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A DOUTRINA DO HOMEM

Julio Cesar, formando, STBNB 1

Marcelo Ximenes, professor, STBNB 2

REFERÊNCIA

GRUDEM, Wayne A. Teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.

CREDENCIAIS DO AUTOR

Wayne Grudem é professor de pesquisa de teologia e estudos bíblicos no


seminário de Phoenix no Arizona. É formado em Harvard (BA), Westminster
Geminar-Philadelphia (Mi, DD) e a Universidade de Cambridge (PhD). Ele atuou
como presidente da Sociedade Evangélica de Teologia (1999), como membro do
Comitê de Supervisão de Tradução da Versão Padrão Inglesa da Bíblia, e foi o
Editor Geral da ESV Study Bible (2008). Ele escreveu mais de 20 livros, incluindo a
Teologia Sistemática, O Dom da Profecia no Novo Testamento e hoje, o Negócio
para a Glória de Deus, a Política de acordo com a Bíblia, e (com Barry Asmus). A
pobreza das nações: uma solução sustentável. Ele também co-editou (com John
Piper). Recuperando a masculinidade bíblica e a mulher.

1
Julio Cesar Genuíno da Silva Lima - formando do curso livre em teologia: Seminário Teológico Batista do Norte
do Brasil, Recife - PE
2
Professor Marcelo Ximenes: Possui graduação em Teologia pela Universidade Católica de Pernambuco (2014)
e é formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (2010), onde atualmente atua
como Professor e Coordenador da Área de Missões. É mestrando em Teologia na Universidade Católica de
Pernambuco. Pastor Batista desde março de 2010, hoje é Pastor Presidente da Igreja Batista da Jaqueira.
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RESUMO DAS IDEIAS NORTEADORAS

Wayne Grudem apresenta varios temas para construir o que ele chama de
doutrina do homem. Em sua teologia sistemática o autor descreve na parte 3 –
p.361/434, uma organizada sistematização de suas reflexões teológicas
abordadando vários questionamentos entre eles: o uso da palavra homem como
referência à raça humana e por que o homem foi criado? O significado de “imagem
de Deus”. A queda: a imagem de Deus se distorce, mas não se perde? Qual o nosso
propósito na vida? A redenção em Cristo: a recuperação gradual da imagem de
Deus. Na volta de Cristo: haverá completa restauração da imagem de Deus. Em que
aspectos somos semelhantes a Deus. De quantas partes compõe-se o homem?
Qual a origem da alma? De onde veio o pecado? Como o pecado de Adão nos
afeta? Como Deus se relaciona com o homem?
O doutor Grudem deixa muito evidente por base nos capitulos 21 à 25 que
fomos criados à imagem de Deus e que possuimos responsabilidades como
criaturas à imagem de Deus.

RESUMO

Parte 3 - A Doutrina do homem – capítulo 21 a 25 páginas - 361/432

Wayne Grudem aborda o tema da criação tomando por base o texto bíblico de
Gn 1.27, lemos, “criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou”. A parti do texto sagrado levanta o qustionamento sobre
porque o homem foi criado? Argumenta que Deus não nos criou porque lhe faltava
alguma coisa ou porque necessitava de algo. Podemos pensar que pelo fato de
seres humanos não poderem viver sozinhos, logo Deus não poderia existir em
solidão. Para o autor, Deus não nos criou porque estava se sentido solitário, mas
nos criou para que dessemos louvor e glória. O texto de Isaias 43.7, lemos: todo o
que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e
fiz". Se não entedermos o significado da criação, tudo fica sem razão e perde o
sentido. O proposito da criação está em glorificar a Deus. Glorificar a Deus confere
propósito e sentido à nossa vida; isso nos dá a alegria na vida que todos desejamos.
Glorificar a Deus é parte da vida que o Senhor Jesus Cristo disse: “Eu vim para que
tenham vida, e a tenham com plenitude” (João 10.10).
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O doutor Grudem descreve que o conceito de “imagem de Deus” expõe a


intencionalidade objetiva de Deus em nos criar para sermos semelhante a Deus e o
representar em sua criação. Enquanto criaturas feitas à imagem de Deus, fomos
feitos para ser como ele. Portanto, quanto mais entendermos de Deus, mais
entenderemos de nós. E quanto mais entendermos de nós mesmos, mais
entenderemos de Deus. Somos, por exemplo, criaturas morais, criadas com um
senso inato do certo e do errado. Segundo Grudem o homem é a imagem
inconfundivel de Deus pelo aspectos: potencial intelectual, condição moral, natureza
espiritual, capacidade de dominar sobre a terra, poder criativo, poder para tomar
decisões éticas. Além disso, não somos simples criaturas físicas; também somos
criaturas espirituais, o que significa que somos em parte semelhantes a Deus, que é
espírito. De acordo com o mestre em divindade o Sr Grudem, o nosso espírito é um
reflexo da natureza humana de Deus e nos possibilita o relacionamento pessoal com
ele. O doutor Grudem menciona a queda do homem como uma distorção da imagem
de Deus que parcialmente foi manchada pelo pecado. Logo a imagem não pode ser
percebida tão claramente como no principio da criação.
Em sua sistemática o autor referido levanta a questão que se é possivel
conceber que o homem, logo apos de cometer o ato transgressor de desobedecer a
palavra de Deus ainda continua sendo como Deus. O autor deixa claro que como o
homem pecou, o pecado deturpou sua semelhança com Deus e sua pureza moral,
logo seu modo de viver não espelha a natureza santa de Deus. A condição de
natureza rebelde e escrava de si mesma vivencia uma mente alienada, corrompida
pela falsidade, engano e todo tipo de ações que não glorificam a Deus. Entretanto,
temos a boa noticia da parte que a imagem de Deus está sendo restaurada. Deus
redime os seus filhos por meio da vida, morte e ressurreição de Jesus para que eles
possam ser conforme a imagem de seu Filho (Romanos 8.29), que é a imagem do
Deus invisível (Colosenses 1.15). O apóstolo Paulo declara que os irmão cristãos
têm uma nova natureza, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a
imagem que o criou (Colosenses 3.10). Por meio desta esperança enquanto
estamos aqui na terra, somos transformados de glória em glória na mesma imagem
(2Coríntios 3.18). A esperança por meio do Filho de Deus nos garante que no final
dos tempos seremos como ele, segundo a sua imagem. Como Cristo é a imagem de
Deus (2Corintios 4.4), finalmente seremos transformados a fim de refletirmos a
imagem de a sua vondate inicial para nós.
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Wayne Grudem enfatiza em seu estudo sistemático que é significativo a


compreenção da imagem de Deus, não meramente pelo modo como a sua criação
vive hoje, mas pela revelação bíblica da condição de Adão e Eva quando Deus os
criou, fato importamtissimo que as Escritura Sagrada está cpmprometida em declara
que Deus criou todas as coias com um grau de excelência e bondade, E Deus viu
tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a
manhã; esse foi o sexto dia (Gênesis 1:31).
Entretanto, segundo Grudem a esperança da humanidade está no sentido
escatológico que só quando Cristo retornar a terra receberemos os benefícios da
salvação de maneira plena na recuperação progredindo lentamente de modo
gradual a imagem de Deus. Outro fato é a completa restauração da imagem de
Deus na volta de Cristo Jesus. Como apresenta o apóstolo Paulo, assim como
tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem
celestial (1 Coríntios 15:49). O autor chama atenção para a esperança na bondade
de Deus mesmo em meio o desajuste da condição humana na criação. A dignidade
humana reside em transportarmos algo de valor de Deus em nós, ou seja, sua
imagem. Mesmo o ser humano em sua condição de caido, por conta do pecado, o
mesmo tem a posição continua da imagem de Deus, Quem derramar sangue do
homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o
homem criado (Gênesis 9:6). Algo muito interessante descrito por Grudem, é a
consciência de uma cosmovisão guiada pela dignidade gerada pela imagem de
Deus em nós. Por causa disso, tudo muda com respeito as relações humanas,
relação com Deus e relação com a criação. A valorização da vida segundo Grudem
está no prazer, gozo e contentamento da percepção de nossa posição na criação
como portadores da imagem de Deus. Como portadores dessa imagem, da imago
Dei, somos estátuas, réplicas de Deus em um mundo marcado pelo pecado.
Todavia, como portadores da imagem de Deus somos convidados a gerenciar
a criação pelo uso das aptidões recebidas por Deus com responsabilidade e
fidelidade aos seus propósitos. Sendo assim fica impossível negar a nossa posição
única na criação como portadores da imagem de Deus. Segundo Grudem nós
somos o ponto culminante dessa obra de Deus. Embora o pecado tenha danificado
o suficiente, temos da parte de Deus, por meio da sua graça a restauração da
imagem de Deus em Cristo Jesus.
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Wayne Grudem descreve que como criaturas à imagem de Deus, nos fomos
feitos para ser os seus representantes na terra. Assim como um rei que coloca
imagens por meio de estátuas e quadros de si mesmo em todo o seu reino para
mostrar onde ele governa, Deus também, por meio de nós, colocou imagens de si
mesmo em todo o seu mundo. O doutor Grudem salienta que Deus criou os seres
humanos para essa finalidade. Toda a criação é a intenção de mostrar a glória de
Deus. Mesmo a criação inanimada, estrelas, sol, lua e do céu, dar testemunho da
grandeza de Deus: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento proclama a
obra das suas mãos. Dia após dia, outro a notícia a outra noite revela conhecimento
"(Sl 19:1-2). O canto de adoração celestial em Apocalipse 4 conecta a criação de
Deus de todas as coisas com o fato de que ele é digno de sua glória: "Digno és Tu,
Senhor, nosso Deus, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas
as coisas; por sua vontade elas foram criadas "(Ap 4:11). Diante do argumento
proposto descobrimos que a finalidade da criação gira em torno da representação da
imagem de Deus, por isso que ele ordenou a Adão e Eva que frutificassem e se
multiplicassem (Gênesis 1.28). Quando eles replicam a imagem de Deus por toda a
terra, com isso fizeram uma demonstração de todos os lugares em que Deus reina e
domina. De modo espetacular Deus criou o universo para mostrar a sua glória, e é
importante que percebemos que ele não tinha necessidade de criá-la. Deus assim
cria o universo para mostrar a sua excelência. O propósito da Criação mostra sua
grande sabedoria e poder, e, em última análise também mostra seus outros
atributos. Assim lemos em Romanos: pois o que de Deus se pode conhecer é
manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo
os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido
vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que
tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram
como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis
e os seus corações insensatos se obscureceram (Romanos 1:19-21).
Descreve Grudem que como representantes de Deus na terra, também
somos chamados a tomar conta dela. Quando Deus ordenou a Adão e Eva que
sujeitassem a terra e dominassem todos os animais que rastejam sobre a terra
(Gênesis 1.28), ele o fez como um rei de forma tal que o honre. Por isso, embora
estejamos livres para nos beneficiar da abundância da terra de Deus, devemos fazê-
lo de forma a demonstrar cuidado por ela e respeito pelo seu criador.
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De acordo com o doutor Grudem Deus nos criou para termos uma unidade de
corpo e alma, e que cada ação que fazemos nesta vida é uma ação de nossa
pessoa como um todo, envolvendo, em certa medida tanto o corpo e alma, podemos
continuar dizendo que as Escrituras ensinam claramente que há uma parte imaterial
da natureza do homem. O homem é "corpo e alma" ou "corpo e espírito." Jesus diz-
nos que não temos medo de "os que matam o corpo, mas não podem matar a alma.
Só Deus que pode destruir a alma e o corpo no inferno (Mateus 10:28). Aqui a
palavra "alma" deve referir-se claramente à parte a pessoa existe após a morte. Não
pode significar "pessoa" ou "vida" não faria sentido falar daqueles que "matam o
corpo, mas não podem matar a pessoa" ou "matar o corpo, mas não matar a vida",
pelo menos tem algum aspecto de a pessoa que continua a viver após o corpo ter
morrido. Além disso, quando Jesus fala de "alma e corpo" parece ser a pessoa
inteira falando claramente, mas não especifica o "espírito" como um componente
separado. A palavra "alma" parece denotar a parte do homem, que não é física.
Grudem descreve que pecado é, em essência, a contradição na excelência de
seu caráter moral devido a imagem de Deus em nós. Pecado é viver amparado pela
autossuficiência do governo pessoal em rebeldia ao ideal divino.
Mesmo antes da desobediência de Adão e Eva, o pecado já estava presente
no mundo angélico com a queda de Satanás e seus demônios. Mas no que diz
respeito à raça humana foi o primeiro pecado de Adão e Eva no Jardim do Éden
(Gênesis 3:1-19). Que comer da árvore do conhecimento do bem e do mal é, em
muitos aspectos típicos do pecado em geral. Primeiro, o pecado ataca a base de
conhecimento, porque ele dá uma resposta diferente à pergunta: "Que é a verdade."
Enquanto Deus disse a Adão e Eva morreriam se comessem do fruto (Gênesis
2:17), a serpente disse: "Não é verdade, eles não vão morrer!" (Gn 3:4). Eva decidiu
duvidar da verdade da Palavra de Deus e conduzido um experimento para ver se
Deus tivesse dito a verdade.

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