Você está na página 1de 88

A colonização da

América espanhola
A conquista espanhola da América
 Desde a chegada à América os europeus passaram a impor seu
domínio sobre as terras indígenas.

 1519 → primeiro contato entre os espanhóis, liderados


por Hernán Cortez, e os astecas.

 É possível que os astecas tenham associado os espanhóis


a deuses que, segundo suas profecias, retornariam para
reinar no império.

 Cortez se juntou às populações locais conquistadas pelos


astecas e tomou Tenochtitlán, destruída em menos de três anos.

 1532 → Francisco Pizarro aproveitou-se de uma disputa


dinástica e submeteu o Império Inca, aprisionando
e executando o imperador Atahualpa.
A institucionalização da conquista

A Coroa espanhola
incentivou a colonização
Adelantados
das terras americanas com
recursos privados.

Direito de fundar Obrigação de Obrigação de entregar


núcleos de ocupação e cristianizar ao Estado um quinto
construir fortalezas os ameríndios da produção
A institucionalização da conquista
 Na metrópole, a Coroa controlava com rigor a exploração
econômica das terras americanas → para isso criou a
Casa de Contratação, com as seguintes atribuições:

• Gestão dos negócios coloniais, nomeação de funcionários.


• Controle do monopólio do comércio colonial.
• Cobrança do quinto, imposto real sobre os negócios coloniais.
• Funcionava como Tribunal de Justiça.

 Além disso, para garantir o exclusivo metropolitano, a Coroa


estabeleceu:

• Regime de porto único: Espanha (Sevilha e Cádiz);


América (Havana, Vera Cruz, Porto Belo e Cartagena).
• Regime de frotas e galeões para o transporte dos bens
coloniais. O comboio era escoltado por embarcações de
guerra, para impedir a pirataria.
A administração colonial
Coroa espanhola

Espanha América

Conselho Casa de Capitanias


Vice-reinos
das Índias Contratação gerais

Audiências Cabildos

 Os cargos importantes da colônia eram exercidos pelos


chapetones (homens nascidos na Espanha).
 Os criollos (filhos de espanhóis nascidos na América) só
podiam exercer cargo público nos cabildos.
Divisão político-administrativa da
América espanhola (século XVIII)

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


Fonte: DUBY, Georges. Atlas historique 820 km
mondial. Paris: Larousse, 2003. p. 241.
A economia colonial
 As regiões da América espanhola desenvolveram atividades
econômicas associadas às condições geográficas e climáticas.
A economia colonial na América espanhola

Criação Metais Cana-de-


Anil Cacau Tabaco Algodão
de gado preciosos -açúcar

Vice-reino do México, Venezuela Vice-reino


Peru e da Antilhas e do Peru e
Nova Espanha Cuba América
Central
América
Vice-reino do Central, Colômbia,
Peru e da Venezuela e Venezuela
Nova Espanha Chile e Cuba

 A produção atendia primeiramente às necessidades locais


e depois ao mercado europeu.
A economia colonial
 A extração dos metais preciosos era a principal atividade
econômica da colônia → controlada por grandes grupos
financeiros metropolitanos.

• Inicialmente, extraiu-se o ouro de aluvião na região das Antilhas


e América Central.
• Para tal, os espanhóis recorreram ao trabalho de indígenas
escravizados.
• Em meados do século XVI mudou o cenário da extração mineral
com a descoberta das minas de prata de Potosí,
no Vice-reino do Peru → a extração desse metal se tornou
a atividade predominante na América colonial hispânica.
• Nas grandes minas dos Vice-reinos do Peru e da Nova Espanha,
predominou o trabalho indígena, recrutado de acordo com o
sistema de repartimiento – adaptação da mita inca e do
cuatequil asteca.
A agricultura, a mineração e a pecuária
na América espanhola

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


850 km
Fonte: FRANCO JÚNIOR, Hilário; ANDRADE FILHO, Ruy de.
Atlas: história geral. São Paulo: Scipione, 1997. p. 39.
As formas de exploração do trabalho
Repartimiento (semelhante à mita e ao cuatequil)

Sistema de trabalho, muito utilizado nas minas de ouro


e prata, que consistia na exploração da mão de obra indígena,
em regime compulsório e por tempo determinado.

Os indígenas eram selecionados pelo líder da comunidade


(kuraka) para prestar serviços.

Eram enviados ao local para trabalhar em atividades insalubres.

Além do salário recebiam parte da produção do minério extraído


→ o partido.
As formas de exploração do trabalho
Encomienda

Tipo especial de repartimiento, em que um colono


(o encomendero) assumia o controle de uma comunidade
indígena.

O encomendero devia iniciar os índios na educação cristã


e estes deviam recompensá-lo com seu trabalho e com
o pagamento de tributos.

Assim como o repartimiento, a encomienda foi uma das


responsáveis pela dizimação das populações nativas.
Haciendas: agricultura e criação de gado
 As haciendas eram grandes propriedades que funcionavam
no sistema de plantation de produtos tropicais e de criação
de gado para mercados locais e europeus.

 As formas de trabalho nas haciendas:

• Inicialmente indígenas e africanos escravizados.


• A partir de 1550: repartimiento e africanos escravizados.
• Posteriormente adotou-se também o trabalho assalariado, o
arrendamento e o trabalho sazonal.
Haciendas: agricultura e criação de gado
• O escravo africano foi pouco utilizado na América
espanhola → era adquirido apenas para suprir situações
de carência de mão de obra indígena.
• A maior exceção foi Cuba, onde a produção açucareira,
entre os séculos XVIII e XIX, levou à adoção da
escravidão africana em grande escala.
• Na Colômbia e na Venezuela, em menor escala que em
Cuba, os escravos africanos foram muito utilizados nas
haciendas de gado, açúcar e cacau.
A formação de uma sociedade mestiça
 A presença de diversos grupos étnicos na América
espanhola propiciou a formação de uma sociedade mestiça.
A união inter-racial ocorreu em todos os níveis sociais.

 Os mestiços, no entanto, enfrentaram dificuldades de


integração social, problema que persiste até os dias atuais.

 A exclusão social da população de origem africana foi ainda


mais acentuada.
A formação da sociedade mestiça

JORGE ADORNO/REUTERS/LATINSTOCK
Indígenas paraguaios do povo Maka dançam durante a celebração do Dia
Internacional do Indígena Americano em Puente Remanso (Paraguai, 2010).
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes
Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk
Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves
Preparação de texto: Mitsue Morrisawa
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012
A colonização da América
inglesa e francesa
Os peregrinos de Mayflower
 1620 → algumas famílias deixam a Inglaterra no navio
Mayflower em busca de liberdade religiosa e prosperidade
na América.

 Os primeiros imigrantes puritanos iniciaram a colonização


da chamada Nova Inglaterra com o objetivo de constituir
uma sociedade baseada nos princípios calvinistas.
A formação das Treze Colônias

Pequena burguesia Alguns grupos


Camadas populares
puritana da nobreza
Fluxos
migratórios

As Treze Colônias

Núcleos independentes
e autônomos
AS TREZE COLÔNIAS (1735)

A formação das

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


Treze Colônias

160 km

Fonte: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: FAE, 1991. p. 54.


As características das Treze Colônias

Treze Colônias

Norte Centro Sul

• Clima subtropical
• Clima temperado • Clima temperado • Grandes propriedades
• Pequenas propriedades • Pequenas propriedades • Monocultura
• Policultura • Agricultura familiar • Plantation
• Manufaturas • Manufaturas e comércio • Trabalho escravo
• Trabalho livre e familiar • Trabalho livre e familiar negro
• Puritanismo • Tolerância religiosa • Anglicanismo e
catolicismo
O comércio triangular

Antilhas e colônias do sul:


produção de açúcar, melaço e
gêneros subtropicais

Colonos da Nova Inglaterra


comandam o comércio

África: troca de rum por Nova Inglaterra: compra


escravos, que eram de açúcar e do melaço para
levados para as Antilhas fabricação do rum
O comércio triangular

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


Fonte: NARO, Nancy Priscilla S.
A formação dos Estados Unidos. São Paulo: 480 km
Atual; Campinas: Unicamp, 1987. p. 15.
A administração nas Treze Colônias
 As Treze Colônias possuíam certa autonomia em relação à
Coroa inglesa → autogoverno.

 Os principais cargos administrativos eram:

• Governador → eleito (norte e centro) ou nomeado pelo


rei (sul).
• Conselho ou Câmara Alta → indivíduos nomeados pela
elite colonial (em Massachusetts, Connecticut e Rhode
Island eles eram eleitos).
• Câmaras dos Representantes → eleitos pelos homens
livres e proprietários.

 Os colonos, fazendo parte da administração, acabaram


desenvolvendo a noção de participação política e
de cidadania.
Os projetos coloniais franceses
 Entre os séculos XVI e XVII a França tentou ocupar
territórios coloniais portugueses e espanhóis na
América do Sul → fracassou.

 Na América do Sul e no Caribe, a França fundou colônias


nas Antilhas e nas Guianas → produção de gêneros agrícolas
tropicais no sistema de plantation.

 No século XVII, a França ocupou áreas na América do Norte:

• Colonização foi promovida por particulares (companhias de


comércio), sem participação efetiva do Estado.
• Dedicaram-se à caça, à pesca e à extração de madeira.
• Rivalidades com a Inglaterra reduziram seus domínios no
século XVIII.
Franceses no Brasil
 Na América portuguesa, a França fundou dois núcleos coloniais:
• no litoral fluminense (França Antártica).
• no litoral do Maranhão (França Equinocial).

 A França Antártica foi criada em 1555 por colonos calvinistas.

 Estabeleceram boas relações com os índios e passaram a


explorar o pau-brasil.

 Alguns conflitos religiosos enfraqueceram a colônia francesa,


tomada pelos portugueses em 1567.

 No litoral maranhense, os franceses se estabeleceram em 1612


→ pretendiam ocupar a região para produzir cana-de-açúcar.

 Fundaram o povoado de São Luís, mas tiveram de abandoná-lo


após serem derrotados pelos portugueses, em 1615.
Os territórios coloniais franceses
na América
COLÔNIAS FRANCESAS NAS AMÉRICAS (SÉCULO XVII)

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


1.340 km

Fonte: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: FAE, 1978. p. 60-61.


ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes
Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk
Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves
Preparação de texto: Mitsue Morrisawa
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012
Organização político-administrativa
na América portuguesa
Brasil: 1500-1530
 O interesse português pelo território americano era pequeno
nos primeiros anos após a expedição de Cabral → os lucros
do comércio com as Índias eram mais atraentes.

 A exploração do território foi relegada a particulares


→ a Coroa exigia parte das receitas das atividades
econômicas.

 O Tratado de Tordesilhas foi questionado pelos países


europeus não envolvidos nele → ocorreram invasões
das terras portuguesas no Novo Mundo → Portugal foi
obrigado a organizar expedições para expulsar os franceses.

 A primeira atividade explorada pela Coroa na colônia foi a


extração do pau-brasil → grupos particulares receberam
concessão da Coroa, mas tinham de instalar feitorias e
explorar a costa brasileira.
A criação das capitanias hereditárias
1530 1532 1534

Expedição Fundação de São Criação das


colonizadora de Vicente: primeiro capitanias
Martim Afonso de núcleo colonial hereditárias
Sousa

Objetivos Instalação do Objetivos: efetivar


primeiro engenho a colonização
e a exploração
econômica
do território
Proteger a Fundar Iniciar o cultivo
costa vilas e de cana-
fortes -de-açucar
A criação das capitanias hereditárias

Capitanias hereditárias

O que estabelecia:
Deveres do capitão Direitos do
divisão do território em
donatário: donatário:
15 lotes (capitanias)
 Entregar à Coroa  Escravizar indígenas
10% dos lucros da
exploração colonial  Fundar vilas e
conceder sesmarias
 Recolher para a
Coroa o quinto sobre  Exercer a justiça
os metais preciosos na capitania
O fracasso das capitanias hereditárias
CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


260 km

Fonte: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: FAE, 1991. p. 16.


O fracasso das capitanias hereditárias
 Apesar dos vários direitos concedidos pela Coroa aos
donatários, a maior parte das capitanias fracassou. Entre
as razões para isso, destacam-se:

• Falta de recursos financeiros.


• Inexperiência e falta de interesse por parte de alguns
donatários.
• Frágil sistema de comunicações e transporte.
• Conflitos entre indígenas e portugueses.

 As exceções foram as capitanias de Pernambuco e São


Vicente, que tiveram êxito na exploração da cana-de-açúcar.
A instalação do governo-geral
 Com o fracasso das capitanias, a Coroa viu a necessidade
de centralizar o poder na colônia → em 1548 criou-se o
governo-geral.

 O primeiro governador foi Tomé de Sousa → em 1549


fundou Salvador, a primeira capital do Brasil.
A instalação do governo-geral

REPRODUÇÃO – INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO, RIO DE JANEIRO


Planta da cidade de São Salvador da Baía de Todos-os-Santos, de João Teixeira Albernaz, 1605.
A instalação do governo-geral
 Ações do governo-geral:

• Incentivo à instalação de engenhos.


• Reforço do controle social dos indígenas.
• Combate ao comércio ilegal.
• Aumento das rendas da Coroa.
• Criação de cargos: ouvidor-mor (responsável pela
justiça); provedor-mor (responsável pelos impostos);
capitão-mor (responsável pela defesa militar).

 Apesar do impulso à colonização, a precária comunicação


entre as capitanias e a grande extensão do território
dificultaram a administração da colônia.
As vilas e cidades do Brasil colonial
 Entre os séculos XVI e XVII, os colonos portugueses fundaram
no Brasil seis cidades e 31 vilas → a maioria das vilas foi criada
no litoral.

 Somente a partir do século XVIII algumas vilas deram origem


às primeiras cidades no interior da colônia.

 As cidades litorâneas concentravam as atividades econômicas


e os recursos humanos. Nelas se encontravam as principais
instituições:

• políticas → governador e seus auxiliares.


• jurídicas → tribunais e advogados.
• econômicas → mercadores e armazéns.

 A formação de cidades resultava de iniciativas individuais


e não de um plano executado pela Coroa.
O funcionamento das Câmaras Municipais
 Nas vilas e cidades coloniais surgiram instituições políticas e
administrativas → destaque para as Câmaras Municipais.

 As Câmaras deveriam representar os interesses da população


local, mas acabavam subordinadas ao governador-geral.

 A relação entre o poder local e o poder central criou um


sistema de troca de cargos públicos por apoio político entre
a elite colonial e as autoridades portuguesas → clientelismo.

 Entre as funções das Câmaras se destacavam: execução de


obras públicas, limpeza urbana, urbanização e regulamentação
de feiras e mercados.

 As Câmaras Municipais eram dominadas pelos “homens-bons”,


grandes proprietários de terras e de escravos, os únicos com
direito à participação política.
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes
Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk
Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves
Preparação de texto: Mitsue Morrisawa
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012
A economia na América
portuguesa e o Brasil
holandês
A economia colonial
A economia colonial

Economia de Produção para o mercado interno


exportação +
Cultura de subsistência

Latifúndio Mão de Cultura de Exploração de


obra produtos metais e pedras
escrava tropicais preciosos

Articulação econômica das Superação da crise do comércio


colônias da América e da África das especiarias asiáticas
A economia da América portuguesa

REPRODUÇÃO - COLEÇÃO PARTICULAR


Engenho de açúcar, autoria desconhecida. Gravura publicada no livro Viagens
ao Brasil, de Henry Koster, 1816. A produção de açúcar foi a base econômica
do Nordeste colonial.
A produção açucareira e o engenho
 A produção de cana-de-açúcar foi fundamental para o
sucesso da colonização do Brasil.

 A produção açucareira se realizava no sistema de


plantation → latifúndio monocultor e escravista.

 O engenho era a unidade de produção açucareira. Faziam


parte dele:
• O canavial.
• Os equipamentos para produção de açúcar.
• Casa-grande, senzala e capela.
• Reserva florestal.
• Culturas de subsistência.

 Foi em torno do engenho que se estruturou o sistema de


exploração mercantil português e se constituiu a base da
organização social da colônia.
O trabalho escravo

Razões para a substituição da escravidão indígena


pela africana na grande lavoura

Baixa Facilidade para Pressão dos Lucratividade


resistência fugas e jesuítas do tráfico
dos indígenas organização de contra a negreiro:
às doenças de resistência escravização lucros para a
origem dos Coroa e para
europeia indígenas os traficantes
de escravos
Outras atividades econômicas na colônia

 Outras atividades econômicas eram realizadas na América


portuguesa → destaque para a produção de algodão e do
tabaco, que eram mercadorias exportáveis.

 A pecuária surgiu para atender ao mercado interno,


tornando-se importante na ocupação do interior da colônia.

 Para o controle da região Norte, a exploração das culturas


extrativistas, as chamadas drogas do sertão, foi
fundamental.
Outras atividades econômicas na colônia
Outras atividades econômicas na colônia (séculos XVII e XVIII)

Algodão Tabaco Pecuária Drogas Cultura de


do subsistência
sertão

Confecção 2a metade Mercado Mercado Mercado


de roupas do século interno externo interno
para XVIII:
escravos fábricas
têxteis

Mercado Compra de
europeu escravos na
África
Outras atividades econômicas na colônia
PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS
DO BRASIL NO SÉCULO XVII

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL/FERNANDO JOSÉ FERREIRA


370 km

Fonte: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: FAE, 1991. p.28.


As missões religiosas
 Fundadas pelas ordens religiosas dos franciscanos, carmelitas
e principalmente jesuítas, as missões tinham como objetivo
promover a catequese indígena.

 As missões fundadas pelos portugueses na Amazônia


permitiram a obtenção da mão de obra indígena para as
culturas extrativistas do local.

 Jesuítas espanhóis fundaram missões (ou reduções) no sul,


em terras que hoje fazem parte do Rio Grande do Sul,
Paraná, Argentina, Uruguai e Paraguai.

 As missões religiosas da Amazônia geraram lucros para as


ordens e contribuíram para ampliar a colonização portuguesa
na região.

 Em várias ocasiões, os religiosos entraram em conflito com


colonos pelo controle da mão de obra indígena.
A independência dos Países Baixos
e a União Ibérica
 Em 1579, a República das Províncias Unidas se libertou do
domínio espanhol e iniciou uma longa guerra contra a
Espanha pelo reconhecimento de sua independência.
 Os holandeses criaram as Companhias de Comércio das
Índias Orientais (1602) e das Índias Ocidentais (1621)
→ buscavam o controle de entrepostos comerciais na África,
na América e na Ásia.
 A morte do rei D. Henrique levou a uma crise dinástica em
Portugal e à união dos tronos espanhol e português em 1580
(União Ibérica).
 A união dos dois reinos (1580-1640) levou ao rompimento
dos laços comerciais entre Portugal e Holanda (em guerra
com a Espanha) → os holandeses conquistam regiões de
produção açucareira no Brasil.
A invasão holandesa no
Nordeste brasileiro
 Os holandeses conquistaram Salvador em 1624, mas foram
expulsos por uma esquadra luso-espanhola em 1625.

 Um novo ataque holandês ocorreu em 1630 → conquista


de Olinda e Recife, consolidada depois com outras vitórias.

 Principais medidas tomadas pelo conde Maurício de Nassau,


o administrador do Brasil holandês:

• Reorganização da produção açucareira.


• Estímulo à produção de gêneros de subsistência e à
construção de engenhos.
• Medidas de relativa liberdade comercial.
• Urbanização de Recife.
• Liberdade para a prática de diferentes religiões.
• Incentivo à produção artística e cultural na colônia.
REPRODUÇÃO - NATIONALMUSEET, COPENHAGUE/DINAMARCA
Os pintores holandeses
no Brasil

Mulher africana, pintura de Albert Eckhout,


1641. A pintura naturalista de Eckhout
expressava a visão europeia sobre o que eram
povos “selvagens” e povos “civilizados”.
Os pintores holandeses no Brasil

REPRODUÇÃO - ALTE PINAKOTHEK, MUNIQUE, ALEMANHA


Paisagem brasileira com tatu, pintura de Frans Post, 1649. As pinturas de Frans Post
destacavam as características da natureza dos trópicos que tanto fascinavam os europeus.
O fim da União Ibérica
e a retomada do Nordeste
 Com o fim da União Ibérica em 1640, Portugal assinou uma
trégua com a Holanda.

 Em 1644, Nassau foi afastado do governo e retornou à


Europa → enfraquecimento do domínio holandês e início da
Insurreição Pernambucana.

 A queda dos preços do açúcar no mercado internacional e a


cobrança de dívidas atrasadas levaram os senhores de
engenho de Pernambuco a organizar a luta pela expulsão
dos holandeses.
O fim da União Ibérica
e a retomada do Nordeste
 1654 – expulsão dos holandeses no Nordeste brasileiro.

 Os holandeses, estimulados pela experiência adquirida com


a produção de açúcar no Brasil, decidem impulsionar a
agroindústria açucareira nas Antilhas.

 Concorrência do açúcar antilhano → queda dos preços do


açúcar brasileiro → grave crise econômica em Portugal.
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes
Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk
Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves
Preparação de texto: Mitsue Morrisawa
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012
A mineração no
Brasil colonial
Portugal enfrentava
problemas econômicos

O açúcar brasileiro enfrentava a Perda de possessões no


concorrência antilhana Oriente e na África

Grave crise econômica

A Coroa passou a estimular a procura


por metais preciosos na colônia

 Busca de índios
Bandeiras: para escravização
Entradas: expedições
oficiais de exploração expedições armadas Objetivos  Combate às
organizadas em geral revoltas indígenas
do interior da colônia
por particulares  Destruição de
paulistas quilombos
 Procura por
metais preciosos
As bandeiras dos séculos XVII e XVIII
BANDEIRAS DOS SÉCULOS XVII E XVIII

CARTOGRAFIA: ERICSON GUILHERME LUCIANO


330 km

Fonte: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: FAE, 1991, p. 24.


Os ataques às missões
 Missões jesuítas espanholas no sul: terras dos atuais
estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e
Mato Grosso do Sul, além de áreas da Argentina e do
Paraguai.

 Nessas missões, os índios eram evangelizados,


principalmente por meio do canto e do teatro. Cultivavam
a terra, criavam gado, faziam artesanato.

 As bandeiras paulistas atacaram as missões em busca de


índios para trabalhar como escravos, principalmente nas
lavouras paulistas.

 Após sucessivas investidas paulistas, muitas missões


jesuíticas foram destruídas.
A exploração aurífera
 Os bandeirantes descobriram ouro na região do Rio das
Velhas por volta de 1695 → a partir daí ocuparam-se
várias áreas em Minas, Mato Grosso e Goiás.

 Iniciou-se um processo acelerado de urbanização nas


áreas próximas às minas descobertas.

 O grande afluxo de pessoas para a região e a escassez de


gêneros de subsistência causaram graves crises de fome.

 Com o tempo, a escassez de alimentos foi reduzindo com


o cultivo de roças de subsistência, a diversificação das
atividades econômicas e o comércio de produtos vindos
de outras regiões da colônia.
A exploração aurífera
 A Coroa organizou rapidamente um sistema de exploração
das minas:
• Distribuição das datas → privilégio aos grupos mais ricos.
• Criação da Intendência de Minas (1702) → responsável pela
cobrança dos tributos, policiamento e justiça local.

 As formas de arrecadação variaram com o tempo,


destacando-se:
• O quinto → 20% do metal extraído cabia à Coroa.
• A capitação → cobrança de um imposto por cabeça de escravo
maior de 12 anos.
• A derrama → cobrança de impostos atrasados ou
extraordinários.

 Em 1725, a Coroa instalou a primeira Casa de Fundição –


onde o ouro seria fundido, tributado e transformado em barras.
A Guerra dos Emboabas
 Guerra dos Emboabas (1708-1709) → conflito entre
paulistas e outros colonos, principalmente portugueses, pelo
controle da região das minas.

 Os paulistas exigiam o direito exclusivo sobre as lavras


concedidas pela Coroa.

 Resultado do confronto:

• Derrota dos paulistas.


• Criação da Capitania de São Paulo e das Minas de Ouro.
• Os paulistas avançam mais para o interior em busca de
novas minas de ouro → descoberta de novas jazidas em
Mato Grosso e Goiás → ampliação da América portuguesa.
A extração de diamantes
 Os diamantes foram descobertos na região da Comarca de
Serro Frio, no norte das Minas Gerais. Para garantir um controle
eficiente da região, a Coroa criou o Distrito Diamantino.

 As regras para a exploração de diamantes tiveram três


momentos:

• Intendência dos Diamantes (a partir de 1734) → semelhante


ao do ouro nas minas → concessão de datas e cobrança do
quisto.
• Contratos de Monopólio (1740-1771) → um contratador tinha
o monopólio da exploração.
• Real Extração (depois de 1771) → quando a Coroa assumiu
o controle direto da atividade no Distrito.
Cálculo aproximado da produção de ouro em Minas
Gerais, Goiás e Mato Grosso no século XVIII (kg)

Anos Minas Gerais Goiás Mato Grosso


1730-1734 7.500 1.000 500
1735-1739 10.637 2.000 1.500
1740-1744 10.047 3.000 1.100
1745-1749 9.712 4.000 1.100
1750-1754 8.780 5.880 1.100
1755-1759 8.016 3.500 1.100
1760-1764 7.399 2.500 600
1765-1769 6.659 2.500 600
1770-1774 6.179 2.000 600
1775-1779 5.518 2.000 600
1780-1784 4.884 1.000 400
1785-1789 3.511 1.000 400
1790-1794 3.360 750 400
1795-1799 3.249 750 400
Fonte: PINTO, Virgílio Noya. O ouro brasileiro e o comércio anglo-português. São Paulo: Nacional, 1979.
Os rebeldes da colônia

Revoltas coloniais
(séculos XVII e XVIII)

Revoltas com caráter regional, Revoltas com caráter separatista,


que contestavam aspectos da buscando o rompimento
política metropolitana com a metrópole

Revolta de Guerra dos Revolta de Conjuração Conjuração


Beckman Mascates Vila Rica Mineira Baiana
(1684) (1710-1711) (1720) (1789) (1798)
Os rebeldes da colônia
REVOLTAS COLONIAIS

CARTOGRAFIA: ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL


350 km

Fonte: Isto É Brasil, 500 anos: atlas histórico. São Paulo: Três, 1998.
A Revolta de Beckman
 O estado do Maranhão sofria no século XVII →
desabastecimento de gêneros alimentícios, manufaturados
e escravos.

 A Coroa criou então a Companhia Geral de Comércio do


Maranhão, que deveria abastecer a região → mas surgiram
problemas:

• A Companhia impôs uma política de preços que prejudicava


os colonos.
• Os produtos e escravos enviados para a região eram
insuficientes.

 Em 1684 explode a revolta liderada pelos irmãos Beckman.


A Revolta de Beckman
 Os rebeldes tomaram o depósito, aboliram o monopólio
da Companhia e formaram um Governo Provisório.

 A Coroa negociou com os sublevados, determinou o fim


do monopólio da Companhia e nomeou um novo governador
para o Maranhão → depois prendeu os líderes
e executou Manuel Beckman em 1685.

 Os monopólios e taxas que tinham sido abolidos foram


restabelecidos.
A Guerra dos Mascates
 Durante a invasão holandesa, Recife foi escolhida
para sede da administração e recebeu diversas melhorias
e infraestrutura, o que não ocorreu com Olinda.

 Segunda metade do século XVII → concorrência do açúcar


antilhano → queda nos preços do açúcar brasileiro →
→ endividamento dos senhores do engenho de Olinda com os
comerciantes de Recife.

 1709 → Recife foi elevada à categoria de vila → a aristocracia


de Olinda não aceita e inicia-se a revolta.

 A aristocracia de Olinda ocupa Recife → os comerciantes de


Recife retomam a cidade com o apoio de outras capitanias.

 1711 → O novo governador nomeado pela Coroa ordenou a


prisão dos líderes olindenses e manteve Recife como vila.
A Revolta de Vila Rica
 A Coroa decretou, em 1719, a instalação das Casas
de Fundição na área mineradora → objetivos:

• Ampliar o controle sobre a atividade nas minas.


• Cobrar o quinto e evitar o contrabando.

 Os colonos se rebelaram contra essas leis, liderados pelo


minerador português Filipe dos Santos.

 Os rebeldes publicaram um documento no qual denunciavam


a corrupção dos funcionários da Coroa e exigiam o
fechamento das Casas de Fundição.

 O governador da capitania reprimiu rapidamente o


movimento → os rebeldes foram presos e Filipe dos Santos
foi condenado à morte e executado.
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes
Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk
Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves
Preparação de texto: Mitsue Morrisawa
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012
Religião e sociedade na
América portuguesa
Evangelização e Inquisição
 Um dos objetivos mais importantes da colonização
portuguesa era a expansão da fé católica.

 Aliança entre o Estado e a Igreja → defesa de


interesses comuns → colonização das terras americanas
e evangelização de africanos e indígenas.

 Por isso, o projeto de catequização do indígena esteve


presente nas intenções portuguesas desde a carta
de Pero Vaz de Caminha.
Evangelização e Inquisição
 A partir da Reforma Protestante (1517), a Igreja Católica
reativou o Tribunal do Santo Ofício → criado para
combater as heresias. Depois da Reforma, também
assumiu a tarefa de impedir o avanço do protestantismo.

 O Tribunal não foi instalado no Brasil, mas promoveu


visitas esporádicas e perseguiu principalmente os
chamados cristãos-novos e os judeus.

 A denúncia era prática comum entre os cristãos → o


acusado era julgado e podia ser condenado à morte.

 As punições variavam: degredo, prisão, confisco de bens


e até condenação à morte.
Religiosidade popular na colônia
 A religiosidade no Brasil colonial expressava a diversidade
étnica da população → portugueses, indígenas e africanos
de diferentes povos e culturas.

 As irmandades leigas foram muito importantes na


expressão dessa religiosidade popular:

• Eram sedes de devoção e de assistência social.


• Na região das minas, a participação em uma irmandade
era condição necessária para a inclusão na sociedade.
• As irmandades financiaram a construção de diversas
capelas e igrejas → fundamentais para o advento do
Barroco mineiro.
Uma festa religiosa

REPRODUÇÃO - FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, RIO DE JANEIRO


Festa de Nossa Senhora do Rosário, 1835, de Johann Moritz Rugendas.
Gravura retirada da obra Viagem pitoresca através do Brasil. A Ordem
Terceira do Rosário dos Pretos era uma irmandade religiosa de negros.
O Barroco mineiro
Escultura: destaque
para a obra de
Antônio Francisco
Lisboa, o Aleijadinho
Características do
Barroco mineiro
Pintura: destaque
para a obra
de Manuel da
Costa Ataíde

Uso de Colunas
Pinturas alegóricas, Torres
pedra-sabão brancas
multicoloridas e de laterais
para as ornamentadas
efeitos ilusionistas cilíndricas
esculturas com ouro
O Barroco mineiro

ALEX SALIM - MUSEU DO OURO, SABARÁ


Santana mestra, escultura de Aleijadinho, c. 1780. Madeira dourada policromada.
O Barroco mineiro

DORIVAL MOREIRA/SAMBAPHOTO
Fachada da igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto, Minas Gerais. Foto de 2007.
Tipos de família na colônia
 Na colônia, predominou a família patriarcal
→ caracterizada pela existência do chefe e, em torno dele,
os parentes de sangue, os apadrinhados, amigos, os
agregados e os serviçais e escravos.

 Havia também famílias nucleares, especialmente nas


vilas e cidades, formadas pelo pai, sua esposa e os filhos
legítimos → nesse tipo de família, a figura do pai tem
menos poder.

 Apesar da proibição da Igreja, na colônia existiram


práticas de uniões ilegítimas e separações de casais
→ para a população pobre, a união simples, não oficial,
era o mais comum.
A vida nas cidades coloniais
 As cidades coloniais tinham funções diferentes, dependendo
da região em que se encontravam e das atividades que
nelas eram desenvolvidas.

Os arraiais, as vilas e as cidades da América portuguesa

Na região açucareira: No interior da colônia: Na região das minas:


 Pontos de contato entre  Resultado principalmente  Formam-se em torno
a administração e os da expansão da pecuária. das capelas e nos
proprietários locais.  Povoados surgiram no vales dos rios, perto
 Locais de culto religioso. caminho dos tropeiros. das jazidas.
 Entrepostos comerciais.  Locais para realização de  O status de vila
feiras de animais. garantia a instalação
do aparelho fiscal,
o que interessava
à Coroa.
Os grupos sociais desclassificados
Desclassificados

População da colônia, a
maior parte pobre, sem
condição social definida

Escravos Mulatos e Índios Brancos


libertos mamelucos aculturados pobres

Exerciam pequenos ofícios, esporádicos e incertos

Mulheres: costureiras,
Homens: sapateiros,
lavadeiras, vendedoras,
alfaiates, barbeiros etc.
ambulantes etc.
Setores intermediários e a aristocracia
 Formou-se também um grupo intermediário,
majoritariamente de brancos, o chamado “povo” em Portugal
→ pequenos proprietários, soldados, artesãos, pequenos
comerciantes.

 O comando da sociedade colonial cabia aos senhores de


engenho, aos donos das ricas lavras de mineração, aos
contratadores e aos grandes comerciantes.
O trabalho escravo e a resistência
Escravidão africana no Brasil

Predominante a partir do século XVII


nos campos e cidades

Nos campos: principalmente na Nas cidades:


monocultura de exportação, Na mineração: na  Atividades domésticas
como no caso da cana-de- extração de ouro e  Escravo de ganho:
açúcar, executando diferentes diamantes funções remuneradas
trabalhos  Escravo de aluguel:
alugado a terceiros

Resistência escrava: fugas, rebeliões, recusa


do trabalho, formação de quilombos, realização
de práticas religiosas de origem africana,
suicídios, negociações com os senhores etc.
Possuir escravos: instrumento
de status social

BIBLIOTECA NACIONAL DA AUSTRÁLIA, CANBERRA


Extração de bicho-de-pé, cena no Brasil, c. 1822, pintura de Augustus
Earle. Mesmo os grupos sociais menos abastados podiam ter escravos,
evidência incontestável da sua condição de livres na sociedade colonial.
A “brecha camponesa”
 “Brecha camponesa” → concessão de pequenos lotes
de terra aos escravos para produzir gêneros para a sua
subsistência e para o mercado interno.

 Esse sistema permitia ao senhor minimizar os custos


de manutenção e reprodução da força de trabalho
e possibilitava ao escravo obter recursos para garantir
uma melhor condição de vida.

 A “brecha camponesa” significou mais uma forma de


negociação entre os cativos e os senhores → condição
necessária para a vida em sociedade diante dos grandes
conflitos gerados pelo sistema escravista.
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes
Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk
Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves
Preparação de texto: Mitsue Morrisawa
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012