Você está na página 1de 76

ANHANGUERA EDUCACIONAL

FACULDADE ANHANGUERA DE RIBEIRÃO PRETO

ENGENHARIA PREMIUM

DOUGLAS RAFAEL ROVAROTTO – RA: 5969895121


FABIANO JESUEL PASCHOAL – RA: 2589599063
JORGE LUIZ TONIELLO JUNIOR – RA: 1909824959
MAIQUE NERY TIBA – RA: 5963974456
PLÍNIO EVERALDO DAVID DOS SANTOS – RA: 1982606552

VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM FRIGORÍFICO

RIBEIRÃO PRETO
2017
2

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 4
2. DESENVOLVIMENTO ........................................................................................................ 5
2.1. Coleta de dados do local de implementação .................................................................... 5
2.2. Funções, postos de trabalho, riscos e segurança no trabalho ........................................ 6
2.2.1. Importância da segurança no trabalho ______________________________________ 6
2.2.2. Identificação da empresa ________________________________________________ 7
2.2.3. Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. _______ 7
2.2.4 CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes _________________________ 10
2.2.5 SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho _______________ 12
2.2.6 Mapa de Risco ________________________________________________________ 13
2.2.7 Equipamento de Proteção Individual – EPI__________________________________ 14
2.2.8 NR-8 – Edificações ____________________________________________________ 16
2.2.9 PPRA- Programa de Prevenção de Riscos Ambientais _________________________ 17
2.2.10 PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional _______________ 34
2.2.11 PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos ______________________________ 38
2.2.12 NR-36 Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de
Carnes e Derivados _________________________________________________________ 54
2.3. Aspectos e Impactos ambientais ..................................................................................... 57
2.3.1 Consumo de água _____________________________________________________ 58
2.3.2 Consumo de energia ___________________________________________________ 58
2.3.3 Consumo de produtos químicos __________________________________________ 58
2.4 Resíduos gerados pela atividade de produção ............................................................... 59
2.5 Política ambiental no frigorífico...................................................................................... 60
2.5.1 Planejamento _________________________________________________________ 61
2.6 Medidas Mitigatórias ....................................................................................................... 64
2.6.1 Efluentes líquidos industriais e sanitário ____________________________________ 65
2.6.2 Resíduos Sólidos ______________________________________________________ 65
2.6.3 Emissão atmosférica ___________________________________________________ 65
2.6.4 Ruídos ______________________________________________________________ 65
2.7 Projetos ambientais .......................................................................................................... 66
3

2.7.1 Utilização de gás metano ________________________________________________ 66


2.7.2 Conversão direta da radiação solar em energia elétrica ________________________ 67
2.8 Plano de investimento....................................................................................................... 68
2.8.1 Fórmulas utilizadas ____________________________________________________ 68
2.8.2 Resultados dos cálculos _________________________________________________ 69
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 70
4

1. INTRODUÇÃO

Um grupo de investidores da Alemanha identificou uma oportunidade de negócio na


cidade de Sertãozinho, no interior do estado de São Paulo, com a proposta de exportar miúdos
de um frigorífico de carne suína, e contratou uma equipe para realizar um trabalho de
verificação e planejamento dessa oportunidade.
Durante a execução desse trabalho, foi realizado um estudo para averiguar a viabilidade
desse empreendimento, de todas as exigências legais e do consumidor, analisado os aspectos e
impactos ambientais, bem como medidas mitigatórias e compensatórias.
Após nos envolvermos com a situação geradora produziremos nosso trabalho acadêmico
que será dividido em oito itens.
No item 2.1 realizaremos coleta de dados do município para formular um relatório a
empresa que deseja implantar o frigorifico.
No item 2.2 Usaremos como base as normas regulamentadoras (NRs) para descrever
funções e postos de trabalho e ainda apresentarmos um programa de gerenciamento de risco;
No 2.3 será identificado aspectos e impactos ambientais causados pelo frigorifico.

No item 2.4 conheceremos os tipos de resíduos gerados.

No item 2.5 teremos políticas ambientais e legislações ambientais.

Com o item 2.6 será proposta medidas mitigatórias e compensatórias nos impactos
gerados.

No item 2.7 apresentaremos um projeto ambiental.

E para finalização, no item 2.8 serão apresentados valores de investimentos que os


bancos oferecem.

Será apresentado também, todas as questões relacionadas ao ambiente de trabalho dos


funcionários, como Equipamentos de Proteção Individual, e as normas referente à Segurança e
Saúde no Trabalho, e qual a melhor opção de banco para ser utilizado para realizar o
investimento necessário nesse empreendimento.
5

2. DESENVOLVIMENTO

Para produção desse trabalho, foram realizadas pesquisas e análise referentes ao local
onde será implementado o frigorífico, segurança no trabalho, aspectos e impactos ambientais
e formas de investimento. Os resultados obtidos foram reproduzidos abaixo.

2.1. Coleta de dados do local de implementação

O Frigorífico X será instalado em uma área rural nas proximidades da cidade de


Sertãozinho, interior do Estado de São Paulo.
De acordo com o CENSO 2010 a população do município é de 110.074 com estimativa
para o ano de 2016 de 121.412, sendo que 98.416 habitantes residem em área urbana e 1304
encontram-se na área rural. O município possui uma área territorial de 403,089 Km².
Nele encontramos altos índices de escolaridade propiciando assim mão de obra
qualificada para exercer várias funções dentro da empresa.
Sua economia é baseada no comércio, prestação de serviço, indústrias diversas e
agricultura tendo um campo industrial muito forte. A cidade é considerada a capital mundial do
setor sucroalcooleiro. No momento, onde o Brasil vive uma grande crise, com o município não
poderia ser diferente.
O Frigorifico X será construído em uma área onde encontramos vegetação nativa, temos
um rio próximo para isolamento do tratamento de água, a direção dos ventos auxilia na
diminuição dos odores e também evita contaminação e poeira.
Toda sua estrutura foi organizada de forma que as propostas de normas sanitárias sejam
atendidas. De acordo com o levantamento de informações, alguns dos equipamentos básicos
para o início funcionamento são:
- Câmaras frigorificas;
- Tanques de inox;
- Lavadoras rotativas;
- Equipamentos para vísceras;
- Separador manual de mandíbula;
- Equipamento para retirada do couro;
- Plataformas elevatórias e fixas;
- Serra elétrica;
6

- Calas, chutes, guias para caixas;


- Corte suíno.
- Desossa suína;
- Calha respringo;
- Dispositivos acessórios;
- Mesas transportadoras, transportador de bandeja, de arraste, roletes, e de retorno
superior;
- Trilhos aéreos e helicoidais;
- Balanças eletrônicas de grande porte com etiquetadora;
- Utensílios em geral (mesas, bancadas, facas, carrinhos manuais de inox)
- Móveis e equipamentos de escritório (computador, impressora, cadeiras,
escrivaninhas e etc.)

2.2. Funções, postos de trabalho, riscos e segurança no trabalho

É apresentado a seguir os principais postos de trabalho, riscos e como exercer todas as


atividades do frigorífico com segurança.

2.2.1. Importância da segurança no trabalho

Através de técnicas Segurança do Trabalho realizado dentro de uma empresa, busca-se


a promoção da saúde, integridade física, psíquica e social dos colaboradores.
Para essas atividades serem realizadas com eficiência, a empresa deverá contar com um
grupo de profissionais capacitados e treinados para executar as técnicas de Segurança do
Trabalho, esses profissionais serão: Técnicos de Segurança do Trabalho, Engenheiro de
Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Técnicos de
Enfermagem do Trabalho, essa organização é chamada de SESMT- Serviço Especializado em
Segurança e Medicina do Trabalho, trabalhará juntamente com a CIPA- Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes, outra organização formada pelos colaboradores da empresa. Ambas
não terão poder decisório, mas terão a função de assessorar as empresas, liderar o
desenvolvimento, orientação e controle de programas de segurança e medicina do trabalho,
seguindo as normas, leis vigentes no Brasil e política adotada pela empresa.
7

O profissional em segurança deverá saber trabalhar em equipe, saber ouvir e a hora certa
de falar, fazer o levantamento dos riscos existentes no ambiente de trabalho, saber o potencial
de risco para o colaborador, implantar medidas de segurança como equipamento de proteção
coletiva, equipamento de proteção individual a fim de preservar a saúde, elaborar laudos
técnicos, promover na semana interna de prevenção de acidentes, palestras educativas e de
segurança, assessorar a parte ambiental no que diz respeito aos aspectos por ela gerados.
A Segurança do Trabalho é a alavanca para o sucesso, pois se ocorrer um acidente
durante todo o processo produtivo, impedindo a produção, geando gastos, o que não é bom para
a empresa e nem para o colaborador.

2.2.2. Identificação da empresa

A título de identificação, alguns dados da empresa foram inseridos no quadro abaixo:

Quadro 1: Identificação da empresa.


Razão social: “X” INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SUINOS LTDA.
Grau de Risco: 3
Atividade Principal: Abate de suínos
Jornada de trabalho 08 horas e 48 minutos / dia
Nº de Colaboradores: 700
Horários: 07h às 17h
Grupo: C - 12
Área Construída: 2500 m2
Fonte: Autores.

2.2.3. Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho.

De acordo com a Lei n°6.514, de 22 de dezembro de 1977, os SERVIÇOS


ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO
TRABALHO, em seu item 4.1, diz que as empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da
administração direta e indireta que possuam empregados regidos pela consolidação das leis do
trabalho, tem como finalidade de promover a saúde e proteger a integridade física do
trabalhador no local de trabalho.
8

O dimensionamento vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número


total de empregados do estabelecimento.
O SESMT deve ser registrado no DRT (Delegacia Regional do trabalho), mediante
requerimento, contendo:

- N° De registro no conselho ou no ministério do trabalho:


- Nome dos profissionais;
- Grau de risco da empresa;
- N° De empregados.

Seguindo as características da empresa “X”, o SESMT está dimensionado de acordo


com o tabela 1 da NR- 4, que se enquadra na tabela de classificação de atividade econômica da
seguinte forma:

Tabela 1 – Classificação de atividade econômica


9

Fonte: NR 4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO


TRABALHO (104.000-6)

O dimensionamento assim dos integrantes da SESMT é determinado conforme o quadro


a seguir.
Quadro 2 – Dimensionamento da SESMT
N° DE EMPREGADOS NO
GRAU DE RISCO PROFISSIONAIS DO TRABALHO ESTABELECIMENTO 501 A
1.000
ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO
1*
TRABALHO
3 MÉDICO DO TRABALHO 1*
TÉCNICOS SEGURANÇA DO
3
TRABALHO
(*)- Tempo parcial (mínimo de três horas) – Fonte: NR-04 (adaptada)

Os integrantes da SESTM terão as seguintes funções:


a) Engenheiro de segurança do trabalho:
Engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de
especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho em nível de pós-graduação;
b) Médico do trabalho:
Médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina
do Trabalho, em nível de pós-graduação, ou portador de certificado de residência
médica em área de concentração em saúde do trabalhador;
c) Técnico de enfermagem do trabalho:
Auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem do trabalho portador do
certificado de conclusão de curso de qualificação de Auxiliar de Enfermagem do
Trabalho, ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo
Ministério da Educação;
d) Técnico de segurança do trabalho:
Técnico portador de comprovação de Registro profissional expedido pelo Ministério
do Trabalho.

A SESMT terá as seguintes atribuições:


10

 Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e medicina do trabalho no


ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e
equipamentos, de modo a reduzir até controlar os riscos ali existentes à saúde do
colaborador;
 Colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de novas instalações,
mantendo permanente relacionamento com a CIPA, valendo-se ao máximo de suas
observações, além de apoiá-la, treiná-la e atendê-la, conforme dispõe a NR- 5;
 Promover a realização de atividade de conscientização, educação e orientação dos
colaboradores para a prevenção de acidente do trabalho e doenças ocupacionais,
tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente;
 Esclarecer e conscientizar os colaboradores sobre acidentes do trabalho e doenças
ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção física e ecológica da empresa;
 Responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto ao cumprimento do
disposto nas Normas Reguladoras aplicáveis às atividades executadas pela empresa
e ou seu estabelecimento;
 Analisar e registrar em documentos específicos todos os acidentes ocorridos na
empresa ou estabelecimento, com ou sem vítima, e todos os casos de doenças
ocupacional, descrevendo a história e as características dos acidentes ou da doença
ocupacional, os fatores ambientais, as características dos agentes e as condições dos
indivíduos portadores de doenças ocupacionais ou acidentados;
 Desenvolver novos equipamentos de proteção tanto individuais como coletivos
(E.P.I e E.P.C)
 Determinar através de estudos, qual o equipamento adequado para determinada
função;

2.2.4 CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que visa à prevenção
de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o trabalho com a
preservação da vida e a promoção da saúde de todos os trabalhadores.
É composta de representantes dos Empregados e do Empregador, seguindo o
dimensionamento estabelecido, com ressalvas as alterações disciplinadas em atos normativos
para os setores econômicos específicos.
11

A Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA) é um instrumento que os


colaboradores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho, das condições do
ambiente do trabalho e de todos os aspectos que afetam sua saúde e segurança.
Para fazer o dimensionamento da CIPA, é necessário ter o grau de risco, o grupo que a
empresa se encontra e a quantidade de colaboradores, fazendo assim o dimensionamento
previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativo para
setores econômicos específicos.

Quadro 3 – Dimensionamento da CIPA


GRUPO N° DE MEMBROS DA CIPA 501 A 1.000
EFETIVOS 6
C- 2
SUPLENTES 5
Fonte: NR-05 (adaptada)

A atribuição da CIPA consiste em identificar os riscos de execução da relação de


trabalho, elaborar o mapa de risco, contando para isso, com a participação do maior número de
trabalhadores, tendo a assessoria do SESMT para realizar suas atribuições.
A CIPA tem como principal atividade à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais,
auxiliando o SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do
Trabalho. A diferença básica entre esses dois órgãos internos da empresa reside no fato de que
o SESMT é composto exclusivamente por profissionais especialistas em segurança e saúde no
trabalho, enquanto a CIPA é uma comissão partidária constituída por empregados normalmente
leigos em prevenção de acidentes.
O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA consiste, basicamente, em
observar e relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho; solicitar medidas para
reduzir e eliminar os riscos existentes ou até mesmo neutraliza-los; discutir os acidentes
ocorridos, solicitando medidas que previnam acidentes semelhentes e ainda, orientar aos demais
trabalhadores quanto à prevenção de futuros acidentes na SIPAT (Semana Interna de Prevenção
de Acidentes). Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de
Prevenção da AIDS. Participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o
empregador, da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de
solução dos problemas identificados. Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre
questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores. Requisitar à empresa
as cópias das CAT emitidas.
12

A nova NR-05 dispõe que, compete ao empregador proporcionar aos membros da CIPA
os meios necessários ao efetivo desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente
para a realização das tarefas de cipeiros constantes do plano de trabalho prevencionista.
Conforme a NR-05, compete aos empregados participar da eleição de seus
representantes; colaborar com a gestão da CIPA; Indicar a CIPA, ao SESMT e ao empregador
situação de riscos e apresentação sugestões para melhoria das condições de trabalho; observar
e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do trabalho.
Podemos assim determinar o organograma da CIPA, conforme pode ser observada a
seguir:
Figura 1 – Organograma da CIPA

Presidente

Vice Presidente

Secretário

Secretário
Substituto

Representante
do Empregador

Representante
do Empregado

Fonte: Autores

2.2.5 SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho

É uma semana obrigatória pela alínea, item 5.16 da NR5, Portaria do Ministério do
Trabalho e Emprego DSST n° 8/99, na qual a empresa proporciona aos seus colaboradores
momentos de conscientização quanto a segurança e acidentes no trabalho, “Promover,
anualmente, em conjunto com o SESMT”.
13

As palestras da SIPAT têm como objetivo principal transmitir informações importantes


para a saúde do colaborador, de forma divertida e bem humorada, orientando e conscientizando
os colaboradores da empresa “X”, sobre a importância de prevenção de acidentes e doenças no
ambiente do trabalho; fazer com que os colaboradores resgatem valores esquecidos pelas intesas
atividades diárias, ou seja, não só tenham idéias de segurança, mas que tambem pratiquem
segurança.
Na SIPAT, os assuntos relacionados com saúde e segurança do trabalho são
evidenciados, buscando a efetiva participação dos gerentes e familiares se possível. Ela não
deve ser vista como mero cumprimento da legislação, mas sim como a continuidade dos
trabalhos voltados para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, onde a lucratividade
está na promoção da saúde, aumento da produtividade e na valorização da vida.
Os temas abordados para a SIPAT podem ser sobre: Drogas, Alcoolismo e tabagismo;
Sexualidade; AIDS,/ DST’S; Segurança no Trabalho e Direção defensiva.
No quadro a seguir é demonstrado um exemplo de cronograma de uma SIPAT.

Quadro 4 – Exemplo de cronograma SIPAT


Data Horário Palestra
Segunda-feira 10h00 até 11h00 Abertura
Terça-feira 09h30 até 10h40 AIDS / DST’s
Quarta-feira 10h00 até 11h00 Alcoolismo, Tabagismo e Drogas
Quinta-Feira 10h00 até 11h00 Segurança no Trabalho e Direção Defensiva.
Sexta-feira 09h30 até 11h00 Encerramento
Fonte: Autores

2.2.6 Mapa de Risco

Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos


locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos á saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças
de trabalho. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais,
equipamentos, instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização
(arranjo físico, ritmo de trabalho método de trabalho, postura de trabalho, jornada de trabalho,
turnos de trabalho, treinamentos, etc.).
Seu objetivo é reunir as informações necessárias para que seja estabelecido o
diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho da empresa, além de possibilitar
14

durante a sua elaboração a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores,


estimulando para participação nas atividades de prevenção e possibilitando a conscientização a
respeito dos riscos existentes no ambiente de trabalho.
Na figura a seguir, podemos ver um exemplo de um mapa de risco genérico, que se
adapta bem à realidade do frigorífico.

Figura 2 – Mapa de Risco

Fonte: Blog Laércio Silva

2.2.7 Equipamento de Proteção Individual – EPI

Segundo a NR-6, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo


dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de
riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importada, só poderá
ser utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação- CA, expedido pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
15

Segundo a Orientação de Segurança do Trabalho para a Indústria do Setor de Abate e


Processamento de Carnes e Derivados - Março / 2015, a empresa é obrigada a fornecer aos
empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e
funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) Para atender a situações de emergência.
d) Cabe ao empregador quanto ao EPI:
e) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
f) Exigir seu uso;
g) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho;
h) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
i) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
j) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
k) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada;
l) Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou
sistema eletrônico.

Cabe ao empregado quanto ao EPI:


a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
A princípio, os ambientes de trabalho não deveriam oferecer riscos aos empregados.
Quando isso ocorre e medidas de proteção coletiva não são possíveis no momento, é necessário
o uso dos EPIs, os quais somente deverão ser disponibilizados caso não haja, ainda, controle
efetivo dos riscos inerentes ao ambiente de trabalho. Os EPIs são fornecidos gratuitamente aos
empregados; logo, não podem ser descontados em seu salário e devem ser substituídos sempre
que necessário. A relação dos EPIs adequados a cada função, deve constar do PPRA da
empresa, em razão dos riscos aos quais cada uma está submetida. (Orientação de Segurança do
16

Trabalho para a Indústria do Setor de Abate e Processamento de Carnes e Derivados - Março /


2015).

2.2.8 NR-8 – Edificações

Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho, onde houver
perigo de escorregamento, serão empregados materiais ou processos antiderrapantes, conforme
exemplificado na figura 2.

Figura 3 – Material antiderrapante

Fonte: Seton – Soluções para Sinalização, Proteção e Identificação.

Os andares acima do solo devem dispor de proteção adequada contra quedas, de acordo
com as normas técnicas e legislações municipais, atendidas as condições de segurança e
conforto.
As aberturas nos pisos e nas paredes devem ser protegidas de forma que impeçam a
queda de pessoas ou objetos.
Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que
prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais.
17

2.2.9 PPRA- Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

A legislação brasileira que trata da segurança e da saúde no trabalho passou a adotar um


novo enfoque, a partir do final de 1994, ao estabelecer a obrigatoriedade das empresas
elaborarem e implementarem dois programas: um ambiental, o Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais (PPRA), e outro médico, o Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO). Adotando como paradigma a Convenção 161/85 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), a legislação brasileira específica passou a considerar as
questões incidentes não somente sobre o indivíduo más também sobre a coletividade de
trabalhadores, promovendo, assim, uma ampliação do conceito restrito de “medicina do
trabalho”.
O PPRA, cuja obrigatoriedade foi estabelecida pela NR-9 da Portaria 3.214/78, apesar
de seu caráter multidisciplinar, é considerado essencialmente um programa de “HIGIENE
OCUPACIONAL que é a ciência e a arte devotada ao reconhecimento, avaliação e controle dos
fatores ambientais e estresse originados do ou no local de trabalho, que podem causar doença,
comprometimento da saúde e da integridade física dos trabalhadores”, que deve ser
implementado nas empresas de forma articulada com um programa médico o PCMSO.
Todas as empresas, independentemente do número de empregados ou do grau de risco
de suas atividades, estão obrigadas a elaborar e implementar o PPRA, que tem como objetivo a
prevenção e o controle da exposição ocupacional aos riscos ambientais, isto é, a prevenção e o
controle dos riscos químicos, físicos e biológicos presentes nos locais de trabalho. A NR-9
detalha as etapas a serem cumpridos no desenvolvimento do programa, os itens que compõem
a etapa do reconhecimento dos riscos, os limites de tolerância adotados na etapa de avaliação e
os conceitos que envolvem as medidas de controle. A norma estabelece, ainda, a
obrigatoriedade da existência de um cronograma que indique claramente os prazos para o
desenvolvimento das diversas etapas e para o cumprimento das metas estabelecidas.
As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da
empresa, e sua abrangência e profundidade dependem das características dos riscos existentes
no local de trabalho e das respectivas necessidades de controle.
A NR-9 estabelece as diretrizes gerais e os parâmetros mínimos a serem observados na
execução do programa; porém, os mesmos podem ser ampliados mediante negociação coletiva
de trabalho. Procurando garantir a efetiva implementação do PPRA, a norma estabelece que a
empresa deva adotar mecanismos de avaliação que permitam verificar o cumprimento das
18

etapas, das ações e das metas previstas. Além disso, a NR-9 prevê algum tipo de controle social,
garantindo aos trabalhadores o direito à informação, e à participação no planejamento e no
acompanhamento da execução do programa.
A nova redação da NR-9 – Riscos Ambientais – Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais – Portaria nº 25 de 29/12/1994 do Secretário de Segurança e Saúde no Trabalho,
D.O.U. de 30/12/1994 e reedita em 15/02/1995, que estabelece a obrigatoriedade da elaboração
e implantação por parte do empregador o PPRA, visando à preservação da saúde e da
integridade dos trabalhadores com relação trabalhista com a empresa e passa ser parte integrante
do PPRA já existente, realizando ajustes e restabelecendo novas metas e prioridades de ação, e
adota os princípios técnicos da higiene ocupacional, que é a ciência e a arte devotada ao
reconhecimento, avaliação e controle dos fatores ambientais e estresse originados do/ou no
local de trabalho, que podem causar doença, comprometimento da saúde e bem-estar ou
significante desconforto e ineficiência entre os membros de uma comunidade e tem como
objetivo a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, atendendo assim a
exigência Técnico/Legal previsto na Portaria 3214 em sua Norma Regulamentadora 9 item
9.2.11, suporte técnico para a implantação e desenvolvimento do “Programa de Controle
Médico de Saúde – PCMSO e referência para Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP,
atendendo Instrução Normativa da Delegacia Colegiada (IN/DC) nº 118 do INSS.
As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da
empresa, sob a responsabilidade do empregador, com o envolvimento e participação dos
trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras
(NR), em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO
previsto na NR 7.
Consideram-se, para efeitos da Norma Regulamentadora 09 da Portaria 3214, o qual
norteia este Programa, riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos, que em
função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, apresentam
potencialidade de causar danos à saúde do trabalhador.
 Agentes físicos: São as diversas formas de energia que possam estar expostos os
trabalhadores, tais como ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas,
radiações ionizantes, não ionizantes, bem como o ultrassom e infrassom.
 Agentes químicos: São substância e composto ou produtos que possam penetrar no
organismo pelas vias respiratórias, na forma de poeiras, fumos, névoas, neblinas,
19

gases, ou pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser


absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
 Agentes biológicos: Consideram-se agentes biológicos todos os seres vivos, de
origem animal ou vegetal, e todas as substâncias deles derivadas presentes no posto
de trabalho que podem ser susceptíveis de provocar efeitos negativos na saúde dos
trabalhadores.

Na fase de antecipação de risco, será aplicada Análise Preliminar de Risco (APR) nos
projetos de novo processo ou método de trabalho a ser implantado ou modificações dos já
existentes, visando identificar os riscos potenciais à saúde dos trabalhadores e introduzir
medidas técnicas e administrativas de proteção para redução, neutralização ou eliminação das
concentrações, intensidades e tempo de exposição aos agentes físicos, químicos e biológicos
eventualmente possíveis de fazerem parte do processo de trabalho.
Na fase de reconhecimento de risco, será aplicada Análise de Risco Ambiental (ARA)
de processos e métodos já existentes, onde serão identificados os agentes agressivos existentes
no ambiente e levantado informações que comprovem que determinados processos de trabalho
tenham potencialidade de trazer danos à saúde e a integridade física do trabalhador ou não, quer
pela característica que este agente se apresente no ambiente de trabalho, quer pelo tempo que o
trabalhador fique exposto a este agente.
Tanto na antecipação como no reconhecimento de risco, uma vez identificado o agente,
este deverá ser informado ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO,
para a determinação de exames, se houver necessidade, para controle médico do trabalhador
exposto ou a ficar exposto ao determinado agente de risco.
A prioridade das ações dependerá da Categoria de Risco (Índice de Exposição), ou seja,
de como o agente de RISCO se apresenta no ambiente de trabalho, devendo sempre dar
prioridade emergencial a aquelas que tenham potencialidade evidente de Risco, ou seja,
exponham o trabalhador ao agente cuja concentração e/ou intensidade sejam desconhecidas ou
se apresentem acima dos Limites de Tolerância (L.T.), sem medidas de controle eficaz,
previstos na NR 15 da Portaria 3214 em seus anexos e quando não contemplados nestes, na
ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Higyenists). Posteriormente, aos
que se apresentem abaixo do L.T. (Limite de Tolerância), mas, dentro no Nível de Ação e por
último, aqueles que se apresentam no ambiente de trabalho com concentração e/ou intensidade
abaixo do Nível de Ação.
20

Serão aplicadas medidas de controle/prevenção sempre que forem verificadas situações


de riscos à saúde, nas fases de:
 Antecipação: identificado como risco potencial à saúde.
 Reconhecimento: na construção de risco evidente à saúde, através de:
 Avaliação quantitativa, quando resultados obtidos se encontrarem no Nível de ação
ou excederem os valores dos limites previstos na NR 15 e anexos da Portaria 3214
e ACGIH.
 Avaliação qualitativa: quando em inspeção no local de trabalho for detectada a
presença de agentes agressivos previstos no Anexo 13 da NR 15.
 Medidas de Controle: é a ação tomada para minimizar ou eliminar o risco
ocupacional.
 Controle médico: quando ficar caracterizado o nexo causal entre danos causados a
saúde do trabalhador e a situação de trabalho inexistente.

Aplica-se o conceito de “Limite de Tolerância” a concentração ou intensidade máxima


ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição aos agentes previstos nos
Anexos n. º 1, 2, 3, 5, 11 e 12 da NR 15, que não causará danos à saúde do trabalhador, durante
a vida laboral.
A ideia subjacente para a existência de um nível de ação é a de poder ter um referencial
a partir do qual certas ações devem ser tomadas junto a um programa de higiene ocupacional,
por essa razão deverá haver ações específicas de controle previstas ao ser excedido o valor do
nível de ação.
Considerar-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser iniciadas ações
preventivo-corretivas de forma a minimizar ou eliminar a probabilidade de que as exposições a
agentes ambientais existentes ultrapassem os Limites de Tolerâncias (LT) descritas na NR 15
e seus anexos da Portaria 3214 da Lei 6514, que altera o Capítulo V da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) e ACGIH, (American Conference of Governmental Industrial Higyenists),
sendo estes, para:
 Agentes químicos- a metade dos Limites de Tolerância (LT) expressos na NR 15
nos anexos 11 e 12, simples exposição para substâncias enunciadas no anexo 13.
Para aquelas não contempladas, a metade do Limite de Exposição apresentados na
ACGIH.
21

 Ruído – a dose de 0,5, conforme Limites de Tolerância (LT) expresso na NR 15


no ANEXO 1 da Portaria 3214, ou Lavg de 80 dB (A) para jornadas de 8 horas
diárias (ruído contínuo e/ou intermitente.
 Calor - a metade dos Limites de Tolerância (LT) expressos nos QUADROS 1 e 2
da NR 15 ANEXO 3 da PORTARIA 3214.
 Frio – a metade dos Limites de Tolerância (LT) expresso na TABELA 1 da NR 29
PORTARIA 3214.
 Vibração – a metade das referências de probabilidade de risco, estabelecidas pela
ISO 2631 e ISO/DIS 5349.
 Umidade – simples exposição, definida em decorrência de inspeção no local de
trabalho (análise qualitativa), NR 15 ANEXO 10 da Portaria 3214.
 Radiação não ionizante – simples exposição, definida em decorrência de inspeção
no local de trabalho (análise qualitativa), NR 15 ANEXO 07 da Portaria 3214.

Estatisticamente, respeitando o nível de ação em um dia típico, existe uma probabilidade


maior de 95% de que o limite de exposição será respeitado, em outros dias de trabalho.
Avaliação dos riscos ambientais existentes e das características da exposição dos
trabalhadores ao risco será efetivamente determinada após sua identificação (qualificação),
onde posteriormente deverão ser quantificada, sempre que houver metodologia disponível e
reconhecida, para determinação de sua concentração e ou intensidade, quando existentes
recursos tecnológicos, para reconhecimento de sua concentração ou intensidade, assim como,
as características de exposição dos trabalhadores a cada um dos agentes encontrados, deverão
ser avaliados, realizando estudo de função, monitorando o ciclo de trabalho de cada uma delas,
avaliando seu tempo de exposição dos RISCOS existentes das diferentes operações que
compreender cada uma das funções.
A técnica de estratégia de amostragem periódica da exposição dos trabalhadores,
quando este exposto a risco ocupacional, deverá ser através de grupos homogêneos de
exposição, com o registro dos dados observando-se, no mínimo:
 Sendo que, Grupo Homogêneo de Exposição (GHE) corresponde a um grupo de
trabalhadores, que experimentem exposição semelhante, de forma que o resultado fornecido
pela avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo seja representativo da exposição
do restante dos trabalhadores do mesmo grupo.
22

 Para fins de otimização de ações de Estratégia de Amostragem, Grupos


Homogêneos inteiros podem ser caracterizados a partir da avaliação da exposição
do EXPOSTO DE MAIOR RISCO (EMR) do grupo.
 O exposto de maior risco (EMR) é o trabalhador do grupo homogêneo de
exposição (GHE) que se julga possuir a maior exposição relativa em seu grupo, a
um dado agente ambiental de risco.

As medidas de controles serão aplicadas sempre que houver exposição do trabalhador a


concentrações e/ou intensidade caracterizadas nos níveis de ações, podendo estas medidas
serem de ordem Técnica, Administrativa ou Médica. A avaliação da eficácia das medidas
adotadas dependerá de qual tipo de medida for aplicada:
a) Medidas técnicas:
- Eliminação da fonte de risco (emissão): Substituição do produto,
máquina/equipamento utilizados e processo de trabalho, por outros que não gere risco
ou que diminua sua agressividade através da neutralização.
- Proteção coletiva (trajetória): qualquer instalação de sistemas no processo, que
tenham a finalidade de proteção coletiva, a fim de conhecer o quanto houve de
atenuação no ambiente ou o quanto chega até o trabalhador, comparando-se com a
situação anterior.
- Proteção individual (receptor): implantação ou readequação de Equipamentos
adequados tecnicamente que visem à neutralização da ação agressiva do agente
agressivo existente.
b) Medidas administrativas:
- Diminuindo o tempo de exposição do trabalhador ao RISCO, reduzindo a ação
acumulativa do agente agressivo existente, ao longo da jornada diária, a fim de
reduzir a Dose Equivalente de Exposição. Substituição de substâncias agressivas
utilizadas em processos de trabalho por outras menos agressivas.
As metas objetivam tornar o ambiente de trabalho salubre ao trabalhador, ou seja,
protegendo sua integridade física e mental, criando uma melhoria sistêmica do ambiente de
trabalho, uma melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores no ambiente laboral, e caso por
motivos econômicos ou técnicos, continuar existindo fontes geradoras de riscos ambientais e
estes estiverem dentro dos Níveis de Ação, os trabalhadores deverá estar informado quanto sua
exposição ao agente agressivo, e deverá ser aplicado medidas de Ordem Emergencial onde
23

protejam devidamente os trabalhadores de suas ações agressivas, através de medidas


Administrativas que diminua a sua exposição, ou Técnica que neutralize ação dos agentes sobre
os trabalhadores, através de implantação e Equipamentos de Proteção Individual – EPI -
devidamente certificados e regularizado o seu uso de forma efetiva com treinamento de todos
os usuários quanto suas necessidades, devendo caracterizar total EFICÁCIA. As medidas de
controle de ordem individual devem ter características temporárias, haja vista, ser as medidas
de tecnologia coletiva, aplicáveis no ambiente de trabalho tem potencialidades de eliminar o
agente de risco do meio ambiente de trabalho, devem ser objetivos definitivos de proteção.
A prioridade será sempre será sempre a correção dos riscos ambientais através de
recursos técnicos que visem à eliminação ou a diminuição de intensidade ou concentração dos
agentes agressivos existentes no ambiente de trabalho. Se por motivos econômicos ou técnicos
torne inviável em primeira instância a eliminação/atenuação na fonte geradora ou no ambiente
de trabalho (Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC), medidas alternativas devem ser
aplicadas, como medida Administrativa, e em último caso e temporariamente, a adoção de
tecnologia de proteção junto ao trabalhador (Equipamento de Proteção Individual – EPI).
O risco que é uma ou mais condições de uma variável com potencial necessário para
causar um dano à saúde do trabalhador e o perigo que é uma exposição relativa a um risco que
pode favorecer a materialização do dano da saúde do trabalhador, devem ser estudadas a fim de
determinar uma ordem de execução de ações preventivas inteligentes onde situações que
exponha o trabalhador a um perigo eminente a um risco tenham prioridade sobre as demais.
Para isso, nas Análises de Riscos Ambientais (ARA) e nas Análises Preliminar de Riscos
(APR) além de qualificar e quantificar os agentes de risco a saúde do trabalhador, as
características de como se dá a exposição ao agente de risco são analisadas e tratadas da seguinte
forma:
Categoria do risco quantificado e/ou qualificado
 Irrelevante – Abaixo do nível de ação ou inexistente;
 De atenção – Acima do nível de ação e abaixo do L.T. / simples exposição / não
quantificado;
 Crítico – Acima do L.T.

Categoria do perigo (exposição ao risco)


 Exposição com proteção – Eficaz ou desnecessária
 Exposição com proteção – Eficiente / duvidosa
24

 Exposição com proteção – Ineficiente ou não utilizada

Categoria de exposição (tempo efetivo de exposição ao risco)


 Exposição eventual ou sem risco ≤ 30 Minutos dia
 Exposição habitual/intermitente ≥ 30 e < 400 Minutos dia
 Exposição habitual/permanente ≥ 400 Minutos dia

É um indicativo que expressa a potencialidade do comprometimento da saúde do


trabalhador frente às condições, laborativas existentes. É obtido através da soma aritmética
entre as categorias de risco, perigo e exposição, que variam de 1 a 3, cada, em função das
características de agressividade do agente (concentração e intensidade), eficácia da tecnologia
de controle existente e quanto tempo se dá à exposição ao dado agente de exposição. O valor
“índice de exposição” obtido remete a uma interpretação técnica de gerenciamento, como
segue:

Quadro 5 - Índice de exposição


Fonte: Autores.
Prioridade de ação Índice de exposição Classificação
Ideal, meta a ser lançada pelo
Desnecessária 3a5
programa (ppra).
Atenção, medidas de investigação de
causa devem ser realizadas e medidas
Necessária 6a7
corretivas devem ser aplicadas em
caráter rápido.
Preocupante, medidas de investigação
de causa devem ser realizadas e
Urgente 8a9
medidas corretivas devem ser
aplicadas em caráter emergencial.

Será elaborado levando em consideração aos resultados obtidos do índice de exposição,


consequente da execução da Análise Preliminar de Risco (APR) e/ou Análise de Riscos
Ambientais (ARA), já abordados neste PPRA, o qual determinará suas prioridades.
Amostragem cobrindo vários ciclos completos de trabalho, os valores obtidos em dose,
é representada por nível médio de ruído, o qual equivale a média dos níveis de pressão sonora
25

ao longo do período monitorado e projetado para a jornada completa de trabalho, aplicando-se


a seguinte fórmula:

D = Te 2 X 100%
8
Lavg = 10.qlog [ 8 X D(%)] + L
3 [te 100]

Nível de exposição normalizado (NEN): nível de exposição convertido para uma


jornada diária de 8,0 horas diárias, aplicado para jornadas completas de trabalhos diferentes,
para fins de comparação com o limite de tolerância estabelecido pelo quadro do anexo 1 da nr
15 Portaria 3214 , aplica-se a seguinte fórmula:
NEN = NE + 10 LogTe [dB]

A Legislação brasileira, na Lei nº 6514/77, Portaria 3214/78, NR 15, ANEXO 1 e 2,


instrui, no anexo 1, o instrumento operando na curva de atenuação (A) e resposta lenta “SLOW”
– Ruído Contínuo e Intermitente – veja tabela abaixo de limite de tolerância.

Quadro 06 - Limite de tolerância

NÍVEL DE RUÍDO (dB(A)) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA


PERMISSÍVEL
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
26

98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Fonte: Norma Regulamentadora n. º 15 – Anexo I

No Anexo 2 explica o Instrumento operando na curva de atenuação “C” e resposta rápida


“Fast” limite de Tolerância para ruído de impacto 120 dB (C) limite de tolerância para
exposição ao ruído.
A exposição ocupacional ao frio é dividida em dois grupos:
 As atividades exercidas ao ar livre, como: construção civil, agricultura, pesca,
exploração de petróleo, policiamento, resgate e salvamento, vigilância e outros;
 As atividades exercidas em ambientes fechados, como: câmaras frias, câmaras
frigoríficas, fabricação de gelo, fabricação de sorvetes e outros. No caso de ambientes fechados
devemos ter um laudo de inspeção afim de avaliarmos se a atividade será considerada insalubre
(Portaria n. º 3214/78 do MTb – NR/15). Considera-se artificialmente frio um ambiente de
trabalho, medindo-se a temperatura do mesmo e consultando o mapa oficial do Ministério do
Trabalho (área climática), onde o local de trabalho se encontra localizado. A temperatura do
ambiente deve ser medida com o uso de Termômetro de bulbo seco, com capacidade para
leituras de pelo menos – 40º C. A gravidade da exposição ocupacional ao frio deve levar em
consideração a temperatura do ar e a velocidade do vento e da atividade física. A velocidade do
ar proporciona um agravamento significativo na exposição a baixas temperaturas. A
combinação entre a velocidade do ar e a temperatura de bulbo seco é denominada de
temperatura equivalente. Quanto maior for a velocidade do vento e menor a temperatura do
local de trabalho, maior deverá ser o isolamento da roupa protetora, e menor o tempo no qual o
trabalhador pode ficar exposto. A temperatura do ar é medida com um termômetro de bulbo
seco comum em graus Celsius com graduação negativa suficiente para a temperatura utilizada
27

(preferencialmente -50°C). A velocidade do vento deve ser medida por meio de anemômetros,
que devem medir na escala de quilômetro por hora (km/h).
Os exemplos a seguir demonstram uma forma prática de verificar a velocidade do vento,
sem muita precisão, quando não contamos com um anemômetro:  8 km/h: movimenta uma
bandeirola;  16 km/h: a bandeirola fica totalmente estendida;  24 km/h: levanta uma folha de
jornal;  32 km/h: uma ventania. A atividade física não é fácil de ser medida. É medida pelo
calor produzido pelo corpo (taxa metabólica). Existem tabelas que mostram as taxas de
metabolismo para uma infinidade de atividades. A produção do calor é medida em quilocalorias
(kcal) por hora. O local de trabalho deve ser monitorado da seguinte forma: a) todo local de
trabalho com temperatura ambiente inferior a 16°C deverá dispor de termômetro adequado para
permitir total cumprimento dos limites estabelecidos; b) sempre que a temperatura do ar no
local de trabalho cair abaixo de -1°C a temperatura deve ser medida e registrada a cada quatro
horas; c) sempre que a velocidade do vento exceder a 2 m/s em ambientes fechados, deve ser
medida e registrada a cada quatro horas.
Deverá ser destinado um arquivo próprio para o documento base do PPRA, assim como
para todas as ações que o venha a integrá-lo. Este arquivo ficará no escritório da Empresa aos
cuidados do setor administrativo, estando sempre á disposição dos trabalhadores interessados e
da fiscalização ou de autoridades competentes por um período mínimo de 20 anos.
Será apresentado junto à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, quando
esta existir, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, realizando palestra esclarecedora e
sendo uma cópia do PPRA anexado na documentação pertinente a CIPA, para eventuais
consultas.
O empregador é o responsável por estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento
do PPRA, como atividade permanente da empresa, com a finalidade de promover a saúde e
proteger a integridade física dos colaboradores.
Informar aos trabalhadores sobre os riscos ambientais e meios disponíveis de proteção.
Realizar anualmente avaliação global do desenvolvimento “PPRA”, por profissional
devidamente capacitado e habilitado, conforme previsto no texto da Norma Regulamentadora
09, Portaria 3214 da Lei 6514, a fim de acompanhar o desenvolvimento do Programa, como
também para atualização de dados (reavaliações dos riscos ambientais).
Caberá exclusivamente a empresa “X” o direcionamento de recursos técnicos e
financeiros no sentido de implementação e atualização dos dados contidos “PPRA”, conforme
cronograma de ação e sempre que houver mudanças nas características dos ambientes de
28

trabalho analisados e/ou novas operações forem implementadas junto ao processo e ambiente
de trabalho, para fins de promoção da melhoria contínua das condições de trabalho.
Os trabalhadores têm como responsabilidade colaborar e participar na implantação e
execução do PPRA.
Seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA; e
informar ao seu superior hierárquico direto as ocorrências que, a seu julgamento, possam
implicar em riscos à saúde dos trabalhadores.
Os instrumentos usualmente empregados em avaliação do ruído são o medidor de níveis
de pressão sonora (decibelímetro), dosímetro de ruído (audiodosímetro). Os instrumentos
usualmente empregados em avaliação do frio é o termômetro de globo (medidor de stress
térmico). Na figura 4, podemos ver um modelo de termômetro de globo utilizados para realizar
essas avaliações.

Figura 4 – Decibelímetro e termômetro de globo

Fonte: UNIMETRO (2008) Fonte: DOSIMETRO EDGE 3M


29

Tabela 1 : - Análise de Riscos Ambientais


Fonte: Autores

Setor Corte de Suíno Funç Ajudante de produção Nº Horas por dia 08 h


Analisa ão: trabalha trabalho: 01 h
do: dores Pausa para
expostos: almoço:
12
Descriç O colaborador realiza corte na carne suína, embalagem em caixas, e leva a câmera fria para o congelamento do
ão da produto.
Ativida
de
Medidas de controle

Graduação
Efeitos Tempo
Concentração/int
no Tipo de de L DO
Agente Risco Efeit ensidade do Protetor auricular
organis avaliação exposiç T SE
Exposi os à agente
mo ão
ção saúd
e
Habitua 8
Perda
Quantitat l/ 5 2,2
Físico Ruído 3 2 Auditiv 91,0dB(A) C.A: 11512
iva Perman d 8
a
ente B
Corte e 3 3 Ferime 08 h/Dia Qualitati Habitua Treiname
perfura ntos va l/ ntos e
ções Perman palestras,
Acident N.
ente N.A Luva de
es A
malha de
aço C.A
12203
Sangue 3 3 Biológi 07 h/Dia Qualitati Habitua Luva de látex C.A
Biológic animal co va l/ N. 15100, avental
N.A
os Perman A impermeável C.A
ente 19169e bota PVC
Postura Proble Ginástica laboral,
inadeq 2 2 ma de 07 h/Dia Qualitati Habitua bancos semi
Ergonô N.
uada coluna, va l/ N.A sentados e cadeiras
mico A
lombal Perman com requisitos
gia ente ergonômicos.
Físico Frio 2 2 Ulceraçõ Quantitati Habitual - N.A Roupa térmica C.A
es e -17 °C va / 0°C 14943 e Pausas fora
hipoter intermit da câmera fria
mia ente
30

No quadro 11, são apresentadas as medidas de controle e finalidade dos EPIs.

Quadro 7- Medidas de controle


EPIs C.A FINALIDADE
Protetor Auricular 11512 Para atenuar ruído
Luvas de P.V. C 15100 Para manuseio de carne suina
Óculos de segurança 12572 Para proteção dos olhos
Luva de malha de aço 12203 Proteger as mãos contra cortes
Bota de PVC 38201 Proteger os pés de úmida e sangue
animal
Roupa térmica 14943 Roupa para adentrar em câmera
fria
Avental impermeável 19169 Proteção frontal
Touca descartável 16028 Contensão de queda de cabelos
Fonte: Autores

Recomendações importantes para serem observados durante o trabalho:


 Evitar o trabalho solitário em ambientes frios. O trabalhador deve estar em
constante observação ou trabalhar em duplas;
 Evitar sobrecarga de trabalho de forma a evitar sudorese intensa que possa causar
umedecimento da vestimenta. Quando da realização de trabalho intenso, devem-se
adotar períodos de descanso em abrigos aquecidos, com troca por vestimenta seca,
sempre que necessário;
 Devem ser oferecidas bebidas doces e sopas quentes no ambiente de trabalho para
aumentar as calorias e o volume de líquidos. O café deve ser limitado devido ao seu
efeito diurético e sobre a circulação sanguínea;
 Quando o trabalho a ser realizado for leve e a roupa puder ficar molhada com o
trabalho realizado, a parte externa desta roupa deve ser de material impermeável;
 Quando o trabalho é intenso, a parte externa da roupa deve ser de material repelente
a água, devendo ser trocada sempre que se molhe. A parte externa da roupa deve
permitir evaporação de forma a diminuir a umidificação causada pela sudorese;
 Quando o trabalho é realizado em ambientes frios e com temperaturas normais ou
quentes, antes de adentrar ao ambiente frio o trabalhador deve se certificar de que
31

sua roupa não esteja molhada. Se estiver úmida ou molhada deverá ser trocada por
uma seca;
 Os trabalhadores deverão trocar de meia ou palmilhas removíveis sempre que as
mesmas estiverem umedecidas;
 Se as roupas oferecidas aos trabalhadores não forem suficientes para prevenir a
hipotermia ou enregelamento, o trabalho deve ser modificado ou interrompido até
que roupas adequadas sejam providenciadas;
 Evitar o umedecimento de partes do corpo ou vestimentas com gasolina, álcool e
outros solventes devido ao risco adicional de danos pelo frio em extremidades;
 Não exigir trabalho integral de recém-contratados em ambientes frios. Isto deve ser
feito aos poucos até que haja a ambientação com as condições de trabalho e das
vestimentas;
 O local de trabalho deve ser planejado de forma que o trabalhador não passe longos
períodos parados. Local frio não pode ser utilizado como área de repouso. Não deve
existir nos ambientes assentos metálicos de cadeiras desprotegidos;
 Antes de assumir os seus postos de trabalho, todos devem ser treinados nos
procedimentos de segurança e saúde no trabalho, incluindo o seguinte programa:
procedimento adequado de reaquecimento e tratamento de primeiros socorros; uso
adequado de vestimentas (EPIs); hábitos adequados de alimentação e ingestão de
líquidos; reconhecimento de iminente enregelamento; reconhecimento e sinais de
hipotermia iminente ou resfriamento excessivo do corpo; práticas de trabalho
seguro;
 Trabalhadores em tratamento médico ou tomando medicação que possa interferir
na regulação da temperatura do centro do corpo devem ser excluídos do trabalho
exposto ao frio a temperaturas abaixo de -1°C;
 Trabalhos rotineiros a temperaturas inferiores a -24°C com velocidade do vento
menor que 8 km/h ou temperaturas inferiores a -18°C e velocidade do vento
superior a 8 km/h, devem ser realizados por trabalhadores com recomendação
médica que os declare aptos para tais exposições;
 Deve sofrer redução dos limites de exposição ocupacional ao frio quando os
trabalhadores estão expostos à vibração ou a substâncias tóxicas;
 Os túneis de congelamento só podem ter o sistema de ventilação ligado quando não
tiver a presença de trabalhadores no local;
32

 As portas de câmaras frigorificadas ou outras dependências refrigeradas onde haja


trabalhadores operando devem ser dotadas de sistema que permita a abertura das
portas internamente, caso os trabalhadores ficarem involuntariamente presos;
 Pessoas idosas, que tenham problemas circulatórios ou sejam alcoólatras, devem
ser excluídas no exame médico admissional para trabalhos em ambientes
extremamente frios;
 Roupas de proteção: são necessárias para a execução de trabalho realizado a uma
temperatura de 4°C ou abaixo.
As vestimentas devem ser selecionadas de acordo com a intensidade do frio, o tipo de
atividade e o plano de trabalho. Devem ser usadas roupas compostas de camadas múltiplas, o
que proporciona maior proteção que o uso de uma única peça grossa. A camada de ar existente
na roupa fornece isolamento maior do que ela própria. Em condições extremamente frias, nas
quais usa-se proteção para a face, a proteção dos olhos deve estar separada dos canais de
respiração (nariz e boca), de maneira a evitar que a umidade exalada embace os óculos. Para o
trabalho realizado em condições úmidas, a camada externa da roupa deve ser a repelente à água.
Se a área de trabalho não puder ser protegida contra o vento, deve-se usar uma roupa de couro
ou de lã grossa facilmente removível. Em condições extremamente frias, devem ser fornecidas
vestimentas de proteção aquecidas. As roupas devem ser conservadas secas e limpas, visto que
a sujeira enche as células de ar nas fibras das roupas, destruindo a sua capacidade de circulação
do ar. Enquanto o trabalhador estiver descansando em uma área aquecida, a perspiração deve
ser feita abrindo-se os fechos do pescoço, cintura, mangas e tornozelo. Se não for necessária
destreza manual, devem ser usadas luvas em temperaturas abaixo de 4°C para a realização de
trabalho leve, e em temperaturas abaixo de -7°C para a realização de trabalho moderado. Para
trabalho realizado em temperaturas abaixo de -17°C devem-se usar mitenes. Sala para secagem
de roupas
Os requisitos de vestimenta são:
 Roupa de baixo: é recomendado o uso de uma roupa de baixo de duas peças, como
camiseta e short de algodão sob roupa térmica. O uso de uma camisa de gola olímpica
próxima a pele sob uma roupa impermeável é indicado, pois retém o calor e permite
ventilar quando a roupa de cima é aberta ou removida;
 Meias: as de lã são as ideais; meias de elanca e acetato não devem ser utilizadas. Quando
são usados dois pares, o que fica em contato com os pés deve ser menor que o que é
colocado por cima. Evite dobrá-las;
33

 Calças: devem ser utilizadas calças de lã, do tipo térmico ou com um forro especial. Os
cintos devem ser evitados, pois podem apertar e reduzir a circulação. O uso de
suspensórios é mais recomendado. (As calças devem ser folgadas para permitir o uso de
“minhocões”; Calçados com sola antiderrapante e forrados com lã;
 Botas: para o trabalho em temperaturas frias, é recomendável usar botas de couro, com
o forro de feltro, sola de borracha e palmilhas de feltro. As botas devem ser
impermeáveis e as meias devem ser trocadas quando ficam molhadas de suor (Conjunto
composto por capote com capuz, gorro invanhoé, calça, luvas e botas para trabalhos em
ambientes extremamente frios;
 Camisa: uma camisa ou um suéter de lã sobre uma camiseta de algodão. Podem-se usar
camisas normais e suéteres sobre a roupa de baixo e sob o capote;
 Capote com capuz: deve ser folgado com cordão na cintura. As mangas devem ser
folgadas. O capuz impede que o ar quente saia de volta do pescoço e passe pelo rosto.
O capuz permite respirar ar mais quente que se formou no túnel e, também, amortece o
vento. A lã propicia melhor calor, contudo as fibras sintéticas não perdem sua eficiência
quando úmidas, como a lã;
 Vestimenta tipo macacão, com gorro, capuz, botas e luvas. (Roupa composta por calça,
capote com capuz, gorro invanhoé, mitene e calçado.
 Capuz: calcula-se que 50% ou mais do calor do corpo é perdido através da cabeça e do
pescoço. Um gorro de lã propicia ótima proteção. Quando for usado capacete de
proteção, este deverá ser dotado de forro térmico;
 Luvas ou mitenes: as mitenes oferecem maior proteção que as luvas, embora a destreza
dos dedos fique prejudicada. As queimaduras por metal frio podem ser impedidas por
luvas de nylon ou algodão, mas estas oferecem pouca proteção térmica, novamente, a
lã parece ser o material ideal;
 Máscara (gorro invanhoé): a máscara é um equipamento vital no trabalho em vento frio.
Uma máscara de esquiar com abertura para os olhos propicia melhor propicia melhor
visibilidade que as máscaras com tubo, embora ambas sejam eficientes.
Como os EPIs existem para proteger a saúde do trabalhador, devem ser testados e
aprovados pela autoridade competente para comprovar sua eficácia. O Ministério do Trabalho
atesta a qualidade de um EPI por meio da emissão obrigatória do “Certificado de Aprovação”
(C.A.). Outro certificado emitido pelo Ministério do Trabalho visando cadastrar os fabricantes
de EPIs é o “Certificado de Registro de Fabricante” (C.R.F.). O Ministério do Trabalho permite
34

a importação de EPIs de outros países que são comercializados no Brasil, por meio do
“Certificado de Registro de Importação” (C.R.I.). Toda empresa deve cobrar esses certificados
como forma de garantia da qualidade do EPI adquirido e da seriedade do fabricante. Nas
Empresas cabe ao setor de Segurança do Trabalho trabalha com o de exigir tais certificados nos
processos de aquisição de EPIs.
Compete ao Setor da Segurança do Trabalho na Empresa:
 Indicar o EPI adequado ao risco existente em cada atividade;
 Fornecer gratuitamente ao empregado o EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho,
bem como, substituir EPI se danificado ou extraviado (inclusive em caráter
emergencial, se necessário);
 Elaborar e fornecer o catálogo de distribuição de EPI por cargo/função/setor;
 Avaliar o uso geral dos EPI por função/setor na Empresa;
 Proporcionar e avaliar treinamentos para uso de EPI;
 Avaliar acidentes de trabalho relacionados à falta de EPI ou a sua não utilização na
Empresa;
 Avaliar as medidas administrativas e outras intervenções realizadas no âmbito da
segurança dos empregados relacionados ao uso de EPI.

2.2.10 PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

É de obrigação de todas as instituições e empregadores que admitam trabalhadores como


empregados elaborar e implementar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
PCMSO a fim de garantir a promoção e a preservação da saúde de seus trabalhadores.
Este programa visa a promoção e preservação da Saúde dos Colaboradores da empresa.
As Planilhas de Procedimentos Médicos e a periodicidade dos exames clínicos e
complementares serão específicas para cada Frente de Trabalho (setor), sua elaboração terá
como base as Planilhas de Antecipação e Reconhecimento dos Riscos, bem como as planilhas
de qualificação e quantificação dos agentes agressivos, elaborados pelo SESMT da Empresa.
Os exames constantes das Planilhas de Procedimentos Médicos, poderão ser
modificados (acrescentados ou suprimidos), quando na reavaliação dos agentes agressivos,
esses não ultrapassarem os níveis de ação especificados no item 9.3.6.2, alíneas “a” e “b” da
NR-09 da Portaria 3.214/78, para os agentes químicos e ruído respectivamente.
35

Para os demais agentes agressivos, quando não excederem os limites de tolerância


definidos pela NR-15 da mesma portaria ou na ACGIH, quando houver alteração no processo
de trabalho, forem implantadas novas operações, surgirem novas descobertas da ciência médica
em relação a efeitos de riscos existentes, etc.
A Planilha de Procedimentos Médicos será composta de: Local de Trabalho, Função,
Serviços Realizados, Número de Trabalhadores, Riscos Ocupacionais, Exames Médicos a
serem realizados e Periodicidade dos exames.
Na Planilha de Procedimentos Médicos constarão todas as funções e operações
existentes na frente de trabalho (setor), mesmo que não tenha sido encontrado nenhum Agente
Agressivo à saúde do trabalhador.
Nesse caso, constará a necessidade de realização apenas de avaliações clínicas, com a
periodicidade definida no item 7.4.3.2 e alíneas da NR-7.
Os Colaboradores que não estão expostos a Agentes Agressivos e que, durante a
avaliação clínica, apresentar alterações em órgãos, serão encaminhados para exames
complementares específicos conforme definição Médica.
De acordo com a CLT- capitulo V, seção l, art. 157- o empregador deve garantir a
elaboração e efetiva implementação do PCMSO, zelando pela sua eficácia.
Cabe ao empregador custear todos os procedimentos relacionados ao PCMSO,
comprovando a execução das despesas quando solicitado pela fiscalização do trabalho.
Verificar as dependências do estabelecimento com o objetivo de identificar os riscos
ambientais (físico, químico, biológico, mecânicos ou ergonômicos) que possam existir.
Estabelecer metas, discutir prioridades com a Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes, e com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho
implantado as medidas de controle (proteção coletiva e individual) e avaliando periodicamente
a sua eficácia.
Implantação de ações secundária, através da avaliação médico ocupacional e todos os
trabalhadores.
Os trabalhadores devem comparecer ao ambulatório médico para realização do exame
clínico- ocupacional conforme estabelecido pela NR- 7.
A Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT foi prevista inicialmente na Lei nº
5.316/67, com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9.032/95,
regulamentada pelo Decreto nº 2.172/97.
36

A Lei nº 8.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença
profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS, sob pena de multa em caso de
omissão.
Cabe ressaltar a importância da comunicação, principalmente o completo e exato
preenchimento do formulário, tendo em vista as informações nele contidas, não apenas do ponto
de vista previdenciário, estatístico e epidemiológico, mas também trabalhista e social.
 Cadastro da Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT pela Internet
(download do programa de instalação)
 Formulário para Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT
 Instruções para preenchimento do formulário da Comunicação de Acidentes de
Trabalho - CAT
 Instruções para preenchimento da Comunicação de Acidentes de Trabalho -
CAT (manual completo)
 Legislação específica: Portaria Nº 5.051, de 26 de fevereiro de 1.999.

Serão realizados os Exames Médicos:


 Admissionais – Antes de o colaborador assumir suas atividades. Serão
considerados inaptos para a Função, os portadores de doenças que possam
agravar-se com a Função pretendida, não existindo medidas preventivas para tal
ou que coloque em risco sua segurança, assim como a de outros colaboradores.
Estes colaboradores deverão ser encaminhados para resolução de sua
incapacidade, quando isto for possível e quando não, encaminhada para uma
função compatível com sua incapacidade quando houver vaga disponível no
processo seletivo. O Exame Admissional constará de: Exame clínico; Exames
complementares, quando a Função pretendida assim o exigir.
 Avaliação Clínica Periódica – deverá ser realizada semestralmente para
colaboradores que desenvolvam suas atividades em áreas ou setores onde haja
algum agente químico agressivo, conforme especificado no Quadro I e II da NR-
7 da Portaria 3.214/78. Para os colaboradores que desenvolvam suas atividades
em áreas cujos valores de ruído encontrado durante as avaliações, estejam acima
do nível de ação especificado na NR-09, item 9.3.6.2, alínea B da Portaria
3.214/78, serão avaliados clinicamente na admissão, seis meses após a admissão
e a partir deste anual. Deverá ser anualmente para menores de 18 e maiores de
37

45 anos, funções de risco: trabalho em áreas confinadas, e empregados expostos


a ruído acima do Nível de Ação, conforme especificado no item 9.3.6.2 alínea B
da NR-09 da Portaria 3.214/78, Colaboradores com doenças crônicas e
portadores de incapacidade física parcial, dependendo da gravidade da patologia,
para trabalhadores expostos de forma habitual e permanente a riscos ou situações
de trabalho, que impliquem no desencadeamento ou agravamento de doença
ocupacional.
 Avalição Bienal - para maiores de 18 e menores de 45 anos e que não estejam
expostos a agentes agressivos.
 Retorno ao Trabalho - para colaboradores que permanecerem afastados do
trabalho por período igual ou superior a 30 dias, por motivo de: Parto, doença
ou acidente de natureza ocupacional ou não, quando necessário, deverão passar
por período de adaptação em outra Função, até que o máximo de sua capacidade
produtiva seja readquirido.
 Mudança de Função ou Setor - antes que sejam transferidos para Funções e/ou
setores com riscos diferentes da que se encontravam. Os colaboradores que
forem transferidos de setores, Funções ou Operações com riscos diferentes das
que exerciam, deverão previamente ser submetidos a exames médicos para
avaliação da capacidade física, para realizar a nova atividade.
 Demissional - Antes do desligamento definitivo da empresa os colaboradores
deverão, previamente, submeter-se a exame médico, para avaliação de possíveis
sequelas de Acidente do Trabalho ou Doenças Ocupacionais, que possam
contraindicar sua demissão. Conforme determina o item 7.4.3.5 da NR-07 da
Portaria 3.214/78, o exame demissional somente será obrigatório ao funcionário
que tiver sido submetido a exame médico ocupacional a mais de noventa (90)
dias.
 Verificação de afastamentos superiores a 15 dias, por motivo de acidente do
trabalho ou doenças ocupacionais. Doenças não ocupacionais adquiridas após a
admissão, passíveis de correção definitiva por tratamento médico e que possam
dificultar a admissão em outra empresa.

Conforme o estabelecido na NR – 07, alterada pela Portaria nº 24 de 29/12/94, para cada


exame médico realizado, será emitido o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), no caso
38

específico da empresa, este será emitido em três vias, sendo que a primeira ficará arquivada no
Departamento Médico, a segunda no local de Trabalho e a terceira será entregue ao empregado,
mediante recibo na 1ª e 2ª via.
Serão solicitados exames complementares durante a realização de exames admissionais,
periódicos, retorno ao trabalho, mudança de Função e demissional, desde que a Função exercida
ou pretendida pelo funcionário assim o exigir, ou quando durante as avaliações realizadas no
local de trabalho for detectado algum agente agressivo á saúde dos trabalhadores, acima dos
níveis de ação previsto na NR-9 ou dos limites de tolerância previstos na NR-15. Os exames a
serem realizados, bem como suas periodicidades, serão definidos nas planilhas de
procedimentos médicos anexo a este programa, conforme determinado nos quadros I e II da
NR-07 da Portaria 3.214/78. Poderão ainda ser realizados exames complementares mesmo que
não seja detectado nenhum agente agressivo à saúde dos trabalhadores

2.2.11 PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos

O Programa de Gerenciamento de Riscos tem como objetivo a implantação de um


programa que busca preservar a vida e evitar danos físicos e psíquicos às pessoas, como também
a necessidade de se manter sob controle todos os agentes ambientais, com monitoramentos
periódicos, levando-se em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
Evitar danos a propriedade e a paralisação da produção.
Através da antecipação, identificação de fatores de risco, avaliação e consequente
controle dos riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, as
empresas poderão estabelecer critérios de pré-seleção de quais riscos ou de quais medidas de
controle serão mais adequados e propícios para sua realidade.
O PGR objetiva o reconhecimento e a reavaliação dos riscos ambientais nos diversos
setores de trabalho da empresa, bem como o planejamento das ações prioritárias visando a
eliminação ou, pelo menos, a redução desses riscos.
A primeira etapa é aquela voltada a elaboração e implementação com a antecipação dos
riscos ambientais, o que chamamos de “prevenção” ou mesmo antevisão dos possíveis riscos
a serem detectados durante uma análise preliminar de riscos de uma determinada atividade ou
processo.
39

A antecipação deverá então envolver a análise de projeto de novas instalações, métodos


ou processos de trabalho, ou de modificações daqueles já existentes, visando identificar os
riscos potenciais e a introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação.
A próxima etapa do programa se refere ao reconhecimento dos riscos existentes nos
locais de trabalho:
• Estabelecimento de prioridades, metas e cronograma;
• Avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores;
• Acompanhamento das medidas de controle implementadas;
• Monitorização da exposição aos fatores de riscos;
• Registro e manutenção dos dados por, no mínimo, vinte anos e
• Avaliação periódica do programa.
As alterações e complementações devem ser discutidas na CIPAMIN;
O principal objetivo da caracterização básica é tornar o profissional familiarizado com
o processo de trabalho, coleta de informações e identificação dos riscos reais e potenciais, além
de servir de subsídio para as avaliações qualitativas e quantitativas.
As avaliações qualitativas são aquelas empregadas para se obter resultados de como o
processo de trabalho está interagindo com os demais, qual implicação ou efeito está gerando
subentende-se aqui que essa interação não é apenas material, mas também humana. Lembramos
que o ser humano deve ser o principal beneficiado com essas mudanças e alterações.
A avaliação quantitativa é o subsídio primordial, para se obter o grau de risco ou a
toxidade a que o empregado está exposto. Muitas vezes tais avaliações serão necessárias para
se determinar qual medida é a mais adequada a se adotar.
A próxima etapa, das medidas de controle, é aquela que visa eliminar, minimizar ou
controlar os riscos levantados nas etapas anteriores.
Adotar medidas preventivas onde haja probabilidade de ultrapassagem dos limites de
exposição ocupacional e monitoramento periódico.
As medidas de controle propostas devem ser sempre de comum acordo com os
responsáveis pela produção e os profissionais da área de Segurança e Medicina do Trabalho.
O monitoramento de exposição aos riscos, o qual deverá ser feito pelo menos uma vez
ao ano, juntamente com o balanço anual do Programa de gerenciamento de Riscos ou sempre
que necessário, quando houver mudança de processo, de equipamento, maquinário, atividades.
O PGR deve contemplar os seguintes aspectos:
 Riscos físicos, químicos e biológicos;
40

 Atmosferas explosivas;
 Deficiência de oxigênio;
 Ventilação;
 Proteção respiratória;
 Investigação e análise de acidentes do trabalho;
 Ergonomia e organização do trabalho;
 Riscos decorrentes do trabalho em altura, profundidade e espaços confinados;
 Equipamento de proteção individual de uso obrigatório;
 Estabilidade do maciço;
 Plano de emergência;
 Introdução de novas tecnologias;

Para a Auditoria em segurança do trabalho, seguimos as seguintes etapas:


Pré-Auditoria
Planejamento da Auditoria. O planejamento é essencial para que sejam definidos os
elementos-chave de uma auditoria ambiental: o objetivo: o escopo: os critérios: os recursos
necessários: a equipe de auditores e respectivas responsabilidades; e as datas de realização da
auditoria in loco.
Definição do Objetivo. Defina-se nesta etapa se a auditoria pretende verificar a
conformidade da empresa com a legislação, com sua política em segurança e saúde do trabalho,
com seu sistema de gestão em segurança e saúde do trabalho, dentre outros possíveis objetivos.
Deve-se evitar a definição de inúmeros objetivos, o que pode confundir e dificultar a atuação
dos auditores.
Definição do escopo escopo é o local onde será realizada a auditoria. Deve ser clara e
objetiva, estando de acordo com o objetivo.
Localização geográfica – defina-se aonde será realizada a auditoria, isto é, que
atividades dentre as localizadas em uma determinada cidade, estado ou país. Para
empresa/corporação que tenha diversas unidades em uma mesma cidade/estado, recomenda-se
a escolha e uma delas para a aplicação da primeira auditoria, seguida, paulatinamente pelas
demais.
Limites organizacionais – defina-se os limites organizacionais da auditoria, isto é, se
a auditoria será aplicada em toda a organização: em alguma de suas unidades, ou em alguma
41

área funcional (produção, armazenagem, comercialização, etc.) da organização; ou de alguma


unidade.
Objeto de auditagem – defina-se o que será auditado, isto é, se a auditoria de segurança
do trabalho, será aplicada em conjunto com auditorias de saúde, ambiental, qualidade do
processo produtivo, análise de riscos, etc.
Período – defina-se o período, isto é, a data a partir da qual serão levantadas as
informações e as evidencias de conformidade e de não-conformidade da unidade submetida a
auditoria. Esta é estabelecida de acordo com fatores como objetivo da auditoria, periodicidade,
tipo de atividade da unidade auditada, localização, data de instalação e tempo de funcionamento
da unidade. Em caso de empresas que apliquem auditorias periódicas, o auditor deve avaliar a
empresa a partir da data de realização da auditoria precedente. Caso se trate de uma
primeira auditoria, admita-se que a definição de um período de dois anos para submeter à
avaliação seja razoável para entender o funcionamento de uma empresa e detectar risco de
ocorrência de acidente ambiental.
Tema Ambiental – avalia-se quais os itens serão avaliados na auditoria - poluição do
ar, da água, gestão de resíduos sólidos, uso de recursos naturais, riscos ambientais, etc. Em geral
a definição dos itens esta correlacionada ao tipo de auditoria e à tipologia da atividade em
questão.
Definição de Critérios - os critérios da auditoria correspondem às políticas, praticas,
procedimentos ou regulamentos (legais, organizacionais, normas) que serão utilizados pelo
auditor como referência para a coleta das evidencias da auditoria. Eles serão selecionados em
função do objetivo e escopo, devendo ser relacionados criteriosamente, de modo a agilizar o
trabalho dos auditores. Os materiais de apoio a aplicação da auditoria – lista de verificação
(check list), protocolos, guias de entrevistas e outros – são elaborados à luz dos documentos de
referência, ou seja, dos critérios estabelecidos para a auditoria.
Definição dos Recursos Usados na Auditoria Os recursos devem ser compatíveis com
o objetivo e escopo da auditoria. Devem ser fornecidos recursos humanos, físicos e financeiros
suficientes para a sua aplicação.
Seleção da Equipe de Auditores A partir da delimitação do escopo e dos recursos
disponíveis define-se a equipe de auditoria, que deve ser imparcial e independente com relação
à unidade a ser auditada. Não se deve confundir independência dos auditores com necessidade
de uso de auditores externos à empresa. Independência indica não subordinação à unidade
auditada.
42

A auditoria externa é executada por pessoas especializadas no objeto de auditagem e


sem qualquer vínculo empregatício com a empresa que está sendo auditada. Seu objetivo
principal é expressar opinião sobre o segmento auditado, identificando as possíveis falhas na
empresa auditadas no que concerne ao objeto da auditagem, bem como sobre a confiabilidade
dos trabalhos dos auditores internos, quando houver.
A auditoria interna é executada por empregado independente da unidade auditada e
especializado no objeto de auditagem. Seu objetivo principal, normalmente, é verificar
o entendimento aos regulamentos e às normas traçadas para a empresa e a prevenção de
potenciais acidentes, tendo como preocupação primordial a identificação de eventuais
irregularidades.
A auditoria corporativa é executada por pessoal especializado e independente
pertencente à matriz, à empresa holding ou o órgão central da empresa, no caso deste ser
governamental.
A auditoria ambiental deve ser realizada por, pelo menos, dois auditores,
independentemente do tamanho da empresa auditada. Em geral, há um auditor líder para cada
equipe de auditores. O auditor líder é o responsável por assegurar a condução e a conclusão
eficiente e eficaz da auditoria, de acordo com o escopo e o plano aprovado. Assim, ele necessita
apresentar, além das características pessoais necessária a um auditor, habilidade para assegurar
um efetivo gerenciamento e liderança no processo de auditoria.
O auditor deve estar ciente de que os resultados da auditoria, ou o que foi observado
durante a sua execução, só devem ser comentados e divulgados às partes interessadas, isto é,
aos demais membros da equipe de auditoria, auditados, cliente e a quem este indicar.
Dentre as características pessoais indispensáveis a um auditor destacam-se: conduta
ética, independência, objetividade, organização pessoal, capacidade analítica, competência para
expressar claramente conceitos e ideias (verbal e por escrito), autocontrole e perseverança. No
que tange a capacidade técnica, a equipe deve ser formada de modo a ter capacitação para poder
verificar, analisar e avaliar a observância aos critérios indicados para a auditoria.
Além dos atributos necessários para os auditores em geral, o auditor ambiental deve ter
características especificas. A Norma Serie ISSO 14012 - ´´ Diretrizes para Auditoria Ambiental
– Critérios de Qualificação para Auditores Ambientais`` sinaliza que para do suporte à
aplicação de auditorias ambientais e implantação de sistemas de gestão tais, sendo o objetivo
da norma fornece esta orientação.
43

É essencial à preparação e aplicação da auditoria que haja aceitação e colaboração do


auditado. A preparação da auditoria só deve ser iniciada após concluído seu planejamento, ou
seja, é necessário que tenha sido estabelecida:
 Definição rigorosa e clara do objetivo, escopo e critérios a serem adotados;
 Disponibilização de recursos suficientes para apoiar a auditoria; e
 Seleção de equipe de auditores independente e adequada à sua aplicação.

Os auditores em contato prévio com os auditados e com base no objetivo, escopo e


critérios estabelecidos para a realização da auditoria ambiental, por meio de um questionário,
informações básicas para a estruturação do protocolo ou da lista de verificação (check-list),
considerando os seguintes aspectos:
 Razão social, registros e licenciamentos pertinentes a unidade auditada;
 Organograma gerencial com identificação de responsabilidades;
 Estrutura de gestão da unidade auditada (política de comunicação e de informação,
etc.) e da corporação a que ela pertence (se for o caso);
Mercado em que a unidade opera;
 Planta da unidade auditada;
 Fluxograma do processo de produção;
 Registro e inventario de poluentes (líquidos, gasosos, sólidos e material radioativo)
ruídos, vibrações e odores;
 Registro de acidentes;
 Relação de insumos utilizados;
 Legislação, normas e regulamentos pertinentes;
 Exigências especificas par a unidade a ser auditada;
 Registro de treinamentos; e
 Relatórios de auditorias ambientais anteriores ou inspeções anteriores, se for o caso.

Os protocolos e as listas de verificação conterão questões gerais e especificas. De posse


das informações os auditores as analisam, estabelecem e preparam os instrumentos e os
documentos necessários à atividade de campo. O protocolo e a lista de verificação de auditoria
ambiental, quando já existentes, são adaptadas as necessidades da unidade em questão. A partir
desta fase a equipe de auditores deve conhecer e compreender o sistema de produção, os
44

aspectos ambientais, os mecanismos de controle e gestão, bem como as atribuições de tarefas e


responsabilidades da unidade auditada. Em alguns casos, já é possível detectar não
conformidade ou parâmetros falhos em termos de controle ambiental.
Pode também, ser identificada a necessidade de incorporar à equipe de auditores
especialistas numa determinada questão ambiental. Exemplo: a partir da análise do material
enviado pelo auditados, a equipe de auditores pode identificar a necessidade de incorporar à
equipe algum especialista em tratamento de efluentes líquidos e que seja capaz de avaliar a
tecnologia utilizada na unidade.
A data da realização da auditoria em campo é agendada entre auditores e auditados. A
equipe deve enviar ao gerente da unidade auditada uma carta confirmando a data de aplicação
da auditoria ambiental, objetivos, escopo, critérios da auditoria e de seus objetivos. Todos os
trabalhadores da unidade devem ter conhecimento da auditoria.
Podemos definir o que são questionário de Pré-auditoria, Protocolo e Lista de
Verificação (check-list) da seguinte forma:
O questionário de pré-auditoria é um instrumento contendo uma relação de perguntas
visando à obtenção de respostas detalhadas que esclareçam quanto aos procedimentos, as
rotinas, os registros e as responsabilidades da empresa e auxiliem na elaboração dos demais
instrumentos a serem utilizados em campo para a identificação de evidencias de conformidades
e não conformidades com os critérios estabelecidos para a auditoria.
O protocolo é um guia para ser usado pelo auditor na condução da auditoria. Contem
completa orientação para a identificação das evidencias de cumprimento ou não-cumprimento
dos critérios estabelecidos para a auditoria. Na fase de preparação da auditoria os auditores
adequam o protocolo genérico às exigências especificas, como legislação, normas e requisitos
aplicáveis à unidade auditada, as quais devem ser identificadas e revistas.
A lista de verificação (check-list) é uma relação de perguntas que procura identificar a
existência de conformidade ou não-conformidade na unidade auditada. Um profissional com
pouca ou média experiência, em princípio, não conduz uma auditoria apenas com uma lista de
verificação, há que se fazer uso do protocolo. Profissionais experientes familiarizados com a
metodologia de auditoria ambiental e com a tipologia da unidade a ser auditada podem usar
apenas a lista de verificação, sem necessitar do protocolo.
A duração desta etapa depende do objetivo, do escopo e da complexidade da unidade,
bem como, do tamanho e da qualificação da equipe de auditores. Em geral, o tempo requerido
para sua realização varia entre 2 a 5 dias. O desempenho da equipe nas etapas anteriores de
45

planejamento e preparação da auditoria (pré-auditoria) tem influência na duração desta etapa,


isto é, se previamente tiverem sido exaustivamente levantadas e analisadas as informações
disponibilizadas, ocorrerá maior agilidade na realização da auditoria na unidade.
Esta etapa tem como objetivo obtenção, analise e avaliação de evidencias de
atendimento aos critérios estabelecidos para a auditoria, utilizando da verificação in loco dos
procedimentos, atribuições de responsabilidade, gestão empresarial interna, processo produtivo
da empresa, monitoramento, registros, controles, etc. Esta verificação se dá por meio de
observação, entrevistas, realização de testes e analise amostral da documentação e dos
procedimentos pertinentes à unidade submetida à auditoria. É nesta etapa que se confirmam as
não-conformidades identificadas na pré-auditoria e se completa a obtenção de evidencias.
Independentemente do tipo de auditoria que se está realizando, compreende:
apresentação, compreensão da unidade e sua gestão, coleta de evidencias, avaliação das
evidencias identificadas e apresentação dos resultados.
A aplicação da auditoria ambiental no local se inicia com uma reunião de abertura na
qual os auditores se apresentam e expõem ao gerente da unidade e aos demais membros, por
ele indicados, os objetivos da auditoria, o modo pelo qual pretendem conduzi-la e os critérios
para a avaliação das conformidades e das não-conformidades. Os auditados, por sua vez,
apresentam-se e informam como pretende auxiliar os auditores na condução da auditoria.
Na busca das evidencias cinco perguntas devem estar sempre na mente dos auditores:
QUEM? O QUE? COMO? ONDE? e QUANDO?
É necessário para que se identifiquem as evidencias de conformidade e não-
conformidade; os potenciais riscos; as atribuições de cada indivíduo dentro da unidade,
entendendo não só o que é realizado, mas, também, como e com que frequência e o local da
ocorrência. Esta é uma etapa essencial na realização de qualquer auditoria.
O processo de compreensão da gestão da unidade começa com a obtenção de uma ampla
visão das atividades desenvolvidas, que se inicia na preparação da auditoria (fase de pré-
auditoria), com a análise das informações disponíveis na unidade propriamente dita, é retomada
com a reunião de abertura e prossegue na condução dos seguintes procedimentos:
 Reunião de Trabalho: reunião dos auditores com os membros indicados pela
gerencia da unidade, quando são discutidos, dentro do escopo da auditoria, os
aspectos ligados à operação e à estrutura organizacional da unidade e onde são
estabelecidas as diretrizes gerais para a operacionalização da auditoria no local,
46

como a definição dos locais e horários das entrevistas e as pessoas da unidade que
acompanharão os auditores nos locais e horários definidos.
 Visita de Reconhecimento: a equipe de auditores visita a unidade, acompanhado
pelos funcionários indicados, orientando-se com relação ao layout e as atividades
que pertencem ao escopo da auditoria. Os funcionários destacados para
acompanhar os auditores devem ser capazes de lhes responder e explicar questões
e duvidas apresentadas. A visita possibilita à equipe obter maior conhecimento
relativo aos processos existentes e melhor avaliar como os processos e
procedimentos podem afetar o meio ambiente, seja em rotina ou ocasiões
especiais.
 Revisão do Plano de Auditoria: a equipe se reúne para verificar se considerou
no protocolo ou na lista de verificação, todos os tópicos aplicáveis à auditoria na
unidade; confirmar se os recursos estão adequadamente distribuídos; e discutir
não-conformidades já identificadas de modo a obter, na etapa seguinte, as
evidencias.

O maior tempo da auditoria local será destinado à obtenção das evidencias que darão
suporte às avaliações e conclusões da auditoria. As evidencias são obtidas em entrevistas com
empregados; observação das práticas de trabalho; exame dos processos de produção; controle
dos equipamentos; e revisão da documentação, tais como, manuais de procedimentos,
manifestos de resíduos, mapas de risco.
O protocolo ou a lista de verificação auxiliam na coleta de evidencias, direcionando a
atuação dos auditores de modo que estes não se desviem do objetivo da auditoria. A capacitação
da equipe de auditores e as técnicas por elas usadas nas entrevistas, nos testes e na observação,
também, influenciam na qualidade dos resultados da auditoria. Pode ocorrer durante a condução
da auditoria que uma observação leve o auditor a identificar uma evidencia não relacionada no
protocolo, esta deve ser registrada e o desvio de protocolo deve ser documentado para auxiliar
na execução de uma nova auditoria na mesma unidade e na apresentação dos resultados. É
importante que o auditor esteja ciente de que a constatação de uma não-conformidade não deve
ser registrada a partir de apenas uma observação, mas que há necessidade de apresentá-la aos
auditados, acrescida da coleta de evidencia da descoberta. Conclui-se que a coleta de
informações precisas deve ir além da simples observação de documentos preexistentes, para
tanto, pode-se usar, alternativamente ou cumulativamente, três técnicas:
47

 Entrevista: pode desenrolar-se de maneira formal ou informal, em geral,


fazendo uso do material preparado durante a pré-auditoria;
 Observação: o auditor deve ser bom observador. Tudo aquilo que pode ser
visto, sentido e entendido pode se constituir em elemento de informação, de
constatação;
 Teste de Verificação: são úteis para avaliar os sistemas de controle interno (de
gestão e técnica), bem como, para identificar a conformidade com os critérios
da auditoria em situações de atividade “anormais” na unidade. Os sistemas de
controle se sofisticam sobretudo, com o potencial de risco da mesma.

Algumas técnicas usadas na aplicação da Auditoria ambiental no local: Entrevista; Notas de


Trabalho; e Técnicas de Amostragem.
Avaliação das Evidencias: A avaliação é realizada juntamente com a etapa de coleta
de evidencias da auditoria, evitando que se tenha ao final da auditoria resultados indesejados,
como:
 A descoberta de que não houve evidencias suficientes;
 Que estas não estavam devidamente comprovadas;
 Algumas das evidencias haviam sido mal interpretadas, não resultando em real
evidencia;
 Que algumas das evidencias detectadas poderiam ter influência em uma não-
conformidade não verificada, tendo como, consequência resultados incompletos
para a auditoria;
 Resultando na necessidade de permanência dos auditores por maior tempo do
que o planejado para proceder à auditoria no local.

Também é importante identificar se todos os itens no protocolo ou lista de verificação


estão sendo respondidos. Para que a auditoria tenha sua missão cumprida é necessário responder
a todos os itens relacionados na documentação previamente preparada.
É recomendável que ao final do dia os auditores se reúnam para apresentar e discutir as
evidencias encontradas e as razoes para caracterizá-las. Em geral, esta atividade é realizada ao
final do dia em duas reuniões:
 Reunião da equipe de auditores: cada auditor identifica se os itens do
protocolo ou da lista de verificação a ele atribuídos estão sendo respondidos.
48

Apresenta o sumario das evidencias e observações obtidas naquele dia e os


eventuais obstáculos e dificuldades encontrados durante a auditoria.
Posteriormente, os membros da equipe, em conjunto, discutem e identificam se
as evidencias e observações obtidas naquele dia são objetivas e comprováveis,
se os objetivos da auditoria estão sendo alcançados e se as questões levantadas
na fase anterior estão sendo respondidas. Em seguida, a equipe prepara o
sumario das evidencias e observações a serem apresentadas, naquele mesmo dia,
os auditados combina os procedimentos a serem seguidos pelos auditores no dia
seguinte.
 Reunião com o pessoal da unidade auditada: esta reunião tem por objetivo
apresentar as evidencias e observações identificadas no dia pelos auditores e
esclarecer pontos polêmicos ou divergentes. Nesta reunião, o grupo de auditados
poderá esclarecer dúvidas suscitadas ou descaracterizar algumas não-
conformidades incorretamente detectadas pelos auditores, devido a
lacunas/incorreções de dados e informações a eles apresentados ou, ainda,
prover as bases para as revisões mais detalhadas a serem executadas no dia
seguinte.

As observações e evidencias não devem ser relatadas pelos auditores, individualmente,


no ato em que forem obtidas. Elas devem ser apresentadas por cada auditor na reunião da
equipe, o que evita a influência dos auditados nos resultados; a perda de tempo; ou ``foco´´ com
debate relativo à conveniência ou não de registrar a respectiva não-conformidade durante a
execução da auditoria.
Apesar do recomendável, para maior eficácia da auditoria, nem sempre é possível
realizar a reunião diária da equipe de auditores com os representantes da unidade auditada.
Neste caso, o auditor líder deve procurar o funcionário da unidade destacada para acompanhá-
lo e discutir os aspectos relevantes detectados durante o dia.
Apresentação dos Resultados: Ao fim do trabalho de campo, a equipe de auditores
apresenta aos auditados as evidencias e observações detectadas durante a auditoria. Esta
apresentação atende a dois objetivos: assegurar que a empresa auditada conheça logo as
evidencias detectadas durante a auditoria; permitir ao auditados sanar ou esclarecer eventuais
desentendimentos por parte dos auditores e apresentar suas observações quanto às não-
conformidades apresentadas.
49

Esta reunião deve ser amigável, na medida que possível. Para auxiliar a manutenção de
clima agradável devem ser apresentadas as evidencias de conformidades, além das de não-
conformidades. É recomendável que a equipe de auditores esteja toda presente na reunião de
apresentação dos resultados e conduzida pelo auditor líder, que deve ter em mãos um relatório
preliminar preparado em conjunto com os membros da equipe, onde haverá concordância de
todos quanto aos laudos relativos às áreas funcionais auditadas. O relatório deve conter um
sumario das evidencias detectadas que serão acuradamente relatadas em tópicos.
Após a apresentação das evidências o auditor líder apresenta eventuais dificuldades
encontradas durante o processo da auditoria em campo e, se for o caso, requisita as informações
solicitadas pelos auditores e ainda não obtidas. Em seguida, são apresentadas as recomendações
mais imediatas, com ênfase nos itens que apresentem riscos, e definido o tempo necessário à
elaboração do relatório final da auditoria. Esta reunião encerra a atividade da auditoria no local,
isto é, na unidade.
O relatório da auditoria ambiental registra, formalmente, o seu resultado. Ele é o
documento onde a equipe de auditores apresenta as evidencias de conformidades e não-
conformidades da empresa com os critérios da auditoria, constituindo-se em instrumento de
trabalho para os gestores das empresas e subsidio (se divulgado) ao melhor conhecimento do
estágio em que se encontra a empresa em relação a questões ambientais para órgãos ambientais,
trabalhadores, acionistas, fornecedores, clientes, comunidade local, usuário dos recursos
naturais e outros interessados.
Os auditores devem garantir que os resultados da auditoria ambiental sejam claramente
comunicados no relatório, isto é, que todas as não-conformidades detectadas e fatos relevantes
da empresa relacionados ao objeto de auditagem estejam adequadamente registrados e enviados
aos clientes da auditoria.
O escopo do relatório deve ser coerente com o objetivo da auditoria. Não existe uma
regra preestabelecida quanto ao conteúdo e à forma de apresentação de um relatório de
auditoria, que serão influenciados pelo seu objetivo e destinatário final. Ressalta-se que,
dependendo do objetivo da auditoria ambiental, o seu relatório será distribuído a pessoas ou
organismos distintos – alta administração, acionistas, gerente ambiental, público em geral – que
farão diferentes usos do mesmo. Consequentemente, é conveniente moldar a forma de
apresentação do relatório de acordo com o objetivo e o destinatário, sem, entretanto, alterar o
seu conteúdo básico.
50

O conteúdo do relatório dependera do objetivo da auditoria ambiental, não obstante,


alguns elementos devem estar sempre presentes. Os itens do relatório são acordados entre o
auditor líder e o cliente, assim como a relação dos destinatários. Observa-se que a auditoria
resulta de um contrato entre a equipe de auditores e seu cliente, assim, é importante que a equipe
de auditores apresente um certificado de confidencialidade, indicando que os seus resultados só
serão apresentados ao cliente e a quem este determinar. Ao Norma Série ISO 14010 apresenta
o conteúdo de um relatório de auditoria ambiental:
 Identificação da unidade auditada e do cliente da auditoria, isto é, de quem solicitou
a auditoria;
 Objetivos e escopo;
 Critérios utilizados;
 Data de condução da auditoria e período coberto pela auditoria;
 Identificação dos membros da unidade auditada com participação mais efetiva na
auditoria;
 Sumario do processo da auditoria, incluindo os obstáculos encontrados;
 Conclusões;
 Certificação de confidencialidade da auditoria; e
 Lista de distribuição do relatório.

A norma Série ISO 14011, relativa a Auditoria de Sistema de Gestão Ambiental,


incorpora a essa lista a necessidade de inclusão da relação de documentos usados para definir
os critérios da auditoria. Além disso, detalha o item referente às conclusões como se segue:
 Evidencias de conformidade do sistema de gestão ambiental da unidade auditada
com os critérios usados na auditoria;
 Indicação de que o SGA está apropriadamente implementado e mantido;
 Indicação de que o processo de revisão da gestão interna é capaz de assegurar a
continuidade da adequação e da efetiva do SGA.

O relatório deverá conter todas as evidências objetivas encontradas durante a auditoria,


que, por sua vez, devem ter sido apresentadas e discutidas com a equipe de auditados na reunião
final da auditoria. As notas de trabalho, comprovando as evidencias enumeradas no relatório,
devem ficar sob a guarda de um membro da equipe da auditoria (em geral com o auditor líder)
por um período de tempo, não inferior a três anos, para serem apresentadas se demandas.
51

Atendendo ao objetivo de servir como instrumento de gestão ambiental, é interessante


que o relatório de auditoria contenha também as principais evidencias objetivas de
conformidade com os critérios da auditoria. Estas poderão servir de subsidio a uma
argumentação por parte do gestor, caso necessite requere novos recursos para corrigir as não-
conformidades detectadas.
Independentemente do objetivo da auditoria ambiental e de seu destinatário final,
existem algumas características básicas que devem estar presentes em qualquer relatório de
auditoria ambiental para que este cumpra sua função; clareza, objetividade, precisão e
concisão.
A equipe de auditores deve estabelecer um formato padrão para as auditorias de uma
determinada empresa, de modo que possa ser estabelecida comparação dos resultados de
sucessivas auditorias realizadas, identificando-se, assim, a efetividade das medidas adotadas
para corrigir as não-conformidades, bem como, a evolução no trato das questões ambientais
dado pela empresa auditada.
A redação do relatório deve considerar seu público alvo, usando linguagem adequada e
familiar a este. Em particular, deve-se evitar o uso de jargões técnicos.
As não-conformidades deve ser claramente relatada, evitando:
 Conclusões precipitadas;
 Exibir opiniões de natureza jurídica;
 Estimar consequências;
 Generalizar;
 Usar mensagens contraditórias;
 Focar a crítica em um indivíduo;
 Usar adjetivos ou locuções adjetivas aumentativos e superlativos.

Na introdução ou no item geral são identificadas a unidade auditada, o cliente da


auditoria, a data de realização da auditoria, os membros da equipe de auditores, os membros da
unidade auditada que tiveram efetiva participação na auditoria, os objetivos e o escopo da
auditoria. Enfim, esta seção orienta o leitor a respeito dos aspectos administrativos da auditoria
e de seus objetivos.
O sumário executivo apresenta em linhas gerais as evidências-chave detectadas durante
a auditoria, procurando com isto orientar o gestor da empresa quanto aos aspectos ambientais
mais significativos.
52

Na seção seguinte, são apresentados, em linhas gerais, os critérios utilizados, cujo


detalhamento consta como anexo, e as evidencias objetivas encontradas durante a auditoria. É
recomendável que sejam incluídas, além das não-conformidades, as conformidades mais
significativas, que deverão, elegantemente, ser apresentadas antes das não-conformidades.
A conclusão sumariza as principais evidencias detectadas na auditoria.
Por fim, é apresentada a certificação de confidencialidade quanto aos resultados ali
apresentados e a lista das pessoas para quem o relatório está sendo enviado. Os anexos que se
seguem correspondem ao detalhamento dos critérios usados ou de itens que possam subsidiar
ao melhor entendimento do relatório.
No quadro 08, as etapas de uma Auditoria Ambiental foram sumarizadas para fácil
entendimento.

Quadro 08 - Sumário das Etapas de uma Auditoria Ambiental


Definição do objetivo
Definição do escopo
Seleção da unidade; e
Notificação à unidade, confirmando data da
Planejamento da Auditoria
auditoria.
Definição dos Critérios
Definição dos Recursos Necessários
Formação de Equipe de Auditores
Pré-auditoria
Confirmação da disponibilidade
Coleta de informações
Discussão do escopo
Elaboração do questionário; e
Preparação da auditoria Revisão das respostas ao questionário.
Elaboração do plano de auditoria
Identificação do (s) tópico (s) prioritário (s)
Preparação do protocolo ou lista de verificação
Alocação de recursos (humanos e materiais).
Reunião de abertura
Compreensão da Unidade e de sua Gestão
Aplicação da Reunião de trabalho
Auditoria no local Apresentação Visita de reconhecimento (sempre acompanhada
pelo auditado)
Verificação dos controles internos; e
Entrevistas com responsáveis pela unidade.
53

Visitas complementares (quando coletando


evidencias)
Revisão do plano de auditoria
Verificação da documentação
Observação e avaliação das práticas
Coleta de Evidencias
Entrevista com pessoal da unidade
Teste dos sistemas e procedimentos
Sumario das evidencias
Confirmação de existência de comprovação das
evidencias
Confirmação quanto a suficiência das evidencias
Avaliação da Evidencias
Registro das evidencias de conformidade, de
não-conformidade e das observações
Reunião diária da equipe de auditores
Reunião diária com auditados
Apresentação dos Apresentação e discussão das conformidades e não-conformidades com os
Resultados auditados em reunião de encerramento
Preparação e distribuição de minuta do relatório
Relatório de
Revisão da minuta do relatório
Auditoria Ambiental
Elaboração e distribuição do relatório final
Fonte: Autores

Uma auditoria ambiental pode levar ao desenvolvimento de um Plano de Ação por parte
dos responsáveis pela unidade auditada, apesar de não pertencer a seu escopo (pode ser
desenvolvido pela equipe de auditores, pela própria empresa ou por uma empresa contratada
com tal objetivo).
Pode ser tomado como ponto de partida a relação das não-conformidades detectadas.
Após reunião de encerramento da auditoria, a equipe de auditores (se for o caso) prepara um
quadro com as não-conformidades detectadas – o ideal é que estas sejam classificadas segundo
sua significância – e o envia ao auditado para que este defina a prioridade que será adotada para
corrigi-las, considerando os recursos envolvidos, o prazo e o responsável pela correção ou
acompanhamento. Em seguida, este quadro retorna à equipe de auditores que o anexa ao
relatório final. Este é o procedimento usual quando a auditoria ambiental está inserida em um
programa ou sistema de gestão ambiental empresarial. Porém, não se deve incluí-lo,
conceitualmente, no escopo de uma auditoria ambiental, pois a elaboração do Plano de Ação
pode estar a cargo dos responsáveis pela unidade auditada, enquanto a auditoria ambiental, por
54

definição, deve ser realizada por profissionais independentes da operação da unidade auditada.
Passos de um Plano de Ação:
- Proposta de ações corretivas;
- Definição dos responsáveis pela sua execução;
- Definição de recursos envolvidos;
- Definição de prazo para sua execução;
- Acompanhamento do Plano de Ação.

A auditoria de SST é o retrato momentâneo do desempenho da empresa em SST, isto é,


ela verifica se a empresa, está momentaneamente atendendo ao padrão de SST estabelecido nos
critérios das normas.

2.2.12 NR-36 Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de


Carnes e Derivados

O Ministério do Trabalho e Desenvolvimento publicou em 19 de abril de 2013 a NR-36


que trata especificamente sobre segurança e saúde em frigoríficos. Segundo Pereira et al.
(2015), a NR-36 visa “estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e
monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e
processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano”, para que assim a
qualidade de vida no trabalho seja garantida de forma permanente, trazendo satisfação aos
funcionários e um produto de qualidade para o consumidor. O mesmo autor continua

[...] a regulamentação publicada pelo MTE é bastante abrangente, tratando de diversos


aspectos de saúde e segurança do trabalho, entre os quais: estrutura organizacional
com foco em ergonomia, jornada de trabalho, pausas psicofisiológicas durante a
jornada de trabalho, mobiliário, máquinas e equipamentos, treinamento, vestimentas,
ferramentas, etc. (Pereira et al. 2015).

Partes dessa norma especifica medidas de segurança em vários procedimentos dentro da


empresa. Por exemplo, no caso das câmaras frias, elas devem sempre possuir algum dispositivo
interno que abra a porta por dentro da câmara, e que isso seja feito sem esforço. Além disso,
um sistema de alarme ou de comunicação deve existir para ser acionado pelo interior no caso
de uma emergência. (Junior e Yazigi, 2015).
Na figura a seguir, podemos ver um exemplo de câmara fria, com os sistemas
supracitados.
55

Figura 5 – Câmara fria

Fonte: Junior e Yazigi, 2015.

Todas as atividades do frigorífico devem ser organizadas, planejadas e executados por


trabalhadores treinados, desde o recebimento e descarga de animais até a limpeza de máquinas
utilizadas, e algumas atividades, como descarga de animais de grande porte ou limpeza e
higienização de máquinas, nunca deve ser feito sozinho, mas sempre com outros trabalhadores
também treinados.
Segundo Junior e Yazigi (2015) as atividades de descarga e recepção de animais devem
envolver sinalização e separação das áreas onde passam veículos, animais e pessoas, postos de
trabalho protegidos contra o mau tempo, proteção adequada diante de reações e movimentações
inesperada de animais (especialmente os de grande porte) e informação sobre os riscos a todos
os funcionários sobre o trabalho a ser executado e sobre todas as medidas preventivas que
devem ser tomadas. Ainda, segundo os mesmos autores, deve existir “passarelas para circulação
dos trabalhadores ao lado ou acima da plataforma, quando o acesso aos animais assim o exigir”.
Também, todo terceirizado contratado deve ser orientado quanto aos riscos ocupacionais, por
isso deve-se estabelecer um procedimento de orientação para estes.
Com respeito a manutenção e higienização das máquinas, Junior e Yazigi (2015) e a
norma destaca a necessidade de proteger os trabalhadores adicionalmente contra os agentes
físicos e químicos liberados pelo equipamento e de todo aquecimento do equipamento, sejam
de superfícies quentes, seja de vapores ou outras coisas aquecidas do equipamento, ou de suas
tubulações.
56

É necessário também controlar a exposição dos trabalhadores ao ruído, visto os


equipamentos e maquinários em um frigorífico gerarem, por natureza, um alto nível de ruído.
Sempre que possível, a eliminação do ruído deve ser priorizada. Porém devido a constituição
do maquinário, isso nem sempre é possível, por isso, Junior e Yazigi (2015) observa que
“devem ser adotadas medidas para redução da exposição dos trabalhadores, obedecendo à
seguinte hierarquia: a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; b)
utilização de equipamento de proteção individual – EPI”.
Uma boa qualidade do ar é fundamental para a boa saúde e desempenho dos
funcionários. Vários setores da empresa, especialmente os setores administrativos da empresa,
utilizam equipamento para climatização de ambientes, especialmente os de ar condicionado,
devido ao clima bem tropical da região onde o frigorífico será implementado. Assim, cuidados
adicionais com a qualidade do ar devem ser incluídos como parte do programa de prevenção de
riscos. A limpeza e higienização de todo o sistema, incluindo tubulações, filtros, etc., deve ser
realizado periodicamente, evitando assim que bactérias, vírus e outros agentes nocivos possam
se tornar um risco à saúde humana.
Como nos procedimentos utilizados são utilizados produtos químicos, tanto para
limpeza como nos equipamentos de refrigeração (câmara fria), medidas preventivas coletivas
devem ser adotadas, com atenção para a amônia, que é utilizado “como gás refrigerante nos
processos de resfriamento de câmaras frigoríficas e ar condicionado industrial”. Esse agente
químico é perigoso, podendo ser corrosivo para a pele, olhos vias aéreas superiores e pulmões.
(Machado, 2011).
Segundo Junior e Yazigi (2015), as medidas de prevenção coletivas a serem adotadas
quando da utilização de amônia devem envolver ventilação adequada para manter a
concentração no nível mais baixo possível, sempre abaixo do nível de atenção determinado pela
NR-9; mecanismos de detecção e alarme de vazamentos, painel de controle para rápido
desligamento do sistema de refrigeração; chuveiros e lava-olhos; saídas de emergências sempre
com passagem livre e sinalizadas; instalações elétricas próxima a pontos críticos devem ser à
prova de explosão; sinalização dos componentes, inclusive tubulações e somente pessoas
autorizadas devem realizar inspeções, manutenções ou operar equipamentos que utilizem
amônia. O mesmo autor destaca que, “em caso de vazamento de amônia, o painel de controle
do sistema de refrigeração deve: acionar automaticamente o sistema de alarme” e “acionar
sistema de controle para eliminação” da amônia.
57

No item 2.2.7 desse trabalho, foi explicado o que são e quais as responsabilidades do
empregador e do trabalhado quanto ao uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Junior e Yazigi (2015) diz que “as vestimentas devem ser trocadas diariamente, sendo sua
higienização responsabilidade do empregador”. Na figura 6 podemos ver alguns exemplos dos
EPIs exigidos no frigorífico.

Figura 6 – Equipamentos de proteção individual aplicados ao frigorífico

Fonte: Junior e Yazigi (2015)

“Todos os trabalhadores devem receber informações sobre os riscos relacionados ao


trabalho, suas causas potenciais, efeitos sobre a saúde e medidas de prevenção”. (Junior e
Yazigi, 2015). Isso deve ser realizado especialmente com os profissionais que realizam a
limpeza do local e dos maquinários, pois estão mais expostos a agentes ambientais físicos,
químicos e biológicos.
Junior e Yazigi (2015) ressalta que deve ser realizado um treinamento que explica todos
esses riscos na admissão do trabalhador com o mínimo de quatro horas de duração e outro
treinamento realizado uma vez por ano com carga horária de duas horas, no mínimo.

2.3. Aspectos e Impactos ambientais

Segundo a norma NBR ISO 14001, aspecto ambiental é o “elemento das atividades ou
produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente”. E impacto
ambiental é “qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo
ou em parte, dos aspectos ambientais da organização”.
Assim como em várias indústrias do setor alimentício, os principais aspectos e impactos
ambientais da indústria de carne e derivados estão ligados a um alto consumo de água, à geração
58

de efluentes líquidos com alta carga poluidora, principalmente orgânica e a um alto consumo
de energia. Odor, resíduos sólidos e ruído também podem ser significativos para algumas
empresas do setor.

2.3.1 Consumo de água

Os principais usos de água em um frigorífico são para limpeza dos pisos, paredes,
equipamentos e bancadas; limpeza e esterilização de facas, equipamentos de corte, operações
de industrialização da carne, como lavagem da carne, cozimento, pasteurização, esterilização;
resfriamento de compressores e condensadores;
O consumo de água pode variar bastante dependendo da unidade, devido a vários
aspectos, como: se o frigorífico terá ou não abate, qual a tecnologia em uso, layout da planta,
procedimentos operacionais.

2.3.2 Consumo de energia

No frigorífico, vemos a utilização de energia térmica na forma de vapor e água quente


para esterilização e limpeza e no caso de haver graxaria é utilizado para cozimento, digestão ou
secagem das matérias-primas.
Vemos também a utilização de energia elétrica para a operação das máquinas;
refrigeração; produção de ar comprimido, iluminação e ventilação, tratamento biológico
aeróbio dos efluentes líquidos, principalmente em sistemas com aeração intensa, com ar
comprimido como fonte de oxigênio, sendo que o maior consumo de energia nos itens citados
é no caso da refrigeração, pois seus compressores exigem uma grande quantidade e energia
elétrica e não podem ser desligados mesmo nos dias que não existe expediente de trabalho.

2.3.3 Consumo de produtos químicos

Produtos químicos em um frigorífico está diretamente relacionado com os


procedimentos de limpeza e sanitização, especialmente por meio de detergentes, sanitizantes e
outros.
Os detergentes possuem ingredientes ativos, que podem causar impactos ao meio
ambiente como os detergentes que possuem alquil-benzeno-sulfonatos lineares (LAS), que são
59

tóxicos para organismos aquáticos e não podem ser quebrados ou degradados em ambientes
anaeróbicos.
Outros produtos químicos são utilizados em operações e na geração de utilidades, como
por exemplo no tratamento de água, podendo ser utilizados ácidos, álcalis, agentes
complexantes, coagulantes, cloro, biocidas; nos sistemas de refrigeração: gases como o
clorofluorcarbono (CFC), hidroclorofluorcarbonos (HCFC) e amônia; no tratamento de
efluentes: ácidos, gás carbônico, álcalis, agentes complexantes, nutrientes para biomassa; nos
sistemas de lavagem de gases: álcalis, como soda cáustica e na manutenção: solventes
orgânicos, óleos, graxas lubrificantes e tintas.

2.4 Resíduos gerados pela atividade de produção

Em um frigorífico, temos na maioria das etapas do processo produtivo, a geração de


efluentes líquidos, especialmente pela lavagem dos veículos que são utilizados para transporte,
dos equipamentos que são utilizados para fazer o corte dos animais, a água gerada pelos
equipamentos de refrigeração e o sangue dos animais.
Temos também a geração de resíduos sólidos, especialmente partes dos animais que não
são comestíveis ou não podem ser aproveitadas no processo de outros derivados (como vísceras,
ossos e gorduras).
Os resíduos gasosos são gerados especialmente da queima de lenha em caldeiras, em
alguns casos, e nos equipamentos de refrigeração. (Rabelo et al., 2014).
Segundo PARDI et al. (2006), podemos agrupar os resíduos segundo suas fontes,
conforme o quadro.

Quadro 9: Fontes e resíduos decorridos do abate de suínos.


FONTES RESÍDUOS
Curral Esterco
Sala de abate Sangue, resíduos de carnes e gordura
Depilação Pêlos e materais terrosos
Triparia, Bucharia Conteúdo de estômagos, intestinos, gordura
(líquidos com grande quantidade de sólidos)
Preparo de carcaças Resíduos de carne, gordura e sangue
60

Fusão de gordura Líquidos ricos em gordura


Subprodutos Gorduras e resíduos não comestíveis
Fonte adaptada: PARDI et al., 2006; adaptado por FEISTE, 2011.

Podemos também determinar os resíduos gerados, bem como as entradas necessárias,


em casa fase do processo de produção da carne, incluindo-os em um fluxograma conforme
vemos a seguir.

Figura 7 – Fluxograma processo de produção

Fonte: Rabelo et al., 2014.

2.5 Política ambiental no frigorífico

Política ambiental é o conjunto de medidas voltadas a proteção ambiental, gestão do


ambiente e dos resíduos materiais de um estado ou país, pode-se verificar inúmeros
desdobramentos, ou seja, políticas ambientais locais às escalas mundiais SGA e a diretriz
norteadoras. (Ferreira, 2015).
A política ambiental no frigorífico, não é só benéfica para ele, mas também, e
principalmente, para o meio ambiente, os consumidores de seus produtos e todos que estão de
uma forma ou outra envolvida com essa política.
61

Na implantação do frigorífico haverá um projeto local de reflorestamento no perímetro,


para reparação da área desmatada para construção do frigorífico, e na construção terá um
sistema de Estação de Tratamento de Água (ETA), separação de resíduos sólidos e líquidos e
todos os pré-requisitos de construção de acordo com as normas e leis que dão as licenças
ambientais necessárias IBAMA e CETESB (Lei 7705/92 e Lei 6938/81) que envolve a licença
prévia: aprovação do projeto, licença transição: construção do empreendimento e a licença de
operação: iniciação dos trabalhos do frigorífico.
Para o processo de certificação ambiental, será criado um Sistema de Gestão Ambiental
(SGA) que irá minimizar os impactos ambientais causados pelo frigorífico, trazer um sistema
sustentável e saudável, desde o processo inicial, criação dos porcos e seu local de origem,
preparo dos animais, transportes, acolhimento e abate dentro das normas e leis
regulamentadoras, impacto ambiental e medidas mitigadoras, resíduos e destruição dos
mesmos, tratamentos de efluentes, entre outros, de acordo com a ISO 14001 da ABNT.

2.5.1 Planejamento

Para implementar a política ambiental de acordo com as normas, deverá ser realizado
um planejamento que envolve desde a procedência dos animas, passando pelo tratamento de
resíduos, e outras medidas de controle, apresentadas no quadro.

Quadro 10 – Planejamento das atividades segundo as legislações ambientais.


Atividade Descrição
Procedência dos animais Firmar contrato com terceiros, que criam os
porcos e, que os mesmos atendam as leis de
criação de animais e suas exigências, os
animais com demarcações que esteja no
Ministério da Agricultura.

Preparo transformação e acolhimento dos Preparar os animais quando estiver pronto


animais para o abate, com caminhos próprios de
acordo com as normas, acolher os animais no
frigorífico dando banho nos mesmos e
levando ao abate, segundo normas e leis
62

vigentes (SÃO PAULO, Lei nº 7.705, de 19


de fevereiro de 1992.)

Geração de resíduos dos animais Sangue e resíduos fecais.


- Sangues: destinação para uma empresa
terceira que produz adubo.
- Resíduos: separação dos resíduos líquidos e
sólidos, destinação dos mesmos para uma
empresa terceira que produz fertilizantes.

Resíduos líquidos gerado no processo de - Resíduos líquidos - Processo de produção:


produção e no sistema de esgoto depois de separados dos sólidos, será lançado
a uma estação de tratamento de água, que use
o tratamento biológico e o processo
anaeróbico recuperando essa água cerca de
80%, reaproveitando essa água na limpeza da
estrutura física do frigorífico. (BRASIL, Lei
n. ° 6.938 de 31 de agosto de 1981).
- Resíduos líquidos – Esgoto: será retirado
esses resíduos das fossas por empresa
terceirizada que irá destinar o mesmo para
estação de tratamento de esgoto
periodicamente. (BRASIL, Lei n. ° 11.445 de
05 de janeiro de 2007).
Resíduos sólidos, Lixo e outros, gerados - Resíduos de lixo sólido: será separado e
pelos colaboradores colocado em lugares próprios para que o
caminhão de coleta retire esses resíduos e
transporte até os aterros sanitários conforme
normas desse material. (BRASIL, Lei n. °
12305 de 2 de agosto de 2010).
- Outros resíduos recicláveis: será separado
do lixo para reciclagem por empresas
63

terceiras. (BRASIL, Lei n. ° 12305 de 2 de


agosto de 2010).
Controle de proliferação de insetos Limpeza e contrato com uma empresa
terceira especializada. (GOIÁS, Lei 11904 de
09 de fevereiro de 1993).
Controle de odores Limpeza do ambiente.
Controle de emissões atmosféricas De acordo com as normas preestabelecidas
de controle do ar. (Resolução CONAMA Nº
383/2006).
Controle de ruído Projeto acústico e EPIs para os
colaboradores.
Propor projetos de economia de energia e de - Projetos de economia de energia: instalação
água de lâmpadas LEDs mais econômicas,
maquinário mais eficientes e com menos
consumo de energia.
- Economias de água: elaborar um plano
periódico de consumo de água e como se
pode economizá-la mais, assim evitando o
desperdício da mesma.

Separação das carnes – Embalagem e - Separações da carne: o animal será


congelamento para distribuição desossado de acordo com necessidade ou o
mesmo ficará inteiro e será marcado.
- Marcação e embalagem: será feito uma
marcação com o número de sua procedência
ou lote na embalagem, ou colocado no animal
para controle.
- Congelamentos: a carne suína será
congelada ou mantida m temperatura ideal,
de acordo com normas.
64

Monitoramento contínuo O Sistema de Gestão Ambiental, já


implantado na empresa monitorará todos
esses processos, avaliarão sempre o sistema
determinado, se estará funcionando e tentará
melhorar sempre quando avaliado,
implantando melhorias nas etapas, trazendo
sustentabilidade ao frigorífico e ao meio
ambiente.
Auditorias internas e externas - Auditorias internas: o Sistema de Gestão
Ambiental da empresa frigorífica fará uma
auditoria interna do projeto de certificação,
observando se estará correto perante normas
da ABNT para certificação ISO 14000.
- Auditorias externas: será realizada pelo
Sistema de Gestão Ambiental Nacional
ABNT para certificação ISO 14000, na qual
avaliará todos os processos e requisitará ou
não algum ajuste do projeto, assim se seu
projeto de Gestão Ambiental implantado
estiver de acordo com normas da ABNT, a
mesma dará certificação para a empresa
frigorífica.
Fonte: autores

2.6 Medidas Mitigatórias

Encontramos no frigorifico X os seguintes resíduos:


1- Efluentes líquidos industriais e sanitários
2- Resíduos sólidos
3- Emissão atmosférica
4- Ruídos
Pensando em medidas para diminuir os impactos, o frigorifico implantará distribuição
desses resíduos.
65

2.6.1 Efluentes líquidos industriais e sanitário

Esses efluentes se dão devido as etapas de abate e limpeza dos pisos e equipamentos.
Neles encontramos gorduras, fezes, resto de carne e sangue juntamente com detergente utilizado
para a limpeza das instalações.
Os resíduos contêm uma alta concentração de sólidos, matéria orgânica e gordura que
necessitam de um tratamento eficiente, pois possuem um alto poder de degradação em contato
com o meio ambiente.
Os sangues obtidos na etapa de sangria juntamente com os resíduos proporcionados da
limpeza são enviados em um tanque cimentado que após seco são retirados e doados para ser
utilizados como adubo.

2.6.2 Resíduos Sólidos

Os resíduos sólidos são os estrumes, sangue da sangria e também os subprodutos não


comestíveis.
A correta utilização dos resíduos apresenta como característica medida mitigadora de
impactos ambientais e também agregam valor comercial.
O couro retirado é vendido para empresa terceirizada que do ponto de vista ambiental é
correto.
Os pelos obtidos na depiladora são recolhidos pela coleta pública.
O material reciclável como papel, plástico e papelão são recolhidos pela prefeitura.
E os ossos são encaminhados para empresa terceira do ramo de fabricação de farinha.

2.6.3 Emissão atmosférica

A emissão atmosférica é gerada na caldeira que produz vapor. Utilização de filtros de


ar evitarão que agentes poluidores sejam dispersados para a atmosfera.

2.6.4 Ruídos
66

Os ruídos são gerados por equipamentos na área de produção como: compressor, serras
de corte, despeladeiras. Os níveis de pressão sonora são de baixa potência não comprometendo
os colaboradores.
O frigorifico é monitorado anualmente e está em conformidade com a LEI Estadual
10.100/90 e norma ABNT 10151/2000.
Todos os colaboradores possuem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
garantindo sua segurança.

2.7 Projetos ambientais

“Visando garantir a subsistência das novas gerações, as empresas e o governo entraram


com ações efetivas que trabalham com a sustentabilidade”. (PENSAMENTO VERDE, 2013).
Tendo esse mesmo foco, o frigorífico desenvolverá projetos ambientais para que suas atividades
sejam o mais sustentáveis possível.

2.7.1 Utilização de gás metano

Como observado anteriormente, no processo produtivo da carne suína é gerado uma


grande quantidade de resíduos, que também geram metano. E segundo Sehnem e Rossetto
(2012), há um incentivo por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) para converter
isso em energia e minimizar o impacto ocasionado.
O metano possui um potencial 21 vezes maior de aumentar os gases do efeito estufa
quando comparado com o CO2. Assim, utilizar o biogás para gerar energia elétrica é uma forma
eficiente de aproveitar a disposição dos resíduos, evitando que esse gás altamente tóxico seja
emitido para a atmosfera. (PNUD, 2010).
Segundo um estudo apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento – PNUD, chegou-se as seguintes conclusões após a coleta de dados e cálculos
realizado:
Calculou-se prospectivamente a curva de vazão do biogás para dez anos, de 2010 até
2020, [...]. Os potenciais estimados individualmente, quando agregados, somam 311 MW de
"potência instalada" em biogás gerado pela decomposição dos resíduos sólidos municipais, que
poderia abastecer uma população de 5,6 milhões de habitantes e equivale a praticamente a
cidade do Rio de Janeiro. Tal potência representa a abundância do combustível biogás,
renovável e subproduto do modo de vida atual.
67

Esse estudo mostra o grande potencial que pode ser obtido nessa conversão. Assim,
pode-se investir na criação de sistemas que utilizam o biogás para geração de energia elétrica
que pode ser utilizada para alimentar os maquinários necessários para o processo produtivo.

2.7.2 Conversão direta da radiação solar em energia elétrica

Segundo o portal IG, “gerar energia por meio de um painel solar é uma ótima opção no
Brasil, pois o País é um dos que mais têm incidência de raios solares. ”
A radiação pode ser convertida em energia elétrica devido a excitação de elétrons de
alguns materiais quando há presença de luz, sendo o silício o material mais utilizado nas placas
chamadas fotovoltaicas, cuja pode apresentar um índice de eficiência de até 25%. O maior
obstáculo da implementação desse tipo de conversão está no seu custo, embora tenha-se
observado uma grande redução em escala global. (ANEEL, 2000).
Na figura a seguir, é possível observar como é a estrutura de um sistema completo de
geração fotovoltaica de energia elétrica:

Figura 8 – Sistema de geração fotovoltaica

Fonte: CENTRO DE REFERÊNCIA PARA A ENERGIA SOLAR E EÓLICA SÉRGIO DE SALVO


BRITO - CRESESB. 2000. Disponível em: www.cresesb.cepel.br/cresesb.htm (adaptado)

Com esse sistema, é possível gerar energia elétrica necessária para computadores
utilizados na recepção e parte administrativa do frigorífico, lâmpadas do estabelecimento,
televisores instalados na recepção para visitantes ou utilizados para anúncios nos setores do
frigorifico, geladeiras do refeitório, e ar condicionado utilizando nos setores.
68

Segundo o portal IG, a energia solar pode gerar uma economia que varia entre 50% e
95%. Assim, o corte de custo gerado por esse tipo de projeto paga o investimento realizado
automaticamente.
Assim, a utilização desse tipo de projeto não apenas geraria uma economia de custos
para o frigorífico, como estaria utilizando uma fonte limpa e renovável de energia.

2.8 Plano de investimento

Para implementação deste frigorífico, o grupo de investidores alemães terão que


financiar o valor de R$ 600.000,00 que será financiado por um banco nacional, dentro de quatro
opções possíveis. Esse valor será utilizado para compra de maquinário e equipamentos.

2.8.1 Fórmulas utilizadas

Para determinar qual banco oferece o melhor investimento, foi utilizada a fórmula que
determina o valor dos juros, a saber:

Formula: J = P . i . n
Onde: J = Juros; P = Capital (valor a ser financiado); i = Taxa de Juros; n = Prazo (nº de
período).
Com essa fórmula encontraremos o valor total de juros pago.
Para encontrarmos o valor total a ser pago, utilizamos a fórmula:

Formula: M = P + i
Onde: M = Montante (total pago); P = Capital (valor a ser financiado); i = Taxa de Juros
E para encontrarmos o valor da parcela, utilizamos a fórmula:

Formula: VP = M / n
VP = Valor Parcela; M = Montante (total pago); n = Prazo (nº de período)

Para determinar esses valores, foi necessário a conversão taxa de juros para meses. A
taxa de juros deve estar em números decimais para substituir no cálculo. Por exemplo: o Banco
A possui a taxa de juros a 6,8 % a.a:
69

6,8 / 12 (meses) assim sabemos qual juros mês.


0,56 / 100 números decimais.

2.8.2 Resultados dos cálculos

Após a realização dos cálculos, os resultados foram inseridos na tabela abaixo para
efeito de comparação:
Tabela 02 – Cálculo da Taxa
Cálculo da Taxa
Banco A Banco B Banco C Banco D
Período: 180 108 144 240
Taxa: 6,80% 11,60% 9,60% 5,90%
Parcela: R$ 6.733,33 R$ 11.355,55 R$ 8.966,66 R$ 5.450,00
Valor Juros: R$ 612.000,00 R$ 626.400,00 R$ 691.200,00 R$ 708.000,00
Valor Total: R$ 1.212.000,00 R$ 1.226.400,00 R$ 1.291.200,00 R$ 1.308.000,00
Fonte: Autores

Após análise feita baseado no levantamento dos bancos, concluiu-se que o Banco A tem
a melhor taxa para realização do financiamento do Frigorifico.
3. CONCLUSÃO

Após pesquisas em documentos, sites, material didático e etc., concluímos nosso


trabalho acadêmico de acordo com as informações solicitadas.
Foi de grande valia a pesquisa, pois absorvemos de forma pratica o conteúdo oferecido
em nosso semestre.
A participação e colaboração efetiva de todos os integrantes do grupo foi de extrema
importância para conclusão das atividades propostas.
Após todos os itens solicitados serem concluídos, podemos oferecer a empresa um
relatório com conteúdo e qualidade para que o frigorifico seja implantado nas proximidades do
município de Sertãozinho, interior do Estado de São Paulo.
70

REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 14001 – Sistema de Gestão
Ambiental. Rio de Janeiro: ABNT, 2014

ABRAHÃO, Júlia; SZNELWAR, Laerte Idal; SILVINO, Alexandre; SARMET Maurício,


PINHO, Diana. Introdução à ergonomia: da prática à teoria. 1º Edição. São Paulo. Blucher,
2009. 240 p.

ANEEL. Energia solar. 2002. Disponível em:


<http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-energia_solar(3).pdf>

BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Resolução Conama Nº 383/2006 -


Institui o calendário de reuniões ordinárias do CONAMA para o ano de 2007. Diário Oficial
da União nº 249, 29 de dezembro de 2006.
71

BRASIL. Lei n º 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos


Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 03 de agosto de 2010. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=636>

BRASIL. Lei n. º 11.445, de 5 de janeiro de 2007. (Vide Lei nº 13.312, de 2016). Estabelece
diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de
1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro
de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Diário Oficial
da União, Brasília, DF, 05 de janeiro de 2007. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11445.htm>

BRASIL. Lei n. º 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 2 de setembro de 1981. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>

BRASIL ECONÔMICO. Energia solar: veja quanto você pode economizar na conta de luz.
2016. Disponível em: <http://economia.ig.com.br/2016-07-22/energia-solar.html>

CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu. Matemática básica
explicada passo a passo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. Disponível em
<https://matematicabasica.net/juros-simples/>. Acesso em 29 de abril de 2017.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Manual de aplicação da norma


regulamentadora NR 17. 2. ed. Brasília: MTE, 2002

BRASIL. Ministério do Trabalho. Pontos de verificação ergonômica: soluções práticas e de


fácil aplicação para melhorar a segurança, a saúde e as condições de trabalho. Publicação
Original ILO/IEA. Traduzido pela FUNDACENTRO. São Paulo. FUNDACENTRO, 2001.

BRASIL. Portaria nº 3214 de 08 de junho de 1978. Aprova as Normas Regulamentadoras


do Ministério de Estado do Trabalho, no uso de suas atribuições legais, considerando o disposto
72

no art. 200, da Consolidação das Leis do Trabalho, com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22
de dezembro de 1977. Brasília, 1978. Disponível em: <
http://www.jacoby.pro.br/diversos/nr_16_perigosas.pdf>. Acesso em: 17 out. 2012.

_______. Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Apresentação sobre a Norma


Regulamentadora Nº 36 aos Empresários do ramo. Cuiabá/MT – Brasília/DF, 2014

FEISTEL, Janaina Costa. TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS E


EFLUENTES DE MATADOUROS E ABATEDOUROS. 2011. Seminário (Mestrado).
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS.

FERREIRA, Gustavo Henrique Cepolini. Gestão Ambiental. Editora Educional S.A. 2015.
236 p.

GOIÁS. Lei n° 11.904, de 09 de fevereiro de 1993. Dispõe sobre a inspeção sanitária e industrial
dos produtos de origem animal no Estado de Goiás e dá outras providências. Disponível em:
<http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2016-07/lei-11904.pdf>.

GÜÉRIN, François et al. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da


ergonomia. 1º Edição. São Paulo. Edgard Blucher, 2001. 200 p.

IIDA, Itiro. Ergonomia – Projeto e produção. 8º reimpressão. São Paulo: Asisc. 2002.

IBGE - Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística: Cidades/ São Paulo/ Sertãozinho.


Disponível em: <http://cod.ibge.gov.br/3HO>. Acesso em: 09 de maio de 2017.

JUNIOR, Euclides; YAZIGI, Sidney. Segurança e saúde do trabalho para a indústria do


setor frigorífico. SESI/FIEMG. 2015. 82 p.

MACHADO, Claudinei. O que é amônia? Riscos à Saúde. 2011. Disponível em:


<http://www.protecaorespiratoria.com/o-que-e-amonia-riscos-a-saude/>
73

MINAS GERAIS, Parecer único nº 32/2015- Cadastro Siam Nº 0696488/2015. [s.n.], 2015.
35 p. Disponível em:
<http://www.meioambiente.mg.gov.br/images/stories/URCS_SupramCentral/RioVelhas/90/p
u-32-2015-coca-lo.pdf>. Acesso em: 09 maio 2017.

______. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Saneamento (lixo, esgoto), visando


incrementar o uso de biogás como fonte alternativa de energia renovável. 2010. Disponível
em:
<http://www.mma.gov.br/estruturas/164/_publicacao/164_publicacao10012011033201.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 4 - Serviços em Eng. de Segurança e Medicina do


Trabalho. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR4.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes –


CIPA. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR5.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 6 - Equipamento de Proteção Individual. Disponível em:


<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 7 - Programas de Controle Médico de Saúde


Ocupacional. Disponível em:
<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR7.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 8 – Edificações. Disponível em:


<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR8.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais –


PPRA. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR9.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 10 - Segurança em Instalações e Serviços em


Eletricidade. Disponível em:
<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR10.pdf>.
74

______. Norma Regulamentadora 11- Transporte, Movimentação, Armazenagem de


Materiais. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR11.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e


Equipamentos. Disponível em: <
http://www.abrameq.com.br/conteudo/download/norma_nr12.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 17 – Ergonomia. Disponível em:


<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR17.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 23 - Proteção Contra Incêndios. Disponível em:


<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR23.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 24 - Condições Sanitárias e de Conforto no Trabalho.


Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR24.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.


Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR29.pdf>.

______. Norma Regulamentadora 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de


Abate e Processamento de Carnes e Derivados. Disponível em:
<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR36.pdf>.

______. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Ministério do Meio
Ambiente (MMA). Estudo sobre o Potencial de Geração de Energia a partir de Resíduos
de Resíduos de Saneamento (lixo, esgoto), visando incrementar o uso de biogás como fonte
alternativa de energia renovável. São Paulo. 2010. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/estruturas/164/_publicacao/164_publicacao10012011033201.pdf>

PACHECO, José Wagner. Guia técnico ambiental de abates (bovino e suíno). São Paulo:
CETESB, 2006, 85 p.
75

Pensamento Verde. Sustentabilidade na escola: A importância de projetos sustentáveis na


educação. 2013. Disponível em:
<http://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade-escola-importancia-
projetos-sustentaveis-educacao/>

PEREIRA, Julia Michele; EIDT, Paula Juruena; KIRCHHOFF, Priscila. NR-36 traz regras
específicas para o setor frigorífico. 2013. Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2013-
mai-31/norma-mte-estabelece-regras-especificas-setor-frigorifico>

SÃO PAULO (estado). Lei nº 7.705, de 19 de fevereiro de 1992. Estabelece normas para abate
de animais destinados ao consumo e dá providências correlatas. Disponível em:
<https://governo-sp.jusbrasil.com.br/legislacao/180776/lei-7705-92>.

SEHNEM, Simone; ROSSETTO, Adriana. Estratégia ambiental de um frigorífico: o caso


do Grupo Marfrig Alimentos S.A. Unoesc & Ciência – Área de Ciência Sociais Aplicadas, v.
3, n. 2, jul./dez. 2012, p. 183-198.

SETON – Soluções para Sinalização, Proteção e Identificação. Fita Antiderrapante


Emborrachada para escadas e rampas. Disponível em: <http://www.seton.com.br/fita-
antiderrapante-emborrachada-agrave-prova-d-aacutegua-c4802w.html>

SILVA, Laércio, Acesso a manuais de mapas de riscos. 2015. Disponível em:


<http://laerciojsilva.blogspot.com.br/2015/02/acessos-manuais-de-mapas-de-
riscos.html?_sm_au_=iMVTPDWQrnJPWpks>

SILVA, Marcos Noé Pedro da. “Matemática Financeira”; Mundo Educação. Disponível em
<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/aplicacao-juros-simples.htm>. Acesso em:
26 de abril de 2017.

SILVA, Marcos Noé Pedro da. "Juros simples"; Brasil Escola. Disponível em
<http://brasilescola.uol.com.br/matematica/juros-simples.htm>. Acesso em 28 de abril de
2017.
76

SOBER - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ECONOMIA ADMINISTRATIVA E


SOCIEDADE RURAL. Relatório 48º Congresso Sober. Campo Grande. 2010. Disponível
em: <http://sober.org.br/?op=paginas&tipo=pagina&secao=7&pagina=35>

SOUZA, JOAMIR ROBERTO DE; PATARO, PATRÍCIA ROSANA MORENO. Vontade de


saber matemática, 9° ano. São Paulo: FTD, 2009. – (Coleção vontade de saber)
Porcentagem. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Porcentagem> Acesso em: 22 de
abril de 2017.

RABELO, Mariane Helena Sances; SILVA, Eric Kaven; PERES, Alexandre de Paula. Análise
de Modos e Efeitos de Falha na avaliação dos impactos ambientais provenientes do abate
animal. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
41522014000100079#aff01>.

UNIMETRO. Termômetro de globo digital TGD 300, 2008. Disponível


em: <http://www.unimetro.com.br/loja/produtos/g_Term%C3%B4metro_%20de_%20G
lobo_%20Digital_TGD_300_g.jpg>. Acesso em 5 de fevereiro de 2014.