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COTAGEM - 2

Cotagem de Elementos Equidistantes

Quando as peças contêm elementos equidistantes ou uniformemente


distribuídos, a sua cotagem pode ser simplificada de acordo com a Figura 1.

Quando puder ocorrer má interpretação entre o espaçamento e o número de


elementos, então um dos espaços deve ser cotado (Figura 2).

Figura 1

Figura 2
Do mesmo modo, podem ser cotados espaçamentos angulares (Figura 3).

Figura 3

Nas situações em que o espaçamento é evidente,


este pode ser omitido. Note que nestas situações
é recomendada a indicação do número de
elementos (Figura 4).

Figura 4
Cotagem de Elementos Repetidos

Quando uma peça contém vários elementos iguais, basta cotar um deles e indicar
a quantidade, tal como no exemplo da Figura 5, nas quatro formas alternativas
permitidas pela norma ISO 129.

Figura 5

Visando evitar ambiguidades, recomenda-se a utilização de um dos dois métodos


do lado esquerdo (Figura 5). Nos casos à direita na mesma figura, a seta deve,
obrigatoriamente, apontar para o centro do furo.
A mesma técnica pode ser usada para Quando se repetem elementos numa
elementos dispostos radialmente, tal peça, mas de uma forma não
como no exemplo da Figura 6. uniforme ou progressiva, pode ser
usada uma técnica de identificação
dos elementos, designada por
cotagem de elementos repetidos por
referência Figura 7.

Figura 6
Na vista, os elementos são identificados por
uma letra maiúscula, e junto a esta (ou numa
tabela adjacente) são indicadas as suas
características. Note que as linhas de
referência podem ser omitidas. Figura 7
Cotagem de Chanfros e Furos Escareados

A cotagem de chanfros pode ser feita de acordo com a Figura 8. Quando o ângulo
do chanfro é de 45 graus, a representação pode ser simplificada (Figura 9). Para a
cotagem de chanfros interiores, a técnica é a mesma.

Figura 8 Figura 9
Cotagem de Chanfros e Furos Escareados (maior aplicação em Engenharia Mecânica )

Furos escareados são cotados tal como indicado na Figura 10.

Figura 10
Em algumas situações, após a realização dos desenhos, é necessário alterar
dimensões. Quando a simples alteração da cota não provoca na geometria do
elemento alterações que possam pôr em causa sua clareza, então a cota é
simplesmente alterada para o novo valor, sendo sublinhada (Figura 11).

Figura 11
Cotagem de meias vistas

Para a cotagem de meias vistas, as linhas de cota são interrompidas, e


devem prolongar-se um pouco além dos eixos de simetria, tal como indicado na
Figura 12. As cotas a serem inscritas são sempre as cotas totais.

Figura 12
Cotagem de Vistas Parciais e Interrompidas

Na cotagem de vistas parciais ou


locais, a linha de cota pode ser
interrompida, de acordo com a
Figura 13.

Neste exemplo, a cota 100 é a Figura 13


distância até à extremidade
direita da peça. Numa vista
interrompida, a linha de cota
nunca é interrompida (Figura 14)

Figura 14
Cotagem de contornos invisíveis

A representação por linhas invisíveis


é uma representação pouco clara e
que pode gerar ambiguidades.
As linhas invisíveis não devem ser
cotadas, exceto se não existir outra
alternativa mais clara para a cotagem
do elemento. Na maior parte das
situações as linhas invisíveis podem
ser eliminadas, efetuando-se cortes
nas vistas, tal como indicado na
Figura 15.

Obs.: Para melhor entendimento: vide


arquivo “corte.skp” Figura 15

Obs.: O elemento interno do desenho mostrado na Figura 15 possui formato cilíndrico, sendo composto,
inclusive, por seções com diâmetros distintos. Assim, o objeto mostrado no arquivo “corte.skp” não
apresenta uma correspondência exata com a Figura 15. Apesar disso, a teoria se conserva.
Cenas do arquivo “corte.skp”

(B)

(A)

(C) (D)
Cotagem de perspectivas
As perspectivas, em geral, não são cotadas, uma vez que existem detalhes que
nunca são mostrados na sua verdadeira grandeza. A Figura 16 mostra os vários
modos de cotar uma perspectiva. As cotas devem aparecer alinhadas com a linha
de cota, seguindo as regras da cotagem em geral.

Figura 16
É muito comum, em plantas, a cotagem conforme a Figura 17.

Figura 17
Cotas em Representação do Terreno
A representação do terreno através de pontos cotados pressupõe ainda a consideração de
uma escala. Embora qualquer escala fosse possível, há um conjunto de escalas comumente
utilizadas, inclusive consignadas em normas (obs.: a norma NBR 13133 trata da execução de
levantamento topográfico). Obtida a representação de pontos por meio de levantamento
topográfico - por exemplo - procede-se ao traçado de linhas, unindo-se pontos de igual cota -
linhas de nível, também muitas vezes designadas por curvas de nível. Estas linhas que, em
princípio, correspondem a valores de cotas inteiras, são representadas com uma
equidistância altimétrica previamente estabelecida.

Figura 18
Em outras palavras, trata-se de representar
em planta, linhas (de nível) que resultam da
interseção do terreno por sucessivos planos
de nível de cotas previamente estabe-
lecidas, cuja representação resultaria como
se apresenta na Figura 18. Em termos
práticos, o que de fato se obtém da coleta
de dados de campo, permite a obtenção da
representação de pontos cotados em planta
(Figura 19a) a partir dos quais, pressupondo
planos de nível a uma dada equidistância
(Figura 19b), é gerada a representação
cartográfica por curvas de nível (Figura 19c).

Figura 19a – Representação de um terreno por Figura 19c – Representação de um terreno em


projeções cotadas de um conjunto de pontos. perfil segundo AA’.
COTAS - Fim (da parte 2)
Apresenta-se a seguir um exemplo no qual são cometidos alguns erros típicos em
cotagem. Estes erros, identificados por balões, são os seguintes:
Explicações:

A) Os elementos devem ser cotados, preferencialmente, na vista em que é visível sua forma, ou sua localização.
Eventualmente, e de modo a evitar uma excessiva concentração de cotas nalgumas vistas, estas situações podem ser
aceitáveis.

B) Na cotagem em série, estando especificada a cota total (o que é essencial) deve-se omitir uma das cotas parciais.

C) Na cotagem de elementos repetidos, apenas um deles é cotado, sendo indica da a quantidade antes da cota. Note-
se que, no caso de arcos, quando não exista ambiguidade é usual omitir a quantidade.

D) As cotas são normalmente algarismos inteiros. A precisão da cota é definida pela tolerância e nunca pelo valor da
cota. Este é um erro típico em CAD, que resulta de o programa, por omissão, usar valores decimais nas cotas.

E) Deve-se evitar a cotagem de linhas invisíveis.

F) A cotagem de furos deve ser feita em relação ao seu eixo. Por outro lado, o controle dimensional da peça acabada é
feito relativamente ao seu contorno.

G) O símbolo de diâmetro só é obrigatório nas vistas em que não seja clara a simetria axial do elemento cotado.

H) A posição do arco fica definida a partir das cotas totais da peça.

I) Quando um furo e um arco têm um centro comum, não é necessária a cotagem de posição do furo, ficando esta
definida pelo raio do arco.

J) Cota redundante. A posição dos furos está definida em relação às extremidades.

K) Furos ou elementos circulares devem ser cotados como diâmetros e não como raios.
Apresenta-se a seguir a peça corretamente cotada.