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Curso Profissional de Análise Laboratorial

Física e Química

2º ano

Módulo 6
Estado físico das
substâncias e
interações
moleculares. O
estado gasoso
26 Horas
Física e Química Mód 6 - Estado físico e interações moleculares. O estado gasoso.

Índice
Página

1. Introdução ……………………………………………………………… 3

2. Interações Moleculares ………………………………………….……… 4

2.1 Interações Intramoleculares …………………………………………. 4


2.2 Interações Intermoleculares ……………………………………….. 5
O que são? ………………………………………………………....... 6
Como se caracterizam? ……………………………………………… 6
2.3 Tipos de Interações Intermoleculares ………………………………. 7

1.Forças de London ………………………………………………….. 8


2.Interações do tipo dipolo permanente-dipolo induzido …………….. 9
3. Interações do tipo dipolo –dipolo …………………………………. 9
4. Interações ião-dipolo ………………………………………………. 9
2.4 As interações intermoleculares e o estado físico da matéria ………… 10

3. O estado gasoso ………………………………………………………… 12

Equação de estado de um gás ideal ………………………………………….. 13


Cálculo do valor da constante dos gases ideais ……………………………... 14
Relação PV a T constante: Lei de Boyle-Mariotte ………………………..…. 15
Relação V/T a P constante: Lei isobárica de Charles e Gay-Lussac ………… 15
Relação P/T a V constante: Lei isovolúmica de Charles e Gay-Lussac …...… 16

Ficha de Exercícios 16
Conclusão 17
Bibliografia 17

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Física e Química Mód 6 - Estado físico e interações moleculares. O estado gasoso.

1. Introdução

Neste módulo iremos debruçar-nos nas interações moleculares: como funcionam,


como se caracterizam, os tipos de interações e exemplos de cada tipo.

Ver-se-á ainda a influência do tipo de interações no ponto de ebulição das


substâncias e consequentemente no estado físico.

As moléculas atraem-se. Deste facto simples, surgem importantes consequências:


rios, lagos e oceanos existem porque as moléculas se atraem e formam um líquido. Sem
esse líquido não haveria vida. Sem as forças entre as moléculas, a nossa carne separar-
se-ia dos ossos e os oceanos tornar-se-iam gás. As forças entre as moléculas governam
as propriedades físicas da matéria e contribuem para explicar as diferenças entre as
substâncias que estão à nossa volta. Elas explicam por que o dióxido de carbono é um
gás que exalamos, por que a madeira é um sólido sobre o qual podemos ficar em pé e por
que o gelo flutua na água. Quando muito próximas, as moléculas também se repelem. Ao
entrar em contacto, resistem à compressão. É por isso que as moléculas têm volume
definido e não podem ser esmagadas até volume zero. Quando moléculas, átomos ou iões
se aproximam uns dos outros dos outros, dois fenómenos podem ocorrer:
- podem reagir ou podem interagir.

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2. Interações moleculares

2.1 - Interações intramoleculares

As forças intramoleculares de natureza iónica são aquelas onde predominam


interações elétricas, pela presença de catiões e aniões, com doação de eletrões por parte
do catião e receção de eletrões por parte do anião. Nas forças de natureza covalente
ocorre uma partilha desses eletrões, sendo que não há a presença de iões. Já na ligação
metálica, esses eletrões possuem mobilidade para deslocar-se a partir de certa distância
média do núcleo atómico, sendo esse o fator responsável pela sua condução térmica e
elétrica.
Podemos ver no quadro seguinte a intensidade de alguns tipos de forças
moleculares. Podemos verificar que as forças intramoleculares têm muito maior
intensidade do que as forças intermoleculares.

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2.2- Interações intermoleculares

O que são?

São fenómenos onde ocorre a troca de energia entre moléculas geralmente


próximas. As interações moleculares são também denominadas forças de Van Der Waals,
em homenagem ao físico holandês Johannes Van Der Waals que, em 1873, propôs a
existência dessas forças. Essas forças existem em substâncias formadas por moléculas
polares e apolares, sendo que, nas apolares, foi descoberta a existência apenas em 1930
por Fritz London.

Como se caracterizam?

Estas interações são frequentemente chamadas de interações não covalentes. As


energias envolvidas em tais tipos de interações são muito menores que aquelas
envolvidas em processos reativos. As interações intermoleculares estão intimamente
relacionadas com as propriedades termodinâmicas de líquidos, sólidos e gases. Logo, o
entendimento de tais forças intermoleculares é de extrema relevância se quisermos
entender o comportamento a sistemas químicos a nível molecular. Estas interações
surgem devido às forças intermoleculares, que são essencialmente de natureza elétrica,
e fazem com que uma molécula influencie o comportamento de outra molécula nas suas
proximidades. Estas forças são responsáveis pelo desvio do comportamento ideal dos
gases, e são mais efetivas nas fases líquida e sólida da matéria.

Representação de ligações covalentes entre átomos com a mesma eletronegatividade (esquerda) e com
eletronegatividades diferentes (direita).

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2.3- Tipos de Interações Intermoleculares

1. Forças de London - Esta


interação intermolecular pode ser
chamada também de dipolo-induzido. É
a interação mais fraca de todas e ocorre
em moléculas apolares. Neste caso, não
há atração elétrica entre estas
moléculas. Deveriam permanecer
sempre isolados e é o que realmente
acontece porque, em temperatura
ambiente, estão no estado gasoso. São
cerca de dez vezes mais fracas que as
ligações dipolo-dipolo. A molécula
mesmo sendo apolar, possui muitos
eletrões, que se movimentam rapidamente.

2. Interações do tipo dipolo-permanente-dipolo induzido - A


aproximação de uma molécula polar (dipolo permanente) de uma apolar vizinha
provoca nesta última a distorção da sua nuvem eletrónica (dipolo induzido). A fraca
intensidade destas forças refletem a baixa solubilidade de substâncias apolares em
solventes polares, como é o caso do tetracloreto de carbono, CCl4, em água.

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Uma interação deste tipo é uma interação fraca. Essas interações são responsáveis, por
exemplo, pela solubilidade de gases como o O2 (apolar) em água (polar).

3.Interações do tipo dipolo-dipolo (dipolo permanente-dipolo permanente)


Estas forças intermoleculares estão
presentes em compostos polares.
Repare -se que nas moléculas de
ácido bromídrico (HBr) existem polos δ
+ e δ-, são eles os responsáveis por
esta molécula ser polar.

δ + δ- δ + δ- δ + δ-
H Br ------------------------- H Br --------------------- H Br

Exemplos de compostos polares em que ocorre interação dipolo-dipolo:


H2S, CO, SO2, HCl.

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3.1 - Ligações ou Pontes de Hidrogénio:

Essa interação que ocorre entre


moléculas é muito forte, é comparada
à força dipolo-dipolo bem mais
intensificada. Esta ligação ocorre entre
moléculas que contêm átomos de
hidrogénio ligados a átomos de
nitrogénio, flúor, oxigénio, ou seja,
elementos muito eletronegativos, por
isso os polos δ + e δ- ficam mais
acentuados.
A molécula de água é um exemplo
clássico das ligações de hidrogénio,
onde átomos de H se unem fortemente
aos átomos de H de outras moléculas
para formar a cadeia de H20.

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O esquema seguinte mostra o tipo de forças existentes entre moléculas iguais:

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4.Interações do tipo ião-dipolo:

É possível também haver uma interação ião-dipolo, em que um ião é atraído por um polo
de uma molécula polar. Por exemplo, ao adicionarmos cloreto de sódio, que é o sal de
cozinha, na água, haverá sua dissociação iónica, o que significa que seus iões (Na+ e Cl-
) serão separados. Essa separação é resultado da forte de atração entre esses iões já
presentes nas moléculas do sal e os polos da
água, visto que ela é polar.
Quando isso ocorre, os iões ficam circundados
pelas moléculas de água e dizemos que eles
estão hidratados. É a força mais forte e a sua
magnitude pode ser comparada à de uma
ligação covalente.

2.4 - Interações moleculares e o estado físico das substâncias

Os estados físicos da matéria traduzem o balanço entre a intensidade das forças


intermoleculares e a liberdade de movimento das moléculas. As mudanças de estado
físico que ocorrem por aumento da temperatura são explicadas pelo consequente aumento
da energia cinética que provoca uma maior agitação molecular, vencendo assim as forças
atrativas. Os alcanos, moléculas apolares, apresentam-se nos três estados físicos – o

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aumento da cadeia traduz-se num aumento da intensidade das forças de dispersão de


London.

Número de Átomos de Carbono Estado Físico

1a4 Gasoso
5a7 Liquido
>18 Solido

Na tabela seguinte, são mostrados compostos com massas moleculares iguais, mas, que
à temperatura ambiente existem em diferentes fases: butano (gás), acetona e álcool
isopropílico (líquidos). É interessante perceber que dos dois líquidos, acetona e álcool
isopropílico, a única diferença entre eles é a substituição de um grupo C=O por um grupo
C – OH. Esta mudança é suficiente para alterar completamente as características dos dois
líquidos. Como pode ser visto a acetona é um líquido muito mais volátil que o álcool
isopropílico. Também é mostrado nesta tabela, os diferentes tipos de interações
intermoleculares.

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3. Equação de estado de um gás ideal


A lei de Boyle-Mariotte (lei isotérmica ) e as duas leis de Charles e Gay-Lussac (lei
isobárica e lei isovolúmica - ver abaixo), que relacionam algumas propriedades termodinâmicas de
um gás ideal, podem ser condensadas na equação de estado de um gás ideal:
Esta equação de estado possibilita descrever o comportamento de um gás ideal, com base no
conhecimento da sua pressão, volume ou temperatura.

Um gás ideal é constituído por partículas sem volume e onde não existem forças de interação
entre elas, e por isso, o conceito de gás ideal é uma aproximação de um gás real. Deste modo, a
equação de estado do gás ideal descreve de forma aproximada o comportamento termodinâmico de
gases reais como o oxigénio, o azoto ou o dióxido de carbono.

Os gases reais requerem equações de estado mais complexas. No entanto, para pressões
suficientemente baixas e temperaturas altas, a equação de estado do gás ideal é uma muito boa
aproximação para descrever o comportamento termodinâmico de gases reais.

De seguida, apresenta-se a dedução da equação de estado de um gás ideal:

Dentro de um contentor cilíndrico, que possui um êmbolo móvel, aprisiona-se uma certa quantidade
de gás. Recorrendo a um termómetro e a um manómetro, é possível medir em cada instante a
temperatura e a pressão do gás.

Inicialmente, no estado 1, o gás encontra-se em equilíbrio


termodinâmico com pressão P1, volume V1 e temperatura T1.

A primeira transformação consiste em baixar o volume


ocupado pelo gás, empurrando o êmbolo para baixo, o que
causa um aumento gradual da pressão. Trata-se de uma transformação isotérmica pois ocorre a
temperatura constante. No estado final (estado 2), o gás tem volume
V2 e pressão P2. De acordo com a lei de Boyle-Mariotte obtém-se:

P1V1 = P2V2

A segunda transformação consiste em aquecer o sistema, o que


provoca um aumento de volume do gás. Estamos perante uma
transformação isobárica pois realiza-se a pressão constante. No
estado final (estado 3), o gás tem volume V3 e temperatura T3. De
acordo com a lei isobárica de Charles e Gay-Lussac, tem- se:

Como o sistema passou do estado 1 para o estado 2 através de uma transformação isotérmica, logo
as temperaturas desses estados são iguais, T1=T2, e a equação anterior fica:

V3T1 = V2 T3

A transformação que levou o sistema do estado 2 para o estado 3 é isobárica, logo as pressões do
gás nesses estados são iguais, P2 = P3, e a equação obtida pela lei de Boyle-Mariotte fica:
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P1V1 = P3V2

Dividindo as duas últimas equações, membro a membro, obtém-se:

Esta relação mostra que o quociente PV/T tem o mesmo valor para os estados 1 e 3, e por isso, o
quociente é válido para quaisquer estados inicial e final, representando assim a equação de estado
do gás ideal.

Cálculo do valor da constante dos gases ideais:

Sabendo que 1 mol de um gás ideal (uma mole = NA moléculas do gás, com NA = 6.022 × 1023) em
condições PTN (P= 1 atm e T=273.15 K ) ocupa um volume V= 22.42 L (volume molar padrão),
podemos calcular a constante dos gases ideais como sendo:

PV/nT = 1 × 22.42/(1 × 273.15) = 0,082079 atm dm3/mol K

Esta constante obtida refere-se apenas a 1 mol de moléculas. Caso se tenham n moles de moléculas
de gás ideal, o volume ocupado pelo gás é n vezes maior, ou seja:

PV/T = n × 0,082079

No SI vem: PV/nT = 101300 × 0,02242 / (1 × 273.15) = 8.315 J / mol K

A constante com valor 8.315 J / mol K designa-se por constante universal dos gases e representa-
se pela letra R. Assim sendo, a equação de estado do gás ideal, onde n é o número de moles de gás,
pode escrever-se da seguinte forma: PV = n RT

Considere um sistema fechado formado


por um gás confinado em um cilindro de
êmbolo móvel, sobre o qual é aplicada
uma pressão externa.

Entretanto, como o sistema é fechado


n1 = n2, logo:

Obs.2: A equação acima é utilizada quando uma transformação


gasosa ocorrer simultaneamente com variação de pressão, volume
e temperatura.

Relação PV a T constante: Lei de Boyle-Mariotte

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Lei de Boyle-Mariotte - O volume de uma dada massa de gás (ideal) é inversamente proporcional
à pressão se a temperatura se mantiver constante, ou seja, se por exemplo o volume do gás duplicar,
a pressão diminui para metade. A representação gráfica da lei de Boyle-Mariote encontra-se na
figura seguinte.

Fig. 1 – Dependência da Pressão com o Volume para um


gás ideal a temperatura constante.

A curva ilustrada designa-se por isotérmica, em que iso


significa igual e térmica é relativo à temperatura, ou seja,
é uma transformação que ocorre sempre com temperatura
constante. Para as diferentes temperaturas, as curvas
isotérmicas têm formas similares, mas posições diferentes.

Fig. 2 – Várias curvas isotérmicas para o mesmo gás, mas


a diferentes temperaturas (T3 > T2 > T1).

Relação V/T a P constante: Lei isobárica de Charles e


Gay-Lussac

Para um gás ideal, comprova-se experimentalmente que


o volume e a temperatura se relacionam pela seguinte
equação:

Deste modo, num gás ideal o volume é diretamente proporcional à temperatura se a pressão se
mantiver constante, ou seja, se por exemplo o volume do gás diminuir para metade, a temperatura
também diminui para metade. A representação gráfica da lei isobárica de Charles e Gay-Lussac
encontra-se na figura seguinte:

Fig. 3 – Curva isobárica de um gás.

A curva ilustrada designa-se por variação isobárica, em que iso


significa igual e bárico refere-se à pressão, isto é, a
transformação decorre sempre a pressão constante. Se a pressão
for outra durante toda a transformação, a variação isobárica
continua a ser uma reta mas com uma inclinação diferente.

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Fig. 4 - Várias curvas isobáricas para o mesmo gás, mas a


diferentes pressões (P3 > P2 > P1).

Relação P/T a V constante: Lei Iso volúmica de Charles e Gay-Lussac

Assim sendo, num gás ideal a pressão é diretamente proporcional à temperatura, se o volume
se mantiver constante, isto é, se por exemplo a pressão do gás duplicar, a temperatura também
duplica. A representação gráfica da lei Iso volúmica de Charles e Gay-Lussac encontra-se na figura
seguinte:

Fig. 5 – Iso volúmica de um gás.

A reta ilustrada denomina-se por Iso volúmica, em que iso


significa igual e volúmica é relativo ao volume, ou seja, a
transformação realiza-se sempre com um volume
constante. Se o volume for outro durante toda a
transformação, a Iso volúmica é na mesma uma reta mas
com inclinação diferente.

Fig. 6– Várias retas isovolúmicas para o mesmo gás, mas com diferentes volumes (V3 > V2 > V1).

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Ficha de Exercícios:
1 - A fig. 1 representa as transformações A B C, em gráfico PV = constante, para T1 e T2 = 2T1.
– Escolha entre os diagramas da fig. 2 os que são equivalentes aos da fig. 1.

2 - O pneu de um automóvel com a capacidade de 25 L está à pressão de 1,82 bar.


Que pressão terá se a temperatura passar de 22 para 30ºC?

3 - Um gás ideal de massa constante sofre determinada transformação


na qual a sua pressão duplica e o seu volume triplica. O que ocorre com
a temperatura absoluta do referido gás?

4 - A figura representa a isoterma de dada massa de um gás ideal,


estando representados sobre ela três estados A, B e C dessa massa.
Determine os volumes VB e VC ocupados pelo gás nos estados B e C.

5- Aquece-se uma certa massa de gás à temperatura de 0ºC até que a sua pressão duplique mantendo
constante o volume. Qual a temperatura final do gás?

6 – O gráfico da fig representa as transformações sofridas por uma certa quantidade de gás ideal.

6.1 - Que nome têm as transformações 1 – 2 ; 2 – 3; 3 - 4; 4 – 5?


6.2 - Sabendo que:
P1 =3,0 atm P4 =4,0 atm Determina: a)
P2,V2 e T2
V1 = 0,5 dm3 V3 = 1,0 dm3 b) P3 e T3
3
T1 = 300 K V4 = 1,5 dm c) T4
d) P5 V5 e T5

7 - Um motorista enche os pneus do automóvel de modo que a pressão do ar no seu interior seja 2,7
atm numa manhã fria, à temp. de 4 ºC. Qual será a pressão do ar no interior dos pneus após uma
viagem quando estes estão à temp. de 25ºC? Considera desprezável a dilatação do pneu.

8 - Uma dada quantidade de néon, à temperatura de 27ºC, está à pressão de 30 mm de mercúrio.


Qual a pressão a que fica o gás se a temperatura aumentar para 77ºC, mantendo-se o volume e
admitindo que se comporta como um gás ideal?

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Conclusão
Depois de terminar mais este módulo pudeste constatar que:
As interações moleculares determinam a solubilidade e o estado físico das substâncias.
Um gás ideal, também designado gás perfeito, é um gás cujas moléculas (por serem muito
pequenas) podem ser denominadas de partículas, sendo as respetivas forças intermoleculares
consideradas praticamente nulas.
Nas condições PTN (1 atm e 0ºC), uma mole de um gás ocupa o volume de 22,4 L.
A equação de estado de um gás ideal se determina a partir de três leis.
O valor da constante dos gases é diferente consoante as unidades.

Bibliografia

 Silva, Daniel Marques da; Física 12.º ano; Lisboa Editora.


 Bello, Adelaide; Portela, Carlos; Caldeira, Helena; Física 12.º ano – 1.ª parte
(Mecânica); Ritmos e Mudanças; Porto Editora.

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