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Módulo 7 – Itinerários e Destinos Turísticos

Conceitos gerais
Itinerário – descrição de um caminho ou de uma rota especificando lugares de passagem e propondo uma série de
actividades e serviços durante a sua duração [poderá englobar circuito, rota, visita].
Circuito – entende-se por circuito a viagem combinada em que intervêm vários serviços [transportes, alojamento,
guia…] que se realiza de acordo com um itinerário programado e com um percurso circular sempre que seja possível
[ponto de partida e chegada são coincidentes]. Conjunto de caminhos e visitas que compõem um itinerário fechado, que
tem inicio e fim no mesmo local.
Visita – reconhecimento, exame ou inspecção de um lugar de paragem incluído num itinerário. Representa cada uma
das paragens que compõem o itinerário.
Rota – sinónimo de itinerário [saída e chegada não coincidem com o mesmo ponto]. Está associada a uma direcção, a
um percurso
Roteiro – está quase sempre associado a uma descrição, mais ou menos exaustiva, dos aspectos mais relevantes da
viagem, em particular dos principais locais de interesse turístico.
Forfait – nome técnico utilizado para um tipo de itinerário organizado cujo preço inclui todos os serviços.
Forfait para a oferta – viagens programadas para serem posteriormente vendidas.
Forfait para a procura – viagens organizadas à medida do cliente.

Legislação do contexto das agências de viagens


Decreto-Lei n.º 41 248, de 31 de Agosto de 1957
Entende-se por circuito turístico o transporte de excursionistas em autocarro, dentro ou fora das localidades, realizado
periódica e regularmente, segundo horários e tarifas aprovadas pelos serviços de turismo [art.º 10, n.º 1].

Decreto-Lei n.º 198/93, de 27 de Maio


Entende-se por viagem organizada a combinação prévia, por um preço de transportes, alojamento e outros serviços
turísticos não subsidiários daqueles, que sejam uma parte significativa da viagem organizada [preâmbulo].

Decreto-Lei n.º 12/99, de 11 de Janeiro


São viagens turísticas as que combinam dois dos serviços seguintes: alojamento, transporte, serviços turísticos não
subsidiários do transporte [capitulo IV, art.º 17, n.º 1].
São viagens organizadas, aquelas que combinando previamente dois dos serviços seguintes, sejam vendidas ou
propostas para venda a um preço com tudo incluído, quando excedem a 24 horas ou incluam uma dormida: alojamento,
transporte, serviços turísticos não subsidiários do transporte [art.º 17, n.º 2].
São viagens por medida, aquelas que são preparadas a pedido do cliente para a satisfação das solicitações por este
definidas [art.º 17, n.º 3].

Definição de circuitos turísticos no contexto dos órgãos regionais de turismo


Decreto-Regulamentar n.º 24/93, de 19 de Julho
Consideram-se circuitos turísticos todos os percursos regularmente realizados cujo itinerário, meio de transporte,
horários e visitas de pontos de interesse turístico sejam determinados e anunciados previamente.

Definição no âmbito do turismo de Natureza


Decreto-Regulamentar n.º 1899, de 27 de Agosto
Entende-se por percurso interpretativo o caminho ou trilho devidamente sinalizado que tem como finalidade
proporcionar ao visitante, através do contato com a natureza, o conhecimento dos valores naturais e culturais da área
protegida [art.º 2, alínea e].
Os percursos interpretativos devem indicar o teor, a extensão, a duração e o número máximo de participantes por grupo
e por dia e os meios de transporte permitidos e aconselháveis e ser obrigatoriamente acompanhados por guias de
natureza ou em alternativa por pessoal com formação adequada [art.º 5, n.º 2, alínea d].
As rotas temáticas devem privilegiar a divulgação e a promoção dos contextos mais representativos da economia,
cultura e natureza de cada Área Protegida e devem promover a utilização e a recuperação de meios de transporte
tradicionais [art.º 5, alínea f].
Tipos de itinerários turísticos
As tipologias e classificações variam de acordo com os critérios utilizados. Assim, podemos classificar os itinerários
segundo a motivação subjacente, o tipo de produto turístico, o transporte utilizado, a forma de organização, entre
outros.

Itinerários segundo o produto turístico


1. Desportivos
É cada vez mais procurado e capaz de mover um grande número de pessoas. Encontramos neste domínio o
turista espectador de eventos desportivos. Ex. Jogos Olímpicos, Campeonato Mundial de Futebol, de Atletismo,
entre outros. Podemos referir ainda os praticantes/aprendizes de ski, windsurf, vela, pesca parapente….

2. Culturais
É sem dúvida a motivação mais importante associada ao turismo e que tem dado origem a itinerários temáticos
baseados na especificidade de cada região.
De facto, a elaboração destes itinerários deve ter em conta a autenticidade das regiões, aquilo que as torna
únicas e diferentes. Podemos distinguir:
Históricos: evocando personalidade e revivendo épocas históricas.
Literários: tem por base alguma personagem – escritor, poeta….
Artísticos: pretende unir monumento do mesmo estilo que permitam dar uma ideia do mesmo.
Folclore: festividades, jogos populares, festas tradicionais, festivais ….
Artesanato: artes e ofícios tradicionais de uma região.
Gastronómicos: pratos típicos e produtos alimentares de cada região, assim como o vinho.
Arquitectura popular: formas e modos de viver de cada região, refletidos nas construções e nos conjuntos de
edifícios mais representativos.
Educacionais: inclui viagens organizadas com o intuito de aprender sobre uma temática e relacionada com
conteúdos curriculares e/ou questões profissionais.

3. Ecológicos ou da natureza
Este tipo de itinerário suscita cada vez mais interesse, motivado em parte, pelo ritmo de vida moderno das
grandes cidades. O objectivo é proporcionar aos participantes o usufruto e o contato com a natureza. As Áreas
Protegidas são, pelas suas caraterísticas, locais privilegiados para a realização deste tipo de itinerários,
salvaguardando, obviamente, os critérios de conservação e salvaguarda dos recursos naturais.
4. Religiosos
A religião foi uma das primeiras motivações de viagem da humanidade, que ainda se continua hoje em dia.
5. Turismo de saúde
Itinerários relacionados não só com termas, como também locais relacionados com o clima e a talassoterapia.
São produtos com grande procura e que podem ser conjugados com programas de actividades de recuperação
de forma, de combate ao stress [ex. hidroterapia, desporto, dietética…]
6. Turismo de aventura
Associado a uma tendência crescente face a um turismo activo em que se procura cada vez mais emoções e
novas experiências. Estão geralmente associados a desportos radicais e incluem uma grande variedade de
modalidades: parapente, trekking, rafting, BTT….
7. Turismo social
Pretende criar condições necessárias para que os sectores da população, que por razões económicas ou por
falta de hábito, educação ou informação, têm permanecido até ao momento fora do movimento turístico.
8. Turismo de férias ou de lazer
Trata-se da designação genérica em que a principal motivação não se relaciona com nenhum interesse
específico dos participantes. O objectivo é simplesmente sair do ambiente habitual, descansar e recuperar
forças durante o período de férias. Baseiam-se normalmente em estâncias de praia ou no interior em que se
combina um alojamento fixo com excursões e atividades nos arredores.

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Itinerário segundo o meio de transporte utilizado
Cada meio de transporte utilizado imprime um caráter e um estilo de viagem diferente. Atualmente, o carro e o avião
são os mais utilizados. O primeiro imprime mais mobilidade e flexibilidade ao turista, enquanto o segundo imprime mais
velocidade e conforto. O comboio e o barco têm conotações mais românticas, dado que são mais antigas e imprimem
mais originalidade às viagens.
1. Autocarro
Existem várias formas de utilizá-lo:
 Os circuitos fechados [round trip]: aqueles que realizam a ida e volta de autocarro;
 Serviços de lançadeira [back to back]: são utilizados vários serviços. Pode levar um cliente que está a
iniciar as férias e de regresso pode trazer um que está a acabar, reduzindo assim os custos.
Modalidades:
 Ida e volta no mesmo dia;
 Ida num dia e regresso no dia seguinte;
 Mudança de autocarro a meio do caminho;
2. Comboio
 Linhas regulares
 Comboios turísticos: funcionam apenas na época alta e oferecem diferentes serviços: gastronomia
típica, visitas, produtos regionais […]. Utilizado associado a outro meio de transporte, como o
autocarro ou barco, ex. região do Douro.
3. Barco
 Cruzeiros – pacotes com tudo incluído;
 Aluguer de embarcações;
 Passeios recreativos;
 Excursões marítimas e fluviais;

4. Avião
 Mais utilizado para longas distâncias pela segurança e rapidez;
 Podem ser utilizados as linhas regulares ou charter’s [estes muito utilizados pelos operadores turísticos
na realização de programas para grandes grupos]
5. Mistos
 Combinam vários meios de transporte num mesmo itinerário de forma a garantir rapidez, segurança,
conforto, flexibilidade…
6. Alternativos
 Dado que cada vez mais são procuradas novas experiências e novas emoções, os meios de transporte
alternativos são também utilizados para cativar novos públicos: itinerários em bicicleta, veículo todo
terreno, balão, cavalo…

Quadro resumo no que concerne à classificação dos itinerários segundo o tipo de transporte utilizados:
- Carro próprio ou de aluguer
- Limusinas com motorista/guia
Via Rodoviária - Táxi
- Miniautocarros [9-16 lugares]
- Autocarros [até 75 lugares]
- Embarcações para excursões curtas
Via Marítima ou Fluvial
- Cruzeiros marítimos e fluviais
- Grandes percursos
Via Ferroviária
- Itinerários turísticos
- Avião/charter’s
Via Aérea - Helicópteros e avionetas
- Balões ar quente
Meios Combinados Ex. fly-and-drive
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Outras classificações
1. Segundo o tipo de atracções e actividades propostas
 Itinerários gerais - apresentam grande variedade de atracções;
 Itinerários especializados ou temáticos – destinados a turistas com interesses e motivações específicas.
2. Segundo a forma de organização
 Itinerários lineares – quando o ponto de partida é diferente do ponto de chegada. Recurso a
alojamento em locais diferentes.
 Itinerários nodais – quando o ponto de partida coincide com o ponto de chegada.

3. Segundo o ambiente geográfico


 Itinerários: locais, regionais, nacionais e internacionais.
4. Segundo a duração
- Não implica alojamento;
- Meio-dia [manhã ou tarde];
Curta duração
- Dia inteiro ou nocturno;
- Visitas de cidades [excursões até 150 km]
- 1/2 noites de alojamento com refeições incluídas [opcional];
Média duração
- Fins-de-semana/eventos especiais/pontes festivas;
- Tours de 1/2 semanas que podem ou não ser combinadas com um
Duração normal de férias
período de estada num só destino;
- Mais de 15 dias. As chamadas grandes viagens, que requerem uma
Longa duração
preparação muito cuidada, normalmente são de custo elevado.

5. Segundo o destino
 Montanhas, cidades, praias…
6. Segundo o segmento de mercado
 Culturais, aventura ….
7. Segundo o número de participantes
 Individuais, grupos pequenos, grandes grupos [+ de 15 indivíduos]

Recursos afectos à concepção dos itinerários


Recursos turísticos
“ Todo o elemento natural, actividade humana ou seu produto, capaz de motivar a deslocação de pessoas ou de ocupar
os seus tempos livres” [Plano Nacional de Turismo 1986-89]

Classificação dos recursos turísticos [fonte DGT]

Recursos Recursos

Primários Secundários

Património
Actividades

Actividades
Equipamentos
Um recurso turístico poderá ser considerado como um determinado produto de um país ou de uma região,
Equipamentos
quer se encontre já em pleno mercado turístico, quer seja considerado como simples detentor de
potencialidades turísticas a explorar a curto ou médio prazo.

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Qualquer itinerário poderá contemplar um ou mais recursos, sejam eles primários ou secundário. Dependendo
do tipo de itinerário em causa, assim se podem identificar os recursos que apresentem maior potencial para a
sua valorização.

Os itinerários servem para promover/divulgar recursos e até mesmo despertar o interesse por aqueles que
ainda não estão reconhecidos. Os recursos desde que adequadamente seleccionados e utilizados, valorizam os
itinerários e podem tomá-lo num serviço diferenciado.
Na definição de um itinerário turístico, o reconhecimento e identificação dos recursos com maior potencial de
interesse pressupõem a avaliação dos gostos da clientela e, por outro lado, um correcto conhecimento sobre a
posse, possibilidade e condicionalismos de utilização do[s] recurso[s], sob pena de por em causa o equilíbrio
entre os agentes da oferta e da procura deste serviço.
A utilização de recursos turísticos, não é só por si, suficiente para dar corpo a um itinerário. É necessário,
também que a organização conte com outros recursos:
Humanos:
 guia-intérprete,
 monitores,
 motoristas…
Financeiros:
 fundo da própria empresa;
 venda de bilhetes;
 patrocínios;
 comparticipação de entidades locais, regionais, nacionais;
Técnicos e materiais:
 material audiovisual;
 cartas topográficas;
 bússola;
 material para prática de desporto
 […]

Recursos da informação:
A construção dos percursos deve entender-se como um estudo que deverá compreender reflexão e
investigação sobre os factores que interactuam no espaço: clima, fauna, flora, monumentos, artes, entre
outros. Um dos pilares da organização dos itinerários/circuitos é a informação. Os locais devem ser bem
conhecidos pelas entidades organizadoras, sendo necessário vários recursos de informação:
 Mapas;
 Tarifas de alojamento;
 Guias de alojamento e locais a visitar;
 Manuais de transportes, tarifas e horários;
 Tarifas de museus, monumentos, espectáculos …;
 Roteiros/guias turísticos dos locais a visitar;
 Agendas culturais dos locais a visitar;
 Vídeos;
 […]

As agências de viagens dispõem de complexos sistemas de documentação informáticos que permitem também
ter acesso a um ampla rede de informação permitindo realizar reservas de quase todos os serviços [ex. Galileu,
Amadeus, Sabre].
Para seleccionar a área de implementação de um percurso de interpretação é necessário abalizar algumas
características que poderão constituir factores de entrave ou valorizadores do mesmo.

Critérios possíveis para avaliar a aptidão de uma área


Diversidade
Representatividade
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Elementos carismáticos
Aspectos de viabilidade
Segurança
Acessibilidade
Posse/acesso
[…]

Organização de Itinerários
A elaboração e realização de um itinerário são o resultado de um longo processo de estudo e análise de
possibilidades e de um conhecimento prévio de dados. A metodologia usada depende do público-alvo, já que
isto determinará as várias opções bem como os serviços e actividades incluídas.
Interessa distinguir a metodologia utilizada quer se trate de um forfait para a procura [viagem por medida] ou
de forfait par a oferta [viagem organizada]. A diferença é que no primeiro caso é possível saber, com algum rigor
as necessidades do cliente, e por isso todos os serviços são direccionados nesse sentido. No segundo caso será
dirigido a um público mais ou menos alargado, visto que será comercializado pelos canais habituais. Em ambos
os casos exigem-se profissionais especializados. Embora em termos logísticos a metodologia forfait para a
oferta seja bastante mais complexa pela necessidade de planeamento e estudos prévios que exige que se
conheça de antemão as necessidades do público-alvo. A elaboração dos itinerários deve ter em conta o
aproveitamento dos recursos da região no sentido de operacionalizar um conjunto de percursos culturais e
turísticos que, em conjunto, constituam uma apresentação razoável do património e recursos da região. Este é
um dos objectivos da realização de itinerários/circuitos/rotas feitas em parceria com instituições do sector
público e privado do turismo.
Etapas da metodologia a seguir:
 Identificação dos objectivos de elaboração do circuito;
 Identificação do mercado alvo;
 Determinação das vantagens para o desenvolvimento da região [no sector turístico];
 Caraterização da região nos vários domínios [económico, social, turístico…];
 Caraterização e análise da oferta e procura turística da região;
 Seleção de elementos atractivos que irão integrar o circuito e definição da temática, de acordo com o
mercado alvo;
 Elaboração das várias cartas de infra-estruturas;
 Análise da carta de oferta [diversidade de recursos e sua distribuição];
 Pesquisa local [acessibilidades, segurança, interesse…];
 Definição e determinação das necessidades de intervenção ao nível das infra-estruturas e actividades
[animação….];
 Determinação do circuito principal e, eventualmente, outros complementares;
 Determinação do preço do circuito;
 Definição da estratégia de marketing;

Considerações a ter em conta na elaboração de itinerários:


 Evitar distâncias longas e seguidas;
 Não introduzir um número excessivo de ponto de paragem. Cada paragem exige, normalmente um
mínimo de 15/20 minutos;
 Flexibilidade em termos de tempo; deixar tempo para os imprevistos;
 Ter em conta os horários dos locais a visitar;
 Os almoços para grupos devem ser programados entre as 12 e as 14 horas;
 Ter em conta o dia da semana em que decore a viagem e prever as actividades de acordo;
 Confirmar, atempadamente, horários dos diferentes serviços utilizados;
 Ter em atenção os tempos médios das distâncias a percorrer;
 Bicicleta – 12/15 km/hora
 Autocarro:
 auto-estrada: 90/100 km/hora
 via rápida: 60/90 km/hora
 circuito urbano: 30/40 km/hora
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 Comboio:
 Alta velocidade: 150 km/hora
 Via larga: 80/90 km/hora
 Via estreita: 30/35 km/hora
 A pé: 4 km/hora

Identificação do traçado do itinerário

Fases da organização de um itinerário


- planeamento;
- desenho;
Preparação [antes de] - reservas;
- comercialização;
- venda;
Desenvolvimento [durante] - acompanhamento pelo guia;
- analisar o modo como decorreu;
- estudo da satisfação do cliente;
Análise [depois de]
- análise do desvio de custos;
- resultados económicos da viagem;

Motivos da viagem:
 Férias
 Desporto
 Cultura
 Ecologia
 Saúde
 Religião
 Profissão/negócios
 Laser organizado
 Turismo alternativo
 Turismo social

Fatores técnicos
Meios de deslocação Itinerários pedestres, de autocarro, de avião, barco …
Duração De 3, 7, 15 dias ou de meses
Distâncias Curtas, médias ou longas distâncias
Modo de viajar Individual, coletivo, pré-organizado ou feito à medida do cliente
Época do ano Sazonais, calendário fixo, eventos especiais

Fatores sociais
Meio social O modo de vida e condições económicas
Origem geográfica A procura de um meio geográfico diferente do seu quotidiano
Profissão Indicador dos gostos e potencial económico
Idade Essencial para avaliar os interesses e capacidade física
Cultura Para ajudar na seleção e apresentação do itinerário

Fatores comerciais
Equipamento da região
Alojamento e atractivos principais e secundários
receptora
Preços e zonas a visitar Nível de vida e taxas de câmbio
Possíveis vantagens para os Incentivos específicos: preço do combustível mais reduzido em
clientes determinado país, isenção de impostos [zonas francas]

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Inventário dos recursos naturais
 Geologia
 Clima
A paisagem e seus componentes  Relevo
 Hidrografia
 Flora e Fauna
Inventário dos recursos humanos
 História
 Arte
Atrativos históricos
 Tradições
 Folclore
 Actualidade
 Ciência e técnica
Atrativos contemporâneos  Artesanato
 Gastronomia
 Celebridades
Inventário dos recursos turísticos
 Atracções artificiais
Equipamentos recreativos
 Parques recreativos
 Festivais
 Exposições de arte
Manifestações culturais
 Som e luz
 Festividades
 Competições
Manifestações desportivas e
 Torneios
comerciais
 Feiras e salões
Inventário de alojamento
 N.º de participantes
 Nacionalidade e hábitos dos turistas
Deve considera-se
 Idade dos participantes
 Relação qualidade/preço
Seleção da categoria em função  A quem se dirige o produto?
do segmento de mercado  Ou quem está atualmente a comprar circuitos
 Evitar grandes diferenças entre os hotéis do mesmo
circuito.
Nota
 É conveniente ter atenção À localização do hotel,
facilidade de acesso, serviços complementares

Percursos de viação [ter em atenção os seguintes aspetos]

As etapas Cuja sucessão forma a estrutura do itinerário


Se têm as condições necessárias para o tipo de veículo utilizado, pela sua largura, altura,
As estradas
inclinação e tráfico.
A quilometragem Em equilíbrio entre os diversos pontos de paragem
O coeficiente de viabilidade Resultante dos kms percorridos e a velocidade da viatura ou seja a média horária de km.
Os diversos tempos Calculados em função do número de pessoas e a rapidez do meio de transporte.

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Os tempos de paragem Sempre indicados com a respectiva justificação

Percursos de viação – esquema operacional


Anota-se o “nome” [ex. EN 13, IP1, A1…] de estrada e algumas indicações que facilitem a
Estradas
orientação
Itinerário Anota-se as localidades de origem e destino e referem-se as povoações mais importantes
Quilómetros Anota-se os kms que separam as populações
Objectivo = determinar os horários mais coerentes na viagem.
Condicionantes = kms, o programa, o que visitar, quanto tempo se dispõem, em que hora
Horários se deve estar em determinado lugar, onde e a que horas se realizam as refeições, qual o
programa do dia seguinte, etc…
Paragens = no máximo de 3 em 3 horas
Tempos Anota-se os tempos “net” que se demora de uma povoação à outra
Paragens e visitas Indica-se os lugares a visitar e as paragens realizadas.

Com o itinerário elaborado, o produto está pronto para ser vendido e, a partir daqui, começa outra fase muito
importante: a elaboração do projecto de viagem que se vai apresentar ao cliente. Esta é também a fase crucial, uma vez
que o que se pretende vender é um produto intangível que vai chegar ao cliente desse programa ou folheto.
No caso das viagens à medida deve ser apresentado ao cliente um programa do itinerário, isto é, uma relação detalhada
e ordenada do projecto da viagem, onde devem constar os seguintes dados:

 Itinerário exacto por dia [com locais de paragem] e os serviços incluídos no preço.
 O plano de transporte [horários de saída e chagada e meios utilizados].
 O plano de alojamento [hotéis e respectiva categoria].
 O regime alimentar e serviços adicionais [transfers, visitas à cidade, etc].

A apresentação deste documento deve ser muito cuidada e atractiva. Sempre que possível deve ser explicada
pessoalmente ao cliente.

No que se refere às viagens organizadas, isto é, para a oferta têm as mesmas características básicas de elaboração, com
a diferença de que nestas os dados aparecem num folheto publicitário que tenta chegar a uma potencial procura. A
apresentação obedece a critérios específicos e deve conter, além dos itinerários, fotografias e informação geral sobre o
destino em causa.

É fundamental motivar o vendedor da viagem e posteriormente o potencial comprador. Para motivar o agente utilizam-
se vários procedimentos, desde pequenos-almoços de trabalho, até às viagens promocionais. Ao potencial comprador,
além de se oferecer o folheto de viagens, realizam-se outro tipo de acções publicitárias [anúncios na imprensa ou TV,
descontos por antecipar a data da reserva…].

Exemplo de itinerário: Rota do Guadiana


Dia 1 – quinta-feira [Rumo a esplêndidos monumentos de cultura e aventura… ]
09h00 – Partida de Lisboa, rumo a Vila Viçosa
12h00 – Chegada a Vila Viçosa, check-in na Pousada D. João IV
14h00 – Visita ao Paço Ducal
16h00 – Tempo livre
20h00 – Jantar no restaurante “O Ninho dos Cucos”
22h30 – Regresso à Pousada

Dia 2 – sexta-feira [Uma brisa com sabor a fauna e flora]


09h00 – Partida para Alcoutim
10h00 – Chegada a Alcoutim
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10h15 – Canoagem no Rio Guadiana
12h00 – Pausa para piquenique
13h30 – Continuação da prática de canoagem
16h30 – Partida para Monsaraz
17h30 – Chegada a Monsaraz, check-in no Hotel Rural Horta da Moura
18h15 – Passeio a cavalo nas margens do rio Guadiana
21h00 – Jantar no Hotel Rural Horta da Moura

Dia 3 – sábado [Aventuras e conquistas medievais]


10h00 – Inicio do programa Sabores de Aventura na vila de Monsaraz
12h30 – Conquista pedestre da vila de Monsaraz
13h00 – Pausa para piquenique
14h30 – Inicio do programa Aventuras Medievais
16h45 – Fim do programa
20h00 – Jantar no restaurante “O Alcaide” em Monsaraz

Dia 4 – domingo [Uma gota de vinho caída num rio de memórias]


11h00 – Check-out do Hotel Rural Horta da Moura
11h30 – Partida para Reguengos de Monsaraz, com paragem em S. Pedro do Corval [oferta de give-aways]
13h00 – Almoço no restaurante Central, em Reguengos de Monsaraz
15h00 – Visita às caves e prova de vinhos na herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz
16h00 – Partida para Lisboa
Sugestão para ocupar os tempos livres: Pastelaria Azul [doces regionais], Pastelaria Flor da Mata [doces regionais], Casa
de Artesanato Giesta….

Apresentação dos cálculos [para 10 pessoas]


Alojamento
 Vila Viçosa – Pousada D. João IV: quarto duplo 112€ [560€]
 Monsaraz – Hotel Rural Horta da Moura: quarto duplo 85€ [425€]
 Total do custo do alojamento: 993€

Restaurantes
Dia 1
 Pousada D. João IV [almoço]: 28, 50€
 Restaurante Ninho dos Cucos [jantar]: 20€
Dia 2
 Horta da Moura [jantar]: 17€
Dia 3
 Restaurante O Alcaide [jantar]: 16€
Dia 4
 Restaurante Central [almoço]: 14€

Total dos custos dos restaurantes: 955€

Entradas e visitas
 Paço Ducal: 5€
 Caves Herdade do Esporão: 2,50€
Total do custo das entradas e visitas: 75€

Outros
 Canoagem em Alcoutim com piquenique: 35€
 Passeio a cavalo na Horta da Moura: 15€
 TurAventur [actividades radicais]: 10€
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 Give Aways: 1,80€
Total: 618€

Transporte
 1 200€

Custos totais:
Alojamento – 993€
Refeições – 955€
Entradas – 75€
Outros – 618€
Transporte – 1200€
Total: 3841€

Preço por pacote: 384€

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