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CARTILHA SOBRE

INSPEÇÃO SANITÁRIA DE
ESTABELECIMENTOS QUE
PROCESSAM ALIMENTOS

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CARTILHA SOBRE INSPEÇÃO SANITÁRIA DE 1
ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
CARTILHA SOBRE
INSPEÇÃO SANITÁRIA DE
ESTABELECIMENTOS QUE
PROCESSAM ALIMENTOS
Elaboração:
Leomar Luiz Prezotto

Coordenação:
Mário Augusto Ribas do Nascimento

Brasília, março de 2013

Esta cartilha possui material compilado para composição de livro que será editado.
Sumário

Apresentação.......................................................................................................................................................................................................................5

Serviços de Inspeção Sanitária......................................................................................................................................................................................6

1. .Serviço de inspeção sanitária de empreendimentos de produtos de origem animal..............................................................................7

1.1 Serviço de Inspeção Federal. ....................................................................................................................................................................7

1.2 Serviço de Inspeção Estadual. ................................................................................................................................................................8

1.3 Serviço de Inspeção Municipal. ..............................................................................................................................................................9

2. .Serviço de inspeção sanitária de estabelecimentos de produtos de origem vegetal. ..........................................................................10

2.1 Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do MAPA.............................................................................................10

2.2 Vigilância Sanitária................................................................................................................................................................................10

Suasa: a Integração dos serviços de Inspeção Sanitária . ................................................................................................................................15

Considerações Finais.......................................................................................................................................................................................................17

Anexo I – Lista de produtos de origem vegetal com padrão oficial definido pelo MAPA.....................................................................18

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Apresentação
Esta Cartilha é dirigida às lideranças e técnicos de organizações públicas e privadas ligadas a agricultura familiar, especial-
mente os envolvidas com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos
(PAA). Tem como objetivo informar sobre o registro e os serviços de inspeção sanitária, exigidos à estabelecimentos que
processam e comercializam alimentos.

Contém informações sobre os diferentes serviços de inspeção sanitária de acordo com a origem do alimento processado;
os órgãos públicos responsáveis pela regulamentação e fiscalização de cada um deles; além dos procedimentos exigidos
para a regularização dos empreendimentos agroindustriais.

Não há aqui a pretensão de esgotar o assunto, mas sim, orientar o empreendimento quanto à legislação sanitária vigen-
te e o que deve ser feito para acessar o mercado. Cabe lembrar que estados e municípios têm certa autonomia sobre o
tema, portanto, há a necessidade de se obter informações específicas junto aos órgãos estaduais e municipais responsá-
veis pelos serviços de inspeção.

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Serviços de Inspeção Sanitária
Entende-se aqui por empreendimento (ou agroindústria) o estabelecimento com instalação industrial de manipulação e/
ou industrialização, onde são recebidos, manipulados, beneficiados, transformados, fracionados, conservados, armaze-
nados, embalados, rotulados e/ou expedidos produtos de consumo humano. Abrangem desde processos simples, como
secagem, classificação e embalagem, até processos mais complexos que incluem operações física, química ou biológica
como, por exemplo, a extração de óleos, a caramelização e a fermentação.

Toda agroindústria que produz alimentos e bebidas para o consumo humano deve ter sua qualidade sanitária avaliada para
que os alimentos produzidos estejam aptos ao consumo. Logo, o registro no serviço de inspeção sanitária é obrigatório.

A legislação define o funcionamento e o modelo de organização do serviço de inspeção sanitária, que tem base em vá-
rios órgãos e serviços de governo nas esferas federal, estadual e municipal. Todos esses, com responsabilidades, diretas
ou indiretas, no controle da qualidade dos alimentos e bebidas.

A inspeção dos produtos de origem animal, bem como de alguns produtos de origem vegetal como as bebidas, os vi-
nagres, os vinhos e os derivados de uva e vinho, além da regulamentação sobre a embalagem de alguns produtos com
padrão oficial, é de competência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. Os demais produtos
de origem vegetal são inspecionados pelo Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária –
Anvisa e a Vigilância Sanitária – VISA de estados, Distrito Federal e municípios, integrantes do Sistema Nacional de Vi-
gilância Sanitária - SNVS. Essa divisão pode ser vista nos itens a seguir, assim como os procedimentos necessários para
obtenção do registro junto a cada serviço.

É oportuno lembrar que são dois os registros necessários: do estabelecimento e do produto. Porém, alguns produtos
de origem vegetal estão dispensados de registro, de acordo com a Resolução RDC 27/2010 (Ver item 2.2 Vigilância
Sanitária).

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
1. Serviço de inspeção sanitária de
empreendimentos de produtos de origem
animal

A inspeção sanitária para os produtos de origem animal, durante o processo produtivo, é de responsabilidade dos ór-
gãos de Agricultura. Nesse caso, tem-se, também, uma subdivisão de responsabilidades de acordo com a área geográfica
(nacional, estadual e municipal) de comercialização dos produtos pelos estabelecimentos, conforme descrição abaixo.

Os estabelecimentos que pretendem comercializar seus produtos em qualquer local do Brasil devem ser re-
gistrados no Serviço de Inspeção Federal - SIF.

Os estabelecimentos que pretendem comercializar seus produtos apenas no território de seu Estado devem
ser registrados no Serviço de Inspeção Estadual – SIE ou no SIF.

Os estabelecimentos que pretendem comercializar seus produtos apenas no território de seu respectivo mu-
nicípio, devem ser registrados no Serviço de Inspeção Municipal – SIM, ou no SIE, ou no SIF.

1.1 Serviço de Inspeção Federal

O Serviço de Inspeção Federal - SIF é vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e é regido, dentre
outras, pelas leis n° 1.283/50 e 7.889/89 e pelos decretos n° 30.691/52 e 1.225/62.

Para solicitar o registro do estabelecimento no SIF, se faz necessário cumprir uma série de normas para elaboração de
um processo no qual constará todas as etapas de aprovação do estabelecimento.

Para início de qualquer atividade, se faz necessário:

a) Pedido de aprovação do terreno, para todas as indústrias que dependem de edificação para o seu funcionamento.
Tratando-se de registro de estabelecimento que se encontra sob inspeção estadual ou municipal, será realizada uma ins-
peção prévia de todas as dependências, situação em relação ao terreno, instalações, equipamentos, rede de esgoto e de
abastecimento de água e tratamento de efluentes.

Este pedido é feito mediante requerimento dirigido ao Chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, ane-
xando croquis da(s) área(s) a ser(em) vistoriada(s), bem como informar a quem se dirigir para fazer contatos na localidade
(endereço, telefone etc).

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b) Após inspecionada e aprovada a área para a finalidade proposta, através do Laudo de Inspeção de Terreno, o estabeleci-
mento pretendente dará prosseguimento ao pedido com a elaboração de um projeto detalhado. Esse projeto será instruí-
do com os seguintes documentos:

1) Requerimento do estabelecimento pretendente, dirigido ao Secretário de Inspeção de Produto Animal em Brasília/


DF, no qual solicita a aprovação prévia do projeto;
2) Memorial descritivo da construção;
3) Memorial Econômico-Sanitário;
4) Termo de compromisso;
5) Parecer(es) da(s) Secretaria(s) de Saúde e/ou Prefeitura;
6) Licença de instalação fornecida pelo órgão Ambiental;
7) ART do engenheiro responsável pelo projeto (CREA da região);
8) Plantas: de situação, planta baixa, de cortes e fachadas, de distribuição e layout dos equipamentos e planta hidro-
sanitária nas escalas definidas na legislação sanitária.

O projeto completo será entregue no Serviço de Inspeção Federal de Produto de Origem Animal, da Superintendência
Federal de Agricultura no Estado em que estiver sendo pretendida a instalação da indústria.

1.2 Serviço de Inspeção Estadual

O Serviço de Inspeção Estadual - SIE é vinculado à Secretaria de Agricultura de cada estado ou Distrito Federal e regula-
mentado por leis, decretos, portarias e instrução normativas das respectivas Unidades da Federação - UFs.

Para obter o registro no SIE o estabelecimento deve:

a) encaminhar ofício à Secretaria de Agricultura do seu respectivo estado;


b) encaminhar plantas baixa, cortes longitudinal e transversal e memorial descritivo da construção. No caso de já exis-
tirem as instalações, deve-se encaminhar memorial descritivo das mesmas e dos equipamentos.

Outros documentos e procedimentos podem ser necessários, porém, variam conforme a legislação de cada UF, mas ge-
ralmente são semelhantes aos descritos no item anterior sobre o registro no SIF. Portanto, é recomendável o interessado
buscar informações detalhadas junto ao SIE de seu respectivo estado.

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1.3 Serviço de Inspeção Municipal

O Serviço de Inspeção Municipal - SIM é vinculado ao órgão de Agricultura de cada município e regulamentado por leis,
decretos, portarias e instrução normativas municipais.

Para requerer o Serviço de Inspeção Municipal o estabelecimento deve:

a) encaminhar ofício ao órgão de Agricultura de seu município;


b) encaminhar plantas baixa, cortes longitudinal e transversal, e memorial descritivo da construção. No caso de já existirem
as instalações, deve-se encaminhar memorial descritivo das mesmas e dos equipamentos.

Cada município orientará sobre os demais procedimentos e documentos necessários para a obtenção do SIM, conforme
legislação própria. Os interessados devem buscar informações detalhadas junto ao SIM de seu respectivo município. De
modo geral, esse processo tem sido um pouco mais simples do que o registro no SIF ou no SIE.

Observações:

1) Todos os produtos de origem animal, independente dos estabelecimentos serem registrados no SIM, no SIE
ou no SIF, após o processo produtivo (distribuição e consumo), são fiscalizados pela Vigilância Sanitária.

2) Cada registro é exclusivo de cada unidade agroindustrial, não se estendendo às filiais.

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2. Serviço de inspeção sanitária de
estabelecimentos de produtos de origem
vegetal

Existem dois tipos de serviço de inspeção sanitária para os estabelecimentos e produtos de origem vegetal: o Serviço de
Inspeção de Produtos de Origem Vegetal - SIPOV, ligado ao MAPA e a Vigilância Sanitária, por meio dos órgãos de saúde
nas esferas federal, estadual e municipal, conforme a seguir:

2.1 Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do MAPA

Os estabelecimentos de bebidas, de vinagres, de vinhos e de derivados de uva e vinho devem ter registro no Serviço de
Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – SIPOV/MAPA. Os estabelecimentos que embalam produtos vegetais que tem
padrão oficial, conforme lista do Anexo I, devem realizar classificação do produto junto a uma empresa credenciada no
MAPA (lista dessas empresas está disponível no site: http://www.agricultura.gov.br/vegetal/registros-autorizacoes/clas-
sificacao-vegetal).

Como este é um serviço regulado por legislação federal e executado por órgão da União, os produtos de estabelecimento
nele registrado podem ser comercializados em todo o território nacional.

Para obter o registro, o estabelecimento deve solicitá-lo à Superintendência do MAPA de seu estado, por meio de ofício.

De modo geral, o procedimento e os documentos requisitados são semelhantes aos exigidos para registro no SIF/MAPA
(ver item 1.1). Na Superintendência de Agricultura de cada estado, os estabelecimentos têm acesso às demais informações
pertinentes para a obtenção do registro.

2.2 Vigilância Sanitária

O Ministério da Saúde, dentro do Sistema Único de Saúde e por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVI-
SA e a Vigilância Sanitária - VISA de estados e municípios, integrantes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS
também tem papel importante na inspeção e fiscalização sanitária dos alimentos.

A Anvisa coordena, supervisiona e controla as atividades de registro, informações, inspeção, controle de riscos e estabeleci-
mento de normas e padrões. A Anvisa e demais integrantes do SNVS fazem a inspeção sanitária nos estabelecimentos de
industrialização de produtos de origem vegetal, exceto os de bebidas, de vinagre e de embalagem de produtos com padrão
oficial, feito pelo MAPA (ver item 2.1).

A Anvisa também desenvolve as ações de fiscalização sanitária de alimentos, bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas
embalagens, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia, limites de contaminantes e resíduos de medicamentos ve-

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terinários. Essa atuação é compartilhada com os estados, Distrito Federal e municípios, que integram o Sistema Nacional de
Vigilância Sanitária e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Os produtos de origem vegetal oriundos de estabelecimentos com registro no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, seja
na Anvisa, seja na VISA dos estados e DF, ou dos municípios, podem ser comercializados em todo o território nacional, não
tendo, portanto, restrição de área para comercialização.

Os produtos alimentícios de competência do SNVS são divididos em três grupos:


- produtos isentos de registro sanitário e sujeitos à notificação eletrônica;
- produtos com obrigatoriedade de registro sanitário na Anvisa;
- produtos isentos de registro sanitário e dispensados de notificação eletrônica.

I - produtos isentos de registro sanitário e sujeitos à notificação eletrônica:

CATEGORIAS
Açúcares e produtos para adoçar (1)
Aditivos alimentares (2)
Adoçantes dietéticos
Águas adicionadas de sais
Água mineral natural e água natural
Alimentos e bebidas com informação nutricional complementar
Alimentos para controle de peso
Alimentos para dietas com restrição de nutrientes
Alimentos para dietas com ingestão controlada de açúcares
Alimentos para gestantes e nutrizes
Alimentos para idosos
Alimentos para atletas
Balas, bombons e gomas de mascar
Café, cevada, chá, erva-mate e produtos solúveis
Chocolate e produtos de cacau
Coadjuvantes de tecnologia (3)
Embalagens
Enzimas e preparações enzimáticas (4)
Especiarias, temperos e molhos
Gelados comestíveis e preparados para gelados comestíveis
Gelo
Misturas para o preparo de alimentos e alimentos prontos para o consumo
Óleos vegetais, gorduras vegetais e creme vegetal
Produtos de cereais, amidos, farinhas e farelos
Produtos protéicos de origem vegetal
Produtos de vegetais (exceto palmito), produtos de frutas e cogumelos comestíveis (5)
Vegetais em conserva (palmito)
Sal
Sal hipossódico / sucedâneos do sal
Suplemento vitamínico e ou mineral

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Observações:

(1) Adoçante de Mesa - desde que os edulcorantes e veículos estejam previstos em Regulamentos Técnicos específicos.
(2) Todos os aditivos alimentares devem estar previstos em regulamento técnico específico.
Estão incluídos os fermentos químicos.
(3) Incluindo os fermentos biológicos e as culturas microbianas.
(4) Enzimas e preparações enzimáticas - desde que previstas em Regulamentos Técnicos específicos, inclusive suas fon-
tes de obtenção, e que atendam às especificações estabelecidas nestes regulamentos.
(5) Cogumelos Comestíveis - nas formas de apresentação: inteiras, fragmentadas, moídas e em conserva.

II - produtos com obrigatoriedade de registro sanitário na Anvisa:

C AT E G O R I A
Alimentos com alegações de propriedade funcional e ou de saúde
Alimentos infantis
Alimentos para nutrição enteral
Embalagens novas tecnologias (recicladas)
Novos alimentos e novos ingredientes
Substâncias bioativas e probióticos isolados com alegação de propriedades funcional e ou de saúde

III - produtos isentos de registro sanitário e dispensados de notificação eletrônica

C AT E G O R I A
Alimentos “in natura”
Matérias-primas alimentares
Ingredientes, com ou sem aditivos alimentares, destinados exclusivamente à preparação de alimentos indus-
trializados (exceto os aditivos alimentares-misturas ou substância única)
Produtos de panificação, de pastifício, de pastelaria, de confeitaria, de doceria, de rotisseria e de sorveteria,
destinado à venda direta ao consumidor
Equipamentos e utensílios; em contato com alimentos
Aditivos para embalagens ou materiais em contato com alimentos
Produtos destinados exclusivamente a exportação

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Independentemente da obrigatoriedade ou não, de registro na Anvisa, todos os alimentos comercializados no Brasil
devem atender aos respectivos regulamentos técnicos específicos por categoria de produtos e de Boas Práticas de
Fabricação. As empresas devem disponibilizar o manual de BPF quando solicitadas, bem como estar de acordo com
a legislação sanitária. Todos os produtos devem atender aos Regulamentos técnicos específicos.

Os estabelecimentos na área de alimentos devem ser previamente licenciados pela autoridade sanitária competente esta-
dual, distrital ou municipal, mediante a expedição de alvará ou licença sanitária. Para tanto, deve-se procurar o órgão de
Vigilância Sanitária local para obter informações sobre os documentos necessários e a legislação sanitária que regulamenta
os produtos e a atividade pretendida. Os endereços dos órgãos de Vigilância estaduais podem ser consultados no site da
Anvisa (http://portal.anvisa.gov.br/alimentos).

Qualquer alteração referente ao registro como, por exemplo, modificação de fórmula, de marca, rotulagem, prazo de vali-
dade, entre outras, deve ser solicitada por meio de pedido específico (um pedido para cada assunto) referente ao processo
original e deve ser apresentada junto com a documentação exigida, que pode ser consultada na página eletrônica da Anvisa
(Alimentos – Acesso Fácil/Códigos de Assuntos de Petição/Alimentos).

Notificação eletrônica

Tem por objetivo estabelecer procedimentos para notificação de produtos isentos de registro e as avaliações de eficácia de
alegações de propriedade funcional e/ou de saúde e de segurança para produtos da área de alimentos.

A notificação será exclusivamente por meio eletrônico e sua publicidade ocorrerá pelo Portal da Anvisa. As petições de
notificação eletrônica de produtos nacionais deverão ser realizadas pelo fabricante ou matriz do fabricante.

O produto só poderá ser comercializado após a notificação e esta só estará válida após a emissão do respectivo número.
A rotulagem dos produtos sob notificação eletrônica deve atender à legislação vigente e deve conter o número da notifi-
cação.

Todo o processo de notificação eletrônica deve ser feita no portal da Anvisa. Para fazer a notificação eletrônica a empresa
deve estar cadastrada no portal da Anvisa e estar regularizada quanto ao alvará ou licença sanitária. O produto deve per-
tencer à categoria isenta da obrigatoriedade de registro, definida no regulamento específico.

A notificação deve ser renovada a cada cinco anos. Caso o produto não seja mais comercializado deve ser solicitado cance-
lamento da notificação (petição).

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Registro do produto

Para ser registrado o produto deve pertencer a categoria com obrigatoriedade de registro sanitário na Anvisa, definida no regu-
lamento específico. Os pedidos de registro devem ser protocolizadas na Anvisa e sua publicidade se dará pelo Diário Oficial
da União.

O Registro sanitário de alimentos terá validade de 5 anos, sendo que o pedido de revalidação do registro deve ser protocoli-
zada na Anvisa, no primeiro semestre dos últimos 12 meses de validade do registro. É vedada a comercialização de produto
cuja revalidação tenha sido indeferida.

São responsabilidades das empresas:

¡¡ Estar licenciada pelo órgão de vigilância sanitária competente;


¡¡ Atender a legislação sanitária vigente;
¡¡ Enquadrar o produto na categoria de alimentos corretamente;
¡¡ Regularizar os produtos previamente a sua comercialização;
¡¡ Recolher o produto do mercado, quando o mesmo apresentar risco à saúde do consumidor, conforme legislação
específica;
¡¡ Apresentar nas petições primárias e secundárias de registro, informações verídicas e atualizadas.

Informações mais detalhadas sobre a legalização de estabelecimento de produtos de origem vegetal, de responsa-
bilidade da Anvisa, devem ser buscadas junto a Vigilância Sanitária local.

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
SUASA: A INTEGRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE
INSPEÇÃO SANITÁRIA

Com o objetivo de garantir a saúde dos animais e a sanidade dos vegetais, a idoneidade dos insumos e dos serviços e a
identidade, qualidade e segurança higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos finais destinados ao consumo, está sendo
implantado no Brasil o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária – Suasa.

Esse novo Sistema de Inspeção tem como foco a qualidade e a inocuidade dos produtos, visando preservar a saúde dos
consumidores sem, no entanto, impor restrições em relação às estruturas físicas para as pequenas agroindústrias.

A implantação do Suasa busca a reorganização do Sistema de Inspeção de forma integrada e descentralizada, entre a União
(o MAPA) que, como Instância Central coordena todo o sistema, os estados e o Distrito Federal, como Instância Intermedi-
ária e os municípios, como Instância Local.

O Suasa é constituído de quatro sub-sistemas brasileiros de inspeção e fiscalização:

¡¡ Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA.


¡¡ Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – SISBI-POV.
¡¡ Sistema Brasileiro de Inspeção de Insumos Agrícolas.
¡¡ Sistema Brasileiro de Inspeção de Insumos Pecuários.

Atualmente, apenas o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA está em processo
de implantação.

A legislação que constituiu e regulamentou o Suasa é composta de:

a) Lei no 8.171/1991 (Lei Agrícola), alterada pela Lei no 9.712/1998, nos artigos 27, 28 e 29, que criou o Suasa.
b) Decretos no 5.741/2006, 6.348/2008; 7.216/2010 e 7.524/2011, que regulamentam o funcionamento do Suasa.
c) Instrução Normativa do Mapa no 36/2011 e no 2/2009, que definem os procedimentos para adesão dos entes fede-
rados ao SISBI-POA/Suasa.
d) Circular do Mapa no 52/2006, que padronizou os procedimentos para análise de processos de adesão ao Sistema
Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA/Suasa.

Para participar do SISBI-POA/Suasa os serviços de inspeção dos estados, do Distrito Federal e dos municípios devem so-
licitar adesão. Essa adesão é voluntária e pode ser individual (cada serviço) ou, no caso de municípios, também em forma
associativa por meio de consórcios de municípios.

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
A vantagem da adesão em consórcio de municípios é de que a estrutura do serviço, que inclui a equipe técnica de inspe-
ção, veículo, computador, telefone, sala de trabalho etc, pode ser a mesma para todos os municípios que fazem parte do
consórcio. Logo, os custos do serviço de pessoal e estrutura física do serviço de inspeção poderão ser divididos entre os
vários municípios consorciados. Esta é uma excelente alternativa principalmente para os pequenos municípios, pois diminui
o custo do serviço.

Os municípios que optarem pelo consórcio devem criar o seu serviço individualmente, por meio de lei municipal e de
regulamento, onde deverão ser detalhados todos os critérios, procedimentos e forma de executar o serviço de inspeção e
para aprovar e registrar as plantas de agroindústrias, para depois constituir um consórcio e estruturar e executar o serviço
de inspeção em conjunto.

A base para a adesão dos serviços ao SISBI-POA/Suasa é o reconhecimento da sua equivalência. O que significa obter os
mesmos resultados em termos de qualidade higiênico-sanitária e inocuidade dos produtos, mesmo que o serviço de inspe-
ção do estado ou município tenha sua própria legislação e que utilize critérios e procedimentos de inspeção e de aprovação
de instalações e do registro dos estabelecimentos diferentes dos outros serviços de inspeção.

Os requisitos a serem observados para a equivalência dos serviços para a adesão são: Infraestrutura administrativa; Inocui-
dade dos produtos; Qualidade dos produtos; Prevenção e combate à fraude; Controle ambiental.

Uma das importantes mudanças a partir do Suasa é que todos os estabelecimentos registrados nos serviços de inspeção,
que aderirem a esse novo Sistema, poderão comercializar seus produtos em todo o território nacional, mesmo quando ins-
pecionados por um SIM ou SIE. Vale destacar, também, a possibilidade de vender os produtos para o mercado institucional,
especialmente o PNAE e PAA.

Após a adesão, todo o funcionamento desses serviços será regido pela legislação (lei, decreto, portaria, resolução etc) do
próprio estado, Distrito Federal e município. Será com base nas respectivas legislações que os critérios e procedimentos de
inspeção e de aprovação de plantas de instalações e o registro dos estabelecimentos, serão definidos, desde que não fira os
princípios legais do Suasa. Essa descentralização no processo de registro dos projetos agroindustriais, torna-o mais rápido e
menos oneroso para as pequenas agroindústrias.

Para os municípios, a descentralização do serviço fortalece a economia, abrindo espaço para a integração e incentivando o
desenvolvimento local e dos territórios. O que poderá promover a implantação de novas unidades agroindústrias e, como
consequência, a circulação de maior volume de dinheiro no comércio local, aumentando, com isso, a arrecadação de tribu-
tos nos municípios.

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ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Considerações Finais

¡¡ Os produtos de origem vegetal não industrializados (in natura; não beneficiados; não transformados) são dispensados de
qualquer registro, exceto os que necessitam ser classificados, conforme indicado no item . Logo, esses produtos de
origem vegetal não industrializados (in natura) podem ser comercializados em todo o país, inclusive para o PNAE
e PAA, mesmo não tendo um registro no serviço de inspeção.

¡¡ A legislação sanitária brasileira proíbe a dupla inspeção sanitária em um mesmo estabelecimento. Assim, a ins-
peção sanitária dos produtos de consumo humano, durante o processo de produção, é feita apenas por um dos
serviços aqui descritos.

¡¡ No entanto, todos os alimentos estão sujeitos à fiscalização pela Vigilância Sanitária após o processo produtivo,
a qualquer momento durante o transporte, a armazenagem, a comercialização e o consumo, sejam produtos de
origem vegetal ou animal.

¡¡ Antes de iniciar a construção das instalações, solicite a aprovação das plantas do futuro estabelecimento, evitando,
assim, modificações após a construção. Quando for necessária alguma modificação é sempre mais econômico
fazê-la ainda na planta e só iniciar a construção após a aprovação final pelo serviço de inspeção.

¡¡ Todo estabelecimento precisa ter o licenciamento ambiental. Essa Licença Ambiental deve ser obtida junto ao
Órgão Ambiental do respectivo estado ou município, com apresentação de alguns documentos, conforme sua
respectiva legislação. Os estabelecimentos também devem dispor do Alvará de Saúde Pública que deve ser obti-
do na Secretaria Municipal de Saúde.

¡¡ Por fim, recomenda-se a cada interessado buscar informações mais detalhadas junto ao serviço de inspeção es-
colhido, em seu respectivo município ou estado.

CARTILHA SOBRE INSPEÇÃO SANITÁRIA DE 17


ESTABELECIMENTOS QUE PROCESSAM ALIMENTOS
Anexo I – Lista de produtos de origem vegetal
com padrão oficial definido pelo MAPA

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