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DIMENSIONAMENTO E PLANO DE PROTEÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO

EM GALPÃO UM COM 312,84 m² DE ÁREA CONSTRUÍDA

Bruno Souza Mota, Marcos Souza de Oliveira Junior²

RESUMO: Quando se fala em investimento em proteção e combate a incêndios, muitos


pensam em despesas desnecessárias que nunca trarão retorno. Com esse pensamento, seguem
seus estabelecimentos sem as verdadeiras prevenções necessárias. Nesse contexto, acidentes
ocorrem quando menos se espera, nesse sentido é apresentada a necessidade do investimento
nessa área. Dessa forma, pode-se considerar o PPCI (Plano de Projeto de Combate a Incêndio)
como um plano de saúde, seguro de carro, seguro de vida, onde o uso é o menos desejado, mas
caso precise, terá uma proteção baseada no projeto implementado.
Palavras-chave: Combate a incêndios. Projetos. Proteção.

DIMENSIONING AND PROTECTION PLAN OF FIRE FIGHTING IN SQUARED


ONE WITH 312.84 m² CONSTRUCTED AREA

ABSTRACT: When it comes to investment in fire protection and fire fighting, many people
think of unnecessary expenses that will never bring them back. With this thought, they follow
their establishments without the necessary real precautions. In this context, accidents occur
when the least expected, in this sense the need for investment in this area is presented. In this
way, the PPCI (Fire Fighting Project Plan) can be considered as a health insurance, car
insurance, life insurance, where the use is the least desired, but if need be, will have a protection
based on the project implemented.
Keywords: Fire fighting. Projects. Protection.

Bacharel em Engenharia Elétrica (FAINOR – Faculdade Independente do Nordeste/ Vitória da


Conquista/ Bahia/ Brasil), 2Bacharel em Engenharia Elétrica (FAINOR – Faculdade
Independente do Nordeste/ Vitória da Conquista/ Bahia/ Brasil). Artigo apresentado como
Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho
da Unigrad de Vitória da Conquista-BA.
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1 INTRODUÇÃO

Em 1826, a fim de seguir para Portugal e assumir o lugar de seu pai, D. Pedro I resolve
abdicar em favor de seu filho menor, D. Pedro de Alcântara, deixando-o aos cuidados de uma
regência trina, que administrava muitas dificuldades políticas.
Naquele período, o Serviço de Incêndio na Bahia era executado, de forma precária, pelo
Arsenal da Marinha, sob o comando do Inspetor do Arsenal. Em 02 de agosto de 1829, o
vereador Lázaro José Jambeiro consultava em plenário se era obrigatório os vereadores
participarem do Corpo de Bombeiros Voluntários, recebendo resposta negativa. Contudo, ficou
decidido que todos os funcionários públicos deveriam deixar as repartições ao toque dos sinos
anunciando um incêndio e buscar a bomba no Arsenal da Marinha.
Em 14 de junho de 1833, em decorrência das fortes chuvas que caíram durante 45 dias,
se verificaram deslizamentos de terras em toda a encosta da Montanha, inclusive na Ladeira da
Misericórdia e da Conceição da Praia. Em 12 de outubro daquele mesmo ano, o vereador José
Bruno Antunes Guimarães falou em plenário sobre a necessidade de se organizar um melhor
serviço de bombeiros e expôs seu projeto: “Os incêndios que haviam se repetido na capital da
província prejudicando a fortuna particular, abandonada no país.
Em 22 de abril de 1856, ocorreram grandes incêndios no Trapiche Quirino e no Pilar,
situados na freguesia do Pilar. Naquele ano, o Teatro São João, atual Teatro João Caetano, no
Rio de Janeiro, incendiou-se pela terceira vez. O Imperador D. Pedro II resolveu criar então,
em 02 de julho de 1856, através de Decreto Imperial nº 1.775, o Corpo de Bombeiros Provisório
da Corte, com jurisdição apenas sobre a cidade do Rio de Janeiro.
Assim, a Província da Bahia encerra a sua fase imperial com muitos incêndios, muitas
vidas ceifadas e patrimônio destruído e alguns comerciantes empobrecidos. Em 1904, já após a
criação do Corpo de Bombeiros Municipal, a Associação dos Voluntários contra Incêndio foi
reorganizada e transformada em Guarda Noturna, com uniformes e material adequado para
extinção, comprados mediante concorrência pública. Encomendaram-se à época 02 bombas, 20
lanternas, 10 machados e 12 porta-baldes metálicos. Posteriormente, a Guarda Noturna foi
incorporada ao Corpo de Bombeiros.
O Marechal Hermes da Fonseca assumiu o governo em um clima bastante tenso,
inclusive pelo grande incêndio ocorrido em 04 de março de 1890 na zona comercial, que
destruiu um quarteirão e a Ladeira do Taboão, deixando um saldo de 48 mortos e dezenas de
feridos. Procurou de imediato acalmar os ânimos e consolidar as instituições republicanas, tais
como a Força Policial (Polícia Militar) que, através de Decreto datado de 16 de maio de 1890,
promoveu uma grande reforma administrativa e criou a 11ª Companhia de Combate a Incêndios.
A Associação Comercial da Bahia, que custeava as despesas dos bombeiros voluntários,
resolveu não mais fazê-lo e doou os equipamentos e quartéis existentes à 11ª Companhia de
Polícia, que esteve, durante sua curta existência, sob o comando dos seguintes oficiais: Capitão
Emídio Joaquim Pereira Caldas, assessorado pelos Tenentes Augusto Olívio Botelho e Otávio
Nunes Sarmento; posteriormente assumiu o Capitão Joaquim Baldoíno da Silva, em 04 de maio
de 1891; na sequência, o Tenente Antonio Pedro de Almeida, em 13 de agosto de 1891; e
Tenente Aureliano João Ferreira da Silva, em 07 de junho de 1891, até sua extinção.
Quando foi criado, o Corpo de Bombeiros da Cidade do Salvador possuía 06 oficiais e
23 praças, sob o comando do Capitão Leovigildo Cavalcante de Melo, três quartéis - doados
pela Associação Comercial da Bahia, Companhia de Seguros Aliança e Companhia de Seguros
Interesse Público – e todo o acervo para combate ao fogo.
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2 MATERIAL E MÉTODOS

2.1 FOGO

O fogo é causador de destruição, catástrofes, grandes perdas materiais, financeiras e por


fim causa mortes, caso não seja controlado. Também traz muitos benefícios sendo bem
utilizado. É importante sempre conhecer a forma de propagação do fogo.
A humanidade aprendeu a conviver com o fogo, mas quando esse elemento perde o
controle, é preciso usar os métodos de prevenção para poder contê-lo, afim de acabar com o
foco.
O fogo sempre irá conviver com o homem, por isso ambos devem viver em harmonia e,
para que isso aconteça, ele deve ser controlado para que esta relação não seja quebrada.
(BRENTANO, 2010, p. 89)
Podemos definir o fogo como uma reação química, chamada de combustão, que é uma
oxidação rápida entre um material combustível, sólido, líquido ou gasoso, e o oxigênio do ar,
provocando calor que gera luz e esquenta ao seu redor. Produtos derivados da combustão geram
consequências, por isso tem de saber lhe dar com esse tipo de substância.
 As chamas do fogo conseguem formar a parte visível, que iluminam e atraem;
 Quando a fumaça aumenta causa uma péssima visibilidade, provoca pânico, intoxica e/ou
asfixia e dificulta a rota de fuga e prejudica os profissionais que querem ir direto no foco
do incêndio;
 Os gases por serem invisíveis, devido a queima do produto podem ser tóxicos, inodoros e
dessa maneira a morte chega lentamente. Os materiais revestidos nos acabamentos das
edificações são muito usados, e eles possuem um número grande de reagentes químicos que
podem vim a causar um dano maior tanto para a saúde quando para a edificação, fazendo
com que o fogo se alastre mais rapidamente. A fumaça e os gases tóxicos são responsáveis
por cerca de 80% das mortes em incêndios;
 Quando ocorre a presença do calor ele aquece o ar aumentando a temperatura, vindo a
provocar a propagação do fogo através da combustão espontânea dos materiais;
 O oxigênio do ar é consumido durante a combustão quando se está em um ambiente
fechado, deixando o ar irrespirável;

2.1.1 Calor
Quando dois corpos entram em atrito a temperatura de ambos se modificam, buscando
uma nova temperatura entre eles, um equilíbrio térmico. Quase sempre a temperatura do
primeiro diminui e a do segundo aumenta. Podemos definir o calor como sendo a transferência
de energia térmica entre dois corpos que venha a possuir diferentes temperaturas.
A unidade de medida utilizada no SI (Sistema Internacional) é o Joule (J), no qual
representa o calor.

2.1.2 Combustível
O combustível é uma matéria que é bem vulnerável ao fogo, logo após a inflamação, e
então continua queimando sem adição de calor. Para entrar em combustão primeiramente são
aquecidos liberando vapores combustíveis que se misturam com o oxigênio que se encontra no
ar gerando uma mistura inflamável. Os gases, para entrar em combustão se misturam com o
oxigênio no ar e sua concentração tem de estar dentro de uma faixa ideal para a queima.

2.1.3 Combustão
A combustão é um processo de queima rápida acompanhada da luz e do calor, sua
intensidade pode variar. Deve possuir uma temperatura mínima para que um combustível libere
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seus vapores ou gases e ao entrar em contato com uma fonte de calor, entra em combustão e
continuam a queimar até que sua fonte de energia se esgote ou que seja apagado forçadamente.

2.1.4 Formas de transferência de calor

Figura 1: Formas de transferência de calor

Fonte: Brentano, 2010.

 Radiação
Se manifesta por raios ou ondas de calor que envia o a fonte de calor através do ar.
Podendo haver radiação em qualquer ambiente desde uma lareira, uma lâmpada ou outro
elemento com alta temperatura. Também podemos definir a radiação como a transmissão de
calor sem que elas sejam aquecidas.
 Convecção
É uma transmissão de calor no qual consiste na transferência de energia de um lugar
para outro, ocorre com o movimento ou circulação do ar, água ou gases quentes que estão
prestes a serem aquecidos. Podendo ser produzida de forma natural ou artificial. Exemplos disso
são os secadores de cabelo, pois o calor que ele produz é transferido para o exterior por uma
corrente de ar forçada gerada dentro dele através dos componentes mecânicos.

Figura 2: Convecção

Fonte: Brentano, 2010.

 Condução
A condução é a transferência de calor através de um corpo sólido. Se colocarmos uma
panela no fogo com o material metálico ela é aquecida, o calor passa, por condução,
ao outro extremo aquecendo toda panela da vareta. O mesmo fenômeno de condução de calor
pode
ser verificado numa panela colocada em cima das chamas do fogão. Os metais são bons
condutores do calor, enquanto a borracha que fica no cabo da panela tem qualidades totalmente
opostas, são bons isolantes, por isso é colado nos cabos, para não deixar aumentar a temperatura
e aquecer a mão do usuário.
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2.2 LINGUAGENS

Para a maior facilidade na hora de interpretar as linguagens que serão apresentadas será
feito a divisão dos seguintes termos dos grupos de Projeto de Proteção de Combate a Incêndio
(PPCI).
 Prevenção de Incêndios
A prevenção vem em primeiro lugar no intuito de impedir o incêndio que é a união do
calor com o combustível. A prevenção vem através da educação, seguido de treinamento de
pessoas habilitadas, devendo saber controlar a situação, na busca de evitar incêndios.

 Combate
No combate tem de ter todos os artifícios para exterminar a foco do incêndio, impedindo
assim que ele se propague, nos equipamentos manuais podemos usar o hidrante e o extintor de
incêndio, preferencialmente ser utilizado por pessoas treinadas, temos também o sistema de
detecção de alarme, sistemas automático de extinção e o corpo de bombeiro público e privado,
tendo reserva de água publica e privada.

 Proteção
É a medida usada para evitar que o fogo se propague dentro da edificação, não
permitindo que cause destruições. Podemos chamar esse tipo de proteção de ativa e passiva,
onde mostra a reação de cada um mediante a ação do fogo. Proteção passiva são as medidas
que diminuem os riscos, devemos pensar até mesmo na facilidade de acesso do corpo de
bombeiro juntamente com sua viatura à edificação, outro fato muito questionado que causa
maior número de mortes quando ocorre uma queimada é a fumaça por isso a necessidade de ter
um controle da fumaça mediante as chamas, podendo causar asfixia. Devemos estar atentos a
esse assunto e seguir a NBR 9077 que se trata em edificação na altura, onde se torna mais
complicado a rota de fuga, temos: parede e a porta corta-fogo, diques de contenção, proteção
estrutural. Exemplo da proteção ativa: Ela depende da presença de alguém, no mínimo uma
pessoa, essa medida que necessita da presença de um operador é devido aos equipamentos da
instalados na edificação que necessitam ser ativados para o uso seja a ativação automática ou
manual, sistema de ventilação de fumaça e sistemas de chuveiro automático (sprinkler),
extintores.

2.3 CLASSES DE INCÊNDIO E AGENTES EXTINTORES

Os incêndios são classificados de acordo o material que está sendo queimado, devido
esse fato temos vários tipos de extintores que podemos usar são cinco classes de ocorrência.
Essa classificação foi elaborada pela NFPA - Associação Nacional de Proteção a
Incêndios/EUA, e adotada pela 26 IFSTA - Associação Internacional para o Treinamento de
Bombeiros/EUA, ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas/BR e Corpos de
Bombeiros/BR.
Incêndios de Classe “A”: São incêndios que tem início através de materiais comuns
utilizados diariamente, como: papel, madeira, tecido, borracha etc. Esse tipo de situação
determina qual a gente deve ser usado para ir direto no foco das chamas apagar sem dar
possibilidades de reacender, sendo a melhor forma de extinção é a água ou espuma encontrados
na classe A da categoria de extintores para combate a incêndio.
Incêndios de Classe “B”: Nessa classe determinamos como líquidos inflamáveis graxas,
gasolina, óleo, gás entre outros, no qual é classificado somente pela queima, e não apresenta
resíduo após queimar. Uma forma de extinguir as chamas é o abafamento ou a retirada do
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principal material que está mantendo as chamas acesas, resfriamento por espuma, Pó Químico
Seco e Gás Carbônico.
Incêndios de Classe “C”: É uma classe muito perigosa, podemos dizer isso devido a
forma de apagar as chamas, jamais usar água, por se tratar de incêndio que ocorrem com
equipamentos elétricos a água é um condutor que caso seja usado para poder apagar alguma
chama irá aumentar o problema. São usados os pós químicos secos, líquidos vaporizantes e
CO2.
Incêndios de Classe “D”: São incêndios que iniciam envolvendo metais pirofóricos,
como magnésio, titânio, lítio, alumínio, estes metais queimam muito rápido e em contato com
o oxigênio aumenta sua propagação. O combate a essa classe exige equipamentos, técnicas e
agentes extintores especiais para cada tipo de metal. Esse tipo de incêndio não é comum no
Brasil, seus produtos para extinção das chamas são mais difíceis de serem encontrados.
Incêndios de Classe “K”: Fogo em óleo de cozinha e vegetais, banha em geral, a forma
eficiente de pôr fim às suas chamas é o abafamento. Não temos no Brasil normalizações da
Classe D e Classe K, somente temos regulamentadas as classes A, B e C.

Figura 3: Simbologia de classes de incêndio

Fonte: Brigada, 2015.

2.4 CAUSAS DE INCÊNDIO E FOGO

Desde a descoberta do fogo pelo homem esse evento vem ocorrendo de maneiras
controladas ou até mesmo criminosas. Para ocorrer um incêndio em uma edificação deve
primeiramente iniciar e fundamentar em uma fonte de calor. Referente ao comportamento
humano pode-se haver falhas de projeto ou da instalação, como pela negligência
comportamental na ocupação da edificação. Desta maneira podemos classificar as formas e foco
de incêndio.

2.4.1 Causas naturais


O homem não é o causador do incêndio acontece de forma natural através da natureza
com os seus fenômenos naturais, tais como: vulcões, raios, calor solar e pode acelerar suas
chamas caso venha a ter contato com uma lente de vidro, combustão de maneira espontânea,
essas maneiras não se consegue manter o controle e fazer um preventivo.

2.4.2 Causas Humanas (culposas e criminosas)


O tipo de causa culposa é uma ação direta do homem, onde sua interferência é completa,
por negligência, imprudência ou imperícia. Deixar uma panela no fogo e esquecer enquanto ela
esquenta e chega a um ponto que entrará em chamas, ou sobrecarregar uma tomada com vários
tipos de aparelho elétrico, são formas de causas culposas. As causas criminosas podem causar
um dano maior a vida e edificação, devido ao fato de o causador ter a intenção de realmente
cometer aquele atentado, seja por motivos psicológicos, matérias, ou voluntariamente, provocar
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um incêndio. Também tem os psicopáticos são os que podem provocar um incêndio, são os
chamados piromaníacos, que provocam incêndios com o intuito mórbido de se emocionar com
o espetáculo apresentado pelas chamas.

2.4.3 Causas acidentais (elétricas, mecânicas e químicas)


Podem ocorrer de causas ocasionais, mesmo tomando as devidas precauções tanto no
projeto quanto na execução, independentemente da sua vontade. No fator elétrico é calculado
uma demanda para aquela determinada carga, mas essa carga sofre uma sobre carga colocando
mais equipamentos que deveria. Na mecânica atrito entre peças sem a devida lubrificação
podem causar incêndio devido o contato pertinente das peças, vindo a aquecer causando a sua
queima. Das causas químicas, a autocombustão pode ser causada acidentalmente por pó de
alumínio, pó de bronze, pó de zinco, potássio, dentre outros.

2.4.4 Causas industriais


O risco de incêndios industriais vem aumentando devido à utilização de novos materiais,
mas o número de implantações também vem crescendo não no mesmo ritmo que os acidentes
acontecem. Além do grande consumo de energia, onde uma das fontes de energia é a calorífica.
A Revolução Industrial, países que implantaram parques industriais observaram o crescimento
assustador dos casos de incêndios, percebendo que deveriam tomar precauções, não pensando
na segurança dos trabalhadores, mas no prejuízo que poderia tomar caso um incêndio se
iniciasse.

2.5 SISTEMAS DE COMBATE AO FOGO

Segundo Brentano (2010), para se combater o fogo numa edificação, devem ser usados
os agentes extintores específicos para os materiais combustíveis existentes na edificação. Os
sistemas de combate ao fogo que podem ser adotados de acordo com o tipo de material
combustível que se quer proteger e o grau de risco da edificação são:
 Sistema de extintores de incêndio. Este sistema é o obrigatório em todas as edificações.
 Sistema de hidrantes e de mangotinhos.
 Sistema de chuveiros automáticos (“sprinklers”).
 Sistema de projetores de água.
 Sistema de espuma mecânica.
 Sistema fixo de gases

2.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

O grau de eficácia contra incêndios quanto a sua operacionalidade, são preconizadas


pelas normas técnicas legislações, e as medidas de proteção. Podendo fazer a divisão de
proteção em algumas partes.
 Passivas ou preventivas: Estas duas medidas têm por dar resultado da minimização das
possibilidades de eclosão de um princípio de fogo, reduzindo as possíveis probabilidade de seu
alastramento. O nome muda, mas a função de evitar acidentes são os mesmo para ambas.
 Ativas ou de combate: Vem a agir quando o fogo já está na ativa buscando sempre o foco do
incêndio para extingui-lo ou, controlá-lo, aguardando à chegada do corpo de bombeiros ao
local, criando facilidades para que este combate seja o mais eficaz possível. Também é muito
importante na hora da edificação deixar portões da altura adequada para a entrada do caminhão
do corpo de bombeiros, é muito importante que todos os agentes na operação tenham acesso
aos seus equipamentos de combate às chamas.
As principais medidas de proteção preventiva ou passiva nas edificações são:
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 Afastamento entre edificações;


 Segurança estrutural das edificações;
 Compartimentações horizontais e verticais;
 Saídas de emergência;
 Sistema de controle e detecção da fumaça de incêndio;
 Sistema de detecção de calor;
 Instalação de sistema DRR-disjuntor referencial residual;
 Controle dos materiais de revestimento e acabamento;
 Controle das possíveis fontes de incêndio;
 Sistema de proteção contra descargas atmosféricas;
 Central de gás;
 Acesso de viaturas do corpo de bombeiros junto à edificação;
 Brigada de incêndio.
As principais medidas de proteção ativa ou de combate a focos de fogo são: Sistemas de
detecção e de alarme de incêndio;
 Sistema de sinalização de emergência;
 Sistema de iluminação de emergência;
 Sistema de extintores de incêndio;
 Sistema de hidrantes ou de mangotinhos;
 Sistema de chuveiros automáticos (“sprinklers”);
 Sistema de espuma mecânica para combate em alguns tipos de riscos;
 Sistema fixo de gases limpos ou CO2 para combate a incêndios em alguns tipos de riscos.

2.7 LEGISLAÇÕES

No Brasil a proteção contra incêndios não é legislada por uma lei federal, mostrando e
ditando as regras e que venha a padronizar o assunto no âmbito nacional. Quero dizer que cada
Estado é autônomo determinando suas diretrizes de prevenção e combate. Cada estado controla
a sua legislação, mostrando qual é a maior falha e onde deve haver maior fiscalização, mas a
grande maioria ainda não consegue acompanhar tudo que é proposto por sua própria legislação
de estado, no quesito rigor e, principalmente, fiscalização. Muito se fala a respeito da criação
de um Código Nacional (CN) de combate a incêndios, padronizando as questões mais amplas,
onde todos os estados usariam e entrariam em um consenso, facilitando o entendimento e
atuação dos profissionais da área, tanto de projeto quanto de execução. Enquanto o CN não é
disponibilizado, adotam-se normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) e, no caso da Bahia, as Instruções Normativas (IN) do CBMBA. Dentre as diversas
normas relacionadas a procedimentos de projeto e construção, tanto em edificações novas
quanto em edificações existentes, as principais destacam-se:
• NBR 10897 - Proteção contra Incêndio por Chuveiro Automático;
• NBR 10898 - Sistemas de Iluminação de Emergência;
• NBR 11742 - Porta Corta-fogo para Saída de Emergência;
• NBR 12615 - Sistema de Combate a Incêndio por Espuma;
• NBR 12692 - Inspeção, Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio;
• NBR 12693 - Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio;
• NBR 13434 - Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico - Formas, Dimensões e
cores; 29
• NBR 13435 - Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico;
• NBR 13437 - Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico;
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• NBR 13523 - Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo;


• NBR 13714 - Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob comando por Hidrantes e
Mangotinhos;
• NBR 13932 - Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - Projeto e Execução;
• NBR 14276 - Programa de brigada de incêndio;
• NBR 14349 - União para mangueira de incêndio - Requisitos e métodos de ensaio;
• NBR 5419 - Proteção Contra Descargas Elétricas Atmosféricas;
• NBR 9077 - Saídas de Emergência em Edificações;
• NBR 9441 - Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio;
• NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de
Trabalho;
A legislação não vem a garantir a mudança na vida pratica das pessoas, não adianta
mudar apenas a lei, sendo que a principal mudança tem de ser na cabeça, mentalidade de cada
pessoa, sabendo que sempre tem de manter o foco na prevenção, e evitar sempre tentar apagar
um fogo, prevenção sempre, isso é responsabilidade de todos os colaboradores que trabalham
dentro daquele estabelecimento, buscando segurança, principalmente nas situações de incêndio.
Na norma NBR 9077/1993 da Associação Brasileira de Normas Técnicas, com requisito
mínimo em caso de emergência destacamos essa norma que contém as exigências de reação ao
fogo.

Tabela 1: Materiais reação do fogo


Referência da Exigência de
Norma Reação ao fogo –
Elementos da
Edificação
Escadas Item 4.7.1 alínea Todos os tipos de
a) e b) escadas devem ser
construídos em material
incombustível. Evitando
assim que a rota de fuga
seja bloqueada.
Escadas Item 4.7.1 alínea
c)
Corredor ou Item 4.11.1.2 No revestimento
Átrio Enclausurado alínea b) do piso e parede devem
ser empregados
materiais resistentes as
chamas, não permitindo
que passe para outro
ambiente e não se
propague o fogo.

O intuito é obedecer às normas que são regidas por todo o Brasil, mas como cada estado
tem a sua própria lei vigente devemos acompanhar as normas estabelecidas do estado em que
estamos aplicando o projeto, CBMBA (Corpo de Bombeiros Militar da Bahia).
 Lei Nº 12.929 de 27 Dez 13 – Segurança contra Incêndio e Pânico
 IT 03/2016 - Terminologia de Segurança contra Incêndio
 IT 06/2016 - Acesso de Viatura na Edificação
 IT 07/2016 - Separação entre Edificações
 IT 08/2016 - Resistência ao Fogo dos Elementos de Construção
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 IT 11/2016 - Saídas de Emergência


 IT 16/2018 - Plano de Emergência contra Incêndio e Pânico
 IT 17/2016 - Brigada de Incêndio

Entre várias outras IT (Instruções Técnicas) encontradas no estado da Bahia sendo


melhor apreciadas no site da instituição.
 LEI Nº 12.929 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013
Art. 4º - Compete ao Corpo de Bombeiros Militar da Bahia planejar, normatizar, analisar,
aprovar e fiscalizar o cumprimento das disposições normativas sobre segurança contra incêndio
e pânico nas edificações e áreas de risco no Estado.
Art. 11 - O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, no exercício da fiscalização que lhe compete
e conforme estabelecer o Regulamento desta Lei, deverá, quando não cumpridas as exigências
das medidas de segurança contra incêndio e pânico, aplicar as seguintes penalidades:
I - Advertência;
II - Multa, conforme valores previstos em Regulamento, aos proprietários ou responsáveis pelo
uso das edificações e áreas de risco;
III - interdição total ou parcial de estabelecimento, máquina ou equipamento;
IV - Cassação do Auto de Vistoria que aprovar projetos de instalações preventivas de proteção
contra incêndio e pânico pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia;
V - Embargo, temporário ou definitivo, de obras e estruturas.

Art. 12 - As penalidades previstas no art. 11 desta Lei decorrem das seguintes infrações:
I - Deixar de adotar as medidas de segurança contra incêndio previstas no art. 3º desta Lei, em
Regulamento, e nas demais normas técnicas regulamentares;
II - Instalar os sistemas de proteção contra incêndio e pânico em desacordo com as
especificações do projeto ou com as normas técnicas regulamentares;
III - Modificar as características dos sistemas e meios de proteção contra incêndio e pânico ou
não fazer a manutenção adequada dos mesmos;
IV - Ocultar, remover, inutilizar, destruir ou substituir os meios de proteção contra incêndio e
pânico por outros que não atendam às exigências legais e regulamentares;
V - Dificultar, embaraçar ou frustrar ação fiscalizadora dos vistoriadores do Corpo de
Bombeiros Militar da Bahia.
Parágrafo único - As infrações às disposições contidas neste artigo sujeitarão o infrator às
penalidades previstas no art. 11 desta Lei, sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis.
No Art. 3º é estabelecido o PPCI e suas exigências para todas as edificações que estão em
construção, que vão construir, estão em reforma, ampliação, mesmo que seja de forma
temporária, tudo isso deve ter a aprovação da Prefeitura Municipal.
No Art. 4º é definido os documentos necessários para o PPCI (Plano de Prevenção de Combate
a Incêndio).
Para apenas um galpão térreo deve conter alguns documentos para dar entrada na implantação
do sistema, são eles:
I Solicitação da Inspeção
II Memorial descritivo do Prédio
III Memorial Descritivo dos Extintores
IV Planta ou Croqui com a escala
Os tipos de proteção mais comuns que devem conter em uma edificação da forma Ativa
para proteção contra incêndio são:
1) Extintores de Incêndio
2) Instalações Hidráulicas
3) Saída de Emergência
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4) Alarme Acústico
5) Iluminação de Emergência ou sinalização de saída
6) Aviso de proibido fumar
7) Saída Alternativa
Esses itens servem para maior possibilidade de fuga e proteção, sendo a forma Ativa, a
proteção Passiva é feita através do Corpo de Bombeiros da Bahia.

2 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O estudo de caso foi realizado na cidade de Eunápolis-BA onde o objeto de estudo não
possui a elaboração do Plano de Projeto de Combate a Incêndio, fazendo-se necessário sua
elaboração. Esse galpão sofreu alterações significativas no seu interior. Dessa forma, tudo que
foi implementado está seguindo as normas do corpo de bombeiros da Bahia e a legislação
brasileira.
A área total onde está localizado o galpão possui cerca de 1.000 m² sendo que a área
construída ocupa um espaço de 312,84 m², uma altura de 8.20m com telhas de 0,56mm
apropriadas e recomendadas para um futuro projeto de SPDA (Sistemas de Proteção contra
Descargas Atmosféricas).O galpão não possui mezaninos, no seu interior ele armazena
mercadorias para transportadoras, entre outros materiais de construção. A edificação foi
originalmente construída com estrutura mista de alvenaria, portanto e concreto armado
estrutural. As paredes foram pintadas com base de PVA sobre argamassa de cal, sendo o piso
de concreto. As aberturas das janelas, portas internas e externas são constituídas por diversos
tipos de metais, entre eles alumínio e ferro. Possui também uma ventilação adequada para o
resfriamento e melhoria de temperatura interna.
Com a implantação dos sistemas de segurança obrigatórios, as saídas de emergência,
Iluminação de emergência, sinalização de abandono de local e proteção por extintores ficam
mais visíveis, facilitando em uma possível rota de fuga.
O tempo máximo para a desocupação de todos dentro da edificação em uma situação de
incêndio seria inferior a 10 minutos, devido ao seu amplo espaço para locomoção à baixa
densidade ocupacional, com a velocidade de deslocamento dos colaboradores e com as
inúmeras saídas de emergência esse tempo só vem a diminuir.

Tabela 2: Resumo das Medidas de Segurança


Resumo das Medidas de Segurança
Extintores Conformidade de Instrução Técnica Nº 21/2017
Sinalização de Conformidade de Instrução Técnica Nº 20 / 2017
Emergência
Iluminação de Conformidade de Instrução Técnica Nº 18 / 2017
Emergência
Saídas de Emergência Conformidade de Instrução Técnica Nº 11/2016
Brigada de Incêndio Conformidade de Instrução Técnica Nº 17

Tabela 3: Carga de Incêndio


Carga de Incêndio – IT - 14
Ocupação Descrição Divisão Carga de Incêndio em
/ Uso MJ/M²
Depósito Todo Tipo de J-3 1000MJ m²
Depósito
Risco Carga de Incêndio MJ M²
Médio 300 - 1000 MJ M²
12

Tabela 4: Controle Materiais


Controle materiais de acabamento e revestimento IT – 10
Piso Acabamento Revestimento Classe II
Parede Acabamento Revestimento Classe II A
Teto E Forro Acabamento Revestimento Classe II A

Figura 4: Sinalização em Piso para Extintor – E/17 – Conforme IT 20/2016

Fonte: Brigada, 2015.

Figura 5: Altura correta para instalação do extintor

Fonte: Brigada, 2015.

Tabela 5: Quadro de áreas

Quadro de Áreas
Descrição m²
Terreno 1.000,00 m²
Galpão 312,84 m²
Área construída 312,84 m²
13

Quadro 1: Legendas

Planta 1: Corte AA – Galpão

Fonte: Autor, 2018.


14

Planta 2: Corte BB – Galpão

Fonte: Autor, 2018.

Planta 3: Fachada Frontal

Fonte: Autor, 2018.


15

Planta 4: Planta Baixa Galpão

Fonte: Autor, 2018.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como se diz na área da segurança “A segurança em primeiro lugar”, por aqui não
poderia ser diferente, a elaboração desse projeto visa proteger os colaboradores em caso de
evacuação emergencial, nunca é desejado que esses equipamentos sejam utilizados, mas não é
possível dispensar sua necessidade no caso de pânico total.
Equipamentos e planejamento para o combate a incêndio devem ser adquiridos sob
todas as normas regulamentadoras, devido à necessidade de seu bom funcionamento quando
estiver sendo utilizado.
Um exemplo é a boate Kiss localizada na cidade de Santa Maria – RS, a qual poderia
ter evitado muitas mortes com um projeto de saída de emergência, extintores localizados em
pontos estratégicos, a não utilização de materiais inflamáveis, entre outras falhas gravíssimas
encontradas após o fato.
Investir em equipamentos ligados à função de proteção no ambiente, dos matérias e no
treinamento dos colaboradores é considerado um investimento, nunca uma despesa, o prejuízo
pode ser maior quando a necessidade aparecer e nada puder ser feito para evitar um desastre.

REFERÊNCIAS

BRENTANO, T. A proteção contra incêndio ao projeto de edificações. 1º ed. Porto Alegre: T


Edições, 2007.
BRENTANO, T. Proteção contra Incêndios e Explosões: Plano de prevenção contra incêndio e
instalações hidráulicas de combate a incêndios nas edificações. Curso de Especialização em
Engenharia de Segurança do Trabalho. Ijuí: UNIJUÍ, 2004.
BRIGADA, FCFRP. Informativo da brigada de incêndio e emergências da FCFRP. São Paulo,
2015

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