só de


0’24” a 0’27”:

Volver a ser de repente...

(Aqui, o R é pronunciado com um som semelhante ao J do português, ou seja, fricativo


palatal sonoro, não vibrante, como deveria ser no espanhol-padrão.)

De Rocío Jurado - Un clavel - Auditorio - AZABACHE 1992


(http://www.youtube.com/watch?v=9duX1_XMyN0) – só de 0’29” a 0’56”:

(…) que mueve el olivo y riza la mar.

Tenderme a la sombra de mi pensamiento

Y luego de noche ponerme a cantar.

Un clavel.

Un rojo, rojo clavel, un clavel…

De Praxias rR (http://www.youtube.com/watch?v=_kk7AQybJCk):

Vamos a aprender a pronunciar el fonema de la erre suave (r). Como el que está en las
palabras Sara, para, coro. Bien, primero, tenemos que poner la punta de la lengua en la mitad
del paladar; tocando la mitad del paladar. Y vamos a lanzar la lengua, muy rápido, hacia
a(de)lante: ra, ra, ra /ɾa.ɾa.ɾa/. Como si estuviéramos haciendo este ejercicio (movimento
rápido da língua de dentro para fora dos lábios). Pero en lugar, de con los labios, con las
muelas: ra, ra, ra /ɾa.ɾa.ɾa/; cara /ˈkaɾa/; Sara /ˈsaɾa/; para /ˈpaɾa/. Para coger la agilidad,
podéis hacer este ejercicio (o mesmo do anterior, movendo a língua de dentro para fora da
boca, tocando os lábios), y cada vez más atrás (por trás dos dentes).
38

Para la erre fuerte (rr), tenemos que poner la punta de la lengua detrás de los incisivos.
Muy suave, sin apretar. Así (como a moça o mostra no vídeo), la lengua está apretada; solo
apoyada. Además, tiene que estar abierta, no estrechita. Y, así, con la lengua abierta, la
apoyamos en las muelas laterales. Tenemos que cerrar todo el paladar y no dejar que pase el
aire. Cuando estemos así, cogeremos aire por la nariz, y lo soltaremos fuerte por la boca,
haciendo que vibre [la lengua]. (Movimento ariculatório do R forte.) Como veis, la lengua no
se va hacia adelante. (Faz-se um ovimento da língua saindo de por detrás dos dentes; logo, a
moça move a cabeça em sinal de NÃO e diz: Hum-hum...) La lengua se mantiene quieta en la
misma postura, y lo único que hace es vibrar. (Movimento ariculatório do R forte.) Pero como
veis, vuelve a la misma postura. Para poder practicar el soplo, podéis utilizar… (não se
menciona o nome do objeto; no vídeo, aparece um cata-vento, o qual ela sopra). Con esa
postura (a da posição correta da língua para pronunciar o R), y hacer que se mueva. O una
llama (e sopra do mesmo modo que fez com o cata-vento). O la caja de los vientos. (E faz o
mesmo que com a vela e o cata-vento.)

Ahora, ya tenéis muchos ejercicios para practicar. ¡Venga, ánimo!

De ¿Problemas con la “erre”? (http://www.youtube.com/watch?v=u0bLocCwH_g):

Ejercicio 1: Juntar y separar los labios rápidamente, como mandando muchos besitos.

Ejercicio 2: Vibrar los labios; inicialmente, solo se producirá el sonido de la vibración.


Luego, se debe producir un sonido en forma intencionada, que salga de la garganta.

Ejercicio 3: Mover la lengua hacia arriba y hacia abajo rápidamente, afuera de la boca.

Ejercicio 4: Vibrar la lengua fuera de la boca. De igual forma que los labios, primero
solo se producirá el sonido de la vibración; luego lo debe acompañar por un sonido que sale
de la garganta.

Ejercicio 5: Pasar la lengua por el paladar, de atrás hacia adelante rápidamente (dentro
de la boca).

Ejercicio 6: Vibrar la lengua dentro de la boca, primero sin sonido; y luego con sonido
producido (pela garganta).

De Spanish pronunciation: J&G


(http://www.youtube.com/watch?v=kNRLEXaJfs8&feature=endscreen&NR=1) – só até
9’20”:

(Ruído de água fervendo ao preparar café...)

¡Hola, chicos! Mi nombre es Catalina Moreno. Bienvenidos a otro vídeo de Preguntas


y Respuestas.

Hoy voy a explicar la pronunciación de la letra G (ge) y la letra J (jota).

Stefan me escribe desde Bulgaria y me dice: “Necesito tu ayuda, por favor… con las
letras Gg y Jj. ¿Qué es diferente?”
39

Bueno, primero vamos a hablar de la pronunciación de la letra J (jota).

(Aparece escrito: Pronunciación letra Jj (jota) ja-je-ji-jo-ju)

¿Recuerdas este sonido? (Vê-se novamente a imagem do café e o som da água


fervendo)

¿Puedes reproducirlo, imitarlo con la garganta? Así: (realiza-se o fonema /x/). Bueno,
pues este sonido es muy útil para pronunciar correctamente la letra J (jota). Escucha: ja, je, ji,
jo, ju. Algunos ejemplos… Ejjjemplos (carrega o som do J, o fonema /x/): Japón, japonesa,
jefe, traje, jirafa, cojín, joya, rojo, junio, jueves, reloj (e repete relojjjj, enfatizando o fonema
/x/, da letra J). Una cosa curiosa es que muchos nombres de persona, nombres propios
masculinos, muy usados en español, empiezan con la letra J. Observa: Juan, como Juan Carlos
de Borbón (o rei da Espanha); José, como José Carreras (cantor espanhol); Javier, Julio,
Joaquín, Jorge. Jor-ge (é destacada, no vídeo, a sílaba “ge”. Então, aparece escrito o
seguinte: Pronunciación letra Gg (ge) ge-gi).

La “g” con la “e” y la “g” con la “i” se pronuncian igual a la letra “j”: /x/. Escucha: ge,
gi, je, ji. Como jefe y gente, jirafa, girasol, agenda, Argentina, gitano.

(Aparece na tela a palavra Trucos).

Atención a este truco: Escucha: México, mexicano, mexicana. México, mexicano y


mexicana se escriben con la “x” (equis), pero esta “x” se pronuncia como la “j”.

(Aparece escrito: Pronunciación letra Gg (ge) ga-go-gu)

La “g” con otras vocales se pronuncia con un sonido gutural. Así: /g/. Escucha: gato,
gafas, gorro, guantes. También existe la “g” con la “r” y la “g” con la “l”: gracias, grueso,
globo.

(Surge na tela: Pronunciación letra Gg (ge) gue-gui-güe-güi)

Mucha atención a estos grupos de letras con la “g”: g-u-e, g-u-i, se pronuncian gue
/ge/, gui /gi/. La “u” se escribe, pero NO se pronuncia. Para pronunciar la “u”, necesitamos la
diéresis: güe /gwe/, güi /gwi/. Escucha: hamburguesa, gue /ge/; vergüenza, güe /gwe/;
guitarra, gui /gi/; pingüino, güi /gwi/.

(Escrito lemos Recuerda…)

Bien, entonces recuerda la pronunciación:

ja je ji jo ju ge gi /x/

ga go gu gue gui güe güi /g/

¡Ahora tú! ¿Puedes pronunciar correctamente las siguientes palabras?

Juguete gigante mejor siguiente garaje gimnasio guion antiguo guía


40

De Corregir mala pronunciación de la R


(http://www.youtube.com/watch?v=K0UUdwlK0K0) – de 0’14” a 5’27”:

Sois muchos los que me habéis pedido algún ejercicio para corregir la mala
pronunciación de la letra “r”. La mala pronunciación del fonema /r/, de la letra “r” es una
dislalia selectiva que se conoce con el nombre de rotacismo.

El rotacismo puede deberse a diversas causas. Una de ellas puede ser una mal
formación en la boca. Pero de no ser así, podemos corregirlo con ejercicios. Y puede ser
debido… por imitación. Si algún de los padres tenía el mismo problema o si… con quien
hayas crecido también lo tenía, bueno, pues, los niños cuando somos pequeños aprendemos a
hablar básicamente por imitación, así que esa puede ser una de las causas.

La letra “r” junto a la “c” y la “z” son las más difíciles de aprender a pronunciar
cuando somos niños.

Hay distintos tipos de rotacismo también dependiendo de cómo se pronuncia la “r”.


Una de las más populares es la “r” francesa, que es la “g” vibrante, atrás. Básicamente el
problema está: 1. En la colocación de la lengua y 2. En la salida del aire.

Si no pronunciamos bien la “r” seguramente no tenemos una completa conciencia de


la punta de la lengua y de la parte delantera del paladar, la que está detrás justo de los
incisivos, de los dientes, ahí, ahí detrás (ela mostra a região apontando com o dedo no local).
La colocación de la punta de la lengua en esa parte concisa del paladar, ahí está la
pronunciación de la “r”. Pero vamos a explicar la colocación completa. Lo que quiero decir
con esto es que todos aquellos ejercicios que fomenten el movimiento de la punta de la lengua
y las sensaciones en esa parte del paladar son bienvenidos para conseguir una correcta
pronunciación de la “r”. Así que dibujar en el paladar con la punta de la lengua: círculos,
cruces, lo que queráis; sacar la lengua y mover la punta; morderla despacito, ser conscientes
de ella; haceros cosquillas con un lapicito, con algo suave en la parte del paladar esta
delantera así (aparece escrito no vídeo: Basta con pocos minutos repartidos a lo largo del
día)… todo esto sirve y viene muy bien para la pronunciación de la “r”.

Hay un ejercicio que a mí me parece maravilloso, que es coger bolitas de miga de pan,
colocarlas en esa parte del paladar, justo atrás de los dientes, y aplastarlas suavemente con la
lengua, sin moverlas de esa parte del paladar. Trabajar la miga de pan con la punta de la
lengua en esa zona del paladar. Moverla, aplastarla sin usar los dedos, solo la punta de la
lengua.

Ese ejercicio es fantástico además porque para aplastar la miguita de pan usaremos la
misma presión que necesitaremos para pronunciar la “r”. Porque si apretamos demasiado la
lengua contra el paladar, no saldrá la vibración necesaria: (faz o ruído de como seria
pronunciar o “r”, com a língua na posição correta, mas sem vibração), no saldrá el aire
directamente. Y si casi no apretamos la lengua contra el paladar, tampoco saldrá la vibración
(repete o ruído de como seria pronunciar o “r”, com a língua na posição correta, mas sem
41

vibração). ¿Bien? Entonces, la presión que hay que ejercer en la miguita de pan es
exactamente muy parecida a la que necesitamos para pronunciar nuestra “r”.

Vamos con la colocación. Empezaremos por fuera. Para la pronunciación de la “r” nos
va a venir muy bien la “máscara”, la colocación de la máscara que os he comentado en otros
vídeos, que sirve para cantar. Y es la de la “sonrisa falsa”. Entonces, pómulos arriba, hacer
una sonrisa con la boca ligeramente abierta, ¿bien?, y, a partir de esta sonrisa (que da un poco
de miedo), a partir de ahí podemos colocar en toda la parte interna de la boca para comenzar a
trabajar bien nuestra “r”.

La lengua se coloca... la punta se apoyará, como hemos dicho, en la parte frontal del
paladar, detrás de los incisivos. Y se ensanchará la lengua de forma los laterales de la misma
se coloquen a ambos lados en las zonas de las muelas, de todos los dientes. Así el aire tendrá
que pasar obligatoriamente por la parte de la punta de la lengua y hacerla vibrar.

Entonces, ensanchamos la lengua y la tapamos; y la ponemos en la parte de los


dientes, y sacamos el aire a través de esa punta de la lengua que estará colocada suavemente,
pero no demasiado suavemente, lo justo para que vibre (faz o ruído do r vibrante). ¡Ahí!

Importante también que imaginemos, por lo menos al principio – quizá no a todos les
haga falta, pero sí a alguno de vosotros –, que tenéis una pequeña canica aquí (indica o meio
da língua): en la parte central de la boca – o una bolita un poco más grande –, para que la
lengua… lo que quiero decir es que la lengua tiene que bajar… eh… en esa zona, tiene que
estar abajo, para que el aire tenga espacio para salir.

Entonces, colocamos la lengua a los lados, la punta detrás de los dientes y en el centro
espacio, para que pueda salir el aire. (Indica o meio da língua.) Esto no se consigue solo con
la colocación, el que salga la “r” es la base de trabajar y trabajar y trabajar. (…)