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TESTE DE AVALIAÇÃO – 12º ANO

Proposta de correção
GRUPO I

PARTE A

1. Ao longo do poema, percebe-se a coexistência do presente e do passado, ainda que este seja
vivenciado pelo “eu” lírico através do recurso à memória quando ouve “a música”. Tal é percetível
pela utilização das formas verbais no presente do indicativo (“sei”; “enche-se” e “recordo”, entre
outras) e pretérito perfeito e imperfeito do indicativo (“ouvi”; “era”) assim como das formas
adverbiais “outrora” e “agora” que marcam as referências temporais.

2. A música tem um papel antagónico no estado de espírito do “eu” lírico. Por um lado, quando é
ouvida, causa uma espécie de “agrado”, apesar de provocar “lágrimas”, talvez motivadas pela
“saudade” do tempo do passado, a infância, em que o sujeito poético pensa ter ouvido a mesma
música. Por outro lado, o “eu” lírico refere que, ao ouvir a música, tem vontade de regressar a esse
tempo, pois recorda-o como um tempo de felicidade.

3. A utilização expressiva da exclamação, reforçada pela forma verbal “quero”, confere intensidade,
veemência e mesmo urgência à vontade e necessidade de o “eu” poético regressar a um tempo
que ele recorda como feliz. Contudo, através da interrogação retórica, é lançada a dúvida sobre
essa certeza, o que origina a afirmação-resposta “Não sei”.

4. Na sequência da constatação de que não sabe se realmente foi feliz na infância, no último verso, o
sujeito poético afirma que, ao ouvir a “pobre velha música”, viveu, agora, no presente, enquanto
adulto, momentos felizes provocados pela ideia de que, na infância, esta “pobre velha música” lhe
proporcionou felicidade.

PARTE B
5. O aluno deverá referir os seguintes aspetos:
− a cidade e os tipos sociais – a cidade triste, soturna que provoca abatimento no “eu” lírico (1ª
estrofe); o trabalho difícil dos carpinteiros e dos calafates (2ª e 3ª estrofes);
− o imaginário épico presente na evocação do passado glorioso de Portugal e dos portugueses
(última estrofe).

GRUPO II

1 – D; 2 – A; 3 – C; 4 – C; 5 – B; 6 – B; 7 – A
8. Subordinada adjetiva relativa explicativa
9. “profissionais de três áreas”
10. Complemento indireto

GRUPO III
Proposta de texto

Desde a ancestralidade que a música acompanha o Homem. Ela é um meio de comunicação eficaz na
transmissão dos sentimentos – de alegria, de esperança, de satisfação, de bem-estar e de libertação,
mas também de tristeza, de repúdio e de revolta contra algumas atitudes e comportamentos.

O Homem tem por hábito festejar acontecimentos ou situações em que participa: nascimentos,
casamentos, festas de aniversário, vitórias e sucessos alcançados. A música é uma forma de criar ou de
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reforçar laços e sentimentos entre familiares, amigos e comunidade, nestas e em outras celebrações, já
que, pela música, se exterioriza a alegria, a felicidade e a comunhão de interesses.

Por outro lado, a música está presente em momentos de tristeza, por exemplo na morte, vista na
sociedade ocidental como um tempo de luto e de dor. Os tons e as melodias manifestam-se em
conformidade com o sentimento de tristeza que marca esses momentos, apesar de, em algumas
culturas, a celebração da morte poder ser feita através de danças, rituais e cânticos que marcam uma
nova etapa. É frequente, pois, associarmos a música a momentos de tristeza ou de desgosto, servindo
como forma de exteriorização desse tipo de sentimentos. Nos momentos mais marcantes da História
Universal, a música desempenhou também um papel libertador. Por exemplo, nos campos de
concentração, durante a Segunda Guerra Mundial, os prisioneiros judeus compunham e entoavam
canções como forma de mitigar a dor e de transmitir esperança. No caso português, lembremo-nos de
Zeca Afonso que, até à revolução de 25 de abril, utilizava as canções, logo a música, como arma de
propaganda política contra a ditadura.

Conclui-se, portanto, que a música é poderosa. A melodia que transmite veicula sentimentos, de
alegria ou de tristeza, de acordo com o estado de espírito de quem a compõe e é interiorizada, por
quem a ouve, proporcionando sensações de satisfação, de bem-estar, de libertação e de esperança.

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