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INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

BRI 0018 DESENVOLVIMENTO INTERNACIONAL

RESENHA: UMA ECONOMIA POLÍTICA NOVO-INSTITUCIONALISTA: O DESENVOLVIMENTO SEGUNDO ACEMOGLU E ROBINSON

LIVRO ESCOLHIDO: POR QUE AS NAÇÕES FRACASSAM, DE DARON ACEMOGLU E JAMES ROBINSON

(2470 palavras)

DE DARON ACEMOGLU E JAMES ROBINSON (2470 palavras) Aluno: Gabriel Guimarães Marini 9321940 Professora: Adriana

Aluno: Gabriel Guimarães Marini

9321940

Professora: Adriana Schor

São Paulo

2019

Uma Economia Política Novo-institucionalista: o Desenvolvimento segundo Acemoglu e Robinson

Cada época assim como cada lado do debate público, é justo dizer tem o seu luminar que explica as razões da pobreza e da riqueza. Como Adam Smith, através de sua defesa do livre comércio, serviu de posterboy para o liberalismo clássico inglês no séc. XVIII e Marx, com sua pungente crítica materialista, julgou que havia explicado a realidade econômica por meio da guerra de classes, popularizando a luta politica dos socialistas, novas explicações e novos intelectuais públicos nunca pararam de aparecer, cada qual amparado pela última técnica de pesquisa, pela mais amplamente aceita justificativa científica ou, alternativamente, por uma crítica fundamental desta.

Nesta toada, caberia dizer que, assim como, nos anos 1960, Milton Friedman disse que éramos todos keynesianos 1 , hoje somos todos institucionalistas. Novo-institucionalistas. Graças ao popular livro de Daron Acemoglu e James Robinson, Por Que As Nações Fracassam 2 , a variável explicativa “instituição” virou um lugar comum entre pundits, sejam eles economistas, cientistas políticos ou não-especialistas, em suas ponderações sobre os current affairs políticos e sociais de qualquer lugar do mundo.

A tese

Acadêmicos prolíficos, Acemoglu e Robinson, juntos, separados ou com outros parceiros, publicaram inúmeros papers sobre desenvolvimento econômico e economia política. Grosso modo, Por Que as Nações Fracassam é um grande trabalho de popularização baseado nestes artigos anteriormente direcionados ao público especializado, por meio de uma prosa muito mais leve do que a que o leitor encontraria comumente em periódicos como o American Review of Economics e o Quarterly Journal of Economics.

1 Vide a matéria original na revista TIME (1965). O artigo de WIKIPÉDIA sobre o tema é bastante iluminador, mostrando como a frase havia sido erroneamente atribuída a Richard Nixon. 2 Acemoglu e Robinson (2012).

A tese da dupla é relativamente simples, o que facilita a absorção do argumento por parte do público. Para Acemoglu e Robinson, economistas e cientistas sociais erraram ao buscar nas disposições geográficas e naturais das nações, nas culturas dos povos e na capacidade ou incapacidade dos policy makers locais as fontes do desenvolvimento ou do subdesenvolvimento econômico. Logo, levantando aqui fatos hipotéticos, não necessariamente presentes no livro, não teria sido o fácil acesso ao carvão e minério de ferro que teria propulsionado o Reino Unido em seu take off, nem a incapacidade de diversos ministérios da economia da África, no período pós-colonial, que teria inibido o surgimento de um desenvolvimento local realmente pujante, com equiparação do padrão de vida africano ao ocidental. Muito menos seria o caráter do povo japonês que, com a absorção dos modos de produção ocidental, teria desenvolvido um colosso após a reconstrução financiada e guiada pelos EUA. A fonte do desenvolvimento econômico seria, de fato, a presença de um arcabouço institucional propício, amparado e impulsionado por uma força política igualmente propícia.

Haveria, pois, três pares opostos de instituições: Instituições econômicas extrativistas e inclusivas podendo ser mediadas por instituições políticas absolutistas ou pluralistas organizadas em estados dispersos ou centralizados. Dentro desta estrutura, o jogo das elites dominantes, no processo histórico, perpassado por circunstâncias críticas revolucionárias (como a industrialização ou a peste negra, por exemplo), acaba por definir o desenrolar do desenvolvimento político e econômico de uma nação.

Por óbvio, os exemplos mais canônicos do avanço socioeconômico ocorreram em democracias ocidentais, forjadas em longos períodos em que as elites dividiram o poder com outros atores intermediários, permitindo, assim o surgimento de economias inclusivas, livres pelo viés do empreendedorismo, ainda que com uma presença estatal mínima através de welfare state ativo e forte o suficiente para impedir os desastres da pobreza e da desigualdade extrema vê-se aqui um ciclo virtuoso. Já os exemplos de livro-texto de tragédia econômica e social sequer conseguem desenvolver estados bem definidos, centralizados, restando a eles o rés-do-chão da anarquia, como ocorre com o patente caso da Somália.

Já nos casos ruins, ainda que não tão radicais, há um ciclo vicioso em que as oligarquias, por uma lei férrea, reproduzem-se diretamente, constantemente, como vermes num corpo infestado, ou são substituídas por outros grupos diferentes apenas nominalmente, mas que prendem os cidadãos na mesma e permanente armadilha extrativista e absolutista. No best case among the worst cases, instituições inclusivas podem surgir, ainda que tímida e temporariamente, entremeando as instituições políticas absolutistas num sopro de esperança.

A tese é historicamente consistente. É narrada com alguma cor. Além disso, ela é simples o suficiente para, pela Navalha de Occam, superar outras hipóteses, tornando-se talking point padrão e criando um dos principais burburinhos acadêmicos dos últimos tempos.

Não obstante, ela não surgiu em um ambiente de terra arrasada, e tem pouco de novo.

As fontes intelectuais

Partindo das bases de Custos de Transação inicialmente levantadas por Ronald Coase 3 , Douglass North e Robert P. Thomas realizaram o giro copernicano do novo-institucionalismo através de uma leitura da história econômica. Argumentando que os direitos de propriedade nasciam, localmente, por conta das mudanças de preços relativos dos principais produtos da era pré- industrial, impulsionados por grandes mudanças demográficas, pari passu com a evolução de mercados que diminuíam os Custos de Transação, em The Rise of The Western World: A New Economic History 4 surgiu uma nova explicação para o take off ocidental e, consequentemente, para a Revolução Industrial: o rule of law e os consequentes direitos de propriedade seriam a chave do desenvolvimento. Uma chave predominantemente institucional contraposta à tradicional avaliação de que o desenvolvimento britânico, por exemplo, seria

3 Vide Coase (1937). 4 North e Thomas (1973).

derivado da industrialização ou de sua posição geograficamente favorável em termos de riquezas minerais.

O argumento seria, posteriormente, polido e ampliado num modelo mais completo. North, em Structure and Change in Economic History 5 , incluiu, em seu cerne analítico, modelos laterais de economia política, de criação de estado e até mesmo de mudança tecnológica. A história econômica seria delimitada em duas grandes Revoluções Econômicas: a Primeira, na qual os estados nacionais são instituídos, lado a lado com a elevação da agricultura ao foco econômico dos povos e; a Segunda, em que as instituições acabaram de vez com as crises malthusianas, e em que a ciência e a tecnologia abriram uma brecha para a criação de maiores retornos de escala e desenvolvimento econômico.

Passo a passo, a Nova Economia Institucional, por meio de seus estudiosos preocupados com o desenvolvimento, foi se aproximando mais e mais da análise política. Não à toa, então, que o cabedal de Acemoglu e Robinson se pareça tanto com o apresentado por North, Wallis e Weingast em Violence and Social Orders 6 , onde se leem as categorias de open access orders e limited access orders, referentes aos diferentes tipos de estados possíveis respectivamente os modernos estados democráticos e os tradicionais estados despóticos ou tribais -, cada qual gerando, por assim dizer, instituições distintas.

Grosso modo, o novo-institucionalismo se prestou a atualizar o cabedal neoclássico para um mundo de instituições existentes por conta das fricções causadas por Custos de Transação e por path dependence. A crítica mais comum, e acertada cabível até certo ponto a Acemoglu e Robinson é que, para a análise institucionalista funcionar, a definição de instituiçãodeve ser ampla, quase que como um guarda-chuva, protegendo a hipótese de argumentos mais afiados.

O que Acemoglu e Robinson conseguiram descontados aqui vários outros colaboradores diretos foi, na parte técnica, delimitar modelos matemáticos de

5 North (1982). 6 North, Wallis e Weingast (2009).

economia política mais bem estruturados do que os citados nos trabalhos históricos acima levantados, e, na parte prática, realizar um número elevado de estudos de caso, consolidando, na academia, a predominância da hipótese institucionalista por meio de trabalhos acadêmicos de primeira linha 7 .

A limitação de Acemoglu e Robinson

Dado a César o que era de César, cabe mostrar agora em que Acemoglu e Robinson se distanciaram de seus predecessores acima citados.

Além da disseminação da tese em um formato acessível, enquanto os outros novo-institucionalistas permaneceram encastelados em suas torres de marfim,

o que pode ser sublinhado como uma marca distinta da dupla de

pesquisadores é uma espécie de monismo hipotético. Tal característica - inexistente nos já citados textos de North e seus pares - se mostra claramente quando os autores decidem contrapor sua argumentação às teses supostamente contrárias. Digo supostamente porque, de fato, pareceria ao leitor atento que elas seriam, antes de qualquer coisa, complementares. A título de exemplo, citemos o caso da hipótese “culturalista”.

O exemplo argumentativo abre o tomo. Trata-se de uma tópica e animada descrição comparativa das cidades de Nogales, cortadas pela fronteira que separa o estado americano do Arizona do estado mexicano de Sonora. Os contrastes são aterradores: ao norte, riqueza, ao sul, ainda que mais abastado que outras localidades mexicanas, pobreza. Ao norte, lei e ordem, sem excessos, ao sul, o fantasma da criminalidade. Ao norte, democracia, ao sul, a plutocracia do PRI. O quadro factual pintado pelos autores é vívido e factual.

O busílis da questão seria o fato de que, como Nogales fora incorporada ao

território norte-americano apenas após 1853, a cultura dos cidadãos de ambos

os lados da fronteira seria, para os autores, idêntica, o que tornaria a hipótese

7 Vide, por exemplo, Acemoglu, Johnson, e Robinson (2005). Uma fonte interessantíssima são as lecture notes de Economia Política do próprio Acemoglu, disponíveis em:

culturalista insustentável. Logo, a diferença se deu por conta da impressão de longo prazo causada pelas instituições americanas em sua Nogales.

Ainda que as culturas fossem as mesmas antes de 1853, mais de 150 anos de presença americana deixam marcas profundas, e não apenas institucionalmente. Aqui se torna visível como o constructo teórico “instituições” é falho caso ande desgrudado das experiências sociais e, portanto, culturais, de um determinado povo. As instituições que foram transplantadas para o antigo território gringo não nasceram num vácuo cultural. Na verdade, se há uma seara profícua de estudos é a que versa a respeito da influência cultural inglesa e, mais especificamente, cristã na criação do suporte legal do arcabouço político-legislativo do país 8 . A cultura protestante, com seus inúmeros cismas e dissidências, foi a fonte da qual cidades e entes federativos jorraram. Não é sem motivo que outro institucionalista, o Nobel em economia Oliver Williamson, delimita, na primeira de suas camadas institucionais, um espaço para a religião, costumes e tradições 9 .

Em tese, este longo período de 150 anos também teria sido um espaço de tempo em que Nogales se interligou culturalmente com o resto dos Estados Unidos. Ainda que resquícios culturais do passado mexicano perdurassem, seria difícil imaginar que os fluxos de capital e de pessoas de naturalidade americana tenham mantido a sociedade nogalense pristina, limpa, cristalinamente mexicana e latina.

Os estudos acadêmicos que analisam a correlação entre variáveis culturais e o desempenho econômico não são poucos. De textos de história econômica como o de David S. Landes 10 à sociologia e antropologia comparada da confiança social, como vemos nos trabalhos desenvolvidos por Francis Fukuyama 11 e Alain Peyrefitte 12 , os exemplos são poderosos. Há, inclusive, uma série de papers econômicos dedicados apenas a este tipo de análise.

8 Vide, por exemplo, o ganhador do Pulitzer Andrew McLaughlin (1935).

9

10

Williamson (2000).

Landes (1999).
11

12 Peyrefitte (1999).

Fukuyama (1995).

Especialmente preocupados com a influência religiosa em variáveis econômicas, o macroeconomista de Harvard Robert Barro, em parceria com Rachel McCleary, encontrou resultados estatísticos que validam a hipótese culturalista 13 . Numa toada parecida, Luigi Guiso, Paola Sapienza e Luigi Zingales encontraram correlações entre religiosidade e atitudes favoráveis ao desenvolvimento econômico, sendo, curiosamente, os católicos mais propensos a defenderem a propriedade privada que os protestantes 14 .

Esta trinca de estudiosos, pertencentes ao grupo dos chamados Boconni Boys (e girl), de maneira ampla, se dedicou bastante ao tema de pesquisa, indo, inclusive, para o flanco da questão da confiança social. Os pesquisadores chegaram, em suas pesquisas, à conclusão de que a ausência de confiança social está correlacionada a decisões de não-investimento em ativos de risco 15 . Em outras palavras, especuladores e investidores locais, sem confiança, perdem o apetite pelo risco. Guido Tabellini, outro egresso da Universidade de Boconni, analisou a influência de valores culturais no desenvolvimento de instituições, sem negar o fato de que a existência histórica de um governo não- despótico facilita a propagação de uma moralidade generalizada 16 .

Os exemplos poderiam continuar. E a experiência dialética poderia seguir, do mesmo modo, com os argumentos geográficos 17 e de ignorância dos gestores de políticas públicas 18 , mas serão limados deste texto por uma questão de bom senso para com o leitor. Para os interessados, algumas fontes foram dispostas por Acemoglu e Robinson nas notas do capítulo 2 da obra aqui resenhada.

O acerto e o que se depreende da obra

Nem tudo, entretanto, está errado, na argumentação de Acemoglu e Robinson. Instituições realmente importam, e o fato de que podemos agora dar-lhes a devida importância por meio de um cabedal neoclássico, cientificamente válido,

13 Barro e McCleary (2002).

14 Guiso, Sapienza e Zingales (2002).

15 Guiso, Sapienza e Zingales (2005).

16 Tabellini (2007).

Um defensor de uma forma de determinismo geográfico seria Sachs (2006), disponível como alternativa para este trabalho.

17

18

Caso de Banerjee e Duflo (2011), donde um capítulo foi retirado para uso em aula.

respaldado também por análises históricas, é algo salutar. Não é sem motivo que a Nova Economia Institucionalista ofertou ao mundo alguns vencedores de prêmios Nobel, sendo, atualmente, parte indispensável da análise da economia da estratégia 19 . Acemoglu e Robinson, além de suas contribuições pontuais, foram essenciais na popularização do argumento institucionalista.

Se os autores pecam, como dito acima, por ostentarem um one track mind, Daron Acemoglu, especificamente, não pode ser acusado de inconsistência e desonestidade intelectual. Se o livro da dupla termina numa análise positiva sobre o desenvolvimento institucional brasileiro, considerando, grosso modo, que desde a redemocratização houve um direcionamento pluralista e inclusivo em nossas instituições, suscitando loas, inclusive, ao experimento petista do orçamento participativo, com o tempo, o economista turco-americano mostrou ressalvas à sua posição antiga. Em uma entrevista às páginas amarelas de Veja, Acemoglu julgou que a análise apresentada no livro sobre a situação brasileira teria sido excessivamente otimista 20 .

Este é o problema de se usar a análise institucionalista para casos específicos, recentes ou contemporâneos. Sem a devida análise crítica, sem muitas informações sobre os meandros políticos e até mesmo sobre a cultura local, que, grosso modo, se condensam nas análises históricas clássicas, a visão institucionalista tende a pecar por exageros de julgamento.

Não obstante, o livro é indispensável para estudantes dos diversos ramos das ciências sociais, de Relações Internacionais à Administração de Empresas. No pior dos casos, é uma leitura interessantíssima e agradável, atualizando o leitor sobre um topos corrente no debate público. No melhor dos casos, é uma leitura que levanta inúmeros caminhos para futuras pesquisas, além de suscitar diversas reflexões sobre o desenvolvimento econômico comparado e sobre a realidade socioeconômica concreta das nações. É um livro imperdível.

Contagem de palavras: 2470

19 Vide a forte presença dos novo-institucionalistas num livro-texto padrão da área, como Besanko et al (2012). 20 Vide Rodrigues (2016).

Bibliografia

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