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Orçamento Público

CAPÍTULO I

1.1. CONCEITOS

1) A ação planejada do Estado quer na manutenção de suas atividades, quer na


execução de seus projetos, materializa-se através do ORÇAMENTO PÚBLICO,
que é o INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO de que dispõe o Poder Público (em
qualquer de suas esferas) para expressar, em determinado período, seu programa
de atuação, discriminando a origem e o montante dos recursos a serem obtidos,
bem como a natureza e o montante dos dispêndios a serem efetuados.

2) É um ato de PREVISÃO de receita e FIXAÇÃO da despesa para um


determinado período, normalmente um ano. É executado durante o ano-financeiro.

3) É um plano de trabalho governamental expresso em termos monetários, que


evidencia a política econômico-financeira do Governo.

1.2. CARACTERÍSTICAS

O ORÇAMENTO não é essencialmente uma lei, mas um PROGRAMA de


TRABALHO do PODER EXECUTIVO. Programa que contém planos de custeio
dos serviços públicos, planos de investimento, de inversões e, ainda, planos de
obtenção de recursos. A execução desse programa de trabalho exige autorização
prévia do órgão de representação popular (CN), e a forma material desse órgão
expressar sua autorização é a LEI (O Poder Legislativo é a representação direta e
democrática da sociedade na Administração Pública. Esta condição lhe confere
uma das maiores responsabilidades na vida política, econômica e social do país).

É considerado um documento que consubstancia as finanças do Estado. É a peça


mais importante da Administração Pública, pois nele estão os PROGRAMAS e
PROJETOS de um Governo que, ao distribuir entre os vários órgãos o dinheiro
arrecadado dos cidadãos, define suas prioridades.

Os principais princípios que os norteiam são os da Anualidade, Universalidade e o


da Unidade.

O seu estudo pode ser considerado sob o ponto de vista “objetivo ou subjetivo”. O
primeiro quando designa o ramo das Ciências das Finanças que estuda a Lei do
Orçamento e o conjunto de normas que se refere durante o ciclo orçamentário, ou
seja, considera a fase jurídica de todas as etapas do orçamento. No aspecto
subjetivo constitui a faculdade adquirida pelo povo de aprovar a priori, por seus
representantes legitimamente eleitos, os gastos que o Estado realizará durante o
exercício.

5) O Orçamento Público é considerado RÍGIDO (pois não pode ser alterado


facilmente – depende de aprovação do Poder Legislativo) e ESTÁTICO (não
muda, a não ser com a abertura de créditos adicionais).

6) É um ato preventivo e autorizativo das despesas que o Estado deve efetuar em


um exercício.

7) Decreto-Lei 200/67, art 16: em cada ano será elaborado um orçamento-


programa que pormenorizará a etapa do programa plurianual a ser realizada no
exercício seguinte e que servirá de roteiro à execução coordenada do programa
anual.

8) na elaboração do orçamento-programa serão considerados, além dos recursos


consignados no Orçamento da União, os recursos EXTRAORÇAMENTÁRIOS
vinculados à execução do programa do Governo.

9) art.18: toda atividade deverá ajustar-se à programação governamental e ao


orçamento-programa.

10) JOÃOANGÉLICO: SE ATÉ 30 DIAS ANTES DO ENCERRAMENTO DO


EXERCÍCIO FINANCEIRO O CONGRESSO NÃO DEVOLVER A PROPOSTA
ORÇAMENTÁRIA, APROVADA, PARA SANÇÃO, SERÁ PROMULGADA COMO
LEI.

11) SE O PROJETO FOR REJEITADO PELO PODER LEGISLATIVO,


SUBSISTIRÁ, PARA O ANO SEGUINTE, A LEI ORÇAMENTÁRIA DO
EXERCÍCIO EM CURSO

12) AS PROPOSTAS ORÇAMENTÁRIAS DAS AUTARQUIAS SÃO POR ELAS


ELABORADAS E APROVADAS POR DECRETO, APÓS EXAME E APROVAÇÃO
DO ÓRGÃOS TÉCNICOS DO P.EXECUTIVO.

1.3. ESPÉCIES DE ORÇAMENTOS

TRADICIONAL (ou Clássico):

Este orçamento caracterizava-se por ser um documento onde apenas constava a


PREVISÃO da Receita e a AUTORIZAÇÃO da Despesa. Os melhoramentos dos
serviços públicos ocorriam somente em razão do superávit (R>D), e os graus de
prioridade eram sujeitos às injunções políticas e ao interesse dos governantes.

Neste orçamento, a administração analisava em primeiro lugar os recursos


disponíveis, em seguida, definia a distribuição desses recursos na manutenção da
rede de serviços públicos. Não havia nenhuma preocupação com as reais
necessidades da administração ou da população e não se consideravam objetivos
econômicos e sociais. Além disso, era corrigido de acordo com o que se gastava
no exercício anterior.

Preocupava-se com os MEIOS e não com os FINS das funções governamentais.


Restringe os GASTOS e as COMPRAS ao montante da receita estimada.

Principais Características:

1) o processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e


programação

2) a alocação de recursos visa à aquisição de meios

3) as decisões orçamentárias são tomadas, tendo em vista as necessidades das


unidades organizacionais

4) na elaboração do orçamento são consideradas as necessidades financeiras das


unidades organizacionais

5) a estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis de gestão

6) os principais critérios classificatórios são: unidades administrativas e elementos

7) inexistem sistemas de acompanhamento e medição do trabalho, assim como


dos resultados

8) o controle visa a avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a


legalidade no cumprimento do orçamento.

ORÇAMENTO DE DESEMPENHO (ou de Realizações):

O orçamento tradicional evoluiu para o orçamento de desempenho. Evidencia-se a


preocupação com o resultado dos gastos e não apenas com o gasto em si.
Buscava-se a definição dos propósitos e objetivos para os quais os créditos se
faziam necessários, ou seja, a preocupação era saber “as coisas que o governo
faz e não as coisas que o governo compra”. Entretanto, não deve ser classificado
como orçamento-programa pois lhe falta uma característica principal, qual seja, a
vinculação a um instrumento central de planejamento das ações do governo.

ORÇAMENTO-PROGRAMA:

Este orçamento foi introduzido no Brasil através da Lei 4320/64 e do Decreto-Lei


200/67.

Pode ser entendido como um PLANO DE TRABALHO, um INSTRUMENTO DE


PLANEJAMENTO da ação do governo, através da identificação dos seus
programas de trabalho, projetos e atividades, além do estabelecimento de
OBJETIVOS e METAS a serem implementados, bem como a previsão dos custos
relacionados (o orçamento-programa tem como preocupação básica a
identificação dos custos dos programas propostos para alcançar os objetivos).

O Orçamento-Programa põe em destaque as METAS, os OBJETIVOS e as


INTENÇÕES do Governo; consolida um grupo de programas que o Governo se
propõe a realizar durante um período.

Enquanto o Orçamento-Tradicional mostrava o que se pretendia GASTAR ou


COMPRAR, o Orçamento-Programa realça o que se pretende realizar, não
limitando as metas governamentais aos recursos orçamentários previstos.

ORÇAMENTO-PROGRAMA distingue-se do ORÇAMENTO TRADICIONAL porque


este parte da previsão de recursos para a execução de atividades instituídas,
enquanto aquele, a previsão de recursos é a etapa final do planejamento.

Principais Características:

1) o orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da


organização

2) a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas

3) as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises


técnicas das alternativas possíveis

4) na elaboração do orçamento são considerados todos os custos dos programas,


inclusive os que extrapolam o exercício

5) a estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de


planejamento

6) o principal critério de classificação é o funcional-programático

7) há utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos


resultados

8) o controle visa avaliar a EFICIÊNCIA, a EFICÁCIA e a EFETIVIDADE das ações


governamentais.

A elaboração do Orçamento-Programa abrange QUATRO ETAPAS:

1) PLANEJAMENTO: é a definição dos OBJETIVOS a atingir;

2) PROGRAMAÇÃO: é a definição das ATIVIDADES necessárias à consecução


dos objetivos;

3) PROJETO: é a estimação dos recursos de TRABALHO necessários à


realização das atividades;
4) ORÇAMENTAÇÃO: é a estimação dos recursos FINANCEIROS para pagar a
utilização dos recursos de trabalho e PREVER as fontes dos RECURSOS.

Atenção: ORÇAMENTO BASE-ZERO (ou por ESTRATÉGIA) constitui uma


TÉCNICA para a elaboração do Orçamento-Programa, pois é um processo
operacional, de planejamento e orçamento, exigindo que os órgãos
governamentais deverão justificar detalhadamente os recursos solicitados (a
totalidade de seus gastos). Devem ser feitas a análise, revisão e avaliação de
todas as despesas propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o
nível de gasto já existente no exercício anterior.

Todos os programas devem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclo
orçamentário, não existindo direitos adquiridos sobre verbas anteriormente
outorgadas. Principais características:

1) revisão crítica dos gastos tradicionais da cada área

2) criação de alternativas para facilitar a escala de prioridades a serem levadas


para decisão superior

3) o processo orçamentário concentra a atenção na análise de objetivos e


necessidades.

4) faz os gerentes de todos os níveis avaliar melhor a aplicação eficiente das


dotações em suas atividades

O orçamento base-zero não é um método de organizar ou apresentar o orçamento


público, voltando-se, antes de tudo, para a avaliação e a tomada de decisão sobre
despesas.

CAPÍTULO II

1.4. CICLO ORÇAMENTÁRIO


O orçamento passa por diversas fases até estar pronto para ser executado, inicia-
se com uma proposta que se transformará em projeto de lei que será apreciado,
emendado, aprovado, sancionado e publicado passando pela execução (momento
em que ocorre a arrecadação da receita e a realização da despesa), dentro do
exercício financeiro, até o acompanhamento e avaliação da execução, realizada
pelos controles internos e externos.

1) ELABORAÇÃO – competência exclusiva do Poder Executivo

A primeira etapa, Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária, tem início com a


definição de cada unidade gestora da sua proposta parcial de orçamento. A
setorial orçamentária recebe todas as propostas parciais de todas as unidades que
compõem o órgão e consolida tudo numa ÚNICA proposta do ÓRGÃO ou
MINISTÉRIO (no caso do Governo Federal). Todas essas Propostas Setoriais dos
Órgãos de TODOS os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), inclusive do
Ministério Público da União, são encaminhadas para o ÓRGÃO CENTRAL DO
SISTEMA DE ORÇAMENTO E GESTÃO (SOF-MPOG), para nova consolidação,
daí surge o PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA que será submetido ao Chefe do
Poder Executivo (Presidente da República) que fará o encaminhamento do Projeto
ao Poder Legislativo (Congresso Nacional), por meio de MENSAGEM –
competência privativa – CF/88, art. 84, inciso XXIII.

* uma vez enviada a proposta de lei orçamentária ao Congresso Nacional, a


REGRA GERAL é a de NÃO SE ADMITIREM EMENDAS que AUMENTEM a
DESPESA prevista (CF,63,I), uma vez que os projetos são de iniciativa exclusiva
do Presidente da República. Obs.: admitidos os provenientes de anulação de
despesa, excluídas as que incidam sobre: pessoal e seus encargos, serviço da
dívida e transf. Tributárias constitucionais, ou mesmo, por reestimativas de receitas
(a LRF estabelece que só se admitirá reestimativa se comprovado erro ou omissão
de ordem técnica ou legal).

* as proposta parciais de orçamento do Poder Judiciário e do Ministério Público


obedecerão aos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na
LDO; se estas propostas não forem encaminhadas dentro do prazo estabelecido
na LDO, o P.Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta
orçamentária anual, os valores aprovados na Lei Orçamentária vigente; se as
propostas forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados, o
P.Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação.

ART.99 CF88: autonomia administrativa e financeira ao Poder Judiciário

ART.127 §3º.: O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro


dos limites estabelecidos na LDO

2) APROVAÇÃO (discussão e votação) – competência exclusiva do Poder


Legislativo

Após o Projeto ser remetido ao Congresso Nacional, ele será apreciado pela
Comissão Mista Permanente de Orçamento (Comissão Mista de Planos,
Orçamentos Públicos e Fiscalização) composta de Deputados e Senadores. Esta
Comissão tem a função de examinar e emitir PARECER sobre o Projeto de Lei e
Emendas apresentadas, bem como ACOMPANHAR e FISCALIZAR a Execução
do Orçamento.

Recebida a proposta, a Comissão Mista realiza a adequação orçamentária e


financeira do Projeto, fundamentando-se no exame da conjuntura macroeconômica
e do endividamento, na análise das metas fiscais, da evolução e da avaliação das
estimativas das receitas, na observância dos limites previstos na LRF, na análise
da programação das despesas e na comparação do projeto apresentado com a
execução do exercício anterior e com a lei orçamentária vigente. Emitindo
posteriormente seu Parecer.

O Projeto de Lei Orçamentária, assim como as Emendas propostas ao Projeto


após PARECER da Comissão Mista Permanente serão APRECIADAS pelo
PLENÁRIO das DUAS CASAS* do Congresso Nacional. Com a APROVAÇÃO do
Projeto pelo Plenário do Congresso Nacional, será devolvido ao Presidente da
República que Poderá SANCIONÁ-LO ou propor VETOS*. Havendo a Sanção,
deverá ser encaminhado para Publicação.

Processo Legislativo: a elaboração da lei orçamentária é etapa que, efetivamente,


caracteriza a idéia de processo orçamentário e configura um processo legislativo
especial, compreendendo as seguintes fases e respectivas operações:

a) Iniciativa: traduz a responsabilidade, pela apresentação do projeto de lei


orçamentária ao Legislativo

b) Discussão: é a fase dos trabalhos consagrada ao debate em plenário. Divide-se


em: Emendas, Voto do Relator, Redação Final e Votação em Plenário.

c) Sanção: é definida como a aquiescência do titular do Poder Executivo ao projeto


de lei aprovado pelo Poder Legislativo (estar de acordo com).

d) Veto: se o titular do Poder Executivo (Presidente da República) não estiver de


acordo, poderá vetar total ou parcialmente o projeto de lei, dentro de 15 dias úteis
contados do recebimento do projeto, comunicando ao Poder Legislativo
(Presidente do Senado) os motivos do veto, em até 48 horas.

O veto parcial ou total deverá ser apreciado em sessão do CN e votado num prazo
não superior a 30 dias. Com o voto da MAIORIA ABSOLUTA dos Deputados e
Senadores, em escrutínio secreto, o veto será rejeitado e o projeto aprovado
anteriormente pelo Legislativo retornará ao Executivo para promulgação, que terá
48 horas; em caso de silêncio, será promulgado pelo Presidente do Senado ou o
Vice-Presidente do Senado, após 48 horas.. no caso de manutenção do veto
parcial, o projeto será promulgado pelo Executivo sem a parte vetada.

e) Promulgação: é o atestado da existência de uma lei. É um ato declaratório.


Mostra que a lei é executável,mas ainda não é obrigatória, pois precisa, para tanto,
ser Publicada.

f) Publicação: é o ato pelo qual é dado a conhecer que uma lei nova está em vigor.
Ao contrário da promulgação que revela a executoriedade de uma lei, a publicação
impõe sua obrigatoriedade.
* a apreciação e a votação dos projetos referentes às leis orçamentárias e às leis
referentes a créditos suplementares e especiais cabem ao P.Legislativo (não
poderá ser objeto de lei delegada).

* na União, a apreciação dos referidos projetos e créditos adicionais, será feita


conjuntamente pelas duas casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado).
Essa apreciação obedecerá às regras do regimento comum (Regimento do CN –
Resolução no. 01/CN/1970). Ressalta-se que, embora a sessão de apreciação das
leis orçamentárias (discussão e votação) seja conjunta, a apuração dos votos dar-
se-á separadamente. Nas deliberações, os votos da câmara dos deputados e do
senado federal serão sempre computados separadamente e o voto contrário de
uma das casas, ou seja, a não-obtenção de maioria simples, em pelo menos uma
das casas, importará na rejeição da matéria.

* a aprovação do orçamento é formalizada através dos seguintes Atos:


DECRETAÇÃO pelo P.Legislativo, SANÇÃO pelo Ch. do Executivo e
PROMULGAÇÃO por um ou outro Poder.

3) EXECUÇÃO

No início do exercício financeiro, após a publicação do Quadro de Detalhamento


da Despesa /QDD (documento contendo dados mais analíticos acerca da
autorização dada na lei, em nível de projeto, atividade, operação especial e de
elemento de despesa), os órgãos começarão a executar o orçamento. Para que os
órgãos possam começar a executar o orçamento, a Secretaria do Tesouro
Nacional providenciará a consignação da dotação orçamentária, em nível de QDD,
a todos os órgãos e ministérios contemplados na Lei de Meios, que, a partir desse
momento, podem efetivamente executar os seus programas de
trabalho,concretizando, assim, os diversos atos e fatos administrativos, como
emissão de empenhos, registro da liquidação da despesa, emissão de ordens
bancárias e registro da arrecadação da receita, dentre outros.

* na ocorrência de algum incidente no decorrer das etapas do ciclo orçamentário,


que impeça a disponibilização da dotação orçamentária à disposição das unidades
orçamentárias no início do exercício financeiro, os órgãos poderão utilizar-se do
instituto denominado DUODÉCIMO (desde que previsto na LDO). Tal instituto
possibilita aos órgãos a executar em cada mês do exercício financeiro, um doze
avos do projeto de lei orçamentária que está sendo apreciado, de modo a não
prejudicar totalmente a execução orçamentária prevista para o exercício.

IMPORTANTE: quando o legislativo não recebe o projeto de lei orçamentária no


prazo fixado nas constituições e leis orgânicas dos municípios, considerará como
proposta a lei de orçamento vigente (art. 32 da 4.320⁄64).

Após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo dispõe de 30 dias para


estabelecer a programação financeira e o cronograma de execução mensal de
desembolso, de forma a cumprir as metas estabelecidas.

A Programação Financeira compreende um conjunto de atividades com o objetivo


de ajustar o ritmo de execução do orçamento ao fluxo provável de recursos
financeiros. Assegurando a execução dos programas anuais de trabalho,
realizados por meio do SIAFI, com base nas diretrizes e regras estabelecidas pela
legislação vigente.

Logo após a sanção presidencial à Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso


Nacional, o Poder Executivo mediante decreto estabelece em até trinta dias a
programação financeira e o cronograma de desembolso mensal por órgãos,
observadas as metas de resultados fiscais dispostas na Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

A Programação Financeira se realiza em três níveis distintos, sendo a Secretaria


do Tesouro Nacional o órgão central, contando ainda com a participação das
Subsecretárias de Planejamento, Orçamento e Administração (ou equivalentes os
órgãos setoriais - OSPF) e as Unidades Gestoras Executoras (UGE).

Compete ao Tesouro Nacional estabelecer as diretrizes para a elaboração e


formulação da programação financeira mensal e anual, bem como a adoção dos
procedimentos necessários a sua execução. Aos órgãos setoriais competem a
consolidação das propostas de programação financeira dos órgãos vinculados
(UGE) e a descentralização dos recursos financeiros recebidos do órgão central.
Às Unidades Gestoras Executoras cabem a realização da despesa pública nas
suas três etapas, ou seja: o empenho, a liquidação e o pagamento

4) CONTROLE

Nesta fase ocorre o ACOMPANHAMENTO e AVALIAÇÃO do processo de


execução orçamentária, que segundo a legislação em vigor será INTERNO
quando realizado pelos Agentes do próprio Órgão, ou EXTERNO quando realizado
pelo Poder Legislativo, auxiliado tecnicamente pelo Tribunal de Contas.

CAPÍTULO III
1.5. TIPOS DE ORÇAMENTOS SEGUNDO O REGIME POLÍTICO

Segundo o Professor Lino Martins da Silva em seu livro Contabilidade


Governamental, tipo de orçamento é a característica que determina a maneira pela
qual o orçamento é elaborado, dependendo do regime político vigente; daí dizer
que os orçamentos variam segundo a forma de Governo e podem ser classificados
em três tipos:

1) Legislativo: Elaboração, Votação e Aprovação são de competência do Poder


Legislativo, cabendo ao Executivo apenas a Execução;

2) Executivo: Elaboração, Aprovação, Execução e Controle são de competência do


Poder Executivo.

3) Misto: Elaboração e Execução – competência do Executivo; Votação e Controle


– competência do Legislativo. (regime vigente no Brasil atualmente).

1.6. ASPECTOS DO ORÇAMENTO

O orçamento é estudado sob vários aspectos: político, jurídico, econômico e


financeiro.

1) Aspecto Político

É o aspecto que diz respeito a sua característica de Plano de Governo ou


Programa de Ação do Grupo ou Partido que detém o poder.

2) Aspecto Jurídico

É o que define a Lei Orçamentária no conjunto de leis do país e constitui um


aspecto bastante discutido, uma vez que para alguns autores o orçamento é
sempre uma lei; para outros tanto pode ser uma lei, como mero ato administrativo;
e, finalmente, para outros, o orçamento nunca é uma lei.

Sobre o assunto, Aliomar Baleeiro, na obra Uma Introdução à Ciência das


Finanças, citando Jeze, inclui orçamento na classe dos ATOS-CONDIÇÃO, ou
seja, atos que não acrescentam nada ao conteúdo da lei.

Por sua vez, Amilcar de Araujo Falcão, na obra Uma introdução ao direito
tributário, escreveu:

"Como se sabe, é uma peculiaridade do orçamento a de que, emanado embora do


legislativo, não possui eficácia para criar e extinguir tributos, ou para modificar a lei
que os instituiu. A eficácia jurídica do orçamento é limitada, pois só tem por efeito
determinar aos funcionários da administração que lancem e arrecadem os tributos
ali contemplados. O orçamento, pois, é lei formal de eficácia reduzida por
dispositivo constitucional e, por sua natureza, ou ratione materiae, constitui ato
administrativo correspondente à categoria dos atos-condição."
As Constituições brasileiras sempre consagram o princípio do ATO-CONDIÇÃO
para a Lei Orçamentária, vale dizer, o de que é um ato jurídico de procedência
legislativa, mas que nada acrescenta ao conteúdo da Lei, ainda que, sem ele e em
certos casos, a Lei não teria eficácia.

3) Aspecto Econômico

É o resultado da evolução das características políticas do orçamento. Se o


orçamento público é peça fundamental ao cumprimento das finalidades do Estado,
não há dúvida de que deverá observar que o melhor plano é aquele que resulta em
maior produção com menor gasto.

Por outro lado, a evolução das características políticas imprimiu ao orçamento o


papel de regulador da economia, uma vez que os Governos têm a precípua
obrigação de:

_ atender às necessidades econômicas e sociais da coletividade;


_ aproveitar os recursos humanos e materiais, no sentido de aumentar a renda
nacional;
_ redistribuir a renda nacional, com o objetivo de elevar o nível econômico da
população, assegurando a todos uma existência digna.

Esses aspectos do estudo orçamentário são de suma importância, pois a


intervenção do Estado na economia deve objetivar, entre outras coisas, a criação
de empregos mediante novas fontes de trabalho e assim intervir na solução dos
problemas sociais.

4) Aspecto Financeiro

É caracterizado pelo fluxo monetário das entradas da receita e das saídas da


despesa, meio efetivo e normal da execução orçamentária. Sob esse aspecto, o
Poder Público deve ter em vista dois enfoques:

_ obtenção de receitas para atender às necessidades coletivas;


_ distribuição do ônus tributário pela população de forma eqüitativa.

A gestão financeira das entradas e saídas de numerário é feita por um órgão


tradicionalmente denominado de Tesouro Público e que em alguns entes
governamentais recebe o nome de Secretaria do Tesouro, como no caso da União,
ou Superintendência do Tesouro, como ocorre em diversos Estados e Municípios.

CAPÍTULO IV
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

A Lei do Orçamento conterá a discriminação da Receita e Despesa, de forma a


evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do governo,
obedecidos os princípios da UNIDADE, UNIVERSALIDADE E ANUALIDADE.
(principais)

Princípio da UNIDADE

O orçamento deve constituir UMA SÓ PEÇA, ou seja, deve haver SOMENTE UM


ÚNICO ORÇAMENTO para o exercício financeiro, evitando orçamentos paralelos.
Cada entidade de direito público deve possuir apenas um orçamento,
fundamentado em uma única política orçamentária e estruturado uniformemente.
Assim, existe o orçamento da União, o de cada Estado e o de cada Município.

Outra definição aceita: UNIDADE de Caixa, isto é, todas as receitas devem entrar
em uma CAIXA ÚNICA e daí deverá sair o dinheiro para o pagamento de todas as
despesas.

Princípio da UNIVERSALIDADE

A Lei orçamentária deve incorporar TODAS as Receitas e Despesas, inclusive as


operações de crédito autorizadas por lei, com exceção das OPERAÇÕES DE
CRÉDITO POR ANTECIPAÇÃO DE RECEITA, DAS EMISSÕES DE PAPEL-
MOEDA e OUTRAS ENTRADAS COMPENSATÓRIAS NO ATIVO E NO PASSIVO
FINANCEIROS.
(nenhuma instituição pública deve ficar fora do orçamento).

Princípio da ANUALIDADE ou Periodicidade

As previsões de receitas e despesas devem referir-se sempre a um período


limitado de tempo; estabelece que a cada ano financeiro (período de 12 meses)
seja elaborado uma nova lei orçamentária. No Brasil, por força do artigo 34, que
definiu que o exercício financeiro coincidirá com o ano civil, este período coincide
com o ano civil, ou seja, vai de 01 de janeiro a 31 de dezembro.

Esta regra obriga o Poder Executivo a pedir, periodicamente, nova autorização


para cobrar tributos e aplicar o produto da arrecadação; permite também um maior
controle do legislativo sobre os atos administrativos de natureza financeira, além
de possibilitar que os planos sejam revistos anualmente, de forma a aperfeiçoá-los.

EXCEÇÃO: § 2º do art. 167 CF/88: os Créditos ESPECIAIS e


EXTRAORDINÁRIOS terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ATO de AUTORIZAÇÃO for promulgado nos últimos 4
meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos,
serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.

Princípio da EXCLUSIVIDADE

A lei orçamentária deverá conter somente matéria de natureza orçamentária, não


podendo constar dispositivo estranho à previsão da receita e a fixação da despesa.

EXCEÇÃO: autorização para abertura de créditos suplementares na própria Lei


Orçamentária Anual (LOA) e a contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação da receita, para atender a insuficiência de caixa.

Princípio da ESPECIFICAÇÃO

Também conhecido como princípio da DISCRIMINAÇÃO ou da


ESPECIALIZAÇÃO, visa impedir a inclusão de Dotações Globais, tanto para
arrecadar tributos como para aplicar os recursos financeiros; exige que o plano de
cobrança dos tributos e o programa de custeio e investimentos sejam expostos
pormenorizadamente.

Princípio da PUBLICIDADE

Mais do que um princípio orçamentário, a PUBLICIDADE é um Princípio


Constitucional que deve nortear todos os atos da Administração Pública. O maior
objetivo deste princípio é proporcionar publicidade aos atos públicos na busca da
tão difundida transparência dos gastos públicos.

Princípio do EQUILÍBRIO

Estabelece que NÃO haverá Despesa sem Receita correspondente; o total da


despesa orçamentária não pode ultrapassar o total da receita orçamentária
prevista para cada exercício financeiro.

Princípio do ORÇAMENTO BRUTO

As receitas e as despesas devem constar da lei orçamentária e de créditos


adicionais pelos seus valores brutos, sem nenhuma dedução.

Princípio da Não-Vinculação da Receita de IMPOSTOS


Todos os recursos devem ser recolhidos a uma caixa única do tesouro, sem
discriminação quanto a sua destinação.

CF/88 – receita proveniente de impostos: vedada a sua vinculação a determinado


órgão, fundo ou despesa.

CAPÍTULO V

CRÉDITOS ADICIONAIS
(Artigos 40 a 46 da Lei 4320//64)

Os Créditos Adicionais são autorizações de despesas não computadas ou


insuficientemente dotadas ou programadas na lei orçamentária, ou seja, são
considerados instrumentos de ajustes orçamentários, que visam, dentre outras
coisas, corrigir planejamentos mal formulados, atender situações inesperadas,
emergenciais, imprevisíveis, etc.

* Os Créditos Adicionais AUMENTAM a Despesa Pública do exercício, já fixada no


orçamento. A fim de não prejudicar o equilíbrio do orçamento em execução, a lei
determina que cada solicitação de crédito adicional será acompanhada da
indicação de recursos hábeis, com EXCEÇÃO dos Créditos Adicionais
EXTRAORDINÁRIOS.

Os Créditos Adicionais se dividem em três espécies/tipos: SUPLEMENTARES,


ESPECIAIS e EXTRAORDINÁRIOS.

Créditos SUPLEMENTARES

Os Créditos SUPLEMENTARES têm a finalidade de reforçar o orçamento, isto é,


existe orçamento previsto, porém em montante inferior ao necessário. (caso típico
dos acréscimos de despesas com pessoal, por subestimativa da previsão, por
aumento de vencimentos...)
ATENÇÃO - O Poder Legislativo pode autorizar a abertura de Crédito
SUPLEMENTAR na própria Lei Orçamentária, ATÉ DETERMINADO VALOR.

O período de vigência dos Créditos Suplementares é ADSTRITO ao exercício


financeiro em que forem abertos. Este é o ÚNICO Crédito Adicional que não pode
ser reaberto no exercício seguinte, ainda que aberto nos últimos quatro meses do
exercício anterior.

O Crédito Suplementar é AUTORIZADO por LEI (P.Legislativo) e ABERTO por


DECRETO (P. Executivo).

A sua abertura DEPENDE DA INDICAÇÃO DE RECURSOS disponíveis que


sustentarão a abertura dos respectivos créditos e será PRECEDIDA de
EXPOSIÇÃO JUSTIFICATIVA.

A lei que autoriza a abertura de um crédito adicional é uma só, mas pode existir
mais de um decreto abrindo, parceladamente, o crédito autorizado.

Créditos ESPECIAIS

Os Créditos ESPECIAIS são destinados às despesas para as quais NÃO HAJA


DOTAÇÃO ou categoria de programação específica na própria Lei Orçamentária,
visam atender DESPESAS NOVAS, não previstas na LOA, mas que surgiram no
decorrer do exercício. (criação de órgão)

ATENÇÃO – Em regra, os Créditos Adicionais ESPECIAIS terão vigência dentro


do próprio exercício financeiro em que forem abertos, salvo se o ATO DE
AUTORIZAÇÃO for promulgado nos ÚLTIMOS QUATRO MESES do exercício,
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao
orçamento do exercício financeiro subseqüente.

A abertura do Crédito ESPECIAL é realizada por meio de DECRETO do Poder


EXECUTIVO,
após prévia autorização legislativa em LEI ESPECIAL e DEPENDE da
INDICAÇÃO de RECURSOS.

Crédito EXTRAORDINÁRIO

Os Créditos EXTRAORDINÁRIOS são destinados somente ao atendimento de


DESPESAS URGENTES E IMPREVISÍVEIS, tais como as decorrentes de guerra,
comoção interna ou calamidade pública.

Os Créditos EXTRAORDINÁRIOS, devido ao seu caráter de URGÊNCIA, NÃO


NECESSITAM DE AUTORIZAÇÃO legislativa prévia para sua abertura e NEM DA
INDICAÇÃO DE RECURSOS.

IMPORTANTE: Os Créditos EXTRAORDINÁRIOS, no caso da União, são abertos


pelo Poder Executivo por meio de MEDIDA PROVISÓRIA e submetidos
imediatamente ao Poder Legislativo, por força do artigo 62 da CF 88, justificando
as causas determinantes do ato. (poderá ser aberto, também, por Decreto do
Executivo).

A VIGÊNCIA dos Créditos EXTRAORDINÁRIOS, a exemplo dos Créditos


Especiais, será dentro do exercício financeiro, no entanto se a lei for promulgada
nos últimos quatro meses do exercício financeiro, poderão ser reabertos pelos
seus saldos no próximo exercício.

CAPÍTULO V

O processo orçamentário é composto das seguintes etapas:

1) fixação das metas de resultado fiscal (constante do anexo de metas fiscais da


LDO e tem por finalidade garantir a redução gradual da relação dívida pública ⁄
PIB. O limite do endividamento corresponderá a um percentual da RECEITA
CORRENTE LÍQUIDA). Depois de estabelecida a meta fiscal, inicia-se a
elaboração do orçamento com a estimativa da receita, possibilitando, a seguir, fixar
o valor da despesa.

2) previsão ou estimativa da receita (observarão normas técnicas e legais,


considerando os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de
preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fatos relevante e serão
acompanhadas de demonstrativos de sua evolução e da metodologia de cálculo e
premissas utilizadas).

LEGISLAÇÃO, PREÇO e RENDA, configuram-se como parâmetros fundamentais


para estimativas das receitas.

3) cálculo da necessidade de financiamento (as necessidades são apuradas nas


três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Cada ente da Federação
deverá indicar os resultados fiscais pretendidos para o exercício financeiro a que a
LDO se referir e os dois seguintes).

As necessidades de financiamento do setor público são apuradas separadamente


pelos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social e pelo Orçamento de
Investimento das Estatais.
As necessidades de financiamento do Governo Central corresponde ao resultado
dos orçamentos fiscais e da seguridade social, e se expressam por meio do
resultado primário e resultado nominal.

A soma das necessidades de financiamento do governo central com as das


empresas estatais, correspondem as necessidades de financiamento da União.

O resultado primário de determinado ente representa a diferença entre

1) RECEITAS PRIMÁRIAS (impostos, taxas, contribuições e demais receitas,


EXCLUINDO-SE: operações de crédito, receitas de rendimentos de aplicações
financeiras, empréstimos concedidos, privatizações, superávit financeiro)

2) DESPESAS PRIMÁRIAS (despesas orçamentárias, EXCLUINDO-SE:


amortizações, juros e encargos da dívida, aquisição de títulos de capital
integralizado, concessão de empréstimos)

Superávit primário = receitas primárias > despesas primárias

4) fixação dos valores para despesas obrigatórias (são despesas obrigatórias: as


transferência constitucionais – fundo de participação dos estados e dos
municípios, programas de financiamento do setor produtivo das regiões norte,
nordeste e centro-oeste – as despesas de pessoal e encargos sociais, benefícios
previdenciários, as decorrentes de dívidas públicas, contratuais e mobiliárias, e as
relacionadas com sentenças judiciais transitadas em julgado (precatórios).

5) determinação dos limites para despesas discricionárias

Após estimadas todas as receitas, considerando-se a meta de resultado primário


prevista na LDO, e determinadas as despesas obrigatórias (que têm seu montante
determinado por disposições legais e constitucionais), o restante destina-se às
despesas discricionárias (fixadas em conformidade com disponibilidade de
recursos financeiros).

Classificam-se como despesas discricionárias as despesas primárias de execução


não obrigatória no âmbito dos três Poderes e do Ministério Público. Por meio
dessas despesas, o Governo materializa as políticas setoriais, viabilizando sua
plataforma de “campanha”, pois possui a discricionariedade de alocação e
execução das dotações orçamentárias de acordo com suas metas e prioridades.

6) elaboração das propostas setoriais

As diversas unidades elaboram simultaneamente as propostas e definem sua


programação orçamentária, resultando numa estrutura programática formada pelos
programas e suas respectivas ações (projetos, atividades e operações especiais).

Após a definição da estrutura programática, é feito o detalhamento da proposta


setorial, onde será enviado ao Órgão Central do Sistema Orçamentário para
realizar os ajustes, que serão negociados com os órgãos setoriais do Poder
Executivo, decorrentes de revisão das estimativas de receitas e fixação de
despesas.

7) processo legislativo
8) sanção da lei
9) execução orçamentária
10) alterações orçamentárias

CAPÍTULO VII

INSTRUMENTOS NORMATIVOS DO SISTEMA ORÇAMENTÁRIO

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o Plano Plurianual (PPA)


II - as Diretrizes Orçamentárias (LDO)
III - os Orçamentos Anuais (LOA)

São três leis ordinárias: sua aprovação depende somente da maioria simples
(50%+1 dos presentes de cada Casa).

Cabe a LEI COMPLEMENTAR dispor sobre o Exercício Financeiro, a Vigência, os


Prazos, a Elaboração e a Organização do PPA, LDO e da LOA. (165, § 9º.). <<<
VOEPE >>>

* Lei Complementar: disciplina matéria especificamente a ela reservada pelo texto


constitucional. Sua aprovação depende da maioria absoluta, ou seja, 50%+1 dos
membros de cada Casa.

* NÃO fala nada sobre os créditos adicionais

Os projetos de lei desses instrumentos de planejamento são de iniciativa


PRIVATIVA do Chefe do Poder Executivo, ou seja, somente o Presidente da
República, no caso da União, pode encaminhá-los ao Congresso Nacional. Art 84
CF88: compete privativamente ao Presidente da República: XXIII: enviar ao CN o
PPA, a LDO e a LOA.

Art. 84 XXVI: compete privativamente ao Presidente da República editar Medidas


Provisórias com força de lei.

A CF/88 veda a edição de Medida Provisória sobre: PPA, LDO, LOA e Créditos
Adicionais ESPECIAIS e SUPLEMENTARES (art.62,§1º,I,d).

Art. 62: em caso de relevância e urgência, o PRESIDENTE DA REPÚBLICA (veja


que NÃO está escrito CH. DO PODER EXECUTIVO), poderá adotar MEDIDAS
PROVISÓRIAS, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional.

A ABERTURA de Créditos EXTRAORDINÁRIOS, SOMENTE será admitida para


atender despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra,
comoção interna ou calamidade pública, e será realizada por MEDIDA
PROVISÓRIA. (art. 167 §3º, combinado com art. 62).

OBS: Art. 44 da Lei 4320/64: Os Créditos Extraordinários serão abertos por


DECRETO do Poder Executivo, que deles dará imediato conhecimento ao Poder
Legislativo.

Obs: art. 62, §9º, CF/88: caberá a comissão mista de deputados e senadores
examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem
apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casa do
Congresso Nacional.

Os Projetos de Lei relativos ao Plano Plurianual, às Diretrizes Orçamentárias, ao


Orçamento Anual e aos Créditos Adicionais, serão apreciados pelas DUAS Casas
do Congresso Nacional, na forma do REGIMENTO COMUM. (art. 166 CF88).

PLANO PLURIANUAL ( PPA )

Anteriormente a 1988, o que mais se aproximou da idéia de plano ou programa


plurianual a ser implementado por todas as esferas de governo foram o QUADRO
DE RECURSOS E DE APLICAÇÃO DE CAPITAL (QRAC) e o ORÇAMENTO
PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS (OPI).

QRAC: criação da Lei 4320/64; apresentava as seguintes características:

1) compreendia as receitas e despesas de capital


2) era aprovado por Decreto do Poder Executivo
3) cobria, no mínimo, um TRIÊNIO
4) era ANUALMENTE reajustado, com o acréscimo de mais um exercício

OPI: Constituição de 67 e EC 001/69. durou 20 anos. Aprovado por LEI.


Praticamente manteve o modelo do QRAC.
De acordo com o art. 165, §1º. da CF88, a Lei que instituir o Plano Plurianual
deverá estabelecer, de forma regionalizada: o D O M.

- as Diretrizes
- os Objetivos e
- as Metas da Administração Pública Federal para as DESPESAS de CAPITAL e
outras delas decorrentes e para as relativas aos Programas de Duração
Continuada.

FORMA REGIONALIZADA: no caso Federal, consistem nas 5 regiões geográficas


q dividem o país; nos Estados do Ceará e do Pará, a base da regionalização do
PPA são as regiões administrativas.

DIRETRIZES: são ORIENTAÇÕES GERAIS que nortearão a captação, gestão e


gasto de recursos a longo prazo, visando ao alcance dos objetivos programados;

OBJETIVOS: consistem na DISCRIMINAÇÃO DOS RESULTADOS QUE SE


PRETENDE ALCANÇAR com a execução das ações governamentais (elevar o
nível educacional e combater o analfabetismo);

METAS: representa a QUANTIFICAÇÃO FÍSICA dos objetivos (contratação de 300


professores);

DESPESAS DE CAPITAL: grupo de despesas da Adm. Pública, utilizadas para


classificar os gastos com investimentos, inversões financeiras e transferências de
capital (construção de escolas, hospitais, creches...);

TODAS AS DESPESAS DE CAPITAL CONSTARIAM DO PPA ???????

NÃO. Art. 22 da Lei 11.653 (PPA 2008-2011): ficam dispensadas de discriminação


no PPA, as ações orçamentárias cuja execução restrinja-se a um ÚNICO exercício
financeiro.

Obs: Nenhum INVESTIMENTO cuja Execução ultrapasse UM Exercício Financeiro


poderá ser INICIADO sem prévia inclusão no Plano Plurianual, OU sem lei que
autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade (art. 167 §1º. CF/88).

“e outras delas decorrentes”: são despesas correntes (de custeio, de manutenção,


operacionais) que serão geradas após a conclusão dos investimentos realizados
(despesas de capital). Ex: contratação de professores, médicos...

PROGRAMAS DE DURAÇÃO CONTINUADA: são programas cuja execução


ultrapassem UM exercício financeiro (ex: bolsa escola, programas relacionados a
áreas de saúde e educação). São ações de natureza finalística, ou seja, a
prestação de serviços à comunidade.

Os programas de duração continuada deverão conter metas de qualidade e de


produtividade a serem atingidas em prazo definido.
Exemplos em que a expressão programa de duração continuada é conceituada:

1) definidos como gastos correntes das atividades incluídas em subprogramas


tipicamente voltados para as ações-fim.

2) ações que resultam em serviços prestados à comunidade passíveis de


quantificação, EXCLUÍDAS as ações de manutenção administrativa.

3) os que resultem em prestação de serviços diretamente à comunidade,


EXCLUÍDOS o pagamento de benefícios previdenciários e os encargos
financeiros.

O PPA é doutrinariamente conhecido como Planejamento Estratégico, de médio


prazo, da administração pública brasileira, que contém os projetos e atividades que
o governo pretende realizar, ordenando as ações e visando à consecução de
objetivos e metas a serem atingidos em quatro anos.

A elaboração dos PLANOS e PROGRAMAS NACIONAIS, REGIONAIS e


SETORIAIS, assim como a elaboração das Leis de Diretrizes Orçamentárias e dos
Orçamentos Anuais, serão realizados em consonância com o PLANO
PLURIANUAL e apreciados pelo Congresso Nacional. (Art. 165 §4º. CF88)

É bom assimilar que tais planos e programas nacionais, regionais e setoriais


podem aplicar-se a períodos MAIORES que os de vigência dos PPA (ex: PLANO
DECENAL DA EDUCAÇÃO).

Lei 11.653, ABRIL 2008: Dispõe sobre o PPA para o período 2008 a 2011:

O PPA 2008-2011 organiza a atuação governamental em PROGRAMAS


orientados para o alcance dos objetivos estratégicos definidos para o período do
Plano.

Os PROGRAMAS e AÇÕES deste Plano serão observados nas LDO, nas LOA e
nas leis que as modifiquem.

PROGRAMAS: instrumento de organização da ação governamental que articula


um conjunto de ações visando à concretização do objetivo nele estabelecido,
sendo classificado como: FINALÍSTICOS (PF) e de APOIO ÁS POLÍTICAS
PÚBLICAS E ÁREAS ESPECIAIS (PAPPAE).

AÇÃO: (representa a realização de uma atividade orçamentária vinculada a um


programa que viabilizará a geração de um produto final) instrumento de
programação que contribui para atender ao objetivo de um programa, podendo ser
orçamentária ou extraorçamentária, SENDO a ORÇAMENTÁRIA classificada,
conforme sua natureza, em: PROJETO – ATIVIDADE – OPERAÇÕES ESPECIAIS

a) PROJETO: instrumento de programação para alcançar o objetivo de um


programa, envolvendo um conjunto de operações, LIMITADAS NO TEMPO, das
quais RESULTA UM PRODUTO que concorre para a EXPANSÃO ou
APERFEIÇOAMENTO da ação de governo;
b) ATIVIDADE: instrumento de programação para alcançar o objetivo de um
programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de MODO
CONTÍNUO e PERMANENTE, das quais RESULTA UM PRODUTO necessário à
MANUTENÇÃO da ação de governo;

c) OPERAÇÕES ESPECIAIS: despesas que não contribuem para a manutenção,


expansão ou aperfeiçoamento das ações do governo federal, das quais NÃO
RESULTA UM PRODUTO, e não gera contraprestação direta sob a forma de bens
ou serviços.

NÃO INTEGRAM O PPA os Programas destinados EXCLUSIVAMENTE a


OPERAÇÕES ESPECIAIS.
Ex: pgto de inativos, pensionistas, amortização de dívida, transferências...

Integram o PPA os seguintes anexos:

1) Programas Finalísticos – PF: (implementação de bens e serviços diretamente à


sociedade e são gerados resultados passíveis de aferição por indicadores).

- abastecimento agroalimentar
- acesso a alimentação
- agricultura familiar

2) Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais – PAPPAE:


(aqueles voltados para a oferta de serviços ao Estado, para gestão de políticas e
para o apoio administrativo. São programas voltados aos serviços típicos de
Estado, ao planejamento, à formulação de políticas setoriais, à coordenação, à
avaliação ou ao controle dos programas finalísticos).

- administração tributária e aduaneira


- capacitação dos servidores públicos em finanças públicas
- inteligência das Forças Armadas

3) Órgãos Responsáveis por Programas de Governo

* A EXCLUSÃO OU A ALTERAÇÃO DE PROGRAMAS CONSTANTES DO PPA


OU A INCLUSÃO DE NOVO PROGRAMA SERÃO PROPOSTAS PELO PODER
EXECUTIVO POR MEIO DE PROJETO DE LEI DE REVISÃO ANUAL.

OS PROJETOS DE LEI DE REVISÃO ANUAL, QUANDO NECESSÁRIOS,


SERÃO ENCAMINHADOS AO CONGRESSO NACIONAL ATÉ 31 DE AGOSTO.

O PODER EXECUTIVO ENVIARÁ AO CONGRESSO NACIONAL, ATÉ 15 DE


SETEMBRO DE CADA EXERCÍCIO, RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DO PLANO
PLURIANUAL (FINS SUBSIDIAR A ELABORAÇÃO DA LDO DE CADA
EXERCÍCIO).

DECRETO 2829, de OUT 98: Estabelece Normas para a Elaboração e Execução


do PPA da União.
Toda ação finalística (aquela que proporciona bem ou serviço para atendimento
direto as demandas da sociedade) do Governo Federal deverá ser estruturada em
programas orientados para a consecução dos objetivos estratégicos definidos para
o período do Plano.

Cada Programa deverá conter: objetivo, órgão responsável, valor global, prazo de
conclusão, fonte de financiamento, indicador que quantifique a situação que o
programa tenha por fim modificar, metas correspondentes aos bens e serviços
necessários para atingir o objetivo, regionalização das metas por Estado.

Será realizada avaliação ANUAL da consecução dos objetivos estratégicos do


Governo Federal e do resultado dos Programas, para subsidiar a elaboração da
LDO de cada exercício.

A avaliação física e financeira dos programas, e dos projetos e atividades que os


constituem, tem por finalidade: aferir o seu resultado (tendo como referência os
objetivos e as metas fixadas), subsidiar o processo de alocação de recursos
públicos e a política de gastos públicos, evitar a dispersão e o desperdício de
recursos públicos.

Os Programas serão formulados de modo a promover, sempre que possível, a


descentralização, a integração com Estados e Municípios e a formação de
parcerias com o setor privado.

Para orientar a formulação e a seleção dos Programas que deverão integrar o PPA
e estimular a busca de parcerias e fontes alternativas de recursos, serão
estabelecidos, previamente: os objetivos estratégicos e a previsão de recursos.

A Gestão do PPA observará os princípios de EFICIÊNCIA, EFICÁCIA e


EFETIVIDADE e compreenderá a implementação, monitoramento, avaliação e
revisão de programas.

CICLO DE GESTÃO DO PPA:

1º. Identifica o Problema ou a demanda da sociedade


2º. Planejamento expresso em Programas
3º. Execução dos Programas
4º. Monitoramento
5º. Avaliação
6º. Revisão

Principais Objetivos do PPA:

1) definir com clareza as metas e prioridades da administração, bem como os


resultados esperados. (cuidado!! Pois a LDO conterá as metas e prioridades).

2) organizar, em programas, as ações que resultem em incremento de bens ou


serviços que atendam demandas da sociedade.
3) estabelecer a necessária relação entre as ações a serem desenvolvidas e a
orientação estratégica do governo.

4) possibilitar que a alocação de recursos nos orçamentos anuais seja coerente


com as diretrizes e metas do Plano.

5) estimular parcerias com entidade públicas e privadas na busca de fontes


alternativas de recursos para o financiamento de programas.

6) explicitar, quando couber, a distribuição regional das metas e gastos do


governo.

No caso da União (por quê no caso da União? porque a Lei Complementar que
trata do assunto ainda não está em vigor, e os prazos serão os estabelecidos pelo
ART. 35 §2º. DO ADCT, ou seja, obrigatório somente para a União – “o projeto do
plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do
MANDATO PRESIDENCIAL subseqüente...”) , o projeto de PPA será
encaminhado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional (Poder
Legislativo), até QUATRO MESES antes do encerramento do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial, ou seja, até 31 de AGOSTO.

Art. 84 XXIII CF88: Compete PRIVATIVAMENTE ao Presidente da República


enviar ao Congresso Nacional o PPA, a LDO e a LOA. (competência privativa é
indelegável).

O Poder Legislativo (CN) deverá devolver o PPA APROVADO para Sanção do


Presidente da República, até o encerramento da Sessão Legislativa, ou seja, até
22 de DEZEMBRO, conforme artigo 57, da CF/88.

ART. 57: O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 02


FEV a 17 JUL, e, de 01 AGO a 22 DEZ.

FIQUE LIGADO!

Legislatura - Período de 4 anos (parágrafo único, art. 44, CF88: O Poder


Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal. §único: cada legislatura terá duração de quatro
anos).
Sessão Legislativa - Será de 02 de Fevereiro a 22 de Dezembro (art. 57, CF).
Período Legislativo:
1º período: 02 de Fevereiro a 17 de Julho
2º período: 1º de Agosto a 22 de Dezembro

O projeto do PPA poderá receber EMENDAS dos parlamentares, apresentadas na


Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, onde emitirão
PARECER e apreciadas, na forma regimental, pelo PLENÁRIO das duas Casas do
Congresso Nacional. (art. 166 §2º. CF88).
O Presidente da República poderá enviar MENSAGEM ao Congresso Nacional,
propondo modificações nos projetos de PPA, LDO, LOA e CRÉDITOS
ADICIONAIS, enquanto NÃO INICIADA a VOTAÇÃO, na Comissão Mista, da parte
cuja alteração é proposta. (art. 166 §5º. CF88)

A vigência do PPA é de QUATRO ANOS (art. 35 §2º,I, do ADCT: o projeto do


plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do
mandato presidencial subseqüente...). Porém: 1) elaboração: primeiro ano de
mandato do presidente da república; 2) sua execução ocorrerá no segundo ano de
mandato, e 3) termina no PRIMEIRO ANO do mandato subseqüente. Assim,
apesar da duração do Plano Plurianual ser de 4 anos não coincide com o mandato
do Ch. do Poder Executivo.

O OBJETIVO dessa metodologia é assegurar um MÍNIMO de CONTINUIDADE


ADMINISTRATIVA.

A EXCLUSÃO ou a ALTERAÇÃO de PROGRAMAS constantes desta lei ou a


INCLUSÃO de novo Programa, serão propostas pelo Poder EXECUTIVO por meio
de Projeto de Lei de REVISÃO ANUAL ou específico de Alteração da Lei do Plano
Plurianual (Art. 15 da Lei 11.653⁄2008 – PPA 2008-2011).

Art 15 §5º da 11653/08.: A inclusão de ações orçamentárias de caráter plurianual


poderá ocorrer por intermédio de LEI DE CRÉDITOS ESPECIAIS desde que
apresente, em anexo específico, as informações referentes às projeções
plurianuais e aos atributos constantes do Plano.

(ART 19 – 11.653) O Poder Executivo enviará ao Congresso Nacional, até o dia 15


SET de cada exercício, RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DO PPA, que conterá:

1) avaliação do comportamento das variáveis macroeconômicas


2) demonstrativo da execução física e orçamentária de cada programa das ações
orçamentárias
3) demonstrativo dos índices alcançados ao término do exercício anterior e dos
finais previstos
4) avaliação da possibilidade de alcance do índice final previsto e do cumprimento
das metas
5) estimativas das metas físicas e dos valores financeiros para os três exercícios
seguintes.

A Gestão do PPA 2008-2011, orientada para resultados, segundo os princípios de


EFICIÊNCIA, EFICÁCIA e EFETIVIDADE, compõe-se dos níveis ESTRATÉGICOS
(objetivos de governo e objetivos setoriais) e TÁTICO-OPERACIONAL (programas
e ações).

Caberá ao MPOG coordenar os processos de monitoramento, de avaliação e de


revisão do PPA, bem como disponibilizar metodologia, orientação e apoio técnico
para a sua gestão.