Você está na página 1de 16

Palavras organizadas em frases

AULA 4 Segundo especialistas, uma criança de 4 ou 5 anos já elabora frases utilizando


vários tipos de palavras como substantivos, adjetivos, verbos, advérbios, arti-
gos, pronomes pessoais do caso reto. São os primeiros passos para o domínio
da língua falada, organizando as palavras em frases e orações. A parte da gramá-
tica que estuda as orações é a sintaxe.

Sintaxe: a gramática do cérebro

Os mecanismos da linguagem

Há décadas, a linguagem intriga cientistas no mundo todo: afinal, em qual momento da evo-
lução humana começamos a falar? Como aprendemos? Qual foi o mecanismo biológico que nos
possibilitou fazer isso? Atualmente, sabe-se que o ato de falar é ligado à mente, mas recentes
descobertas comprovam que a língua nasce da nossa habilidade motora.

Todas as línguas se baseiam num tripé: a fonologia (a pronúncia das palavras), a semân-
tica (consiste em dar sentidos a esses sons e aos seus equivalentes símbolos escritos) e a sintaxe,
graças à qual, com as regras gramaticais, se constroem frases complexas e de sentido completo.
Objeto de estudo da linguística, essas áreas também vêm sendo pesquisadas pela neurociência. Os
resultados obtidos por esse campo da ciência são fascinantes: interligam a capacidade de falar (e
de pensar) com a nossa capacidade musical e motora.
Revista Cultura. Setembro de 2010.

Sintaxe. Parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no
discurso, incluindo a sua relação lógica, entre as múltiplas combinações possíveis para transmitir
um significado completo e compreensível.

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 35 Instituto Universal Brasileiro


Sintaxe – Frase, Oração e Período
Nesta aula, trataremos dos primeiros
passos da sintaxe ou análise sintática, pon-
to importantíssimo dentro do estudo de nossa
língua. Uma das noções básicas iniciais é fa-
zer a distinção de três conceitos importantes: Qual a diferença entre frase,
frase, oração e período. oração e período?
Observe os exemplos com os verbos su-
SILÊNCIO! blinhados e leia as conclusões a seguir:
1. Silêncio!
2. Anoiteceu.
3. O ar está poluído.
4. A elevação do nível de água dos
oceanos provocará o alagamento de ilhas
e cidades do litoral.
• Podemos classificar todos esses exem-
plos como frase, pois a frase pode ser formada
por apenas uma ou por mais de uma palavra; e
pode ou não conter um verbo. O primeiro exem-
plo pode ser classificado como palavra-frase,
pois não possui verbo.
• Para ser analisada como oração, a frase
O que os olhos não veem, deve ser construída em torno de um verbo, ou uma
a orelha capta. locução verbal; somente os exemplos 2, 3 e 4 po-
dem ser classificados como oração, pois apresen-
• Frase. Trata-se de qualquer manifesta- tam verbos (anoiteceu, está, provocará).
ção, por meio de palavras, que possua senti-
do completo.
Locução Verbal. Situações em que
Ex.: Silêncio!
dois verbos juntos representam uma úni-
• Oração. É a manifestação, por meio
ca ação verbal. Ex.: Os alagamentos es-
de palavras, que possua sentido completo e
tão prejudicando o trânsito.
que contenha um verbo.
Ex.: A orelha capta.
• Período. Reúne um conjunto de ora-
ções ligadas entre si, finalizado por pontua-
ção marcada por ponto final, interrogação ou
exclamação. O período pode conter uma ora-
ção, denominado período simples; e duas ou O período pode ser simples ou composto.
mais orações, período composto. Quando o
período for simples, a oração é denominada Dá-se o nome de período à frase constituída
absoluta. de uma ou mais orações. Cada verbo corres-
Ex.: A orelha capta. ►Período simples, ponde a uma oração.
• Período Simples – quando é formado
oração absoluta, pois só há um verbo, portan-
por uma só oração. Exemplo:
to, uma oração;
Ex.: O que os olhos não veem, a orelha Automóveis e aviões poluem.
capta. ►Período composto por duas orações, Oração absoluta – possui apenas um verbo
indicadas por dois verbos.
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 36 Instituto Universal Brasileiro
• Período Composto – quando é forma- Os guardas / multaram muitos veículos.
do por mais de uma oração. Sujeito / Predicado
Veja o exemplo.
Automóveis e aviões poluem / quando lançam gases na atmosfera.
1ª oração 2ª oração

Cuidado com a ordem direta ou


inversa do sujeito na oração!

A frase ou oração pode


ser classificada em:

• declarativa, quando simplesmente decla-


ra, expõe um fato, uma ideia;
Exemplo: “Comprei livros.”
• interrogativa, quando formula uma per-
gunta: “Que queres de mim?”
• imperativa, quando exprime ordem ou Aprenda para não errar! O ver-
proibição; bo sempre faz parte do predicado. Preste
Exemplo: “Sigam-me todos!” “Meninos, ve- atenção se a oração está na ordem direta
nham almoçar!” ou na ordem inversa.
• optativa, em caso de expressar uma aspi-
ração, um desejo de que se realize alguma coisa; Ordem direta: (Sujeito + Predicado).
Exemplo: “Vivam os homens sempre em
paz!” Duas pessoas / faltam.
Nota: qualquer dessas espécies de oração Sujeito / Predicado
podem ser classificadas em afirmativa, negativa.
Exemplo: “Não sabes a lição?” (interroga- Ordem inversa: (predicado + sujeito)
tiva, negativa).
Faltam / duas pessoas.
Predicado / Sujeito
Estudo do Período Simples
De acordo com a regra, independente
Para facilitar a análise do período sim-
da ordem, direta ou inversa, o verbo deve
ples vamos dividir a oração em partes meno-
sempre concordar com o sujeito. Se o su-
res, que têm uma função específica e que são
jeito está no singular, o verbo deve vir no sin-
determinadas termos da oração.
gular; se o sujeito está no plural, o verbo deve
I – Termos essenciais da oração: vir no plural. Portanto, no exemplo dado, a
Sujeito e Predicado frase correta é: Faltam duas pessoas.
Geralmente, uma oração se compõe de
pelo menos dois termos - sujeito e predicado
-, os quais, por isso, são denominados de ter- Tipos de sujeito
mos essenciais da oração. O sujeito de uma
oração é o elemento a respeito do qual se de- O sujeito pode classificar-se em sim-
clara alguma coisa. O predicado é aquilo que ples, composto, oculto e indeterminado.
se declara do sujeito. Veja o exemplo:
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 37 Instituto Universal Brasileiro
2. Sujeito Composto

É aquele que possui mais de um nú-


cleo, ou seja, formado por mais de um subs-
tantivo ou pronome, ou expressão.
Como identificar o
núcleo do sujeito? O presidente e os ministros / reuniram-se
a portas fechadas.
Sujeito Composto: O presidente e os mi-
nistros.
Núcleo do sujeito: presidente e ministros.

3. Sujeito Oculto
Quando o sujeito é constituído de mais Numa oração um termo pode não se
de uma palavra, damos o nome de núcleo do achar expresso, embora seja facilmente
sujeito à palavra básica, à palavra de maior identificável pelo fato de percebermos que
importância quanto ao significado. O sujeito ele existe.
só pode constituir-se de um substantivo ou
expressão equivalente, ou de um pronome. Vou ao cinema.
Como o sujeito pode apresentar-se com pala- Sujeito oculto: (eu)
vras que o acompanham (por exemplo, adje-
tivos, pronomes, artigos etc.), dizemos, mais
precisamente, que o núcleo do sujeito é que
deve ser um substantivo ou equivalente, ou
um pronome. Exemplos:
O presidente virá a São Paulo.
Sujeito: O presidente Neste exemplo, todos percebem que se
Núcleo do sujeito: Presidente (substantivo) trata da primeira pessoa, ou seja: eu.
A esse fenômeno de omissão de um ter-
Você gosta de mim? mo da oração dá-se o nome de elipse. Dizemos,
Sujeito: Você (pronome de tratamento) pois, que o sujeito é elíptico, porque houve omis-
são deste. Em outras palavras, quando o sujeito
Aquele “sim” transformou-lhe a existência. não está expresso, esse se caracteriza como
Sujeito: Aquele “sim”. oculto ou elíptico.
Núcleo do sujeito: “sim” (advérbio com função
de substantivo).
4. Sujeito Indeterminado
1. Sujeito Simples O sujeito de uma oração é indeterminado
É simples quando constituído apenas caso não seja identificável, o que acontece
por um substantivo, ou um pronome, ou uma quando o predicado da oração é constituído
expressão substantivada, isto é, tem um só por certos tipos de verbo.
núcleo. Exemplo:
a) Verbos usados na terceira pessoa do
O presidente / viajou para o exterior. singular com a partícula apassivadora se: vi-
Sujeito: O presidente ve-se, precisa-se, gosta-se etc.
Núcleo do sujeito: presidente
Ele / viajou para o exterior. Vive-se muito bem em São Paulo.
Sujeito simples: Ele Sujeito indeterminado: Quem? Não é pos-
Núcleo do sujeito: Ele sível determinar.

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 38 Instituto Universal Brasileiro


b) Verbos usados na terceira pessoa do
plural, nas narrativas: contam, dizem, falam,
propalam, comentam etc.

Dizem que aquele funcionário não é confiável.


Não se deve confundir oração sem sujeito
Sujeito indeterminado: Quem? Não é pos- com oração de sujeito oculto ou de sujeito inde-
sível determinar. terminado. Uma dica fácil para entender a diferen-
ça é estabelecer que existe sujeito quando este
está oculto ou é indeterminado; e não existe, na
5. Oração sem sujeito oração sem sujeito. Realmente, as orações de sujei-
As orações sem sujeito não o possuem, to oculto, como vimos, possuem sujeito subenten-
de modo nenhum, pois a ação expressa pelo dido, facilmente identificável, embora não se ache
expresso. As orações com sujeito indeterminado,
verbo não pode ser atribuída a nenhuma pes-
por sua vez, também possuem um sujeito, embora
soa ou coisa. O verbo, em tais casos, é im- este não seja individualizado. E nas orações sem
pessoal. Vejamos quando ocorre oração sem sujeito, simplesmente não existe um sujeito.
sujeito:

1. Quando os verbos ou expressões


indicam fenômenos da natureza, fenôme-
nos meteorológicos, como nevar, chover,
relampejar, anoitecer, amanhecer, trove-
jar, fazer calor, fazer frio, ventar, gear etc. Cada função sintática tem um núcleo
Exemplos:

Choveu muito ontem.


Sujeito: (não há)
Oração sem sujeito.
Já vimos que a Sintaxe se ocupa da função
Fazia frio naquela madrugada. das palavras dentro de uma oração. Essa função,
Sujeito: (não há) esse papel desempenhado por uma palavra ou
Oração sem sujeito. por um grupo de palavras dentro de uma oração
denomina-se função sintática e sua identificação
cabe à análise sintática. Muito frequentemente,
2. Quando o verbo haver é empregado uma função sintática é desempenhada por um
no sentido de existir. Exemplo: grupo de palavras, ao invés de por uma só. Por
exemplo, na oração são destacadas duas funções
Houve muitos discursos na comemoração. essenciais separadas por uma barra.
Sujeito: (não há) A amplidão do mar / estendia-se diante de seus olhos ávidos.
Oração sem sujeito. Sujeito / Predicado
• Na função de sujeito há quatro palavras,
3. Quando os verbos fazer, haver e ser porém, uma é a mais importante, encerrando a
são empregados nas indicações de tempos. ideia principal: amplidão. As demais dela depen-
Exemplos: dem e a ela se juntam, como seus satélites. A
essa palavra mais importante e que encerra a ideia
São cinco horas. central de uma função sintática dá-se o nome de
Sujeito: (não há) núcleo. No exemplo, o substantivo amplidão é o
Oração sem sujeito. núcleo da função sintática assinalada.
• Mas a função de predicado também tem
Faz cinco anos / que não a vejo. seu núcleo, e cada tipo de predicado terá um ou
Sujeito: (não há) mais núcleos diferenciados. Neste caso, o núcleo
Oração sem sujeito. do predicado é o verbo estendia-se.

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 39 Instituto Universal Brasileiro


Tipos de predicado 1. Predicado Verbal (ação)

Predicado é o termo sempre presente O verbo também re-


na oração; exprime a ação ou estado atribuí- cebe o nome de predicado,
do a um ser. O predicado pode ser expresso porque atribui, predica uma
por uma única palavra (verbo) ou então pelo ação a alguma pessoa ou
verbo acompanhado de complemento. A coisa. Quando essa ação
palavra essencial na informação constitui o fica toda no sujeito, não recaindo sobre ou-
núcleo do predicado. Se o predicado informa tro termo, diz-se que o verbo tem predicação
ação, o núcleo será o verbo; se informa esta- completa (verbos intransitivos). Ao contrá-
do (ou qualidade) o núcleo será um nome, isto rio, quando o verbo exige um termo sobre a
é, um adjetivo, substantivo ou pronome. qual irá recair sua ação, diremos que se trata
de verbo de predicação incompleta (verbos
transitivos).

Verbos intransitivos
Os verbos de predicação completa,
que não exigem um termo, ou seja, uma pa-
O núcleo do predicado depende
lavra ou expressão (chamada complemento)
da informação
que lhe complete o sentido, são chamados
verbos intransitivos. Exemplos:

Ele morreu.
Sujeito: Ele
Predicado verbal: morreu (verbo intransitivo)
O trem partiu.
Sujeito: O trem
Informa: Ação Informa: Estado Predicado verbal: partiu (verbo intransitivo)
Núcleo: Verbo Núcleo: Nome

Pedro / corre muito. Carlos / é bom.


Sujeito: Pedro Sujeito: Carlos
Predicado verbal: Predicado nominal:
corre muito é bom
Núcleo do Predicado: Núcleo do Predicado: Se a oração apresentar outros elemen-
corre (verbo) bom (nome) tos que exprimam circunstâncias do verbo, ou
que restrinjam o significado deste, o verbo não
deixa de ser intransitivo, desde que dispense
os elementos que modificam a ação por ele
+ expressa. Exemplos:

Informa: Ação + Estado Acordei tarde hoje.


Núcleos: Verbo + Nome Sujeito: (Oculto – Eu)
Predicado verbal: acordei tarde hoje
José / chegou cansado. Núcleo do predicado: acordei (verbo intransitivo)
Sujeito: José
Predicado verbo-nominal: chegou cansado Marta foi ao Rio.
(atribui ao sujeito ação + estado) Sujeito: Marta
Núcleos do Predicado: chegou (verbo) e Predicado verbal: foi ao Rio
cansado (nome) Núcleo do predicado: foi (verbo intransitivo)

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 40 Instituto Universal Brasileiro


• Transitivos diretos e indiretos. O ver-
bo pode ainda pedir dois complementos - um
objeto direto e um objeto indireto; trata-se de
verbo transitivo direto e indireto. Exemplo:
Para facilitar a identificação, saiba que são O garoto deu balas para o amigo.
verbos intransitivos: Sujeito: O garoto
Predicado verbal: deu balas para o amigo
• Verbos que exprimem fenômenos na- Núcleo do predicado: deu (verbo transitivo di-
turais: chover, ventar, relampejar, morrer, viver, reto e indireto)
nascer, acontecer, cair, surgir, dormir, acordar, girar; Objeto direto: balas
brilhar, faiscar etc.; Objeto indireto: para o amigo
• Verbos que indicam movimento: ir, vir,
entrar, sair etc., apesar de se apresentarem quase
sempre acompanhados de palavras que expres- 2. Predicado Nominal
sam circunstâncias de lugar; (informa estado ou qualidade)
• Verbos de situação: morar, estar, ficar
O predicado é nominal quan-
etc., apesar de se apresentarem também, em ge-
do o núcleo do predicado é um
ral, acompanhados de palavras que expressam cir-
cunstância de lugar; certos verbos que exprimem adjetivo, um substantivo ou um
ação constituída por um fato causado por um ser pronome, isto é, quando o predi-
que tenha capacidade de executá-lo, como chorar, cado tem natureza nominal ou pronominal, atri-
pular, voar, saltitar, brincar, trabalhar etc. buindo ao sujeito um estado ou uma qualidade.
O predicado nominal constitui-se basicamente de:
Verbos transitivos
Os verbos que exigem uma palavra ou • Predicativo
expressão que lhes complete o sentido são O núcleo de um predicado nominal se
denominados transitivos. chama predicativo. Trata-se de estado ou
qualidade referentes ao sujeito, por isso é
• Transitivos diretos. Quando o comple- também chamado de predicativo do sujeito.
mento se liga diretamente ao verbo, sem auxílio • Verbo de ligação
de preposição, é chamado de objeto direto, e O predicado, quando nominal, tem seu nú-
diz-se que o verbo é transitivo direto. Exemplo: cleo ligado ao sujeito através de um verbo como
ser, estar, permanecer, ficar, parecer. Pelo mo-
O professor exigiu estes livros. tivo de tais verbos não conterem sentido preciso
Sujeito: O professor e servirem apenas como elementos de ligação,
Predicado verbal: exigiu estes livros denominam-se verbos de ligação. Exemplos:
Núcleo do predicado: exigiu (verbo transi-
tivo direto) Vinicius de Moraes é um grande poeta.
Sujeito: Vinicius de Moraes
Objeto direto: estes livros
Predicado nominal: é um grande poeta
Predicativo (do sujeito): um grande poeta (nú-
• Transitivos indiretos. Quando o com- cleo do predicado)
plemento vem ligado ao verbo por preposição Verbo de ligação: é
(de, com, em, para) é chamado objeto indire-
to e o verbo, transitivo indireto. Exemplo: O samba permanece a expressão mais autênti-
ca de nossa música.
Precisamos de dinheiro. Sujeito: O samba
Sujeito: (Oculto – Nós) Predicado nominal: permanece a expressão
Predicado verbal: precisamos de dinheiro mais autêntica de nossa música
Núcleo do predicado: precisamos (verbo tran- Predicativo (do sujeito): a expressão mais au-
sitivo indireto) têntica de nossa música
Objeto direto: de dinheiro Verbo de ligação: permanece

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 41 Instituto Universal Brasileiro


3. Predicado Verbo-Nominal
(informa ação e estado)

O predicativo do sujeito pode integrar um

+ predicado nominal e pode também constituir a


parte nominal, ou seja, o núcleo de um predicado
verbo-nominal. Porém, o predicativo do objeto
só pode constituir a parte nominal de um predica-
do verbo-nominal.
O predicado verbo-nominal tem dois
núcleos: o núcleo verbal, que é represen- Estruturas do Predicado Verbo-nominal
tado por um verbo de ação transitivo ou
intransitivo, e o núcleo nominal, represen- a) verbo intransitivo + predicativo do
tado por um predicativo (do sujeito ou do sujeito. Exemplo:
objeto). Renata viajou contente
predicativo do
• Predicativo (do sujeito ou do objeto) sujeito verbo intransitivo
sujeito
O predicativo também se refere à parte
nominal de um predicado verbo-nominal, b) verbo transitivo + objeto direto +
portanto, constitui um de seus núcleos. No predicativo do objeto. Exemplo:
predicado verbo-nominal, o predicativo
A enchente deixou a população apavorada
pode referir-se ao sujeito ou ao objeto.
verbo predicativo
Exemplos: sujeito
transitivo
objeto direto
do objeto

Pedro chegou cansado. c) verbo transitivo + predicativo do


Sujeito: Pedro sujeito objeto + objeto. Exemplo:
Predicado verbo-nominal: chegou cansa-
Todos nós observamos emocionados aquela cena
do (ação + estado)
verbo predicativo
Núcleo verbal: chegou (verbo intransitivo sujeito
transitivo do sujeito
objeto direto
- núcleo de ação)
Predicativo (do sujeito): cansado (núcleo
nominal - estado) lI – Termos integrantes da oração
São assim chamados porque, embora não
O juiz considerou João inocente. essenciais, são necessários para integrar,
Sujeito: O juiz para completar o sentido de um verbo ou de
Predicado verbo-nominal: considerou João um nome (substantivo ou adjetivo). Consti-
inocente tuem, portanto, complementos do verbo ou de
Núcleo verbal: considerou (verbo transiti- um nome. Os termos integrantes da oração
vo direto - núcleo de ação) são de três espécies: complemento verbal,
Objeto direto: João complemento nominal e agente da passiva.
Predicativo (do objeto): inocente
a) Complemento verbal
No predicado verbo-nominal, o predica- Os verbos transitivos, por não possuí-
tivo pode ser: predicativo do sujeito e pre- rem significação plena, necessitam de um
dicativo do objeto. É predicativo do sujeito complemento para completar-lhes o senti-
quando atribui uma qualidade ou estado ao do. Esse complemento é classificado como
sujeito da oração. É predicativo do objeto, verbal, porque serve para completar o sen-
quando a qualidade ou estado é atribuída tido do verbo. O complemento verbal de um
ao objeto da oração. verbo transitivo chama-se objeto. E como os
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 42 Instituto Universal Brasileiro
verbos transitivos podem ser diretos ou indire-
(precisa de quê?)
tos, conforme se liguem ao seu complemento
diretamente ou por intermédio de uma prepo- A educação precisa de respostas.
Su V O
bj
sição, temos duas espécies de complementos je tra erb et
ito in ns o o
in
verbais: o objeto direto e o objeto indireto. di iti
r di
et v o re
o to

(assistimos a quê?)
Nós assistimos a todos os jogos.
Su V O
je tra erb in bje
Relembre algumas preposições: i to in ns o di to
di iti re
de, com, para, em, sobre, a (ao, à) re vo
to
to

A presença ou não da preposição é o que vai


determinar se um objeto é direto ou indireto. O objeto
direto se liga ao verbo sem auxílio da preposição.
O objeto indireto, com auxílio da preposição.

Objeto direto Quando o objeto direto ou indireto é um


É o complemento pronome pessoal, esse deve ser do caso oblí-
de um verbo transitivo quo, pois, os pronomes pessoais do caso reto
direto e que, portanto, só exercem a função de sujeito. Podem cons-
se liga a ele diretamente, tituir objeto direto ou indireto os pronomes
sem auxílio de preposi- pessoais do caso oblíquo. Exemplo:
ção. Uma dica muito usada para identificar o (atormentava a quem?)
objeto direto é perguntar ao verbo: o quê? ou Essa ideia lhe atormentava.
quem? Exemplos: Su O V
j in bje tra erb
Essaeideia
ito di to
re in ns o
di iti
(salvou o quê?) to re vo
to
Um doador de sangue salvou minha vida.
V O
Su tra erb bj
je et
ito di ns o o
re iti di
re
to vo to

(amo quem?)
Há verbos transitivos que exigem dois com-
Eu amo você.
V O plementos: um objeto direto (sem preposição)
Su tra erb bj
je di ns o
et
o e um objeto indireto (com preposição). Nestes
ito re iti di
to vo re casos, a dica é fazer duas perguntas para o ver-
to
bo, uma sem e outra com preposição. Exemplos:
(emprestou o quê? para quem?)
Objeto indireto Ele emprestou o livro para a colega.
Su V O O
O verbo transitivo je tra erb di bje in bje
ito di nsi o re to
to
di to
re
indireto exige um com- in re tiv to
di to e o
plemento ao qual se liga re
to
através de preposição. Ao
complemento de um ver- (levou quem? a quê?)
A situação levou-os à revolta.
bo transitivo indireto dá-se o nome de objeto V O
Su tra erb in bje
indireto, pelo fato de ligar-se ao verbo através je dir nsi o di to
ito i te tiv re
de uma preposição, isto é, indiretamente. A dica + ndi o e o to
di ob reto
para fazer a pergunta ao verbo exige a preposição: re jet
to o
de quê? com quem? para quem? Exemplos:
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 43 Instituto Universal Brasileiro
b) Complemento nominal c) Agente da passiva

Inventado por Santos Dumont


Assim como alguns verbos exigem uma
complementação, alguns nomes identificados Lembre-se de que, ao estudar as fun-
como substantivos, adjetivos e advérbios ções sintáticas essenciais da oração, de-
também podem exigir um complemento. Nestes finimos o sujeito como o ser do qual se
casos, a presença da preposição é obrigatória, diz alguma coisa. Por que não definimos o
e o complemento denomina-se nominal. Para sujeito como “o ser que pratica a ação ex-
este tipo de complemento, a dica é fazer a per- pressa pelo verbo”? Porque essa definição
gunta ao nome e não ao verbo. Exemplos: exprimiria apenas meia verdade, visto que
nem sempre o sujeito pratica a ação ex-
(amor a quê?)
pressa pelo verbo, mas, muitas vezes, so-
Por amor à vida. fre essa ação.
No C
m no om
e m ple
su
bs in m
al en • Quando o sujeito pratica a ação que
ta to
nt
iv o verbo exprime, este verbo se encontra na
o
voz ativa. E o sujeito é denominado agente
(cheio de quê?) (porque ele é que age, que pratica a ação).
O balcão estava cheio de moscas. Exemplo:
No C
m no om
e m ple
ad in m
je al e Santos Dumont inventou o avião.
tiv nt
o o Su P
je
ito (o red
Ag Ve bje ica
rb to do
(favoravelmente a quê?) en o d
te vo ire
z t
Eles se manifestaram favoravelmente à eleição. a o)tiv
N C a
ad om no om
vé e m ple
in m
rb al en
io to
• Quando o sujeito sofre a ação que o
verbo exprime, este verbo se encontra na
voz passiva. Neste caso, o sujeito é denomi-
nado paciente, porque recebe, sofre a ação.
Exemplo:

Veja outros exemplos de complemento O avião foi inventado por Santos Dumont.
nominal: necessidade de atenção (comple- Su P Ag
je Ve red en
mento do substantivo necessidade); habituado ito rb ica te
Pa o d da
ao trabalho (complemento do adjetivo habi- ci vo o pa
en z ss
tuado); confiante na vitória (complemento do te pa
s iv
si a
adjetivo confiante); relativamente às eleições va
(complemento do advérbio relativamente).

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 44 Instituto Universal Brasileiro


►Voz passiva analítica. Quando é
expressa utilizando a forma composta do
verbo (verbo auxiliar + verbo principal no
particípio). Ex.: Foram feitas muitas casas.
O agente da passiva só ocorre
com o verbo na voz passiva ►Voz passiva sintética. Quando é
Sujeito Objeto Direto construída com o pronome se, que neste
caso recebe o nome de pronome apassi-
Santos Dumont inventou o avião. vador. Ex.: Fizeram-se muitas casas.
Outros exemplos:

Vendem-se casas. (Equivale à ativa:


Casas são vendidas.)
O avião foi inventado por Santos Dumont. Consertam-se relógios. (Equivale à
ativa: Relógios são consertados.)
Sujeito Agente da Passiva
• Voz reflexiva. O sujeito pratica a
ação verbal e, ao mesmo tempo, recebe a
ação como um reflexo de sua ação; portan-
to, é agente-paciente, porque age e rece-
be a ação, e o verbo está na voz reflexiva.
Vozes do verbo
Maria contempla-se no espelho.
• Voz ativa. O sujeito executa a ação
Su Pr
verbal, portanto, é agente. Se o sujeito je v e
er dic
ito
age, o verbo está na voz ativa. Ag b o ado
en vo
Maria contempla a lua. te z
-p re
Su P ac fle
xi
je
ito (o red ie
nt va
Ag Ve bje ica e
rb to do
en o dir
te vo et
z o)
at
iv
a lII - Termos acessórios da oração
São chamados de termos acessórios
• Voz passiva. O sujeito recebe a
aqueles que têm como função dar alguma
ação verbal, portanto, é paciente. Se o
informação sobre os substantivos ou os
sujeito sofre a ação, o verbo está na voz
verbos, sendo dispensáveis ao sentido bá-
passiva. Neste caso, aparece o agente da
sico da oração. Os termos acessórios da ora-
passiva.
ção são os seguintes: adjunto adnominal;
A lua é contemplada por Maria. adjunto adverbial; aposto.
Su P
je (a red a) Adjunto adnominal
ito Ve ge ica
Pa rb nte do Quando uma função sintática possui
ci o
en vo da como núcleo um substantivo (ou palavra
te z pa
pa ss substantivada), este pode vir acompanha-
ss iv
iv a) do de uma ou mais palavras ou locuções que
a
modificam o seu sentido, delimitando-o. Tais
Observação. A voz passiva pode palavras ou locuções, que giram em torno
apresentar duas formas: do núcleo do substantivo, são denominadas
adjuntos adnominais. Exemplo:
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 45 Instituto Universal Brasileiro
tempo, de modo, de negação, de afirmação,
Meu irmão deu seus livros escolares ao filho da vizinha.
de dúvida, de intensidade. Exemplos:
Sujeito objeto direto objeto indireto
Predicado Verbal
(verbo transitivo direto e indireto)

Observe que, nesta oração, cada função Eu estou muito contente.


Su A
sintática tem seu núcleo e seus adjuntos ad- je
i de dju
to in nto
nominais: te
ns ad
id ve
ad rb
e ia
• O núcleo do sujeito é o substantivo ir- l
mão, o qual é acompanhado pelo pronome Predicado Nominal
adjetivo possessivo meu, que modifica seu (verbo de ligação + predicativo)
sentido, restringindo-o, exercendo a função de
adjunto adnominal.

• O núcleo do objeto direto é o substan-


tivo livros, que é acompanhado do pronome Viajei ontem.
adjetivo possessivo seus e do adjetivo es- A
colares, que também modificam o seu sentido, de dju
te nto
m
exercendo a função de adjuntos adnominais. po ad
v er
bi
al
• O objeto indireto tem como núcleo o
substantivo filho, precedido do artigo o (na Predicado Verbal
(verbo intransitivo + adjunto adverbial)
combinação ao = a + o) e seguido da locução
da vizinha, ambos modificando-o, e exercendo a
função de adjuntos adnominais.

De manhã, os meninos brincavam no jardim.


A Su A
de dju je
i de dju
te ton t o lug nto
m ar ad
po ad ve
Como você pode perceber, pelo exem- ve
rb rb
ia ia
plo, o adjunto adnominal pode ser representa- l l
do, numa oração, por: um adjetivo, ou locução
adjetiva (locução com valor de adjetivo); um ar- Predicado Verbal
tigo (definido ou indefinido); um pronome ad- (verbo intransitivo + adjuntos adverbiais)
jetivo (possessivo, demonstrativo, indefinido,
relativo, interrogativo); um numeral adjetivo.

b) Adjunto adverbial
Felizmente, Pedro não feriu o pé.
Numa oração, podem existir palavras A Su A
de dju je de dju
cuja finalidade seja a de modificar, ou de in- m nto ito ne nto
od a ga a
tensificar o sentido de um adjetivo, ou de um o dv çã dv
e rb o er
verbo, ou ainda de um advérbio, acrescentan- ia bi
al
l
do-lhes uma circunstância. Tais palavras são,
geralmente, advérbios ou expressões que a Predicado Verbal
eles equivalem, denominados adjuntos ad- (verbo intransitivo + adjuntos adverbiais)
verbiais que se classificam de acordo com
as circunstâncias que exprimem: de lugar, de
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 46 Instituto Universal Brasileiro
c) Aposto Esse termo ou expressão não se enqua-
dra em nenhuma das funções sintáticas até
Podemos definir o aposto como um subs- aqui citadas, pois é considerado à parte. De-
tantivo (ou palavra ou expressão substantiva- nomina-se vocativo, pois constitui um chama-
da) que, em uma oração, se une a outro subs- mento da pessoa a quem nos dirigimos.
tantivo, a fim de individualizar, caracterizar ou O vocativo pode vir acompanhado, ou não,
explicar melhor o que foi designado por ele. de interjeições, ou pode vir seguido, ou não, de
Deste modo, a ideia contida no substantivo, ponto de exclamação. De qualquer modo, pelo
que é núcleo, pode ser mais bem explicada, por sentido é facilmente identificável, já que na frase
meio do aposto. Exemplos: vem separado por vírgulas. Exemplos:

Esta fazenda, herança de vovô, produz café. Ô rapaz, tome cuidado.


Su Ap Pr
je os ed Vo
ito to ica c at
do iv
o
Nesta oração, o aposto se refere ao sujei-
to e é explicativo.
Tenho certeza, amigos, que tudo vai acabar bem.
Vo
ca
tiv
o
Comprei todo o material: lápis, canetas, livros e cadernos.
P Ap
(v red os
er ica to
bo d
+ o
ob Não entre aí, menino!
je
to Vo
)
ca
tiv
Nesta oração, o aposto se refere ao objeto o
e é enumerativo.

Cuidados, carinho, conforto, nada o reanimava.


P Ap
(v red os
er ica to
bo d
+ o As denominações utilizadas para fazer a
ob
je
to análise sintática dos termos da oração fazem
) parte da Nomenclatura Gramatical Brasileira
Nesta oração, o aposto se refere ao sujeito (NGB). O que isso significa? A NGB é uma espé-
e é resumidor. cie de guia dos conteúdos gramaticais referen-
tes ao portugês. A NGB foi criada em 1958 por
um grupo de gramáticos de prestígio, foi trans-
Nesta aula vamos estudar também o formada em lei e passou a ser utilizada obriga-
vocativo, que constitui um termo à parte toriamente nas escolas de todo o Brasil. A partir
dentro de uma oração. de então, foi possível padronizar a terminologia
para os estudos da nossa língua.
Estudar a gramática da nossa língua pode
Vocativo ser um recurso muito importante para escrever
Quando a oração está construída na segun- melhor. Por exemplo: quando quiser dar explica-
ções, use um aposto; conhecer os complemen-
da pessoa (pessoa com quem se fala), é possível
tos adequados para o verbo pode trazer maior
existir um termo ou expressão, cuja finalidade
clareza no uso das preposições. O exercício de
é chamar a atenção dessa pessoa a quem nos escrita exige o uso correto da língua.
dirigimos, através de uma exclamação.
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 47 Instituto Universal Brasileiro
II - Termos integrantes da oração

Complemento nominal

Objeto direto
Frase Oração Período Complemento
verbal
Objeto indireto
Comunicação Verbo Comunicação
completa
Agente da passiva

III - Termos acessórios da oração


Verbal Nominal Predicado Simples Composto Adjunto adnominal
Adjunto adverbial
Uma Mais de
oração uma oração Aposto

Verbal Nominal Verbo-nominal Vocativo


Verbos
Estudo de Período Simples Verbos transitivos. Designam
Para facilitar a análise do período sim- ações voluntárias, causadas por um ou
ples vamos dividir a oração em partes me- mais indivíduos, e que afetam outro(s)
nores que têm uma função específica e que indivíduo(s) ou alguma coisa, exigindo
são determinadas termos da oração. um ou mais objetos na ação. Poderá ser
transitivo direto, quando não exigir pre-
I - Termos essenciais da oração posição depois do verbo, ou transitivo
indireto, quando exigir preposição de-
Simples pois do verbo. Ou ainda transitivo direto
Composto e indireto.
Sujeito Indeterminado
Oculto Verbos intransitivos. Designam
Oração sem sujeito ações que não afetam outros indivíduos.
Exemplos: andar, existir, nadar, voar etc.
Nominal
Predicado Verbal Verbos impessoais. São verbos
que designam ações involuntárias. Ge-
Verbo-nominal ralmente (mas nem sempre) designam
fenômenos da natureza e, portanto, não
do sujeito têm sujeito nem objeto na oração. Exem-
Predicativo plos: chover, anoitecer, nevar, haver (no
sentido de existência) etc.
do objeto
Verbos de ligação. São os verbos
de ligação que não designam ações; apenas servem
transitivo direto para ligar o sujeito ao predicativo. Exem-
Verbos plos: ser, estar, parecer, permanecer,
transitivo indireto
continuar, andar, tornar-se, ficar, viver,
intransitivo virar etc.

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 48 Instituto Universal Brasileiro


a) ( ) I – Predicado Verbo-nominal / predi-
cativo do sujeito; II – Predicado Nominal / predi-
cativo do objeto
b) ( ) I – Predicado Nominal / predicativo
do objeto; II – Predicado Verbo-nominal / predi-
1. Em relação ao sujeito das orações abai- cativo do sujeito
xo, coloque: c) ( ) I – Predicado Nominal / predicativo
( 1 ) para sujeito simples do sujeito; II – Predicado Verbo-nominal / predi-
( 2 ) para sujeito oculto (elíptico) cativo do objeto
( 3 ) para sujeito composto d) ( ) I – Predicado Verbo-nominal / predi-
( 4 ) para sujeito indeterminado cativo do objeto; II – Predicado Nominal / predi-
( 5 ) para oração sem sujeito cativo do sujeito
( ) Estamos em pleno mar.
( ) Telefonaram para você. 4. Em “Só lhe peço isto: respeito.” os ter-
( ) Muitos jovens e algumas crianças vie- mos sublinhados são respectivamente:
ram à comemoração.
( ) Fez muito calor. a) ( ) objeto indireto, objeto direto, aposto
( ) Caiu no mar uma linda estrela. b) ( ) objeto direto, objeto indireto, aposto
c) ( ) objeto indireto, aposto, objeto direto
Assinale a alternativa correta, de acordo d) ( ) aposto, objeto direto, objeto indireto
com a numeração que corresponde à classifica-
ção do sujeito: 5. Classifique os termos em negrito de
acordo com o seguinte código, e assinale a al-
a) ( ) 1 – 2 – 3 – 4 – 5 ternativa correta.
b) ( ) 2 – 5 – 4 – 1 – 2 ( 1 ) adjunto adnominal
c) ( ) 4 – 3 – 2 – 5 – 1 ( 2 ) adjunto adverbial
d) ( ) 2 – 4 – 3 – 5 – 1 ( 3 ) aposto
( 4 ) vocativo
2. Assinale a alternativa que traz a classi- ( ) Viajaremos no mês de maio.
ficação correta dos predicados destacados nas ( ) Pedro, o novo secretário, fala vá-
frases abaixo: rios idiomas.
( ) Um velho soldado de chumbo foi
I - Confio em você. achado no baú.
II - Considero seu pedido urgente. ( ) Professor, posso lhe fazer uma per-
III - Os candidatos estavam nervosos. gunta?

a) ( ) I – Verbal; II – Nominal; III – Verbo- a) ( ) 2 – 3 – 1 – 4


Nominal. b) ( ) 3 – 2 – 1 – 4
b) ( ) I – Verbal; II – Verbo-Nominal; III – c) ( ) 2 – 4 – 1 – 3
Nominal. d) ( ) 1 – 2 – 3 – 4
c) ( ) I – Nominal; II – Verbal; III – Verbo-
Nominal. 6. Assinale a única alternativa em que o
d) ( ) I – Verbo-Nominal; II – Verbal; III – termo grifado não tem função de complemen-
Nominal. to nominal.

3. Assinale a alternativa com o tipo de predi- a) ( ) Tinha um grande amor pelo irmão.
cado e complemento destacado nas frases abaixo: b) ( ) Fez referência ao novo contrato.
c) ( ) Gostava muito de doces.
I - A cidade parecia deserta. d) ( ) O bebê sente necessidade de
II - Acharam o novo funcionário muito lento. carinho.
Língua Portuguesa 1 - Aula 4 49 Instituto Universal Brasileiro
o verbo de ligação (parecer), e o termo grifado se
classifica como predicativo do sujeito (“cidade” =
sujeito; “deserta” = predicativo do sujeito). Na se-
gunda oração – “Acharam o novo funcionário muito
lento.” – o predicado é Verbo-Nominal, pois se tra-
1. d) ( x ) 2- 4- 3- 5- 1 ta de um verbo que indica ação (achar), e o termo
Comentário. No exercício, cada número cor- grifado é classificado como predicativo do objeto
responde a um tipo de sujeito. Confira a numeração (“funcionário” = objeto direto; “muito lento” = predi-
correta e os comentários explicativos a respeito de cativo do objeto).
cada uma das frases.
4. a) ( x ) objeto indireto, objeto direto,
( 1 ) para sujeito simples aposto
( 2 ) para sujeito oculto (elíptico) Comentário. Em, “Só lhe peço isto: respeito.”
( 3 ) para sujeito composto os termos sublinhados são respectivamente: lhe =
( 4 ) para sujeito indeterminado objeto indireto, complemento do verbo pedir; isto
( 5 ) para oração sem sujeito. = objeto direto, complemento do verbo pedir; res-
peito = aposto, explicativo do termo isto. Observe
( 2 ) Estamos em pleno mar. que o verbo pedir é transitivo direto e indireto: “pe-
► O sujeito é nós, mas está oculto ou dir o quê?” (pergunta que caracteriza o objeto dire-
elíptico. to e vem formulada sem preposição); “pedir para
( 4 ) Telefonaram para você. quem?” (pergunta que caracteriza o objeto indireto
► Verbo na 3ª pessoa do plural indica a inde- e vem formulada com a preposição “para”). Neste
terminação do sujeito. caso, o objeto indireto apresenta a preposição na
( 3 ) Muitos jovens e algumas crianças vieram pergunta “pedir para quem?” O objeto direto vem
à comemoração. representado pelo pronome “lhe” que pode ser tra-
► Há dois núcleos: jovens e crianças, portan- duzido como “para ele” ou “para ela”.
to o sujeito é composto.
( 5 ) Faz muito calor. 5. a) ( x ) 2 – 3 – 1 – 4
► Oração indica fenômeno da natureza: tra- Comentário. Confira a função das expres-
ta-se de oração sem sujeito. sões grifadas: “no mês de maio” – informa circuns-
( 1 ) Caiu no mar uma linda estrela. tância de tempo em que será feita a viagem – portan-
► Há um só núcleo no sujeito: estrela, por- to, classifica-se como adjunto adverbial de tempo; “o
tanto sujeito simples. novo secretário” – a expressão vem entre vírgulas e
explica quem é Pedro – trata-se de um aposto ex-
2. b) ( x ) I – Verbal; II – Verbo-Nominal; III plicativo; “Um velho” – um artigo e um adjetivo que
– Nominal qualificam o “soldado de chumbo” – ambos têm a
Comentário. Na frase I – Confio em você. – o função de adjunto adnominal; “Professor” – é um tipo
verbo de ação caracteriza o predicado verbal (ver- de chamamento – caracteriza a função do vocativo.
bo transitivo indireto + objeto indireto). Na oração
III – Os candidatos estavam nervosos. – o núcleo é 6. c) ( x ) Gostava muito de doces.
o estado do sujeito, o que caracteriza o predicado Comentário. Na alternativa c, o termo grifa-
nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito). do completa o sentido do verbo (gostava de quê?),
Na oração II – Considero seu pedido urgente. – há portanto, trata-se de um verbo transitivo indireto,
um verbo de ação, com uma qualificação que se que pede um complemento, portanto, “de doces”
refere a “pedido” (verbo transitivo direto + objeto di- tem a função de objeto indireto. Observe que em
reto + predicativo do objeto), portanto, temos um todos os outros casos, o termo grifado está com-
predicado verbo-nominal. Observe que somente o pletando um substantivo (ou nome) e tem a função
predicado nominal apresenta verbo de ligação. de complemento nominal: “amor (substantivo) pelo
irmão”; “referência (substantivo) ao novo contrato”;
3. c) ( x ) I – Predicado Nominal / predica- “necessidade (substantivo) de carinho”. Observe
tivo do sujeito; II – Predicado Verbo-nominal / que tanto o objeto indireto como o complemento
predicativo do objeto. nominal vêm com preposição, a diferença é que o
Comentário. Na primeira oração – A cidade primeiro completa o sentido de um verbo e o segun-
parecia deserta. – o Predicado é Nominal: apresenta do, de um nome.

Língua Portuguesa 1 - Aula 4 50 Instituto Universal Brasileiro