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AULA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO – PROFª.

GISLANY
Interpretar um texto não é simplesmente saber o que se passa na cabeça do autor quando ele escreve seu texto. É, antes,
inferir. Se eu disser: “Levei minha filha caçula ao parque.”, pode-se inferir que tenho mais de uma filha. Ou seja, inferir
é retirar informações implícitas e explícitas do texto. E será com essas informações que o candidato irá resolver as
questões de interpretação na prova.
Há de se tomar cuidado, entretanto, com o que chamamos de “conhecimento de mundo”, que nada mais é do que aquilo
que todos carregamos conosco, fruto do que aprendemos na escola, com os amigos, vendo televisão, enfim, vivendo. Isso
porque muitas vezes uma questão leva o candidato a responder não o que está no texto, mas exatamente aquilo em que
ele acredita.
A linguagem formal, ou seja, o padrão culto, é a modalidade de linguagem que deve ser utilizada em situações que
exigem maior formalidade, sempre tendo em conta o contexto e o interlocutor. A linguagem não formal é usada em
situações familiares, reuniões entre amigos. Nesses casos, diz-se que o falante está fazendo uso da linguagem coloquial.
Sinônimos: São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes. Exemplo: O faturista retificou o erro da nota
fiscal. O faturista corrigiu o erro da nota fiscal. A criança ficou contente com o presente. Eles ficaram alegres com a
notícia.
Antônimos: São palavras que apresentam significados opostos, contrários. Exemplo: Precisamos colocar ordem nessa
baderna, pois já está virando anarquia. Cinco jurados condenaram e apenas dois absolveram o réu.
DENOTAÇÃO (ou sentido próprio) E CONOTAÇÃO (ou sentido figurado)
As palavras podem ser usadas no sentido próprio ou figurado.
Exemplo: Janine tem um coração de gelo. (sentido figurado) Sempre tomo uísque com gelo. (sentido próprio)
DENOTAÇÃO: É uso da palavra com seu sentido original, usual. Exemplo: A torneira estava pingando muito. O sol
brilhava intensamente hoje.
CONOTAÇÃO: É o uso da palavra diferente do seu sentido original. Exemplo: Ele tem um coração de manteiga. É um
verdadeiro mar de emoções essa música.
ERROS CLÁSSICOS DE ENTENDIMENTO DO TEXTO

1) Extrapolação: quando se sai do contexto, quando se acrescenta ideias que NÃO estão presentes no texto. Ao
extrapolar o candidato vai além dos limites do que realmente está escrito. Faz-se um juízo de valor.

2) Redução: é uma particularização indevida. Aqui o candidato aborda apenas uma parte, um detalhe, um aspecto do
texto dissociando-o do contexto, prende-se a um aspecto menos relevante do conjunto, perdendo de vista os elementos e
as relações principais.

3) Contradição: é o erro mais grave de todos. Por algum motivo: uma leitura desatenta, a não percepção de algumas
relações, a incompreensão de um raciocínio, o esquecimento de uma ideia, a perda de uma passagem no
desenvolvimento do texto, chega-se a uma conclusão contrária ao texto. Os testes das provas apresentam-se muitas
vezes como uma espécie de armadilha: uma alternativa apresenta muitas palavras do texto, apresenta até expressões
inteiras do texto, mas com um sentido contrário. Um candidato desatento e/ou ansioso provavelmente escolherá essa
alternativa, por ser a mais “parecida” com o texto, a que apresenta mais elementos presentes no texto.

TÓPICOS DA PROVA VUNESP

1) RELAÇÕES ENTRE IDEIAS E RECURSOS DE COESÃO - (Ex: questão 04 do texto Tango)

Coesão - É a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição quando lemos um
texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro. Pode-
se dizer, de maneira mais específica, que a coesão é uma forma de recuperar, em uma sentença B, um termo presente na
sentença A.
Vejamos um exemplo: ― Pegue algumas peras. Coloque-as sobre a mesa. Nesse caso, o elemento responsável pela
coesão textual, ou seja, pela ligação existente entre as duas orações é o pronome “as”, porque ele recupera,
semanticamente, na segunda sentença, o termo algumas peras.
Ex.: João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Lá, ele disse que a Igreja continua a favor do celibato. Essa coesão pode
ser feita através de sinônimos. Ex.: João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Na capital da Polônia, o Papa disse
que a Igreja ... Uma outra maneira de obter coesão é através do uso da metonímia (empregar uma parte para significar
um todo). Ex.: O presidente Reagan (1) deverá reunir-se ainda nesta semana com o premier Gorbatchev (2). Fontes
bem-informadas acreditam, entretanto, que não será ainda desta vez que Moscou (2) cederá as pressões da Casa Branca
(1). Em se tratando de Brasil, podemos dizer, o Planalto ainda não decidiu sobre as novas medidas econômicas ou
Brasília é contra o acordo.

Observe um último exemplo em duas versões: 1) “As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os
automóveis para vender os automóveis mais caros. O cliente vai lá com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o
automóvel, desiste de comprar o automóvel e as revendedoras de automóveis tem prejuízo.”

Através de sinônimos, podemos obter o seguinte texto: 2) “As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os
carros para vendê-los mais caro. O cliente vai lá com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o produto, desiste e
as agências têm prejuízo.”

2) COMPREENSÃO GLOBAL DO TEXTO (Ex: questão 01 do texto do Estadão)

3) SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE PALAVRAS E EXPRESSÕES (Ex: questão 03 texto “Tango” e questão


02 do texto da ONU)
Como deve ser de seu conhecimento, uma mesma palavra pode ter muitos significados. Veja o caso de palavras como
MANGA, PENA, etc. Assim como elas, outras palavras também têm seu significado determinado conforme o objetivo
do autor ou o espírito do texto.
EX: Na frase – Pesquisa mostra que dieta rica em açúcar afeta memória – o termo “afeta” significa
(A) prejudica. (B) estimula. (C) irrita. (D) esgota. (E) reforça.

4) INFORMAÇÕES LITERAIS E INFERÊNCIAS POSSÍVEIS (Ex: questão 01 do texto Tango e questão 01 do


texto Estadão)
5) PONTO DE VISTA DO AUTOR (Ex: questão 02 do texto “Tango”)
TEXTOS PARA INTERPRETAÇÃO PROVA ÚLTIMO CONCURSO VUNESP OFICIAL DE JUSTIÇA
Um tango para lá de desafinado
Uma imagem, uma constatação, uma estatística e uma frase resumem o estado das coisas na Argentina. A imagem:
pedreiros acrescentando mais um andar às lajes das favelas de Buenos Aires. Enquanto a atividade da construção civil
em geral está em queda, as precárias villas portenhas não param de crescer – na falta de espaço, para cima. A
constatação: a quantidade cada vez maior de galões de água expostos sobre carros estacionados, principalmente na
periferia da capital argentina. Este é o sinal convencionado pelos proprietários para anunciar que seus veículos usados
estão à venda. Mais automóveis enfeitados com galões, mais pessoas com necessidade urgente de dinheiro. A estatística:
a mortalidade infantil na província de Buenos Aires subiu 8% em 2007. Tudo isso dá a ideia de que algo vai muito mal
na Argentina. A população da capital que vive em moradias irregulares aumentou 30% nos últimos dois anos. Três em
cada quatro argentinos dizem não ganhar o suficiente para cobrir os gastos diários. E, no mesmo ano em que o PIB da
Argentina cresceu incríveis 8,7%, o mais básico dos indicadores sociais só piorou na principal província do país. Favelas
em expansão, renda relativa em baixa e bebês morrendo – no mínimo, o governo deveria estar reconsiderando suas
políticas econômicas e sociais. A presidente argentina diz que não é o caso. Formulada por Cristina Kirchner em um
comício da campanha para as eleições legislativas do próximo domingo, eis a frase: “Encontramos o caminho e devemos
segui-lo e aprofundá-lo”. (Veja, 24.06.2009)

01. De acordo com o texto, a imagem, a constatação e a estatística


(A) apresentam um cenário pouco alentador da vida argentina.
(B) corroboram o sucesso vivenciado com o crescimento do PIB.
(C) são bastante contraditórios e, por isso, pouco confiáveis.
(D) traçam um quadro de confiança no governo de Cristina Kirchner.
(E) ilustram a frase formulada pela presidente Cristina Kirchner.

02. De acordo com o ponto de vista do autor,


(A) a estabilidade do governo de Cristina Kirchner implica manutenção de sua política.
(B) seria prudente que o governo de Cristina Kirchner revisasse aspectos da política econômica e social.
(C) a resolução dos problemas sociais é o foco da política de Cristina Kirchner.
(D) a situação da Argentina, ainda que difícil, é bem conduzida por Cristina Kirchner.
(E) Cristina Kirchner mudou consideravelmente, para melhor, a vida na Argentina.
03. No contexto, o termo tango, no título do texto, deve ser entendido como
(A) a política praticada por Cristina Kirchner. (B) a preocupação excessiva do país com a música.
(C) a estabilização dos indicadores sociais argentinos. (D) a campanha para as eleições legislativas.
(E) a política almejada pelo povo argentino.

04. A expressão Tudo isso, em destaque no texto, refere-se


(A) à quantidade de automóveis postos à venda na capital argentina.
(B) ao índice de 8% de mortalidade infantil vivenciado no país.
(C) aos problemas do país, citados anteriormente no parágrafo.
(D) ao estado das coisas na Argentina, tomados numa perspectiva positiva.
(E) aos dados auspiciosos da economia argentina, previamente apontados

ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil


SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de
desigualdade, reforma agrária, moradia, educação e trabalho escravo, informou ontem a Organização das Nações Unidas
(ONU). Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família, uma maior
eficiência do programa e sua “universalização”. Por fim, constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País.
A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios,
incluindo os indígenas. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de
todas as famílias pobres, aumentando ainda a renda distribuída. Há duas semanas, o comitê sabatinou membros do
governo em Genebra, na Suíça. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui
o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações não-
governamentais (ONGs). Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza, mas insistem que a injustiça social
prevalece. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e
negros. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. Na visão do órgão, a exclusão é decorrente
da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social, muitos por estarem no setor informal da economia.
(www.estadao.com.br/nacional/not_nac377078,0.htm. 26.05.2009. Adaptado)

01. De acordo com o texto, em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais, a
ONU deixa evidente que eles
(A) se mostram arrojados. (B) devem ser ampliados. (C) não precisarão de melhorias.
(D) extinguiram as desigualdades. (E) combatem eficazmente a pobreza.

02. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. – entende-se que as medidas devem ser:
(A) diluídas. (B) controladas. (C) direcionadas. (D) competentes. (E) amplas

03. Segundo o texto, para a ONU


(A) a falta de segurança social é uma das causas da exclusão social.
(B) é desejável que os pobres optem pelo setor informal da economia.
(C) o Bolsa-Família deveria restringir-se aos grupos indígenas.
(D) o combate à pobreza eliminou a desigualdade social.
(E) é inquestionável a eficácia de programas como o Bolsa-Família.
Leia o poema e responda as duas questões:

Há doenças piores que as doenças,


Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
...
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
(Fernando Pessoa. Cancioneiro – 197)

01. De acordo com o poema, é possível afirmar que


(A) sensações podem pertencer mais às pessoas do que a própria vida. (B) a vida é sempre cheia de alegrias e bons
momentos. (C) as angústias não possuem nenhum efeito sobre as pessoas. (D) todas as doenças podem ser tratadas com
remédios. (E) toda doença é dolorosa, mas que as pessoas são felizes.

02. No verso – Sentidas só com imaginá-las – o termo destacado refere-se a

(A) dores. (B) sensações. (C) doenças. (D) angústias. (E) pessoas.

CLASSE DE PALAVRAS – PROFª GISLANY


Estudo dos Substantivos

1) Plural dos substantivos compostos:

a) Flexão dos dois elementos para o plural quando formados de:


. substantivos + substantivos - Ex.: couve-flor - couves-flores
. substantivos + adjetivos - Ex.: amor-perfeito - amores-perfeitos
. adjetivos +substantivos - Ex.: gentil-homem - gentis-homens
. numerais + substantivos - Ex.: Quinta-feira - quintas-feiras
b) Flexão do primeiro elemento para o plural quando formados de:
. substantivos + preposições + substantivos
Ex.: pé-de-moleque - pés-de-moleque

2) Classificação dos substantivos quanto ao grau: ( aumentativo e diminutivo)


1) Aumentativo: a) Aumentativo analítico: (2 palavrinhas): casa grande – mesa grande
b) Aumentativo sintético (1 palavrinha – sufixos especiais): casona, mesona, homenzarrão, vidraça

2) Diminutivo: a) Diminutivo sintético: 1 palavrinha): casinha – mesinha-corpúsculo, vidrinho, homenzinho


b) Diminutivo analítico: (2 palavrinhas): casa pequena – mesa pequena
2- Graus sintéticos: quando formados por soma de sufixos indicadores de aumento ou diminuição (1 palavrinha só): Ex.:
cabecinha - cabeção; casebre - casinha - casarão; óvulo - ovinho - ovozarão; homúnculo - homenzinho - homenzarrão

Observação importante: a) Nem sempre o grau dos substantivos indica tamanho (aumento ou diminuição).
Às vezes pode indicar carinho, desprezo, ironia, intensidade, etc. Exs: Ela era uma “gracinha”, nunca mordeu ninguém.
(ironia) – Joãozinho era um espertalhão. (intensidade (muito esperto) – Mãezinha, venha cá. (carinho) Fique aí,
filhinho. (carinho). - Escrevia para um jornaleco qualquer. (desprezo). Que roupinha
mais mixuruca essa que você está usando. (desprezo). Lá só existe gentalha. (desprezo). b) Muitas vezes, os
sufixos aumentativos e diminutivos perdem o valor original: cartão, portão, sinhozinho.

Estudo dos Adjetivos

1) Plural dos Adjetivos Compostos

1) Se for adjetivo + adjetivo, somente o segundo elemento irá para o plural:


Exemplos: Lutas greco-romanas - Turistas luso-brasileiros - Entidades sócio-econômicas - Olhos verde-claros
Observações: existem algumas exceções no plural dos adjetivos compostos, como por exemplo:
a) Azul-marinho/azul celeste » permanecem sempre invariáveis;
b) Surdo-mudo » flexiona-se os dois elementos; EX: Crianças surdas-mudas - Meninos surdos-mudos

2) Adjetivos que se referem a cor e o segundo elemento é um substantivo permanecem invariáveis.


Exemplos: Calças vermelho-sangue - Cortinas verde-garrafa -- Tintas branco-gelo - Camisas verde-limão

3) Permanecem, também, invariáveis adjetivos com a composição COR + DE + SUBSTANTIVO.


Exemplo: Blusa cor-de-rosa - Blusas cor-de-rosa

2) Quanto ao grau, os adjetivos se flexionam indicando intensidade, podendo ser comparativos ou superlativos, tendo
como:
a) Graus comparativos: (vai haver dois seres sendo comparados)
. grau comparativo de igualdade – tanto...quanto: Ex.: Ela é tão jovem quanto ele
. grau comparativo de superioridade – mais...que: Ex.:Ele é mais franco que ela
. grau comparativo de inferioridade – menos...que: Ex.:Ela é menos astuta que ele

b) Graus superlativos:
1) Absoluto (1 ser sozinho, por isso absoluto)
. grau superlativo absoluto analítico (2 palavrinhas (um ser sozinho apenas). Ex.: O homem é muito alto - A flor é muito
pequena.
. grau superlativo absoluto sintético – com as palavras ótimo, péssimo, altíssimo, etc.(1 palavrinha só) Ex.: O rapaz era
vigorosíssimo. João é inteligentíssimo.

2) Relativo (1 ser em relação a um conjunto de seres, por isso, relativo)


. grau superlativo relativo de superioridade - o mais...que. Ex.: Ele era o mais sabido deles.

. grau superlativo relativo de inferioridade - o menos...que. Ex.: Ela foi a menos senil das senhoras.

Estudo dos Pronomes


1) Emprego dos Pronomes Pessoais

Pronomes Pessoais:
Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos
Singular primeira Eu Me, mim, comigo
segunda Tu Te, ti, contigo
terceira Ele/ela Se, si, consigo, o, a, lhe
Plural primeira nós Nos, conosco
segunda vós Vos, convosco
terceira eles/elas Se, si, consigo, os, as, lhes

A) se, si, consigo, funcionam como reflexivos, ou seja, têm como referência o sujeito, são usados quando a ação se refere
à própria pessoa, somente neste caso. (cai muito)

EX: O avalista enganou-se. Manuel trouxe o livro consigo (com ele). Maria gosta muito de si. (dela mesma). João falou
consigo à noite. (com ele mesmo). Assim, são erradas construções como: Maria, quero falar consigo correto: Maria,
quero falar com você. Maria gosta muito de si (dela mesma). Você viu Maria, João? Ela gosta muito de si (errado) (Ela
gosta muito de ti (do João).

B) Eu e Tu não podem ser usados quando houver preposição (entre, para, etc). Neste caso uso o Mim (no lugar do eu)
e Ti (no lugar do tu)
Exs: Isto é para eu? certo: Isto é para mim? Nada há entre eu e tu (errado) correto: Nada há entre mim e ti. Ficou entre
mim e ela (e não entre eu e ela).

Mas: Isto é para eu ler? Está correto pois antes vem o verbo ler. Este livro é para tu leres. Este livro é para ti (e não tu,
pois não vem nenhum verbo antes). João disse para eu correr, mas não será bom para mim isso. Traga o traga o trabalho
para eu fazer. Traga o filme para eu ver (e não mim ver). No final da oração uso mim ou ti. Traga o livro para mim. Traga
o livro para ti.

C) Sua – falar de/ Vossa – falar com: Vossa Santidade aceita um café? (falando com a autoridade) Sua Santidade
mandou avisar que não aceita o café. (falando da autoridade).

D) Verbos terminados em a) r, s ou z: assumem as formas: lo, la, los e las. (cai muito)
Exs: Vou dar um presente – Vou dá-lo/ Fiz uma torta deliciosa – Fi-la./Quis os doces – Qui-los.

b) terminados em forma nasal (m, n): no, na, nos e nas


Exs: Chamem Maria – Chamem-na/Compraram a casa – Compraram-na/Põe o casaco – Põe-no

c) se não terminarem nem em r, s ou z e nem em som nasal, substituo o termo por: a) o, a, os ,as: se for verbo sem
preposição b) lhe, lhes : se for verbo que pede preposição:

Exs: Quero sorvete – Quero-o/ Quero a Pedro – Quero-lhe/ Obedeço a meu pai – Obedeço-lhe/ Entreguei os cartões
para José – Entreguei-lhe os cartões. Amo Maria – Amo-a

2) Pronomes Demonstrativos - que demonstram o ser: este, esse, aquele (a) (s), aquilo.

Emprego
1) Este, esta, isto : usados quando a coisa estiver perto da pessoa que está falando
Exs: Esta minha blusa está apertada/ Este sapato que estou usando é lindo.
2) Esse, essa, isso: perto da pessoa com quem se fala
Exs: Essa blusa que você está é linda!/ Esse sapato que você comprou é bonito.
3) Aquele, aquela, aquilo: longe de quem fala e da pessoa com quem se fala
Exs: Aquele garoto que está atravessando a rua é legal.
4) Uso o esse e suas variações para indicar algo que já foi mencionado e este para algo que ainda vai ser. Ex: Ser feliz. É
isso que quero. Quero só isto: ser feliz. A verdade é esta: a crise está aumentando. A crise aumentou. Essa é a verdade.
5) No contexto, o este e variações retoma o termo mais próximo e aquele e variações, o termo mais distante. Ex: Paula
(Português) e Ana (Matemática) são professoras. Aquela de Português e esta de Matemática. Carla e Antonia são
médicas. Esta cardiologista (Antonia) e aquela ginecologista (Carla)

3) Pronomes Relativos - que agem relacionando um ser dentre outros em relação ao tempo, espaço ou quantidade. Esta
é a casa. Comprei a casa. Esta é a casa que comprei.
Os pronomes relativos são os seguintes:
Variáveis
O qual, a qual
Os quais, as quais Invariáveis
Cujo, cuja Que (quando equivale a o qual e flexões)
Cujos, cujas Quem (quando equivale a o qual e flexões)
Quanto, quanta Onde (quando equivale a no qual e flexões)
Quantos, quantas

Emprego:

1) Onde: usado somente para indicar lugar: Nasci onde nasceste. Onde você colocou os livros? Sertãozinho é onde me
sinto super bem. São erradas: Fez várias declarações de amor, onde fica evidente o desejo de reatar o namoro. Quais são
as modalidades onde seu filho é campeão?

2) Cujo: a) não admitem Artigo após eles b) Sempre estabelecem uma relação de posse com o termo anterior e c)
sempre vão concordar com o termo que vier após eles em número e gênero.
Exs: Esta é a sala cujas as cortinas são azuis. (errado) – Esta é a sala cujas cortinas são azuis/ Ela é a mulher cujo sorriso
me encanta/Esta é a fazenda cujos pastos secaram.

3) Sempre que o verbo que aparecer após o pronome relativo pedir uma preposição, esta deve obrigatoriamente vir antes
do pronome relativo:

Exs: Ela é a mulher que eu gosto (errada, pois quem gosta, gosta de) – Ela é a mulher de que eu gosto. Ela é a mulher em
quem eu confio/Corte fora as músicas de que você não gosta/Os produtos de que o Brasil precisa. Estes são os relatórios
de que preciso. Ela é a mãe com cuja filha eu simpatizo/Ela é a mãe por cuja filha me apaixonei/Ela é a mãe contra cujos
filhos eu lutei/Ela é a mãe cujo filho foi reprovado.

Colocação Pronominal

É a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem.
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos.

O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo 2. ênclise: pronome depois do verbo 3. mesóclise: pronome no meio do verbo

Próclise
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
• Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Ninguém me falou que tinha prova.
• Advérbios: Nesta casa se fala alemão. Naquele dia me falaram que a professora não veio.
• Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me
falaram.
• Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
• Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude!
• Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar.

• Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.

Ênclise
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
ênclise vai acontecer quando:

• Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. Sigam-me e não terão derrotas.
• O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. Chamaram-me para ser sócio.
• O verbo estiver no infinitivo: Eu não quis vangloriar-me. Gostaria de elogiar-te hoje pelo bom trabalho.
• O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreocupada. Despediu-se, beijando-
me a face.
• Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.

Mesóclise
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável.

Estudo dos Verbos

É uma palavra que indica uma ação (O menino correu), estado (O menino está triste) ou fenômeno (Choveu demais
aqui), situando-os no tempo.

MODO
Os modos verbais indicam diferentes maneiras de um fato ser expresso. É dividido em:
MODO INDICATIVO: Indica um fato certo. Exemplo: Ele canta no teatro hoje à noite.
MODO SUBJUNTIVO: Indica um fato duvidoso, hipotético. Exemplo: Espero que ele volte cedo.
MODO IMPERATIVO: Indica ordem, proibição, pedido, conselho, etc. Exemplo: Fique aqui. (ordem) Não entre na
sala. (pedido)
TEMPO
Os tempos verbais dividem-se em:
Modo Indicativo
PRESENTE: Indica que os fatos acontecem no instante da fala: Nós recebemos nossas provas de matemática.
PRETÉRITO PERFEITO: Expressam fatos conclusos. Exemplo: Daniel pintou a casa.
PRETÉRITO IMPERFEITO: Expressa fatos ou acontecimentos que não foram concluídos no momento em que
estavam sendo observados.Exemplo: Daniel pintava a casa, quando Júlia chegou.
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO: Expressa fatos concluídos, mas que aconteceram antes de outros fatos
concluídos.(terminação ra) Exemplo: Daniel pintara a casa, quando Júlia chegou.
FUTURO: Expressa fatos que acontecem depois do momento da fala ou um fato futuro, mas ligado a um outro, no
passado.
FUTURO DO PRESENTE: Expressa fatos que acontecem após o momento da fala. Daniel pintará a casa.
FUTURO DO PRETÉRITO: Indica um fato futuro, mas que já fica no passado antes mesmo de chegar a data do
evento, por isso, futuro do pretérito. Daniel pintaria a casa no ano que vem, se tivesse dinheiro.

Modo Subjuntivo
PRESENTE: para conjugar esse tempo usa-se o “que”. Ex: Que eu compre, que tu compres, que ele compre, que nós
compremos, que vós compreis, que eles comprem.
Dica: os verbos em “ar” se transformam em “e” e os em “er” e “ir”, transformam-se em a: Que eu bata, que tu batas, que
ele bata, que nós batamos, que vós batais, que eles batam (verbo bater).
PRETÉRITO IMPERFEITO: para conjugar esse tempo usa-se o “se”. Ex: Se eu comprasse, se tu comprasses, se ele
comprasse, se nós comprássemos, se vós comprasseis, se eles comprassem.
FUTURO: para conjugar esse tempo usa-se o “quando”. Ex: Quando eu comprarm quando tu comprares, quando ele
comprar, quando nós comprarmos, quando vós comprardes, quando eles comprarem.

Modo Imperativo
Há o imperativo afirmativo e o imperativo negativo.
Formação do Imperativo Afirmativo: as segundas pessoas (tu e vós) são tiradas do presente do indicativo, sem o “s”
e as demais do presente do subjuntivo. Imperativo Negativo: todas as pessoas são tiradas do presente do subjuntivo
sem nenhuma alteração.
Exemplo: verbo cantar

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Imperativo Afirmativo Imperativo Negativo


Eu canto Que eu cante ------------ --------------
Tu cantas Que tu cantes Canta tu Não cantes tu
Ele canta Que ele cante Cante você Não cante você
Nós cantamos Que nós cantemos Cantemos nós Não cantemos nós
Vós cantais Que vós canteis Cantai vós Não canteis vós
Eles cantam Que eles cantem Cantem vocês Não cantem vocês
VOZES VERBAIS: o verbo é flexionado pelas vozes verbais que indicam se o sujeito pratica, recebe ou pratica e
recebe a ação.
VOZ ATIVA: Na voz ativa o sujeito pratica a ação. A torcida aplaudiu a Seleção Brasileira.
VOZ PASSIVA: Na voz passiva o sujeito é paciente, ou seja, recebe a ação verbal. A Seleção Brasileira foi aplaudida
pela torcida.
A voz passiva é dividida em: Voz passiva analítica (2 verbos) A Seleção Brasileira foi aplaudida pela torcida. As
provas serão corrigidas pelo professor.
Voz passiva sintética (1 verbo + a partícula “se”). Pintam-se casas. Vendem-se vestidos. Aluga-se casa.
VOZ REFLEXIVA: Na voz reflexiva o sujeito pratica e recebe a ação ao menos tempo, ou seja, o sujeito é agente e
paciente simultaneamente. Exemplo: O menino feriu-se na perna. A garota penteou-se.

CORRELAÇÃO VERBAL

Neste caso deve-se observar os tempos dos verbos presentes nas orações, pois devem seguir o mesmo tempo. O modo
pode ser diferente, mas o tempo não.

Exs: Se você conseguir (futuro) um bom advogado, talvez reouvesse (passado) seus bens (errado). Se você conseguisse
um bom advogado, talvez reouvesse seus bens. (correto).

Se você tivesse chegado a tempo teria visto a briga.


Se você pedisse eu o ajudarei (errada).Se você pedisse eu o ajudaria (correta).

OBS: Quando for resolver exercícios de verbos na prova, não responda tentando achar a alternativa que mais “combine”
e sim analisando a oração cuidadosamente: se está no imperativo, no subjuntivo, etc.
Ex: Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da oração: Todos esperam que nós___________ o
trabalho. a) faremos b) façam c) façamos d) fizemos e) fizeram
Se ela ___________ de tudo, teria contado. a) sabesse b) sabe c) saber d) soubesse e) saber
Quando eu _______ a tarefa, que todos querem que eu _____, avisarei. a) fizer-faça b) fazer-faça c) fazer-faz
“_______, não ______e vencerás” a) lute-desista; b) lutai–desisti; c) luta–desistas; d) lutas–desiste; e) lutai – desista.

Estudo dos Advérbios

Obs: Nas provas em geral caem os advérbios de acordo com a relação, ideia que exprimem nas orações. Ex; Ele saiu
agora. (tempo). Provavelmente ele virá. (dúvida)

1) Classificação:
a) de lugar - Ex.: perto, longe, aqui, acolá, lá... e) de negação - Ex.: não, nem...
b) de tempo - Ex.: ainda, jamais, nunca, sempre... f) de afirmação - Ex.: sim, certamente...
c) de modo - Ex.: bem, mal, assim, calmamente... g) de dúvida - Ex.: talvez, porventura, quiçá...
d) de intensidade - Ex.: muito, pouco, grandemente...

2) Locuções Adverbiais - são as que correspondem a um advérbio (possuem a mesma classificação) Ex.: de repente,
com certeza, à noite, às claras, às ocultas, por aqui...

Conjunção

Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos de uma mesma oração.
Joaquim escorregou e machucou a cabeça. Luana trouxe comida e refrigerante. Eu sei que você não foi à aula hoje
Classificação das conjunções
a) Conjunções coordenativas: Ligam duas orações independentes. São elas:
» aditivas: quando estabelecem uma relação de soma entre dois termos ou duas orações. São elas: e, nem, não só... mas
também. Carlos não veio à reunião nem ligou avisando.
» adversativas: estabelecem uma relação de oposição entre as orações. São elas: mas, porém, contudo, entretanto, não
obstante, todavia. Quero contar-lhe uma coisa mas tenho medo.
» alternativas: estabelecem uma relação de alternância entre as orações. São elas: ou, ora...ora, ou...ou, quer...quer,
já...já, seja...seja. Ora estuda, ora dorme.
» conclusivas: exprimem idéia de conclusão ou conseqüência entre as orações. São elas: logo, pois (posposto ao verbo),
portanto, assim, por isso, por conseguinte, então. O homem pensa, logo existe.
» explicativas: estabelece uma idéia de explicação entre duas orações. São elas: pois (anteposto ao verbo), porque,
porquanto, que. Ele agüentou a polêmica, pois provocou bastante.
b) Conjunções subordinativas: Ligam duas orações dependentes. São elas:
» temporais: exprimem idéia de tempo. São elas: quando, enquanto, depois que, logo que, sempre que, senão quando.
Quando você me deixou, quase morri.
» condicionais: exprimem condição. São elas: se, salvo se, caso, contanto que, uma vez que, dado que, a menos que. Se
não chover amanhã, iremos ao clube.
» causais: exprimem idéia de causa. São elas: porque, porquanto, visto que, visto como. Janaina não comprou o carro
porque não teve dinheiro.
» finais: exprimem idéia de finalidade. São elas: para que, a fim de que, porque (=para que), que.
Correu muito para que não chegasse atrasado.
» comparativas: estabelecem comparação. São elas: que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior),
qual (depois de tal), como, assim como, bem como, que nem. Ela é como sua mãe, alegre.
» concessivas: exprimem concessão. São elas: embora, ainda que, posto que, por muito que.
Embora estivesse exausta, fui trabalhar.
» conformativas: exprimem idéia de conformidade. São elas: como, conforme, consoante, segundo.
Entreguei o relatório, conforme você pediu.
» consecutivas: exprimem com a segunda oração uma conseqüência ou resultado do que foi declarado na primeira. São
elas: tão, tal, tanto, tamanho...que. A dor era tão forte que não pude sair.
» proporcionais: exprimem idéia de aumento ou diminuição, de simultaneidade. São elas: quanto mais...tanto mais,
quanto menos...tanto menos, quanto mais, à medida que, à proporção que, quanto mais...mais, quanto mais...menos,
quanto menos...mais. Quanto mais se vive, mais se aprende.

» integrantes: introduzem a segunda oração que completa o sentido da primeira. São elas: que, se, como.
Espero que você seja feliz.
Locuções conjuntivas são duas ou mais palavras que tem o valor de conjunção. Veja algumas:
ainda que, à medida que, por conseqüência, visto que

OBSERVAÇÕES:

1) Nesta matéria deve-se ir pelo sentido que traz cada uma das conjunções, sejam coordenativas ou subordinativas. Não
adianta decorar.
Ex: Ou você entra, ou você sai (alternância), Quando ele chegar. (tempo).

2) Na prova costuma-se cair testes nos quais se deve trocar uma conjunção por outra sem mudança de sentido:
EX: Em; Foi à aula, porém não entrou. A conjunção grifada pode ser substituída sem alteração de sentido por:
a) e b) no entanto c) quando d) pois

Na frase: “Quando ocorreu o encontro entre as civilizações pré-colombianas, os colonizadores foram capazes de superar
a tragédia do enfrentamento...”, a conjunção grifada pode ser substituída, sem alteração de sentido por”:
a) Assim que b) Contudo c) Sempre que d) À medida que e) Antes que

3) Ou o sentido, a idéia que ela representa: EX: Ela entrou e saiu. Estudei muito, mas não passei.

a) adversidade – conclusão b) adição – adversidade c) alternância – tempo

4) Uma mesma conjunção pode estabelecer relações diferentes entre orações:

Exs: Você irá bem desde que estude (condição). Não pára de falar desde que a aula começou. (tempo).

Diga-lhe que abra a porta que eu estou aqui (explicação (pois))/Gritou tanto que ficou rouco (conseqüência)/ Ele gritou
mais que eu (comparação). Escutei o réu e lhe dei razão (adição)./Queria estar atento à palestra e o sono chegou
(adversidade-mas). Fez tudo como lhe mandaram. (conformidade) Ele é inteligente como o irmão. (comparação) Como
não havia sol, não fomos à praia. (causal)

SINTAXE
CONCORDÂNCIA – Profª Gislany

A concordância pode ser verbal ou nominal


CONCORDÂNCIA VERBAL

Aqui o verbo altera suas desinências para ajustar-se em pessoa e número ao seu sujeito.

Exs: O ipê floresce em agosto. As acácias florescem em novembro. Eu rego as plantas todos os dias. Nós regamos as
plantas todos os dias.

REGRAS:

1) Como regra geral o verbo e seu sujeito deverão concordar em número e pessoa: Eu cheguei. O aluno chegou. Os
alunos chegaram.
Obs: A concordância se faz mesmo que a frase esteja na ordem inversa e é assim que mais caem nos concursos.
EX: Faltaram, naquele dia, cinco pessoas. (quem faltaram? R: Cinco pessoas, sujeito plural, verbo plural) Sucederam,
naquela época, acontecimentos trágicos.
2) Casos Particulares

A) Nomes que só se usam no plural: 1) se vierem acompanhados de artigo, a concordância se faz com o artigo. EX: As
Minas Gerais produzem muito leite. As férias fazem bem. Os pêsames não trazem conforto. O Amazonas fica longe. 2)
se não vierem acompanhados de artigo, verbo no singular: Minas Gerais produz muito leite. Férias faz bem. Pêsames não
traz conforto.

B) Pronomes de tratamento: verbo sempre na 3ª pessoa: Vossa Alteza sabe o lugar. Vossas Altezas sabem o lugar. Sua
Excelência pediu calma. Suas Excelências pediram calma.
C) Expressões mais de um, mais de dois, mais de..., menos de...cerca de...: Verbo fica no número em que estiver o
numeral: Mais de um aluno faltou. Mais de dois alunos faltaram. Mais de uma criança se machucou no brinquedo. Cerca
de dez candidatos faltaram.

D) Com os verbos: dar/bater/soar indicando horas: 1) se o elemento que deu as horas (relógio, sino, etc), estiver na
oração, o verbo concorda com ele: O relógio deu duas horas. O sino da igreja bateu três horas. 2) se não estiver presente,
a concordância se faz com o numero de horas: Deu uma hora agora. Deram duas horas agora.

E) Verbo acompanhado da partícula “SE”: Se houver preposição (de, em, para, com, sobre, por, pelo, etc), o verbo
fica na terceira pessoa do singular (ele). Se não houver e o sujeito estiver no plural, o verbo também vai para o plural.

Exs: Precisa-se de datilógrafas. Acredita-se em marcianos. Trabalha-se em lugares poluídos. Conversa-se com pessoas.
Necessita-se de funcionários. Não se necessita de funcionários. Vendem-se casas de veraneio. Plastificam-se
documentos. Conserta-se sapato. Consertam-se sapatos. Vende-se casa.

F) O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do pronome.


Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café.
G) O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar
com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu quem derramou o café. (verbo na 3ª pessoa do singular) / Fui eu quem derramei o café
( concordância com o antecedente).
G) Verbos impessoais: o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular (caem bastante)

a) Haver no sentido de existir, ocorrer: Havia sérios obstáculos (existiam). Deve haver sérios obstáculos (se vier outro
verbo junto a ele (auxiliar) esse também fica no singular), então, ficaria errado: Devem haver sérios obstáculos. Houve
vários fatos estranhos aqui. Vai haver várias comemorações amanhã.

b) Fazer indicando tempo (cronológico, metereológico): Fazia dez anos que ele não vinha aqui. Faz dez anos que me
formei. Vai fazer dez anos que me formei e não Vão fazer dez anos. Deve fazer uns dois dias que não o vejo. Aqui faz
verões terríveis. Fará invernos rigorosos nos próximos anos.

c) Verbos que indicam fenômenos da natureza: Choveu demais ontem à noite. Mas: Choveram tomates no comício
daquele deputado. O verbo chover aqui não indica fenômeno da natureza, está no sentido figurado e o sujeito é tomates.
Cuidado!!!! O verbo “haver” no sentido de existir, acontecer é impessoal, já esses verbos são pessoais e a concordância
se faz normalmente: Havia sérios obstáculos (singular). Existiam sérios obstáculos (plural pois o verbo é “existir”. Deve
haver sérios obstáculos. Devem existir sérios obstáculos. Houve fatos estranhos aqui. Aconteceram fatos estranhos aqui.
Vai haver várias comemorações amanhã. Vão acontecer várias comemorações amanhã.

H) Expressões que representam percentagem: o verbo acompanha o numeral: Vinte por cento se ausentaram. Um por
cento faltou.

I) Sujeito Composto (mais de um sujeito):

a) Se vier antes do verbo: verbo no plural: O técnico e os jogadores chegaram. Se vier depois do verbo: verbo concorda
com o núcleo mais próximo ou vai para o plural: Chegou o técnico e os jogadores. Chegaram o técnico e os jogadores.
Depois veio a claridade, os grandes céus, a paz dos campos. Mas: Chegaram várias pessoas (sujeito simples a
concordância é normal).

b) Núcleos ligados por “ou”: a) se indicar exclusão: verbo no singular: Roma ou Viena será a sede das próximas
Olimpíadas. João ou Pedro será eleito. b) se não indicar exclusão: verbo no plural: Roma ou Viena são excelentes locais
para as próximas Olimpíadas. Laranja ou mamão fazem bem à saúde.

c) Núcleos ligados por ”com”: a) se indicar colaboração na ação: verbo no plural: Marco Antonio com outros amigos
consertaram a cerca. b) se indicar companhia verbo no singular: O presidente com a sua comitiva desembarcou em
Brasília. Marco Antonio com sua esposa viajou para São Paulo.

d) Expressões como: maioria de, grande parte de, parte de, grande número de + nome no plural: verbo no singular ou
no plural: A maior parte dos presentes se retirou/retiraram da sala. Grande parte dos torcedores
compareceu/compareceram ao estádio. A maioria dos alunos fez/fizeram a prova. MAS: Grande parte da população está
confiante na nova administração, não admite estão, pois não há um palavra no plural.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

Concordância nominal consiste na adaptação de uns nomes aos outros, harmonizando-se nas suas flexões com as
palavras de que dependem.

EX: Aqueles dois meninos estudiosos leram os livros antigos.

REGRAS

Regra Geral: O artigo, o adjetivo, o pronome adjetivo e o numeral concordam em gênero e número com o nome a que
se referem: Os garotos ficaram assustados. As garotas ficaram assustadas. Ana e Maria ficaram assustadas. Pedro e
Joaquim ficaram assustados.

A) CASOS ESPECIAIS:

1) Um só adjetivo (qualidade) para mais de um substantivo (nome): vai depender da posição dele na oração:

a) se vier antes concordará com o substantivo mais próximo: Tiveste má idéia e pensamento. Tiveste mau pensamento e
idéia. Tiveste maus pensamentos e idéias. Tiveste más idéias e pensamentos.

b) se vier depois haverá duas opções de concordância: 1) o adjetivo concorda com o mais próximo: Encontramos um
jovem e um homem preocupado. (concorda com homem) Encontramos um jovem e uma mulher preocupada.(concorda
com mulher) 2) vai para o plural masculino concordando com todos os substantivos: Encontramos um jovem e uma
mulher preocupados.

2) A palavra Possível: Quando acompanhada de expressões superlativas (o mais, a menos, o melhor, a pior) varia
conforme o artigo que integra as expressões. Exemplo: As previsões eram as piores possíveis. Recebemos a melhor
notícia possível..

B) CASOS PARTICULARES: caem bastante em concursos em geral:

a) Anexo – obrigado – mesmo – incluso – quite – leso – próprio: sempre concordam com o nome a que se referem:
As declarações seguem anexas. (declarações: feminino-plural – anexas: feminino-plural). A carta segue anexa. As
meninas disseram obrigadas. Os alunos disseram obrigados. Ela mesma fez o bolo. Paulo e José, eles mesmos fizeram
os exercícios. Declaro ter recebido inclusa a escritura do imóvel. Nós estamos quites com a justiça. E você, também está
quite? É um crime de lesa-pátria. Paula, ela própria, fez o bolo.

DICA: faça sempre a pergunta quem ou o quê?, Pois, às vezes, o nome vem distante do adjetivo: Seguem anexos para
serem enviados, na próxima semana, às autoridades do Senado, todos os relatórios. (o que seguem anexos? Resp: todos
os relatórios (masculino/plural).

b) Bastante – caro – barato – meio – longe: a) quando essas palavras aparecerem na oração como advérbio (indicando
modo), ficam invariáveis: Falaram bastante sobre o caso. Essa blusa custou caro. Marília anda meio nervosa. As garotas
ficaram meio assustadas. b) quando não indicarem modo, variam: Fizeram bastantes perguntas sobre o caso. Bastantes
pessoas estiveram aqui. Marília comeu meia maçã. Vou viajar por longes terras. Tomei duas meias garrafas de vinho.

c) É proibido – é necessário – é bom – é preciso – etc: se as palavras a que elas se referem vierem: a) sem
determinante (artigo, pronome) antes delas, sem concordância: Cerveja é bom. (e não boa, pois não há nenhum
determinante antes de cerveja). Entrada é proibido. Coragem é necessário. b) com determinante, com concordância: A
cerveja é boa. (com determinante a). É proibida a entrada.. É necessária essa coragem.

d) ALERTA – MENOS: são sempre invariáveis, ou seja, serão escritos assim independentemente de em qual oração
estiverem. Logo, não existem menas e nem alertas. Os soldados ficaram alerta. (e não alertas). A sentinela ficou alerta.
Hoje há menos pessoas na sala. (e não menos). Essa comida tem menos calorias que aquela.

QUESTÕES VUNESP

01. Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.


(A) Começaram as investigações pelas ações do jovem soldado.
(B) Um jovem soldado e a WikiLeaks divulgou informações secretas.
(C) Mais de um relatório diplomático vazaram na internet.
(D) Repartições, investimentos, pessoas, nada impediram o jovem soldado.
(E) Os telegramas relacionados com o Brasil foi, para o ministro Jobim, muito negativos.

02. Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.


(A) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo.
(B) O lixo de casas e condomínios vão para aterros.
(C) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que 35% deles fosse despejado em aterros.
(D) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo.
(E) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta de lixo.

03. Assinale a alternativa correta quanto à concordância das formas verbais em destaque.
(A) Haviam mais de mil pessoas participando do evento sobre energia renovável.
(B) Devem ser duas da tarde e a palestra do pesquisador inglês começará em instantes.
(C) Apareceu muitos convidados ilustres para ouvirem o especialista falar.
(D) Pode existir muitas máquinas capazes de substituir os homens em algumas funções.
(E) Vão fazer anos que a informática deixou de ser usada apenas em situações de trabalho.

04. Quanto à concordância verbal, está correta a seguinte frase, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
(A) Para melhorar a qualidade dos serviços prestados, governo e iniciativa privada tem que se empenhar mais.
(B) A inovação e a produtividade da economia merece tratamento prioritário.
(C) Existe razões de sobra para que o governo regularmente o serviço de banda larga de Internet no Brasil.
(D) Entre os representantes do poder público, haviam aqueles que discordavam dos dados apresentados pela empresa que fez a
pesquisa.
(E) Regulamentação eficiente e investimentos são as únicas medidas por meio das quais é possível acelerar a banda larga no
Brasil.

05. Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Foi admitida, pelo poder público, a sua parcela de responsabilidade pela defasagem dos serviços de Internet prestados no
Brasil.
(B) Foi adotado, pelo governo, uma nova postura em relação ao processo de expansão da rede de fibra ótica.
(C) Especialistas consideram muito lento a velocidade média da Internet de banda larga das principais cidades brasileiras.
(D) Ficou proibido a participação de empresas estrangeiras no trabalho de expansão da rede de fibra ótica.
(E) Pela falta de estrutura, a mais prejudicada acaba sendo as cidades mais afastadas dos grandes centros urbanos.

06. Observe as frases:


I. Trocaram-se as pontes de madeira por um acostamento linear em amurada.
II. Haviam pontes de madeira no primeiro trecho do porto de Santos.
III. A instalação de bondes e a iluminação pública beneficiou não só os comerciantes mas também a população.
A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em
(A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III.

07. Considere as frases:


I. As moças ficaram meia nervosas ao ser chamadas de tia.
II. Faz alguns anos que as professoras são tratadas assim.
III. Certas palavras pode ferir se mal usadas.
A concordância das palavras está de acordo com a norma culta apenas em
(A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III.

08. Assinale a alternativa correta, quanto à concordância verbal, na alteração da frase: O craque não é o que faz isso ou
aquilo.
(A) Não se tratam de craques que fazem isso ou aquilo.
(B) Isso ou aquilo não são coisas que deve ser feitas pelo craque.
(C) Isso ou aquilo não são o que deve fazer craques.
(D) O craque talvez não seja o que faz isso ou aquilo.
(E) Não podem existir craque que façam isso ou aquilo.

09. Assinale a alternativa correta em relação à norma culta da língua.


(A) Ocorreu quinze faltas no último jogo.
(B) Fomos nós que compramos os ingressos.
(C) Foi rebaixado mais de cinco times no último campeonato.
(D) Faltou uns cinco jogadores no último amistoso.
(E) Aconteceu dois incidentes com a torcida.

REGÊNCIA – Profª Gislany

A regência pode ser verbal ou nominal.

Regência Nominal é o nome da relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo
complemento nominal. Essa relação é intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, deve-se levar
em conta que muitos nomes seguem exatamente o mesmo regime dos verbos correspondentes.
Principais regências Nominais
- acostumado a, com - afável a, com, para
- alheio a, de - liberal com
- ambicioso de - apto a, para
- análogo a - grato a
- bacharel em - indeciso em
- capacidade de, para - natural de
- contemporâneo a, de - nocivo a
- contíguo a - paralelo a
- curioso a, de - propício a
- falto de - sensível a
- incompatível com - próximo a, de
- inepto para - satisfeito com, de, em, por
- misericordioso com, para com - suspeito de
- preferível a - longe de
- propenso a, para - perto de
- hábil em - perto de

Exemplos
Não está acostumado a ambientes assim/ Reagiu como se não estivesse acostumado com ele.
Ele foi afável a ela/com ela/para com ela.
Ele estava aflito com o resultado da prova/aflito por não encontrar seu cartão de crédito.
Vive alheia ao comportamento da filha/É um político alheio de más intenções (isento).
Estamos aptos a esclarecer todos os fatos/Ele está apto para vencer a competição.
Permaneceu atento ao rádio/Ficou atento no movimento da passeata.
Era um deputado ávido de aparecer na televisão/Ele está ávido por provar aquela fruta.
Ele é devoto ao partido dos trabalhadores/Minha tia é devota de Santo Antonio.
Persiste o medo ao aumento dos preços/Não tenho medo de encara-lo.
CUIDADO: É preferível refrigerante a suco/É preferível uma derrota honrosa à ausência covarde e nâo É preferível
refrigerante do que suco.
Ela está propensa a largar o marido/Ele é um ator propenso pra a fama.
CUIDADO: Luís, residente em São Paulo, estuda em outra cidade/Ele era um cantor residente na minha rua ( e não
residente a).
O imóvel fica sito na Rua dez (e não à)/Fica sito entre as ruas A e B.
Sou vizinho de Antonio/Vizinho à cidade de Sertãozinho/Vizinho com o Bairro São João.

Regência Verbal: A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus
complementos. Os mais importantes são:

Principais Regências Verbais

ABDICAR: Pode significar renunciar, desistir. Pode ser um verbo com preposição ou sem.
Exemplo: O rei abdicou. Não abdicarei dos meus direitos.

AGRADAR/DESAGRADAR: preposição a : O filme agradou a todos/desagradou a todos.

AGRADECER: preposição a na pessoa (quam agradece, agradece algo a alguém) Agradeci o convite ao doutor.

ASPIRAR: 1) sentido de cheirar, sorver, absorver: sem preposição.: Aspirei o perfume da flor.
2) sentido de almejar, desejar: preposição a: Aspirei ao cargo/ Aspirei à vaga.

ASSISTIR: 1) sentido de ajudar: sem preposição.: O médico assistiu o doente.


2) sentido de ver, presenciar: preposição. a: Assistimos à peça/Assistimos ao filme.
3) sentido de pertencer: preposição. a: Assiste a ele o direito de votar.
4) sentido de morar, residir: preposição em: Assisto em Sertãozinho/Assisto na cidade de S.P.

CHAMAR: sem preposição.: Chamamos os alunos para a aula. Chamem-nos e não chamem-lhes.

CHEGAR: com preposição a: Cheguei ao colégio/Cheguei à escola.

COMUNICAR: 1) a coisa comunicada: sem preposição: Comuniquei o fato.


2) a pessoa a quem se comunica: com preposição a: Comuniquei a José.
Então: Comuniquei o fato a José.
OBSERVAÇÃO: este verbo não admite troca de regência/Comuniquei ela do dia da prova (é errado).

ESQUECER-LEMBRAR: 1) Com pronome (me, te, se, nos, vos), com preposição, sem pronome, sem preposição:
Esqueci o livro/Esqueci-me do livro. Lembrei o número do telefone/Lembrei-me do num...

FALAR: admite a preposição a ou para: Falei a José do trabalho/ Falei para José do trabalho.
INFORMAR: termo com e sem preposição. Obs: Este verbo admite duas construções: com a preposição na coisa
informada ou na pessoa a quem se informa algo. Ex: Informamos o turista do endereço/Informamos ao turista o
endereço.

OBSERVAÇÃO: seguem a mesma regência os verbos: AVISAR, NOTIFICAR, CERTIFICAR, CIENTIFICAR.

IR: 1) preposição a quando vai e volta: Vou à escola/Vou ao colégio.


2) preposição para quando vai e fica: Vá para o inferno/Para onde você vai de mudança?

NAMORAR: sem preposição: Júlia namora Vítor (e não com Vítor)/Ela namora Carlos.

OBEDECER/DESOBEDECER: preposição a: O acusado desobedeceu às ordens do juiz/o filho obedece ao pai.


PAGAR/PERDOAR: quando se refere à “coisa” sem preposição, qdo se refere à “pessoa” com preposição.
Observação: estes verbos não admitem a troca da preposição, só admite uma construção. Ex: A firma pagou os salários
aos empregados/Paguei a consulta ao médico/A mãe perdoou as falhas à filha.

Nos sentidos de ter necessidade, necessitar, o verbo "Precisar" pode ser objeto direto ou
indireto, mas na língua moderna é empregado freqüentemente com objeto indireto precedido
da preposição de:
 O país precisa de médicos.
Nos sentidos de indicar com exatidão, étransitivo direto:
 Maria diz que perdeu muito dinheiro, mas não sabe precisar a quantia.
O verbo "Precisar" é empregado comointransitivo no sentido de ser necessário:
 Não precisa vocês virem tão cedo.
É usado na voz passiva em algumas vezes e em outras com sujeito indeterminado:
 Precisa-se de bons médicos. (sujeito indeterminado)
 Precisam-se mais conhecimentos para ler do que para escrever. (voz passiva)

PREFERIR: preposição a, e não do que, mais que etc...: Prefiro filmes a novelas/Prefiro doces a salgados (e não
prefiro mais doces do que salgados).

SIMPATIZAR E ANTIPATIZAR: com preposição com: O garoto simpatizou com a moça. Maria antipatizou com a
nova amiga de classe.

OBSERVAÇÃO: Estes verbos não são pronominais, ou seja, não são usados com pronomes. Assim são ERRADAS
construções como: O garoto simpatizou-se com a moça/Maria antipatizou-se com a amiga/Simpatizo-me com eles.

VISAR: 1) no sentido de mirar: sem preposição: Visou o alvo e atirou/O caçador visou o animal.
2) no sentido de vistar, dar um visto: sem preposição: O gerente visou o cheque.
3) no sentido de pretender, querer, desejar: com preposição a: Sempre visamos aos lucros/A candidata visa à
vaga no concurso.

QUERER: 1) no sentido de desejar: sem preposição: Quero paz no meu coração/Quero um sorvete.
2)no sentido de estimar, amar: com preposição a: Os pais querem bem aos filhos/Quero bem a meu
namorado.

QUESTÕES VUNESP

01. Leia o que segue.


I. Muitos dos que assistiram o simpósio sobre reciclagem saíram desapontados.
II. Muitos catadores antipatizam com os projetos da prefeitura.
III. A comunidade visa uma política mais eficiente para a destinação do lixo.
IV. Alguns moradores aspiram uma cidade mais limpa.
De acordo com a norma padrão da língua, a regência verbal está correta em
(A) I. (B) II. (C) III. (D) I e III. (E) II e IV.

02. Leia as orações a seguir:


I. Dizem que José está apto com essa função.
II. Ele está muito acostumado de tomar cerveja.
III. A secretária é muito atenciosa para com a família.
A regência nominal está correta apenas em
(A) I. (B) II. (C) III. (D) I e III. (E) II e III.

03. Assinale a alternativa que apresenta regência verbal de acordo com a norma culta.
(A) Chegou em São Paulo pela manhã, mas não teve tempo de visitar os parentes.
(B) Não me simpatizo com pessoas egoístas.
(C) Os alunos aspiravam o diploma.
(D) Assistimos a uma apresentação de teatro no parque.
(E) Perdoou o marido, mas não ao delito.

04. Assinale a alternativa correta quanto à regência, de acordo com a norma-padrão.


(A) O locutor estava certo que o Brasil terminaria o ano como a 6.ª economia do mundo.
(B) O Brasil chega no fim de 2011 como a 6.ª economia mundial.
(C) A mídia britânica noticiou de que a economia brasileira superou a de seu país.
(D) Quanto tempo passará para as pessoas conquistarem ao padrão de civilidade ideal?
(E) A revista “The Economist” alude ao fato de ser difícil encontrar empregada no Brasil.

05. Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal e nominal.


(A) As vendas de importados obedeciam os resultados da economia cafeeira.
(B) O contexto do século XIX foi favorável de que a atividade dos importadores crescesse.
(C) Os produtos importados procediam de países europeus, como Inglaterra, por exemplo.
(D) Os importadores preferiam investir em melhorias urbanas do que diminuir suas vendas.
(E) O porto de Santos é hoje compatível em comércio internacional.

CRASE – Profª Gislany

Crase não é acento, e sim superposição de dois "as". O primeiro é uma preposição, o segundo, pode ser um artigo
definido, um pronome demonstrativo a(as) ou aquele(a/s),e aquilo. O acento que marca este fenômeno é o grave (`).
- crase da preposição a com o artigo definido a(s):
Condições necessárias para ocorrer crase: termo regente deve exigir a preposição e o termo regido tem de ser uma
palavra feminina que admita artigo.
Ex: a) Todos iriam à reunião (quem vai, vai a algum lugar + o a de reunião). b) Todos iriam ao encontro (a + o).

REGRAS
1) A crase é obrigatória:
a) em locuções prepositivas, adverbiais ou conjuntivas (femininas).
à queima-roupa, às cegas, às vezes, à beça, à medida que, à proporção que, à procura de, à vontade, à toa, á direita, à
esquerda, à vista
b) expressão à moda de, mesmo que subentendida: Era um penteado à francesa. O jogador fez um gol à Pele.
Obs: Em expressões que indicam instrumento, crase é opcional (escrevi a (à) máquina.)
c) antes de horas: Saiu à uma hora. Saímos às três horas.

2) As situações onde não existe crase são:


a) antes de palavra masculina e verbos: Vende-se a prazo. O texto foi redigido a lápis. Ele começou a fazer dietas.
b) antes de artigo indefinido e numeral cardinal (exceto em horas): Refiro-me a uma blusa mais fina. O vilarejo fica a
duas léguas daqui.
c) antes dos pronomes pessoais, inclusive as formas de tratamento: Enviei uma mensagem a Vossa Majestade. Nada
direi a ela.
Obs: Neste caso, os pronomes senhora e senhorita são exceções: Referi-me à senhora.
d) antes de pronomes demonstrativos esta (s) e essa (s): Refiro-me a estas flores. Não deram valor a esta idéia.
e) antes de pronomes indefinidos, com exceção de outra: Direi a todas as pessoas. Fiz alusão a esta moça e à outra.
f) no meio de expressões com palavras repetitivas: Ficamos cara a cara.
g) no a singular seguido de palavra no plural: Pediu apoio a pessoas estranhas.
h) Antes dos pronomes relativos "que" e "quem" não ocorre crase. Já o pronome qual (s) admite crase: A menina a que
me refiro não estudou. A professora a quem me refiro é bonita. A fama à qual almejo não é difícil.

3) A crase é facultativa:
a) antes de nomes próprios femininos: Enviei um presente a (à) Maria.
Obs: A exceção ocorre quando o nome feminino vier acompanhado de uma expressão que a determine a crase é
obrigatória (Dedico minha vida à Rosa do Jaboatão)
b) antes do pronome possessivo feminino: Pediu informações a (à) minha secretária. Pediu informações as (às) minhas
secretárias. Entreguei os cadernos a (à) sua irmã.
c) Com a preposição até: Fui até a (à) escola.

Regra prática: quem volta “da”, crase há. Quem volta “de”, crase pra quê?: Iremos a Curitiba.(voltaremos de) Iremos
à bela Curitiba.(da) Iremos à Bahia.(da).

- CRASE DA PREPOSIÇÃO A COM O PRONOME DEMONSTRATIVO:


Com os demonstrativos aquele (s), aquela (s) e aquilo, basta verificar se, por regência, alguma palavra pede a
preposição que irá se fundir com o "a" inicial do próprio pronome: Enviei presentes àquela menina.(quem envia, envia
algo “a” alguém) A matéria não se relaciona àqueles problemas. Não se de ênfase àquilo.
- ANTES DA PALAVRA CASA, TERRA E DISTÂNCIA:
Se vierem determinados há crase, se não vierem não há crase.
Iremos a casa assim que chegarmos. Iremos à casa de minha mãe. O Marinheiro forma a terra.
Voltei à terra natal. A espaçonave voltará à Terra em um mês (planeta tem). Via-se o barco à distância de quinhentos
metros . Olhava-nos a distância.
QUESTÕES VUNESP
01. Leia as frases.
I. Ainda não se chegou a conclusões quanto à causa da esteatose.
II. À partir dos diagnósticos feitos com exames de imagem, pode-se evitar a esteatose.
III. O estudo referia-se à suscetibilidade diferenciada que ocorre entre os indivíduos.
IV. Pessoas que têm diabetes são mais propensas à essa doença.
Quanto ao uso ou não do acento indicativo da crase, estão corretas, apenas, as frases
(A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) II e IV. (E) III e IV.

02. O sinal indicativo de crase está empregado corretamente em:


(A) Desde as primeiras horas da manhã, os jovens repórteres ficavam atentos às notícias dos blogs para ficar à frente de seus
colegas mais velhos.
(B) À partir dos blogs também é possível construir notícias produtoras de uma realidade textual que atenda às demandas mais
prementes dos leitores.
(C) Há aqueles jornalistas que preferem os blogs às fontes consagradas pela tradição, ainda que isso não signifique curvar-se à
eles.
(D) Os repórteres que levam à sério o seu trabalho preferem as fontes tradicionais àquelas típicas da chamada “era da
informação”.
(E) Quanto à coleta de informações, há aqueles que preferem se dirigir à um de nossos escritórios, para não incorrer em erros.

03. Assinale a opção em que o acento indicativo da crase foi empregado corretamente.
(A) Cabe à cada um de nós ajudar quem precisa.
(B) A imagem do avô chegou à todos pela internet.
(C) A imprensa já informou à toda população.
(D) Deveremos reverência à atitudes desse tipo.
(E) Muitos internautas prestaram ajuda à neta.

04. Assinale a alternativa correta quanto ao uso do acento indicativo da crase.


(A) Os catadores andam à pé e coletam lixo reciclável pelas ruas da cidade.
(B) O lixo reciclável é destinado à aterros sanitários em municípios vizinhos.
(C) Os especialistas estão à procura de soluções para o tratamento do lixo.
(D) A prefeitura tem muito à fazer antes de implantar a coleta seletiva do lixo.
(E) A notícia do lixo em São Paulo chegou à Vossa Excelência pelo jornal.

05. Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está empregado corretamente.
(A) Houve um congresso dedicado à discussão da sustentabilidade.
(B) Vários especialistas foram convidados à participar do evento.
(C) A palestra do inglês foi tão interessante que agradou à todos.
(D) Após a palestra, ele respondeu à uma série de perguntas.
(E) Haverá um novo encontro para voltarmos à esse tema.

GABARITO: 1-B 2-D 3-E 4-C 5-A


PONTUAÇÃO - PROFESSORA GISLANY
A VÍRGULA
Uma mesma frase, com as mesmas palavras, pode ter sentidos completamente diferentes dependendo das pausas que se
estabelecem entre elas.
EX: Ele gosta de pizza de mussarela de leite de búfala./ Ele gosta de pizza, de mussarela, de leite, de búfala./ Ele gosta
de pizza de mussarela, de leite de búfala./ Ele gosta de pizza, mussarela de leite de búfala.

A) NÃO SE USA VÍRGULA entre:

a) sujeito e predicado: Todos os componentes da mesa recusaram a proposta.


b) o verbo e seu complemento: O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
c) nome e o complemento nominal: Tenho certeza de que ele virá.
d) nome e o adjunto adnominal: Tomei um suco de laranja.

B) USA-SE A VÍRGULA

1) Para marcar intercalação:

a) do adjunto adverbial: Ele, com razão, sustenta opinião contrária.


b) da conjunção: Não há, portanto, nenhum risco no negócio.
c) das expressões explicativas ou corretivas: Todos se omitiram, isto é, colaboraram com os adversários.
d) do aposto: O tempo, nosso inimigo, foge rápido.

2) Para isolar o vocativo: Não demores, meu filho.

3) Para marcar inversões:

a) do adjunto adverbial: (no início da oração): Na semana passada, deixamos um depósito.


b) do nome de lugar antecipado às datas: São Carlos, 10 de janeiro de 1997.

4) Para separar termos coordenados (em enumeração): Os mais vendidos eram os sucos de laranja, de limão, de
abacaxi e de pêssego.
5) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós trabalhamos com fatos e vocês, com hipóteses.

OS DOIS-PONTOS (:)

Função básica: tudo o que vem à direita dos dois-pontos serve para esclarecer ou detalhar o que vem à esquerda. Quero
somente isto: que você seja muito feliz. Tivemos uma idéia sensata: viajar naquele fim de semana.

OS PARÊNTESES ( )

A função dos parênteses é indicar uma informação importante, mas que escapa à seqüência que se está desenvolvendo.
Assim, empregam-se os parênteses:

1) Para isolar informações acessórias ou que não se encaixam na progressão lógica do enunciado: Convidaram a velha
atriz (tinha 65 anos na ocasião) para participar da homenagem. Os meninos (que saudades da infância!) fabricavam
balões para soltar à noite.
2) Para dar uma certa explicação: Em São Paulo (é o maior parque industrial do Brasil) a poluição atinge índices mais
elevados.

AS ASPAS (“ “)

1) Função básica: o que vem inscrito entre aspas não é da autoria ou do estilo de quem está escrevendo. Dentro desse
princípio geral, empregam-se as aspas para isolar uma citação textual colhida de outrem: Sócrates dizia: “Conhece-te a
ti mesmo”.

2) Quando utilizamos uma palavra ou expressão estrangeira: Concederam-lhe o “hábeas corpus”.


3) Quando utilizamos uma palavra empregada em sentido irônico: Era uma “simpatia”, nunca mordeu ninguém.
4) Para dar destaque a uma palavra (o que, na fala, seria conseguido por meio da entonação): Considero este fato
“normal”.

O PONTO-E-VÍRGULA ( ; ) - Usa-se:
1) Para fazer uma divisão nítida entre orações coordenadas que já vêm separadas por outras vírgulas no seu interior:
Estavam irados, agressivos; eu, porém, mantive a calma.

2) Para estabelecer uma divisão bem marcada entre duas partes de um enunciado: Uns pelejavam, esforçavam-se,
exauriam-se; outros divertiam-se, folgavam, omitiam-se.

3) Para separar os vários itens de um considerando:


Considerando:
1º) a alta percentagem de desistência;
2º) as denúncias de suborno;
3º) a falta de controle dos fiscais;
o Conselho Universitário votou pela anulação da prova.

QUESTÕES VUNESP

01. Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.


(A) As professoras mesmo, que não gostem, são chamadas de tia.
(B) As professoras, mesmo que não gostem, são chamadas de tia.
(C) As professoras, mesmo que, não gostem, são chamadas de tia.
(D) As professoras, mesmo que não gostem, são chamadas, de tia.
(E) As professoras mesmo que não gostem, são chamadas, de tia.

02. Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.


(A) Jovens de hoje, afeitos à tecnologia, não sentirão falta do processo artesanal de confecção do livro e, certamente, não
poderão imaginar como a leitura, com sua magia, pode nos fazer flutuar no ar.
(B) Jovens de hoje, afeitos à tecnologia não sentirão, falta do processo artesanal de confecção do livro e, certamente não
poderão imaginar como a leitura, com sua magia, pode nos fazer flutuar no ar.
(C) Jovens de hoje afeitos à tecnologia não sentirão falta do processo artesanal de confecção do livro e certamente, não
poderão imaginar, como a leitura, com sua magia, pode nos fazer flutuar no ar.
(D) Jovens de hoje, afeitos, à tecnologia, não sentirão falta do processo artesanal de confecção do livro e certamente não
poderão imaginar como a leitura, com sua magia, pode nos fazer flutuar, no ar.
(E) Jovens, de hoje, afeitos à tecnologia, não sentirão, falta do processo artesanal de confecção do livro e certamente não
poderão, imaginar, como a leitura com sua magia pode nos fazer, flutuar, no ar.

03. Considerando que o termo Cristina é sujeito de oração, assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
(A) Cristina, encontra o caminho e, recompõe, a Argentina. (B) Cristina, encontra o caminho e recompõe a Argentina.
(C) Cristina encontra o caminho, e recompõe, a Argentina. (D) Cristina, encontra o caminho, e recompõe a Argentina.
(E) Cristina encontra o caminho e recompõe a Argentina.

04. Assinale a alternativa em que as vírgulas são empregadas pelos mesmos motivos por que são empregadas no trecho – O
serviço de comunicação da gigante Procter & Gamble, proprietária da Gillette, diz que não.
(A) Ao fundar uma igreja, ministros não pagam impostos, não prestam serviço militar.
(B) Samodecus, médico do imperador Tibério, era originário da Arábia.
(C) Os gregos, quando desejavam uma previsão, recorriam aos oráculos.
(D) São livres a criação, a organização, a estruturação e a direção das igrejas.
(E) O novo navio polar brasileiro, no dia de ontem, teve de voltar ao Brasil.
05. Em – Na verdade, recomenda-se que se ingira o mínimo possível: no máximo 2 gramas por dia. – o uso dos dois pontos
(A) indica uma hesitação. (B) introduz um esclarecimento. (C) reforça uma informação. (D) isola uma citação textual.
(E) destaca uma explicação circunstancial.

06. A frase – Se o homem soubesse o valor que tem sua mulher andaria de quatro à sua procura. – pode refletir o ponto de
vista masculino e o feminino. Marque a alternativa cuja pontuação determina corretamente o olhar feminino.
(A) Se o homem soubesse o valor que tem, sua mulher andaria de quatro à sua procura.
(B) Se o homem soubesse o valor que tem, sua mulher andaria, de quatro à sua procura.
(C) Se o homem, soubesse o valor que tem sua mulher, andaria de quatro à sua procura.
(D) Se o homem soubesse, o valor, que tem sua mulher, andaria, de quatro, à sua procura.
(E) Se o homem soubesse o valor que tem sua mulher, andaria, de quatro, à sua procura.

GABARITO: 1-B 2-A 3-E 4-B 5-B 6-E

EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE ESTRUTURAS

Agente da passiva - é o complemento que, na voz passiva com auxiliar, designa o ser que pratica a ação sofrida ou
recebida pelo sujeito. Este complemento verbal -- normalmente introduzido pela preposição por (ou per) e, algumas
vezes, por de -- pode ser representado por:
a) substantivo ou palavra substantivada: Antes de deixar a cidade foi visto por um amigo madrugador.
b) pronome: Foi cercado por todos.
c) numeral: Tudo quanto os leitores sabem de um e de outro foi ali exposto por ambos.
d) oração: O elenco era formado por quem soubesse ao menos ler as "partes", velhos, moços, crianças.
Transformação de oração ativa em passiva:
1. Quando uma oração contém um verbo constituído com objeto direto, ela pode assumir a forma passiva, mediante as
seguintes transformações:
a) o objeto direto passa a ser sujeito;
b) o verbo passa à forma passiva analítica do mesmo tempo e modo;
c) o sujeito converte-se em agente da passiva.
Tomando-se como exemplo a seguinte oração da voz ativa:
A lua domina o mar. Convertida na voz passiva, teríamos: O mar é dominado pela lua.
2. Se numa oração da voz ativa o verbo estiver na 3ª pessoa do plural para indicar a indeterminação do sujeito, na
transformação passiva cala-se o agente. Assim:
voz ativa voz passiva
Destruíram o cartaz. O cartaz foi destruído. Destruíram os cartazes. Os cartazes foram destruídos.

3. Na voz passiva pronominal, não se emprega o agente: Ouviram-se gritos. Gritos foram ouvidos (voz ativa).

Transformação do Discurso Direto para o Indireto:


DISCURSO DIRETO
- Chama-se estilo direto a reprodução fiel do que foi dito por alguém. É um discurso direto quando são os personagens
que falam.
Exemplo: : A) Disse ele: Irei.
B) O rapaz, depois de estacionar seu automóvel em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia, perguntou: — Onde
fica a cidade mais próxima ? — Há um vilarejo a dez quilômetros daqui - respondeu o funcionário.

DISCURSO INDIRETO
Quando reproduzimos o que foi dito, temos o estilo indireto passando o período a ser composto por subordinação.
Exemplo: A) Ele disse que iria.
B) O rapaz, depois de estacionar seu automóvel em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia, perguntou a um
funcionário onde ficava a cidade mais próxima. Ele respondeu que havia um vilarejo a dez quilômetros dali.

QUESTÕES
01. “Acredito que Maria tenha feito a lição”, passando-se a oração sublinhada para a voz passiva, o verbo ficará assim:
a) foi feita; b) tenha sido feita; c) esteja sendo feita; d) tenha estado feita; e) seja feita.
02. Transportando para a voz passiva a frase “eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro”, obtém-se
a forma verbal . . .
a) ia revendo; b) estava sendo revisto; c) seriam revistas; d) comecei a rever; e) estavam sendo revistas.
5. Transpondo para a voz ativa a frase “O processo deve ser revisto pelos dois funcionários”, obtém-se a forma verbal:
a) deve-se rever; b) devem rever; c) será revisto; d) reverão; e) rever-se-á.
03. Ao se passar para o discurso indireto, sem alteração de sentido, o trecho – Com a palavra Catherine Caughey, que
tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: “Minha grande tristeza foi ver que meu amado marido morreu em
1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra.” (6.º parágrafo) – obtém-se:
(A) Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park, disse que sua grande tristeza havia sido ver
que seu amado marido morrera em 1975 sem saber o que ela tinha feito durante a guerra.
(B) Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park, disse que sua grande tristeza foi ver que seu
amado marido morreria em 1975 sem saber o que ela faria durante a guerra.
(C) Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park, diz que sua grande tristeza foi ver o seu amado
marido morrer em 1975 sabendo o que ela havia feito durante a guerra.
(D) Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park, disse que sua grande tristeza foi ver que seu
amado marido morrera em 1975 sem saber o que ela faria durante a guerra.
(E) Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchey Park, disse que sua grande tristeza fora ver que seu
amado marido morreu em 1975 sem saber o que ele havia feito durante a guerra
PROCESSOS DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

Nesse período as orações são independentes entre si, ou seja, uma não depende da outra. Classificam-se em:

Coordenadas Assindéticas: sem conjunção


EX: Ele chegou, conversou, saiu. (três orações independentes). Olhou as árvores, não viu as folhagens.

Coordenadas Sindéticas: com conjunção. A classificação será de acordo com o sentido que as conjunções expressam.
Ex: Ele cehgou, conversou e saiu (aditiva). Classificação:

 Aditivas: as conjunções dão idéia de adição: Fui ao Shopping e comprei muito/Ele não estuda nem trabalha.
 Adversativas: adversidade: Ele foi à aula, mas não entrou. Estudei muito, entretanto não fui bem na prova.
 Alternativas: alternância: Ou você entra, ou você sai/Ora chorava, ora sorria
 Conclusivas: conclusão: Ela quer passar de ano, deve estudar, pois/Ela quer passar de ano, portanto deve estudar.
Ela quer passar de ano, logo, deve estudar.
 Explicativas: explicação: Ela está estudando, pois pretende passar de ano. Entre porque está frio.

Obs: A conjunção pois qdo no final da frase dá idéia de conclusão, no meio, explicação: Estudei bastante, serei
aprovado, pois. Serei aprovado pois estudei bastante.

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO


Formado por uma oração principal e uma subordinada (que tem a conjunção). Pode ser: Substantiva, Adjetiva e
Adverbial.

1) Substantiva: conjunções: que ou se. Classificam-se em: Objetiva Direta, Objetiva Indireta, Completiva Nominal,
Subjetiva, Predicativa e Apositiva. Para a classificação dessas orações leva-se em conta a Análise Sintática, fazendo-se
o seguinte:
1º) Separa a oração principal da subordinada: Espero / que eles venham logo.

2º) Olho na palavra que vem antes da conjunção, se for:

3º) Um verbo pode ser a) Objetiva Direta, se o verbo não pedir preposição, b) Objetiva Indireta, se pedir preposição
ou c) Predicativa se o verbo for de ligação. São verbos de ligação: ser, estar, permanecer, parecer, ficar, continuar e
andar.

Exs: a) Confesso/que fiquei emocionado.(quem confessa, confessa alguma coisa). Responda se conhece o novo time
do Flamengo. Penso que eles viajarão amanhã cedo (Objetivas Diretas).
b) O político aspira/ a que o elejam vereador (aspira a alguma coisa). O acidente obstou a que chegássemos mais cedo.
O jovem obedeceu a todos que lhe são superiores (Objetivas Indiretas).

A verdade é /que a inflação não acabou. (verbo de ligação): Predicativa

4º) se for um nome que pede um complemento: Completiva Nominal.


Exs: Tenho medo/ de que me traias. (completa o nome medo): Completiva Nominal. Sou favorável /a que o condenem.

5º) se der para responder a “o que” ou “quem”, será Subjetiva (quando o sujeito não vier expresso na oração
principal).
Ex: É evidente/ que ele virá. (o que é evidente? Resp: que ele virá): Subjetiva. Convém/ que ele chegue ainda hoje (o
que convém?) . Importa estudar continuamente.

OBS: 1) Geralmente as subjetivas vêm com expressões do tipo: É evidente, É necessário, É importante, etc.
2) Para ser subjetiva é necessário que não haja um sujeito na oração principal. Na oração: Confesso que fiquei
emocionado, não é subjetiva, pois já há na oração principal sujeito oculto “eu”. A oração é objetiva direta, vez que
completa o verbo confessar.

6º) Se vierem dois pontos, será Apositiva: Quero só isso: /que tenhas muita paz e amor. Espero sinceramente isso:/ que
vocês não faltem.

2) Adverbial: função de adjunto adverbial. Iniciam-se pelas conjunções subordinativas, exceto as integrantes (que,
se), que iniciam as substantivas. Classificam-se em:

a) Causal: causa, motivo: Como estava doente não foi trabalhar. Não viajamos porque estava chovendo.
b) Consecutiva: conseqüência: A moça gritou tanto que ficou rouca. O salário é tão pouco que não dá para quase
nada.
c) Condicional: condição: Ela passará de ano, se estudar mais / Caso não chova, iremos à festa.
d) Concessiva: expressa uma idéia que normalmente não ocorreria: Embora estivesse chovendo, fomos à praia.
e) Conformativa: troque por conforme: Eles reagiram conforme prevíamos/ Fez tudo como lhe mandaram.
f) Comparativa: comparação: Ninguém sofreu tanto quanto ele / Saiu correndo feito um rojão.
g) Final: finalidade: Faça um seguro para que fiquei tranqüilo / Estudou para passar de ano.
h) Proporcional: proporção: À medida que chovia as ruas iam alagando mais/Quanto mais eu gritava, mais ele ria.
i)Temporal: tempo (qdo?): Quando ele chegar, partiremos / Logo que o vimos o reconhecemos.

Adjetiva: introduzida por pronomes relativos: que, qual, quem, cujo, onde, quanto.
b) Restritiva: restringe o sentido do termo: Os homens que são honestos merecem nosso respeito (só os
honestos que merecem nosso respeito, os demais, não = restrição). O esgoto que estava à mostra trazia
danos à população.
c) Explicativa: amplia o sentido: São Paulo, o maior Estado brasileiro, está muito violento. /Sertãozinho,
capital do hóquei, está crescendo.(sempre entre vírgulas).

ORAÇÕES REDUZIDAS

São aquelas que não apresentam conectivos (elementos de ligação)

 Reduzidas de Gerúndio (Terminação do verbo ndo): Saindo daqui vá direto ao escritório = Oração
subordinada substantiva temporal reduzida de gerúndio. (Quando sair daqui vá direto ao escritório).

 Reduzidas de Infinitivo (verbo sem conjugar): Penso estar doente: or. Sub.subst. objetiva direta reduzida de
infinitivo. (Penso que estou doente).

 Reduzidas de Particípio (passado): Terminado o baile, todos saíram = Or. Subord. Subst temporal reduzida de
particípio. (quando terminou o baile todos saíram).

OBS:

1) Sempre que uma oração inicia por uma CONJUNÇÃO INTEGRANTE ou palavra equivalente, será denominada:
Oração Subordinada Substantiva: Ex: . Notei que haviam chegado (Or. Sub. Subst. Objetiva Dirta)

2) Sempre que uma oração subordinada inicia por conjunção subordinada que não seja integrante, será denominada:
Oração Subordinada Adverbial: Ex; Quando as testemunhas foram ouvidas, todos saíram. (Or. Sub. Adv. Temporal)
.
3) Sempre que uma oração subordinada inicia por PRONOME RELATIVO, será denominada:
Oração Subordinada Adjetiva: Ex: Conheci o advogado que morreu (Or. Sub. Adjetiva restritiva).

QUESTÕES VUNESP (até 03)

01. A alternativa em que as duas expressões em destaque exercem, no contexto frasal, a função sintática de circunstância de
tempo, é:
(A) Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho cultural sabem que admiro futebol…
(B) … sugerem que os livros e as artes sempre são importantes e nunca desperdiçam nosso tempo…
(C) Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no “timing”.
(D) O futebol também me ensinou sobre a natureza humana.
(E) Se 2 bilhões de pessoas param para ver a Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso.

07. Assinale a alternativa correta sobre o período — Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social.
(A) É um período composto por coordenação, e a segunda oração é aditiva.
(B) É um período composto por subordinação, e a segunda oração é concessiva.
(C) É um período composto por coordenação, e a segunda oração é adversativa.
(D) É um período composto por subordinação, e a segunda oração é causal.
(E) É um período composto por coordenação, e a segunda oração é alternativa.

28. No período — São tantas as carências, que a formação profissionalizante deve ir além da capacitação técnica. — a
oração destacada apresenta informações que, em relação às precedentes, devem ser consideradas como
(A) causa. (B) consequência. (C) comparação. (D) finalidade. (E) concessão.

ESPCEX - No período: “... no fundo eu não estava triste com a viagem de meu pai, era a primeira vez que ele ia ficar longe de
nós por algum tempo ...”, a oração sublinhada é:

a) subordinada substantiva predicativa;


b) subordinada adjetiva restritiva;
c) subordinada adverbial de lugar;
d) subordinada substantiva subjetiva.

03) AFA - Em que alternativa, a oração subordinada não é da mesma natureza da que existe em “Quero que vocês escrevam
uma composição”?

a) “E anunciou que não nos faria cantar.”


b) “Esperava um irmão que vinha buscá-la.”
c) “Vamos fazer de conta que estamos na aula de Português.”
d) “Circulava a história de que ela dormia no sótão do colégio.”

06) Colégio Naval - No trecho: “Todos diziam que ela era orgulhosa, mas afinal descobri que não”, a última oração se
classifica como:

a) coordenada sindética adversativa;


b) principal;
c) subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada adverbial comparativa;
e) subordinada substantiva subjetiva.

08) EPCAR - Marque a alternativa que contém oração subordinada substantiva completiva nominal.
a) “Como fazem os pelintras de hoje para não molhar os pés nos dias de chuva?”
b) “Veio-me a desagradável impressão de que todo mundo reparava nas minhas galochas.”
c) “Um dia as galochas me serão úteis, quando eu for suficientemente velho para merecê-las.”
d) “No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvime ver livre das galochas.”
e) “No centro da cidade um sol radioso varava as nuvens e caía sobre a rua, enchendo tudo de luz, fazendo evaporar as últimas
poças de água que ainda pudessem justificar minhas galochas.”

14) CESGRANRIO - “Hoje, a dependência operacional está reduzida, uma vez que o Brasil adquiriu auto-suficiência na
produção de bens como papel-imprensa (...)” A oração grifada no período acima tem valor:

a) condicional;
b) conclusivo;
c) concessivo;
d) conformativo;
e) causal.

15) Colégio Naval

“No entanto parece que os freqüentadores deste cinema


Estão perfeitamente deslembrados de que terão de morrer
- Porque em toda sala escura há um grande ritmo de esquecimento e equilíbrio.”

A última oração do poema tem valor:

a) subordinativo, revelando uma idéia de causa;


b) coordenativo, traduzindo uma idéia de explicação;
c) subordinativo, denotando conclusão;
d) coordenativo, traduzindo uma idéia de tempo;
e) subordinativo, revelando uma idéia de conseqüência.

16) UNIRIO - Assinale o item em que há uma oração adjetiva.

a) Perdão, por Deus, perdão - respondeu o pombo.


b) A pombinha, que era branca sem exagero, arrulhava, humilhada e ofendida com o atraso.
c) Perdeste a noção do tempo?
d) A tarde era tão bonita que eu tinha de vir andando.
e) O pombo caminhava pelo beiral mais alto, do outro lado. Um pouco além, gritavam as gaivotas.

18) PUC - “É preciso (I) levar tudo isso em conta (II) quando se analisa o (III) que está ocorrendo em nossos dias.” A
classificação das orações subordinadas sublinhadas é, respectivamente:

a) adjetiva (I), adverbial (II), substantiva (III);


b) substantiva (I), adjetiva (II), substantiva (III);
c) adverbial (I), substantiva (II), adjetiva (III);
d) substantiva (I), adverbial (II), adjetiva (III);
e) adverbial (I), adverbial (II), substantiva (III).

19) ESPCEX - Marque a alternativa que indica a correta classificação das orações sublinhadas, segundo a ordem em que estas
aparecem nas frases abaixo:

1) Robertinho, com ser inteligente, não foi aprovado no concurso.


2) Não é permitido transitar por esta rua.
3) Chocou-nos o seu modo áspero de falar, embora não tivesse o propósito de ofender a pessoa alguma.

a) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva;


b) subordinada adverbial conformativa, subordinada substantiva predicativa, subordinada
completiva nominal;
c) subordinada adverbial concessiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva completiva nominal;
d) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva.

19) ESPCEX - Marque a alternativa que indica a correta classificação das orações sublinhadas, segundo a ordem em que estas
aparecem nas frases abaixo:

1) Robertinho, com ser inteligente, não foi aprovado no concurso.


2) Não é permitido transitar por esta rua.
3) Chocou-nos o seu modo áspero de falar, embora não tivesse o propósito de ofender a pessoa alguma.

a) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva;


b) subordinada adverbial conformativa, subordinada substantiva predicativa, subordinada
completiva nominal;
c) subordinada adverbial concessiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva completiva nominal;
d) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva.

22) ESFAO - Que oração subordinada substantiva em destaque é completiva nominal:

1) desejo que um dia me restitua uma parte de sua estima.


2) habituei-me a considerar a riqueza primeira força.
3) pensando que os poderia refazer mais tarde.
4) e os exemplos ensinavam-me que o casamento era meio legítimo.
5) o casamento era meio legítimo de adquiri-la.

23) EFOMM - Marque a classificação correta das orações destacadas no período: “Ao analisar o desempenho da economia
brasileira, os empresários afirmaram que a produção e o lucro eram bastante razoáveis.”

a) subordinada adverbial temporal - subordinada substantiva objetiva direta;


b) principal - subordinada substantiva completiva nominal;
c) subordinada adverbial temporal - subordinada adjetiva restritiva;
d) principal - subordinada adverbial final;
e) subordinada adverbial condicional - subordinada substantiva subjetiva.
24) Colégio Naval - Marque a alternativa em que a oração destacada não se encontra corretamente classificada.

a) “Parece que eu não acreditava na história” - oração subordinada substantiva subjetiva;


b) “(...) torcíamos para ele subir mais” - oração subordinada adverbial final;
c) “Lembro-me (...) desse jardim que não existe mais.” - oração subordinada adjetiva restritiva;
d) “Lá fora, uma galinha cacareja, como antigamente.” - oração subordinada adverbial
comparativa;
e) “Diziam que São Pedro estava arrastando os móveis” - oração subordinada substantiva subjetiva.

25) UNIRIO - No período “Ah, arrulhou de repente a pomba, quando distinguiu, indignada, o pombo que chegava (...)”, as
duas orações subordinadas são respectivamente:

a) adjetiva e adverbial temporal;


b) substantiva predicativa e adjetiva;
c) adverbial temporal e adverbial temporal;
d) adverbial temporal e adverbial consecutiva;
e) adverbial temporal e adjetiva.

35) UNIRIO - “(...) fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá.” O
vocábulo sublinhado introduz oração que denota:

a) tempo;
b) causa;
c) condição;
d) comparação;
e) conseqüência.

GABARITO

01) D // 02) D //03) B //04) C //05) D //06) C //07) C //08) B //09) B //10) B //11) A //12) E //13) C //14) E //15) A //16) B //17)
A //18) D //19) C //20) A //21) A 22) 5 //23) A //24) E //25) E //26) A //27) C //28) D //29) E //30) D //31) C //
32) E //33) B //34) D //35) E