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CENTRO DE ENSINO TÉCNICO

TÉCNICO EM ESTÉTICA

EMPATIA

MANAUS/AM
2019

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ROBERTA DA SILVA RIBEIRO ASSUNÇÃO

EMPATIA

Trabalho apresentado ao Centro de Ensino


Técnico – CENTEC, Turma TESN 01/19, como
requisito para obtenção de nota total da
avaliação modular da Disciplina de
Humanização e Atendimento no Trabalho.

Professora: Prof. Maiana Ribeiro.

MANAUS/AM
2019

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 3

1 EMPATIA, TERMOS E CONCEITOS ........................................................................ 4

2 EMPATIA NO ATENDIMENTO ................................................................................. 6

3 EMPATIA COMO HABILIDADE ................................................................................ 7

CONCLUSÃO............................................................................................................... 8

REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 9

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INTRODUÇÃO

A empatia é a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação,


compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para
guiar as próprias ações. Segundo John Donne, “nenhum homem é uma ilha, sendo
cada indivíduo um pedaço do continente, uma parte do todo.”
De acordo com Greenberg e Elliott (1997 apud Falcone et al., 2007), o
componente emocional da empatia demonstra sentimento de remissão e fascínio pelo
outro indivíduo, além disso de perturbação com o seu conforto, não recomendando
necessariamente provar os mesmos sentimentos do adjacente ou do mesmo modo
vivenciar um afeto que está mais pendente para as condições do adjacente do que
para a própria condição (HOFFMAN, 1992 apud FALCONE, 2008).
Entende-se que a Empatia faz parte do processo que envolve mecanismo
afetivos, cognitivos e comportamentais em reação ás experiências observadas no
outro pode ser caracterizada na área de saúde como a habilidade do profissional em
entende as experiências e expectativas internas do paciente/cliente e expressa esta
compreensão, promovendo uma melhor comunicação.
A empatia tem a reputação de ser uma emoção vaga, agradável. Muitos a
equiparam à bondade e sensibilidade emocional e à atitude afetuosa e atenciosa para
com os outros.
A empatia é, de fato, um ideal que tem o poder tanto de transformar nossas
vidas quanto de promover profundas mudanças sociais. A empatia pode gerar uma
revolução. Não uma daquelas revoluções antiquadas, baseadas em novas leis,
instituições ou governos, mas algo muito mais radical: uma revolução das relações
humanas. (KRZNARIC, 2015).
O comportamento empático reduzirá o risco de insatisfação e queixas do
paciente/cliente por falhas de comunicação. A habilidade de aceitar e conviver bem
com a diversidade nos torna mais empáticos e tolerantes.
Assim, ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas
principalmente com os desconhecidos ou mesmo com personalidades antagônicas.
Este é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e
vontade, para se colocar no lugar do outro e experimentar uma nova perspectiva. Esta
é uma habilidade que pode ser aprendida, mas que precisa ser diariamente cultivada.

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1 EMPATIA, TERMOS E CONCEITOS

Segundo Feldman e Miranda (2002 apud Del Prette,Del Pretter e Meyer, 2007)
referem-se a estas habilidades como um feitio de “acolher, estimular, escutar,
compreender e ser empático”
Enfatiza-se aqui uma das habilidades sociais – a empatia – que, segundo Carl
Rogers (1959 apud Falcone, Gil e Ferreira, 2007) denota-se em abarcar o interior de
outrem com perfeição e com subsídios emocionais que lhe incumbem como se fosse
o outro indivíduo, no entanto, sem perder jamais o modo de “como se”.
O termo empatia (do grego, empátheia - apreciação do sentimento do outro)
pode ser compreendido como um fenômeno multidimensional complexo, já que
envolve componentes cognitivos, afetivos e comportamentais. O conceito se
caracteriza, portanto, por um conjunto de construtos e atributos.
Neologismo advindo da palavra alemã Einfuhlung, o termo empatia foi usado
inicialmente para descrever os sentimentos vivenciados por um observador diante de
obras de arte. Davis (1983), acrescentou ao termo o aspecto afetivo da tendência do
observador a projetar-se emocionalmente para o objeto contemplado.
A empatia ganhou o campo da Psicologia no início do século XX com Lipps e
Freud (1903), dentro de uma visão eminentemente afetiva, para descrever o processo
afetivo pelo qual as pessoas se colocam no lugar do outro. Freud, a descreveu como
a comunicação direta de inconsciente para inconsciente, sem passar pela
consciência.
Anos depois Kohler (1948), trouxe uma abordagem essencialmente cognitiva à
empatia ao defini-la como a capacidade de compreender (bem mais que compartilhar)
as experiências do outro.
Mead (1934), acrescentou que, para a efetivação das interações sociais,
tomada de perspectiva e abandono da visão egocêntrica seriam essenciais.
Hofmann19 propõe a empatia como uma resposta afetiva mais apropriada à situação
do outro do que à própria situação.
Quase ao final do século XX Davis (1983), propõe o conceito de resposta do
indivíduo às experiências do outro. O componente cognitivo da empatia é também
conhecido como tomada de perspectiva e está relacionado à capacidade do
profissional de inferir sentimentos e pensamentos do paciente no contexto do
atendimento. O componente afetivo da empatia é aquele experimentado pelo
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profissional ao revelar interesse genuíno em compartilhar preocupação ou
consideração pela queixa do paciente.
Por fim, o componente comportamental é caracterizado pelas expressões,
verbais e não-verbais, isto é transmissão e troca de informações acerca do tratamento
entre o profissional e o paciente.
A empatia permite ao profissional conhecer as expectativas dos seus pacientes
a respeito do atendimento, proporcionando ao profissional a oportunidade de adaptar
a sua prática às necessidades do paciente, influenciando, assim, na melhoria da
qualidade do atendimento e no melhor relacionamento entre ambos.
Os pacientes desejam profissionais capazes tecnicamente, mas também
almejam o aspecto humano nas relações sociais. A confiança e a colaboração do
paciente têm importância fundamental para a efetividade dos processos terapêuticos,
indispensáveis à promoção da saúde.
Historicamente, conseguimos enxergar alguns “impedimentos” que nos
colocamos para usarmos intensamente a empatia: Preconceito, autoridade, distância
e negação. O preconceito é como uma venda em nossos olhos, é um julgamento feito
em um momento considerando informações superficiais, sem comprovação; é um
estereótipo do qual devemos fugir.
Ao exercer enorme influências sobre os indivíduos, a autoridade foi utilizada
como desculpa para cumprir tarefas execráveis. Também, não só a distância física,
mas a temporal e, principalmente, a social, nos induzem a ser menos empáticos. E
ainda, após sermos bombardeados com imagens de problemas sociais em diversas
partes do mundo, com o tempo vamos nos tornando insensíveis a elas, “negando’’
sua existência.
Ao tentar se colocar no lugar do outro no ambiente de trabalho, temos muito a
ganhar expandindo nossa capacidade de compreensão dos problemas que nos
rodeiam. Este exercício nos proporciona experimentar outras visões diferentes das
nossas e observar aspectos antes ignorados por nós, pela simples constatação que
enxergamos tudo a nossa volta considerando nossas próprias experiências
pregressas. Essas mesmas experiências nos moldam ao longo do tempo,
desenvolvendo, mesmo que inconscientemente, o poder da empatia.

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2 EMPATIA NO ATENDIMENTO

A habilidade de aceitar e conviver bem com a diversidade nos torna mais


empáticos e tolerantes. É o que vai nos permitir entrar numa sala de reuniões de uma
organização transnacional para uma apresentação a ser feita e transmitir a mensagem
que queremos de forma adequada para cada membro da plateia.
Outro aspecto muito importante que a empatia contribui é para a liderança. Nos
dias de hoje, e com o modelo dinâmico de organizações que vivemos, não cabe mais
o líder autocrático, altamente técnico, mas que não consegue se comunicar bem com
seus liderados. É um exercício diário observar os colegas, subordinados e superiores
e desenvolver a habilidade de ser empático com cada um deles.
Isso significa compreender as demandas individuais e atendê-las de forma
abrangente. Um subordinado demanda orientações para o desenvolvimento da tarefa
de forma a contribuir com a meta do grupo em que está inserido. Um superior
demanda informações já tratadas para o processo decisório. Mesmo tratando de um
assunto comum, as abordagens são completamente diversas e cabe ao líder
compreender essa diferença. Para isso, vai usar muito de sua capacidade de ser
empático com ambos.
As organizações têm muito a ganhar desenvolvendo a empatia em seus
colaboradores, que naturalmente passam a trabalhar mais alinhados com seus
líderes, uma vez que se sentem compreendidos. Isso gera coesão na equipe, e é um
diferencial de mercado, que impacta na rentabilidade, gerando mais resultados.
Precisamos reconhecer a empatia como uma força capaz de promover
mudanças nos diversos meios onde atuemos. Podemos fazer esse exercício
diariamente, em nossas famílias e em nosso ambiente de trabalho, melhorando
nossas relações interpessoais.
Fazer esforço consciente para se colocar no lugar de outra pessoa – inclusive
no de nossos inimigos – para rasgar rótulos, reconhecer sua humanidade,
individualidade e perspectivas: eis um dos grandes diferenciais daqueles que se
esforçam para se destacarem em liderança

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3 EMPATIA COMO HABILIDADE

Para Falcone (2008) cita que de formato geral, a empatia obedece à habilidade
de apreensão de um jeito minudenciado, como ao mesmo tempo, a divisão ou
importância de sentimentos, perfeições e perspectivas dos outros, divulgando esta
combinação de tal modo que o outro indivíduo se conheça envolvido e validado.
Conforme Carl Rogers (1980 apud Morin, 2009) “a empatia é uma habilidade
que se aprende, na medida em que uma pessoa está disposta a aprender”.
Na abordagem cognitiva comportamental de Beck (1997) que acomete a
empatia como questão chave na edificação da conexão com o profissional, devendo
este se botar no lugar do seu usuário, abarcando o que se decorre com este na
ocasião, por meio de seu conjugado de “crenças, percepções, pensamentos, emoções
e comportamentos”, ou seja, perceber este indivíduo no seu contexto.
Estudos indicam que os psicólogos que são mais empáticos alcançaram efeitos
mais benfeitores com seus pacientes/clientes confrontados aos psicólogos menos
empáticos. (FALCONE, 2003 apud BANDEIRA, GUAGLIA, FREITAS, DE SOUSA,
COSTA, GOMIDES e LIMA, 2006).
A empatia é uma habilidade que promove o procedimento de qualquer
profissional da área da saúde e humanas que trabalham inteiramente com o seu
paciente/cliente e/ou usuário, pois ela deve se fazer presente nesta relação para que
assim, se constitua veracidade. Na área médica, por exemplo, a empatia é mais bem
deliberada pelo autor Rogers como uma atitude de se sensibilizar com as variações
dos pacientes, ou seja, o que eles sentem e como isso medita no seu dia-a-dia
(ROGER, 1992 apud COSTA et al., 2010).
Agora para Halpern (2001 apud Costa et al., 2010), “a empatia entre médico e
paciente é importante porque deixa o último mais seguro e disposto a informar com
mais desenvoltura seus problemas, sintoma se dúvidas”. Justamente pelo fato de
sentir seguro naquele que se expôs disposto a ajudá-lo e tratá-lo, feito com que este
paciente não se experimente como mais um paciente e sim, uma pessoa que está
numa etapa complicada e carece de auxílio.

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CONCLUSÃO

Davis (1990) pondera que “a ocorrência da empatia como processo pode ser
facilitada pela atuação do docente, mas a postura empática não poderia ser ensinada
diretamente como uma habilidade”, por meio disto compreende-se que para o
profissional tomar uma postura empática é conciso que ele pré-disponha de modos
empáticos, pois o treinamento pode ser metediço por meio da aprendizagem, mas a
performance empática acoplará dentre outras, das peculiaridades da personalidade
do profissional.
A habilidade de aceitar e conviver bem com a diversidade nos torna mais
empáticos e tolerantes. É o que vai nos permitir entrar numa sala de reuniões de uma
organização transnacional para uma apresentação a ser feita e transmitir a mensagem
que queremos de forma adequada para cada membro da plateia.
Outro aspecto muito importante que a empatia contribui é para a liderança. Nos
dias de hoje, e com o modelo dinâmico de organizações que vivemos, não cabe mais
o líder autocrático, altamente técnico, mas que não consegue se comunicar bem com
seus liderados. É um exercício diário observar os colegas, subordinados e superiores
e desenvolver a habilidade de ser empático com cada um deles.
Isso significa compreender as demandas individuais e atendê-las de forma
abrangente. Um subordinado demanda orientações para o desenvolvimento da tarefa
de forma a contribuir com a meta do grupo em que está inserido. Um superior
demanda informações já tratadas para o processo decisório. Mesmo tratando de um
assunto comum, as abordagens são completamente diversas e cabe ao líder
compreender essa diferença. Para isso, vai usar muito de sua capacidade de ser
empático com ambos.
Portanto, a empatia é muito além do instruir e aprender. Precisa haver uma
pretensão por parte do profissional, em primeiramente expor empenho em
desenvolver ou habilitar tais habilidades, deve-se conhecê-las para praticar destes um
utensílio profissional, para que assim resulte desenvolver com confiabilidade e eficácia
o trabalho do qual foi encarregado a exercer.

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REFERÊNCIAS

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