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Curso Básico de modelismo em plástico Noções básicas do modelismo em plástico com António Sobral
Curso Básico de modelismo em plástico Noções básicas do modelismo em plástico com António Sobral

Curso Básico

de modelismo em plástico

Curso Básico de modelismo em plástico Noções básicas do modelismo em plástico com António Sobral

Noções básicas do modelismo em plástico com António Sobral

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CURSO BÁSICO]

de modelismo em plástico

Índice

Preparação

das peças

0 3

Como colar peças

16

Betumes

31

Primário

41

Pintar a pincel

49

Pintar a aerógrafo

71

Decalques

102

41 Pintar a pincel 49 Pintar a aerógrafo 71 Decalques 102 Autor: António Sobral Página 2
41 Pintar a pincel 49 Pintar a aerógrafo 71 Decalques 102 Autor: António Sobral Página 2

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Preparação das peças

Depois de seleccionar o kit que vamos construir, qual o primeiro passo? Adivinharam, é tirar as peças e as instruções de dentro de caixa!

Ok. OK. Mas e depois?

Dava jeito nesta altura ler as instruções para se poder planear a montagem de uma forma lógica e faseada e evitar surpresas de última hora, mas já se sabe que o que o pessoal quer mesmo é começar a colar peças o mais depressa possível, por isso já nem me dou ao trabalho de dizer isso!

Depois o melhor mesmo é lavar os "esqueletos" (sprues em Inglês) com as peças ainda agarradas, com água e detergente.

Esta ainda não é a altura de interromper com perguntas parvas do tipo: e que detergente devo usar? Qualquer coisa que tenham perto da torneira da casa de banho ou da cozinha serve, seja sabonete, detergente da loiça ou outra coisa qualquer que realize a função química de saponificar as gorduras, seja com compostos amnióticos seja com os glutões do Presto!

O objectivo da lavagem é retirar restos de desmoldante dos sprues, o que poderia eventualmente dificultar a colagem ou a pintura. Muitos acham que é mariquice. Se também acharem isso, passem ao passo seguinte, mas depois não venham queixarse com lamúrias, que o departamento de apoio ao cliente não os atende!

OK. Os sprues (não é para me armar aos cágados, mas é mais rápido escrever sprue do que esqueleto!) estão todos lavadinhos e secos. Perfeito!

Chegou a altura de começar a separar as peças dos sprues e de as preparar para a colagem, que é o objectivo desta lição!

Hoje ainda não vamos falar de cola, betume ou outras substâncias mais esotéricas.

As únicas ferramentas que vamos usar são estas 3:

X acto (um qualquer que corte bem! este é da OLFA e comprei no AKI)

Alicate de corte (Idem este comprei em Bangkok, mas devem conseguir arranjar um mais perto!)

Lixa de água (para começar apenas um grão basta: 400 é mesmo preciso dizer onde se vende disto?)

apenas um grão basta: 400 ‐ é mesmo preciso dizer onde se vende disto?) Autor: António
apenas um grão basta: 400 ‐ é mesmo preciso dizer onde se vende disto?) Autor: António

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Muitos vão dizer, ah e tal, mas eu

Muitos vão dizer, ah e tal, mas eu uso o xacto XPTO que comprei na Rodésia quando o Ian Smitha ainda era Ministro, e só esse é que presta. E a única lixa que presta é a da marca ZDYW, feita de pele de rinoceronte branco capturado em noite de lua cheia. Bem a resposta para esses fundamentalismos só pode ser uma: CUT THE BULLSHIT! Para começar isto é mais do que suficiente. Mais tarde, têm todo o tempo do mundo para esturrar montes de massa em ferramentas exóticas. A decisão é vossa!

OK. Agora que temos as ferramentas vamos usá las!

Seleccionamos o sprue que pretendemos:

as ferramentas vamos usá ‐ las! Seleccionamos o sprue que pretendemos: Autor: António Sobral Página 4
as ferramentas vamos usá ‐ las! Seleccionamos o sprue que pretendemos: Autor: António Sobral Página 4
as ferramentas vamos usá ‐ las! Seleccionamos o sprue que pretendemos: Autor: António Sobral Página 4

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Agarramos no alicate e cortamos os pedaços que usem a peça que queremos cortar ao sprue, deixando uma folgazinha:

que queremos cortar ao sprue, deixando uma folgazinha: Depois de separada, a peça tem este aspecto:

Depois de separada, a peça tem este aspecto:

sprue, deixando uma folgazinha: Depois de separada, a peça tem este aspecto: Autor: António Sobral Página
sprue, deixando uma folgazinha: Depois de separada, a peça tem este aspecto: Autor: António Sobral Página
sprue, deixando uma folgazinha: Depois de separada, a peça tem este aspecto: Autor: António Sobral Página

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Depois com o alicate ou o xacto, cortamos o mais possível do excesso de plástico, mas sem ficar rente à peça! Esta regra evita muitos dissabores, pois o corte rente por vezes sai mal e acabamos com um corte na peça.

por vezes sai mal e acabamos com um corte na peça. E o aspecto da peça

E o aspecto da peça depois desta segunda iteração é o seguinte:

na peça. E o aspecto da peça depois desta segunda iteração é o seguinte: Autor: António
na peça. E o aspecto da peça depois desta segunda iteração é o seguinte: Autor: António
na peça. E o aspecto da peça depois desta segunda iteração é o seguinte: Autor: António

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E é então agora que entra em cena a lixa, que vamos usar cuidadosamente para remover os excessos de plástico remanescentes. Como o próprio nome indica, a lixa de água funciona melhor com água. Cuspo também é uma boa e válida alternativa, mas pode eventualmente enojar pessoas que estejam a assistir.

eventualmente enojar pessoas que estejam a assistir. Aconselha ‐ se também o uso regular de creme

Aconselha se também o uso regular de creme hidratante para evitar aquele aspecto triste e desmazelado do artista que posou para a foto!

E quando acabar a operação de lixagem, a peça está finalmente pronta a ser utilizada:

a operação de lixagem, a peça está finalmente pronta a ser utilizada: Autor: António Sobral Página
a operação de lixagem, a peça está finalmente pronta a ser utilizada: Autor: António Sobral Página
a operação de lixagem, a peça está finalmente pronta a ser utilizada: Autor: António Sobral Página

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E agora podem perguntar: para quê estes cuidados todos no corte e preparação das peças?

A resposta está nesta foto:

e preparação das peças? A resposta está nesta foto: Perceberam? Óptimo!!! Agora que já sabemos cortar

Perceberam? Óptimo!!!

Agora que sabemos cortar e preparar uma peça direita, e que tal uma peça redonda? Pois o procedimento é basicamente o mesmo! Desta vez deixo vos só com as fotos, pois os passos são idênticos:

mesmo! Desta vez deixo ‐ vos só com as fotos, pois os passos são idênticos: Autor:
mesmo! Desta vez deixo ‐ vos só com as fotos, pois os passos são idênticos: Autor:
mesmo! Desta vez deixo ‐ vos só com as fotos, pois os passos são idênticos: Autor:

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Autor: António Sobral Página 9
[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Autor: António Sobral Página 9
[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Autor: António Sobral Página 9
[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Autor: António Sobral Página 9
[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Autor: António Sobral Página 9

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico No caso das peças redondas, esta operação final

No caso das peças redondas, esta operação final de lixagem revestese de algum cuidado especial, para obedecer ao contorno da peça e acabarmos com a peça redonda, e não oval!

Isto está a correr bem! sabemos preparar peças direitas e redondas!

Avancemos, portanto!

Então e se forem daquelas peças muito frágeis cheias de pontos de ligação ao sprue? Ainda bem que perguntam, pois essas peças requerem um cuidado especial. Muitas vezes a acção do alicate de corte é suficiente para as partir!

Eis um exemplo (não dos melhores, mas o possível!):

para as partir! Eis um exemplo (não dos melhores, mas o possível!): Autor: António Sobral Página
para as partir! Eis um exemplo (não dos melhores, mas o possível!): Autor: António Sobral Página
para as partir! Eis um exemplo (não dos melhores, mas o possível!): Autor: António Sobral Página

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O que fazer nestes casos?

Ou se separa com muito cuidado, colocando o sprue o mais rente possível à superfície de corte, e usando o X acto muito ao de leve e repetidamente.

Ou então utiliza se uma serra muito fina, do tipo das usadas para serrar as ampolas de medicamentos. Eu dessas não tenho, mas costumo usar uma serra pequena, que originalmente se destinava a separar os blocos de moldagem de peças em resina venda nas boas casas de modelismo ou numa exposição perto de si).

casas de modelismo ou numa exposição perto de si). E agora já estou a ver essas

E agora já estou a ver essas cabeças todas a pensar: este gajo é um grande aldrabão! Começou por dizer que eram só 3 ferramentas e afinal são 4. Quer dizer, nestes casos uma serra destas jeito, mas não é essencial!

O método é o mesmo dos anteriores.

destas dá jeito, mas não é essencial! O método é o mesmo dos anteriores. Autor: António
destas dá jeito, mas não é essencial! O método é o mesmo dos anteriores. Autor: António

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Separa se a peça do sprue:

modelismo em plástico Separa ‐ se a peça do sprue: Corta ‐ se os excessos ao

Corta se os excessos ao máximo mas sem ficar rente,

a peça do sprue: Corta ‐ se os excessos ao máximo mas sem ficar rente, Autor:
a peça do sprue: Corta ‐ se os excessos ao máximo mas sem ficar rente, Autor:
a peça do sprue: Corta ‐ se os excessos ao máximo mas sem ficar rente, Autor:

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E termina se com a lixa:

modelismo em plástico E termina ‐ se com a lixa: Óptimo! Agora que já sabemos cortar

Óptimo!

Agora que sabemos cortar e preparar as peças, falta nos ainda aprender uma última coisa: remover as linhas de moldagem que são aquelas arestas inestéticas que resultam da junção das duas peças dos moldes,

Eis um exemplo dessas linhas de moldagem:

das duas peças dos moldes, Eis um exemplo dessas linhas de moldagem: Autor: António Sobral Página
das duas peças dos moldes, Eis um exemplo dessas linhas de moldagem: Autor: António Sobral Página
das duas peças dos moldes, Eis um exemplo dessas linhas de moldagem: Autor: António Sobral Página

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Para a remover passamos a lâmina do X acto na vertical e perpendicular à linha de moldagem exercendo um movimento longitudinal de vai e vêm muito ao de leve, de forma a remover a linha de moldagem (sobressaída) sem remover outras partes da peça.

(sobressaída) sem remover outras partes da peça. No final dessa operação a peça fica com este

No final dessa operação a peça fica com este aspecto:

partes da peça. No final dessa operação a peça fica com este aspecto: Autor: António Sobral
partes da peça. No final dessa operação a peça fica com este aspecto: Autor: António Sobral
partes da peça. No final dessa operação a peça fica com este aspecto: Autor: António Sobral

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Seguese uma dose de lixa para finalizar, e a peça está pronta a ser colada:

para finalizar, e a peça está pronta a ser colada: E com isto termina (por agora)

E com isto termina (por agora) a 1ª Lição!

peça está pronta a ser colada: E com isto termina (por agora) a 1ª Lição! Autor:
peça está pronta a ser colada: E com isto termina (por agora) a 1ª Lição! Autor:

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Como colar peças!

Agora que sabemos como cortar, lixar (no bom sentido, claro!) e preparar as peças do nosso kit, chegou a altura de as começarmos a colar!

E para isso vamos necessitar de uma coisa!

Adivinharam, é a cola!

E como estamos numa de plástico (as resinas, como disse, vão ter de esperar para outra altura), vamos usar uma cola própria para o plástico dos kits, que é o poliestireno.

O princípio de acção deste tipo de colas é muito simples: elas basicamente "derretem" o plástico, fundindo entre si

as peças a unir.

Que cola utilizar? Tamiya Extra Thin!

E não adianta virem com choraminguices. Ai eu cá uso Xilol; ah mas eu uso clorofórmio; não, não eu cá só gosto de Humbrol; a mim quem me tira a Gunze de Luxe tira me tudo; a boa, boa é mesmo a Micro Weld e outras coisas do género.

Porreiro, ainda bem para vocês, mas isso agora não interessa para nada e só baralha quem está a gora a começar!

Portanto, o caminho é chegar à loja e pedir um frasquinho igual a este:

Portanto, o caminho é chegar à loja e pedir um frasquinho igual a este: Autor: António
Portanto, o caminho é chegar à loja e pedir um frasquinho igual a este: Autor: António
Portanto, o caminho é chegar à loja e pedir um frasquinho igual a este: Autor: António

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E agora a primeira dica muito importante: arranjem qualquer coisa para segurar o maldito do frasco, senão aquilo mais dia, menos dia tomba de lado, e lá vai metade do frasco para a bancada.

A prova disso é que antes de arranjar a minha "base" nunca tinha conseguido gastar um frasco inteiro, pois uma parte acabava sempre desperdiçada!

inteiro, pois uma parte acabava sempre desperdiçada! E agora perguntam vocês: Porque é que este gajo

E agora perguntam vocês: Porque é que este gajo é tão fanático com a porcaria da cola?

Por diversos motivos:

É super fluida, pelo que se pode aplicar facilmente nas frinchas mais pequenas, não deixando marcas nas peças adjacentes.

Podemse absorver facilmente os excessos com um papel absorvente

Não seca e entope o frasco

Depois de seca, é fácil de remover o excesso

Tem um pincel aplicador integrado muito útil e prático.

E fácil de arranjar

E porque gosto da cor da tampa, mas isso agora também não vem para o caso!

Agora que temos a "ferramenta", vamos ao trabalho!

Ora isto de colar não tem grande ciência. Basta juntar as peças a colar, aplicar a cola na zona da junção, segurar a peça imóvel enquanto a cola seca, e já está!

zona da junção, segurar a peça imóvel enquanto a cola seca, e já está! Autor: António
zona da junção, segurar a peça imóvel enquanto a cola seca, e já está! Autor: António

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Simples, não é?

A cola é conduzida na zona de junção das peças por capilaridade, ou seja, é "atraída" pelas ranhuras e junções finas e percorreas "automaticamente" sem a necessidade de chegarmos com o pincel.

Vamos a um caso prático!

Temos as nossas 2 peças a colar:

a um caso prático! Temos as nossas 2 peças a colar: Juntamo ‐ las na posição

Juntamo las na posição de colagem, e aplicamos uma pequena quantidade de cola na zona da junção. Tal como disse anteriormente, a cola, espalha se automaticamente por toda a zona da junção, por acção capilar.

‐ se automaticamente por toda a zona da junção, por acção capilar. Autor: António Sobral Página
‐ se automaticamente por toda a zona da junção, por acção capilar. Autor: António Sobral Página

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Depois é deixar secar, e temos as duas

Depois é deixar secar, e temos as duas peças coladas!

em plástico Depois é deixar secar, e temos as duas peças coladas! Autor: António Sobral Página
em plástico Depois é deixar secar, e temos as duas peças coladas! Autor: António Sobral Página
em plástico Depois é deixar secar, e temos as duas peças coladas! Autor: António Sobral Página

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Neste primeiro exemplo, aplicámos a cola no interior da junção, o que é preferível sempre que possível, dado que minimizamos o risco de aplicar cola a mais.

Falando de aplicar cola a mais, esse é um dos maiores "perigos" da colagem das peças, e onde o pessoal que se inicia mais problemas tem. Por isso faço aqui uma espécie de chamada de atenção para a quantidade de cola que se aplica, que deverá ser a mínima possível para realizar a colagem. Mais uma vez se revela aqui a vantagem desta cola com o seu pincel maravilha, que permite aplicar quantidades mínimas de cola com muita facilidade.

Se necessitarem de aplicar quantidades de cola relativamente maiores ou muito mais pequenas, ou em locais de difícil acesso, podem usar as seguintes ferramentas adicionais:

acesso, podem usar as seguintes ferramentas adicionais: ‐ Um pincel velho dobrado em ângulo para chegar

Um pincel velho dobrado em ângulo para chegar a sítios mais recônditos Um aplicador do tipo "micro brush" (à venda nas lojas de modelismo) que permite aplicar muito pequenas quantidades de cola, tinta, etc.

Após este curto intervalo sobre ferramentas adicionais, vamos retomar o fio à meada, e continuar com a colagem de peças.

Desta vez vamos colar uma peça em que a aplicação da cola é do lado que se vê!

colar uma peça em que a aplicação da cola é do lado que se vê! Autor:
colar uma peça em que a aplicação da cola é do lado que se vê! Autor:

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Colocamos a peça no local final e aplicamos

Colocamos a peça no local final e aplicamos a cola na zona da junção:

Colocamos a peça no local final e aplicamos a cola na zona da junção: Autor: António
Colocamos a peça no local final e aplicamos a cola na zona da junção: Autor: António
Colocamos a peça no local final e aplicamos a cola na zona da junção: Autor: António

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E já está! A cola introduz se na junção e realiza a colagem, sem danificar nada.

na junção e realiza a colagem, sem danificar nada. Para além da aplicação da cola na

Para além da aplicação da cola na junção, em peças maiores podemos também embeber previamente de cola as partes a colar, antes de as juntar.

Por exemplo, neste caso:

de cola as partes a colar, antes de as juntar. Por exemplo, neste caso: Autor: António
de cola as partes a colar, antes de as juntar. Por exemplo, neste caso: Autor: António
de cola as partes a colar, antes de as juntar. Por exemplo, neste caso: Autor: António

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Pincelamos com cola a zona de junção das peças:

Pincelamos com cola a zona de junção das peças: E depois unimos as peças e esperamos

E depois unimos as peças e esperamos que a cola seque.

das peças: E depois unimos as peças e esperamos que a cola seque. Autor: António Sobral
das peças: E depois unimos as peças e esperamos que a cola seque. Autor: António Sobral
das peças: E depois unimos as peças e esperamos que a cola seque. Autor: António Sobral

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Vamos aqui fazer novo intervalo para falar do tempo de secagem da cola que é importante respeitar! Na realidade o que chamamos "secar" a cola é na realidade o evaporar dos solventes nela contida. Normalmente alguns minutos são suficientes para peças que não fiquem a sofrer forças mecânicas, ou que não necessitem de ser lixadas posteriormente. Para peças delicadas, sensíveis ou que seja necessário lixar posteriormente, convém aguardar algumas horas. Deixar de um dia para o outro não é descabido nos casos de maior dimensão ou complexidade. Mas esta sensibilidade aos tempos de secagem é uma coisa que se vai ganhando com o tempo!

E agora que já sabemos colar peças simples, vamos a um caso mais complicado, de peças redondas que necessitam de um tratamento posterior.

Um bidão é o exemplo ideal!

um tratamento posterior. Um bidão é o exemplo ideal! Unimos as duas parte e pincelamos a

Unimos as duas parte e pincelamos a zona da junta, tal como explicado anteriormente:

duas parte e pincelamos a zona da junta, tal como explicado anteriormente: Autor: António Sobral Página
duas parte e pincelamos a zona da junta, tal como explicado anteriormente: Autor: António Sobral Página
duas parte e pincelamos a zona da junta, tal como explicado anteriormente: Autor: António Sobral Página

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E após a colagem fica com este aspecto:

em plástico E após a colagem fica com este aspecto: Ou seja, neste caso é necessário

Ou seja, neste caso é necessário disfarçar a junta de colagem! Para isso basta agarrar na lixa e "tratar" a zona da junção até ficar sem descontinuidades:

lixa e "tratar" a zona da junção até ficar sem descontinuidades: Autor: António Sobral Página 25
lixa e "tratar" a zona da junção até ficar sem descontinuidades: Autor: António Sobral Página 25
lixa e "tratar" a zona da junção até ficar sem descontinuidades: Autor: António Sobral Página 25

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E no final ficamos com a peça pronta para a pintura! Neste caso não necessitamos de betume para disfarçar nem preencher juntas.

de betume para disfarçar nem preencher juntas. Depois de pintada, a peça há ‐ de ficar

Depois de pintada, a peça de ficar com este aspecto, sem se notar nada:

de pintada, a peça há ‐ de ficar com este aspecto, sem se notar nada: Autor:
de pintada, a peça há ‐ de ficar com este aspecto, sem se notar nada: Autor:
de pintada, a peça há ‐ de ficar com este aspecto, sem se notar nada: Autor:

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E agora já não há desculpa para aparecerem aquelas peças redondas com as juntas de colagem a verse!

Para peças redondas mais delicadas, como, por exemplo, os canhões, a técnica é a mesma:

como, por exemplo, os canhões, a técnica é a mesma: Juntam ‐ se as duas peças

Juntamse as duas peças e aplica se a cola na zona de junção:

Juntam ‐ se as duas peças e aplica ‐ se a cola na zona de junção:
Juntam ‐ se as duas peças e aplica ‐ se a cola na zona de junção:
Juntam ‐ se as duas peças e aplica ‐ se a cola na zona de junção:

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E deixa se secar:

] de modelismo em plástico E deixa ‐ se secar: Depois de seco, lixa ‐ se

Depois de seco, lixa se ao de leve a zona da junção, de forma a não prejudicar a forma circular da peça final, e ficarmos com um canhão de secção oval!

a forma circular da peça final, e ficarmos com um canhão de secção oval! Autor: António
a forma circular da peça final, e ficarmos com um canhão de secção oval! Autor: António
a forma circular da peça final, e ficarmos com um canhão de secção oval! Autor: António

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Em relação à colagem de peças de grandes dimensões, é conveniente utilizar fita adesiva, elásticos ou qualquer outro meio para manter imóveis as peças coladas até a cola secar.

manter imóveis as peças coladas até a cola secar. E depois desta maratona, espero que a

E depois desta maratona, espero que a colagem de peças já não tenha segredos para ninguém!

Para terminar, uma chamada de atenção sobres eventuais problemas que possam surgir, e sua resolução:

Um dos problemas mais comuns é o modelista deixar dedadas de cola no modelo:

dos problemas mais comuns é o modelista deixar dedadas de cola no modelo: Autor: António Sobral
dos problemas mais comuns é o modelista deixar dedadas de cola no modelo: Autor: António Sobral
dos problemas mais comuns é o modelista deixar dedadas de cola no modelo: Autor: António Sobral

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Parece familiar, não parece? Pois aquilo da capilaridade funciona mesmo, e não é só com o plástico. Se lá tivermos os dedinhos juntos, a cola também é absorvida e acabamos com cola em mais sítios do que queríamos.

Solução? Deixar secar muito bem, e no final dar uma lixa dela com cuidado para não lixar eventuais detalhes:

dela com cuidado para não lixar eventuais detalhes: Outro problema comum é derramar cola acidentalmente:

Outro problema comum é derramar cola acidentalmente:

eventuais detalhes: Outro problema comum é derramar cola acidentalmente: Autor: António Sobral Página 30
eventuais detalhes: Outro problema comum é derramar cola acidentalmente: Autor: António Sobral Página 30
eventuais detalhes: Outro problema comum é derramar cola acidentalmente: Autor: António Sobral Página 30

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Neste caso a solução está em ir rapidamente com um pedaço de papel absorvente (papel higiénico, guardanapo, etc.) e absorver o excesso o mais possível

guardanapo, etc.) e absorver o excesso o mais possível Se formos rápidos, consegue ‐ se remover

Se formos rápidos, consegue se remover quase a totalidade da cola.

O importante nestes casos é não fazer nada que marque a superfície!

Deixamos secar muito bem a cola restante e depois de muito bem seco, uma lixa dela ao de leve para remover o

resto e uniformizar a superfície.

Se não deixarmos secar bem a cola, e formos logo lixar, podemos acabar com uma pasta de plástico levantado e marcas na superfície de difícil e mais demorada solução:

na superfície de difícil e mais demorada solução: E nós não queremos isto, pois não? Bem

E nós não queremos isto, pois não? Bem me parecia!

Lembremse do velho ditado: "Com pouca cola e muito secar, mais prazer modelar!

velho ditado: "Com pouca cola e muito secar, dá mais prazer modelar! Autor: António Sobral Página
velho ditado: "Com pouca cola e muito secar, dá mais prazer modelar! Autor: António Sobral Página

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Betumes

E cá estamos de novo para a 3ª parte deste pequeno curso básico de iniciação ao modelismo.

Depois de já termos aprendido (espero eu) a cortar, lixar, preparar e colar as peças, falta ainda falar de um detalhe importante e essencial para uma boa construção, e que é precisamente a utilização do betume. Também chamado de putty, que é um nome que eu até prefiro pois presta se a trocadilhos bem interessantes

Mas para que serve o betume em modelismo? Para muitas coisas! Mas neste caso em que estamos a falar de modelismo básico, serve principalmente para remover irregularidades em superfícies (tipo pinos de ejecção, que são aqueles "buracos" circulares que muito kits têm em partes que se vêem), tapar fendas, corrigir encaixes, e disfarçar outras imperfeições na junção de superfícies.

Que tipos de betume há? Bué deles! eu cá em casa tenho estes (e isto porque já deitei fora mais alguns que não usava mesmo):

estes (e isto porque já deitei fora mais alguns que não usava mesmo): Autor: António Sobral
estes (e isto porque já deitei fora mais alguns que não usava mesmo): Autor: António Sobral
estes (e isto porque já deitei fora mais alguns que não usava mesmo): Autor: António Sobral

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Cada um tem as suas vantagens e desvantagens, e seus usos específicos, e como cada modelista tem as suas

preferências e simpatias pessoais, se começasse agora a desbobinar os prós e os contras de cada um deles e as

minhas diversas experiências com os vários tipos nunca mais saíamos confuso do que no início.

daqui e muito do pessoal ainda ficava mais

Como isto é suposto ser uma iniciação básica, vou seleccionar apenas um tipo de betume que seja bastante comum e representativo, e que penso ser dos mais utilizados pelos modelistas. Estou a falar do Tamiya Putty Basic Type, para quem ainda não adivinhou!

‐ Basic Type, para quem ainda não adivinhou! Sim, é aquela bisnaga que quase todos nós

Sim, é aquela bisnaga que quase todos nós temos em casa, e que lá dentro tem uma pasta espessa cinzenta com uns laivos brilhantes, que seca muito rapidamente e tem um cheiro algo activo.

O betume pode ser aplicado basicamente de duas formas:

Directamente da bisnaga

Neste caso vamos necessitar de uma ferramenta tipo espátula para aplicar o betume. Nos casos de menores dimensões, essa ferramenta pode ser apenas um palito afiado, por isso, temos de adaptar a

ferramenta à dimensão do trabalho, para não haver exageros.

Diluído

a ferramenta à dimensão do trabalho, para não haver exageros. ‐ Diluído Autor: António Sobral Página
a ferramenta à dimensão do trabalho, para não haver exageros. ‐ Diluído Autor: António Sobral Página

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Para uma aplicação mais fina e precisa do betume, podemos primeiro diluí lo antes de o aplicar com um pincel.

A diluição pode ser feita com Tamiya Lacquer thinner, Acetona ou Cola Tamiya, por exemplo, e a espessura da "massa" final vai depender obviamente da quantidade de diluente que usarmos.

A utilização do Laquer Thinner tem uma grande vantagem sobre os outros dois: Não ataca o plástico.

Por isso, se usarmos demasiado betume, a sua remoção posterior é fácil, rápida e indolor, pois não danificamos o

plástico e os detalhes envolventes. Se usarmos acetona ou cola para dissolver o betume, já não é bem assim, e a sua remoção posterior já é mais problemática. Fica à escolha do freguês!

A filosofia de aplicação do betume seja ele qual for, é muito simples:

1 Preparação das superfícies

2 Colocação do betume em camadas finas

3 Deixar secar

4 Lixar e polir

5 repetir 2 3 e 4 se necessário!

Vejamos então dois casos práticos exemplificativo.

1º Caso prático

Imaginemos que temos uma fenda entre duas peças direitas que necessitamos de preencher.

que temos uma fenda entre duas peças direitas que necessitamos de preencher. Autor: António Sobral Página
que temos uma fenda entre duas peças direitas que necessitamos de preencher. Autor: António Sobral Página
que temos uma fenda entre duas peças direitas que necessitamos de preencher. Autor: António Sobral Página

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Começamos por colar as peças na sua posição final, da forma normal, com cola Tamiya Extra Thin, que é a única que tem um pincel aplicador decente. O da Humbrol parece o bigode do Saddam!

decente. O da Humbrol parece o bigode do Saddam! Depois aplica ‐ se o betume, ligeiramente

Depois aplica se o betume, ligeiramente diluído com T. Lacquer Thinner, com um pincel na zona a tratar:

diluído com T. Lacquer Thinner, com um pincel na zona a tratar: Autor: António Sobral Página
diluído com T. Lacquer Thinner, com um pincel na zona a tratar: Autor: António Sobral Página
diluído com T. Lacquer Thinner, com um pincel na zona a tratar: Autor: António Sobral Página

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Depois de alguns momentos, removemse eventuais excessos com um cotonete embebido em T. Lacquer Thinner (lembramse de eu dizer que não ataca o plástico? assim estamos à vontade!).

não ataca o plástico? assim estamos à vontade!). Depois é deixar secar, e convém que fique

Depois é deixar secar, e convém que fique mesmo bem seco! O tempo de secagem altera de acordo com a espessura da camada de betume aplicado, e para camadas finas deste género, 1 ou 2 horas costuma ser suficiente. Se tiverem dúvidas, nada como deixar de um dia para outro!

Depois de seco, é a altura de lixar os excessos com lixa de água de grão fino (400, 600 ou superior dependendo do caso, e aplicada com água, daí o nome!), até ficarmos com uma superfície lisa e sem irregularidades

daí o nome!), até ficarmos com uma superfície lisa e sem irregularidades Autor: António Sobral Página
daí o nome!), até ficarmos com uma superfície lisa e sem irregularidades Autor: António Sobral Página

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico E pronto, temos a superfície pronta a receber

E pronto, temos a superfície pronta a receber o primário!

Este betume tem a propriedade de "encolher" um pouco no processo de "secagem", por isso é conveniente deixar um pouco a mais para compensar esse encolhimento. Em casos em que seja necessário uma camada relativamente grande, é preferível dar várias camadas mais finas deixando secar bem entre cada uma delas.

Se, depois de aplicar o primário, se verificar que a junta ainda apresenta irregularidades, teremos de repetir o processo. Essa é uma das utilidades da aplicação de primário, mas isso fica para a próxima lição!

2º Caso prático

Este é mais para o pessoal dos aviões, que geralmente têm sempre aquele problema das duas metades da fuselagem que é necessário colar e disfarçar depois bem a junta entre elas.

Como não tinha duas metades de fuselagem à mão, tive de desenrascar dois guarda lamas de um bergepanther, mas para o caso tanto faz: imaginemos então que temos uma fenda entre duas peças curvas que necessitamos de preencher.

que temos uma fenda entre duas peças curvas que necessitamos de preencher. Autor: António Sobral Página
que temos uma fenda entre duas peças curvas que necessitamos de preencher. Autor: António Sobral Página

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[ CURSO BÁSICO ] de modelismo em plástico Começamos por colá ‐ las da forma habitual:

Começamos por colá las da forma habitual:

de modelismo em plástico Começamos por colá ‐ las da forma habitual: Autor: António Sobral Página
de modelismo em plástico Começamos por colá ‐ las da forma habitual: Autor: António Sobral Página
de modelismo em plástico Começamos por colá ‐ las da forma habitual: Autor: António Sobral Página

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Depois, para evitar sujar as zonas adjacentes e centrar a aplicação do betume onde é necessário, vamos delimitar a zona de aplicação do betume com fita Tamiya (era a única que tinha mais à mão, mas pode ser outra qualquer).

Esta operação simples é extraordinariamente útil quando se tapam as fendas entre as asas e a fuselagem, para não ficarmos com betume por todo o lado, e uma trabalheira enorme para lixar o excedente e o perigo de se lixarem alguns detalhes! Depois de aplicar o betume, tal como explicado, anteriormente, o aspecto é este:

tal como explicado, anteriormente, o aspecto é este: E depois de bem seco, retira ‐ se

E depois de bem seco, retira se a fita:

anteriormente, o aspecto é este: E depois de bem seco, retira ‐ se a fita: Autor:
anteriormente, o aspecto é este: E depois de bem seco, retira ‐ se a fita: Autor:
anteriormente, o aspecto é este: E depois de bem seco, retira ‐ se a fita: Autor:

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Para terminar lixa se o excesso de betume com lixa fina ((400, 600 ou superior dependendo do caso) de água, até ficarmos com uma superfície lisa e sem irregularidades:

com uma superfície lisa e sem irregularidades: Tal como referi anteriormente, se, depois de aplicar

Tal como referi anteriormente, se, depois de aplicar o primário, se verificar que a junta ainda apresenta irregularidades, teremos de repetir o processo nas zonas ainda com problemas!

E pronto. Isto da utilização do betume não tem grande ciência, nem técnicas ou ingredientes secretos.

do betume não tem grande ciência, nem técnicas ou ingredientes secretos. Autor: António Sobral Página 40
do betume não tem grande ciência, nem técnicas ou ingredientes secretos. Autor: António Sobral Página 40

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Primário

Introdução Na continuação destas tertúlias caseiras, em que aprendemos a cortar, preparar, lixar, colar e betumar as peças, está na altura de passarmos à fase seguinte, que o ano está quase a acabar!

Agora que temos o nosso modelo todo montado, está na altura de avançarmos para a pintura do mesmo. Mas antes da aplicação da tinta propriamente dita, existe um passo opcional intermédio, que consiste na aplicação de primário, que é uma espécie de "interface" físico entre a superfície a pintar e a tinta propriamente dita.

Para que serve?

E para que serve o primário, perguntam vocês? Para várias coisas, entre as quais:

1 Para garantir que a tinta de acabamento adere melhor à superfície do modelo.

Isto é particularmente importante se estivermos a pintar a pincel com acrílicos, por exemplo.

2 Para proporcionar a obtenção de uma superfície mais lisa e uniforme, uniformizando e disfarçando pequenas irregularidades nas superfícies.

3 Para cobrir manchas e outras diferenças de cor.

Como nos casos em que usamos materiais de várias cores (plástico de diferentes kits, ou peças feitas á mão em

plástico genérico) ou diferentes materiais (peças metálicas e plásticas, por exemplo).

4 – Detectar erros de montagem

Com o primário aplicado, muitas das imperfeições a nível de montagem que passaram desapercebidas olhando apenas para o plástico “nú”, tornamse visíveis permitindo a sua correcção antes da pintura final, o que poupa muito tempo e frustrações. Os casos mais comuns são juntas de colagem, marcas de dedadas de cola e outros azares que tais.

Será mesmo essencial e obrigatório aplicar o primário? Claro que não! Podemos muito bem aplicar logo a tinta por cima do modelo, assim que o acabamos de construir, que o mundo não acaba, e muitos e bons modelistas experientes que não o utilizam. Por isso é que referi ser um passo OPCIONAL!

Mas tendo em atenção as vantagens acima expostas, é uma questão de boa prática e que potencialmente poupa tempo, evita problemas e permite mais facilmente um melhor acabamento. Acaba por ser, como muita coisa na vida, uma questão de opção pessoal.

Que tipos de primário existem?

A

resposta vocês sabem: muitos!

E

tal como as colas e os betumes, cada um tem o seu produto e a cor preferidos.

Uns gostam mais de dar primário a preto, outros a branco, outros cinzento. Tudo depende do que se quer fazer e

dos efeitos que se pretendem.

cinzento. Tudo depende do que se quer fazer e dos efeitos que se pretendem. Autor: António
cinzento. Tudo depende do que se quer fazer e dos efeitos que se pretendem. Autor: António

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Algum pessoal das figuras gosta mais do preto como base da pintura posterior. Outro pessoal gosta mais do branco, principalmente se vão dar em seguida cores claras. Mas como isto é um suposto ser um curso básico, vamos manter a coisa simples e falar apenas dos mais comuns e fáceis de arranjar, e a maioria prefere/utiliza o cinzento claro.

Em termos de embalagem e apresentação temos fundamentalmente duas opções: primários líquidos e primários em spray.

Primários líquidos

Os primários líquidos, tal como as tintas normais, necessitam de ser diluídos e aplicados com aerógrafo.

A aplicação de primário a pincel é possível, mas não se recomenda, sobretudo a principiantes (ou nabos como eu),

dado exigir uma técnica de utilização do pincel bastante apurada e exigente.

Como exemplo de primários líquidos, temos o Tamiya Liquid Surface Primer (em branco ou cinzento) e o Gunze Mr Surfacer 1200, que se diluem com o Tamiya Lacquer Thinner.

1200, que se diluem com o Tamiya Lacquer Thinner. A sua aplicação é idêntica à de

A sua aplicação é idêntica à de qualquer tinta, necessitando de ser diluídos da forma habitual. Dada a pestilência do

cheiro, a utilização da máscara de protecção anti vapores orgânicos é mais do que obrigatória.

de protecção anti ‐ vapores orgânicos é mais do que obrigatória. Autor: António Sobral Página 42
de protecção anti ‐ vapores orgânicos é mais do que obrigatória. Autor: António Sobral Página 42

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Ora como a pintura a aerógrafo só vai ser dada numa lição mais adiante, por agora vamo nos cingir aos primários em spray, que são mais fáceis de usar pois permitem uma aplicação imediata e directa do produto.

Primários em spray

adivinharam! São primários que se vendem sob a forma de spray, em latas!

E tantas marcas!!!!

a forma de spray, em latas! E há tantas marcas!!!! Se estiverem interessados podem ler um

Se estiverem interessados podem ler um comparativo sobre estes primários aqui: http://forum.modelismo

na.net/viewtopic.php?t=5310

É claro que existe sempre aquele pessoal que nunca está contente com o que tem e então dá se ao trabalho de decantar o primário em spray para um frasco, para depois o aplicar a aerógrafo.

A vantagem é um melhor e maior controlo na aplicação do primário, pois o bico e a pressão de uma lata de spray não se comparam com a precisão de um aerógrafo.

A desvantagem é a “chatice” adicional de decantar o produto e limpar depois o aerógrafo. Enfim, mais uma vez é a

tal questão de gosto pessoal.

Para além das marcas retratadas na figura anterior, existem muitas mais, como a MOTIP, Andrea, Citadel, etc, etc, sendo o modo de utilização muito idêntico.

Andrea, Citadel, etc, etc, sendo o modo de utilização muito idêntico. Autor: António Sobral Página 43
Andrea, Citadel, etc, etc, sendo o modo de utilização muito idêntico. Autor: António Sobral Página 43

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Como aplicar o primário em spray? Antes de aplicar o primário, convém que a superfície do modelo esteja bem limpa e isenta de poeiras e gorduras.

Para isso é conveniente que no final da montagem se lave o modelo todo com água, detergente e uma escova