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5.

Procedimentos de correções e reparos

Segundo Nakamura (2009), para tratar uma construção que se tornou


defeituosa ou que sofreu alterações por seu uso, o ponto de partida é o correto
diagnóstico das patologias existentes. Para cada tipo e gravidade do problema,
haverá pelo menos uma técnica para realizar o conserto, levando-se em
consideração não apenas o atendimento aos quesitos de segurança estrutural,
mas também outros fatores envolvidos como características do ambiente,
tempo de aplicação e durabilidade.

5.1. Corrosão das armaduras

No bloco D3 a patologia que mais se repete é a corrosão da armadura e


disgregação do concreto.

5.1.1. Delimitação da área de reparo

Primeiramente deverá ser analisada a área total de reparo das estruturas. Se


tratando de armaduras corroídas, é necessário realizar a procura das áreas
afetadas pela corrosão e este processo só devera ser cessado quando depois
do último ponto de corrosão exista dez centímetros de armadura sã.

Em se tratando de pilares, as áreas de reparo devem obedecer a um limite de


um metro e um metro e meio de reparo de uma só vez, impedindo a flambagem
e expansão de forma por gravidade.

Em seguida, deverá ser visto se existe a necessidade de escoramento da


estrutura, em casa de dúvida, é indicado realizar o escoramento por segurança.

A partir disso, a área a ser reparada deverá ser delimitada pelo disco de corte,
com um corte superficial cuidando sempre a armadura.

5.1.2. Remoção do concreto deteriorado e/ou contaminado

Deverá ser realizada a escarificação, manual ou mecânica, a fim de retirar o


concreto antigo, deixando uma superfície sã a mostra para realizar o reparo.
Como existe a corrosão da armadura, é necessário retirar este concreto ao
redor das barras, deixando dois centímetros livres para a colocação do novo
material.
Para a colocação do novo material, a correta escarificação deve seguir um
padrão de geometria: quadrado ou retangular, com as bordas entrando
perpendicular na estrutura em pelo menos 0,5 cm a 1,0 cm para impedir
fissuração por retração.

Depois é preciso lixar a superfície do concreto antigo, manualmente ou com


equipamentos mecânicos. Em seguida deverá ser realizado o escovamento
manual para a limpeza da área de reparo.

5.1.3. Limpeza das armaduras

Após a remoção do concreto deteriorado, inicia-se a limpeza das armaduras


contaminadas, onde as barras que apresentam corrosão deverão ter suas
áreas lizadas ou escovadas. Deste modo, a armadura deverá encontrar-se com
aparência de aço polido sem nenhum vestígio de corrosão.

5.1.4. Substituição e/ou acréscimo de armaduras

Em seguida, a barra que apresentar uma redução de seção superior a 10%


deverá ser recomposta, com o auxilio de barras adicionadas. Na colocação a
armadura longitudinal será preciso reforçar com emenda, que é 60 vezes o
diâmetro da barra. Já a colocação de novos estribos dependerá da parte
escarificada da peça, se a peça for escarificada em todo o redor, será possível
colocar um estribo completo, porem se a peça for escarificada somente de um
lado deverá ser colocado um estribo, obedecendo um transpasse entre o que
já existe. Esta ancoragem se dá pelo fato da execução de um furo maior que o
previsto para o estribo no concreto danificado, após a colocação da nova
armadura, é preciso preenche-los com uma resina para fazer a ligação entre os
novos materiais.

5.1.5. Reconstituição da seção da peça

Após a substituição da armadura, será realizada aplicação da pintura protética,


o primer epóxi a base de zinco, que também serve como ponte de aderência.
A proteção ocorre porque o zinco é um ânodo de sacrifício, e tem mais
facilidade de ocorrer a corrosão, fazendo com que a armadura não sofra.
Então será possível realizar a recompensação das seções dos elementos
estruturais, ou seja, o fechamento das áreas escarificadas. Antes da aplicação
do novo material, é necessário utilizar algum agente de colagem, de forma a
aumentar a adesão do concreto antigo com o novo material. Este agente de
colagem pode ser: pasta de cimento, argamassa de cimento, resinas com
agentes emulsionáveis, dentre outros.

Em seguida deverá ser realizado o acabamento superficial da pintura e


proteção da superfície, esta pintura serve para proteger o novo material da
entrada de agentes contaminantes que provocam a corrosão.

5.2. Adensamento do solo


5.3. Umidade

Encontraram-se alguns pontos de umidade na parte superior da cobertura da


rampa, viga da escada e pilares, tendo sua provável causa uma constante
penetração de água, devido à instalação inadequada ou a possível inexistência
de impermeabilização da área afetada.

Primeiramente deverá ser analisado da origem da infiltração, para então


realizar a verificação do caminho que ocorreu a percolação da água, e só então
decidir qual o método de correção será utilizado.

Neste caso, inicialmente será necessária a realização da limpeza da área


afetada, para então realizar a impermeabilização da área de cobertura, sendo
recomendada uma impermeabilização com emulsão asfáltica ou manta
polimérica (PVC).

5.4. Fissuras por origem térmica


5.5. Fissuras por retração plástica

De acordo com Aok e Medeiros (2010), ocorre pela perda de água do concreto
por exsudação, em seu estado fresco. Este processo é acelerado pela
exposição de sua superfície às intempéries como vento, baixa umidade relativa
do ar e aumento da temperatura ambiente.

“As fissuras ocorrem porque ao retrair o concreto encontra


restrições à variação volumétrica. Os elementos de
restrição podem ser o atrito com a base, a armadura e os
agregados graúdos. Tais restrições geram tensões de
tração no concreto em uma fase em que ele ainda não tem
resistência mecânica suficiente para absorvê-las e por
isso surgem as fissuras de retração.” (MONTARDO, 2009)

A Norma DNIT 061/2004 afirma que "fissuras de retração plástica são fissuras
pouco profundas (superficiais) de pequena abertura (inferior a 0,5 mm) e de
comprimento limitado. Sua incidência costuma ser aleatória e elas se
desenvolvem formando ângulo de 45º a 60° com o eixo longitudinal da placa."

Para o reparo das estruturas em estudo, primeiramente deverá ocorrer a limpeza


da região afetada para possibilitar uma ponte de aderência entre os materiais
aplicados. Definir o material

NAKAMURA, Juliana. Reparo, reforço e recuperação de concreto: Variedade de


técnicas para reparo, reforço e recuperação permite solucionar a maior parte das
manifestações patológicas, mas tudo depende de um bom diagnóstico. 2009. Disponível
em: <http://techne17.pini.com.br/engenharia-civil/146/artigo285462-2.aspx>. Acesso em:
30 jun. 2019.

AOK, Jorge; MEDEIROS, Giovana. Retração – Redução de Efeito e Compensação: A


retração do concreto pode gerar fissuras e rachaduras. Nestes casos é necessário realizar
a cura eficiente no acabamento final de uma estrutura de concreto. 2010. Disponível em:
<https://www.cimentoitambe.com.br/retracao-reducao-de-efeito-e-compensacao/>.
Acesso em: 30 jun. 2019.

MONTARDO, Júlio Portella. A retração do concreto. 2009. Disponível em:


<http://www.anapre.org.br/boletim_tecnico/edicao16.asp>. Acesso em: 30 jun. 2019.