Você está na página 1de 70

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS - UNIFEMM

Unidade Acadêmica de Ensino de Ciências Gerenciais – UEGE


Engenharia Elétrica

PAULO HENRIQUE GUIMARÃES MENDES

OTIMIZAÇÃO DE PROCESSO:
substituição do acionamento de um exaustor
de filtro de despoeiramento

SETE LAGOAS
2019
PAULO HENRIQUE GUIMARÃES MENDES

OTIMIZAÇÃO DE PROCESSO:
substituição do acionamento de um exaustor
de filtro de despoeiramento

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao curso de Engenharia Elétrica da Unidade
Acadêmica de Ensino de Ciências Gerenciais,
UNIFEMM – Centro Universitário de Sete
Lagoas, Fundação Educacional Monsenhor
Messias, como requisito parcial para obtenção
do grau de Bacharel em Engenharia Elétrica.

FINALIDADE: Desenvolvimento do estudo


sobre a substituição do acionamento de um
exaustor de filtro de despoiramento na empresa
CRH CIMENTOS BRASIL SA.

ORIENTADOR: Prof. Jorge Luiz Teixeira

SETE LAGOAS
2019
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS - UNIFEMM
Unidade Acadêmica de Ensino de Ciências Gerenciais – UEGE
Engenharia Elétrica

PAULO HENRIQUE GUIMARÃES MENDES

OTIMIZAÇÃO DE PROCESSO:
substituição do acionamento de um exaustor
de filtro de despoeiramento

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao curso de Engenharia Elétrica da Unidade
Acadêmica de Ensino de Ciências Gerenciais,
UNIFEMM – Centro Universitário de Sete
Lagoas, Fundação Educacional Monsenhor
Messias, como requisito parcial para obtenção
do grau de Bacharel em Engenharia Elétrica.

Sete Lagoas, ____ de ___________ de 2019.

Aprovado com nota ______.

Banca examinadora:

________________________________________
Orientador: Prof. Jorge Luiz Teixeira

________________________________________
Avaliador: Prof.

________________________________________
Avaliador: Prof.
RESUMO

O presente trabalho avalia a operação de um sistema de ventilação industrial utilizado na


Cement Roadstone & Holdings (CRH) que atualmente trabalha com um motor de média tensão
em velocidade constante e controle de pressão através da utilização de válvula damper.
Buscando otimizar o processo com a utilização de acionamentos que entregam maior eficiência
energética, foi feito um estudo de sistemas de ventilação que utilizam inversores de frequência
para variar a velocidade do motor e assim obter o controle da pressão. Para tanto, foi necessário
dimensionar os equipamentos inerentes ao novo acionamento. Logo, os dois métodos de
controle de pressão foram comparados através de medições locais do processo atual e utilizando
estudos recentes que fornecem uma base cientifica capaz de estimar o consumo energético de
ventiladores acionados por inversor de frequência, foi possível antever os ganhos ou perdas
com a modificação. No entanto, para que seja possível mensurar as vantagens e desvantagens
quantitativas em caso de uma possível modernização no futuro próximo, foi necessário realizar
o orçamento dos principais materiais do projeto e obter uma previsão de retorno do
investimento.

Palavras-chave: Sistema de ventilação. Ventilador. Inversor. Damper. Economia de energia.


Investimento.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Consumo de energia elétrica no país entre os principais setores ............... 9


Figura 2 Consumo de energia elétrica para o setor industrial .................................. 10
Figura 3 Ventilador acionado à velocidade constante com damper para o controle
de vazão ................................................................................................... 12
Figura 4 Ventilador acionado à velocidade variável com inversor de frequência .. 13
Figura 5 Configuração do ventilador centrífugo ..................................................... 17
Figura 6 Configuração do ventilador axial ............................................................. 18
Figura 7 Modalidades construtivas dos rotores dos ventiladores ............................ 18
Figura 8 Rotores de simples e dupla sucção ............................................................ 19
Figura 9 Descritivo das partes do MIT ................................................................... 23
Figura 10 Estrutura básica de um inversor de frequência conectado ao MIT ............ 30
Figura 11 Vetores de corrente para diferentes cargas ............................................... 32
Figura 12 Exemplo de dimensionamento de eletrocalha .......................................... 44
Figura 13 Disjuntor de média tensão do motor atual ................................................. 46
Figura 14 Motor de média tensão do sistema atual ................................................... 46
Figura 15 Válvula damper do sistema atual .............................................................. 47
Figura 16 Visão geral do ventilador centrifugo atual ................................................ 47
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 Curvas de velocidade-conjugado: conjugado quadrático ......................... 11


Gráfico 2 Curva característica para efeito de variação na instalação ........................ 20
Gráfico 3 Mudança da curva característica por efeito da rotação ............................. 21
Gráfico 4 Curva de carga versus vazão. Controle de vazão por damper ................... 36
Gráfico 5 Curva de potência do ventilador versus vazão. Controle de vazão por
damper ..................................................................................................... 36
Gráfico 6 Curva do rendimento do ventilador versus vazão. Controle de vazão por
damper ..................................................................................................... 37
Gráfico 7 Curvas de carga para a variação de velocidade ......................................... 37
Gráfico 8 Curvas de potência do ventilador para a variação de velocidade .............. 38
Gráfico 9 Curvas de rendimento do ventilador para a variação de velocidade .......... 38
Gráfico 10 Economia de energia, damper versus inversor ......................................... 39
Gráfico 11 Resultado dos ensaios comparativos entre inversor e damper .................. 40
Gráfico 12 Comparativo da potência utilizada entre o acionamento atual com
damper e o novo acionamento dimensionado com inversor de frequência 57
Gráfico 13 Comparativo da potência utilizada entre os novos motores IR2 e o IR3
Premium ................................................................................................... 58
Gráfico 14 Economia em KW obtida no motor IR2 e IR3 Premium ........................... 58
Gráfico 15 Estimativa do retorno do investimento com o motor IR2 .......................... 61
Gráfico 16 Estimativa do retorno do investimento com o motor IR3 Premium .......... 62
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Classes térmicas ....................................................................................... 26


Tabela 2 Tipos usuais de grau de proteção .............................................................. 28
Tabela 3 Formas construtivas de motores montados sobre subestruturas ............... 28
Tabela 4 Tipo de motor ideal para ventiladores ...................................................... 29
Tabela 5 Resultados dos ensaios utilizando Damper e Inversor de Frequência …... 40
Tabela 6 Métodos de instalação .............................................................................. 41
Tabela 7 Capacidade de condução de corrente para métodos de referência E, F, G
para cabos com isolação em EPR ou XLPE .............................................. 42
Tabela 8 Dimensões do cabo Gterflex 0,6/1KV ...................................................... 43
Tabela 9 Seção mínima do condutor de proteção .................................................... 43
Tabela 10 Dimensões de eletrocalhas padrão ............................................................ 44
Tabela 11 Dados do motor atual ............................................................................... 48
Tabela 12 Dados do ventilador atual ......................................................................... 48
Tabela 13 Dados de processo do sistema atual variando a válvula damper em taxas
de abertura mais utilizadas ....................................................................... 49
Tabela 14 Tarifas do grupo A2 (88 KV a 138KV) .................................................... 49
Tabela 15 Dados para dimensionamento do motor ................................................... 51
Tabela 16 Características dos motores WEG dimensionados ................................... 52
Tabela 17 Dados para dimensionamento do inversor ................................................ 54
Tabela 18 Características do inversor de frequência WEG dimensionado ................ 54
Tabela 19 Relação de velocidade dos motores IR2 e IR3 Premium .......................... 56
Tabela 20 Rendimento corrigido para cada rotação .................................................. 56
Tabela 21 Potência necessária para as depressões escolhidas no processo ................ 57
Tabela 22 Orçamento da mão e obra e das peças ....................................................... 59
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 9
1.1 Eficiência Energética nas Indústrias ......................................................... 9
1.2 Ventiladores Industriais ............................................................................. 11
1.3 Eficiência Energética nos Ventiladores da CRH ...................................... 13
2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ......................................... 14
2.1 CRH Matozinhos ........................................................................................ 15
3 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................... 16
3.1 Desenvolvimento de Projetos ..................................................................... 16
3.2 Ventilação Industrial .................................................................................. 16
3.2.1 Ventiladores ................................................................................................ 16
3.2.2 Métodos de controle de vazão ..................................................................... 21
3.2.2.1 Damper ......................................................................................................... 21
3.2.2.2 Motor elétrico de indução ............................................................................. 22
3.2.2.2.1 Dimensionamento dos motores de indução trifásico (MIT) .......................... 24
3.2.2.3 Acionamento Eletrônico ............................................................................... 29
3.2.2.3.1 Funcionamento dos inversores de frequência ............................................... 30
3.2.2.3.2 Técnicas de controle de velocidade com o inversor de frequência ................ 30
3.2.2.3.3 Dimensionamento do inversor de frequência ................................................ 33
3.2.3 Damper versus inversor de frequência no controle de vazão ................... 36
3.3 Dimensionamento dos Componentes Periféricos ..................................... 41
4 METODOLOGIA ...................................................................................... 45
5 ANÁLISE DOS DADOS ............................................................................ 46
5.1 Visão Geral do Sistema Atual ..................................................................... 46
5.2 Coleta de Dados ........................................................................................... 48
5.3 Dimensionamento do Motor ....................................................................... 50
5.4 Dimensionamento do Inversor ................................................................... 52
5.5 Dimensionamento dos Condutores e Eletrocalha ..................................... 55
5.5.1 Condutores .................................................................................................. 55
5.5.2 Eletrocalhas ................................................................................................. 55
5.6 Economia de Energia com o Novo Acionamento ...................................... 56
5.6.1 Análise da potência consumida do sistema com damper versus inversor
de frequência ............................................................................................... 56
5.6.2 Orçamento para quantificar o investimento necessário para uma
futura instalação ......................................................................................... 59
5.6.3 Análise da economia aplicando a tarifa da concessionária e previsão do
retorno do investimento .............................................................................. 60
5.7 Análise em Torno do Processo Para a Instalação do Acionamento com
Inversor de Frequência ............................................................................... 63
6 CONCLUSÃO ............................................................................................ 64
6.1 Conclusões Gerais ....................................................................................... 64
6.2 Propostas para Trabalhos Futuros ............................................................ 65
REFERÊNCIAS ......................................................................................... 66
ANEXO A - Representação gráfica da resposta do processo atual ao
variar a válvula damper durante a coleta de dados na CRH ................... 69
9

1 INTRODUÇÃO

1.1 Eficiência Energética nas Indústrias

A escassez dos recursos naturais, a instabilidade econômica e a busca por um processo


competitivo mundial no qual as indústrias tem passado nos últimos anos, tem criado a
necessidade de reduzir custos otimizando os processos de fabricação mundial, levando-nos à
busca incansável pela eficiência energética no segmento industrial, comercial e residencial. Nas
indústrias, isto vem sendo realizado com a redução de perdas energéticas no processo produtivo,
dimensionando maquinários com máxima eficiência de trabalho e operando-os de forma a se
obter máximo proveito de seu uso.

A conservação das diversas energias não contribui apenas para a redução dos custos, mas
também para a preservação ambiental. A conservação de energia elétrica contribui com a
minimização da emissão de CO2.

O emprego da energia elétrica no Brasil está sendo distribuída mais significativamente em


alguns setores, como pode ser verificado na Figura 1.

Figura 1 - Consumo de energia elétrica no país entre os principais setores.

Fonte: WRI BRASIL, 2018. s.p.

Como pode ser visualizado na Figura 1, as indústrias são responsáveis pela maior parte do
consumo de energia elétrica do país.
10

Quando falamos do consumo de energia elétrica somente no seguimento das indústrias,


obtemos algumas características que são apresentadas na figura 2.

Figura 2 - Consumo de energia elétrica para o setor industrial.

Fonte: WEG – Gestão de ativos com aplicação de projeto de eficiência energética na cargrill,
2008. s.p.

Analisando a Figura 2, podemos identificar que 68% do consumo energético nas industrias se
dá através da força motriz, nesse caso, é evidente a necessidade de se adotar medidas para
aumentar a eficiência energética nos processos industriais.

Atualmente, os motores elétricos são os principais responsáveis pelo acionamento da maioria


dos equipamentos do âmbito industrial, dentre estas cargas estão: compressores, ventiladores,
bombas, esteiras e outros. No brasil, aproximadamente 75% da potência total instalada está nos
sistemas de ventilação, bombeamento e compressão. Sendo assim, os sistemas de ventilação
estão entre as cargas mais impactantes do consumo energético apesar de no momento não haver
informações específicas com relação a esta contribuição no panorama brasileiro.

Os ventiladores requerem conjugado e potência variável, como demonstrado no gráfico 1.


11

Gráfico 1 - Curvas de velocidade-conjugado: conjugado quadrático.

Fonte: PINHEIRO, 2013. p. 32.

Essas cargas possuem potência proporcional ao cubo da rotação. Este conceito nos implica a
acreditar que podemos obter reduções no consumo de energia em sistemas que utilizam
velocidade variável por intermédio do inversor de frequência.

1.2 Ventiladores Industriais

Os ventiladores são maquinários que podem ser centrífugos, axiais ou mistos de acordo com a
característica do rotor. Eles são utilizados em altos-fornos, indústrias com caldeiras,
refrigeração e em vários outros locais.

Na indústria, os ventiladores podem ter aplicações para a remoção de impurezas do ar por


exaustão ou por insuflamento, ou por ambos. No entanto, a ventilação industrial não foca apenas
em atender as condições do processo de fabricação, mas também filtrar os gazes emitidos afim
de atender as normas que regem a proteção do meio ambiente.

Todo ventilador possui seu ponto excelente de trabalho para uma dada vazão, uma rotação
determinada e uma diferença específica de pressão, no que leva a pequenas perdas no que se
diz respeito ao escoamento. Porém, na maioria dos processos, os ventiladores trabalham fora
do ponto ideal de rendimento pelo motivo de haver a necessidade de variar a pressão e ou vazão.
12

Em algumas instalações será necessário variar a pressão e ou vazão, para manipula-la conforme
a necessidade, utilizam-se damper para estrangular o duto, como é visualizado na Figura 3,
aumentando as perdas e pressão da instalação. Essa metodologia de controle de pressão e ou
vazão por damper é ineficiente, gerando desperdício de energia.

Figura 3 - Ventilador acionado à velocidade constante com damper para o controle de vazão.

Fonte: PAULA. et al, 2010. p. 3.

Uma maneira de tornar um sistema de ventilação mais eficiente seria a capacidade de controlar
o ventilador variando sua velocidade.

A partir dos novos métodos de controle de velocidade atuais, será possível substituir os sistemas
de controle que utilizam damper, por acionamentos com inversores de frequência. Com o uso
dos inversores de frequência podemos reduzir em aproximadamente 40% o gasto com energia
elétrica. O sistema utilizando inversor de frequência pode ser vista na figura 4.
13

Figura 4 - Ventilador acionado à velocidade variável com inversor de frequência.

Fonte: PAULA. et al, 2010. p. 3.

1.3 Eficiência Energética nos Ventiladores da CRH

Hoje, apesar do grande crescimento tecnológico, muitas indústrias ainda sofrem com o consumo
energético excessivo em sistemas de ventilação industrial e a Cement Roadstone & Holdings
(CRH) é uma delas. A CRH vem buscando a redução do consumo energético nos sistemas de
ventilação, porém o exaustor do filtro de despoeiramento do resfriador de clínquer da unidade
de Matozinhos, está muito aquém de ser considerado um sistema eficiente pelo motivo de
utilizar válvula damper no controle da pressão.

Este estudo irá realizar uma análise da aplicabilidade do damper versos o inversor de frequência
em sistemas de ventilação, avaliar as vantagens e desvantagens, quantificar a economia
energética que o inversor pode trazer, estimar um custo para a execução do projeto e apresentar
o tempo necessário para que o investimento inicial seja pago através da economia de energia
que pode ser obtida.

A coleta de dados para a devida realização do projeto, será realizada nas dependências da CRH
Matozinhos e nela será coletado os dados do equipamento atualmente instalado e o histórico do
processo de fabricação.

Como ponto de partida, será feita uma pesquisa em busca referências em eficientização de
sistemas de ventilação, logo, será desenvolvido um estudo mostrando de forma quantitativa, a
14

redução do consumo energético que será obtida através da retirada da válvula damper e a
instalação do inversor de frequência, então, com os dados já obtidos, será colocado em pauta a
opção de se se instalar inversor de frequência ou manter o sistema atual.

2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

A Cement Roadstone & Holdings (CRH) é uma das grandes empresas mundiais em materiais
de construção. Atualmente, encontra-se em 37 países, com cerca de 90 mil empregados.

A CRH no Brasil iniciou suas atividades em 2015, no segmento de cimento, com 5 fábricas
estabelecidas nos municípios de Matozinhos – MG, Arcos – MG, Santa Luzia – MG e
Cantagalo – RJ, chegando a atingir uma produtividade de 3,5 milhões de tonelada/ano. Atende
demanda nas regiões Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro), Sul
(Paraná), Centro-Oeste (Goiás) e Nordeste (Bahia).

Quando se trata de sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, a CRH busca sempre


ser um modelo a ser seguido e aplicar essa metodologia no gerenciamento de todos os sentidos
de suas operações aplicando as seguintes práticas:

 Atender a legislação ambiental aplicável e melhorar de forma contínua a gestão


ambiental, na busca de melhores práticas industriais;
 Garantir que todos os empregados e prestadores de serviços estejam cientes de
suas responsabilidades para com o meio ambiente;
 Abordar de forma proativa as dificuldades e as oportunidades que podem haver
em meio a mudanças climáticas;
 Otimizar o consumo energético e demais recursos;
 Desenvolver produtos sustentáveis, aperfeiçoamento de processos e novas ideias
de negócio;
 Manter uma relação de boa vizinhança com todas as comunidades onde exista
uma unidade CRH.

A saúde e segurança na CRH são valores fundamentais e todos os colaboradores devem se


comprometer a mantê-los. A política de saúde e segurança da empresa possui algumas regras
que devem ser seguidas, são elas:
15

 Cumprir, no mínimo, com toda a legislação aplicável e melhorar continuamente


a Saúde e Segurança de acordo com as melhores práticas industriais;
 Garantir que todos empregados e contratados respeitem os padrões de saúde e
segurança mandatórios;
 Garantir que as empresas do grupo forneçam um ambiente de trabalho saudável
e seguro para os empregados e contratados, e tomar o devido cuidado com todos os
clientes e visitantes que adentrem em qualquer unidade operacional;
 Exigir que todos os empregados e contratados trabalhem de forma segura,
conforme rege a lei e as melhores práticas industriais.

2.1 CRH Matozinhos

A CRH Matozinhos se encontra na Rodovia MG -424 - Km 31, S/N - Bom Jardim, Matozinhos
- MG, 35720-000.

O produto desenvolvido na unidade é o cimento, tendo os seguintes tipos:

 CPII E 40 RS: Cimento Portland composto com adição de escória,


disponibilizado em granel;
 CPII E 32: Cimento Portland composto com adição de escória, disponibilizado
em sacos de 50kg;
 CPIV 32 RS: Cimento Portland Pozolânico, disponibilizado em sacos de 50kg;
 CPV ARI: Cimento de alta resistência inicial, disponibilizado em sacos de 40kg
e 50kg.

A unidade de Matozinhos da CRH busca sempre que possível desenvolver seu processo de
fabricação afim de obter um produto de melhor qualidade e menor custo. Pensando dessa forma,
ela permite que seus colaboradores desenvolvam novas formas ou tecnologias para trabalhar e
obter melhores resultados.

Atualmente, uma das preocupações da CRH é melhorar a eficiência e o controle de seus


exaustores de maior potência e importância no processo.
16

3 REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 Desenvolvimento de Projetos

“Um projeto pode ser entendido como um conjunto de informações coletadas e processadas, de
modo que simulem uma dada alternativa de investimento para testar sua viabilidade”.
(WOILER; MATHIAS, 2010, p. 14).

O projeto de viabilidade é um projeto de estudo e análise, ou seja, é um projeto que


procura verificar a viabilidade interna da própria empresa. Quando surge a ideia (ou
oportunidade) de investir, começa o processo de coleta e processamento de
informações que, devidamente analisadas, permitirão testar a sua viabilidade. Fica
claro que a empresa deve elaborar vários projetos de viabilidade desde a ideia inicial
até à decisão de investir. (WOILER; MATHIAS, 2010, p. 14).

Nesse contexto, é possível observar que para se obter um projeto viável, é necessário que o
projeto tenha uma grande riqueza de detalhes na sua concepção. Como lembra Casarotto Filho
(2012), todos os projetos que serão montados, devem ser detalhados para que sejam passíveis
de execução.

3.2 Ventilação Industrial

“A ventilação industrial é a operação realizada por meios mecânicos que visa o controle de
parâmetros, tais como temperatura, distribuição do ar, umidade, e eliminação de agentes
contaminantes ou poluentes, [...]”. (THIES; ZANONI, 2016, s.p.).

Quando falamos em projetos envolvendo ventiladores e exaustores industriais, é necessário


verificar todos os detalhes, dentre eles, a eficiência energética, desgastes dos componentes
envolvidos, meio de instalação e o custo de execução.

3.2.1 Ventiladores

O equipamento que é capaz de provocar vazão de ar em função de uma diferença de pressão é


conhecido como ventilador.

De acordo com Thies e Zanoni (2016), um ventilador centrífugo compõe-se de um rotor com
pás conhecido como impelidor, uma carcaça que converte a pressão e um motor para o
17

acionamento. O ar se desloca pelo centro do rotor em movimento que gera uma pressão e logo
é acelerado pelas pás e empurrado da extremidade do rotor para fora da abertura de descarga.

Segundo a norma técnica brasileira ABNT - NBR 10131 (1987), os ventiladores podem ser
classificados conforme a forma do rotor: centrífugos ou radias, mistos e axiais.

Os ventiladores centrífugos funcionam com altas pressões e pequenas vazões. Neles a trajetória
de qualquer partícula no rotor se faz em uma superfície plana e perpendicular ao eixo (VIANA,
2002).

Um ventilador centrífugo consiste em um rotor com pás chamado impelidor, uma


carcaça de conversão de pressão e um motor de acionamento como a Figura 5. O ar
entra no centro do rotor em movimento na entrada, sendo acelerado pelas pás e
impulsionado da periferia do rotor para fora da abertura de descarga. A Figura 5
mostra a configuração de um ventilador centrífugo (MOREIRA, 2006, p. 21.).

Figura 5 - Configuração do ventilador centrífugo.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 21.

Os ventiladores axiais trabalham com altas vazões e baixas pressões. A trajetória que uma
partícula qualquer faz no rotor é uma hélice dentro de uma superfície aproximadamente
18

cilíndrica. A partir do aumento da velocidade, o ventilador axial gera pressão no instante que
passa pelo impelidor (MOREIRA, 2006). A Figura 6 apresenta a configuração de um ventilador
axial.

Figura 6 - Configuração do ventilador axial.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 22.

Conforme Moreira, (2006, p. 22), diz “os ventiladores mistos ou hélico-centrífugos podem
trabalhar com médias pressões e médias vazões. O particulado no interior do rotor misto se faz
como uma hélice na superfície de revolução cônica”. Na Figura 7 podemos ver as modalidades
construtivas dos rotores.

Figura 7 - Modalidades construtivas dos rotores dos ventiladores.

Fonte: VIANA, 2002. p. 54.


19

Os rotores também podem ser de simples sucção ou de dupla sucção.

“O rotor de simples sucção tem apenas uma entrada de fluido, enquanto o de dupla sucção,
denominado de rotor gêmeo, apresenta duas entradas e opera o dobro da vazão” (VIANA, 2002,
p. 55.). A figura 8 ilustra os rotores de simples e dupla sucção.

Figura 8 – Rotores de simples e dupla sucção.

Fonte: VIANA, 2002. p. 55.

Quando alguns parâmetros de processo são alterados, tais como: instalação, rotação do
ventilador e densidade do fluido, provoca mudanças na pressão, na vazão, na eficiência e na
potência do sistema de ventilação.

Qualquer modificação física na estrutura da instalação muda a curva característica da


instalação, não ocorrendo qualquer modificação na curva característica do ventilador.
Essa mudança física pode ser representada por obstáculos tais como: estrangulamento
do duto (damper), telas, dutos e outros componentes da instalação. No gráfico 2,
verifica-se a alteração do ponto de funcionamento, através da técnica de controle de
vazão via damper variando a curva característica da instalação, quando se deseja
trabalhar em outro ponto de operação (MOREIRA, 2006, p. 40).
20

Gráfico 2 - Curva característica para efeito de variação na instalação.

Fonte: MOREIRA, 2006. p. 40.

Para ventiladores centrífugos operando com rotações variáveis e diâmetro dos dutos fixos, têm-
se as seguintes relações obtidas experimentalmente (VIANA, 2002.):

𝑉2 𝑛2 ∆𝑃𝑡1 𝑃𝑒2
~ ; ~(𝑛2/𝑛1)2 ; ~(𝑛2/𝑛1)3 (2)
𝑉1 𝑛1 ∆𝑃𝑡1 𝑃𝑒1

Onde:

 V = Vazão (m²/s);

 𝑛 = Rotação (RPM);
 ∆𝑃𝑡 = Diferença de pressão (mmCa);
 𝑃𝑒 = Potência elétrica (W).

“Dentro de certos limites de variação de rotação, a equação 2 pode prever o comportamento do


ventilador, considerando que o rendimento não varia de ponto para ponto” (VIANA, 2002, p.
64.).

Entretanto, no projeto de ventiladores, a alteração da rotação acarreta a mudança da


velocidade tangencial em qualquer raio entre a entrada e saída do rotor do mesmo.
Esta modificação faz-se alterar outras velocidades envolvidas no escoamento e a
queda de rendimento existe. Desta forma, para se ter um resultado de um ventilador
com variação de rotação, ele deve ser obtido através de ensaios em bancadas de testes
em laboratórios especializados (VIANA, 2002, p. 64.).
21

No entanto, BARROS (2005), mostra uma equação capaz de corrigir o erro gerado pela variação
da rotação inserindo o rendimento na expressão de potência conforme é mostrado na equação
3.

𝑃𝑒2 𝜂1
~(𝑛2/𝑛1)3 . (3)
𝑃𝑒1 𝜂2

𝜂1
𝜂2 = (4)
𝜂1+(1−𝜂1).(𝑛1/𝑛2)0.17

Onde:

 ղ = Rendimento.

Gráfico 3 - Mudança da curva característica por efeito da rotação.

Fonte: MOREIRA, 2006. p. 41.

3.2.2 Métodos de controle de vazão

3.2.2.1 Damper

Como Molleta (2017) diz, um damper é uma válvula que varia a abertura e o fechamento de
acordo com a pressão de ar solicitada por um determinado processo de fabricação, assim, ele
funciona como uma espécie de modulador de fluxo. A válvula é controlada em função de uma
variável de processo para assim, controlar o fluxo que passa por ele contando com um motor
que trabalha como ventilador ou exaustor para produzir a pressão no ponto específico.
22

Como diz no Treinamento para Inspetores e Planejadores Lafarge S.A. (2014), os tipos de
dampers incluem:

1) Damper de Lâminas
a) Podem ser usados na entrada ou na saída do ventilador;
b) Mudam a curva de resistência do sistema;
c) Equipamentos que desperdiçam energia, pois têm eficiência reduzida quando regulados
em valores baixos;
d) Instalação e manutenção baratas.

2) Damper radial ou de pás de entrada


a) Quando usados na entrada do ventilador, os dampers produz uma pré-rotação na direção
da rotação do propulsor;
b) A eficiência energética melhora com o efeito da pré-rotação;
c) A manutenção é mais difícil;
d) Mais caro em comparação ao damper de lâminas.

3) Damper guilhotina
a) Quando usados na entrada do ventilador, os dampers produzem uma pré-rotação na
direção da rotação do propulsor;
b) A eficiência energética melhora com o efeito da pré-rotação;
c) A manutenção é mais difícil;
d) Mais caro em comparação ao damper de lâminas.

4) Damper borboleta
a) Normalmente, são usados em sistemas pequenos de ventiladores para controlar e
balancear o fluxo;
b) Em sistemas maiores, são usados mais para balanceamento e isolamento.

3.2.2.2 Motor elétrico de indução

Os motores de indução trifásico (MIT) são amplamente utilizados na indústria por serem mais
robustos e confiáveis que os de corrente contínua, podendo ser com o recurso do inversor de
23

frequência, uma boa opção para sistemas com velocidade variável. Eles apresentam alta
eficiência, alta confiabilidade, baixo custo, fabricação simples e padronizada.

Figura 9 – Descritivo das partes do MIT.

Fonte: WEG - Guia de Aplicação de Inversores de Frequência, 2005. p. 26.

O funcionamento de um motor de indução se dá quando um campo magnético é criado


no estator através da corrente alternada (CA) nos seus enrolamentos. A tensão de
alimentação trifásica aplicada resulta na criação de um campo magnético que se move
em volta do estator – campo magnético girante. O campo girante induz a corrente nos
condutores do rotor, criando o campo magnético do rotor. As forças magnéticas no
rotor tendem a seguir o campo girante estatórico, criando o conjugado do motor
(MOREIRA, 2006, p. 68).

A velocidade do campo girante ou velocidade síncrona (ωS) é dada por:

4.𝜋.𝑓
𝜔𝑠 = (5)
𝑝

Onde:

 𝑓 = frequência da rede (Hz);


24

 𝑝 = número de par de polos;


 𝜔𝑠 = velocidade síncrona (RPM).

Uma outra variável importante do motor é o escorregamento (s) que é nada mais que a relação
entre a velocidade do campo girante e a velocidade do rotor (ωR) apresentado pela equação 6:

𝜔𝑠− 𝜔𝑅
𝑠= (6)
𝜔𝑠

3.2.2.2.1 Dimensionamento dos motores de indução trifásico (MIT)

Os fabricantes de motores elétricos e inversores de frequência têm desenvolvido vários métodos


de selecionar rapidamente os motores elétricos para uma determinada aplicação.

Fazendo um resumo com os principais dados para se obter um dimensionamento adequado do


motor elétrico, podemos citar:

 Tensão fonte de alimentação;


 Frequência da fonte de alimentação;
 Rendimento;
 A faixa de velocidade (rpm);
 Classe térmica;
 Fator de serviço;
 Conjugado;
 Altitude;
 Temperatura ambiente;
 Atmosfera ambiente;
 Formas construtivas;
 Tipo de carga;
 Potência;
 Fator de potência;
 Tipo de partida do motor;
 Tipo de ventilação do motor.
25

1. Fator de potência

“O fator de potência, representado por “cos 𝜑”, no qual "𝜑" é o ângulo de defasagem da tensão
em relação à corrente, é a relação entre a potência ativa “P” e a potência aparente “S” (WEG -
Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 9).

𝑃
𝐶𝑜𝑠𝜑 = (7)
𝑆

Onde:

 P = potência ativa (W);


 S = potência aparente (VA).

2. Rendimento

O rendimento define a eficiência com que é feita a conversão da energia elétrica


absorvida da rede pelo motor, em energia mecânica disponível no eixo. Chamando
potência útil (Pu) a potência mecânica disponível no eixo e potência absorvida (Pa) a
potência elétrica que o motor retira da rede, o rendimento será a relação entre as duas
(WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 11).

𝑃𝑢(𝑊)
𝜂= (8)
𝑃𝑎(𝑊)

3. Classes térmicas

“Como a temperatura em produtos eletromecânicos é frequentemente o fator predominante para


o envelhecimento do material isolante e do sistema de isolação, certas classificações térmicas
básicas são úteis e reconhecidas mundialmente” (WEG - Guia de Especificação de Motores,
2017. p. 15).

“O limite de temperatura depende do tipo de material empregado. Para fins de normalização,


os materiais isolantes e os sistemas de isolamento são agrupados em classes de isolamento, cada
qual definida pelo respectivo limite de temperatura” (WEG - Guia de Especificação de Motores,
2017. p. 35).
26

Tabela 1 – Classes térmicas.

Classes de temperatura
Temperatura
IEC 60085 UL 1446
(°C)
90 Y (90°C) -
105 A (105°C) -
120 E (120°C) 120 (E)
130 B (130°C) 130 (B)
155 F (155°C) 155 (F)
180 H (180°C) 180 (H)
200 N (200°C) 200 (N)
220 R (220°C) 220 (R)
240 - 240 (S)
Acima de 240°C -
Acima de 240 °C
250 250
Fonte: WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 16.

4. Conjugado

O motor de indução tem conjugado igual a zero na velocidade síncrona. À medida que
a carga aumenta, a rotação do motor vai caindo gradativamente, até um ponto em que
o conjugado atinge o valor máximo que o motor é capaz de desenvolver em rotação
normal. Se o conjugado da carga aumentar mais, a rotação do motor cai bruscamente,
podendo chegar a travar o rotor (WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p.
25).

“Conforme as suas características de conjugado em relação à velocidade e corrente de partida,


os motores de indução trifásicos com rotor de gaiola são classificados em categorias, cada uma
adequada a um tipo de carga” (WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 26).

Estas categorias são definidas em norma (ABNT NBR 17094 e IEC 60034-1), e para cargas
com ventiladores a seguinte categoria é utilizada:

 Categoria N

“Conjugado de partida normal, corrente de partida normal; baixo escorregamento. Constituem


a maioria dos motores encontrados no mercado e prestam-se ao acionamento de cargas normais,
como bombas, máquinas operatrizes, ventiladores” (WEG - Guia de Especificação de Motores,
2017. p. 26).
27

5. Fator de serviço (FS)

Chama-se fator de serviço (FS) o fator que, aplicado à potência nominal, indica a
carga permissível que pode ser aplicada continuamente ao motor, sob condições
especificadas. Note que se trata de uma capacidade de sobrecarga contínua, ou seja,
uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de suportar melhor o
funcionamento em condições desfavoráveis. O fator de serviço não deve ser
confundido com a capacidade de sobrecarga momentânea, durante alguns minutos. O
fator de serviço FS = 1,0 significa que o motor não foi projetado para funcionar
continuamente acima de sua potência nominal (WEG - Guia de Especificação de
Motores, 2017. p. 44).

“Em aplicações onde o motor deve desenvolver pleno torque (100% da corrente) em baixa
velocidade, o sobredimensionamento ou utilização de motores com um fator de serviço mais
elevado se torna necessário” (WEG - Guia de aplicação de inversores de frequência, 2005. p.
100).

6. Altitude

Motores funcionando em altitudes acima de 1.000 m. apresentam problemas de aquecimento


causado pela rarefação do ar e, consequentemente, diminuição do seu poder de arrefecimento
(esfriamento). A insuficiente troca de calor entre o motor e o ar circundante, leva à exigência
de redução de perdas, o que significa, também, redução de potência. (WEG - Guia de
Especificação de Motores, 2017. p. 44).

7. Temperatura ambiente

Em motores que trabalham à temperaturas ambientes constantemente superiores a 40 ºC, o


enrolamento pode atingir temperaturas prejudiciais à isolação. Este fato tem que ser
compensado por um projeto especial do motor, usando materiais isolantes especiais ou
sobredimensionamento do motor. (WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 44).

8. Atmosfera ambiente

Ambientes agressivos, tais como estaleiros, instalações portuárias, indústria de pescados e


múltiplas aplicações navais, indústrias química e petroquímica, exigem que os equipamentos
que neles trabalham, sejam perfeitamente adequados para suportar tais circunstâncias com
28

elevada confiabilidade, sem apresentar problemas de qualquer espécie. (WEG - Guia de


Especificação de Motores, 2017. p. 45).

As combinações entre os dois algarismos, isto é, entre os dois critérios de proteção, estão
resumidos na tabela abaixo. De acordo com a norma, a qualificação do motor em cada grau, no
que se refere a cada um dos algarismos, é bem definida através de ensaios padronizados e não
sujeita a interpretações. (WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 46).

Tabela 2 – Tipos usuais de grau de proteção.


corpos estranhos sólidos
toque com respingos de todas
IP44 de dimensões acima de 1
ferramentas as direções
mm
proteção completa proteção contra acúmulo respingos de todas
IP45
Motores contra toques de poeiras nocivas as direções
Fechados proteção completa proteção contra acúmulo jatos de água em
IP55
contra toques de poeiras nocivas todas as direções
totamente protegido
proteção completa protegido contra
IP66 contra acúmulo de
contra toques agua de vargalhões
poeiras nocivas
Fonte: WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 46.

9. Formas construtivas normalizadas

Compreende-se por forma construtiva, a forma construtiva das partes do equipamento com
relação à sua fixação, disposição dos mancais e à ponta de eixo.

Tabela 3 - Formas construtivas de motores montados sobre subestruturas.


Símbolo para
Fixação ou
Figura Designação DIM ABNT NBR IEC 60034-7
Carcaça Montagem
WEG 42950 Código I Código II

B3D Montada
Com sobre
B3 IM B3 IM 1001
pés subestrutura
B3E (")

Fonte: WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 52.

Segundo a WEG - Guia de Especificação de Motores, (2017. p. 57), a tabela 4 determina o tipo
de motor ideal para ventiladores.
29

Tabela 4 - Tipo de motor ideal para ventiladores.

Conjugado requerido
Tipo de
Tipos de carga Característica da carga
motor usado
Partida Máximo

Algumas 1 ou 2 Duas, três ou quatro velocidades Conjugado


vezes vezes o
fixas são suficientes. normal ou
precisa-se conjugado
Não é necessário o ajuste de alto
somente nominal velocidade. (velocidades
de parte em cada O conjugado de partida pode ser múltiplas)
Ventiladores,
do velocidade
pequeno (ventiladores) ou alto
máquinas e
conjugado . (transportadores).
ferramentas.
nominal; e As características de
outros, funcionamento em várias
muitas velocidades, podem variar entre
vezes o potência constante, conjugado
conjugado constante ou de conjugado
nominal. variável.
Máquinas de cortar metal tem
potência constante;
Cargas de atrito são típicas de
conjugado constante;
Ventiladores são de conjugado
variável.
Fonte: WEG - Guia de Especificação de Motores, 2017. p. 57.

10. Tipo de ventilação do motor

Considerando-se que as perdas no cobre são resultado da corrente do motor, então a


perda de potência será proporcional à carga. Dessa forma, se o motor gira mais lento,
com a mesma corrente nominal (determinada pela carga) gerando a mesma perda de
potência que ocorre em velocidades mais elevadas, o motor se sobreaquece, pois há
um menor fluxo de ar de refrigeração disponível quando o ventilador do motor se
movimenta em velocidades menores (motores autoventilados). Quando o motor é
utilizado em aplicações para controle de ventiladores ou bombas centrífugas, a carga
normalmente diminui, conforme a velocidade se reduz, dessa forma o
sobreaquecimento deixa de existir (WEG - Guia de aplicação de inversores de
frequência, 2005. p. 100).

3.2.2.3 Acionamento Eletrônico

Atualmente, a utilização dos inversores de frequência nas indústrias é extremamente difundida


a ponto de ser usada em qualquer aplicação que necessite de velocidade variada. A literatura
atribui alguns nomes para o inversor de frequência, como por exemplo ASD (Adjust Speed
Drive), AVV (Acionamento à velocidade variável), ou VSD (Variable speed drive).
30

O acionamento de ventiladores através de inversores permite a operação no ponto


ótimo. Este acionamento tem fácil instalação e confiabilidade na operação, bem como
benefícios adicionais tais como, aumento da vida útil dos mancais e do ventilador
através da variação de velocidade (MOREIRA, 2006, p. 68).

3.2.2.3.1 Funcionamento dos inversores de frequência

Para produzir as tensões que alimentam os terminais do motor de indução, os inversores de


frequência utilizam a técnica PWM (Pulse Width Modulation do inglês ou modulação por
largura de pulso). O desenho esquemático da estrutura interna de um inversor de frequência é
apresentado na figura 10.

Figura 10 - Estrutura básica de um inversor de frequência conectado ao MIT.

(1) (2) (3)

Fonte: FRANCHI, 2013. p. 59.

Na figura 10, a seção (1) é o circuito do retificador, que converte a tensão alternada trifásica de
entrada (L1, L2, L3) em tensão contínua que segue para a seção (2) onde é filtrada no circuito
intermediário. Essa tensão retificada e filtrada alimenta a ponte inversora formada por IGBT’s
na seção (3). Sendo assim, o circuito fornece um sistema de corrente alternada de tensão e
frequência variáveis. Enfim, um motor de indução trifásico poderá ser acoplado de forma que
possa operar com variação de velocidade (FRANCHI, 2013).

3.2.2.3.2 Técnicas de controle de velocidade com o inversor de frequência

A escolha adequada de uma estratégia de controle é extremamente importante para se obter


bons resultados no controle do processo. O inversor pode ser configurado para trabalhar em
malha aberta ou fechada. No atual estudo, indica-se a utilização do controle de velocidade em
31

malha aberta, trabalhando à frequência ajustável, pois o processo analisado trabalha com
velocidades constantes por períodos significativos e sendo assim, não necessita de desempenho
dinâmico do motor. Porém, um acionamento que trabalha com rápidas acelerações e
desacelerações, o controle em malha fechada é indicado devido à importância da resposta
dinâmica do motor (FRANCHI, 2013).

O acionamento com inversor de frequência pode trabalhar em duas estratégias de controle,


escalar ou vetorial, podendo a vetorial ser em malha aberta ou fechada. A estratégia indicada
para o processo foi o controle vetorial em malha aberta, pois é o controle que entrega maior
estabilidade para o processo, principalmente quando o motor está trabalhando com velocidades
reduzidas se comparado ao escalar (FRANCHI, 2013).

É recomendado a utilização do controle vetorial quando existe a necessidade de haver uma


performance dinâmica, respostas rápidas e grande precisão na velocidade. Nesse controle é
possível trabalhar com torque preciso na maior parte da faixa de operação, principalmente onde-
se é necessário ter um torque estável em baixas frequências. O método de controle vetorial, faz
com que o motor de indução trifásico trabalhe de forma equiparável ao motor de corrente
continua, dessa maneira o controle de torque e velocidade possuem controles independentes.
Essa técnica de controle pode ser feita em malha aberta ou em malha fechada com
realimentação. Na técnica de controle em malha fechada, o sistema necessita da utilização de
sensores de velocidade, como por exemplo o taco gerador de pulso e outros (FRANCHI, 2013).

Franchi, (2013. p. 83.), diz que algumas vantagens são obtidas no uso do inversor com controle
vetorial, são elas:

 Elevada precisão de regulação de velocidade;


 Alta performance dinâmica;
 Controle de torque linear para aplicações de posição ou de tração;
 Operação suave em baixa velocidade e sem oscilações de torque, mesmo com variação
de carga.

“O inversor estando parametrizado para trabalhar no modo de controle vetorial, calcula a


corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina, calculando a corrente do
estator e a corrente de magnetização” (FRANCHI, 2013. p. 83).
32

Segundo Franchi, (2013. p. 83.), os inversores vetoriais recebem este nome devido a que:

1. A corrente que circula no estator de um motor de indução pode ser dividida em duas
componentes: corrente de magnetização (IM) ou produtora de fluxo e corrente produtora de
torque (IR).

2. A corrente total é a soma vetorial destas duas componentes.

3. O torque produzido no motor é proporcional ao produto vetorial das duas componentes.

A qualidade com a qual estas componentes são identificadas e controladas define o nível de
desempenho do inversor.

Conforme Franchi, (2013. p. 83.), “A estratégia do controle vetorial é calcular a corrente de


cada um dos vetores e possibilitar a separação do controle da corrente de fluxo e/ou a corrente
de torque em todas as condições de velocidade e de torque. Seu objetivo é manter constante o
fluxo de corrente no motor”.

A Figura 11 ilustra os vetores de corrente para diferentes condições de carga.

Figura 11 - Vetores de corrente para diferentes cargas

Fonte: FRANCHI, 2013. p. 84.

No motor vazio, quase toda corrente no estator (IS) é formada pela corrente
magnetizante (Im), nesse caso a corrente de torque é necessária somente para
compensar os atritos e as perdas por ventilação. O escorregamento estará próximo de
zero, ou seja, a velocidade síncrona está bem próxima a velocidade do rotor. A
corrente no estator estará atrasada em relação a tensão em aproximadamente 90° e o
33

fator de potência será aproximadamente 0. Já no motor acoplado a uma grande carga,


a corrente (IS) é a soma vetorial da corrente (Im), com a corrente de produção de
torque (Ir), que aumentará na mesma proporção do torque da carga. O atraso da
corrente em relação a tensão aplicada será dado pelo ângulo φ, nesse caso o fator de
potência torna-se maior, chegando próximo ao fator de potência da carga nominal
(FRANCHI, 2013, p. 83).

O controle vetorial, como já foi dito, é dividido em dois grupos, em malha aberta e em malha
fechada com realimentação. Para este processo indica-se a utilização do controle em malha
aberta devido a facilidade de manutenção, instalação e menor custo por não haver a necessidade
de se instalar o sensor de rotação.

O controle vetorial em malha aberta é mais simples que o com realimentação,


apresenta limitações quando há a necessidade de operar em baixas frequências
(próxima de zero). Em rotações maiores é considerado tão bom quanto o vetorial com
realimentação. Apresenta vantagens em relação ao controle escalar, pois trabalha com
a magnitude e ângulo entre tensão e corrente, enquanto o escalar trabalha somente na
magnitude. É de fácil operação, pois possui configuração de auto sintonia, onde o
operador insere os dados de placa do motor e executa a rotina que configura o inversor
de forma a trabalhar de acordo com os dados de placa inseridos (FRANCHI, 2013, p.
85).

Segundo Franchi, (2013), podemos citar algumas características do controle vetorial em malha
aberta:

 Regulagem de velocidade de 0,1%;


 Torque de partida de 250%;
 Torque máximo não continuo de 250%;
 Auto sintonia dos parâmetros de acordo com os parâmetros do motor.

3.2.2.3.3 Dimensionamento do inversor de frequência

Embora os catálogos dos fabricantes busquem fazer a escolha do inversor o mais fácil possível,
existem muitas variáveis associadas com a seleção do motor e do inversor de frequência. Na
maioria dos casos é necessária uma considerável experiência para fazer a seleção correta dos
inversores. A dificuldade é encontrar a melhor relação custo/benefício de acordo com os
seguintes critérios (FRANCHI, 2013):

 A necessidade de utilizar uma margem de segurança no procedimento de seleção;


 A necessidade de manter um custo mínimo inicial pela seleção do tamanho do motor e
do conversor correto para cada aplicação;
34

 Necessidade de torque de partida;


 A faixa de velocidade (valores máximos e mínimos);
 Compatibilidade com a tensão da rede de alimentação;
 Condições ambientais onde o motor e o inversor estão instalados: temperatura ambiente,
altitude, umidade, poeira etc.;
 Ventilação para o inversor e motor;
 Precisão requerida para o controle de velocidade;
 Resposta dinâmica (necessidades de resposta de torque e de velocidade);
 O regime de serviço, incluindo o número de partidas e paradas por hora;
 Método de controle: manual, automático;
 Recursos de proteção do inversor de frequência;
 Necessidades de cabeamento para controle e alimentação;
 Manutenção e peças de reposição.

Para realizar o dimensionamento correto de um inversor de frequência é imprescindível


conhecer a aplicação. A maioria das informações podem interferir nos critérios de escolha de
um inversor de frequência. Abaixo podemos verificar as principais variáveis:

1. Corrente nominal do motor

Este é um dos pontos principais para o bom dimensionamento do inversor de frequência.


Existem motores de potências idênticas e diferentes correntes nominais. Isso ocorre porque a
corrente nominal é influenciada por outros fatores, como o número de polos, por exemplo. A
corrente nominal do motor pode ser visualizada na placa com os dados do motor (STAR
DRIVES, 2018).

2. Carga a ser acionada pelo motor

Estimar a sobrecorrente na partida que a aplicação exige também é essencial para o


bom dimensionamento do inversor de frequência. É importante ressaltar que a
corrente de partida é um valor muito mais alto que a nominal, e dependendo da inércia
gerada pela carga, pode ultrapassar os limites de corrente. Isso deve ser parametrizado
na rampa de aceleração e na compensação de torque. O correto é dimensionar o motor
para a carga. Se o valor de corrente está ultrapassando o limite permitido pelo
fabricante do motor, o inversor irá desarmar, protegendo o motor (STAR DRIVES,
2018, s.p.).
35

“Cada modelo tem duas especificações de corrente nominal, ND (Normal Duty) e HD (Heavy
Duty) a qual deve ser escolhida pelo projetista dependendo da sobrecarga exigida pela aplicação
em questão” (BARROS ELETRO MOTORES, 2019, s.p.).

Regime de sobrecarga normal (ND)

Capacidade de sobrecarga:

 110% por 60 seg.;


 150% por 3 seg.

“Exemplos de aplicações: compressores a parafuso, compressores a pistão, pontes-rolantes para


movimentos de translação e direção, esteiras transportadoras sem sobrecarga, bombas
centrífugas e ventiladores” (BARROS ELETRO MOTORES, 2019, s.p.).

Regime de sobrecarga pesada (HD)

Capacidade de sobrecarga:

 150% por 60 seg.;


 200% por 3 seg.

3. Tipo de inversor

De modo geral existem dois tipos de inversores de frequência: escalares e/ou vetoriais. Os
inversores escalares são os mais utilizados pela indústria e podem atender uma grande variedade
de aplicações. Já os inversores vetoriais costumam custar mais em comparação com os
inversores escalares. Inversores vetoriais são utilizados em situações mais complexas que
exigem maior precisão, como elevadores, por exemplo (STAR DRIVES, 2018).

4. Funções extras

Existem aplicações em que o inversor de frequência precisa de funções adicionais


além do controle da velocidade do motor. Em algumas situações são necessários relés,
temporizações, comandos através de entradas digitais ou analógicas, por exemplo. É
o caso dos inversores para climatizadores, que podem acionar um ventilador e uma
36

bomba, além de permitirem o controle de swing, dreno e outros recursos do


climatizador (STAR DRIVES, 2018, s.p).

“Em conclusão, indicamos que se seu motor elétrico for, por exemplo, para uma corrente
nominal de 7,3(A) Amperes, dimensione sempre a próxima potência maior disponibilizada pelo
fabricante, no caso 10(A) Amperes” (STAR DRIVES, 2018, s.p.).

3.2.3 Damper versus inversor de frequência no controle de vazão

Nos gráficos 4, 5 e 6 são representadas respectivamente as curvas características da operação


por damper, partindo da condição inicial (Q1, H1) para (Q2, H2). Podemos ver que para nessa
prática existe a redução da vazão e da potência do ventilador (gráfico 5), porém, aumenta-se a
pressão (gráfico 4), e reduz o rendimento do ventilador como podemos ver no gráfico 6
(MOREIRA, 2006).

Gráfico 4 - Curva de carga versus vazão. Controle de vazão por damper.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 46.

Gráfico 5 - Curva de potência do ventilador versus vazão. Controle de vazão por damper.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 46.


37

Gráfico 6 - Curva do rendimento do ventilador versus vazão. Controle de vazão por damper.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 46.

No gráfico 7 são mostradas respectivamente as curvas características de carga versus vazão


para a operação com velocidade variável via inversor, partindo da condição inicial (Q1, H1),
podendo alcançar a condição (Q7, H7). Observa-se que em função do ajuste de velocidade
obtém-se novos valores para vazão. Então, se houver a necessário aumentar a vazão, basta
aumentar a velocidade do motor. Com isso, também obtemos um melhor comportamento em
sua estrutura física em função da menor velocidade de operação (MOREIRA, 2006).

Gráfico 7 - Curvas de carga para a variação de velocidade.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 47.

No gráfico 8 é apresentado o gráfico das curvas de potência do ventilador versus vazão no


sistema com velocidade variável, tendo como condição inicial (Q1, Pev1) a (Q7, Pev7).
(MOREIRA, 2006).
38

Gráfico 8 - Curvas de potência do ventilador para a variação de velocidade.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 48.

No gráfico 9 são apresentadas as curvas de rendimento versus vazão, no sistema com velocidade
variável. Em função da variação de velocidade o rendimento é praticamente o mesmo para
vazões e velocidades menores, havendo uma diferença muito pequena em velocidades
diferentes (MOREIRA, 2006).

Gráfico 9 - Curvas de rendimento do ventilador para a variação de velocidade.

Fonte: MOREIRA, 2006, p. 108.

Comparando-se as duas formas de controle de vazão, chegamos à conclusão de que o método


por variação de velocidade necessita de menos pressão, menos potência e o rendimento
39

apresenta pequenas mudanças, sendo assim, é perceptível que este traz uma grande contribuição
para a minimização do consumo energético.

Segundo Aquino et al., (2008, p. 1),

de maneira similar, em sistemas de ventilação/exaustão, também existem diversos


fatores que podem influenciar o desempenho eletro-energético. Dentre estes fatores
pode-se citar como os mais importantes: a seleção mais adequada do conjunto motor-
ventilador para o sistema; o local da instalação do conjunto também tem influência na
eficiência do sistema; e, assim como para sistemas de bombeamento, a utilização de
inversores de frequência também tem sido indicada como uma opção muito apreciada
na redução da demanda e na consequente redução do consumo de energia para
execução de um mesmo trabalho.

Como aborda Lima (2013), os sistemas capazes de controlar a velocidade de motores elétricos
conhecido como inversores de frequência possuem uma grande vantagem quando se trata de
eficiência energética na motorização. Se tratando de ventiladores e exaustores, o ganho
aproximado gira em torno de 40% de energia.

Segundo Belinovski et al., (2009, s.p.), “[...] é importante ressaltar que maiores valores de
economia de energia serão alcançados para os valores menores de vazão mais distantes do valor
nominal [...]” quando se comparado o sistema utilizando inversores para os que utilizam válvula
damper. No gráfico 10 podemos ver a diferença do consumo energético para as duas aplicações.

Gráfico 10 - Economia de energia, damper versus inversor.

Fonte: LIMA, 2013. s.p.


40

Em testes realizados em bancada, Aquino et al., (2008), verificou que se comparado a utilização
da válvula damper fechada em 30% e a utilização do inversor de frequência realizando o mesmo
trabalho, a economia obtida é de 64%. Porém quando se estrangula a válvula em 70% e se
compara, a economia energética chega a 85%.

Fonseca et al., (2008), também fez alguns testes em bancada e obteve os resultados do gráfico
11.

Gráfico 11 - Resultado dos ensaios comparativos entre inversor e damper.

Fonte: FONSECA, et al, 2008. s.p.

A partir da análise do gráfico e dos dados coletados no ensaio, é possível encontrar os valores
de potência para a vazão desejada. Com esses valores de potência foi possível construir a tabela
5 (FONSECA, et al, 2008. s.p.).

Tabela 5 - Resultados dos ensaios utilizando damper e inversor de frequência.

Fonte: FONSECA, et al, 2008. s.p.


41

3.3 Dimensionamento dos Componentes Periféricos

Para que se possa estipular um custo aproximado do projeto como um todo, é necessário
dimensionar os componentes periféricos que são indispensáveis para a instalação do novo
sistema com inversor de frequência, nesse caso, é necessário dimensionar os condutores e as
eletrocalhas. Vale ressaltar que a planta já possui local refrigerado e potência elétrica disponível
suficiente para a instalação do inversor.

Para realizar o dimensionamento do condutor, será utilizado o método de capacidade de


condução de corrente que é o mais comum e rápido de determinar um condutor, porém, no caso
desse projeto seguir para fases de execução, será necessário realizar um estudo mais detalhado
que considere os fatores de correção afim de obter uma precisão maior com relação ao condutor
correto para o projeto.

O primeiro passo é definir o método de instalação que será utilizado no projeto e verificar na
tabela 6 qual o método de instalação.

Tabela 6 - Métodos de instalação.

Fonte: NBR 5410, 2004. p. 91.

Com o método de instalação definido e de posse da corrente nominal do circuito, segue-se para
a tabela 7 para definir a bitola correta do condutor a ser utilizado.
42

Tabela 7 - Capacidade de condução de corrente para métodos de referência E, F, G. para


cabos com isolação em EPR ou XLPE.

Fonte: NBR 5410, 2004. p. 103.

Como mencionado anteriormente, onde foi dito que para uma maior precisão do
dimensionamento do condutor, será necessário realizar um estudo mais detalhado, o mesmo
pode ser dito para o dimensionamento da eletrocalha, onde nesse primeiro momento será
definida de forma simplificada sem considerar fatores de correção.

Incialmente é necessário saber o diâmetro externo dos cabos a serem utilizados que é
disponibilizado pelo fabricante como por exemplo na tabela 8.
43

Tabela 8 - Dimensões do cabo Gterflex 0,6/1KV.

Fonte: IPCE FIOS E CABOS, 2014. s.p.

Também é necessário definir a bitola do cabo terra conforme tabela 9 da norma técnica
brasileira ABNT - NBR 5410 (2014).

Tabela 9 - Seção mínima do condutor de proteção.

Fonte: NBR 5410, 2004. p. 150.


44

O próximo passo é determinar a largura e a altura mínima da bandeja conforme o exemplo da


figura 13, onde o diâmetro externo dos cabos de 50mm², 25mm² e 35mm² são respectivamente
13,95mm, 10,88mm e 11,94mm de fabricante diferente dos que estão mencionados na tabela 8.

Figura 12 – Exemplo de dimensionamento de eletrocalha.

Fonte: FERGUTZ, 2006 s.p.

Logo, pode-se seguir para a tabela 10 e determinar as dimensões adequadas para acomodar os
cabos escolhidos.

Tabela 10 - Dimensões de eletrocalhas padrão.

Fonte: FERGUTZ, 2006 s.p.


45

4 METODOLOGIA

Sabendo da complexidade do estudo que é necessário aplicar para identificar uma solução que
traga redução do consumo energético proveniente do uso de exaustores com válvula damper,
se faz necessário que a natureza da pesquisa seja do tipo aplicada, uma vez que se pretende
apresentar uma alternativa plausível ao problema identificado na CRH Matozinhos.
(ANDRADE, 2002; GIL, 2002; VERGARA, 2004; BEUREN, 2004)

Quanto aos objetivos, será do tipo descritiva, para favorecer a descrição do que for feito durante
o desenvolvimento do projeto.

Em se tratando dos procedimentos, inicialmente, será feito um estudo teórico do tema, para
subsidiar o pesquisador na pesquisa de campo, onde ocorre o fenômeno, e documental, em
documentos arquivados na empresa.

Após aquisição de conhecimento suficiente sobre o funcionamento dos exaustores que possuem
válvula damper e dos que possuem inversor de frequência, é indispensável construir uma visão
mais crítica possível, a fim de identificar possíveis incompatibilidades e apresentar as
modificações necessárias na busca de resultados assertivos.

Quanto à abordagem do problema, serão utilizadas as pesquisas quantitativa e qualitativas, com


abrangência estatística e interpretativa.

Os dados serão coletados, de julho a setembro de 2018, na empresa, por meio de entrevistas
com os gestores, coletas em sistemas de monitoramento automático e a partir de observações
sistematizadas feitas pelo pesquisador.

Os dados coletados serão tabulados e organizados em gráficos ou tabelas. Depois de analisados


e interpretados, será apresentado um relatório com as vantagens que essa modificação trará para
o processo e para a empresa, como por exemplo a economia de energia, melhor controle do
processo e maior vida útil dos equipamentos envolvidos, além do custo da realização do projeto,
bem como o tempo de retorno do investimento.
46

5 ANÁLISE DOS DADOS

5.1 Visão Geral do Sistema Atual

As imagens das figuras 13, 14, 15 e 16, foram retiradas do local de instalação do acionamento
atual. A figura 13 apresenta o dispositivo de partida e proteção contra curto circuito e sobrecarga
do motor atual. A figura 14 mostra o motor de média tensão (6300V) em funcionamento. A
figura 15 representa o acionamento da válvula damper em conjunto com o modulador externo
da mesma. A figura 16 apresenta uma visão geral do conjunto ventilador e motor em
funcionamento na CRH.

Figura 13 – Disjuntor de média


tensão do motor atual.

Figura 14 – Motor de média tensão do sistema atual.

Fonte: Dependências da CRH Cimentos Matozinhos.


47

Figura 15 – Válvula damper do sistema atual.

Fonte: Dependências da CRH Cimentos Matozinhos.

Figura 16 – Visão geral do ventilador centrifugo atual.

Fonte: Dependências da CRH Cimentos Matozinhos.


48

5.2 Coleta de Dados

As tabelas 11 e 12 foram elaboradas através da coleta de informações do motor, ventilador e


válvula damper que estão atualmente em funcionamento na CRH Matozinhos.

Tabela 11 – Dados do motor atual.

Fabricante VILLARES
Modelo HSHX
Potência Nominal 450CV
Tensão Nominal 6300V
Frequência 60HZ
Corrente Nominal 39A
Fator de Serviço 1.00
Grau de Proteção IP-54
Número de Pólos 4
Rotação 1764RPM
Classe de Isolação F
Peso 3122Kg
Forma construtiva Com pés, instalado no piso, sem flange e caixa de ligação
do lado direto na visão traseira do motor.
Fonte: Elaborado pelo autor.

Tabela 12 – Dados do ventilador atual.


Vazão Nominal 200000NmC/h
Pressão nominal -150mmCa
GD2 (Momento de Inércia) 3.402Kgm²
Tipo de Turbina Centrífugo
Rotação Ventilador 872,4 RPM
Tipo de Válvula Damper Lâmina
Fonte: Elaborado pelo autor.

A tabela 13 foi confeccionada através de variações da válvula damper pela sala de controle em
porcentagens definidas como mais utilizadas pelo processo, sendo que as pressões encontradas
foram medidas no local com um equipamento portátil de medição. As informações de
porcentagem da válvula damper e da potência consumida no instante foram coletadas via rádio
de comunicação e anotadas. Porém, para fins de conferência, foi gerado um gráfico no sistema
de banco de dados interno chamado IP21, onde foi possível comparar os dados anotados, de
menos a pressão que não é uma variável medida no processo. O gráfico mencionado se trata do
anexo A.
49

Tabela 13 – Dados de processo do sistema atual variando a válvula damper em taxas de


abertura mais utilizadas.

Porcentagem de abertura da válvula Pressão no duto de Potência


damper entrada consumida pelo
motor
22% -28 mmCA 187KW
31% -37 mmCA 187KW
40% -44 mmCA 190KW
49% -64 mmCA 197KW
58% -73 mmCA 208KW
Fonte: Elaborado pelo autor.

Conforme informado por um colaborador da CRH, a sala elétrica onde é possível de se instalar
o circuito de força do novo acionamento do ventilador, possui um transformador de 6,3KV –
440V com folga de 1000 KVA, o que nos traz a ideia de dimensionar um sistema com nível de
tensão de 440V em função do transformador atender tranquilamente a potência necessária,
eliminar o custo com nova instalação de transformador e facilidade em encontrar peças de
reposição no mercado, dado que a instalação de um inversor de média tensão (6,3KV) não é
uma alternativa apreciada pelos gestores.

Segundo a CEMIG, o custo do KWh cobrado para os consumidores de média e alta tensão do
grupo A2, são as apresentadas na tabela 14 sem a inclusão dos impostos.

Tabela 14 - Tarifas do grupo A2 (88 KV a 138KV).

Fonte: CEMIG, 2019, s.p.

Outra informação relevante é que o forno normalmente tem 2 paradas programadas no ano com
duração média de 20 dias cada uma. No entanto, também foi considerado o acréscimo de 5 dias
de forno parado em função de haver paradas incidentais durante o período de marcha.
Consequentemente o ventilador mencionado também para nesse período.
50

5.3 Dimensionamento do Motor

Considerando que o ventilador e o circuito do processo não sofreram alterações que nos
levem a mudanças significativas da característica de trabalho do acionamento, temos que
manter ou não subdimensionar algumas características do atual motor, pois o mesmo já foi
instalado com um estudo que garanta o devido funcionamento. Tais características são:

 Potência nominal do motor;


 Rotação nominal (número de polos);
 Grau de proteção;
 Classe de isolação;
 Características construtivas.

1. Frequência e tensão de alimentação

Como mencionado anteriormente, a tensão de trabalho será de 440V e a frequência da rede é


60HZ.

2. Fator de serviço

Como o sistema não possui a característica de desenvolver pleno torque em baixas rotações,
não se faz necessário o uso do fator de serviço maior que 1.

3. Fator de potência

Busca-se o fator de potência mais próximo possível de 1.

4. Conjugado

Para sistemas que utilizam ventiladores, o Guia de especificação de motores da WEG nos indica
o uso da categoria N para o conjugado, como pode ser visto também na tabela 4.

5. Altitude

Não é preciso se preocupar com a altitude estando abaixo de 1000m.


51

Conforme diz CIDADE-BRASIL, 2019, a cidade de Matozinhos está a 772 metros de altitude.

6. Temperatura ambiente

Essa é a variável que determina a classe de isolação, como dito anteriormente, manteremos a
mesma do motor atual ou superior.

7. Atmosfera ambiente

Esse fator define o grau de proteção do motor, e também como já falamos anteriormente,
manteremos a mesma do motor atual em função de não ter mudado a característica do local.

8. Formas construtivas

Será mantida a mesma do sistema atual. Na tabela 3, podemos encontrar a opção B3D.

9. Rendimento

Pelo motivo dos motores que possuem alto rendimento serem capazes de entregar menor
consumo de energia, foi avaliado um motor com rendimento maior.

Com todas essas informações, podemos escolher corretamente um motor para o processo, tais
informações então relacionadas na tabela 15.

Tabela 15 – Dados para dimensionamento do motor.


Potência (CV) 450 CV
Circuito Trifásico
Número de polos 4
Grau de proteção IP-54
Classe de isolação F
Característica construtiva (Motor WEG) B3D
Tensão 440V
Frequência da rede 60Hz
Fator de Serviço 1 ou maior
Conjugado (categoria) N
Rendimento Alto ou Normal
Tipo da Carga Ventilador
Fator de Potência Mais próximo de 1
Fonte: Elaborado pelo autor.
52

De posse da tabela 15, foi verificado no catálogo digital da WEG, dois motores passíveis de
utilização para o novo sistema, conforme é indicado na tabela 16.

Tabela 16 – Características dos motores WEG dimensionados.

Modelo W22 IR2 W22 IR3 Premium


Carcaça 355M/L 355M/L
Material da carcaça Ferro fundido Ferro fundido
Potência 330 kW (450 HP-cv) 330 kW (450 HP-cv)
Frequência 60HZ 60Hz
Rendimento (100% carga) 96.2 96.7
Fator de potência (100% carga) 0.86 0.86
Rotação nominal 1790 rpm 1790 rpm
Escorregamento 0.56% 0.56%
Tensão nominal 220/380/440 V 220/380/440 V
Corrente nominal 1046/606/523 A 1042/603/521 A
Ip/In 7 7.8
Corrente a vazio 334/193/167 A 370/214/185 A
Conjugado nominal 180 kgfm 180 kgfm
Conjugado máximo 229% 260%
25s (frio) 14s
Tempo de Rotor bloqueado 34s (frio) 19s (quente) (quente)
Categoria N N
Classe de isolamento F F
Fator de serviço 1.15 1.15
Temperatura ambiente -20°C a +40°C -20°C a +40°C
Altitude 1000m 1000m
Grau de proteção IPW55 IPW55
Refrigeração IC411 - TFVE IC411 - TFVE
Forma construtiva B3D B3D
Sentido de rotação Ambos Ambos
Flange Sem Sem
Tipo de mancal 6322 C3 6322 C3
Preço R$110370,00 R$137087,00
Momento de inércia 8,61Kgm² 9,51Kgm²
Fonte: WEG, Catálogo de motores, 2019. s.p.

5.4 Dimensionamento do Inversor

Para dimensionar corretamente o inversor, precisamos saber qual o motor e a carga do motor,
como já foi identificado essas informações acima, os próximos passos seguem abaixo:
53

1. Corrente nominal do inversor

Como é sabido, é obrigatório que o inversor seja capaz de rodar o motor em potência máxima
e é necessário verificar se há necessidade de alto torque na partida do motor.

No caso desse trabalho não será necessário alto torque na partida do motor por se tratar de um
exaustor.

Isso significa que a corrente do inversor ideal para esse caso será uma categoria acima da
corrente do motor, ou seja, acima de 523A.

2. Tensão de alimentação do inversor

Como a rede de alimentação e o motor são 440V, o inversor também tem de suportar esse nível
de tensão.

3. Frequência do inversor

O processo não necessita de rotações do motor acima da nominal, o que significar que não é
necessário se preocupar com limites de frequência do inversor, somente a frequência da rede
que tem de ser compatível com o inversor, no caso será 60HZ.

4. Tipo do inversor

Hoje em dia, praticamente todos os inversores vem de fábrica capacitados para trabalhar tanto
em escalar quanto em vetorial, nesse caso foi escolhido o uso do controle vetorial em malha
aberta pelo motivo de apresentar melhor desempenho que o escalar principalmente em menores
velocidades e não gerar custo a mais, basta configurar o inversor corretamente.

5. Funções extras

Nesse sistema não se faz necessário o uso de funções extras que não seja as que já veem de
fábrica hoje em dia. Porém, será verificado a presença mínima de 2 saídas analógicas, 1 entrada
analógica, 1 saída digital e 2 entradas digitais para as seguintes funções:
54

 Indicação de velocidade;
 Indicação de potência ou corrente;
 Referência externa de velocidade;
 Indicação de funcionando;
 Comando liga/desliga;
 Comando desliga local emergência.

Tabela 17 – Dados para dimensionamento do inversor.

Corrente nominal do motor 523A


Corrente nominal do motor com fator de serviço 601A
Tensão 440V
Frequência 60HZ
Tipo do Inversor Vetorial Sensorless
Funções Extras Nenhuma
Funções mínimas básicas 2 saídas analógicas, 1 entrada analógica,
1 saída digital e 2 entradas digitais
Fonte: Elaborado pelo autor.

De posse da tabela 17, foi verificado no catálogo digital da WEG, o inversor mais adequado
para utilização no novo sistema, conforme é indicado na tabela 18.

Tabela 18 – Características do inversor de frequência WEG dimensionado.

Modelo BRCFW110601T4SZ
Tensão nominal de entrada 380-480 V
Número de Fases de Entrada Trifásico
Configuração Básica
Corrente nominal (ND) 601A
Corrente nominal (HD) 515A
Filtro RFI Com filtro (categoria C3)
Grau de proteção IP20
Métodos de Controle V/f, VVW, Vetorial e motor PM
Indutor do Link Sim
Temperatura -10 °C a 40 °C
E/S padrão 6 x DI; 3 relés NA/NF x DO; 2 x AI; 2 x AO.
Cartão de memória Incluso
Display LCD Gráfico
Alimentação da eletrônica Interna
Preço R$63105,00
Fonte: WEG, Catálogo de inversores, 2019. s.p.
55

5.5 Dimensionamento dos Condutores e Eletrocalha

5.5.1 Condutores

Sabendo que os condutores serão unipolares e passados em eletrocalhas perfuradas, na tabela 6


podemos concluir que o método de instalação é o “F”.

Logo, sabendo que a corrente nominal com fator de serviço de 1.15 é igual a 601A, 3 condutores
carregados e contíguos, podemos definir através da tabela 7, que o condutor ideal será de
240mm² com capacidade de condução de corrente de 634A. Porém pensando na dificuldade de
instalação e futuras manutenções, será escolhido 3 de 95mm² por fase, pois a soma das áreas
dos cabos de 95mm² é de 285mm² e sendo assim, atende perfeitamente o projeto.

Para o cabo terra, conforme tabela 9, onde fala que para condutores fase acima de 35mm² o
cabo terra terá a metade do tamanho do cabo fase, nesse caso onde a soma dos cabos de 1 fase
é igual 285mm², o cabo terra será de 142mm², pensando também na dificuldade de instalação e
manutenção optou-se por colocar 3 cabos de 50mm² que representa no total, 150mm².
Enfim, considerando a distância de 100m, será necessário comprar 900m de cabo 95mm² e
300m de cabo 50mm².

5.5.2 Eletrocalha

Para dimensionar as dimensões da eletrocalha, precisamos saber o diâmetro externo dos cabos
que vão passar por elas. Conforme a tabela 8, o diâmetro externo do cabo de 95mm² e 50mm²
são respectivamente, 17,6mm e 13,7mm.

Logo, utilizando o exemplo da figura 12 como base, foi feito os cálculos para obter a dimensão
mínima da eletrocalha.

 Largura mínima = 305,1mm;


 Altura mínima >= 17,6mm.

Então, pela tabela 10, a eletrocalha será uma de 400x25mm


56

5.6 Economia de Energia com o Novo Acionamento

5.6.1 Análise da potência consumida do sistema com damper versus inversor de


frequência

Estando de posse dos dados coletados em campo do atual acionamento do ventilador (tabela
11, 12 e 13) e do futuro motor dimensionado (tabela 16), podemos seguir para o próximo passo
onde necessitamos identificar a rotação do motor a ser instalado que entregue a mesma pressão
no processo. Para isso foi utilizado a equação 2, onde foi obtido os resultados identificados na
tabela 19.

Tabela 19 – Relação de velocidade dos motores IR2 e IR3 Premium.

Motor IR2 Resultado Motor IR3 Resultado


Rotação 1 773.3684 RPM Rotação 1 773.3684 RPM
Rotação 2 889.0133 RPM Rotação 2 889.0133 RPM
Rotação 3 969.4686 RPM Rotação 3 969.4686 RPM
Rotação 4 1169.223 RPM Rotação 4 1169.223 RPM
Rotação 5 1248.731 RPM Rotação 5 1248.731 RPM
Fonte: Elaborado pelo autor.

Logo, com os resultados da tabela 19, foi encontrado os respectivos rendimentos para cada nova
rotação utilizando a equação 4, em função de que o rendimento varia de acordo com a rotação.

Tabela 20 – Rendimento corrigido para cada rotação.

Motor IR2
Rendimento nominal (ղ) 0.962
Correção ղ 1 0.956427
Correção ղ 2 0.957403
Correção ղ 3 0.958
Correção ղ 4 0.959263
Correção ղ 5 0.959698
Motor IR3 Premium
Rendimento nominal (ղ) 0.967
Correção ղ 1 0.962131
Correção ղ 2 0.962985
Correção ղ 3 0.963506
Correção ղ 4 0.96461
Correção ղ 5 0.96499
Fonte: Elaborado pelo autor.
57

Por fim, com os dados da tabela 19 e 20, foi aplicado a equação 3 para se obter a potência
necessária para produzir a pressão necessária para o processo. Os resultados podem ser vistos
na tabela 21.

Tabela 21 – Potência necessária para as pressões escolhidas no processo.

Potência dos motores aplicando as leis de afinidade para ventiladores com rotação
variável com a correção do rendimento aplicada
Motor IR2 Motor IR3 Premium
Potência requerida 1 26.7693 KW Potência requerida 1 26.7489 KW
Potência requerida 2 40.6219 KW Potência requerida 2 40.5963 KW
Potência requerida 3 52.646 KW Potência requerida 3 52.6172 KW
Potência requerida 4 92.2326 KW Potência requerida 4 92.1981 KW
Potência requerida 5 112.3057 KW Potência requerida 5 112.2704 KW
Fonte: Elaborado pelo autor.

Verifica-se no gráfico 12 que a potência consumida no sistema utilizando damper é muito maior
que no novo sistema dimensionado utilizando inversor de frequência com um novo motor.

Gráfico 12 – Comparativo da potência utilizada entre o acionamento atual com damper e o


novo acionamento dimensionado com inversor de frequência.

mmCa
-73 112
208

-64 92
197
-44 52
190
40 Motor IR3
-37
Motor IR2
187
26 Atual
-28
187
10 60 110 160 210
Pressão X Potência KWh

Fonte: Elaborado pelo autor.

Objetivando identificar se vale a pena investir em um motor com rendimento maior, foi feito o
comparativo de potência utilizada entre o motor IR2 e o IR3 Premium nos mesmos pontos de
pressão, como pode ser visto no gráfico 13.
58

Gráfico 13 – Comparativo da potência utilizada entre os novos motores IR2 e o IR3 Premium.

mmCa

-73 112.2704
112.3057

-64 92.1981
92.2326

-44 52.6172
52.6460

-37 40.5963
40.6219

26.7489 Motor IR3


-28 26.7693
Motor IR2
25.0000 40.0000 55.0000 70.0000 85.0000 100.0000 115.0000
KWh
Pressão X Potência

Fonte: Elaborado pelo autor.

No gráfico 14, podemos verificar quando em potência será economizado nos pontos de pressão
escolhidos para ambos os motores relacionados.

Gráfico 14 – Economia em KWh obtida utilizando os novos motores IR2 e IR3 Premium em
relação ao sistema atual com damper.
mmCa
95.7296 Motor IR3
-73
95.6943
Motor IR2
104.8019
-64
104.7674

137.3828
-44
137.3540

146.4037
-37
146.3781
160.2511
-28 160.2307

90.0000 110.0000 130.0000 150.0000 170.0000


KWh
Pressão X Potência
Fonte: Elaborado pelo autor.
59

5.6.2 Orçamento para quantificar o investimento necessário para uma futura instalação

O próximo passo desenvolvido foi a realização do orçamento estimado para a implantação de


todo o sistema de controle. A relação dos principais materiais e custo está mencionada na tabela
22.

Para definir o custo da mão de obra, foi considerado que seria em média 40% do custo dos
cabos com eletrocalha, sendo que essa informação foi obtida através de um colaborador da CRH
com experiência em orçamento de diversos projetos.

Tabela 22 – Orçamento da mão e obra e das peças.

Preço Unitário Valor Total


Quantidade Item
R$ R$
Motor WEG - W22 IR2 450 cv
1 4P 355M/L 3F 220/380/440 V R$110370,00 R$110370,00
60 Hz IC411 - TFVE - B3D
Motor WEG - W22 IR3
Premium 450 cv 4P 355M/L 3F
1 R$137087,00 R$137087,00
220/380/440 V 60 Hz IC411 -
TFVE - B3D
Inversor WEG
1 R$63105,00 R$63105,00
BRCFW110601T4SZ
900m Cabo Unipolar 95mm² R$64,259 R$57833,1
GTERFLEX 0,6 / 1 kV - 90ºC
300m Cabo Unipolar 50mm² R$33,805 R$10141,5
GTERFLEX 0,6 / 1 kV - 90ºC
100m Eletrocalha Perfurada tipo U R$72,60 R$7260,00
Suporte suspenção simples
100 R$7,85 R$785
tirante 3/8".
100 Junção/Tala de sundo/junção de R$7,65 R$765
fundo/junção lateral
40% do custo dos
- R$30713,84
cabos + eletrocalha Mão de Obra
TOTAL PARA INVESTIMENTO
Total considerando
R$277449,84
o motor IR2
Total considerando
o motor IR3 R$304166,44
Premium
Fonte: Elaborado pelo autor.
60

5.6.3 Análise da economia aplicando a tarifa da concessionária e previsão do retorno do


investimento

Para mensurar a economia em reais que o novo acionamento irá trazer por mês, primeiramente
foi necessário saber o tempo em marcha que o ventilador fica rodando, considerando que ele
fica parado por 45 dias no ano, podemos concluir que ele fica rodando por 320 dias. No entanto,
ainda é preciso saber o consumo em KWh do ventilador nesse período. Utilizando o gráfico 14,
e fazendo uma média das economias nos pontos de pressão escolhidos, podemos obter o
resultado de 128,8849KWh para o motor IR2 e 128,9138KWh para o motor IR3. Utilizando a
tarifa do KWh informada pela CEMIG na tabela 14, chegamos a equação 9.

𝐷.𝐻.𝑃.𝑅$
𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) = (9)
12

Onde:

 D = dias;
 H = horas de consumo totais;
 P = potência consumida em KWh;
 R$ = custo do KWh.

Vale ressaltar que os resultados obtidos não incluem os impostos e a bandeira da tarifa escolhida
foi a verde.

Para o consumo durante o horário fora ponta do motor IR2:

320𝑥21𝑥128,8849𝑥0,33246
𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) =
12

𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) = 𝑅$23995,48

Para o consumo durante o horário de ponta do motor IR2:

320𝑥3𝑥128,8849𝑥0,51005
𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) =
12
61

𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) = 𝑅$5259,02

𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠)𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑅$29254,5

Para o consumo durante o horário fora ponta do motor IR3 Premium:

320𝑥21𝑥128,9138𝑥0,33246
𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) =
12

𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) = 𝑅$24000,86

Para o consumo durante o horário de ponta do motor IR3 Premium:

320𝑥3𝑥128,9138𝑥0,51005
𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) =
12

𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠) = 𝑅$5260,198

𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠)𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑅$29261,058

Gráfico 15 – Estimativa do retorno do investimento com o motor IR2.

Retorno do Investimento com Motor IR2


200000
Reais

150000
100000
50000
0
-50000 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

-100000
-150000
-200000
-250000
-300000
Retorno do Investimento Mês

Fonte: Elaborado pelo autor.


62

Gráfico 16 – Estimativa do retorno do investimento com o motor IR3 Premium.

Retorno do Investimento com Motor IR3


200000
Reais

150000
100000
50000
0
-50000 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

-100000
-150000
-200000
-250000
-300000
-350000
Mês
Retorno do Investimento

Fonte: Elaborado pelo autor.

Dado que o investimento inicial com o motor IR2 é de R$277449,84 e do IR3 é R$304166,44
podemos calcular quantos meses vai demorar para que o novo sistema se pague. Como é
mostrado na equação 10.

𝐼𝑛𝑣
𝑇= (10)
𝐸𝑐𝑜(𝑚ê𝑠)𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙

Onde:

 T = tempo;
 Inv = valor do investimento inicial.

Para o sistema com o motor IR2:

𝑅$277449,84
𝑇=
𝑅$29254,5

𝑇 = 9,484 𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠
63

Para o consumo o sistema com o motor IR3 Premium:

𝑅$304166,44
𝑇=
𝑅$29261,06

𝑇 = 10,395 𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠

Para se poder saber quanto exatamente o motor IR3 economiza em relação ao IR2 foi feito a
comparação onde o IR2 economiza no mês R$29254,5 e o IR3 R$29261,058, a diferença desses
valores corresponde à economia que o IR3 traz a mais que o IR2 por mês, essa diferença é igual
a R$6,558, sabendo que o motor IR3 é R$26717 mais caro que o IR2, demoraria 340 anos para
que o investimento a mais fosse pago. Portanto o motor IR3 não vale a pena.

5.7 Análise em Torno do Processo Para a Instalação do Acionamento com Inversor de


Frequência

Quando pensamos no processo como um todo, algumas perguntas vêm à tona, quais a
consequências de se realizar tal modificação no processo, será que terei apenas benefícios ou
posso criar um gargalo em algum ponto do processo?

Para responder essas e outras perguntas, analisamos as possíveis consequências da modificação


a ser realizada instalando o acionamento com inversor de frequência, e podemos dizer
primeiramente, que a instalação do novo acionamento não irá criar um ponto de gargalo
baseando-se no fato de que a modificação não tem como objetivo e nem trará um ganho de
produção e nem ganhos de capacidade de exaustão para a faixa de velocidade de trabalho
normal. O único ganho de processo significativo será no seu controle que se tornará mais
dinâmico e fácil de manipular, principalmente porque o sistema utilizando damper sofre muito
com perda do ajuste de indicação de posição, travamentos e demora significativa para atingir o
set point de posição desejado pelo operador. A instalação do inversor eliminar todos os
problemas que o damper possui.

Pensando no equipamento em si, também podemos afirmar que em função de trabalhar com
menores velocidades, o conjunto do ventilador passa a trabalhar com menores índices de
vibração no que acarreta a uma redução significativa do desgaste das peças que compõe o
conjunto, consequentemente leva a uma redução de custos com manutenção do equipamento.
64

6 CONCLUSÃO

6.1 Conclusões Gerais

Pensando na eficiência energética do Brasil, onde a utilização da energia elétrica nas indústrias
se apresenta como a maior dos vários consumidores presentes no país, foi desenvolvido este
trabalho afim de desenvolver um estudo para aumentar a eficiência energética de um sistema
de ventilação na CRH. Para tanto, foi necessário estudar o funcionamento de sistemas de
controle de pressão via damper e inversor de frequência. Então, foi coletado informações
suficientes afim de realizar um dimensionamento adequado para a substituição do atual
acionamento por damper do ventilador ER que se encontra na CRH Brasil - unidade de
Matozinhos. E com isso, mensurar a economia de energia que o novo sistema traria para a
planta.

A coleta de dados precisos do sistema e do processo foram de suma importância para a análise
do sistema atual. Com esses dados, foi possível dimensionar um conjunto de motor com
inversor adequados para o processo, sem que interfira na característica de funcionamento atual.
Logo foi possível calcular a potência que será consumida pelo novo sistema através das
equações de afinidade dos ventiladores com rotação variável e comparar com o atual, assim, foi
identificado uma grande queda do consumo energético para o sistema com inversor de
frequência para diferentes pontos de pressão requisitados pelo processo. E isso se demonstrou
cada vez mais gritante quando ia diminuindo a rotação do motor para obter menores valores de
pressão.

Buscando obter melhores resultados com motores que oferecem maiores níveis de rendimento,
foi feito o orçamento e o estudo de viabilidade com dois motores, o IR2 que possui menor
rendimento e o IR3 Premium com maior rendimento. Porém a comparação dos motores quando
utilizados no processo, mostrou que o motor IR3 apresenta uma quantidade de economia de
energia muito pequena em relação ao motor IR2, o que tornou inviável a instalação do motor
com maior rendimento por ter um custo inicial bem maior e oferecer pouca economia.

Além dos motores, foi feito também o orçamento dos principais materiais que são necessários
para a execução do projeto e com essa informação de custo e com os dados obtidos de potência
65

e custo do KWh, foi previsto que o sistema se paga em menos de 10 meses no caso de se
implantar o motor IR2.

Por fim, pode-se concluir que a substituição do sistema de controle com damper pelo sistema
com inversor de frequência é muito vantajoso, além de eliminar os problemas que o damper
tem, trazer um controle mais dinâmico e reduzir os custos com manutenções em função dos
menores índices de vibração gerado pelo sistema, ele também traz uma economia de energia
enorme para a empresa que se disponha a fazer um investimento inicial maior. Sendo assim, a
implantação do inversor de frequência para controle de pressão em ventiladores e exaustores é
uma ótima alternativa para minimizar os impactos do consumo energético causados pelas
indústrias, mais especificamente pelos sistemas motrizes existentes. Porém é importante
ressaltar que a economia de energia obtida em função da instalação do inversor de frequência,
somente é válida para sistemas que trabalham com rotações menores que a nominal. Portanto é
necessário que sempre seja feito um estudo prévio para verificar a viabilidade do sistema.

6.2 Propostas para Trabalhos Futuros

Para desenvolvimento de trabalhos futuros, os seguintes tópicos são sugeridos:

 Estudos de vibração no motor com a utilização dos dois métodos de controle de vazão,
sendo a vibração uma importante variável que pode afetar a vida útil do conjunto;
 Estudar o comportamento das distorções harmônicas causadas pelo acionamento com
inversor de frequência;
 Estudar o comportamento dos fluidos que passam pelos dutos do ventilador.
66

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10131: Bombas hidráulicas


de fluxo, Rio de Janeiro, 1987. 24 p. Disponível em: <http://www.cse-
distributors.co.uk/abbdrives/hvac-update1/>. Acessado em: 2 de maio 2019.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: 2004: Instalações


elétricas de baixa tensão, Rio de Janeiro, 2004. 217 p. Disponível em:
<https://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/normas%20e%20relat%F3rios/NRs/nbr_5410.pdf>.
Acessado em: 2 de maio 2019.

ANDRADE, Maria Margarida. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação:


noções práticas. 5.ed. São Paulo: Editora Atlas, 2002. 168p.

AQUINO, Ronaldo R. B. de et al. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE


ENERGIA ELÉTRICA, 18., 2008, Olinda. Análises de Eficiência Energética em Métodos de
Controle de Vazão. Olinda: SENDI, 2008. p. 1-12. Disponível em:
<http://www.mfap.com.br/pesquisa/arquivos/20081101144914-5-----
5e613d8f418f3444c3fd2c826aa9aa33.pdf3.pdf>. Acesso em: 07 abr. 2018.

BARROS ELETRO MOTORES. Inversor de Frequência CFW-11. 2019. Disponível em:


<http://www.barroseletro.com.br/index.php?page=inversor-de-frequencia-cfw-11>. Acesso
em: 21 maio 2019.

BARROS Mariane. Curvas Características de uma Turbo Bomba. 2005. Disponível em:
<https://slideplayer.com.br/slide/354432/>. Acesso em: 24 maio 2019.

BELINOVSKI, Kleber David et al. In: CONFERÊNCIA BRASILEIRA SOBRE


QUALIDADE DE ENERGIA, 8., 2009, Blumenau. Análise de Eficiência Energética em
Sistemas Industriais de Ventilação. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia (UFU),
2015 s. p. Disponível, em:
<https://www.researchgate.net/publication/271702274_Analise_de_Eficiencia_Energetica_e
m_Sistemas_de_Ventilacao>. Acesso em: 01 maio 2018.

BEUREN, Ilse Maria (Org.) Como Organizar Trabalhos Monográficos em Contabilidade:


teoria e prática. 2.ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004. 195p.

CASAROTTO FILHO, Nelson. Elaboração de Projetos Empresariais: análise estratégica,


estudo de viabilidade e plano de negócio. São Paulo: Atlas, 2012. 248p.

CEMIG. Valores de Tarifa e Serviços. 2019. Disponível em: <https://www.cemig.com.br/pt-


br/atendimento/Paginas/valores_de_tarifa_e_servicos.aspx>. Acesso em: 24 maio 2019.

CIDADE-BRASIL. Município de Matozinhos. 2019. Disponível em: <https://www.cidade-


brasil.com.br/municipio-matozinhos.html>. Acesso em: 21 maio 2019.

FERGUTZ, Marcos. Dimensionamento de componentes II: instalação de motores.


Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, s.p. jul. 2006. Disponível em:
67

<https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/9731/DIMENSIONAMENTO_DE_COMP
ONENTES_II_v7_16_15561042328633_9731.pdf>. Acesso em: 01 maio 2018.

FONSECA, Alex G. da et al. In: CONFERÊNCIA DE ESTUDOS DE ENGENHARIA, 2008,


Uberlândia. Análises de Eficiência Energética em Sistemas de Ventilação Industrial.
Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Engenharia Elétrica, Uberlândia
– MG, 2008. s. p. Disponível em:
<https://www.peteletricaufu.com/static/ceel/doc/artigos/artigos2008/ceel2008_36.pdf>.
Acesso em: 07 abr. 2018.

FRANCHI, Cleiton Moro. Inversores de Frequência: teorias e aplicações. 2.ed. São Paulo:
Érica, 2013. 192p.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4.ed. São Paulo: Editora Atlas,
2002. 175p.

IPCE FIOS E CABOS. Tabela de Preços. 2014. Disponível em:


<www.ipce.com.br/upload/tabela_precos_IPCE.xls>. Acesso em: 21 maio 2019.

LAFARGE S.A. Treinamento para inspetores e planejadores. Matozinhos, 2014. 32p.

LIMA, Antônio Sérgio Alves de. Eficiência energética na indústria: oportunidade de eficiência
energética em motores em acionadores de velocidade variável. O Setor Elétrico, São Paulo,
vol.3, 85.ed. p. 54-59, nov. 2013. Disponível em: <http://www.osetoreletrico.com.br/wp-
content/uploads/2013/03/Ed85_fasciculo_eficiencia_cap2.pdf >. Acesso em: 01 maio 2018.

MOLLETA, H. V. Controle do fluxo de ar de um transporte pneumático através da


automatização de um damper para economia de energia em uma unidade de processamento de
trigo em Ponta Grossa – PR. 2017. 52 f. Trabalho de Conclusão de Curso - Universidade
Tecnológica Federal do Paraná, Ponta Grossa, 2017. Disponível em:
<http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/8510/1/PG_COAUT_2017_2_04.pdf>.
Acesso em: 23 set. 2018.

MOREIRA, A. B. Análise da operação de sistemas de ventilação industrial visando à eficiência


energética. 2006. 141 f. Dissertação - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2006.
Disponível em: < http://www.lamotriz.ufc.br/Artigos/dissertacao[2].pdf>. Acesso em: 23 set.
2018.

PAULA, G. B. de. et al. Concepção de uma estação de ventilação automatizada para estudos
de eficiência Energética, VIII CEEL Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia –
Minas-Gerais – Brasil, 25 a 29 de out. 2010. Disponível em:
<https://www.peteletricaufu.com/static/ceel/doc/artigos/artigos2010/ceel2010_50.pdf>.
Acesso em: 07 maio 2019.

PINHEIRO, Hélio. Máquinas e acionamentos elétricos: motores trifásicos de corrente alternada


In: PINHEIRO, Hélio. Apostila de motores trifásico de CA. Joinville: Imprensa Universitária
do IFSC, 2013. p. 22-44. Disponível em:
<https://docente.ifrn.edu.br/heliopinheiro/Disciplinas/maquinas-acionamentos-
eletricos/apostila-de-motores-trifasicos-de-ca>. Acesso em: 07 mai. 2019.
68

STAR DRIVES. Como Dimensionar um Inversor de Frequência. 2018, Disponível em:


<http://www.stardrives.com.br/como-dimensionar-um-inversor-de-frequencia/>. Acesso em:
21 maio 2019.

THIES, E; ZANONI, C. Revista interdisciplinar de ciência aplicada. Eficiência energética em


sistema eletromotriz de ventilação: uma análise comparativa entre motor de indução trifásico x
motor de imã permanente. Rica, Caxias do Sul, 2016. Vol.2, n.2. Disponível em:
<http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/ricaucs/article/view/4744/2692>. Acesso em: 01
maio. 2018.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 5.ed. São


Paulo: Editora Atlas, 2004. 96p.

VIANA, C. N. A., Manual do Programa de Eficientização Industrial - Módulo: Ventiladores e


Exaustores. ELETROBRÁS / PROCEL, Rio de Janeiro, 2002. s.p.

WEG S. A. Gestão de Ativos com Aplicação de Projeto de Eficiência Energética na Cargrill.


2008. Disponível em: <https://docplayer.com.br/13152290-Gestao-de-ativos-com-aplicacao-
de-pojeto-de-eficiencia-energetica-na-cargill.html>. Acesso em: 20 mai. 2019.

WEG S.A: Guia de Aplicação de Inversores de Frequência. Jaraguá do Sul, 2005. Disponível
em: <https://sidrasul.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Guia-de-
Aplica%C3%A7%C3%A3o-de-Inversores-de-Frequ%C3%AAncia-WEG-3%C2%AA-
Edi%C3%A7%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 11 mai. 2019.

WEG S.A: Guia de Especificação de Motores. Jaraguá do Sul, 2017. Disponível em:
<https://www.weg.net/catalog/weg/BR/pt/Motores-El%C3%A9tricos/Trif%C3%A1sico---
Baixa-
Tens%C3%A3o/Ventiladores/c/BR_MT_3PHASE_LV_VENTILATION?h=db819661>.
Acesso em: 11 mai. 2019.

WEG S.A. Catálogo de Motores: ventiladores, 2019. Disponível em:


<https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h32/hc5/WEG-motores-eletricos-guia-de-
especificacao-50032749-brochure-portuguese-web.pdf>. Acesso em: 11 mai. 2019.

WEG S.A: Catálogo de Inversores CFW11, 2019. Disponível em:


<https://www.weg.net/catalog/weg/BR/pt/Automa%C3%A7%C3%A3o-e-Controle-
Industrial/Drives/Inversores-de-Frequ%C3%AAncia/Drives-para-Sistemas-
Industriais/Inversor-de-Frequ%C3%AAncia-
CFW11/c/BR_WDC_INVERTERCFW11?h=b1670b9c>. Acesso em: 11 mai. 2019.

WOILER, Samsão; MATHIAS, Washington Franco. Projetos: planejamento, elaboração,


análise. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2010. 288p.

WRI BRASIL. O papel do Setor Industrial nas Emissões de Energia do Brasil, 2018. Disponível
em: <https://wribrasil.org.br/pt/blog/2018/03/o-papel-do-setor-industrial-nas-emissoes-de-
energia-do-brasil>. Acesso em: 20 mai. 2019.
69

ANEXO A – Representação gráfica da resposta do processo atual ao variar a válvula


damper durante a coleta de dados na CRH

Você também pode gostar