Você está na página 1de 17

ALEX FERNANDES ROSARIO

RAFAEL DO NASCIMENTO MEIRELES


RAFAELA OLIVEIRA DO NASCIMENTO
TAINÁ CRISTINA FERREIRA DE AMORIM
MAYRON TELLES VOLLBRECHET

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA CONTIDA


NO ESTADO DE RONDÔNIA

PORTO VELHO – RO
2019.2
ALEX FERNANDES ROSARIO
RAFAEL DO NASCIMENTO MEIRELES
RAFAELA OLIVEIRA DO NASCIMENTO
TAINÁ CRISTINA FERREIRA DE AMORIM
MAYRON TELLES VOLLBRECHET

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA CONTIDA


NO ESTADO DE RONDÔNIA

Trabalho apresentado para obtenção de


nota na disciplina de Hidrologia ministrada
pelo Prof°. Janielson Lima no curso de
graduação em Engenharia Civil pela
Faculdade Rondônia - FARO.

PORTO VELHO – RO
2019.2
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 4
1.1. OBJETIVO GERAL......................................................................................................... 4
1.2. OBJETIVO S ESPECÍFICOS........................................................................................ 4
2. REVISÃO BIBLIOGRAFICAS ......................................................................................... 5
2.1. VAZÃO DE PROJETO ................................................................................................... 5
2.2. ANÁLISE FÍSICA DE BACIAS ...................................................................................... 5
3. PROCEDIMENTO METÓDICOS ..................................................................................... 5
3.1. LOCALIZAÇÃO DA BACIA ........................................................................................... 5
3.2. OBTEÇÃO DOS DADOS .............................................................................................. 6
4. RESULTADOS E DISCURSÃO ...................................................................................... 6
4.1. CARACTERÍSTICAS...................................................................................................... 6
4.2. GRAFICO DO PERFIL LONGITUDINAL .................................................................... 7
4.3. FATOR DE FORMA ....................................................................................................... 8
4.4. INDICE DE COMPACIDADE ........................................................................................ 8
4.5. TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ................................................................................... 9
4.6. ÍNDICE DE SINUOSIDADE ........................................................................................ 10
4.7. CÁLCULO DA PRECIPITAÇÃO INTENSA .............................................................. 11
4.8. EQUAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL ...................................................................... 12
4.9. CLASSIFICAÇÃO DO CURSO DA ÁGUA ............................................................... 13
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................... 16
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ 17
4

1. INTRODUÇÃO

Hidrologia é a ciência que trata da água na Terra, sua ocorrência,


circulação e distribuição, suas propriedades físicas e químicas, e sua reação
com o meio ambiente, incluindo sua relação com as formas vivas (Definição
recomendada pela United States Federal Council for Science and Technology,
1962).
Uma bacia hidrográfica de um curso de água é uma área de captação
natural da água da precipitação que faz convergir os escoamentos para um
único ponto de saída, seu exutório. É composta basicamente de um conjunto
de superfícies vertentes de uma rede de drenagem formada por cursos de
água que confluem até resultar um leito único no exutório. Bacia hidrográfica é,
portanto, uma área definida topograficamente, drenada por um curso d’água ou
por um sistema conectado de cursos d’água, de forma tal que toda a vazão
efluente seja descarregada por uma simples saída.

1.1. OBJETIVO GERAL


Definir algumas características físicas e alguns parâmetros morfológicos
de uma bacia denominada Canoa Furada.

1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Definir características como o comprimento da bacia, declividade, forma
e análise de seus índices e fatores. Com as características e parâmetros
realizados é possível tirar conclusões, como por exemplo, se a bacia escolhida
é propícia a grandes enchentes.
5

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. VAZÃO DE PROJETO

Para obter a vazão de projeto, os métodos mais utilizados são o racional


simples, racional modificado e hidrograma triangular sintético – SCS.

Não existe um consenso entre os autores sobre o tamanho máximo da


bacia para aplicação de cada método, mas em geral para bacias com áreas
superiores a 10 km2 não se aplica o método racional.

2.2. ANÁLISE FÍSICA DA BACIA

A bacia canoa furada não tem formato de círculo, tem contornos longos,
o que indica que a bacia não proporciona grandes enchentes, como as bacias
que tem formato circular.

3. PROCEDIMENTO METÓDICOS

3.1. LOCALIZAÇÃO DA BACIA

A bacia em estudo encontra-se situada próxima as cidades de Porto


Velho e Candeias do Jamari no estado de Rondônia, o que facilita a sua
localização, pois está próxima ao principal rio que atravessa o Estado, o Rio
Madeira. Com na figura abaixo, pode-se visualizar a localização da área
estuda.
6

Figura 1 - Localização da bacia

3.2. OBTEÇÃO DOS DADOS

Os dados foram obtidos através das ferramentas Google Earth e o site


Hidroweb. Com a ferramenta Google Earth foi possível obter as informações
que determinam as características da bacia, tais como área, perímetro,
comprimento da bacia, largura da bacia, comprimento do rio principal. Quanto a
ferramenta Hidroweb foi possível localizar a estação pluviométrica mais
próxima da bacia estuda e obter os dados da seria histórica em um intervalo de
9 anos das precipitações ocorridas.

4. RESULTADOS E DISCURSÃO

4.1. CARACTERÍSTICAS

Após definição da bacia para estudo, a ferramenta Google Earth


forneceu uma séria de dados apresentados abaixo.
a) Área: 180 km²;
b) Perímetro: 101 km;
c) Comprimento da Bacia: 19,9 km;
d) Comprimento do Rio Principal: 27,9 km.
7

A partir dos dados obtidos é possível realizar o cálculo que determina a


declividade da bacia. Os resultados são apresentados abaixo:

(𝐶𝑓 − 𝐶𝑖 )
𝐷=
𝐿
Onde:
D = Declividade
Cf = Cota Final
Ci = Cota Inicial
L = Comprimento da Bacia

Logo:
(111 − 99) 𝑚
𝐷= 𝐷 = 0,43
27900 𝑘𝑚

4.2. GRÁFICO DO PERFIL LONGITUDINAL

O gráfico de perfil foi realizado com a própria ferramenta Google Earth.


Na figura abaixo é apresentado o perfil longitudinal.

Figura 2 - Perfil longitudinal da bacia


8

4.3. FATOR DE FORMA

O Fator de Forma (Kf) é a relação entre a largura média da bacia e o seu


comprimento axial e pode assumir os seguintes valores:
a) - 1,00 – 0,75 - sujeito a enchentes;
b) - 0,75 – 0,50 - tendência mediana; e
c) -< 0,50 - não sujeito a enchentes

Fórmula:
(𝐴)
𝐾𝑓 =
𝐿²

Onde:
Kf = Fator de Forma
A = Área da Bacia
L = Comprimento do Rio Principal

Logo:
(180)
𝐾𝑓 =
19,9²

Portanto, o fator de forma da bacia estudada é de 0,455. Pode-se assim,


concluir que a partir do resultado obtido a bacia não está sujeita a enchentes.

4.4. INDICE DE COMPACIDADE

O Coeficiente de Compacidade (Kc) é um índice de forma relacionando


o perímetro da bacia e a circunferência (Perímetro) de um círculo de mesma
área. Este coeficiente é um número adimensional, variando com a forma da
bacia, independentemente de seu tamanho, sendo que quanto mais irregular
for a bacia, maior será o coeficiente de compacidade.
Quanto mais próximo da unidade (K=1) for este coeficiente, mais a bacia
se assemelha a um círculo, podendo ser resumido da seguinte forma:
9

a) 1,00 – 1,25 - bacia com alta propensão a grandes enchentes;


b) 1,25 – 1,50 - bacia com tendência mediana a grandes enchentes;
e
c) >1,50 - bacia não sujeita a grandes enchentes.

Quanto mais semelhante a um círculo for uma bacia, maior será a sua
capacidade de proporcionar grandes cheias.

Fórmula:
0,28𝑃
𝑘𝐶 =
√𝐴
Onde:
Kc = Índice de Compacidade
P = Perímetro da Bacia
A = Área da Bacia

Logo:
0,28 ⋅ 101
𝑘𝑐 = = 2,108
√180

Pelo valor do resultado obtido, a bacia não está a sujeita a grandes


enchentes, pois o índice de compacidade é maior que 1,50.

4.5. TEMPO DE CONCENTRAÇÃO

O tempo de concentração é aquele necessário para que toda a água


precipitada na bacia hidrográfica passe a contribuir na seção considerada. A
seguir os cálculos realizados.

Fórmula:
0.385
𝐿3
𝑇𝑐 = 57 ⋅ [ ]
𝛥𝐻
10

Onde:
𝑇𝑐 = Tempo concentração (minutos)
𝐿 = Comprimento da bacia (km)
𝛥𝐻 = diferença de alturas das nascentes

Logo:
0.385
19,93
𝑇𝑐 = 57 ⋅ [ ] = 970,39 𝑚𝑖𝑛.
5
Portanto, o tempo de concentração para a bacia estudada é de 970,39
minutos.

4.6. ÍNDICE DE SINUOSIDADE

O Índice de Sinuosidade é a relação entre o comprimento do rio principal


(𝐿) e o comprimento da bacia (𝐿𝑡 ). Os cálculos estão descritos abaixo.

Fórmula:
𝐿
𝑆=
𝐿𝑡
Onde:
𝑆 = sinuosidade
𝐿 = largura do rio principal
𝐿𝑡 = comprimento da bacia

Logo:
27,9
𝑆= = 1,40 𝑘𝑚
19,9
11

4.7. CÁLCULO DA PRECIPITAÇÃO INTENSA

Com a série de dados pluviométricos obtidos no site da ANA concluímos


que a precipitação acumulada nos últimos dez anos na estação possui o valor
de 13650,8 mm. A estação foi a de Porto Velho, código 863008.

Os anos foram 2008 – 2018. Com este acumulado calculamos a


precipitação intensa abaixo.

P=(ΣPrecipitação)*(1/3650)
P=(13650,8)*(1/3650)
P=3,74 mm.
12

Onde, (1/3650) significa 1 dia dentro de 10 anos, ou 3650 dias.

Logo:

Pi=(2*P)/(0,83)
Pi=(2*3,74)/(0,83)
Pi= 9,01mm/h

4.8. EQUAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

A estimativa da vazão do escoamento produzido pelas chuvas em


determinada área é fundamental para o dimensionamento dos canais coletores,
interceptores ou drenos. Existem várias equações para estimar esta vazão,
sendo muito conhecido o uso da equação racional. A equação racional estima
a vazão máxima de escoamento de uma determinada área sujeita a uma
intensidade máxima de precipitação, com um determinado tempo de
concentração.
Fórmula:
𝐶⋅𝑖⋅𝐴
𝑄𝑝 =
3,6
Onde:
𝑄𝑝 = vazão de pico (m³/s)
𝐶 =coeficiente de escoamento do método racional em relação a área
possível de ocorrência de infiltração permeável
𝑖 = Intensidade da chuva (mm/hora)
𝐴 =área da bacia (km²)

Adota-se para áreas rurais o coeficiente igual a 0,10.

Logo:
0.1 ⋅ 18,83 ⋅ 316
𝑄𝑝 = = 165 𝑚3 /𝑠
3,6
13

4.9. CÁLCULO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO

Evapotranspiração é a perda de água do solo por evaporação e a perda


de água da planta por transpiração. Para a bacia em estudo foi determinada a
partir dos cálculos apresentados a seguir.
O primeiro cálculo foi determinar o índice de temperatura, onde o seu
cálculo foi realizado na ferramenta Microsoft Office Excel e estão dispostos na
tabela abaixo.

Tabela 1 - Média de temperatura mensal e índice de temperatura

Média Índice de
Meses
Temperatura Temperatura
Janeiro 25,8 12,0217
Fevereiro 25,9 12,0982
Março 26,4 12,4210
Abril 26,4 12,4453
Maio 26,3 12,3385
Junho 26,4 12,4183
Julho 26,2 12,2442
Agosto 26,8 12,6725
Setembro 28,7 14,1288
Novembro 26,2 12,3031
Dezembro 26,0 12,1145
Total 26,4 137,2061

Ainda com uso do software Microsoft Office Excel foi encontrado o valor
do parâmetro necessário para realizar o cálculo da evapotranspiração
potencial, a qual apresentou o resultado de 3,2432.
Fórmula:
10 ⋅ 𝑇 𝑎
𝐸𝑇 = 16 ⋅ [ ]
𝐼
Onde:
𝐸𝑇 = evapotranspiração potencial
𝑇 = temperatura mês (ºC)
𝐼 = parâmetro que depende da região
𝑎 = índice de temperatura
14

Logo:
10 ⋅ 26,4 3,2432
𝐸𝑇 = 16 ⋅ [ ] = 133,64 𝑚𝑚
137,2061

Gráfico 1 -Temperatura média mensal

TEMPERATURA MÉDIA MENSAL


2018 à 2019
29.0
28.5
28.0
27.5
Temperatura

27.0
26.5
26.0
25.5
25.0
24.5
24.0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Nov Dez
Mês

4.10. CLASSIFICAÇÃO DO CURSO DA ÁGUA

A ordem dos rios é uma classificação que reflete o grau de ramificação


dentro de uma bacia. Segundo Strahler, a classificação atribui-se um número
de ordem a cada curso de água sendo classificadas como cursos de água de
primeira ordem aqueles que não apresentam afluentes. Os cursos d’ água que
somente recebem afluentes que não se subdividem são de segunda ordem. Os
de terceira ordem são formados pela reunião de dois cursos d’ água de
segunda ordem, e assim por diante.

A classificação dos cursos d’água da bacia foi realizada conforme as


regras de Strahler, onde se identificou que se trata de uma bacia de terceira
ordem (3° Ordem).
15

Figura 3 - Classificação do curso da água


16

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como a maioria dos rios do Brasil, o regime de alimentação do rio


principal da bacia Canoa Furada é basicamente pluvial. É perene devido ele
desaguar no Rio Jamari onde está presente a Hidrelétrica de Samuel. O seu
aproveitamento econômico é feito pelos moradores rurais, seja de fazendas,
sítios, chácaras.
17

BIBLIOGRAFIA

Apostila de Hidrologia. Dísponível em <http://www.ufpel.edu.br>. Acesso em 02


de novembro de 2019.

BACIA HIDROGRÁFICA PROCESSOS E FATORES DO ESCOAMENTO.


HIDROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS, 2019. Disponível em
<http://www.civil.ist.utl.pt/>. Acesso em 16 de novembro de 2019.

ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO. Edisciplinas, 2019. Disponível em


<https://edisciplinas.usp.br> . Acesso em 16 de novembro de 2019.

HIDROWEB – Disponível em <http://www.snirh.gov.br/hidroweb>. Acesso em:


16 de novembro de 2019.

INMET – Disponível em <www.inmet.gov.br>. Acesso em: 16 de Novembro de


2019.

SOUZA PINTO N. – Hidrologia Básica

Você também pode gostar