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HIGIENE

Ocupacional l
Professor autor - Jorge Luis Teixeira

Graduado em Tecnologia de Segurança do Trabalho

Técnico de Segurança do Trabalho


Email: luiscastanha7@hotmail.com & luistecnologost@gmail.com
Palavras do professor autor

Essa apostila foi elaborada com carinho no sentido ajudar você a


compreender a importante matéria que vamos estudar. A Higiene
Ocupacional tem a missão de antecipação, reconhecimento, avaliação e
controle dos riscos ocupacionais.

Para nos ajudar vamos aprender o principio das ondas que facilitará a
compreensão dos agentes físicos.

Estudaremos também a NR-15 e seus anexos e a NR-16

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá
liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém,
com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do
mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.” (Tiago
1:5 e 6)

Jorge Luís Teixeira


Sumário
1 AULA 1...................................................................................................................................... 8
1.1 INTRODUÇÃO A HIGIENE OCUPACIONAL .............................................................. 8
1.2 CONCEITO ....................................................................................................................... 8
1.2.1 Antecipação ............................................................................................................. 10
1.2.2 Reconhecimento ..................................................................................................... 10
1.2.3 Avaliação ................................................................................................................. 10
1.2.4 Controle .................................................................................................................... 11
1.2.5 Relembrando ........................................................................................................... 11
1.3 COMFORMIDADE LEGAL ........................................................................................... 11
2 AULA 2.................................................................................................................................... 14
2.1 O PRINCIPIO DAS ONDAS ......................................................................................... 14
2.2 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO ................................................................ 16
2.2.1 Som, ruído e barulho.............................................................................................. 17
2.2.2 A percepção do som, ultrassom e infrassom ..................................................... 18
2.2 3 ANEXO N.º 1 – NR-15 .......................................................................................... 19
2.3 EQUIPAMENTOS PARA AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE PRESSÃO SONORA ..... 22
2.3.1 Diagrama simplificado de um medidor de nível sonoro.................................... 22
2.3.2 Adição em Ruído .................................................................................................... 23
2.3.3 Atividade .................................................................................................................. 26
2.3.4 Subtração em Ruído .............................................................................................. 26
2.3.5 Atividade .................................................................................................................. 28
2.4 VERIFICAÇÃO DE ATENUAÇÃO ......................................................................................... 29
2.4.1 PCA – programa de conservação auditiva – NR-7 ........................................... 31
2.5 AVALIAÇÃO DO RUÍDO DE IMPACTO..................................................................... 32
3 Aula 3 ...................................................................................................................................... 33
3.1 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO CALOR ............................................................... 33
3.2 CONCEITOS BÁSICOS DO CALOR.......................................................................... 33
3.2.1 Condução................................................................................................................. 33
3.2.2 Convecção ............................................................................................................... 33
3.2.3 Irradiação ................................................................................................................. 34
3.3 TROCA TERMICA ......................................................................................................... 34
3.3.1 Mecanismos de defesa do organismo................................................................. 34
3.4 AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO AO CALOR............................................................... 35
3.4.1 Limites de tolerância .............................................................................................. 36
3.4.2 Instrumentos de medição ...................................................................................... 36
3.5 COMO MEDIR A UMIDADE RELATIVA .................................................................... 37
3.6 ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO ..................................... 38
3.6.1 Atividade .................................................................................................................. 41
3.6.2 Trabalho com descanso em outro local .............................................................. 41
3.7 IBUTG MÉDIO PONDERADO E TAXA DE METABOLISMO MÉDIO,
PONDERADA ....................................................................................................................... 42
3.7.1 Atividade .................................................................................................................. 43
3.8 MEDIDAS DE CONTROLE RELATIVAS AO AMBIENTE....................................... 44
3.8.1 Medidas de controle administrativas e relativas ao trabalhador ..................... 44
4 AULA 4.................................................................................................................................... 45
4.1 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE ........................... 46
4.1.1 Determinações da NR-15 no anexo 7 ................................................................. 47
4.1.2 Radiação de micro-onda e radiofrequência ....................................................... 50
4.2 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A VIBRAÇÃO ........................................................... 50
4.2.1 Vibrações de corpo inteiro .................................................................................... 51
4.2.2 Vibrações localizadas ............................................................................................ 52
4.2.3 Diretrizes do anexo 8 da NR-15 ........................................................................... 54
4.2.4 Medidas de controle ............................................................................................... 56
4.3 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO FRIO ................................................................... 59
4.3.1 Normas aplicáveis e limites de tolerância........................................................... 59
4.4 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL UMIDADE ................................................................. 61
4.4.1 Risco Físico Umidade ............................................................................................ 61
4.5 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A RADIAÇÃO IONIZANTE .................................... 62
4.5.1 Principio da energia nuclear. ................................................................................ 63
4.5.2 Detectores de Radiação Ionizante....................................................................... 63
5 AULA 5.................................................................................................................................... 66
5.1 LUZ................................................................................................................................... 66
5.2 MEIOS DE PROPAGAÇÃO DA LUZ......................................................................... 68
5.2.1 Meio transparente................................................................................................... 68
5.2.2 Meio translúcido. ..................................................................................................... 68
5.2.3 Meio opaco. ............................................................................................................. 68
5.3 FENÔMENOS ÓPTICOS. ............................................................................................ 68
5.3.1 Reflexão regular...................................................................................................... 68
5.3.2 Reflexão difusa. ...................................................................................................... 68
5.3.3 Refração................................................................................................................... 68
5.3.4 Absorção. ................................................................................................................. 69
5.3.5 Princípio da independência dos raios de luz...................................................... 69
5.4 LUMINOTÉCNICA ......................................................................................................... 69
5.4.1 Fluxo Luminoso....................................................................................................... 69
5.4.2 Intensidade Luminosa ............................................................................................ 69
5.4.3 Iluminância............................................................................................................... 70
5.4.4 Luminância ou Brilho.............................................................................................. 70
5.5 TIPOS DE LÂMPADAS ................................................................................................. 71
5.5.1 Lâmpadas Incandescentes ................................................................................... 71
5.5.2 Lâmpadas Halógenas ............................................................................................ 71
5.5.3 Lâmpadas Fluorescentes ...................................................................................... 71
5.5.4 Lâmpadas de Descarga ........................................................................................ 72
5.5.6 Multivapores Metálicos: ......................................................................................... 72
São lâmpadas que combinam iodetos metálicos, com altíssima eficiência
energética, excelente IRC, longa durabilidade e baixa carga térmica. Sua luz é
muito branca e brilhante. ................................................................................................. 72
5.5.7 Vapor de Sódio: ...................................................................................................... 72
5.5.8 LED´s ........................................................................................................................ 72
5.5.9 Fibra Ótica ............................................................................................................... 73
5.5.10 Eficiência Energética ........................................................................................... 73
5.5.11 Temperatura de cor correlata ............................................................................. 73
5.5.12 Índice de reprodução de cores ........................................................................... 74
5.6 FATORES DE INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO ........................ 75
5.6.1 Nível de Iluminância Adequada............................................................................ 75
5.6.2 Reprodução de Cores ............................................................................................ 75
5.6.3 Tonalidade de Cor da Luz ou Temperatura de Cor .......................................... 75
5.7 ILUMINAÇÃO DIRETA OU INDIRETA ....................................................................... 76
5.7.1 Direta: ....................................................................................................................... 76
5.7.2 Indireta: .................................................................................................................... 76
5.7.3 Equipamentos auxiliares ....................................................................................... 77
5.7.4 Método dos Lumens ............................................................................................... 77
5.7.5 Efeitos de brilho ...................................................................................................... 78
5.7.6 Efeitos físicos .......................................................................................................... 78
5.7.7 Efeitos de produtividade ........................................................................................ 78
“Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de
quem, estudando, o escreveu.” Paulo Freire.
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1 AULA 1
Nessa aula vamos aprender sobre os conceitos da higiene ocupacional, suas
etapas, comformidade legal e como é caracterizada a insalubridade nos
ambientes de trabalho de acordo a NR-15 (Norma Regulamentadora n° 15),
vamos conhecer também os (14) quatorze anexos que essa norma usa para
esse fim.

1.1 INTRODUÇÃO A HIGIENE OCUPACIONAL


Quando estudamos a Segurança do Trabalho, percebemos que a prevenção é
uma ação essencial para a redução dos acidentes do trabalho. Conhecemos os
riscos ambientais e sua divisão, bem como a importância das inspeções de
segurança. Mas como reconhecer e quantificar os riscos ocupacionais?

A Higiene Ocupacional é a disciplina que vai embasar essas ações, pois


fornecerá os conhecimentos necessários para que o Técnico em Segurança do
Trabalho possa pautar suas ações tanto qualitativas como quantitativas. O
estudo dos riscos ocupacionais, suas subdivisões, suas unidades de medida, a
instrumentação necessária e as normas envolvidas nesse trabalho são
essenciais para o bom desempenho profissional.

As ações principais de identificação e redução dos riscos passam pelas etapas


de antecipação, reconhecimento, avaliação e controle, para tanto, é necessário
que compreendamos cada uma delas.

O desenvolvimento tecnológico proporcionou enormes benefícios e conforto


para o homem facilitando os processos industriais. Apesar das grandes
vantagens advindas, o progresso também expôs os trabalhadores a diversos
agentes potencialmente nocivos que, sob certas condições, podem provocar
doenças ocupacionais ou desajustes no organismo decorrentes das condições
de trabalho.

A higiene ocupacional também é denominada higiene industrial ou higiene do


trabalho. É a área onde os profissionais de segurança exercerão grande parte
de suas atividades prevencionistas.

1.2 CONCEITO
Conceituamos higiene do trabalho como a ciência e arte que se dedica ao
reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais (físicos, químicos,
biológicos) presentes nos locais de trabalho.
9

Definições estabelecidas por importantes órgãos internacionais de pesquisa na


área.

Segundo a American Industrial HygieneAssociation (AIHA – Associação


Americana de Higiene Industrial, 2012), é a ciência e arte dedicadas ao
reconhecimento, avaliação, prevenção e controle dos fatores ambientais,
tensões emanadas ou provocadas pelo local de trabalho que podem ocasionar
enfermidades, prejudicar a saúde e o bem-estar ou desconforto significativo
entre os trabalhadores ou os cidadãos da comunidade.

Segundo a American ConferenceofGovernmental Industrial Hygienists (ACGIH


Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais, 2012), a
higiene industrial é uma ciência e uma arte que objetiva a antecipação, o
reconhecimento, a avaliação e o controle dos fatores ambientais e estresses,
originados nos locais de trabalho. Esses podem provocar doenças, prejuízos à
saúde ou ao bem-estar, desconforto significativo e ineficiência nos
trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.

Segundo o NationalSafetyCouncil (NSC – Conselho Nacional de Segurança,


2012), – USA, é a ciência e arte devotadas à antecipação, reconhecimento,
avaliação e controle dos fatores ou sobrecargas ambientais, originadas nos
locais de trabalho que podem causar doenças, prejudicando à saúde e o bem-
estar ou gerando considerável desconforto e ineficiência entre trabalhadores ou
cidadãos da comunidade.

Segundo a British OccupationalHygieneSociety (BOHS – Sociedade Britânica


de Higiene Ocupacional, 2012), é a prevenção de problemas de saúde do
trabalho, através do reconhecimento, avaliação e controle dos riscos.

Segundo a InternationalOccupationalHygieneAssociation (IOHA – Associação


Internacional de Higiene Ocupacional, 2012), é a antecipação, reconhecimento,
avaliação e controle de riscos para a saúde, no ambiente de trabalho, com o
objetivo de proteger a integridade física e o bem-estar do trabalhador e
salvaguardar a comunidade em geral.

A IOHA (2012) também define a higiene do ocupacional como a prática de


identificação de riscos químicos, físicos e biológicos, no local de trabalho, que
poderiam causar a doença ou desconforto. Também avalia a extensão do risco
devido à exposição a estes agentes perigosos e seu controle, para prevenir
problemas de saúde a longo ou curto prazo.

Segundo a OccupationalSafetyand Health Administration (OSHA – Segurança


Ocupacional e Administração de Saúde, 2012), é a ciência da antecipação,
reconhecimento, avaliação e controle das condições de trabalho que podem
causar lesão nos trabalhadores ou doença. Higienistas industriais usam moni-
toramento ambiental e métodos analíticos para detectar o grau de exposição
10

dos trabalhadores e empregam engenharia, controles de prática profissional e


outros métodos para conter riscos potenciais à saúde.

As definições de higiene podem conter uma ou outra variação conceitual, mas


todas elas, essencialmente, visam ao mesmo objetivo que é proteger e
promover a saúde, o bem-estar dos trabalhadores como também do meio
ambiente em geral, através de ações preventivas no ambiente de trabalho.

Como podemos observar, quatro são as palavras que estão presentes na


maioria das definições: antecipação, reconhecimento, avaliação e controle.

1.2.1 Antecipação
Consiste em ações realizadas antes da concepção e instalação de qualquer
novo local de trabalho. Envolve a análise de projetos de novas instalações
(impacto ambiental, saúde ocupacional), equipamentos, ferramentas, métodos
ou processos de trabalho, matérias-primas, ou ainda, de modificações. Visa
identificar riscos potenciais, procurando alternativas de eliminação e/ou
neutralização, ainda na fase de planejamento e projeto (seleção de tecnologias
mais seguras, menos poluentes, envolvendo, inclusive, o descarte dos
efluentes e resíduos resultantes). A antecipação constitui-se de normas,
instruções e procedimentos para correto funcionamento dos processos,
visando reduzir ou eliminar riscos que possam surgir, Nessa etapa qualitativa
pode se fazer o uso de técnicas de análise de riscos, como por exemplo, a
APR (Análise Preliminar de Riscos) no projeto de novas instalações.

1.2.2 Reconhecimento
Visa identificar os diversos fatores ambientais relacionados aos processos de
trabalho, suas características intrínsecas (etapas, subprodutos, rejeitos,
produtos finais, insumos) e compreender a natureza e extensão de seus efeitos
no organismo dos trabalhadores e/ou meio ambiente. Analisa as diferentes
operações e processos, identificando a presença de agentes físicos, químicos,
biológicos e/ou ergonômicos que possam prejudicar a saúde do trabalhador,
estimando o grau de risco. O reconhecimento é um levantamento preliminar
qualitativo dos riscos ocupacionais.

1.2.3 Avaliação
É o processo de avaliar e dimensionar a exposição dos trabalhadores e a
magnitude dos fatores ambientais. Nessa etapa, serão obtidas as informações
necessárias para determinar as prioridades de monitoramento e controle
ambiental, com a interpretação dos resultados das medições representativas
das exposições, de forma a subsidiar o equacionamento das medidas de
controle. Nessa etapa, se estabelece o plano de monitoramento (estratégia de
amostragem) para avaliar quantitativamente as fontes potenciais de exposição
e a eficiência das medidas de controle. A avaliação objetiva determinar a
exposição, ou seja, quantas vezes e por quanto tempo o trabalhador fica
exposto.
11

1.2.4 Controle
Selecionar meios, medidas e ações (procedimentos de trabalho) para eliminar,
neutralizar, controlar ou reduzir, a um nível aceitável (LT), os riscos ambientais,
a fim de atenuar os seus efeitos a valores compatíveis com a preservação da
saúde, do bem-estar e do conforto.

As medidas de controle podem estar relacionadas ao ambiente de trabalho ou


ao trabalhador. A hierarquia dos controles deve ser:

a) Controle na fonte do risco – melhor forma de controle. Deve ser a primeira


opção, envolve substituição de materiais e/ou produtos, manutenção,
substituição ou modificação de processos e/ou equipamentos.

b) Controle na trajetória do risco (entre a fonte e o receptor) – quando não for


possível o controle na fonte, podemos utilizar barreiras na transmissão do
agente, tais como: barreiras isolantes, refletoras, sistemas de exaustão, etc.

c) Controle no receptor (trabalhador) – as medidas de controle no trabalhador


só devem ser implantadas quando as medidas de controle na fonte e na
trajetória forem inviáveis, ou em situações emergenciais. Como exemplo,
podemos citar: educação, treinamento, equipamentos de proteção individual,
higiene, limitação da exposição, rodízio de tarefas, etc.

O que é preciso para trabalhar com a higiene ocupacional?

Basicamente é necessário um excelente embasamento teórico, pois


precisamos conhecer processos, equipamentos e matéria-prima, assim como,
as relações exposição/dose/resposta, as metodologias de avaliação (nacionais
e internacionais), a literatura técnica associada e o que existe em termos de
legislação e prevenção já estabelecido. Na sequência, são necessários os
conhecimentos práticos nos quais serão estudadas as situações dos ambientes
de trabalho, com a análise de postos de trabalho, a detecção de contaminantes
e tempos de exposição, medições e coleta de amostras.

1.2.5 Relembrando
Os riscos existentes no ambiente devem ser identificados (reconhecidos),
avaliados (quantificado ou qualificado por natureza, intensidade e tempo de
exposição), Tudo isso para saber se estão sendo prejudicial à saúde do
trabalhador. Se isso ocorre é preciso controlar ou eliminar. Na ultima opção
vamos aplicar o uso do EPI.

1.3 COMFORMIDADE LEGAL


Neste tópico vamos apresentar toda parte legal que dá existência juridica
imediata às Normas Regulamentadoras, e nesse contexto a existência legal da
NR-15 – Atividades e operações insalubres.
12

LEI Nº 6.514, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1977.

Art 1º - O Capítulo V do Titulo II da Consolidação das Leis do Trabalho,


aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar
com a seguinte redação:

Do Art. 154 ao Art. 201 da CLT – Compete a Saúde e Segurança do Trabalho

SEÇÃO XIII

Das Atividades Insalubres ou Perigosas

Art 189 - Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que,


por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os
empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados
em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos
seus efeitos.

NR 15 - Norma Regulamentadora 15 - Atividades e Operações Insalubres.

15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se


desenvolvem:

15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e


12.

15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14.

15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho,


constantes dos Anexos n.º 7, 8, 9 e 10.

Art . 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites


de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção
de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por
cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo se
classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.

15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os


subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional,
incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:

15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;

15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;

15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;

15.4.1.1Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança


e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de
engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente
13

habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade


quando impraticável sua eliminação ou neutralização.

Limite de Tolerância

15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a


concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza
e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do
trabalhador, durante a sua vida laboral.

15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas


considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo
vedada a percepção cumulativa.

15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação


do pagamento do adicional respectivo.

15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:

a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de


trabalho dentro dos limites de tolerância;

b) com a utilização de equipamento de proteção individual.

15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada


através de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a
inexistência de risco à saúde do trabalhador.

15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais


interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a
realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de
caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.

15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde


que comprovada à insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o
adicional devido.

15.6 O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas.

15.7 O disposto no item 15.5. não prejudica a ação fiscalizadora do MTb nem a
realização ex-officio da perícia, quando solicitado pela Justiça, nas localidades
onde não houver perito.

Os principais itens do programa de higiene do trabalho estão relacionados com:

Ambiente físico de trabalho, envolvendo: Riscos, Físicos, Químicos e


Biológicos.
14

Ambiente Psicológico de trabalho, envolvendo: Relacionamentos humanos


agradáveis, Tipo de atividade agradável e motivadora, Estilo de gerência
democrático e participativo, eliminação de possíveis fontes de estresse.

Saúde Ocupacional, envolvendo: Estabelecimento de um sistema de


indicadores, abrangendo estatísticas de afastamentos e acompanhamento de
doenças.

2 AULA 2
Aqui nesta aula vamos aprender o principio das ondas eletromagnéticas e
mecânicas, essa compreensão facilitará o estudo de alguns agentes físicos que
são aborda-os nos anexos da NR-15. Ainda nesta aula estudaremos o agente
ruído.

Riscos físicos – Ruído, vibração, radiações ionizantes, radiações não


ionizantes, frio, calor preções anormais e umidade.

2.1 O PRINCIPIO DAS ONDAS


Estes princípios servem para Ruído, vibração, radiações ionizantes, radiações
não ionizantes.

Devemos conhecer os riscos, como se propaga da fonte até o trabalhador e


como penetra no seu organismo para saber adotar medidas de controle. Saber
quais as reações que provocam no organismo do trabalhador depois que
penetra para saber subsidiar o PCMSO (Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional).

Ondas são; mecânicas e eletromagnéticas.


15

Frequência de onda – Hertz (Hz) = Ciclos por segundo

Onda de 4Hz = 4 Ciclos /s

O comprimento de onda é inversamente proporcional a sua frequência.

Amplitude da onda é sua POTÊNCIA, força, pode ser medida em Wattsou em


dB, etc.

Comprimento da onda é dado em metros.

A frequência da onda, ciclos por segundo é dado em Hz.

Toda onda perde amplitude (força, potência) durante o percurso da sua


propagação.

Som/Ruído - É uma onda mecânica que se propaga pelo ar a 340 metros por
segundo.

No som/ruído a amplitude (potência, força) é o volume do som (alto ou baixo),


medido em dB.

Quanto mais perto da fonte geradora maior a amplitude.

Perto grande amplitude, potencia alta, volume de som alto.

Perto baixa amplitude, potencia baixa, volume de som baixo.


16

A frequência se mantem, a amplitude á atenuada – por EPI.

Frequência de onda é dada em Hz. No agente ruído ela serve para


identificarse ele é grave, médio ou agudo (tom).Frequência alta e comprimento
curto, agudo, comprimento maior, grave.

Vibração - Segui os mesmos princípios.

Amplitude da onda, comprimento de onda e frequência de onda = ciclo por


segundo = Hz.

Nas vibrações as frequências são mais baixas. 0,5 a 1250 Hz.

Ondas eletromagnéticas seguem o mesmo principio – Radiações.

A severidade da exposição à radiação depende amplitude (potência), da


frequência (tipo de radiação), da proximidade da fonte e tempo de exposição.

2.2 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO


O ruído é um dos maiores problemas de saúde ocupacional presentes nos
ambientes de trabalho. Ruídos elevados podem produzir vários efeitos
adversos que incluem desde interferências nas comunicações, acidentes de
trabalho até efeitos sobre a saúde e perdas auditivas irreversíveis (PAIR –
Perda Auditiva Induzida pelo Ruído).

Controles administrativos, técnicos e, sobretudo, dispositivos de proteção aos


trabalhadores são fundamentais para reduzir ou neutralizar a exposição a esse
agente.

Ruído e vibrações são flutuações de pressão no ar (ou em outros meios de


propagação). O ruído é um dos riscos ocupacionais mais frequentes no meio
industrial e a exposição ao ruído nos ambientes de trabalho tem gerado a maior
parte das preocupações dos profissionais da área da prevenção.

O ruído pode:

• Lesar os órgãos auditivos.

• Perturbar a comunicação.

• Aumentar o risco de acidentes.

• Provocar irritação.

• Ser fonte de fadiga.

• Diminuir o rendimento do trabalho.


17

O risco da lesão auditiva aumenta com o nível de pressão sonora e com a


duração da exposição, mas depende também das características do ruído e da
suscetibilidade individual.

2.2.1 Som, ruído e barulho


Todo fenômeno sonoro está relacionado à vibração de um objeto em um meio
mecânico. Como um diapasão (objeto) vibrando no ar (meio mecânico). Sendo
assim, o som é a onda resultante dessa vibração.

Ondas podem ter, ou não, periodicidade. Quando existe periodicidade entre


duas ondas, temos harmonia. Quando as ondas não combinam acerca de seus
períodos, temos dissonância .

Após entender o que é o som e como funcionam as ondas, podemos dizer que
ruído é a ausência de periodicidade das ondas sonoras.

Suas frequências e componentes não possuem relações harmônicas. Quando


essa dissonância bate no ouvido, gera uma sensação de desconforto. Quanto
mais dissonante, maior a estranheza.

Já o barulho não deve ser confundido com ruído. Ruído, como vimos, está
relacionado a física. Independe do receptor. A aceitação desse ruído pode ser
uma questão cultural. Porém, barulho trata-se de uma opinião pessoal.
Chamamos de barulho qualquer tipo de som indesejável.

Mesmo uma música erudita, repleta de harmonia e periodicidade, pode ser


considerada um barulho para alguns. Principalmente se estiver em alto volume
a ponto de prejudicar a audição.

O som, fisicamente, é a propagação de uma onda que produz uma variação


muito pequena e rápida na pressão atmosférica, acima e abaixo (compressão e
descompressão) de um valor fixo (adotado como padrão). Uma onda de som é
uma onda longitudinal.

Quando a energia do movimento ondulatório se propaga, afastando-se do


centro da perturbação, as moléculas de ar que transmitem o som se movem
para frente (comprimindo a camada de ar) e para trás (é criada uma zona
descomprimida que acompanha com a mesma velocidade a zona comprimida),
paralelamente à direção do movimento ondulatório, que faz com que um ar um
pouco mais afastado se torne pressionado também, comprimindo uma região
ainda mais distante, até a onda atingir o sistema auditivo.

O ouvido humano percebe essas variações na pressão em intensidade e


períodos definidos pela fonte do som.
18

O valor de referência é chamado de limiar de audibilidade, e o som é resultado


da variação entre a pressão atmosférica produzida na presença de som em
função da pressão de referência.

2.2.2 A percepção do som, ultrassom e infrassom


Basicamente a percepção do som se dá da seguinte maneira:

O ouvido é o órgão que recebe as ondas sonoras. No ouvido externo os sons


são captados, no ouvido médio são amplificados e levados, pelo ouvido interno,
ao cérebro que os interpreta.

Ultrassom

Vibração que se propaga num meio elástico com uma frequência superior a
20.000 Hz e que é inaudível pelo sistema auditivo humano; onda ultrassônica.
Dispositivos ultrassônicos são usados para detectar objetos e medir distâncias.

Infrassons

São ondas sonoras extremamente graves, com frequências abaixo dos 20 Hz,
portanto abaixo da faixa audível do ouvido humano que é de 20 Hz a 20.000
Hz.

Ondas infrassônicas podem se propagar por longas distâncias, pois são menos
sujeitas às perturbações ou interferências que as de frequências mais altas.

A frequência de um som é o número de ciclos de uma onda de som em um


segundo. A unidade de medição é hertz (Hz).

A frequência de um som aumenta à medida que o número de ciclos por


segundo aumenta. Vibrações entre 20 e 20.000 ciclos por segundo são
interpretados como som por um indivíduo saudável. Um som agudo poderia ser
uma flauta ou um pássaro cantando. Sons graves poderiam ser ouvido de uma
longa distância como a do trovão ou tons de uma guitarra baixo.

Os audiologistas e os físicos adotaram como unidade de intensidade sonora o


Decibel (dB), um décimo do Bel, de maneira que um Bel seria equivalente a 10
dB, dois Bels equivaleriam a 20 dBs e assim sucessivamente.

Nível de Pressão Sonora (NPS): O dB NPS mostra quanto uma pressão sonora
é maior ou menor do que a pressão sonora de referência. Está relacionada á
mínima pressão sonora audível que é 20 µPA. Ao dobrar a pressão sonora de
um som este está acrescido de 6dB.

Nível de Audição (NA): Realizando diversos estudos para medir a audição de


adultos jovens

estabeleceu-se uma medida padronizada do que seria a audição normal.


19

O termo dB (decibéis) e a escala dB é utilizado em todo o mundo para a


medição dos níveis sonoros. A escala de decibéis é uma escala logarítmica,
onde uma duplicação da pressão do som corresponde a um aumento de 6 dB.

É muito importante entender que ‘dB’ tem significados diferentes e não é um


valor fixo como o volt. O valor de um dB depende do contexto em que é usado.

É muito frequente a pressão do som ser expresso em dB SPL, onde o som


mais fraco detectado por uma pessoa com audição normal é de 1000 Hz ou em
dB HL que corresponde ao limiar de audição normal de um som específico (por
exemplo, a partir de 125 Hz a 8000 Hz) , 0 dB SPL e 0 dB HL, portanto, não
são o mesmo.

Exemplos de intensidades diferentes de som expressados em dB (HL)

180 dB: Foguete na descolagem

140 dB: Motor de um avião na decolagem

120 dB: A banda de rock Unidades:

110 dB: Barulho de trovão dB NA (nível de audição = HL)

90 dB: Trânsito da cidade dB NPS (nível de pressão sonora = SPL)

80 dB: Rádio Alto dB NS (acima do limiar auditivo = SL)

60 dB: Conversa ordinária dB NA=dB NPS – 20dB

30 dB: Sussurro muito suave

0 dB: Som mais suave que uma pessoa pode ouvir

2.2 3 ANEXO N.º 1 – NR-15


1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de
Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto.

2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis


(dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de
compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser
feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites


de tolerância fixados no Quadro deste anexo.

4. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será


considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível
imediatamente mais elevado.
20

Tipos de ruído

De um modo geral o ruído pode ser classificado em contínuo, intermitente e de


impacto.

Ruído contínuo

É aquele cuja variação de nível de intensidade sonora varia ± 3 dB durante um


período longo de observação (maior que 15 minutos). São ruídos
característicos de condicionadores de ar, motores elétricos, compressores, etc.

Ruído intermitente

São aqueles que apresentam grandes variações de nível em função do tempo.


São geradores desse tipo de ruído os trabalhos manuais, afiação de
ferramentas, o trânsito de veículos, conversação, etc. São os ruídos mais
comuns, característico da maioria das exposições ocupacionais.

Ruído de impacto

Aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a um


segundo, a intervalos superiores a um segundo. São exemplos de ruído de
impacto aqueles resultantes de martelos de forjamento.

ANEXO N.º 1 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU


INTERMITENTE

NÍVEL DE RUÍDO dB (A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL

85 8 horas

86 7 horas

87 6 horas

88 5 horas

89 4 horas e 30 minutos

90 4 horas

91 3 horas e 30 minutos

92 3 horas

93 2 horas e 40 minutos

94 2 horas e 15 minutos

95 2 horas

96 1 hora e 45 minutos
21

98 1 hora e 15 minutos

100 1 hora

102 45 minutos

104 35 minutos

105 30 minutos

106 25 minutos

108 20 minutos

110 15 minutos

112 10 minutos

114 8 minutos

115 7 minutos

1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de


Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto.

2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis


(dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de
compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser
feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites


de tolerância fixados no Quadro deste anexo.

4. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será


considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível
imediatamente mais elevado.

5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para


indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.

6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de


exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos
combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações:

Na equação acima, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um


nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária permissível a
este nível, segundo o Quadro deste Anexo.
22

7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de


ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção
adequada, oferecerão risco grave e iminente.

2.3 EQUIPAMENTOS PARA AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE PRESSÃO


SONORA
Os equipamentos utilizados para se medir o nível de pressão sonora são
denominados medidores de nível de pressão sonora ou sonômetros. Na prática
são conhecidos popularmente como decibelímetros.

Vários fatores podem afetar a leitura do nível de ruído, tais como: a distância
entre o medidor e a fonte do som, a direção da fonte de ruído em relação ao
medidor e se a medição é feita ao ar livre (onde o ruído pode dissipar) ou
dentro de um ambiente (onde o ruído pode refletir ou reverberar). Portanto, é
necessário ao profissional de segurança do trabalho estar atento a essas
variáveis e seguir a normalização prevista nas legislações aplicáveis.

2.3.1 Diagrama simplificado de um medidor de nível sonoro

O microfone tem a função de transformar um sinal mecânico (vibração sonora)


num sinal elétrico. Os sinais elétricos são pré-amplificados, para que a
amplitude dos sinais seja ampliada. Normalmente utilizamos, para fins de
avaliação do ruído ocupacional, um microfone denominado “incidência
aleatória”, adequado para quando se tem várias fontes de som ou superfícies
refletivas. Um exemplo seria medições acústicas em uma oficina mecânica.

O circuito de medição pode apresentar resposta lenta (slow), rápida (fast),


impulso (impulse) e pico (peak), dependendo do tipo de ruído que está sendo
avaliado.
23

Como já visto os sonômetros podem apresentar filtros de compensação


(ponderação) A e C ou a ausência de compensação, a curva Z (as
ponderações B e D não são mais utilizadas).

Os medidores de nível de pressão sonora de menor custo apresentam apenas


as ponderações slow e fast e as curvas A e C e não calculam o nível
equivalente, só indicam os valores instantâneos.

2.3.2 Adição em Ruído


Nas empresas, em alguns casos, é necessário adicionar um novo equipamento
à linha de produção. Conhecendo-se o nível de pressão sonora produzido por
esse novo equipamento e o nível de pressão sonora existente no ambiente, é
possível, antecipadamente, prever qual o novo nível de pressão sonora no
ambiente, após a instalação do equipamento, de maneira a se estabelecerem
medidas de controle em relação ao novo nível. Lembramos sempre que o que
podemos obter é uma estimativa, pois o perfil normalmente complexo do ruído
não permite uma exatidão absoluta.

Falamos em estimativa porque os efeitos do ambiente (reflexão, absorção,


transmissão) podem produzir grandes diferenças entre o previsto e o medido.

Solução utilizando-se o ábaco

Para facilitar os cálculos podemos utilizar um ábaco construído a partir da


diferença entre dB dos níveis sonoros a serem adicionados.
24

Duas fontes produzem, individualmente, um nível de pressão sonora de 85 dB


e 90 dB num ponto X. Calcule o resultado para quando as duas fontes
estiverem operando simultaneamente.

• 85 dB

X (ponto de medição)

• 90 dB

Adição de decibel - D dB = Diferença entre os níveis em dB


Va NS = Valor a ser adicionado ao maior NS
25
26

2.3.3 Atividade
Faça uma previsão do nível de pressão sonora a ser produzido por seis
equipamentos em determinado posto de trabalho, se eles produzem, nesse
ponto, os seguintes valores:
a) Simbologia ≠ é diferença entre os dois níveis
+ é valor a ser adicionado ao maior Nível Sonoro (NS)

b) Coloque os valores em dB lado a lado e some dois a dois.


(Comece pelos de valor igual nível sonoro para simplificação).

Observação

Pequenas diferenças podem surgir em virtude do


arredondamento dos valores da Tabela 2.2 e da ordem escolhida
para efetuar a soma

2.3.4 Subtração em Ruído


A subtração de decibels é ferramenta importante na avaliação do ruído de
fundo, principalmente, quando se querem estimar os possíveis resultados da
retirada ou isolamento de um equipamento.

O método é similar à adição de decibels.

Quando a diferença de leituras, com e sem uma fonte em funcionamento,


respectivamente, for maior que 15 dB, é porque o ruído da fonte predomina
sobre o ruído de fundo, então, seu controle reduzirá o ruído do ambiente.

Por outro lado, se ao desligarmos a fonte o nível de pressão sonora se


mantiver quase inalterado (até 2 dB de diferença), significa que o ruído de
fundo possui um nível de pressão sonora tão intenso que não justificaria o
isolamento acústico de uma única fonte. Assim, é necessário investir no
controle das várias fontes responsáveis pelo ruído.

Observe a seguinte operação com subtração de ruído.

60,0 dB – 59,0 dB = (diferença = 1 dB, valor a ser subtraído do maior NS = 6,9


dB) = 53,1 dB

Subtração de decibel - D dB = Diferença entre os níveis em dB

Vs NS = Valor a ser subtraído do nível total


27
28

Realize as seguintes subtrações de ruído:

a) 66,0 dB – 60,0 dB =

b) 67,0 dB – 66,0 dB =

c) 70,0 dB – 60,0 dB =

d) 70,0 dB – 58,0 dB =

2.3.5 Atividade
Numa empresa metalúrgica avaliou-se o nível de pressão sonora no setor de
montagem e constatou-se um nível de pressão sonora de 80 dB. O gerente de
produção solicitou ao técnico em segurança uma orientação para a compra de
um equipamento para o setor. Qual o máximo NS que pode ser produzido por
esse novo equipamento, e deverá ser indicado pelo técnico em segurança para
que o nível de pressão sonora não ultrapasse 85 dB? (Lembramos aos
técnicos em segurança que o valor de 85 dB é o limite de tolerância legal para
oito horas).

Solução.
29

2.4 VERIFICAÇÃO DE ATENUAÇÃO


30

Obs.: a superatenuação não oferece o risco direto de perda auditiva, mas sim o
risco de limitar demasiadamente a audição do usuário a ponto de impedi-lo na
identificação de sinais sonoros importantes para a sua segurança, tais como
alarmes, máquinas em movimento etc., gerando um enorme potencial de
acidentes.

A fórmula para o cálculo do ruído que chega a uma orelha protegida tem a
função de selecionar a atenuação mais adequada para cada nível de
exposição. A tabela acima, extraída de uma norma européia EN 458, sugere os
níveis de intensidade de ruído que devem chegar à orelha protegida.

Para selecionar um protetor auditivo com a correta atenuação, é preciso


conhecer a exposição do trabalhador e saber diferenciar o ruído que sai da
máquina, ou até mesmo o ruído ambiente, daquele que chega à zona auditiva
do trabalhador.

Diferentemente do Decibelímetro, que fornece medições instantâneas, o


Dosímetro fornece a dose de exposição total que o trabalhador recebeu em sua
jornada, influenciada diretamente pelas atividades e tarefas desenvolvidas.

Possui oito configurações de medição de dose-padrão


(OSHA, MSHA, DOD, ACGIH, ISO 85 e ISO 90), nove
configurações definidas pelo usuário, nível sonoro (SLM),
armazenagem de dose para até 50 eventos distintos,
<i>download</i> de configurações do PC para o medidor,
travamento de teclado para proteção contra operações
acidentais e temporizadores de dosimetria que suportam pré-
seleção de tempo, duração da medição e pausa. Como
decibelímetro, o DOS-600 indica a média equivalente, pico e
nível de exposição sonora, permitindo amostragem entre 1 s
e 1 h, com armazenamento de 120.000 pontos e dados.
Mede ruído de 60 a 130 dB e 70 a 140 dB, frequência de
ponderação com detector RMS (A e C) e interface de
comunicação USB.

A dose de exposição, fornecida nas medidas de 0 a 1 ou de 0% a 100%, indica


uma quantidade máxima de ruído que a maioria da população “tolera” sem
sofrer danos à audição. Exemplificando, uma dose de 1 ou 100% é equivalente
a uma exposição de 8 horas contínuas a níveis de ruído de 85 decibéis, o que
seria o Limite de Tolerância. Mesmo submetido a diferentes intensidades de
ruído e por tempos também diferentes, o Dosímetro calcula a dose total de
31

exposição baseado no tempo de cada exposição dividido pelo tempo máximo


permitido, segundo a NR-15.

Seu formato gera uma ótima atenuação e muito conforto para


que o usuário nem lembre que está usando proteção auditiva.
Atenuação: 17 dB (NRRsf). CA 5745.

Produto com todas as vantagens do Pomp Plus, porém em


sua haste existe pó de tungstênio; com isso o detector de
metais terá a capacidade de acusar a sua presença.

Atenuação: 15 dB (NRRsf). CA 5745.

2.4.1 PCA – programa de conservação auditiva – NR-7


O PCA – Programa de Conservação auditiva é um conjunto de medidas
coordenadas que previnem a instalação ou evolução das perdas auditivas
ocupacionais, deve sempre estar perfeitamente integrado com o PCMSO e o
PPRA. Onde existir o risco para a audição do trabalhador há necessidade de
implantação do PCA.

O programa do PCA encontra-se em acordo com a Portaria Nº 19, de 9 de Abril


de 1998 do Ministério do Trabalho e Emprego, o qual estabelece a
32

obrigatoriedade da implementação do PCA em todo estabelecimento de


trabalho com Níveis de Pressão Sonora Elevados.

Os objetivos específicos do PCA são:

• Melhorar a qualidade de vida do trabalhador;

• Identificar funcionários com problemas na audição;

• Diagnosticar precocemente as perdas auditivas;

• Adequar as empresas às exigências legais;

• Reduzir custo de insalubridade;

• Redução de reclamatórias trabalhistas.

2.5 AVALIAÇÃO DO RUÍDO DE IMPACTO


Na avaliação do ruído de impacto são importantes os seguintes procedimentos:

a) O período de medição deve ser representativo da exposição.

b) Ajustar o equipamento segundo os parâmetros normalizados para a


avaliação.

c) Calibrar o equipamento.

d) Manter o microfone do medidor dentro da zona auditiva do trabalhador e


posicione-se de forma a minimizar a interferência na medição.

e) Efetuar medições em número suficiente para determinar os níveis de


impacto.

f) Determinar o número de impactos por dia a que fica exposto o trabalha-


dor avaliado.

g) O número de impactos e os níveis medidos em um período menor que a


jornada diária de trabalho podem ser extrapolados para toda a jornada, desde
que o período avaliado seja representativo de toda a exposição do trabalhador.

A NHO 01 adota o critério do nível de ação para o ruído de impacto e altera o


limite de tolerância em dB linear e não cita as alternativas na utilização de
parâmetros com leitura em dB(C) e circuito de resposta fast.

Observe que a NR 15 apenas apresenta um valor limite, sem se preocupar com


a quantidade de impactos diários, ou seja, ficar exposto a 100 impactos por dia
ou a 10000 impactos por dia não faz diferença. Evidentemente, 10.000
impactos serão mais prejudiciais ao trabalhador.
33

3 Aula 3
Nessa aula vamos aprender sobre o risco físico calor, os meios de propagação,
mecanismos de defesa do organismo, mas principalmente veremos a avaliação
do estresse térmico.

3.1 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO CALOR


O objetivo, no estudo dos agentes físicos, é compreender como estas formas
de energia podem afetar os trabalhadores, em que atividades laborativas
(processos) estão presentes, como avaliá-las e como controlá-las.

Veja o que a NR-9 concidera agente físico no item 9.1.5.1 Consideram-se


agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os
trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas
extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infra-
som e o ultra-som. (NR-9)

Temperaturas extremas são condições térmicas rigorosas sob as quais podem


ser realizadas atividades profissionais. Dentre estas condições, destacamos o
calor e o frio intenso.

3.2 CONCEITOS BÁSICOS DO CALOR


O calor constitui um fator de risco relevante do ponto de vista da saúde
ocupacional. A exposição a este agente físico pode ocorrer em diversos
ambientes de trabalho (processos), tais como: siderúrgicas, fundições,
indústrias têxteis, padarias, entre outros.

As pessoas que trabalham em ambientes onde a temperatura é muito alta


estão sujeitas a sofrer de fadiga, ocorrendo falhas na percepção e no
raciocínio, e sérias perturbações psicológicas que podem produzir esgotamento
físico e prostrações.

O calor se propaga por três processos de transmissão:

1- Condução 2- Convecção 3- Irradiação

3.2.1 Condução
É a forma pela qual se transmite o calor através do próprio material, de
molécula a molécula ou de corpo a corpo.

3.2.2 Convecção
É quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se
desloca do local em chamas, levando para outros locais uma quantidade de
34

calor suficiente para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu


ponto de combustão, originando outro foco de fogo.

3.2.3 Irradiação
É quando o calor se transmite por ondas caloríficas através do espaço, sem
utilizar qualquer meio material. Isso se dá atravez das ondas dos raios
infravermelho e ultravioleta.

3.3 TROCA TERMICA


Desta forma, é importante que o técnico em segurança do trabalho, saiba como
ocorre a interação térmica do nosso organismo com o meio ambiente.

Uma pessoa, quando exposta a diferenças de temperatura, pode:

• ganhar ou perder calor por condução, convecção e irradiação, dependendo se


a temperatura da sua pele está mais alta ou mais baixa que a temperatura do
ar;

• ganhar calor por metabolismo (gerado pelo seu próprio organismo, de-
pendendo da atividade física que está realizando);

• perder calor por evaporação (por meio do suor).

Assim, para que o corpo humano se mantenha em equilíbrio térmico, a


quantidade de calor ganha pelo organismo deve ser igual à quantidade de calor
perdida para o meio ambiente.

É importante ressaltar que as trocas térmicas são influenciadas por inúmeros


fatores, mas dentre esses, cinco são os de maior relevância e devem, portanto,
ser considerados na quantificação da sobrecarga térmica: a temperatura do ar,
a umidade relativa do ar, a velocidade do ar, o calor radiante e o tipo de
atividade exercida pelo trabalhador.

3.3.1 Mecanismos de defesa do organismo


Quando o organismo humano está submetido ao calor intenso, ele apresenta
dois mecanismos de defesa.

a) Vasodilatação periférica: é o aumento da circulação (fluxo) de sangue na


superfície do corpo para permitir maior troca de calor entre o organismo e o
ambiente, pois o fluxo de sangue transporta calor do núcleo (interior) do corpo
para superfície, onde ocorrem as trocas térmicas.

b) Sudorese: é a ativação das glândulas sudoríferas, permitindo a perda de


calor por meio da evaporação do suor. O número de glândulas ativadas é
diretamente proporcional ao desequilíbrio térmico existente.
35

Mas, se estes dois mecanismos forem insuficientes para promover a perda


adequada de calor (de forma a manter a temperatura do corpo em torno de
37°C), uma fadiga fisiológica poderá ocorrer, manifestando-se na forma das
seguintes doenças:

a) Exaustão do calor: com a dilatação dos vasos sanguíneos em resposta ao


calor, há insuficiência do suprimento de sangue do córtex cerebral, resultando
em queda de pressão (baixa pressão arterial).

b) Desidratação: em seu estágio inicial, a desidratação atua principalmente na


redução do volume de sangue, promovendo a exaustão do calor. Mas, em
casos mais extremos produz distúrbios na função celular, ineficiência muscular,
redução da secreção (especialmente das glândulas salivares), perda de
apetite, dificuldade de engolir, acúmulo de ácido nos tecidos, febre e até
mesmo a morte.

c) Cãibra do calor: durante a sudorese, ocorre perda de água e sais minerais,


principalmente do cloreto de sódio. Com a redução desta substância no
organismo, poderão ocorrer espasmos musculares e cãibras.

d) Choque térmico: ocorre quando a temperatura do núcleo do corpo é tal que


põe em risco algum tecido vital que permanece em contínuo funcionamento.

Muitos são os sintomas destas doenças, dentre os quais podemos destacar:


dores de cabeça, tonturas, mal-estar, franqueza etc.

3.4 AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO AO CALOR


Na avaliação do calor devemos levar em consideração os parâmetros que
influem na sobrecarga térmica a que estão submetidos os trabalhadores, isso
para que a análise realizada expresse as condições reais de exposição. Desta
forma, cinco são os fatores que devem ser considerados: temperatura do ar,
umidade relativa do ar, velocidade do ar, calor radiante e tipo de atividade
exercida pelo trabalhador.

Perceba, no entanto, que os quatro primeiros fatores citados são


característicos do meio ambiente e podem ser mensurados por meio de
instrumentos específicos. Mas, a quantificação do calor produzido pelo tipo de
atividade física exercida pelo trabalhador é bem mais complexa, e na prática,
só pode ser estimada por tabelas e gráficos.

Vamos observar agora, como cada troca térmica se correlaciona com as


variáveis do meio ambiente e com a tarefa exercida (SESI, 2007).
36

(*) o metabolismo se relaciona diretamente com a atividade física da tarefa.

3.4.1 Limites de tolerância


Ainda, de acordo com o Anexo 3 da NR-15, os aparelhos que devem ser
usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural, termômetro
de globo e termômetro de mercúrio comum. As medições devem ser efetuadas
no local onde permanece o trabalhador à altura da região do corpo mais
atingida.

ANEXO N.º 3

LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA EXPOSIÇÃO AO CALOR

2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de


bulbo úmido natural, termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.

3. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à


altura da região do corpo mais atingida.

3.4.2 Instrumentos de medição


Vamos, agora, conhecer os instrumentos de medição empregados para
determinar o IBUTG:

• Termômetro de Bulbo Seco: é um termômetro de mercúrio comum, cujo bulbo


fica em contato com o ar. Portanto, por meio dele obtemos a temperatura do ar
(tbs).

• Termômetro de Bulbo Úmido Natural: é um termômetro cujo bulbo é recoberto


por um pavio em forma tubular, de cor branca, de tecido de algodão, com alto
poder de absorção de água. Esse pavio deve ser mantido úmido em água
destilada, no mínimo meia hora antes de fazer a leitura da temperatura (tbn).

• Termômetro de Globo: é um aparato que possui um termômetro posicionado


no centro de uma esfera oca de cobre de diâmetro de seis polegadas. A esfera
é preenchida naturalmente com ar e a abertura é fechada pela rolha do
termômetro. A esfera é pintada externamente de preto fosco, um acabamento
altamente absorvedor de radiação infravermelha (SESI, 2007). A leitura deste
37

instrumento corresponde à temperatura média de radiação do ambiente (calor


radiante).locais específicos de trabalho.

Termômetro de bulbo seco.

A medição é realizada através da condução, fazendo o termômetro entrar em


contato com o objeto que se deseja medir a temperatura.

Termômetro de bulbo úmido.

Já o termômetro de bulbo úmido usa a propriedade física da evaporação da


água.

As moléculas obtém energia e evaporam. Ao acontecer isso, há uma leve


mudança de temperatura na água, visto que ela perdeu energia.

O termômetro de bulbo úmido é mais indicado para se medir a quantidade de


umidade presente no ambiente, pois sabemos que a evaporação irá ocorrer
mais em ambientes mais secos (baixa umidade). Ou seja, mais moléculas
evaporam, resfriando a água.

3.5 COMO MEDIR A UMIDADE RELATIVA


Define-se a umidade relativa do ar como a quantidade de água existente no ar
(umidade absoluta e a quantidade máxima que poderia haver na mesma
temperatura (ponto de saturação).

Quanto menor é a umidade do ar, maior é a diferença entre as leituras, porque


mais água evapora. E, inversamente, quanto maior é a umidade do ar, menor é
a evaporação, assim como a diferença entre as duas leituras.

Uma tabela indica a umidade relativa para diferentes valores de temperatura,


medida com o termômetro de bulbo seco, em função das diferenças
observadas entre os valores medidos com ambos os termômetros.

Em campo, os estudos sobre umidade relativa costumam ser desenvolvidos em


ambientes diferentes e a diferentes alturas do solo, como por exemplo: 0 cm,
30 cm, 90 cm e 150 cm.

Exemplo: quando a temperatura medida com o termômetro seco é de 22ºC e a


diferença entre as leituras (termômetro seco e úmido) é de 3ºC, a umidade
relativa é de 75%.
38

3.6 ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO


A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido
Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem:

Ambientes internos ou externos sem carga solar:

IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

Ambientes externos com carga solar:

IBUTG = 0,7tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg

onde:

tbn = temperatura de bulbo úmido natural

tg = temperatura de globo

tbs = temperatura de bulbo seco

A Norma de Higiene Ocupacional NHO-06 da Fundacentro estabelece


procedimentos técnicos para avaliação da exposição ocupacional ao calor.
Essa norma, além de preencher as lacunas no Anexo 3 da NR-15, auxilia os
profissionais de segurança a interpretar e analisar de maneira científica o
39

índice de avaliação IBUTG, adotado pelo Ministério do Trabalho e Emprego


(MTE) por meio da NR-15.

Apresentação da norma

A Coordenação de Higiene do Trabalho da FUNDACENTRO publicou, em


1985, uma série de Normas Técnicas denominadas Normas de Higiene do
Trabalho – NHT, hoje intituladas Normas de Higiene Ocupacional – NHO.

Estes três instrumentos não medem apenas temperatura? Como os cinco


fatores que influenciam as trocas térmicas entre o corpo e o meio estão
relacionados nesta avaliação? A resposta para estes questionamentos está no
quadro 6.2 que explica como funcionam estes instrumentos e quais parâmetros
afetam sua leitura.

Fatores: a temperatura do ar, a umidade relativa do ar, a velocidade do ar, o


calor radiante e o tipo de atividade exercida pelo trabalhador.

Tabela de princípio de funcionamento dos principais instrumentos (sensores) e


parâmetros que afetam sua leitura.

Considerações acerca do Índice de Bulbo ÚmidoTermômetro de Globo


(IBUTG).

O IBUTG, ainda, considera o tipo de atividade desenvolvida (leve, moderada,


pesada), a NR-15 prevê um regime de trabalho (envolvendo trabalho e
descanso) para duas situações distintas:

• Regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local


de prestação de serviço.
40

• Regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local


(local de descanso).

• Sendo os períodos de descanso considerados tempo de serviço para todos os


efeitos legais.

Quadro 1 do Anexo 3 da NR-15. (Trabalho e descanso no mesmo local)

Nos casos em que o descanso e o trabalho ocorrem no mesmo local, a


avaliação da exposição ao calor é realizada nesse quadro.

Para utilizar o Quadro 1 devemos calcular o IBUTG por meio das fórmulas
vistas e determinar se o tipo de atividade realizada pelo trabalhador é leve,
moderada ou pesada. Para saber qual é o tipo da atividade, consultamos o
quadro 3 do Anexo 3 da NR-15, Na sequência, de posse das informações,
verificamos no Quadro 1, qual é o regime de trabalho que a norma propõe para
a situação avaliada.

QUADRO N.º 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE

É importante esclarecer que para utilizar o Quadro 1 do Anexo 3 da NR-15, o


descanso no próprio local de trabalho deve ser entendido como aquele que
ocorre no mesmo ponto físico do trabalho, e não no “mesmo recinto”,
significando que o trabalhador está submetido ao mesmo IBUTG de quando
41

trabalha. Pois, se houver qualquer alteração do IBUTG, por mudança da


posição física (local) do trabalhador, este quadro já não pode mais ser
aplicado. Esse critério é utilizado para definir regimes de trabalho – descanso
nas condições de operação em que o trabalhador não pode abandonar o local
de trabalho, entre a execução de uma tarefa e a seguinte.

3.6.1 Atividade
Um operador de forno carrega a carga em 03 minutos, a seguir aguarda por 04
minutos o aquecimento da carga, sem sair do lugar, e gasta outros 03 minutos
para a descarga. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante a
jornada de trabalho. No levantamento ambiental, obtivemos os seguintes
valores:

Tg = 35°C A atividade moderada foi


definida por meio do Quadro 3
Tbn = 25°C do Anexo 3 da NR-15
O tipo de atividade é considerado como moderado.

Resposta:

Cada ciclo de trabalho é de 10 minutos; portanto, em uma hora teremos 06


ciclos, e o operador trabalha 6x6 = 36 minutos e descansa 4x6 = 24 minutos.
Como o ambiente é interno, sem incidência solar, o IBUTG será:

IBUTG = 0,7Tbn + 0,3Tg

IBUTG = 0,7 x 25 + 0,3 x 35 IBUTG = 28,0°C

Consultando-se o quadro I da NR-15, Anexo 3, verificamos que o regime de


trabalho nesse caso deve ser de 45 minutos de trabalho e 15 minutos de
descanso a cada hora, para que não haja sobrecarga térmica. Como o
operador trabalha 36 minutos e descansa 24 minutos, a sobrecarga térmica é
considerada aceitável.

Logo, podemos concluir que a atividade exercida pelo trabalhador é salubre.

3.6.2 Trabalho com descanso em outro local


Quando o trabalhador descansa em local diferente (termicamente mais ameno)
do lugar em que trabalha, devemos utilizar outra metodologia para avaliar a
exposição ao calor. Nestes casos, devemos calcular o IBUTG do ambiente de
trabalho e o IBUTG do ambiente de descanso, para, então, com estes valores,
calcular o IBUTG médio, ponderado por hora.

Para estas condições, os limites de tolerância são fornecidos pelo Quadro 2, do


Anexo 3 da NR-15.
42

3.7 IBUTG MÉDIO PONDERADO E TAXA DE METABOLISMO MÉDIO,


PONDERADA
Para taxa de metabolismo média ponderada usa-se a formula abaixo.

Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora,


determinada pela seguinte fórmula:

Sendo que:

• Mt = taxa de metabolismo no local de trabalho.

• Tt = soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de


trabalho.

• Md = taxa de metabolismo no local de descanso.

• Td = soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de


descanso.

Já, os valores presentes na segunda coluna do Quadro 2 do Anexo 3 da NR-15


correspondem ao maior valor do IBUTG médio ponderado, que é admissível ao
respectivo metabolismo.

Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfa-vorável (crítico)


do ciclo de trabalho e devem somar 60 minutos corridos (Tt+Td=60). Já, as
taxas de metabolismos Mt e Md devem ser obtidas por meio do Quadro 3 do
Anexo 3 da NR-15.

O IBUTG médio ponderado para uma hora, descrito IBUTG , é determinado

pela seguinte fórmula:

Onde:

• IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.

• IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.

• Tt e Td = variáveis anteriormente definidas.


43

3.7.1 Atividade
Regime de trabalho com descanso em outro local:

Um operador de forno demora 03 minutos para carregar o forno, a seguir


aguarda o aquecimento por 04 minutos, fazendo anotações em um local
distante do forno, para depois descarregá-lo durante 03 minutos. Verificar qual
o regime de trabalho/descanso.

Nesse caso, temos duas situações térmicas diferentes, uma na boca do forno e
outra na segunda tarefa. Temos, portanto, de fazer as medições nos dois
lugares.

Local 1Tg = 54°C

Tbn = 22°C

Atividade Metabólica M = 300 kcal/h (quadro 3 do Anexo 3 da NR-15)

Calculando-se o IBUTG de trabalho = 0,7 x 22 + 0,3 x 54 (IBUTG)t =


31,6°Cno local 1

Local 2Tg = 28°C

Tbn = 20°C

M = 125 kcal/h

Calculando-se o IBUTG de descanso = 0,7 x 20 + 0,3 x 28

(IBUTG)d = 22,4°C

Temos que calcular o IBUTG médio e o Metabolismo médio, que será a média
ponderada entre o local de trabalho e o de descanso. O tempo de trabalho no
ciclo é de 06 minutos e o de descanso de 04 minutos. Como os ciclos se
repetem, em uma hora teremos, portanto, 06 ciclos de 10 minutos cada um.
Teremos em uma hora 36 minutos de trabalho e 24 minutos de descanso.

Considerando o quadro do máximo IBUTG médio ponderado permissível para


o metabolismo médio de 230 kcal/h da legislação (não encontramos esse valor,
adotamos o valor de 250 kcal/h a favor da segurança), deparamos com o valor
de 28,5°C. Como o IBUTG médio calculado foi de 27,9°C, concluímos que esse
ciclo de trabalho é compatível com as condições térmicas existentes.
44

A NHO-06, fornece mais valores de limites de tolerância além dos


apresentados no Quadro 2.

3.8 MEDIDAS DE CONTROLE RELATIVAS AO AMBIENTE

As medidas relativas ao ambiente destinadas ao controle do calor procuram


diminuir os fatores que influenciam na sobrecarga térmica, como os fatores
ambientais (temperatura do ar, velocidade do ar, umidade relativa do ar e calor
radiante) e metabólicos (influenciados pelo tipo de atividade desenvolvida).

Neste sentido, muitos são os dispositivos que podem ser empregados no


ambiente para controle do calor.

No quadro seguinte descrevemos alguns destes exemplos, apontando sobre


qual fator atuam.

3.8.1 Medidas de controle administrativas e relativas ao trabalhador


Existe uma série de medidas que podem ser aplicadas diretamente ao
trabalhador visando minimizar a sobrecarga térmica. Dentre elas, estão as
medidas de caráter administrativo e outras específicas ao pessoal.

• Exames médicos: recomenda-se a realização de exames médicos pré-


admissionais (ou de seleção) e exames periódicos. Mas, por que isso? Os
exames pré-admissionais têm por objetivo detectar problemas de saúde que
possam ser agravados pela exposição ao calor, tais como: problemas
respiratórios, cardiocirculatórios, deficiências glandulares (principalmente
glândulas sudoríparas), problemas de pele, hipertensão etc.
45

• Aclimatização: consiste em uma adaptação fisiológica do organismo a um


ambiente quente. É uma medida de fundamental importância na prevenção dos
riscos decorrentes do calor intenso. Quando um indivíduo se expõe pela
primeira vez ao calor, há um aumento significativo da temperatura retal e do
ritmo cardíaco, baixa sudorese e outros desconfortos como tonturas e náuseas.

• Reposição hídrica e salina: um profissional exposto ao calor intenso, deverá


ingerir maior quantidade de água e sal, sob orientação médica, para
compensar a perda ocorrida na sudorese. A não reposição destes elementos
pode levar à desidratação e cãibras do calor

• Limitação do tempo de exposição: os tempos de exposição devem ser


compatíveis com as condições de trabalho, no sentido de que o regime de
trabalhodescanso atenda aos limites recomendáveis pela NR-15.

• Equipamentos de Proteção Individual (EPI): o uso de óculos com lentes


especiais é necessário sempre que houver fontes consideráveis de calor
radiante. Luvas, mangotes, aventais e capuzes devem ser utilizados para
proteção das diversas partes expostas ao calor. Amianto é um excelente
isolante térmico, mas possui um alto coeficiente de absorção de calor radiante.
Logo, o uso de EPI constituído simplesmente de amianto não é recomendável.
O EPI deve ser revestido por um tecido aluminizado a fim de refletir a maior
parte do calor radiante.

Em complemento, as vestimentas dos trabalhadores devem ser


confeccionadas com tecido leve e cor clara. Para situações de exposição
crítica, existem diversas vestimentas para corpo inteiro e algumas que
possuem sistema de ventilação acoplado.

• Educação e treinamento: a orientação dos trabalhadores quanto à


prática correta de suas tarefas pode, por exemplo, evitar esforços físicos inúteis
ou longos e desnecessários períodos de permanência próximos à fonte de
calor. Deve-se conscientizar o trabalhador sobre o risco que representa a
exposição ao calor intenso, educando-o quanto ao uso correto dos EPIs e
alertando-o sobre a importância de asseio pessoal.

4 AULA 4
Nesta aula vamos estudar os princípios básicos das radiações não ionizantes,
saber identificá-las, quais as principais ações no organismo humano e como se
caracteriza a insalubridade.

Também faz parte desta aula a exposição ocupacional a vibrações, saber os


tipos de vibração e aprender a operar a calculadora Stihl.
46

Na continuação teremos a exposição ocupacional ao frio fazendo ênfase aos


limites de tolerância estabelecidos pela NR-29.

Vamos aprender sobre a exposição ocupacional a umidade, buscando a


compreensão da caracterização da insalubridade.

E por fim teremos um resumo sobre a exposição ocupacional a radiação


ionizante.

4.1 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE


Radiação é uma forma de energia que se propaga pelo espaço por meio de
ondas eletromagnéticas ou partículas. Existem diversas formas de radiação.
Mas, o que diferencia uma radiação da outra é o seu nível de energia, seu
comprimento de onda e a sua frequência. É importante que você tenha em
mente que quanto maior a frequência de uma radiação, maior é sua energia e
menor é seu comprimento de onda. Logo, os raios gama cuja frequência está
em torno de 10(=10000000000000000000000) Hertz, são aquelas de maior
frequência/energia e, portanto, as mais nocivas ao ser humano. Note, também,
que esta radiação é a de menor comprimento de onda, em torno de 10(=
0,00000000000001) metros.

Assim, as radiações, de acordo com seu efeito biológico no organismo, sua


frequência e energia, podem ser classificadas em:

• Radiações ionizantes: são ondas eletromagnéticas de altíssima frequência


que possuem grande poder de ionização, ou seja, possuem energia suficiente
para arrancar elétrons dos átomos constituintes da matéria, podendo gerar
rupturas de ligações moleculares e, consequentemente, a alteração em nível
celular (DNA), realizando ação mutagênica.

Fazem parte deste grupo:

A radiação alfa (α), radiação beta (β), radiação gama (γ) e os raios X.

• Radiações não ionizantes: são ondas eletromagnéticas de menor energia e


menor frequência quando comparadas às radiações ionizantes. Portanto, essas
radiações não possuem a energia necessária para produzir a perda do átomo,
ou seja, são radiações cuja energia é insuficiente para ionizar a matéria sobre
qual incide. Entretanto, não podemos menosprezá-las, pois, também,
apresentam risco significativo à saúde do ser humano.

Neste grupo estão:

As ondas de rádio e televisão, as micro-ondas, a radiação infravermelha, o


laser e a ultravioleta.
47

4.1.1 Determinações da NR-15 no anexo 7


Vejamos o que fala a norma acerca desse tipo de radiação e como nos ajuda
discernir entre as varias faixas de freqüência.

ANEXO N.º 7 RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES

1. Para os efeitos desta norma, são radiações não-ionizantes as micro-ondas,


ultravioletas e laser.

Lembrando os principais elementos de uma onda:

Amplitude de onda (potencia), unidade de medida depende da onda, dB em


ruído, w em onda de rádio.

Amplitude de onda, quantidade de ciclos percorridos por segundo, medidos em


Hz.

Comprimento de onda, distância percorrida para completar um ciclo, medido


em metros.

A luz solar é a radiação mais presente que existe na terra.

A palavra radiação vem do latim radiatio (brilho, luz, raio).

As radiações são ondas eletromagnéticas.

A luz (branca) faz parte das radiações.

Todas viajam na velocidade da luz (300,000Km/s).

A principal ação da radiação não ionizante no corpo do trabalhador é o


aquecimento dos tecidos.

O risco ao trabalhador depende de:

Amplitude da onda, potência (radiação ) gerada.

Tipo de radiação (frequência) da onda.

Proximidade da fonte geradora.


48

Tempo de exposição.
O aquecimento do alimento:
Amplitude da onda, potência (radiação ) gerada;
Tipo de radiação (frequência) da onda;
Proximidade da fonte geradora;
Tempo de exposição.

No que se diz respeit ao trabalhador os mesmos


principios devem ser aplicado em todas as
radiações.

Uv A e B atua na esclera e na conjutiva, já Uv A e infravermelho aquecem o


cristalino. A retina pelo Infravermelho e lazer.

A luz vermelha tem varias faixas, assim como a ultravioleta, essas faixas
trabalhão em fases diferentes.

Os raios laser são divididos em cinco classes de acordo com o seu potencial de
provocar danos biológicos à saúde.

• Classe I: é composta de lasers que não emitem radiação em níveis


considerados perigosos.
49

• Classe IA: é composta de lasers com limite superior de energia de 4mW


e não devem ser olhados diretamente.

• Classe II: é composta de lasers visíveis de baixa energia, com limite


supe-rior de 1 mW.

• Classe IIIA: é composta de lasers de energia intermediária e são


perigosos se olhados de frente. Os apontadores a laser se encaixam nesta
classificação.

• Classe IV: é composta de lasers de alta energia (os contínuos de 500


mW e os pulsados de 10 J/cm2). Há risco para visão, diretamente ou pulsados.

Novamente, o anexo 7 da NR-15 determina, para fins de caracterização de


insalubridade devido à radiação laser, a avaliação qualitativa da exposição
ocupacional. Já a ACGIH recomenda limites de tolerância que são
estabelecidos em função do comprimento de onda, da intensidade da radiação
laser e do tempo de exposição. Ainda, a ACGIH recomenda limites específicos
para a exposição ocular e na pele

como grande parte dos raios laser tem um rótulo fixado pelo fabri-cante,
descrevendo sua classe de risco, normalmente não há necessidade de realizar
avaliação quantitativa. Nestes casos, não é preciso determinar a irradiância
para compará-la com os limites de tolerância da ACGIH.

Em relação às medidas de controle, as exposições perigosas podem ser


minimizadas com a aplicação de medidas apropriadas a cada classe de risco
do laser. Assim, o fabricante do laser deve fornecer sua classe por meio de
sinalização com advertência do risco. Em qualquer classe, deve-se sempre
evitar a exposição direta do olho ao feixe de laser, mais, os feixes de laser
devem ser totalmente protegidos em seu trajeto, e quando isso não ocorrer,
deve-se definir a área controlada e sinalizá-la.

É importante destacar também que o treinamento do operador é necessário


principalmente na classe IV, e deve-se fornecer a ele procedimento escrito para
operação do laser, especialmente durante a emissão do feixe. Deve-se,
também, limitar a presença de pessoas em áreas controladas.

Feixe é o conjunto de raios luminosos paralelos ou quase paralelos de uma


fonte comum.

Por fim, os EPIs recomendados são óculos com fator de proteção adequado,
roupas apropriadas e barreiras para a proteção dos raios laser, em especial na
classe IV.
50

4.1.2 Radiação de micro-onda e radiofrequência


Novamente, temos o anexo 7 da NR-15 que determina que a avaliação da
insalubridade decorrente da radiação de micro-onda seja avaliada por inspeção
realizada no ambiente de trabalho (avaliação qualitativa).

Em contrapartida, existem limites de exposição definidos pela ACGIH que


pretendem limitar o aquecimento por absorção para as exposições
ocupacionais, mas não eliminá-lo. A avaliação destas radiações é bastante
complexa e requer instrumentação específica.

Entre as medidas de controle das radiações de micro-onda e radiofrequência,


podemos destacar.

• As fontes de produção devem ser blindadas de forma a evitar o


escapamento para o ambiente, e as possíveis aberturas, como nos fornos de
micro-ondas, devem ser seladas.

• Na operação de um forno, o operador não deve permanecer com a porta


aberta e nem colocar o rosto na abertura da porta.

• Deve-se controlar a distância da fonte de micro-ondas para reduzir a


exposição.

• Utilizar roupas de proteção para a pele e para os olhos.

• Controle médico.

4.2 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A VIBRAÇÃO


Quando se fala em vibração, imediatamente pensamos em um corpo tremendo
como se estivesse encerando um piso com uma enceradeira potente. Às
vezes, vibra o corpo inteiro, às vezes, somente mãos e braços. Portanto,
quando for avaliar vibrações lembre-se de que podem ser ou de corpo inteiro,
ou localizada.

As vibrações são fenômenos físicos, com parâmetros específicos que


interessam à Higiene Ocupacional. Um corpo vibra quando realiza um
movimento oscilatório em relação a um corpo de referência. O número de
ciclos do movimento por segundo é denominado frequência e sua unidade é o
Hertz (Hz). Você viu isso quando estudou o principio das ondas.

No estudo das vibrações devem ser avaliados o deslocamento, a velocidade e


a aceleração.

A ação de uma força provoca o movimento vibratório em um eixo de repouso.


51

4.2.1 Vibrações de corpo inteiro


Ocorrem quando todo ou a maior parte do corpo está exposto a movimentos
vibratórios e são de baixa frequência. Equipamentos como retroescavadeira e
trator provocam esse tipo de vibração causando oscilações de energia
mecânica entrando pelo corpo do indivíduo. Essas vibrações ocorrem mais
intensamente em equipamentos móveis, podendo a exposição ser de longa ou
curta duração. Normalmente, há um assento no posto de operação da
máquina/ veículo e a vibração do rolamento é transmitida ao operador. Para
indicar as direções das vibrações sobre o corpo humano, usa-se o sistema de
coordenadas x, y, z, chamadas coordenadas Basicêntricas.

O nosso corpo tem reações diversas às vibrações. A sensibilidade às vibrações


longitudinais, isto é, ao longo do eixo z é diferente da sensibilidade em relação
aos eixos x e y, vibrações transversais.
52

Deve-se levar em conta que a sensibilidade varia com a frequência, dessa


forma, pode-se tolerar mais a aceleração para certa frequência, mas para
outra, não.

4.2.2 Vibrações localizadas


Também chamadas de vibrações de extremidades, as vibrações localizadas
são transmitidas somente às mãos e aos braços por meio de marteletes
pneumáticos, rompedores, lixadeiras e motosserras, por exemplo.

A frequência desse tipo de vibração está na faixa de 6,3 a 1250 Hz e é a mais


estudada devido às consequências na saúde do trabalhador.

Sistema de coordenadas biodinâmicas

Existem dois tipos de vibração que devem ser analisadas do ponto de vista da
saúde ocupacional. Desta forma, cada uma delas tem consequências
diferentes para a saúde.

Um indivíduo diariamente exposto à vibração de corpo inteiro poderá sofrer


danos físicos permanentes ou distúrbios no sistema nervoso. Entre alguns
estão os possíveis danos à coluna vertebral, ao sistema circulatório, ao sistema
urológico, ao Sistema Nervoso Central (SNC).

Algumas reações mais comuns, mas que após um período de descanso


desaparecem, são a fadiga, a insônia, tremores e dores de cabeça.

Esses efeitos podem ser ainda piores se a exposição for contínua, de forma
grave causam problemas na região dorsal e lombar, no aparelho digestivo e
intestino, no sistema reprodutivo, na visão e degeneração da coluna vertebral.
O Mal dos Transportes, por exemplo, é uma doença causada por exposição
desse tipo. Está ligada a veículos de forma geral - navios, caminhões, trens,
plataformas.

Sistema nervoso, Sistema osteomuscular e Sistema vascular.


53

Sistema osteomuscular

E quais são as consequências da vibração de extremidade? Esse tipo de


exposição pode dar origem a Síndrome de Vibração de Mãos e Braços,
conhecida por HAVS (HandandArmVibrationSyndrome) e à Síndrome do Canal
Cárpico. A HAVS afeta nervos, vasos sanguíneos, músculos e articulações da
mão, pulso e braço, incluindo, ainda, a Síndrome dos Dedos Brancos (quando
as artérias digitais se fecham).

A Síndrome do Canal Cárpico, é uma perturbação nervosa com dores,


dormência e, ainda, fraqueza em partes da mão.
54

O que ocorre no nosso organismo quando somos expostos a determinadas


frequências?

4.2.3 Diretrizes do anexo 8 da NR-15


Todos os critérios estabelecidos sobre os dois tipos de vibração até aqui
estudados estão nesse anexo.

NR-15 ANEXO N.º 8 VIBRAÇÃO

1. Objetivos

1.1 Estabelecer critérios para caracterização da condição de trabalho insalubre


decorrente da exposição às Vibrações de Mãos e Braços (VMB) e Vibrações de
Corpo Inteiro (VCI).

1.2 Os procedimentos técnicos para a avaliação quantitativa das VCI e VMB


são os estabelecidos nas Normas de Higiene Ocupacional da
FUNDACENTRO.

2. Caracterização e classificação da insalubridade

2.1 Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de


exposição ocupacional diária a VMB correspondente a um valor de aceleração
resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s2.

2.2 Caracteriza-se a condição insalubre caso sejam superados quaisquer dos


limites de exposição ocupacional diária a VCI:

a) valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s2;

b) valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75.


55

2.2.1 Para fins de caracterização da condição insalubre, o empregador deve


comprovar a avaliação dos dois parâmetros acima descritos.

2.3 As situações de exposição a VMB e VCI superiores aos limites de


exposição ocupacional são caracterizadas como insalubres em grau médio.

2.4 A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição, abrangendo


aspectos organizacionais e ambientais que envolvam o trabalhador no
exercício de suas funções.

2.5 A caracterização da exposição deve ser objeto de laudo técnico que


contemple, no mínimo, os seguintes itens:

a) Objetivo e datas em que foram desenvolvidos os procedimentos;

b) Descrição e resultado da avaliação preliminar da exposição, realizada de


acordo com o item 3 do Anexo 1 da NR-9 do MTE;

c) Metodologia e critérios empregados, inclusas a caracterização da exposição


e representatividade da amostragem;

d) Instrumentais utilizados, bem como o registro dos certificados de calibração;

e) Dados obtidos e respectiva interpretação;

f) Circunstâncias específicas que envolveram a avaliação;

g) Descrição das medidas preventivas e corretivas eventualmente existentes e


indicação das necessárias, bem como a comprovação de sua eficácia;

h) Conclusão.

Para medir as exposições à vibração, tanto de corpo inteiro quanto localizada,


utiliza-se um aparelho chamado Acelerômetro que transforma o movimento
oscilatório da vibração em sinal elétrico. Você pode fazer uma medição global
ou por faixas de frequência, como na avaliação de ruído. Mas preste atenção,
porque nesse caso as curvas de ponderação são específicas e, no ruído, há as
curvas A, B, C e D.

O procedimento para avaliação do trabalhador exposto à vibração.

Inicialmente, você deverá definir um Grupo Homogêneo de Exposição GHE.

Na sequência, você vai verificar a atividade que está sendo avaliada, o ciclo de
trabalho e o tempo de exposição.

Verificar se as baterias do medidor estão em ordem, montar o acelerômetro e


realizar a medição.
56

4.2.4 Medidas de controle


É possível controlar a vibração com medidas coletivas, administrativas ou de
organização do trabalho. O uso de EPI para essa condição é limitado, pois não
há nenhum equipamento de proteção individual que reduza o valor da
aceleração abaixo do limite e que seja aprovado pelo Ministério do Trabalho e
Emprego. Vamos, então, falar sobre como é possível proteger o trabalhador da
vibração de corpo inteiro e da localizada.

Quanto às vibrações de corpo inteiro Como medidas coletivas

a) Usar assentos com amortecedor.

b) Calibrar os pneus do veículo.

c) Pavimentação de vias de percurso.

Controlar a velocidade do veículo

e) Usar bancos com descanso para os braços.

f) Usar cabines com suspensão

Como medidas administrativas e de organização do trabalho

a) Limitar o tempo de exposição.

b) Monitorar a exposição.

c) Controle médico frequente.

Quanto às vibrações localizadas

Como medidas coletivas:

a) Usar ferramentas com

características antivibratórias.

b) Substituir o equipamento por outro.

Executar práticas adequadas de trabalho para que as mãos e o corpo se


mantenham aquecidos. Usar EPI especifico.
57

1 Objetivo.
Esta norma técnica tem por objetivo estabelecer
critérios e procedimentos para a avaliação da
exposição ocupacional a vibrações de corpo inteiro
(VCI) que impliquepossibilidade de ocorrência de
problemas diversos à saúde do trabalhador, entre os
quais aqueles relacionados à coluna vertebral.

2 Aplicação.
A norma aplica-se à exposição ocupacional a
vibrações de corpo inteiro, em quaisquer situações de
trabalho em que a vibração seja transmitida ao corpo,
tanto na posição em pé, quanto na sentada.
1 Objetivo
Esta norma técnica tem por objetivo estabelecer
critérios e procedimentos para avaliação da exposição
ocupacional a vibrações em mãos e braços que
implique risco à saúdedo trabalhador, entre os quais a
ocorrência da síndrome da vibração em mãos e braços
(SVMB).

2 Aplicação

A norma aplica-se à exposição ocupacional a


vibrações em mãos e braços em quaisquer situações
de trabalho.

Vibração de corpo inteiro é mais comum nas atividades de transporte,


caminhão, trator, ônibus, etc.

São vibrações de baixa frequência e alta amplitude, situada na faixa de 1 a


80Hz (principalmente entre 1 e 20Hz.).

Nível de vibração - Critérios de julgamento e tomada de decisão.

Exposição diária (jornada de 8h.) VMB


58

Nível de vibração - Critérios de julgamento e tomada de decisão.

Exposição diária (jornada de 8h.) VCI.

A calculadora é uma planilha Excel e fácil de usar

Basta clicar aqui


59

Todo processo de operação será passado com detalhes na sala de aula.

4.3 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO FRIO


A exposição ocupacional ao frio pode ser observada em diversas atividades
laborativas realizadas em indústrias alimentícias, lacticínios, fabricação de
sorvetes, frigoríficos, indústrias de bebidas, dentre outras.

Assim como o calor intenso, o frio também provoca inúmeras alterações no


organismo e a exposição de trabalhadores a estas condições pode levar a
doenças sérias, conforme veremos a seguir.

Neste contexto, podemos dizer que a vasoconstrição periférica é a primeira


reposta do organismo frente à exposição ao frio, objetivando reduzir as perdas
de calor do nosso corpo, de forma que o fluxo sanguíneo se reduz
proporcionalmente à queda de temperatura corpórea.

Se a temperatura do corpo cair de maneira a atingir 35°C, uma redução gradual


de todas as atividades fisiológicas ocorrerá, diminuindo a pressão arterial, a
frequência dos batimentos cardíacos e a taxa metabólica.

O corpo tentará compensar as perdas por meio de tremores, como tentativa de


produzir calor pela atividade muscular. Mas, se esta medida não for suficiente,
o corpo continuará a perder calor e por volta dos 29°C, o hipotálamo perderá
sua capacidade termorreguladora e, consequentemente, entraremos em um
estado de sonolência e coma, determinando um quadro de hipotermia.

Além da hipotermia (queda excessiva da temperatura corporal), vários outros


estados patogênicos, conhecidos como lesões do frio, podem afetar nosso
organismo. Dentre estas lesões, podemos citar:

• Enregelamento dos membros: que pode levar à gangrena (apodrecimento do


tecido) e amputação dos mesmos.

• Pés de imersão: quando os trabalhadores permanecem com os pés


umedecidos ou imersos em água fria por longos períodos, provocando
estagnação do sangue e paralisação dos pés e pernas.

• Ulcerações do frio: feridas, bolhas radiadoras e necrose poderão ocorrer


devido à exposição ao frio intenso.

Ainda, é importante ressaltar que o frio interfere na eficiência do trabalho e


aumenta a incidência de acidentes, além de desencadear inúmeras doenças
reumáticas e respiratórias.

4.3.1 Normas aplicáveis e limites de tolerância


ANEXO N.º 9 FRIO
60

1. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas,


ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os
trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas
insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.

Perceba que o Anexo 9 é bastante sucinto e traz pouca informação a respeito


da exposição ao frio. Então, devemos nos embasar em outras normas
regulamentadoras para complementar nosso conhecimento acerca do frio.

Nesse sentido, temos a NR-29, que trata da segurança e saúde no trabalho


portuário, a qual estabelece que: 29.3.16.2 A jornada de trabalho em locais
frigorificados deve obedecer à tabela:

(*) Faixa de temperatura válida para trabalho em zona climática quente, de


acordo com o mapa oficial do IBGE.

(**) Faixa de temperatura válida para trabalho em zona climática subsequente,


de acordo com o mapa oficial do IBGE.

(***) Faixa de temperatura válida para trabalho em zona climática mesotérmica,


de acordo com o mapa oficial do IBGE.

Ainda, na nossa relação com outras normas regulamentadoras, é importante


destacar que na avaliação de agentes ambientais (sejam físicos, químicos ou
biológicos) a NR-9, que trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
– PPRA, define que na ausência de limites estabelecidos pela NR-15, podemos
utilizar como referência os limites de exposição ocupacional adotados pela
ACGIH.

Da mesma forma que com o calor, as medidas de controle para ambientes frios
visam alterar os fatores que influenciam as trocas térmicas. Logo, muitas das
medidas são semelhantes às que já aprendemos na aula de calor, mas, é
claro, voltadas para o frio. Vejamos quais são elas:
61

a) Aclimatização: consiste na exposição gradual de trabalhadores a ambientes


frios para sua adaptação.

b) Vestimentas de trabalho e EPIs: é necessário que o isolamento do corpo


proporcionado pela vestimenta de trabalho seja satisfatório e que a camada de
ar compreendida entre a pele e a roupa elimine parcialmente a transpiração
para se ter uma troca regular de temperatura Além das vestimentas, é
necessário proteger as extremidades do corpo.

c) Limitação do tempo de exposição: quando a exposição ao frio é intensa, é


necessário que o trabalhador intercale períodos de descanso em local
termicamente superior ao local frio para manter uma reposta termorreguladora
adequada do corpo. Para isso, devem ser considerados os limites de tolerância
propostos nas normas vigentes.

d) Exames médicos: os exames médicos admissionais devem levar em conta a


exclusão de diabéticos, fumantes, alcoólatras que tenham doenças articulares
ou vasculares periféricas. Nos exames médicos, deve-se atentar para o
diagnóstico de vasculopatias periféricas, ulcerações térmicas, dores articulares,
perda de sensibilidade, pneumonias e infecções das vias áreas superiores.

é indicado usar botas, luvas, capuz, entre outras, visando proteger pés, mãos e
cabeça.

e) Educação e treinamento: todo trabalhador que executar atividades sob frio


intenso deverá ser instruído sobre os riscos da sua atividade, orientado e
treinado quanto ao uso das proteções adequadas e rotinas de trabalho.

Você aprendeu sobre a exposição de trabalhadores a condições de frio intenso


e seus efeitos sobre o organismo.

4.4 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL UMIDADE


Todo critério técnico estabelecido para a exposição ocupacional a umidade,
assim como a caracterização da insalubridade estão no anexo 10 da NR-15.

ANEXO N.º 10 UMIDADE

1. As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados,


com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos
trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de
inspeção realizada no local de trabalho.

4.4.1 Risco Físico Umidade


As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados,
com umidade excessivas, capazes de produzir danos a saúde dos
trabalhadores são situações insalubres e devem ter a atenção dos
62

prevencionistas por meio de verificações realizadas nesses locais para estudar


a implantação de medidas de controle.

O que é umidade? É a quantidade de vapor d’ água que existe em suspensão


na atmosfera formando nuvens e precipitações, ou seja, descreve a quantidade
de vapor de água contida numa dada porção de atmosfera.

A exposição do trabalhador à umidade pode acarretar doenças no:aparelho

Umidade traz efeitos Metabólicos e Endocrinológicos para a saúde.

Avaliação dos Locais de Trabalho A avaliação dos locais de trabalho no que diz
respeito a umidade e locais encharcados, são feitos através de: Avaliação
Qualitativa – Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho.

Com estudo de modificações no processo de trabalho Para o controle da


exposição do trabalhador a umidade podem ser tomadas medidas de: Proteção
Coletiva & Proteção Individual EPC & EPI

“ Não existe Limites de Tolerância para exposição ao agente umidade .”

4.5 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A RADIAÇÃO IONIZANTE


Radiação é uma forma de energia que se propaga pelo espaço por meio de
ondas eletromagnéticas ou partículas. Existem diversas formas de radiação.
Mas, o que diferencia uma radiação da outra é o seu nível de energia, seu
comprimento de onda e a sua frequência. É importante que você tenha em
mente que quanto maior a frequência de uma radiação, maior é sua energia e
menor é seu comprimento de onda. Logo, os raios gama cuja frequência está
em torno de 10(=10000000000000000000000) Hertz, são aquelas de maior
frequência/energia e, portanto, as mais nocivas ao ser humano. Note, também,
que esta radiação é a de menor comprimento de onda, em torno de 10(=
0,00000000000001) metros.

Radiações ionizantes: são ondas eletromagnéticas de altíssima frequência que


possuem grande poder de ionização, ou seja, possuem energia suficiente para
arrancar elétrons dos átomos constituintes da matéria, podendo gerar rupturas
de ligações moleculares e, consequentemente, a alteração em nível celular
(DNA), realizando ação mutagênica.

Fazem parte deste grupo:

A radiação alfa (α), radiação beta (β), radiação gama (γ) e os raios (X).

Ionização é a reação onde um atomo perde sua neutralidade e passa a ter uma
carga positiva ou negativa, formando um ION.
63

Cátion = carga +

Aníon= carga –

Todo átomo tem uma carga neutra, ou seja, mesmo número de protons e
neutrons.

4.5.1 Principio da energia nuclear.


Um radioisótopo ou isótopo radioativo caracteriza-se por apresentar um núcleo
atómico instável que emite energia quando se transforma num isótopo mais
estável. A energia libertada na transformação pode ser chamada de partícula
alfa, partícula beta ou radiação gama e detectada por um contador Geiger, com
uma película fotográfica ou com uma câmara de ionização.

Radiação alfa (α)

É a partícula mais pesada entre as três. Tem baixo poder de penetração. É


constituída por dois prótons e dois nêutrons.

Radiação beta (β)

É mais rápida, e têm maior poder de penetração e danificação, que uma


partícula alfa, além de ser, aproximadamente, 7000 vezes mais leve.

Radiação gama (γ)

É constituída por ondas eletromagnéticas (não constitui partícula), e viaja à


velocidade da luz. É a mais perigosa e ofensiva das três. Pode causar danos
irreparáveis aos seres humanos.

Os Radioisótopos são formados por Isótopos, que são átomos com o mesmo
número atômico e diferente número de massa.

A norma que trata do assunto é a NR-16 e caracteriza periculosidade nas


operações com esse tipo de radiação.

NR-16 ANEXO

ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM RADIAÇÕES IONIZANTES


OU SUBSTÂNCIAS RADIOTIVAS

ATIVIDADES/ÁREAS DE RISCO

1.3. Produção de radioisótopos para uso em medicina, agricultura,


agropecuária, pesquisa científica e tecnológica.

4.5.2 Detectores de Radiação Ionizante.


As radiações ionizantes por si só não podem ser medida diretamente, a
detecção é realizada pelo resultado produzido da interação da radiação com
um meio sensível (detector). Em um sistema detector os detectores de
64

radiação são os elementos ou dispositivos sensíveis a radiação ionizante


utilizados para determinar a quantidade de radiação presente em um
determinado meio de interesse. A integração entre um detector e um sistema
de leitura (medidor), como um eletrômetro ou a embalagem de um detector é
chamado de monitor de radiação. Os sistemas detectores que indicam a
radiação total a que uma pessoa foi exposta são chamados de dosímetros.

1- Os detectores a gás

Os detectores a gás são conhecidos também como detectores por ionização


em gases. Isto porque a radiação incidente no volume sensível (o gás) cria
pares de íons que podem ser contados em um dispositivo de medida elétrica
(eletrômetro). Os detectores a gás podem ser do tipo pulso ou do tipo não
pulso (ou nível médio). Os detectores tipo pulso, são aqueles que a interação
da radiação no meio detector origina um pulso de voltagem. Nos detectores do
tipo não pulso, obtém-se diretamente a medida do efeito médio devido ao
grande número de interações da radiação com o detector.

1.1- Câmara de Ionização

As Câmaras de Ionização operam na Região II do gráfico I. Os pares de íons


produzidos no interior da câmara são coletados, e a quantidade de íons
produzida depende da energia e do poder de ionização da radiação incidente.
As câmaras de ionização são utilizadas para detecção de radiação α, β e
fótons. Este equipamento é muito utilizado na prática de radioproteção
principalmente para detecção de radiação secundária. Na figura 2, está
representado um sistema detector onde uma câmara de ionização especial
para medidas de radiação secundária em níveis de energia usuais em
radiodiagnóstico, encontra-se acoplada um eletrômetro.

1.2- Detector proporcional. Após a interação da radiação ionizante no volume


gasoso, ocorre a aceleração dos íons produzidos que ionizam outras moléculas
de gás não atingidas pela radiação, por isto, ocorre uma multiplicação do
número de pares de íons originais por um fator constante (M). A quantidade de
carga produzida, portanto, é multiplicada por M que por sua vez gera um pulso
proporcional à energia da radiação. Devido a presença do fator M, os detetores
proporcionais apresentam uma vantagem em relação as Câmaras de
Ionização, pois existe um fator amplificador do sinal gerado no volume sensível
gasoso. Estes detectores podem detectar altas taxas de contagens e
discriminar partícula α (alfa) na presença de β (beta).

1.3- Detector Geiger-Muller (GM)

Este tipo de detector é muito utilizado, desde 1928, para avaliar níveis de
radiação ambiente. Possuem alta sensibilidade e projeto eletrônico simplificado
e robusto, são portáteis e de fácil manipulação. São versáteis na detecção de
65

diferentes tipos de radiação, mas não permitem a discriminação do tipo de


radiação e nem da energia, o que torna sua aplicação bastante limitada.
Geralmente os GM são utilizados para detecção de radiação β e γ. Podemos
encontrar no mercado sistemas de detecção GM de vários tamanhos.

2- Detectores do estado sólido

Este tipo de detector tem a característica de um semicondutor, ou seja, são


bons condutores a baixa temperaturas e vão se tornando maus condutores
com a elevação da temperatura. Os materiais semicondutores mais utilizados
como meio detector de radiação ionizante é o Germânio e Silício. Sua principal
característica, que torna este material conveniente para utilização em
medidores de radiação, baseia–se na sua alta resolução para determinar a
energia da radiação incidente, desta forma, tem-se pequenas flutuação e
menor incerteza na medida.

3- Detetores de Cintilação

Alguns materiais emitem luz quando irradiados chamamos esta luz de


cintilação. A medida da luz emitida por cintiladores irradiados só foi possível
após a descoberta das válvulas fotomultiplicadoras, em 1947. Usados em
conjunto, cintilador e fotomultiplicadora, figura 6, o detector é capaz de medir
altas taxas de contagens. Estes detectores podem ser considerados os mais
eficientes namedida de raios γ, além de possibilitar a medida de partículas α e
β.

4- Dosímetros Integradores

Os dosímetros integradores são instrumentos que indicam a exposição ou a


dose absorvida a que um indivíduo foi submetido. Características ideais para o
bom desempenho de um dosímetro integrador são: a respostada leitura
dosimétrica deve ser independente da energia da radiação incidente; a
sensibilidade do dosímetro deve operar no intervalo de 2,5 C/kg (10mR) a
129kC/kg (500R); medir toda a radiação recebida e possuir pequenas
dimensões, leve e fácil manipulação Os principais tipos de dosímetros
integradores são: Filmes fotográficos, canetas dosimétrica e
Termoluminescentes.

Filmes fotográficos Este tipo de detector baseia-se no princípio de


sensibilização de chapas fotográficas por interação da radiação em emulsão
fotográfica (figura 8). No caso dos dosímetros integrados do tipo filmes
fotográficos a película de filme é acondicionada em uma embalagem que
impede interferências ambientais tais como, luz e umidade. O filme (detector) é
acondicionado em um portadosímetro com filtros metálicos que sevem como
atenuadores que permitem a identificação da energia e do tipo da radiação
incidente.
66

4.2 Canetas dosimétricas As canetas dosimétricas ou câmara de ionização de


bolso possuem dimensões de uma caneta comum. No seu interior existe uma
câmara de ionização acoplada a um capacitor que armazena as cargas
produzidas no volume detector. A carga armazenada no capacitor e medida
após a exposição através de um leitor externo. Na figura 9 encontra-se
representado um tipo de caneta dosimétrica ou dosímetro de bolso.

4.3 Dosímetros termoluminescentes Alguns materiais cristalinos possuem a


propriedade física de emitir luz quando expostos à radiação ionizante; esta
propriedade é conhecida como radioluminescência. Da mesma forma, outros
cristais irradiados com radiações ionizantes apenas emitem luz quando
submetidos a uma taxa de aquecimento térmico, a esta propriedade chamamos
de termoluminescência, este fenômeno foi notificado em 1663 (Londres) por
Robert Boyle à “Royal Society” quando observou que um diamante emitia luz
quando aquecido. Para fins dosimétrico o fenômeno da termoluminescência sói
foi aceito por volta de 1945.

5 AULA 5
Nesta aula vamos estudar um pouco sobre Luminotécnica. A norma
regulamentadora n° 15 teve seu anexo 4 revogado, esse anexo estabelecia
limites de tolerância para a luminosidade nos ambientes de trabalho, também
caracterizava a insalubridade por esse agente físico. A revogação exclui esse
agente apenas das atividades e operações insalubres, mas a NR-17 que trata
de ergonomia e que no seu item 17.5. fala das condições ambientais de
trabalho em relação aos agentes físicos ruído e calor, mas fala também
estabelece critérios para a iluminação.

Olha o que fala o subitem 17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver
iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à
natureza da atividade.
Para entender o que fala a norma é preciso estudar a luminotécnica.

5.1 LUZ
A luz é uma onda eletromagnética, cujo comprimento de onda se inclui num
determinado intervalo dentro do qual o olho humano é a ela sensível.

Trata-se, de outro modo, de uma radiação eletromagnética que se situa entre a


radiação infravermelha e a radiação ultravioleta.

As três grandezas físicas básicas da luz são herdadas das grandezas de toda e
qualquer onda eletromagnética: intensidade (ou amplitude), frequência e
polarização (ângulo de vibração). No caso específico da luz, a intensidade se
67

identifica com o brilho e a frequência com a cor. Deve ser ressaltada também a
dualidade onda-partícula, característica da luz como fenômeno físico, em que
esta tem propriedades de onda e partículas, sendo válidas ambas as teorias
sobre a natureza da luz.

Aspecto de energia radiante que um observador humano constata pela


sensação visual.

É uma radiação eletromagnética capaz de produzir sensação visual.

A luz é composta por três cores primárias. A combinação das cores vermelha,
verde e azul nos permite obter o branco. A combinação de duas cores
primárias produz as cores secundárias – magenta, amarelo e cyan. As três
cores primárias dosadas em diferentes quantidades permite-nos obter outras
cores de luz.

Veja que a luz ocupa um intervalo entre a radiação infravermelha e a radiação


ultravioleta.

Na figura dá para notar uma outra grandeza das ondas, é o comprimento de


onda que é medido na escala nanometrica e é inversamente proporcional a
freqüência da onda. Nanômetro = unidade de comprimento equivalente à bilionésima
(0.000000001 nm) parte de um metro.

Na figura abaixo podemos ver a Sensibilidade dos três tipos de cores no olho humano:

Vermelho – Ondas largas Verde – Ondas médias Azul – Ondas curtas


68

5.2 MEIOS DE PROPAGAÇÃO DA LUZ.


Os diferentes meios materiais comportam-se de forma diferente ao serem
atravessados pelos raios de luz, por isso são classificados em:

5.2.1 Meio transparente.


É um meio óptico que permite a propagação regular da luz, ou seja, o observador vê
um objeto com nitidez através do meio. Exemplos: ar, vidro comum, etc.

5.2.2 Meio translúcido.


É um meio óptico que permite apenas uma propagação irregular da luz, ou seja, o
observador vê o objeto através do meio, mas sem nitidez.

5.2.3 Meio opaco.


É um meio óptico que não permite que a luz se propague, ou seja, não é possível ver
um objeto através do meio.

5.3 FENÔMENOS ÓPTICOS.


Ao incidir sobre uma superfície que separa dois meios de propagação, a luz sofre
algum, ou mais do que um, dos fenômenos a seguir:

5.3.1 Reflexão regular


A luz que incide na superfície e retorna ao mesmo meio, regularmente, ou seja, os
raios incidentes e refletidos são paralelos. Ocorre em superfícies metálicas bem
polidas, como espelhos.

5.3.2 Reflexão difusa.


A luz que incide sobre a superfície volta ao mesmo meio, de forma irregular, ou seja,
os raios incidentes são paralelos, mas os refletidos são irregulares. Ocorre em
superfícies rugosas, e é responsável pela visibilidade dos objetos.

5.3.3 Refração
A luz incide e atravessa a superfície, continuando a se propagar no outro meio. Ambos
os raios (incidentes e refratados) são paralelos, no entanto, os raios refratados
69

seguem uma trajetória inclinada em relação aos incididos. Ocorre quando a superfície
separa dois meios transparentes.

5.3.4 Absorção.
A luz incide na superfície, no entanto não é refletida e nem refratada, sendo absorvida
pelo corpo, e aquecendo-o. Ocorre em corpos de superfície escura.

5.3.5 Princípio da independência dos raios de luz.


Quando os raios de luz se cruzam, estes seguem independentemente, cada um a sua
trajetória.

5.4 LUMINOTÉCNICA
O anexo 4 da NR-15 foi revogado para caracterização de insalubridade, mas o agente
físico luz se faz presente nos ambientes laborais e precisam ser controlados, onde
entra a luminotécnica.

5.4.1 Fluxo Luminoso


Símbolo: φ

Unidade: lúmen (lm)

Fluxo Luminoso é a radiação total da fonte luminosa, entre os limites de comprimento


de onda de luz visível (380 e 780m). O fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida
em todas as direções por uma fonte luminosa.

A eficiência luminosa de uma lâmpada é calculada pela divisão entre o fluxo luminoso
emitido em lúmens e a potência consumida pela lâmpada em watt.

Unidade de medida é o lúmen por watt (lm/W).

Lâmpada incandescente de 100 W 1500 lm

Eficiência luminosa de 15 lm/W

1500 / 100

5.4.2 Intensidade Luminosa


Símbolo: I

Unidade: candela (cd)


70

A Intensidade Luminosa é o Fluxo Luminoso irradiado na direção de um determinado


ponto.

5.4.3 Iluminância
(Nível de Iluminação)

Símbolo: E

Unidade: lux (lx)

E, é o fluxo luminoso φ recebido na superfície S por unidade de área:

Na prática, é a quantidade de luz dentro de um ambiente, pode ser medida com o


luxímetro. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente, a iluminação não
será a mesma em todos os pontos da área.

5.4.4 Luminância ou Brilho


Símbolo: L

Unidade: cd/m2 (candela por metro quadrado)

Das grandezas mencionadas, nenhuma é visível, isto é, os raios de luz não são vistos,
a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de
claridade aos olhos. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. Em
outras palavras, é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície, pela sua
superfície aparente.

A intensidade luminosa produzida ou refletida por uma superfície existente.

A distribuição da luminância no campo de visada da pessoa em uma área de trabalho


proporcionada pelas varias superfícies daquela área.

L = Luminância, em cd/m²

I = Intensidade Luminosa, em cd

A = área projetada, em m²

a = ângulo considerado, em graus


71

5.5 TIPOS DE LÂMPADAS


Cada lâmpada tem uma finalidade diferente, por isso conhecer bem as suas
características serve para indicar corretamente a lâmpada certa para o ambiente certo.

5.5.1 Lâmpadas Incandescentes


Funcionam através da passagem da corrente elétrica por um filamento de tungstênio,
que com o aquecimento, gera a luz.

o Eficiência: extremamente baixa

o Vida útil: 800 horas

o Índice de Reprodução de cores (IRC): 100%

o Uso: geral, residencial, abajures, luminárias de

pé o Tensão de rede: 110 ou 220v

5.5.2 Lâmpadas Halógenas


Funcionam em tensão de rede (110v/220v ou baixa tensão, possuem filamento de
tungstênio e trabalham em conjunto com o gás halogênio).

o Eficiência: alta eficiência (baixa tensão

de rede)

o IRC: 100%

o Vida útil: 2.500 horas

o Tensão de rede: 110v/220v e 12v

o Uso: residencial decorativo e comercial

5.5.3 Lâmpadas Fluorescentes


Funcionam a base de gases, trifósforos (combinação de fósforos e terras raras) para
possibilitar alta eficiência, boa aparência e baixo consumo. Reatores são necessários.
Quatro grupos: tubulares (comuns e alta resolução), eletrônicas (reatores integrados),
circulares e compactas. Lâmpadas (18W/36W/58).

o Eficiência: alta eficiência

o IRC: 85%
72

o Vida útil: de 7.500 à 10.000 horas o Tensão de rede: 110/220v

o Uso: residencial e comercial

5.5.4 Lâmpadas de Descarga


Uma descarga (alta pressão) elétrica entre os eletrodos leva os componentes internos
(gases sódio, xenon, mercúrio) do tubo de descarga a produzirem luz, levam reatores
e ignitores em sua composição. Necessitam de 2 a 15 min. para seu acendimento
completo.

5.5.6 Multivapores Metálicos:

São lâmpadas que combinam iodetos metálicos, com altíssima eficiência energética,
excelente IRC, longa durabilidade e baixa carga térmica. Sua luz é muito branca e
brilhante.

5.5.7 Vapor de Sódio:


Com eficiência energética de até 130 lm/W,de longa durabilidade,é a mais econômica
fonte de luz. Com formatos tubulares e elipsoidais, emitem luz branca e dourada, baixo
IRC, usadas em portos, estradas, estacionamentos, ferrovias, etc.

5.5.8 LED´s
Lighting Emitted Diodes. Led´s são dispositivos semicondutores que convertem
energia elétrica diretamente em energia luminosa, através de chips de minúscula
dimensão. Aquecidos, estes materiais condutores são constituídos de cristais de silício
e é encapsulado por uma resina de epóxi transparente para direcionar a emissão da
luz e proteger o elemento semicondutor. A composição para Led´s coloridos
(vermelho, azul, verde, laranja e âmbar) se faz dos elementos químicos (gálio, arsênio,
fósforo, alumínio e nitrogênio). A cor branca foi a mais recente a ser desenvolvida.
73

5.5.9 Fibra Ótica


É um filamento de vidro ou de elementos poliméricos utilizado para transmitir pulsos
de luz.

Eficiência: baixa

o Vida útil: 3.000 horas

o Tensão de rede: 110/220v

o Uso: em iluminação de destaque, comercial e residencial

5.5.10 Eficiência Energética


Símbolo: hw (ou K, conforme IES)

Unidade: lm / W (lúmen / watt)

As lâmpadas se diferenciam entre si não só pelos diferentes Fluxos Luminosos que


elas irradiam, mas também pelas diferentes potências que consomem. Para poder
compará-las, é necessário que se saiba quantos lúmens são gerados por watt
absorvido. A essa grandeza dá-se o nome de Eficiência Energética.

5.5.11 Temperatura de cor correlata


Símbolo: TCC

Unidade: K (Kelvin)

Em aspecto visual, admite-se que é bastante difícil a avaliação comparativa entre a


sensação de Tonalidade de Cor de diversas lâmpadas. Para estipular um parâmetro,
foi definido o critério Temperatura de Cor (Kelvin) para classificar a luz. Assim como
um corpo metálico que, em seu aquecimento, passa desde o vermelho até o branco,
quanto mais claro o branco (semelhante à luz diurna ao meio-dia), maior é a
Temperatura de Cor (aproximadamente 6500K). A luz amarelada, como de uma
lâmpada incandescente, está em torno de 2700 K. É importante destacar que a cor da
luz em nada interfere na Eficiência Energética da lâmpada, não sendo válida a
impressão de que quanto mais clara, mais potente é a lâmpada.
74

5.5.12 Índice de reprodução de cores


Símbolo: IRC ou Ra

Unidade: R

Objetos iluminados podem nos parecer diferentes, mesmo se as fontes de luz tiverem
idêntica tonalidade. As variações de cor dos objetos iluminados sob fontes de luz
diferentes podem ser identificadas através de outro conceito, Reprodução de Cores, e
de sua escala qualitativa Índice de Reprodução de Cores (Ra ou IRC)..

O mesmo metal sólido, quando aquecido até irradiar luz, foi utilizado como referência
para se estabelecer níveis de Reprodução de Cor. Define-se que o IRC neste caso
seria um número ideal = 100. Portanto, quanto maior a diferença na aparência de cor
do objeto iluminado em relação ao padrão (sob a radiação do metal sólido) menor é
seu IRC. Com isso, explica-se o fato de lâmpadas de mesma Temperatura de Cor
possuírem Índice de Reprodução de Cores diferentes

O mesmo metal sólido, quando aquecido até irradiar luz, foi utilizado como referência
para se estabelecer níveis de Reprodução de Cor. Define-se que o IRC neste caso
seria um número ideal = 100. Portanto, quanto maior a diferença na aparência de cor
do objeto iluminado em relação ao padrão (sob a radiação do metal sólido) menor é
75

seu IRC. Com isso, explica-se o fato de lâmpadas de mesma Temperatura de Cor
possuírem Índice de Reprodução de Cores diferentes

5.6 FATORES DE INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO


Existem fatores influenciam diretamente na qualidade da iluminação que precisam ser
observados.

5.6.1 Nível de Iluminância Adequada


Quanto mais elevada a exigência visual da atividade, maior deverá ser o valor da
Iluminância Média (Em) sobre o plano de trabalho. Deve-se consultar a norma NBR-
5413 para definir o valor de (Em) pretendido.

Deve-se considerar também que, com o tempo de uso, se reduz o Fluxo Luminoso da
lâmpada devido tanto ao desgaste, quanto ao acúmulo de poeira na luminária,
resultando em uma diminuição da Iluminância. Por isso, quando do cálculo do número
de luminárias, estabelece-se um Fator de Depreciação d, o qual, elevando o número
previsto de luminárias, evita que, com o desgaste,o nível de Iluminância atinja valores
abaixo do mínimo recomendado.

5.6.2 Reprodução de Cores


A cor de um objeto é determinada pela reflexão de parte do espectro de luz que incide
sobre ele. Isso significa que uma boa Reprodução de Cores está diretamente ligada à
qualidade da luz incidente, ou seja, à equilibrada distribuição das ondas constituintes
do seu espectro.

É importante notar que, assim como para Iluminância média, existem normas que
regulamentam o uso de fontes de luz com determinados índices, dependendo da
atividade a ser desempenhada no local.

5.6.3 Tonalidade de Cor da Luz ou Temperatura de Cor


Um dos requisitos para o conforto visual é a utilização da iluminação para dar ao
ambiente o aspecto desejado. Sensações de aconchego ou estímulo podem ser
provocadas quando se combinam a correta Tonalidade de Cor da fonte de luz ao nível
de Iluminância pretendido. Para Iluminâncias mais elevadas são requeridas lâmpadas
de Temperatura de Cor mais elevada também. Chegou-se a esta conclusão
baseando-se na própria natureza, que ao reduzir a luminosidade (crepúsculo), reduz
também sua Temperatura de Cor. A ilusão de que a Tonalidade de Cor mais clara
ilumina mais, leva ao equívoco de que com as “lâmpadas frias” precisa-se de menos
luz.

O calor gerado pela iluminação não deve sobrecarregar a refrigeração artificial do


ambiente. Há um consenso que estabelece que um adulto irradia o calor equivalente a
uma lâmpada incandescente de 100W. Portanto, fontes de luz mais eficientes
colaboram para bem-estar, além de se constituir numa menor carga térmica ao
sistema de condicionamento de ar. O sistema de iluminação pode comprometer a
acústica de um ambiente através da utilização de equipamentos auxiliares (reatores e
transformadores eletromagnéticos). Uma solução bastante eficiente, com ausência
total de ruídos é o emprego de sistemas eletrônicos nas instalações.
76

5.7 ILUMINAÇÃO DIRETA OU INDIRETA


A iluminação pode ser direta ou indireta, o que vai determinar a escolha do tipo de
luminária que faz isso acontecer é a finalidade do ambiente a ser iluminado.

5.7.1 Direta:
é dirigida diretamente para o alvo a ser iluminado. Pode ser implementada com spots,
luminárias de mesa, abajures, entre outros. Lembre-se que quanto maior a distancia
entre a fonte e o objeto a ser iluminado, menor é a intensidade da iluminação e maior
é a área atingida pelos raios de luz.

5.7.2 Indireta:
Quando o fluxo luminoso é projetado em paredes e teto, para, depois de ser refletido
atingir o plano a ser iluminado. Possui menor rendimento, mas produz maior
uniformidade de clareamento no ambiente.

Não há problema com calor térmico, pois 90 a 100 % do fluxo da luminária são
direcionados para cima.

Tipo de Direta Semi- Direta- Semi- indireta


Iluminação direta Indireta indireta

Componente 0-20 20-40 40-60 60-80 80-100

(%) p/ cima

Componente 80-100 60-80 40-60 20-40 0-20

(%) p/ baixo
77

5.7.3 Equipamentos auxiliares


• Luminária: abriga a lâmpada e direciona a luz.

• Transformador: equipamento auxiliar cuja função é converter a tensão de rede


(tensão primária) para outro valor de tensão (tensão secundária). Um único
transformador poderá alimentar mais de uma lâmpada, desde que a somatória das
potências de todas as lâmpadas a ele conectadas, não ultrapasse a potência máxima
do mesmo.

• Reator: equipamento auxiliar ligado entre a rede e as lâmpadas de descarga, cuja


função é estabilizar a corrente através da mesma. Cada tipo de lâmpada requer um
reator específico.

• Reator para corrente contínua: oscilador eletrônico alimentado por uma fonte de
corrente contínua, cuja função é fornecer as características necessárias para perfeito
funcionamento.

• Starter: elemento bi metálico cuja função é pré-aquecer os eletrodos das lâmpadas


fluorescentes, bem como fornecer em conjunto com reator eletromagnético
convencional, um pulso de tensão necessário para o acendimento da mesma. Os
reatores eletrônicos e partida rápida não utilizam starter.

• Ignitor (ou starter): dispositivo eletrônico cuja função é fornecer à lâmpada um pulso
de tensão necessário para acendimento da mesma.

• Capacitor: acessório que tem como função corrigir o fator de potência de um sistema
que utiliza reator magnético. Da mesma forma que para cada lâmpada de descarga
existe seu reator específico, existe também um capacitor específico para cada reator.

• Dimmer: tem como função variar a intensidade da luz de acordo com a necessidade.

• Soquete: tem como função garantir fixação mecânica e a conexão elétrica da


lâmpada.

5.7.4 Método dos Lumens


O método dos Lumens Parte das seguintes considerações

a) Quando se considera a iluminação de um compartimento, interessa especialmente


conhecer o iluminamento médio no chão, mas, quando se tratar de salas de trabalho,
deve-se considerar o iluminamento médio no plano de trabalho (mesas, bancada,
máquinas, etc.). O plano de trabalho ou plano útil está situado, geralmente, entre 0,80
m e 1,00 m de altura do piso.

b) Em um compartimento contendo uma ou várias fontes luminosas, há emissão de


um fluxo luminoso e apenas parte desse fluxo atinge diretamente o plano de trabalho
ou o plano do chão. Parte deste é absorvido/refletido por teto, paredes e objetos
localizados no local. Assim, o fluxo total para iluminar o plano de trabalho é:

φ = E. S / u. d

S – área do compartimento, em m2;


78

E – iluminamento desejado, em lx;

u – fator de utilização;

d - fator de depreciação.

5.7.5 Efeitos de brilho


Efeitos de brilho ocorrem quando as fontes de iluminação de fundo, tais como
iluminação aérea, dominaram uma fonte de luz nas proximidades, como uma lâmpada
de mesa.

Brilho de superfície pode causar cansaço visual, dores de cabeça e fadiga geral do
trabalhador. Em alguns casos, as pessoas podem tentar adaptar-se para o brilho
ajustando seus corpos em posições estranhas. Neste caso, o risco de tensão muscular
e costas pode se desenvolver em longo prazo perturbações osteomuscular.

5.7.6 Efeitos físicos


Efeitos da luz sobre os olhos influenciam o humor de uma pessoa e a sua motivação.
Períodos prolongados de fadiga ocular podem afetar os níveis de energia do corpo,
que pode potencialmente afetar o estado de humor de uma pessoa. Também a luz
altera o relógio natural do corpo, ou ritmos circadianos. Ambiente de trabalho mal
iluminado, podem ter efeitos adversos sobre o relógio natural do corpo. Quando
interrompido por longos períodos de tempo, os níveis de energia do corpo começam a
declinar que em última análise, afeta o estado psicológico ou emocional de uma
pessoa.

5.7.7 Efeitos de produtividade


Um estudo realizado pela Universidade de Cornell examinou os efeitos de iluminação
insuficiente na produtividade dos trabalhadores dentro de uma instalação de Xerox, os
resultados do estudo mostraram que 24 por cento dos problemas de visão nos
trabalhadores resultou em perdas de tempo de trabalho em média 15 minutos por dia,
uma hora e 15m. por semana, em um mês 5h.

FIM