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1. (Mackenzie 2019) A Confederação de Delos, organizada no século V a. C.

, que chegou a
registrar cerca de 400 políeis gregas, está vinculada
a) à derrota grega nas Guerras Púnicas e à necessidade de unir forças para enfrentarem um
inimigo em comum.
b) à extinção do sistema de produção escravista grego e ao caos econômico que tal fato
determinou.
c) à unificação política das cidades-estados gregas a fim de fazerem frente à invasão
macedônica.
d) à defesa por parte grega do controle comercial do Mediterrâneo ocidental diante da
ascensão persa.
e) à supremacia de Atenas diante das demais cidades gregas após a vitória sobre os
macedônios.

2. (Ufjf-pism 1 2019) Observe os quadrinhos abaixo:

O quadrinho do cartunista Gilmar, publicado em 2010, expõe uma crítica contemporânea ao


que se apresentou como “democracia” na Atenas da antiguidade clássica. Das alternativas
abaixo, qual expressa de modo consistente tal crítica?
a) A apatia da população, que não tinha o hábito de participar das decisões tomadas nas
assembleias dirigidas pelos cidadãos.
b) A contradição envolvendo um ideal democrático e a exclusão real da participação política de
sujeitos considerados “não cidadãos”.
c) A equivalência entre a forma democrática ateniense e a que é utilizada atualmente na
sociedade brasileira desde a Constituição de 1988.
d) A necessidade de se constituir, na sociedade grega da antiguidade, uma forma de
democracia representativa, na qual cada eleitor escolhia seus representantes.
e) O favorecimento sistemático de representantes de partidos políticos que nem sempre
representavam a maioria da população.

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3. (Fatec 2019)

A figura mostra uma tapeçaria funerária produzida no Egito, durante o chamado Período
Helenístico, retratando um homem vestido como grego, posicionado entre dois deuses
egípcios, Osíris e Anúbis.

Assinale a alternativa que explica, corretamente, a fusão das culturas grega e egípcia
representada na tapeçaria.
a) As sucessivas incursões militares empreendidas pela rainha Cleópatra VI nos territórios
gregos proporcionaram o contato dos egípcios com a arte e a filosofia helenística, cuja
concepção estética influenciou a produção dos artesãos do Baixo Egito.
b) Educado por Aristóteles, o faraó Menés, responsável pela unificação dos reinos do Baixo e
do Alto Egito, tornou-se grande admirador da arte e da filosofia gregas, e foi o responsável
pela difusão da cultura helenística em seu império.
c) A política expansionista de Alexandre, o Grande, promoveu o contato dos gregos com outros
povos da Europa, da Ásia e da África, e originou a cultura helenística, caracterizada pela
miscigenação de diversos elementos culturais.
d) Os egípcios tomaram contato com a cultura helenística por meio do comércio com os povos
visigodo, ostrogodo, viking e alano que, partindo do norte da Europa, navegavam até o Nilo
levando produtos de diferentes procedências.
e) Resultado da união política da Grécia e do Egito, por meio do casamento de Alexandre, o
Grande, com Cleópatra VI, a cultura helenística foi imposta, muitas vezes à força, a todos os
súditos do novo império.

4. (Fuvest 2019) (…) o “arco do triunfo” é um fragmento de muro que, embora isolado da
muralha, tem a forma de uma porta da cidade. (...) Os primeiros exemplos documentados são
estruturas do século II a.C., mas os principais arcos de triunfo são os do Império, como os
arcos de Tito, de Sétimo Severo ou de Constantino, todos no foro romano, e todos de grande
beleza pela elegância de suas proporções.

PEREIRA, J. R. A., Introdução à arquitetura. Das origens ao século XXI. Porto Alegre:
Salvaterra, 2010, p. 81.

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Dentre os vários aspectos da arquitetura romana, destaca‐se a monumentalidade de suas
construções. A relação entre o “arco do triunfo” e a História de Roma está baseada
a) no processo de formação da urbe romana e de edificação de entradas defensivas contra
invasões de povos considerados bárbaros.
b) nas celebrações religiosas das divindades romanas vinculadas aos ritos de fertilidade e aos
seus ancestrais etruscos.
c) nas celebrações das vitórias militares romanas que permitiram a expansão territorial, a
consolidação territorial e o estabelecimento do sistema escravista.
d) na edificação de monumentos comemorativos em memória das lutas dos plebeus e do
alargamento da cidadania romana.
e) nos registros das perseguições ao cristianismo e da destruição de suas edificações
monásticas.

5. (Unicamp 2018) Os gregos sentiram paixão pelo humano, por suas capacidades, por sua
energia construtiva. Por isso, inventaram a polis: a comunidade cidadã em cujo espaço
artificial, antropocêntrico, não governa a necessidade da natureza, nem a vontade dos deuses,
mas a liberdade dos homens, isto é, sua capacidade de raciocinar, de discutir, de escolher e de
destituir dirigentes, de criar problemas e propor soluções. O nome pelo qual hoje conhecemos
essa invenção grega, a mais revolucionária, politicamente falando, que já se produziu na
história humana, é democracia.

(Adaptado de Fernando Savater, Política para meu filho. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p.
77.)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a


Grécia Antiga.
a) Para os gregos, a cidade era o espaço do exercício da liberdade dos homens e da tirania
dos deuses.
b) Os gregos inventaram a democracia, que tinha então o mesmo funcionamento do sistema
político vigente atualmente no Brasil.
c) Para os gregos, a liberdade dos homens era exercida na polis e estava relacionada à
capacidade de invenção da política.
d) A democracia foi uma invenção grega que criou problemas em função do excesso de
liberdade dos homens.

6. (Mackenzie 2018) Após a unificação da península Itálica, em 272 a.C, e a vitória contra
Cartago, Roma se tornou uma potência que não parou mais de se expandir. Contudo, para os
plebeus, o expansionismo de Roma ocasionou profundas mudanças sociais, que atingiram,
principalmente, esse grupo social. Analise as afirmativas abaixo.

I. Ao mobilizar para a guerra, os pequenos e médios proprietários plebeus, sem que


recebessem nenhum tipo de remuneração do Estado, por tais serviços, ocasionou a ruína
dos mesmos. Ao retornar para Roma, não tinham recursos financeiros para retomar suas
atividades.
II. A conquista do norte da África e da Sicília e a remessa de suas colheitas de trigo para Roma
fizeram com que o preço do produto despencasse, impossibilitando os proprietários plebeus
de concorrerem com o baixo preço do trigo importado.
III. A solução encontrada pelos pequenos e médios proprietários plebeus para enfrentarem a
crise foi a reconversão das culturas em suas terras: substituíram o trigo e a cevada pelo
plantio e cultivo de vinhas e olivais.

Assinale a alternativa correta.


a) I está correta, apenas.
b) II está correta, apenas.
c) III está correta, apenas.
d) I e II estão corretas, apenas.
e) II e III estão corretas, apenas.

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7. (Unesp 2018)

O mapa do Império Romano na época de Augusto (27 a.C. – 14 d.C.) demonstra


a) a dificuldade das tropas romanas de avançar sobre territórios da África e a concentração dos
domínios imperiais no continente europeu.
b) a resistência do Egito e de Cartago, que conseguiram impedir o avanço romano sobre seus
territórios.
c) a conformação do maior império da Antiguidade e a imposição do poder romano sobre os
chineses e indianos.
d) a iminência de conflitos religiosos, resultantes da tensão provocada pela conquista de
Jerusalém pelos cristãos.
e) a importância do Mar Mediterrâneo para a expansão imperial e para a circulação entre as
áreas de hegemonia romana.

8. (Fgv 2018) A vida privada dos escravos romanos à época do Império é um espetáculo pueril
que se olha com desdém. No entanto, esses homens tinham vida própria; por exemplo,
participavam da religião, e não apenas da religião do lar que, afinal, era o seu: fora de casa, um
escravo podia perfeitamente ser aceito como sacerdote pelos fiéis de alguma devoção coletiva;
podia também se tornar padre dessa Igreja cristã que nem por um momento pensou em abolir
a escravidão. Paganismo ou cristianismo, é possível que as coisas religiosas os tenham atraído
muito, pois bem poucos outros setores estavam abertos para eles. Os escravos também se
apaixonavam pelos espetáculos públicos do teatro, do circo e da arena, pois, nos dias de festa,
tinham folga, assim como os tribunais, as crianças das escolas e... os burros de carga.

(Paul Veyne, O Império Romano. Em: Paul Veyne (org.). História da vida privada v. 1: do
Império Romano ao ano mil, 2009. Adaptado)

A partir da discussão presente no trecho, é correto afirmar:


a) a característica fundante do escravismo romano era a origem étnica, o que fazia com que a
escravização dos povos conquistados e o tráfico nas fronteiras do Império proporcionassem
a grande maioria da mão de obra servil, ao mesmo tempo em que a escravidão entre os
próprios romanos havia caído em desuso desde a crise da República.
b) os escravos na sociedade romana não eram uma coisa, mas seres humanos, na medida em
que até os senhores que os tratavam desumanamente impunham-lhes o dever moral de ser
bons escravos, de servir com dedicação e fidelidade, características necessariamente
humanas; no entanto, esses seres humanos eram igualmente um bem cuja propriedade seu
amo detinha.
c) a escravidão caracterizava as relações de produção em Roma e os escravos, em sua
inferioridade jurídica, desempenhavam uma função produtiva, marcados por um lugar social

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de pobreza, privação e precariedade, estando associados às formas braçais de trabalho e à
produção de bens materiais em uma sociedade altamente hierarquizada.
d) a justificativa moral da escravidão sofreu uma intensa transformação ao longo dos séculos,
de tal forma que a própria sociedade romana passou a questioná-la, tornando mais brandas
as relações escravistas em meio à transformação do cristianismo em religião oficial do
Império, o que contribuiu para o aprofundamento da crise do escravismo.
e) as relações escravistas caracterizaram os tempos da República romana, muito associadas
ao poder dos patrícios, pertencentes à aristocracia de grandes proprietários, mas entraram
em decadência na passagem para o Império, pois os generais que centralizaram o poder
reconheciam na escravidão um mecanismo de enfraquecimento do exército.

9. (Unicamp 2019) Os estudiosos muçulmanos adaptaram a herança recebida dos povos


arabizados. Entre os domínios conquistados pelos muçulmanos estavam a Mesopotâmia e o
antigo Egito, civilizações que desde cedo observaram os fenômenos astronômicos. O estudo
dos fenômenos naturais no Crescente Fértil possibilitou a agricultura e perdurou por milênios.
Nas costas do Mar Egeu, na região da Jônia, surgiram no século VI a.C. as primeiras
explicações dos fenômenos naturais desvinculadas dos desígnios divinos. E as conquistas de
Alexandre permitiram o início do intercâmbio entre o conhecimento grego, de um lado, e o dos
antigos impérios egípcio, babilônico e persa, de outro. Além disso, houve trocas científicas e
culturais com os indianos. O império árabe-islâmico foi, a partir do século VII, o herdeiro desse
legado científico multicultural, ao qual os estudiosos muçulmanos deram seus aportes ao longo
da Idade Média.

(Adaptado de Beatriz Bissio, O mundo falava árabe. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2012, p. 200-201.)

Considerando o texto acima sobre o Islã Medieval e seus conhecimentos, assinale a alternativa
correta.
a) A extensão do território sob domínio islâmico e a liberdade religiosa e cultural implementada
nessas áreas aceleraram a construção de novos conhecimentos pautados na cosmologia
ocidental.
b) A partir do século VII, o avanço dos exércitos islâmicos garantiu a expansão do império de
forma ditatorial sobre antigos núcleos culturais da Índia até as terras gregas do Império
Bizantino, chegando à Espanha.
c) Os conhecimentos sobre os fenômenos naturais construídos pelos mesopotâmicos,
egípcios, macedônicos, babilônicos, persas, entre outros povos, foram ignorados pelo Islã
Medieval, marcado pelo fundamentalismo religioso.
d) A difusão de saberes multiculturais foi uma das marcas do Império árabe-islâmico, sendo ele
a via de transmissão do sistema numérico indiano para o Ocidente e de obras da filosofia
greco-romana para o Oriente.

10. (Mackenzie 2019) “O que se deve chamar de feudalismo ou termo correlato (modo de
produção feudal, sociedade feudal, sistema feudal etc.) é o conjunto da formação social
dominante no Ocidente da Idade Média Central, com suas facetas política, econômica,
ideológica, institucional, social, cultural, religiosa. Em suma, uma totalidade histórica, da qual o
feudo foi apenas um elemento.”

(Franco Júnior, Hilário. A Idade Média: Nascimento do Ocidente. São Paulo, Brasiliense, 2010,
p.88)

Entre os séculos IX e XIII, a Europa ocidental conheceu o auge do modo de produção feudal.
Sobre o feudalismo, é incorreto afirmar que
a) foi resultado de uma lenta transformação, que teve início no final do Império Romano,
passou pelas invasões germânicas e começou a estruturar-se após o período carolíngio.
b) em sua formação, apresenta tanto raízes romanas (Vilas e Colonato) como raízes
germânicas (Comitatus e Beneficium).
c) sua sociedade era composta por três camadas fixas, ou seja, de difícil mobilidade: os
sacerdotes, os guerreiros e os trabalhadores.

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d) a Vassalagem, representada pela relação entre senhores feudais e seus servos, apresenta
como principal característica a fidelidade do vassalo a seu suserano.
e) os servos não eram trabalhadores livres, mas também não eram escravos. Estavam ligados
à terra, não podendo ser retirados dela para serem vendidos.

11. (Fuvest 2019) Os comentadores do texto sagrado (…) reconhecem a submissão da mulher
ao homem como um dos momentos da divisão hierárquica que regula as relações entre Deus,
Cristo e a humanidade, encontrando ainda a origem e o fundamento divino daquela submissão
na cena primária da criação de Adão e Eva e no seu destino antes e depois da queda.

CASAGRANDE, C., A mulher sob custódia, in: História das Mulheres, Lisboa: Afrontamento,
1993, v. 2, p. 122‐123.

O excerto refere-se à apreensão de determinadas passagens bíblicas pela cristandade


medieval, especificamente em relação à condição das mulheres na sociedade feudal. A esse
respeito, é correto afirmar:
a) As mulheres originárias da nobreza podiam ingressar nos conventos e ministrar os
sacramentos como os homens de mesma condição social.
b) A culpabilização das mulheres pela expulsão do Paraíso Terrestre servia de justificativa para
sua subordinação social aos homens.
c) As mulheres medievais eram impedidas do exercício das atividades políticas, ao contrário do
que acontecera no mundo greco-romano.
d) As mulheres medievais eram iletradas e tinham o acesso à cultura e às artes proibido,
devido à sua condição social e natural.
e) A submissão das mulheres medievais aos homens esteve desvinculada de normatizações
acerca da sexualidade.

12. (Ufu 2019) A partir do século XI, observa-se em várias localidades da Europa Ocidental
uma intensificação das atividades comerciais. Dentre os fatores que explicariam esse
“renascimento comercial”, analise as informações abaixo.

I. Uma forte diminuição demográfica, causada pela chamada peste negra e pelas chamadas
invasões bárbaras.
II. O aumento do número de cidades e da intensificação da divisão social do trabalho que
ajudou no desenvolvimento do artesanato.
III. O aumento da atividade bancária como atividade cada vez mais significativa para expansão
do comércio.

Em relação a essas informações, assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.


a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) I, II e III.

13. (Unesp 2018) A migração de Maomé e seus seguidores, em 622, de Meca para Medina
permitiu a consolidação da religião muçulmana que incluía, entre outros princípios,
a) a recomendação de que os muçulmanos não escravizassem ou atacassem outros
muçulmanos, pois eles pertencem à mesma irmandade de fé.
b) a proibição de que os muçulmanos exercessem atividades comerciais, pois o manejo
cotidiano de riquezas era considerado impuro.
c) a proibição de que os muçulmanos visitassem Meca, pois o solo puro e sagrado dessa
cidade deveria permanecer intocado.
d) a recomendação de que os muçulmanos não limitassem seu culto a um só Deus, pois o
criador multiplica-se em diversas formas e faces.
e) a proibição de que os muçulmanos saíssem da Península Arábica, pois eles sofriam
perseguições em outros territórios.

14. (Fuvest 2018) Um grande manto de florestas e várzeas cortado por clareiras cultivadas,
mais ou menos férteis, tal é o aspecto da Cristandade – algo diferente do Oriente muçulmano,

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mundo de oásis em meio a desertos. Num local a madeira é rara e as árvores indicam a
civilização, noutro a madeira é abundante e sinaliza a barbárie. A religião, que no Oriente
nasceu ao abrigo das palmeiras, cresceu no Ocidente em detrimento das árvores, refúgio dos
gênios pagãos que monges, santos e missionários abatem impiedosamente.

J. Le Goff. A civilização do ocidente medieval. Bauru: Edusc, 2005. Adaptado.

Acerca das características da Cristandade e do Islã no período medieval, pode-se afirmar que
a) o cristianismo se desenvolveu a partir do mundo rural, enquanto a religião muçulmana teve
como base inicial as cidades e os povoados da península arábica.
b) a concentração humana assemelhava-se nas clareiras e nos oásis, que se constituíam como
células econômicas, sociais e culturais, tanto da Cristandade quanto do Islã.
c) a Cristandade é considerada o negativo do Islã, pela ausência de cidades, circuitos
mercantis e transações monetárias, que abundavam nas formações sociais islâmicas.
d) o clero cristão, defensor do monoteísmo estrito, combateu as práticas pagãs muçulmanas,
arraigadas nas florestas e nas regiões desérticas da Cristandade ocidental.
e) a expansão econômica islâmica caracterizou-se pela ampliação das fronteiras de cultivo, em
detrimento das florestas, em um movimento inverso àquele verificado no Ocidente medieval.

15. (Unesp 2018) A era feudal tinha legado às sociedades que a seguiram a cavalaria,
cristalizada em nobreza. [...] Até nas nossas sociedades, em que morrer pela sua terra deixou
de ser monopólio de uma classe ou profissão, o sentimento persistente de uma espécie de
supremacia moral ligada à função do guerreiro profissional — atitude tão estranha a outras
civilizações, tal como a chinesa — permanece uma lembrança da divisão operada, no começo
dos tempos feudais, entre o camponês e o cavaleiro.

(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987. Adaptado.)

Segundo o texto, a valorização da ação militar


a) representa a continuidade da estrutura social originária da Idade Média.
b) ultrapassa as barreiras de classe social, igualando os homens medievais.
c) deriva da associação, surgida na Idade Média, entre nobres e cavaleiros.
d) surgiu na Idade Média e é desconhecida nas sociedades modernas.
e) revela a identificação medieval de quem trabalhava com quem lutava.

16. (Enem 2018) A existência em Jerusalém de um hospital voltado para o alojamento e o


cuidado dos peregrinos, assim como daqueles entre eles que estavam cansados ou doentes,
fortaleceu o elo entre a obra de assistência e de caridade e a Terra Santa. Ao fazer, em 1113,
do Hospital de Jerusalém um estabelecimento central da ordem, Pascoal II estimulava a
filiação dos hospitalários do Ocidente a ele, sobretudo daqueles que estavam ligados à
peregrinação na Terra Santa ou em outro lugar. A militarização do Hospital de Jerusalém não
diminuiu a vocação caritativa primitiva, mas a fortaleceu.

DEMURGER, A. Os Cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002 (adaptado).

O acontecimento descrito vincula-se ao fenômeno ocidental do (a)


a) surgimento do monasticismo guerreiro, ocasionado pelas cruzadas.
b) descentralização do poder eclesiástico, produzida pelo feudalismo.
c) alastramento da peste bubônica, provocado pela expansão comercial.
d) afirmação da fraternidade mendicante, estimulada pela reforma espiritual.
e) criação das faculdades de medicina, promovida pelo renascimento urbano.

17. (Fgv 2018) Este documento, do século XIV, encontra-se nos arquivos de Assize, na ilha de
Ely, na Inglaterra: Adam Clymne foi preso como insurgente e traidor de seu juramento e porque
traiçoeiramente com outros celebrou uma insurreição em Ely. Penetrando na casa de Thomas
Somenour onde se apossou de diversos documentos e papéis selados. E ainda, que o mesmo
Adam no momento da insurreição, estava andando armado e oferecendo armas, levando um

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estandarte, para reunir insurgentes, ordenando que nenhum homem de qualquer condição,
livre ou não, deveria obedecer ao senhor e prestar os serviços habituais, sob pena de degola.
O acima mencionado Adam é culpado de todas as acusações. Pela ordem da justiça, o mesmo
Adam foi levado e enforcado.

(Leo Huberman. História da riqueza do homem, 2008. Adaptado)

Considerando o documento, é correto afirmar que, no século XIV,


a) as violentas revoltas e mortes de camponeses foram provocadas pelo desespero em não
conseguir pagar, em dinheiro, aos senhores feudais, as novas taxas e o aumento das já
existentes, além da exigência de mais tempo de trabalho nas reservas senhoriais.
b) as revoltas camponesas aconteceram, tanto na Inglaterra como na França, contra os
cercamentos, que empobreceram os trabalhadores e os obrigaram a deixar a terra pelo não
pagamento do aumento dos aluguéis, o que enriqueceu ainda mais os senhores da terra.
c) a impossibilidade de juntar dinheiro para a compra da terra onde trabalhavam fez com que
muitos camponeses se revoltassem, porque se colocaram contra os senhores que
aumentaram os impostos e exigiram o pagamento de novos; algo considerado ilegal.
d) o recrudescimento da servidão decorria de uma nova estrutura econômica presente na
Inglaterra, onde as pequenas propriedades rurais e os campos comunais perdiam espaço
para os latifúndios produtores de matéria-prima para a nascente indústria.
e) as insurreições camponesas ocorridas na Inglaterra e parte do Norte da Europa decorreram
do rápido processo de dissolução dos laços servis de produção, dirigido por uma nova elite
de proprietários rurais, que detinha forte representação no Parlamento inglês.

18. (Unesp 2017) A Igreja foi responsável direta por mais uma transformação, formidável e
silenciosa, nos últimos séculos do Império: a vulgarização da cultura clássica. Essa façanha
fundamental da Igreja nascente indica seu verdadeiro lugar e função na passagem para o
Feudalismo. A condição de existência da civilização da Antiguidade em meio aos séculos
caóticos da Idade Média foi o caráter de resistência da Igreja. Ela foi a ponte entre duas
épocas.

(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 2016. Adaptado.)

O excerto permite afirmar corretamente que a Igreja cristã


a) tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada quando da
invasão dos bárbaros germânicos.
b) limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas durante o
Feudalismo.
c) manteve-se fiel aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens religiosas
na Idade Média.
d) reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu a
teocracia imperial.
e) combateu o universo religioso do Feudalismo e propagou, em meio aos povos sem escrita, o
paganismo greco-romano.

19. (Fgv 2017) Perante esta sociedade, a burguesia está longe de assumir uma atitude
revolucionária. Não protesta nem contra a autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os
privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que trata é a
conquista do seu lugar. As suas reivindicações não excedem os limites das necessidades mais
indispensáveis.

Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978.

Segundo o texto, é correto afirmar que


a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem lugar; para conquistá-lo,
suas reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer

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comércio, liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a
nobreza e o clero.
b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilégios semelhantes aos da
nobreza e do clero na sociedade moderna; acentuadamente revolucionários, os seus
interesses significam título, terras e servos para garantirem um lugar compatível com sua
riqueza.
c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo de liberdade, protegida da
exploração da nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o
comércio, a justiça e a administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar
na sociedade moderna.
d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses, pois as liberdades, as
leis, a justiça e a administração estão em suas mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o
poder político e econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da servidão e
pelo declínio do comércio.
e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e territorial, a burguesia,
cada vez mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão
econômica e política da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as
transações comerciais na cidade.

20. (Fuvest 2017)

Encontram-se assinaladas no mapa, sobre as fronteiras dos países atuais, as rotas eurasianas
de comércio a longa distância que, no início da Idade Moderna, cruzavam o Império Otomano,
demarcado pelo quadro.

A respeito dessas rotas, das regiões que elas atravessavam e das relações de poder que elas
envolviam, é correto afirmar que
a) a China, com baixo grau de desenvolvimento político e econômico, era exportadora de
produtos primários para a Europa.
b) a Índia era uma economia fracamente vinculada ao comércio a longa distância, em vista da
pouca demanda por seus produtos.
c) a Europa, a despeito do poder otomano, exercia domínio incontestável sobre o conjunto das
atividades comerciais eurasianas.
d) a África Ocidental se encontrava em posição subordinada ao poderio otomano, funcionando
como sua principal fonte de escravos.
e) o Império Otomano, ao intermediar as trocas a longa distância, forçou os europeus a buscar
rotas alternativas de acesso ao Oriente.

21. (Mackenzie 2016) Ao analisar a estrutura do trabalho, durante a Alta Idade Média, Leo
Huberman afirmou:

“O camponês era, então, um escravo? Na verdade, chamava-se de ‘servos’ a maioria dos


arrendatários, da palavra latina servus, que significa ‘escravo’. Mas eles não eram escravos, no

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sentido que atribuímos à palavra, quando a empregamos”.
Leo Huberman. História da riqueza do homem. 21ª ed.
Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1986, p. 06.

Considerando os trabalhadores durante o período considerado, a distinção principal, notada


pelo autor, decorre
a) da obtenção de proteção, oferecida pelo senhor aos seus servos que, em troca, prestavam o
juramento de fidelidade ao dono da terra, dentro das relações de suserania e vassalagem.
b) das especificidades do trabalho naquele período, em que os servos deviam obrigações ao
senhor da propriedade, não podendo ser vendidos ou trocados, já que estavam vinculados à
terra.
c) das formas diferentes de se lidar com a mão de obra, já que, na Idade Média, o servo podia
ser vendido ou trocado a qualquer momento, condição inexistente com os escravos.
d) da concepção diferenciada sobre o tratamento dado aos trabalhadores, mais amena em
relação aos servos, e de extrema crueldade em relação aos escravos e suas respectivas
famílias.
e) dos diferentes vínculos estabelecidos entre o trabalhador e o senhor da terra: o escravo
estava preso ao seu proprietário, já os servos eram homens livres, que podiam escolher a
proteção de um senhor menos cruel.

22. (Ufjf-pism 1 2019) Leia atentamente o relato sobre a situação dos judeus na Península
Ibérica escrito entre 1494 e 1495 pelo médico alemão Jerónimo Munzer quando este esteve
em Lisboa:

“Os Judeus de Lisboa são riquíssimos, cobram os tributos reais, que arremataram ao Rei. São
insolentes com os cristãos. Têm muito medo da proscrição, pois o Rei de Espanha ordenou ao
Rei de Portugal que expulsasse os marranos* e da mesma forma os judeus, aliás teria guerra
com ele. O Rei de Portugal, fazendo a vontade ao de Espanha, ordenou que antes do Natal
saíssem do reino todos os marranos. Eles fretaram a nau Rainha, belíssimo navio, e no meado
de Dezembro irão para Nápoles; aos Judeus, porém, deu o Rei o prazo de dois anos para
assim os expulsar do reino menos violentamente. Em vista disso os judeus vão-se retirando
sem demora e procuram no estrangeiro lugares próprios para a sua residência.”

(MUNZER, Jerónimo. Viagem por Espanha e Portugal nos anos de 1494 e 1495.)

* Judeus convertidos obrigatoriamente ao cristianismo.

Sobre as perseguições aos judeus na Idade Moderna europeia é CORRETO afirmar que:
a) Os judeus foram expulsos dos territórios da Península Ibérica por serem pobres e
dependerem da ajuda real para sobreviverem.
b) Aqueles que se converteram ao protestantismo, religião oficial dos monarcas, foram
autorizados a permanecerem no território ibérico.
c) O contexto de perseguição religiosa levado à frente pela Inquisição produziu a
desterritorialização de milhares de descendentes de judeus, convertidos ou não à fé católica.
d) Dentre as acusações que pesavam sobre os judeus e que motivaram sua expulsão da
Península Ibérica estavam o uso de práticas pagãs e a leitura do Alcorão.
e) Diferentemente do rei português, os monarcas espanhóis foram tolerantes com as práticas
religiosas dos judeus.

23. (Enem 2019) A ocasião fez o ladrão: Francis Drake travava sua guerra de pirataria contra a
Espanha papista quando roubou as tropas de mulas que levavam o ouro do Peru para o
Panamá. Graças à cumplicidade da rainha Elizabeth I, ele reincide e saqueia as costas do
Chile e do Peru antes de regressar pelo Oceano Pacífico, e depois pelo Índico. Ora, em
Ternate ele oferece sua proteção a um sultão revoltado com os portugueses; assim nasce o
primeiro entreposto inglês ultramarino.

FERRO, M. História das colonizações. Das colonizações às independências. Séculos XIII a XX.
São Paulo: Cia. das Letras, 1996.

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A tática adotada pela Inglaterra do século XVI, conforme citada no texto, foi o meio encontrado
para
a) restabelecer o crescimento da economia mercantil.
b) conquistar as riquezas dos territórios americanos.
c) legalizar a ocupação de possessões ibéricas.
d) ganhar a adesão das potências europeias.
e) fortalecer as rotas do comércio marítimo.

24. (G1 - cps 2019) Quando na mesma pessoa, ou no mesmo órgão de governo, o poder
Legislativo está unido ao poder Executivo, não existe liberdade […] E também não existe
liberdade se o poder Judiciário (poder de julgar) não estiver separado do poder Legislativo
(poder de fazer as leis) e do poder Executivo (poder de executar, de por em prática as leis.)

Montesquieu, O espírito das leis, 1748. In: FREITAS, G. de; 900 textos e documentos de
História. Lisboa: Plátano, 1978. V. III, p.24

Político, filósofo e escritor, o Barão de Montesquieu (1689–1755) se notabilizou por sua teoria
sobre a separação dos poderes, que organiza o funcionamento de muitos dos Estados
modernos até a atualidade.

Ao formular sua teoria, Montesquieu criticou o regime absolutista e defendeu a divisão do


governo em três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – como forma de
a) garantir a centralização do poder monárquico e a vontade absoluta dos reis, bem como
defender os interesses das classes dominantes.
b) desestabilizar o governo e enfraquecer o Judiciário, bem como garantir a impunidade dos
crimes cometidos pelos mais pobres.
c) evitar a concentração de poder e os abusos dos governantes, bem como proteger as
liberdades individuais dos cidadãos.
d) estabilizar o governo e fortalecer o Executivo, bem como liberar as camadas subalternas da
cobrança de impostos.
e) fortalecer o povo e eliminar os governos, bem como eliminar as formas de punição
consideradas abusivas.

25. (Mackenzie 2019) O processo de emancipação política dos EUA esteve relacionado ao
avanço do capitalismo na Inglaterra, à expansão dos princípios liberais, à rivalidade anglo-
francesa e ao próprio desenvolvimento das Treze Colônias. Portanto, a aceleração do processo
de ruptura entre a metrópole inglesa e suas colônias americanas deveu-se
a) às tentativas de expansão francesa na América do Norte e ao apoio recebido por parte dos
colonos residentes na região e das tribos indígenas, simpatizantes dos franceses.
b) ao natural desenvolvimento de um processo, próprio das colônias de povoamento, que
sempre pautaram sua existência em uma enorme autonomia perante à metrópole inglesa.
c) às tentativas inglesas de aprofundar os laços de dominação colonial e à reação dos colonos
americanos diante das medidas fiscais e administrativas que anulavam sua relativa
autonomia.
d) ao desenvolvimento das práticas liberais dentro da economia metropolitana e à divulgação
de princípios que combatiam o monopólio colonial, assim como a permanência da
escravidão.
e) à tentativa inglesa de abolir a utilização da mão de obra escrava em suas colônias
americanas e também de bloquear o contato comercial dos seus colonos nas Antilhas.

26. (Mackenzie 2019) A Revolução Industrial, que ocorreu no final do século XVIII, e início do
século XIX, enquanto processo global às sociedades ocidentais, pode ser caracterizada como
sendo
a) os aperfeiçoamentos da máquina a vapor, aplicados sobretudo na produção têxtil e
metalúrgica, que eram superior à força da água, do vento, do animal e do homem. A grande
mudança é que as ferramentas não somente auxiliam o trabalho humano mas também o
substituem.

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b) o conjunto de descobertas e a evolução tecnológica em que as ferramentas, que desde a
Pré-História são fundamentais para o trabalho humano, são aperfeiçoadas graças ao uso da
força hidráulica e a eólica, nunca antes utilizadas na produção de bens materiais.
c) a utilização e dinamização de outros setores da economia, como o têxtil e o metalúrgico,
graças à utilização de novas fontes de energia, como os derivados do petróleo (diesel e
gasolina) e da energia hidráulica.
d) a reunião de todas as invenções, que desde a Renascença com a divisão do trabalho nas
corporações de ofício e a utilização de ferramentas na produção de liga de metal,
possibilitaram o surgimento das fábricas.
e) o conjunto de medidas, que possibilitaram que o trabalho humano fosse totalmente
substituído em todas as fases do processo produtivo pela força mecânica, graças ao forte
intervencionismo e ao apoio estatal da Inglaterra.

27. (Unesp 2019) Um homem transporta o fio metálico, outro endireita-o, um terceiro corta-o,
um quarto aguça a extremidade, um quinto prepara a extremidade superior para receber a
cabeça; para fazer a cabeça são precisas duas ou três operações distintas; colocá-la constitui
também uma tarefa específica, branquear o alfinete, outra; colocar os alfinetes sobre o papel
da embalagem é também uma tarefa independente. [...] Tive ocasião de ver uma pequena
fábrica deste tipo, em que só estavam empregados dez homens, e onde alguns deles,
consequentemente, realizavam duas ou três operações diferentes. Mas, apesar de serem
muito pobres, e possuindo apenas a maquinaria estritamente necessária, [...] conseguiam
produzir mais de quarenta e oito mil alfinetes por dia. Se dividirmos esse trabalho pelo número
de trabalhadores, poderemos considerar que cada um deles produz quatro mil e oitocentos
alfinetes por dia; mas se trabalhassem separadamente uns dos outros, e sem terem sido
educados para este ramo particular de produção, não conseguiriam produzir vinte alfinetes,
nem talvez mesmo um único alfinete por dia.

(Adam Smith. Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, 1984.)

O texto, originalmente publicado em 1776, demonstra


a) o avanço tecnológico representado pelo surgimento da fábrica na Inglaterra, relacionando a
riqueza com o aprimoramento científico e o trabalho simultâneo de milhares de operários.
b) o crescimento do mercado consumidor e a maior velocidade na distribuição das mercadorias
inglesas, destacando o vínculo entre riqueza e uma boa relação entre oferta e procura.
c) a força crescente dos sindicatos e das federações de trabalhadores na Inglaterra,
enfatizando o princípio marxista de que apenas o trabalho permite a geração de riqueza.
d) a produtividade do artesanato e o conhecimento da totalidade do processo produtivo pelos
trabalhadores ingleses, relacionando a noção de riqueza ao acúmulo de metais nobres.
e) a disciplina no trabalho e o parcelamento de tarefas presentes nas manufaturas e fábricas
inglesas, associando o crescimento da riqueza à produtividade do trabalho.

28. (Fuvest 2019) Sob qualquer aspecto, este [a Revolução Industrial] foi provavelmente o
mais importante acontecimento na história do mundo, pelo menos desde a invenção da
agricultura e das cidades. E foi iniciado pela Grã‐Bretanha. É evidente que isto não foi
acidental.
Eric Hobsbawm, A Era das Revoluções. São Paulo: Paz e Terra, 2005. 19ª edição, p. 52.

A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra nos decênios finais do século XVIII,


a) deveu‐se ao pioneirismo científico e tecnológico dos britânicos, aliado a uma grande oferta
de mão de obra especializada e a uma política estatal pacifista e voltada para o comércio.
b) originou‐se das profundas transformações agrárias expressas pela concentração fundiária,
perda da posse da terra pelo campesinato e formação de uma mão de obra assalariada.
c) vinculou-se à derrocada da aristocracia e à ascensão da burguesia, orientada pela política
mercantilista e sintetizada na filosofia de Adam Smith.
d) resultou da supressão de leis protecionistas de inspiração mercantilista e do combate ao
tráfico negreiro, com vistas à conquista de mercados externos consumidores.
e) decorreu da ampla difusão de um ideário Ilustrado, o qual teria promovido aquilo que o
sociólogo alemão Max Weber descreve como o “espírito do capitalismo”.

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29. (Mackenzie 2019)

A charge acima de 1789, criticando a ordem social na França, circulou no país, durante o
período da Revolução Francesa. O título da charge, que se lê abaixo da imagem, dizia: “Você
deve esperar que este jogo acabe em breve” sugeria, justamente, que a situação iria mudar,
porque
a) a burguesia assumiu a liderança do processo revolucionário, pois via a necessidade da
Revolução como meio para derrubar as estruturas do Antigo Regime, inapropriadas para o
pleno desenvolvimento capitalista.
b) as obras dos filósofos iluministas denunciavam as injustiças sociais que estavam ocorrendo
na França, contando com grande alcance popular, além de projeção internacional, o que
levou alguns países a apoiarem a causa, fator decisivo para o sucesso da Revolução
Francesa.
c) o reinado Luís XVI, após a participação em diversas guerras, como no conflito pela
independência dos Estados Unidos, encontrava-se diante de uma insolúvel crise financeira e
não desejava mais arcar com as despesas do Primeiro e Segundo Estado.
d) o Primeiro e o Segundo Estados detinham todos os privilégios, uma vez que a sociedade
francesa do século XVIII era estratificada. Eles se uniram contra o Terceiro Estado, exigindo
durante a Reunião dos Estados Gerais, em 1789, o voto individual.
e) somente o Terceiro Estado, composto pela burguesia, no Antigo Regime, contrapunha-se
aos privilégios das classes parasitárias. Apenas essa classe pagava impostos abusivos ao
clero e à nobreza decadente.

30. (Espm 2019) No dia do golpe, 9 de novembro, a sucessão dos eventos é fulminante. Os
episódios têm início já às 5 horas da manhã quando as convocações para uma reunião
urgente, às 7, são expedidas aos anciãos (excetuados os poucos inclinados ao golpe). Às 6,
Talleyrand preparava a carta de demissão do diretor Barras; às 7, um magote de oficiais se
acotovela nas portas da casa de Napoleão, que lhes fala da situação difícil do país (...)

Na cidade, vendem-se por toda parte panfletos que apresentam Napoleão como o salvador.

(Carlos Guilherme Mota. A Revolução Francesa)

O cenário descrito no texto deve ser relacionado com:


a) o Período do Terror, ocorrido durante a Revolução Francesa;
b) o Grande Medo, processo de violência desencadeado por camponeses, durante a
Revolução Francesa;
c) o Golpe do 9 Termidor, quando a alta burguesia reassumiu o poder através dos girondinos;
d) a implantação da Monarquia hereditária, quando Napoleão se fez proclamar imperador;
e) o Golpe do 18 Brumário, quando a burguesia encontra o braço forte armado para consolidar
os seus interesses.

31. (Fuvest 2019) É difícil acreditar que a Revolução Francesa teria sido muito diferente,

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mesmo que a Revolução Americana nunca tivesse acontecido. É fácil mostrar que os
americanos não tentaram uma semelhante ruptura substancial com o passado, como fizeram
os franceses. No entanto, (...) as duas revoluções foram muito parecidas.
Robert R. Palmer, The Age of The Democratic Revolution: The Challenge, Princeton, Princeton
University Presse, vol. I, 1959, p.267.

Com base no texto e em seus conhecimentos acerca da Revolução Francesa e do


revolucionário processo de independência dos Estados Unidos, assinale a afirmação correta.
a) A revolução norte-americana repercutiu pouco nos movimentos liberais da Europa e, mesmo
na França da época da Ilustração, seu impacto foi mais de ordem econômica do que política.
b) O processo de independência dos Estados Unidos foi marcado pela ausência de divisões
internas entre os colonos e pela exclusão das camadas populares da sociedade no processo
político.
c) O processo de independência dos Estados Unidos foi consumado pela redação de uma
Constituição, cuja elaboração ficou a cargo de notáveis, que representavam os interesses
das classes proprietárias.
d) A guerra da independência norte-americana caracterizou-se pela ausência de radicalismo
político e social, o que se deveu à menor penetração dos ideais Ilustrados nos últimos anos
do período colonial.
e) A revolução norte-americana repercutiu não só na Ilustração europeia e na Revolução
Francesa, como demonstrou de modo teórico e prático a viabilidade de um grande Estado
republicano e democrático.

32. (Unicamp 2019) Antes de Copérnico, Kepler e Galileu, os cosmólogos elaboravam


sistemas que representavam os corpos celestes por meio de esferas encaixadas umas nas
outras, propostas e desenvolvidas por Eudoxo e Aristóteles, de modo a distinguir os mundos
celeste e terrestre. É nesse contexto, caracterizado pela tese de que o cosmo é composto de
dois mundos distintos (céu e Terra), e pelo axioma platônico, que deve ser entendido o
conteúdo da carta de Kepler (1604). Ele apresenta uma etapa do processo de rompimento com
essa distinção e com o axioma platônico. Na carta, Kepler apresenta os procedimentos para
obter as duas primeiras leis dos movimentos planetários. A importância disso é tão grande que
a segunda lei aparece antes da primeira, e a lei das áreas só se torna operante numa órbita
elíptica, não podendo ser aplicada às órbitas circulares sem produzir discrepâncias com
relação aos dados observacionais de Tycho Brahe.

(Adaptado de Claudemir Roque Tossato, Os primórdios da primeira lei dos movimentos


planetários na carta de 14 de dezembro de 1604 de Kepler a Mästlin. Scientiae Studia, São
Paulo, v. 1, n. 2, p. 199-201, jun. 2003.)

Considerando o contexto histórico descrito e as leis físicas apresentadas por Kepler, assinale a
alternativa correta.
a) Copérnico, Kepler e Galileu fazem parte da chamada Revolução Científica que rompe com
leituras especulativas do Universo, baseadas em premissas aristotélicas e tomistas, e
propõe análises empiristas do mundo natural. O conceito de órbitas circulares para o
movimento dos planetas em torno do Sol, em que a distância entre o planeta e o Sol
permanece constante durante o movimento, foi abandonado por Kepler.
b) A Revolução Científica da época Moderna propõe a ruptura com o ideal divino, sendo, por
isso, combatida pela Igreja Católica, que defendia a orquestração divina sobre o mundo
humano e natural. O conceito de órbitas circulares para o movimento dos planetas em torno
do Sol, em que a distância entre o planeta e o Sol é variável durante o movimento, foi
abandonado por Kepler.
c) Copérnico, Kepler e Galileu foram perseguidos pela Igreja Católica do período Moderno, por
representarem o questionamento dos ideais medievais sobre a organização do céu e da
Terra e sobre a onipresença divina. O conceito de órbitas circulares para o movimento dos
planetas em torno do Sol, para as quais a distância entre o planeta e o Sol é variável durante
o movimento, foi abandonado por Kepler.
d) A Revolução Científica da época Moderna, incentivada pela Igreja Católica, propõe a
manutenção do antropocentrismo medieval, associado aos conhecimentos empíricos para a

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leitura e representação do mundo natural. O conceito de órbitas circulares para o movimento
dos planetas em torno do Sol, para as quais a distância entre o planeta e o Sol permanece
constante durante o movimento, foi abandonado por Kepler.

33. (Espcex (Aman) 2019) No período do Renascimento, ocorreram mudanças significativas


na produção cultural europeia. Considerando:

I. o desenvolvimento da Teoria do Heliocentrismo


II. o desenvolvimento da imprensa
III. a estratificação da sociedade
IV. a ação dos mecenas

Assinale abaixo o item que apresenta os aspectos que influenciaram o aumento da produção
cultural renascentista, assim como da sua qualidade.
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV

34. (Unicamp 2019) Leia o texto a seguir e observe a figura do Homem Vitruviano.

Ao longo da vida, cada vez mais, Leonardo da Vinci passou a perceber que a matemática era a
chave para transformar suas observações em teorias. Não existe certeza na ciência em que a
matemática não possa ser aplicada, declarou.
(Adaptado de Walter Isaacson, Leonardo da Vinci. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017, p. 52.)

Assinale a alternativa que expressa adequadamente a correlação entre o texto e a imagem.


a) Figura emblemática do Renascimento, Leonardo da Vinci destaca-se pela sua obra pictórica
e por seu desenho do Homem Vitruviano. Para ele, arte e ciência se baseavam nas relações
análogas entre homem e natureza preconizadas pela alquimia.
b) O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci condensa uma série de estudos do artista, e
mesmo a leitura de uma cópia manuscrita da obra de Vitrúvio. O desenho sintetiza uma
relação harmônica entre homem e mundo pautada pela analogia geométrica.
c) Na linhagem dos artistas-arquitetos-engenheiros renascentistas, Leonardo da Vinci dedicou-
se ao estudo da perspectiva e especialmente da aritmética, buscando harmonizar as
relações entre o homem e Deus no Homem Vitruviano.
d) Leitor assíduo da física newtoniana, Leonardo da Vinci reconhecia que tanto a aritmética
quanto a geometria poderiam ser usadas na arte, arquitetura e engenharia. Na elaboração
do desenho do Homem Vitruviano, ele comprovou esta hipótese.

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35. (Unicamp 2018) Na formação das monarquias confessionais da Época Moderna houve
reforço das identidades territoriais, em função de critérios de caráter religioso ou confessional.
Simultaneamente, houve uma progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através
de medidas de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição das
estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela homogeneização da fé
dentro de um território político, a Igreja cumpria também papel fundamental na formação do
Estado moderno por meio de seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos.

(Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-1700. Lisboa: Livros


Horizonte, 2006, p.52.)

Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa Moderna, assinale a


alternativa correta.
a) Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas repressivas em
relação às dissidências religiosas que poderiam ameaçar tal unidade.
b) Monarquias confessionais são aquelas unidades políticas nas quais havia a convivência
pacífica de duas ou mais confissões religiosas, num mesmo território.
c) São consideradas monarquias confessionais os territórios protestantes que se mostravam
mais propícios ao desenvolvimento do capitalismo comercial, tornando-se, assim, nações
enriquecidas.
d) As monarquias confessionais contavam com a instituição do Tribunal do Santo Ofício da
Inquisição em seu território, uma forma de controle cultural sobre religiões politeístas.

36. (Espcex (Aman) 2018) No início do século XIV, a China era a maior potência mundial e
empenhava-se intensamente na expansão marítima e comercial, chegando à Índia, quase um
século antes de Cabral. Os chineses estiveram no sul da África Oriental e no Mar Vermelho,
enquanto os portugueses mal iniciavam sua exploração na costa norte da África. Entretanto,
antes de 1440, a expansão marítima chinesa estagnou. Aponte, dentre as opções abaixo,
aquela que apresenta a causa para o sucesso da exploração marítima portuguesa.
a) O fato de os portugueses não terem desenvolvido tecnologias relacionadas à navegação
ultramarina não afetou suas ações exploratórias.
b) Em Portugal, a centralização monárquica só ocorreria no final do Século XIII, sendo este fato
de pouca influência no processo exploratório dos portugueses além-mar.
c) As finanças portuguesas não estavam estabilizadas e dificultaram os investimentos
necessários para os projetos relacionados às navegações, o que fez com que D. Henrique
procurasse financiamento público com os soberanos espanhóis.
d) Portugal, apesar da guerra de emancipação política com a Espanha, manteve a busca por
conhecimento para a consecução das grandes navegações.
e) Em Portugal, as explorações foram conduzidas com recursos de empresas comerciais
privadas e apoio governamental.

37. (Famerp 2018) No livro Investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações,
publicado em 1776, Adam Smith argumentou que um agente econômico, procurando o lucro,
movido pelo seu próprio interesse, acaba favorecendo a sociedade como um todo. Esse ponto
de vista é um dos fundamentos
a) do liberalismo, que dispensou a regulamentação da economia pelo Estado.
b) do utilitarismo, que defendeu a produção especializada de objetos de consumo.
c) do corporativismo, que propôs a organização da sociedade em grupos econômicos.
d) do socialismo, que expôs a contradição entre produção e apropriação de riqueza.
e) do mercantilismo, que elaborou princípios de protecionismo econômico.

38. (Usf 2018) Conhecido como o século das Luzes ou do Iluminismo, o século XVIII foi
marcado por um movimento do pensamento europeu (ocorrido mais especificamente na
segunda metade do século XVIII) que abrangeu o pensamento filosófico e gerou uma grande
revolução nas artes (principalmente na literatura), nas ciências, nos costumes, na teoria política
e na doutrina jurídica. O Iluminismo também se distinguiu pela centralidade da ciência e da
racionalidade crítica no questionamento filosófico.

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Disponível em: <https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/15543/15543_3.pdf>. Acesso em:
12/09/2017.

Tomando como base o contexto abordado, podemos afirmar corretamente que


a) o liberalismo econômico deu ênfase à economia mercantilista, na qual o Estado seria
responsável pela regulamentação de preços e mercados para evitar abusos que
prejudicariam a população.
b) a Escola Fisiocrata sustentou a ideia de que existem leis naturais regendo a sociedade, mas
que poderiam ser alteradas pelo bem da humanidade, e, além disso, defendeu que a
indústria e o comércio seriam responsáveis pela riqueza de uma nação.
c) as ideias defendidas por John Locke, na obra O contrato social, afirmam que o soberano
deve conduzir o Estado de forma democrática, de acordo com a vontade do povo.
d) o Despotismo Esclarecido, ligado à associação entre as ideias das luzes e o poder
absolutista dos reis, foi aplicado com ênfase em todos os Estados europeus no início do
século XVIII, resultando no nascimento de dezenas de monarquias parlamentaristas.
e) o Iluminismo combateu o mercantilismo, o tradicionalismo religioso herdado da Idade Média
e a divisão da sociedade em estamentos.

39. (Uemg 2018) Com base nos dois depoimentos e na imagem a seguir, considerando o que
pode ser relacionado a essas fontes históricas, assinale a alternativa INCORRETA.

“Eu tenho conhecimento de mais acidentes no início do dia do que no final. Eu fui, inclusive,
testemunha de um deles. Uma criança estava trabalhando a lã, isto é, preparando a lã para a
máquina, mas a alça a prendeu, como ela foi pega de surpresa, acabou sendo levada para
dentro do mecanismo; e nós encontramos seus membros em um lugar, outro acolá, e ela foi
cortada em pedaços; todo o seu corpo foi mandado para dentro e foi totalmente mutilado”.
(John Allett começou a trabalhar em uma fábrica de têxteis quando tinha quatorze anos. Allett
tinha cinquenta e três anos quando foi entrevistado por Michael Sadler e seu Comitê da
Câmara dos Comuns, em 21 de maio de 1832.).

“Os primeiros dias de setembro foram muito quentes. Os jornais noticiavam que homens e
cavalos caiam mortos nos campos de produção agrícola. Ainda assim, a temperatura nunca
passava de 29 C durante a parte mais quente do dia. Qual era então a situação das pobres
crianças que estavam condenadas a trabalhar quatorze horas por dia, em uma temperatura
média de 28 C? Pode algum homem, com um coração em seu peito e uma língua em sua
boca, não se habilitar a amaldiçoar um sistema que produz tamanha escravidão e crueldade?”
(William Cobbett fez um artigo sobre uma visita a uma fábrica de tecidos que aconteceu em
setembro de 1824).

a) Os trechos e a foto são associados ao trabalho infantil na Revolução Industrial, pois


aproximadamente 50% dos trabalhadores eram crianças que trabalhavam entre 12 e 16

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horas por dia. Nas fábricas, as condições de trabalho eram precárias, pois não havia janelas
e trabalhavam muitos operários, propagando-se as doenças mais facilmente.
b) Os trechos e a foto reforçam os aspectos negativos da Revolução Industrial, quando uma
classe industrial nascente preferia empregar mulheres e crianças, pois estes recebiam
metade do salário de um homem adulto, pela mesma carga horária. Contudo os aspectos
positivos devem ser também ressaltados, mesmo porque essa situação foi modificada com
máquinas adaptadas à altura das crianças, e a escola tornou-se obrigatória para o povo logo
após o movimento ludista e o movimento cartista.
c) Os depoimentos e a foto retratam o fato de que muitas crianças com menos de 8 anos
trabalhavam nas fábricas simplesmente para ganhar alojamento e comida, sendo que havia
uma alta jornada de trabalho em condições deploráveis. O longo tempo de trabalho gerava
cansaço nas crianças, o que acabava diminuindo o ritmo das atividades. Castigos, como
socos e outras agressões, eram aplicados para punir a desatenção. As crianças que
chegavam atrasadas ou que conversavam durante o trabalho também eram castigadas.
d) No início da Revolução Industrial, os operários viviam em péssimas condições de vida e
trabalho. O ambiente das fábricas era insalubre, assim como os cortiços onde muitos
trabalhadores viviam. As jornadas de trabalho chegavam a 80 horas semanais. Para
mulheres e crianças, submetidas ao mesmo número de horas e às mesmas condições de
trabalho, os salários eram ainda mais baixos.

40. (Fgv 2018) Na sua faceta mais radical, a Revolução Francesa promoveu uma certa
redistribuição de terra, por meio de medidas como a venda dos bens nacionais. Entretanto,
nesse processo de construção de uma ordem jurídica burguesa, o fim da escravidão não seria,
no final das contas, incluído. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789
trazia, no seu artigo 1º, o princípio segundo o qual “os homens nascem e permanecem livres e
iguais em direitos”. Mas a história revolucionária mostrou que essa fórmula clássica do
liberalismo político foi capaz de gerar, de imediato, posturas contraditórias entre os diferentes
atores históricos do período, que interpretavam os termos liberdade e igualdade à luz de suas
próprias aspirações e interesses.

(Laurent Azevedo Marques de Saes. A Societé des Amis des Noirs e o movimento
antiescravista sob a Revolução Francesa (1788-1802). Tese (Doutorado em História Social) –
FFLCH, USP. 2013. Adaptado)

Nesse contexto, é correto afirmar que


a) a Revolução Francesa, embora conduzida em nome de princípios universais de liberdade e
igualdade, acabou incorporando a escravidão colonial na nova ordem jurídica, sem que essa
instituição tivesse sido posta em discussão nem sequer no período mais radical do processo
revolucionário, no momento no qual os jacobinos tentaram dirigir os rumos da revolução.
b) os princípios de liberdade e igualdade, para a maioria dos homens nas assembleias
revolucionárias, não encontravam fronteiras ou limites ditados pela condição da França de
potência colonial, mas representavam valores universais a serem difundidos inclusive para a
América a partir de Paris, ainda que a ascensão de Napoleão tenha freado a propagação
das ideias revolucionárias.
c) o império colonial francês à época girava em torno da “pérola das Antilhas”, São Domingos
(futuro Haiti), colônia que havia projetado a França para o topo do mercado internacional de
produtos tropicais e que transformou o sucesso da produção caribenha na base da riqueza
burguesa dos portos franceses, o que não impediu que jacobinos e sans culottes
defendessem a abolição e a independência colonial desde julho de 1789.
d) a questão colonial evidenciava, sob certos aspectos, os limites da Revolução Francesa,
liberal e burguesa, pois dentro da ótica mercantilista que orientou a economia francesa
desde o século XVII, a prosperidade da Nação dependia da balança comercial favorável e,
nesse sentido, o papel do comércio com as colônias e da reexportação dos produtos
proporcionados por esse comércio era visto como capital.
e) a restauração da escravidão nas colônias, ocorrida em 1799 por ordem de Bonaparte depois
da abolição em 1789, por exigência dos revolucionários, teve como desdobramento o
levante negro no Haiti, em que se lutava simultaneamente pela abolição da escravidão e
pelo rompimento dos laços coloniais com a França, resultando na independência do Haiti,
primeiro a libertar os escravos no continente americano.

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41. (Unesp 2018) Ainda hoje a palavra Renascimento evoca a ideia de uma época dourada e
de homens libertos dos constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período precedente.
Nessa “época dourada”, o individualismo, o paganismo e os valores da Antiguidade Clássica
seriam cultuados, dando margem ao florescimento das artes e à instalação do homem como
centro do universo.

(Tereza Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995. Adaptado.)

O texto refere-se a uma concepção acerca do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI que
a) projeta uma visão negativa da Idade Média e identifica o Renascimento como a origem de
valores ainda hoje presentes.
b) estabelece a emergência do teocentrismo e reafirma o poder tutelar da Igreja Católica
Romana.
c) caracteriza a história da arte e do pensamento como desprovida de rupturas e marcada pela
continuidade nas propostas estéticas.
d) valoriza a produção artística anterior a esse período e identifica o Renascimento como um
momento de declínio da criatividade humana.
e) afirma o vínculo direto das invenções e inovações tecnológicas do período com o
pensamento mítico da Antiguidade.

42. (Uerj 2019)

A derrota de Napoleão Bonaparte, em 1814-1815, foi registrada de diversas formas nas


sociedades europeias. Na imagem, o imperador francês tenta devorar o globo terrestre, sendo
atacado por uma águia, um dos símbolos do Império Russo.

Dois impactos que as guerras napoleônicas exerceram sobre as relações internacionais na


Europa da época foram:
a) crise agrária e consolidação dos Estados republicanos
b) concorrência industrial e retomada de domínios coloniais
c) integração comercial e declínio de monarquias absolutistas
d) expansionismo territorial e reorganização das fronteiras políticas

43. (Unesp 2019)

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O mapa representa a divisão da África no final do século XIX. Essa divisão
a) persistiu até a vitória dos movimentos de descolonização da África, ocorridos nas duas
primeiras décadas do século XX.
b) foi rejeitada pelos países participantes da Conferência de Berlim, em 1885, por
considerarem que privilegiava os interesses britânicos.
c) incluiu áreas conquistadas por europeus tanto durante a expansão marítima dos séculos XV-
XVI quanto no expansionismo dos séculos XVIII-XIX.
d) foi determinada após negociação entre povos africanos e países europeus, durante o
Congresso Pan-Africano de Londres, em 1890.
e) restabeleceu a divisão original dos povos africanos, que havia sido desrespeitada durante a
colonização europeia dos séculos XV-XVIII.

44. (Unicamp 2019) Os viajantes, missionários, administradores coloniais e etnógrafos


europeus, no passado, tenderam a fundir múltiplas identidades em um único conceito de tribo.
O uso da palavra tribo para descrever as sociedades africanas surgiu de um desejo de
enaltecer o Estado-nação, ao mesmo tempo em que sugeria a inferioridade inerente de outros.
Em resumo, conotava políticas primitivas que eram menos desenvolvidas do que as políticas
dos Estados-nação.

(Adaptado de John Parker e Richard Rathbone, “A ideia de África”, em História da África.


Lisboa: Quimera, 2016, p. 56-58.)

Baseado no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta.


a) A formação e a difusão do conceito de tribo no pensamento europeu acompanharam os
avanços do colonialismo na África no século XIX, legitimando o domínio de seus povos por
agentes oriundos de nações que se consideravam civilizadas e superiores.

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b) O conceito de tribo ganhou força no pensamento ocidental, porque na África não havia
formações políticas que cobriam grandes extensões territoriais como na Europa. Ou seja, os
europeus não encontraram estruturas políticas acima das unidades tribais.
c) As sociedades africanas eram organizadas a partir de pequenas tribos lideradas por chefes
guerreiros, o que gerava fragmentação política e guerras, inviabilizando nesse continente a
formação de unidades políticas complexas nos moldes europeus.
d) Em razão das tradições milenares e do respeito aos ancestrais, as tribos eram unidades
sociais e políticas estáticas assentadas em uma identidade homogênea. Os europeus
comumente desrespeitavam todas essas características na colonização.

45. (Fatec 2019) Leia o texto.

Muitas invenções e descobertas dessa fase foram fruto de pesquisas científicas sistemáticas
realizadas em laboratórios de universidades ou de indústrias. Os empresários passaram a
investir no trabalho dos cientistas, buscando inventos que gerassem lucros.
A indústria química, por exemplo, beneficiou-se dessa aproximação, o que resultou na
produção de fibras sintéticas, inseticidas, celuloide [...], borracha vulcanizada [...], corantes
artificiais, adubos, explosivos [...], entre outros.

DOMINGUES, Joelza Esther. História em Documento. Imagem e texto. 8. 2ªed. São Paulo:
FTD, 2013. p.192.

O texto descreve a relação entre ciência e indústria característica da


a) Revolução Agrícola Brasileira (séc. XVI).
b) Revolução Agrícola Europeia (séc. XII–XIII).
c) Primeira Revolução Industrial (séc. XVIII).
d) Segunda Revolução Industrial (séc. XIX–XX).
e) Terceira Revolução Industrial (séc. XXI).

46. (Uerj simulado 2019)

Em finais do século XIX, o processo de industrialização alterou os espaços sociais de


produção, como ilustra a foto da fábrica inglesa Electrical Foundation.

Uma das alterações que afetou diretamente a organização do trabalho dos operários foi:
a) divisão de tarefas especializadas
b) segregação dos espaços produtivos
c) expansão da qualificação profissional
d) hierarquização de habilidades artesanais

47. (Uerj simulado 2019) A terceira segunda-feira de janeiro é o dia oficial para recordação de
um dos mais famosos líderes na luta pelos direitos civis, pelos direitos humanos e pela paz:
Martin Luther King. Em sua criação, em 1986, um número limitado de estados da federação
norte-americana adotou o feriado. Na Carolina do Norte e na Carolina do Sul, por exemplo,
houve objeções. Somente no ano de 2000, o feriado passou a vigorar em todo o país.

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Adaptado de usafederalholidays.com.

O estabelecimento de feriados nacionais é uma decisão política e se relaciona com as


particularidades históricas e culturais das sociedades.

No caso norte-americano, a não adoção do dia de Martin Luther King em todos os estados da
federação, desde a criação do feriado, está associada ao seguinte aspecto:
a) conflitos da disputa partidária
b) heranças da segregação racial
c) limitações da ordem democrática
d) tradições do puritanismo religioso

48. (Espm 2018) Em 1865, encerrada a Guerra de Secessão, morto assassinado Abraham
Lincoln, o vice-presidente Andrew Johnson governou uma reconstrução difícil. Sob a
presidência de Ulisses Grant, a começar pelo Tennessee, em 1870, os sulistas brancos
promulgaram leis contra o casamento inter-racial. Cinco anos depois, o Tennessee adotou a
primeira Lei Jim Crow e o resto do sul o seguiu rapidamente. O termo ‘Jim Crow’, nascido de
uma música popular, refere-se a toda a lei (foram dezenas) que determinasse o afastamento
entre negros e brancos nos trens, estações ferroviárias, hotéis, barbearias, restaurantes,
teatros e escolas. Em 1885, a maior parte das escolas sulistas foram divididas em instituições
para brancos e outras para negros.

(Leandro Karnal. História dos EUA)

O texto trata de efeitos da Guerra de Secessão que afetaram a sociedade dos EUA e que
apenas nas décadas de 1950 e 1960 foram sendo derrubados pela Suprema Corte. A
alternativa que melhor demonstra o que as chamadas Leis Jim Crow consagravam é:
a) integracionismo;
b) escravismo;
c) cordialidade;
d) segregacionismo;
e) reconciliação.

49. (Famema 2018) No século XIX, o movimento mais amplo é a Revolução Industrial, cuja
força-motora é a Grã-Bretanha, que passa a ocupar, sem o menor esforço, o lugar da Espanha
e de Portugal na América do Sul, tanto para escoar seus produtos industriais como para
controlar os circuitos comerciais. Os novos Estados endividam-se para comprar as maravilhas
da indústria inglesa e os ingleses contentam-se em fazer negócios. Em Cuba, as companhias
norte-americanas apropriam-se das terras açucareiras. Pouco depois, as planícies da América
Central são atacadas: está nascendo o império bananeiro, controlado por Boston.

(Marc Ferro. Histórias das colonizações, 1996. Adaptado.)

O excerto alude
a) à crise da política colonialista de Portugal e Espanha, marcada pelo liberalismo, diante do
triunfo de práticas mercantilistas.
b) ao pioneirismo industrial da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, financiado pelos lucros do
monopólio sobre suas colônias sul-americanas.
c) ao imperialismo britânico e estadunidense na América Latina, baseado nas relações
mercantis e na intervenção militar.
d) à política de boa vizinhança estadunidense, responsável por sua hegemonia econômica na
América Latina em prejuízo dos países ibéricos.
e) ao processo de emancipação das Américas Espanhola e Portuguesa, com a intervenção
militar britânica e estadunidense no continente.

50. (Mackenzie 2018)

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Pierre A. Renoir, artista francês, ao realizar seu trabalho, Baile no Moulin de la Galete, em
1876, registrou a alegria, otimismo e a intensa movimentação em Paris, no final do século XIX:
a Belle Époque. Esse período, marcado por um intenso progresso científico e tecnológico que,
de forma acelerada, apontava para um período de prosperidade e paz.

Todavia, sob a aparente tranquilidade e segurança desse cenário, desenrolavam-se inúmeros


fatores de insatisfação, que acabaram por levar à Grande Guerra de 1914. A respeito dos
precedentes que levaram ao conflito mundial, é incorreto afirmar que
a) a Alemanha, para combater a concorrência comercial, adotou uma política de expansão pelo
uso da força militar, fechando-se perante qualquer solução diplomática, provocando
inúmeros atritos com os demais países, que só foram solucionados por meio da guerra.
b) apesar de persistirem antigas rugas, entre Inglaterra e França, os mesmos se aliaram, junto
com a Rússia, em 1907, formando a Tríplice Entente, com o objetivo de combater os
interesses imperialistas alemães, sobre os mercados chineses e africanos.
c) mesmo apresentando um cenário tranquilo, várias nações europeias se dedicaram em
fortalecer o exército, marinha, e adotar o serviço militar obrigatório. Esse período, de corrida
armamentista e ausência de guerras, ficou conhecido como Paz Armada (1870-1914).
d) os países europeus tinham necessidade de expandirem seus mercados consumidores e, na
disputa pelos mesmos, fizeram surgir diversas zonas de tensão, além de despertarem o
sentimento cívico e patriótico, nas regiões sob o domínio estrangeiro.
e) o atentado de Sarajevo acabou se tornando o estopim para o início da guerra, não tanto pela
gravidade do fato em si, mas, sobretudo, devido à série de acordos e alianças, que foram
estabelecidos entre vários países, que se comprometiam a se auxiliarem mutuamente.

51. (Fgv 2018) A proclamação da República Popular da China em 1º de outubro de 1949 e a


eleição do governo presidido por Mao Tsetung foram resultados da luta contra a ocupação da
China por potências estrangeiras e contra o regionalismo que fortalecia os senhores de terra.
O movimento camponês, liderado por Mao Tsetung, sagrou-se vitorioso em outubro de 1949.
Entretanto, as raízes desse movimento estão no século 19 e nas condições que se foram
criando a partir da intervenção das potências estrangeiras, no início do século 20.

(Carlos Guilherme Mota. História moderna e contemporânea, 1986)

No que diz respeito às interferências estrangeiras nesse país, é correto afirmar que
a) a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905) terminou com a vitória do Império Russo e sua
decorrente ação do imperialismo russo no processo de partilha de grande parte do território
da China Imperial.
b) as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860) garantiram à Inglaterra a abertura comercial
da China e permitiram também que outras potências europeias e asiáticas revelassem seus
interesses no Império Chinês.
c) a guerra entre o Império Chinês e o Japão (1894-1895) resultou no enfraquecimento da
China e no início da hegemonia alemã em grande parte desse país, principalmente por meio
das amplas inversões de capitais.

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d) a Revolta dos Boxers (1898-1901) representou a luta das classes médias urbanas e da
classe operária pela ampliação da cidadania político-eleitoral, contra os grandes senhores de
terra e a República chinesa recém-proclamada.
e) a Longa Marcha (1923-1927), organizada pelo Partido Comunista Chinês em aliança com o
Partido Nacional do Povo, lutou contra as presenças estrangeiras na China, e foi derrotada
pelos japoneses no momento da invasão da Manchúria.

52. (Enem PPL 2018) O parlamento britânico aprovou uma lei, em 1835, cujo objetivo era
regular o tráfego crescente nas principais vias no interior da Inglaterra, uma espécie de “código
rodoviário”. A lei de 1835 estabeleceu a velocidade máxima de 4 milhas por hora para veículos
autopropulsionados. As regras foram revistas pelo parlamento em 1896, quando foi aumentada
a velocidade máxima para 10 milhas. Em 1903, novamente elevou-se o limite de velocidade
para 20 milhas por hora. Em 1930, aboliu-se o limite de velocidade para carros e motos.

ELIAS, N. Tecnização e civilização. In: ELIAS, N. Escritos e ensaios. Rio de Janeiro: Zahar,
2006 (adaptado).

O processo descrito alude à necessidade de atualização da legislação conforme


a) as transformações tecnológicas.
b) a renovação do congresso.
c) os interesses políticos.
d) o modo de produção.
e) a opinião pública.

53. (Enem PPL 2018) A partir da segunda metade do século XVIII, com a primeira Revolução
Industrial e o nascimento do proletariado, cresceram as pressões por uma maior participação
política, e a urbanização intensificou-se, recriando uma paisagem social muito distinta da que
antes existia.

QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. Um toque de clássicos: Marx,


Durkheim e Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2002.

As mudanças citadas foram conduzidas principalmente pelos seguintes atores sociais:


a) Burguesia e trabalhadores assalariados.
b) Igreja e corporações de ofício.
c) Realeza e comerciantes.
d) Campesinato e artesãos.
e) Nobreza e artífices.

54. (Mackenzie 2018)

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A charge acima ironiza a política externa norte-americana, durante o governo de Theodore
Roosevelt (1901-1909), a diplomacia do Big Stick (“grande porrete”). Mesmo após o fim do seu
mandato, essa política continuou a ser praticada pelos presidentes que o sucederam, como
atesta o período histórico, conhecido como Guerra das Bananas (1898-1934).

Dentre as assertivas abaixo, que apontam e analisam fatos históricos relacionados à essa
política diplomática, assinale a INCORRETA.
a) Durante o governo de Roosevelt, entrou em vigor a Emenda Platt, um dispositivo legal
adicionado à constituição de Cuba, após sua independência, permitindo aos Estados Unidos
intervirem no país, caso seus interesses fossem ameaçados.
b) A ideologia do Big Stick levou à expansão da marinha de guerra norte-americana, presente
na maior parte desses conflitos, a fim de garantir, por meio da intervenção militar e ocupação
de países, a defesa dos interesses estadunidenses.
c) Os Estados Unidos, inconformados com a independência do Panamá, perante a Colômbia,
invadem e ocupam o país, a fim de garantir que as obras para a construção do Canal,
ligando o Atlântico ao Pacífico, fossem concluídas, permanecendo no país, até 1999.
d) Diversos países foram afetados por essa política, tais como: Cuba, Panamá, Haiti,
Nicarágua, México, Honduras, República Dominicana - além do território de Porto Rico -
anexado durante a Guerra Hispano Americana, de 1898.
e) As intervenções militares estavam conectadas à preservação dos interesses comerciais
estadunidenses na região, principalmente, da United Fruit Company, que tinha investimentos
significativos em diversos países da região, em plantações de produtos tropicais.

55. (Unesp 2017) Nem todos os homens se renderam diante das forças irresistíveis do novo
mundo fabril, e a experiência do movimento dos quebradores de máquina demonstra uma
inequívoca capacidade dos trabalhadores para desencadear uma luta aberta contra o sistema
de fábrica. De um lado, esse movimento de resistência visava investir contra as novas relações
hierárquicas e autoritárias introduzidas no interior do processo de trabalho fabril, e nessa
medida a destruição das máquinas funcionava como mecanismo de pressão contra a nova
direção organizativa das empresas; de outro lado, inúmeras atividades de destruição
carregaram implicitamente uma profunda hostilidade contra as novas máquinas e contra o
marco organizador da produção que essa tecnologia impunha.

Edgar de Decca. O nascimento das fábricas, 1982. Adaptado.

De acordo com o texto, os movimentos dos quebradores de máquinas, na Inglaterra do final do


século XVIII e início do XIX,

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a) expunham a rápida e eficaz ação dos sindicatos, capazes de coordenar ações destrutivas
em fábricas de diversas partes do país.
b) representavam uma reação diante da ordem e da disciplinarização do trabalho, facilitadas
pelo emprego de máquinas na produção fabril.
c) indicavam o aprimoramento das condições de trabalho nas fábricas, que contavam com
aparato de segurança interna contra atos de vandalismo.
d) revelavam a ingenuidade de alguns trabalhadores, que não percebiam que as máquinas
auxiliavam e facilitavam seu trabalho.
e) simbolizavam a rebeldia da maioria dos trabalhadores, envolvidos com partidos e
agrupamentos políticos de inspiração marxista.

56. (Fuvest 2017)

Níveis per capita de industrialização, 1750-1913


(Reino Unido em 1900 = 100)

País 1750 1800 1860 1913


Alemanha 8 8 15 85
Bélgica 9 10 28 88
China 8 6 4 3
Espanha 7 7 11 22
EUA 4 9 21 126
França 9 9 20 59
Índia 7 6 3 2
Itália 8 8 10 26
Japão 7 7 7 20
Reino Unido 10 16 64 115
Rússia 6 6 8 20

Ronald Findlay e Kevin O’Rourke. Power and Plenty:


Trade,War, and the World Economy in the Second Millennium.
Princeton: Princeton University Press, 2007. Adaptado.

Com base na tabela, é correto afirmar:


a) A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos ocorreu durante a Primeira
Revolução Industrial, mantendo-se relativamente inalterada durante a Segunda Revolução
Industrial.
b) Os países do Sul e do Leste da Europa apresentaram níveis de industrialização equivalentes
aos dos países do Norte da Europa e dos Estados Unidos durante a Segunda Revolução
Industrial.
c) A Primeira Revolução Industrial teve por epicentro o Reino Unido, acompanhado em menor
grau pela Bélgica, ambos mantendo níveis elevados durante a Segunda Revolução
Industrial.
d) Os níveis de industrialização verificados na Ásia em meados do século XVIII acompanharam
o movimento geral de industrialização do Atlântico Norte ocorrido na segunda metade do
século XIX.
e) O Japão se destacou como o país asiático de mais rápida industrialização no curso da
Primeira Revolução Industrial, perdendo força, no entanto, durante a Segunda Revolução
Industrial.

57. (Espm 2017) Na Argélia, por mais incoerente que fosse a política dos governadores
franceses, desde 1830, continuou o processo inexorável de afrancesá-la. Primeiro as terras
foram tomadas aos nativos e seus edifícios ocupados; a seguir os franceses tomaram conta
das matas de sobreiros e jazidas minerais. Depois os franceses removeram os argelinos e
povoaram regiões com europeus. Durante várias décadas a economia foi movida por pilhagem,
houve um decréscimo da população nativa e aumentou a população de franceses. A economia
europeia tornou-se uma economia capitalista empresarial, enquanto a economia argelina

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poderia ser comparada a uma economia pré-capitalista de bazares.

Edward Said. Cultura e Imperialismo.

O texto deve ser relacionado diretamente:


a) ao colonialismo mercantilista praticado pelos europeus na história moderna;
b) ao antigo sistema colonial em sua versão de colonização de povoamento;
c) ao neocolonialismo do século XIX;
d) com a descolonização e o não alinhamento;
e) com conquistas efetuadas por Napoleão Bonaparte antes do Congresso de Viena.

58. (Famerp 2017) Os europeus estavam convencidos de que a África seria um grande
mercado para os produtos de sua indústria a partir do momento que se civilizasse, isto é, que
adotasse as crenças, os valores e os modos de vida dominantes na Europa. Contavam para
isso com a ação dos missionários cristãos e dos comerciantes europeus.

Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008.

O texto expõe a combinação de estratégias e interesses europeus na colonização da África, a


partir do final do século XVIII. Entre essas estratégias, é correto citar
a) o respeito às tradições locais e a assimilação de princípios éticos e morais dos nativos.
b) a negociação com os líderes locais e a defesa da democracia política.
c) a catequização e a difusão de discursos de supremacia racial e cultural.
d) a militarização dos conflitos e o emprego sistemático de armas de destruição em massa.
e) o endosso ao sincretismo religioso e o estabelecimento de laços diplomáticos.

59. (Enem (Libras) 2017)

Comparando as duas pinturas de Gérome, no contexto da expansão imperialista do século XIX,


a visão europeia do Outro associava-se a uma subjetividade
a) exótica e erotizada.
b) romântica e heroica.
c) ingênua e universal.
d) racional e objetiva.

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e) passiva e aristocrática.

60. (Uerj 2017) O Canal do Panamá é uma obra de engenharia das mais grandiosas. Tem 77
quilômetros de extensão e liga o oceano Atlântico ao Pacífico. Suas eclusas, que são uma
espécie de elevador, levantam as embarcações até o lago Gatún, de onde se pode ir para um
ou outro lado do continente. A construção dessa passagem que encurtaria as viagens, evitando
as rotas mortíferas que passavam pelo cabo Horn ou pelo estreito de Magalhães, começou em
1881, mas os trabalhadores morriam como moscas por conta das febres tropicais, houve
problemas de engenharia, e o projeto foi abandonado. Os Estados Unidos resolveram retomar
o trabalho em 1904 e em dez anos terminaram as obras. O Canal foi inaugurado em 15 de
agosto de 1914.

Adaptado de sindprevs-sc.org.br.

Passados mais de cem anos, o Canal do Panamá ainda impressiona os que observam seu
funcionamento.

No contexto de sua inauguração, essa obra possuía o seguinte caráter estratégico:


a) desenvolvimento da indústria naval
b) globalização das economias nacionais
c) monopólio das vias mundiais de transportes
d) integração capitalista do comércio internacional

61. (Fgvrj 2017) Os Jogos Olímpicos da Era Moderna foram estabelecidos em 1896, com a
realização do evento na Grécia. Seguidas edições ocorreram em 1900, 1904, 1908 e 1912. A
respeito desse período é correto afirmar:
a) O sentimento de cooperação na partilha de mercados entre as grandes potências
capitalistas estava em sintonia com o espírito olímpico dos Jogos.
b) A eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, não impediu a realização dos Jogos de
Berlim em 1916, em respeito ao espírito olímpico.
c) A ampla difusão de competições náuticas e de equitação estava vinculada à valorização das
atividades rurais e agrícolas das economias europeias.
d) As competições faziam parte da cultura da Belle Époque, que estimulava a formação dos
esportistas (sportsmen) no contexto da industrialização europeia.
e) A extensa participação de delegações de Estados africanos coroava a política de
descolonização então em curso.

62. (Espm 2019) A primeira vez que se mencionou o açúcar e a intenção de implantar uma
produção desse gênero no Brasil foi em 1516, quando o rei D. Manuel ordenou que se
distribuíssem machados, enxadas e demais ferramentas às pessoas que fossem povoar o
Brasil e que se procurasse um homem prático e capaz de ali dar princípio a um engenho de
açúcar. Os primeiros engenhos começaram a funcionar em Pernambuco no ano de 1535, sob a
direção de Duarte Coelho. A partir daí os registros não parariam de crescer: quatro
estabelecimentos em 1550; trinta em 1570, e 140 no fim do século XVI. A produção de cana
alastrava-se não só numericamente como espacialmente, chegando à Paraíba, ao Rio Grande
do Norte, à Bahia e até mesmo ao Pará. Mas foi em Pernambuco e na Bahia, sobretudo na re-
gião do recôncavo baiano, que a economia açucareira de fato prosperou. Tiveram início, então,
os anos dourados do Brasil da cana, a produção alcançando 350 mil arrobas no final do século
XVI.

(Lilia M. Schwarcz. Brasil: uma Biografia)

A partir do texto e considerando a economia açucareira e a civilização do açúcar, é correto


assinalar:
a) a cana de açúcar era um produto autóctone, ou seja, nativo do Brasil e gradativamente foi
caindo no gosto dos portugueses e dos europeus, a partir do século XVI;
b) a produção e comercialização do açúcar ocorreram sob a influência do livre-cambismo em
que se baseou o empreendimento colonial português;

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c) a metrópole estabeleceu o monopólio real, porém a comercialização do açúcar passou para os porões
dos navios holandeses, que acabaram por assumir parte substancial do tráfego entre Brasil e Europa;
d) os portugueses mantiveram um rigoroso monopólio sobre o processo de produção e
refinação do açúcar, só permitindo a participação de estrangeiros na comercialização do
produto;
e) para implantação da indústria canavieira no Brasil, o projeto colonizador luso precisava
contar com mão de obra compulsória e abundante, dada a extensão do território e por isso
sempre privilegiou a utilização dos nativos, cuja captura proporcionava grandes lucros para a
coroa.

63. (G1 - cps 2019) Frans Post, pintor, desenhista e gravador holandês, documentou
paisagens e cenas do cotidiano do chamado “Brasil Holandês”, sob o governo de Maurício de
Nassau (1630–1654).

Entre as características da presença holandesa em Pernambuco, pode-se citar, corretamente,


a) a valorização da cultura muçulmana, a implementação da monocultura do café e a abolição
da escravidão, considerada pelos holandeses um símbolo do atraso civilizatório brasileiro.
b) a intolerância religiosa e a perseguição a cristãos e muçulmanos, o estímulo à mineração de
ouro e prata e o descaso pelo patrimônio público, que não resistiu às intempéries e ao
vandalismo.
c) a implementação do regime absolutista, a perseguição a intelectuais e artistas e a
deterioração dos equipamentos urbanos, cuja manutenção dependia dos investimentos
diretos da Coroa portuguesa.
d) o princípio da isonomia, o incentivo a pesquisas sobre geologia e astronomia e o
desenvolvimento de uma cultura própria, na qual se destaca a miscigenação de elementos
das três religiões monoteístas.
e) a tolerância religiosa, o incentivo a pesquisas sobre a fauna e a flora tropicais e o
desenvolvimento da arquitetura, no qual se destacam a drenagem de áreas alagadiças e a
construção da primeira ponte de grande porte do Brasil.

64. (Fatec 2019) Observe a imagem.

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A imagem retrata a festa em homenagem à santa padroeira da irmandade religiosa de Nossa
Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Minas Gerais, no século XVIII. Segundo o
historiador Caio Boch, “as irmandades foram a mais viva expressão social das Minas Gerais do
século XVIII”. De modo geral, as irmandades são definidas como associações constituídas por
religiosos leigos e fiéis de diferentes classes sociais que se dedicavam ao culto de um
padroeiro.

Na região das Minas Gerais, no século XVIII, essas associações se caracterizavam pela
a) organização da vida social, construção de igrejas e de cemitérios, organização de festas,
cuidados com os necessitados e formação profissional com o ensino dos ofícios mecânicos
e das artes.
b) organização da vida econômica, construção e manutenção de estradas, criação dos órgãos
de fiscalização e cobrança de impostos, e administração dos seminários coloniais,
responsáveis pela formação de novos padres.
c) organização da vida política, construção de hospitais e de escolas de educação básica,
administração do patrimônio do Vaticano no Brasil e organização de bazares e feiras para
arrecadação de donativos para os necessitados.
d) criação e fiscalização do cumprimento das leis referentes à moral e aos costumes dos
moradores de Minas Gerais, celebração semanal do rito da missa e administração de
sacramentos, como o batismo, o casamento e a extrema unção.
e) criação dos órgãos de controle metropolitano sobre a população de escravos e libertos,
regulamentação das práticas do Candomblé, construção de casas para os irmãos de baixa
renda e desenvolvimento de sistemas de ensino religioso ecumênico.

65. (Unicamp 2019) Tanto que se viu a abundância do ouro que se tirava e a largueza com
que se pagava tudo o que lá ia, logo se fizeram estalagens e logo começaram os mercadores a
mandar às Minas Gerais o melhor que chega nos navios do Reino e de outras partes. De todas
as partes do Brasil, se começou a enviar tudo o que dá a terra, com lucro não somente grande,
mas excessivo. Daqui se seguiu, mandarem-se às Minas Gerais as boiadas de Paranaguá, e
às do rio das Velhas, as boiadas dos campos da Bahia, e tudo o mais que os moradores
imaginaram poderia apetecer-se de qualquer gênero de cousas naturais e industriais,
adventícias e próprias.

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(Adaptado de André Antonil, Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia-Edusp,
1982, p. 169-171.)

Sobre os efeitos da descoberta das grandes jazidas de metais e pedras preciosas no interior da
América portuguesa na formação histórica do centro-sul do Brasil, é correto afirmar que:
a) A demanda do mercado consumidor criado na zona mineradora permitiu a conexão entre
diferentes partes da Colônia que até então eram pouco integradas.
b) A partir da criação de rotas de comércio entre os campos do sul da Colônia e a região
mineradora, Sorocaba e suas feiras perderam a relevância econômica adquirida no século
XVII.
c) O desenvolvimento socioeconômico da região das minas e do centro-sul levou a Coroa a
deslocar a capital da Colônia de Salvador para Ouro Preto em 1763.
d) Como o solo da região mineradora era infértil, durante todo o século XVIII sua população
importava os produtos alimentares de Portugal ou de outras capitanias.

66. (Uerj 2019) Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à
inclinação sincera do povo ou do governo, a menos que venham a sofrer grande mudança.
Pois quase me aventuraria a dizer que não há dez pessoas em todo o Império que considerem
esse comércio um crime ou o encarem sob outro aspecto que não seja o de ganho e perda, de
simples especulação mercantil, que deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou não.
Acostumados a não fazer nada, os brasileiros em geral estão convencidos de que os escravos
são necessários como animais de carga, sem os quais os brancos não poderiam viver.

HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823. Adaptado de SOUSA,


O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.

Após a emancipação política do Império do Brasil, o debate sobre o fim do tráfico


intercontinental de escravos e da escravidão esteve em pauta, como abordado por Henry
Chamberlain em 1823.

Naquele contexto, de acordo com o diplomata britânico, as resistências à abolição do tráfico e


da escravidão estavam associadas à conjuntura de:
a) desqualificação do trabalho braçal
b) vigência da sociedade burguesa
c) instabilidade do regime jurídico
d) decadência da estrutura agrária

67. (G1 - cftmg 2019) Nos primeiros anos após a Independência do Brasil, formou-se um
governo dissidente em 2 de julho de 1824. Apoiado pelas classes populares urbanas, por
negociantes do Recife e proprietários rurais ligados à cultura do algodão, o movimento buscou
reunir Pernambuco às províncias do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e estender sua ação
até o Piauí e Ceará com um governo federativo e republicano.

MUGGIATI, Roberto (coord.). A construção do Brasil. Revista Nossa História, vol. Único, São
Paulo, 2006. p. 49.

A consolidação do Império Brasileiro pós-independência foi marcada, desde o início, por


conflitos em torno de um modelo de Estado centralizado, resultando na eclosão de movimentos
de resistência.

A qual movimento dessa natureza esse texto faz menção?


a) Balaiada
b) Sabinada
c) Revolta dos Malês
d) Confederação do Equador

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68. (Espm 2019) Somente a partir de 1850 vai se observar um maior dinamismo no
desenvolvimento econômico do país em geral e de suas manufaturas em particular. O
crescimento do número de empresas industriais se faria com relativa rapidez.
(Sonia Mendonça. A Industrialização Brasileira)

O assunto tratado no texto guarda relação com:


a) a eficácia duradoura da tarifa Alves Branco que protegeu a produção brasileira da
concorrência dos produtos estrangeiros, sobretudo ingleses;
b) o fim do tráfico de africanos para o Brasil, estipulado pela Lei Eusébio de Queirós, medida
que liberou capitais, até então empatados na compra de escravos, para outras atividades,
como indústria, serviços urbanos e bancos;
c) a opção firme do governo imperial por apoiar a indústria em detrimento da agricultura, o que
é comprovado pelo auxílio irrestrito às atividades do Visconde de Mauá;
d) a expansão da indústria, a partir de meados do século XIX, que ocorreu em todos os
grandes centros do país, conforme comprovam o elevado número de empresas com mais de
cem trabalhadores em regiões como o Norte e o Nordeste;
e) a formação de um consistente mercado interno decorrente da mineração, que impulsionou
uma robusta urbanização capaz de oferecer escoamento da produção no âmbito local.

69. (Fuvest 2019) Observe as imagens das duas charges de Angelo Agostini publicadas no periódico
Vida Fluminense. Ambas oferecem representações sobre a Guerra do Paraguai, que causaram forte
impacto na opinião pública. A imagem I retrata Solano López como o “Nero do século XIX”; a imagem II
figura um soldado brasileiro que retorna dos campos de batalha.

Sobre as imagens, é correto afirmar, respectivamente:


a) Atribui um caráter redentor ao chefe da tropa paraguaia; fixa o assombro do soldado
brasileiro ao constatar a persistência da opressão escravista.
b) Denuncia os efeitos da guerra entre a população brasileira; ilustra a manutenção da
violência entre a população cativa.
c) Reconhece os méritos militares do general López; denota a incongruência entre o
recrutamento de negros libertos e a manutenção da escravidão.
d) Personifica o culpado pelo morticínio do povo paraguaio; estimula o debate sobre o fim do
trabalho escravo no Brasil.
e) Fixa atributos de barbárie ao ditador Solano López; sublinha a incompatibilidade entre o
Exército e o exercício da cidadania.

70. (G1 - cftmg 2019) O termo Abolicionismo diz respeito mais propriamente ao movimento
iniciado em 1880, reunindo diversos grupos sociais e tendências políticas. Os abolicionistas

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fundaram a “Sociedade Brasileira contra a Escravidão” e o seu jornal, que circulou entre 1880 e
1881.
VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva,
2002. P.19). (Adaptado).

Sobre esse tema, afirma-se que:

I. Algumas lideranças do movimento abolicionista defendiam publicamente as fugas de


escravos e a formação de quilombos.
II. Joaquim Nabuco e André Rebouças destacavam-se dentre as lideranças abolicionistas de
tendência política monarquista.
III. O quilombo de Palmares fazia parte de uma rede de resistência ligada à Confederação
Abolicionista.
IV. A força política dos abolicionistas no Parlamento foi limitada, tendo sido aprovada a
indenização aos proprietários de escravos.
V. Os representantes de várias classes sociais, incluindo os ex-escravos, participavam do
movimento abolicionista dos Caifazes em São Paulo.

Estão corretas apenas as afirmativas


a) I, II, V.
b) I, II, IV.
c) II, III, IV.
d) III, IV, V.

71. (Unesp 2019) É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840,
não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de
exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura
canavieira e do “engenho” de açúcar. A silhueta antiga do senhor de engenho perde aqui
alguns dos seus traços característicos, desprendendo-se mais da terra e da tradição – da rotina
rural. A terra de lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente
seu meio de vida, sua fonte de renda […].

(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.)

O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em
parte, pelo
a) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
b) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
c) desaparecimento das práticas de mandonismo local.
d) maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
e) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.

72. (Ufu 2019) “[...] foi o mais notável movimento popular do Brasil. O único em que as
camadas mais inferiores da população conseguiram ocupar o poder de toda uma província com
certa estabilidade. [...] primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma
tomada efetiva de poder.”

PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução Política do Brasil e outros estudos. São Paulo: Brasiliense,
1975. p. 69. (Adaptado)

A citação acima diz respeito à Cabanagem, uma das principais revoltas ocorridas no chamado
Período Regencial Brasileiro. Acerca desse movimento, é correto afirmar que
a) ocorreu na cidade de Salvador, em 1835, com significativa participação de africanos
escravizados de origem muçulmana. O levante durou menos de 24 horas e foi duramente
reprimido. Os revoltosos sobreviventes foram mortos, presos ou degradados.

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b) ocorreu no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841 e foi liderado por homens pobres (com
apoio de escravos, de vaqueiros e mesmo de alguns fazendeiros) que enfrentaram grandes
proprietários de terra, comerciantes e autoridades políticas.
c) ocorreu na província da Bahia entre os anos de 1837 e 1838. Seu objetivo era, dentre
outros, a criação de uma república de caráter transitório até que Dom Pedro II alcançasse a
maioridade.
d) ocorreu na província do Grão-Pará, entre 1835 e 1840, em decorrência da exploração
sofrida pelos trabalhadores submetidos a um regime de trabalho de semiescravidão. Esses
foram violentamente reprimidos e aproximadamente 30 mil pessoas morreram assassinadas
por tropas imperiais e em incêndios.

73. (Fgv 2018) A agromanufatura da cana resultaria em outro produto tão importante quanto o
açúcar: a cachaça. Alambiques proliferaram ao longo dos séculos coloniais. A comercialização
da bebida afetava profundamente a importação de vinhos de Portugal. Esse comércio era
obrigatório, pois por meio dos tributos pagos pelas cotas do vinho importado é que a Coroa
pagava as suas tropas na Colônia. A cachaça produzida aqui passou a concorrer com os
vinhos, com vantagens econômicas e culturais. Essa concorrência comercial entre colônia e
metrópole se estendeu para as praças negreiras e rotas de comercialização de escravos na
África portuguesa. A cachaça brasileira, por ser a bebida preferida para os negócios de compra
e venda de escravos africanos, colocou em grande desvantagem a comercialização dos vinhos
portugueses remetidos à África. A longa queda de braço mercantil acabou favorecendo afinal a
cachaça, porque sem ela, nada de escravos, nada de produção na Colônia, com
consequências graves para a arrecadação do reino.

(Ana Maria da Silva Moura. Doce, amargo açúcar. Nossa História, ano 3, nº 29, 2006.
Adaptado)

A partir dessa breve história da cachaça no Brasil, é correto afirmar que


a) essa produção prejudicou os negócios relacionados ao açúcar, porque desviava parte
considerável da mão de obra e dos capitais, além de incentivar o tráfico negreiro em
detrimento do uso do trabalho compulsório indígena, que mais interessava ao Estado
português.
b) esse item motivou recorrentes conflitos entre as elites colonial e metropolitana, condição em
parte solucionada quando as regiões africanas fornecedoras de escravos tornaram-se
também produtoras de cachaça, o que desestimulou a sua produção na América portuguesa.
c) essa bebida tem uma trajetória que comprova a ausência de domínio da metrópole sobre a
América portuguesa, porque as restrições ao comércio e à produção de mercadorias no
espaço colonial não surtiam efeitos práticos e coube aos senhores de engenho impor a
ordem na Colônia.
d) esse produto desrespeitava um princípio central nas relações que algumas metrópoles
europeias impunham aos seus espaços coloniais, nesse caso, a quebra do monopólio de
grupos mercantis do reino e a concorrência a produtos da metrópole.
e) essa mercadoria recebeu um impulso importante, mesmo contrariando as determinações
metropolitanas, mas, gradativamente, perdeu a sua importância, em especial quando o
tabaco e os tecidos de algodão assumiram a função de moeda de troca por escravos na
África.

74. (Famema 2018) Havia muito capital e muita riqueza entre os lavradores de cana, alguns
ligados por laços de sangue ou matrimônio aos senhores de engenho. Havia também um bom
número de mulheres, não raro viúvas, participando da economia açucareira. Digno de nota até
o fim do século XVIII, contudo, era o fato de os lavradores de cana serem quase
invariavelmente brancos. Os negros e mulatos livres simplesmente não dispunham de créditos
ou capital para assumir os encargos desse tipo de agricultura.

(Stuart Schwartz. “O Nordeste açucareiro no Brasil Colonial”. In: João Luis R. Fragoso e Maria
de Fátima Gouvêa (orgs). O Brasil Colonial, vol 2, 2014.)

O excerto indica que a sociedade colonial açucareira foi

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a) organizada em classes, cuja posição dependia de bens móveis.
b) apoiada no trabalho escravo, principalmente o dos lavradores de cana.
c) baseada na “limpeza de sangue”, portanto se proibia a miscigenação.
d) determinada pelos recursos financeiros, o que impedia a mobilidade.
e) hierarquizada por critérios diversos, tais como a etnia e riqueza.

75. (Fuvest 2018) A respeito dos espaços econômicos do açúcar e do ouro no Brasil colonial,
é correto afirmar:
a) A pecuária no sertão nordestino surgiu em resposta às demandas de transporte da
economia mineradora.
b) A produção açucareira estimulou a formação de uma rede urbana mais ampla do que a
atividade aurífera.
c) O custo relativo do frete dos metais preciosos viabilizou a interiorização da colonização
portuguesa.
d) A mão de obra escrava indígena foi mais empregada na exploração do ouro do que na
produção de açúcar.
e) Ambas as atividades produziram efeitos similares sobre a formação de um mercado interno
colonial.

76. (Enem 2018) A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e
explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo Antônio. Uma das primeiras medidas de João
Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os rebeldes tinham com os holandeses. Houve
grande adesão da “nobreza da terra”, entusiasmada com esta proclamação heroica.

VAINFAS. R Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa. Tempo, n. 27, 2009.

O desencadeamento dessa revolta na América portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)


a) fraqueza bélica dos protestantes batavos.
b) comércio transatlântico da África ocidental.
c) auxílio financeiro dos negociantes flamengos.
d) diplomacia internacional dos Estados ibéricos.
e) interesse econômico dos senhores de engenho.

77. (Fgv 2018) Como a sociedade do reino e as dos núcleos mais antigos de povoamento – a
de Pernambuco, Bahia ou São Paulo – seguiam, em Minas, os princípios estamentais de
estratificação, ou seja, pautavam-se pela honra, pela estima, pela preeminência social, pelo
privilégio, pelo nascimento. A grande diferença é que, em Minas, o dinheiro podia comprar
tanto quanto o nascimento, ou “corrigi-lo”, bem como a outros “defeitos” (...) Como rezava um
ditado na época, “quem dinheiro tiver, fará o que quiser”.

(Laura de Mello e Souza. Canalha indômita. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 1,
nº 2, ago. 2005. Adaptado)

No Brasil colonial, tais “defeitos” referem-se


a) aos que fossem acusados pelo Tribunal da Santa Inquisição e aos que estivessem na
Colônia sem a permissão do soberano português.
b) ao exercício de qualquer prática comercial desvinculada da exportação e à condição de não
ser proprietário de terras e escravos.
c) aos que explorassem ilegalmente o trabalho compulsório dos indígenas e aos colonos que
não fizessem parte de alguma irmandade religiosa.
d) aos colonos que se casavam com pessoas vindas da Metrópole e aos que afrontassem, por
qualquer meio, os chamados “homens bons”.
e) aos de sangue impuro, representados pela ascendência moura, africana ou judaica, e aos
praticantes de atividades artesanais ou relacionadas ao pequeno comércio.

78. (Fuvest 2018) Na edição de julho de 1818 do Correio Braziliense, o jornalista Hipólito José
da Costa, residente em Londres, publicou a seguinte avaliação sobre os dilemas então
enfrentados pelo Império português na América:

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A presença de S.M. [Sua Majestade Imperial] no Brasil lhe dará ocasião para ter mais ou
menos influência naqueles acontecimentos; a independência em que el-rei ali se acha das
intrigas europeias o deixa em liberdade para decidir-se nas ocorrências, segundo melhor
convier a seus interesses. Se volta para Lisboa, antes daquela crise se decidir, não poderá
tomar parte nos arranjamentos que a nova ordem de coisas deve ocasionar na América.

Nesse excerto, o autor referia-se


a) aos desdobramentos da Revolução Pernambucana do ano anterior, que ameaçara o
domínio português sobre o centro-sul do Brasil.
b) às demandas da Revolução Constitucionalista do Porto, exigindo a volta imediata do
monarca a Portugal.
c) à posição de independência de D. João VI em relação às pressões da Santa Aliança para
que interviesse nas guerras do rio da Prata.
d) às implicações que os movimentos de independência na América espanhola traziam para a
dominação portuguesa no Brasil.
e) ao projeto de D. João VI para que seu filho D. Pedro se tornasse imperador do Brasil
independente.

79. (Unesp 2018) A primeira Constituição brasileira, de 1824, foi


a) aprovada pela Câmara dos Deputados e estabeleceu o voto censitário.
b) imposta por Portugal e determinou o monopólio português do comércio colonial.
c) outorgada pelo imperador e definiu a existência de quatro poderes.
d) promulgada por uma Assembleia Constituinte e concentrou a autoridade no Poder
Executivo.
e) determinada pela Inglaterra e estabeleceu o fim do tráfico de escravos.

80. (Mackenzie 2018) “A cena de uma rua é, a um só tempo, a mesma de todo o quarteirão.
Os pés de chumbo (portugueses) deixam que a cabralhada (brasileiros) se aproxime o mais
possível. E inesperadamente, de todas as portas, chovem garrafas inteiras e aos pedaços
sobre os invasores. O sangue espirra, testas, cabeças, canelas... Gritos, gemidos, uivos,
guinchos.
É inverossímil.
E a raça toda, de cacete em punho, vai malhando... E os corpos a cair ensanguentados sobre
os cacos navalhantes das garrafas. ”

(Correia, V.,1933, p. 42)

O episódio, descrito acima, relata o enfrentamento entre portugueses e brasileiros, em


13/03/1831, no Rio de Janeiro, conhecido como Noite das Garrafadas. Essa manifestação
assemelhava-se às lutas liberais travadas na Europa, após as decisões tomadas pelo
Congresso de Viena.

A respeito dessa insatisfação popular, presente tanto na Europa, após 1815, quanto nos
conflitos nacionais, durante o I Reinado, é correto afirmar que
a) D. Pedro II adota a mesma política praticada por monarcas europeus; quando, ao outorgar
uma carta constitucional, contrariou os interesses, tanto da classe oligárquica, fiel ao trono,
quanto das classes populares, as quais permaneceram sem direito ao voto.
b) o governo brasileiro também se utilizou de empréstimos junto à Inglaterra, aumentando a
dívida externa e fortalecendo a economia inglesa, a fim de sanar o deficit orçamentário e
suprir os gastos militares em campanhas contra os levantes populares.
c) D. Pedro I, buscando recuperar sua popularidade, iniciou uma série de visitas às províncias
revoltosas do país, adotando a mesma estratégia diplomática que alguns regentes europeus,
nessa época, praticaram, sem contudo, lograrem nenhum sucesso político.
d) as guerras travadas contra o exército napoleônico, na Europa, e o envolvimento do Brasil, na
Guerra da Cisplatina, provocaram, em ambos os casos, a enorme insatisfação popular e
revolta, diante do elevado número de combatentes mortos.
e) a retomada de políticas absolutistas, como o estabelecimento do Poder Moderador, no
Brasil, dando plenos poderes a D. Pedro I e, na Europa, a dura repressão contra as ideias

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liberais, deflagradas pela Revolução Francesa, ocasionaram uma enorme insatisfação
popular.

81. (Mackenzie 2018) “(...). Conquistar a emancipação definitiva e real da nação, ampliar o
significado dos princípios constitucionais foi tarefa delegada aos pósteres”.
COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. São Paulo; Livraria
Editora Ciências Humanas, 1979. P.50.

A análise acima, da historiadora Emília Viotti da Costa, refere-se à proclamação da


independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. A análise da autora, a respeito do fato
histórico, aponta que
a) apesar dos integrantes da elite nacional terem alcançado seu objetivo: o de romper com os
estatutos do plano colonial, no que diz respeito às restrições à liberdade de comércio, e à
conquista da autonomia administrativa, a estrutura social do país, porém, não foi alterada.
b) a independência do Brasil foi um fato isolado, no contexto americano de luta pela
emancipação das metrópoles. Isso se deu porque era a única colônia de língua portuguesa,
e porque adotava, como regime de trabalho, a escravidão africana.
c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço no sentido de impor seus valores para
Portugal, rompendo, definitivamente, os impasses econômicos impostos à Colônia pela
metrópole portuguesa desde o início da colonização.
d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem interesses semelhantes à burguesia
mercantil lusitana e, portanto, afastando-se do processo emancipatório nacional, com a
eminente vinda de tropas portuguesas para o país, passaram a apoiar a ideia de
independência.
e) assim como Portugal passava por um processo de reestruturação, após a Revolução Liberal
do Porto; no Brasil, esse movimento emancipatório apenas havia começado e só fora
concluído, com a subida antecipada ao trono, de D. Pedro II, em 1840.

82. (Fgv 2018) A partir da década de 1970, ganhou espaço a interpretação de que o
imperialismo inglês foi a causa da Guerra do Paraguai, deflagrada em dezembro de 1864.
Segundo essa vertente, o trono britânico teria utilizado o Império do Brasil, a Argentina e o
Uruguai para destruir um suposto modelo de desenvolvimento paraguaio, industrializante,
autônomo, que não se submetia aos mandos e desmandos da potência de então. Estudos
desenvolvidos a partir da década de 1980, porém, revelam um panorama bastante distinto.

(Francisco Doratioto. Paraguai: guerra maldita. Em: Luciano Figueiredo, História do Brasil para
ocupados, 2013. Adaptado)

Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai


a) questionam a superioridade militar da aliança entre Argentina, Brasil e Uruguai e consideram
que a vitória dessas nações derivou mais de algumas circunstâncias favoráveis do que da
competência bélica.
b) apontam para o expansionismo territorial do Império do Brasil como o principal causador
dessa guerra, como pode ser verificado por meio das pretensões brasileiras por territórios
divisos com o Paraguai e a Argentina.
c) atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro países envolvidos, que estavam em um
momento particular de suas histórias, porque se encontravam em meio aos processos de
construção e consolidação dos Estados Nacionais.
d) demonstram como a inabilidade diplomática das nações envolvidas provocou uma guerra
prolongada e muito cara, que, em última instância, gerou forte dependência econômica da
região durante o resto do século XIX.
e) realçam a importância do Uruguai e da Argentina como provocadores desse conflito regional
porque defendiam que a navegação do estuário do Prata fosse exclusividade dessas
nações, trazendo imediato prejuízo à Inglaterra.

83. (Enem PPL 2018) Nas décadas de 1860 e 1870, as escolas criadas ou recriadas, em
geral, previam a presença de meninas, mas se atrapalhavam na hora de colocar a ideia em
prática. Na província do Rio de Janeiro, várias tentativas foram feitas e todas malsucedidas:

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colocar rapazes e moças em dias alternados e, em 1874, em prédios separados. Para
complicar, na Assembleia, um grupo de deputados se manifestava contrário ao desperdício de
verbas para uma instituição “desnecessária”, e a sociedade reagia contra a ideia de
coeducação.

VILLELA, H. O. S. O mestre-escola e a professora. In: LOPES, E. M. T.; FARIA FILHO, L. M.;


VEIGA, C. G. (Org.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2003
(adaptado).

As dificuldades retratadas estavam associadas ao seguinte aspecto daquele contexto histórico:


a) Formação enciclopédica dos currículos.
b) Restrição do papel da mulher à esfera privada.
c) Precariedade de recursos na educação formal.
d) Vinculação da mão de obra feminina às áreas rurais.
e) Oferta reduzida de profissionais do magistério público.

84. (Pucrj 2018) “Em 1828 o Brasil despontava como o maior produtor mundial de café, e, ao
longo da década seguinte, os valores obtidos com sua exportação ultrapassariam o que o país
amealhava com o envio de açúcar ao mercado mundial. Quase toda essa produção, ademais,
vinha de uma só região. O vale do rio Paraíba do Sul, ou simplesmente Vale do Paraíba,
compreendendo terras das províncias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. (...) No
início da década de 1830, o Brasil reinava como o maior produtor mundial, bem à frente dos
demais competidores (Cuba, Java, Jamaica, Haiti)”.

MARQUESE, Rafael; TOMICH, Dale. O Vale do Paraíba escravista e a formação do mercado


mundial de café no século XIX. In: SALLES, Ricardo; GRINBERG, Keila (org.). O Brasil
Imperial, volume 2: 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 339-383.

Sobre as condições que permitiram o desenvolvimento da economia cafeeira no Império do


Brasil e o domínio do mercado mundial pelo café produzido no Brasil, assinale a alternativa
INCORRETA:
a) O desenvolvimento da cafeicultura no Vale do Paraíba se beneficiou da grande
disponibilidade de terras com sua distribuição ainda não implementada.
b) A Revolução do Haiti (entre 1791 e 1804) desestabilizou a produção cafeeira da ilha,
retirando-a do mercado mundial de café.
c) A existência prévia de vias que cruzavam a região e de um sistema de transportes baseado
em tropas de mulas, que serviram ao escoamento da produção aurífera no século XVIII,
facilitou o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba em direção aos portos de
exportação.
d) As leis que proibiam o tráfico de escravos para o território do Império do Brasil, frutos da
pressão inglesa, acabaram por beneficiar a produção cafeeira do Vale do Paraíba, uma vez
que a utilização da mão de obra de imigrantes se mostrou muito mais produtiva.
e) Um conflito fiscal entre Espanha e Estados Unidos na década de 1830 retirou a produção
cafeeira cubana do principal mercado consumidor mundial de café à época, o mercado
norte-americano.

85. (G1 - cftmg 2018) Fui ver pretos na cidade


Que quisessem se alugar
Falei com esta humildade
Negros querem trabalhar
Olharam-me de 1soslaio
E um deles, feio, cambaio
Respondeu-me arfando o peito:
Negro, não há mais não
Nós tudo hoje é cidadão
O branco que vá pro 2eito.

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O monitor Campista, 28 mar. 1888. Apud. MATTOS, Hebe Maria. A face negra da abolição.
Nossa História, Rio de Janeiro, ano 2, n. 19, p. 18, maio de 2005.

Vocabulário de apoio:
1soslaio: olhar oblíquo, com desconfiança
2eito: trabalho na roça

O poema acima, escrito às vésperas da abolição definitiva da escravidão, ressalta a imprecisão


do uso dos termos “pretos” e “negros” como sinônimos de “escravos”, pois a maioria da
população não branca já era livre. Esse contexto revela a
a) decisiva ação do governo no incentivo à imigração europeia porque a escravidão não era
mais aceita.
b) consciente atuação dos próprios escravos, pela multiplicação das fugas e resistências ao
domínio senhorial.
c) limitada participação dos escravos nos movimentos abolicionistas, por não se considerarem
mais obrigados a trabalhar.
d) irreversível desagregação do regime escravista, pois o governo imperial e os próprios
fazendeiros concordavam com a abolição.

86. (Uemg 2018) Assinale a alternativa INCORRETA sobre o abolicionismo no Brasil.


a) Joaquim Nabuco foi uma voz contrária à escravidão, em sua principal obra, O Abolicionismo
(1883), considerada a melhor peça escrita contra a escravidão no Brasil, assumiu a defesa
da abolição incondicional do cativeiro, e sua argumentação se engendrou na luta política
vivenciada entre 1882 e 1883, incentivada por discordâncias internas ao Partido Liberal.
b) Em 1711, foi publicado o livro Cultura e Opulência do Brasil, de André João Antonil. Essa
obra é considerada o maior tratado abolicionista do Brasil.
c) Maria Firmina dos Reis, maranhense negra e filha ilegítima, enfrentou a barreira dos
preconceitos e publicou, em 1859, o romance Úrsula, considerado o primeiro romance
abolicionista do Brasil e um dos primeiros escritos produzidos por uma mulher brasileira.
d) O abolicionista Ignácio Araújo Lima lançou em São Paulo, em 1889, o jornal A Pátria,
publicação feita por e para “homens de cor”.

87. (Fgv 2018) Terra do sonho é distante/e seu nome é Brasil/ plantarei a minha vida/ debaixo
de céu anil/ Minha Itália, Alemanha/ Minha Espanha, Portugal/talvez nunca mais eu veja/ minha
terra natal.
Milton Nascimento. Sonho imigrante.

Acerca do processo de imigração para o Brasil, registrado no século XIX, é correto afirmar:
a) O Brasil tornou-se o destino preferencial dos imigrantes europeus graças à possibilidade de
se constituírem pequenos proprietários rurais devido à promulgação da Lei de Terras em
1850.
b) Desde a proclamação da independência do Brasil, a imigração europeia foi estimulada pelo
governo central como uma maneira de atender às pressões inglesas pelo fim da escravidão
no país.
c) O fluxo imigratório só deslanchou no Brasil após as alterações nas leis trabalhistas que
garantiram condições de trabalho análogas àquelas oferecidas no continente europeu.
d) A partir da década de 1870, com as iniciativas do governo de São Paulo, intensificou-se o
fluxo imigratório de europeus para a província paulista destinados, sobretudo, à produção
cafeeira.
e) A modernização das atividades agrícolas brasileiras iniciaram-se a partir do declínio da
produção canavieira e com o desenvolvimento do complexo cafeeiro na região do
Recôncavo Baiano e do Sul da Bahia.

88. (Ufjf-pism 2 2018) Observe os documentos abaixo:

Documento 1
O fotografo português Cristiano Junior retratou os tipos de trabalhadores característicos das
ruas da Corte do Rio de Janeiro, ao longo do século XIX.

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Documento 2

Em 18 de janeiro de 1858, a Câmara Municipal de Três Pontas enviava o seguinte ofício ao


Presidente da Província de Minas Gerais:
"A falta de braços ocasionada pela morte dos escravos tem também influído consideravelmente
para a diminuição da produção porque o agricultor não acha meios de os substituir em razão
de o pequeno número de trabalhadores livres que existe neste município achar um salário
maior do que aquele que razoavelmente se pode pagar para cultivar a terra, na condução de
gado, porcos e tropas para o mercado da Corte (...)"

Adaptado de: Martins, Marcos Lobato. O debate sobre trabalho escravo, abolicionismo e
trabalho livre no Sul de Minas (décadas de 18701880), Revista Esboços, Florianópolis, v. 19, n.
28, p. 208-235, dez. 2012, p. 215.

Utilizando as informações presentes nos documentos acima, e seus conhecimentos sobre a


sociedade e o mundo do trabalho no Brasil do Segundo Reinado, assinale a alternativa
CORRETA:
a) Os melhores salários eram pagos para os que atuavam no trabalho agrícola, sendo grande a
migração das cidades para as áreas rurais.
b) Na maioria das cidades brasileiras do século XIX conviviam trabalhadores livres e escravos,
que podiam exercer atividades distintas.
c) As mulheres negras, escravas ou não, eram proibidas de exercer ofícios fora das casas.
d) A mão de obra assalariada só pode ser adotada no Brasil após a abolição da escravidão.
e) O trabalho de crianças, fossem elas livres ou escravas, era proibido por lei e regulamentado
pelo Estado.

89. (Espm 2018)

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I-Juca Pirama
(Gonçalves Dias)

No meio das tabas de amenos verdores,


Cercado de troncos – coberto de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, e nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.

São rudos, severos, sedentos de glória,


Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!

Fundado pelo regente Araújo Lima, o Instituto Histórico e Geográfico contou com intenso apoio
de D. Pedro II, que presidiu mais de 500 de suas sessões. Empenhado na construção da
“identidade nacional”, o Instituto Histórico e Geográfico, sob a influência do Romantismo
europeu, criou na poesia, na pintura, na literatura de ficção um mito a que se deu o nome de:
a) Bandeirismo;
b) Medievalismo;
c) Ascetismo;
d) Tropicalismo;
e) Indianismo.

90. (Unesp 2018)

É correto interpretar a charge, que representa D. Pedro II e foi publicada em 1887, como uma
a) demonstração da exaustão provocada pela diversidade de atividades exercidas pelo
imperador.
b) valorização do esforço do imperador em manter-se atualizado em relação ao que acontecia
no país.
c) crítica à passividade e à inoperância do imperador em meio a um período de dificuldades no
país.
d) denúncia da baixa qualidade da imprensa monárquica e de suas insistentes críticas ao
imperador.
e) celebração da serenidade e harmonia das relações sociais no país durante o Império.

91. (Enem PPL 2018) A expedição que alcançava a foz do Rio Mucuri era liderada por Teófilo
Benedito Ottoni (1807-1869), empresário e político mineiro, que lá pretendia abrir um porto
para ligar Minas ao mar. A localidade de Filadélfia era a materialização desse sonho. O nome
escolhido era, ao mesmo tempo, uma homenagem à cidade símbolo da independência dos

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Estados Unidos e um manifesto de adesão a ideais igualitários. Essa filosofia também
transparecia na relação com os índios, com os quais o político mineiro procurou negociar a
ocupação do território em troca do respeito ao que hoje chamaríamos de reserva.

ARAÚJO, V. L. Uma utopia republicana. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 67, abr.
2011 (adaptado).

Um elemento que caracterizou, no âmbito da sociedade monárquica, o projeto inovador


abordado no texto foi
a) introduzir o protestantismo como mecanismo de integração social.
b) ampliar a cidadania para integrar os grupos autóctones da região.
c) aceitar os aborígenes como mão de obra do empreendimento.
d) reconhecer os nativos para discutir a forma de ocupação do terreno.
e) incorporar a doutrina liberal como fundamento das relações citadinas.

92. (Enem 2018) A poetisa Emília Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas
por não possuir títulos nem conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem ser
hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia pronunciava
orações que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde arrebatava, declamando
seus poemas. Aquelas “angélicas senhoras”, “heroínas da caridade”, levantavam dinheiro para
comprar liberdades e usavam de seu entusiasmo a fim de convencer os donos de escravos a
fazerem alforrias gratuitamente.

MIRANOA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10 jun. 2015.

As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento


a) feminista.
b) sufragista.
c) socialista.
d) republicano.
e) abolicionista.

93. (Uemg 2018) “As denúncias de que o exército brasileiro ao lutar na guerra (1864-1870) era
formado por escravos não são novas. Ao contrário, têm pelo menos cento e vinte anos. Seus
primeiros autores foram os redatores dos jornais paraguaios da época que tratavam de
menosprezar o exército brasileiro com base no duvidoso argumento de que, por ser formado
por negros, deveria ser de qualidade inferior”.

TORAL, André Amaral de. A participação dos negros escravos na guerra do Paraguai. Estudos
Avançados. v. 9, nº 24, São Paulo, May/ Aug. 1995 (Adaptado).

Sobre os negros como partícipes da Guerra do Paraguai, analise as assertivas e assinale a


alternativa que aponta as corretas.

I. Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio tinham alguns batalhões formados


exclusivamente por negros. Como exemplos, tem-se o Corpo dos Zuavos da Bahia e o
batalhão uruguaio Florida.
II. Na época da Guerra do Paraguai, não existiam negros escravos ou ex-escravos no exército
paraguaio. A escravidão havia sido abolida no Paraguai em 1842, por Carlos Lopes, pai de
Francisco Solano López.
III. Na época da guerra (1864-1870), no Paraguai, o negro brasileiro era representado como
inimigo. O exército brasileiro era o exército macacuno e seus líderes, segundo a
propaganda lopizta, eram macacos que pretendiam escravizar o povo paraguaio,
conduzindo-os da liberdade à escravidão.
IV. Havia negros no exército brasileiro na Guerra do Paraguai, mas eles já tinham sido libertos.
a) Apenas I e III.
b) Apenas II e IV.

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c) Apenas I e IV.
d) Apenas I, II e III.

94. (Uemg 2018) Quanto à vinda da corte portuguesa ao Brasil, assinale a alternativa correta.
a) Em janeiro de 1808, Portugal estava prestes a ser invadido pelas tropas francesas
comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições militares para enfrentar os franceses,
o príncipe regente de Portugal, Dom João, resolveu transferir a corte portuguesa para o
Brasil, sua mais importante colônia. Para isso, obteve a ajuda de alguns aliados, apenas
franceses, contrários a Napoleão.
b) Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas de funcionários, criados,
assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa. Porém, trouxeram pouco dinheiro,
deixando suas obras de arte, livros, bens pessoais, objetos de valor e joias em Portugal, na
pressa para vir para o Brasil, fugindo das tropas francesas de Napoleão.
c) Uma das principais medidas tomadas por Dom João foi abrir o comércio brasileiro aos
países amigos de Portugal. A principal beneficiada com a medida foi a Inglaterra, que
passou a ter vantagens comerciais e a dominar o comércio com o Brasil. Os produtos
ingleses chegavam ao Brasil com impostos de 15%, enquanto os de outros países
chegavam com impostos de 24%. Essa prerrogativa fez com que, no Brasil, chegassem
muitos produtos ingleses, por vezes, desnecessários. Tal medida acabou atrasando o
desenvolvimento da indústria brasileira.
d) Dom João adotou várias medidas econômicas que favoreceram o desenvolvimento
brasileiro. Entre as principais, encontram-se: desestímulo ao estabelecimento de indústrias
no Brasil em prol das importações, construção de estradas, reforma de portos, criação do
Banco do Brasil e instalação da Junta de Comércio.

95. (G1 - cftrj 2018)

“Tiradentes é uma figura ímpar na história do Brasil. É um personagem que cresce na


desgraça, quando já não pode ter nenhum peso revolucionário. É verdade que era indiscreto,
algo irresponsável e de vida até certo ponto irregular, mas por ser o mais frágil entre os
inconfidentes, essas “más qualidades” aparecem nele como se fossem piores do que a
corrupção e a venalidade dos outros conspiradores, como Thomaz Antônio Gonzaga, Cláudio
Manuel da Costa ou Alvarenga Peixoto, homens de poder econômico.

No entanto, na desgraça, ganhou dignidade, enquanto a maioria dos seus companheiros


perdeu. (...)

Começam então a erigir estátuas e a financiar a historiografia que mitifica o herói. O ápice
dessa construção de um herói nasce no regime militar de 1964, com a lei 4.897, que o torna
patrono da nação brasileira no decreto 58.168, que obriga que sua imagem tenha sempre a
barba que lembra Jesus Cristo”.

(CHIAVENATO, Júlio José. As várias faces da Inconfidência Mineira. São Paulo: Editora
Contexto, 1989, pp. 82-83)

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É possível afirmar que a construção de Tiradentes como herói da nação brasileira no século
XX, incluindo sua aparência e os discursos em torno dele, não se refere propriamente aos
acontecimentos do século XVIII. Assinale a alternativa que caracterize o movimento da
Inconfidência Mineira de 1789:
a) A Inconfidência Mineira era marcadamente antirrepublicana.
b) A Inconfidência Mineira teve como objetivo garantir os interesses da Elite de Minas Gerais
daquele momento.
c) A Inconfidência Mineira defendia o fim imediato da escravidão.
d) A Inconfidência Mineira pretendia a independência de toda colônia portuguesa nas
Américas.

96. (G1 - cftmg 2018) A classe dominante brasileira era, em sua maioria, conservadora (...).
Desejava manter as estruturas econômicas e sociais coloniais baseadas no sistema agrícola,
na escravidão e na exportação de produtos agrícolas tropicais para o mercado europeu.
Contudo, havia nas cidades (...) alguns liberais que esperavam mudanças mais profundas na
política e na sociedade: soberania popular, democracia e mesmo uma república.

(BETHELL, Leslie. A independência do Brasil. In: História da América Latina. São Paulo:
EDUSP, 2009. V. 3, p. 213.)

A aceitação de D. Pedro pela elite senhorial, como líder do processo de independência do


Brasil, eclodido em 1822, visava a
a) manter nosso país sob a tutela da metrópole lusitana.
b) evitar transformações mais bruscas na ordem social e política.
c) defender a República como sistema de governo para o novo país.
d) impossibilitar a escolha do regime monárquico após a emancipação.

97. (Pucsp 2018) Considere os fragmentos abaixo.

“Lei de 18 de Agosto de 1831”


"Cria as Guardas Nacionais e extingue os corpos de milícias, guardas municipais e
ordenanças. [...]”
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/ lei-37497-18-agosto-
1831-56430 publicacaooriginal-88297-pl.html (texto adaptado)

“De tão conservadora, e atuante, ela criou uma tradição, estendendo a sua atuação até a
Primeira República, sobretudo nas áreas rurais do país.”
SCHWARCZ, Lilia e STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia Das Letras,
2015, p. 24 8 .

Assinale a alternativa que situa CORRETAMENTE a criação da Guarda Nacional e as razões


de sua permanência até a Primeira República.
a) Em meio às disputas entre Moderados, Exaltados e Restauradores no Rio de Janeiro pelo
governo central da Regência, e da ocorrência de revoltas nas províncias, a Guarda Nacional
foi constituída pelas elites locais como força repressiva confiável, tornando-se uma das
bases do poder local até a chamada República Oligárquica.
b) Para garantir a ordem e conter as revoltas dos Restauradores partidários do retorno de D.
Pedro I, a Guarda Nacional foi constituída para enfrentar as Guardas Municipais formadas
por portugueses aliados aos proprietários rurais, o que garantiu um instrumento de
repressão eficiente até a Primeira República.
c) Com o objetivo de substituir as Ordenanças de origem portuguesa, responsáveis pela
guarda pessoal do imperador, a Guarda Nacional foi criada de acordo com o modelo francês
das milícias de cidadãos, e eram forças responsáveis por proteger pessoalmente os
regentes e, posteriormente, os presidentes da República.
d) De acordo com os interesses dos Moderados, Exaltados e Restauradores, aliados durante
todo o Período Regencial para garantir a unidade territorial do país, a Guarda Nacional foi

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criada para apoiar o Exército na tarefa de garantir a segurança das fronteiras, o que explica
a sua atuação durante a República da Espada.

98. (Unicamp 2018) O pastor norte-americano Pat Robertson, dono do canal de comunicação
Christian Broadcasting Network, afirmou que a tragédia provocada pelo terremoto no Haiti, em
janeiro de 2010, foi decorrente do “pacto com o diabo” que setores da população haitiana
teriam feito para que o país se tornasse independente. Nas palavras do Pastor, "Os haitianos
estavam sob o jugo da França. Eles se uniram e fizeram um pacto com o diabo. Disseram:
'Serviremos a ti caso nos liberte da França'".

(Adaptado de Haroldo Ceravolo Sereza, “Pastor americano atribui terremoto a 'pacto com o
Diabo' e provoca protestos; país se libertou da França em 1804”. Uol notícias. 14/01/2010.
Disponível em https://noticias.uol.com.br/especiais/terremoto-
haiti/ultnot/2010/01/14/ult9967u9.jhtm. Acessado em 30/08/2017.)

A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos, assinale a alternativa correta.


a) A independência do Haiti foi decisiva para que o Império Brasileiro, que projetava a
construção de um Estado Nação reconhecido internacionalmente, reprimisse movimentos
como a Revolta Malês, em Salvador (1835).
b) A declaração do Pastor é pautada em preconceitos em relação às práticas religiosas dos
afrodescendentes no Haiti. A conquista espiritual, parte dos projetos imperialistas, garantiu a
eliminação de religiões consideradas pagãs nas Américas.
c) Colônia francesa nas Antilhas, Saint Domingue tornou-se responsável por 40% da produção
mundial de cacau no século XVIII. A mão de obra empregada era majoritariamente escrava,
com a exploração de africanos ou de seus descendentes.
d) O processo de independência do Haiti foi apoiado por outras colônias, interrompendo o
projeto imperialista europeu no Novo Mundo. Após 1804, os EUA conduzem as ações
imperialistas na América, tornando-se a principal referência cultural no continente.

99. (Usf 2018) A carta de despedida de D. Pedro I é um dos documentos que assinalam o
triunfo do Partido Brasileiro sobre o Partido Português e a passagem do Primeiro Reinado ao
Período Regencial. Em 1834, foi promulgado um Ato Adicional à Constituição, que tentava
conciliar os interesses das facções políticas. Esse período conturbado de nossa história,
caracterizado por lutas entre restauradores, exaltados e moderados, assim como pelas
rebeliões provinciais que colocaram em risco a integridade territorial e política do país,
encerrou-se em 1840, com o golpe da maioridade e o início do Segundo Reinado.

COSTA, Luís César Amad & MELLO, Leonel Itaussu de Almeida. História do Brasil. São Paulo:
Scipione, 2007, p.169. (Adaptado).

Ao ler o texto, percebemos que surge, após o Primeiro Reinado, uma nova fase para a história
política brasileira. Durante essa fase ou período,
a) ocorreu a manutenção do Conselho de Estado, órgão que assessorava o imperador no
exercício do poder Moderador.
b) a Revolução Farroupilha, que apresentava caráter separatista e republicano, foi motivada
pelo descontentamento com a política tributária aplicada à província, entre outros fatores.
c) o Golpe da Maioridade, desfechado pelo Partido Conservador, trouxe harmonia política às
próximas quatro décadas, evitando confrontos ideológicos entre os partidos da época.
d) o Brasil experimentou pela primeira vez o sistema parlamentarista, que ficou conhecido
como “parlamentarismo às avessas”, visto que o Primeiro-Ministro tinha poderes reduzidos.
e) foi marcado por grandes conflitos externos, como foi o caso da Guerra do Paraguai, que, ao
seu final, elevou o prestígio do exército brasileiro no contexto da política nacional.

100. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) Durante o período Regencial (1831-1840) ocorreram
no Brasil várias rebeliões provinciais, expressões, ao mesmo tempo, das lutas das elites pelo
poder local e por maior autonomia das províncias, e da marginalização das camadas
populares, empobrecidas e excluídas da participação política. A revolta que, ocorrida no
Maranhão, contou também com a participação de escravos foragidos foi:

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a) Farroupilha.
b) Cabanagem.
c) Sabinada.
d) Balaiada.

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Gabarito:

Resposta da questão 1:
[D]

A criação da Confederação ou Liga de Delos foi uma consequência das Guerras Médicas ou
Guerras Greco-Pérsicas. Buscando fortalecer-se para possíveis outros conflitos – contra os
persas ou não – algumas cidades-Estado gregas formaram a citada Liga para juntar recursos
que visavam ao fortalecimento bélico.

Resposta da questão 2:
[B]

A questão aponta para as contradições da democracia grega na antiguidade. Apesar de


representar um avanço em relação a Grécia aristocrática, a democracia grega antiga surgiu no
período clássico, possuía uma cidadania muito restrita, apenas 10% eram cidadãos, mulheres,
escravos e estrangeiros não eram considerados cidadãos, ou seja, não tinham direitos
políticos. Gabarito [B].

Resposta da questão 3:
[C]

Somente a alternativa [C] está correta. A Guerra do Peloponeso, 431-404 a.C, entre a Liga de
Delos e a Liga do Peloponeso, contribuiu para a decadência da Grécia, que, posteriormente, no
ano de 338 a.C, foi dominada pelos macedônios dando início ao Período Helenístico na história
da Grécia. Alexandre, o Grande, entre 336-323 a.C, construiu um grande império promovendo
a fusão da cultura grega com a cultura oriental (persa e egípcia). Daí a influência grega sobre o
Egito.

Resposta da questão 4:
[C]

O militarismo teve papel central na consolidação da República romana. A sociedade criou o


costume de celebrar as vitórias militares – e as consequentes expansões territoriais – em uma
cerimônia batizada de triunfo que, ao longo do tempo, acabou levando à construção de
edificações em forma de arco. Daí a expressão arco do triunfo.

Resposta da questão 5:
[C]

A liberdade dos homens, garantida, principalmente, pelo pleno exercício da cidadania, na


Grécia Antiga estava atrelada ao fazer política, uma vez que só podia participar da democracia
escravista ateniense aqueles que eram considerados cidadãos.

Resposta da questão 6:
[D]

Somente a alternativa [D] está correta. A expansão romana ocorreu no período da República,
509-27 a.C. Após Roma vencer a Itália, ocorreram as Guerras Púnicas, Roma contra Cartago
disputando, principalmente, o mar Mediterrâneo. A vitória romana nesta guerra ocasionou uma
grande expansão gerando inúmeras transformações culminando com uma crise e o fim da
própria república. Entre as mudanças podemos citar o aumento da escravidão, êxodo rural,
concentração fundiária, aparecimento de uma nova classe social denominada “Cavaleiro”,
entre outras.

Resposta da questão 7:
[E]

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Os romanos dominaram as terras em torno no Mar Mediterrâneo ainda no período republicano,
o que os fazia chamar tal mar de Mare Nostrum. A partir desse domínio, o Mediterrâneo
passou a ser fundamental para a circulação dentro de Roma, seja de pessoas ou de produtos.

Resposta da questão 8:
[B]

As definições da situação dos escravos em Roma eram complexas: o escravo era, ao mesmo
tempo, aos olhos do seu dono, humano e mercadoria (ou propriedade). Sendo assim, apesar
das imposições relativas ao conceito de propriedade, o escravo podia exercer atividades de
relativa liberdade, como as citadas no texto.

Resposta da questão 9:
[D]

O crescimento da Civilização Árabe na chamada Alta Idade Média proporcionou uma conexão
e um intercâmbio entre Ocidente e Oriente não antes visto. Por isso, conhecimentos orientais –
como o sistema número indiano – chegaram ao Ocidente e conhecimentos ocidentais – como
os livros de Ptolomeu – chegaram ao Oriente através dos árabes.

Resposta da questão 10:


[D]

A relação de suserania e vassalagem que caracterizou a sociedade feudal durante a Idade


Média na Europa ocorreu entre os nobres e não entre os senhores feudais e os servos.
Devemos considerar que as relações sociais no mundo feudal estavam ligadas a posse de
terras e aos títulos nobiliárquicos. Portanto, a relação de suserania e vassalagem significa que
um nobre (suserano) doava terras para outro nobre (vassalo). Gabarito [D].

Resposta da questão 11:


[B]

Como o próprio enunciado destaca, o papel da mulher na sociedade feudal era de submissão à
figura masculina. Tal lógica era amparada pela versão bíblica do pecado original.

Resposta da questão 12:


[A]

Na Baixa Idade Média, séculos XII ao XV, ocorreu o denominado Renascimento Comercial e
Urbano provocado pelo surgimento da burguesia que dinamizou a economia da época através
do comércio, moedas, bancos, rotas de comércio, surgimento de cidades, entre outros. Esse
novo cenário histórico provocou o início da crise feudal. Entre os séculos XI ao XIII ocorreu um
grande crescimento demográfico na Europa, somente no século XIV praticamente a metade da
população europeia morreu em função da peste negra, a grande fome e as revoltas
camponesas. Portanto, a afirmativa [I] está incorreta. Gabarito [A].

Resposta da questão 13:


[A]

À exceção do exposto na alternativa [A], todas as demais alternativas não apresentam


preceitos ou dogmas do Islamismo. A defesa dos seus pares, ou seja, de outros muçulmanos,
é um preceito religioso do Islã.

Resposta da questão 14:


[B]

O texto faz uma correlação interessante: nos locais onde as religiões cristã e muçulmana mais
se desenvolveram, houve, também, um desenvolvimento ambiental, econômico e social,
descrito no texto pelos clarões em meio às matas.

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Resposta da questão 15:
[C]

A primeira frase do texto fornece a resposta para a questão: “(...) a era feudal tinha legado às
sociedades que a seguiram a cavalaria, cristalizada em nobreza (...)”. Ou seja, a valorização do
militarismo está associada à relação entre cavalaria e nobreza.

Resposta da questão 16:


[A]

As Cruzadas, guerra santa deflagrada pela Igreja Católica contra os muçulmanos pelo domínio
de Jerusalém, obrigou monges de várias ordens a mesclar funções religiosas com funções
militares. Dentre tais ordens podemos citar a dos Hospitalários, a dos Templários e a dos
Teutônicos.

Resposta da questão 17:


[A]

As rebeliões camponesas, que ajudaram a compor o quadro que levou o Feudalismo a ruir, se
explicam pelas dificuldades de produção e financeira dos camponeses derivadas da grave crise
agrícola que abateu a Europa Ocidental entre os séculos XII e XIV. Tais dificuldades levaram
os camponeses a não mais conseguir cumprir com suas obrigações junto aos seus senhores
feudais.

Resposta da questão 18:


[A]

O texto deixa claro que, na passagem da Antiguidade para a Idade Média, uma das poucas
“pontes” foi a presença e influência da Igreja Católica. Surgida durante o Império Romano, a
Igreja Católica “sobreviveu” ao caos da derrocada romana e tornou-se a instituição mais
influente do Feudalismo.

Resposta da questão 19:


[A]

Na aliança firmada entre a recente surgida burguesia e os monarcas, que levou à formação das
Monarquias Absolutistas, a burguesia exigiu dos monarcas que ajudou financeiramente
favorecimentos econômicos no novo governo. Logo, a exigência não atingia a política e a
sociedade.

Resposta da questão 20:


[E]

A partir do movimento das Cruzadas, rotas ligando o Ocidente e o Oriente, fechadas desde a
expansão árabe durante o século VII, foram reabertas, em especial as rotas que levavam à
China e à Índia. Mas a expansão do Império Otomano, a partir da Ásia Menor, aumentou a
tributação para a travessia das rotas, o que obrigou as Monarquias Europeias a buscar rotas
alternativas para alcançar o Oriente.

Resposta da questão 21:


[B]

Somente a alternativa [B] está correta. O texto da obra História da riqueza do homem, de Leo
Huberman, aponta para as diferenças entre o “escravo” na antiguidade clássica e o “servo” na
Europa medieval. O servo era um camponês semilivre, preso à terra, que trabalhava nas
propriedades do senhor feudal pagando inúmeros impostos e não podia ser vendido ou trocado
como os escravos na antiguidade clássica greco-romana.

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Resposta da questão 22:
[C]

Há uma perseguição aos judeus desde o mundo antigo, por exemplo no cativeiro da Babilônia
586 a. C, e na diáspora romana, 70 d.C, quando os romanos destruíram Jerusalém e muitos
judeus foram para outras regiões. Ao longo da Idade Média na Europa feudal, a Igreja também
reprimiu os judeus sobretudo no contexto das Cruzadas, 1095-1270. No contexto da formação
de Portugal e da Espanha, ocorreram as Guerras de Reconquistas, os cristãos expulsaram os
muçulmanos da Península Ibérica, e na sequência, os ibéricos foram intolerantes com os
judeus. Os judeus, que possuíam muito capital, foram para outros lugares contribuindo para o
desenvolvimento da região. Gabarito [C].

Resposta da questão 23:


[B]

Como a Inglaterra realizou o que chamamos de navegação tardia, a solução que ela encontrou
para participar da obtenção de lucros coloniais (em especial através do metalismo) foi adotar a
prática dos saques, tanto em embarcações quanto em cidades coloniais portuguesas e
espanholas na América. Tal estratégia era, inclusive, apoiada pelo Estado Inglês.

Resposta da questão 24:


[C]

A obra “O espírito das Leis” do pensador iluminista francês Montesquieu foi escrita em meados
do século XVIII, no auge do movimento Iluminista, com o intuito de criticar a concentração do
poder nas mãos de uma pessoa, no caso o Absolutismo. O autor defende que o poder deve ser
contido pelo poder e sugere a divisão do poder em três partes (Executivo, Legislativo e
Judiciário) cada qual com sua função, o objetivo último é a defesa das liberdades individuais.
Somente a alternativa [C] está correta.

Resposta da questão 25:


[C]

Após a Guerra dos Sete Anos, que abalou seus cofres, a Inglaterra buscou aumentar a
exploração sobre as Colônias do Sul e iniciar uma exploração fiscal nas Colônias do Norte, não
habituadas a isso devido ao fato de serem Colônias de Povoamento. Diante disso, os colonos
reagiram, dando início a guerra pela Independência.

Resposta da questão 26:


[A]

A Primeira Revolução Industrial, restrita inicialmente à Inglaterra e, entre os séculos XVIII e XIX
expandida a outros países europeus teve como marcas a substituição do homem pela máquina, em
especial aquela movida a vapor e usada para a fabricação de tecidos, o que acelerou e aumentou
significativamente a produção.

Resposta da questão 27:


[E]

Somente a alternativa [E] está correta. Adam Smith em sua obra clássica “Investigação sobre a
natureza e as causas da riqueza das nações”, de 1776, criticou o mercantilismo e defendeu o
liberalismo econômico pautado na não intervenção do Estado na economia, livre cambismo,
livre concorrência, racionalizar a produção através da divisão social do trabalho gerando mais
eficiência, lucro e riqueza.

Resposta da questão 28:


[B]

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Um dos fatores que contribuíram para a ocorrência da Revolução Industrial na Inglaterra foi a
ocorrência dos cercamentos: os grandes proprietários de terra ingleses “cercavam” as terras
dos pequenos proprietários e os expulsavam do campo. Tal fenômeno favoreceu a
concentração fundiária e a formação de uma massa de desempregados que migrou para as
cidades e passou a trabalhar nas fábricas recém-inauguradas.

Resposta da questão 29:


[A]

A França no século XVIII ainda vivia sob a égide do Antigo Regime, ou seja, no campo da
política um forte absolutismo através da dinastia dos Bourbons; a sociedade era estamental
com três estamentos, clero (primeiro estado), nobreza (segundo estado) e o povo em geral
incluindo a burguesia (terceiro estado); a economia era agrária, atrasada, mercantilista,
semifeudal, havia uma profunda crise econômica e financeira, somente o terceiro estado
pagava impostos; Vale dizer que no âmbito da política, cada estamento tinha direito a um voto.
Nesse sentido, a Revolução Francesa, 1789-1799, foi realizada pelo terceiro estado sob a
liderança da burguesia visando destruir o Antigo Regime. Gabarito [A].

Resposta da questão 30:


[E]

No dia 09 de Novembro de 1799 ocorreu o denominado Golpe do 18 Brumário na França.


Depois de anos de grave crise política, econômica e social, a burguesia apoiou Napoleão que
deu um Golpe de Estado destituindo os líderes do Diretório implantando o Consulado. Era o
final da Revolução Francesa e o início da Era Napoleônica. Gabarito [E].

Resposta da questão 31:


[E]

Ambas as revoluções – americana e francesa – sofreram influência do pensamento iluminista e


como a americana foi anterior, ela acabou por também influenciar a francesa. A Independência
dos EUA, por ser o primeiro movimento revolucionário a acontecer no século XVIII, acabou
demonstrando na prática como formar um Estado Republicano.

Resposta da questão 32:


[A]

A chamada Revolução Científica, ocorrida durante o Renascimento, promoveu estudos e


explicações científicas e naturais para diversos fenômenos da Natureza. Os trabalhos de
Copérnico, Galileu e Kepler fazem parte desse contexto.

Resposta da questão 33:


[D]

Dentre os itens apresentados, apenas dois fazem parte das características estabelecidas pelo
Renascimento: o desenvolvimento da imprensa (II), que ajudou na difusão de informações e
conhecimentos, e a ação dos mecenas (IV), que incentivou a produção artística do período.

Resposta da questão 34:


[B]

Considerado por muitos a maior expressão renascentista da História, Leonardo da Vinci fez do
Homem Vitruviano uma síntese de muitos dos seus trabalhos, harmonizando antropocentrismo
e geometria numa só figura.

Resposta da questão 35:


[A]

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Como o próprio texto explica, ao disciplinar socialmente os comportamentos, a Igreja Católica
ajudou na formação da unidade das Monarquias Modernas europeias. Ao adotar a religião
católica como oficial e proibir a prática de outras religiões, as Monarquias criavam para seus
súditos as noções de pertencimento ao coletivo que, agora, deveria compor um só Reino.

Resposta da questão 36:


[E]

Alguns fatores explicam o pioneirismo e o sucesso das navegações portuguesas na transição


entre a Idade Média e a Idade Moderna. Dentre esses fatores podemos citar a aliança entre a
Monarquia recém instaurada e a burguesia marítima portuguesa. Tal aliança apoiou e financiou
o projeto de expansão marítima em Portugal.

Resposta da questão 37:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. O pensamento de Adam Smith até hoje é uma
referência para o liberalismo, que vê na liberdade econômica um dos princípios de
ordenamento da sociedade.

Resposta da questão 38:


[E]

Somente a alternativa [E] está correta. O Liberalismo econômico defendido por Adam Smith
criticou o Mercantilismo. A Escola Fisiocrata defendeu que a riqueza vem da natureza, da
agricultura. A indústria apenas transforma e o comércio distribui enquanto a natureza gera
riqueza. A obra “O Contrato Social” foi escrita por Rousseau. O objetivo do Despotismo
Esclarecido era utilizar algumas ideias Iluministas para preservar o Estado Absolutista. O
movimento Iluminista criticou o Antigo Regime, isto é, absolutismo, mercantilismo, sociedade
estamental e defendeu a ideia de igualdade civil e liberdade de expressão, religiosa, entre
outras ideias importantes.

Resposta da questão 39:


[B]

Os textos e a imagem remetem a grande exploração da mão de obra durante a Primeira


Revolução Industrial reforçando os aspectos negativos. Essa situação de exploração e
ganância não foi modificada. A alternativa [B] está correta.

Resposta da questão 40:


[D]

O texto expõe que, apesar do teor igualitário da Declaração de Direitos do Homem e do


Cidadão, os atores sociais franceses pós-Revolução adaptaram os termos de liberdade e
igualdade conforme melhor lhes conveio. Sendo assim, na relação entre Metrópole e Colônia, o
Pacto Colonial continuou sendo seguido à risca, o que garantiu o prosseguimento da
exploração econômica e da escravidão.

Resposta da questão 41:


[A]

A resposta para a questão se encontra na primeira frase do texto: “(...) ainda hoje a palavra
Renascimento evoca a ideia de uma época dourada e de homens libertos dos
constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período precedente (...)”. Ou seja, os
renascentistas consideravam a Idade Média negativa para a humanidade e o Renascimento a
salvação para a mesma.

Resposta da questão 42:


[D]

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Somente a alternativa [D] está correta. Napoleão Bonaparte foi coroado imperador da França
em 1804 e através de diversas guerras e conchavos montou um grande império na Europa
desestruturando as fronteiras entre os países. Em 1812, a campanha da Rússia representou o
início do fracasso de Napoleão que foi derrotado definitivamente em 1815 na Batalha de
Waterloo. No mesmo ano, durante o Congresso de Viena, as propostas das nações eram
refazer o mapa europeu e restaurar a velha ordem utilizando alguns princípios, tais como,
Legitimidade, Restauração e Equilíbrio.

Resposta da questão 43:


[C]

Somente a alternativa [C] está correta. O mapa expressa a exploração do homem branco
europeu sobre o continente Africano desde o contexto da Expansão Marítimo Comercial nos
séculos XV e XVI até o Imperialismo/Neocolonialismo do final do século XIX através da
Conferência de Berlim de 1885.

Resposta da questão 44:


[A]

O Imperialismo do século XIX usou como justificativa de dominação o chamado Darwinismo


Social, que considerava a raça negra inferior a branca. Nesse sentido, a divisão africana em
tribos foi adotada para denotar a inferioridade de organização dos negros.

Resposta da questão 45:


[D]

Somente a alternativa [D] está correta. Ao longo do século XIX, ocorreu um grande avanço na
ciência patrocinado pela burguesia que enxergava no avanço científico uma grande
possibilidade de ampliar seus lucros. Daí a segunda fase da Revolução Industrial caracterizada
pelo aço, petróleo, eletricidade, etc.

Resposta da questão 46:


[A]

Uma das lógicas da Segunda Revolução Industrial foi a ampliação e a sistematização da


divisão do trabalho dentro das fábricas, num processo que ficou conhecido como divisão
especializada, visando uma aceleração e uma otimização do que era produzido.

Resposta da questão 47:


[B]

Nos EUA pós-Guerra de Secessão houve uma divisão ideológica e racial baseada no fato de
que, apesar da abolição da escravatura ter sido decretada em todo o país, os estados sulistas,
acostumados desde a colonização a promover a escravidão negra, não aceitavam a liberdade
negra nem a equiparação social de brancos e negros. Por isso, raízes da segregação racial
continuaram existindo até meados do século XX, o que explica a não aceitação do feriado do
dia de Martin Luther King por alguns estados.

Resposta da questão 48:


[D]

As Leis Jim Crow, citadas no texto, promoveram a segregação entre brancos e negros após a
Guerra de Secessão, nos EUA.

Resposta da questão 49:


[C]

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O texto do historiador francês Marc ferro faz referência à relação entre os EUA e Grã-Bretanha
com a América Latina no século XIX. Trata-se do contexto Imperialista através da exploração
econômica da Inglaterra sobre a América Latina, investindo capital e exportando
manufaturados bem como a Política do Big Stick, ou grande porrete, praticada pelos EUA na
América Latina através de intervenção militar. Gabarito [C].

Resposta da questão 50:


[A]

A Alemanha e a Itália tiveram uma unificação política tardia, e como consequência, uma
industrialização tardia, chegando atrasadas na corrida imperialista, conquistando poucos
territórios. Países como Inglaterra e França conquistaram muitas colônias na África, Ásia e
Oceania. Exatamente no contexto do Imperialismo/Neocolonialismo, havia um grande otimismo
em relação ao progresso, ciência e as invenções, diversas feiras de indústria surgiram para
mostrar as novidades, era a “Belle Époque”. As alternativas [B], [C], [D] e [E] apontam para as
causas que levaram a Primeira Guerra Mundial (corrida imperialista, Paz Armada), bem como
para a formação dos dois blocos, isto é, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente. Somente a
proposição [A] está incorreta.

Resposta da questão 51:


[B]

A Guerra do Ópio, ocorrida durante o Imperialismo, proporcionou à Inglaterra, a partir da vitória,


o acesso ao até então fechado mercado chinês. A partir da forçada abertura dos seus portos à
Inglaterra, a China viu sua autossuficiência ruir e a interferência estrangeira se ampliar no seu
território.

Resposta da questão 52:


[A]

Para responder corretamente a questão devemos localizar, pelas datas citadas, que a
Inglaterra passou ou estava passando pelo processo da 2ª Revolução Industrial e que tal
processo marcou uma grande revolução na fabricação de automóveis a partir da invenção do
motor de combustão interna.

Resposta da questão 53:


[A]

Os processos das Revoluções Industriais transformaram em protagonistas sociais,


principalmente, a burguesia (empresários) e os trabalhadores assalariados (proletariado).

Resposta da questão 54:


[C]

Os Estados Unidos apoiaram a independência do Panamá diante da Colômbia. Durante o


governo do presidente Theodore Rooselvelt, 1901-1908, os funcionários da Panamá Railroad
Company deflagraram um falso movimento separatista com o apoio dos fuzileiros norte-
americanos a bordo do encouraçado Nashville. O objetivo era facilitar a construção do Canal
do Panamá contribuindo para a circulação de mercadorias. A questão pede a alternativa
incorreta, gabarito [C].

Resposta da questão 55:


[B]

O movimento citado no texto – quebra das máquinas – era o ludismo. Ele simbolizava uma
resistência a duas coisas: (1) a rigidez do trabalho nas fábricas e (2) o desemprego gerado
pela maquinofatura.

Resposta da questão 56:

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[C]

A alternativa [C] está correta porque o Reino Unido destacou-se na liderança da Primeira
Revolução Industrial, mantendo sua expressiva produção também durante a Segunda
Revolução, fato ocorrido também com a Bélgica, embora em menores proporções. As
alternativas incorretas são: [A], porque a industrialização acelerada da Alemanha e dos
Estados Unidos foi expressiva na Segunda Revolução; [B], porque Espanha, Itália e Rússia
tiveram desempenho industrial aquém dos países europeus setentrionais e Estados Unidos;
[D], porque Índia e China registraram decréscimo em sua produção industrial; [E], porque o
Japão aumentou sua produção industrial na Segunda Revolução.

Resposta da questão 57:


[C]

Somente a proposição [C] está correta. O texto menciona a expansão imperialista francesa na
Argélia no século XIX. Em função da Revolução Industrial, as potências econômicas europeias
necessitavam de mercado consumidor, matéria prima, escoar o excedente populacional,
investir capital, entre outros. Desta forma, surgiu no século XIX o Imperialismo Neocolonialista
com a exploração das potências capitalistas sobre a África, Ásia e Oceania.

Resposta da questão 58:


[C]

Somente a alternativa [C] está correta. O excerto aponta para algumas estratégias e interesses
dos europeus sobre o continente africano. A África era concebida como um mercado
consumidor promissor, para isso, era necessário realizar um processo de aculturação que
poderia ser feito pelos missionários cristãos e comerciantes europeus.

Resposta da questão 59:


[A]

Podemos notar pelas roupas e pela pose da mulher egípcia retratada que a arte europeia
adotava o discurso político que pautou o Imperialismo: a inferioridade das raças negra e
amarela frente à raça branca. Nesse sentido, mostrava-se exotismo e erotismo como
características de inferioridade.

Resposta da questão 60:


[D]

Somente a alternativa [D] está correta. A questão menciona a construção do Canal do Panamá
no final do século XIX e início do século seguinte. Os EUA assumiram a construção do referido
canal com a ideia de expansão do comércio capitalista internacional uma vez que liga os
Oceanos Atlântico e Pacífico.

Resposta da questão 61:


[D]

Durante a Belle Époque houve a valorização da juventude e da modernidade na prática


esportiva. Nesse sentido, as competições esportivas, como as Olimpíadas, representavam
essa valorização.

Resposta da questão 62:


[C]

A cana de açúcar no Brasil foi produzida dentro do sistema de Plantation, isto é, latifúndio,
monocultura, escravidão e a economia visava o mercado externo. A produção de açúcar
necessitava de muitos recursos, daí Portugal recorreu a Holanda, país europeu com muitos
banqueiros judeus e calvinistas, que transportavam e negociavam o produto na Europa
obtendo muito lucro. Gabarito [C].

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Resposta da questão 63:
[E]

No contexto da União Ibérica, 1580-1640, os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil.


Fracassaram na Bahia em 1624 e tiveram relativo êxito em Pernambuco entre 1630-1654. O
auge do império holandês no Brasil se deu no governo de Maurício de Nassau, 1637-1644,
com liberdade religiosa, investimento nos engenhos, obras de urbanização, atuação de artistas
importantes como Albert Echout e Frans Post, entre outras realizações. Somente a alternativa
[E] está correta.

Resposta da questão 64:


[A]

Somente a proposição [A] está correta. No século XVIII, contexto da mineração no Brasil,
Minas Gerais passava por grandes transformações econômicas e sociais. Surgiram inúmeras
“Irmandades” religiosas responsáveis pela organização da vida social. Durante a Idade Média
existiam as irmandades na Europa. A corrida do ouro em Minas Gerais no século XVIII, gerou
um grande crescimento populacional, daí o surgimento das irmandades formadas por religiosos
leigos de diferentes classes sociais para organizar a vida social.

Resposta da questão 65:


[A]

A integração entre diferentes regiões foi uma das principais consequências do Ciclo do Ouro no
Brasil Colonial. Tal integração era proporcionada pela necessidade de abastecer o mercado
consumidor existente na região das minas.

Resposta da questão 66:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. Historicamente, desde a antiguidade, o trabalho braçal
foi desqualificado e associado à escravidão e as camadas inferiores. Basta observar que na
Grécia antiga o tempo livre era associado à liberdade, cidadania e ao ócio criativo. No Brasil no
contexto colonial e imperial também ocorreu uma desqualificação do trabalho pesado e braçal.

Resposta da questão 67:


[D]

Somente a alternativa [D] está correta. A primeira constituição brasileira foi outorgada em 1824,
centralizando o poder, dando amplos poderes ao imperador através do poder moderador. As
elites regionais não gostaram do excessivo poder do imperador e, desta forma, a província de
Pernambuco, em 1824, iniciou um movimento separatista e republicano denominado a
Confederação do Equador

Resposta da questão 68:


[B]

A partir da segunda metade do século XIX ocorreram transformações econômicas no Brasil


associadas ao café (internamente) e a Revolução Industrial (plano externo). Em 1850 foi
aprovada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós que proibiu o tráfico de escravos possibilitando a
elite nacional investirem em outras atividades econômicas tais como: indústrias, transportes,
bancos, etc. Gabarito [B].

Resposta da questão 69:


[D]

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As imagens I e II representam, respectivamente, a mortandade paraguaia na Guerra,
colocando Solano López como responsável, e a contradição entre a participação negra no
Exército brasileiro e a manutenção da escravidão no Brasil.

Resposta da questão 70:


[A]

Somente a proposição [A] está correta. Correção a partir das incorretas, [III] e [IV]. O quilombo
dos Palmares surgiu no final do século XVII e não no contexto abolicionista. A Lei Áurea
aprovada em 13 de Maio de 1888 não indenizou os proprietários de escravos, que, por sua
vez, abandonaram a monarquia.

Resposta da questão 71:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. O excerto do pensador brasileiro Sérgio Buarque de
Holanda aponta para a especificidade da cafeicultura no denominado “Oeste Paulista”. O café
começou a ser produzido em larga escala no Vale da Paraíba na primeira metade do século
XIX em estilo tradicional semelhante à economia açucareira do período colonial, isto é,
utilizando o latifúndio, escravidão, monocultura e a economia visava o mercado externo
(Plantation). No “Oeste Paulista”, a economia cafeeira teve caráter próprio com a utilização de
imigrantes, o investimento em outras atividades econômicas ligadas ao universo urbano,
surgimento de muitas ferrovias para escoar a safra da fazendo até o Porto de Santos, entre
outras.

Resposta da questão 72:


[D]

Entre as revoltas ocorridas no Período Regencial, 1831-1840, a Cabanagem ganhou relevância


pela participação de pessoas humildes bem como pela grande violência praticada pela elite
agrária que dizimou quase a metade da população da província do Grão-Pará. A causa da
revolta estava vinculada a situação econômica e social dos cabanos que era de total descaso e
miséria nessa época, sem as mínimas condições adequadas para sobreviver, sem trabalho e,
quando trabalhava, era muito explorado. Gabarito [D]. As outras revoltas foram a Sabinada na
Bahia; Balaiada no Maranhão; Farroupilha no Rio Grande do Sul; Malês na Bahia.

Resposta da questão 73:


[D]

Como o texto explica, a produção e a venda da cachaça no Brasil colonial, ao concorrer com a
venda do vinho produzido em Portugal, produzia uma “quebra” em parte do chamado Pacto
Colonial, que dava à Metrópole o controle da produção e da venda colonial.

Resposta da questão 74:


[E]

O período colonial brasileiro foi caracterizado pelo sistema de Plantation (latifúndio, escravidão,
monocultura e a economia visava o mercado externo), por uma economia rural, uma sociedade
patriarcal com o poder nas mãos dos “homens bons”. A cor da pele e a posse de terras e
escravos fizeram toda a diferença no período colonial conforme aponta o excerto. Gabarito [E].

Resposta da questão 75:


[C]

Uma das principais características e consequências do Ciclo do Ouro no Brasil Colonial foi a
intensa interiorização da colonização, uma vez que as minas de ouro se encontravam no
interior da Colônia, em especial em Minas Gerais.

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Resposta da questão 76:
[E]

O trecho faz referência à Insurreição Pernambucana, movimento revoltoso que ajudou Portugal
a expulsar os holandeses do Nordeste brasileiro em 1645. Como fica claro, houve maciça
adesão da nobreza da terra a partir da promessa de suspensão das dívidas obtidas junto à CIA
das Índias Ocidentais. Ou seja, houve interesse econômico por parte dos senhores de engenho
na luta.

Resposta da questão 77:


[E]

Os “defeitos” que o dinheiro podia corrigir na Província de Minas Gerais podem ser definidos
como a impureza racial, derivada da miscigenação de brancos e negros, que levava a um
rebaixamento social cimentado na escravidão.

Resposta da questão 78:


[D]

O autor do texto faz referência ao ano de 1818 na América Colonial. Tal ano marca o ápice do
movimento de independência na América Espanhola e o autor do texto deixa claro que d. João
VI deveria preocupar-se em impedir que as influências desse movimento atingissem a América
Portuguesa.

Resposta da questão 79:


[C]

Após fechar a Assembleia Nacional Constituinte de 1823, d. Pedro I encomendou a escritura


do texto constitucional à dez brasileiros ilustres e outorgou o mesmo, impondo a Constituição à
sociedade. Dentre os destaques do texto constitucional estava a implantação de quatro
poderes políticos: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.

Resposta da questão 80:


[E]

Somente a alternativa [E] está correta. Em 1815 ocorreu na Europa o Congresso de Viena com
o objetivo de retornar a velha ordem. Isso contribuiu para a ascensão do rei da França Carlos
X, 1824-1830, implantar um regime similar ao velho absolutismo. No Brasil, no contexto do
Primeiro Reinado, 1822-1831, D. Pedro I contribuiu para a solidificação de um regime
monárquico caracterizado pela centralização do poder nas mãos do imperador através do
Poder Moderador estabelecido na constituição de 1824. Em 1830, ocorreu um movimento na
França que culminou com a derrubada do rei Carlos X e no Brasil intensificaram as críticas ao
governo de Pedro I que, após a Noite das Garrafadas, abdicou ao trono em 1831.

Resposta da questão 81:


[A]

Somente a proposição [A] está correta. O excerto da historiadora Emília Viotti da Costa sobre a
independência do Brasil aponta que o ano de 1822 significou apenas o rompimento com o
pacto colonial, porém a emancipação da nação deveria ser conquistada posteriormente. A vida
dos homens pobres não mudou com a independência, manteve-se a escravidão e a
dependência em relação ao capitalismo internacional, no caso a Inglaterra. A economia
permaneceu agrária exportadora importando manufaturados ingleses e exportando matéria
prima.

Resposta da questão 82:


[C]

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Os estudos feitos entre 1970 e 1980 mostraram que, além dos países envolvidos no conflito
(Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), a Inglaterra teve papel decisivo na ocorrência da
Guerra do Paraguai, incentivando e financiando a Tríplice Aliança no conflito.

Resposta da questão 83:


[B]

Ao destacar a dificuldade das escolas em oferecer educação às mulheres brasileiras, o texto


enfatiza a situação feminina na sociedade de então: restrita ao âmbito familiar e privado, sem
acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Resposta da questão 84:


[D]

As leis inglesas e brasileiras de proibição ao tráfico de escravos, em especial a Lei Eusébio de


Queiróz, acabaram por prejudicar a produção cafeeira brasileira, uma vez que o café era
totalmente produzido por negros escravos. A partir de tal proibição, os produtores tiveram que
encontrar alternativas para suprir a falta de mão de obra. Nesse sentido, o tráfico
intercontinental e o incentivo à imigração foram adotados.

Resposta da questão 85:


[B]

Somente a alternativa [B] está correta. Embora o texto seja um pouco anterior a abolição da
escravidão no Brasil realizada oficialmente no dia 13 de maio de 1888, a maioria da população
negra já não era mais escrava. No Nordeste praticamente inexistia trabalho escravo devido à
crise econômica, os proprietários de escravos do Nordeste venderam seus escravos para o
Sudeste para trabalhar nas lavouras de café. No Oeste Paulista, a burguesia cafeeira paulista
estava optando pelo trabalho livre do imigrante. Somente no Rio de Janeiro ainda existia uma
elite tradicional que ainda se ancorava no trabalho escravo.

Resposta da questão 86:


[B]

A obra do padre Antonil “Cultura e Opulência do Brasil” de 1711 é um livro importante para
compreender a escravidão no contexto colonial. Segundo o autor “Os escravos são as mãos e
os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e
aumentar fazenda”. Desta forma, a obra não compõe a vasta literatura abolicionista
desenvolvida na segunda metade do século XIX. A alternativa [B] é a correta.

Resposta da questão 87:


[D]

Somente a alternativa [D] está correta. Ao longo do Segundo Reinado, 1840-1889, o Brasil
tornou-se um grande produtor e exportador de café, isso contribuiu para a transição do trabalho
escravo para o trabalho livre com a chegada dos imigrantes europeus. Na província de São
Paulo surgiu uma importante elite cafeeira com viés modernizador, essa “burguesia cafeeira
paulista” foi fundamental no processo da proclamação da República bem como durante a
República Velha.

Resposta da questão 88:


[B]

A sociedade e a economia brasileira passaram por transformações ao longo do Segundo


Reinado, 1840-1889. No campo da economia, o café gerou a modernização através,
principalmente, das ferrovias e indústrias. No âmbito social, ocorreu a transição do trabalho
escravo para o trabalho livre assalariado com a chegada dos imigrantes europeus. Somente a
alternativa [B] está correta.

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Resposta da questão 89:
[E]

O indianismo valorizava o mito da nacionalidade de caráter indígena, destacando, sempre, as


virtudes indígenas, como a bondade, a bravura e a inocência.

Resposta da questão 90:


[C]

D. Pedro II sofria de narcolepsia, a chamada doença do sono. Seus críticos se aproveitavam


disso para pintá-lo como um soberano passivo e inoperante frente aos problemas do Segundo
Reinado, em especial a questão militar e a questão escravocrata.

Resposta da questão 91:


[D]

O texto é bem claro ao destacar que “o político mineiro procurou negociar a ocupação do
território em troca do respeito ao que hoje chamaríamos de reserva”. Logo, houve o
reconhecimento do direito indígena de discutir a divisão do território brasileiro.

Resposta da questão 92:


[E]

Identificamos o movimento abolicionista nas expressões Maria Tomásia, comprar liberdades,


donos de escravos e alforrias.

Resposta da questão 93:


[A]

Resolução a partir das incorretas [II] e [IV]. O Paraguai utilizou mais ou menos seis mil negros
durante a Guerra do Paraguai. A escravidão do negro no país só foi abolida totalmente em
1869. Os negros no exército brasileiro durante a Guerra do Paraguai não estavam libertos,
apenas foi prometido a carta de alforria.

Resposta da questão 94:


[C]

Somente a proposição [C] está correta. A vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 está
inserida no contexto de transição do capitalismo Mercantil-Comercial para o capitalismo
Liberal-Industrial. Ainda em 1808 foi decretado a Abertura dos Portos acabando com o pacto
colonial e dois anos depois foi assinado o importante Tratado de Comércio, Navegação,
Amizade no qual a Inglaterra teve privilégios alfandegários. Tal documento reforçou a ideia de
que a vocação da economia brasileira deveria ser agrária exportadora, e que o Brasil deveria
importar os manufaturados ingleses. Segundo alguns estudiosos, o tratado de 1810 retardou a
industrialização no Brasil por quase um século.

Resposta da questão 95:


[B]

A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento no Brasil visando à separação e a adoção de


uma República. Sofreu uma forte influência das ideias Iluministas e da independência dos
Estados Unidos. Essa conspiração possuía um caráter elitista, não visava o social como, por
exemplo, abolir a escravidão e, sim, preservar os interesses da elite mineira. Gabarito [B].

Resposta da questão 96:


[B]

Somente a alternativa [B] está correta. O processo de independência do Brasil começou em


1808 com a Abertura dos Portos que acabou com o pacto colonial, um esteio do sistema

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colonial. Em 1822, a elite agrária de viés conservador se aliou ao jovem D. Pedro I rompendo
com a metrópole portuguesa. Era o 07 de setembro de 1822. A proposta da elite era consolidar
a independência mantendo a estrutura colonial de dominação evitando convulsão social e
política.

Resposta da questão 97:


[A]

As Guardas Nacionais foram criadas num contexto de bastante turbulência durante o Período
Regencial. Agitações políticas, marcadas pelas disputas dos diferentes partidos políticos que
atuavam no país, e Revoltas regionais, como a Balaiada, a Sabinada e a Farroupilha,
transformaram o ambiente político da Regência num grande barril de pólvora, o que fez com
que os grandes proprietários de terra agissem para criar um regimento de defesa controlado
por eles mesmos: a Guarda Nacional. Ao longo do tempo, da Regência até a Primeira
República, esses grandes proprietários de terra, oportunamente chamados de Coronéis,
acumularam poder político, econômico e de força, o que ajudou esse grupo social a controlar a
política até a chamada República Oligárquica.

Resposta da questão 98:


[A]

A independência do Haiti impactou não apenas o Brasil, mas todo o Continente Americano:
promovida pela população negra, a independência culminou na abolição da escravatura no
novo país. Por isso, os demais países americanos passaram a reprimir violentamente
movimentos de caráter negro libertador, como a Revolta dos Malês, na Bahia.

Resposta da questão 99:


[B]

Somente a alternativa [B] está correta. A questão remete ao Período Regencial, 1831-1840,
caracterizado pela formação do Estado nacional brasileiro e partidos políticos, o povo tentou
participar da vida pública e foi massacrado pelas elites agrárias regionais, ocorreu um político
polarizado entre federalismo e centralização do poder, inúmeras revoltas surgiram, algumas
com caráter separatista como a Farroupilha ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1835-1845. As
demais alternativas estão incorretas. Parlamentarismo e a Guerra do Paraguai ocorreram
somente no Segundo Reinado, 1840-1889. O golpe da maioridade foi liderado pelo partido
liberal.

Resposta da questão 100:


[D]

Somente a alternativa [D] está correta. A constituição brasileira de 1824 foi outorgada e
centralizadora concedendo muito poder ao imperador através do poder Moderador, Padroado e
Beneplácito e também pela nomeação do presidente de província pelo imperador. Todas estas
medidas desagradaram muito às elites regionais, daí o surgimento de inúmeras revoltas contra
a centralização do poder, tais como: Cabanagem no Pará, Farroupilha no Rio Grande do Sul,
Sabinada na Bahia e a Balaiada no Maranhão.

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Resumo das questões selecionadas nesta atividade

Data de elaboração: 18/11/2019 às 08:05


Nome do arquivo: Questões de revisão do conteúdo do Ensino Médio

Legenda:
Q/Prova = número da questão na prova
Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®

Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo

1 ............. 185058 ..... Baixa ............. História .......... Mackenzie/2019 ................... Múltipla escolha

2 ............. 187520 ..... Média ............ História .......... Ufjf-pism 1/2019 ................... Múltipla escolha

3 ............. 184756 ..... Média ............ História .......... Fatec/2019 ........................... Múltipla escolha

4 ............. 182223 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2019 ......................... Múltipla escolha

5 ............. 175605 ..... Baixa ............. História .......... Unicamp/2018 ...................... Múltipla escolha

6 ............. 178524 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2018 ................... Múltipla escolha

7 ............. 175402 ..... Baixa ............. História .......... Unesp/2018.......................... Múltipla escolha

8 ............. 181303 ..... Elevada ......... História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

9 ............. 182313 ..... Média ............ História .......... Unicamp/2019 ...................... Múltipla escolha

10 ........... 187062 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2019 ................... Múltipla escolha

11 ........... 182224 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2019 ......................... Múltipla escolha

12 ........... 185731 ..... Média ............ História .......... Ufu/2019 .............................. Múltipla escolha

13 ........... 175403 ..... Média ............ História .......... Unesp/2018.......................... Múltipla escolha

14 ........... 175313 ..... Elevada ......... História .......... Fuvest/2018 ......................... Múltipla escolha

15 ........... 179643 ..... Baixa ............. História .......... Unesp/2018.......................... Múltipla escolha

16 ........... 181794 ..... Média ............ História .......... Enem/2018........................... Múltipla escolha

17 ........... 181305 ..... Média ............ História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

18 ........... 165483 ..... Baixa ............. História .......... Unesp/2017.......................... Múltipla escolha

19 ........... 167455 ..... Baixa ............. História .......... Fgv/2017 .............................. Múltipla escolha

20 ........... 165885 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2017 ......................... Múltipla escolha

21 ........... 163930 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2016 ................... Múltipla escolha

22 ........... 187522 ..... Média ............ História .......... Ufjf-pism 1/2019 ................... Múltipla escolha

23 ........... 189461 ..... Média ............ História .......... Enem/2019........................... Múltipla escolha

Página 62 de 66
24 ........... 183281 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cps/2019 ...................... Múltipla escolha

25 ........... 185067 ..... Baixa ............. História .......... Mackenzie/2019 ................... Múltipla escolha

26 ........... 185057 ..... Baixa ............. História .......... Mackenzie/2019 ................... Múltipla escolha

27 ........... 182138 ..... Média ............ História .......... Unesp/2019.......................... Múltipla escolha

28 ........... 182228 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2019 ......................... Múltipla escolha

29 ........... 187059 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2019 ................... Múltipla escolha

30 ........... 187810 ..... Média ............ História .......... Espm/2019 ........................... Múltipla escolha

31 ........... 182230 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2019 ......................... Múltipla escolha

32 ........... 182322 ..... Média ............ História .......... Unicamp/2019 ...................... Múltipla escolha

33 ........... 183177 ..... Baixa ............. História .......... Espcex (Aman)/2019 ........... Múltipla escolha

34 ........... 182314 ..... Média ............ História .......... Unicamp/2019 ...................... Múltipla escolha

35 ........... 175607 ..... Baixa ............. História .......... Unicamp/2018 ...................... Múltipla escolha

36 ........... 174030 ..... Média ............ História .......... Espcex (Aman)/2018 ........... Múltipla escolha

37 ........... 177239 ..... Baixa ............. História .......... Famerp/2018........................ Múltipla escolha

38 ........... 178794 ..... Média ............ História .......... Usf/2018............................... Múltipla escolha

39 ........... 179910 ..... Média ............ História .......... Uemg/2018 .......................... Múltipla escolha

40 ........... 181311 ..... Elevada ......... História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

41 ........... 179647 ..... Baixa ............. História .......... Unesp/2018.......................... Múltipla escolha

42 ........... 179823 ..... Média ............ História .......... Uerj/2019 ............................. Múltipla escolha

43 ........... 182140 ..... Média ............ História .......... Unesp/2019.......................... Múltipla escolha

44 ........... 182318 ..... Média ............ História .......... Unicamp/2019 ...................... Múltipla escolha

45 ........... 184758 ..... Média ............ História .......... Fatec/2019 ........................... Múltipla escolha

46 ........... 181870 ..... Baixa ............. História .......... Uerj simulado/2019 .............. Múltipla escolha

47 ........... 181869 ..... Baixa ............. História .......... Uerj simulado/2019 .............. Múltipla escolha

48 ........... 179754 ..... Baixa ............. História .......... Espm/2018 ........................... Múltipla escolha

49 ........... 187997 ..... Média ............ História .......... Famema/2018 ...................... Múltipla escolha

50 ........... 178525 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2018 ................... Múltipla escolha

51 ........... 181316 ..... Média ............ História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

52 ........... 182972 ..... Média ............ História .......... Enem PPL/2018 ................... Múltipla escolha

53 ........... 182974 ..... Baixa ............. História .......... Enem PPL/2018 ................... Múltipla escolha

Página 63 de 66
54 ........... 179585 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2018 ................... Múltipla escolha

55 ........... 171140 ..... Média ............ História .......... Unesp/2017.......................... Múltipla escolha

56 ........... 165886 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2017 ......................... Múltipla escolha

57 ........... 168540 ..... Média ............ História .......... Espm/2017 ........................... Múltipla escolha

58 ........... 172012 ..... Média ............ História .......... Famerp/2017........................ Múltipla escolha

59 ........... 175211 ..... Baixa ............. História .......... Enem (Libras)/2017 ............. Múltipla escolha

60 ........... 164445 ..... Média ............ História .......... Uerj/2017 ............................. Múltipla escolha

61 ........... 164991 ..... Média ............ História .......... Fgvrj/2017 ............................ Múltipla escolha

62 ........... 187809 ..... Média ............ História .......... Espm/2019 ........................... Múltipla escolha

63 ........... 183283 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cps/2019 ...................... Múltipla escolha

64 ........... 184759 ..... Média ............ História .......... Fatec/2019 ........................... Múltipla escolha

65 ........... 182317 ..... Média ............ História .......... Unicamp/2019 ...................... Múltipla escolha

66 ........... 179824 ..... Média ............ História .......... Uerj/2019 ............................. Múltipla escolha

67 ........... 184941 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cftmg/2019 ................... Múltipla escolha

68 ........... 187811 ..... Média ............ História .......... Espm/2019 ........................... Múltipla escolha

69 ........... 182232 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2019 ......................... Múltipla escolha

70 ........... 184935 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cftmg/2019 ................... Múltipla escolha

71 ........... 182139 ..... Média ............ História .......... Unesp/2019.......................... Múltipla escolha

72 ........... 185733 ..... Média ............ História .......... Ufu/2019 .............................. Múltipla escolha

73 ........... 181308 ..... Média ............ História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

74 ........... 187996 ..... Média ............ História .......... Famema/2018 ...................... Múltipla escolha

75 ........... 175315 ..... Baixa ............. História .......... Fuvest/2018 ......................... Múltipla escolha

76 ........... 181787 ..... Média ............ História .......... Enem/2018........................... Múltipla escolha

77 ........... 181309 ..... Média ............ História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

78 ........... 175316 ..... Média ............ História .......... Fuvest/2018 ......................... Múltipla escolha

79 ........... 179649 ..... Baixa ............. História .......... Unesp/2018.......................... Múltipla escolha

80 ........... 179586 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2018 ................... Múltipla escolha

81 ........... 178522 ..... Média ............ História .......... Mackenzie/2018 ................... Múltipla escolha

82 ........... 181312 ..... Média ............ História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

83 ........... 182969 ..... Baixa ............. História .......... Enem PPL/2018 ................... Múltipla escolha

Página 64 de 66
84 ........... 174176 ..... Baixa ............. História .......... Pucrj/2018 ............................ Múltipla escolha

85 ........... 176409 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cftmg/2018 ................... Múltipla escolha

86 ........... 179911 ..... Média ............ História .......... Uemg/2018 .......................... Múltipla escolha

87 ........... 179746 ..... Média ............ História .......... Fgv/2018 .............................. Múltipla escolha

88 ........... 179915 ..... Média ............ História .......... Ufjf-pism 2/2018 ................... Múltipla escolha

89 ........... 179753 ..... Baixa ............. História .......... Espm/2018 ........................... Múltipla escolha

90 ........... 175408 ..... Baixa ............. História .......... Unesp/2018.......................... Múltipla escolha

91 ........... 182967 ..... Baixa ............. História .......... Enem PPL/2018 ................... Múltipla escolha

92 ........... 181785 ..... Baixa ............. História .......... Enem/2018........................... Múltipla escolha

93 ........... 179909 ..... Média ............ História .......... Uemg/2018 .......................... Múltipla escolha

94 ........... 179912 ..... Média ............ História .......... Uemg/2018 .......................... Múltipla escolha

95 ........... 185547 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cftrj/2018 ...................... Múltipla escolha

96 ........... 176402 ..... Baixa ............. História .......... G1 - cftmg/2018 ................... Múltipla escolha

97 ........... 177918 ..... Baixa ............. História .......... Pucsp/2018 .......................... Múltipla escolha

98 ........... 175615 ..... Baixa ............. História .......... Unicamp/2018 ...................... Múltipla escolha

99 ........... 178792 ..... Média ............ História .......... Usf/2018............................... Múltipla escolha

100 ......... 177177 ..... Baixa ............. História .......... Fac. Albert Einstein - Medicin/2018 Múltipla
escolha

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Estatísticas - Questões do Enem

Q/prova Q/DB Cor/prova Ano Acerto

16 ............................. 181794 .......... azul.................................. 2018 ................... 26%

59 ............................. 175211 .......... verde ............................... 2017 ................... 30%

76 ............................. 181787 .......... azul.................................. 2018 ................... 47%

92 ............................. 181785 .......... azul.................................. 2018 ................... 50%

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